Yglésio apresenta queixa-crime contra Jefferson Portela por injúria e difamação
Política

Yglésio apresenta queixa-crime contra Jefferson Portela por injúria e difamação

Secretário de Segurança chamou deputado de ‘covarde e vil’, após nota de repúdio do parlamentar contra prisão injustiça de um jovem apontado como suspeito pelo assassinato do publicitário Diogo Campos

O deputado estadual Yglésio Moysés (PROS) apresentou, nesta sexta-feira 26, uma queixa-crime contra o secretário estadual de Segurança Pública, Jefferson Portela.

No documento, o parlamentar diz ter sido vítima de injúria e difamação por parte de Portela, após a emissão de uma nota de repúdio contra a prisão desastrosa e injusta de um jovem apontado como suspeito pelo assassinato do publicitário Diogo Campos.

Segundo Yglésio, em entrevista a rádio Mirante AM, ao comentar sobre a nota de repúdio, Jefferson Portela teria se referido a ele como um “um representante popular covarde e vil”.

No pedido de reparação aos supostos danos causados à sua honra, o deputado propõe como composição civil que Jefferson Portela, caso condenado, efetue o pagamento de R$ 20 mil, como forma de despenalização. O valor será integralmente doado à Fundação Antônio Jorge Dino, mantenedora do Hospital Aldenora Bello, instituição privada referência no atendimento oncológico no Maranhão.

O relator do caso é o desembargador Tyrone Silva, do Tribunal de Justiça do Maranhão, onde Jefferson Portela tem foro por conta do cargo.

Entenda a prisão desastrosa e injusta

Na semana passada, com base em indícios rasos, a Polícia Civil do Maranhão pediu ao Poder Judiciário e conseguiu a prisão preventiva do jovem apontado como suspeito pelo assassinato do publicitário Diogo Campos. Ele chegou a ser mandado para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas e teve sua foto, fardado como presidiário, vazada em alguns blogs locais.

Apenas cerca de 48 horas depois da prisão, após laudo do Icrim (Instituto de Criminalística) confirmar a versão apresentada em vídeos pela família e pela defesa, de que o carro apontado pela Polícia Civil como o utilizado no crime não era o mesmo do suspeito, é que o jovem foi posto em liberdade.

Segundo mostram as gravações, no horário do assassinato do publicitário, o veículo apontado pela Polícia Civil como utilizado no crime, de propriedade do pai do jovem, assim como o próprio suspeito, estavam no local onde funciona uma oficina da família, em um bairro localizado a quilômetros de distância de onde ocorreu o crime.