O ministro Sebastião Reis Júnior, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), negou pedido para reverter em caráter liminar (provisório) a prisão preventiva do prefeito afastado de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e do esposo da vice-prefeita, Hyan Mendonça.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira (19) no âmbito de um habeas corpus em que também foi rejeitada a liberdade plena da própria vice-prefeita, Tanya Mendes (PRD), e da primeira-dama, Eva Curió. Cabe recurso.
Os quatro integram o núcleo político-familiar do esquema que, segundo o Gaeco do Ministério Público do Maranhão, sob o comando do prefeito, desviou R$ 56,3 milhões dos cofres de Turilândia entre 2021 e 2025. Todos foram denunciados pelo procurador-geral de Justiça Danilo de Castro em 19 de janeiro por organização criminosa, peculato, fraude à licitação, corrupção passiva e lavagem de capitais.
O habeas corpus foi protocolado no dia 12 de fevereiro e distribuído por dependência ao ministro, por conexão com outro habeas corpus da mesma operação, impetrado em favor da ex-chefe do Setor de Compras do município, Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, que também teve liminar negada.
Na decisão desta quinta, além de indeferir a liminar, o relator determinou a requisição de informações ao Tribunal de Justiça e, na sequência, vista ao Ministério Público Federal.
Paulo Curió e Hyan Mendonça estão presos preventivamente desde 22 de dezembro de 2025, quando a Operação Tântalo II foi deflagrada pelo Gaeco. Já Tanya Mendes e Eva Curió obtiveram prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica em 26 de janeiro, após laudo da Vara da Infância concluir que a presença das mães era imprescindível ao desenvolvimento dos filhos. Para as duas, o habeas corpus buscava a liberdade plena, sem monitoramento.
Antes delas, ainda em janeiro, também teve a prisão preventiva convertida em domiciliar humanitária, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, a pregoeira Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira, por estar em tratamento contra câncer.
As investigações da Operação Tântalo II já resultaram, até o momento, na prisão de 21 pessoas, incluindo todos os 11 vereadores do município.
Turilândia está sob intervenção estadual desde o dia 12 de fevereiro, quando o governador Carlos Brandão (sem partido) deu posse ao defensor público Thiago Josino como interventor estadual no município.