Peri-Mirim
Peri-Mirim: filho, irmãos, mulher e até ex-mulher foram sinecurados pelo prefeito
Política

Ministério Público requer a declaração de nulidade dos atos de nomeação de todos os familiares e agregados de Dr. Geraldo Amorim

No município de Peri-Mirim, localizado a 335 quilômetros da capital do Maranhão, o prefeito Dr. Geraldo Amorim (PMDB) ultrapassou as barreiras do nepotismo e, após pendurar praticamente toda a família nos cofres públicos da cidade, foi além e sinecurou também até mesmo a ex-mulher.

Se o Poder Judiciário do Maranhão atender a pedido feito pela promotora Raquel Madeira Reis, porém, essa farra pode acabar.

Desde o último dia 22, o peemedebista foi representado pelo Parquet, por conta dos diversos casos irregulares na administração municipal. A lista de familiares empregados é assustadora.

Pelo levantamento, até o momento, foram identificados como empregados pelo prefeito o seu herdeiro, José Geraldo Amorim Pereira Filho, no cargo de secretário municipal de Finanças e Gestão Administrativa; os seus irmãos, João Domingos Amorim Pereira e Antônio Amorim Pereira, respectivamente, como secretário de Obras e Transporte e assessor jurídico da prefeitura; Flávia Caroline Marques Amorim, sobrinha de Dr. Geraldo, com cargo na Secretaria Municipal de Educação; a esposa, Walkíria Amorim França, com cargo na Secretaria Municipal de Saúde; e até mesmo a ex-mulher do prefeito, Indiara Araújo Pereira, como chefe de Odontologia.

Segundo o Ministério Público do Maranhão, além da falta de qualificação profissional, nenhum deles havia ocupado cargos públicos antes. O fato demonstra, ressalta o MP-MA na ação, que as nomeações “decorreram unicamente do vínculo de parentesco com o chefe do Executivo Municipal”.

“Há que se ressaltar a relevância das competências compreendidas nos cargos ocupados pelos parentes do requerido, que demandam conhecimento, experiência e grande poder de decisão. Não se concebe que competências tão relevantes sejam desempenhadas por pessoas que não possuem qualquer vivência com o serviço público e qualificação necessária para exercer suas atribuições com competência, eficiência, dentro de padrões de qualidade mínimos, o que fica prejudicado quando o único critério para nomeação é o vínculo afetivo/familiar com a autoridade nomeante”, observa a promotora de Justiça.

Na ação, o Parquet requer a declaração de nulidade dos atos de nomeação de todos os familiares e agregados.

Também foi pedido que a Justiça determine a Dr. Geraldo Amorim que apresente a relação completa de secretários, secretários adjuntos e dos servidores contratados de forma precária, sem prévia aprovação em concurso público, especificando os que se enquadrem em situação de nepotismo, além dos respectivos atos de exoneração, sob pena de multa diária em caso de descumprimento.