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Raízen anuncia investimentos de R$ 200 milhões no Maranhão

Empresa vai construir uma base de distribuição de combustíveis no Porto de Itaqui. Projeto deverá estar concluído dentro de dois anos
Secretário Simplício Araújo, gestores da Seinc e executivos da Raízen durante assinatura do termo de compromisso da empresa que investirá R$ 200 milhões no Maranhão. Foto: Adriano Martins/Seinc
Trabalho e Renda

O Maranhão poderá se transformar em um dos maiores polos de armazenamento de líquidos do país, após a assinatura do termo de compromisso entre o Palácio dos Leões e a empresa Raízen, realizado recentemente. Com a assinatura, serão investidos R$ 200 milhões na construção de um de terminal de armazenamento de líquidos na retroárea do Porto do Itaqui, área do Distrito Industrial de São Luís.

A tratativa realizada por meio da Secretaria de Indústria e Comércio (Seinc), após diversas discussões, teve a finalidade de que a empresa assegure a contratação de mão de obra maranhense durante as obras e operação do terminal, além de contrapartidas, como a construção de escolas e participação do Programa ‘Mais Produtivo’, visando a contratação de produtos e serviços de empresas locais, além de doação de um caminhão ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia do Maranhão (IMEQ), contribuindo para o desenvolvimento e execução da política metrológica e da qualidade de produtos e serviços.

O grupo, que já investe na região conhecida como Matopiba (resultado de um acrônimo criado com as iniciais dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), onde a fronteira agrícola para cana-de-açúcar é explorada e se consolida como importante atividade de negócios, também utiliza o Porto do Itaqui, para distribuir diesel e gasolina por várias regiões do país.

“Com essa iniciativa do projeto e apoio do Governo do Estado pretendemos mais que dobrar a capacidade da Raízen, de expedição ferroviária a partir do Porto do Itaqui. Mas estamos investindo fora da área do porto organizado, o que permite que a gente faça investimentos atualizados em relação a produtividade, dobrando a capacidade de expedição”, afirmou Nilton Gabardo, diretor de desenvolvimento de infraestrutura da Raízen.

Com os investimentos, a empresa, a partir do Porto do Itaqui, vai atender o interior do Maranhão, Piauí e Sudoeste do Pará. Desde 2011, a Raízen tenta realizar o investimento no Estado, mas as limitações regulatórias do porto organizado não permitiam.

Segundo Nilton Gabardo, a nova ambiência favorável aos negócios do Maranhão, foi crucial para que os investimentos possam ser concretizados. “As tratativas com Governo do Estado e a eficiência da Secretaria de Indústria e Comércio, desde o começo foram excepcionais e chamaram a atenção da gente. Foi essencial a postura do Governo do Estado, pois ela permitiu de uma forma inteligente que viabilizássemos os investimentos. Com a iniciativa e devemos partir para construção o mais rapidamente”, reiterou.

Com previsão para a entrega da primeira fase do terminal para o final de 2017, o empreendimento irá gerar 207 empregos, além de dar apoio e fomento ao setor sucroalcooleiro do Maranhão. “Há algum tempo estamos viabilizando por meio de tratativas a instalação do terminal da Raízen no estado. Temos prospectado uma série de investimentos para gerar não só emprego e renda, mas também, ajudar a desenvolver diversos negócios”, afirmou o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo.

Mercado

Considerada a maior produtora global de açúcar e etanol de cana, e uma das maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil, a Raízen foi criada a partir da junção de parte dos negócios da Shell e Cosan. Com a aprovação da lei que desobriga a Petrobras de ser a operadora de todos os blocos de exploração do pré-sal no regime de partilha de produção, outras empresas podem importar combustíveis de outros países, o que dinamiza o mercado.

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