Pnad – Contínua
Governo Dino faz malabarismo com dados do IBGE sobre renda no MA
Economia

Renda média per capita no estado foi menor que o salário mínimo em 2019, segundo Pnad – Contínua. Gestão comunista divulgou ter sido acima da média nacional

O governo Flávio Dino, do PCdoB, fez malabarismo com dados do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) – Contínua, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nessa sexta-feira 28, e enviados ao TCU (Tribunal de Contas da União), que os usará para o rateio do FPE (Fundo de Participação dos Estados).

De acordo com o levantamento, a renda média per capita (por membro da família) no Maranhão ficou abaixo do salário mínimo em 2019. Considerando o ranking nacional, sob Dino, o Maranhão ficou na lanterna, com a menor renda registrada em todo o país: R$ 635,59 —o equivalente a 63% do salário mínimo vigente no ano passado, de R$ 998.

Ao divulgar os dados, porém, a gestão comunista cravou que, de acordo com o IBGE, a renda no Maranhão subiu acima da média nacional em termos proporcionais.

“O aumento da renda no Maranhão foi maior tanto no período 2014-2019 quanto no período 2018-2019. Na média nacional, o valor subiu 36,7% entre 2014 e 2019. Já no Maranhão, o avanço foi de 37,7%. Na comparação entre 2018 e 2019, o Brasil subiu 4,78%. E o Maranhão, 5,05%”, diz publicação no site institucional do governo.

Segundo levantamento do ATUAL7, porém, a série histórica do Pnad – Contínua mostra que o Maranhão sempre registrou a renda média per capita mais baixa do país, sempre abaixo da média nacional.

Em 2014 , primeiro ano que teve os dados divulgados pelo IBGE, a renda média per capita no Maranhão foi R$ 461 por pessoa, enquanto a média nacional foi de R$ 1.052 por pessoa. Em 2015, foi de R$ 509 no Maranhão, o de menor peso em todo o país, e R$ 1.113 a média nacional. Em 2016, o menor valor registrado também foi no Maranhão, de R$ 575, enquanto o nacional atingiu R$ 1.226. Em 2017, o valor registrado no Maranhão foi R$ 597, menos da metade da média nacional, R$ 1.268. Em 2018, o menor rendimento por pessoa também foi observado no Maranhão, de R$ 605 por morador, o que representa menos da metade da média nacional, de R$ 1.373. E em 2019, foi de R$ 636 no Maranhão, enquanto que a nacional registrada foi de R$ 1.439.

A Pnad – Contínua é uma pesquisa domiciliar que, a cada trimestre, levanta informações socioeconômicas em mais de 200.000 domicílios, distribuídos em cerca de 3.500 municípios.

Os rendimentos domiciliares são o resultado da soma dos rendimentos, do trabalho e de outras fontes, recebidos por cada morador no mês de referência da entrevista, considerando todos os moradores do domicílio.

O rendimento domiciliar per capita é a divisão entre o total dos rendimentos domiciliares e o total dos moradores, para cada Unidade da Federação e para o Brasil, considerando sempre os valores expandidos pelo peso anual da pesquisa.

Sob Dino, renda média per capita no MA é menor do que salário mínimo
Economia

Dados foram divulgados pelo IBGE, nesta sexta-feira 28, referente a 2019. No ranking nacional, estado segue na lanterna da pobreza

Sob o comando de Flávio Dino (PCdoB), a renda média per capita do Maranhão ficou abaixo do salário mínimo em 2019, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta sexta-feira 28. Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) – Contínua.

De acordo com o levantamento, no ranking nacional, o Maranhão segue na lanterna, com a menor renda registrada: R$ 635,59 —o equivalente a 63% do salário mínimo vigente no ano passado, de R$ 998. O valor é, ainda, mais de quatro vezes inferior à renda média no Distrito Federal, de R$ 2.685,76 —rendimento 1,8 vezes maior que a média nacional, de R$ 1.438,67.

Ao todo, 12 estados tiveram rendimento médio per capita abaixo do salário mínimo. Por ordem decrescente de valor: Sergipe, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Bahia, Acre, Amapá, Amazonas, Piauí, Pará, Alagoas e Maranhão.

Em 2014, ano oficial de início da recessão, eram nove: Bahia, Rio Grande do Norte, Paraíba, Acre, Pará, Ceará, Alagoas e o Maranhão, à época já na lanterna.

Segundo o IBGE, os rendimentos domiciliares são obtidos pela soma todos os rendimentos recebidos por cada morador, no mês de referência da pesquisa. O rendimento domiciliar per capita é a divisão dos rendimentos domiciliares pelo total dos moradores. Esses rendimentos são calculados para cada unidade da Federação e para o Brasil, considerando sempre os valores expandidos pelo peso anual da pesquisa.

Ainda de acordo com o IBGE, os dados do Pnad– Contínua são usados para balizar a distribuição dos repasses do FPE (Fundo de Participação dos Estados). Pela regra, estados com uma renda per capita inferior à renda per capita brasileira possuem um fator maior, o que resulta em maior cota do FPE para os estados mais pobres.