Apesar de relatos de fura-filas da vacina, Ministério Público e Prefeitura de São Luís aguardam formalização de denúncias para abrir investigação
Cotidiano

Segundo o deputado Yglésio Moyses, pessoas que não fazem parte dos grupos prioritários estariam conseguindo se vacinar

O Ministério Público do Maranhão e a Prefeitura Municipal de São Luís aguardam a formalização de denúncias para decidirem sobre a abertura de procedimentos para apurar relatos de que pessoas estariam furando a fila da vacinação contra a Covid-19 em São Luís.

A informação foi dada ao ATUAL7 pelo órgão e pela administração municipal, na tarde dessa quinta-feira 21, em resposta a questionamento sobre publicações nas redes sociais feitas pelo deputado estadual Yglésio Moyses (PROS), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e das Minorias na Assembleia Legislativa.

Segundo o parlamentar, “médicos que só atendem em consultório, ex-dono de hospital, ginecologista de consultório e aposentados de hospital” estariam “dando aquele velho ‘jeitinho brasileiro’” para se vacinarem entre os grupos prioritários, mesmo não fazendo parte.

Ao ATUAL7, por meio de nota, a gestão de Eduardo Braide (Podemos) disse que “repudia qualquer tentativa de burlar as regras estabelecidas para a vacinação no Centro Municipal de Vacinação”, e que “disponibilizou modelos de declaração para unidades de Saúde públicas e privadas de São Luís, com objetivo de que essas instituições forneçam informações verídicas quanto a atuação dos profissionais que atuam na linha de frente da Covid-19”.

Questionada sobre a abertura de procedimento para apurar os relatos de Yglésio Moysés, porém, a prefeitura apenas destacou que as denúncias precisam ser formalizadas.

“Para que a vacinação continue transcorrendo normalmente e atendendo a quem de fato pertence aos grupos estabelecidos, a SEMUS pede que as possíveis irregularidades sejam denunciadas à Secretaria, que prontamente às levará ao conhecimento do Ministério Público”, ressaltou.

Embora possa agir de ofício, isto é, sem necessidade de provocação, o Ministério Público também ressaltou que as denúncias sobre pessoas furando a fira da vacinação precisam ser formalizadas.

Segundo o órgão, porém, mesmo não tendo recebido formalmente, até ontem, qualquer denúncia de que pessoas estariam sendo vacinadas indevidamente, providências para impedir que esse tipo de situação ocorra já estão sendo tomadas. Como exemplo, citou a emissão de ofícios aos promotores que atuam em todos os 217 municípios maranhenses, a fim que notifiquem secretários municipais de saúde sobre a obrigatoriedade da observância da fila de prioridade na vacinação contra a Covid-19.

“O Ministério Público do Maranhão reforça que casos de vacinação irregular devem ser denunciados nos canais disponíveis, por meio de sua Ouvidoria ou qualquer outra forma autorizada por lei”, destacou.

De acordo com a Prefeitura de São Luís, até ontem, cerca de 2,5 mil pessoas já haviam sido atendidas no Centro Municipal de Vacinação, localizado no pavilhão de eventos do Multicenter Sebrae, no bairro do Cohafuma.

Sem transparência, a falta de divulgação de microdados (com informações como quantidade precisa de doses por grupo prioritário e lista de pessoas vacinadas) vem impedindo o cidadão comum de melhor exercer o controle social e auxiliar os órgãos de fiscalização quanto ao cumprimento dos critérios de vacinação.

Inserção da mulher no mercado de trabalho pautará atuação de Karla Sarney na Câmara de São Luís
Política

Vereadora do PSD chega ao Parlamento ludovicense após segunda tentativa, com 2.594 votos

Advogada tributarista, Karla Sarney (PSD) chegou à Câmara Municipal de São Luís em sua segunda tentativa. Em 2016, então filiada ao PRTB, obteve nas urnas exatos 1.474 votos. À época, mesmo sem usar Sarney na urna, o sobrenome pesou por conta do cenário político que São Luís e o Maranhão atravessavam. Ela é sobrinha do ex-senador José Sarney, e prima da ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

Para a vereadora, eleita em 2020 com 2.594 votos, na eleição anterior havia uma campanha de desconstrução contra o clã Sarney. “No passado foi feito todo um trabalho de desconstrução do nome Sarney”, disse ao ATUAL7.

“Não estou dizendo aqui que não houveram erros, mas muita coisa que foi dita, era exagero”, disse, completando: “Hoje, as pessoas estão tendo espaço pra enxergar a verdade. [Nas eleições de 2020] alguns não votaram por causa do sobrenome, mas muitos votaram por causa dele, também. Acredito que o saldo foi bastante positivo”, avalia.

Apesar de forte campanha de entidades e nas redes sociais, somente cinco mulheres foram eleitas para a Câmara de São Luís em 2020. Sob esse cenário, Karla Sarney quer ser uma voz representativa no parlamento ludovicense. Para isso, entre suas prioridades está a de apresentar projetos que insiram mulheres no mercado de trabalho. “Acredito que com as políticas certas, melhorando a capacitação feminina e trazendo a mulher para o mercado de trabalho, melhoramos muito a qualidade de vida das famílias”, destacou.

A vereadora do PSD acredita que, como resultado das ações que pretende desenvolver no mandato, a saúde e a educação de São Luís tendem também a melhorar. “Sei que é uma luta, mas temos um mandato todo para trabalharmos”, disse.

“Desenvolvimento, progresso, da crença em Deus, da família e do compromisso com o cidadão” também estão entre suas bandeiras. “Meu ponto é que sempre defenderei o que acredito e sempre terei Deus em meu coração”, resumiu Karla Sarney.

Na Câmara, o relacionamento entre a vereadora e Eduardo Braide (Podemos) não deve enfrentar dificuldades. Além do prefeito de São Luís ter como vice uma correligionária de Karla Sarney, a professora Esmênia Miranda (PSD), ela tende a atuar na Casa em sintonia com a gestão municipal. “Temos ideias muito parecidas para o desenvolvimento de nossa cidade e para melhorar a vida das pessoas. Acredito que iremos caminhar juntos”, declarou.

TRF-1 manda para Procuradoria inquéritos contra Eduardo Braide
Política

Investigação apura fatos relacionados à chamada Máfia de Anajatuba. Prefeito de São Luís é suspeito de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro

O desembargador federal Olindo Menezes, da Segunda Seção do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, encaminhou para a PRR (Procuradoria Regional da República) da 1ª Região dois inquéritos da Polícia Federal que investigam o agora prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), por suspeita de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Ambos apuram fatos relacionados à chamada Máfia de Anajatuba, desbaratada pela PF há cinco anos, na Operação Attalea.

Os autos foram remetidos na última terça-feira 19, com decisão terminativa. Um dos inquéritos diz respeito à cautelar de quebra de sigilo bancário de Braide.

Em setembro de 2019, Olindo Menezes havia decidido que as investigações deveriam prosseguir no STF (Supremo Tribunal Federal), em razão de foro por prerrogativa de função que Eduardo Braide, à época, possuía como deputado federal.

Embargos apresentados pela defesa de Braide naquele mesmo mês, e manifestação do procurador-chefe regional da República da 1ª Região, Ronaldo Meira Albo, porém, provocaram a permanência dos autos no TRF-1. A Corte chegou a marcar para dezembro do ano passado a sessão que daria um ponto final ao imbróglio, quando seria finalmente decidido se os autos seriam remetidos ao Supremo ou à Justiça Federal no Maranhão, mas acabou retirando o caso de pauta.

Conforme mostrou ponto a ponto o ATUAL7, as investigações contra Eduardo Braide tiveram início em 2014, a partir de movimentação financeira atípica dele e diversos outros investigados, capturas pelo antigo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) —rebatizado de UIF (Unidade de Inteligência Financeira) no governo de Jair Bolsonaro (sem partido). À época, ele disputava a reeleição para a Assembleia Legislativa do Maranhão.

Com base em levantamentos do primeiro inquérito, que tramita no TRF-1 sob número 0058214-57.2016.4.01.0000, dois anos depois, foi instaurado outro inquérito na Corte, sob número 001791822.2018.4.01.0000, de quebra de sigilo bancário.

Na campanha eleitoral de 2020, quando mudou o perfil político e conseguiu se eleger prefeito de São Luís, assim como havia feito nas eleições municipais de 2016, Braide censurou a imprensa com processos eleitorais, cíveis e criminais. Apesar de ter constituído defesa nos autos, reiteradamente e às custas de dinheiro de fundo público, ele faltou com a verdade e afirmou que não é nem nunca foi investigado pelo Polícia Federal.

Além de Eduardo Braide, também são alvos da PF as empresas Vieira e Bezerra Ltda - ME, A.J.F Júnior Batista Vieira - ME, Escutec - Pesquisas de Mercado e de Opinião Pública Ltda e A4 Serviços e Entretenimento Ltda.

Foto: Leonardo Mendonça

Bira assina CPMI para apurar se houve omissão do governo Bolsonaro na pandemia
Política

Comissão pretende investigar o agravamento da crise de saúde pública no Amazonas, onde há registro de falta de oxigênio para os pacientes internados com Covid-19

O deputado federal Bira do Pindaré (PSB-MA) assinou requerimento para criar uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar se houve omissão do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) no enfrentamento da pandemia no Brasil e no agravamento da crise de saúde pública no Amazonas, onde há registro de falta de oxigênio para os pacientes internados com Covid-19.

Segundo o parlamentar maranhense, Bolsonaro cometeu graves crimes contra a saúde pública em série. Ele se baseia no fato de que o governo federal foi alertado sobre a falta oxigênio nas unidades hospitalares de Manaus (AM) dez dias antes da crise, e mesmo assim nada teria feito para prevenir o colapso do SUS (Sistema Único de Saúde).

“O caos em Manaus é consequência da irresponsabilidade, do negacionismo, da falta de empatia, da incompetência e da insanidade de quem governa o país. A população precisou ser socorrida pelos outros estados e pela doação dos artistas, que se mobilizaram. O presidente só atrapalhou”, disparou.

De acordo com a normativa da Secretaria Geral da Mesa, a CPMI deve ser composta por trinta parlamentares, sendo quinze senadores e quinze deputados federais, além do número igual de suplentes. A comissão tem o prazo de 90 dias para fazer as investigações a que se propõe.

A matéria é de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede) e do líder do PSB na Câmara, Alessandro Molon. Ao todo, são necessárias 27 assinaturas de senadores e 171 de deputados federais para instalar a CMPI.

Com Flávio Dino na disputa pelo Senado, Othelino Neto diz que vai para reeleição
Política

Presidente da Alema tentava a mesma vaga para 2022. Aliado de Weverton, ele diz acreditar em consenso entre o pedetista e Carlos Brandão na disputa pelo Palácio dos Leões

Com a decisão do governador Flávio Dino (PCdoB) de disputar o Senado Federal na chapa que será encabeçada pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) em 2022, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), pretende continuar concorrendo a deputado estadual.

A informação foi dada ao ATUAL7 pelo próprio chefe do Palácio Manuel Beckman, nesta quarta-feira 20. “Sendo o governador Flávio Dino candidato ao Senado, terá o meu apoio. E disputarei a reeleição de deputado estadual”, declarou Othelino.

Até antes da pandemia, Othelino trabalhava por uma vaga na chapa majoritária nas eleições de 2022, visando, principalmente, a de senador. Porém, como Dino não criou musculatura para continuar sonhando com à Presidência, o tabuleiro eleitoral mudou.

Também aliado de Weverton Rocha (PDT), embora improvável, Othelino acredita que haverá um consenso entre o pedetista e Carlos Brandão na sucessão de Flávio Dino. Atualmente, o vice-governador e o senador são adversários.

“Quanto à disputa pelo governo, acho que no momento certo e com critérios pactuados chegaremos a um entendimento em torno de um nome”, antecipou-se a questionamentos, após responder que ainda não tratou com o governador do Maranhão sobre nova filiação partidária.

Segundo fontes próximas ao comunista ouvidas pelo ATUAL7, Dino pretende ir para o PSB.

Questionado sobre possível recuo de Weverton, seu aliado, o presidente da Alema desconversou, e disse acreditar que, para que haja uma candidatura única ao Palácio dos Leões, o caminho seria os postulantes cederem “um para o outro”. “A premissa essencial deve ser a viabilidade de cada um. Como aferir isso? Política e pesquisas”, sugeriu.

Nas eleições municipais de 2020, Othelino Neto uniu-se a Weverton Rocha na disputa pela prefeitura de São Luís, apesar do PCdoB ter lançado um nome, ainda que fraco, do próprio partido, o deputado federal licenciado Rubens Pereira Júnior. Derrotados no primeiro turno, aliaram-se a Eduardo Braide (Podemos) no segundo turno, que acabou eleito.

Durante o pleito, em resposta ao vice-governador Carlos Brandão, que em discurso os chamou de “desertores” por não apoiarem Duarte Júnior (Republicanos), candidato declarado de Flávio Dino no segundo turno, Othelino e Weverton comparecem juntos às suas respectivas sessões eleitorais para votar em Braide, com camisas iguais onde havia a sublimação “deserte-se”.

Aliado a Weverton, DEM perderá quadros importantes no Maranhão por causa de 2022
Política

Rogério Cafeteira e Felipe Camarão pretendem acompanhar Flávio Dino, que ocupará a vaga ao Senado na chapa encabeçada por Carlos Brandão

Unha e carne com o senador Weverton Rocha (PDT) no Maranhão, o DEM perderá quadros importantes no estado, em razão do antagonismo do pedetista contra o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), sucessor natural de Flávio Dino (PCdoB) ao Palácio dos Leões em 2022.

Embora tenha sugerido que possa disputar a Câmara dos Deputados para tentar salvar o PCdoB, Dino deve concorrer ao Senado, onde terá maior possibilidade de voltar a sonhar com a Presidência da República. Para isso, o governador terá de se desincompatibilizar do cargo em abril do próximo ano, abrindo o comando do Executivo estadual para Brandão, que disputará a reeleição e dará suporte à eleição do comunista.

Como Dino depende de Brandão para continuar na vida pública, e Weverton, mesmo na iminência de derrota, não pretende recuar da disputa pelo governo do Estado, já se articulam para deixar o DEM os secretários estaduais Felipe Camarão (Educação) e Rogério Cafeteira (Esporte e Lazer).

O ATUAL7 apurou que Cafeteira, que tentará voltar à Assembleia Legislativa, pode ir para o Republicanos, mesmo partido de Carlos Brandão, enquanto Camarão, que buscará um mandato na Câmara dos Deputados, aguardará a definição de Dino, que caminha para se filiar ao PSB –que tem perdido o interesse de fundir com o PCdoB.

Também tendem a deixar o DEM e buscar outro partido os deputados estaduais Antônio Pereira e Paulo Neto. Apenas Neto Evangelista deve seguir no partido, para acompanhar o padrinho Weverton Rocha.

O presidente do Democratas no Maranhão é o deputado federal Juscelino Filho.

Estreante na Câmara, Andrey Monteiro quer valorizar artista local e fomentar projetos sociais
Política

Eleito com 3.906 votos, vereador de São Luís garante separar a profissão de humorista do mandato parlamentar

Da internet para o parlamento ludovicense. Andrey Monteiro Carvalho, de 23 anos, antes de disputar voto a voto, ganhava a vida na internet com vídeos de humor e criando personagens na plataforma digital. Apenas no Instagram, coleciona em seu perfil profissional 159 mil seguidores, e, para a campanha, criou uma nova conta, também na rede social, onde já tem 28,5 mil seguidores. Com 3.906 votos, foi o segundo vereador eleito do seu partido, o Republicanos, para a Câmara Municipal de São Luís.

Como parlamentar, diz que pretende buscar harmonia e união na Casa para atuar em conjunto com os colegas pela melhoria da vida da população da capital. “Buscarei, junto com os demais vereadores, tomar as melhores decisões”, declarou ao ATUAL7.

O objetivo, segundo ele, é que o trabalho realizado na Câmara possa refletir nas ruas. Para isso, Andrey Monteiro tem na cultura a sua principal bandeira e pretende, no parlamento, valorizar o artista local. Fomentar projetos sociais também consta como primordial para o vereador. “Pois, mesmo antes da política, já era envolvido nessas áreas”, disse. “Trazer ideias inovadoras ligadas a tecnologia que ajudarão a sociedade a viver melhor”, complementa como norte do seu mandato.

Por ainda manter viva na memória das pessoas o seu trabalho na internet, o vereador do Republicanos acredita que é só questão de tempo para que as pessoas possam enxergá-lo além do que um humorista que cria conteúdo na rede. “Elegeram alguém que vem do povo e que se importa com as pessoas e que têm princípios”, afirma.

Ele garante que deve prosseguir com o que já deu início na internet: a separação entre a profissão de humorista e o mandato parlamentar. “A separação é necessária para que as pessoas saibam que tem a hora de brincar e a hora de falar sério. O humor é a arte que utilizo para me comunicar, é algo que nasceu comigo, que me sinto bem fazendo”, explica, complementando que o humor, vez ou outra, pode aparecer na vida política, na dose e hora certa.

Com Eduardo Braide (Podemos), prefeito de São Luís, Andrey Monteiro promete uma “relação de respeito e compromisso”. “Para que juntos possamos fazer o melhor por São Luís”, finaliza.

Vicente de Castro manda ação penal contra Mazinho e empresários para a primeira instância
Política

Segundo o Ministério Público, lotérica foi contratada por mais de R$ 3 milhões para fornecer material de limpeza para a Prefeitura de Cândido Mendes

O desembargador Vicente de Paula Gomes de Castro, da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, determinou que a ação penal contra o ex-prefeito de Cândido Mendes, José de Ribamar Leite Araújo, o Mazinho Leite, seja encaminhada para primeira instância, naquela Comarca.

Relator do caso na Corte estadual, Vicente de Castro reconheceu que não cabe ao Tribunal de Justiça julgá-lo porque Mazinho Leite, com o fim do mandato de prefeito, perdeu o foro por prerrogativa de função. A decisão aplica a jurisprudência constitucional do STF (Supremo Tribunal Federal). O despacho foi proferido no último dia 15.

Também são réus Vanda Maria de Araújo Lopes (então secretária municipal de Administração e Finanças) e Agnaldo Silva Gonçalves (pregoeiro), além de Maria Lêda de Jesus Souza, Diana Borges de Santana e Flávio Alves Feitosa, empresários. O sexteto é acusado de fraude em licitação e desvio de verba pública.

A denúncia foi aceita pela Segunda Câmara Criminal do TJ do Maranhão, por unanimidade, em agosto do ano passado.

Segundo o Ministério Público, durante a primeira gestão de Mazinho, a Prefeitura de Cândido Mendes contratou a casa lotérica Caiteuara Empreendimentos, localizada em Turiaçu e representada por Maria Lêda de Jesus Souza, por meio de licitações direcionadas, para aquisição de material de limpeza, no valor de R$ 2,1 milhões e R$ 1,2 milhão, cada. Uma outra licitação, ao valor total de R$ 787 mil, para aquisição de material de expediente, também foi vencida pela lotérica, e parte dos lotes pelas empresas Dialogus Consultoria, representada por Diana Borges de Santana, e F L Comércio e Serviços, representada por Flávio Alves Feitosa. Ambas de São Luís.

Brandão diz que não assinou convênios, mas que proposta está mantida
Política

Compartilhador de missões, Flávio Dino terá de honrar acordos feitos pelo vice, de quem depende para disputar o Senado Federal em 2022

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (Republicanos), declarou ao ATUAL7 que não houve tempo hábil para assinatura de convênios com prefeituras municipais, durante o período em que ele esteve no comando do Governo do Estado, interinamente.

Segundo ele, porém, a proposta de realização de convênios com os gestores municipais, conforme acordado pessoalmente com dezenas de prefeitos, terá prosseguimento com o governador Flávio Dino (PCdoB) –com quem compartilha missões, e agora responsável pelas assinaturas e pagamentos.

“Nós ouvimos as demandas dos prefeitos e pedimos para que eles oficializassem. No entanto, a proposta de realização de convênios está mantida”, garantiu.

Questionado sobre quais foram as demandas apresentadas por cada prefeito, valor orçado e andamento das propostas, Brandão desconversou.

“Demandas de toda natureza. Muita coisa. Não tem como detalhar tudo”, respondeu, apesar de se tratar de informação de interesse público sobre obras que serão custeadas com recursos públicos.

Novamente provocado, apenas repetiu que ainda será definido teto, para cada município, de acordo com a disponibilidade financeira do governo estadual. “A documentação está sob análise. Eles fizeram as demandas deles, agora vamos fazer a análise. São demandas normais de município”, voltou a desconversar, após o ATUAL7 insistir na disponibilização das demandas formalizadas pelos prefeitos, para controle social.

Brandão assumiu o controle indireto do Palácio dos Leões durante quase as duas primeiras semanas de 2021. Sob autorização de Flávio Dino, que estava de férias, assumiu compromissos institucionais com prefeitos municipais, enquanto buscava o voto destes para Fábio Gentil (Republicanos), prefeito de Caxias, na disputa pela presidência da Famem.

Contudo, também sob anuência de Dino, o Palácio dos Leões fez jogo duplo, por meio de troco do secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry, provocando a vitória do prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), para mais dois anos de comando da entidade municipalista. Ele teve como apoiador principal o senador Weverton Rocha (PDT), um dos adversários de Carlos Brandão na sucessão estadual em 2022.

Apesar das promessas aos prefeitos terem sido feitas pelo vice-governador, Flávio Dino terá de manter todas as propostas de celebração de convênios com os municípios. Se assim não fizer, estará traindo Carlos Brandão, de quem depende, exclusivamente, o sonho do comunista de disputar o Senado Federal.

Roberto Rocha repete Jair Bolsonaro e desinforma sobre recursos da União para Manaus
Política

Também é falsa informação repisada pelo senador maranhense, de que o STF teria proibido o governo federal de atuar contra pandemia

Ao repetir o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e defender que a crise de saúde pública em Manaus (AM), agravada na semana passada pelo avanço da Covid-19, seria por “falta de ativismo na gestão do estado e excesso de ativismo na gestão do STF”, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) desinforma.

Na sexta-feira 15, o tucano publicou em sua conta oficial no Facebook uma cópia da tela do Portal da Transparência, do Governo Federal, que mostra os valores que foram destinados pela União à capital do Amazonas. Horas antes, sem legenda, a mesma imagem havia sido publicada nas redes sociais por Bolsonaro.

“Sim, do Supremo Tribunal Federal que, mais uma vez se arvorando de poder executivo, decidiu que essa era responsabilidade dos governadores e prefeitos”, continuou desinformando o senador maranhense.

De acordo com o mesmo Portal da Transparência, porém, dos R$ 2,36 bilhões destinados pelo Governo Federal a Manaus em 2020, 42,36% (R$ 999,5 milhões) corresponde à transferências constitucionais e royalties, que são obrigatórias. Do montante, ainda segundo dados do próprio site alimentando pela CGU (Controladoria-Geral da União), R$ 2,2 bilhões são relativos ao auxílio emergencial (que Bolsonaro não queria conceder, mas o Congresso aprovou), e o restante a benefícios sociais como Bolsa Família, Seguro Defeso e BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Apenas pouco mais de R$ 308 milhões foram destinados, especificamente, para enfrentamento à Covid-19.

Sobre a decisão do Supremo, diferentemente do que vem afirmando Jair Bolsonaro e foi repetido por Roberto Rocha, conforme explicado pelo ministro Marco Aurélio, a Corte não impediu o Governo Federal de agir. Ao contrário, a decisão do STF, conforme previsto na Constituição, autorizou os estados, municípios e o Distrito Federal a agirem juntos, dada a competência concorrente em saúde pública dos entes federativos.

O que o STF proibiu, em relação ao Governo Federal, foi a revogação de medidas de isolamento social eventualmente decretadas por estados, municípios e o DF, apenas. Não houve proibição alguma quanto à traçar estratégias para conter o avanço da pandemia; coordenar ações com estados e municípios; e prover medicamentos e equipamentos. A omissão é crime.

Maranhão inicia vacinação contra Covid-19 em todos os 217 municípios até quarta 20
Cotidiano

Primeiro lote foi recebido por Carlos Lula, nesta segunda-feira 18. Estimativa é de vacinar 1,75 milhão de pessoas nas três primeiras fases

O Maranhão começou a receber do Ministério da Saúde, nesta segunda-feira 18, o primeiro lote da vacina CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan. A informação foi divulgada nas redes sociais pelo secretário estadual da Saúde, Carlos Lula. Ele está no Departamento de Logística da Saúde, em São Paulo, acompanhando a entrega das doses.

Nesse domingo 19, o imunizante foi aplicado na primeira brasileira vacinada, Monica Calazans, de 54 anos, enfermeira do hospital Emílio Ribas, na capital paulista, ligado à rede pública.

O processo de imunização no Maranhão está previsto para começar na quarta-feira 20, em todos os 217 municípios maranhenses. Para isso, o governo de Flávio Dino (PCdoB) está distribuindo, desde o último fim de semana, insumos como seringas e agulhas aos municípios maranhenses. Também articulou logística de transporte e conservação das doses, com disponibilização de dois aviões, um helicóptero, três caminhões baús e 18 vans refrigeradas.

Já receberam os insumos as regionais de saúde de Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Raposa, Rosário, Itapecuru-Mirim e Chapadinha. Nas próximas horas, receberão as de Codó, Barra do Corda, São João dos Patos, Timon, Presidente Dutra, Pedreiras, Caxias, Balsas e Bacabal. A ação faz parte do Plano Estadual de Vacinação.

Antecipação

Há a possibilidade da vacinação começar em São Luís ainda hoje, assim que as doses da CoronaVac chegarem na capital do estado. A antecipação foi autorizada pelo Ministério da Saúde. O Centro Municipal de Vacinação em São Luís funcionará no Pavilhão de Eventos do Multicenter Sebrae, no bairro Cohafuma. Segundo a gestão de Eduardo Braide (Podemos), o espaço possui capacidade de atendimento de 200 aplicações de dose de vacina por hora.

Em todo o estado, serão 2.124 salas de vacinação, sendo possível ampliar para 2.500 salas.

Grupos prioritários

Na primeira fase, serão vacinados trabalhadores de saúde; pessoas de 75 anos ou mais; pessoas de 60 anos ou mais em asilos; população em situação de rua; população indígena aldeada, povos e comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas.

Em seguida, na segunda fase, serão vacinados contra a Covid-19 idosos de 60 a 74 anos.

Já na terceira fase a vacina será aplicada em pessoas com diabetes mellitus; hipertensão arterial grave; doença pulmonar obstrutiva crônica; doença renal; doenças cardiovasculares e cerebrovasculares; indivíduos transplantados de órgão sólido; anemia falciforme; câncer; e obesidade grave, com IMC (Índice de Massa Corporal) igual ou maior que 40.

A estimativa é de que 1,75 milhão de pessoas sejam vacinadas nessas etapas. O restante da população será vacinada após essas fases, em cronograma ainda a ser definido pelo Ministério da Saúde.

Compartilhador de missões, Dino terá de honrar convênios assinados por Brandão
Política

Vice-governador do Maranhão fechou dezenas de acordos com prefeitos durante a disputa pela Famem, mas acabou derrotado

Para além de loas no Twitter, o governador Flávio Dino (PCdoB) terá de honrar todos os convênios assinados pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), no período em que ele esteve fora do Palácio dos Leões, de férias.

Na rede social, logo após retomar o controle direto do Executivo estadual, Dino agradeceu a Brandão, segundo ele, “pela dedicação ao exercício do governo nos últimos dias”. “Nesses 6 anos, Brandão tem sido um vice correto e sempre disposto a compartilhar comigo missões de alta importância. Assim continuará”, publicou.

Durante as férias de Flávio Dino, em meio à disputa pela presidência da Famem, sob autorização do governador, Carlos Brandão fechou acordos, alguns milionários, com dezenas de prefeitos maranhenses. Apesar das canetadas, o Palácio dos Leões acabou derrotado na missão pelo senador Weverton Rocha (PDT) e pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), que apoiaram Erlânio Xavier (PDT), prefeito de Igarapé Grande.

Longe de ser apenas a palavra e assinatura de Brandão em jogo, a assinatura dos convênios impõe forte pressão sobre o próprio Dino. Se honrados, o comunista se manterá forte até 2022, quando pretende disputar o Senado Federal –possivelmente, tendo como principal opositora a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Porém, caso aplique calote, Flávio Dino inviabilizará seu próprio futuro, como político anti-municipalista, e, a partir de abril do próximo ano, quando se desincompatibilizar do cargo, receber o troco de Brandão, seu sucessor natural e futuro inquilino do Palácio dos Leões.