Weverton Rocha
Jerry contradiz entorno de Weverton e diz que PCdoB ainda não definiu apoio para 2022
Política

Declaração desmonta boatos de aliados do pedetista. Uma semana antes, Gleisi Hoffmann também negou que PT havia fechado com o senador para o Palácio dos Leões

O secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano do Maranhão, Márcio Jerry, negou que o PCdoB esteja articulando apoio ao senador Weverton Rocha (PDT) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, conforme vem intensivamente ventilando o entorno do pedetista.

Segundo afirmou Jerry, até o momento, o partido ainda não se definiu sobre quem apoiar na sucessão do governador Flávio Dino –que está fechado com Carlos Brandão (PSDB)– nas eleições do ano que vem. Também rechaçou que a presença de Weverton em um evento do PCdoB em Barreirinhas tenha relação com eventual formação de aliança.

“Respeitamos o senador Weverton Rocha do mesmo modo que respeitamos o vice-governador Carlos Brandão. São dois legítimos postulantes a candidatura a governador ano que vêm. Debatemos com os dois igualmente. O nosso partido ainda não apontou ainda qual a sua opção para o ano que vem”, disse em entrevista ao jornal O Imparcial.

“Nos sentimos muito honrados com a presença do senador Weverton na 1ª conferência municipal organizada pelo partido em Barreirinhas, onde também estavam representantes do PT, do PL, o vice-prefeito, e representantes de outros partidos de Barreirinhas. De modo que em outros eventos de conferências municipais teremos a presença do vice-governador Carlos Brandão, como teremos a presença da senadora Eliziane Gama (Cidadania) e de tantas outras lideranças do Maranhão, a depender de qual cidade ou região se faz a conferência”, acrescentou.

Márcio Jerry também contradisse o boato de que ocupará a vaga de vice em eventual chapa majoritária, como vem aventando aliados do senador do PDT.

“Disputarei a reeleição para deputado federal”, cravou.

É a segunda vez, em uma semana, que supostos apoios a Weverton Rocha na corrida pelo Palácio dos Leões são desmentidos. Antes, ao ATUAL7, já havia negado fechamento de apoio a deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente do Partido do Trabalhadores.

Medo de perder cargos após Brandão assumir Palácio dos Leões assombra PDT
Política

Atualmente, partido comanda a SEDES e o DETRAN

Acostumado a sobreviver sob encastelamento no poder, o PDT no Maranhão está assombrado com a iminência de perder cargos no Governo do Maranhão quando o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) assumir o comando do Palácio dos Leões, a partir do próximo ano.

Aos mais próximos, parte importante da cúpula pedetista maranhense tem confessado que o senador Weverton Rocha, presidente estadual do partido e adversário de Brandão na disputa, precisa retirar a pré-candidatura e fechar com o sucessor de Flávio Dino (PSB) ainda em 2021.

O temor é que Weverton acabe perdendo o prazo de permanecer aliado com algum valor ao Poder Executivo estadual.

“Apesar de nosso crescimento com vitórias em prefeituras do interior maranhense, a baixa foi grande em São Luís. A militância do PDT não existe sem cargos. Dino ainda nos mantém no governo, mas Brandão não terá obrigação alguma”, disse em reservado ao ATUAL7 um dos principais aliados do senador no partido.

A torcida é para que o PDT feche acordo pela a vice de Brandão antes do PT, sendo Márcio Honaisser o mais cotado do partido para a vaga.

Atualmente, o PDT comanda a SEDES (Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social) e o DETRAN (Departamento de Trânsito) do Maranhão.

Pressionado, Lupi baixa tom em reunião fora da agenda com Dino
Política

Weverton Rocha também adotou tônica amena após haver atacado o sistema de educacional do Maranhão

A postura do presidente do PDT, Carlos Lupi, em reunião fora da agenda com o governador Flávio Dino (PSB) no Palácio dos Leões nessa terça-feira (20), destoou da que apresentou em entrevista à TV Meio Norte, há pouco mais de um mês.

Pressionado com a proximidade da data escolhida por Dino para tornar pública a decisão já confirmada nos bastidores de apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na corrida pela sucessão estadual em 2022, Lupi mostrou-se afável durante o encontro.

Nas redes sociais, limitou-se a publicar fotos com Flávio Dino, Weverton Rocha (PDT) e Márcio Jerry (PCdoB), declarando que discutiram “o futuro do Maranhão e do Brasil”.

O Carlos Lupi frente a frente com Flávio Dino mostrou-se completamente diferente do Carlos Lupi que, a 656 de quilômetros distância, no Piauí, asseverou que Weverton seria candidato ao Governo do Estado com ou sem apoio de Dino.

Estagnado diante dúvida entre aceitar a escolha de Dino ou trair o governador, o próprio Weverton Rocha também baixou o tom, e tentou reverter o ataque que fez na semana passada ao sistema educacional do Maranhão, comandado por Felipe Camarão.

“Muitas coisas unem a atuação de Flávio ao PDT, uma delas é a importância dada à educação”, escreveu nas redes.

Aliados ouvidos reservadamente pelo ATUAL7 dizem temer essa a tônica, pois rememora os arroubos de 2014, quando o presidente nacional do PDT ameaçava romper com Dino caso o PDT ficasse de fora da chapa majoritária daquele pleito.

O temor, dizem, é que a história se repita, e Lupi, o PDT e Weverton terminem novamente sendo levados pelo beiço e ainda fazendo coraçãozinho com as mãos para Brandão.

Weverton diz que silêncio adotado em interrogatório da Polícia Civil foi protesto
Política

Estratégia foi seguida pelo pedetista no inquérito que apontou indícios graves de crimes licitatórios e de peculato na reforma e ampliação do ginásio Costa Rodrigues. Prejuízo aos cofres ultrapassa R$ 5,38 milhões

O senador Weverton Rocha (PDT) enviou na tarde desta terça-feira (20) uma nota ao ATUAL7 na qual alega que o silêncio adotado durante interrogatório da Polícia Civil no bojo das investigações do chamado caso Costa Rodrigues, um dos maiores escândalos de desvio de dinheiro público ocorridos em São Luís, foi uma forma de protesto.

“O interrogatório em questão ocorreu em 2010 e envolveu vários secretários do governo Jackson Lago, que, em decisão coletiva, permaneceram em silêncio, protestando contra a investigação que se tornou uma espécie de tribunal de exceção, conduzido por delegados indicados pelo governo que assumiu logo após a cassação de dr. Jackson”, diz.

Encaminhada ao ATUAL7 como pedido de direito de resposta, a nota tenta confundir a opinião pública com a tese infundada de que a reportagem que revelou o indiciamento e as oitivas do pedetista no inquérito policial faz parecer que se tratava de uma novidade ou constrangimento em relação ao processo. O ATUAL7 negará o direito de resposta.

Uma arte com a logomarca do senador e o texto está sendo compartilhada em grupos de WhatsApp integrados por membros do PDT, aliados e simpatizantes do parlamentar.

Conforme mostrou o ATUAL7 na segunda-feira (19), a ação penal em que Weverton Rocha foi mantido réu por crimes licitatórios e de peculato (desvio de dinheiro público feito por agente público), pelo próprio trâmite processual lógico e justo, foi aberta a partir da aceitação de denúncia pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2017, apresentada pelo Ministério Público exatamente com base nas investigações da Polícia Civil do Maranhão.

O silêncio adotado pelo pedetista durante o interrogatório, revelou o ATUAL7, foi destacado pela juíza Patrícia Marques Barbosa, da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, na decisão em que a magistrada rebateu a tese de que houve cerceamento de defesa do pedetista, e rejeitou filigranas processuais e teorias benevolentes, como a do fruto da árvore envenenada.

“Importante ressaltar que o Réu Weverton Rocha Marques de Sousa foi interrogado na fase inquisitorial, onde fez uso de seu direito de permanecer calado. Ou seja, em que pese a alegada tese de ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa o réu tomou conhecimento o inquérito, sendo ouvido, inclusive na presença de seu advogado”, escreveu.

Weverton foi mantido no banco dos réus por prejuízo aos cofres públicos que ultrapassa R$ 5,38 milhões, e terá nova chance para se manifestar oralmente no próximo dia 21 de outubro, quando ocorrerá a audiência de instrução e julgamento do caso.

Segundo o 1º promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, Marcos Valentim Pinheiro Paixão, ex-integrante do Gaeco e atual responsável pelo caso, o Ministério Público apresentou provas suficientes de que o pedetista cometeu as graves ilegalidades apontadas.

“Vez que a presente ação está instruída com documentos e justificativas que contêm provas suficientes da conduta imputada ao réu na denúncia, requer o Ministério Público pelo regular andamento do feito”, destacou em recente manifestação do órgão ministerial no bojo da ação penal.

Valentim é conhecido como linha-dura contra a corrupção e crimes de colarinho branco.

A reportagem do ATUAL7 procurou o senador do PDT para que se manifestasse sobre a manutenção da aceitação da denúncia. Como já vem repetindo em notas anteriores, ele negou que tenha cometido qualquer ilícito e se disse perseguido politicamente.

“A investigação era política e se baseava em um relatório produzido com tantos erros que foi invalidado pela Justiça. Diante disso, o silêncio foi a resposta que adotamos”, respondeu o senador, misturando e omitindo informações supostamente com o objetivo de comprometer a realidade dos fatos e desinformar.

Isto porque, enquanto o interrogatório em que ficou em silêncio ocorreu em 2010, o mandado de segurança que anulou um relatório de auditoria especial produzido pela Corregedoria-Geral do Estado, órgão atualmente vinculado à STC (Secretaria de Estado de Transparência e Controle), foi concedido pela desembargadora Maria das Graças Duarte, do Tribunal de Justiça do Maranhão, somente cinco anos depois, em 2015.

PT não tem nada decidido e encaminhado no Maranhão, diz Gleisi Hoffmann
Política

Presidente do Partido dos Trabalhadores contrapôs boatos espalhados pelo entorno de Weverton Rocha, de que o partido estaria fechado com o pedetista para 2022

A deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente do Partido do Trabalhadores, rechaçou no final da noite dessa segunda-feira (19) boatos espalhados pelo entorno do senador Weverton Rocha (PDT) de que o PT estaria fechado com o pedetista para a disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

A versão foi intensificada nos últimos dias, em razão da visita do ex-ministro lulista José Dirceu ao Maranhão.

“Não tem nada decidido e encaminhado. Zé Dirceu foi a passeio, pelo que me disse. Qualquer articulação aí [no Maranhão] envolverá a direção estadual e nacional do PT”, garantiu Gleisi ao ATUAL7.

O PT maranhense é comandado por Augusto Lobato, que já manifestou publicamente ser a favor da aliança do partido com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

“Embora o PT ainda não tenha sentado para discutir alianças, vou antecipar minha posição a favor do vice-governador Carlos Brandão por sua lealdade ao governador Flávio Dino e fidelidade ao programa que está sendo desenvolvido no estado. Vou trabalhar internamente no partido para que essa posição se torne realidade”, disse Lobato ao jornalista Jorge Vieira no início do mês.

Sucessor natural e nome apoiado por Flávio Dino (PSB) para as eleições do ano que vem, Brandão assume o Palácio dos Leões a partir de abril de 2022, quando Dino terá de se desincompatibilizar do cargo para concorrer ao Senado.

Indiciado pela Polícia Civil no caso Costa Rodrigues, Weverton ficou em silêncio durante interrogatório
Política

Observação foi feita pela juíza Patrícia Marques Barbosa, da 4ª Vara Criminal, ao rejeitar tese de que o pedetista teve a defesa cerceada na ação penal por crimes licitatórios e peculato

Mesmo alegando que teve a defesa cerceada na ação penal em que é acusado de praticar crimes licitatórios e de peculato, o senador Weverton Rocha (PDT) preferiu ficar calado durante interrogatório da Polícia Civil no bojo do inquérito instaurado para apurar ilegalidades na contratação e celebração de termo aditivo para reforma e ampliação do Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís.

A informação consta na decisão da juíza Patrícia Marques Barbosa, titular da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, em que a magistrada rejeitou filigranas processuais e teorias benevolentes, como a do fruto da árvore envenenada, e manteve o pedetista réu por prejuízo aos cofres públicos que ultrapassa R$ 5,38 milhões.

“Importante ressaltar que o Réu Weverton Rocha Marques de Sousa foi interrogado na fase inquisitorial, onde fez uso de seu direito de permanecer calado. Ou seja, em que pese a alegada tese de ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa o réu tomou conhecimento o inquérito, sendo ouvido, inclusive na presença de seu advogado”, escreveu.

A denúncia contra Weverton Rocha foi aceita pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) em 2017, quando ele ainda era deputado federal. Dois anos depois, porém, em razão da perda do foro especial por prerrogativa de função, a Corte declinou da competência para julgar o caso, e determinou a remessa para o juízo de primeira instância, pois os fatos delituosos correspondem ao período em que o pedetista era secretário de Esporte e Juventude do governo Jackson Lago (já falecido).

O processo tem 9 volumes e 11 apensos.

Weverton nega as acusações, e se diz perseguido politicamente.

Segundo o promotor Marcos Valentim Pinheiro Paixão, que atua no caso pelo Ministério Público, porém, a “ação está instruída com documentos e justificativas que contêm provas suficientes da conduta imputada” a Weverton Rocha na denúncia.

Conhecido como linha-dura contra a corrupção e crimes de colarinho branco, Marcos Valentim é ex-integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, o Gaeco.

Marcos Valentim, ex-Gaeco, diz que MP tem provas suficientes de peculato imputado a Weverton em caso Costa Rodrigues
Política

Investigação aponta que prejuízo aos cofres públicos ultrapassa R$ 5,38 milhões. Pedetista nega acusações, e se diz perseguido

O 1º promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, Marcos Valentim Pinheiro Paixão, destacou que o Ministério Público apresentou provas suficientes de que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) cometeu os crimes de violações à lei de licitações e de peculato no chamado caso Costa Rodrigues.

A afirmação consta na manifestação do órgão ministerial à juíza Patrícia Marques Barbosa, da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, no bojo da ação penal em que o pedetista foi mantido réu por ilegalidades na contratação e celebração de termo aditivo para reforma e ampliação do ginásio poliesportivo, que fica no Centro de São Luís.

“Vez que a presente ação está instruída com documentos e justificativas que contêm provas suficientes da conduta imputada ao réu na denúncia, requer o Ministério Público pelo regular andamento do feito”, escreveu o promotor de Justiça.

Conhecido como linha-dura contra a corrupção e crimes de colarinho branco, Marcos Valentim é ex-integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, o Gaeco.

Weverton nega as acusações, e se diz perseguido politicamente.

No próximo dia 21 de outubro, ele senta no banco dos réus na audiência de instrução e julgamento do caso.

Segundo a acusação, então secretário de Esporte e Juventude do governo Jackson Lago (já falecido), o hoje senador da República atuou de forma ilícita para dispensar licitação para a reforma e ampliação do ginásio poliesportivo, e beneficiar a empresa Maresia Construtora Ltda, e chefiou desvio dos recursos.

O prejuízo aos cofres públicos do Estado do Maranhão ultrapassa R$ 5,38 milhões.

Justiça mantém Weverton Rocha réu por peculato no caso Costa Rodrigues
Política

Pedetista também é acusado de crimes licitatórios. Ministério Público diz que prejuízo aos cofres públicos ultrapassa R$ 5,38 milhões

A juíza titular da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, Patrícia Marques Barbosa, em decisão proferida em 6 de julho, negou recurso apresentado pela defesa do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e manteve o recebimento da denúncia contra o pedetista por crime de violações à lei de licitações e por peculato (desvio de dinheiro público feito por agente público) envolvendo a contratação e celebração de termo aditivo para reforma e ampliação do Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís.

Com a decisão, Weverton permanece réu na ação penal. Ele será ouvido pela Justiça no dia 21 de outubro próximo, data marcada para audiência de instrução e julgamento.

Procurado pelo ATUAL7, Weverton retornou o contato somente após a publicação desta matéria, e atribuiu as acusações à perseguição política. “Continuo com a convicção que vamos provar, como já fizemos em outra esfera, o equívoco desse processo que se baseia em um relatório forjado no interesse político e cheio de graves erros”, disse.

No recurso, a defesa de Weverton Rocha insistiu no juízo de primeira instância na alegação de que o inquérito policial que apurou os crimes de falsidade ideológica, peculato e crimes licitatórios envolvendo o caso Costa Rodrigues deveria ser anulado e, por consequência, a ação penal trancada, por ausência de justa causa.

Também alegou outras filigranas processuais e teorias benevolentes, como a do fruto da árvore envenenada, mas nenhuma aceita pela magistrada.

Segundo o Ministério Público, então secretário de Esporte e Juventude do governo Jackson Lago (já falecido), Weverton atuou de forma irregular para dispensar licitação para a reforma e ampliação do ginásio poliesportivo, e beneficiar a empresa Maresia Construtora Ltda.

O prejuízo aos cofres públicos do Estado do Maranhão teria custado mais de R$ 5,38 milhões.

Em reunião, lideranças aceitam lançar apenas um candidato ao Palácio dos Leões com apoio de Dino
Política

Decidido por Carlos Brandão, governador não quer repetir o mesmo erro cometido nas eleições de 2020 em São Luís, quando seu grupo saiu derrotado na disputa

Lideranças partidárias reunidas com o governador Flávio Dino (PSB) entre o final da tarde e início da noite desta segunda-feira (5) concordaram com todas as diretrizes colocadas pelo chefe do Poder Executivo estadual para a própria sucessão em 2022.

Uma carta pública com o acerto está sendo produzida para ser divulgada, e deve constar a assinatura de todos os presentes.

No documento, os destaques serão para a não repetição do erro cometido nas eleições municipais de 2020 em São Luís, quando o grupo dinista rachou e foi derrotado pela aposta do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), Eduardo Braide (Podemos); o compromisso de continuidade do trabalho iniciado por Dino no Maranhão; e o ponto principal: será lançado apenas um candidato ao Palácio dos Leões pelo grupo e com o apoio de Dino.

Presente na reunião, segundo fontes ouvidas pelo ATUAL7, o senador Weverton Rocha (PDT) chegou a surpreender a todos, quando pediu a palavra e declarou que vai se submeter a todas diretrizes apresentadas pelo governador.

Até o último sábado (3), antes de um encontro reservado com vice-governador Carlos Brandão e Flávio Dino, Weverton encabeçava um levante contra a liderança do governador do Maranhão em seu próprio grupo político. A postura do pedetista, porém, mostrou o ATUAL7 mais cedo, mudou após ser oferecida a ele a vaga de vice na chapa de Brandão para governador e Dino ao Senado.

Embora, em respeito aos demais postulantes presentes, Dino não tenha declarado na reunião sobre a decisão já tomada por Brandão, nem tenha sido perguntado a respeito por nenhum dos participantes, durante toda a reunião com as lideranças partidárias, o governador evidenciou sua escolha.

Dino quer lançar carta pública após reunião com lideranças no Palácio dos Leões
Política

Objetivo é confirmar que grupo está unido para as eleições de 2022

O governador Flávio Dino (PSB) pretende elaborar e divulgar uma carta pública após encontro com lideranças políticas na sala de reuniões do Palácio dos Leões, marcada para acontecer no final da tarde desta segunda-feira (5).

No documento deverá constar a assinatura de todos os presentes no encontro, e tem como objetivo confirmar a união do grupo para as eleições de 2022, desfazendo o até então racha formado na base.

Dino deixa o comando do governo do Maranhão no próximo ano, quando vai de desincompatibilizar do cargo para concorrer ao Senado Federal. Sucessor natural, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), quando assumir a função, vai disputar a reeleição.

Tanto o senador Weverton Rocha (PDT) quanto o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), postulantes à sucessão do neosocialista, já foram advertidos por Flávio Dino que ele quer Brandão como candidato único do grupo.

Quando avisado, Josimar ignorou e tornou público que mantém a candidatura, mesmo que fora do grupo da situação. Já Weverton, a quem foi oferecida a vaga de vice na chapa majoritária de 2022, ficou de pensar no assunto.

Dino conversa com lideranças após advertir Weverton que o candidato é Brandão
Política

Vaga de vice foi oferecida ao pedetista

O governador Flávio Dino (PSB) vai se reunir com lideranças políticas no Palácio dos Leões, nesta segunda-feira (5), para tratar sobre a própria sucessão e, consequentemente, pré-candidatura ao Senado Federal.

O encontro, que chegou a ser adiado por duas vezes, ocorre após Dino ter se reunido fora da agenda com o senador Weverton Rocha (PDT), no sábado (3), quando advertiu o pedetista sobre a decisão em apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) como candidato único de seu grupo político ao governo do Estado.

Segundo fontes ouvidas reservadamente pelo ATUAL7, Dino ressaltou que Brandão vai ser governador do Maranhão a partir de abril de 2022, o que faz dele candidato natural com direito à reeleição.

A Weverton, para reparar o racha na base, foi oferecida a indicação da vaga de vice, que pode ser preenchida até por ele próprio –o que o faria automaticamente governador em 2026, quando Brandão é quem se desincompatibilizaria.

Ainda de acordo com fontes, Weverton prometeu analisar a proposta.

A resposta pode ser dada na reunião de hoje.

Sem citar Weverton, Dino diz que ‘há quem queira’ chave do governo apenas para aumentar patrimônio pessoal
Política

Governador do Maranhão definiu que probidade, honestidade e capacidade de unir o grupo como critérios para escolha de seu sucessor ao Palácio dos Leões

O governador Flávio Dino (PSB) alertou nesta terça-feira (29) que na política há pessoas que querem chegar ao comando do Poder Executivo apenas para enriquecer ilicitamente às custas do dinheiro público.

“São Pedro, no sistema de crenças cristãs, é aquele santo que tem a chave do céu. Eu acho, decorridos seis anos e pouco de governo, que governo é, um pouco, ter a chave nas mãos. A questão fundamental é: o que fazer com ela? O que fazer com essa chave? Há quem queira a chave do governo do Estado apenas para abrir o cofre. Abrir o cofre para pegar o dinheiro e aumentar o seu patrimônio pessoal. Infelizmente, acontece isso na política”, afirmou, em discurso de inauguração da primeira Policlínica dedicada ao tratamento da pessoa idosa no Maranhão.

Localizada no bairro da Liberdade, em São Luís, a inauguração do equipamento de Saúde integra as ações do Plano de Urbanização para a área do projeto PAC Rio Anil.

“Nós fazemos diferente. Nós queremos essa chave nas mãos, que Deus e o povo nos deram a honra de tê-la, para poder com ela abrir portas que significam direito, dignidade e vida”, concluiu, referindo-se ao governo liderado por ele e o vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSDB), seu sucessor no cargo a partir do próximo ano.

Embora Dino não tenha citado nomes, no bastidor, a declaração foi recebida como petardo contra o senador Weverton Rocha (PDT), único dos dois integrantes da base dinista pré-candidatos ao Palácio dos Leões que ainda tem ou teve envolvimento com casos na Justiça relacionados a enriquecimento ilícito e apropriação indébita.

Ambos foram mostrados pelo ATUAL7.

Respectivamente, o primeiro, ainda em tramitação, se refere ao período em que Weverton era assessor do gabinete do então ministro Carlos Lupi, no Ministério do Trabalho e Emprego; e o segundo, já arquivado por morosidade da Justiça, de quando era presidente da quebrada UMES (União Municipal de Estudantes Secundaristas).

Há ainda a acusação de peculato no caso Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís, e um inquérito instaurado pela Polícia Federal recentemente, sigiloso, que investiga se Weverton Rocha se apropriou de recursos eleitorais na campanha eleitoral de 2018, quando se elegeu para o Senado.

Em entrevista no início de junho aos jornalistas Dri Dilorenzo e Renato Rovai, do Fórum Onze e Meia, Flávio Dino declarou que definiu como critérios utilizadas por ele para escolha de seu sucessor a “probidade, honestidade, seriedade e capacidade de unir o grupo”.

Sobre o último critério, na semana passada, o governador do Maranhão repercutiu uma publicação no Twitter em que Carlos Brandão critica o açodamento eleitoral de Weverton para tentar se manter em evidência na corrida pelo Palácio dos Leões em 2022. Enquanto o senador pedetista provoca rachas, Dino tem trabalhado pela construção de um consenso a partir de sua definição por Brandão.

Weverton mente e desinforma sobre voto desfavorável à Zema, aprovada pela Câmara
Economia

Senador tenta forçar análise enganosa apesar de projeto que trata da Zona de Exportação do Maranhão sequer ter sido votado, por pedetista ter priorizado outro texto

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) não votou a favor do projeto que facilita a criação da Zema, zona de processamento de exportação especial ou ampliada no Maranhão.

Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (23), após o ATUAL7 mostrar que o pedetista evitou a votação do projeto de lei de conversão relatado pelo senador Roberto Rocha (PSDB-MA), único que tratava sobre a Zema, Weverton mentiu e desinformou a respeito do assunto.

Na publicação, o líder do PDT no Senado destacou trecho do painel eletrônico da Casa que mostra o voto contrário dele, Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Roberto Rocha ao texto original da medida provisória do Poder Executivo que dispõe sobre o regime tributário, cambial e administrativo das Zonas de Processamento de Exportação.

Contudo, a MP aprovada pelo senadores por por 52 votos contra 23 não trata a respeito da Zema, e o projeto de lei de conversão relatado pelo senador Roberto Rocha, sequer chegou a ser votado, exatamente em razão da medida provisória ter sido priorizada, com apoio e voto de Weverton.

Ou seja: ao priorizar a medida provisória em vez do texto relatado pelo colega maranhense de bancada, Weverton Rocha votou desfavorável à Zema, e não o contrário, como ele mente e desinforma nas redes sociais ao tentar forçar uma análise enganosa e incoerente de que ao votar contra a MP, que não tratava sobre a Zema, ele estaria favorável ao projeto de lei de conversão.

Como o texto aprovado pela Câmara foi modificado pelo Senado, a medida provisória voltou para a Câmara dos Deputados, que no início da noite de hoje manteve seu texto, conforme o relatado pelo senador Roberto Rocha, que reformula a legislação sobre zonas de processamento de exportação, as ZPEs, e facilita a criação da Zema. A matéria será agora enviada à sanção presidencial.

Procurado pelo ATUAL7, Weverton insistiu na desinformação de que o voto contrário à medida provisória pode ser entendido como favorável ao projeto de lei de conversão que tratava sobre a criação da zona de processamento de exportação especial ou ampliada no Maranhão, que sequer foi votado pelo Senado justamente porque ele –o único dos três senadores na bancada do Maranhão na Casa– priorizou a votação da MP em detrimento do texto relatado pelo colega maranhense, como comprova a imagem da votação abaixo.

“Como está no painel de votação, votei NÃO à MP 1033/2021, portanto pelo projeto de conversão que apoiava a criação da Zema proposta pelo senador Roberto Rocha. Infelizmente a votação no Senado foi conturbada e com mudanças de orientação que deram margem a dúvidas sobre a posição dos senadores. Então vamos deixar bem claro. Sou a favor da criação da Zema e já parabenizei o senador Roberto Rocha pela vitória que foi dele e de todo o Maranhão”, respondeu.

De autoria de Roberto Rocha, a Zona de Exportação do Maranhão estabelece a criação de uma área de livre comércio em São Luís, voltada exclusivamente para exportação, é a troca da exploração política da pobreza pela exploração econômica da riqueza, transformando produtos primários e semielaborados em produtos a serem comercializados no exterior, gerando emprego e renda no estado.

Weverton evita votação de projeto que aumentaria geração de empregos no MA
Economia

Zema transformaria o Complexo Portuário do Itaqui em um hub do comércio mundial. Matéria voltou para a Câmara

Apesar de ser maranhense, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) foi o único representante do estado no Senado a evitar a votação do projeto de lei de conversão aprovado na Câmara dos Deputados que facilitaria a instalação da Zema, zona de exportação no Maranhão proposta pelo colega de bancada, Rocha Rocha (PSDB-MA), para transformar o Complexo Portuário do Itaqui em um hub do comércio mundial, gerando milhares de empregos.

Durante análise da matéria pelo plenário do Senado nessa terça-feira (22), com apoio de Weverton, os senadores aprovaram prioridade para votação da medida provisória original do Poder Executivo que dispõe sobre o regime tributário, cambial e administrativo das Zonas de Processamento de Exportação, ao invés do relatório de Roberto Rocha, que votou pela aprovação do projeto de lei de conversão que buscava facilitar a instalação de prestadoras de serviços vinculadas à industrialização de mercadorias a serem exportadas ou à comercialização direta e exclusiva para o exterior.

Também maranhense, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) seguiu o voto de Roberto Rocha, mas o placar ficou em 45 votos favoráveis ao texto original contra 32 contrários.

Questionado pelo ATUAL7 sobre a votação, o senador Weverton Rocha não retornou o contato.

Com a aprovação da medida provisória, o projeto de lei de conversão acabou não sendo votado no Senado.

A MP, que pode perder validade na quinta-feira (24), voltou para a Câmara e já está na pauta de votação de hoje.

Entrada no PSB será teste de fidelidade de Flávio Dino a Carlos Brandão
Política

Partido já havia fechado com Weverton Rocha na disputa pelo Palácio dos Leões e terá agora de confirmar ou recuar de apoio

A confirmação de apoio ao nome do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) como seu candidato ao Palácio dos Leões em 2022, feita até o momento pelo governador Flávio Dino apenas no bastidor, enfrenta seu primeiro teste.

Nesta terça-feira (22), o governador do Maranhão se filiou ao PSB, partido que já havia se declarado publicamente fechado com a pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Executivo estadual no pleito do ano que vem.

Para provar fidelidade, ao ingressar no novo partido, Dino teria de já acertar com o PSB a saída da agremiação da base de apoio ao pedetista, e isso também publicamente.

Ocorre que, ao contrário, durante o ato de filiação do agora ex-comunista ao PSB, o presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, saudou Weverton como governador.

Se foi apenas um ato falho, a saudação pode até provocar ciúmes em Brandão, também presente no evento, mas tem pouca relevância no debate e corrida eleitoral.

Contudo, se o PSB permanecer aliado ao projeto de poder do pedetista, restará evidente que Flávio Dino não teve qualquer conversa sobre Carlos Brandão com a cúpula do PSB, e que o vice-governador tende a ser traído.

Com quarta semana de paralisação, até Duarte Júnior silencia sobre CPI dos Combustíveis
Política

Última publicação do presidente sobre a comissão foi no dia 9. Trabalhos começaram a travar após quebras de sigilo de postos do agiota Pacovan e do senador Weverton Rocha

Entrando nesta segunda-feira (21) na quarta semana de suspensão total dos trabalhos, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Combustíveis na Assembleia Legislativa do Maranhão caminha para terminar em pizza, ou seja, sem a garantia de resultados.

Com a paralisação, até mesmo o presidente e autor do requerimento de instauração da CPI, deputado Duarte Júnior (Republicanos), abandonou e tem evitado o debate público sobre suposta formação de cartel e aumento abusivo no preço dos combustíveis em postos do estado.

Nas redes sociais, a última publicação dele a respeito foi no dia 9 de junho, quando os trabalhos estavam travados há pouco mais de uma semana. Ele também tem ignorado solicitações do ATUAL7 a respeito da comissão, que, sem transparência sobre os poucos atos adotados, tem menos de um mês para apresentar relatório conclusivo sobre as investigações.

Conforme vem mostrando o ATUAL7, sob pretexto de contenção da pandemia do novo coronavírus, a CPI dos Combustíveis teve todo trabalho presencial e até remoto suspenso desde o fim do mês passado, após a cúpula do colegiado, sem saber o que estava votando, ter aprovado a tomada de depoimento de Rafaely de Jesus Souza, do Posto Joyce VII, em Paço do Lumiar.

Segundo inquéritos das polícias Civil e Federal referentes à agiotagem e desvio de recursos públicos, ela é laranja do agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pavocan.

Em quebra de sigilo fiscal do Posto Joyce VII, a CPI apurou que, embora tenha realizado pouca compra de combustíveis, o estabelecimento efetuou diversas operações de venda durante todos os dias do período levantado, janeiro deste ano, apontando possível esquema de descaminho e lavagem de dinheiro.

Também foi quebrado sigilo fiscal da rede de postos do senador Weverton Rocha e do prefeito de Igarapé Grande e presidente da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), Erlânio Xavier, ambos do PDT. Localizados em São Luís e São José de Ribamar, os estabelecimentos comerciais pertenciam a Pacovan.

Em indireta, Brandão critica açodamento eleitoral de Weverton: ‘A hora é de trabalho’
Política

Sucessor natural e nome de Flávio Dino para o Palácio dos Leões, vice-governador reformou que manterá o foco na gestão

Em uma indireta ao senador Weverton Rocha (PDT), o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) criticou nas redes sociais neste sábado (19) o açodamento eleitoral do pedetista para tentar se manter em evidência na corrida pelo Palácio dos Leões em 2022. Fora do critério de probidade estabelecido por Flávio Dino (PCdoB) para ser o candidato do grupo, Weverton tem forçado um racha na liderança do governador do Maranhão.

Sucessor natural e nome de Dino para o Governo do Estado, Brandão reforçou que manterá o foco na gestão, e que o debate sobre o pleito do próximo ano deve ser iniciado apenas em momento oportuno.

“Tenho percorrido o estado, levando ações do Governo e deixando claro que a hora é de trabalho. Chegará o momento de discutirmos sobre 2022. O governador Flávio Dino saberá conduzir o processo da melhor forma e pensando, sempre, no Maranhão”, escreveu.