Inquérito da PF contra Eduardo Braide é redistribuído para Olindo Menezes
Política

Inquérito da PF contra Eduardo Braide é redistribuído para Olindo Menezes

Investigação no TRF-1 apura movimentação financeira atípica e apropriação indevida de recursos públicos pelo deputado e empresas envolvidas na Máfia de Anajatuba

Um inquérito da Polícia Federal que investiga o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) foi redistribuído para o desembargador federal Olindo Menezes, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1.ª Região. O procedimento foi aberto a partir de levantamentos sobre suposta apropriação indevida de recursos públicos e movimentações financeiras atípicas pelo parlamentar e quatro empresas envolvidas na organização criminosa que, após desbaratada pela Operação Attalea, ficou conhecida como Máfia de Anajatuba.

Até o início do mês de julho último, quando o inquérito foi redistribuído para Olindo Menezes, o relator original era o desembargador federal Hilton Queiroz, então presidente da Corte quando a investigação foi instaurada no TRF-1, em 2016, a pedido do procurador Regional da República (PRR) da 1.ª Região, Ronaldo Meira Vasconcellos Albo.

De acordo com as autos, as quatro empresas teriam feito vultuosas movimentações financeiras ao dispêndio de recursos públicos por diversos municípios maranhenses, dentre os quais destacam-se: Paço do Lumiar, Cajapió, Anajatuba, Caxias, Chapadinha, Codó, Dom Pedro, Itapecuru, Mirinzal, Pinheiro, Trizidela do Vale e Tuntum.

No decorrer dessa apuração, os investigadores chegaram ao deputado do PMN e aos prefeitos dos municípios onde a organização criminosa teria operado.

Além das apontadas movimentações financeiras atípicas, descobertas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Braide teve empregados em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Maranhão o operador e o laranja de uma das empresas da Máfia de Anajatuba, presos pela PF durante a Operação Attalea.

A informação consta em outra investigação, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) em período anterior, também sobre a chamada Máfia de Anajatuba. Outros dois inquéritos da Polícia Federal, um de 2014 e o outro de 2015, também apuram os fatos.

Há indícios, segundo os federais e os procuradores da República, de que o esquema tenha servido para lavagem de dinheiro. Por correrem sob sigilo, para não frustar os levantamentos, as investigações não são informadas nas certidões emitidas pela Polícia Federal, Gaeco e Tribunal Regional Federal da 1.ª Região.



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