O desembargador Luiz Gonzaga Almeida Filho, do Tribunal de Justiça do Maranhão, concedeu medida liminar, na última terça-feira 28, suspendendo o recebimento de denúncia contra o ex-deputado estadual Rubens Pereira Júnior (PCdoB) e o ex-presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Edmar Serra Cutrim, em ação de improbidade administrativa por suposta prática de nepotismo.
Conforme mostrou o ATUAL7, a denuncia havia sido recebida em setembro do ano passado, pela juíza de Direito Alexandra Ferraz Lopez, da 7ª Vara da Fazenda Pública.
Segundo o Ministério Público, em 2007, então deputado estadual, Rubens Júnior nomeou em seu gabinete na Assembleia Legislativa o filho do conselheiro, Glalbert Cutrim, para o cargo em comissão de técnico parlamentar especial. Em contrapartida, no ano posterior, Edmar Cutrim nomeou Camila Torres e Silva, a Camila Pereira, irmã do comunista, para assessorá-lo em seu gabinete na corte de Contas estadual.
A continuidade da ilegalidade, ainda de acordo com o MP-MA, perdurou por cerca de seis anos, tendo Glalbert Cutrim sido exonerado do cargo apenas em 2014, por conta da obrigatoriedade de desincompatibilização prevista na legislação eleitoral, para poder se candidatar à Alema. Atualmente, ele é deputado reeleito na Casa, pelo PDT.
Para o desembargador do TJ-MA, porém, após análise do caso, “não restou satisfeita a prova suficiente de autoria e materialidade de violação” à Súmula Vinculante 13 do STF (Supremo Tribunal Federal), que trata sobre nepotismo.
Com a decisão de Luiz Gonzaga, que atendeu a pedido da defesa de Edmar Cutrim, o caso fica suspenso até que a Sexta Câmara Cível decida sobre o mérito do recurso, ainda sem data para ocorrer.
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