Duarte Júnior
Desinformação e ataque à imprensa são rotina de Duarte Júnior após questões incômodas
Política

Práticas são adotadas pelo deputado do Republicanos sempre que contradições de sua atuação política são questionadas

O uso de informação falsa com o propósito de confundir ou induzir a população ao erro, acompanhado de ataque à imprensa, é uma prática adotada pelo deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos) sempre que informações incômodas sobre sua atuação política são tornadas públicas.

Na última última quarta-feira 9, por exemplo, na condição de pré-candidato a prefeito de São Luís, Duarte compartilhou nas redes sociais um vídeo em que diz, sem citar nomes, que Fabiana Vilar Rodrigues (PL), vice em sua chapa, estaria sendo vítima de machismo por parte de veículos de comunicação. “Uma parte pequena da mídia mal intencionada de São Luís tem feito uma campanha sórdida contra ela”, disse.

Além de esvaziar o feminismo e diminuir casos reais de preconceito à mulher, a fake news tirou de contexto publicações como a feita pelo ATUAL7, que expôs a incoerência entre o discurso e prática de Duarte Júnior sobre o filhotismo: Fabiana é sobrinha e indicada pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho, dono da vaga e patrono do grupo político que o pré-candidato do Republicanos passou agora a dizer que tem “orgulho”.

Em março deste ano, em meio à cobertura da imprensa sobre prints e áudios de supostas conversas pelo aplicativo Telegram, atribuídas a ele e assessores —com conteúdos que denotam assédio moral, gordofobia, tentativa de censura à imprensa e homofobia, envolvendo ainda suposta milícia virtual—, Duarte Júnior disse que estava sendo perseguido, por causa do período eleitoral, e que as mensagens teriam sido manipuladas.

“Isso não são denúncias, são perseguições. (...) O que vocês estão fazendo é manipular a informação perante as pessoas, e tentar transformar alguém que é sério em alguém que não é correto”, acusou, durante entrevista ao programa Bom Dia Maranhão, da TV Difusora.

Cinco meses depois, o parlamentar silenciou sobre o assunto, e não apresentou o resultado da investigação que, segundo garantiu à época do escândalo, sua equipe jurídica estaria executando. Também jamais tornou público quem são as pessoas que, segundo informou, o estariam ameaçando por causa de sua pré-candidatura a prefeito da capital.

Embora intensificados neste ano, o uso de informação falsa e ataque à imprensa por Duarte Júnior não se resumem ao período eleitoral. Desde o primeiro ano de mandato na Assembleia Legislativa do Maranhão, em 2019, o deputado já adotava essas práticas.

Em abril do ano passado, durante palestra sobre educação e democracia no XI Congresso Nacional de Direito, ele distorceu uma pergunta feita pelo jornalista Samartony Martins, em uma live pelo Facebook do jornal O Imparcial, e afirmou aos participantes que uma viagem que fez para Harvard, em Boston (EUA), não gerou custo aos cofres do Estado.

“Eu tive a oportunidade de passar uma semana estudando em Harvard, e até nisso fizeram fake news. Fui dar uma entrevista ontem ao jornal O Imparcial e o repórter falou assim: Duarte, como é que foi o passeio? Aí eu: primeiramente, quero destacar que não foi uma viagem a passeio, eu fui pra estudar, e não houve nenhum custo pro Estado, mas o que rolou no blogs, foi que de que eu estava gastando milhões, um absurdo. Apresentei o Portal da Transparência, tudo direitinho, mas, houve a fake news”, mentiu.

Contudo, conforme revelou o ATUAL7 uma semana antes da palestra, dados do Portal da Transparência mostram que a viagem foi bancada pela Assembleia Legislativa do Maranhão, que o reembolsou em R$ 4 mil por cinco diárias solicitadas.

Na palestra, utilizando-se do mesmo expediente que diz combater, isto é, de corruptos e malfeitores descobertos pela imprensa, ele pediu aos participantes do evento que deixassem de acompanhar esses veículos.

“Primeiro passo é não ler blogs. Pronto! Saiam disso. Vai lá no computador de vocês (sic), denunciem todos os blogs. Não leiam blogs. Por que blogs, senhoras e senhores, eles publicam aquilo que eles são pagos para publicar”, acusou, sem apresentar provas, como orientação para, segundo ele, “transformar o país numa verdadeira pátria educadora”.

Apesar do discurso de ódio, nas redes sociais, Duarte Júnior constantemente compartilha blogs com conteúdo positivo, publicado por blogueiros, a respeito de sua atividade parlamentar e pré-campanha.

Duarte ataca imprensa por repercutir aceitação de sobrinha de Josimar na vice
Política

Pré-candidato a prefeito tirou de contexto e transmutou em machismo repercussão sobre contraste entre seu discurso e prática sobre o filhotismo na política

O pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Republicanos, Duarte Júnior, atacou a imprensa em vídeo divulgado nas redes sociais, na noite dessa quarta-feira 9, após contradição entre seu discurso e prática sobre o filhotismo na política.

Na gravação, Duarte tira de contexto repercussão dada à aceitação de Fabiana Vilar Rodrigues (PL), sobrinha do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) para a vaga de vice em sua chapa, e acusa veículos de comunicação, sem citar nomes, de machismo.

“Desde ontem, quando anunciei a Fabiana como a minha vice, uma parte pequena da mídia mal intencionada de São Luís tem feito uma campanha sórdida contra ela. De maneira explícita, eles insinuam que a Fabiana só foi escolhida por mim por ser sobrinha de uma deputado. Vejam o tamanho do preconceito”, diz, omitindo o sobrenome da companheira de chapa e o tio dela.

“Eles não vão parar os ataques”, insistiu Duarte Júnior, após dizer em tom eleitoral e apelativo que a sobrinha de Josimar “é mulher, mãe, nasceu na periferia, é advogada, gestora pública e até pouco tempo foi secretária de Estado do governo Flávio Dino”.

O ATUAL7 enviou mensagens e ligou para o pré-candidato, ontem e hoje, para que ele apontasse quais veículos teriam agido com machismo contra Fabiana Vilar Rodrigues, e de que forma a alegada campanha sórdida estaria sendo feita. As mensagens e ligações, porém, não foram retornadas.

Se optar por coerência, Wellington deve evitar apoio a Braide, Duarte, Neto e Rubens
Política

Movimentos do deputado estadual ao longo da vida pública impedem acordo com os quatro pré-candidatos a prefeito de São Luís

Arrancado do pleito municipal de 2020, o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) fez movimentos ao longo da vida pública que o impedem, se desta vez priorizar pela coerência política, de declarar apoio a pelo menos quatro pré-candidatos a prefeito de São Luís.

Caso Wellington não repita o erro confesso de 2016, o principal rejeitado seria o deputado federal Eduardo Braide (Pode), por motivos expostos demasiadamente pelo próprio tucano nos últimos dias, inclusive na tribuna do Palácio Manuel Beckman: traição. Segundo Wellington, Braide teria se unido ao senador Roberto Rocha (MA) para tirá-lo da corrida eleitoral. Como resposta, ele tem trabalhado contra a eleição do apadrinhado pelo presidente do PSDB do Maranhão. Retroceder desse posicionamento, portanto, além de desconforme, seria suicídio político.

Apesar da promessa de quitação de dívidas financeiras atualmente com diversos credores para passar a dever apenas Josimar Maranhãozinho, qualquer cogitação de apoio ao deputado Duarte Júnior (Republicanos) também atropelaria o discurso e histórico de luta de Wellington. Por representação formulada pelo deputado do PSDB, o gabinete do ex-presidente do Procon é alvo de investigação na Polícia Federal, desde 2018. Em março, Wellington cobrou explicações de Duarte sobre documentos que apontam para possível participação de um funcionário de seu gabinete em suposta milícia virtual. Á época, Duarte Júnior deixou o plenário da Alema durante as cobranças, até hoje não esclarecidas. Eventual apoio seria um caso peculiar de Síndrome de Estocolmo. Pesa ainda as diversas suspeitas de corrupção contra Josimar, a quem Wellington teria de também passar a declarar ter “orgulho”.

Eventual priorização pela coerência também impediria Wellington do Curso de fechar com o deputado estadual Neto Evangelista. Embora pré-candidato do DEM, Neto tem como patrono o PDT e o senador Weverton Rocha, a quem, na campanha de 2016, quando terminou em terceiro lugar, Wellington combateu fervorosamente —e permaneceu enfrentando, mesmo após as eleições daquele ano. Para apoiar Neto, Wellington teria de sofrer ou fingir amnésia eleitoral, e passar a defender a continuação da gestão do PDT na capital.

Por fim, mas não menos incoerente, qualquer declaração de apoio a Rubens Júnior seria o mesmo que Wellington do Curso desmentir tudo o que declarou ao longo dos dois mandatos de deputado estadual na Assembleia Legislativa, como principal opositor e fiscalizador do governo do PCdoB e de Flávio Dino no Maranhão.

Vale lembrar que, em 2016, Wellington não agiu com coerência, segundo ele próprio tem confessado em entrevistas recentes. Embora tenha apontado o suposto envolvimento de Eduardo Braide em casos de corrupção com a chamada Máfia de Anajatuba durante o debate eleitoral, no segundo turno, o tucano fechou com o hoje alegado algoz, e passou a declarar que o suposto envolvimento e investigação contra Braide pela Polícia Federal seriam ataques do Palácio dos Leões.

Após dizer ser contra filhotismo, Duarte Júnior acolhe sobrinha de Josimar na vice
Política

Fabiana Vilar Rodrigues ganhou a indicação do tio após vencer batalha interna contra o vereador Aldir Júnior, também sobrinho do presidente do PL

Uma semana após gastar mais de R$ 3 mil em publicidade no Facebook para forçar a viralização de vídeo em que diz ser contra a prática do filhotismo na política, o deputado estadual e pré-candidato a prefeito de São Luís, Duarte Júnior (Republicanos), abandonou o próprio discurso e acolheu na vaga de vice em sua chapa a sobrinha do deputado federal Josimar Cunha Rodrigues, Fabiana Vilar Rodrigues.

A apresentação foi feita durante coletiva no Rio Poty Hotel, na Ponta d’Areia, área nobre da capital, nessa terça-feira 8, em evento com um mega banner ao fundo destacando apenas Duarte Júnior e em que ambos estiveram sem máscara, ignorando a principal orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Governo do Maranhão para enfrentamento ao novo coronavírus, que já infectou 19.327 pessoas em São Luís e matou 1.217, desde o início da pandemia.

A indicação da parente foi imposição do próprio Josimar Maranhãozinho, como gosta de ser chamado o presidente do PL, em referência ao município onde já foi prefeito e elegeu sucessor. Ele já é dono de um clã familiar na vida pública, que vai da mulher, Detinha, ex-prefeita de Cento do Guilherme e atualmente deputada na Assembleia Legislativa, ao sobrinho e vereador em São Luís, Aldir Júnior.

Todos são do PL, apesar de Josimar controlar outros dois partidos, o Patriota e o Avante, agora ambos também na base de Duarte Júnior em troca da vaga de vice e de controle das secretarias municipais da Saúde, Educação e Obras em eventual gestão da chapa na capital. Também faz parte da coligação o PTC.

Antes do anúncio oficial, até essa segunda-feira 7, Duarte Júnior divulgou nas redes sociais que a vaga seria ocupada por um vice, em vez de uma vice. A troca repentina e o banner com destaque isolado sugerem que Josimar Maranhãozinho, inicialmente, pensou em indicar o sobrinho, mas acabou optando em cima da hora pela sobrinha.

No evento, o pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Republicanos nada falou sobre filhotismo, mas apenas repetiu reiteradamente que Fabiana Vilar Rodrigues, segundo ele, é “séria e técnica”.

Apesar de ser o dono da vaga, e de haver divulgado o anúncio em suas redes, Josimar Maranhãozinho, de quem Duarte Júnior afirmou aos presentes ter orgulho, não participou do evento. Detinha, que retirou a pré-candidatura para apoiar Duarte, também não esteve presente.

Emet: Braide oscila para baixo e Duarte cresce na preferência do eleitorado
Política

Pré-candidato do Podemos continua na liderança, mas diminuiu a vantagem em relação ao segundo colocado

Nova pesquisa do Emet, divulgada nesta terça-feira 1º, aponta que o pré-candidato do Podemos a prefeito de São Luís, Eduardo Braide, exibiu uma mudança negativa na preferência do eleitorado da capital.

Segundo a sondagem, no cenário estimulado, Braide segue na liderança absoluta, mas aparece agora com 31,13% de intenções de voto. No levantamento anterior do instituto, divulgado há pouco mais de duas semanas, ele tinha 33,75%.

O segundo lugar é ocupado agora por Duarte Júnior, pré-candidato do Republicanos, com 16,08%. No levantamento anterior, ele estava na terceira posição, com 9,21%.

O Emet entrevistou 1.065 pessoas, mesma quantidade da pesquisa anterior, entre 26 e 30 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para cima ou para baixo, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada sob o número MA-04715/2020.

JPesquisa aponta 2º turno entre Eduardo Braide e Duarte Júnior
Política

Não pontuaram Detinha, Franklin Douglas e Saulo Arcangeli

Se as eleições fossem hoje, Eduardo Braide (PODE) e Duarte Júnior (Republicanos) disputariam o 2º turno em São Luís, segundo cenário mostrado pelo JPesquisa/Jornal Pequeno, neste domingo 26.

Braide lidera a preferência do eleitorado da capital, com 40% das intenções de voto. Duarte tem 15%.

O levantamento foi feito entre os dias 21 e 24 de julho, com 1 mil entrevistas presenciais. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número MA-02519/2020.

Neto Evangelista (DEM) tem 9%, e Wellington do Curso (PSDB) 7%. Na sequência, aparecem empatados com 4% Adriano Sarney (PV), Bira do Pindaré (PSB) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB).

Também empatados, com 3%, aparecem Carlos Madeira (SD) e Yglésio Moyses (PROS).

Jeisael Marx (Rede) tem 2%, e não pontuaram Detinha (PL), Franklin Douglas (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU).

Nenhum deles marcou 6% e não sabe ou não respondeu 3%.

Votos válidos

Nos votos válidos, este é o cenário: Eduardo Braide tem 44%, Duarte Júnior 16%, Neto Evangelista 10% e Wellington do Curso 8%. Empatados com 4% estão Adriano Sarney, Bira do Pindaré e Rubens Pereira Júnior. Empatados com 3% estão Carlos Madeira e Yglésio Moisés. E Jeisael Marx tem 2%.

Por votos, pré-candidatos a prefeito de São Luís ignoram pandemia e provocam aglomeração
Política

Até a obrigatoriedade do uso de máscara está sendo desrespeitada por um dos postulantes ao Palácio de La Ravardière

Em meio à pandemia do novo coronavírus, que no Maranhão tem São Luís como epicentro da doença, alguns pré-candidatos a prefeito da capital têm ignorado o aumento de casos positivos e de óbitos na cidade e, em busca de votos, provocado aglomeração.

Um deles tem sido o postulante do PCdoB ao Palácio de La Ravardière, Rubens Pereira Júnior. Na última terça-feira 7, por exemplo, em ato político que reuniu mais de 40 pessoas na sede do PP, mais da metade estava sem máscara, item de uso obrigatório para enfrentamento à Covid-19 —que já matou mais de 900 pessoas na capital.

Apesar dele próprio estar usado máscara, as imagens sugerem que Rubens Júnior estava mais preocupado em reunir o maior número de pessoas possíveis na reunião, para contrapor a baixa popularidade de sua pré-candidatura, do que em garantir o distanciamento seguro entre os presentes.

Outro que também tem seguido o caminho inverso do que se espera de um líder é o juiz federal aposentado Carlos Madeira. Pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Solidariedade, em busca de visibilidade eleitoral, ele tem não apenas gerado aglomeração, mas também aparecido constantemente, ele próprio, sem máscara.

Apenas nesta semana, foram duas vezes em que o magistrado aposentado descumpriu a norma, em ambas para ato de recebimento de apoio: do secretário estadual da Cultura, Anderson Lindoso; e do autor da Lei da Ficha Limpa e também ex-juiz, Márlon Reis.

Nas imagens, ele está sempre acompanhado do líder de seu partido e secretário estadual de Industria e Comércio, Simplício Araújo, outro que para aparecer bem em fotos desobedece a determinação baixada pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

O deputado estadual e pré-candidato do Republicanos, Duarte Júnior, também tem provocado aglomerações. Em fotos compartilhadas por ele próprio nas redes sociais, além das pessoas estarem muitos próximas das outras, algumas aparecem sem máscaras.

Assim como os adversários-íntimos (pertencem ao mesmo grupo político, liderado por Dino), a conquista do voto para Duarte Júnior aparenta também ser mais valiosa com que a saúde do eleitor.

Em todos os casos, cabe ao Ministério Público do Maranhão e ao Ministério Público Eleitoral a expedição de recomendação para que os pré-candidatos evitem, durante seus atos político-eleitorais, a facilitação da propagação do novo coronavírus em São Luís.

Em crítica a Braide, Duarte Júnior coloca Dino e Murad no mesmo patamar
Política

Pré-candidato do Republicanos fez alusão à Sermão aos Peixes, que pilhou tanto o ex-secretário de Saúde quanto o governo comunista

O deputado estadual e pré-candidato do Republicanos à Prefeitura de São Luís, Duarte Júnior, colocou no mesmo patamar o governador Flávio Dino (PCdoB) e o ex-secretário estadual da Saúde, Ricardo Murad, ao comentar sobre casos de corrupção e as suspeitas que pesam contra o deputado federal e também postulante ao comando da capital, Eduardo Braide (Pode).

No Twitter, em alusão à operação Sermão aos Peixes, que pilhou tanto Murad quando o governo Dino, Duarte Júnior fez menção apenas ao fato de que o ex-titular da SES (Secretaria de Estado da Saúde) já foi alvo da Polícia Federal, para embasar uma comparação: enquanto ele é aliado o governador, Braide seria aliado de Ricardo Murad.

“Eduardo Braide tem a essência da política ruim. Critica minha aliança com
Flavio Dino, mas tenta esconder seu pacto com o Ricardo Murad, frequentador da superintendência da Polícia Federal. Histórias como as de Anajatuba e Icatu não vão se repetir em São Luís! Não vou permitir!”, publicou.

Anajatuba, no caso, diz respeito à investigação sigilosa que tramita na Justiça Federal contra o pré-candidato do Podemos e empresas envolvidas na chamada Máfia de Anajatuba, desde 2014, por suspeita de lavagem de dinheiro.

Já a citação ao município de Icatu tem relação com investigações da Polícia Federal no bojo da Operação Cobiça Fatal, em razão da gestão do prefeito Dunga (PMN), aliado de Eduardo Braide, ter sido citada pelos investigadores como uma das que contratou empresa de fachada para fornecimento de insumos de combate à Covid-19.

Duarte mostra ônibus lotados em São Luís e faz críticas que atingem Dino e Edivaldo
Cotidiano

Devido à pandemia, coletivos não podem exceder capacidade oficial de passageiros sentados

Em inspeção in loco feita nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira 17, o deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos) constatou o descumprimento das medidas sanitárias no transporte público da capital em meio ao avanço do novo coronavírus.

Em todos os registros publicados pelo parlamentar nas redes sociais, é possível observar aglomerações tanto nos terminais de integração quanto dentro do próprio coletivo, contrariando as medidas sanitárias determinadas pelo governo Flávio Dino (PCdoB) e revelando ausência de melhor fiscalização por parte da Suvisa (Superintendência de Vigilância Sanitária) e MOB (Agência Estadual de Mobilidade Urbana).

Segundo protocolo baixado pela Casa Civil, desde o dia 1º de junho, todos os veículos utilizados no estado no transporte de passageiros (coletivo intermunicipal, público ou privado, urbano e rural) não devem exceder à capacidade oficial de passageiros sentados. Com a medida, o Palácio dos Leões pretendia diminuir a aglomeração no transporte público e, consequentemente, minimizar o risco de propagação da pandemia.

Nas publicações, Duarte faz uma série de críticas que atingem em cheio Dino e o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), responsáveis diretos pelo enfrentamento à pandemia na capital.

De acordo com o parlamentar, “não há qualquer controle de entrada e saída de passageiros”.

“Não há dúvida de que o distanciamento social só existe para quem pode pagar por ele. Imaginem se as aulas presenciais retornarem”, completou.

Em uma das críticas, conforme publicou o ATUAL7, Duarte Júnior fez uma espécie de cobrança a Dino e Edivaldo, para que saiam do conforto de seus gabinetes e conheçam a realidade da população que precisa do transporte coletivo.

“Para decidir melhor e tomar decisões mais justas, precisamos sair do gabinete e conhecer a realidade da nossa cidade”, disparou.

São Luís é a cidade do Maranhão com mais casos e óbitos registrados da Covid-19. Segundo dados oficiais da prefeitura, 12.095 pessoas já foram contaminadas pelo novo coronavírus na capital, e 654 morreram em decorrência da doença.

Pré-candidatos à Prefeitura de São Luís comentam operação da PF contra a gestão Edivaldo Júnior
Política

Deflagrada pela PF e CGU, Operação Cobiça Fatal prendeu três e fez buscas na Semus por suposto desvio de R$ 2,3 milhões da verba para combate à Covid-19

Pré-candidatos aliados e de oposição ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) comentaram, em resposta à solicitação feita pelo ATUAL7, sobre a deflagração da Operação Cobiça Fatal pela Polícia Federal e CGU (Controladoria-Geral da União), nesta terça-feira 9. Três empresários foram presos temporariamente e houve busca e apreensão na sede e galpão da Semus (Secretaria Municipal de Saúde), por suposta fraude, superfaturamento e desvio de R$ 2,3 milhões da verba para combate à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Nem todos os postulantes ao Palácio de La Ravardière já retornaram a tentativa de contato.

Alguns aliados tentaram por dúvida à operação ou relativizaram o combate à corrupção, provavelmente para não atrapalhar futuras costuras partidárias no pleito deste ano, quando Edivaldo Júnior deixa a prefeitura. Outros, porém, foram favoráveis e até mais incisivos que pré-candidatos de oposição ao pedetista.

Até o momento, não se manifestaram a respeito os pré-candidatos Bira do Pindaré (PSDB), Detinha (PL), Neto Evangelista (DEM), Zé Inácio (PT) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB). Abaixo, por ordem alfabética, segue o posicionamento dos pré-candidatos que responderam a solicitação do ATUAL7:

Adriano Sarney

Lamentável que suspeitas de corrupção continuem acontecendo mesmo durante a maior crise de saúde, econômica e social que São Luis está passando. É preciso investigar para assim punir os possíveis responsáveis.

Carlos Madeira

Sem conhecer os fatos em sua plenitude, e assim apenas aqueles registrados pelos meios de comunicação no dia de hoje, minha posição é no sentido de serem feitas, respeitadas as garantias constitucionais da presunção de inocência, da ampla defesa e do contraditório, investigações amplas e eficientes, identificando-se os autores dos possíveis crimes.

Se os fatos se confirmarem, ou seja, se realmente o que a imprensa registra for verdadeiro, estaremos diante de um crime hediondo. Exige-se, neste momento, o cumprimento do princípio constitucional da publicidade; a Administração tem o dever de oferecer esclarecimentos sobre todos os fatos objeto da atuação da Justiça Federal, sob pena de as dúvidas serem interpretadas em favor da sociedade.

Cricielle Muniz

Acredito que o combate à corrupção não pode sair da pauta da esquerda, e que a investigação aconteça dentro dos parâmetros da lei.

O combate à corrupção sempre foi uma luta do PT, que deu autonomia às instituições e investigações, de acordo com o próprio ex-ministro Moro.

O que temos que ter cuidado é com a utilização da lei, e dos instrumentos coercitivos do Estado para fins políticos, isso na literatura jurídica contemporânea se chama "Lawfare", como ocorreu na Lava Jato, com conduções coercitivas filmadas ao vivo , depoimentos vazados para jornais etc. Atropelaram o processo penal transformando num circo midiático, com nulidades e abusos.

Já sabemos da polêmica envolvendo a troca de comando da Polícia Federal, sobre como de acordo com o ex-ministro Moro, o Presidente queria interferir na PF para proteger seus amigos e familiares.

Então, entendo que o processo de investigação seja cumprido dentro dos parâmetros legais, com direito ao contraditório e ampla defesa, produção de provas, para se ter um combate real a corrupção, sem fins políticos por trás.

Duarte Júnior

Mais do que nunca, precisamos da adequada e correta aplicação dos recursos públicos. Apoio todas as medidas de combate à corrupção em prol do cumprimento das leis em nosso país.

Espero que essa situação seja imediatamente esclarecida e os direitos sejam garantidos.

Eduardo Braide

É inacreditável! O que mais precisamos agora é a correta aplicação dos recursos da saúde. Que os fatos sejam devidamente apurados e os responsáveis punidos.

Franklin Douglas

Deve ser garantida a total transparência à investigação. Defendo que tudo seja apurado e, caso confirmadas as irregularidades, que sejam punidos os responsáveis. Espero que a CGU e a PF estejam agindo republicanamente e não por aparelhamento ideológico. A corrupção é nefasta. Desviar dinheiro público de recurso destinado a combater a pandemia é inaceitável!

Jeisael Marx

As suspeitas são graves. Meter a mão no dinheiro público merece punição dura em qualquer tempo; mas tirar proveito da pandemia para fazer isso, além de crime é canalhice no mais alto grau, completa falta de humanidade. Se isso aconteceu em São Luís, os responsáveis devem ir pra cadeia. E enquanto isso é investigado, é dever moral do secretário de Saúde do Município pedir afastamento. Se não pedir, é obrigação do prefeito afastá-lo. Se não afastá-lo, é covarde.

Saulo Arcângeli

Nós já havíamos colocado nas redes sociais a necessidade de uma atuação mais forte, pois, infelizmente, o dinheiro público, nestes momento de calamidades, que tem dispensa [de licitação, acaba tendo desvios. Então, é importante todo esse processo de investigação ainda estar em aberto. Não podemos dizer os reais culpados, tem umas pessoas presas da própria empresa, mas precisa também fazer uma investigação sobre toda a administração [de Edivaldo Júnior]. Tem de ir a fundo, inclusive de improbidade administrativa dos envolvidos.

Wellington do Curso

Externo aqui o meu respeito a essa operação deflagrada pela PF que busca apurar o esquema de fraude na compra de máscaras cirúrgicas na Semus, por parte da Prefeitura de São Luís. Como deputado estadual, sou o único parlamentar que tem feito inúmeras denúncias e representações, inclusive, na própria Polícia Federal.

Na Prefeitura de São Luís, a corrupção domina e não é de hoje. Tudo isso feito, inclusive, com o aval do governador Flávio Dino, que se diz aliado do atual prefeito. Espero que as investigações prossigam e que todos os envolvidos sejam punidos. É enojante ver que, em meio a tantas mortes, ainda há quem desvie os recursos que deveriam ser usados na saúde.

Enquanto faltam EPI’s para profissionais da saúde do SAMU e em hospitais, corruptos se apropriam dos recursos públicos. É por isso que aqui no Maranhão a nossa saúde segue, desde antes da pandemia, na UTI. Esperamos que um dia essa realidade mude. Os recursos existem; o que não há é caráter suficiente nos gestores atuais do nosso Maranhão.

Yglésio Moyses

Fiquei sabendo há pouco do ocorrido e não tive acesso aos autos processuais até o momento. Acredito que a Polícia Federal precisa apurar meticulosamente tudo que aconteceu. Numa democracia, vale, no primeiro momento, a presunção de inocência, princípio constitucional de não considerar quem quer que seja culpado até a conclusão do procedimento, portanto as denúncias precisam ser devidamente esclarecidas e eventuais culpados responsabilizados.

Com votação antecipada, TRE-MA absolve Duarte Júnior de cassação
Política

Por 5 a 2, corte entendeu que deputado não usou a estrutura do Procon para se eleger. Resultado foi publicado pelo blogueiro Werbeth Saraiva antes do início da votação

O pleno do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão absolveu o deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos) em uma ação que pedia a cassação do seu diploma sob a acusação de abuso de poder político e de autoridade nas eleições de 2018. O julgamento ocorreu em sessão virtual, nessa segunda-feira 4. Da decisão, cabe recurso.

“DEUS é bom SEMPRE! Hoje a verdade e a justiça foram garantidas. Continuarei, com ainda mais força, me dedicando ao máximo para honrar a confiança e a esperança de todos. Obrigado, JESUS!”, comemorou o parlamentar, no Twitter.

Segundo o MPE (Ministério Público Eleitoral), autor da ação, o parlamentar teria utilizado a estrutura do Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor (Procon), onde foi presidente por quase todo o primeiro governo de Flávio Dino (PCdoB), para conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Embora não tenha apontado qual seria o voto de cada membro da corte eleitoral maranhense, o blogueiro Werbeth Saraiva antecipou o resultado antes do início da votação: 5 votos favoráveis ao parlamentar, contra 2 divergentes. Na publicação, Saraiva atribuiu à suposta articulação do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) a vitória de Duarte Júnior do TRE-MA.

A favor do parlamentar manifestaram-se o relator do caso, desembargador Tyrone Silva, além dos juízes José Gonçalo, Gustavo Vilas Boas e Lavínia Macedo Coelho. Pela cassação votaram os juízes Ronaldo Castro Desterro e Silva e Bruno Duailibe.

A defesa de Duarte Júnior foi feita pelo advogado Flávio Vinícius Araujo Costa, ex-diretor-geral do TRE-MA.

Pedido de cassação de Duarte Júnior entra na pauta desta sexta do TRE
Política

Ministério Público Eleitoral acusa deputado de uso da estrutura do Procon para se eleger

O plenário do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão pode julgar, nesta sexta-feira 17, pedido de cassação do diploma do deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos).

Está na pauta da sessão —que será realizada por videoconferência devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19)— ação de investigação judicial eleitoral que acusa o parlamentar de abuso de poder político e de autoridade.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, autor da ação, Duarte Júnior teria usado a estrutura do Procon (Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor), com auxílio da hoje noiva, Karen Barros, para se autopromover eleitoralmente com objetivo de conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Também ex-presidente da autarquia, ela pode ser declarada ficha suja, pelo período de oito anos, se acolhido pela corte eleitoral maranhense pedido do MPE para torná-la inelegível.

Em 2018, pleito em que, de acordo com investigação do Ministério Público Eleitoral, houve o cometimento dos supostos crimes eleitorais, Duarte Júnior foi eleito para a Alema com 65.144 votos, terceira maior votação para a Casa naquela eleição e o primeiro mais votado da história de São Luís.

O relator do processo é o desembargador Tyrone Silva, vice-presidente e corregedor do TRE do Maranhão

MP Eleitoral pede busca e apreensão de material promocional de Duarte Júnior
Política

Segundo promotora, há falta de transparência e propaganda irregular no material. Parlamentar é pré-candidato a prefeito de São Luís

O MPE (Ministério Público Eleitoral) no Maranhão pediu busca e apreensão de material promocional (ainda não distribuído) do deputado estadual e pré-candidato a prefeito de São Luís em 2020, Duarte Júnior (Republicanos), em representação ajuizada nessa segunda-feira 30, por suposta prática eleitoral irregular.

Segundo a procuradora eleitoral Moema Figueiredo, que assina a representação, a distribuição de revistas do parlamentar às residências de eleitores, por meio do serviço dos Correios, caracteriza desobediência à legislação eleitoral.

Também foi requerida a imediata suspensão da distribuição do material, com a notificação do gerente comercial da agência central de Correios, em São Luís, para que pare de enviar a peça publicitária; e a condenação de Duarte Júnior ao pagamento de multa.

De acordo com a assessoria do MP Eleitoral, contrariando a legislação eleitoral, não constam na revista informação sobre a tiragem e o número de inscrição no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) ou no CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) dos responsáveis pela confecção e contratação do material.

Além disso, ainda segundo a assessoria do MPE, a publicação traz ações de Duarte Júnior quando ainda era presidente do Procon (Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor) do Maranhão, o que revelaria que a propaganda não se restringe à atuação parlamentar.

Na representação, a Moema Figueiredo destacou que, embora apenas um único exemplar seja suficiente para comprovar a irregularidade, foi expedido ofício à agência central dos Correios de São Luís, objetivando saber exatamente a quantidade de revistas distribuídas, os locais de distribuição e o valor do serviço contratado.

“A pretexto de prestar contas de sua atuação enquanto parlamentar, o representado, na verdade, promove a sua pré-candidatura”, enfatizou a promotora eleitoral.

Outro lado

Por meio de nota emitida por sua assessoria, Duarte Júnior se defendeu, e disse que agiu com base na lei. Argumentou que o material produzido trata-se de prestação de contas de seu mandato, sem qualquer viés eleitoral.

“A contratação do material foi feita bem antes da decretação da pandemia do coronavírus. Em face da crise provocada pelo enfrentamento da Covid-19, o deputado, por bom senso, já havia solicitado aos Correios a imediata suspensão das entregas, mas uma parte do material já havia sido enviada aos destinatários”, alegou.

Por 2022, Brandão abre diálogo com adversários de Duarte em 2020
Política

Questionado, vice-governador silenciou sobre possibilidade de negar legenda ao deputado do Republicanos em troca de apoio dos demais parlamentares em 2022

Possível pré-candidato ao Palácio dos Leões, na condição de sucessor natural do governador Flávio Dino (PCdoB), o vice-governador Carlos Brandão deu mostras de que pode repensar o apadrinhamento à pré-candidatura do deputado estadual Duarte Júnior a prefeito de São Luís pelo Republicanos.

Em meio à crise enfrentada pelo afilhado-correligionário, suspeito de comandar supostas milícia virtual e rede de perfis fakes nas redes sociais, Brandão abriu diálogos com pelo menos dois adversários de Duarte Júnior na disputa eleitoral deste ano: os também deputados estaduais e pré-candidatos a prefeito da capital, Wellington do Curso (PSDB) e Adriano Sarney (PV).

No encontro, embora genericamente e sem fechamento de acordos, segundo confirmou o próprio Brandão ao ATUAL7, foi tratado sobre o futuro político do Maranhão, incluindo o fato de que cenários referentes às eleições de 2022 passam pelas articulações de 2020.

Também participaram o deputado estadual César Pires (PV) e o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares.

Questionado pelo ATUAL7 se, em troca de eventual apoio dos parlamentares em 2022, poderia negar legenda a Duarte Júnior na corrida pelo Palácio de La Ravardière deste ano, Carlos Brandão silenciou.

Na semana passada, ataques de Duarte Júnior ao seu próprio grupo político, com o objetivo de se fazer parecer político anti-sistema, passaram a ameaçar as pretensões eleitorais de Brandão. Um petardo disparado possivelmente contra o secretário Rubens Pereira Júnior (Cidades e Desenvolvimento Urbano), que é pré-candidato a prefeito de São Luís pela PCdoB, chegou a provocar a reação negativa de diversos deputados governistas na Assembleia Legislativa.

Duarte Júnior tenta agenda positiva para abafar crise; PF deve intimá-lo
Política

Parlamentar busca atenuar desgaste após dados fornecidos pelo Facebook ligarem assessor de seu gabinete a ataques virtuais

O deputado estadual Duarte Júnior abandonou o perfil agressivo em suas redes sociais e tenta emplacar uma agenda eleitoral positiva para abafar a crise que atinge seu mandato e pré-candidatura a prefeito de São Luís, após mensagens atribuídas a ele e dados fornecidos pelo Facebook à Justiça Eleitoral o apontarem como suposto chefe de uma milícia virtual e rede de perfis fakes criados para ataques a adversários políticos e à imprensa.

Sem conseguir comprovar se houve manipulação ou fraude nos áudios e textos que teriam sido vazados do Telegram—com conteúdos que sugerem ainda homofobia, gordofobia e assédio moral—, e acossado pela revelação de que um inquérito na Polícia Federal apura a ligação de um assessor de seu gabinete na Assembleia Legislativa —que o acompanha desde a presidência no Procon— a um perfil criado no Instagram para ataques virtuais ao deputado Wellington do Curso (PSDB), Duarte Júnior busca atenuar o desgaste com publicações sobre o crescimento do Republicanos, seu novo partido, na capital e no Maranhão.

A ideia é fazer parecer que não há preocupação alguma com seu futuro político, e se impor para contornar o desgaste —que começa a respingar no vice-governador Carlos Brandão (Republicanos).

Alheia à estratégia, a PF se prepará para intimá-lo a depor na investigação, assim como seu assessor, para confrontar versões e tentar confirmar descobertas já feitas no bojo do inquérito.

Revelada pelo ATUAL7, a apuração avançou após depoimento de Welligton do Curso, há cerca de uma semana, na sede da Polícia Federal em São Luís.

Documentos fornecidos pelo parlamentar, que teriam sido obtidos por meio de dados abertos levantados por sua assessoria, estreitam ainda mais a suspeita de ligação do próprio Duarte Júnior com a conta no Instagram de achincalhes e desinformações contra o tucano, além da suposta chefia sobre milícia virtual e rede de fakes que seriam integradas por servidores do Procon.

Ataque de Duarte a Rubens Júnior ameaça apoio do PCdoB a Brandão em 2022
Política

Pré-candidato do Republicanos passou a mirar em comunista para fazer parecer que é anti-sistema. Traição conta com silêncio do vice-governador

A série de ataques do deputado estadual e pré-candidato a prefeito Duarte Júnior (Republicanos) ao seu próprio grupo político, com o objetivo de se fazer parecer anti-sistema e surfar na onda do oposicionista e líder absoluto nas pesquisas Eduardo Braide (Podemos), passou a ameaçar as articulações eleitorais entre o PCdoB e o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), sucessor natural de Flávio Dino em 2022.

Na última segunda-feira 9, pressionado em entrevista à TV Difusora pelo vazamento de mensagens de grupos de Telegram atribuídas a ele —com conteúdos que apontam para liderança sobre supostas milícia virtual e rede de fakes, homofobia, gordofobia, assédio moral e censura à imprensa—, Duarte Júnior perdeu o controle e alfinetou o deputado federal licenciado e secretário estadual Rubens Pereira Júnior (Cidades e Desenvolvimento Urbano), pré-candidato do PCdoB ao comando da capital. Dias antes, também em possível referência a Rubens Júnior, e embora filho político adotivo do governador Flávio Dino (PCdoB), já havia criticado o filhotismo político.

“Eu sou ficha limpa. Eu não sou candidato porque meu pai é ficha suja e eu sou plano B”, disse o pré-candidato do Republicanos.

Embora não seja ficha suja, de fato, Rubens Júnior entrou na política em 2006 após o seu pai, o ex-deputado estadual Rubens Pereira, o Rubão, tornar-se inelegível por condenação no TCU (Tribunal de Contas da União).

Ao atacar o comunista, porém, além trair seu antigo partido, Duarte Júnior começa a criar obstáculos para Brandão nas negociações eleitorais com o PCdoB, o que favorece o senador Weverton Rocha (PDT), também aliado de Dino e principal adversário do vice-governador na sucessão do Palácio dos Leões.

A avaliação é de integrantes do próprio PCdoB, ouvidos pelo ATUAL7 sob condição de anonimato.

Segundo eles, como não freia o destempero e ataques de Duarte Júnior, principalmente os agora concentrados em Rubens Júnior, há um clima de incerteza no partido em relação a Carlos Brandão.

A ameaça a Brandão como resposta ao estilo desagregador de seu correligionário chegou também à Assembleia Legislativa. Na última quarta-feira 11, a maioria esmagadora da Casa mostrou-se avessa a Duarte Júnior, em apartes em massa a um discurso do deputado Wellington do Curso (PSDB), que faz oposição ao governo de Dino.

Indignados com a traição de Duarte Júnior a Rubens Júnior, todos os parlamentares governistas presentes na sessão legislativa —Hélio Soares (PL), Rigo Teles (PV), Yglésio Moyses (Pros), Cleide Coutinho (PDT), Roberto Costa (MDB), Antônio Pereira (DEM), Helena Duailibe (SD) e Rildo Amaral (SD)— criticaram o pré-candidato a prefeito pelo Republicanos.

“Rubens enfrentou Temer, defendeu o povo do Maranhão. Lamento que Duarte Júnior, que sempre pode contar com os aconselhamentos de Rubens Pereira, tenha atacado de maneira vil e por conta de uma eleição, uma pessoa a quem ele sempre pediu apoio. Para mim, trata-se de comportamento de gente sem caráter e covarde mesmo”, declarou Yglésio, também pré-candidato a prefeito de São Luís.

Fiel a Flávio Dino, apesar da avalanche criada por seu afilhado, até o momento, Carlos Brandão parece pouco se importar com os ataques de Duarte Júnior ao seu próprio grupo político. Silêncio que, se perdurar, pode passar a ser entendido como aval.

Com provas, Wellington cobra explicação sobre ataques de milícia virtual; Duarte foge
Política

Pressionado por apresentação de documentos do Facebook e questionamentos pelo tucano, deputado do Republicanos deixou sessão legislativa

O deputado Wellington do Curso (PSDB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa, nessa segunda-feira 9, para cobrar explicações do deputado Duarte Júnior (Republicanos) sobre diversos ataques sofridos por ele durante a campanha eleitoral de 2018.

Logo que subiu à tribuna, Wellington pediu a Duarte que permanecesse em plenário, para que pudesse se posicionar sobre documentos fornecidos pelo Facebook, por determinação da Justiça Eleitoral, que, conforme revelou o ATUAL7 na última sexta-feira 6, ligam um servidor do gabinete do deputado do Republicanos na Alema, Thiago Rios, a um perfil no Instagram utilizado exclusivamente para publicações com achincalhes e desinformações contra o tucano.

Supostos prints de conversas no Telegram, em que Duarte Júnior e demais integrantes de um grupo aparecem combinando ataques a Wellington nas redes sociais e em blogs locais, também foram mostrados pelo parlamentar.

Apesar da insistência do tucano, Duarte Júnior fugiu da cobrança por explicações a respeito da suposta milícia virtual, deixando o plenário durante o discurso de Wellington, supostamente devido um telefonema. Porém, não retornou para a sessão, nem foi para seu gabinete, onde foi procurado pelo ATUAL7 para se posicionar sobre o assunto, mas não foi encontrado.

Em contato anterior, o parlamentar garantiu ao ATUAL7 que sequer tinha conhecimento da existência do perfil na rede social, e que jamais atacaria o hoje colega de parlamento. A mesma alegação, de desconhecimento da conta no Instagram, foi utilizada por seu assessor, que o acompanha desde sua passagem pelo Procon (Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor) do Maranhão.

A ligação entre Thiago Rios e o perfil no Instagram está sob investigação na Polícia Federal.

Na semana passada, Wellington esteve na sede da PF em São Luís, onde prestou depoimento. A expectativa agora é que o assessor de Duarte Júnior, e possivelmente o próprio parlamentar, sejam ouvidos no bojo do inquérito.

Dentre outras provas, os investigadores já sabem o e-mail utilizado para registrar a conta, um número e o proprietário de um celular da Claro, IPs dos computadores utilizados e os endereços onde houve acesso ao perfil na rede social.