Eleições 2020
Emet: Braide lidera com 33,75%; Wellington é o 2º, com 13,54%
Política

É o primeiro levantamento do instituto em São Luís em 2020

Pesquisa divulgada pelo Emet, nesta sexta-feira 14, aponta o pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Podemos, Eduardo Braide, com 33,75% das intenções de voto. É o primeiro levantamento do instituto na capital em 2020.

Wellington do Curso (PSDB) é o segundo colocado, com 13,54%.

Na sequência aparecem Duarte Júnior (Republicanos, com 9,21%), Detinha (PL, 6,95%), Adriano Sarney (PV, 5,96%), Neto Evangelista (DEM, 5,69%), Bira do Pindaré (PSB, 4,24%) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB, 2,53%).

Carlos Madeira (SD) tem 1,62%, Jeisael Marx (Rede, 1,53%), Yglésio Moyses (PROS, 0,63%) e Franklin Douglas (PSOL, 0,45%).

Nenhum marcou 9,66% e não sei 4,24%.

O Emet entrevistou 1.065 pessoas entre 10 e 14 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para cima ou para baixo, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada sob o número MA-04866/2020.

O levantamento foi o primeiro a provocar polêmica no pleito da capital.

Na quarta-feira 12, o deputado estadual Yglésio Moyses, pré-candidato do PROS ao Palácio de La Ravardière, afirmou que o partido iria representar contra a divulgação do resultado da pesquisa, em razão de respostas em um dos cenários estimulados, segundo questionário cadastrado no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), apresentar as opções “não sei” e “nenhum” dispostas antes dos nomes de pelo menos três pré-candidatos, incluindo o dele próprio.

O Emet nega qualquer irregularidade.

Fala de Orlando Silva não afeta aliança entre PCdoB e PT em São Luís
Política

Em entrevista à Folha, pré-candidato a prefeito de SP disse que ‘o PT é parte do passado’. Para Márcio Jerry e petistas ouvidos pelo ATUAL7, contexto local é outro

Apesar da iminente ruptura na tradicional aliança entre PT e PCdoB na capital paulista, exposta pelo pré-candidato comunista à prefeitura, Orlando Silva, nessa quarta-feira 12, ao dizer em entrevista à Folha de S.Paulo que o partido do ex-presidente Lula “é parte do passado”, em São Luís, as conversas para a oficialização da aliança das legendas em torno da pré-candidatura de Rubens Pereira Júnior (PCdoB) não foram afetadas.

É o que garantem ao ATUAL7 petistas e o presidente do PCdoB no Maranhão, deputado federal Márcio Jerry.

Militante histórico do PT, o secretário de Direitos Humanos do Maranhão, Chico Gonçalves, defende que a fala de Orlando Silva não pode ser atribuída ao próprio PCdoB.

“Orlando Silva expressa um ponto de vista pessoal; não é o ponto de vista do PCdoB. Pra ocupar espaço, faz uma disputa tacanha e ingênua. Não é possível, pensar e articular alternativas democráticas para o país sem o PT e Lula. De nossa parte, continuamos valorizando a aliança estratégica com o PCdoB. O único passado que precisamos deixar pra trás é o autoritarismo e as picuinhas”, disse.

A mesma defesa é feita por Cricielle Muniz, embora pré-candidata do PT ao Palácio de La Ravardière. Além de duvidar da entrevista publicada pela Folha, para reforçar a aliança entre as legendas, ela recorda que Silva integrou os governos Lula e Dilma Rousseff, e que, atualmente, o PT comanda pastas do primeiro escalão do governo Flávio Dino (PCdoB).

“Se o Dep. Orlando falou realmente isto, acho lamentável e um equívoco, pois nós sabemos a importância do PT e do PC do B para a luta democrática no país. A nossa aliança não é com pessoas, é pelo Brasil e pelo povo brasileiro. O PC do B, integrou os governos do PT no nível federal e nós integramos o governo aqui Estado”, declarou.

Para Márcio Jerry, que é coordenador da pré-campanha de Rubens Júnior, a fala do correligionário deve ser analisada apenas no contexto da atuação situação eleitoral da capital paulista.

“Deputado Orlando Silva falou num dado contexto, avaliando situação da cidade de São Paulo; Eu acho que o PT de fato é parte do passado, e isso é bom; mas é também parte importante do presente e sem dúvida alguma parte do futuro; PCdoB e PT tem relação antiga, de décadas, com divergências e convergências, mas quase sempre em alianças”, defendeu.

A garantia de que a fala de Orlando Silva não afetou o diálogo entre PT e PCdoB em São Luís também pode ser confirmada pelo fato de que, também ontem, o vereador petista Honorato Fernandes participou de uma reunião entre Rubens Pereira Júnior e lideranças partidárias sobre as eleições 2020 na capital, como mostra a imagem em destaque. Fernandes, inclusive, além de fazer parte da base de apoio ao comunista, está entre os cotados para ser o vice de Rubens Júnior.

Líder em intenções de voto, Eduardo Braide é o menos rejeitado, aponta Ibope
Política

Apenas 9% dos eleitores não votariam de jeito nenhum no pré-candidato do Podemos

Com 39% das intenções de voto na disputa pela Prefeitura de São Luís, Eduardo Braide (Pode) tem outra vantagem sobre os adversários: entre todos os pré-candidatos a prefeito da capital, ele tem a menor taxa de rejeição, segundo pesquisa Ibope.

De acordo com o levantamento, apenas 9% dos eleitores não votariam de jeito nenhum em Braide.

Aparecem ainda entre aqueles em quem os eleitores não votariam os pré-candidatos Carlos Madeira (SD) e Neto Evangelista (DEM), ambos com 11%; Duarte Júnior (Republicanos) e Franklin Douglas (PSOL), com 12%, cada; Jeisael Marx (Rede), Rubens Pereira Júnior (PCdoB) e Saulo Arcangeli (PSTU), com 14%, cada; Wellington do Curso (PSDB) e Yglésio Moyses (PROS), com 16%, cada; Bira do Pindaré (PSB, 17%); Detinha (PL, 20%); e Adriano Sarney (PV), o mais rejeitado, com 34%.

Poderia votar em todos marcou 4%, e 10% não sabe ou não respondeu.

A margem de erro da pesquisa, contratada pela Jakarta Publicidade, é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 602 eleitores, entre os dias 30 de julho e 5 de agosto. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. Registro no TSE: MA-05532/2020. Essa é a primeira pesquisa do Ibope em São Luís em 2020.

PROS vai representar Emet contra divulgação de pesquisa eleitoral em São Luís
Política

Pré-candidato a prefeito pelo partido, Yglésio Moyses questiona disposição de respostas em questionário. Proprietário do instituto nega irregularidade

O Emet Instituto, Comércio e Consultoria deve ser alvo de representação na Justiça Eleitoral em razão de respostas em um dos cenários estimulados da pesquisa MA-04866/2020, segundo questionário cadastrado no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), apresentar as opções “não sei” e “nenhum” dispostas antes dos nomes de pelo menos três postulantes ao Palácio de La Ravardière.

A representação será feita pelo PROS, do deputado estadual e pré-candidato a prefeito de São Luís, Yglésio Moyses. Além do parlamentar, também teriam sido prejudicados os pré-candidatos Franklin Douglas (PSOL) e Jeisael Marx (Rede).

“Um instituto de pesquisa na capital que surge do nada e se muda pra lugar nenhum e vai fazer uma pesquisa que, depois do ‘não sei’ e ‘nenhum’, apresenta mais nomes”, disse Yglésio, em discurso na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira 12.

Segundo o parlamentar, recentemente o Emet fez alteração contratual. Até pouco tempo, diz ele, o instituto estava habilitado na Receita Federal as atividades de comércio varejista de armas e munições.

“Até a última alteração contratual, [atuava no setor econômico de] comércio varejista de armas, serviço de transporte de passageiros, compra e venda de imóveis, corretagem na compra de imóveis, aluguel de máquinas e equipamentos agrícolas, limpeza de prédios, atividades de segurança eletrônica, atividades paisagistas, serviços combinados de escritório e apoio administrativo, enfim, uma completa desmoralização”, disparou.

Insinuando, mas sem citar nomes, que há alguém por traz do instituto, Yglésio disse que entrará com representação contra a divulgação da pesquisa. “A gente sabe muito bem a quem está ligado o instituto, infelizmente a gente sabe também a quem serve o instituto, qual a finalidade desse tipo de pesquisa. Nós vamos entrar com uma representação ainda hoje contra a divulgação desse tipo de imoralidade que só faz confundir a cabeça do eleitorado aqui em São Luís”, finalizou.

Procurado pelo ATUAL7 para se posicionar sobre a sondagem e o instituto, o proprietário do Emet, Fernando Bastos, rebateu as suspeitas. Segundo ele, embora o questionário registrado no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apresente três pré-candidatos após as opções “não sei” e “nenhum”, o sistema do instituto, durante as entrevistas, organiza os nomes alfabeticamente.

“O nosso sistema coloca, automaticamente, em ordem alfabética [os nomes dos pré-candidatos]. Nossa coleta é feita por meio de dispositivos eletrônicos. O deputado deve ter consultado no site do TSE, onde é registrada a pesquisa, e lá se copia e se lança. O questionário é enviado, mas isso não quer dizer que o questionário vai ser executado daquele jeito”, argumentou.

Bastos também comentou a respeito do mix de atividades econômicas do Emet. Ele afirmou que, até o momento, o instituto nunca atuou ou forneceu produto ou serviço a não ser pesquisa de opinião pública.

“Mas, independente disto, a nossa legislação permite que uma empresa exerça várias atividades. Não há ilícito nenhum em uma empresa exercer várias atividades. O próprio Yglésio, quando foi gestor público [diretor-geral do Socorrão I, em São Luís], contratou pelo menos 10 empresas que tinham várias atividades além das que ele contratou. O que me parece é que ele está tentando desacreditar uma pesquisa que sequer foi publicada. Ele pode tentar o que quiser judicialmente, nós vamos responder e não tenho dúvida de nossa vitória”, respondeu, justificando ainda que a atividade varejista de armas e munições se deu porque ele, como atleta e competidor, pretende montar um clube de tiro. “Eu eu já deixo ali a empresa pronta, neste sentido, e não vejo problema. Não há ilegalidade”.

Aliados de Neto Evangelista erram ao comparar pesquisas de institutos diferentes
Política

Levantamentos não podem ser comparados porque têm metodologias, tamanhos de amostras, questionários e até margem de erro distintas

Para tentar massificar que a preferência do eleitorado da capital pela pré-candidatura de Neto Evangelista (DEM) a prefeito de São Luís estaria crescendo, e a de Eduardo Braide (PODE) caindo, aliados do democrata tem feito comparações entre pesquisas de diferentes institutos. A leitura dos dados, porém, é equivocada, e induz o eleitor da capital ao erro.

Segundo checagem do ATUAL7 nas pesquisas das eleições 2020 registradas no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e já divulgadas, há diversas disparidades que impossibilitam qualquer comparativo que possa se levar em consideração.

O primeiro levantamento do pleito deste ano, por exemplo, do Datailha, foi realizado entre os dias 29 e 31 de janeiro, mediante amostragem polietápico por área (Multistage Área Sampling), em 40 bairros da cidade, com 980 eleitores. Sob o número MA-01492/2020, com margem de erro de 3,3%, diversos cenários estimulados foram incluídos na sondagem, até mesmo com nomes de quem nunca se colocou para a corrida, como Márcio Jerry (PCdoB), Roseana Sarney (MDB), Antônio Araújo (PCdoB) e Jefferson Portela (PCdoB).

Cinco meses depois, entre os dias 29 de junho e 2 de julho, o instituto Prever ouviu 1.006 eleitores, com margem de erro de 3%, em entrevistas pessoais e domiciliares em 68 bairros. Na pesquisa estimulada MA-04571/2020, foram incluídos nomes que, à época, ainda insinuaram que estariam na disputa, como Honorato Fernandes (PT) e Silvio Antônio (PSL).

Entre os dias 13 e 15 de julho, o Datailha voltou a realizar nova sondagem, porém, a pesquisa MA-00027/2020 ouviu 1.014 eleitores, em 41 bairros, ainda que novamente sob o método de amostragem polietápico por área. Diferentemente da anterior, desta vez, a margem de erro foi de 3% e, sem qualquer explicação pública, o Datailha não incluiu nas entrevistas nomes já confirmados na eleição municipal, a exemplo de Detinha (PL) e Franklin Douglas (PSOL).

Além disso, houve uma manipulação descarada em favor do pré-candidato Rubens Pereira Júnior, apontado falsamente no levantamento como apoiado pelo ex-presidente Lula (PT).

Também realizada em julho, com margem de erro de 3%, a JPesquisa MA-02519/2020 ouviu 1.000 eleitores entre os dias 21 e 24 daquele mês, pelo método PPT (probabilidade proporcional ao tamanho), sem divulgação de quais bairros foram abrangidos pelo levantamento. Quase dez nomes incluídos nas pesquisas do Datailha e Prever não foram incluídos na sondagem.

Já o Ibope, divulgado nessa segunda-feira 10, sob o número MA-05532/2020, entrevistou 602 pessoas entre os dias 30 de julho e 5 de agosto, também pelo método PPT, em 86 setores de fluxo em São Luís. Porém, além da margem de erro ser de 4%, a única entrevista estimulada também não apresentou nomes incluídos em levantamento de outros institutos.

Como se percebe, as pesquisas de institutos diferentes não podem ser comparadas porque foram realizadas com metodologias, tamanhos de amostras, questionários e até margem de erro distintas.

Eduardo Braide lidera pesquisa em São Luís com 39%, aponta Ibope
Política

Duarte Júnior, Wellington do Curso, Neto Evangelista e Bira do Pindaré aparecem tecnicamente empatados na segunda colocação

O pré-candidato do Podemos, Eduardo Braide, lidera a corrida eleitoral pela Prefeitura de São Luís, aponta levantamento do Ibope, divulgado nesta segunda-feira 10.

Braide tem a preferência de 39% dos eleitores ouvidos na pesquisa estimulada, bem à frente dos demais adversários na disputa, que alcançaram índices bem menores.

Levando em consideração a margem de erro de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos, estão tecnicamente empatados na segunda colocação Duarte Júnior (Republicanos, com 13%), Wellington do Curso (PSDB, 9%), Neto Evangelista (DEM, 8%) e Bira do Pindaré (PSB, 5%).

Adriano Sarney (PV) vem na sequência, com 3%. Detinha (PL), Jeisael Marx (Rede) e Rubens Júnior (PCdoB) registraram 2%, cada.

Carlos Madeira (SD) e Yglésio Moyses (PROS) marcaram 1% de intenções de voto, cada. Franklin Douglas (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU) não pontuaram.

Branco e nulo somaram 9% e outros 6% não sabem ou não responderam.

Contratado pela Jakarta Publicidade, sob o número MA-05532/2020, o Ibope ouviu 602 pessoas, de 30 de julho a 5 de agosto. O intervalo de confiança é de 95%. Essa é a primeira pesquisa do instituto em São Luís em 2020.

Mesmo ficha-suja, Ildon Marques lidera pesquisa eleitoral em Imperatriz
Política

Em maio, TSE confirmou a decisão que indeferiu o registro de candidatura do progressista a deputado federal no pleito de 2018

Apesar de não poder concorrer nas eleições de 2020 por força da Lei da Ficha Limpa, o ex-prefeito de Imperatriz, Ildon Marques (PP), lidera a pesquisa de intenção de votos do EMET Instituto, Comércio e Consultoria, divulgada nesta segunda-feira 10.

Registrada sob o número MA-09178/2020, a consulta ouviu 1.060 eleitores que votam na cidade, sendo 94,8% das entrevistas na zona urbana e 5,2% na zona rural, entre os dias 5 a 7 de agosto. A margem de erro do levantamento é de 2.9 pontos percentuais para mais ou menos, e o intervalo de confiança de 95%.

Segundo o cenário estimulado, quando são apresentadas opções de nomes aos entrevistados, o progressista tem 17,83% da preferência do eleitorado, ligeiramente à frente do atual gestor do município, Assis Ramos (DEM), que aparece 17,47%, e tentará a reeleição. Logo atrás vem o deputado estadual Marco Aurélio (PCdoB), com 13,48%; e o também ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), com 12,67%.

Mais abaixo, fora do empate técnico pela margem de erro, aparecem o médico Daniel Fiim (MDB), com 4,43%; o pastor Laercio Castor (PSL), com 3,17%; o empresário Rodrigo Brasmar (PSD), com 3,08%; a juíza aposentada Maria das Graças (PTC), com 1,54%; e o atual presidente da Câmara de Vereadores do município, Zé Carlos (Patriotas), com 1,18%.

Em maio último, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão e manteve o indeferimento do registro de candidatura de Ildon Marques ao cargo de deputado federal nas eleições de 2018.

A decisão tornou o progressista inelegível pelo período de oito anos, a contar da sentença condenatória resultante da inelegibilidade, de novembro de 2017, quando transitou em julgado uma condenação por improbidade.

Segundo o Ministério Público, o ex-prefeito de Imperatriz distribuiu cestas natalinas montadas com produtos provenientes da merenda escolar do município.

PSTU aposta em Hertz Dias para prefeito de São Luís
Política

Nome anterior do partido na disputa, Saulo Arcangeli concorrerá para vereador

O diretório municipal do PSTU de São Luís substituiu, oficialmente, o nome de Saulo Arcangeli pelo de Hertz Dias na disputa pela prefeitura da capital. A decisão foi aprovada por unanimidade pelos militantes do partido em plenária virtual realizada no final de semana.

Arcangeli disputará uma vaga na Câmara de Vereadores.

Hertz é membro do grupo de rap Gíria Vermelha e fundador do Movimento Quilombo Urbano Hip Hop Militante, que une o rap e a militância no combate ao racismo e demais opressões sofridas pelos jovens da periferia. É também professor de História, na rede pública estadual e municipal de ensino.

Em 2018, Hertz foi candidato a vice na chapa do PSTU Nacional à Presidência da República junto com a sergipana Vera Lúcia, formando a única chapa 100% negra e nordestina naquela eleição.

Rubens Júnior, do PCdoB, implode discurso antisarney ao buscar apoio do MDB de Roseana
Política

Iniciada por Flávio Dino no ano passado, reabertura de diálogo com os Sarney pode se consolidar em 2020 pelo comando da Prefeitura de São Luís

Quando o pré-candidato Rubens Pereira Júnior publicou no Twitter que entrou na disputa pela Prefeitura de São Luís “pra valer”, ninguém poderia imaginar que ele levaria tão a sério ao ponto de buscar apoio até mesmo do MDB, partido do ex-senador José Sarney e da ex-governadora Roseana Sarney.

Ao se deslocar para a Assembleia Legislativa para encontro com o deputado Roberto Costa, que coordena o partido sarneysta nas eleições 2020, e admitir ao jornalista John Cutrim que está conversando “com todos que querem debater a cidade de São Luís”, Rubens Júnior rompe com o discurso antisarney, demasiadamente usado por ele próprio durante seu histórico político.

Em fevereiro, por exemplo, quando ainda não havia “bigodado” e tinha Sarney como sinônimo de lepra política, insinuou nas redes sociais que o grupo estaria apoiando Eduardo Braide (Pode), devido à aliança deste com o PSD de Edilázio Júnior. “E o grupo Sarney começa a mostrar pra qual lado vai na eleição de São Luís”, escreveu.

A reabertura de diálogo e aproximação de um membro do PCdoB com os Sarney, porém, não é novidade.

No ano passado, o governador Flávio Dino (PCdoB), ele próprio eleito e reeleito para o Palácio dos Leões sob o discurso antisarney, foi à Brasília em buscar de conselhos do ex-oligarca sobre como apear do poder o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sob a alegação de que estaria defendendo a democracia.

Seguindo o líder, portanto, o pré-candidato do PCdoB tenta agora transformar o diálogo em casamento, pelo comando da Prefeitura de São Luís.

Mesmo que Roberto Costa não queira firmar aliança com os comunistas, o ato de Rubens Júnior já implodiu qualquer discurso antisarneysta no pleito. O eleitor já sabe que tudo não passa de jogo de cena de quem já foi aliado e do mesmo governo, tendo rompido apenas por causa do que agora os reúne: o poder.

Famem quer permanência da identificação biométrica nas eleições 2020
Política

Entidade defende que a identificação biométrica afasta qualquer possibilidade de fraude com utilização de título de eleitor por terceiros no processo

O presidente da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), Eric Costa, pretende mobilizar outras federações e associações de gestores do país para que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mantenha a identificação biométrica no processo eleitoral de 2020, que por conta da pandemia do novo coronavírus será realizado no dia 15 de novembro.

Segundo Eric Costa, não deve haver retrocesso na conquista da lisura do processo, garantido com auxílio da biometria e de outras ferramentas tecnológicas.

“Nós não podemos abrir mão agora dessas ferramentas, desses mecanismos, que traz segurança para o processo eleitoral. É preciso que a Justiça Eleitoral reconheça se há ou não condições de realizar as eleições”, afirma.

A Famem defende que a identificação biométrica afasta qualquer possibilidade de fraude com utilização de título de eleitor por terceiros no processo. Por meio da impressão digital o eleitor comprova ao mesário ser dele o título que apresenta na secção eleitoral da zona em que exerce seu direito inalienável.

A exclusão da biometria foi decidida pelo presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, a partir da elaboração de uma equipe de médicos dos hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein e da Fundação Fiocruz. Segundo o protocolo de segurança, a biometria apresenta elevado risco de contágio pelo fato do leitor digital não permitir higienização frequente.

“O mesmo dedo da biometria vai tocar nas teclas do urna eletrônica, vai pegar na caneta para assinar. Observamos isso com muita preocupação e lamentamos fragilizar. Queremos um processo eleitoral com todas as garantias e menor probabilidade de fraudes, que traduza a vontade da maioria”, argumenta Eric Costa.

JPesquisa aponta 2º turno entre Eduardo Braide e Duarte Júnior
Política

Não pontuaram Detinha, Franklin Douglas e Saulo Arcangeli

Se as eleições fossem hoje, Eduardo Braide (PODE) e Duarte Júnior (Republicanos) disputariam o 2º turno em São Luís, segundo cenário mostrado pelo JPesquisa/Jornal Pequeno, neste domingo 26.

Braide lidera a preferência do eleitorado da capital, com 40% das intenções de voto. Duarte tem 15%.

O levantamento foi feito entre os dias 21 e 24 de julho, com 1 mil entrevistas presenciais. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número MA-02519/2020.

Neto Evangelista (DEM) tem 9%, e Wellington do Curso (PSDB) 7%. Na sequência, aparecem empatados com 4% Adriano Sarney (PV), Bira do Pindaré (PSB) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB).

Também empatados, com 3%, aparecem Carlos Madeira (SD) e Yglésio Moyses (PROS).

Jeisael Marx (Rede) tem 2%, e não pontuaram Detinha (PL), Franklin Douglas (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU).

Nenhum deles marcou 6% e não sabe ou não respondeu 3%.

Votos válidos

Nos votos válidos, este é o cenário: Eduardo Braide tem 44%, Duarte Júnior 16%, Neto Evangelista 10% e Wellington do Curso 8%. Empatados com 4% estão Adriano Sarney, Bira do Pindaré e Rubens Pereira Júnior. Empatados com 3% estão Carlos Madeira e Yglésio Moisés. E Jeisael Marx tem 2%.

Pesquisa MBO aponta vitória de Nelene Gomes em Amapá do Maranhão
Política

Ela é apoiada pelo ex-prefeito e líder político do município, Milton Lemos

O MBO Publicidade, Marketing e Pesquisa divulgou resultado de sondagem que aponta a vitória da pré-candidata Nelene Gomes (PDT) para a Prefeitura de Amapá do Maranhão, em todos os cenários. De perfil sério, simples e popular, ela é apoiada pelo ex-prefeito e líder político do município, Milton Lemos.

Segundo os números, na espontânea, em que não é sugerido nomes, a pedetista tem a preferência de 37,71% do eleitorado, contra 30,85% da segunda colocada, Aline Lacerda (Avante).

Já na estimulada, quando é apresentado ao eleitor opções de pré-candidatos ao pleito, Nelene Gomes tem 39,42% das intenções de voto, contra 36,37% da segunda colocada.

Realizada entre os dias 18 e 19 de julho, sob o registro MA-08530/2020, a pesquisa MBO ouviu 350 eleitos de Amapá do Maranhão, na sede e zona rural do município. O intervalo de confiança é de 96,5 % e margem de erro de 3,5%.

A pesquisa também avaliou a administração da atual prefeita, Tate do Ademar (PL), apontada como péssima por 53,71% da população —provável reflexo da gestão desastrosa e manchada pela suspeita de corrupção.

Braide lidera intenções de voto e três empatam em 2º lugar, mostra Datailha
Política

Pré-candidato do PCdoB e com maior aliança partidária, Rubens Júnior aparece entre os últimos colocados

O deputado federal Eduardo Braide, pré-candidato do Podemos à Prefeitura de São Luís, lidera as intenções de voto na pesquisa Datailha/Vieira Press, divulgada nesta quarta-feira 22.

De acordo com o levantamento, Braide tem a preferência de 40,1% dos eleitores ouvidos no cenário estimulado, quando são apresentados ao eleitor opções de voto.

Em segundo lugar aparecem três concorrentes tecnicamente embolados, levando em consideração a margem de erro de 3 pontos percentuais: os deputados estaduais Duarte Júnior (Republicados), com 9,5%; Wellington do Curso (PSDB), com 7,8%; e Neto Evangelista (DEM), com 6,7%.

Nome do PCdoB, partido do governador Flávio Dino, e pré-candidato com a maior aliança partidária, o ex-secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior, aparece entre os últimos colocados, com 3,5% das intenções de voto.

Antes dele, segundo o Datailha, pontuaram melhor o deputado federal Bira do Pindaré (PSB), com 4,7%; e o deputado estadual Adriano Sarney (PV), com 3,9%.

O deputado estadual Yglésio Moyses (PROS) tem 2,3%; e o comunicador Jeisael Marx (Rede) 2,0%. Na rabeira aparece o juiz federal aposentado Carlos Madeira (SD), com apenas 1,1%.

Declararam voto branco ou nulo 10,7% dos entrevistados e 7,7% disseram que não sabem em quem votar ou não responderam.

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 a 15 de julho de 2020 e ouviu 1.014 eleitores. A pesquisa está registrada sob o número MA-0027/2020, com 95% de nível de confiança.

Por considerar como manipulação eleitoral o questionamento em que Rubens Júnior é apontado falsamente como pré-candidato do ex-presidente Lula —o PT tem pré-candidatura própria, da bacharela em Direito e feminista Cricielle Muniz, não inserida pelo Datailha na sondagem—, o ATUAL7 decidiu não divulgar o resultado da pesquisa referente ao boato criado pelo instituto.

Governo estadual faz parceria com o crime eleitoral
Artigo

Abdon Marinho*

SOU um declarado entusiasta do “Programa Rua Digna” do governo estadual. Esse entusiasmo vem desde antes do programa existir. Aliás, vem desde antes o atual governo existir.

Desde que comecei a trabalhar prestando assessoria aos municípios maranhenses que “meto a colher” no quesito da urbanização sugerindo aos gestores adoção do calçamento de ruas através dos blocos sextavado de alta qualidade.

Ao meu sentir, muito melhor e viáveis para a maioria dos nossos municípios do que as urbanizações feitas em asfalto.

Isso sem contar que os municípios poderiam gerar renda com a confecção dos blocos para os munícipes; a manutenção que é muito mais fácil do que em vias asfaltadas; e, sem contar, que a natureza agradece.

Alguns gestores, com quem trabalhei (e trabalho), que me ouviram, implantaram o modelo em seus municípios. Infelizmente, ainda poucos.

Incompreensivelmente, a maioria ainda prefere adotar o modelo de ruas urbanizadas através do combustível fóssil, mais caro, anti-ecológico, e que, pouco ou nada de empregos, gera nas localidades.

Qual não foi a minha surpresa ao receber uma série de vídeos nos quais a administração municipal de Paço do Lumiar, município da região metropolitana, colocava homens e máquinas para impedir o calçamento de algumas ruas, supostamente, pelo projeto “Rua Digna”, do governo estadual.

Surpresa maior por saber que tanto a prefeita em exercício do município – o prefeito titular encontra-se afastado do cargo há mais de ano devido a problemas de saúde –, quanto o governador do estado são integrantes do mesmo partido, o Partido Comunista do Brasil - PC do B, e, em data recente, o presidente da agremiação no estado, deputado federal Márcio Jerry, estivera hipotecando apoio à candidatura da vice-prefeita, em exercício, ao cargo de prefeita, nas eleições deste ano.

Tudo me pareceu bem estranho, inclusive, pelo fato de, dias antes, ter recebido algumas fotografias da “inauguração: de uma destas ruas por alguns secretários de estado sem a presença da prefeita.

Inicialmente, chamou-me a atenção o fato da inauguração contar com placa. Sério, não uma placa informando o nome da rua, mas uma placa daquelas típicas de inaugurações, com o nome das autoridades responsáveis pela obra, governador, secretários, etc. Claro, tinha o nome da rua, também.

Não me recordo de fato semelhante. Já vi, no Maranhão mesmo, autoridades inaugurando poços artesianos, privadas, pintura de prédio, lançamento de alguma obra, vi, até, inauguração de semáforo e placa de trânsito, mas, inauguração de rua naqueles moldes, com direito a plaquinha informando o nome do governador e dos secretários, foi a primeira vez.

Pois bem, mas fiquei curioso para saber o motivo da “zanga” da alcaide substituta por conta de uma obra supostamente realizada pelo governo do seu próprio partido.

Conversei com alguns amigos, outros ali e descobri que estas obras – parece que já passam de cinco –, têm como beneficiário, eleitoralmente falando, o adversário da prefeita.

Segundo as mesmas fontes as obras são realizadas por funcionários de suas empresas ou de seus parentes, e, dia após dia, o pré-candidato e/ou seus parentes, visitam os beneficiários informando a todos quem é “o pai da criança” e aproveitando pra pedir votos àquela sofrida população.

Este é o motivo da “zanga” da prefeita em exercício.

A prefeita, por certo, deve lembrar muito bem que não é a primeira vez que o governo estadual interfere em muitos municípios para beneficiar seus aliados políticos.

Na eleição anterior, que a elegeu como vice-prefeita de Paço do Lumiar, foram obras e mais de urbanização, asfaltamento de ruas e até, promessa e distribuição de títulos de propriedade foram usados para beneficiar a ela e ao candidato a prefeito que acabou se elegendo.

O que a prefeita, em exercício, deve estranhar é que agora o governo estadual lança mão de uma estratégia inusitada: assumir a paternidade de crimes eleitorais – com direito a placa e tudo mais –, em benefícios de uma candidatura adversária do partido do governo.

Assistido a tudo isso de longe, não deixo de perceber o quanto essas eleições municipais serão desafiadoras para a Justiça Eleitoral.

Em plena pandemia, em todos os cantos do estado, o que mais ouvimos são notícias de abusos de pré-candidatos aproveitando-se das dificuldades do povo para distribuírem benesses em troca de votos.

O exemplo dos fatos narrados acima, em Paço do Lumiar, é algo inédito em matéria de crime eleitoral – e de ousadia.

Imaginem uma candidatura que usa o próprio governo estadual para cometer um delito eleitoral, conforme denunciado amplamente pela prefeita municipal em exercício?

Em mais de vinte anos como advogado eleitoralista, acostumado com todo tipo de crimes e abusos em eleições nunca tinha visto algo do tipo.

Ora, se as obras de calçamentos estão sendo feitas pelo governo estadual, por que este não busca uma parceria institucional com o município, de forma planejada, transparente e pública?

Por qual motivo as obras supostamente “do estado”, em Paço do Lumiar, estão sendo apropriadas e exploradas politicamente por uma candidatura de forma tão acintosa, a ponto da prefeita do município colocar máquinas e seguranças para impedi-las?

Se as obras, na verdade, estão sendo realizadas pelo pré-candidato, o governo estadual está apenas servindo de “barriga de aluguel” do crime eleitoral? Daí as inusitadas placas de inauguração de ruas, com os nomes dos supostos “pés de panos”, assumindo a paternidade de obras que não são suas, é isso?

O Ministério Público Eleitoral precisa ficar bem atento para este tipo de coisa.

As eleições municipais deste ano não podem ser decididas mediante o cometimento de crimes eleitorais tão abusivos.

Quando candidaturas usam obras do estado para “turbinar” suas candidaturas, como se fossem suas; ou quando, o próprio governo estadual aceita o papel de “barriga de aluguel” para o cometimento de crimes eleitorais, assumindo como suas obras que não são suas para beneficiar especificamente esta ou aquela candidatura, é porque a “coisa” já ultrapassou todos os limites.

O Ministério Público Eleitoral poderia aproveitar para investigar a razão de, às vésperas das eleições, tantos veículos aparecerem “chapados” com propaganda de determinados partidos.

Esses proprietários são filiados a estes partidos?

Por qual motivo não sendo, ou, mesmo sendo filiados a outros partidos, colocam a propaganda de determinada agremiação com número da legenda em destaque (só lembrando que será o mesmo número do candidato), estão recebendo por isso?

Quais os benefícios? Dinheiro? Combustível? Empregos?

Ah, poderia aproveitar a viagem e investigar notícias de farta distribuição de milhares de cestas básicas, peixes, material de construção etc.

Voltando as obras de melhoramento das ruas, fato, que devido a participação do estado, de forma ativa ou passiva, mais me chamou a atenção, quero dizer que: se a rua é digna, o crime eleitoral não é.

Fica o alerta e a dica.

* Abdon Marinho é advogado.

Juíza atende partido de Braide e justifica ser ‘atípico’ parlamentar fiscalizar a própria emenda
Política

Cristiana Ferraz Leite condenou Yglésio Moyses ao pagamento de R$ 10 mil por, após fiscalização, colocar sob suspeita recursos destinados pelo deputado federal para Icatu

A juíza Cristiana de Sousa Ferraz Leite, titular da 76ª Zona Eleitoral, atendeu a pedido do Podemos, partido do deputado federal Eduardo Braide, e condenou o deputado estadual Yglésio Moyses (PROS) ao pagamento de multa de R$ 10 mil, sob acusação de propaganda eleitoral antecipada negativa. Os dois são pré-candidatos à Prefeitura de São Luís.

No início de junho, após fiscalização in loco em Icatu, Yglésio divulgou vídeos nas redes sociais em que relaciona suposta corrupção da gestão Dunga (PMN) com recursos da saúde a Braide, por causa de emendas destinadas pelo parlamentar federal ao município.

Alegando ter havido propaganda negativa extemporânea, o Podemos entrou com quatro representações eleitorais, pedindo a retirada dos vídeos do ar e a condenação do deputado estadual.

Por tratarem de demandas idênticas sobre o mesmo assunto, a pedido da defesa de Yglésio, duas delas foram extintas pelo juiz Douglas Airton Ferreira Amorim, da 89ª Zona de São Luís, e as outras duas reunidas por Cristiana Ferraz Leite, por conexão.

Ao condenar Yglésio Moyses, a magistrada justificou, dentre outras coisas, ser algo anormal que um parlamentar, no caso Eduardo Braide, venha fiscalizar suas próprias emendas, ou seja, acompanhar se o dinheiro público foi realmente utilizado ou não para o que foi destinado.

“No caso em tela, o representante trouxe aos autos imagens que vinculam Eduardo Salim Braide à prática de irregularidades na aplicação de recursos públicos no município de Icatu-MA. Cumpre, entretanto, deixar consignado que é atípico responsabilizar parlamentar pelo mau emprego desses recursos, não ficando comprovada a efetiva participação do pré-candidato do partido representante nos ilícitos mencionados nas postagens”, escreveu.

Além do pagamento da multa, a juíza também determinou ao deputado estadual que exclua, definitivamente, os vídeos em que é feita associação entre a suposta corrupção na saúde em Icatu a Eduardo Braide. Yglésio Moysés foi ainda proibido de voltar a fazer publicações neste sentido.

Da decisão, cabe recurso.

Em pesquisa, Datailha inventa boato de apoio de Lula a Rubens Júnior
Política

Indução pode ter sido utilizada para favorecer pré-candidato do PCdoB, que já vinha se utilizando da estratégia

O Instituto Datailha registrou pesquisa de intenção de votos para a Prefeitura de São Luís em que inventa um boato possivelmente com a intenção de induzir o eleitor a favor do pré-candidato do PCdoB, Rubens Pereira Júnior.

Em um dos questionamentos, o Datailha primeiro afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apoia Rubens Júnior, e pergunta se ao saber disso, somada ao fato dele ser do partido de Flávio Dino, em quem o eleitor votaria.

“O ex-Presidente Lula está apoiando Rubens Júnior para a Prefeitura de São Luís. Rubens Júnior tem o apoio de Lula e é do mesmo partido do governador Flávio Dino. Sabendo dessa informação, [votaria] em [?]:”, questiona o instituto, apresentando em seguida os nomes dos pré-candidatos.

Além de Rubens Pereira Júnior, os únicos outros nomes apresentados são: Adriano Sarney (PV), Bira do Pindaré (PSB), Duarte Júnior (Republicanos), Carlos Madeira (SD), Yglésio Moyses (PROS), Eduardo Braide (PODE), Jeisael Marx (Rede), Neto Evangelista (DEM) e Wellington do Curso (PSDB).

No caso, mesmo declarados pré-candidatos e estarem em plena pré-campanha, ficaram de fora da pesquisa: Detinha (PL), Cricielle Muniz (PT), Franklin Douglas (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU).

Embora alguns integrantes do PT com cargo no governo de Dino tenham fechado apoio ao comunista, não há qualquer declaração pública do ex-presidente Lula ao pré-candidato do PCdoB —que já vinha se aproveitando dessa estratégia para tentar angariar votos dos ludovicenses com uma camisa com a escrita: “Eu sou Dino e Lula”.

Registrada nessa quinta-feira 16, sob o número MA-00027/2020, a pesquisa Datailha informou à Justiça Eleitoral que ouviu 1.014 eleitores, entre os dias 13 e 15 de julho, em um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3,0%. O resultado está previsto para ser divulgado no próximo dia 22. A contratante é a empresa Vieira Press.

Por votos, pré-candidatos a prefeito de São Luís ignoram pandemia e provocam aglomeração
Política

Até a obrigatoriedade do uso de máscara está sendo desrespeitada por um dos postulantes ao Palácio de La Ravardière

Em meio à pandemia do novo coronavírus, que no Maranhão tem São Luís como epicentro da doença, alguns pré-candidatos a prefeito da capital têm ignorado o aumento de casos positivos e de óbitos na cidade e, em busca de votos, provocado aglomeração.

Um deles tem sido o postulante do PCdoB ao Palácio de La Ravardière, Rubens Pereira Júnior. Na última terça-feira 7, por exemplo, em ato político que reuniu mais de 40 pessoas na sede do PP, mais da metade estava sem máscara, item de uso obrigatório para enfrentamento à Covid-19 —que já matou mais de 900 pessoas na capital.

Apesar dele próprio estar usado máscara, as imagens sugerem que Rubens Júnior estava mais preocupado em reunir o maior número de pessoas possíveis na reunião, para contrapor a baixa popularidade de sua pré-candidatura, do que em garantir o distanciamento seguro entre os presentes.

Outro que também tem seguido o caminho inverso do que se espera de um líder é o juiz federal aposentado Carlos Madeira. Pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Solidariedade, em busca de visibilidade eleitoral, ele tem não apenas gerado aglomeração, mas também aparecido constantemente, ele próprio, sem máscara.

Apenas nesta semana, foram duas vezes em que o magistrado aposentado descumpriu a norma, em ambas para ato de recebimento de apoio: do secretário estadual da Cultura, Anderson Lindoso; e do autor da Lei da Ficha Limpa e também ex-juiz, Márlon Reis.

Nas imagens, ele está sempre acompanhado do líder de seu partido e secretário estadual de Industria e Comércio, Simplício Araújo, outro que para aparecer bem em fotos desobedece a determinação baixada pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

O deputado estadual e pré-candidato do Republicanos, Duarte Júnior, também tem provocado aglomerações. Em fotos compartilhadas por ele próprio nas redes sociais, além das pessoas estarem muitos próximas das outras, algumas aparecem sem máscaras.

Assim como os adversários-íntimos (pertencem ao mesmo grupo político, liderado por Dino), a conquista do voto para Duarte Júnior aparenta também ser mais valiosa com que a saúde do eleitor.

Em todos os casos, cabe ao Ministério Público do Maranhão e ao Ministério Público Eleitoral a expedição de recomendação para que os pré-candidatos evitem, durante seus atos político-eleitorais, a facilitação da propagação do novo coronavírus em São Luís.