Roberto Rocha
PF investiga suspeita de envolvimento de Roberto Rocha, Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Hildo Rocha em desvio de emendas
Política

Apuração também alcança o deputado federal Bosco Costa, do PL de Sergipe. Indícios foram identificados no curso da Operação Ágio Final

A Polícia Federal investiga a suspeita de envolvimento de pelo menos quatro deputados federais e um senador em suposto desvio de valores de emendas parlamentares destinadas a municípios maranhenses, inclusive por congressista de outro reduto eleitoral.

Documentação obtida com exclusividade pelo ATUAL7 mostra que os investigados são os maranhenses Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Hildo Rocha (MDB-MA), além do senador Roberto Rocha (PSDB-MA). Embora eleito pelo estado de Sergipe, o deputado federal Bosco Costa (PL) também é alvo da investigação.

Sigiloso, o inquérito foi aberto com base em anotações manuscritas e mensagens em aparelhos celulares apreendidas no bojo da Operação Ágio Final, deflagrada pela PF do Maranhão em dezembro de 2020, com objetivo de desarticular suposto esquema de extorsão contra prefeituras maranhenses que foram beneficiadas com emendas destinadas por diversos congressistas.

A citação aos parlamentares e o fato dos valores discriminados nas anotações serem idênticos aos valores das emendas destinadas não configuram prova do envolvimento deles nos crimes apurados, mas os indícios levaram a PF a investigar a suposta conexão.

Procurados pelo ATUAL7, apenas Roberto Rocha e Hildo Rocha retornaram o contato.

“Eu investigado?? Por quem e por que??? Então estão investigando 81 senadores e 513 deputados. A menos que alguém tenha colocado meu nome em algum desses inquéritos. Eu até imagino quem seja”, respondeu o senador tucano, sem entrar em detalhes a respeito da suspeita apurada pela PF nem sobre quem teria “colocado” o nome dele na apuração.

Já o emedebista, em nota enviada por sua assessoria, ressaltou haver presidido nesta semana audiência pública da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados, na qual teve a participação do ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Wagner Rosário. Durante a apresentação de relatórios de auditorias feitas em convênios e aquisições de equipamentos com recursos federais, Rosário revelou a possibilidade de haver negociatas com emendas parlamentares.

“Segundo ele, a CGU em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal estão apurando possíveis irregularidades realizadas com emendas. Entretanto, não foram apontados nomes de investigados”, disse Hildo Rocha.

De acordo com a documentação ao qual o ATUAL7 teve acesso, o inquérito que apura os fatos foi originalmente instaurado pela Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal no Maranhão, quando buscava apurar suposta prática de associação criminosa e tráfico de influência que seriam encabeçadas pelo agiota Josival Cavalcante da Silva. Conhecido como Pacovan, ele dono de postos de gasolina no estado que seriam usados para lavagem de dinheiro –dois deles adquiridos recentemente pelo senador Weverton Rocha e o prefeito de Igarapé Grande Erlânio Xavier, ambos do PDT. À época, a compra não foi declarada.

No curso das investigações, foi identificada a possível relação dos parlamentares com os delitos apurados, e os autos remetidos para o STF (Supremo Tribunal Federal), em razão do foro por prerrogativa de função dos deputados e do senador da República. A suspeita é de que o grupo tenha recebido até 25% do valor total das emendas destinadas aos municípios maranhenses, como suposto pagamento de propina, mediante comissão de Pacovan, supostamente obtido por meio de contratos com empresas de fachada.

O relator do caso no Supremo é o ministro Ricardo Lewandowski.

Em publicação nas redes sociais após haver sido procurado pelo ATUAL7, o deputado Josimar Maranhãozinho classificou a suspeita levantada pela PF como perseguição de adversários políticos na disputa de 2022, por estar postulando concorrer ao Palácio dos Leões em oposição ao grupo político controlado pelo governador Flávio Dino (PSB).

“Sinceramente, nem me surpreendo com tamanha perseguição e má fé, por parte de alguns indivíduos. Não são capazes de superarem meus trabalhos e partem para a difamação. Nessa ‘selva", algumas ratazanas se escondem em alcovas de leões. Mas, às vezes, caem em sua própria armadilha”, escreveu.

Eliziane e Roberto votam contra projeto relatado por Weverton que aumenta dificuldade de condenação de políticos
Política

Réu por enriquecimento ilícito, pedetista pode ser diretamente beneficiado com a desconfiguração da Lei de Improbidade Administrativa

Com aval de aliados do governo Jair Bolsonaro (sem partido) e da oposição, por 47 votos a 24, o Senado aprovou nesta quarta-feira (29) o projeto de lei que, para integrantes do Ministério Público e ativistas anticorrupção, aumenta a dificuldade de condenação de políticos.

Relatado pelo senador maranhense Weverton Rocha (PDT), o projeto teve tramitação relâmpago e, pela bancada do Maranhão, recebeu voto favorável apenas o próprio pedetista -que pode ser diretamente beneficiado com a desconfiguração da Lei de Improbidade Administrativa. Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Roberto Rocha (PSDB-MA) votaram contra a proposta.

Como o texto foi alterado, será necessária uma nova votação pelos deputados, onde há acordo para carimbar a versão dos senadores, antes de ir à sanção presidencial.

Segundo o projeto aprovado, um político só será punido pela lei se ficar comprovado que ele teve a intenção de lesar a administração pública. Não basta apenas ele ter lesado.

Desrespeitos à LAI (Lei de Acesso à Informação) e até mesmo furar a fila da vacina não poderão mais ser enquadrados na Lei de Improbidade. Além disso, apenas o Ministério Público poderá apresentar ações de improbidade.

Outra possibilidade de carteirada de agentes públicos é o fim da perda da função pública a condenados que tenham mudado de cargo ao longo do processo. O senador Weverton, por exemplo, que é réu por enriquecimento ilícito em um caso envolvendo recebimento de benesse de um empresário quando era assessor no Ministério do Trabalho e Emprego, mesmo se condenado pela malandragem apontada pelo Ministério Público, não perderia a atual função pública.

Um mês após insinuar que não precisa de Dino, Weverton abre diálogo com Roberto Rocha por 2022
Política

Pré-candidato ao Palácio dos Leões quer formar chapa com desafeto do governador do Maranhão. Conversa foi aberta por Carlos Madeira, juiz federal aposentado que virou interlocutor do pedetista

Com a proximidade de novembro, mês escolhido pelo governador Flávio Dino (PSB) para tornar pública decisão já tomada de apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, o senador Weverton Rocha (PDT) abriu diálogo com o colega de bancada, Roberto Rocha (PSDB), um dos principais desafetos políticos do neosocialista no estado.

Há poucos dias, o senador tucano foi procurado pelo juiz federal aposentado Carlos Madeira em Brasília (DF), com o objetivo de discutirem a formação de uma chapa de oposição a Brandão/Dino, respectivamente, na corrida pelo Governo do Estado e ao Senado Federal na eleição do ano que vem.

Ex-candidato a prefeito de São Luís pelo Solidariedade, apesar do histórico de magistrado, Madeira se tornou um dos principais interlocutores de Weverton, inclusive com poder de coordenação da equipe de técnicos responsáveis pela pré-campanha do pedetista ao Palácio dos Leões.

A reaproximação com Roberto Rocha ocorre cerca de um mês após Weverton Rocha insinuar em Imperatriz que não precisa do apoio de Flávio Dino para ser eleito em 2022. Segundo apurou o ATUAL7, a motivação teve por base levantamentos eleitorais internos do PDT que apontam o tucano melhor posicionado ou próximo da pontuação marcada por Dino na Região Tocantina e no Sul do Maranhão, além de mostrar equilíbrio entre ambos em diversas outras regiões.

Na conversa com Carlos Madeira, Roberto Rocha não disse que sim nem que não a Weverton, apenas assentou que, para a aliança ser firmada, o rompimento do pedetista com Flávio Dino deve ser direto e definitivo. “O Maranhão só tem dois lados” tem sido o lema do tucano.

Rosa Weber, do STF, rejeita queixa-crime e manda Flávio Dino pagar advogado de Roberto Rocha
Política

Governador tentou condenação do senador no Supremo após ser apelidado ‘governador dos motéis’ por construção de módulos de encontro íntimo para apenados em penitenciárias no Maranhão

A ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou seguimento a uma queixa-crime do governador Flávio Dino (PSB) contra o senador Roberto Rocha (PSDB) após o tucano haver repercutido em uma rede social uma notícia do site Diário do Poder em que o chefe do Executivo estadual é apelidado de “governador dos motéis”.

A magistrada acolheu entendimento da PGR (Procuradoria-Geral da República), de que não há “tipicidade penal dos fatos narrados na inicial acusatória”, em razão do fato ter ocorrido sob o âmbito da proteção da imunidade parlamentar do senador maranhense.

Na decisão, Rosa Weber ainda condenou Flávio Dino ao pagamento de R$ 2 mil a título de honorários ao advogado Alex Borralho, que fez a defesa de Roberto Rocha.

A publicação que afetou os brios do governador maranhense foi feita pelo senador no Instagram em fevereiro, sugerindo que Dino estaria construído motéis para os apenados do estado em detrimento de investimentos na saúde e contra a pandemia da Covid-19.

“No auge da 2ª onda da pandemia, o Governador do Estado do Maranhão assina contrato milionário para construir ‘motel’ dentro das penitenciárias!”, escreveu Rocha.

PGR opina pela rejeição de queixa-crime de Flávio Dino contra Roberto Rocha por apelido ‘governador dos motéis’
Política

Senador sugeriu em rede social que governador maranhense estaria construído motéis para os apenados do estado em detrimento de investimentos na saúde e contra a Covid-19

A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou nessa segunda-feira (13) pela rejeição de uma queixa-crime apresentada pelo governador Flávio Dino (PSB) contra o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) por o tucano haver repercutido em uma rede social uma notícia do site Diário do Poder em que o chefe do Executivo estadual é apelidado de “governador dos motéis”.

No parecer, o vice-PGR Humberto Jacques afirma que “a análise dos elementos constantes da petição” permite reconhecer que o comportamento de Rocha “subsume-se ao âmbito da proteção constitucional fundada na garantia da imunidade parlamentar material”.

A relatoria do caso no STF (Supremo Tribunal Federal) é da ministra Rosa Weber.

A publicação foi feita pelo senador maranhense no Instagram em fevereiro, sugerindo que Dino estaria construído motéis para os apenados do estado em detrimento de investimentos na saúde e contra a pandemia da Covid-19.

“No auge da 2ª onda da pandemia, o Governador do Estado do Maranhão assina contrato milionário para construir ‘motel’ dentro das penitenciárias!”, escreveu Roberto Rocha.

Segundo o escritório Chagas & Rodrigues Sá, que representa Flávio Dino, além de adjetivar pejorativamente o governador do Maranhão, a informação divulgada seria falsa, pelo fato de que a verba para construção dos chamados módulos de encontro íntimo é federal, proveniente do Funpen, o Fundo Penitenciário Nacional.

Também sustentou que, enquanto senador da República, não caberia a Rocha “fiscalizar a aplicação de recursos estaduais”.

A defesa do tucano, feita pelo advogado Alex Ferreira Borralho, fez um apanhado doutrinário e jurisprudencial sobre a imunidade parlamentar, e pontuou diversos momentos em que o próprio Flávio Dino, em declarações a respeito do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), também se utilizou das mesmas condutas apontadas na queixa-crime como “reprováveis”.

Sobre o fato de Roberto Rocha ser senador, o vice-PGE afirmou que as falas do tucano “demonstram clara relação com a função fiscalizadora da atuação do agente político”.

“Daí que, apesar da não aceitação compreensível do querelante, as manifestações do requerido foram produzidas em vislumbrado contexto de antagonismo político. Infere-se que há ordem a excluir, na espécie, a responsabilidade penal da parlamentar em referência, eis que incidente, no caso, a cláusula de inviolabilidade inscrita no artigo 53, caput, da Constituição Federal, considerada a circunstância de que a manifestação foi proferida (e veiculada em rede social) no exercício do mandato legislativo e em razão deste”, finalizou Humberto Jacques.

Roberto Rocha diz que, se disputar 2022, será à reeleição ou ao governo do MA
Política

Senador pretende se dedicar mais à família

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) colocou dúvida nesta terça-feira (10) sobre a própria participação na disputa eleitoral de 2022, quando estará em jogo o próprio assento no Senado Federal e a sucessão do governador Flávio Dino (PSB) ao Palácio dos Leões.

“Se disputar, será à reeleição ou ao governo do Estado”, respondeu ao ATUAL7, ao ser questionado sobre qual cargo pretende concorrer na eleição do próximo ano.

Sobre a incerteza, expôs que passou a concentrar foco maior na dedicação à família.

“Após esses três anos de luta para salvar meu filho [Paulo Rocha, mais conhecido como Paulinho, curado de um câncer no rim], descobri o melhor da vida: VIVER COM A FAMÍLIA, coisa que fiz muito pouco. Não sou apegado a cargos e nunca tive projeto de poder, portanto daqui pra frente estou de bem com a vida, vivendo assim”, disse, enviando em seguida sequência de fotos em que aparece em momentos de descontração com familiares.

“Para mim, atualmente, isso é o que mais importa”, asseverou.

Caso confirmada a saída da vida pública, Roberto Rocha tende a ser substituído pelo filho, o ex-vereador de São Luís Roberto Rocha Júnior. Segundo o senador, porém, não por influência dele.

“Já disse a ele que por mim ele não seria candidato, mas não ouvi meu pai, então tenho minhas limitações”, garante.

Weverton evita votação de projeto que aumentaria geração de empregos no MA
Economia

Zema transformaria o Complexo Portuário do Itaqui em um hub do comércio mundial. Matéria voltou para a Câmara

Apesar de ser maranhense, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) foi o único representante do estado no Senado a evitar a votação do projeto de lei de conversão aprovado na Câmara dos Deputados que facilitaria a instalação da Zema, zona de exportação no Maranhão proposta pelo colega de bancada, Rocha Rocha (PSDB-MA), para transformar o Complexo Portuário do Itaqui em um hub do comércio mundial, gerando milhares de empregos.

Durante análise da matéria pelo plenário do Senado nessa terça-feira (22), com apoio de Weverton, os senadores aprovaram prioridade para votação da medida provisória original do Poder Executivo que dispõe sobre o regime tributário, cambial e administrativo das Zonas de Processamento de Exportação, ao invés do relatório de Roberto Rocha, que votou pela aprovação do projeto de lei de conversão que buscava facilitar a instalação de prestadoras de serviços vinculadas à industrialização de mercadorias a serem exportadas ou à comercialização direta e exclusiva para o exterior.

Também maranhense, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) seguiu o voto de Roberto Rocha, mas o placar ficou em 45 votos favoráveis ao texto original contra 32 contrários.

Questionado pelo ATUAL7 sobre a votação, o senador Weverton Rocha não retornou o contato.

Com a aprovação da medida provisória, o projeto de lei de conversão acabou não sendo votado no Senado.

A MP, que pode perder validade na quinta-feira (24), voltou para a Câmara e já está na pauta de votação de hoje.

Câmara aprova MP que facilita instalação da Zona de Exportação do Maranhão
Economia

Proposta do senador maranhense Rocha Rocha transforma o Complexo Portuário do Itaqui em um hub do comércio mundial

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (8) a Medida Provisória 1033/21, que dispensa, durante 2021, as empresas produtoras de oxigênio medicinal localizadas em Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) de ter 80% de seu faturamento anual com vendas desse produto para o mercado externo. O oxigênio é um dos principais insumos médicos usados nos hospitais para tratar casos graves de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

Segundo o substitutivo aprovado, a legislação sobre ZPE é reformulada, permitindo a instalação de empresas exportadoras de serviços, o que pode facilitar a instalação da Zona de Exportação do Maranhão, a Zema, proposta do senador maranhense Rocha Rocha (PSDB) que transforma o Complexo Portuário do Itaqui em um hub do comércio mundial.

Com a aprovação na Câmara, a matéria segue agora para o Senado.

As ZPEs são áreas especiais nas quais empresas autorizadas a se instalar contam com suspensão de tributos na compra de máquinas, matérias-primas e insumos usados na produção de mercadorias a serem exportadas. O tratamento aduaneiro é diferenciado e, atualmente, essas zonas podem ser instaladas apenas em regiões menos desenvolvidas para reduzir desequilíbrios regionais.

Espécie de zona de processamento de exportação especial ou ampliada, a Zema estabelece uma área de livre comércio com o exterior na Ilha de Upaon-Açu, que abriga a capital, São Luís, e cidades da zona metropolitana, como São José de Ribamar.

Segundo a proposta de Roberto Rocha, as empresas que se instalarem na Zema terão isenção de impostos e contribuições incidentes sobre a importação ou sobre aquisições de insumos no mercado interno, para que possam produzir ou prestar serviços destinados à exportação. Somente as empresas enquadradas na seção “indústrias de transformação” da CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) poderão usufruir dos incentivos fiscais.

As empresas que se instalam nessas áreas têm acesso a tratamentos tributários, cambiais e administrativos especiais. Assim, a Zema deverá ter, por exemplo, menos burocracia no controle aduaneiro e dispensa da exigência de percentual mínimo de receita bruta relacionada à exportação de bens e serviços.

Josimar Maranhãozinho caminha para ser candidato de Bolsonaro ao Palácio dos Leões em 2022
Política

Tendência é de que líder do PL forme chapa com Roberto Rocha e polarizem com Carlos Brandão e Flávio Dino pelo governo estadual e Senado

Aliado do Palácio do Planalto e líder do PL, um dos principais partidos da base governista no Congresso, o deputado federal Josimar Maranhãozinho caminha para ser o candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Palácio dos Leões em 2022. Ex-aliado do governador Flávio Dino (PCdoB), ele tem histórico de espocador de urna e controla mais de 40 dos 217 municípios maranhenses, o que lhe garante estatura e forte musculatura já na entrada da corrida eleitoral.

Nas últimas semanas, Maranhãozinho esteve com o senador Roberto Rocha, que sairá do PSDB para acompanhar Bolsonaro e se filiar em outro partido. Ao ATUAL7, Rocha já declarou que deseja disputar a reeleição para o Senado.

Como candidatos de Bolsonaro no Maranhão, a tendência é de que Josimar Maranhãozinho e Roberto Rocha venham polarizar com Carlos Brandão (PSDB) e Flávio Dino na disputa pelo Palácio dos Leões e Senado Federal, respectivamente, com abertura real para vitória nas urnas.

Pelo MA, Eliziane e Weverton assinam pedido para criar CPI da Covid-19 no Senado
Política

Para Roberto Rocha, investigação deveria ser mais ampla e atingir também governadores e prefeitos

Dos três senadores que compõem a bancada maranhense no Senado Federal, apenas Eliziane Gama (Cidadania) e Weverton Rocha (PDT) assinam pedido para abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a atuação do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA), aliado do presidente da República, não consta na relação. Questionado pelo ATUAL7 do porquê não assinar a CPI, ele alega que a investigação deveria ser mais ampla, atingindo também governadores e prefeitos municipais.

“Por uma razão muito simples: eu tenho o meu requerimento, que é para investigar tudo, governos Federal, Estadual e Municipal. Por que investigar somente as ações do governo federal, se quem executou as ações foram os estados e municípios???”, pondera.

O pedido pela instauração da CPI foi entregue à Secretaria-Geral da Mesa Diretora do Senado nessa quinta-feira 4, e seguirá para aprovação do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM). Ele já avisou, dois dias antes, durante sessão deliberativa, que irá se pronunciar sobre somente após deliberação de matérias sobre auxílio emergencial e vacinas.

“É um direito dos senadores que a Presidência [do Senado] se pronuncie, e eu assim o farei. Só entendo que nós temos, nesse instante, uma prioridade absoluta que é a aprovação desses projetos, desses institutos, para que possamos entregar à sociedade o que ela mais precisa”, disse.

A iniciativa de abertura da CPI partiu do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que conseguiu obter 30 assinaturas para instaurar a comissão. Para ser instaurada uma CPI no Senado são necessárias 27 assinaturas, que corresponde a ⅓ do quórum da Casa.

No documento, Randolfe afirma, dentre outras coisas, que a gestão de Bolsonaro foi omissa em relação ao colapso da saúde no Amazonas e que tem criado impedimentos à adoção de medidas de isolamento social nos estados.

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Rodrigo Pacheco é eleito presidente do Senado com apoio de Bolsonaro
Política

Votação é secreta, mas tendência é de que ele tenha recebido os votos de Roberto Rocha e Weverton Rocha

O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) confirmou o favoritismo e foi eleito no primeiro turno, nesta segunda-feira 1º, como novo presidente da Casa pelo biênio 2021-2022. Ele teve 57 votos, contra 21 de Simone Tebet (MDB-MS), preterida pelo próprio partido.

Aliado de Jair Bolsonaro (sem partido), Pacheco vai suceder Davi Alcolumbre (DEM-AP), seu padrinho político na disputa. Também contou com o apoio do PT, PDT e da Rede, partidos que fazem oposição ao presidente da República.

A votação foi secreta, por isso não há como identificar quem votou em cada candidato.

A tendência, contudo, é de que o candidato de Bolsonaro tenha contado com os votos de pelo menos dois senadores maranhenses: Roberto Rocha (PSDB) e Weverton Rocha (PDT). Do tucano por ser aliado do presidente e do pedetista por orientação do partido. Weverton, inclusive, organizou um convescote no último domingo 31, que reuniu principalmente apoiadores de Pacheco.

Apenas o Cidadania, de Eliziane Gama, estava fechado com Tebet.

Roberto Rocha diz que vontade pessoal é renovar mandato no Senado
Política

Senador maranhense ainda vai aguardar a conjuntura de 2022 para bater o martelo

Ventilado como possível postulante ao Palácio dos Leões em 2022, o senador Roberto Rocha (PSDB) afirmou ao ATUAL7 que deseja renovar o mandato na Câmara Alta, em Brasília. Segundo o tucano, porém, o fechamento da questão depende da conjuntura política no próximo ano. Com boa articulação no Palácio do Planalto, ele é um dos principais aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em nível estadual e nacional.

“Normalmente, candidatura majoritária é fruto das circunstâncias políticas. Minha vontade pessoal é renovar o mandato de senador, que, modéstia à parte, tem sido muito útil ao Maranhão. Contudo, eleição de senador, especialmente no Norte/Nordeste, é na conjuntura de governador. E este, na conjuntura de presidente da República. Portanto, é preciso aguardar para saber como estará a conjuntura”, declarou.

Rocha foi eleito ao Senado Federal em 2014, então pelo PSB, na mesma chapa de Flávio Dino (PCdoB) ao governo do Maranhão. Cerca de um ano depois, após ser traído e ter tomado espaços no Executivo estadual pelo comunista, deixou o grupo e passou a atuar em oposição a Dino. Em 2018, ele disputou o governo, mas foi derrotado pelo ex-aliado, que foi reeleito.

Segundo o senador maranhense, embora ele possa novamente concorrer ao Palácio dos Leões, já não seria com o mesmo entusiasmo.

“Claro que posso disputar o governo do estado. Mas, não nego, já tive muito mais apetite. Flávio Dino está quebrando o Estado. Já milito na política do Maranhão há 30 anos, e nunca tinha visto um governador aumentar imposto como Flávio Dino. As consequências são terríveis”, disse.

“Primeiro, acabou a capacidade de investimento. Só restou dois caminhos para investir: empréstimo e aumento de impostos. Depois, acabou a capacidade de endividamento. Não consegue mais pegar dinheiro emprestado, por isso só aumenta impostos. Paralelo a isso aumentou muito o gasto público. Essa é a melhor receita para quebrar um Estado. É muita falta de sorte do Maranhão. Chegou o ‘gênio’, falando na campanha em choque de capitalismo e revolução burguesa, e depois, no governo, implantou o comunismo. Só aumenta a arrecadação tributária se aumentar o crescimento econômico. É só há crescimento econômico se houver investimento privado. Quem tem coragem de investir no Maranhão?”, provocou.

Sobre conversas com lideranças partidárias por 2022, Roberto Rocha afirma que, diferentemente do campo dinista –onde o senador Weverton Rocha (PDT) tenta diariamente desgastar o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), sucessor natural de Flávio Dino, e até já busca consolidar aliança com Roseana Sarney (MDB)–, ele não tem agido com pressa ou atropelos.

“Não é hora ainda de formar chapa. No nosso campo político as coisas estão caminhando muito bem. Os conflitos estão na outra ‘margem do rio’”, garante.

Se confirmado na disputa pelo Senado, Roberto Rocha terá como adversário Flávio Dino, que deve deixar o cargo em abril do próximo ano.

Roberto Rocha repete Jair Bolsonaro e desinforma sobre recursos da União para Manaus
Política

Também é falsa informação repisada pelo senador maranhense, de que o STF teria proibido o governo federal de atuar contra pandemia

Ao repetir o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e defender que a crise de saúde pública em Manaus (AM), agravada na semana passada pelo avanço da Covid-19, seria por “falta de ativismo na gestão do estado e excesso de ativismo na gestão do STF”, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) desinforma.

Na sexta-feira 15, o tucano publicou em sua conta oficial no Facebook uma cópia da tela do Portal da Transparência, do Governo Federal, que mostra os valores que foram destinados pela União à capital do Amazonas. Horas antes, sem legenda, a mesma imagem havia sido publicada nas redes sociais por Bolsonaro.

“Sim, do Supremo Tribunal Federal que, mais uma vez se arvorando de poder executivo, decidiu que essa era responsabilidade dos governadores e prefeitos”, continuou desinformando o senador maranhense.

De acordo com o mesmo Portal da Transparência, porém, dos R$ 2,36 bilhões destinados pelo Governo Federal a Manaus em 2020, 42,36% (R$ 999,5 milhões) corresponde à transferências constitucionais e royalties, que são obrigatórias. Do montante, ainda segundo dados do próprio site alimentando pela CGU (Controladoria-Geral da União), R$ 2,2 bilhões são relativos ao auxílio emergencial (que Bolsonaro não queria conceder, mas o Congresso aprovou), e o restante a benefícios sociais como Bolsa Família, Seguro Defeso e BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Apenas pouco mais de R$ 308 milhões foram destinados, especificamente, para enfrentamento à Covid-19.

Sobre a decisão do Supremo, diferentemente do que vem afirmando Jair Bolsonaro e foi repetido por Roberto Rocha, conforme explicado pelo ministro Marco Aurélio, a Corte não impediu o Governo Federal de agir. Ao contrário, a decisão do STF, conforme previsto na Constituição, autorizou os estados, municípios e o Distrito Federal a agirem juntos, dada a competência concorrente em saúde pública dos entes federativos.

O que o STF proibiu, em relação ao Governo Federal, foi a revogação de medidas de isolamento social eventualmente decretadas por estados, municípios e o DF, apenas. Não houve proibição alguma quanto à traçar estratégias para conter o avanço da pandemia; coordenar ações com estados e municípios; e prover medicamentos e equipamentos. A omissão é crime.

Eleitor de Erlânio na Famem, Braide caminha para apoiar Weverton em 2022
Política

Em gesto ao pedetista, prefeito de São Luís traiu o prefeito Hilton Gonçalo e o senador Roberto Rocha, antigos aliados

A política é feita de gestos, mas também de traições. Sob essa máxima, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), caminha para serrar fileiras com seu ainda atual grupo e cerrar fileiras com o clã do senador Weverton Rocha (PDT), na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

O primeiro gesto público foi feito na eleição da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), quando Braide somou-se aos eleitores de Erlânio Xavier (PDT), prefeito de Igarapé Grande, na disputa pela presidência da entidade. Neo aliados, eles chegaram juntos à sede da Famem, na votação.

A traição foi ao prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (PMN), um dos principais patronos de campanhas eleitorais de Eduardo Braide, que integrou a chapa representada por Fábio Gentil (Republicanos), de Caxias, apoiada pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), em prévia da corrida eleitoral do próximo ano.

Outro traído é o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), também antigo aliado, que apostava em retribuição de Braide, em 2022, ao gesto feito por ele em 2020, quando arrancou Wellington do Curso (PSDB) do debate municipal, apesar da força do deputado mostrada por todas as pesquisas eleitorais.

Loteamento de cargos dificulta montagem de secretariado por Eduardo Braide
Política

Entre os aliados, três postulam o Palácio dos Leões daqui a dois anos: Roberto Rocha, Weverton Rocha e Roseana Sarney

A demora do prefeito eleito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), em divulgar os nomes que comporão seu secretariado provisório tem relação com a quantidade de aliados que o apoiaram na caminhada ao Palácio de La Ravardière nas eleições de 2020.

Segundo fontes próximas a Braide ouvidas em reservado pelo ATUAL7, há uma disputa interna por pastas estratégicas para 2022, quando estará em jogo a sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB) pelo comando do Palácio dos Leões. Entre as pastas de maior dificuldade para escolha de nomes estão as de saúde, educação, obras e de cultura.

Até o momento, pelo menos três aliados do prefeito eleito postulam o governo estadual daqui a dois anos: Roberto Rocha (PSDB), Weverton Rocha (PDT) e Roseana Sarney (MDB). Outros tentarão reeleição para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, ou chegar a uma das Casas pela primeira vez.

Eventuais experiências exitosas em secretarias municipais favoreceriam os indicados na corrida eleitoral.

Há, ainda, um pequeno acirramento pelo controle da Seconzinha.

Entre acertos feitos por Braide e aliados, indicados que não corresponderem às expectativas nos primeiros 100 dias de gestão serão trocados. Por isso, o secretariado será provisório.

Conheça os prós e contras dos principais postulantes à sucessão de Flávio Dino
Política

Individualmente, todos têm vantagens para o embate pelo Palácio dos Leões em 2022, mas também barreiras que podem dificultar a caminhada

Ainda nem houve a diplomação dos eleitos nestas eleições municipais de 2020, mas o que se enxerga no horizonte e sob uma cortina de fumaça bem fraca é o tabuleiro político que deve marcar a sucessão do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Assim como aconteceu em São Luís, a maioria dos postulantes até aqui faz parte da base de apoio político do comunista. O vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) são importantes aliados do Palácio dos Leões. Dos quatros principais, somente o senador Roberto Rocha (PSDB) não configura como aliado dos Leões. É o único opositor até o momento.

Todos têm boas armas para oferecer na disputa eleitoral, mas há obstáculos que podem dificultar a articulação política e respingar ainda no resultado das urnas. A seguir, em ordem alfabética, o ATUAL7 separou pontos positivos e negativos de cada um deles.

Carlos Brandão

Vantagens

Politicamente, Carlos Brandão é o que está mais próximo da cadeira ocupada por Flávio Dino, por ser o primeiro da linha sucessória. O principal ponto a favor de Brandão é que ele pode sentar na cadeira e assumir a caneta de mandatário do Maranhão em 2022, ou mesmo já no próximo ano. Tudo depende dos planos e dos passos que Dino pretende enveredar depois que deixar o atual cargo.

Outro ponto a favor da virtual pré-candidatura de Carlos Brandão é que ele conseguiu reunir um grupo de 25 prefeitos eleitos pelo Republicanos, partido do qual é vice-presidente nacional. Se somar com os prefeitos eleitos pelo PCdoB, Brandão passa a contar com 47 prefeitos com ligação partidária. Com essa combinação matemática fica à frente de Weverton e Maranhãozinho.

O terceiro ponto positivo de Carlos Brandão é que ele consegue a simpatia de cores ideológicas que, hoje, não tem aproximação com o governador Flávio Dino. Ele consegue um franco diálogo com a classe política.

Desvantagens

É importante ressaltar, porém, que o que levanta a bola do vice-governador é o que pode fazer ele ficar fraco na corrida eleitoral. O primeiro ponto contrário à pré-candidatura de Brandão em 2022 é justamente não ter a base aliada do governador Flávio Dino em torno do seu projeto eleitoral. Em São Luís, houve uma rusga entre Brandão e Weverton que respingou no presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), e sobrou para o ainda prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

O segundo ponto negativo é Carlos Brandão ter perdido a eleição em São Luís. Apesar da votação expressiva do seu candidato, Duarte Júnior (Republicanos), que alcançou 216.655 votos no segundo turno, a ausência da máquina administrativa da capital maranhense vai fazer falta na hora que a campanha começar.

Outro fator negativo que pode impactar na formação de grupo e de novas alianças no Maranhão é que Carlos Brandão ainda é vice-governador e não tem o peso da tinta da caneta do Palácio dos Leões. Enquanto seus concorrentes contam com as emendas milionárias, Brandão ainda não tem o poder decisório para atrair amigos e aliados. Sem citar que em 2022 não se sabe como Flávio Dino vai entregar a saúde financeira do Estado, com ou sem possibilidade de investimentos a curto prazo.

Josimar Maranhãozinho

Vantagens

O deputado federal Josimar Maranhãozinho é conhecido por ser campeão de votos. Foi assim quando sagrou-se o deputado estadual mais votado do Maranhão, em 2014, com 99.252 votos. Quatro anos depois, Josimar repetiu o título de mais votado, desta vez para deputado federal com quase 100 mil votos a mais. Maranhãozinho contabilizou 195.768 votos. Com a fama de bom de voto e com o lema de não repetir mandato, Josimar Maranhãozinho planeja o maior voo de sua carreira política: ser governador do Maranhão.

O primeiro ponto positivo é a força que o partido de Josimar conquistou. O Partido Liberal, do qual Josimar comanda a mão de ferro, foi a segunda sigla que mais fez prefeitos nesta eleição. O PL saiu de 7 prefeitos eleitos em 2016 para 40 prefeitos em 2020. Maranhãozinho ficou a frente do PCdoB, de Flávio Dino, e do Republicanos, de Carlos Brandão. Perdeu somente para o PDT do senador Weverton Rocha.

Na Ilha de São Luís, Josimar adotou a estratégia de cercar os municípios com candidaturas do PL. Raposa, São José de Ribamar e Paço do Lumiar. Das três cidades, só não logrou êxito em Paço do Lumiar, com a derrota do advogado Fred Campos (PL). Na Raposa, fez Eudes Barros (PL), enquanto que, em São José de Ribamar, trouxe de volta o ex-prefeito Dr. Julinho (PL) para a vida política da cidade balneária.

Outro ponto a favor de Josimar é a estrutura partidária e financeira que rodeia o virtual pré-candidato. O diretório nacional do partido recebeu mais de R$ 117 milhões de fundo eleitoral. Só para a campanha de Duarte Júnior, para prefeitura de São Luís, o PL destinou R$ 2,2 milhões. A força partidária conta ainda com partidos “satélites”, como o Avante e Patriota, que são dirigidos indiretamente pelo deputado federal. Chama atenção também a capacidade do parlamentar de angariar recursos federais, por meio de emendas parlamentares, para os municípios maranhenses. Só durante a pandemia, Josimar conseguiu a liberação de R$ 15 milhões de emendas para a saúde.

Desvantagens

Uma forte desvantagem que pesa contra a pré-candidatura de Josimar é justamente a consequência de sua força política e sua fama de ser campeão de emendas. No último dia 9 de dezembro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Descalabro para apurar suposto esquema criminoso que seria comandado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho, voltado ao desvio de recursos públicos da área de saúde, por meio de direcionamento de licitações. É inegável que a operação da PF respingou nas pretensões políticas de Josimar.

A Operação Descalabro e o seu desenrolar podem prejudicar o dono do PL no Maranhão de conseguir formar um grupo em que ele seja indicado para ser o candidato ao governo.

Por fim, o fato de Josimar Maranhãozinho ter entrado no consórcio malsucedido para eleger Duarte Júnior pode levá-lo a fazer parte de outro projeto: de Carlos Brandão, ou mesmo, do governador Flávio Dino. Neste caso, a hipótese de aparecer na chapa majoritária (com exceção da vaga de governador) não fica descartada.

Roberto Rocha

Vantagens

O senador Roberto Rocha, dos quatros postulantes colocados até aqui, é o único que não faz parte do governo Flávio Dino. Enquanto os outros três dão sustentação ao comunista, Roberto pode ter um discurso de oposição —como já faz— e atrair votos dos descontentes. Há outro ponto incomum com os demais. Roberto Rocha é o único que já teve a experiência de ser candidato ao governo do Estado. Ele alcançou 2,05% dos votos válidos e ficou na quarta colocação.

Pela proximidade e por lado político, Roberto Rocha pode ter apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), desde que saia do PSDB, caso o partido lance João Dória (PSDB-SP) para concorrer ao Planalto em 2022.

Outro ponto positivo foi a participação de Roberto Rocha na candidatura de Eduardo Braide (Podemos). Ficou a cargo dele garantir a presença do PSDB na chapa com o Podemos, ao mesmo passo que deixou de fora da disputa um forte concorrente ao prefeito eleito, o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB), que teve garantia de sua pré-candidatura e não foi convertida na homologação para a disputa.

Desvantagens

Mas Roberto Rocha também tem de se preocupar com seus próprios passos se quiser chegar a candidato em 2022. Primeiro, o grupo político do senador é tímido. Ao encolher o PSDB em menos de quatro anos, ao reassumir a presidência do partido no Maranhão, o partido presidido por ele conseguiu eleger somente quatro prefeitos, bem aquém do esperado de um senador da República com laços políticos com o presidente da República. Cada pleito é “uma nova” eleição, entretanto o recall negativo das últimas eleições pode ser um empecilho para a formação de um grupo em torno da candidatura de Roberto Rocha.

Weverton Rocha

Vantagens

O senador Weverton Rocha vem pavimentando sua candidatura ao Palácio dos Leões ainda quando era deputado federal e cavava a sua candidatura ao Senado. Weverton foi o primeiro candidato ao Senado confirmado pelo governador Flávio Dino, no ano anterior às eleições de 2018. Muito pelo fato de ter conseguido formar um grupo consolidado em torno do seu nome. Ali já se sabia onde Weverton queria chegar.

O PDT, partido presidido por Weverton no estado, foi o que fez mais prefeituras no Maranhão. Ao todo, foram 42 prefeitos eleitos. Essa relação de Weverton com os prefeitos reflete em seu mandato no Senado Federal, com atuação municipalista e com diálogo aberto com prefeitos dos mais variados partidos.

Em suas movimentações, Weverton tem aglutinado forças. Se aproximou de forças políticas que antes eram inimigas. No primeiro turno em São Luís esteve no mesmo palanque que a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), apoiando o seu candidato à prefeitura, o deputado estadual Neto Evangelista (DEM). No segundo turno foi a vez da aproximação com Eduardo Braide, que há quatro anos estava na mira do senador. Recentemente, ele apareceu em Imperatriz com Assis Ramos (DEM), antigo adversário.

Pelo menos dois partidos já fazem parte do projeto de Weverton para governador. O PDT e o Democratas. O DEM elegeu 11 prefeitos, dentre eles, o prefeito reeleito Assis Ramos. Também podem caminhar com Weverton o MDB e PTB.

Desvantagens

Pesa contra a candidatura de Weverton o fracasso do PDT na eleição de São Luís. A aposta do partido, Neto Evangelista, alcançou o amargo terceiro lugar. Apesar do grupo ter sido decisivo na vitória de Eduardo Braide, Weverton Rocha deve perder o controle total da prefeitura de São Luís. A incerteza do apoio de Flávio Dino, ou mesmo, sua posição nas eleições de 2022 pode ser um empecilho para os planos do senador. Flávio Dino pode apoiar Weverton? Flávio Dino vai manter a mesma posição de 2020? Flávio Dino vai ter mais de um candidato? Essas incertezas devem ser levadas em contas nos cálculos de Weverton Rocha, o PDT e o grupo do senador.

A minirreforma administrativa ameaçada por Flávio Dino (PCdoB), no Twitter, pode atingir o grupo do senador Weverton Rocha. Entre as principais pastas estão a Sedes (Secretaria de Desenvolvimento Social) e o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) do Maranhão. São órgãos importantes que estão sob indicação do PDT. Sem espaço no governo, o terreno do caminho para o Palácio dos Leões pode ficar mais pesado.

Aposta de Roberto Rocha, Eduardo Braide é eleito prefeito de São Luís
Política

Roseana Sarney e Weverton Rocha também pretendem usar a vitória em São Luís para catapultar eventual eleição ao Palácio dos Leões em 2022

Trampolim do senador Roberto Rocha (PSDB) para galgar o Palácio dos Leões em 2022, o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) foi eleito prefeito de São Luís, neste domingo 29. A vice-prefeita eleita é Esmênia Miranda (PSD).

Com 100% das seções eleitorais totalizadas às 18h40, Braide teve 55,53% (270.557 votos), contra 44,47% (216.665 votos) do deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos), candidato do governador Flávio Dino (PCdoB). Segundo o resultado divulgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 2,34% (12.179 eleitores) votaram em branco e 3,79% (19.649 eleitores) votaram nulo.

Além de garantir musculatura para Roberto Rocha, a vitória de Eduardo Braide nas urnas representa a permanência do PDT na prefeitura da capital. Comandado no Maranhão pelo senador Weverton Rocha, o partido está enraizado no Palácio de La Ravardière há mais de três décadas, e fechou apoio a Braide no segundo turno.

Weverton e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), madrinha de Braide nos bastidores e que deixou para declarar o voto aberto apenas hoje, também pretendem usar a vitória em São Luís para catapultar eventual eleição ao Palácio dos Leões em 2022.

Eduardo Braide iniciou a disputa pela prefeitura como favorito e tendo como aliados apenas Roberto Rocha e os deputados federais Aluísio Mendes (PSC) e Edilázio Júnior (PSD). No segundo turno, porém, na eminência de repetir a derrota sofrida em 2016, abandonou mais ainda o perfil independente que havia construído nos últimos anos e montou um mega consórcio, incluindo bolsonaristas, com quem agora deve administrar a cidade.

Daqui a duas semanas, ele terá julgado pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região embargos relacionados a um inquérito sigiloso da Polícia Federal, relacionado a fatos apurados na investigação que desbaratou a chamada Máfia de Anajatuba, que apura suposta prática de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade. Na análise, de que se há ou não prerrogativa de foro, será decidido se o caso deve ser remetido ao STF (Superior Tribunal Federal) ou para a Seção Judiciária Federal do Estado do Maranhão.

Apesar de haver constituído defesa nos autos desde o ano passado, durante toda a campanha eleitoral, Eduardo Braide sempre deu declarações enganosas de que não é nem nunca foi investigado.