Roberto Rocha
Roberto Rocha quer mobilizar classe política para salvar Bacia do Itapecuru
Política

Minucioso estudo inédito revela que o rio apresenta seríssimos problemas ao longo dos seus 1.450 km de extensão

As águas do rio Itapecuru pedem socorro. É o que diz um recente estudo de diagnóstico ambiental e sedimentológico apresentado, na última quarta-feira 16, ao senador Roberto Rocha (PSDB). De acordo com a gerência de Meio Ambiente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), o rio apresenta seríssimos problemas ao longo dos seus 1.450 km de extensão, com pontos avançados de assoreamento e grandes retenções de sedimentos, começando desde a sua nascente, no Sul do estado, cortando território de 55 municípios, até desaguar na Baía de São José, em São Luís.

Este minucioso estudo inédito foi viabilizado exclusivamente por meio de emenda parlamentar de 2016, do senador Roberto Rocha, no valor de R$ 2,2 milhões. Segundo a Codevasf, até hoje não há registros de recursos dessa natureza serem viabilizados por meio de ações de um parlamentar. “O que ouvimos dos especialistas aqui é de que os rios do Maranhão estão se acabando. A minha intenção em continuar alocando recursos para estudos e pesquisas no Itapecuru e demais bacias para chamar atenção da classe política e conscientizar a população da necessidade de salvar os nossos rios, sob pena de secarem daqui a alguns anos. Sem água não há vida”, destacou.

Responsável pelo abastecimento de água de quase 70% da Ilha de São Luís, a bacia hidrográfica do Itapecuru apresenta, no mínimo, 67 pontos críticos de assoreamento, sendo seis localizados no Alto do Itapecuru, 15 no médio e 44 no Baixo Itapecuru — onde justamente se encontra uma aglomeração urbana maior. Segundo o estudo de diagnóstico ambiental, dois trechos urbanos mais críticos são entre Caixas e Codó, seguindo até Itapecuru-Mirim, onde foram encontrados fortes retentores de sedimentos na calha do rio.

Na avaliação do senador Roberto Rocha, “o problema das águas não está na agenda dos políticos porque isso não dá voto. Ninguém vai conseguir salvar o rio sozinho, mas é preciso mobilizar e criar a cultura do fazer. Quando um parlamentar começa a investir em projetos como este, ele pode ter uma chance de entrar na agenda política do parlamento”, disse.

Revitalização

De acordo com a pesquisa, a agenda de revitalização da Bacia Hidrográfica possui 11 temas considerados prioritários, entre eles o de estruturação da governança da revitalização, implantação do saneamento básico, abastecimento de água urbana e rural, gestão de recursos hídricos e de resíduos sólidos, mobilização social, além de estruturação de banco de dados da bacia.

Rocha e Tavares afinam relação e debatem desenvolvimento econômico do MA
Política

Tucanos deram início ao ciclo de debates Pensar o Maranhão. Informações, dados e estudos colhidos devem servir de base para a elaboração do plano de governo da terceira via

O senador e pré-candidato ao Palácio dos Leões, Roberto Rocha, e o deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Reinaldo Tavares, ambos do PSDB, deram provas de amadurecimento político, deixando as querelas antigas para trás, e estabeleceram uma relação conjunta em prol de um agenda positiva para o estado. O primeiro fruto dessa união ocorreu nessa semana, quando os tucanos deram início ao projeto Pensar o Maranhão, criado com o objetivo de discutir com a classe empresarial, políticos e a sociedade civil organizada, temas que ajudem a fomentar o desenvolvimento econômico estadual.

O encontro girou em torno do Pólo da Floresta dos Guarás, localizado no litoral ocidental maranhense, que envolve os municípios de Cedral, Guimarães, Cururupu, Mirinzal, Porto Rico do Maranhão, Serrano do Maranhão, Bacuri, Apicum Açu e Central do Maranhão.

Foi constatado durante a reunião, dentre outras coisas, que, embora vários municípios comercializem o camarão naquela região, o estado não entra na estatística de exportação do crustáceo; que há falta de infraestrutura e logística para o turismo no local; e que, mesmo com abundância de fauna e flora, o litoral ocidental maranhense é a região mais pobre do estado.

Após ampla discussão com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), Universidade Federal do Maranhão (Uema), Administração Hidroviária do Nordeste (Ahinor), Banco do Nordeste (BNB); Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codesvasf), Associação Comercial do Maranhão (ACM), Instituto Teotônio Vilela (ITV) e empresários locais, ficou acordada uma nova agenda sobre o Pólo Floresta dos Guarás, para apresentação de projetos para o progresso local, com foco no trinômio cultura, turismo e emprego.

Também foi firmado novos debates, para as regiões da Amazônia Maranhense (Cândido Mendes e Carutapera), Chapada das Mesas (Carolina e Imperatriz), Pólo Cocais (Caxias e Timon), Delta das Américas ( Paulino Neves e Tutóia), Pólo Lago e Campos Floridos (Arari Santa Inês e Vitória do Mearim), Lençóis Maranhenses (Barreirinhas e Santo Amaro), Pólo Munim (Axixá e Morros) e Polo Guajajara Timbira e Canela (Barra do Corda e Grajaú), além da Grande São Luís.

As informações, dados e estudos colhidos por meio do Pensar o Maranhão, inclusive, devem servir de base para Rocha e Tavares elaborarem, conjuntamente, o plano de governo a ser apresentado ao Maranhão pela chapa da terceira via para o pleito de outubro próximo.

Roseana pode desistir de pré-candidatura; Sarney Filho cotado para substituí-la
Política

Ex-governadora tem até este fim de semana para decidir se realmente entrará na disputa. Grupo já avalia aderir ao nome de Roberto Rocha

A ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (MDB), pode desistir a qualquer momento da pré-candidatura ao Palácio dos Leões. Ela tem até este fim de semana, quando dirá se pretende retomar ou não a chamada Caravana da Guerreira pelo interior do estado, para dar a decisão final.

De acordo com fontes ouvidas pelo ATUAL7, o ex-ministro do Meio Ambiente, deputado federal Sarney Filho (PV), é o único cotado para substituí-la na disputa.

Enfraquecida após o pai, o ex-senador José Sarney (MDB-MA), considerado uma das raposas mais astutas do país, haver perdido em Brasília a batalha pelo controle estadual do DEM e do PP para os jovens políticos Juscelino Filho e André Fufuca, Roseana entrou em crise desde a quinta-feira da semana passada, dia 12, data agendada para retomada do périplo de vários dias por municípios-chave do Maranhão, em busca da reconquista de lideranças regionais.

Como as fortes chuvas que caíram no estado provocaram enchentes em municípios que estavam inseridos na agenda, Roseana foi obrigada a voltar ao casulo. Não por medo de molhar o cabelo ou os pés, mas de ser classificada pela população como oportunista, que estaria se aproveitando da situação caótica nas cidades para buscar votos.

Aos mais próximos, Roseana passou a confessar dias depois que errou na estratégia.

Segundo a ex-governadora, como o governador Flávio Dino (PCdoB), mesmo com demora e somente após pressão pública, compareceu pessoalmente aos locais atingidos, levando ações do governo aos municípios em situação de emergência ou estado de alerta, em vez de se esconder do problema, ela deveria ter articulando junto ao Palácio do Planalto a liberação urgente de emendas da bancada federal maranhense para as cidades atingidas.

Insegura, Roseana tem dito ainda que uma coisa seria entrar na disputa pelo governo correndo o risco de perder para Dino, pois se derrotada poderá utilizar o célebre discurso de que perdeu para a máquina. Outra coisa, teme a emedebista, seria entrar de cabeça numa campanha e sequer não estar num eventual segundo turno.

Outro cenário

A possibilidade de Roseana desistir da pré-candidatura desnorteou seu grupo político.

Como o único cotado para substituí-la é Sarney Filho, e o ex-ministro é considerado fraco para a corrida pelo Palácio dos Leões, já é estudado o cenário de uma possível adesão do grupo Sarney à pré-candidatura ao governo do senador Roberto Rocha (PSDB), com Sarney Filho concorrendo à Câmara Alta.

Os sarneysistas avaliam que a candidatura de Rocha pode crescer em cima do desgaste de Flávio Dino e ainda pelo fato do PSDB ter uma pré-candidatura competitiva para presidente da República.

A dificuldade desse cenário, porém, é que a chapa majoritária do tucano já está praticamente fechada, com o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSDB) e o deputado estadual Alexandre Almeida (PSDB) como postulantes às vagas ao Senado, restando apenas a indicação para a vice. Seria necessária uma reformulação radical da chapa para que uma mudança nessa dimensão se tornasse possível.

Braide caminha para a vice de Roberto Rocha ou deputado federal
Política

Parlamentar garantiu o apoio de Jose Reinaldo Tavares e palanque para Geraldo Alckmin, mas permanece sem legendas para coligar com o nanico PMN

A confirmação de que o deputado federal José Reinaldo Tavares se filiará ao PSDB antecipa o sepultamento, sem perspectiva de ressurreição, da aventura do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) de buscar o comando do Palácio dos Leões.

O anúncio de filiação ao partido foi pelo próprio Tavares, na manhã deste sábado 31, por meio de nota oficial.

Embora Zé Reinaldo tenha articulado para o Maranhão uma saída parecida com a de São Paulo, onde Geraldo Alckmin terá dois palanques para presidente da República, até o período das convenções, o apoio do neo tucano e para o presidenciável não compensará a falta de alianças na majoritária entre grandes siglas e o nanico PMN. Para fugir de completa inanição, Braide terá de ir atrás de uma nova saída, própria, em busca de tempo de rádio e televisão, para a disputa de outubro próximo.

As únicas portas abertas, então, serão no próprio PSDB.

Contudo, estarão disponíveis apenas as vagas de vice de Roberto Rocha ou de deputado federal — reeleição para estadual está fora dos planos de Eduardo Braide —, já que as vagas ao Senado estarão fechadas com Zé Reinaldo e Alexandre Almeida.

Preferindo o parlamentar do PMN, numa aliança partidária com os tucanos, tentar a Câmara Federal — o que é mais provável que aconteça —, a vice de Roberto Rocha passará a ser uma forte liderança política de Imperatriz ou mesmo ainda de São Luís. Em ambas as possibilidades, a escolha passará por 2020, quando a eleição será para as prefeituras municipais das respectivas cidades.

CPI do BNDES: aprovado relatório de Roberto Rocha sem pedidos de indiciamento
Política

Comissão foi criada no Senado Federal após delação da JBS

A CPI do Senado Federal, criada para investigar eventuais irregularidades em empréstimos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), aprovou, nesta terça-feira 21, relatório do senador Roberto Rocha (PSDB-MA) sem propor nenhum indiciamento. A informação é da Época Negócios.

No documento, Rocha apresenta apenas uma lista de sugestões para o banco de fomento, e propõe a elaboração de projeto de lei com novas regras para empréstimos da instituição financeira.

Ao todo, o tucano apresentou cinco recomendações para o BNDES. Dentre elas, está a criação de uma comissão interna para apurar eventuais irregularidades na utilização de recursos concedidos aos estados, e a proibição para que os municípios e estados apresentem direitos referentes aos fundos de participações como garantia dos empréstimos e que o Tesouro Nacional avalize as operações de crédito.

Roberto Rocha sugeriu, ainda, que o banco divulgue quais os objetivos que quer atingir em cada financiamento e, após a execução, se os objetivos foram atingidos; e a consideração do cumprimento de metas na concessão de participação no lucro a diretores e empregados do BNDES. Além de um projeto de lei para disciplinar aquisição pelo banco de ativos no exterior e a participação em empresa estrangeira.

A pedido do senador Lasier Martins (PSD-RS), a CPI também incluiu no relatório uma sugestão para que o Senado vote um projeto de sua autoria que proíbe o sigilo bancário nas operações do BNDES. O texto aguarda a análise de uma emenda pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para ser votado em plenário.

A CPI do BNDES no Senado foi criada no ano passado, após a divulgação das delações premiadas de executivos da JBS. Empresários investigados por suas relações com o banco, como Joesley Batista e Eike Batista, chegaram a prestar depoimento.

Senado aprova projeto que garante acesso a provas durante investigação
Política

Proposta de Roberto Rocha permite que acusado vista dos autos e até diligências próprias ainda na fase de inquérito

O Plenário do Senado Federal aprovou, em votação simbólica, na última quarta-feira 7, projeto de lei de autoria do senador Roberto Rocha (PSDB-MA) que permite que o acusado tenha acesso a provas ainda na fase de inquérito, mesmo que a investigação ainda não tenha sido concluída. Pelo texto, os alvos de investigação podem requerer vista dos autos e até diligências próprias. A matéria segue agora para a Câmara, onde precisa ser aprovada para ter validade.

Ao justificar a proposta, Rocha argumenta que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem uma súmula vinculante que já reconhece que a defesa tem direito ao amplo acesso aos elementos de prova que digam respeito ao exercício do direito ao contraditório.

Ainda de acordo com o tucano, o principal objetivo da sua iniciativa, que modifica o Código de Processo Penal, é garantir que o acusado não seja “mero enfeite ou refém” do inquérito.

“É preciso avançar no sentido de se promover mais condições para que o indiciado participe do procedimento investigatório, seja indicando meios de prova para que a investigação se aproxime ao máximo da verdade”, afirma o senador no texto.

O projeto já havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, no ano passado. Na época, a proposta recebeu uma emenda do relator, o senador João Capiberibe (PSB-AP), para que esse direito seja suspenso caso o juiz identifique que a defesa pretende atrapalhar o curso das investigações.

Nenhum dos senadores presentes no Plenário pediu a verificação da votação simbólica, o que obrigaria a Presidência da Casa a realizar uma votação nominal. A medida gerou questionamentos apenas do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que pediu que seu voto contrário ficasse registrado.

“Na prática, isso dificulta ainda mais a punição dos poderosos, com acesso a advogados contratados a peso de ouro, tornando a condenação de crimes de colarinho branco praticamente impossível. Além de enfraquecer a Lava-Jato”, disse.

Aprovadas emendas de Roberto Rocha que criminalizam violação da intimidade feminina
Política

Proposta torna crime vingança pornográfica e registro ou divulgação não autorizada de cenas da intimidade sexual

Na semana em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, os senadores aprovaram, nessa quarta-feira 7, véspera do Dia Internacional da Mulher, o Projeto de Lei da Câmara 18/2017, que reconhece que a violação da intimidade feminina consiste em uma das formas de violência contra a mulher. A proposta recebeu apelido de Projeto Rose Leonel — uma homenagem a jornalista paranaense que foi vítima de violação de intimidade em 2006.

Duas emendas do senador Roberto Rocha (PSDB-MA) foram incorporadas no texto. A primeira torna crime oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar, divulgar ou exibir, por qualquer meio, fotografia, vídeo, áudio ou outro conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização de participante. A pena é de reclusão, de dois a quatro anos, e multa.

“É preciso a compreensão de que o vazamento de conteúdo íntimo é fato irreversível e condena socialmente a vítima. É uma espécie de “pena perpétua”, sobretudo em razão do preconceito social. E não somente a vítima, mas todo o seu circuito familiar é atingido”, disse Roberto Rocha.

A segunda emenda ao texto de autoria do congressista maranhense pune com detenção de seis meses a um ano, e multa, o cidadão que produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização de participante.

“Não podemos mais consentir com uma sociedade que, não somente tolera a violação da intimidade sexual, mas ainda a estimula, criando verdadeiras subculturas de redes livres e impunes de distribuição desse tipo de material”, destacou o senador.

Recentemente, a atriz Paola Oliveira foi vítima de vazamento de fotos nuas, enquanto participação de um set de gravação. As imagens feitas sem o consentimento da atriz logo vazaram pelos aplicativos de mensagens e redes sociais. Com a aprovação do PLC 18/2017, torna crime a violação da intimidade da mulher.

A matéria retorna para deliberação dos deputados federais. Quando aprovada, segue para a sanção presidencial.

Roberto Rocha é vítima de fake news em pré-candidatura ao governo
Política

Senador diz que informação disseminada é inverídica e tem cunho eleitoreiro. Ele se afastou da atividade parlamentar para acompanhar o tratamento do filho caçula

Nos últimos quatro anos, com o aumento do acesso à internet pelo celular e o avanço das mídias sociais e aplicativos de mensagens, a disseminação de notícias falsas, conhecidas como fake news, se tornou comum no Maranhão. A vítima atual é o senador e pré-candidato ao Palácio dos Leões, Roberto Rocha (PSDB).

Possivelmente se aproveitando do afastamento do parlamentar das redes sociais, e de conversas políticas que Rocha manteve com outros pré-candidatos ao governo, foi criada e disseminada a notícia de que ele teria desistido da disputa, em prol do deputado Eduardo Braide (PMN). A informação, porém, é inverídica — e até desumana.

De acordo com o próprio Roberto Rocha, a fake news pode ter sido utilizada politicamente para atingi-lo num momento de extrema fragilidade pessoal. O filho mais novo do senador foi diagnosticado, no mês passado, com um um tipo raro de câncer, levando-o a deixar a atividade parlamentar em segundo plano — o que já havia sido feito anteriormente, quando um outro filho do senador teve de passar por uma delicada cirurgia.

Apesar da Polícia Federal haver instalado um grupo de trabalho em conjunto com outros órgãos federais para coibir informações falsas durante as eleições deste ano, na nota distribuída sobre o assunto, Rocha não informa se levará o caso ao conhecimento da PF. Ele apenas lembra sobre o momento de fragilidade familiar que vem passando e sugere que a fake news tem cunho eleitoreiro, questionando quem teria interesse na falsa informação.

Abaixo, a nota do parlamentar:

A QUEM INTERESSA A MENTIRA?

Circulam pelas redes sociais, alimentadas por blogs bem pagos, notícias falsas anunciando a minha desistência da pretensão de concorrer nas próximas eleições ao Governo do Estado.

Nenhum dos jornalistas ou blogueiros que replicam a informação teve a decência de cumprir o mínimo dever profissional de me ouvir antes.

A informação é absolutamente falsa, mas serve a interesses bem identificáveis, na lógica política.

Desconfio ainda que não seja coincidência o fato da notícia se propagar num momento em que atravesso a mais difícil provação pessoal, que impõe fragilidades a qualquer pai quando se vê lutando pela saúde de um filho.

É contra essa cultura política atrasada, hostil e mesquinha que estou construindo um campo político de renovação para o nosso Maranhão.

Senador Roberto Rocha

Roberto Rocha é alvo de queixa-crime no STF por comentários sobre Weverton e Lupi
Política

Autoria é de Samya Rocha, mulher do deputado federal maranhense. Senador insinuou uma relação homoafetiva entre o líder do PDT na Câmara e o ex-ministro do Trabalho

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) é alvo de queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto delito contra a honra de Samya Lorene de Oliveira Bernardes Rocha, mulher do também maranhense e líder do PDT na Câmara dos Deputados, Weverton Rocha.

Em dezembro passado, Rocha utilizou seu perfil pessoal no Twitter para insinuar uma relação homoafetiva entre o deputado e o ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, também do PDT. “Não entendo o motivo dos ataques que me fazem os pedetistas, Lupi e Weverton. Logo eu que sempre torci pela felicidade do casal”, postou o tucano, à época.

Diante da repercussão negativa, o senador voltou ao Twitter dois dias depois, se desculpando pelas declarações. “As vezes, no calor da disputa política, o sangue ferve e atingimos pessoas, movidos pelo legítimo direito de defender nossa honra. Longe de mim ofender famílias e sentimentos. A reação a Weverton e Lupi foi excessiva e lamento. Mas registro que a troca de ofensas não partiu de mim”, disse.

Relator do processo, o ministro Luiz Fux mandou notificar Roberto Rocha, para que ele apresente resposta à acusação em até 15 dias. De acordo com o acompanhamento processual no Supremo, porém, o prazo já estourou, sem qualquer apresentação de defesa pelo senador.

Embora tenha imunidade parlamentar, a manifestação do membro do Congresso Nacional foi veiculada fora do contexto do exercício de seu mandato, o que pode, em tese, complicá-lo.

Procurada pelo ATUAL7 na semana passada, a assessoria do tucano informou que ele não poderia comentar sobre o caso, em razão de estar viajando pelo recesso parlamentar. Mais cedo, uma tentativa de contato foi feita por meio do celular pessoal do senador, mas ainda não houve retorno.

Senado: Braide, Rocha e Jota Pinto disputam Hilton Gonçalo
Política

Prefeito de Santa Rita tem recebido do trio convites de filiação e garantias para a disputa eleitoral

Politicamente forte e ativo, e avaliando a possibilidade de encarar as urnas para o Senado Federal em outubro próximo, o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (PCdoB), está sendo cobiçado pelos pré-candidatos ao Palácio dos Leões Eduardo Braide (PMN) e Roberto Rocha (PSDB); e pelo presidente do PEN/Patriotas no Maranhão, Jota Pinto.

A confirmação da entrada na disputa, bem como com quem irá, será dada em março.

Para tê-lo como candidato ao Senado em sua chapa, Braide tem quase que condicionado sua entrada na corrida pelo governo a uma resposta positiva do gestor. Como Hilton Gonçalo é do partido de Flávio Dino, o parlamentar chegou a já até oferecer um partido — PMN ou PHS — para que o prefeito se filie, e aceite o convite para a formação da chapa.

Sabedor que a segurança para trocar de partido favorece na decisão de Gonçalo, o senador Roberto Rocha tenta, desde novembro do ano passado, filiá-lo no PSDB. O ex-prefeito de Imperatriz e atual secretário-geral do tucanato maranhense, Sebastião Madeira, também tem auxiliado na costura.

Embora, dentre os três que disputam Hilton Gonçalo, seja o único que não concorrerá ao governo, o ex-deputado estadual Jota Pito reconhece a capacidade administrativa e musculatura política do prefeito de Santa Rita. Presidente estadual do PEN/Patriotas no Maranhão, ele iniciou conversas com Gonçalo desde os primeiros meses do ano passado, quando o convidou para se filiar ao partido e, como os demais, ofereceu a ele garantias para a disputa eleitoral.

Arrogância e estilo desagregador marcam comando de Roberto Rocha no PSDB
Política

Tucano adota posicionamento ameaçador. Em vez de tentar manter partidários e ampliar os quadros da legenda, ele tem menosprezado insatisfeitos

O senador Roberto Rocha (PSDB), autointitulado jogador, tem pisado na bola e deixado transparecer, como marcas de sua presidência na Comissão Executiva do partido no Maranhão, traços que podem dificultar o seu inveterado sonho de chegar ao comando do Palácio dos Leões.

Em vez de revelar-se um líder nato, Rocha tem adotado posicionamento de arrogância e estilo desagregador desde que apropriou-se do ninho tucano maranhense.

Numa de suas mais recentes manifestações, por exemplo, quando deveria ter aproveitado o momento para tentar manter partidários no PSDB e ampliar os quadros da legenda, ele preferiu dar uma de dono da bola, e menosprezar os insatisfeitos.

Em resposta a uma possível debandada de prefeitos em procissão com o vice-governador Carlos Brandão, ex-presidente estadual do partido, o parlamentar ameaçou: “se sair nove prefeitos, nós vamos botar nove no lugar”, revelando ainda estar ciscando onde não deveria: “alguns são de partidos de meus amigos”.

Se não tiver um super drible até a data das convenções partidárias, quando serão escolhidos pelos partidos os candidatos que concorrerão no pleito de 2018, Roberto Rocha poderá tropeçar nas próprias pernas. Se não cair ou for expulso do jogo antes disso.

Maranhão sem novidades na disputa pelo Palácio dos Leões em 2018
Política

Roseana Sarney, Roberto Rocha, Ricardo Murad e Maura Jorge concorrem contra Flávio Dino. Todos cinco representam a velha política

Apesar da crescente intenção dos maranhenses de rejeitar os velhos políticos e buscar nomes de fora do establishment, o futuro das urnas no estado segue apontando para o mais do mesmo, num confronto apenas entre representantes da velha política.

Em outubro do próximo ano, os eleitores voltam as urnas para decidir quem comandará o destino do Estado durante os próximos quatro anos. Considerando as pré-candidaturas que já estão oficialmente confirmadas pelos seus partidos, há certeza de que pelo menos cinco nomes estarão na disputa, e nenhum deles é dos chamados outsider.

O principal desafio, e por isso tema que deverá ganhar maior destaque durante as campanhas eleitorais, será diminuir o inchaço da máquina pública e tirar o Maranhão da extrema pobreza, que nos últimos três anos aumentou drasticamente.

Para tentar reverter esse dado alarmante, quatro pré-candidatos de oposição já se lançaram: Roberto Rocha (PSDB), Maura Jorge (Pode), Ricardo Murad (PRP) e Roseana Sarney (PMN).

Os três primeiros tentam chegar ao comando do Executivo estadual pela primeira vez, embora não sejam novidade na política. Já a última, esteve por lá por quatro vezes, logo considerada uma das maiores co-responsáveis pela situação de miséria em todo o estado.

Todos, inclusive Roseana, ensaiam discurso de contraponto à gestão de Flávio Dino (PCdoB), postulante à reeleição no Palácio dos Leões.

Novo capo di tutti capi — expressão utilizada para designar “o chefe de todos os chefes” da máfia siciliana e da Cosa Nostra Americana — do Maranhão, o comunista chegou ao governo como promessa de mudança e esperança, mas termina seu terceiro ano de mandato maculado por diversos casos de corrupção, cooptando aliados da família Sarney e administrando os cofres públicos mais para correligionários, empresários aliados e camaradas de outros partidos, do que para os maranhenses.

Diante da dificuldade de aparecer alguém que realmente represente o novo e a antipolítica, o eleitor terá de ir às urnas escolher o menos pior.

Roberto Rocha assume oficialmente o comando do PSDB no Maranhão
Política

Ato ocorrerá durante visita à sede da legenda, em São Luís. Será a primeira vez que o tucano visitará o local desde que foi escolhido para presidir o partido no estado

O senador Roberto Rocha assumirá oficialmente, nesta sexta-feira 22, a partir das 10h30min, o comando estadual do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). O ato ocorrerá durante a sua visita à sede da legenda, que fica localizada no bairro Jardim Renascença, em São Luís.

Rocha é pré-candidato ao Palácio dos Leões em 2018, contra o governador Flávio Dino (PCdoB), que o traiu após eleito.

Durante a visita à sede do PSDB-MA, o parlamentar fará a apresentação oficial dos membros do novo Diretório Estadual da legenda, receberá lideranças políticas, correligionários e atenderá a imprensa.

Será a primeira vez em que o tucano visitará o local desde que teve o nome escolhido para presidir o partido no Maranhão, ainda neste mês, quando confirmou-se o esvaziamento do vice-governador Carlos Brandão na sigla.

A escolha por Rocha aconteceu durante a primeira reunião da nova Executiva Nacional do PSDB, presidida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), quando foi aprovada, por unanimidade, a criação da nova Comissão Executiva do Maranhão.

Rasteiras de Flávio Dino em aliados de 2014 complicam alianças para 2018
Política

Poucos meses após sentar no Palácio, governador tomou as pastas de Roberto Rocha, Eliziane Gama e Weverton Rocha. Também foram alvos da trairagem Zé Reinaldo, Waldir Maranhão e Márcio Jardim

Se há no Maranhão um político que se encaixa perfeitamente na personificação da trairagem, ele tem nome e sobrenome: Flávio Dino, do PCdoB.

Eleito em 2014 numa ampla costura partidária, bastou apenas alguns meses para que o chefe do Executivo estadual passasse a rasteira nos principais responsáveis pela sua chegada ao Palácio dos Leões, despudoradamente cooptando alguns dos indicados destes e assumindo o controle total das pastas entregues aos aliados, ainda durante a montagem da chapa do pleito passado.

De 2015 até agora, Dino já traiu e tomou as secretarias estaduais de Cultura, entregue a Eliziane Gama (PPS), que lhe garantiu parcela considerável de votos ao abdicar da disputa pelo governo para concorrer à Câmara dos Deputados; do Meio Ambiente, dada a Roberto Rocha (atualmente no PSDB, mas à época no PSB), principal responsável pelo leque de partidos que lhe garantiu musculatura e tempo de televisão e rádio para apresentar à população a já esquecida “mudança”; e Educação, de Weverton Rocha (PDT), que além do tempo eleitoral doado, aguardava o cumprimento de um acordo fechado ainda em 2012 e tem a maior militância política da capital e uma das fortes do Maranhão.

Quem também já sentiu e ainda sente o peso da traição do comunista é o ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares (ainda no PSB, mas já a caminho acertado para o DEM).

Depois de, inicialmente, ver a então poderosa Casa Civil, onde seu sobrinho Marcelo Tavares é titular, ser escandalosamente esvaziada, o parlamentar perdeu o comando da Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB) e da Companhia Maranhense de Gás (Gasmar). Além disso, mesmo diante do peso de seu próprio nome em todo o Maranhão, de ser o principal patrono da vida política do governador, e de ter o apoio do triunvirato da política maranhense, Zé Reinaldo tem sido frequentemente desmoralizado e até desprezado por Dino em relação a sua pré-candidatura ao Senado Federal.

Ainda no mapa da traição, Flávio Dino deu nova rasteira no PDT de Rocha, quando exonerou de forma obscura a subsecretária Rosângela Curado, a quem, ainda que tenha apoiado forçadamente, tentou derrubar a todo custo da disputa pela prefeitura de Imperatriz em 2016, e nunca saiu em defesa pública, mesmo diante das fortes acusações que pesam contra a pedetista na Operação Pegadores.

Embora se possa alegar que o PDT ganhou de presente o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Maranhão, aos mais próximos, a indicada do deputado Weverton Rocha, a advogada Larissa Abdalla Britto, tem frequentemente reclamado que é vergonhosa e petulante a forma como o antigo diretor do local, Antônio Leitão Nunes, ex-sócio de Flávio Dino, vigia cada passo que ela dá no órgão.

Na timeline da trairagem, mais recentemente, o alvo foi o petista Márcio Jardim.

Derrubado da pasta de Esporte e Juventude, ele provou nesta semana o dissabor de, assim como vem acontecendo com Zé Reinaldo, ver seu nome e história política completamente ignorados pelo atual mandatário do Palácio dos Leões.

Até mesmo o famigerado Waldir Maranhão foi traído por Dino.

Humilhado nacionalmente após seguir os conselhos do governador no célebre caso da anulação do impeachment de Dilma Rousseff (PT), Maranhão batia no peito e alargava o sorriso quase coberto pelo grosso bigode quando declarava que a palavra dada pelo comunista seria cumprida, e que a ignomínia seria recompensada com uma vaga ao Senado ano que vem. O tempo passou, ele perdeu o comando do PP, é só mais um no Avante e agora terá de lutar por uma quase impossível reeleição.

Se traiu os aliados quando sabia que mais na frente, isto é, agora em 2018, necessitaria novamente de auxílio, de apoio, qual a garantia de que Flávio Dino, se reeleito ano que vem, vai cumprir algum dos vários acordos que ele vem fazendo e prometendo de pés juntos que vai cumprir? E quem ainda acredita?

Roberto Rocha é confirmado no comando do PSDB no Maranhão
Política

Pré-candidato ao Palácio dos Leões, senador deve agora se preparar para apresentação de seu plano de governo aos maranhenses

O senador Roberto Rocha voltou a confirmar força no tucanato de alta plumagem e assumiu, nesta quarta-feira 12, durante a primeira reunião da nova Executiva Nacional do PSDB, a Comissão Executiva do partido do Maranhão.

A solenidade contou com a presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, eleito recentemente para a Presidência do PSDB.

A decisão de Rocha ser confirmado no comando do partido no Maranhão já era esperava desde outubro último, quando o parlamentar maranhense retornou aos quadros da legenda, a convite do próprio Alckmin e do então presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE).

Com o fim da novela no tucano maranhense, de final feliz para Rocha e de derrota e humilhação para o vice-governador e tucano de bico vermelho Carlos Brandão, a expectativa agora é que o senador, pré-candidato ao Palácio dos Leões em 2018, siga os passos do ex-secretário estadual de Saúde Ricardo Murad (PRP), e também apresente à população do estado seu plano de governo.

Abaixo, os nomes dos integrantes da nova Comissão Executiva do PSDB maranhense.

Presidente

Roberto Coelho Rocha

Secretário

Sebastião Torres Madeira

Tesoureiro

Ezequiel Gomes Soares

Membros

Clodomir Ferreira Paz
Maria do Carmo Souza
Augusto César de Moraes Rego Lago
Zesiel Ribeiro da Silva
Afonso Celso Caldeira Salgado
Samuel Jorge Arruda de Melo
Marcos Frazão Barbosa
Lahersio Rodrigues do Bonfim
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Tasso diz que PSDB-MA se submeteu aos caprichos do PCdoB e entrega partido para Rocha
Política

Presidente em exercício do PSDB reclamou da crise criada pelo vice-governador em torno do senador. Roberto Rocha é pré-candidato ao Palácio dos Leões pelo partido

O presidente em exercício do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), declarou que, conforme informado pelo ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, em Representação pela intervenção na Executiva Estadual do partido, que o PSDB no Maranhão se submeteu aos caprichos do PCdoB estadual.

A declaração está na Resolução assinada por Tasso desde o início deste mês, obtida com exclusividade pelo ATUAL7, destituindo o vice-governador Carlos Brandão do comando do partido no estado e designando a Comissão Interventora que tem como novo presidente da legenda no Maranhão o senador Roberto Rocha, pré-candidato ao Palácio dos Leões em 2018; e o próprio Madeira, como secretário — baixe o documento.

“Vislumbro violação a integridade, disciplina, fidelidade e ética partidária, bem como percebo a necessidade de se garantir o exercício da democracia interna, prevista no art. 2º do Estatuto Partidário. De fato, o relato posto na inicial da Representação e os documentos apresentados, denotam uma submissão do PSDB no Maranhão aos caprichos do PCdoB no Estado, cujo maior expoente é o chefe do poder executivo local”, diz o cacique tucano.

No documento, Tasso diz ainda que causou espécie o fato de que a propaganda partidária do PSDB foi utilizada para exaltar ações do governador Flávio Dino (PCdoB), e que causa repulsa o fato de que o governo, embora apoiado pelos tucanos, se oferece para Lula.

“Realmente, causa espécie o fato da propaganda partidária do PSDB (...) ter sido utilizada para exaltar ações do Governador Flávio Dino. Da Mesma forma, causa repulsa o fato de que o Governo apoio pelo pelo PSDB oferece apoio irrestrito ao ex-presidente Lula, declaradamente pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2018”, declarou.

Ainda segundo Jereissati, o tucanato nacional não gostou de saber da crise encabeçada por Brandão contra a entrada e pré-candidatura de Roberto Rocha ao Palácio dos Leões.

“Não bastasse isso, as notícias que chegam do Maranhão conduzem a conclusão de que um processo de beligerância está sendo construído em torno do Senador Roberto Rocha, recentemente filiado ao PSDB, com o intuito de insuflar uma ‘insatisfação geral’, o que viola a integridade, a ética e a democracia interna”, criticou.

A Comissão Interventora do PSDB-MA é formada pelo Roberto Rocha como presidente; Sebastião Madeira como secretário; Ezequiel Gomes Soares como Tesoureiro; e Augusto César Lago, Maria do Carmo Souza, Zesiel Ribeiro da Silva  e Afonso Salgado como membros.

Destituído, Carlos Brandão recebeu o prazo de oito dias para apresentar defesa sobre a submissão do PSDB-MA aos caprichos do PCdoB maranhense e outras indisciplinas. A alteração no comando da Executivo estadual do partido deverá ser feito junto ao Tribunal Superior Eleitoral ainda nesta quarta-feira 8.

 

“Pode ter errado ao citar 16 e serem 17”, diz Roberto Rocha sobre propina da JBS
Política

Senador lembrou que o PCdoB recebeu, segundo o delator, R$ 13 milhões nas eleições de 2014. Ele reafirma que governador do Maranhão foi protegido na delação

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) justificou que o ex-diretor de Relações Institucionais do grupo J&F, Ricardo Saud, pode ter errado ao apresentar ao Ministério Público Federal (MPF) apenas 16 governadores eleitos em 2014 com propina da JBS.

“O áudio do Ricardo Saud diz isso. Na delação dele ele mesmo diz isso. E na prestação de contas de Flávio há essa doação! Ele pode ter errado ao falar 16 e ter citado 15. Como ele também pode ter errado ao citar 16 e serem 17”, alegou.

A declaração foi dada ao ATUAL7 em resposta à revelação do gafe cometido pelo tucano durante audiência pública da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS no Senado Federal. Após se agarrar a um trecho solto da delação para insinuar que Saud teria escondido o nome de um dos governadores financiados pela JBS, mesmo com o delator respondendo que todos os nomes constavam nos autos da delação premiada, Rocha afirmou que o nome omitido seria o do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

“O senhor não pode dizer quem é o 16º governador que recebeu propina? Bom, eu vou dizer, senhor presidente. O 16º é o governador do Maranhão, do PCdoB, cujo irmão [Nicolao Dino] era a alma do doutor [Rodrigo] Janot. E talvez o doutor Ricardo Saud tenha o interesse de protege-lo a época. Isso está constando na declaração de prestação de contas do candidato a governador. A mesma JBS disse que deu R$ 13 milhões ao PCdoB. O PCdoB só tinha um candidato no Brasil. Era o candidato a governador do Maranhão. Exatamente este que o depoente tenta claramente proteger”, afirmou o tucano.

Segundo explicou Roberto Rocha, a intenção era chamar atenção para o fato de que a JBS repassou, segundo o próprio Saud, R$ 13 milhões em propina para o PCdoB; e que o nome de Flávio Dino, mesmo sendo um dos governadores eleitos, não aparece na lista dos beneficiados por propina.

“O fato é um só: há doação da JBS para Flávio. Saud diz que o PCdoB recebeu R$ 13 milhões. Se o Saud afirma que tudo é propina e todos que receberam estão listados, sejam 15, 16, 17 ou 1.829 a pergunta que fica é: por qual razão o Flávio não consta da relação? Ele foi protegido? O Saud esqueceu? A delação foi direcionada? Sem esquecermos da relação entre o braço direito do Nicolau com o advogado da JBS, o Willer, preso no Maranhão! O que se demonstra, mais uma vez, é que a JBS foi tratada de forma diferenciada pela PGR!”, disse.

Rocha deixou claro que, diante do que ele acreditar ser indícios de omissão por parte de Ricardo Saud em suposto conluio com Nicolao Dino e Rodrigo Janot, pretende pedir ao MPF que reveja a delação da JBS sobre os repasses de propina em forma de doações.

“Ao fim e ao cabo o que quero dizer é que, sem dúvidas, a delação da JBS precisa ser revista! Tanto por esse fato do Maranhão, que acaba por colocar uma interrogação na sociedade, em virtude da proximidade do irmão do Flávio com o Janot, e dessas prisões do braço direito do Nicolau e do advogado Willer no Maranhão”, declarou.