Weverton Rocha
Josimar recusa ofertas do Palácio dos Leões, rejeita Brandão e fecha apoio a Weverton
Política

Se comprovada, revelação de oferecimento da estrutura da máquina pública pode configurar corrupção e abuso de poder econômico

O governador Carlos Brandão (PSB) perdeu para o senador Weverton Rocha (PDT) a batalha pelo apoio do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) na disputa ao Palácio dos Leões nas eleições de 2022.

Em live transmitida na noite dessa segunda-feira (23), sem citar nomes, Josimar revelou ter recebido diversas ofertas de integrantes do Palácio dos Leões para que declarasse apoio a Brandão na corrida pelo Executivo do Estado, mas que tomou a decisão de fechar com Weverton.

“Há 60 dias começamos a dialogar com o governo [do Estado], antes mesmo de Carlos Brandão assumir. Eu e Brandão já temos proximidade desde a eleição em São Luís e da Famem. Nós não almejamos secretarias nesse momento, então acertamos apoio para eu disputar reeleição para deputado. Mas, no meio do caminho, Weverton também se propôs a dialogar”, disse.

“Então começamos a ouvir propostas dos dois lados. E, nas tratativas, vários prefeitos do PL receberam ligações, pessoas do governo oferecendo asfalto, essas coisas”, completou.

A revelação de oferta de abertura da máquina pública em troca apoio eleitoral, se comprovada, pode configurar corrupção e abuso de poder econômico.

Apesar do apoio a Brandão haver sido rejeitado, também esvazia o discurso eleitoral antibolsonarista que vem tentando construir o ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato de Carlos Brandão ao Senado, já que o PL de Josimar Maranhãozinho é também o partido que abriga o presidente Jair Bolsonaro.

Com a adesão, Weverton fortalece a reedição de uma “solução acriana” na eleição majoritária, agora também na disputa pelo governo do Estado.

Josimar indica desistência de candidatura ao Palácio dos Leões e pode unificar palanque de Weverton
Política

Oferta de Carlos Brandão por apoio teria envolvido Eduardo DP e recursos financeiros para o PL, mas filiação de Jair Bolsonaro e de lideranças do Aliança pelo Brasil no partido tentem a pesar da decisão

O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) admitiu, pela primeira vez, que pode abrir mão de sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões.

Em live nesta segunda-feira (16), ele afirmou que vai reunir com aliados para avaliar se permanece na disputa ou se apoiará um outro postulante.

“Agora na sexta-feira, nós vamos reunir todos os prefeitos e, posteriormente, vamos reunir com os pré-candidatos [à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados] para deliberar sobre o que é melhor para nosso grupo. Nós vamos avaliar se vamos continuar candidatos ou se nós vamos fazer adesão a alguém que tem uma proposta que realmente venha somar com o que nós queremos, que é um Maranhão melhor”, disse.

A declaração de Josimar ocorre após forte movimentação nos bastidores do governador Carlos Brandão (PSB) e do senador Weverton Rocha (PDT). Nas últimas semanas, ambos têm intensificado em variedade de ofertas em troca de apoio do líder do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, no Maranhão.

Segundo pessoas que participaram das negociações ouvidas reservadamente pelo ATUAL7, os principais pedidos de Josimar Maranhãozinho são auxílio jurídico em inquéritos que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal) e votos que garantam a eleição de uma bancada de até cinco parlamentares pelo Partido Liberal para a Câmara, incluindo na relação o próprio Josimar e sua esposa, a deputada estadual Detinha.

Do lado de Brandão, ainda de acordo com essas fontes, teria havido também oferecimento de recursos para a campanha do PL ao Legislativo, na ordem de quase meio milhão de reais, envolvendo o empresário Eduardo Barros Costa, mais conhecido como Eduardo DP ou Imperador, investigado por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e agiotagem. Ele tem contratos com o Governo do Estado por meio da Construservice, empreiteira operada por meio de laranjas.

Apesar da suposta oferta financeira, Josimar de Maranhãozinho tende a fechar apoio a Weverton Rocha, unificando e viabilizando de maneira definitiva um projeto estadual de oposição. Os partidos Avante e Patriota, controlados pelo parlamentar no estado, também entrariam na aliança.

Além do PL ter Jair Bolsonaro e lideranças do extinto Aliança pelo Brasil entre os filiados, o discurso de que sofreu perseguição do Palácio dos Leões, então sob Flávio Dino (PSB), também dificulta adesão ao palanque de Carlos Brandão.

Segundo diversas declarações públicas de Josimar, a Maranhão Nostrum, megaoperação midiática deflagrada pelo (Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas) e pela Seccor (Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção) no ano passado, teria recebido influência de Dino, pré-candidato ao Senado na chapa de Brandão, com objetivo de enfraquecê-lo e retirá-lo da disputa eleitoral majoritária.

Ataques verbais de Ricardo Cappelli dão auxílio a Weverton Rocha para ruptura com Flávio Dino
Política

Secretário de Comunicação do Maranhão tachou pedetista de traidor, rótulo que o próprio ex-governador havia negado colocar no agora ex-aliado

A incontinência logorreica do secretário de Comunicação do Maranhão, Ricardo Cappelli, presenteou o senador Weverton Rocha (PDT) com o auxílio necessário para ruptura com ex-governador Flávio Dino (PSB).

Principal adversário de Carlos Brandão (PSB) na disputa ao Palácio dos Leões, Weverton vem sendo alvo de ataques verbais sistemáticos de Cappelli há algumas semanas, em razão de temor pelo acesso privilegiado do pedetista a integrantes do governo Jair Bolsonaro (PL), facilidade na liberação de recursos federais, intimidade com a alta cúpula dos Poderes em Brasília (DF), além de aproximação com um dos filhos do presidente da República, o também senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Recentemente, Weverton foi tachado de traidor, em investida do titular da Secom nas redes sociais que, segundo aliados do pedetista, ultrapassou o limite e fomentou o rompimento com Dino.

Nesta sexta-feira, em entrevista ao podcast “Sai da Lama”, de Caxias, em resposta à radicalização de Cappelli, Weverton modulou seu discurso pela primeira vez, e afirmou que, em razão dos ataques que vem sendo alvo, decidiu com seu grupo político buscar um novo nome para o Senado para as eleições deste ano.

“Uma coisa o nosso grupo já tomou a decisão política. Nós não vamos votar no Flávio Dino. Depois de tudo que ele e a forma agressiva, dura, difícil e tudo que vocês viram e não precisa eu falar. O caminho que ele procurou percorrer que não é o nosso e não tem por que a gente estar juntos”, declarou.

Apesar da conjuntura política tornar a escolha difícil, o novo nome ao Senado do grupo político liderado por Weverton Rocha pode ser Roberto Rocha (PTB-MA). Conforme mostrou o ATUAL7, O senador bolsonarista vai tentar reeleição ao mandato em confronto direto nas urnas com Dino –este próprio abertamente contrário ao rótulo dado por Cappelli de que o pedetista seria um traidor.

Tesoureiro do PSB, partido que abriga tanto Dino quanto Brandão para a disputa eleitoral de 2022, Ricardo Cappelli segue com as rédeas da Comunicação do Estado por determinação do ex-mandatário, e vem atuando no Executivo como espécie de governador paralelo, com poder para determinar quem entra e quem sai do governo, quais contratadas pela gestão pública podem receber pagamentos por serviços prestados e como o novo inquilino do Palácio dos Leões deve se comportar administrativa e eleitoralmente, inclusive com domínio sobre formação de eventuais alianças.

Também ganhou autoridade, gerada por Dino antes de renunciar ao cargo e caninamente zelada por Brandão desde que assumiu o governo, para tratar parlamentares até mesmo da base aliada ao seu bel-prazer. Zé Henrique e Marcos Brandão, irmãos de Carlos Brandão que tentam atrair poder na gestão do parente e intentaram emplacar no controle da comunicação o jornalista Sérgio Macedo, também só se movimentam sob prestação de continência a Ricardo Cappelli.

A permanência na Secom foi possível, segundo pessoas do entorno do Palácio dos Leões, após ameaça de Flávio Dino, em forte discussão que teria atravessado a madrugada, de romper com Carlos Brandão. Devido ao desentendimento, ele foi um dos últimos anunciados no cargo.

Rachado, PT vai decidir no fim de maio se apoiará Brandão ou Weverton para o governo do MA
Política

Tática eleitoral reunirá os 160 delegados do partido. Brandão conta a força da maquina e peso de Flávio Dino, enquanto Weverton possui maior aproximação com petistas históricos e Lula

A Executiva Estadual do Partido do Trabalhadores (PT) no Maranhão definiu para os próximos dias 28 e 29 de maio a tomada final da decisão sobre quem o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoiará na corrida ao Palácio dos Leões nas eleições de 2022.

Disputam esse apoio Carlos Brandão (PSB), que assumiu o comando do Estado no início de abril e tentará a reeleição, e o senador Weverton Rocha (PDT).

Chamado internamente pelos petistas de Encontro de Tática Eleitoral, a espécie de conferência eleitoral extraordinária reunirá todos os 160 delegados do partido no estado.

Atualmente, por influência da máquina pública com forte distribuição de cargos, Brandão tem o apoio da maioria dos delegados. O domínio do ex-governador Flávio Dino (PSB) sobre o petismo maranhense também favorece o atual inquilino do Palácio dos Leões.

Pré-candidato ao Senado, Dino também é o padrinho da filiação ao PT e indicação do ex-secretário de Educação Felipe Camarão para vice da chapa que será encabeçada por Brandão.

A favor de Weverton, além de convergência com petistas históricos, o pedetista possui maior aproximação com Lula, de quem, sob articulação e persistência após ser ignorado, recebeu recentemente declarações públicas de apoio à pré-candidatura ao governo.

Weverton faz gesto a Bolsonaro, protege aliados e retira apoio à CPI do MEC
Política

Pedetista tem atuação no Senado atrelada ao bolsonarismo, é aliado do filho 01 do presidente e um dos beneficiários do orçamento secreto

Em gesto ao governo de Jair Bolsonaro (PL), o senador Weverton Rocha (PDT-MA) retirou apoio à instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Senado para investigar desvio de dinheiro público do Ministério da Educação por esquema que envolveria lideranças partidárias, pastores e liberação de emendas.

O recuo ocorreu no fim de semana, quando o pedetista desistiu de confirmar assinatura à criação da CPI proposta pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), após uma ação intensa do Palácio do Planalto para barrar a apuração.

Pré-candidato ao Executivo maranhense, embora use como marketing eleitoral a estratégia de que seria “o melhor amigo de Lula no Maranhão”, Weverton tem atuação no Senado atrelada ao bolsonarismo, formou aliança com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o filho 01 do presidente da República, e é um dos beneficiários do orçamento secreto.

Além de blindar o governo Bolsonaro, ao recuar no apoio à CPI, Weverton também garante proteção ao pastor Gilmar Santos, pivô do escândalo e da queda de Milton Ribeiro do MEC.

O pedetista é próximo de Gilmar, e havia publicado um vídeo com ele em suas redes sociais. Após a revelação das irregularidades e crimes praticados na destinação das verbas públicas, porém, a gravação foi deletada.

Com apoio de Brandão, Paulo Victor é eleito presidente da Câmara de São Luís
Política

Resultado representa forte derrota para o senador Weverton Rocha, que chegou a deslocar o PDT para apoiar Gutemberg Araújo, então candidato de Eduardo Braide, também derrotado

Em uma campanha marcada por interferência do Palácio dos Leões, o vereador Paulo Victor (PCdoB) foi eleito nesta segunda-feira (4) presidente da Câmara de São Luís para um mandato de dois anos.

A vitória foi possível após a liberação de recursos para ações indicadas por vereadores, por meio das secretarias de Estado da Educação e de Cultura, e oferta de cargos no governo em troca de votos, tudo sob apoio aberto do agora novo governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB).

O resultado representa forte derrota para Weverton Rocha, adversário de Brandão na disputa pelo comando do Executivo nas eleições de 2022. Em janeiro, o PDT, partido comandado pelo senador, chegou a fechar apoio ao vereador Gutemberg Araújo, então candidato do prefeito Eduardo Braide (sem partido) na disputa.

Há pouco mais de uma semana, porém, prevendo derrota por maioria esmagadora, Araújo desistiu da corrida, e declarou apoio a Paulo Victor.

Antecipada, a eleição foi realizada com votação aberta e nominal, tendo o parlamentar sido eleito por unanimidade dos vereadores do Legislativo ludovicense.

O novo comando da Câmara de São Luís terá início em janeiro de 2023, e vai até dezembro de 2024.

Cappelli fecha contrato de R$ 4 milhões com agência ligada a marqueteiro de Weverton
Política

Secretário de Comunicação do Maranhão negou provimento a recursos de outras participantes e manteve a Sofia Comunicação como vencedora da concorrência

A Secretaria de Comunicação do Maranhão fechou um contrato de R$ 4 milhões com uma agência de publicidade ligada ao jornalista Zeca Pinheiro, marqueteiro do senador Weverton Rocha (PDT), principal adversário de Carlos Brandão (PSB) ao Palácio dos Leões nas eleições de 2022.

Trata-se da Texto e Arte Propaganda, conhecida no mercado como Sofia Comunicação. O acordo foi fechado há pouco mais de um mês.

Embora assinado pelo secretário adjunto de Marketing e Mídias Sociais da Secom do Estado, Marco Aurélio Pereira de Oliveira, o serviço a ser prestado é de publicidade legal, como editais, pelo período de um ano.

Duas outras agências, a Vitale Propaganda e a Grito Propaganda, também disputaram a concorrência, e chegaram a interpor recursos administrativos contra a aceitação da proposta da Sofia Comunicação, mas ambas tiveram provimento negado por Ricardo Cappelli.

Ao deliberar sobre o caso, o titular da Comunicação, a quem Dino indicou para permanecer no cargo no governo de Brandão, manteve a agência ligada ao marqueteiro de Weverton Rocha como vencedora da licitação.

“Foguete sem ré”, Weverton imita Dino e disputa 2022 de olho no Palácio dos Leões em 2026
Política

Senador trabalha para terminar outubro pelo menos como segundo colocado nas urnas. Antevendo estratégia, socialista impôs nome de Felipe Camarão na vice para caso necessite disputar ele próprio o Executivo contra o pedetista

Apesar das dezenas de baixas em sua pré-campanha desde que Flávio Dino (PSB) anunciou oficialmente Carlos Brandão (PSB) como seu sucessor no Palácio dos Leões, em novembro do ano passado, o senador Weverton Rocha (PDT) deve se manter na disputa até o fim.

“Foguete sem ré”, conforme slogan que passou a adotar, Weverton trabalha as eleições de 2022 de olho na de quatro anos depois, 2026.

Espécie de imitação dos passos de Dino, o objetivo do pedetista é terminar a eleição de outubro pelo menos na segunda colocação nas urnas, ainda que eventualmente derrotado pela força do Palácio dos Leões logo no primeiro turno, como vem se desenhando. Com a façanha, automaticamente, se tornaria o principal opositor de Brandão no Executivo –como fez Dino em 2010, estrategicamente, para vencer em 2014, então já imbatível.

Caso a força do Palácio dos Leões garanta a permanência de Carlos Brandão no comando do Estado pelos próximos quatro anos, em 2026, o sucessor de Flávio Dino terá de deixar o Executivo, provavelmente para disputar o Senado.

Exatamente por antever esse cenário, Flávio Dino impôs seu pupilo, Felipe Camarão (PT), como vice da chapa. A intenção é voltar a disputar o Palácio dos Leões, na hipótese de Camarão aparecer propenso a perder a disputa de 2026 para Weverton. Espécie de marionete do padrinho, Camarão permaneceria no governo até o fim, sem qualquer resistência.

Para o ainda governador do Maranhão, em eventual enfrentamento direto com o pedetista, ele se sairia melhor do que Camarão.

Othelino decide deixar Weverton e apoiar Brandão ao governo do MA
Política

Conforme antecipou o ATUAL7, presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão vai continuar no PCdoB

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), decidiu seguir com apoio a Flávio Dino (PSB) ao Senado Federal e apoiar a candidatura de Carlos Brandão ao governo do Maranhão.

A informação de que Othelino continuaria em seu atual grupo político, inclusive permanecendo filiado ao PCdoB, foi antecipada pelo ATUAL7 há duas semanas.

A baixa pode fazer o senador Weverton Rocha (PDT) recuar da pré-candidatura ao Palácio dos Leões.

PP oficializa apoio a Brandão e vai comandar orçamento que era do PDT de Weverton
Política

Estimativa de recursos para o Detran em 2022 é de 196,4 milhões

O PP oficializou nessa quinta-feira (17) posição de apoio a Carlos Brandão (PSDB) na corrida ao Palácio dos Leões deste ano.

Com a decisão, tomada em megaevento protagonizado pelo presidente da sigla no Maranhão, deputado federal André Fufuca, o partido passará a comandar o Detran (Departamento Estadual de Trânsito), cuja fatia no orçamento do Estado antes pertencia ao PDT do senador Weverton Rocha, recentemente descartado pelos progressistas.

O indicado deve ser o advogado Diego Rolim, que atualmente comanda a Sema (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais), já sob o comando do PP.

Segundo a LOA (Lei Orçamento Anual) de 2022, o orçamento da autarquia para o exercício financeiro deste ano é de R$ 196,4 milhões. Até o momento, de acordo com dados do Portal da Transparência do Estado do Maranhão, R$ 14,6 milhões já foram despendidos desse valor.

PP descarta Weverton e decide apoiar Brandão para o governo do MA
Política

Embarque oficial da sigla acontecerá na quinta-feira (17), segundo anúncio de André Fufuca. Guinada aumenta o esvaziamento do pedetista

A PP bateu o martelo e decidiu descartar o senador Weverton Rocha (PDT) na disputa pelo governo do Maranhão.

Em mensagem a aliados e imprensa nesta segunda-feira (14), o deputado federal André Fufuca, presidente na sigla no estado e interino no comando nacional, anunciou que a sigla vai apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

O embarque oficial, segundo Fufuca, será na próxima quinta-feira (17), em evento aberto marcado para o início da noite em uma casa de eventos em São Luís.

Nome de Flávio Dino (PSB) para a própria sucessão, Brandão assumirá a chefia do Palácio dos Leões no próximo mês, com a renúncia do cargo por Dino para concorrer ao Senado.

A guinada do PP representa forte revés para Weverton, que vem sendo esvaziado e perdendo aliados antes mesmo de Brandão assumir o governo.

Palácio dos Leões já conta com apoio de Othelino Neto a Carlos Brandão para disputa de 2022
Política

Com esvaziamento, tendência é de que Weverton Rocha retire pré-candidatura até julho

Aliados do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) já contam como certo o apoio do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), para a disputa eleitoral ao governo do Maranhão.

Segundo o entorno de Brandão, a aliança foi selada na semana passada, após pelo menos dois encontros entre os políticos para tratar do pleito. O tipo de acordo firmado, porém, permanece desconhecido.

Procurados pelo ATUAL7, nenhum dos dois retornou o contato.

Nas conversas, Othelino teria sinalizado que continuaria no PCdoB e que, para não abandonar repentinamente o senador Weverton Rocha (PDT), começaria a diminuir participação em eventos políticos liderados ou com intenção de promover o pedetista. Paralelamente, também seria construído um discurso de que não houve recuo do chefe do Legislativo do Estado, mas decisão para que o Maranhão continue avançando, com Brandão.

Se confirmada a saída de Othelino Neto da campanha de Weverton, a tendência é de que o pedetista retire a pré-candidatura até o mês de julho, antes do período de convenções das legendas, segundo o calendário eleitoral de 2022. Contudo, por estar sendo esvaziado, não haveria espaço para eventuais exigências do senador para a composição.

Brandão e Weverton brigam pela liderança no MA, diz JPesquisa
Política

Em terceiro lugar aparecem empatados Edivaldo Holanda Júnior, Roberto Rocha e Lahésio Bonfim

O vice-governador Carlos Brandão (PSDB) lidera a pesquisa de intenção de votos para o Palácio dos Leões ao lado do senador Weverton Rocha (PDT), aponta pesquisa estimulada do instituto JPesquisa divulgada neste domingo (13).

Próximo de assumir a cadeira de mandatário do Estado, Brandão tem 23% das intenções de voto, estatisticamente empatado com Weverton, que registrou 20%.

A JP Pesquisa entrevistou 1.600 eleitores entre os dias 7 e 12 de março. Contratada pelo Jornal Pequeno, tem margem de erro de 2,45 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número MA 09132/2022.

Em terceiro lugar, também empatados, estão Edivaldo Holanda Júnior (PSD, 11%), Roberto Rocha (PSDB, 10) e Lahésio Bonfim (PTB, 9%). Em seguida aparecem Josimar Maranhãozinho (PL), com 4%, e Simplício Araújo, 2%. O pré-candidato do PSOL, Enilton Rodrigues, não pontuou.

O levantamento mostrou ainda que 10% do eleitorado entrevistado afirmou que não pretende optar por nenhum dos pré-candidatos apresentados, e 11% disse não saber por quem optar ou não quis responder.

Weverton e Brandão estão empatados na eleição para o governo do MA, aponta Escutec
Política

O senador registrou 22% das intenções de voto e o vice-governador, 19%

A disputa ao Palácio dos Leões está empatada entre Weverton Rocha (PDT) e Carlos Brandão (PSDB), aponta pesquisa estimulada do instituto Escutec divulgada nesta terça-feira (22).

O senador registrou 22% das intenções de voto e o vice-governador, 19%.

Num segundo pelotão está o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PSD), com 12%, o senador Roberto Rocha (PSDB), com 11%, o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Bonfim (PTB), com 6%, o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), com 5%, e o ex-secretário de Indústria e Comércio Simplício Araújo (SD), com 2%.

O engenheiro florestal Enilton Rodrigues (PSOL) não pontuou.

O levantamento mostrou que 9% dos eleitores disseram que não votariam em nenhum desses pré-candidatos. Outros 14% disseram não saber por quem optar ou não responderam quando perguntados a respeito.

A Escutec ouviu 2 mil eleitores entre a última quinta (17) e esta terça (22). A pesquisa, contratada pela TV Mirante, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Esta registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número MA 03951/2022.

Weverton relembra passado na UMES, mas omite ação penal por apropriação indébita e estelionato
Política

Prescrição livrou pedetista. Benefício foi concedido porque senador, à época dos crimes atribuídos a ele, era menor de 21 anos

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) publicou nas redes sociais vídeo em que mostra sua trajetória política, desde à época de estudante secundarista, como aliado do ex-governador Jackson Lago, até a chegada ao Congresso Nacional, por apadrinhamento do governador Flávio Dino (PSB).

Em um dos trechos, intercalada com imagens de um jovem magrela e de roupas surradas em atos da famigerada UMES (União Municipal de Estudantes Secundaristas), a gravação diz que quando os estudantes lutavam por meia-entrada em São Luís, o pedetista “estava lá”.

Inserida por aliados no pacote de pré-campanha ao governo do Estado nas eleições de 2022, a peça de marketing tenta se antecipar e diminuir o impacto negativo do período em Weverton esteve na UMES, que pelo relevante interesso social deve ser explorado por adversários no pleito: segundo investigação do Ministério Público, o pedetista praticou os crimes de apropriação indébita qualificada e estelionato quando comandou a entidade.

Conforme mostrou o ATUAL7, apesar da gravidade dos fatos e do farto material apresentado pela acusação, Weverton conseguiu se livrar da ação penal iniciada no Judiciário maranhense e encerrada no STF (Supremo Tribunal Federal), não por reconhecimento de inocência, absolvição, mas por declaração de extinção de punibilidade, por prescrição.

O benefício, que ocorre quando se esgota o prazo que o Estado tem para punir, foi concedido porque Weverton, à época dos crimes atribuídos a ele, era menor de idade.

Pelo Código Penal, conforme estabelecido no artigo 115, “são reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos”.

Weverton presidiu a UMES entre novembro de 1998 a junho de 2000. Nascimento em 8 de dezembro de 1979, à época, ainda não havia completado 21 anos de idade, o que fez incidir a regra.

Segundo o parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República), acolhido pela ministro do Supremo Rosa Weber, tendo em vista que, desde a data do recebimento da denúncia, em dezembro de 2002, até a data em que ele teve a ação penal analisada pelo STF, em dezembro 2013, já haviam se passado mais de 11 anos. “Mesmo que o réu fosse condenado à pena máxima cominada para os crimes a ele imputados, ainda assim incide a prescrição, eis que o prazo de 16 (dezesseis) anos previsto no art. 109, II, do Código Penal deve ser computado pela metade”, anotou.

Apesar do passado apontado por órgãos de investigação e de controle como malandro, em uma costura política envolvendo o pleito anterior, o pedetista foi escolhido por Flávio Dino em 2018 para uma das duas vagas ao Senado naquela chapa.

Para 2022, porém, o mandatário apoia e deixará como sucessor o vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Pesou para a unção, segundo Dino, além da capacidade de unir o grupo, os critérios de probidade e de honestidade.

“São Pedro, no sistema de crenças cristãs, é aquele santo que tem a chave do céu. Eu acho, decorridos seis anos e pouco de governo, que governo é, um pouco, ter a chave nas mãos. A questão fundamental é: o que fazer com ela? O que fazer com essa chave? Há quem queira a chave do governo do Estado apenas para abrir o cofre. Abrir o cofre para pegar o dinheiro e aumentar o seu patrimônio pessoal. Infelizmente, acontece isso na política”, alertou o chefe do Executivo, sem citar Weverton, durante ato institucional em junho do ano passado.

Republicanos, de Cléber Verde, desiste de Weverton e decide apoiar Brandão para o governo do MA
Política

Partido vai integrar o primeiro escalão do novo governo e receber Fábio Macedo e Amanda Gentil, pré-candidatos à Câmara Federal em 2022

A cúpula nacional e estadual do Republicanos decidiu abandonar o senador Weverton Rocha (PDT) e fechar apoio ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões em outubro. O partido é comandado no estado pelo deputado federal Cléber Verde.

Além da garantia de integrar o primeiro escalão no governo Brandão, que assume o Executivo em abril com a saída de Flávio Dino (PSB) do cargo para disputar ao Senado, a sigla também vai receber o deputado estadual Fábio Macedo e a secretária municipal de Governo em Caxias, Amanda Gentil.

Ambos são pré-candidatos à Câmara Federal em 2022.

Antes de voltar ao PSDB -de onde já está de saída para o PSB-, Brandão foi filiado ao Republicanos, partido pelo qual foi reeleito em 2018 vice-governador do Maranhão.

Jefferson Portela se antecipa a Flávio Dino e pede demissão da Segurança Pública
Política

Saída ocorre em razão de declaração de apoio a Weverton Rocha ao Palácio dos Leões. Coronel Sílvio Leite, atual secretário-chefe do Gabinete Militar, é cotado para o cargo

O secretário Jefferson Portela (Segurança Pública) pediu demissão ao governador Flávio Dino (PSB) ao ser informado que o socialista pretendia exonerá-lo do cargo nesta sexta-feira (4).

Segundo apurou o ATUAL7, o pedido foi entregue nessa quarta-feira (2), e ainda não tornado público por Dino porque ainda não há substituto para o cargo.

O mais cotado, até o momento, é o coronel Sílvio Leite, atual secretário-chefe do Gabinete Militar. A decisão será tomada em conjunto por Flávio Dino e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), para o anúncio.

A saída de Portela da SSP-MA ocorre em razão dele haver declarado apoio ao senador Weverton Rocha (PDT) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, e feito diversos discursos contrários à gestão Dino durante atos de pré-campanha do pedetista pelo interior do estado.

Em um dos discursos, Jefferson Portela afirmou que a história do Maranhão contará com apenas dois governos legitimamente populares: o primeiro seria o de Jackson Lago (PDT), que comandou o Executivo de janeiro de 2007 a março de 2009, quando teve o mandato cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob acusação de compra de votos, e o segundo seria o do próprio Weverton Rocha, se eleito em outubro próximo.

Pré-candidato à Câmara dos Deputados sem viabilidade eleitoral até dentro do próprio sistema de segurança pública, Portela pretende se aposentar da Polícia Civil para evitar o vexame de ter de voltar para o 14º DP – Bequimão ou, para onde mais teme, o 10º DP – Bom Jesus / Coroadinho, ambos em São Luís.