Weverton Rocha
Estrela em alta, Josimar volta a virar alvo de aliados de Weverton Rocha
Política

Maragatunistas querem transferir para o adversário ceticismo que domina eventual candidatura do pedetista ao Palácio dos Leões

Com potencial para chegar ao segundo turno e, possivelmente, vencer a corrida pelo Palácio dos Leões em 2022, o deputado Josimar Maranhãozinho (PL) virou alvo de aliados do senador Weverton Rocha (PDT), que voltaram a tentar por em dúvida a pré-candidatura do parlamentar federal ao governo do Estado na eleição do ano que vem.

A estratégia de desacreditar a permanência de Josimar na disputa, já utilizada outras vezes pelo entorno de Weverton, tem agora como finalidade o esforço em transferir para o adversário o ceticismo que tornou a dominar a eventual candidatura do pedetista ao governo devido nova demonstração de fragilidade.

No meio da semana, após agir com imprudência contra o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural e nome do governador Flávio Dino (PSB) para o pleito, o senador foi alertado por parte do círculo de políticos, amigos e assessores, e teve de pedir desculpas públicas ao tucano.

A postura pegou diversos aliados desarmados de surpresa, que entenderam o recuo como um sinal de que a pré-candidatura de Weverton Rocha ao Palácio dos Leões não é para valer.

Presidente estadual do PL, partido com uma das maiores bancadas no Congresso e que ocupa ministérios estratégicos no governo Jair Bolsonaro, Josimar voltou a entrar na mira de maragatunistas após se legitimar como força política ao reunir mais de 50 prefeitos e prefeitas, sob sua contínua liderança, no primeiro encontro de pré-campanha ao Executivo maranhense, todos considerados genuinamente fiéis ao seu projeto, e por haver declarado rompimento com Dino.

A ruptura com o dinismo, além de não afetar seu eleitorado devoto, abre espaço entre eleitores de direita e os arrependidos com Dino, suportado pelas classes política e empresarial somente até a desincompatibilização do cargo, e com tendência a perder apoio popular quando deixar o Poder devido ao fracasso no cumprimento de sua principal promessa de campanha nas duas últimas eleições: tirar o Maranhão da linha abaixo da extrema pobreza.

Segundo entendimento consolidado no núcleo de pré-campanha de Weverton, com a estrutura do Palácio dos Leões, o apoio de Dino e a possível aliança com o PT e Lula em 2022, Brandão facilmente estará no segundo turno, restando atingir Josimar para garantir lugar para o pedetista na segunda etapa da eleição.

O termo maragatunistas faz referência a outro, Maragatuno, criado e muito utilizado em referência a Weverton Rocha por parte da imprensa local em disputas eleitorais passadas devido ao envolvimento do pedetista em diversos casos relacionados à corrupção, desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito, os quais ele nega ter praticado. Alinhado ao senador, seu entorno também é investigado ou responde a diversos processos na Justiça por irregularidades ou ilícitos com dinheiro público. Recentemente, porém, o termo Maragatuno foi readaptado por esses mesmos veículos para Maragato, em estratégia de marketing eleitoral para tirar do pedetista a mancha e a pecha de traidor para tentar transformá-lo em um revolucionário.

Com pedido de desculpas, Weverton tenta manter aberta vice de Brandão para PDT
Política

Vaga foi oferecida por Flávio Dino em julho. Apesar de encontros financiados pela estrutura partidária, pedetista ainda pode retirar pré-candidatura

Apesar de seguir com encontros financiados pela estrutura partidária para possível candidatura ao Palácio dos Leões, o senador Weverton Rocha não pretende encerrar diálogos com o governador Flávio Dino (PSB) para que o PDT indique a vice na chapa de Carlos Brandão (PSDB) ao governo do Estado na eleição de 2022.

O vice-governador assumirá o comando do Poder Executivo no próximo ano, e disputará a reeleição tendo Dino como candidato ao Senado. Como o PT tende a permanecer na aliança governista, com Felipe Camarão disputando uma cadeira na Câmara dos Deputados, o PDT de Weverton ainda tem espaço para ficar com a vice, conforme acertado com os próprios Dino e Brandão em reunião fechada no Palácio dos Leões em julho.

Foi sob esse raciocínio que o pedetista, após alerta de parte do círculo de políticos, amigos e assessores que o acompanham na pré-campanha, recuou de declarações ditas em entrevista à TV Centro Norte, em Presidente Dutra, no sábado (4). Para atingir Brandão, Weverton desqualificou e ridicularizou a função de vice, atrapalhando os diálogos.

“Tem gente que nasce para ser vice, tem gente que nasce para liderar, eu nasci pra liderar”, disse.

Apesar da investida ter sido direcionada apenas a Brandão, acabou também encolhendo politicamente diversos aliados, tanto do PDT quanto outras legendas, que ocupam a função nos Poderes Legislativo e Executivo no estado, e ainda dificultou eventual indicação de vice para possível chapa dele próprio, caso a pré-candidatura ao governo seja mantida.

Por esse motivo, o pedido de desculpas, acrescido de abraços, foi estendido a todos os atingidos.

“Meus amigos, na vida pública, quem acerta, não faz mais do que sua obrigação. E que erra, deve se desculpar. No último final de semana, eu errei ao fazer referência à função de vice de forma deselegante e inapropriada. Por isso, gostaria de me desculpar com os meus aliados que são vice-presidentes de casas legislativas, com os vice-prefeitos e com o vice-governador Carlos Brandão”, apelou Weverton.

No meio político e empresarial maranhense, o comportamento frágil foi entendido como sinal de que a pré-candidatura do pedetista ao Palácio dos Leões não é para valer.

Weverton repete Dino, coopta aliados do Palácio dos Leões e pavimenta eleição para governador
Política

Sem controle da própria gestão, Flávio Dino segue em silêncio sobre decisão por Carlos Brandão e cede espaço para pedetista crescer na disputa

Vestido em camiseta branca com os dizeres: “Hen hein!”, expressão maranhense que dentre outras coisas significa “cala a boca!” o senador Weverton Rocha (PDT) roubou a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e isolou o governador Flávio Dino (PSB) no jantar oferecido ao petista no último dia 18 no Palácio dos Leões, sede e residência oficial do chefe do Poder Executivo maranhense.

Sob o olhar atento de Lula, Weverton se destacou entre os presentes, comandou todos os diálogos e se portou e foi recebido como líder pela maioria esmagadora do grupo encastelado no Governo do Estado presente no evento.

A ordem dada por Weverton para que seja estabelecido silêncio tem sido rigorosamente obedecida por Dino. Mais de cinco meses depois de assumir para o núcleo central do governo que seu candidato ao pleito de 2022 é o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o governador vem se mantendo publicamente calado a respeito da própria decisão.

Ante o medo de Flávio Dino e a falta de controle do governador maranhense sobre a própria gestão, o pedetista vem pavimentando com facilidade a estrada que leva ao Palácio dos Leões, com o apoio garantido de quase todos os partidos da base dinista, além de secretários de todos os escalões, classe empresarial e autoridades representantes de outros Poderes.

Politicamente mais forte que o próprio Flávio Dino mesmo com o socialista ainda sentado na cadeira de chefe do Executivo estadual, Weverton Rocha até mesmo já flerta com bolsonaristas de carteirinha adversários do governador maranhense, como o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos (DEM), e a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSDB).

A cooptação de Weverton é um repeteco do levou Dino ao poder em 2014, quando lideranças e demais aliados de Roseana Sarney (MDB), ante o pavor que a então governadora nutria por Flávio Dino, que até o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão já havia invadido tempos atrás para tomar satisfação com um juiz eleitoral, pularam de barco apostando na expectativa de continuarem no poder.

Assim como deu certo para Dino, a estratégia vem sendo decisiva para eventual vitória de Weverton na eleição do ano que vem.

Como o governador não tem coragem para despachar publicamente o pedetista e tomar dele e outros aliados dezenas de centenas de cargos no Governo do Maranhão, aparenta não confiar no sucesso eleitoral de Carlos Brandão nas urnas, fracassa na tentativa de reapadrinhar o ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PSD) e não consegue convencer o PT nem Lula da viabilidade da candidatura do secretário Felipe Camarão (Educação) como cabeça da chapa majoritária, Dino agora vive sob o dilema de não poder mais se desincompatibilizar do cargo em abril de 2022.

Se deixar o cargo sem confirmar Brandão como seu único candidato, terá de disputar o Senado Federal fora da chapa governista ou qualquer outro cargo sem o apoio do Palácio dos Leões.

Weverton, por outro lado, com a candidatura em franca ascendência, segue ainda outro significado da expressão maranhense “Hen hein!”, que é “duvido do que você está falando”. Para não precisar ver para crer, tem preferido não arriscar, e já surfa no rumor de que seu braço direito político e sócio, Erlânio Xavier (PDT), pode concorrer ao Senado com ou sem Flávio Dino na disputa pela vaga.

Iminência de cassação de chapa faz Dino escalar Camarão como plano B para 2022
Política

Caso TSE mantenha livramento dado pelo TRE do Maranhão, secretário de Educação será vice de Carlos Brandão. Estratégia visa evitar que cofres do Estado caiam nas mãos de Weverton Rocha

O governador Flávio Dino (PSB) colocou em prática um plano B para garantir a hegemonia de seu grupo político no poder após 2022, do qual está fora o senador Weverton Rocha (PDT).

Na iminência de cassação de seu mandato e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) por supostos abusos de poder nas eleições de 2018, caso o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirme que houve trapaça eleitoral, Dino vai apoiar Felipe Camarão (PT), atual secretário de Estado da Educação, para o comando do Palácio dos Leões no pleito do ano que vem.

Todavia, se o livramento dado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) for mantido pelos ministros em Brasília (DF), e o caso arquivado, a ideia é seguir com o plano inicial: Camarão vice de Brandão, e Dino ao Senado.

Com a estratégia, Flávio Dino pretende evitar que os cofres estaduais caiam nas mãos de Weverton Rocha, investigado por suposto envolvimento em diversos casos relacionados a desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito. Aos mais próximos, o governador maranhense tem repetido que entregar o Palácio dos Leões para o pedetista representaria grave retrocesso para o estado e uma mancha em seu histórico político.

Evento esvaziado em Imperatriz acende alerta de Weverton sobre sobrevivência pós 2022
Política

Dos quase 100 prefeitos esperados, apenas pouco mais de 30 apareceram no ato oficial de lançamento de pré-candidatura do pedetista ao Palácio dos Leões

A baixa participação de lideranças políticas no evento oficial de lançamento de pré-candidatura ao Palácio dos Leões, realizado em Imperatriz no último sábado (14), acendeu o alerta para o futuro político de Weverton Rocha (PDT) após 2022.

Dos quase 100 prefeitos esperados, apenas pouco mais de 30 apareceram no ato, que para evitar maior esvaziamento precisou ser ocupado por militantes levados por aliados em caravanas para fazer algum volume e simular apelo popular pela entrada do pedetista na eleição do ano que vem.

Desde que começou a perder líderes partidários, gestores municipais e até correlegionários no PDT para Carlos Brandão (PSDB), sucessor e candidato do governador Flávio Dino ao pleito, Weverton passou a correr o risco de não apenas ser derrotado nas urnas no próximo ano, mas também perder forças para 2026, quando estará em jogo a própria cadeira no Senado.

Como esticou demais a corda dada por Dino, e já até declara que não precisa de apoio do governador maranhense para ser eleito, o esperado é que Weverton Rocha não receba mais suporte do grupo que o elegeu na corrida passada –experiência atualmente conhecida pelo senador Roberto Rocha.

Das duas vagas que serão abertas ao Maranhão em 2026, a tendência é de que uma seja ocupada por Carlos Brandão –caso o tucano seja reeleito em 2022 para comandar o Palácio dos Leões– e a outra por alguém realmente aliado, condição que Weverton, na visão de dinistas e brandonistas, perdeu desde que traiu Flávio Dino nas eleições municipais em São Luís, no ano passado.

Acordo fracassa e Weverton insinua não precisar de apoio de Dino para 2022
Política

Pedetista sugeriu ainda que escolha do governador por Carlos Brandão teria sido ditatorial

O senador Weverton Rocha (PDT) insinuou nesta sexta-feira (13) que não precisa do apoio do governador Flávio Dino (PSB) para ser eleito ao comando do Palácio dos Leões em 2022. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Imperatriz, pouco mais de um mês depois de acordo pró-candidato único assinado pelo pedetista com o chefe do Executivo, de punho próprio, em reunião com lideranças partidárias do grupo.

“Gosto muito do governador Flávio Dino, é meu amigo, tem o reconhecimento de todos nós pelo trabalho que fez pelo Maranhão, só que eu quero ser candidato de baixo pra cima. Eu quero o apoio dele [Dino], mas, de verdade, quem vai me apoiar e vai me eleger é o povo”, disse, sugerindo ainda que o governador maranhense estaria agindo de forma ditatorial ao escolher o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sem consultar aliados, para conservar seu legado.

Antes da reunião com lideranças em julho, em conversa acompanhada pessoalmente por Brandão, o próprio Dino ofereceu a Weverton a vice na chapa majoritária governista, tendo o senador pedido prazo de duas semanas para analisar a oferta.

Porém, como não houve resposta, o PT voltou a captar força para indicação de nome para vaga.

Para salvar candidatura, Weverton dá início a série de encontros políticos
Política

Pedetista tem perdido lideranças e pode ficar apenas com DEM e PP. Dino vai anunciar Brandão ao Palácio dos Leões em novembro

Deixado para trás pelo vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor de Flávio Dino (PSB) e adversário na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, que reuniu mais de uma centena de prefeitos em ato de pré-campanha na semana passada, o senador Weverton Rocha (PDT) decidiu realizar ainda este mês sua caravana pelo interior do Maranhão.

Para manter o nome na corrida, Weverton vai dar início a uma série de encontros a partir do próximo dia 14 de agosto.

A intenção é preservar o que ainda resta de impulso político, em uma tentativa de imprimir caráter de irreversibilidade à pré-candidatura do pedetista ao Governo do Estado, que começa a desmoronar diante do abandono de diversos partidos, prefeitos e lideranças regionais, que pularam para Brandão.

“Quero ouvir, dialogar e falar de ideias para os anos que virão”, diz o pedetista.

A agenda de encontros de Weverton começa por Imperatriz. Depois, São Bernardo, ainda em agosto. Para setembro, estão marcadas caravanas para Presidente Dutra e Pinheiro.

Na iminência de novas defecções, a expectativa é de que o senador e presidente estadual do PDT, caso não retire a pré-candidatura para a possível indicação à vaga de vice, consiga manter o apoio de pelo menos outros dois partidos na corrida eleitoral: DEM e PP, ainda assim apenas com parte das lideranças municipais das legendas.

Flávio Dino deve tornar pública a escolha por Carlos Brandão em novembro, segundo anunciou em reunião recente com aliados. E em abril do ano que vem renuncia o cargo para concorrer ao Senado, ascendendo Brandão oficialmente à cadeira de governador.

Jerry contradiz entorno de Weverton e diz que PCdoB ainda não definiu apoio para 2022
Política

Declaração desmonta boatos de aliados do pedetista. Uma semana antes, Gleisi Hoffmann também negou que PT havia fechado com o senador para o Palácio dos Leões

O secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano do Maranhão, Márcio Jerry, negou que o PCdoB esteja articulando apoio ao senador Weverton Rocha (PDT) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, conforme vem intensivamente ventilando o entorno do pedetista.

Segundo afirmou Jerry, até o momento, o partido ainda não se definiu sobre quem apoiar na sucessão do governador Flávio Dino –que está fechado com Carlos Brandão (PSDB)– nas eleições do ano que vem. Também rechaçou que a presença de Weverton em um evento do PCdoB em Barreirinhas tenha relação com eventual formação de aliança.

“Respeitamos o senador Weverton Rocha do mesmo modo que respeitamos o vice-governador Carlos Brandão. São dois legítimos postulantes a candidatura a governador ano que vêm. Debatemos com os dois igualmente. O nosso partido ainda não apontou ainda qual a sua opção para o ano que vem”, disse em entrevista ao jornal O Imparcial.

“Nos sentimos muito honrados com a presença do senador Weverton na 1ª conferência municipal organizada pelo partido em Barreirinhas, onde também estavam representantes do PT, do PL, o vice-prefeito, e representantes de outros partidos de Barreirinhas. De modo que em outros eventos de conferências municipais teremos a presença do vice-governador Carlos Brandão, como teremos a presença da senadora Eliziane Gama (Cidadania) e de tantas outras lideranças do Maranhão, a depender de qual cidade ou região se faz a conferência”, acrescentou.

Márcio Jerry também contradisse o boato de que ocupará a vaga de vice em eventual chapa majoritária, como vem aventando aliados do senador do PDT.

“Disputarei a reeleição para deputado federal”, cravou.

É a segunda vez, em uma semana, que supostos apoios a Weverton Rocha na corrida pelo Palácio dos Leões são desmentidos. Antes, ao ATUAL7, já havia negado fechamento de apoio a deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente do Partido do Trabalhadores.

Medo de perder cargos após Brandão assumir Palácio dos Leões assombra PDT
Política

Atualmente, partido comanda a SEDES e o DETRAN

Acostumado a sobreviver sob encastelamento no poder, o PDT no Maranhão está assombrado com a iminência de perder cargos no Governo do Maranhão quando o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) assumir o comando do Palácio dos Leões, a partir do próximo ano.

Aos mais próximos, parte importante da cúpula pedetista maranhense tem confessado que o senador Weverton Rocha, presidente estadual do partido e adversário de Brandão na disputa, precisa retirar a pré-candidatura e fechar com o sucessor de Flávio Dino (PSB) ainda em 2021.

O temor é que Weverton acabe perdendo o prazo de permanecer aliado com algum valor ao Poder Executivo estadual.

“Apesar de nosso crescimento com vitórias em prefeituras do interior maranhense, a baixa foi grande em São Luís. A militância do PDT não existe sem cargos. Dino ainda nos mantém no governo, mas Brandão não terá obrigação alguma”, disse em reservado ao ATUAL7 um dos principais aliados do senador no partido.

A torcida é para que o PDT feche acordo pela a vice de Brandão antes do PT, sendo Márcio Honaisser o mais cotado do partido para a vaga.

Atualmente, o PDT comanda a SEDES (Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social) e o DETRAN (Departamento de Trânsito) do Maranhão.

Pressionado, Lupi baixa tom em reunião fora da agenda com Dino
Política

Weverton Rocha também adotou tônica amena após haver atacado o sistema de educacional do Maranhão

A postura do presidente do PDT, Carlos Lupi, em reunião fora da agenda com o governador Flávio Dino (PSB) no Palácio dos Leões nessa terça-feira (20), destoou da que apresentou em entrevista à TV Meio Norte, há pouco mais de um mês.

Pressionado com a proximidade da data escolhida por Dino para tornar pública a decisão já confirmada nos bastidores de apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na corrida pela sucessão estadual em 2022, Lupi mostrou-se afável durante o encontro.

Nas redes sociais, limitou-se a publicar fotos com Flávio Dino, Weverton Rocha (PDT) e Márcio Jerry (PCdoB), declarando que discutiram “o futuro do Maranhão e do Brasil”.

O Carlos Lupi frente a frente com Flávio Dino mostrou-se completamente diferente do Carlos Lupi que, a 656 de quilômetros distância, no Piauí, asseverou que Weverton seria candidato ao Governo do Estado com ou sem apoio de Dino.

Estagnado diante dúvida entre aceitar a escolha de Dino ou trair o governador, o próprio Weverton Rocha também baixou o tom, e tentou reverter o ataque que fez na semana passada ao sistema educacional do Maranhão, comandado por Felipe Camarão.

“Muitas coisas unem a atuação de Flávio ao PDT, uma delas é a importância dada à educação”, escreveu nas redes.

Aliados ouvidos reservadamente pelo ATUAL7 dizem temer essa a tônica, pois rememora os arroubos de 2014, quando o presidente nacional do PDT ameaçava romper com Dino caso o PDT ficasse de fora da chapa majoritária daquele pleito.

O temor, dizem, é que a história se repita, e Lupi, o PDT e Weverton terminem novamente sendo levados pelo beiço e ainda fazendo coraçãozinho com as mãos para Brandão.

Weverton diz que silêncio adotado em interrogatório da Polícia Civil foi protesto
Política

Estratégia foi seguida pelo pedetista no inquérito que apontou indícios graves de crimes licitatórios e de peculato na reforma e ampliação do ginásio Costa Rodrigues. Prejuízo aos cofres ultrapassa R$ 5,38 milhões

O senador Weverton Rocha (PDT) enviou na tarde desta terça-feira (20) uma nota ao ATUAL7 na qual alega que o silêncio adotado durante interrogatório da Polícia Civil no bojo das investigações do chamado caso Costa Rodrigues, um dos maiores escândalos de desvio de dinheiro público ocorridos em São Luís, foi uma forma de protesto.

“O interrogatório em questão ocorreu em 2010 e envolveu vários secretários do governo Jackson Lago, que, em decisão coletiva, permaneceram em silêncio, protestando contra a investigação que se tornou uma espécie de tribunal de exceção, conduzido por delegados indicados pelo governo que assumiu logo após a cassação de dr. Jackson”, diz.

Encaminhada ao ATUAL7 como pedido de direito de resposta, a nota tenta confundir a opinião pública com a tese infundada de que a reportagem que revelou o indiciamento e as oitivas do pedetista no inquérito policial faz parecer que se tratava de uma novidade ou constrangimento em relação ao processo. O ATUAL7 negará o direito de resposta.

Uma arte com a logomarca do senador e o texto está sendo compartilhada em grupos de WhatsApp integrados por membros do PDT, aliados e simpatizantes do parlamentar.

Conforme mostrou o ATUAL7 na segunda-feira (19), a ação penal em que Weverton Rocha foi mantido réu por crimes licitatórios e de peculato (desvio de dinheiro público feito por agente público), pelo próprio trâmite processual lógico e justo, foi aberta a partir da aceitação de denúncia pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2017, apresentada pelo Ministério Público exatamente com base nas investigações da Polícia Civil do Maranhão.

O silêncio adotado pelo pedetista durante o interrogatório, revelou o ATUAL7, foi destacado pela juíza Patrícia Marques Barbosa, da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, na decisão em que a magistrada rebateu a tese de que houve cerceamento de defesa do pedetista, e rejeitou filigranas processuais e teorias benevolentes, como a do fruto da árvore envenenada.

“Importante ressaltar que o Réu Weverton Rocha Marques de Sousa foi interrogado na fase inquisitorial, onde fez uso de seu direito de permanecer calado. Ou seja, em que pese a alegada tese de ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa o réu tomou conhecimento o inquérito, sendo ouvido, inclusive na presença de seu advogado”, escreveu.

Weverton foi mantido no banco dos réus por prejuízo aos cofres públicos que ultrapassa R$ 5,38 milhões, e terá nova chance para se manifestar oralmente no próximo dia 21 de outubro, quando ocorrerá a audiência de instrução e julgamento do caso.

Segundo o 1º promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, Marcos Valentim Pinheiro Paixão, ex-integrante do Gaeco e atual responsável pelo caso, o Ministério Público apresentou provas suficientes de que o pedetista cometeu as graves ilegalidades apontadas.

“Vez que a presente ação está instruída com documentos e justificativas que contêm provas suficientes da conduta imputada ao réu na denúncia, requer o Ministério Público pelo regular andamento do feito”, destacou em recente manifestação do órgão ministerial no bojo da ação penal.

Valentim é conhecido como linha-dura contra a corrupção e crimes de colarinho branco.

A reportagem do ATUAL7 procurou o senador do PDT para que se manifestasse sobre a manutenção da aceitação da denúncia. Como já vem repetindo em notas anteriores, ele negou que tenha cometido qualquer ilícito e se disse perseguido politicamente.

“A investigação era política e se baseava em um relatório produzido com tantos erros que foi invalidado pela Justiça. Diante disso, o silêncio foi a resposta que adotamos”, respondeu o senador, misturando e omitindo informações supostamente com o objetivo de comprometer a realidade dos fatos e desinformar.

Isto porque, enquanto o interrogatório em que ficou em silêncio ocorreu em 2010, o mandado de segurança que anulou um relatório de auditoria especial produzido pela Corregedoria-Geral do Estado, órgão atualmente vinculado à STC (Secretaria de Estado de Transparência e Controle), foi concedido pela desembargadora Maria das Graças Duarte, do Tribunal de Justiça do Maranhão, somente cinco anos depois, em 2015.

PT não tem nada decidido e encaminhado no Maranhão, diz Gleisi Hoffmann
Política

Presidente do Partido dos Trabalhadores contrapôs boatos espalhados pelo entorno de Weverton Rocha, de que o partido estaria fechado com o pedetista para 2022

A deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente do Partido do Trabalhadores, rechaçou no final da noite dessa segunda-feira (19) boatos espalhados pelo entorno do senador Weverton Rocha (PDT) de que o PT estaria fechado com o pedetista para a disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

A versão foi intensificada nos últimos dias, em razão da visita do ex-ministro lulista José Dirceu ao Maranhão.

“Não tem nada decidido e encaminhado. Zé Dirceu foi a passeio, pelo que me disse. Qualquer articulação aí [no Maranhão] envolverá a direção estadual e nacional do PT”, garantiu Gleisi ao ATUAL7.

O PT maranhense é comandado por Augusto Lobato, que já manifestou publicamente ser a favor da aliança do partido com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

“Embora o PT ainda não tenha sentado para discutir alianças, vou antecipar minha posição a favor do vice-governador Carlos Brandão por sua lealdade ao governador Flávio Dino e fidelidade ao programa que está sendo desenvolvido no estado. Vou trabalhar internamente no partido para que essa posição se torne realidade”, disse Lobato ao jornalista Jorge Vieira no início do mês.

Sucessor natural e nome apoiado por Flávio Dino (PSB) para as eleições do ano que vem, Brandão assume o Palácio dos Leões a partir de abril de 2022, quando Dino terá de se desincompatibilizar do cargo para concorrer ao Senado.

Indiciado pela Polícia Civil no caso Costa Rodrigues, Weverton ficou em silêncio durante interrogatório
Política

Observação foi feita pela juíza Patrícia Marques Barbosa, da 4ª Vara Criminal, ao rejeitar tese de que o pedetista teve a defesa cerceada na ação penal por crimes licitatórios e peculato

Mesmo alegando que teve a defesa cerceada na ação penal em que é acusado de praticar crimes licitatórios e de peculato, o senador Weverton Rocha (PDT) preferiu ficar calado durante interrogatório da Polícia Civil no bojo do inquérito instaurado para apurar ilegalidades na contratação e celebração de termo aditivo para reforma e ampliação do Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís.

A informação consta na decisão da juíza Patrícia Marques Barbosa, titular da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, em que a magistrada rejeitou filigranas processuais e teorias benevolentes, como a do fruto da árvore envenenada, e manteve o pedetista réu por prejuízo aos cofres públicos que ultrapassa R$ 5,38 milhões.

“Importante ressaltar que o Réu Weverton Rocha Marques de Sousa foi interrogado na fase inquisitorial, onde fez uso de seu direito de permanecer calado. Ou seja, em que pese a alegada tese de ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa o réu tomou conhecimento o inquérito, sendo ouvido, inclusive na presença de seu advogado”, escreveu.

A denúncia contra Weverton Rocha foi aceita pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) em 2017, quando ele ainda era deputado federal. Dois anos depois, porém, em razão da perda do foro especial por prerrogativa de função, a Corte declinou da competência para julgar o caso, e determinou a remessa para o juízo de primeira instância, pois os fatos delituosos correspondem ao período em que o pedetista era secretário de Esporte e Juventude do governo Jackson Lago (já falecido).

O processo tem 9 volumes e 11 apensos.

Weverton nega as acusações, e se diz perseguido politicamente.

Segundo o promotor Marcos Valentim Pinheiro Paixão, que atua no caso pelo Ministério Público, porém, a “ação está instruída com documentos e justificativas que contêm provas suficientes da conduta imputada” a Weverton Rocha na denúncia.

Conhecido como linha-dura contra a corrupção e crimes de colarinho branco, Marcos Valentim é ex-integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, o Gaeco.

Marcos Valentim, ex-Gaeco, diz que MP tem provas suficientes de peculato imputado a Weverton em caso Costa Rodrigues
Política

Investigação aponta que prejuízo aos cofres públicos ultrapassa R$ 5,38 milhões. Pedetista nega acusações, e se diz perseguido

O 1º promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, Marcos Valentim Pinheiro Paixão, destacou que o Ministério Público apresentou provas suficientes de que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) cometeu os crimes de violações à lei de licitações e de peculato no chamado caso Costa Rodrigues.

A afirmação consta na manifestação do órgão ministerial à juíza Patrícia Marques Barbosa, da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, no bojo da ação penal em que o pedetista foi mantido réu por ilegalidades na contratação e celebração de termo aditivo para reforma e ampliação do ginásio poliesportivo, que fica no Centro de São Luís.

“Vez que a presente ação está instruída com documentos e justificativas que contêm provas suficientes da conduta imputada ao réu na denúncia, requer o Ministério Público pelo regular andamento do feito”, escreveu o promotor de Justiça.

Conhecido como linha-dura contra a corrupção e crimes de colarinho branco, Marcos Valentim é ex-integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, o Gaeco.

Weverton nega as acusações, e se diz perseguido politicamente.

No próximo dia 21 de outubro, ele senta no banco dos réus na audiência de instrução e julgamento do caso.

Segundo a acusação, então secretário de Esporte e Juventude do governo Jackson Lago (já falecido), o hoje senador da República atuou de forma ilícita para dispensar licitação para a reforma e ampliação do ginásio poliesportivo, e beneficiar a empresa Maresia Construtora Ltda, e chefiou desvio dos recursos.

O prejuízo aos cofres públicos do Estado do Maranhão ultrapassa R$ 5,38 milhões.

Justiça mantém Weverton Rocha réu por peculato no caso Costa Rodrigues
Política

Pedetista também é acusado de crimes licitatórios. Ministério Público diz que prejuízo aos cofres públicos ultrapassa R$ 5,38 milhões

A juíza titular da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, Patrícia Marques Barbosa, em decisão proferida em 6 de julho, negou recurso apresentado pela defesa do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e manteve o recebimento da denúncia contra o pedetista por crime de violações à lei de licitações e por peculato (desvio de dinheiro público feito por agente público) envolvendo a contratação e celebração de termo aditivo para reforma e ampliação do Ginásio Costa Rodrigues, em São Luís.

Com a decisão, Weverton permanece réu na ação penal. Ele será ouvido pela Justiça no dia 21 de outubro próximo, data marcada para audiência de instrução e julgamento.

Procurado pelo ATUAL7, Weverton retornou o contato somente após a publicação desta matéria, e atribuiu as acusações à perseguição política. “Continuo com a convicção que vamos provar, como já fizemos em outra esfera, o equívoco desse processo que se baseia em um relatório forjado no interesse político e cheio de graves erros”, disse.

No recurso, a defesa de Weverton Rocha insistiu no juízo de primeira instância na alegação de que o inquérito policial que apurou os crimes de falsidade ideológica, peculato e crimes licitatórios envolvendo o caso Costa Rodrigues deveria ser anulado e, por consequência, a ação penal trancada, por ausência de justa causa.

Também alegou outras filigranas processuais e teorias benevolentes, como a do fruto da árvore envenenada, mas nenhuma aceita pela magistrada.

Segundo o Ministério Público, então secretário de Esporte e Juventude do governo Jackson Lago (já falecido), Weverton atuou de forma irregular para dispensar licitação para a reforma e ampliação do ginásio poliesportivo, e beneficiar a empresa Maresia Construtora Ltda.

O prejuízo aos cofres públicos do Estado do Maranhão teria custado mais de R$ 5,38 milhões.

Em reunião, lideranças aceitam lançar apenas um candidato ao Palácio dos Leões com apoio de Dino
Política

Decidido por Carlos Brandão, governador não quer repetir o mesmo erro cometido nas eleições de 2020 em São Luís, quando seu grupo saiu derrotado na disputa

Lideranças partidárias reunidas com o governador Flávio Dino (PSB) entre o final da tarde e início da noite desta segunda-feira (5) concordaram com todas as diretrizes colocadas pelo chefe do Poder Executivo estadual para a própria sucessão em 2022.

Uma carta pública com o acerto está sendo produzida para ser divulgada, e deve constar a assinatura de todos os presentes.

No documento, os destaques serão para a não repetição do erro cometido nas eleições municipais de 2020 em São Luís, quando o grupo dinista rachou e foi derrotado pela aposta do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), Eduardo Braide (Podemos); o compromisso de continuidade do trabalho iniciado por Dino no Maranhão; e o ponto principal: será lançado apenas um candidato ao Palácio dos Leões pelo grupo e com o apoio de Dino.

Presente na reunião, segundo fontes ouvidas pelo ATUAL7, o senador Weverton Rocha (PDT) chegou a surpreender a todos, quando pediu a palavra e declarou que vai se submeter a todas diretrizes apresentadas pelo governador.

Até o último sábado (3), antes de um encontro reservado com vice-governador Carlos Brandão e Flávio Dino, Weverton encabeçava um levante contra a liderança do governador do Maranhão em seu próprio grupo político. A postura do pedetista, porém, mostrou o ATUAL7 mais cedo, mudou após ser oferecida a ele a vaga de vice na chapa de Brandão para governador e Dino ao Senado.

Embora, em respeito aos demais postulantes presentes, Dino não tenha declarado na reunião sobre a decisão já tomada por Brandão, nem tenha sido perguntado a respeito por nenhum dos participantes, durante toda a reunião com as lideranças partidárias, o governador evidenciou sua escolha.

Dino quer lançar carta pública após reunião com lideranças no Palácio dos Leões
Política

Objetivo é confirmar que grupo está unido para as eleições de 2022

O governador Flávio Dino (PSB) pretende elaborar e divulgar uma carta pública após encontro com lideranças políticas na sala de reuniões do Palácio dos Leões, marcada para acontecer no final da tarde desta segunda-feira (5).

No documento deverá constar a assinatura de todos os presentes no encontro, e tem como objetivo confirmar a união do grupo para as eleições de 2022, desfazendo o até então racha formado na base.

Dino deixa o comando do governo do Maranhão no próximo ano, quando vai de desincompatibilizar do cargo para concorrer ao Senado Federal. Sucessor natural, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), quando assumir a função, vai disputar a reeleição.

Tanto o senador Weverton Rocha (PDT) quanto o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), postulantes à sucessão do neosocialista, já foram advertidos por Flávio Dino que ele quer Brandão como candidato único do grupo.

Quando avisado, Josimar ignorou e tornou público que mantém a candidatura, mesmo que fora do grupo da situação. Já Weverton, a quem foi oferecida a vaga de vice na chapa majoritária de 2022, ficou de pensar no assunto.