Roberto Rocha
Senadores do MA votam contra STF e devolvem o mandato a Aécio
Política

Placar foi de 44 votos pela derrubada da decisão do Supremo; eram necessários 41

Os três senadores da bancada do Maranhão, Edison Lobão e João Alberto Souza, ambos do PMDB, e Roberto Rocha, do PSDB, se manifestaram contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e auxiliaram a Casa a devolver o mandato ao senador tucano Aécio Neves.

O placar da votação foi de 44 a 26, com nove ausências e uma abstenção. As cautelares do Supremo foram também derrubadas pelos parlamentares.

Aécio Neves estava afastado das atividades parlamentares e cumprindo reclusão noturna desde o fim de setembro último, por determinação do STF. A manutenção ou revogação dessas medidas cautelares precisava ser referendada por 41 dos 81 senadores.

Roberto Rocha defende maior presença da indústria cultural no Maranhão
Política

Produção audiovisual brasileira no Maranhão não chega a 2%. Criação da Zona de Exportação pode impulsionar a indústria no estado

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) defendeu, nessa terça-feira 10, maior participação da produção cinematográfica no Maranhão.

Durante a sabatina de indicação de Christian de Castro Oliveira para exercer o cargo de diretor da Agência Nacional de Cinema (Ancine), o parlamentar maranhense, que também foi o relator da indicação aprovada na Comissão de Educação, alertou que dos 142 títulos lançados nas salas de cinema em todo o Brasil, em 2016, apenas dois foram oriundos de produtoras do estado.

“Entre 1995 e 2012, o estado não teve nenhum longa-metragem produzido no Maranhão e estreados nas salas de cinema. E todo mundo sabe que as regiões Norte e Nordeste são celeiros de talentos artísticos, com cenários e belezas naturais de tirar o fôlego, ou seja, com enorme potencial de crescimento no mercado de áudio visual, mas, no caso do Maranhão, poderia ser muito mais bem explorado”, disse.

Para Christian de Castro, a região do Brasil com maior participação dos filmes brasileiros com relação ao público total foi o Nordeste, com quase 20% dos espectadores e 17% da renda.

“Infelizmente, isso não se traduz no campo da produção, ainda excessivamente concentrada no Sudeste”, observou.

Roberto Rocha lembrou que São Luís poderá se transformar, em breve, em uma zona de exportação também para produtos audiovisuais, o que poderá alavancar de vez esse tipo de mercado.

“Tramita no Senado o projeto de lei de minha autoria, que cria a Zona de Exportação do Maranhão (Zema), que vai fomentar incentivos fiscais, não apenas para a instalação de empresas áudio visuais voltadas para o mercado internacional, mas também de empresas de qualquer natureza que visem exportação de seus produtos provenientes do Maranhão. Esse novo modelo econômico vai trazer maior segurança jurídica, estímulos e, consequentemente, a imediata atração de novos investimentos com aumento significativo da oferta de postos de trabalho e renda para o nosso povo”, afirmou o senador.

Vantagens estratégicas do Complexo Portuário do Itaqui

As condições consideradas ideais de São Luís para se transformar em uma zona de exportação animam empresários nacionais e internacionais.

O Porto de Itaqui está no centro da Área de Livre Comércio das Américas, próxima ao canal do Panamá, e constitui a rota mais curta para destinos como Europa, Estados Unidos e Ásia. “É uma região estratégica, que encurta fronteiras e reúne condições ideais”, frisou Roberto Rocha.

Lobão e Roberto Rocha garantem apoio aos pleitos da Famem para saúde e educação
Política

Senadores mostraram-se favoráveis à destinação aos municípios de novos recursos, da ordem de R$ 300 milhões, oriundos de emenda de bancada

Os senadores Edison Lobão (PMDB) e Roberto Rocha (PSDB) garantiram apoia aos pleitos nas áreas da saúde e educação apresentados pela Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem) nesta quarta-feira 4, em Brasília.

Coordenada pelo presidente da entidade, Cleomar Tema, a caravana municipalista reuniu-se com parlamentares maranhense no período da manhã, no auditório Petrônio Portela, no Senado Federal. Por motivos de saúde, o senador João Alberto (PMDB) não compareceu ao encontro, mas enviou mensagem prestando apoio as reivindicações dos prefeitos e prefeitas maranhenses.

Ambos mostraram-se favoráveis à destinação aos municípios de novos recursos, da ordem de R$ 300 milhões, oriundos de emenda de bancada para serem investidos pelas prefeituras em ações de saúde.

Lobão e Rocha também se comprometeram em atuar politicamente no sentido de e fazer com que o governo federal cumpra decisão do juiz José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara Federal Cível, que determinou a implantação do Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi), dispositivo criado pelo Plano Nacional de Educação, como base de cálculo para repasse de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para as prefeituras maranhenses.

A efetivação do CAQi, em substituição ao Valor Mínimo Anual por Aluno, é fruto de uma ação judicial movida pela Famem e representará um incremento de recursos no setor da educação dos municípios estimado em cerca de R$ 6 bilhões.

O representante do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Pedro Pedrosa, também participou do encontro e foi cobrado fortemente pelos gestores acerca dos constantes cortes de recursos destinados para custeio do setor educacional das cidades.

PSDB diz que filiação de Roberto Rocha corrige distorção de alianças no MA
Política

Posicionamento do partido atinge a esperança que Carlos Brandão e Flávio Dino nutrem por reeditar no próximo ano a aliança de 2014 entre tucanos e comunistas

O senador Roberto Rocha (MA) retorna, nesta quarta-feira 4, aos quadros do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), após cerca de seis anos em que deixou a legenda por divergências internas.

Na página oficial do partido, o PSDB diz que a filiação do parlamentar maranhense qualifica ainda mais a bancada da legenda no Senado e corrige a distorção das atuais alianças políticas no estado. “A filiação dele qualifica ainda mais a bancada do PSDB no Senado e corrige uma distorção no quadro atual de alianças políticas no Maranhão”, diz o comunicado do PSDB em seu site oficial.

A declaração atinge em cheio o resquício de esperança nutrida pelo vice-governador Carlos Brandão e do governador Flávio Dino (PCdoB) em reeditar a aliança frankenstein de 2014, quando o comunista pediu votos pra Dilma Rousseff, mas deu palanque para Aécio Neves.

A filiação de Roberto Rocha está programada para acontecer às 15 horas, e será realizada no gabinete do próprio senador, em Brasília, com a presença do presidente nacional do partido, Tasso Jereissati (CE), além de senadores e deputados federais. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), também confirmaram presença.

De volta ao partido, Rocha deve disputar o Palácio dos Leões em 2018 como tucano, inclusive com o apoio do leque de legendas que conquistou para Dino em 2014.

STF abre inquérito sobre prestação de contas de Roberto Rocha
Política

Pedido foi feito pela PGR, nos últimos dias de comando de Rodrigo Janot. Relator é o ministro Roberto Barroso

O Supremo Tribunal Federal (STF) instaurou inquérito sobre o senador Roberto Rocha (PSB), a respeito da prestação de contas do socialista.

O pedido para a abertura do procedimento foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), na segunda semana de setembro, quando Rodrigo Janot ainda comandava o órgão. A procedência é de um processo do Ministério Público Federal (MPF) do Maranhão.

Ao ATUAL7, a PGR informou que o inquérito encontra-se em andamento com manifestação sigilosa, e que, “até o presente momento”, não foi expedida denúncia contra o senador. Procurado sobre o assunto, Roberto Rocha não retornou o contato.

De número 4610, o inquérito foi distribuído para a relatoria do ministro Roberto Barroso, já estando os autos conclusos para decisão, desde essa quinta-feira 21.

O documento possui apenas um volume, com 263 páginas.

Roberto Rocha quer desconto maior para beneficiados com tarifa social
Política

Proposta do senador pretende alcançar as pessoas mais carentes. Estados do Norte e Nordeste serão os mais beneficiados

Começou a tramitar no Senado, nesta semana, projeto de lei de autoria do senador Roberto Rocha (PSB-MA) que altera as faixas de consumo e percentuais de desconto aplicados aos beneficiários da Tarifa Social de Energia Elétrica.

A proposta foi motiva após sucessivos aumentos na conta de luz dos brasileiros e as dificuldades de pessoas de baixa renda de pagar por esses reajustes. O último aconteceu no início deste mês, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou alteração para cor vermelha a bandeira tarifária. Isso significa que o consumidor vai ter de desembolsar mais para pagar a energia no próximo mês.

Para Rocha, a proposta vai beneficiar a população dos estados mais pobres, como é o do Maranhão. “O nosso estado, por exemplo, é o que tem o segundo pior IDH do Brasil e a pior renda per capita, além de possuir indicadores econômicos e sociais muito fracos. E, por outro lado, tem a maior tarifa de energia elétrica, o que é algo absolutamente contraditório”, alertou.

Pela proposta, para a parcela de consumo de energia elétrica inferior ou igual a 50 kWh/mês, o desconto será de 70%. Para famílias que consumirem entre 51 e 150 kWh/mês, o desconto cai para 50%. Para a parcela compreendida entre 151 e 250 kWh/mês, o desconto será de 20%, enquanto acima de 250 kWh/mês não haverá desconto.

Roberto Rocha acredita que o projeto não terá dificuldades para ser aprovado. “Estamos procurando atender pessoas mais carentes, especialmente dos estados do Norte e do Nordeste. Como que alguém pode ser contra isso? É uma forma de diminuir as desigualdades regionais existentes no Brasil”, afirmou o senador.

Luciano garante obras para Pinheiro em encontro com Roberto Rocha
Política

Execução dos projetos será feita com recursos do PAC e por meio do Ministério da Integração Nacional

O prefeito do município de Pinheiro, Luciano Genésio (Avante), reuniu-se, nessa segunda-feira 31, em São Luís, com o senador Roberto Rocha (PSB-MA). No encontro, foi discutida uma agenda positiva para a população da cidade.

Dentre os projetos discutidos, destacam-se o de investimentos que garantam a revitalização da Avenida Pericumã – que equivale à Avenida Litorânea, em São Luís; e a construção de um moderno Centro de Abastecimento.

A execução das obras será garantida com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Além disso, o prefeito de Pinheiro garantiu, ainda, a destinação de pelo menos 20 quilômetros de pavimentação asfáltica para as ruas da cidade, por meio do Ministério da Integração Nacional.

No Senado pelo MA, apenas Roberto Rocha gasta com divulgação do mandato
Política

Senador já direcionou mais de R$ 100 mil da cota para a propaganda de sua atividade parlamentar

Pré-candidato ao Palácio dos Leões em 2018, o senador Roberto Rocha (PSB) tem sido o único parlamentar no Senado Federal pelo Maranhão na atual legislatura a gastar parte da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (CEAPS) com a divulgação do mandato. Em gastos gerais, ele custou R$ 1.177.159,89 aos cofres públicos para manter o funcionamento de seu gabinete, sendo o senador mais caro do Maranhão.

De acordo com levantamento feito pelo ATUAL7 no Portal da Transparência da Casa, o socialista já direcionou exatos R$ 113.212,10 para a propaganda de sua atividade parlamentar. Foram R$ 39.680,00 gastos em 2015; R$ 60.932,10 em 2016 e, até agora, R$ 12.600,00 em 2017.

Uma das contratadas por Rocha para a divulgação do mandato é a Agência em Foco Empresa de Comunicação, de Brasília (DF).

Criada em março de 2015, portanto após o parlamentar já haver sido eleito, a empresa faturou R$ 33.968,00 do gabinete de Roberto Rocha. Na Receita Federal, a empresa está registrada em nome de Wolglan de Astre Melo, que nas eleições de 2016 doou R$ 15 mil para o PSB, partido do parlamentar maranhense.

Ao Senado Federal, é informado pelo socialista que o valor repassado à Agência em Foco corresponde ao serviço de divulgação de atividade parlamentar por meio de programa de vídeo e programa de rádio.

Segundo a assessoria de comunicação de Roberto Rocha, as peças foram produzidas para veiculação nas redes sociais. O serviço teria durado somente nove meses, até o contrato ser desfeito para investimento em equipamentos e treinamento do pessoal do gabinete do senador.

Ainda segundo a assessoria, ao firmar o contrato, Rocha não tinha qualquer conhecimento profissional ou pessoal sobre o proprietário da empresa. Foi a própria Agência em Foco, ressalta, quem teria procurado o socialista oferecendo os serviços.

Roberto Rocha é o senador do Maranhão que mais gasta com gabinete
Política

Socialista já custou mais de R$ 1,1 milhão aos cofres públicos. Levantamento é referente a atual legislatura. Edison Lobão é o senador mais barato

Dos três senadores da República pelo Maranhão, Roberto Rocha (PSB), que pretende disputar o Palácio dos Leões em 2018, é o campeão de gastos para manter o funcionamento de seu gabinete. Apesar de o país enfrentar uma grave recessão, o socialista já custou exatos R$ 1.177.159,89 aos cofres públicos.

O levantamento foi feito pelo ATUAL7 com base em dados fornecidos pela própria Casa, referentes aos primeiros dois anos e meio de mandato da atual legislatura. Os gastos mostrados na reportagem são das rubricas Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (CEAPS) e “Outros Gastos”.

O senador João Alberto Souza (PMDB), que é presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa, mantém a vice-liderança nos gastos com o funcionamento do gabinete. Ao todo, durante o período consultado, o peemedebista custou R$ 863.524,87 aos cofres.

Acossado na Lava Jato, esquema desbarato pela Polícia Federal justamente por envolver dinheiro público, o senador Edison Lobão (PMDB) tem sido, curiosamente, o que menos tem custado aos cofres públicos para manter o seu gabinete. Segundo o levantamento, Lobão consumiu apenas R$ 492.610,37.

Assim como na Câmara Federal — onde o deputado campeão em gastos é o comunista Rubens Pereira Júnior — a CEAPS destina-se ao ressarcimento das despesas efetuadas com o aluguel de imóvel para a instalação de escritório de apoio à atividade parlamentar, aquisição de material de consumo para uso no escritório, locação de meios de transportes destinados à locomoção dentro do estado de origem, hospedagem e alimentação do parlamentar ou de servidores comissionados e efetivos lotados em seu gabinete, entre outras despesas. Esse tipo de despesa é mais utilizado no Estado de origem dos senadores.

Já a rubrica “Outros Gastos” serve para custeio de outros apetrechos, como viagens oficiais, consumo de material e correios. É um gasto geralmente utilizado pelos parlamentares em Brasília.

Edison Lobão marca sabatina de Raquel Dodge para o dia 12
Política

Relator da indicação, Roberto Rocha pode ter aproveitado parecer para mandar indireta para o governador Flávio Dino

O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, Edison Lobão (PMDB), marcou para a próxima quarta-feira 12 a sabatina da procuradora da República Raquel Dodge, indicada pelo presidente Michel Temer para a chefia da Procuradoria-Geral da República (PGR) em substituição a Rodrigo Janot, que termina o mandato até setembro próximo.

No mesmo dia, logo após a sabatina, será votada a indicação. Aprovada, a previsão é que a nomeação siga para votação em plenário no mesmo dia, em regime de urgência.

A data foi marcada após outro maranhense, o senador Roberto Rocha (PMDB), ler o parecer na CCJ, declarando que Dodge está apta para assumir o cargo.

Relator da indicação, o socialista ressalta no parecer o que chamou de “louvável trajetória” e “aspectos notáveis da atuação profissional e acadêmica” da procuradora da República. Ele também elencou alguns pontos do currículo da indicada, pontuando sua formação no exterior e alguns fatos de sua carreira no Ministério Público.

“Foi designada pelo Procurador-Geral da República para desempenhar, por delegação, importantíssimas funções em casos específicos, como a persecução criminal ao então deputado Hildebrando Paschoal e a liderança da chamada Operação Caixa de Pandora, que teve entre um de seus pontos culminantes a prisão – inédita e única até hoje – de um governador no exercício de suas funções, o então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda”, lembra Rocha.

Indireta

No bastidor, esse trecho foi encarado como um tipo de indireta do senador ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). O comunista é um dos 12 chefes do Executivo citados em delações premiadas da Odebrecht, a famigerada “lista do fim do mundo”.

Segundo um dos executivos da empreiteira, Dino seria o “Cuba” da planilha de propina da empresa, e teria recebido R$ 400 mil da Odebrecht, divididos em partes iguais entre as eleições de 2010 e 2014. O primeiro repasse, garante o delator, teria sido feito por fora, em troca de apoio a um projeto na Câmara dos Deputados, o que pode caracterizar, em tese, caixa 2 e corrupção.

Apesar de já autorizado há quase três meses pelo ministro Edison Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Janot nunca enviou o pedido de abertura de inquérito contra Flávio Dino ao Superior Tribunal de Justiça.

Se deixar o cargo sem fazê-lo, a tarefa caberá à Dodge.

Caso o pedido seja aceito, o governador do Maranhão os outros chefes do Executivo pilhados na Lava Jato podem ser afastados no cargo e até mesmo ser presos pela Polícia Federal. Daí a indireta de Roberto Rocha, que é pré-candidato ao Palácio dos Leões em 2018, ao comunista.

Projeto de Roberto Rocha dobra recursos para merenda em municípios pobres
Política

Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado discutirá aprovação da matéria em reunião nesta terça-feira 4

Escolas situadas em municípios onde há extrema pobreza podem passar a receber em dobro os valores per capita destinados à merenda escolar.

A medida consta do Projeto de Lei do Senado (PLS) 217/2015, do senador maranhense Roberto Rocha (PSB).

De acordo com o projeto, serão considerados como municípios em extrema pobreza aqueles nos quais 30% ou mais das famílias nele residentes façam parte do cadastro dos programas Brasil sem Miséria ou Bolsa-Família.

A proposta, que está na pauta de reunião desta terça-feira 4 da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) da Casa, recebeu voto favorável da relatora Lídice da Mata (PSB-BA), que aceitou a subemenda aprovada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado e será votada em decisão terminativa.

Os recursos destinados em dobro às escolas deverão seguir as exigências de cada etapa e modalidade de ensino.

Roberto Rocha deve relatar indicação de Raquel Dodge para a PGR
Política

Substituta de Rodrigo Janot teve o apoio do ex-senador José Sarney na eleição interna do MPF

O senador Roberto Rocha (PSB-MA) afirmou, nessa quinta-feira 29, que deverá ser o relator da indicação de Raquel Dodge para o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), em substituição a Rodrigo Janot, que encerra o mandato em setembro próximo. Segundo o parlamentar, Dodge tem “currículo impecável” e foi uma “grande escolha”. Ele disse esperar que a sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aconteça antes do recesso parlamentar, na segunda quinzena de julho.

“Há o desejo de que a sabatina possa ocorrer ainda neste semestre. Não vai ser [por] exigência de ninguém, a CCJ tem a sua própria agenda, mas vamos acelerar no que for possível. O país precisa muito disso”, frisou.

Rocha observou que a sabatina pode ser longa, mas ressaltou que isso é um elemento positivo do processo de indicação para que o Senado não seja “só uma casa homologatória” da escolha do presidente da República. Em 2015, por exemplo, a sabatina de Janot, que era candidato à recondução, durou mais de dez horas.

Eleição

A oficialização da indicação de Raquel Dodge foi feita pelo presidente Michel Temer na última quarta-feira 28, logo após receber o resultado da eleição interna realizada entre os procuradores do Ministério Público Federal (MPF). O nome de Dodge, que contou com o apoio dos caciques do PMDB, dentre eles José Sarney, foi o segundo mais votado na lista tríplice entregue a Temer, com 587 menções, atrás de Nicolao Dino (621) e à frente de Mario Bonsaglia (564).

A opção de Temer marca a primeira vez em que o primeiro colocado na eleição interna não é indicado para o cargo de procurador-geral. Apesar de não ser uma norma do processo de escolha, essa prática foi adotada nas últimas sete nomeações. Para Roberto Rocha, no entanto, esse fato está dentro das “regras do jogo”.

“Qualquer um dos três estaria honrando o MPF e teria a minha boa vontade. O presidente tem a prerrogativa de escolher qualquer um, ou até nenhum deles. Não há nenhuma estranheza nisso”, disse.

Procedimento

A mensagem presidencial com a indicação de Raquel Dodge ainda precisa ser lida em Plenário. Depois disso, ela será despachada para a CCJ, onde o presidente do colegiado, senador Edison Lobão (PMDB-MA), deverá oficializar o nome do relator.

Após a apresentação do relatório, que deverá conter a apresentação do currículo da indicada e o parecer, será concedida vista coletiva e agendada a sabatina.

Após a decisão da CCJ, contra ou a favor da indicação, o tema seguirá para o Plenário, que terá a palavra final. Raquel Dodge precisará do voto favorável de pelo menos 41 senadores para ser confirmada como a nova procuradora-geral da República.

Biografia

Raquel Elias Ferreira Dodge é subprocuradora-geral da República, membro do Ministério Público Federal desde 1987 e atua em matéria criminal perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela participou da equipe que redigiu o 1º Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil e atuou na Operação Caixa de Pandora, que investigou esquema de propinas para políticos do Distrito Federal. Dodge integra o Conselho Superior do Ministério Público e é mestre em Direito pela Universidade de Harvard (Estados Unidos).

Roberto Rocha é o novo corregedor do Senado
Política

Nome do senador maranhense foi aprovado pelo Plenário, nesta terça-feira 27

O Plenário aprovou, nesta terça-feira 27, o nome do senador Roberto Rocha (PSB-MA) como novo corregedor do Senado.

O corregedor tem como funções manter o decoro, a ordem e a disciplina, fazer cumprir determinações da Mesa relacionadas a segurança interna e externa da Casa, supervisionar o cumprimento da proibição de porte de arma e realizar sindicâncias sobre denúncias de ilegalidades envolvendo senadores.

Roberto Rocha cumprirá um mandato de dois anos, até junho de 2019. O corregedor anterior era o senador Sérgio Petecão (PSD-AC), que completou o período para o qual foi eleito o ex-senador e agora ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo.

De acordo com o art. 25 da Resolução 20/1993 do Senado, o corregedor participa das deliberações do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, com direito a voz e voto, competindo-lhe promover as diligências de sua alçada, necessárias aos esclarecimentos dos fatos investigados.

Cenário político do Maranhão para eleições de 2018 começa a ser desenhado
Política

Pela oposição, despontam como pré-candidatos ao Palácio dos Leões Roberto Rocha e Maura Jorge. Flávio Dino tentará a reeleição

A retirada de sigilo da Lista Fachin na Lava Jato mexeu no cenário eleitoral e, ainda que um ano e três meses seja muito tempo nos parâmetros políticos, a configuração para 2018 já começou a ser rascunhada. Pelo menos na corrida pelo Palácio dos Leões.

Com o medo e impossibilidade da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) entrar na disputa pela alta rejeição somada aos processos por corrupção, e com a possibilidade iminente do governador Flávio Dino (PCdoB) ser investigado e se tornar réu no maior esquema de ladroagem e propinagem do país, a eleição do ano que vem para o governo estadual promete ser acirrada.

Além do próprio comunista, que apesar de pilhado pela Odebrecht garante concorrer à reeleição, já se manifestaram a vontade de concorrer ao cargo a ex-deputada estadual Maura Jorge (PTN) e o senador Roberto Rocha — que ainda não fechou causa se vai ser mesmo pelo PSB ou pelo PSDB.

Enquanto Flávio Dino tem se aproximado de políticos e lideranças por meio de eventos oficiais para entrega de equipamentos e serviços públicos, os dois adversários vêm apostando no corpo a corpo pelo interior e abusam das redes sociais para se manter vivos no jogo.

Flávio Dino

Provável nome com maior força na disputa pelo fato único de estar sentado na máquina e saber fazer bom uso desta, Dino é, também, a principal incógnita do próximo pleito, por não haver certeza se ele terminará ou não o mandato e se concorrerá à reeleição — mesmo que atualmente afirme que sim, para as duas coisas.

Citado na Operação Lava Jato pelo delator José de Carvalho Filho, o comunista é alvo de um pedido de investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR) no Superior Tribunal de Justiça (STJ), por autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeitas de que tenha participado do esquema de corrupção da Odebrecht recebendo dinheiro por fora em troca de favores para a empresa. A aceitação desse pedido, somada a possibilidade de oferecimento de denúncia pela PGR, definirá se ele pode ou não virar réu e permanecer no cargo.

Nessa eventual situação, ele pode lançar o prefeitos de São Luís ou de Ribamar, Edivaldo Holanda Júnior e Luis Fernando Silva, ou ainda o presidente do Procon, Duarte Júnior, para substituí-lo. Caso seja obrigado a isso, e o ungido seja Edivaldo ou Luis Fernando, eles terão de deixar o PDT e PSDB e entrar no PCdoB. Duarte já é, oficialmente, comunista.

Por outro lado, caso se livre dessa nódoa, a força dos Leões já o deixa literalmente na agenda do principal nome para comandar o Estado, por meio de seu grupo, pelo mesmo tempo em que clã Sarney controlou o estado.

Maura Jorge

Ex-deputada estadual por pelo menos quatro mandatos e ex-prefeita do município de Lago da Pedra por duas vezes, a pré-candidata do PTN é, na verdade, a única dos três que já faz campanha aberta pelas cidades do Maranhão.

Conhecedora do caminho das pedras, de maior carisma que os outros dois e articulação e tirocínio político capaz de fazer toda uma população carregá-la nos braços e deixar o governador falando sozinho em praça pública, Maura Jorge caminha para as urnas, até agora, a única mulher na disputa.

Pesa contra ela apenas o fato de que precisa mostrar a habilidade que possui para ampliar seu peso partidário, já que a legenda em que é filiada ainda é nanica.

Roberto Rocha

Roberto Rocha, por sua vez, carrega o forte discurso de que pretende realmente implantar no estado a Mudança prometida aos maranhenses em 2014, quando ainda era aliado de Flávio Dino — e não a de perseguição, arrocho salarial, tentativa de censura à imprensa, aumento descontrolado de impostos e continuísmo de gastos com coisas supérfluas e propaganda, “mudança” conhecida tanto por quem não apostou como por quem apostou na implantação do regime comunista no Maranhão.

O socialista tem ainda o trunfo de ser conhecedor não somente dos 217 municípios maranhenses, mas de ser especialista em dados, números e estatísticas de todo o estado.

Contra ele, porém, pesa o fato de que, embora pregue por onde passa que a sua principal plataforma política é unir o Maranhão e superar a dicotomia Sarney versus anti-Sarney, Rocha ainda não conseguiu se firmar como terceira via em razão de não decidir por qual partido disputará a eleição. Essa demora, além de dificultar a formação de um grupo em torno de seu nome, tem provocado na população a desconfiança de que o [ainda?] socialista possa realmente sair candidato a governador contra Flávio Dino ou, se sair, na falta de outro nome competitivo, será a opção adotada pela oligarquia Sarney para o pleito.

Flávio Dino coopta aliados de Roberto Rocha
Política

Senador é o principal adversário do comunista na disputa eleitoral de 2018

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), conseguiu cooptar pelo menos mais dois grandes aliados do senador Roberto Rocha (PSB), principal adversário do comunista na disputa pelo Palácio dos Leões em 2018.

As puladas de barco aconteceram oficialmente no mês passado, quando o atual prefeito de Alto Alegre do Pindaré, Fufuca Dantas (PMDB), e o seu filho e deputado federal, André Fufuca (PP), resolveram divulgar abertamente nas redes sociais suposta aliança institucional com o governo dinista.

Ex-sarneysistas, Fufucão e Fufuquinha, como são mais conhecidos na microrregião do Pindaré, onde fazem política, estavam fechados com Rocha desde a pré-campanha eleitoral de 2016.

Com o oferecimento de asfalto para o município onde Fufucão é prefeito, porém, as coisas mudaram.

Essa é a terceira vez que o socialista tem aliados cooptados por Flávio Dino. O primeiro agregado foi do secretário estadual de Meio Ambiente, Marcelo Coelho.

Roberto Rocha é recebido em Campestre e Estreito
Política

Encontros aconteceram nessa sexta-feira 21. Senador conversou com lideranças e a população dos dois municípios maranhenses

O senador Roberto Rocha esteve, nessa sexta-feira 21, nos municípios de Campestre e Estreito, localizados na região sul maranhense.

Em Campestre, ele foi recebido na casa do prefeito do município, Valmir Morais (PT), que abriu as portas para a população e lideranças políticas do município.

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Ao se pronunciar, o chefe do Executivo municipal comentou que foi ao gabinete do senador, em Brasília, e que se sentia honrado em receber o parlamentar em Campestre. Na ocasião, Valmir Morais fez a entrega solene de vários ofícios solicitando obras e melhorias para o município.

Ao se dirigir a população presente, Roberto Rocha disse que veio ouvir pessoalmente o prefeito, vereadores e sindicatos para melhor atender região, e recebia com satisfação as reivindicações do gestor municipal.

Já em Estreito, o senador foi recepcionado pelo prefeito do município, Cícero Neco, o Cicin (PMDB); pelo presidente da Câmara de vereadores, Tavanes Firmo (PP); demais vereadores da cidade e a população campestrina. O senador almoçou com as lideranças locais, agricultores e pecuaristas. Em seguida, participou da solenidade de abertura de abertura do 21° aniversário da ATR Leilões.

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Ao se pronunciar, Roberto Rocha informou que já tinha estado em Campestre e que fez questão de estar também em Estreito para conhecer as demandas da região. Na oportunidade, informou que foi aprovado no Senado Federal o projeto que inclui a parte ocidental do Maranhão no Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), dando acesso ao crédito operado pelo banco da Amazônia. Isso significa linhas de financiamento para os pecuaristas e consequentemente mais investimentos no rebanho.

O senador maranhense esteve ainda reunido com o prefeito Cícero Neco e os vereadores locais, que apresentaram os problemas do município, e solicitaram apoio do parlamentar para projetos que irão beneficiar a cidade, para o qual obtiveram aceno positivo.

Delações da Odebrecht dão força a Roberto Rocha na corrida eleitoral
Política

Revelações e planilhas de ex-executivos da empreiteira atingiram e estraçalharam Flávio Dino. Roseana Sarney se livrou da Lava Jato, mas enfrenta outros processos por corrupção

A divulgação dos conteúdos da delação da empreiteira Odebrecht, na semana passada, atingiu e estraçalhou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), até então provável reeleito nas eleições de 2018. Como a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), embora tenha se livrado da Lava Jato, ainda enfrenta diversos processos por corrupção, o senador Roberto Rocha (PSB-MA), por enquanto, é o maior beneficiado pela hecatombe.

Depois dele, o ex-juiz maranhense e autor da Ficha Limpa, Márlon Reis (Rede), também pode se fortalecer para uma eventual disputa se desviar a mira do Senado para o Palácio dos Leões e permanecer fora do extenso grupo de políticos implicados em surrupio ou malversação de dinheiro público.

A vantagem de Rocha é que as revelações e planilhas de propina entregues pelos ex-executivos da Odebrecht contra Dino, somados aos processos em tramite no Ministério Público estadual contra Roseana, podem reforçar nos eleitores maranhenses uma forte reação aos políticos manchados pela nódoa da corrupção, como ocorreu no pleito passado.

Apesar do peso nos ombros, vale lembrar, tanto o comunista como a peemedebista ainda possuem condições políticas e eleitorais para a corrida. Contudo, agora sob o risco de serem investigados e virarem réus, a possibilidade de condenação de ambos aumenta, o que os obrigaria a também ter de reunir condições jurídicas pela conferência de possíveis votos recebidos na urna.

Longe desse tipo de desgaste em sua vida pública, Roberto Rocha possui excelente trâmite em Brasília, força eleitoral e tirocínio político que lhe garantem o porte de liderança estadual e no Congresso Nacional.

Eleito em 2014 sob o mesmo signo da mudança que levou Flávio Dino à vitória contra o clã Sarney, ele acabou se distanciando do comunista pouco tempo depois.

O rompimento se deu após a percepção de que a mudança imposta pelo governo do comunista — marcada especialmente pela extinção de programas sociais, aumento descontrolado de impostos, perseguição política, arrocho salarial e gastos milionários com publicidade e coisas supérfluas — é bem diferente da pregada por Dino durante a campanha eleitoral. O socialista, enquanto isso, segue ficha limpa, destinando emendas, defendendo a preservação dos rios, trabalhando por obras e até mesmo instalando um escritório político no Sul do estado, cumprindo a promessa de mostrar ao maranhense o que faz um senador.