Dídima Coelho
PGJ abre procedimento para investigar Dídima Coelho por suspeita de peculato
Cotidiano

O prazo para conclusão das investigações é de 90 dias

A PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça) abriu investigação criminal para apurar possível prática de peculato (desvio de recursos públicos feito por funcionário público, para proveito pessoal ou alheio) pela prefeita de Vitória do Mearim, Dídima Coelho (MDB).

O procedimento foi instaurado na semana passada, pelo promotor de Justiça Carlos Henrique Menezes, da Assessoria Especial de Investigação, subordinada ao órgão máximo do Ministério Público e exclusiva para apurar atos ilícitos praticados por agentes políticos detentores de foro por prerrogativa de função.

Ainda não há detalhes sobre quais suspeitas levaram a PGJ a investigar a gestora. O prazo para conclusão das investigações é de 90 dias.

A pena prevista para o crime de peculato varia de 2 a 12 anos de prisão, além de multa.

Em julho do ano passado, Dídima Coelho foi acionada pelo Ministério Público do Maranhão, que pediu à perda das funções públicas e a suspensão dos direitos políticos no período de três a cinco anos da prefeita, por improbidade administrativa.

Investigações apontaram que, nos períodos de abril a dezembro de 2018 e de março a abril de 2019, a Prefeitura de Vitória do Mearim repassou mais de R$ 14,5 mil à Juliana Bruce Batalha, recepcionista fantasma da gestão municipal.

À época, Juliana Batalha também foi acionada, além de denunciada por peculato.

O ATUAL7 solicitou posicionamento da Prefeitura de Vitória do Mearim sobre a investigação criminal, em e-mail enviado ao gabinete de Dídima Coelho, mas não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.