NOTíCIA · VIDA PúBLICA

Gaeco volta a mirar Paulo Curió em operação que apura esquema de R$ 56 milhões em Turilândia

Nova fase da Operação Tântalo cumpre 21 mandados de prisão e 51 de busca e apreensão. Investigação aponta indícios de organização criminosa, fraude em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro
Maços de dinheiro empilhados sobre mesa durante contagem em operação do Gaeco do Ministério Público do Maranhão.
Gaeco apreendeu quase meio milhão de reais em endereços de investigados. Divulgação/MP-MA
Corrupção e Integridade Pública

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Maranhão deflagrou na manhã desta segunda-feira (22) a Operação Tântalo II, desdobramento da investigação que apura irregularidades na gestão do prefeito de Turilândia, José Paulo Dantas Filho, o Paulo Curió (União Brasil).

Foram cumpridos 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão, autorizados pela desembargadora Graça Amorim, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão. Cerca de 2 milhões foram apreendidos durante a operação. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 22,3 milhões nas contas dos investigados, valor que se soma aos R$ 33,9 milhões bloqueados na primeira fase.

Segundo o Gaeco, há indícios de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais durante a gestão de Paulo Curió. O dano total ao erário, conforme apuração do Ministério Público, soma R$ 56,3 milhões.

O Atual7 procurou Curió e a Prefeitura de Turilândia para posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.

As investigações envolvem as empresas Posto Turi, SP Freitas Júnior (Construtora Inovar), Luminer Serviços, MR Costa, AB Ferreira, Climatech Refrigeração e Serviços, JEC Empreendimentos, Potencial Empreendimentos, WJ Barros Consultoria Contábil e Agromais Pecuária e Piscicultura, além de servidores públicos e agentes políticos.

Homem de barba, cabelo escuro penteado para trás, veste camisa listrada em tons de roxo e branco, segura microfone com a mão direita enquanto fala. Ao fundo, flores rosas desfocadas.
Paulo Curió já havia sido alvo do Gaeco em fevereiro deste ano por suspeita de integrar organização criminosa que causou dano de R$ 33,9 milhões ao erário. @paulocurio14/Facebook

O nome da operação faz referência ao personagem da mitologia grega condenado a permanecer em um lago de águas cristalinas, com frutos ao alcance, mas sem jamais conseguir saciar a sede ou a fome. Para o Ministério Público, a metáfora representa o esquema investigado, no qual recursos públicos destinados a contratos de fardamento, materiais de limpeza, obras e combustíveis não teriam resultado em benefícios reais para a população.

Na primeira fase da Operação Tântalo, deflagrada em 25 de fevereiro deste ano, além do bloqueio de R$ 33,9 milhões nas contas dos investigados, foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão. Houve ainda a prisão de sete pessoas em flagrante por posse e porte ilegal de armas.

Fundador-Editor do Atual7. Especializado em jornalismo investigativo e de dados, utiliza a LAI para expor corrupção, abusos e violações no setor público e privado, fortalecendo o direito da sociedade à informação e a responsabilização de quem atenta contra o interesse público.

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