Weverton Rocha
Sarney diz a Lula que Weverton Rocha ‘não é de confiança’
Política

Ex-senador aconselhou petista a não fechar apoio ao pedetista para 2022. Segundo Sarney, pré-candidato ao Palácio dos Leões tem ‘levado na mesma semana para Barreinhas’ José Dirceu e Flávio Bolsonaro

O ex-senador José Sarney (MDB-MA) aconselhou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a não fechar apoio ao senador Weverton Rocha (PDT) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

“Apoie qualquer um, menos esse menino aí, esse Weverton. Não é de confiança”, disse Sarney a Lula, segundo interlocutores de participantes da conversa ocorrida em agosto, durante passagem do petista pelo Maranhão em busca do fortalecimento de alianças para disputa presidencial contra Jair Bolsonaro (sem partido).

Ainda de acordo com interlocutores, que falaram ao ATUAL7 em condição de anonimato, o conselho foi dado após o petista pedir orientação ao emedebista. A justificativa apresentada por Sarney é que Weverton, na busca “descontrolada” pelo comando do Poder Executivo estadual, tem “levado na mesma semana para Barreinhas” o ex-ministro José Dirceu (PT) e o filho 01 do presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), em busca de aliança para a eleição do ano que vem.

“Qualquer um”, no caso, citados nominalmente por Lula ao perguntar a Sarney sobre quem apoiar no estado, tratam-se do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor e candidato de Flávio Dino (PSB) para o pleito, e o secretário de Educação Felipe Camarão, recém-filiado ao PT com objetivo específico de fortalecer Brandão, mas lançado na corrida pelo núcleo de conselheiros de Dino embora seja poste sem voto e sem histórico no partido e na esquerda.

Cidade base para explorar e conhecer o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, Barreirinhas é onde Weverton apareceu com uma luxuosa mansão, da noite para o dia, e tem reunido autoridades e agentes políticos para conversas sobre eleições e os Poderes.

Dino tira indicado de Josimar da Sagrima e coloca petista ex-aliado de Weverton
Política

Movimento confirma rompimento com líder do PL e fortalece estratégia de diminuição da aproximação entre PT e senador pedetista, em prol de Carlos Brandão

O governador Flávio Dino (PSB) tirou no comando da Sagrima (Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) o engenheiro agrônomo Sérgio Delmiro, indicado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), e colocou para controlar a pasta o jornalista petista Luiz Henrique, ex-aliado do senador Weverton Rocha (PDT) no partido.

O movimento confirma o rompimento do chefe do Executivo estadual com o líder do Partido Liberal no Maranhão, recentemente alvo de operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas) e da Seccor (Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção) após declarar oposição a Dino visando a disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Também abre maior espaço para o PT no governo estadual, com o objetivo de fortalecer a aliança do partido com Carlos Brandão (PSDB) para a eleição do ano que vem, com indicação de nome para ocupar a vice na chapa ou primeira suplência ao Senado.

Neste mesmo sentido, o secretário Felipe Camarão (Educação), usado por Flávio Dino desde o início da primeira gestão como espécie de coringa, sob total controle do governador maranhense, foi lançado e vai manter pré-candidatura ao Governo do Estado até o anúncio de Dino a favor de Brandão. Estratégica, a pré-candidatura de Camarão tem alcançado com facilidade o único objetivo pretendido da parte de Dino, como ocorreu com Luiz Henrique, que é acabar com a aproximação entre petistas de Weverton visando o Palácio dos Leões.

Apesar da lealdade publicamente declarada entre Flávio Dino e Carlos Brandão, parte do PT do Maranhão que integra o núcleo de conselheiros do governador quer que Felipe Camarão se desvie do plano dinista e se mantenha na corrida eleitoral até as urnas. A ofensiva, porém, é inviável, pois a entrada de Dino para a disputa pelo Senado ficaria comprometida, já que Brandão não pretende abrir mão do Poder e o Dino seria obrigado a ficar até o final do mandato para fazer do petista seu sucessor.

Dinistas atribuem a Portela operação espetaculosa deflagrada contra Josimar
Política

Por 2022, secretário de Segurança do Maranhão tem se enturmado com grupo de Weverton Rocha

Aliados do governador Flávio Dino (PSB) têm insistido no bastidor que a operação espetaculosa deflagrada contra o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), se teve interferência política, teria sido fruto de atuação do secretário de Segurança Pública Jefferson Portela.

Rejeitado eleitoralmente pelo núcleo dinista para 2022, Portela tem procurado abrigo e se enturmado com o grupo do senador Weverton Rocha (PDT), com objetivo de disputar uma vaga à Câmara dos Deputados na eleição do ano que vem.

O uso da estrutura do CTA (Centro Tático Aéreo) e do GPE (Grupo de Pronto Emprego) para cumprimento de mandados de busca e apreensão contra Josimar, dizem dinistas, teria sido uma forma de favorecer o pedetista na corrida pelo Palácio dos Leões.

Com o apoio de Flávio Dino e assento nos cofres do Executivo do Estado no ano eleitoral, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) tende a potencializar força e garantir vitória já no primeiro turno ou passar para o segundo turno com ampla vantagem eleitoral. A disputa para estar com Brandão na eventual segunda etapa, portanto, seria entre Josimar e Weverton.

Procurado pelo ATUAL7 para comentar o assunto, Portela, que nas redes sociais curtiu divulgação sobre a operação contra Josimar Maranhãozinho, não retornou o contato. Já Weverton, não confirmou, mas também não negou que tenha influência na empreitada.

“Deves ter mandando a pergunta para a pessoa errada. Trabalho em Brasília, no Senado!”, disse, cortando a conversa e não respondendo questionamentos.

Bancada do MA vota a favor de texto que desconfigura Lei de Improbidade
Política

Projeto relatado por Weverton Rocha no Senado também derruba direitos das pessoas com deficiência. Mudança aprovada pelos deputados maranhenses abre brecha para nepotismo

A bancada do Maranhão na Câmara dos Deputados votou fechada a favor da proposta que desconfigura a Lei de Improbidade Administrativa, passando a exigir que se comprove a intenção de lesar a administração pública para que se configure irregularidade.

Por 395 votos a favor e 22 contrários, os deputados acataram sete das oito alterações feitas pelo Senado, em texto relatado pelo senador maranhense Weverton Rocha (PDT). Pelo Maranhão, todos os 12 deputados que votaram na sessão de terça-feira (5) aprovaram a mudança na lei, em vigor há quase três décadas com o objetivo de penalizar na área cível agentes públicos envolvidos em desvios, mas que agora podem se beneficiar com as alterações nas regras de punição.

O próprio Weverton é alvo em duas ações por improbidade, inclusive sob acusação de enriquecimento ilícito. Com a nova lei, o pedetista pode ser beneficiado com prescrição dos processos.

Participaram da sessão na Câmara e votaram favoráveis ao retrocesso no combate à corrupção os deputados maranhenses: Bira do Pindaré (PSB), Edilázio Júnior (PSB), Gastão Vieira (PROS), Gil Cutrim (Republicanos), Hildo Rocha (MDB), Josivaldo JP (Podemos), Juscelino Filho (DEM), Marreca Filho (Patriota), Pastor Gil (PL), Pedro Lucas Fernandes (PTB), Rubens Pereira Júnior (PCdoB) e Zé Carlos (PT).

Além de desconfigurar a Lei de Improbidade ao ponto de dificultar a condenação de políticos, empresas e empresários que tenham lesado os cofres públicos, o texto também derruba direitos das pessoas com deficiência.

Na mudança da legislação que combate atos que atentam contra princípios da administração pública, foi retirado o trecho que exigia do agente público, servidor ou não, o cumprimento de requisitos de acessibilidade previstos na Lei 13.146/2015, a chamada Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, sob pena do agente público incorrer em ato de improbidade.

A Câmara decidiu rejeitar apenas uma emenda feita pelo Senado que tratava sobre nepotismo, abrindo brecha para políticos contratarem os próprios parentes em cargos da gestão pública. Foram 253 votos contrários e 162 favoráveis.

Com a mudança, para ser enquadrado como improbidade, terá de ser comprovado “dolo com finalidade ilícita” na nomeação. Da bancada maranhense, somente Bira e Josivaldo votaram pela rejeição.

O texto, que segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), também dá exclusividade ao Ministério Público para propor ações de improbidade administrativa.

Na semana passada, a pedido do PSB, do governador Flávio Dino, o ministro Gil Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu em uma canetada parte da Lei de Improbidade.

PSB, de Flávio Dino, consegue suspender no STF parte da Lei de Improbidade
Política

Com a mudança, somente atos graves vão provocar perda de direitos políticos. Retrocesso está alinhado com projeto relatado por Weverton Rocha no Senado

O PSB (Partido Socialista Brasileiro), que tem entre seus expoentes nacionais o governador do Maranhão, Flávio Dino, conseguiu suspender no STF (Supremo Tribunal Federal) trecho de Lei de Improbidade Administrativa, vigente há quase três décadas, aumentando a dificuldade de condenações de políticos.

Com a mudança, agora somente atos graves de agentes públicos poderão provocar a perda de direitos políticos, como a proibição de candidatar-se em eleições e de assumir determinados cargos públicos.

A decisão foi proferida pelo ministro Gilmar Mendes, no sábado (2), em medida cautelar, com efeito inclusive para a disputa eleitoral de 2022. Também está alinhada com o projeto relatado pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA), um retrocesso no combate à corrupção que desconfigura a Lei de Improbidade e pode beneficiar o próprio pedetista.

Embora ex-juiz federal e com histórico de discurso moralista nas redes sociais, Dino ainda não fez qualquer comentário sobre o texto de Weverton nem sobre o pedido do PSB atendido pelo magistrado do Supremo, de quem é amigo.

Projeto relatado por Weverton que desconfigura Lei de Improbidade derruba direitos das pessoas com deficiência
Política

Texto libera qualquer agente público, servidor ou não, de cumprir determinações de acessibilidade previstas na Lei Brasileira de Inclusão

Além de desconfigurar a Lei de Improbidade Administrativa ao ponto de dificultar a condenação de políticos, empresas e empresários que tenham lesado os cofres públicos, projeto de lei relatado pelo senador Weverton Rocha (PDT) também derruba direitos das pessoas com deficiência.

Na mudança da legislação que combate atos que atentam contra princípios da administração pública, foi retirado o trecho que exigia do agente público, servidor ou não, o cumprimento de requisitos de acessibilidade previstos na Lei 13.146/2015, a chamada Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, sob pena do agente público incorrer em ato de improbidade.

Como o texto aprovado inicialmente pela Câmara foi alterado pelo pedetista, será necessária uma nova votação pelos deputados, onde há acordo para carimbar a versão que afrouxa a lei, antes de ir à sanção presidencial.

O retrocesso foi criticado em uma rede social pela advogada e ativista dos direitos das pessoas com deficiência no Maranhão, Isabelle Passinho. Coordenadora estadual do Serviço Travessia, ela é cadeirante.

“Trata-se de um retrocesso e representa uma afronta à população com deficiência. Essa decisão impedirá que um prefeito que realize uma obra pública sem acessibilidade seja acusado de improbidade administrativa. Um senador maranhense foi relator desse projeto. Como representante do povo, precisa dialogar conosco e compreender o quanto essa posição incentiva a exclusão de quase 1/4 dos brasileiros. Senador Weverton Rocha, a população com deficiência precisa de respostas”, cobrou.

Durante a votação no Senado, a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), que também é cadeirante, apresentou emenda ao projeto para manter o dever do agente público de promover a acessibilidade prevista em lei, mas o senador maranhense rejeitou sob a alegação de que já existem outras legislações que garantem esse direito.

Para tentar reverter a mudança, o PSDB ainda apresentou a emenda de Mara Gabrilli como destaque, que foi votado e derrubado por uma diferença de três votos. Da bancada do Maranhão, apenas o senador Roberto Rocha (PSDB) votou favorável ao destaque. Eliziane Gama (Cidadania) não registrou voto.

“Vemos desmoronar em uma matéria as conquistas construídas com muita luta durante vários anos. A falta de acessibilidade é uma forma de discriminação silenciosa, extremamente limitante e limitadora, impede a plena participação das pessoas com deficiência em igualdade de oportunidades, com segurança e autonomia. Não se pode mais pensar em sociedade sem acessibilidade”, lamentou Gabrilli.

Dino avisa a aliados que vai declarar apoio a Brandão no próximo mês
Política

Governador também irá trocar comando do Departamento de Trânsito do Maranhão, hoje sob controle do PDT

O governador Flávio Dino (PSB) anunciou a pessoas próximas que vai antecipar para o próximo mês a declaração pública de apoio ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB) como seu candidato ao Palácio dos Leões na eleição de 2022. Inicialmente, o anúncio estava previsto para ocorrer em novembro.

O neosocialista tentou manter para a disputa eleitoral do próximo ano a coalização de partidos que ainda compõem seu governo, mas decidiu não tolerar mais o que tem classificado como “petulância” e “afronta” do senador Weverton Rocha (PDT) e do entorno do pedetista, até mesmo com ataques a programas de sua gestão.

A gota d’água, segundo interlocutores de Dino, foi a reiteração de um discurso em atos de campanha antecipada do pedetista pelo interior maranhense, de que a eleição de Weverton para o Governo do Estado representaria a chegada de um segundo governo popular ao Maranhão, tendo sido o de Jackson Lago, já falecido, o primeiro.

A leitura dinista é de que a criação intencional do hiato, isto é, a não citação ao governo atual e seus feitos, traduz uma traição maior do que a do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), que rompeu com Flávio Dino após ser colocado no Senado Federal.

Neste sentido, somado a diversas outras declarações vistas como insultuosas, como não depender do governador maranhense e de menosprezo à importância da função de vice na esfera pública, Weverton estaria ainda manifestando notório desinteresse em cumprir com compromissos constantes em uma carta assinada de punho próprio, de que, se eleito governador, daria continuidade a ações exitosas do governo Dino em políticas públicas.

Além da declaração de apoio a eleição de Brandão para o Palácio dos Leões, o que já vinha sendo desenhada nos bastidores e por meio de gestos públicos, o governador do Maranhão irá também mudar o comando do Departamento de Trânsito do Maranhão, o Detran, hoje sob controle do PDT de Weverton. A vice para a legenda também está descartada.

Eliziane e Roberto votam contra projeto relatado por Weverton que aumenta dificuldade de condenação de políticos
Política

Réu por enriquecimento ilícito, pedetista pode ser diretamente beneficiado com a desconfiguração da Lei de Improbidade Administrativa

Com aval de aliados do governo Jair Bolsonaro (sem partido) e da oposição, por 47 votos a 24, o Senado aprovou nesta quarta-feira (29) o projeto de lei que, para integrantes do Ministério Público e ativistas anticorrupção, aumenta a dificuldade de condenação de políticos.

Relatado pelo senador maranhense Weverton Rocha (PDT), o projeto teve tramitação relâmpago e, pela bancada do Maranhão, recebeu voto favorável apenas o próprio pedetista -que pode ser diretamente beneficiado com a desconfiguração da Lei de Improbidade Administrativa. Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Roberto Rocha (PSDB-MA) votaram contra a proposta.

Como o texto foi alterado, será necessária uma nova votação pelos deputados, onde há acordo para carimbar a versão dos senadores, antes de ir à sanção presidencial.

Segundo o projeto aprovado, um político só será punido pela lei se ficar comprovado que ele teve a intenção de lesar a administração pública. Não basta apenas ele ter lesado.

Desrespeitos à LAI (Lei de Acesso à Informação) e até mesmo furar a fila da vacina não poderão mais ser enquadrados na Lei de Improbidade. Além disso, apenas o Ministério Público poderá apresentar ações de improbidade.

Outra possibilidade de carteirada de agentes públicos é o fim da perda da função pública a condenados que tenham mudado de cargo ao longo do processo. O senador Weverton, por exemplo, que é réu por enriquecimento ilícito em um caso envolvendo recebimento de benesse de um empresário quando era assessor no Ministério do Trabalho e Emprego, mesmo se condenado pela malandragem apontada pelo Ministério Público, não perderia a atual função pública.

Um mês após insinuar que não precisa de Dino, Weverton abre diálogo com Roberto Rocha por 2022
Política

Pré-candidato ao Palácio dos Leões quer formar chapa com desafeto do governador do Maranhão. Conversa foi aberta por Carlos Madeira, juiz federal aposentado que virou interlocutor do pedetista

Com a proximidade de novembro, mês escolhido pelo governador Flávio Dino (PSB) para tornar pública decisão já tomada de apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, o senador Weverton Rocha (PDT) abriu diálogo com o colega de bancada, Roberto Rocha (PSDB), um dos principais desafetos políticos do neosocialista no estado.

Há poucos dias, o senador tucano foi procurado pelo juiz federal aposentado Carlos Madeira em Brasília (DF), com o objetivo de discutirem a formação de uma chapa de oposição a Brandão/Dino, respectivamente, na corrida pelo Governo do Estado e ao Senado Federal na eleição do ano que vem.

Ex-candidato a prefeito de São Luís pelo Solidariedade, apesar do histórico de magistrado, Madeira se tornou um dos principais interlocutores de Weverton, inclusive com poder de coordenação da equipe de técnicos responsáveis pela pré-campanha do pedetista ao Palácio dos Leões.

A reaproximação com Roberto Rocha ocorre cerca de um mês após Weverton Rocha insinuar em Imperatriz que não precisa do apoio de Flávio Dino para ser eleito em 2022. Segundo apurou o ATUAL7, a motivação teve por base levantamentos eleitorais internos do PDT que apontam o tucano melhor posicionado ou próximo da pontuação marcada por Dino na Região Tocantina e no Sul do Maranhão, além de mostrar equilíbrio entre ambos em diversas outras regiões.

Na conversa com Carlos Madeira, Roberto Rocha não disse que sim nem que não a Weverton, apenas assentou que, para a aliança ser firmada, o rompimento do pedetista com Flávio Dino deve ser direto e definitivo. “O Maranhão só tem dois lados” tem sido o lema do tucano.

Réu por enriquecimento ilícito, Weverton Rocha acelera mudança de lei que pode beneficiá-lo
Política

Senador pelo Maranhão, pedetista tenta colocar texto em votação sem que tenha sido feito nenhum debate aprofundado e sem acolher nenhuma emenda

Relator na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do projeto que altera a Lei de Improbidade Administrativa de modo a tornar ainda mais fácil aos gestores públicos desviarem recursos do erário, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) tenta colocar o texto em votação sem que tenha sido feito nenhum debate aprofundado e sem acolher nenhuma das 42 emendas encaminhadas pelos colegas de parlamento.

A proposta, que vem sendo criticada por integrantes do Ministério Público e ativistas anticorrupção por desfigurar completamente a Lei de Improbidade e efetivar uma espécie de licença para roubar, pode ser votada nesta terça-feira (28).

O projeto foi aprovado pelo plenário da Câmara em junho último, numa votação que durou oito minutos. No último dia 13, Weverton foi escolhido relator da matéria no Senado, apresentou seu relatório em 24 horas, e tentou liquidar a fatura ainda na semana passada, sob alegação de que o texto já havia sido debatido nos estados. Só não conseguiu concretizar a artimanha por mobilização de procuradores, membros do Ministério Público e dos senadores Lasier Martins (Podemos-RS) e Álvaro Dias (Podemos-PR).

O pedetista responde a processo de improbidade no qual é acusado pelo MPF, dentre outras suspeitas, de enriquecimento ilícito. As alterações nas regras de punição da lei podem beneficá-lo, inclusive de ser livrado de eventual enquadramento na Lei da Ficha Limpa.

Entre os pontos encaminhados por Weverton está a que barra a perda do cargo em casos em que o acusado não ocupa mais o posto que motivou o processo, excetuando apenas casos “de caráter excepcional”. O senador, por exemplo, se condenado na ação em que é réu na Justiça Federal por improbidade, não perderia o mandato em decorrência de um fato da época em que foi assessor do gabinete de Carlos Lupi no Ministério do Trabalho e Emprego.

Para punir um gestor público por desvio de recursos ou enriquecimento ilícito, se aprovado o malabarismo retórico de Weverton Rocha, passará a ser preciso primeiro provar que as irregularidades foram cometidas com dolo ou má-fé.

Desrespeitar a LAI (Lei de Acesso à Informação), como o pedetista vem fazendo em relação a um pedido feito pelo ATUAL7 ao seu gabinete no Senado, por exemplo, deixará de ter punição, porque não está mais listado como ato ilícito na nova lei.

De acordo com o procurador da República Frederico de Carvalho Paiva, que apresentou os memorais (última manifestação das partes no processo) na ação que corre na 6ª Vara Federal do Distrito Federal (DF), Weverton teria recebido benesse providenciado pelo empresário Adair Antônio de Freitas Meira, de Goiânia (GO), que comandava uma rede de entidades que mantinha R$ 17,3 milhões em convênios firmados com a pasta controlada pelo PDT no governo Dilma Rousseff (PT).

Em 2016, como deputado federal, Weverton Rocha foi o autor do principal destaque ao projeto da lei das “10 Medidas contra a corrupção”. Nele, propôs que magistrados e integrantes do Ministério Público respondam por crime de abuso de autoridade quando atuarem com conduta incompatível com o cargo. Na ocasião, o texto foi considerado uma tentativa de intimidar a Operação Lava Jato, uma das maiores iniciativas de combate à corrupção e lavagem de dinheiro da história recente do Brasil.

Weverton também é réu em outra ação, mas na esfera criminal, por peculato, como é chamado o desvio de recursos públicos por agente público. Indiciado pela Polícia Civil, o pedetista ficou em silêncio durante o interrogatório, segundo ele, como forma de protesto.

Estrela em alta, Josimar volta a virar alvo de aliados de Weverton Rocha
Política

Maragatunistas querem transferir para o adversário ceticismo que domina eventual candidatura do pedetista ao Palácio dos Leões

Com potencial para chegar ao segundo turno e, possivelmente, vencer a corrida pelo Palácio dos Leões em 2022, o deputado Josimar Maranhãozinho (PL) virou alvo de aliados do senador Weverton Rocha (PDT), que voltaram a tentar por em dúvida a pré-candidatura do parlamentar federal ao governo do Estado na eleição do ano que vem.

A estratégia de desacreditar a permanência de Josimar na disputa, já utilizada outras vezes pelo entorno de Weverton, tem agora como finalidade o esforço em transferir para o adversário o ceticismo que tornou a dominar a eventual candidatura do pedetista ao governo devido nova demonstração de fragilidade.

No meio da semana, após agir com imprudência contra o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural e nome do governador Flávio Dino (PSB) para o pleito, o senador foi alertado por parte do círculo de políticos, amigos e assessores, e teve de pedir desculpas públicas ao tucano.

A postura pegou diversos aliados desarmados de surpresa, que entenderam o recuo como um sinal de que a pré-candidatura de Weverton Rocha ao Palácio dos Leões não é para valer.

Presidente estadual do PL, partido com uma das maiores bancadas no Congresso e que ocupa ministérios estratégicos no governo Jair Bolsonaro, Josimar voltou a entrar na mira de maragatunistas após se legitimar como força política ao reunir mais de 50 prefeitos e prefeitas, sob sua contínua liderança, no primeiro encontro de pré-campanha ao Executivo maranhense, todos considerados genuinamente fiéis ao seu projeto, e por haver declarado rompimento com Dino.

A ruptura com o dinismo, além de não afetar seu eleitorado devoto, abre espaço entre eleitores de direita e os arrependidos com Dino, suportado pelas classes política e empresarial somente até a desincompatibilização do cargo, e com tendência a perder apoio popular quando deixar o Poder devido ao fracasso no cumprimento de sua principal promessa de campanha nas duas últimas eleições: tirar o Maranhão da linha abaixo da extrema pobreza.

Segundo entendimento consolidado no núcleo de pré-campanha de Weverton, com a estrutura do Palácio dos Leões, o apoio de Dino e a possível aliança com o PT e Lula em 2022, Brandão facilmente estará no segundo turno, restando atingir Josimar para garantir lugar para o pedetista na segunda etapa da eleição.

O termo maragatunistas faz referência a outro, Maragatuno, criado e muito utilizado em referência a Weverton Rocha por parte da imprensa local em disputas eleitorais passadas devido ao envolvimento do pedetista em diversos casos relacionados à corrupção, desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito, os quais ele nega ter praticado. Alinhado ao senador, seu entorno também é investigado ou responde a diversos processos na Justiça por irregularidades ou ilícitos com dinheiro público. Recentemente, porém, o termo Maragatuno foi readaptado por esses mesmos veículos para Maragato, em estratégia de marketing eleitoral para tirar do pedetista a mancha e a pecha de traidor para tentar transformá-lo em um revolucionário.

Com pedido de desculpas, Weverton tenta manter aberta vice de Brandão para PDT
Política

Vaga foi oferecida por Flávio Dino em julho. Apesar de encontros financiados pela estrutura partidária, pedetista ainda pode retirar pré-candidatura

Apesar de seguir com encontros financiados pela estrutura partidária para possível candidatura ao Palácio dos Leões, o senador Weverton Rocha não pretende encerrar diálogos com o governador Flávio Dino (PSB) para que o PDT indique a vice na chapa de Carlos Brandão (PSDB) ao governo do Estado na eleição de 2022.

O vice-governador assumirá o comando do Poder Executivo no próximo ano, e disputará a reeleição tendo Dino como candidato ao Senado. Como o PT tende a permanecer na aliança governista, com Felipe Camarão disputando uma cadeira na Câmara dos Deputados, o PDT de Weverton ainda tem espaço para ficar com a vice, conforme acertado com os próprios Dino e Brandão em reunião fechada no Palácio dos Leões em julho.

Foi sob esse raciocínio que o pedetista, após alerta de parte do círculo de políticos, amigos e assessores que o acompanham na pré-campanha, recuou de declarações ditas em entrevista à TV Centro Norte, em Presidente Dutra, no sábado (4). Para atingir Brandão, Weverton desqualificou e ridicularizou a função de vice, atrapalhando os diálogos.

“Tem gente que nasce para ser vice, tem gente que nasce para liderar, eu nasci pra liderar”, disse.

Apesar da investida ter sido direcionada apenas a Brandão, acabou também encolhendo politicamente diversos aliados, tanto do PDT quanto outras legendas, que ocupam a função nos Poderes Legislativo e Executivo no estado, e ainda dificultou eventual indicação de vice para possível chapa dele próprio, caso a pré-candidatura ao governo seja mantida.

Por esse motivo, o pedido de desculpas, acrescido de abraços, foi estendido a todos os atingidos.

“Meus amigos, na vida pública, quem acerta, não faz mais do que sua obrigação. E que erra, deve se desculpar. No último final de semana, eu errei ao fazer referência à função de vice de forma deselegante e inapropriada. Por isso, gostaria de me desculpar com os meus aliados que são vice-presidentes de casas legislativas, com os vice-prefeitos e com o vice-governador Carlos Brandão”, apelou Weverton.

No meio político e empresarial maranhense, o comportamento frágil foi entendido como sinal de que a pré-candidatura do pedetista ao Palácio dos Leões não é para valer.

Weverton repete Dino, coopta aliados do Palácio dos Leões e pavimenta eleição para governador
Política

Sem controle da própria gestão, Flávio Dino segue em silêncio sobre decisão por Carlos Brandão e cede espaço para pedetista crescer na disputa

Vestido em camiseta branca com os dizeres: “Hen hein!”, expressão maranhense que dentre outras coisas significa “cala a boca!” o senador Weverton Rocha (PDT) roubou a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e isolou o governador Flávio Dino (PSB) no jantar oferecido ao petista no último dia 18 no Palácio dos Leões, sede e residência oficial do chefe do Poder Executivo maranhense.

Sob o olhar atento de Lula, Weverton se destacou entre os presentes, comandou todos os diálogos e se portou e foi recebido como líder pela maioria esmagadora do grupo encastelado no Governo do Estado presente no evento.

A ordem dada por Weverton para que seja estabelecido silêncio tem sido rigorosamente obedecida por Dino. Mais de cinco meses depois de assumir para o núcleo central do governo que seu candidato ao pleito de 2022 é o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o governador vem se mantendo publicamente calado a respeito da própria decisão.

Ante o medo de Flávio Dino e a falta de controle do governador maranhense sobre a própria gestão, o pedetista vem pavimentando com facilidade a estrada que leva ao Palácio dos Leões, com o apoio garantido de quase todos os partidos da base dinista, além de secretários de todos os escalões, classe empresarial e autoridades representantes de outros Poderes.

Politicamente mais forte que o próprio Flávio Dino mesmo com o socialista ainda sentado na cadeira de chefe do Executivo estadual, Weverton Rocha até mesmo já flerta com bolsonaristas de carteirinha adversários do governador maranhense, como o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos (DEM), e a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSDB).

A cooptação de Weverton é um repeteco do levou Dino ao poder em 2014, quando lideranças e demais aliados de Roseana Sarney (MDB), ante o pavor que a então governadora nutria por Flávio Dino, que até o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão já havia invadido tempos atrás para tomar satisfação com um juiz eleitoral, pularam de barco apostando na expectativa de continuarem no poder.

Assim como deu certo para Dino, a estratégia vem sendo decisiva para eventual vitória de Weverton na eleição do ano que vem.

Como o governador não tem coragem para despachar publicamente o pedetista e tomar dele e outros aliados dezenas de centenas de cargos no Governo do Maranhão, aparenta não confiar no sucesso eleitoral de Carlos Brandão nas urnas, fracassa na tentativa de reapadrinhar o ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PSD) e não consegue convencer o PT nem Lula da viabilidade da candidatura do secretário Felipe Camarão (Educação) como cabeça da chapa majoritária, Dino agora vive sob o dilema de não poder mais se desincompatibilizar do cargo em abril de 2022.

Se deixar o cargo sem confirmar Brandão como seu único candidato, terá de disputar o Senado Federal fora da chapa governista ou qualquer outro cargo sem o apoio do Palácio dos Leões.

Weverton, por outro lado, com a candidatura em franca ascendência, segue ainda outro significado da expressão maranhense “Hen hein!”, que é “duvido do que você está falando”. Para não precisar ver para crer, tem preferido não arriscar, e já surfa no rumor de que seu braço direito político e sócio, Erlânio Xavier (PDT), pode concorrer ao Senado com ou sem Flávio Dino na disputa pela vaga.

Iminência de cassação de chapa faz Dino escalar Camarão como plano B para 2022
Política

Caso TSE mantenha livramento dado pelo TRE do Maranhão, secretário de Educação será vice de Carlos Brandão. Estratégia visa evitar que cofres do Estado caiam nas mãos de Weverton Rocha

O governador Flávio Dino (PSB) colocou em prática um plano B para garantir a hegemonia de seu grupo político no poder após 2022, do qual está fora o senador Weverton Rocha (PDT).

Na iminência de cassação de seu mandato e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) por supostos abusos de poder nas eleições de 2018, caso o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirme que houve trapaça eleitoral, Dino vai apoiar Felipe Camarão (PT), atual secretário de Estado da Educação, para o comando do Palácio dos Leões no pleito do ano que vem.

Todavia, se o livramento dado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) for mantido pelos ministros em Brasília (DF), e o caso arquivado, a ideia é seguir com o plano inicial: Camarão vice de Brandão, e Dino ao Senado.

Com a estratégia, Flávio Dino pretende evitar que os cofres estaduais caiam nas mãos de Weverton Rocha, investigado por suposto envolvimento em diversos casos relacionados a desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito. Aos mais próximos, o governador maranhense tem repetido que entregar o Palácio dos Leões para o pedetista representaria grave retrocesso para o estado e uma mancha em seu histórico político.

Evento esvaziado em Imperatriz acende alerta de Weverton sobre sobrevivência pós 2022
Política

Dos quase 100 prefeitos esperados, apenas pouco mais de 30 apareceram no ato oficial de lançamento de pré-candidatura do pedetista ao Palácio dos Leões

A baixa participação de lideranças políticas no evento oficial de lançamento de pré-candidatura ao Palácio dos Leões, realizado em Imperatriz no último sábado (14), acendeu o alerta para o futuro político de Weverton Rocha (PDT) após 2022.

Dos quase 100 prefeitos esperados, apenas pouco mais de 30 apareceram no ato, que para evitar maior esvaziamento precisou ser ocupado por militantes levados por aliados em caravanas para fazer algum volume e simular apelo popular pela entrada do pedetista na eleição do ano que vem.

Desde que começou a perder líderes partidários, gestores municipais e até correlegionários no PDT para Carlos Brandão (PSDB), sucessor e candidato do governador Flávio Dino ao pleito, Weverton passou a correr o risco de não apenas ser derrotado nas urnas no próximo ano, mas também perder forças para 2026, quando estará em jogo a própria cadeira no Senado.

Como esticou demais a corda dada por Dino, e já até declara que não precisa de apoio do governador maranhense para ser eleito, o esperado é que Weverton Rocha não receba mais suporte do grupo que o elegeu na corrida passada –experiência atualmente conhecida pelo senador Roberto Rocha.

Das duas vagas que serão abertas ao Maranhão em 2026, a tendência é de que uma seja ocupada por Carlos Brandão –caso o tucano seja reeleito em 2022 para comandar o Palácio dos Leões– e a outra por alguém realmente aliado, condição que Weverton, na visão de dinistas e brandonistas, perdeu desde que traiu Flávio Dino nas eleições municipais em São Luís, no ano passado.

Acordo fracassa e Weverton insinua não precisar de apoio de Dino para 2022
Política

Pedetista sugeriu ainda que escolha do governador por Carlos Brandão teria sido ditatorial

O senador Weverton Rocha (PDT) insinuou nesta sexta-feira (13) que não precisa do apoio do governador Flávio Dino (PSB) para ser eleito ao comando do Palácio dos Leões em 2022. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Imperatriz, pouco mais de um mês depois de acordo pró-candidato único assinado pelo pedetista com o chefe do Executivo, de punho próprio, em reunião com lideranças partidárias do grupo.

“Gosto muito do governador Flávio Dino, é meu amigo, tem o reconhecimento de todos nós pelo trabalho que fez pelo Maranhão, só que eu quero ser candidato de baixo pra cima. Eu quero o apoio dele [Dino], mas, de verdade, quem vai me apoiar e vai me eleger é o povo”, disse, sugerindo ainda que o governador maranhense estaria agindo de forma ditatorial ao escolher o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sem consultar aliados, para conservar seu legado.

Antes da reunião com lideranças em julho, em conversa acompanhada pessoalmente por Brandão, o próprio Dino ofereceu a Weverton a vice na chapa majoritária governista, tendo o senador pedido prazo de duas semanas para analisar a oferta.

Porém, como não houve resposta, o PT voltou a captar força para indicação de nome para vaga.

Para salvar candidatura, Weverton dá início a série de encontros políticos
Política

Pedetista tem perdido lideranças e pode ficar apenas com DEM e PP. Dino vai anunciar Brandão ao Palácio dos Leões em novembro

Deixado para trás pelo vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor de Flávio Dino (PSB) e adversário na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, que reuniu mais de uma centena de prefeitos em ato de pré-campanha na semana passada, o senador Weverton Rocha (PDT) decidiu realizar ainda este mês sua caravana pelo interior do Maranhão.

Para manter o nome na corrida, Weverton vai dar início a uma série de encontros a partir do próximo dia 14 de agosto.

A intenção é preservar o que ainda resta de impulso político, em uma tentativa de imprimir caráter de irreversibilidade à pré-candidatura do pedetista ao Governo do Estado, que começa a desmoronar diante do abandono de diversos partidos, prefeitos e lideranças regionais, que pularam para Brandão.

“Quero ouvir, dialogar e falar de ideias para os anos que virão”, diz o pedetista.

A agenda de encontros de Weverton começa por Imperatriz. Depois, São Bernardo, ainda em agosto. Para setembro, estão marcadas caravanas para Presidente Dutra e Pinheiro.

Na iminência de novas defecções, a expectativa é de que o senador e presidente estadual do PDT, caso não retire a pré-candidatura para a possível indicação à vaga de vice, consiga manter o apoio de pelo menos outros dois partidos na corrida eleitoral: DEM e PP, ainda assim apenas com parte das lideranças municipais das legendas.

Flávio Dino deve tornar pública a escolha por Carlos Brandão em novembro, segundo anunciou em reunião recente com aliados. E em abril do ano que vem renuncia o cargo para concorrer ao Senado, ascendendo Brandão oficialmente à cadeira de governador.