Banco do Brasil
Filho de Mourão é promovido a assessor da presidência do Banco do Brasil
Política

Com promoção, salário salta de R$ 12 mil mensais para mais de R$ 30 mil. Ele é servidor da instituição há 18 anos e vai auxiliar em questões ligadas ao agronegócio

Antonio Hamilton Rossell Mourão, filho do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), foi nomeado assessor especial da presidência do Banco do Brasil, agora comandada por Rubem Novaes. A promoção foi efetivada um dia depois do empossamento de Novaes pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). A informação foi publicada inicialmente no site O Antagonista.

Antes da promoção, o salário do filho do vice-presidente da República — que é servidor de carreira da instituição financeira, por concurso público — estava na casa dos R$ 12 mil mensais. No novo cargo, será agora de mais de R$ 30 mil. Ele é servidor concursado do Banco do Brasil há 18 anos, e já atuava como assessor da diretoria de Agronegócios do banco há 11 anos.

Rossell Mourão passa a integrar ainda o Programa de Alternativas para Executivos em Transição (PAET), que garante bônus altos para quem ocupou cargo no banco por dois anos.

De acordo com o Antagonista, a nomeação não consta na lista de nomeações divulgada pelo Banco do Brasil em comunicado ao mercado, mas foi confirmada pela instituição, que destacou que o cargo está previsto no estatuto do BB e é de livre provimento de seu presidente. Rossell Mourão vai auxiliar Rubem Novaes nas questões vinculadas ao setor, no qual tem uma pós-graduação.

STJ nega suspensão de liminar do Procon-MA em ação contra o BB
Política

Decisão foi proferida pela presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministra Laurita Vaz

O Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) do Maranhão teve negada suspensão de liminar contra decisão que desobrigou o Banco do Brasil a manter todas as atuais agências em funcionamento no estado, sem a possibilidade de transformá-las em postos de atendimento, medida incluída em um plano de reestruturação da empresa. A decisão foi da presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministra Laurita Vaz.

O Procon-MA pretendia ver sustados os efeitos do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão que julgou agravo de instrumento contra decisão que havia concedido tutela de urgência na ação civil pública movida pelo órgão contra a instituição bancária. “O fechamento de agências do Banco do Brasil, ora requerido, e a demissão de funcionários resultarão em graves reflexos para o estado do Maranhão”, ressaltou o Procon-MA no pedido.

Na argumentação, o instituto ainda alega que o fato de o banco ter alcançado elevados lucros operacionais, mesmo diante da crise econômica, demonstra que a instituição teria sobras em caixa que deveriam ter sido revertidas para a melhoria dos serviços bancários no estado.

De acordo com a decisão do STJ, o pedido de suspensão de liminar tem como pressuposto a execução provisória de decisão judicial proferida contra o Poder Público. Ocorre que o juízo de primeiro grau deferiu liminar favorável ao Procon-MA, mas o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão concedeu efeito suspensivo da decisão. Não há, portanto, ajuizamento de ação contra o Poder Público, o que desautoriza a utilização do instituto da suspensão.

Ainda segundo a decisão, a ação civil pública foi proposta pelo Procon-MA, visando intervir na estratégia de reestruturação do Banco do Brasil, pessoa jurídica de direito privado, disciplinada pelas regras das sociedades anônimas. “O Estado, por via transversa, busca a reforma do acórdão do Tribunal de Justiça de origem, ficando evidente a utilização do instituto da suspensão de liminar como sucedâneo recursal, o que é manifestamente descabido”, escreveu a ministra Laurita Vaz.

Saiba quais agências do Banco do Brasil serão fechadas em São Luís, Imperatriz e Açailândia
Maranhão

Para enxugar estrutura, banco vai oferecer plano de aposentadoria incentivada para até 18 mil funcionários

O Banco do Brasil anunciou, nesse domingo 20, um plano de reestruturação da instituição que reduzirá o número de agências e oferecerá um plano de aposentadoria incentivada para até 18 mil funcionários. Segundo comunicado ao mercado o BB fechará 402 agências em todo o país e transformará outras 379 em postos de atendimento ao longo do próximo ano. Também serão fechadas 31 superintendências regionais. Em outubro, o banco fechou 51 agências.

A economia anual com o enxugamento da estrutura é estimada pelo BB em R$ 750 milhões, sendo R$ 450 milhões da nova estrutura organizacional e R$ 300 milhões de redução de gastos com transporte de valores, segurança, locação e condomínios, manutenção de imóveis, entre outras despesas. Atualmente, o BB conta com 5.430 agências e 1.791 postos de atendimento.

O Banco do Brasil afirmou que a rede de agências “será reorganizada de forma a adequar-se ao novo perfil e comportamento dos clientes, com o aproveitamento de sinergias, a otimização de estruturas e a ampliação de serviços digitais, sem comprometer a presença do BB nos municípios em que atua”.

Maranhão

No Maranhão, de acordo com a assessoria de imprensa do Banco do Brasil, cinco agências serão fechadas e oito serão transformadas em posto de atendimento. O BB pretende ainda aposentar 248 funcionários em todo o estado.

Confira abaixo a lista de agências que serão fechadas no estado:

• São Luís - Anjo da Guarda
• São Luís - Deodoro
• São Luís - Hospital Materno Infantil
• Imperatriz - Praça da Cultura
• Açailândia - Parque das Nações

Confira abaixo a lista das agências serão transformadas em postos de atendimentos:

• Amarante do Maranhão - Amarante do Maranhão
• Itinga do Maranhão - Itinga do Maranhão
• Lima Campos - Lima Campos
• Matões - Matões
• Olho d'Água das Cunhãs - Olho d'Água das Cunhãs
• Parnarama - Parnarama
• São Luís - Alemanha
• São Luís - Anil