Weverton Rocha
Edilázio desmente apoio a Weverton e diz que prioridade do PSD é candidatura própria em 2022
Política

Entorno do pedetista tem incluído o PSD na relação de provável aliança com o senador

Presidente do PSD no Maranhão, o deputado federal Edilázio Júnior desmentiu nesta semana que o partido tenha declarado apoio ao senador Weverton Rocha (PDT) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Nas últimas semanas, o entorno de pedetista tem incluído o partido na relação de provável aliança com Weverton.

Segundo Edilázio, porém, embora tenha aberto diálogo com postulantes à sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB), a prioridade do PSD é ter candidatura própria no pleito do ano que vem. “Converso com todos os nomes que já foram colocados, mas a orientação nacional é de candidatura própria”, disse ao ATUAL7.

“Tem vários nomes que estamos conversando”, completou, afirmando que o possível candidato ainda não está filiado ao partido, mas sem declinar quem.

Edilázio Júnior vai disputar a reeleição para a Câmara.

Nos bastidores, são fortes os rumores de que o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Júnior (sem partido) possa ser candidato ao Palácio dos Leões pelo PSD, com apoio de segmentos evangélica no Maranhão, setores conservadores e de bolsonaristas.

Inquérito sigiloso da PF investiga se Weverton Rocha se apropriou de recursos eleitorais
Política

Investigação foi aberta em março, referente à campanha eleitoral de 2018

A Polícia Federal no Maranhão investiga se o senador Weverton Rocha (PDT-MA) omitiu ou inseriu declaração falsa e se apropriou de recursos destinados ao financiamento eleitoral referentes à campanha de 2018, quando ele foi eleito para o Senado com quase dois milhões de votos.

O inquérito sigiloso foi aberto em março deste ano por solicitação da promotora Raquel Silva de Castro, da 3ª Zona Eleitoral de São Luís, a partir de declinação do caso pela 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, para continuidade das investigações na seara criminal.

A apuração tem como base relatórios extraídos do sistema de investigação de contas eleitorais, módulo “conta suja”, dando conta de ocorrência caracterizada pela identificação de empresas fornecedoras de bens e serviços de campanha que possuam sócios inscritos no Cadastro Único de programas sociais do governo federal, circunstância indicativa da falta de capacidade operacional da pessoa jurídica fornecedora dos serviços.

Segundo levantamentos feitos inicialmente no âmbito eleitoral, a microempresa Antônia Rúbia Sena de Souza, a Malharia Rúbia, de Imperatriz, que funciona nos fundos da residência de Antônia Rúbia, e que não possui nenhum empregado, foi registrada pela campanha eleitoral de Weverton Rocha ao Senado como prestadora de serviços e fornecedora de produtos.

Procurado pelo ATUAL7, o pedetista não retornou o contato. A PF informou apenas que o inquérito encontra-se sob sigilo.

De acordo os artigos 350 do Código Eleitoral, em relação à possível ocorrência de omissão ou inserção de declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais, a pena é de reclusão até cinco anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa, se o documento é público, e reclusão até três anos e pagamento de 3 a 10 dias-multa se o documento é particular.

Já o artigo 354-A do Código Eleitoral, que trata sobre apropriar-se o candidato, o administrador financeiro da campanha, ou quem de fato exerça essa função, de bens, recursos ou valores destinados ao financiamento eleitoral, em proveito próprio ou alheio, a pena é de reclusão, de dois a seis anos, e multa.

Edison Lobão (MDB), Márcio Honaiser (PDT), Gil Cutrim (Republicanos), Glabert Cutrim (PDT), Ildon Marques (PP) e Deoclides Macedo (PDT) também operaram com a Malharia Rúbia em modo semelhante no pleito de 2018, mas não há informações de que também estejam sob investigação da PF.

O valor global pela suposta prestação de serviços e fornecimento de produtos chega a quase R$ 800 mil.

Evento da Secap vira ato eleitoral de apoio a Dino e Weverton
Política

Caso pode configurar abuso de poder político e improbidade, com poder de tirar comunista e pedetista da disputa eleitoral de 2022

Um evento institucional da Secretaria de Estado da Articulação Política, a Secap, ocorrido no último sábado (22), virou ato eleitoral de apoio a Flávio Dino (PCdoB) e Weverton Rocha (PDT) na disputa de 2022. O comunista pretende concorrer ao Senado Federal e o pedetista ao Palácio dos Leões.

Comandada pelo titular da pasta, o deputado federal licenciado Rubens Pereira Júnior (PCdoB), a solenidade contou com a presença de prefeitos da regional de Presidente Dutra e teve declaração de apoio eleitoral feita pelo prefeito de Tuntum, Fernando Pessoa (SD). A regional compreende mais de 15 municípios.

“Apoio em Tuntum a candidatura do governador Flávio Dino a senador independente do governador que ele apoiar. Porém meu apoio a governador é do Weverton Rocha com apoio ou não do Governo”, disse Pessoa no evento.

A informação foi divulgada pelo blog do Pedro Jorge, que é secretário de Comunicação de Tuntum. Aparentemente, com a intenção de promover o gestor municipal, ainda que o assunto nada tenha a ver com a administração da prefeitura.

O caso pode configurar abuso de poder político e improbidade, com poder de tirar Flávio Dino e Weverton Rocha na disputa de 2022 pela Justiça Eleitoral.

Líderes partidários começam a desistir de Weverton e pular para Brandão
Política

Abalo pode forçar senador pedetista a sair da disputa pelo Palácio dos Leões. Em março, ele já havia confirmado essa possibilidade

Pelo menos dois líderes partidários que haviam apalavrado apoio ao senador Weverton Rocha (PDT) na corrida pelo Palácio dos Leões já desistiram da aliança. Ambos estão fechados agora com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural e nome do governador Flávio Dino (PCdoB) para a disputa.

A mudança de posição será anunciada somente após reunião marcada por Dino para o fim desse mês na sede do Poder Executivo estadual. Com a presença de Brandão e Weverton, o encontro servirá para inquirir os líderes do colégio de aliados sobre quem estará com o comunista na escolha de seu sucessor.

O abalo pode forçar o senador pedetista a desistir da pré-candidatura ao governo estadual.

No final de março, em entrevista em São Luís ao programa Questão de Ordem, na Rádio Nova FM 93.1, Weverton admitiu que poderia sair da disputa caso Flávio Dino e a maioria da coalização partidária decidissem por apoiar o nome de Carlos Brandão.

“Eu não faço projeto de mim mesmo, esquece. Claro que eu vou apoiar quem se viabilizou dentro do grupo”, disse.

Marcellus Ribeiro não comparece à CPI dos Combustíveis; sigilo fiscal de postos de Weverton é quebrado
Política

Empreendimentos eram controlados pelo agiota Pacovan. Comissão começa a ouvir donos de distribuidoras nesta quinta-feira (20)

Esperado para a primeira e mais aguardada oitiva da nova fase da CPI dos Combustíveis na Assembleia Legislativa do Maranhão, o secretário estadual da Fazenda, Marcellus Ribeiro, não compareceu à sessão extraordinária dessa quarta-feira (19). Em seu lugar, os integrantes do colegiado tiveram de ouvir um auditor da pasta, Felipe Caldeira, que em diversas situações declarou não ter conhecimento sobre questionamentos técnicos feitos pelo deputado Wellington do Curso (PSDB), único integrante da oposição na comissão.

Como participaria na condição de convidado, não havia obrigatoriedade no comparecimento. Contudo, a ausência acabou demonstrando desprestígio do governo Flávio Dino (PCdoB) à CPI, integrada maioritariamente por deputados da situação.

Durante a sessão extraordinária, o presidente da comissão, deputado Duarte Júnior, revelou que a CPI quebrou o sigilo fiscal de distribuidores de mais de 180 postos de combustíveis da Região Metropolitana da Grande São Luís, incluindo os que eram controlados pelo agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, mas que agora pertencem ao senador Weverton Rocha e ao prefeito de Igarapé Grande e presidente da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), Erlânio Xavier, ambos do PDT.

O ATUAL7 teve acesso aos dados sigilosos colhidos pela CPI. Uma das possíveis ilegalidades já detectadas é que pelo menos um dos postos ainda controlado por Pacovan possa estar sendo usado para lavagem de dinheiro. Segundo os dados, embora tenha adquirido combustível apenas duas vezes em 2021, há diversos registros de venda no estabelecimento durante todos os dias do período levantado.

A CPI volta a se reunir nesta quinta-feira (20), quando começa a ouvir donos de distribuidoras. Nas próximas sessões, começaram a ser convidados os donos de postos.

MPF reitera pedido de condenação de Weverton em ação por enriquecimento ilícito
Política

Procuradoria da República do Distrito Federal quer que pedetista seja condenado à perda da função pública, suspensão temporária dos direitos políticos e ressarcimento do dano

O Ministério Público Federal reiterou na última quarta-feira (12) pedido pela condenação do senador Weverton Rocha (PDT) na ação de improbidade sobre suposto enriquecimento ilegal no recebimento de benesse do empresário Adair Antônio de Freitas Meira, de Goiânia (GO), que comandava uma rede de entidades que mantinha R$ 17,3 milhões em convênios firmados com o Ministério do Trabalho e Emprego quando o pedetista era assessor do gabinete do então ministro Carlos Lupi.

A Procuradoria da República do Distrito Federal quer que Weverton seja condenado, dentre outras coisas, à perda da função pública, suspensão temporária dos direitos políticos e ressarcimento do dano.

O mesmo pedido é feito pelo procurador da República Frederico de Carvalho Paiva em relação a Lupi.

Em manifestação à 6ª Vara da Seção Judiciário do Distrito Federal, ao rebater as defesas de Weverton Rocha e Carlos Lupi de que persecução criminal de fatos idênticos às condutas apuradas concluiu pela inexistência do ilícito penal, o MPF afirma ser “inconteste a independência entre as instâncias que confere ao órgão jurisdicional autonomia em decidir com base no livre convencimento motivado”.

“A não vinculação das decisões das diferentes instâncias relativas ao mesmo fato, permite que não se atinja elementos de autoria ou materialidade suficientes para enquadrá-lo como um ilícito penal, contudo, para enquadrá-lo como improbidade administrativa. Isso se dá, por exemplo, nos casos de ato de improbidade administrativa culposo por prejuízo ao erário”, afirma a Frederico Paiva.

A ação ajuizada pela Procuradoria da República já dura quase dez anos. O caso chegou às alegações finais em fevereiro deste ano.

‘Tratoraço’: Weverton aparece entre beneficiários de orçamento secreto de Bolsonaro, via Codevasf
Política

Em troca da verba, senador maranhense apoiou a eleição de Rodrigo Pacheco para o comando do Senado

O senador maranhense Weverton Rocha, líder do PDT no Senado Federal, aparece entre os contemplados com indicação de recursos do orçamento secreto de R$ 3 bilhões em emendas criado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem Partido) para aumentar sua base no Congresso.

Segundo o Estadão, que revelou o esquema nesse domingo (9), o “tratoraço”, como já está sendo chamado, inclui direcionamento de obras, como pavimentação asfáltica e instalação de poços artesianos, e compra de máquinas pesadas, como retroescavadeiras, caminhões pipa e tratores acima do preço de referência do governo federal.

O ATUAL7 solicitou manifestação do pedetista a respeito do assunto, mas ainda não houve retorno.

Como se diz oposicionista, a participação de Weverton no esquema, ainda de acordo com o jornal, se deu por meio do ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), aliado do Palácio do Planalto, que teria oferecido ao senador a possibilidade de indicar verbas públicas do governo Bolsonaro por meio do orçamento paralelo operado na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, a Codevasf, estatal vinculada Ministério do Desenvolvimento Regional e loteada pelo Centrão.

No toma lá, dá cá, em troca do dinheiro do orçamento, Weverton Rocha apoiou e articulou a eleição de Rodrigo Pacheco (DEM-MG), apoiado por Jair Bolsonaro, para o comando do Senado, em dezembro do ano passado.

Nesta segunda-feira (10), o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), líder da minoria na Câmara, entrou com uma representação no TCU (Tribunal de Contas da União) pedindo a investigação do caso.

Lula ignora participação de Weverton em jantar do PT
Política

Passados três dias, não há qualquer menção do ex-presidente à presença do senador maranhense no evento

Disseminada por Weverton Rocha (PDT) e entorno como o que seria a confirmação da força política do pedetista na corrida pelo Palácio dos Leões em 2022, a participação do senador maranhense em um jantar da bancada PT com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília (DF), segue ignorada pelo petista nas redes sociais.

Solícito, Lula se deixou fotografar conversando com Weverton, que se aproveitou política e eleitoralmente do ato, mesmo que isso pudesse desfavorecer o próprio PDT e o candidato do partido ao Palácio do Planalto no pleito do próximo ano, Ciro Gomes.

Até esta sexta-feira (7), porém, três dias após o evento, não há qualquer menção de Lula à presença penetra de Weverton Rocha no encontro petista.

A diferença de tratamento e de importância pode ser melhor observada quando comparada à ação de Lula sobre outros encontros na mesma semana, que fez questão de divulgar nas redes, como o ocorrido com o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e com o ex-senador José Sarney (MDB), estes realmente com o objetivo de costurar acordos políticos.

No Maranhão, Lula e o PT estão acordados com o governador Flávio Dino (PCdoB), que tem o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) como seu candidato à sucessão estadual.

Zé Reinaldo tenta virar garoto de recado, mas esbarra em medo de Dino
Política

Governador do Maranhão tem fugido de rompimento com Weverton Rocha e evitado anunciar apoio a Carlos Brandão para 2022

O ex-governador José Reinaldo Tavares (sem partido) tentou nesta quinta-feira (6), pela terceira vez, servir de garoto de recado do governador Flávio Dino (PCdoB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Há um mês, ele vem expelindo ameaças contra o senador Weverton Rocha (PDT) e à coalização de partidos e lideranças que apoiam o pedetista, de que quem não seguir o direcionamento de Dino em favor de Carlos Brandão (PSDB) na sucessão estadual estará fora do grupo governista.

Ocorre que, além de não ter qualquer influência ou poder próprio de comando político no Estado, Zé Reinaldo vem repetindo bravatas sozinho. Apesar da insistência nas tentativas de intimidações, nenhuma tem sido ecoada por Dino, que a cada dia mais demonstra ter medo de Weverton Rocha do que coragem de defenestrá-lo com seus menudos do Palácio dos Leões.

Pré-candidato ao Senado Federal e ainda sonhando em ser vice de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto, Flávio Dino sabe que perdeu a fidelidade e controle que achava ter sobre as estruturas de poder do e no Estado, hoje quase todas ocupadas e dominadas por adeptos da candidatura de Weverton ao governo do Maranhão. Por esta razão, ele tem fugido de rompimento com o pedetista e evitado anunciar apoio a Carlos Brandão para 2022.

Em novembro do ano passado, após ver seu poderio se esvair publicamente com a vitória de Eduardo Braide (Podemos) em São Luís, Dino ainda tentou seguir, como Zé Reinado defende que ele faça, a receita de coronéis da política como Vitorino Freire e José Sarney (MDB), e ameaçou encastelados com a até hoje não concretizada “revisão de alianças”.

Porém, como não tem mais reverência nem de correlegionários do PCdoB, onde a maioria está pactuada com Weverton Rocha, e prestes a perder o único mando que ainda possui no estado, o cargo de governador, Dino recuou.

Líder sem liderados, caso tivesse avançado na tentativa de amedrontamento, poderia estar enfrentando dificuldades para se manter erguido estadual e nacionalmente.

Weverton acumula mais um pedido de condenação na Justiça, agora por enriquecimento ilícito
Política

Senador já é réu por peculato em ação penal que tramita na 4ª Vara Criminal de São Luís, pela derrubada do ginásio Costa Rodrigues

O envolvimento de Weverton Rocha (PDT) em processos na Justiça relacionados a casos nada republicanos ganhou mais um capítulo. O Ministério Público Federal pediu a condenação do pedetista por improbidade administrativa, desta vez, afirma a acusação, praticada por meio de enriquecimento ilícito, revela o blog do Neto Ferreira. Embora tenha se livrado de uma antiga vidraça associada à corrupção, o senador também é réu por peculato (desvio de recursos por agente público) em ação penal que tramita na 4ª Vara Criminal de São Luís, pela famigerada derrubada para reforma do ginásio esportivo Costa Rodrigues, em São Luís.

De acordo com o procurador da República Frederico de Carvalho Paiva, que apresentou os memorais (última manifestação das partes no processo) na ação que corre na 6ª Vara Federal do Distrito Federal (DF), Weverton é acusado de recebimento de benesse providenciado pelo empresário Adair Antônio de Freitas Meira, de Goiânia (GO), que comandava uma rede de entidades que mantinha R$ 17,3 milhões em convênios firmados com o Ministério do Trabalho e Emprego quando o pedetista era assessor do gabinete do então ministro Carlos Lupi.

Presidente nacional do PDT, Lupi também é réu e alvo do pedido de condenação, além do ex-secretário de políticas públicas de emprego do Ministério do Trabalho, Ezequiel Sousa do Nascimento, e Adair Meira.

Meira, segundo investigação do MPF, teria alugado e fornecido um avião particular para viagens oficiais feitas pelo trio. O ex-governador Jackson Lago (já falecido), também usou a aeronave.

Procurado pelo ATUAL7 desde a terça-feira 20, Weverton Rocha não retornou o contato. A reportagem não conseguiu localizar os demais envolvidos.

Dentre as possíveis sanções por improbidade estão a suspensão dos direitos políticos e a perda de eventual função pública e dos valores ilicitamente acrescidos ao patrimônio dos réus.

Após reunião com Dino e Brandão sobre 2022, Weverton diz que vai continuar trabalhando no Senado
Política

Para tomar as rédeas e liderança do grupo, governador descumpriu a própria palavra, de que só trataria sobre eleições após a pandemia

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) deu o primeiro sinal público de que pode antecipar a desistência da aventura de 2022 e fechar apoio ao nome do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural e candidato de Flávio Dino (PCdoB) ao Palácio dos Leões.

Após reunião com Dino e Brandão nessa quinta-feira (15), na sede do Poder Executivo, o pedetista declarou nas redes sociais que vai continuar ocupando-se com o Maranhão na Câmara Alta.

“Boa conversa hoje com o governador Flávio Dino e o vice-governador Carlos Brandão. As mudanças positivas precisam continuar e no Senado estarei sempre trabalhando para apoiar o Maranhão. Nosso grupo segue firme, focado no que importa: o melhor para os maranhenses”, publicou, com uma foto em que Dino e Brandão aparecem sorrindo e, somente ele, emburrado.

Convocada pelo governador do Maranhão, a reunião aconteceu dois dias após o ATUAL7 apontar que o perfil, até então, acanhado e apático de Dino sobre a própria sucessão estava favorecendo Weverton, que vinha insuflando rebeldia na base aliada dinista.

Ao reagir à insubordinação, Flávio Dino descumpriu com a própria palavra. Em março, em entrevista à TV Mirante, o comunista havia afirmado que somente após a pandemia, “lá pro mês de julho”, é que o diálogo com a base aliada sobre 2022 seria iniciado.

“Hoje tive longa e produtiva reunião com o vice-governador Carlos Brandão e com o senador Weverton. Somos aliados de longa data e temos compromisso quanto à continuidade das mudanças positivas no Maranhão. No tempo certo, irei coordenar os diálogos necessários com o nosso grupo”, afirmou o governador.

Segundo apurou o ATUAL7 com fontes próximas do trio, na reunião, Flávio Dino lembrou que Brandão e Weverton já fizeram gestos um ao outro, e acertou que serão realizadas ao menos três pesquisas qualitativas com os nomes dos aliados para, após o resultado final, apresentar ao colegiado de partidos que integram o governo. Embora aparente que há possibilidade de que Weverton possa ser o candidato dinista, a estratégia de utilizar pesquisas qualitativas já foi usada por Dino em 2012 na corrida pela Prefeitura de São Luís, quando ele já havia ungido Edivaldo Holanda Júnior (PDT), mas embromou os demais aliados com o mesmo plano.

Além disso, a tendência é que o envolvimento de Weverton Rocha em diversos casos relacionados à corrupção, principalmente o de desvio de dinheiro público envolvendo a reforma do Ginásio Costa Rodrigues, na capital, pesem negativamente contra o pedetista nas sondagens.

Antes de reunir-se com o governador e o vice, em entrevista a Mirante AM nesta semana, o senador do PDT havia retardado o ímpeto e afirmado que nunca declarou publicamente que é pré-candidato ao governo. O recuo estratégico ocorreu em meio à orientação de Flávio Dino aos secretários estaduais que serão candidatos à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, para que passem a declarar apoio a Carlos Brandão nas redes sociais.

Neste sentido, para remover eventual pecha de derrotado, Weverton pode alegar que não recuou na disputa, já que, segundo alegou, nunca entrou publicamente nela.

A tomada das rédeas por Flávio Dino foi destacada por Brandão. Apesar de que a eleição e reeleição do grupo em 2022 passará por suas mãos, em publicação nas redes sociais sobre a reunião no Palácio dos Leões, o vice-governador do Maranhão repercutiu Dino e ressaltou que o líder do grupo é o comunista.

“Acrescentaria só mais um ponto: a reunião que tivemos hoje, sob o seu comando, mostra que temos um líder. Encontro proveitoso, sim, porque entendemos que construímos forte alicerce, ao longo destes anos de caminhada”, agregou Brandão ao debate.

Coalização formada por Weverton põe em xeque liderança de Flávio Dino
Política

Pré-candidato ao Palácio dos Leões, senador do PDT tem agido com autossuficiência e imposto um impasse na corrida eleitoral. Articulação do pedetista tem fragilizado o comunista

A coalização que dá sustentação à pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Palácio dos Leões tem posto em xeque a liderança que o governador Flávio Dino (PCdoB) aparentava ter construído ao longo dos últimos anos, desde que cooptou diversos sabujos e rebentos da antiga oligarquia Sarney e formou a própria dinastia política.

Apesar de Dino ter confirmado que disputará o Senado na chapa de seu atual vice e sucessor natural, Carlos Brandão (PSDB), Weverton tem agido com autossuficiência e imposto um impasse na corrida eleitoral, em afronta à unidade que o comunista, após desmoronamento de sua base no pleito municipal do ano passado, especialmente São Luís com a vitória de Eduardo Braide (Podemos), afirmou que buscaria para 2022.

Enquanto o governador do Maranhão tem adotado um perfil acanhado e coadjuvante, Weverton tem se firmado como um líder político imbatível, já conta com apoio declarado de pelo menos seis partidos –PDT, DEM, PSL, PRB, PSB e Cidadania– e caminha para também confirmar aliança com PTB, PP, PT e até com o MDB de Roseana Sarney.

Parte do PCdoB, capitaneada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto, também está fechada com Weverton e em plena pré-campanha pelo pedetista, ignorando as orientações públicas de Flávio Dino para que qualquer discussão sobre as eleições de 2022 fossem empurradas para o final deste ano, após queda esperada, devido à vacinação, de casos e de óbitos relacionados à pandemia do novo coronavírus.

Emblemática, a autonomia e liderança de Weverton Rocha levou a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), de forma inédita e histórica, a tomar uma decisão sem consulta e contrária ao caminho traçado pelo comunista para o grupo que ele parecia encabeçar. Embora ainda chame Dino de líder, Eliziane tem dado mostras públicas de pouca importância ao que almeja o governador e, agora, está sob regência do senador do PDT.

A mesma consciência, de que Dino é apenas governador, e não um líder político, também tem sido revelada nas articulações de caciques políticos de partidos com comando de pastas do primeiro ao terceiro escalão do Governo do Maranhão, além de diversos comissionados, à exemplo de Cléber Verde (Republicanos), André Fufuca (PP) e Juscelino Filho (DEM).

Embora dependentes do Palácio dos Leões para as próprias reeleições à Câmara dos Deputados, todos trabalham na confiança de que, diante da fraqueza exposta de Dino, nenhum cargo lhes será tomado antes e nem depois de abril do próximo ano, quando Brandão assumirá o comando do Executivo para disputar a reeleição sentado na cadeira de governador. Para Flávio Dino sonhar com eleição para o Senado, entendem, precisará primeiro manter o apoio dos partidos que encastelou no governo.

Eliziane mostra independência inédita e declara apoio a Weverton para 2022
Política

É a primeira vez que a senadora toma uma decisão sem consultar e contrária ao caminho escolhido por Flávio Dino, que já confirmou chapa com Carlos Brandão

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) deu mostra inédita de independência política e declarou, publicamente, apoio à pré-candidatura do também senador Weverton Rocha (PDT-MA) para o Palácio dos Leões em 2022. Historicamente tutelada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), é a primeira vez que Eliziane toma uma decisão sem consultar e contrária ao caminho escolhido pelo comunista, que já confirmou formação de chapa com Carlos Brandão (PSDB), seu sucessor natural.

“Dentro do nosso grupo, que é coordenado pelo governador Flávio Dino, entendemos que o nome de Weverton acabou tendo mais condições, envolvendo mais lideranças políticas, trazendo propostas importantes; até plano de governo ele já iniciou. E nesse sentido, nós do partido tomamos uma decisão de seguir com ele [Weverton Rocha] como pré-candidato a governador”, declarou a senadora em entrevista ao jornalista Clóvis Cabalau, da TV Mirante, na manhã desta sexta-feira 2.

Apesar de simbólica, a declaração de apoio não traz surpresas, pois já era esperada. Na semana passada, Eliziane esteve reunida em Brasília (DF) com Weverton e diversas outras lideranças partidárias maranhenses também fechadas com o pedetista, em que trataram sobre a sucessão de Dino.

Segundo apurou o ATUAL7, dois fatores pesaram para a decisão de Eliziane Gama: a entrada de seu marido, Inácio Melo, na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão no pleito do próximo ano, e maior facilidade de renovar o mandato de senadora em 2026.

Com Weverton, a pré-candidatura de Inácio Melo segue ganhando musculatura e real viabilidade de vitória nas urnas, inclusive sob sustentáculo de prefeitos e lideranças do PDT. E como Carlos Brandão vai disputar a reeleição ao Palácio dos Leões em 2022, se confirmar o favoritismo e for eleito, a tendência é de que ele, ao terminar o mandato em 2026, ocupe uma das vagas a que o Maranhão terá direito ao Senado naquele pleito, e a segunda vaga seja negociada com o colégio de partidos. Com Weverton, as duas vagas estariam livres, com maior possibilidade da primeira ser de Eliziane.

Análise: Weverton monta armadilha para se manter na corrida pelo Palácio dos Leões
Política

Pedetista usa Othelino Neto em aposta em pesquisa eleitoral e ressignificou seu vocabulário em relação aos Sarney

O senador Weverton Rocha (PDT) montou um alçapão político para se manter na corrida eleitoral e tentar capturar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor de Flávio Dino (PCdoB) e governador do Maranhão a partir de 2022. Associado ao plano, ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), coube a função de colocar a armadilha em local à vista de todos, acima de qualquer suspeita dos nobres propósitos que o impulsionou.

São notarias as afinidades eletivas entre Othelino e Weverton, expostas na contenda eleitoral pela prefeitura de São Luís, quando o presidente da Alema se esquivou de apoiar o candidato da sua legenda: o deputado federal e secretário estadual de Articulação Política, Rubens Pereira Júnior.

Brandão sentiu o conluio e denunciou o convescote em Barreirinha entre o senador e o deputado. No cerzir desse acordo vem agora à tona a pesquisa que funcionará como um prelúdio da disputa pelo Palácio dos Leões.

A defesa do método para tentar fingir que Flávio Dino ainda não escolheu seu candidato natural foi intransigentemente defendida por Othelino Neto. Antes, porém, foi ventilada pelo próprio senador de maneira en passant para não espantar a lebre.

Aparadas todas as arestas com o clã Sarney, Weverton não tem problema em conversar com os artífices do instituto que há anos serve aos interesses da antes “abominável” oligarquia; confere agora credibilidade aos números da Escutec, como nunca antes se viu na história política do campo oposicionista do Maranhão; e apagou por completo quaisquer dúvidas dos números levantados com inclinação sempre favorável aos interesses da família. Além disso, se levada em conta pesquisa eleitoral, o próprio Weverton foi apontado como derrotado na eleição que superou os highlanders Edison Lobão (MDB) e Zequinha Sarney (PV).

Para expurgar pechas, na aliança com o MDB na disputa pela prefeitura de São Luís, Weverton lançou mais cal no episódio da cassação de Jackson Lago. Entende agora que o ex-governador pedetista foi vítima da judicialização da política e não da rasteira de um grupo dominante golpista. Enfim, ressignificou seu vocabulário em relação aos Sarney.

A pouco mais de 500 dias do primeiro turno das eleições gerais de 2022, as intenções de voto estão diluídas na incerteza da pandemia e do futuro do país. E o senador pedetista precisa se atentar para o ensinamento do velho udenista Magalhães Pinto: “Política é como nuvem. Você olha, ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”.

Dino repete com Brandão e Weverton tática usada em 2012 e 2018
Política

Mesmo com decisão sobre sucessor já tomada, comunista vem empulhando que escolha será feita em conjunto com coalização de aliados e partidos

Político de uma nota só, o governador Flávio Dino (PCdoB) vem repetindo para 2022 a mesma tática adotada nas eleições de 2012 e 2018. Embora no bastidor já tenha confirmado que o vice-governador Carlos Brandão é quem reúne as melhores condições para sua sucessão ao Palácio dos Leões, publicamente, Dino trabalha para que a base governista permaneça unida em torno de sua decisão, e para isso vem empulhando que a escolha final será tomada em conjunto pela coalização de aliados e partidos.

No pleito de pouco mais de oito anos atrás, embora no bastidor já houvesse se decidido por Edivaldo Holanda Júnior, publicamente o comunista manteve o quanto pode o discurso de que a unção seria tomada pelo grupo, com base em pesquisas internas. Ao final, mesmo diante da discordância da maioria dos aliados, Dino confirmou os bastidores e apoiou Edivaldo Júnior para a Prefeitura de São Luís contra João Castelo, consagrando-se vitorioso nas urnas.

A mesma tática foi repetida nas eleições de 2018, mas desta vez a favor de Weverton, agora vítima da estratégia dinista. Embora o Maranhão tivesse direito a duas vagas ao Senado naquele pleito, enquanto tapeava o ex-governador José Reinaldo Tavares, Flávio Dino já havia decidido que a primeira vaga seria de Weverton. Após meses de humilhação, Zé Reinaldo rompeu com Dino, e a outra vaga foi dada a Eliziane Gama, sob o argumento de que o ex-aliado não tinha esperado o resultado das pesquisas e decisão do colegiado de aliados.

Para 2022, Dino vem repetindo a tática: no bastidor, já se definiu por Carlos Brandão, a que deu aval e incentiva para já atuar como governador, cargo onde será efetivado a partir de abril do próximo ano. Em entrevistas e a pessoas não próximas, porém, vem confundindo e dizendo que a decisão será tomada apenas no final do ano.

Em entrevista, Dino manda recado a Weverton e Josimar sobre escolha por Brandão
Política

Governador ressaltou que espera por unidade de seu grupo político para 2022

O governador Flávio Dino (PCdoB) aproveitou entrevista ao jornalista Clóvis Cabalau, no Bom Dia Maranhão, da TV Mirante, na manhã desta quinta-feira 11, para mandar recado a Weverton Rocha (PDT) e Josimar Maranhãozinho (PL), sobre a decisão aberta ao núcleo central do Palácio dos Leões na semana passada, de que o candidato único do grupo ao governo estadual em 2022 é o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos).

Questionado por Cabalau apenas sobre as pré-candidaturas de Brandão e Weverton, sem citar o nome de Maranhãozinho, Dino lembrou que em seu grupo político não somente o vice-governador e o senador postulam sua sucessão, e reafirmou que espera que haja unidade em torno da decisão tomada –Maranhãozinho vem ameaçando rompimento e Weverton atuando como opositor a setores do governo mais próximos de Brandão.

“Os dois [Brandão e Weverton] são bons aliados do nosso campo político. Tem méritos, serviços prestados ao nosso estado, mas também há outras pessoas que postulam. Meu desejo é que, passada a pandemia, lá pro mês de julho, a gente comece esse diálogo com os partidos. Nós queremos o nosso grupo unido”, disse Flávio Dino.

Sem citar o nome de Carlos Brandão, mas confirmando o que vem conversando com pessoas próximas sobre sua predileção, Flávio Dino ressaltou que seu sucessor dará continuidade aos programas que vêm sendo desenvolvidos no estado.

Em vez de setembro, prazo que vem apontando no bastidor como final para tornar pública a escolha por Brandão, Dino disse que somente em dezembro divulgará a formação completa da chapa majoritária. Segundo relatos de integrantes do núcleo central do Palácio dos Leões ao ATUAL7, a tendência é de que, com Flávio Dino já decidido por disputar o Senado Federal, a vaga restante na chapa, de candidato a vice-governador, seja ocupada pelo secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry (PCdoB).

Antecipação de escolha por Brandão e retomada de caso Costa Rodrigues atordoam Weverton
Política

Pedetista ainda tenta se manter no jogo, mas definha por falta de confiança de Flávio Dino e avanço de ação penal envolvendo desvio de dinheiro público

Apesar de esperada, a antecipação feita pelo governador Flávio Dino (PCdoB) em anunciar o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) como seu único candidato e de seu grupo político ao Palácio dos Leões em 2022, no mesmo período em que a Justiça do Maranhão decidiu retomar a ação penal sobre peculato (desvio de recursos públicos feito por funcionário público, para proveito pessoal ou alheio) e fraude em licitação contra Weverton Rocha (PDT), caíram como um raio e deixaram o senador atordoado.

Desde essa terça-feira 9, após o ATUAL7 revelar que, em reunião com o núcleo central do Palácio dos Leões sobre o pleito do próprio ano, Dino conversou abertamente sobre a decisão por Brandão e relatou uma dura conversa que teve com Weverton, o pedetista e seu entorno partiram para o ataque, na tentativa de descredibilizar a decisão tomada pelo governador do Maranhão.

Com os dias contados para resolver se vai continuar no grupo dinista e apoiar Brandão ou seguir o mesmo caminho tomado pelo senador Roberto Rocha (PSDB-MA), Weverton ainda tenta se manter no jogo, mas segue apenas acumulando intrigas e tentando desmanchar a coalização que dá sustentação e mantém a liderança política de Flávio Dino –justamente um dos fatores que levou o comunista a abrir, antecipadamente, a decisão sobre Brandão como seu sucessor.

Demolir, aliás, é algo inerente ao histórico do senador do PDT.

A ação penal que tramita na 4ª Vara Criminal de São Luís contra ele tem relação com a derrubada para reforma do ginásio esportivo Costa Rodrigues, no Centro de São Luís, um dos maiores casos de corrupção do Maranhão. O envolvimento de Weverton neste e em outros casos relacionados à corrupção, inclusive no envolvendo a UMES (União Municipal de Estudantes Secundaristas) –em que ele ainda era menor de idade e, por isso, se livrou por prescrição– é o principal fator que pesa contra o pedetista, segundo Flávio Dino tem dito a pessoas próximas.

De acordo com o Ministério Público, autor da ação, à época secretário de Estado de Esporte e Juventude, Weverton Rocha, que nega as acusações, teria incorrido em ilícitos relativos à contratação da empresa Maresia Construtora Ltda para a realização de obras emergenciais no ginásio, e também na posterior celebração de termo aditivo para reforma e ampliação das instalações. Ainda segundo a acusação, Leonardo Lins Arcoverde, proprietário da empresa contratada, com a colaboração do pedetista, teria desviados valores auferidos pelo contrato em benefício próprio, configurando o crime de peculato.

A dilapidação do erário apenas nessa ação penal, segundo os autos, ultrapassa R$ 5 milhões.

Conforme mostrou o ATUAL7, o processo vinha se arrastando no Judiciário maranhense após o STF (Supremo Tribunal Federal) declinar por não se tratar de caso envolvendo foro privilegiado, mas voltou a avançar no final do mês passado, tirando novamente do armário um dos fantasmas que assusta o senador.

Além da confiança em Carlos Brandão como único capaz de dar continuidade ao seu legado de obras e ações no estado e de manter seu grupo político unido, de acordo com relatos de integrantes do núcleo central do Palácio dos Leões ao ATUAL7, Flávio Dino não quer correr o risco de manchar sua imagem nacionalmente, o que aconteceria caso Weverton Rocha, com envolvimento em casos relacionados à corrupção, fosse seu sucessor. Neste sentido, embora tenha deixado para tornar pública a escolha somente em setembro, o comunista tem dado aval e incentivado Brandão a já atuar como governador, cargo onde será efetivado a partir de abril próximo, quando Dino se desincompatibilizar para concorrer ao Senado.

Foto: Pedro França/Agência Senado