Um grave descaso da Prefeitura de São Luís com a situação da creche escola Maria de Jesus Carvalho, localizada no bairro da Camboa, aponta para uma tragédia anunciada com crianças de dois a cinco anos. Abandonada pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), cujo titular é o comunista Geraldo Castro, a unidade se encontra com vidraças de janelas quebradas e arreadas para dentro das salas há meses, que podem terminar de cair a qualquer momento na cabeça dos menores.

Há cerca de 30 dias, segundo denuncia de pais ao Atual7, apesar do titular da Semed tomar conhecimento do alto risco e ainda assim não determinar qualquer reforma na creche escola, uma das vidraças chegou a cair em uma sala do maternal, onde crianças de até três anos estavam. Por sorte ninguém saiu ferido.
Além das fotos tiradas na manhã desta quarta-feira 14, como mostra as imagens ao lado, pesquisa feita pela reportagem no aplicativo Street View do Google Maps confirma que o descaso acontece desde julho.
Em uma visão em 360 graus pela área externa da creche escola, percebe-se que a parte detrás da unidade, onde ficam as crianças do maternal, está quase toda com as vidraças quebradas e próximas de cair novamente dentro das salas de aula.
Fora o risco das vidraças, a falta de cerca de proteção, que dura desde o ano passado, facilita a entrada de bandidos, que pulam o muro para roubar hortaliças de uma horta ecológica desenvolvida de maneira autônoma pelo diretor da unidade, Aquiles Berrêdo, para despertar o sentimento e sensibilizar as crianças para a questão ambiental.

Apesar da gravidade e da necessidade de reforma urgente no local, curiosamente, a creche escola Maria de Jesus Carvalho fica ao lado da Praça da Camboa, mais conhecida como “Praça do Jumento”, que recebeu maior atenção do prefeito de São Luís, que teve por mais importante a reforma da praça, que é mais visível e por isso garante virtualmente mais votos do que na creche-escola, que pouco garante retorno eleitoral.
Embora possa alegar que o dinheiro para a praça corresponda à investimentos em infraestrutura e não em educação, dados do Portal da Transparência do governo federal mostram que, de janeiro a setembro deste ano, a Prefeitura de São Luís, administrada pelo pedetista Edivaldo Holanda Júnior, já recebeu o total de R$ 126.221.972,92 (cento e vinte e seis milhões, duzentos e vinte e um mil, novecentos e setenta e dois reais e noventa e dois centavos) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, o Fundeb, que dentre outras ações, deve ser utilizado para a reforma, total ou parcial, de instalações físicas (rede elétrica, hidráulica, estrutura interna, pintura, cobertura, pisos, muros, grades etc.) do sistema da educação básica.
O caso é de Polícia e Ministério Público estadual e federal.

Já trabalhei com escolas públicas, e garanto que não podemos julgar a prefeitura sem saber de fato o que está acontecendo… Pelo que tem na matéria, o secretário soube disso há 30 dias atrás, ou seja, ainda não deu nem tempo de finalizar um processo de licitação para reforma da escola… Ai os diretores das escolas para agilizarem, cobram através da mídia, mas esquecem que para ajeitar essas coisas, precisa de dinheiro público, e isso realmente é burocrático.
Pela sua linha de pensamento, que não é o que foi postado, o caso seria mais grave ainda: então o secretário de Educação de São Luís é relapso com as unidades? Pois se soube, segundo falseou você, somente há 30 dias…
Eu me pergunto como esses vidros quebraram? Prq os vidros parecem novos e a escola parece que foi reformada há pouco tempo… Parece algo causado pela ação de vândalos, ai sim é caso de polícia! Pois nào tem prefeito que aguente tanta depredação do patrimônio público.
Imagina se não parecesse reformada.
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[…] Durante o pronunciamento, Wellington chamou a atenção dos colegas de Parlamento para o fato de que as escolas públicas de São Luís, nas últimas semanas, passaram a ser alvo de vandalismos e invasões, e denunciou que única creche escola pública de São Luís de tempo integral está sem vidraças nas janelas e sem cerca de proteção em partes do muro, o que, além de permitir a passagem de água das chuvas para dentro da unidade, facilita a entrada de vândalos. Em outubro do ano passado, o Atual7 já havia chamado atenção para o problema. […]
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