Duarte Júnior
Por votos, pré-candidatos a prefeito de São Luís ignoram pandemia e provocam aglomeração
Política

Até a obrigatoriedade do uso de máscara está sendo desrespeitada por um dos postulantes ao Palácio de La Ravardière

Em meio à pandemia do novo coronavírus, que no Maranhão tem São Luís como epicentro da doença, alguns pré-candidatos a prefeito da capital têm ignorado o aumento de casos positivos e de óbitos na cidade e, em busca de votos, provocado aglomeração.

Um deles tem sido o postulante do PCdoB ao Palácio de La Ravardière, Rubens Pereira Júnior. Na última terça-feira 7, por exemplo, em ato político que reuniu mais de 40 pessoas na sede do PP, mais da metade estava sem máscara, item de uso obrigatório para enfrentamento à Covid-19 —que já matou mais de 900 pessoas na capital.

Apesar dele próprio estar usado máscara, as imagens sugerem que Rubens Júnior estava mais preocupado em reunir o maior número de pessoas possíveis na reunião, para contrapor a baixa popularidade de sua pré-candidatura, do que em garantir o distanciamento seguro entre os presentes.

Outro que também tem seguido o caminho inverso do que se espera de um líder é o juiz federal aposentado Carlos Madeira. Pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Solidariedade, em busca de visibilidade eleitoral, ele tem não apenas gerado aglomeração, mas também aparecido constantemente, ele próprio, sem máscara.

Apenas nesta semana, foram duas vezes em que o magistrado aposentado descumpriu a norma, em ambas para ato de recebimento de apoio: do secretário estadual da Cultura, Anderson Lindoso; e do autor da Lei da Ficha Limpa e também ex-juiz, Márlon Reis.

Nas imagens, ele está sempre acompanhado do líder de seu partido e secretário estadual de Industria e Comércio, Simplício Araújo, outro que para aparecer bem em fotos desobedece a determinação baixada pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

O deputado estadual e pré-candidato do Republicanos, Duarte Júnior, também tem provocado aglomerações. Em fotos compartilhadas por ele próprio nas redes sociais, além das pessoas estarem muitos próximas das outras, algumas aparecem sem máscaras.

Assim como os adversários-íntimos (pertencem ao mesmo grupo político, liderado por Dino), a conquista do voto para Duarte Júnior aparenta também ser mais valiosa com que a saúde do eleitor.

Em todos os casos, cabe ao Ministério Público do Maranhão e ao Ministério Público Eleitoral a expedição de recomendação para que os pré-candidatos evitem, durante seus atos político-eleitorais, a facilitação da propagação do novo coronavírus em São Luís.

Em crítica a Braide, Duarte Júnior coloca Dino e Murad no mesmo patamar
Política

Pré-candidato do Republicanos fez alusão à Sermão aos Peixes, que pilhou tanto o ex-secretário de Saúde quanto o governo comunista

O deputado estadual e pré-candidato do Republicanos à Prefeitura de São Luís, Duarte Júnior, colocou no mesmo patamar o governador Flávio Dino (PCdoB) e o ex-secretário estadual da Saúde, Ricardo Murad, ao comentar sobre casos de corrupção e as suspeitas que pesam contra o deputado federal e também postulante ao comando da capital, Eduardo Braide (Pode).

No Twitter, em alusão à operação Sermão aos Peixes, que pilhou tanto Murad quando o governo Dino, Duarte Júnior fez menção apenas ao fato de que o ex-titular da SES (Secretaria de Estado da Saúde) já foi alvo da Polícia Federal, para embasar uma comparação: enquanto ele é aliado o governador, Braide seria aliado de Ricardo Murad.

“Eduardo Braide tem a essência da política ruim. Critica minha aliança com
Flavio Dino, mas tenta esconder seu pacto com o Ricardo Murad, frequentador da superintendência da Polícia Federal. Histórias como as de Anajatuba e Icatu não vão se repetir em São Luís! Não vou permitir!”, publicou.

Anajatuba, no caso, diz respeito à investigação sigilosa que tramita na Justiça Federal contra o pré-candidato do Podemos e empresas envolvidas na chamada Máfia de Anajatuba, desde 2014, por suspeita de lavagem de dinheiro.

Já a citação ao município de Icatu tem relação com investigações da Polícia Federal no bojo da Operação Cobiça Fatal, em razão da gestão do prefeito Dunga (PMN), aliado de Eduardo Braide, ter sido citada pelos investigadores como uma das que contratou empresa de fachada para fornecimento de insumos de combate à Covid-19.

Duarte mostra ônibus lotados em São Luís e faz críticas que atingem Dino e Edivaldo
Cotidiano

Devido à pandemia, coletivos não podem exceder capacidade oficial de passageiros sentados

Em inspeção in loco feita nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira 17, o deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos) constatou o descumprimento das medidas sanitárias no transporte público da capital em meio ao avanço do novo coronavírus.

Em todos os registros publicados pelo parlamentar nas redes sociais, é possível observar aglomerações tanto nos terminais de integração quanto dentro do próprio coletivo, contrariando as medidas sanitárias determinadas pelo governo Flávio Dino (PCdoB) e revelando ausência de melhor fiscalização por parte da Suvisa (Superintendência de Vigilância Sanitária) e MOB (Agência Estadual de Mobilidade Urbana).

Segundo protocolo baixado pela Casa Civil, desde o dia 1º de junho, todos os veículos utilizados no estado no transporte de passageiros (coletivo intermunicipal, público ou privado, urbano e rural) não devem exceder à capacidade oficial de passageiros sentados. Com a medida, o Palácio dos Leões pretendia diminuir a aglomeração no transporte público e, consequentemente, minimizar o risco de propagação da pandemia.

Nas publicações, Duarte faz uma série de críticas que atingem em cheio Dino e o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), responsáveis diretos pelo enfrentamento à pandemia na capital.

De acordo com o parlamentar, “não há qualquer controle de entrada e saída de passageiros”.

“Não há dúvida de que o distanciamento social só existe para quem pode pagar por ele. Imaginem se as aulas presenciais retornarem”, completou.

Em uma das críticas, conforme publicou o ATUAL7, Duarte Júnior fez uma espécie de cobrança a Dino e Edivaldo, para que saiam do conforto de seus gabinetes e conheçam a realidade da população que precisa do transporte coletivo.

“Para decidir melhor e tomar decisões mais justas, precisamos sair do gabinete e conhecer a realidade da nossa cidade”, disparou.

São Luís é a cidade do Maranhão com mais casos e óbitos registrados da Covid-19. Segundo dados oficiais da prefeitura, 12.095 pessoas já foram contaminadas pelo novo coronavírus na capital, e 654 morreram em decorrência da doença.

Pré-candidatos à Prefeitura de São Luís comentam operação da PF contra a gestão Edivaldo Júnior
Política

Deflagrada pela PF e CGU, Operação Cobiça Fatal prendeu três e fez buscas na Semus por suposto desvio de R$ 2,3 milhões da verba para combate à Covid-19

Pré-candidatos aliados e de oposição ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) comentaram, em resposta à solicitação feita pelo ATUAL7, sobre a deflagração da Operação Cobiça Fatal pela Polícia Federal e CGU (Controladoria-Geral da União), nesta terça-feira 9. Três empresários foram presos temporariamente e houve busca e apreensão na sede e galpão da Semus (Secretaria Municipal de Saúde), por suposta fraude, superfaturamento e desvio de R$ 2,3 milhões da verba para combate à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Nem todos os postulantes ao Palácio de La Ravardière já retornaram a tentativa de contato.

Alguns aliados tentaram por dúvida à operação ou relativizaram o combate à corrupção, provavelmente para não atrapalhar futuras costuras partidárias no pleito deste ano, quando Edivaldo Júnior deixa a prefeitura. Outros, porém, foram favoráveis e até mais incisivos que pré-candidatos de oposição ao pedetista.

Até o momento, não se manifestaram a respeito os pré-candidatos Bira do Pindaré (PSDB), Detinha (PL), Neto Evangelista (DEM), Zé Inácio (PT) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB). Abaixo, por ordem alfabética, segue o posicionamento dos pré-candidatos que responderam a solicitação do ATUAL7:

Adriano Sarney

Lamentável que suspeitas de corrupção continuem acontecendo mesmo durante a maior crise de saúde, econômica e social que São Luis está passando. É preciso investigar para assim punir os possíveis responsáveis.

Carlos Madeira

Sem conhecer os fatos em sua plenitude, e assim apenas aqueles registrados pelos meios de comunicação no dia de hoje, minha posição é no sentido de serem feitas, respeitadas as garantias constitucionais da presunção de inocência, da ampla defesa e do contraditório, investigações amplas e eficientes, identificando-se os autores dos possíveis crimes.

Se os fatos se confirmarem, ou seja, se realmente o que a imprensa registra for verdadeiro, estaremos diante de um crime hediondo. Exige-se, neste momento, o cumprimento do princípio constitucional da publicidade; a Administração tem o dever de oferecer esclarecimentos sobre todos os fatos objeto da atuação da Justiça Federal, sob pena de as dúvidas serem interpretadas em favor da sociedade.

Cricielle Muniz

Acredito que o combate à corrupção não pode sair da pauta da esquerda, e que a investigação aconteça dentro dos parâmetros da lei.

O combate à corrupção sempre foi uma luta do PT, que deu autonomia às instituições e investigações, de acordo com o próprio ex-ministro Moro.

O que temos que ter cuidado é com a utilização da lei, e dos instrumentos coercitivos do Estado para fins políticos, isso na literatura jurídica contemporânea se chama "Lawfare", como ocorreu na Lava Jato, com conduções coercitivas filmadas ao vivo , depoimentos vazados para jornais etc. Atropelaram o processo penal transformando num circo midiático, com nulidades e abusos.

Já sabemos da polêmica envolvendo a troca de comando da Polícia Federal, sobre como de acordo com o ex-ministro Moro, o Presidente queria interferir na PF para proteger seus amigos e familiares.

Então, entendo que o processo de investigação seja cumprido dentro dos parâmetros legais, com direito ao contraditório e ampla defesa, produção de provas, para se ter um combate real a corrupção, sem fins políticos por trás.

Duarte Júnior

Mais do que nunca, precisamos da adequada e correta aplicação dos recursos públicos. Apoio todas as medidas de combate à corrupção em prol do cumprimento das leis em nosso país.

Espero que essa situação seja imediatamente esclarecida e os direitos sejam garantidos.

Eduardo Braide

É inacreditável! O que mais precisamos agora é a correta aplicação dos recursos da saúde. Que os fatos sejam devidamente apurados e os responsáveis punidos.

Franklin Douglas

Deve ser garantida a total transparência à investigação. Defendo que tudo seja apurado e, caso confirmadas as irregularidades, que sejam punidos os responsáveis. Espero que a CGU e a PF estejam agindo republicanamente e não por aparelhamento ideológico. A corrupção é nefasta. Desviar dinheiro público de recurso destinado a combater a pandemia é inaceitável!

Jeisael Marx

As suspeitas são graves. Meter a mão no dinheiro público merece punição dura em qualquer tempo; mas tirar proveito da pandemia para fazer isso, além de crime é canalhice no mais alto grau, completa falta de humanidade. Se isso aconteceu em São Luís, os responsáveis devem ir pra cadeia. E enquanto isso é investigado, é dever moral do secretário de Saúde do Município pedir afastamento. Se não pedir, é obrigação do prefeito afastá-lo. Se não afastá-lo, é covarde.

Saulo Arcângeli

Nós já havíamos colocado nas redes sociais a necessidade de uma atuação mais forte, pois, infelizmente, o dinheiro público, nestes momento de calamidades, que tem dispensa [de licitação, acaba tendo desvios. Então, é importante todo esse processo de investigação ainda estar em aberto. Não podemos dizer os reais culpados, tem umas pessoas presas da própria empresa, mas precisa também fazer uma investigação sobre toda a administração [de Edivaldo Júnior]. Tem de ir a fundo, inclusive de improbidade administrativa dos envolvidos.

Wellington do Curso

Externo aqui o meu respeito a essa operação deflagrada pela PF que busca apurar o esquema de fraude na compra de máscaras cirúrgicas na Semus, por parte da Prefeitura de São Luís. Como deputado estadual, sou o único parlamentar que tem feito inúmeras denúncias e representações, inclusive, na própria Polícia Federal.

Na Prefeitura de São Luís, a corrupção domina e não é de hoje. Tudo isso feito, inclusive, com o aval do governador Flávio Dino, que se diz aliado do atual prefeito. Espero que as investigações prossigam e que todos os envolvidos sejam punidos. É enojante ver que, em meio a tantas mortes, ainda há quem desvie os recursos que deveriam ser usados na saúde.

Enquanto faltam EPI’s para profissionais da saúde do SAMU e em hospitais, corruptos se apropriam dos recursos públicos. É por isso que aqui no Maranhão a nossa saúde segue, desde antes da pandemia, na UTI. Esperamos que um dia essa realidade mude. Os recursos existem; o que não há é caráter suficiente nos gestores atuais do nosso Maranhão.

Yglésio Moyses

Fiquei sabendo há pouco do ocorrido e não tive acesso aos autos processuais até o momento. Acredito que a Polícia Federal precisa apurar meticulosamente tudo que aconteceu. Numa democracia, vale, no primeiro momento, a presunção de inocência, princípio constitucional de não considerar quem quer que seja culpado até a conclusão do procedimento, portanto as denúncias precisam ser devidamente esclarecidas e eventuais culpados responsabilizados.

Com votação antecipada, TRE-MA absolve Duarte Júnior de cassação
Política

Por 5 a 2, corte entendeu que deputado não usou a estrutura do Procon para se eleger. Resultado foi publicado pelo blogueiro Werbeth Saraiva antes do início da votação

O pleno do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão absolveu o deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos) em uma ação que pedia a cassação do seu diploma sob a acusação de abuso de poder político e de autoridade nas eleições de 2018. O julgamento ocorreu em sessão virtual, nessa segunda-feira 4. Da decisão, cabe recurso.

“DEUS é bom SEMPRE! Hoje a verdade e a justiça foram garantidas. Continuarei, com ainda mais força, me dedicando ao máximo para honrar a confiança e a esperança de todos. Obrigado, JESUS!”, comemorou o parlamentar, no Twitter.

Segundo o MPE (Ministério Público Eleitoral), autor da ação, o parlamentar teria utilizado a estrutura do Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor (Procon), onde foi presidente por quase todo o primeiro governo de Flávio Dino (PCdoB), para conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Embora não tenha apontado qual seria o voto de cada membro da corte eleitoral maranhense, o blogueiro Werbeth Saraiva antecipou o resultado antes do início da votação: 5 votos favoráveis ao parlamentar, contra 2 divergentes. Na publicação, Saraiva atribuiu à suposta articulação do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) a vitória de Duarte Júnior do TRE-MA.

A favor do parlamentar manifestaram-se o relator do caso, desembargador Tyrone Silva, além dos juízes José Gonçalo, Gustavo Vilas Boas e Lavínia Macedo Coelho. Pela cassação votaram os juízes Ronaldo Castro Desterro e Silva e Bruno Duailibe.

A defesa de Duarte Júnior foi feita pelo advogado Flávio Vinícius Araujo Costa, ex-diretor-geral do TRE-MA.

Pedido de cassação de Duarte Júnior entra na pauta desta sexta do TRE
Política

Ministério Público Eleitoral acusa deputado de uso da estrutura do Procon para se eleger

O plenário do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão pode julgar, nesta sexta-feira 17, pedido de cassação do diploma do deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos).

Está na pauta da sessão —que será realizada por videoconferência devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19)— ação de investigação judicial eleitoral que acusa o parlamentar de abuso de poder político e de autoridade.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, autor da ação, Duarte Júnior teria usado a estrutura do Procon (Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor), com auxílio da hoje noiva, Karen Barros, para se autopromover eleitoralmente com objetivo de conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Também ex-presidente da autarquia, ela pode ser declarada ficha suja, pelo período de oito anos, se acolhido pela corte eleitoral maranhense pedido do MPE para torná-la inelegível.

Em 2018, pleito em que, de acordo com investigação do Ministério Público Eleitoral, houve o cometimento dos supostos crimes eleitorais, Duarte Júnior foi eleito para a Alema com 65.144 votos, terceira maior votação para a Casa naquela eleição e o primeiro mais votado da história de São Luís.

O relator do processo é o desembargador Tyrone Silva, vice-presidente e corregedor do TRE do Maranhão

MP Eleitoral pede busca e apreensão de material promocional de Duarte Júnior
Política

Segundo promotora, há falta de transparência e propaganda irregular no material. Parlamentar é pré-candidato a prefeito de São Luís

O MPE (Ministério Público Eleitoral) no Maranhão pediu busca e apreensão de material promocional (ainda não distribuído) do deputado estadual e pré-candidato a prefeito de São Luís em 2020, Duarte Júnior (Republicanos), em representação ajuizada nessa segunda-feira 30, por suposta prática eleitoral irregular.

Segundo a procuradora eleitoral Moema Figueiredo, que assina a representação, a distribuição de revistas do parlamentar às residências de eleitores, por meio do serviço dos Correios, caracteriza desobediência à legislação eleitoral.

Também foi requerida a imediata suspensão da distribuição do material, com a notificação do gerente comercial da agência central de Correios, em São Luís, para que pare de enviar a peça publicitária; e a condenação de Duarte Júnior ao pagamento de multa.

De acordo com a assessoria do MP Eleitoral, contrariando a legislação eleitoral, não constam na revista informação sobre a tiragem e o número de inscrição no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) ou no CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) dos responsáveis pela confecção e contratação do material.

Além disso, ainda segundo a assessoria do MPE, a publicação traz ações de Duarte Júnior quando ainda era presidente do Procon (Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor) do Maranhão, o que revelaria que a propaganda não se restringe à atuação parlamentar.

Na representação, a Moema Figueiredo destacou que, embora apenas um único exemplar seja suficiente para comprovar a irregularidade, foi expedido ofício à agência central dos Correios de São Luís, objetivando saber exatamente a quantidade de revistas distribuídas, os locais de distribuição e o valor do serviço contratado.

“A pretexto de prestar contas de sua atuação enquanto parlamentar, o representado, na verdade, promove a sua pré-candidatura”, enfatizou a promotora eleitoral.

Outro lado

Por meio de nota emitida por sua assessoria, Duarte Júnior se defendeu, e disse que agiu com base na lei. Argumentou que o material produzido trata-se de prestação de contas de seu mandato, sem qualquer viés eleitoral.

“A contratação do material foi feita bem antes da decretação da pandemia do coronavírus. Em face da crise provocada pelo enfrentamento da Covid-19, o deputado, por bom senso, já havia solicitado aos Correios a imediata suspensão das entregas, mas uma parte do material já havia sido enviada aos destinatários”, alegou.

Por 2022, Brandão abre diálogo com adversários de Duarte em 2020
Política

Questionado, vice-governador silenciou sobre possibilidade de negar legenda ao deputado do Republicanos em troca de apoio dos demais parlamentares em 2022

Possível pré-candidato ao Palácio dos Leões, na condição de sucessor natural do governador Flávio Dino (PCdoB), o vice-governador Carlos Brandão deu mostras de que pode repensar o apadrinhamento à pré-candidatura do deputado estadual Duarte Júnior a prefeito de São Luís pelo Republicanos.

Em meio à crise enfrentada pelo afilhado-correligionário, suspeito de comandar supostas milícia virtual e rede de perfis fakes nas redes sociais, Brandão abriu diálogos com pelo menos dois adversários de Duarte Júnior na disputa eleitoral deste ano: os também deputados estaduais e pré-candidatos a prefeito da capital, Wellington do Curso (PSDB) e Adriano Sarney (PV).

No encontro, embora genericamente e sem fechamento de acordos, segundo confirmou o próprio Brandão ao ATUAL7, foi tratado sobre o futuro político do Maranhão, incluindo o fato de que cenários referentes às eleições de 2022 passam pelas articulações de 2020.

Também participaram o deputado estadual César Pires (PV) e o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares.

Questionado pelo ATUAL7 se, em troca de eventual apoio dos parlamentares em 2022, poderia negar legenda a Duarte Júnior na corrida pelo Palácio de La Ravardière deste ano, Carlos Brandão silenciou.

Na semana passada, ataques de Duarte Júnior ao seu próprio grupo político, com o objetivo de se fazer parecer político anti-sistema, passaram a ameaçar as pretensões eleitorais de Brandão. Um petardo disparado possivelmente contra o secretário Rubens Pereira Júnior (Cidades e Desenvolvimento Urbano), que é pré-candidato a prefeito de São Luís pela PCdoB, chegou a provocar a reação negativa de diversos deputados governistas na Assembleia Legislativa.

Duarte Júnior tenta agenda positiva para abafar crise; PF deve intimá-lo
Política

Parlamentar busca atenuar desgaste após dados fornecidos pelo Facebook ligarem assessor de seu gabinete a ataques virtuais

O deputado estadual Duarte Júnior abandonou o perfil agressivo em suas redes sociais e tenta emplacar uma agenda eleitoral positiva para abafar a crise que atinge seu mandato e pré-candidatura a prefeito de São Luís, após mensagens atribuídas a ele e dados fornecidos pelo Facebook à Justiça Eleitoral o apontarem como suposto chefe de uma milícia virtual e rede de perfis fakes criados para ataques a adversários políticos e à imprensa.

Sem conseguir comprovar se houve manipulação ou fraude nos áudios e textos que teriam sido vazados do Telegram—com conteúdos que sugerem ainda homofobia, gordofobia e assédio moral—, e acossado pela revelação de que um inquérito na Polícia Federal apura a ligação de um assessor de seu gabinete na Assembleia Legislativa —que o acompanha desde a presidência no Procon— a um perfil criado no Instagram para ataques virtuais ao deputado Wellington do Curso (PSDB), Duarte Júnior busca atenuar o desgaste com publicações sobre o crescimento do Republicanos, seu novo partido, na capital e no Maranhão.

A ideia é fazer parecer que não há preocupação alguma com seu futuro político, e se impor para contornar o desgaste —que começa a respingar no vice-governador Carlos Brandão (Republicanos).

Alheia à estratégia, a PF se prepará para intimá-lo a depor na investigação, assim como seu assessor, para confrontar versões e tentar confirmar descobertas já feitas no bojo do inquérito.

Revelada pelo ATUAL7, a apuração avançou após depoimento de Welligton do Curso, há cerca de uma semana, na sede da Polícia Federal em São Luís.

Documentos fornecidos pelo parlamentar, que teriam sido obtidos por meio de dados abertos levantados por sua assessoria, estreitam ainda mais a suspeita de ligação do próprio Duarte Júnior com a conta no Instagram de achincalhes e desinformações contra o tucano, além da suposta chefia sobre milícia virtual e rede de fakes que seriam integradas por servidores do Procon.

Ataque de Duarte a Rubens Júnior ameaça apoio do PCdoB a Brandão em 2022
Política

Pré-candidato do Republicanos passou a mirar em comunista para fazer parecer que é anti-sistema. Traição conta com silêncio do vice-governador

A série de ataques do deputado estadual e pré-candidato a prefeito Duarte Júnior (Republicanos) ao seu próprio grupo político, com o objetivo de se fazer parecer anti-sistema e surfar na onda do oposicionista e líder absoluto nas pesquisas Eduardo Braide (Podemos), passou a ameaçar as articulações eleitorais entre o PCdoB e o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), sucessor natural de Flávio Dino em 2022.

Na última segunda-feira 9, pressionado em entrevista à TV Difusora pelo vazamento de mensagens de grupos de Telegram atribuídas a ele —com conteúdos que apontam para liderança sobre supostas milícia virtual e rede de fakes, homofobia, gordofobia, assédio moral e censura à imprensa—, Duarte Júnior perdeu o controle e alfinetou o deputado federal licenciado e secretário estadual Rubens Pereira Júnior (Cidades e Desenvolvimento Urbano), pré-candidato do PCdoB ao comando da capital. Dias antes, também em possível referência a Rubens Júnior, e embora filho político adotivo do governador Flávio Dino (PCdoB), já havia criticado o filhotismo político.

“Eu sou ficha limpa. Eu não sou candidato porque meu pai é ficha suja e eu sou plano B”, disse o pré-candidato do Republicanos.

Embora não seja ficha suja, de fato, Rubens Júnior entrou na política em 2006 após o seu pai, o ex-deputado estadual Rubens Pereira, o Rubão, tornar-se inelegível por condenação no TCU (Tribunal de Contas da União).

Ao atacar o comunista, porém, além trair seu antigo partido, Duarte Júnior começa a criar obstáculos para Brandão nas negociações eleitorais com o PCdoB, o que favorece o senador Weverton Rocha (PDT), também aliado de Dino e principal adversário do vice-governador na sucessão do Palácio dos Leões.

A avaliação é de integrantes do próprio PCdoB, ouvidos pelo ATUAL7 sob condição de anonimato.

Segundo eles, como não freia o destempero e ataques de Duarte Júnior, principalmente os agora concentrados em Rubens Júnior, há um clima de incerteza no partido em relação a Carlos Brandão.

A ameaça a Brandão como resposta ao estilo desagregador de seu correligionário chegou também à Assembleia Legislativa. Na última quarta-feira 11, a maioria esmagadora da Casa mostrou-se avessa a Duarte Júnior, em apartes em massa a um discurso do deputado Wellington do Curso (PSDB), que faz oposição ao governo de Dino.

Indignados com a traição de Duarte Júnior a Rubens Júnior, todos os parlamentares governistas presentes na sessão legislativa —Hélio Soares (PL), Rigo Teles (PV), Yglésio Moyses (Pros), Cleide Coutinho (PDT), Roberto Costa (MDB), Antônio Pereira (DEM), Helena Duailibe (SD) e Rildo Amaral (SD)— criticaram o pré-candidato a prefeito pelo Republicanos.

“Rubens enfrentou Temer, defendeu o povo do Maranhão. Lamento que Duarte Júnior, que sempre pode contar com os aconselhamentos de Rubens Pereira, tenha atacado de maneira vil e por conta de uma eleição, uma pessoa a quem ele sempre pediu apoio. Para mim, trata-se de comportamento de gente sem caráter e covarde mesmo”, declarou Yglésio, também pré-candidato a prefeito de São Luís.

Fiel a Flávio Dino, apesar da avalanche criada por seu afilhado, até o momento, Carlos Brandão parece pouco se importar com os ataques de Duarte Júnior ao seu próprio grupo político. Silêncio que, se perdurar, pode passar a ser entendido como aval.

Com provas, Wellington cobra explicação sobre ataques de milícia virtual; Duarte foge
Política

Pressionado por apresentação de documentos do Facebook e questionamentos pelo tucano, deputado do Republicanos deixou sessão legislativa

O deputado Wellington do Curso (PSDB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa, nessa segunda-feira 9, para cobrar explicações do deputado Duarte Júnior (Republicanos) sobre diversos ataques sofridos por ele durante a campanha eleitoral de 2018.

Logo que subiu à tribuna, Wellington pediu a Duarte que permanecesse em plenário, para que pudesse se posicionar sobre documentos fornecidos pelo Facebook, por determinação da Justiça Eleitoral, que, conforme revelou o ATUAL7 na última sexta-feira 6, ligam um servidor do gabinete do deputado do Republicanos na Alema, Thiago Rios, a um perfil no Instagram utilizado exclusivamente para publicações com achincalhes e desinformações contra o tucano.

Supostos prints de conversas no Telegram, em que Duarte Júnior e demais integrantes de um grupo aparecem combinando ataques a Wellington nas redes sociais e em blogs locais, também foram mostrados pelo parlamentar.

Apesar da insistência do tucano, Duarte Júnior fugiu da cobrança por explicações a respeito da suposta milícia virtual, deixando o plenário durante o discurso de Wellington, supostamente devido um telefonema. Porém, não retornou para a sessão, nem foi para seu gabinete, onde foi procurado pelo ATUAL7 para se posicionar sobre o assunto, mas não foi encontrado.

Em contato anterior, o parlamentar garantiu ao ATUAL7 que sequer tinha conhecimento da existência do perfil na rede social, e que jamais atacaria o hoje colega de parlamento. A mesma alegação, de desconhecimento da conta no Instagram, foi utilizada por seu assessor, que o acompanha desde sua passagem pelo Procon (Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor) do Maranhão.

A ligação entre Thiago Rios e o perfil no Instagram está sob investigação na Polícia Federal.

Na semana passada, Wellington esteve na sede da PF em São Luís, onde prestou depoimento. A expectativa agora é que o assessor de Duarte Júnior, e possivelmente o próprio parlamentar, sejam ouvidos no bojo do inquérito.

Dentre outras provas, os investigadores já sabem o e-mail utilizado para registrar a conta, um número e o proprietário de um celular da Claro, IPs dos computadores utilizados e os endereços onde houve acesso ao perfil na rede social.

A amoralidade como método e a Justiça Eleitoral
Artigo

Por Abdon Marinho*

DURANTE a abertura dos trabalhos da Justiça Eleitoral deste ano, ainda em janeiro, o presidente daquela corte fez um breve histórico do quanto evoluímos nesta área. Por ser o advogado mais antigo naquela sessão, sua excelência, “confirmava” comigo as histórias sobre as fraudes que ocorria na antiga cédula de papel e urna de lona; as impugnações voto a voto; as tentativas de “adivinhar” o desejo do eleitor quando a “letra” não ajudava, as apurações madrugada a dentro, os mapas de votação, etc., diversas coisas que ficaram para a história.

Apesar de todos os avanços, sua excelência fazia uma ressalva: o abuso de poder político e econômico por parte dos candidatos, burlando a vontade do eleitor e distorcendo a democracia ainda é uma chaga que precisa ser melhor enfrentada.

Este é o tema que abordaremos no presente texto.

Nos últimos dias tenho acompanhado a divulgação de áudios e textos atribuídos a um deputado estadual – e pré-candidato a prefeito da capital –, e ao seu estafe de campanha de 2018. São fatos graves.

Muito além dos palavrões, assédios, menosprezo aos cidadãos pagadores de impostos – e na maior parte dos envolvidos –, dos seus salários, chamou minha atenção a naturalidade com que aquelas pessoas (candidato, assessores, colaboradores), todos jovens e instruídos, cometem toda a sorte de impropérios – e crimes –, na intenção de alcançar os seus objetivos: a eleição do candidato.

Em nenhum momento dos diálogos (áudios ou textos) vi alguém demonstrando qualquer preocupação com a ética, muito pelo contrário, a única, pôde-se dizer “recomendação” foi para que se cometessem os “delitos” fazendo o uso de perfis falsos, os chamados “fakes”. Ou, uma outra, para que lembrassem que eram servidores públicos, ou seja, que tomassem cuidado para não serem apanhados.

Caso seja verdade o que vem sendo divulgado pela mídia – e as provas apontam em tal sentido –, antes e durante o período eleitoral de 2018, tivemos dois órgãos públicos, com atuação direta em todo estado, “trabalhando” a campanha de um candidato.

Trata-se de algo que vai muito além das preocupações do TRE com os abusos cometidos por candidatos de forma isolada.

A pergunta inicial que se faz é se isso se deu com o conhecimento e consentimento do governador do estado ou se à sua revelia? E, caso tenha tido conhecimento, por que nada foi feito para impedir?

A resposta a essa pergunta talvez seja apenas uma: a amoralidade como método para alcançar o poder – e nele manter-se –, é algo “normal” na “nova” política maranhense.

Veja que em sua defesa o “novo” deputado aponta como responsáveis pela divulgação dos áudios e vídeos – segundo ele, adulterados e manipulados –, outros deputados estaduais, que assim procedem não por apreço à justiça ou a ética na política, mas por que têm interesse na “destruição” moral do colega para se promoverem.

Noutras palavras, o que a população assiste é uma guerra de quadrilhas.

Como podemos perceber, em sendo verdade tudo isso, repito, é que a política maranhense caminha célere rumo à sarjeta moral como nunca tivemos precedentes.

Não que os políticos de outrora fossem “Santos”, longe disso, mas, se comparados aos de agora, sobretudo a estes jovens políticos que pontuam na política estadual, possuíam limites éticos que estes, nem de longe alcançam.

Estes “jovens anciãos” da nova política estadual, pelo que se tem revelado atualmente, não conhecem quaisquer limites. Pelo poder são capazes de tudo. Tudo, no sentido mais amplo da palavra.

São estas pessoas, desprovidas de qualquer senso ético, absolutamente amorais, que volta e meia falam em “nova” política, “novas” práticas, etc.

Os que se enganaram – como eu –, pensando que alternância no poder iniciada nas eleições de 2014 traria efetivamente novas práticas para a política local, diante destes fatos, e de tantos outros, já percebemos que vivemos o nosso pior pesadelo.

A constatação – e temor –, de que a Justiça Eleitoral, juntamente com o Ministério Público Eleitoral e os vários movimentos de combate à corrupção eleitoral não têm sido eficazes em banir essas práticas nefastas do cenário estadual estão aí materializadas.

Estas mesmas pessoas que cometeram toda sorte de abusos nas eleições estaduais, agora se apresentam para as eleições municipais. Querem ser prefeitos, mandar nos recursos públicos como gestores dos municípios.

A eles se somam outras centenas de pré-candidatos à prefeitos e vereadores que, praticamente, desde o encerramento das eleições de 2016, estão nas ruas cometendo seus abusos.

Em alguns municípios muitos dos que se apresentam como pré-candidatos, com recursos próprios – ou fruto de crimes –, estão “comprando” apoios de políticos ou atendendo as mais variadas demandas dos cidadãos para se promoverem.

São shows, churrascos, festas diversas, entrega de brindes, abertura de ruas, distribuição de material de construção, etc.

Isso tudo sem contar com teia de crimes digitais para autopromoção e “desconstrução” dos possíveis adversários.

Tais práticas não ocorrem apenas em rincões longínquos. Vem ocorrendo também na capital e em toda região metropolitana.

À vista de todos, temos pré-candidatos, distribuindo bens e financiando toda sorte de eventos. Já em pleno ano eleitoral, em diversos municípios, incluindo os da região metropolitana, tivemos pré-candidatos “bancando” blocos carnavalescos, inclusive com a distribuição de milhares de abadás, bebidas e até “bandecos”.

Ora, a legislação vigente proíbe que candidatos dêem quaisquer brindes aos eleitores.

Diante disso é de se perguntar o que a Justiça Eleitoral e o Ministério Público farão para impedir ou para cassar registro destes hoje anunciados como pré-candidatos que há muito tempo estão cometendo abusos.

Vai permitir que estes “abusadores” participem do processo eleitoral sem qualquer embaraço? Pessoas que compram apoios com dinheiro vivo, que distribuem bens, irão participar do pleito como os demais que não cometeram qualquer delito?

Existem exemplos de cassação de mandatos porque os então candidatos deram uma ou duas passagens de ônibus a eleitores.

Como achar razoável atualmente que pré-candidatos promovam shows artísticos caríssimos com distribuição de brindes? Que distribuam cestas básicas? Que distribuam milhares de camisetas no carnaval, além de promover blocos? Que saiam pela cidade comprando apoios? Que abram ruas? Que construam pontes? Que façam “supostas” ações sociais interessados na autopromoção?

As provas dos abusos estão aí. Basta uma ligeira pesquisa. Basta consultar, por município, quem são os pré-candidatos e o que andaram fazendo nos anos e meses que antecederam as eleições.

Noutra quadra, caso nada seja feito para impedir ou banir estas pessoas da vida pública, a política estadual, muito além do que já vem acontecendo hoje, se tornará uma “terra de ninguém” com os postulantes “comprando” mandatos eletivos nas barbas de todos e contando com a leniência da Justiça Eleitoral.

Ao meu sentir, se quisermos eleições limpas, os cidadãos de bem, o Ministério Público contando com a altivez da Justiça Eleitoral, devem impedir que estes pré-candidatos que estão aí cometendo abusos disputem as eleições municipais.

Só uma resposta à altura dos abusos será capaz de impedir que no futuro venhamos a ser confrontados com fatos como estes que estão vindo a público envolvendo a eleição de determinado deputado estadual – e que deve ter sido tônica de muitas outras.

Se não formos capazes de impedir que o mal floresça, ele, certamente, tomará conta de tudo.

*Abdon Marinho é advogado.

Dados do Facebook ligam assessor de Duarte Júnior a ataques virtuais; PF investiga
Política

Perfil no Instagram foi usado para publicações com achincalhes e desinformações contra o deputado Wellington do Curso

Dados fornecidos pelo Facebook em um inquérito da Polícia Federal que tramita sob sigilo revelam a ligação entre um assessor do gabinete do deputado Duarte Júnior (Republicanos) e um perfil no Instagram criado e usado, exclusivamente, para atacar o também deputado estadual Wellington do Curso (PSDB), um dos principais oposicionistas ao governo de Flávio Dino (PCdoB).

Chamado Wellington Discurso, o perfil foi tirado do ar pouco antes do final das eleições 2018, por determinação do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão, a pedido do tucano. Apesar do perfil haver sido tirado do ar, com base nos dados enviados à Justiça Eleitoral pela empresa mantenedora do Instagram, a investigação na PF avançou, e chegou ao e-mail utilizado para registrar a conta, além de um número de celular da Claro e IPs dos computadores utilizados, bem como endereços destes, para as publicações com achincalhes e desinformações contra Wellington.

O documento enviado pelo Facebook, obtido com exclusividade pelo ATUAL7, mostra que a conta foi registrada pelo e-mail [email protected], da Viva Criações Inteligentes, empresa especializada em marketing digital, pertencente à Christianne Pereira Portelada, esposa de Thiago Rios de Souza, que toma de conta do negócio. Ele é lotado no gabinete de Duarte Júnior como técnico parlamentar especial, com salário bruto de R$ 17 mil —segundo dados do Portal da Transparência da Assembleia Legislativa do Maranhão referente a novembro de 2019. Do exercício de 2020, até o momento, não há qualquer atualização.

Entre os diversos ataques a Wellington do Curso, memes dizem que o deputado “só fala merda” e que o “negócio [dele] é reclamar”. Há uma montagem do que seria o parlamentar sentado em uma privada, com a chamada “despachando a próxima proposição”. Na própria bio, trecho onde se descreve o perfil, foi colocado: “um cara Safadinho que só sabe reclamar de tudo”, com um emoji de palhaço.

Na última terça 3, o tucano esteve na sede da PF em São Luís, onde prestou depoimento sobre o caso. Segundo divulgado por sua assessoria, espera o resultado concreto das investigações, a fim de encontrar quem patrocinou o perfil. “Trabalhamos diariamente para termos o respeito dos maranhenses, mas criaram fakes tentando manchar a nossa imagem, divulgando mentiras e tentando diminuir nossa atuação como deputado estadual. É lamentável que usem dinheiro público com um fim tão medíocre, que é o de difamar as pessoas”, disse.

Recentemente, prints e áudios atribuídos ao deputado Duarte Júnior, compartilhados em grupos de WhatsApp, apontam para o possível poder do parlamentar sobre supostas milícia virtual e rede de fakes, também durante as eleições de 2018. Segundo as mensagens, publicações que desagradassem Duarte Júnior, então pré-candidato a deputado estadual pelo PCdoB, deveriam ser rebatidas pelos participantes dos supostos grupos de Telegram, todos com servidores do Procon (Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor) do Maranhão entre os participantes.

Em um desses áudios atribuídos a Duarte Júnior, há uma mensagem de assédio moral em que o nome Thiago é citado, numa reclamação de um trabalho que teria desagrado o ex-presidente do Procon. “Eu mandei faz mil anos tirar a porra da cena que eu tô na unidade [do Procon], cumprimentando servidor. Agora tu, Thiago, fica leso aí e não presta atenção no que eu falo. Eu ia postar essa bosta agora. Altera essa cocota aí cacete. Por favor. Porra!”, teria dito.

Sobre as mensagens, que sugerem também homofobia e gordofobia, Duarte Júnior publicou nota nas redes sociais negando a veracidade de conteúdos.

Antes do cargo no gabinete do deputado do Republicanos, Thiago Rios trabalhou no Procon, durante a gestão de Duarte Júnior, no cargo de encarregado do Serviço de Suporte em Tecnologia da Informação, entre 2015 e 2017, com salário bruto de R$ 6,9 mil; e assessor técnico, em 2018, com salário de R$ 5,9 mil.

A própria esposa dele, Christianne Portelada, também tinha cargo na autarquia à época em que o hoje deputado estadual quem a comandava, permanecendo até a gestão de Karen Barros, noiva de Duarte Júnior. Primeiro ocupou o cargo de assessor sênio, em 2017, com salário bruto de R$ 6,8 mil. Em 2018, passou a ser chefe da Assessoria de Comunicação, recebendo em junho daquele ano o salário bruto de R$ 22,9 mil, depois reduzido para R$ 7,6 mil. Em 2019, com o Procon sob Karen Barros, passou a ser diretora de Orientação ao Cidadão dos Vivas, ainda com o salário bruto de R$ 7,6 mil. Desde o mês passado, foi lotada na Secap (Secretaria de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos), no cargo de assessor sênior, com salário bruto de R$ 6,3 mil.

Procurado, Thiago Rios garantiu que, embora seja ele quem cuida da Viva Criações e responsável pela criação de e-mails na empresa, não criou a conta utilizada no perfil Wellington Discurso. Também que não tinha conhecimento da conta e que trabalha com mídias sociais, mas nada neste sentido.

Questionado pelo ATUAL7 sobre a ligação entre seu assessor e o perfil usado para atacar o parlamentar do PSDB, Duarte Júnior se disse surpreso, e que sequer tinha conhecimento a respeito do perfil no Instagram. “Eu admiro muito o Wellington, como um grande deputado. Atuo no mesmo seguimento que ele, de direitos humanos, em defesa da população e dos animais. Jamais faria ou compactuaria com uma coisa dessas, pode ter certeza!”, declarou.

A reportagem não conseguiu contato com Christianne Portelada.

PTC, de Holandão, fecha apoio a Duarte Júnior em São Luís
Política

Anúncio oficial será feito no próximo dia 10

O PTC, que tem entre seus filiados o deputado estadual Edivaldo Holanda, o Holandão, pai do prefeito do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), fechou apoio à pré-candidatura de Duarte Júnior (Republicanos) a prefeito de São Luís em 2020.

O anúncio oficial será feito no próximo dia 10, segundo material divulgado pela assessoria de Duarte, em evento no Pátio Jardins.

A princípio, apurou o ATUAL7, apenas o partido, com cerca de 40 pré-candidatos a vereador, está firmando aliança com o pré-candidato a prefeito do Republicanos.

Atualmente, o PTC é presidido no Maranhão pelo ex-deputado estadual Júnior Verde, irmão do deputado federal e presidente estadual do Republicanos, Cléber Verde. Foi pelo partido que Edivaldo Júnior se elegeu pela primeira vez, como vereador, em 2004, e pelo qual se consagrou prefeito da capital na eleição de 2012.

Duarte pode ter cometido quebra de decoro em acusação a deputados de vazamentos
Política

Sanções para deputado que infringir Código de Ética Parlamentar vai de censura à perda do mandato

O deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos) pode ter cometido quebra de decoro, e ser alvo de representação na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa do Maranhão, caso seja confirmado que ele acusou os deputados Neto Evangelista (DEM) e Glalbert Cutrim (PDT) de encabeçarem suposto vazamento de mensagens de áudios e textos no aplicativo Telegram atribuídos a ele. Os diálogos, mostrou o ATUAL7 mais cedo, apontam suposto poder do ex-presidente do Procon sobre uma possível milícia virtual e rede de fakes —que seriam integrada por diversos servidores da autarquia—, além de envolvimento dele em diálogos com teor gordofóbico, homofóbico e de assédio moral.

Pressionado pela repercussão negativa do caso nas redes sociais, em resposta a um seguidor no Instagram, que o questionou sobre o conteúdo das mensagens, o parlamentar compartilhou imagens de um servidor da Alema, lotado no gabinete do deputado Edivaldo Holanda (PTC), mas que aparece na foto acompanhado de Evangelista; e do contracheque de outro, lotado no gabinete de Cutrim, sugerindo que ambos teriam ligação com colegas de plenário na trama.

“Vou te mostrar quem tá por trás de tudo”, teria escrito Duarte Júnior antes de compartilhar as imagens, segundo prints compartilhado pelo internauta.

De acordo com o artigo 12, I do Código de Ética da Assembleia Legislativa, abusar das prerrogativas constitucionais asseguradas aos membros da Casa constitui ato incompatível com a Ética e o Decoro Parlamentar.

Em caso de eventuais representação e confirmação de infração, o parlamentar pode sofrer censura, verbal ou escrita; suspensão temporária do exercício do mandato, por até trinta dias; ou perda do mandato.

O processo disciplinar pode ser instaurado mediante iniciativa do presidente da Assembleia, atualmente o deputado Othelino Neto (PCdoB), da Mesa Diretora, de partido político, de comissão ou de qualquer deputado, bem como de eleitor no exercício dos seus direitos políticos, mediante requerimento por escrito, com especificação dos fatos e respectivas provas, à Comissão de Ética Parlamentar.

O ATUAL7 questionou os deputados Neto Evangelista e Glalbert Cutrim, além de Othelino Neto, ainda no período da manhã de hoje, sobre essa troca de mensagens entre Duarte Júnior e o internauta. Até o momento, não houve posicionamento de nenhum deles. O espaço segue aberto para manifestação.

Mensagens mostram suposto poder de Duarte sobre milícia virtual e rede de fakes
Política

Diálogos sugerem também assédio moral, homofobia e gordofobia. Parlamentar nega veracidade de conteúdos

Áudios atribuídos ao deputado estadual e pré-candidato a prefeito de São Luís Duarte Júnior (Republicanos), além de supostos prints de grupos no aplicativo Telegram, mostram o parlamentar exercendo poder sobre possível milícia virtual que seria integrada por diversos servidores do Procon (Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor) do Maranhão, autarquia que comandou por quase todo o primeiro governo de Flávio Dino (PCdoB).

Compartilhados em grupos de WhatsApp, os diálogos apontam que esses servidores, sob comando de Duarte Júnior, teriam criado uma rede de perfis fakes nas redes sociais para atacar quem ousasse criticar o ex-chefe, à época pré-candidato ao Parlamento estadual.

Procurado pelo ATUAL7 ao longo da semana passada por e-mail, telefone e em seu gabinete na Assembleia Legislativa, o deputado não retornou a nenhuma das várias tentativas de contato. Na noite desse domingo 1º, após ampla repercussão negativa nas redes sociais sobre os diálogos, ele se posicionou. Segundo argumentou, após um longo apelo populista, os “conteúdos são completamente manipulados e falsos”. Questionado, no Twitter, sobre as alegadas manipulação e falsidade das mensagens, atacou o signatário deste texto, fugindo do assunto e falando sobre remuneração por publicações. Prontamente respondido, silenciou novamente.

Nos áudios atribuídos a Duarte Júnior, em grande parte, há ordem para uso de perfil pessoal e outros perfis —possivelmente fakes— nas redes sociais, uma possível milícia virtual. Publicações que desagradassem ao então pré-candidato a deputado estadual deveriam ser rebatidas por todos os participantes dos supostos grupos de Telegram, todos com servidores do Procon entre os participantes.

“Pessoal, já fazem duas horas que saiu essa postagem aí no Imirante. Eu peço que todos vocês, absolutamente todos vocês, comentem com aquele discurso lá que a gente combinou: que é perseguição... [Comentem] com as redes de vocês, com outras contas que por ventura vocês tenham. Comentem, assim que olharem essa mensagem, falando que é uma perseguição; que não adianta bat... perseguir; que o Duarte Júnior e o governador Flávio Dino que vão ganhar a eleições; que tá comigo; tô com Duarte, hashtag tô com Duarte! Bate nessas hashtags tô com Duarte… Que isso é perseguição dos Sarney; e não sei o que, e tudo mais... Aquele mesmo discurso que eu falei”, teria ordenado.

Em possível resposta à fala do então pré-candidato à Assembleia, suposta participante do grupo no Telegram orienta: “Pessoal, só tomem cuidado quando forem responder. Lembrem que vocês são servidores públicos, no caso de usarem suas contas, certo? Se vocês quiserem ser mais incisivos, vocês podem usar os fakes de vocês”, recomenda.

Em outros áudios atribuídos a Duarte Júnior, aparentando desequilíbrio emocional, há uma série de humilhações a possíveis servidores e prestadores de serviços do Procon. Sobre essa situação, embora o parlamentar negue a veracidade, em caso de perícia nos áudios, se confirmada a voz como do próprio Duarte Júnior, as declarações podem caracterizar assédio moral.

“Eu mandei faz mil anos tirar a porra da cena que eu tô na unidade [do Procon], cumprimentando servidor. Agora tu, Thiago, fica leso aí e não presta atenção no que eu falo. Eu ia postar essa bosta agora. Altera essa cocota aí cacete. Por favor. Porra!”, teria dito.

“Rapaz isso aí só pode ser hidrocefalia ou falta de massa cinzenta na cabeça, rapaz. Um negócio desse é loucura. Isso não existe! A pessoa tá de licença, tá morta ou tá de férias, muda o sistema, pelo amor de Deus. Caíssa, pega o telefone, liga agora para Desla, passa um sabão nessa mulher antes que eu me irrite bem aqui, porque eu tô trabalhando, eu tenho que tá com quarenta coisas ao mesmo tempo. Isso não existe, isso é loucura! Porque essa mulher não me mudou esse sistema rapaz!?”, teria dito, em outro áudio.

Possivelmente sobre essa mesma situação, em outro áudio que lhe é atribuído, com raiva, Duarte Júnior ameaça querer o aparelho telefônico.

“Rapaz, a mulher não consegue enxergar que o problema tá no fato do atendimento no momento, no dia, na semana, não estar funcionando até as 19 horas. Se não está funcionando até as 19 horas, o agendamento na droga do aplicativo do site não pode tá liberado para esse horário. Isso é loucura rapaz! Alguém resolve isso aí. Caíssa resolve isso, aí antes que eu quebre esse celular bem aqui”, teria ameaçado.

Um dos áudios revela, também, possível homofobia por parte do ex-presidente do Procon. Nele, ao comentar sobre resposta dada a um usuário do Twitter que, insistentemente, apontava descaso da Caema em Imperatriz e cobrava por uma ação da autarquia, Duarte Júnior, segundo a gravação, fala em tom de insulto e desprezo sobre suposta oriental sexual do consumidor que buscava pela garantia de seus direitos.

“Mandei uma resposta finalmente para esse Josué Carneiro que fica, ‘não sei o que Caema, não sei o que Caema, não sei o que Caema’: ‘meu amigo, seria interessante você falar diretamente com o presidente da Caema’, Porra, seu viado safado!”, teria declarado.

Nos diálogos há, também, diversos prints de supostos grupos no aplicativo Telegram.

Em um deles, há comentários atribuídos ao próprio Duarte Júnior, ordenando expressamente o uso de perfis fakes para atacar quem fazia críticas a ele nas redes sociais —reforçando a existência de uma militância virtual que seria comandada pelo ex-presidente do Procon.

Em outros, a ordem, segundo os prints, vem de Karen Barros, para que os supostos servidores do Procon atacassem o blogueiro Wallace Braga, por ter ele feito uma publicação consumerista no Instagram, em que marcou e fez cobranças por atuação de Duarte Júnior no caso. Graves, os supostos comentários podem ser enquadrados como gordofobia, pois há uma combinação entre os participantes do suposto grupo para atacar o blogueiro de forma preconceituosa.

Procurada, insistentemente, pelo ATUAL7, por meio de e-mails enviados à comunicação da Seduc (Secretaria de Estado da Educação), onde atua como secretária-adjunta de Projetos Especiais desde que perdeu o comando do Procon, Karen Barros seguiu o silêncio do noivo e não retornou as tentativas de contato.

O próprio Procon também não respondeu a nenhum dos questionamentos feitos por e-mail, ao longo da semana passada, sobre o suposto envolvimento de seus servidores.

A criação e uso de perfis falsos na internet para caluniar e intimidar ou causar dano a outrem, além de falsidade ideológica, é crime. Embora ainda não exista uma lei que trata de gordofobia, como a recém-criada sobre homofobia, em tese, injúria contra pessoas por serem gordas pode ser enquadrado como crime contra a honra, caso a pessoa se sinta ofendida.

Em todos esses casos, a pena é de prisão.

Sem citar nomes, Duarte faz críticas que atingem Rubens Júnior e Neto Evangelista
Política

Alegando estar sendo alvo de ataques, pré-candidato a prefeito de São Luís tem usado redes sociais para publicações contra o filhotismo na política

O deputado estadual e pré-candidato a prefeito de São Luís, Duarte Júnior (Republicanos), desde a semana passada, tem usado as redes sociais para, sem citar nomes, fazer críticas ao chamado filhotismo, política patrimonialista culturalmente instalada no Maranhão, onde filhos e demais parentes herdam mandatos como coisas de família.

Segundo publicou no último dia 21, sob a alegação de que estaria sendo alvo de ataques, “os filhotes do poder estão desesperados”, pois eventual vitória dele nas urnas em outubro “representa o fim desse sistema corrupto e ineficiente”. Quatro dias depois, na terça-feira 25, questionou seus seguidores: “Vocês já observaram como na história da nossa cidade a ampla maioria dos políticos possuem uma linhagem política? Geralmente são filhos, netos, sobrinhos…”, diz a publicação.

Procurado pelo ATUAL7, por e-mail enviado ao seu contato pessoal e de sua assessoria, Duarte Júnior não retornou informando quem seriam os tais “filhotes do poder” e nem quem são os políticos que “possuem uma linhagem política”.

Embora as críticas alcancem o deputado federal Eduardo Braide (Pode), um dos pré-candidatos da oposição e líder de todas pesquisas de intenções de votos, as declarações de Duarte Júnior atingem também, em cheio, pelo menos dois nomes da base de Flávio Dino (PCdoB) na disputa: o deputado federal licenciado e secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior (PCdoB), e o deputado estadual Neto Evangelista (DEM).

Os três postulantes ao Palácio de La Ravardière chegaram ao poder por força e articulação de seus respectivos genitores.

Braide, no caso, é filho do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Carlos Braide, que também já o presenteou com a presidência da Caema (Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão) e com o comando da Semop (Secretaria Municipal Extraordinária de Orçamento Participativo) na gestão de João Castelo na capital. Já Rubens Júnior é filho do ex-deputado estadual Rubens Pereira, o Rubão; e Neto Evangelista é filho do também ex-presidente da Alema, João Evangelista, já falecido.

Também procurados, para se posicionarem sobre as críticas ao filhotismo, e se acreditavam que Duarte Júnior se referia de forma velada a eles, Rubens Júnior e Eduardo Braide não retornam o contato. Apenas Neto Evangelista respondeu: “Sugiro perguntar a ele”, disse.

Apesar das fortes críticas feitas nas redes sociais, e de não ter entrado na política por influência do pai biológico, Hildélis Duarte, o pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Republicanos possui o pedigree do apadrinhamento, tão tradicional quanto o filhotismo. Atualmente, é afilhado político de quem manda e desmanda no Palácio dos Leões e entorno daquele Poder: o governador Flávio Dino e o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos).