A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (24) mandados de busca e apreensão em endereços de suspeitos de fraude e desvio de R$ 7 milhões de recursos federais destinados às áreas da educação, saúde e assistência social de Timbiras, cidade de 27,3 mil habitantes localizada no interior do Maranhão.
Batizada de Operação Pedras Frias, a investigação apura o direcionamento de certame licitatório realizado em 2023 para a contratação de empresa destinada ao fornecimento de material de expediente ao município.
Um dos alvos é o ex-prefeito Antônio Borba, secretário municipal de Governo e tio do atual prefeito de Timbiras, Paulo Vinícius, ambos do PRD.

Também foram feitas buscas na sede da prefeitura e na capital maranhense, determinadas pelo desembargador Marcus Bastos, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1º Região). Mais de R$ 122 mil em espécie foram apreendidos pelos agentes.
Segundo a Polícia Federal, os crimes investigados incluem fraude em licitação, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O esquema, ainda de acordo com a PF, contava com o direcionamento de contratação para uma única empresa, que, segundo a investigação, havia sido previamente escolhida.
O Atual7 procurou a Prefeitura de Timbiras por e-mail, mas ainda não houve retorno. A Operação Pedras Frias está sob segredo de Justiça. Com isso, a reportagem não tem informações de quem é o responsável pela defesa de Antônio Borba. O espaço segue aberto para manifestação.




A ação desta terça é desdobramento direto da Operação W.O., deflagrada em novembro de 2023, que investigou fraudes em pregões presenciais realizados na primeira gestão de Antônio Borba para fornecimento de materiais de informática e de limpeza.
Naquela ocasião, a PF constatou conluio entre empresários e servidores municipais, com indícios de apresentação de documentação fora do prazo, ausência de documentos obrigatórios, falsificação de assinaturas e simulação de cotações de preços.
A apuração constatou, com o auxílio da CGU (Controladoria-Geral da União), que uma das sessões públicas de licitação teria sido realizada em 12 de outubro, feriado nacional. Mais de R$ 10 milhões dos investigados foram bloqueados pelo TRF-1.