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Política

Revelação foi feita em carta aberta aos funcionários públicos vigilantes do Maranhão

O presidente do SFPVEMA, Roberval Jansen, que revelou esquema montado por ex-presidente para desmoralizar o TRT do Maranhão
Reprodução Esquema desmontado O presidente do SFPVEMA, Roberval Jansen, que revelou esquema montado por ex-presidente para desmoralizar o TRT do Maranhão

Em carta aberta aos funcionários públicos vigilantes do Maranhão, o presidente do SFPVEMA, Roberval Jansen dos Santos, revelou um forte esquema operado no Sindicato dos Funcionários Públicos Vigilantes do Estado do Maranhão (SFPVEMA) por seu ex-presidente, Orlando Pavão, e ex-tesoureiro, Galdino Cutrim.

Segundo Roberval, Pavão e Cutrim teriam surrupiado quase R$ 150 mil dos cofres da entidade, causado prejuízos aos associados, e escamoteado documentos do sindicato, como livro de inventário de bens, de registro de associados e outros.

Na carta, o presidente do SFPVEMA relata um suposto encontro entre ele o o ex-presidente do sindicato, onde Pavão teria afirmado possuir um padrinho forte no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Maranhão, e que esse padrinho seria o senador João Alberto, do PMDB.

Roberval Jansen, no entanto, diz não acreditar que o peemedebista venha interferir no processo judicial.

Abaixo a íntegra da carta:

Carta aberta aos Funcionários Públicos Vigilantes do Estado do Maranhão e à sociedade em geral

Ao ingressar na Justiça do Trabalho pleiteando o afastamento da Mesa Diretora do Sindicato dos Funcionários Públicos Vigilantes do Estado do Maranhão (SFPVEMA), em função de inúmeras irregularidade praticadas por seus representantes, e que trouxe graves prejuízos para entidade e para seus associados, tais como empréstimos sem prévia autorização da categoria, dividas junto ao INSS e outros órgão públicos no valor de 148,000,00, seguro de vida Bradesco, conforme propostas de n° 53958949 e 53953779, ambas no valor de R$ 4,793,48, em nome do ex-presidente Orlando Pavão e sua esposa; e do ex-tesoureiro Galdino Cutrim e uma outra senhora, que prefiro não mencionar o nome dela para evitar maiores constrangimentos, além de um automóvel Siena, financiado em nome dele, mas pago com verba do sindicato, conforme declaração escrita pelo próprio Orlando Pavão e registrada em cartório, além de ter deixado dois meses de aluguel da sede do SFPVEMA atrasados, não ter entregue a documentação do sindicato como estatuto, livro diário, livro de registro de associado, livro de inventario de bens, livro de registro de empregados, livro de atas de reunião de diretoria, e por fim livro de ata de reunião de assembleia geral.

Ingressei confiante na idoneidade da justiça através dos aplicadores do direito, dos magistrados que a compõem, em nenhum momento tive qualquer preocupação com a lisura dos procedimentos judiciais, mesmo quando o senhor Orlando Pavão, em um encontro que tivemos casual olhando em meus olhos, bateu no peito e disse: “caboclo teus dias estão contados, é questão de tempo estou voltando a ocupar a cadeira de presidente porque meu padrinho é forte e que o TRT-MA jamais deixaria de curva-se a uma ordem do senador João Alberto", de quem se diz afilhado.

Vendo a campanha difamatória que esse senhor faz contra a Justiça do Trabalho, na pessoa da desembargadora Dra. Ilka, porque teve os seus interesses contrariados, poderia eu também levantar questionamentos semelhantes:

1º- O TRT-MA se curva diante de ameaças proferidas por jurisdicionados que não se conformam com as decisões que não lhes são favoráveis?

2º- Devo acreditar nas falácias do senhor Orlando Pavão, quando diz que o senador João Alberto controla as decisões do TRT-MA, e que é capaz de mudar decisões mesmo que contrariem a Justiça?

3º- Será que o fato de um recurso ordinário, que versa sobre essas questões sindicais, foi propositadamente direcionado para o gabinete do desembargador Gerson de Oliveira Filho para ele favoreça o senhor Orlando Pavão, vez que referido desembargador e casado com uma prima do senador João Alberto?

Não! Prefiro acreditar que Justiça não se presta a favorecer a proteger afilhados de quem quer que seja. Prefiro acreditar que a justiça veste o manto da imparcialidade e que dá às partes somente aquilo que lhe pertence aos olhos da lei.

Enfim, prefiro acreditar que um senador da República, inclusive eleito com meu voto, e demais maranhenses, não se incuba de defender interesses privados e que lesiona seu eleitorado.

São luis 15 de maio de 2015.

Roberval Jansen dos Santos

Presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos Vigilantes do Estado do Maranhão (SFPVEMA)