MEC
Weverton critica corte de 30% de verba em universidades federais por Bolsonaro
Política

Anúncio sobre contingenciamento foi feito pelo MEC na semana passada. PDT entrou no STF com ADI contra a medida

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) criticou o corte de 30% no orçamento geral das universidades públicas e institutos federais pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL). O anúncio foi feito pelo Ministério da Educação (MEC) na semana passada. De acordo com MEC, o contingenciamento de verbas chega ao montante de R$ 5,8 bilhões.

“É inaceitável o corte de recursos para as instituições de ensino superior. Não vamos sair da crise desestimulando o pensar”, ressaltou o parlamentar.

Líder da bancada do PDT no Senado, Weverton elogiou a iniciativa do partido de entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida.

“Foi uma excelente iniciativa. O PDT não vai admitir um absurdo como esse. A justificativa dada pelo governo não tem sentido. O corte dos recursos é uma forma de tentar restringir a liberdade de pensamento”, afirmou o senador.

Inicialmente, o corte agora estendido para todas as instituições federais foi anunciado para apenas três universidades – Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de Brasília (UnB) –, que, segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, promoviam "balbúrdia".

“Eu gostaria de saber qual a definição técnica de balbúrdia que justifique um corte de 30% do orçamento anual. O contingenciamento desses recursos atinge despesas destinadas a custear gastos como água, luz, limpeza e bolsas de auxílio a estudantes”, explicou.

Para o senador, o governo Bolsonaro não pode cortar recursos financeiros das faculdades para desestimular o pensamento livre e crítico.

Vélez é demitido do MEC; Abraham Weintraub assume cargo
Política

Nome do economista para a pasta foi divulgado por Jair Bolsonaro no Twitter

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou, nesta segunda-feira 8, pelo Twitter, a demissão de Ricardo Vélez do Ministério da Educação (MEC). Segundo o presidente, a pasta passa a ser comandada agora pelo economista Abraham Weintraub.

"Comunico a todos a indicação do Professor Abraham Weintraub ao cargo de Ministro da Educação. Abraham é doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta. Aproveito para agradecer ao Prof. Velez pelos serviços prestados", postou.

Ricardo Vélez deixa o comando do MEC depois de uma crise que causou uma sequência de demissões na pasta. graças à falta de sintonia entre militares e olavistas (seguidores do 'guru' de Bolsonaro, Olavo de Carvalho).

Professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Weintraub é mestre em administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Executivo do mercado financeiro, atuou no grupo Votorantim e foi membro do comitê de Trading da BM&FBovespa. Em 2016, coordenou a apresentação de uma proposta alternativa de reforma da previdência social formulada pelos professores da Unifesp.

Segundo a Agência Brasil, ele já fazia parte do governo de Jair Bolsonaro, atuando como secretário-executivo da Casa Civil, sob o comando de Onyx Lorenzoni.