Bom Lugar
Secid quer saber como Sérgio Miranda usou R$ 655 mil de um convênio
Política

Peemedebista deixou a prefeitura no último dia 31. Verba teve como destino a substituição de 100 moradias de taipa e coberta de palha por construções de alvenaria e coberta de telha

A Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid) abriu procedimento para saber como o ex-prefeito de Bom Lugar, Sérgio Miranda (PMDB), utilizou os R$ 655.813,00 (seiscentos e cinqüenta e cinco mil e oitocentos e treze reais) de um convênio celebrado entre a pasta e o município.

O acordo foi firmando com a gestão do peemedebista ainda em 2010, tendo o prazo de vigência expirado desde o mês de junho de 2011. O convênio teve como objeto a substituição de 100 moradias de taipa e coberta de palha por construções de alvenaria e coberta de telha, nas condições definida pelo programa VIVA CASA. Ao julgar a documentação, a Secid encontrou diversas irregularidades na execução do convênio, e por isso não aprovou as contas.

Curiosamente, apesar do governo ter julgado a prestação de contas irregular, todas as contas do ex-prefeito de Bom Lugar referentes ao exercício de 2010, mesmo ano do convênio entre a Secid e a prefeitura, foram julgadas regulares e por isso aprovadas pelos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Maranhão, no final do ano passado.

Alheio ao julgamento do TCE-MA, o Palácio deu o prazo de 15 dias, a contar da data de sua intimação, para o ex-prefeito se manifestar sobre as irregularidades encontradas pela Secid no uso da verba conveniada.

Sérgio Miranda deixou o comando do município no último dia 31, após eleger a sua sucessora, Luciene Costa (PV), esposa do líder político Rogério Costa, o “Pitbull” — apelido ganho à custa de muitos problemas com a polícia e a Justiça; e o próprio irmão, Seliton Miranda (PDT), em São Raimundo do Doca Bezerra.