NOTíCIA · VIDA PúBLICA

Apesar de usar fundão, Braide diz que dinheiro público deve ser usado para beneficiar quem precisa

Discurso de candidato sobre regalias da Câmara é o mesmo usado em 2019 contra o aumento da verba que banca 100% de sua campanha para prefeito

Em discurso dissonante, o deputado federal e candidato a prefeito de São Luís pelo Podemos, Eduardo Braide, tem dito na propaganda eleitoral, nesta reta final de campanha, que defende o uso de recursos públicos com a população, não com políticos.

“O dinheiro público deve ser usado para beneficiar as pessoas que precisam. Por isso, como deputado federal, abri mão de todos os benefícios do cargo”, diz, referindo-se a regalias oferecidas pela Câmara dos Deputados a cada parlamentar da Casa, como imóvel funcional, carro, auxílio moradia e aposentadoria especial.

Populista, o discurso é o mesmo usado por Braide em 2019, quando ele votou contra o aumento do fundo eleitoral especial, o fundão, bancado com dinheiro público e que atualmente serve para pagar 100% de toda sua campanha ao Palácio de La Ravardière.

“Votei CONTRA o aumento do fundo eleitoral. A Saúde, Educação e Segurança Pública é que devem ser prioridade. O meu compromisso é com você!”, comprometeu-se no Twitter, à época.

Segundo dados do DivulgaCand (Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais), do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), até o momento, o candidato do Podemos declarou receitas de R$ 1.330.000,00. O recurso é integralmente oriundo dos cofres públicos, por meio do fundão.

Do montante já gasto, exatos R$ 725.084,75, segundo o último balanço registrado, 16.52% foi com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, como o produzido com dinheiro público por Braide para ele dizer na propaganda que acredita que o dinheiro público tem de dar benefícios é para as pessoas que mais precisam.

Fundador-Editor do Atual7. Especializado em jornalismo investigativo e de dados, utiliza a LAI para expor corrupção, abusos e violações no setor público e privado, fortalecendo o direito da sociedade à informação e a responsabilização de quem atenta contra o interesse público.

1 comentário

  1. Atual7

    […] além de deixar um partido pequeno e independente para se filiar em um que lhe garantisse tempo e estrutura para gastos de campanha, juntou toda espécie da fauna política em um mega consórcio, mais inchado nos últimos […]

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