Roberto Rocha
Josimar Maranhãozinho caminha para ser candidato de Bolsonaro ao Palácio dos Leões em 2022
Política

Tendência é de que líder do PL forme chapa com Roberto Rocha e polarizem com Carlos Brandão e Flávio Dino pelo governo estadual e Senado

Aliado do Palácio do Planalto e líder do PL, um dos principais partidos da base governista no Congresso, o deputado federal Josimar Maranhãozinho caminha para ser o candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Palácio dos Leões em 2022. Ex-aliado do governador Flávio Dino (PCdoB), ele tem histórico de espocador de urna e controla mais de 40 dos 217 municípios maranhenses, o que lhe garante estatura e forte musculatura já na entrada da corrida eleitoral.

Nas últimas semanas, Maranhãozinho esteve com o senador Roberto Rocha, que sairá do PSDB para acompanhar Bolsonaro e se filiar em outro partido. Ao ATUAL7, Rocha já declarou que deseja disputar a reeleição para o Senado.

Como candidatos de Bolsonaro no Maranhão, a tendência é de que Josimar Maranhãozinho e Roberto Rocha venham polarizar com Carlos Brandão (PSDB) e Flávio Dino na disputa pelo Palácio dos Leões e Senado Federal, respectivamente, com abertura real para vitória nas urnas.

Pelo MA, Eliziane e Weverton assinam pedido para criar CPI da Covid-19 no Senado
Política

Para Roberto Rocha, investigação deveria ser mais ampla e atingir também governadores e prefeitos

Dos três senadores que compõem a bancada maranhense no Senado Federal, apenas Eliziane Gama (Cidadania) e Weverton Rocha (PDT) assinam pedido para abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a atuação do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA), aliado do presidente da República, não consta na relação. Questionado pelo ATUAL7 do porquê não assinar a CPI, ele alega que a investigação deveria ser mais ampla, atingindo também governadores e prefeitos municipais.

“Por uma razão muito simples: eu tenho o meu requerimento, que é para investigar tudo, governos Federal, Estadual e Municipal. Por que investigar somente as ações do governo federal, se quem executou as ações foram os estados e municípios???”, pondera.

O pedido pela instauração da CPI foi entregue à Secretaria-Geral da Mesa Diretora do Senado nessa quinta-feira 4, e seguirá para aprovação do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM). Ele já avisou, dois dias antes, durante sessão deliberativa, que irá se pronunciar sobre somente após deliberação de matérias sobre auxílio emergencial e vacinas.

“É um direito dos senadores que a Presidência [do Senado] se pronuncie, e eu assim o farei. Só entendo que nós temos, nesse instante, uma prioridade absoluta que é a aprovação desses projetos, desses institutos, para que possamos entregar à sociedade o que ela mais precisa”, disse.

A iniciativa de abertura da CPI partiu do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que conseguiu obter 30 assinaturas para instaurar a comissão. Para ser instaurada uma CPI no Senado são necessárias 27 assinaturas, que corresponde a ⅓ do quórum da Casa.

No documento, Randolfe afirma, dentre outras coisas, que a gestão de Bolsonaro foi omissa em relação ao colapso da saúde no Amazonas e que tem criado impedimentos à adoção de medidas de isolamento social nos estados.

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Rodrigo Pacheco é eleito presidente do Senado com apoio de Bolsonaro
Política

Votação é secreta, mas tendência é de que ele tenha recebido os votos de Roberto Rocha e Weverton Rocha

O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) confirmou o favoritismo e foi eleito no primeiro turno, nesta segunda-feira 1º, como novo presidente da Casa pelo biênio 2021-2022. Ele teve 57 votos, contra 21 de Simone Tebet (MDB-MS), preterida pelo próprio partido.

Aliado de Jair Bolsonaro (sem partido), Pacheco vai suceder Davi Alcolumbre (DEM-AP), seu padrinho político na disputa. Também contou com o apoio do PT, PDT e da Rede, partidos que fazem oposição ao presidente da República.

A votação foi secreta, por isso não há como identificar quem votou em cada candidato.

A tendência, contudo, é de que o candidato de Bolsonaro tenha contado com os votos de pelo menos dois senadores maranhenses: Roberto Rocha (PSDB) e Weverton Rocha (PDT). Do tucano por ser aliado do presidente e do pedetista por orientação do partido. Weverton, inclusive, organizou um convescote no último domingo 31, que reuniu principalmente apoiadores de Pacheco.

Apenas o Cidadania, de Eliziane Gama, estava fechado com Tebet.

Roberto Rocha diz que vontade pessoal é renovar mandato no Senado
Política

Senador maranhense ainda vai aguardar a conjuntura de 2022 para bater o martelo

Ventilado como possível postulante ao Palácio dos Leões em 2022, o senador Roberto Rocha (PSDB) afirmou ao ATUAL7 que deseja renovar o mandato na Câmara Alta, em Brasília. Segundo o tucano, porém, o fechamento da questão depende da conjuntura política no próximo ano. Com boa articulação no Palácio do Planalto, ele é um dos principais aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em nível estadual e nacional.

“Normalmente, candidatura majoritária é fruto das circunstâncias políticas. Minha vontade pessoal é renovar o mandato de senador, que, modéstia à parte, tem sido muito útil ao Maranhão. Contudo, eleição de senador, especialmente no Norte/Nordeste, é na conjuntura de governador. E este, na conjuntura de presidente da República. Portanto, é preciso aguardar para saber como estará a conjuntura”, declarou.

Rocha foi eleito ao Senado Federal em 2014, então pelo PSB, na mesma chapa de Flávio Dino (PCdoB) ao governo do Maranhão. Cerca de um ano depois, após ser traído e ter tomado espaços no Executivo estadual pelo comunista, deixou o grupo e passou a atuar em oposição a Dino. Em 2018, ele disputou o governo, mas foi derrotado pelo ex-aliado, que foi reeleito.

Segundo o senador maranhense, embora ele possa novamente concorrer ao Palácio dos Leões, já não seria com o mesmo entusiasmo.

“Claro que posso disputar o governo do estado. Mas, não nego, já tive muito mais apetite. Flávio Dino está quebrando o Estado. Já milito na política do Maranhão há 30 anos, e nunca tinha visto um governador aumentar imposto como Flávio Dino. As consequências são terríveis”, disse.

“Primeiro, acabou a capacidade de investimento. Só restou dois caminhos para investir: empréstimo e aumento de impostos. Depois, acabou a capacidade de endividamento. Não consegue mais pegar dinheiro emprestado, por isso só aumenta impostos. Paralelo a isso aumentou muito o gasto público. Essa é a melhor receita para quebrar um Estado. É muita falta de sorte do Maranhão. Chegou o ‘gênio’, falando na campanha em choque de capitalismo e revolução burguesa, e depois, no governo, implantou o comunismo. Só aumenta a arrecadação tributária se aumentar o crescimento econômico. É só há crescimento econômico se houver investimento privado. Quem tem coragem de investir no Maranhão?”, provocou.

Sobre conversas com lideranças partidárias por 2022, Roberto Rocha afirma que, diferentemente do campo dinista –onde o senador Weverton Rocha (PDT) tenta diariamente desgastar o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), sucessor natural de Flávio Dino, e até já busca consolidar aliança com Roseana Sarney (MDB)–, ele não tem agido com pressa ou atropelos.

“Não é hora ainda de formar chapa. No nosso campo político as coisas estão caminhando muito bem. Os conflitos estão na outra ‘margem do rio’”, garante.

Se confirmado na disputa pelo Senado, Roberto Rocha terá como adversário Flávio Dino, que deve deixar o cargo em abril do próximo ano.

Roberto Rocha repete Jair Bolsonaro e desinforma sobre recursos da União para Manaus
Política

Também é falsa informação repisada pelo senador maranhense, de que o STF teria proibido o governo federal de atuar contra pandemia

Ao repetir o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e defender que a crise de saúde pública em Manaus (AM), agravada na semana passada pelo avanço da Covid-19, seria por “falta de ativismo na gestão do estado e excesso de ativismo na gestão do STF”, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) desinforma.

Na sexta-feira 15, o tucano publicou em sua conta oficial no Facebook uma cópia da tela do Portal da Transparência, do Governo Federal, que mostra os valores que foram destinados pela União à capital do Amazonas. Horas antes, sem legenda, a mesma imagem havia sido publicada nas redes sociais por Bolsonaro.

“Sim, do Supremo Tribunal Federal que, mais uma vez se arvorando de poder executivo, decidiu que essa era responsabilidade dos governadores e prefeitos”, continuou desinformando o senador maranhense.

De acordo com o mesmo Portal da Transparência, porém, dos R$ 2,36 bilhões destinados pelo Governo Federal a Manaus em 2020, 42,36% (R$ 999,5 milhões) corresponde à transferências constitucionais e royalties, que são obrigatórias. Do montante, ainda segundo dados do próprio site alimentando pela CGU (Controladoria-Geral da União), R$ 2,2 bilhões são relativos ao auxílio emergencial (que Bolsonaro não queria conceder, mas o Congresso aprovou), e o restante a benefícios sociais como Bolsa Família, Seguro Defeso e BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Apenas pouco mais de R$ 308 milhões foram destinados, especificamente, para enfrentamento à Covid-19.

Sobre a decisão do Supremo, diferentemente do que vem afirmando Jair Bolsonaro e foi repetido por Roberto Rocha, conforme explicado pelo ministro Marco Aurélio, a Corte não impediu o Governo Federal de agir. Ao contrário, a decisão do STF, conforme previsto na Constituição, autorizou os estados, municípios e o Distrito Federal a agirem juntos, dada a competência concorrente em saúde pública dos entes federativos.

O que o STF proibiu, em relação ao Governo Federal, foi a revogação de medidas de isolamento social eventualmente decretadas por estados, municípios e o DF, apenas. Não houve proibição alguma quanto à traçar estratégias para conter o avanço da pandemia; coordenar ações com estados e municípios; e prover medicamentos e equipamentos. A omissão é crime.

Eleitor de Erlânio na Famem, Braide caminha para apoiar Weverton em 2022
Política

Em gesto ao pedetista, prefeito de São Luís traiu o prefeito Hilton Gonçalo e o senador Roberto Rocha, antigos aliados

A política é feita de gestos, mas também de traições. Sob essa máxima, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), caminha para serrar fileiras com seu ainda atual grupo e cerrar fileiras com o clã do senador Weverton Rocha (PDT), na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

O primeiro gesto público foi feito na eleição da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), quando Braide somou-se aos eleitores de Erlânio Xavier (PDT), prefeito de Igarapé Grande, na disputa pela presidência da entidade. Neo aliados, eles chegaram juntos à sede da Famem, na votação.

A traição foi ao prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (PMN), um dos principais patronos de campanhas eleitorais de Eduardo Braide, que integrou a chapa representada por Fábio Gentil (Republicanos), de Caxias, apoiada pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), em prévia da corrida eleitoral do próximo ano.

Outro traído é o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), também antigo aliado, que apostava em retribuição de Braide, em 2022, ao gesto feito por ele em 2020, quando arrancou Wellington do Curso (PSDB) do debate municipal, apesar da força do deputado mostrada por todas as pesquisas eleitorais.

Loteamento de cargos dificulta montagem de secretariado por Eduardo Braide
Política

Entre os aliados, três postulam o Palácio dos Leões daqui a dois anos: Roberto Rocha, Weverton Rocha e Roseana Sarney

A demora do prefeito eleito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), em divulgar os nomes que comporão seu secretariado provisório tem relação com a quantidade de aliados que o apoiaram na caminhada ao Palácio de La Ravardière nas eleições de 2020.

Segundo fontes próximas a Braide ouvidas em reservado pelo ATUAL7, há uma disputa interna por pastas estratégicas para 2022, quando estará em jogo a sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB) pelo comando do Palácio dos Leões. Entre as pastas de maior dificuldade para escolha de nomes estão as de saúde, educação, obras e de cultura.

Até o momento, pelo menos três aliados do prefeito eleito postulam o governo estadual daqui a dois anos: Roberto Rocha (PSDB), Weverton Rocha (PDT) e Roseana Sarney (MDB). Outros tentarão reeleição para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, ou chegar a uma das Casas pela primeira vez.

Eventuais experiências exitosas em secretarias municipais favoreceriam os indicados na corrida eleitoral.

Há, ainda, um pequeno acirramento pelo controle da Seconzinha.

Entre acertos feitos por Braide e aliados, indicados que não corresponderem às expectativas nos primeiros 100 dias de gestão serão trocados. Por isso, o secretariado será provisório.

Conheça os prós e contras dos principais postulantes à sucessão de Flávio Dino
Política

Individualmente, todos têm vantagens para o embate pelo Palácio dos Leões em 2022, mas também barreiras que podem dificultar a caminhada

Ainda nem houve a diplomação dos eleitos nestas eleições municipais de 2020, mas o que se enxerga no horizonte e sob uma cortina de fumaça bem fraca é o tabuleiro político que deve marcar a sucessão do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Assim como aconteceu em São Luís, a maioria dos postulantes até aqui faz parte da base de apoio político do comunista. O vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) são importantes aliados do Palácio dos Leões. Dos quatros principais, somente o senador Roberto Rocha (PSDB) não configura como aliado dos Leões. É o único opositor até o momento.

Todos têm boas armas para oferecer na disputa eleitoral, mas há obstáculos que podem dificultar a articulação política e respingar ainda no resultado das urnas. A seguir, em ordem alfabética, o ATUAL7 separou pontos positivos e negativos de cada um deles.

Carlos Brandão

Vantagens

Politicamente, Carlos Brandão é o que está mais próximo da cadeira ocupada por Flávio Dino, por ser o primeiro da linha sucessória. O principal ponto a favor de Brandão é que ele pode sentar na cadeira e assumir a caneta de mandatário do Maranhão em 2022, ou mesmo já no próximo ano. Tudo depende dos planos e dos passos que Dino pretende enveredar depois que deixar o atual cargo.

Outro ponto a favor da virtual pré-candidatura de Carlos Brandão é que ele conseguiu reunir um grupo de 25 prefeitos eleitos pelo Republicanos, partido do qual é vice-presidente nacional. Se somar com os prefeitos eleitos pelo PCdoB, Brandão passa a contar com 47 prefeitos com ligação partidária. Com essa combinação matemática fica à frente de Weverton e Maranhãozinho.

O terceiro ponto positivo de Carlos Brandão é que ele consegue a simpatia de cores ideológicas que, hoje, não tem aproximação com o governador Flávio Dino. Ele consegue um franco diálogo com a classe política.

Desvantagens

É importante ressaltar, porém, que o que levanta a bola do vice-governador é o que pode fazer ele ficar fraco na corrida eleitoral. O primeiro ponto contrário à pré-candidatura de Brandão em 2022 é justamente não ter a base aliada do governador Flávio Dino em torno do seu projeto eleitoral. Em São Luís, houve uma rusga entre Brandão e Weverton que respingou no presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), e sobrou para o ainda prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

O segundo ponto negativo é Carlos Brandão ter perdido a eleição em São Luís. Apesar da votação expressiva do seu candidato, Duarte Júnior (Republicanos), que alcançou 216.655 votos no segundo turno, a ausência da máquina administrativa da capital maranhense vai fazer falta na hora que a campanha começar.

Outro fator negativo que pode impactar na formação de grupo e de novas alianças no Maranhão é que Carlos Brandão ainda é vice-governador e não tem o peso da tinta da caneta do Palácio dos Leões. Enquanto seus concorrentes contam com as emendas milionárias, Brandão ainda não tem o poder decisório para atrair amigos e aliados. Sem citar que em 2022 não se sabe como Flávio Dino vai entregar a saúde financeira do Estado, com ou sem possibilidade de investimentos a curto prazo.

Josimar Maranhãozinho

Vantagens

O deputado federal Josimar Maranhãozinho é conhecido por ser campeão de votos. Foi assim quando sagrou-se o deputado estadual mais votado do Maranhão, em 2014, com 99.252 votos. Quatro anos depois, Josimar repetiu o título de mais votado, desta vez para deputado federal com quase 100 mil votos a mais. Maranhãozinho contabilizou 195.768 votos. Com a fama de bom de voto e com o lema de não repetir mandato, Josimar Maranhãozinho planeja o maior voo de sua carreira política: ser governador do Maranhão.

O primeiro ponto positivo é a força que o partido de Josimar conquistou. O Partido Liberal, do qual Josimar comanda a mão de ferro, foi a segunda sigla que mais fez prefeitos nesta eleição. O PL saiu de 7 prefeitos eleitos em 2016 para 40 prefeitos em 2020. Maranhãozinho ficou a frente do PCdoB, de Flávio Dino, e do Republicanos, de Carlos Brandão. Perdeu somente para o PDT do senador Weverton Rocha.

Na Ilha de São Luís, Josimar adotou a estratégia de cercar os municípios com candidaturas do PL. Raposa, São José de Ribamar e Paço do Lumiar. Das três cidades, só não logrou êxito em Paço do Lumiar, com a derrota do advogado Fred Campos (PL). Na Raposa, fez Eudes Barros (PL), enquanto que, em São José de Ribamar, trouxe de volta o ex-prefeito Dr. Julinho (PL) para a vida política da cidade balneária.

Outro ponto a favor de Josimar é a estrutura partidária e financeira que rodeia o virtual pré-candidato. O diretório nacional do partido recebeu mais de R$ 117 milhões de fundo eleitoral. Só para a campanha de Duarte Júnior, para prefeitura de São Luís, o PL destinou R$ 2,2 milhões. A força partidária conta ainda com partidos “satélites”, como o Avante e Patriota, que são dirigidos indiretamente pelo deputado federal. Chama atenção também a capacidade do parlamentar de angariar recursos federais, por meio de emendas parlamentares, para os municípios maranhenses. Só durante a pandemia, Josimar conseguiu a liberação de R$ 15 milhões de emendas para a saúde.

Desvantagens

Uma forte desvantagem que pesa contra a pré-candidatura de Josimar é justamente a consequência de sua força política e sua fama de ser campeão de emendas. No último dia 9 de dezembro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Descalabro para apurar suposto esquema criminoso que seria comandado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho, voltado ao desvio de recursos públicos da área de saúde, por meio de direcionamento de licitações. É inegável que a operação da PF respingou nas pretensões políticas de Josimar.

A Operação Descalabro e o seu desenrolar podem prejudicar o dono do PL no Maranhão de conseguir formar um grupo em que ele seja indicado para ser o candidato ao governo.

Por fim, o fato de Josimar Maranhãozinho ter entrado no consórcio malsucedido para eleger Duarte Júnior pode levá-lo a fazer parte de outro projeto: de Carlos Brandão, ou mesmo, do governador Flávio Dino. Neste caso, a hipótese de aparecer na chapa majoritária (com exceção da vaga de governador) não fica descartada.

Roberto Rocha

Vantagens

O senador Roberto Rocha, dos quatros postulantes colocados até aqui, é o único que não faz parte do governo Flávio Dino. Enquanto os outros três dão sustentação ao comunista, Roberto pode ter um discurso de oposição —como já faz— e atrair votos dos descontentes. Há outro ponto incomum com os demais. Roberto Rocha é o único que já teve a experiência de ser candidato ao governo do Estado. Ele alcançou 2,05% dos votos válidos e ficou na quarta colocação.

Pela proximidade e por lado político, Roberto Rocha pode ter apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), desde que saia do PSDB, caso o partido lance João Dória (PSDB-SP) para concorrer ao Planalto em 2022.

Outro ponto positivo foi a participação de Roberto Rocha na candidatura de Eduardo Braide (Podemos). Ficou a cargo dele garantir a presença do PSDB na chapa com o Podemos, ao mesmo passo que deixou de fora da disputa um forte concorrente ao prefeito eleito, o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB), que teve garantia de sua pré-candidatura e não foi convertida na homologação para a disputa.

Desvantagens

Mas Roberto Rocha também tem de se preocupar com seus próprios passos se quiser chegar a candidato em 2022. Primeiro, o grupo político do senador é tímido. Ao encolher o PSDB em menos de quatro anos, ao reassumir a presidência do partido no Maranhão, o partido presidido por ele conseguiu eleger somente quatro prefeitos, bem aquém do esperado de um senador da República com laços políticos com o presidente da República. Cada pleito é “uma nova” eleição, entretanto o recall negativo das últimas eleições pode ser um empecilho para a formação de um grupo em torno da candidatura de Roberto Rocha.

Weverton Rocha

Vantagens

O senador Weverton Rocha vem pavimentando sua candidatura ao Palácio dos Leões ainda quando era deputado federal e cavava a sua candidatura ao Senado. Weverton foi o primeiro candidato ao Senado confirmado pelo governador Flávio Dino, no ano anterior às eleições de 2018. Muito pelo fato de ter conseguido formar um grupo consolidado em torno do seu nome. Ali já se sabia onde Weverton queria chegar.

O PDT, partido presidido por Weverton no estado, foi o que fez mais prefeituras no Maranhão. Ao todo, foram 42 prefeitos eleitos. Essa relação de Weverton com os prefeitos reflete em seu mandato no Senado Federal, com atuação municipalista e com diálogo aberto com prefeitos dos mais variados partidos.

Em suas movimentações, Weverton tem aglutinado forças. Se aproximou de forças políticas que antes eram inimigas. No primeiro turno em São Luís esteve no mesmo palanque que a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), apoiando o seu candidato à prefeitura, o deputado estadual Neto Evangelista (DEM). No segundo turno foi a vez da aproximação com Eduardo Braide, que há quatro anos estava na mira do senador. Recentemente, ele apareceu em Imperatriz com Assis Ramos (DEM), antigo adversário.

Pelo menos dois partidos já fazem parte do projeto de Weverton para governador. O PDT e o Democratas. O DEM elegeu 11 prefeitos, dentre eles, o prefeito reeleito Assis Ramos. Também podem caminhar com Weverton o MDB e PTB.

Desvantagens

Pesa contra a candidatura de Weverton o fracasso do PDT na eleição de São Luís. A aposta do partido, Neto Evangelista, alcançou o amargo terceiro lugar. Apesar do grupo ter sido decisivo na vitória de Eduardo Braide, Weverton Rocha deve perder o controle total da prefeitura de São Luís. A incerteza do apoio de Flávio Dino, ou mesmo, sua posição nas eleições de 2022 pode ser um empecilho para os planos do senador. Flávio Dino pode apoiar Weverton? Flávio Dino vai manter a mesma posição de 2020? Flávio Dino vai ter mais de um candidato? Essas incertezas devem ser levadas em contas nos cálculos de Weverton Rocha, o PDT e o grupo do senador.

A minirreforma administrativa ameaçada por Flávio Dino (PCdoB), no Twitter, pode atingir o grupo do senador Weverton Rocha. Entre as principais pastas estão a Sedes (Secretaria de Desenvolvimento Social) e o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) do Maranhão. São órgãos importantes que estão sob indicação do PDT. Sem espaço no governo, o terreno do caminho para o Palácio dos Leões pode ficar mais pesado.

Aposta de Roberto Rocha, Eduardo Braide é eleito prefeito de São Luís
Política

Roseana Sarney e Weverton Rocha também pretendem usar a vitória em São Luís para catapultar eventual eleição ao Palácio dos Leões em 2022

Trampolim do senador Roberto Rocha (PSDB) para galgar o Palácio dos Leões em 2022, o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) foi eleito prefeito de São Luís, neste domingo 29. A vice-prefeita eleita é Esmênia Miranda (PSD).

Com 100% das seções eleitorais totalizadas às 18h40, Braide teve 55,53% (270.557 votos), contra 44,47% (216.665 votos) do deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos), candidato do governador Flávio Dino (PCdoB). Segundo o resultado divulgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 2,34% (12.179 eleitores) votaram em branco e 3,79% (19.649 eleitores) votaram nulo.

Além de garantir musculatura para Roberto Rocha, a vitória de Eduardo Braide nas urnas representa a permanência do PDT na prefeitura da capital. Comandado no Maranhão pelo senador Weverton Rocha, o partido está enraizado no Palácio de La Ravardière há mais de três décadas, e fechou apoio a Braide no segundo turno.

Weverton e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), madrinha de Braide nos bastidores e que deixou para declarar o voto aberto apenas hoje, também pretendem usar a vitória em São Luís para catapultar eventual eleição ao Palácio dos Leões em 2022.

Eduardo Braide iniciou a disputa pela prefeitura como favorito e tendo como aliados apenas Roberto Rocha e os deputados federais Aluísio Mendes (PSC) e Edilázio Júnior (PSD). No segundo turno, porém, na eminência de repetir a derrota sofrida em 2016, abandonou mais ainda o perfil independente que havia construído nos últimos anos e montou um mega consórcio, incluindo bolsonaristas, com quem agora deve administrar a cidade.

Daqui a duas semanas, ele terá julgado pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região embargos relacionados a um inquérito sigiloso da Polícia Federal, relacionado a fatos apurados na investigação que desbaratou a chamada Máfia de Anajatuba, que apura suposta prática de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade. Na análise, de que se há ou não prerrogativa de foro, será decidido se o caso deve ser remetido ao STF (Superior Tribunal Federal) ou para a Seção Judiciária Federal do Estado do Maranhão.

Apesar de haver constituído defesa nos autos desde o ano passado, durante toda a campanha eleitoral, Eduardo Braide sempre deu declarações enganosas de que não é nem nunca foi investigado.

História se repete e Dino é novamente traído por senador que ajudou a eleger
Política

Apesar de se colocar neutro na disputa pela prefeitura, Weverton Rocha autorizou PDT de São Luís a apoiar, votar e fazer campanha para Eduardo Braide

Seis anos após ajudar Roberto Rocha (PSDB) a se eleger senador do Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB) revive a história e se vê novamente traído por quem gerou para o Senado Federal. Até pior: o novo judas associou-se ao primeiro.

Trata-se do senador Weverton Rocha, que embora se coloque como neutro no segundo turno da disputa pela prefeitura, aproveitando-se da falta de capacidade de articulação do governador, autorizou a ida do PDT de São Luís a apoiar, votar e fazer campanha nas ruas pela eleição de Eduardo Braide (Podemos), crítico ferrenho e adversário do comunista, e que tem entre os padrinhos na corrida justamente o senador do PSDB, além da ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Também está agregado ao condomínio dos desleais o ex-governador José Reinaldo Tavares, derrotado nas urnas no pleito passado após ser o primeiro a abraçar Braide e depositar a esperança de vitória em uma coligação com Roberto.

Apesar da facilidade com que foi montado, o consórcio dos Rocha é momentâneo, resumindo-se apenas ao pleito de 2020. Isso ocorre pelo motivo da traição de ambos: a cadeira mais alta do Palácio dos Leões.

Nas eleições de 2018, Roberto tentou tomar de Dino as rédeas do governo estadual, mas acabou sendo humilhado nas urnas. Repetindo o novo aliado, a quem criticava justamente pela pressa e rompimento, é Weverton agora quem se acha o dono da vaga.

Como Flávio Dino já declarou e mostrou preferências públicas por ser sucedido por Carlos Brandão (Republicanos), o líder do PDT no Maranhão tenta furar a fila.

Embora aliado, Braide tenta desvincular sua imagem de Bolsonaro e Roberto Rocha
Política

Candidato lamentou e chamou de fake news peça publicitária em que ele aparece com o presidente e o senador, convidando para agenda presidencial no Maranhão

Apesar de fazer parte da base de deputados na Câmara considerada aliada de Jair Bolsonaro (sem partido) por haver apoiado pautas governistas em mais da metade das votações em que participou, o deputado Eduardo Braide, candidato do Podemos à prefeitura de São Luís, tenta desvincular sua imagem a do presidente da República.

Nesta terça-feira 27, em resposta a questionamento do radialista Jorge Aragão, o prefeiturável lamentou e chamou de fake news uma imagem em que ele aparece ao lado de Bolsonaro, convidando para agenda presidencial no Maranhão, prevista para o próximo dia 29, mas ainda não marcada oficialmente. A peça publicitária, segundo apontou, teria sido montada por oponentes.

“Eu ainda consigo me espantar com esse tipo de atitude. É lamentável que meus adversários prefiram o consórcio das fake news. (...) O candidato que se presta a espalhar fake news, faz um verdadeiro desserviço ao eleitor”, afirmou.

Na imagem, também aparece o senador Roberto Rocha, que arrancou Wellington do Curso da disputa pelo Palácio de La Ravardière para levar o PSDB para a chapa de Braide.

Espécie de cerimonialista da visita de Bolsonaro ao estado devido a aproximação que tem com o presidente, Rocha apoia a candidatura de Braide visando o Palácio dos Leões em 2022, numa aliança que, segundo a dupla maranhense revelou recentemente, foi costurada desde eleição passada.

Apesar das alianças públicas, o candidato do Podemos estranhamente rejeita qualquer vínculo de sua candidatura com os aliados.

‘Tenho certeza que o senador Roberto Rocha não irá me trair’, diz Wellington
Política

Ele ressaltou que, em março, o senador afirmou nas redes sociais que o PSDB tem pré-candidatura própria para a capital

O deputado estadual e pré-candidato a prefeito de São Luís, Wellington do Curso (PSDB), disse acreditar que o presidente do partido no Maranhão, senador Roberto Rocha, não irá tirá-lo da disputa para entregar a legenda para o pré-candidato do Podemos, deputado federal Eduardo Braide.

“Tenho certeza de que o senador Roberto Rocha não irá me trair”, afirmou incisivo, durante entrevista ao programa Linha de Frente, na TV Maranhense, nessa segunda-feira 24.

Wellington ressaltou que, em março deste ano, Rocha posicionou-se nas redes sociais, afirmando que o PSDB tem pré-candidatura própria para a capital.

“A minha pré-candidatura segue com o apoio de Deus, das ruas e, também, do meu partido, que é o PSDB. Recebemos essa garantia do próprio senador, tanto em 2018, durante a minha filiação quanto agora, em março de 2020, quando ele, na condição de presidente da Direção Estadual”, destacou.

Perfil fiador de Roberto Rocha incomoda aliados de Eduardo Braide
Política

Senador tem defendido que, para ser eleito prefeito de São Luís, pré-candidato do Podemos precisa estar coligado com o PSDB

Aliados do deputado federal Eduardo Braide (PODE), ouvidos reservadamente pelo ATUAL7, se dizem incomodados com o perfil fiador do senador Roberto Rocha (PSDB-MA).

Além da fritura pública à pré-candidatura de Wellington do Curso (PSDB) prejudicar o discurso de independência de Braide, avaliam, pois o alinha a um projeto de poder, em vez de cidade, o senador tem mais atrapalhado do que ajudado com a defesa excessiva de que, para ser eleito prefeito de São Luís, Eduardo Braide precisa estar coligado com o PSDB.

Rocha, argumentam os aliados do pré-candidato do Podemos, é quem precisa de Braide.

Roberto Rocha emplaca Rosendo Júnior na diretoria da Codevasf em Brasília
Política

Senador é o político maranhense com maior poder de influência no governo de Jair Bolsonaro

É do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), político maranhense com maior poder de influência no governo de Jair Bolsonaro (sem partido), a indicação de Antônio Rosendo Neto Júnior para a Diretoria da Área de Desenvolvimento e Infraestrutura da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

A posse aconteceu nesta terça-feira 30, em Brasília, e contou com a presença do tucano, do diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Andrade Moreira Pinto, e de outros membros do alto escalão da companhia.

Administrador de empresas, Rosendo Júnior tem pós-graduação em Gestão Pública e Direito Tributário, tendo exercido atividades de gerente e diretor em diferentes empresas nos últimos 20 anos. No Maranhão, foi secretário-adjunto na SEMA (Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais) e diretor da SEFAZ (onde é funcionário concursado), em Codó. Também já foi diretor de Negócios do Banco do Nordeste.

A Codevasf tem sede em Brasília (DF) e oito Superintendências Regionais na sua área de atuação, além de escritórios de representação e de apoio técnico e unidades de produção e pesquisa.

Atualmente, atua em todo o do Maranhão, graças a autoria do próprio Roberto Rocha, que ampliou a área de atuação da companhia e possibilitou que ela abarcasse todas as bacias hidrográficas do estado.

Simplício entra com queixa-crime contra Roberto Rocha sob acusação de injúria
Política

Pedido de ação penal foi registrado no STF, com base em prints de WhatsApp. Rosa Weber remeteu o caso para um dos juizados especiais criminais de São Luís

O secretário estadual de Industria e Comércio, Simplício Araújo, registrou uma queixa-crime contra o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), com base em prints de WhatsApp referentes a um bate-boca ocorrido entre eles, em setembro último.

No documento, ele pede que o senador responda pelo crime de injúria, com aumento da pena em um terço, devido ao meio utilizado facilitar a divulgação da ofensa. Em eventual condenação, Roberto Rocha pode pegar até seis meses de prisão e ter de pagar uma multa.

O pedido de ação penal foi registrado no STF (Supremo Tribunal Federal), no final de outubro, cerca de mês após o embate entre secretário estadual e o senador no aplicativo de troca mensagens. Em decisão do último dia 12, porém, a ministra Rosa Weber, relatora do caso, determinou a remessa dos autos a um dos juizados especiais criminais de São Luís. A PGR (Procuradoria-Geral da República), por meio do vice-procurador-geral da República José Bonifácio de Andrada, já manifestou ciência da decisão.

Ao remeter os autos para a Justiça estadual de 1º Grau, Rosa Weber esclareceu que as supostas ofensas não possuem relação com o mandato do senador, retirando do Supremo a competência para julgar a queixa-crime. “Pelo que se depreende dos ‘prints’ da conversa entre as partes no aplicativo WhatsApp, as ofensas irrogadas teriam ocorrido em decorrência de desentendimento pessoal desvinculado do desempenho da função parlamentar”, escreveu.

O bate-boca entre Roberto Rocha e Simplício Araújo teve início após o tucano, em um grupo de WhatsApp intitulado “ACIB - Articulação”, haver sustentado a tese —divulgada por ele próprio em entrevistas— de que o grupo Brasil Kirin havia desistido de instalar uma fábrica da Heineken no Maranhão devido aos altos impostos cobrados pelo governo Flávio Dino (PCdoB).

Simplício retrucou, e disse que o senador “torce contra o Maranhão e não gosta dos maranhenses, principalmente os mais pobres”.

Rocha, então, disparou insultos contra o auxiliar do comunista, tendo aumentado os impropérios após ser confrontado com seu fraco resultado nas urnas em 2018, quando disputou e perdeu a eleição para o Palácio dos Leões. Nos ataques, o senador dá a entender que Simplício Araújo teria se aproveitado da situação de um dos seus filhos, sob tratamento contra câncer à época da campanha eleitoral, para lhe atingir.

“Figura vagabunda, filho da puta, sacana, calhorda, escroto, vagabundo, moleque, babaca, imbecil e bajulador” foram as palavras apontadas por Simplício Araújo como ofensivas, segundo a queixa-crime.

Recentemente, no mesmo grupo de WhatsApp, Roberto Rocha voltou a usar algumas das mesmas palavras ofensivas.

Apesar de não ficar claro qual o interlocutor da conversa, pelo contexto, é provável que o senador estivesse novamente se referindo a Simplício Araújo. “Fala, pilantra!!! Fala, vagabundo!!! (...) Apresenta nova denúncia contra mim, seu escroque filho da puta”, instigou Roberto Rocha.

Roberto Rocha diz ser a favor da prisão após condenação em 2ª instância
Política

Antes dele, já havia apresentado posicionamento favorável a senadora Eliziane Gama. Pelo Maranhão, apenas Weverton permanece contra

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) divulgou no Twitter, nesta quarta-feira 13, posicionamento a favor da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê prisão após a condenação em segunda instância.

“A minha posição é para que a Constituição seja alterada para condenação em 2ª instância. Não pelo ex-presidente Lula, mas pela perspectiva de melhorar a segurança jurídica e o ambiente de negócios. Não podemos passar um ar de impunidade aos que desejam investir no Brasil.”, disse.

A publicação e posicionamento do tucano ocorrem um dia após a presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), divulgar que fechou um acordo com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para garantir a tramitação das propostas de senadores que querem retomar a prisão após condenação em segunda instância, revertendo a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) da semana passada, de que um condenado só pode ser preso após o trânsito em julgado (o fim dos recursos) —o que acabou beneficiando o ex-presidente Lula (PT).

Segundo a emedebista, o tema será pautado na CCJ na próxima quarta-feira 20. Se aprovada pelo colegiado, vai ao plenário.

Antes de Roberto Rocha, pelo Maranhão, já havia se posicionado a favor da prisão após segunda instância a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA). Ela, inclusive, subscreve a PEC apresentada pelo senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) neste sentido.

Com isso, da bancada maranhense no Senado, apenas Weverton Rocha (PDT-MA) —que, também no Twitter, publicou que “a decisão do Supremo sobre a segunda instância recoloca nos trilhos os caminhos dos direitos constitucionais”, e que “Lula foi vítima de um erro histórico que finalmente foi corrigido”— permanece contrário à emenda à Constituição.

Senado analisa nesta terça acordo que permite o uso do CLA pelos EUA
Política

Projeto é relatado por Roberto Rocha, favorável à aprovação do texto

Em reunião prevista para as 11h desta terça-feira 12, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal deve analisar o acordo que permite a participação dos Estados Unidos em lançamentos a partir do CLA (Centro de Lançamento de Alcântara), no Maranhão.

O projeto, que reúne o texto do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre o Brasil e os Estados Unidos, é relatado pelo senador Roberto Rocha (PSDB-MA), favorável à aprovação do texto, que busca evitar o acesso ou a transferência não autorizada de tecnologias relacionadas com o lançamento a partir do CLA.

Com dez artigos, o acordo foi assinado entre os presidentes Jair Bolsonaro (PSL) e Donald Trump em Washington, em 18 de março de 2019. As negociações do texto, já aprovado na Câmara dos Deputados, foram conduzidas pelos Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

De acordo com o governo, o acordo tem por objetivo contribuir para tornar comercialmente viável o CLA para lançamentos de objetos espaciais, além de incrementar os laços de entendimento e cooperação entre os dois países signatários. O governo ressalta ainda a predominância de componentes tecnológicos nos objetos da indústria aeroespacial cujas patentes pertencem aos EUA. Esse contexto torna necessária a aprovação do acordo, tanto para assegurar a proteção dessas tecnologias quanto para viabilizar o uso comercial do CLA, com vistas à geração de divisas para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro.

Lançamento de espaçonaves

O acordo estabelece que o Brasil não permitirá o lançamento, desde o CLA, de espaçonaves ou veículos de lançamento de propriedade ou sob o controle de países que estejam sujeitos a sanções estabelecidas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas ou tenham governos repetidamente provido apoio a atos de terrorismo internacional. O texto ainda que o Brasil, em atenção às suas obrigações no tocante aos arranjos e acordos internacionais sobre não proliferação de que seja parte, não irá admitir, salvo entendimento entre as partes, o ingresso de equipamentos, tecnologia, mão de obra ou recursos financeiros no CLA provenientes de países que não sejam membros do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis (MTCR, na sigla em inglês).

O texto estabelece que o Brasil poderá utilizar os recursos financeiros obtidos por intermédio das atividades de lançamento para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro, mas não poderá fazê-lo para a aquisição, desenvolvimento, produção, teste, emprego ou utilização de sistemas da categoria I do MTCR.

O acordo trata ainda das licenças de exportação; da necessidade de se impedir o acesso desacompanhado ou não monitorado de pessoas não autorizadas; da necessidade de ambas as partes firmarem um Plano de Controle de Transferência de Tecnologia; e das hipóteses de revogação ou suspensão de licença de exportação pelos dois países.

Material radioativo

O acordo também dispõe sobre dados técnicos autorizados para divulgação. A regra é a de não se permitir a divulgação de informações referentes aos veículos lançadores, espaçonaves e equipamentos dos EUA. O texto estabelece, entretanto, que o governo dos EUA deverá assegurar que sejam fornecidas ao governo brasileiro informações relacionadas à presença de material radioativo ou de qualquer substância definida como potencialmente danosa ao meio ambiente ou à saúde humana, de acordo com a legislação brasileira.

O governo dos Estados Unidos deverá assegurar, também, que sejam fornecidos ao governo brasileiro os parâmetros orbitais básicos e as funções gerais de espaçonaves dos EUA lançados do CLA.  Também está prevista a necessidade de se manusear e salvaguardar quaisquer informações militares classificadas, obtidas por conta de atividades realizadas em conformidade com o tratado, tendo em consideração a legislação aplicável e o Acordo Bilateral Relativo a Medidas de Segurança para a Proteção de Informações Militares Sigilosas, que foi incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro por meio do Decreto 8.694, de 2016.

O acordo versa ainda sobre procedimentos operacionais, incluindo os preparativos no CLA e os trâmites de pós-lançamento. O texto determina que, na hipótese de requisição pelo governo brasileiro, os contêineres devidamente lacrados que transportem veículos, espaçonaves, equipamentos afins ou dados técnicos dos EUA somente deverão ser abertos para inspeção, enquanto estiverem em território nacional, por participantes norte-americanos na presença de autoridades devidamente acreditadas pelo governo brasileiro.

Controle de imigração

O acordo estabelece ainda que os participantes dos Estados Unidos estarão sujeitos ao controle de imigração e alfândega brasileiros, conforme os procedimentos estabelecidos pelas leis e regulamentos locais.

O texto determina que qualquer controvérsia entre as partes será solucionada por meio de canais diplomáticos. Quanto à apresentação de emendas e de denúncia, esta poderá ser formulada por qualquer das partes após o decurso do prazo de um ano, a partir da data de notificação por escrito.

As obrigações quanto à segurança, à divulgação e ao uso de informações, bem como restituição de veículos, espaçonaves, equipamentos ou dados técnicos, deverão continuar a ser aplicadas mesmo após a eventual expiração do acordo.

Comunidade científica

Em seu relatório, Roberto Rocha afirma que o acordo “está em consonância com os anseios da comunidade científica nacional, com as aspirações do meio acadêmico brasileiro afeto ao tema, com os interesses da Força Aérea Brasileira, com o entusiasmo do setor aeroespacial do país”.

O relator destaca que os Estados Unidos são os detentores da imensa maioria das patentes relacionadas com o lançamento de satélites, e que quase 80% dos equipamentos espaciais do mundo possuem algum componente daquele país, atualmente o maior lançador de um mercado estimado anualmente em 350 bilhões de dólares.

Na avaliação de Roberto Rocha, a entrada em vigor do acordo colocará o Brasil no mercado global de lançamentos de carga ao espaço, além de destravar a operação comercial de Alcântara e viabilizar a implantação da política espacial brasileira com a geração de expansão tecnológica, desenvolvimento social e crescimento econômico.

O relator argumenta ainda que os Estados Unidos mantêm acordos de salvaguardas tecnológicas da mesma natureza com China (1993), Índia (2009), Nova Zelândia (2016) e Rússia (2007). Ele lamenta, contudo, que tratado semelhante, celebrado em 2000, no governo Fernando Henrique Cardoso, não tenha prosperado na Câmara.

“Perdemos 19 anos de experiência e de recursos. Sobressaíram, na altura, argumentos contrários com viés ideológico. E, no ponto, convém lembrar que a ideologia pura diminui a capacidade de análise. Tanto assim, que o Congresso Nacional aprovou naquela oportunidade acordo virtualmente idêntico com a Ucrânia e que, até os dias de hoje, não resultou em nada de concreto”, ressalta Roberto Rocha no relatório.