A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (25) em endereços ligados ao deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA). A investigação apura suspeitas de atuação de organização criminosa em crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro relacionados a emendas parlamentares do chamado “orçamento secreto“.
Os mandados foram expedidos pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de Goiás e Maranhão.
O Atual7 tenta contato com a defesa do deputado. O espaço está aberto para manifestação.
Batizada de Afluente, a operação mira empresas contratadas para executar obras com emendas parlamentares. Segundo a PF, Maranhãozinho seria sócio de uma dessas empresas.
Ainda de acordo com a PF, os valores teriam sido operacionalizados por intermédio da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e, posteriormente, direcionados à contratação de empresas vinculadas, direta ou indiretamente, aos alvos da operação.
“As investigações apontam indícios da existência de uma estrutura integrada por agentes públicos e privados supostamente destinada ao desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares federais”, diz o órgão, em nota.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados podem responder pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A Operação Afluente ocorre cerca de três meses após a Primeira Turma do STF condenar Josimar Maranhãozinho a 6 anos e 5 meses de prisão, em regime semiaberto, por corrupção passiva em um processo também relacionado ao esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. Maranhãozinho está licenciado do mandato na Câmara dos Deputados.