Pacovan
Pandemia volta a adiar, para data indeterminada, depoimento de laranja de Pacovan à CPI dos Combustíveis
Política

Decisão segue resolução da Mesa Diretora da Alema, devido à escalada de casos e alta ocupação de leitos para pacientes com Covid-19 em São Luís

O agravamento da pandemia do novo coronavírus no Maranhão, principalmente em São Luís, levou a cúpula da CPI dos Combustíveis na Assembleia Legislativa a voltar a adiar, agora para data indeterminada, a tomada de depoimento de Rafaely de Jesus Souza Carvalho, proprietária no papel do Posto Joyce VII, localizado em Paço do Lumiar.

A decisão segue nova resolução da Mesa Diretora da Alema, que manteve a suspensão das atividades presenciais na Casa até o próximo dia 11.

Como a tendência é de que o registro de novos casos e ocupação de leitos para pacientes com Covid-19 na rede hospitalar pública e privada da capital permaneça em alta, após discussão entre os membros, a CPI decidiu que remarcará nova data para as oitivas somente após os trabalhos presenciais na Assembleia Legislativa serem restabelecidos.

É a terceira vez que o depoimento de Rafaely Souza, que deveria ser ouvida nesta segunda-feira (7), é adiado pela CPI dos Combustíveis.

Sem ter como avançar em outras frentes que necessitam de diligências presenciais, as reuniões do colegiado por videoconferência também estão suspensas, sem data para retorno.

Segundo investigações das polícias Civil e Federal, Rafaely Souza é laranja do agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pavocan, que seria o proprietário oculto do empreendimento. Diversas apurações apontam o uso do Posto Joyce VII em lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos, em suposto esquema envolvendo agiotagem.

Documentos da CPI dos Combustíveis obtidos pelo ATUAL7 apontam que, embora tenha realizado pouca compra de combustíveis, o Posto Joyce VII efetuou diversas operações de venda durante todos os dias do período levantado, janeiro deste ano.

Presidida pelo deputado Duarte Júnior (Republicanos) e sob relatoria do deputado Roberto Costa (MDB), a CPI investiga supostas irregularidades na distribuição, comercialização e na qualidade dos combustíveis no Maranhão. O colegiado tem até meados do próximo mês para concluir os trabalhos.

 

Escalada da pandemia adia depoimento de laranja de Pacovan à CPI dos Combustíveis
Política

Oitiva de Rafaely de Jesus Souza, do Posto Joyce VII, foi remarcada para o dia 7 de junho

A cúpula da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Combustíveis na Assembleia Legislativa do Maranhão decidiu adiar o depoimento de Rafaely de Jesus Souza, do Posto Joyce VII, para o dia 7 de junho.

Prevista inicialmente para a segunda-feira (31), a oitiva foi remarcada por conta da escalada da pandemia no Maranhão, principalmente em São Luís, onde a ocupação de leitos para pacientes com Covid-19 na rede hospitalar pública e privada está em colapso.

A decisão foi tomada com base em resolução administrativa da Mesa Diretora da Alema que suspendeu as atividades presenciais da Casa entre os dias 31 de maio e 4 de junho, próximas segunda e sexta-feira.

Proprietária no papel do Posto Joyce VII, localizado em Paço do Lumiar, Rafaely Souza é apontada em investigações das polícias Civil e Federal, referentes a agiotagem e desvio de recursos públicos, como laranja do agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pavocan.

O pedido da oitiva foi apresentado pelo deputado Adelmo Soares, do PCdoB do governador Flávio Dino e um dos quadros do Palácio Leões na CPI dos Combustíveis.

Segundo documentos relacionados à quebra de sigilo fiscal em posse da CPI, embora tenha realizado pouca compra de combustíveis, o Posto Joyce VII efetuou diversas operações de venda durante todos os dias do período levantado, janeiro deste ano.

Ela já foi intimada, na condição de testemunha.

Isto quer dizer que, de acordo com precedentes do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do STF (Supremo Tribunal Federal), tem o dever de comparecer à CPI para prestar esclarecimentos e contribuir com as investigações. Caso falte, pode ser conduzida coercitivamente. Também pode ser presa em flagrante caso não mantenha o compromisso de dizer a verdade aos parlamentares, conforme previsto na Constituição Federal e no Código de Processo Penal.

CPI dos Combustíveis amplia investigação e vai ouvir laranja de Pacovan
Política

Colegiado convocou Rafaely de Jesus Souza Carvalho, do Posto Joyce VII, na condição de testemunha. Pedido foi apresentado pelo deputado dinista Adelmo Soares

Instalada na Assembleia Legislativa inicialmente para apurar suposta formação de cartel e aumento abusivo no preço da gasolina no Maranhão, a CPI dos Combustíveis ampliou seu potencial de impacto e agora centraliza os trabalhos de investigação em possível esquema de descaminho e lavagem de dinheiro.

Um dos principais nomes suspeitos de integrar o suposto esquema é o empresário Josival Cavalcante da Silva, o Pavocan, estrela do crime de agiotagem há mais de uma década segundo investigações das polícias Civil e Federal, inclusive com uso de postos de gasolina no desvio de recursos públicos, mas em liberdade apesar de condenações e com forte atuação no mercado paralelo até hoje.

Na próxima segunda-feira (31), a CPI dos Combustíveis pretende ouvir Rafaely de Jesus Souza Carvalho, laranja de Pacovan no Posto Joyce VII, localizado em Paço do Lumiar. Documentos relacionados à quebra de sigilo fiscal em posse do colegiado mostram que, embora tenha realizado pouca compra de combustíveis, o empreendimento efetuou diversas operações de venda durante todos os dias do período levantado, janeiro deste ano.

A convocação, aprovada a pedido do deputado dinista Adelmo Soares (PCdoB), é na condição de testemunha, a mesma que será feita ao próprio Pacovan, posteriormente. Caso faltem, ambos podem ser conduzidos coercitivamente. Também podem ser presos em flagrante caso não mantenham o compromisso de dizer a verdade aos parlamentares, conforme previsto na Constituição Federal e o Código de Processo Penal.

De acordo com precedentes do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do STF (Supremo Tribunal Federal), pessoas convocadas como testemunhas por CPI têm o dever de comparecer aos atos para os quais foram chamadas, para que prestem esclarecimentos e contribuam com as investigações. O direito ao não comparecimento está restrito aos investigados, apenas.

Por meio dos depoimentos, os deputados buscam confirmar informações que serão utilizadas no relatório circunstanciado previsto para ser entregue pelo deputado Roberto Costa (MDB), relator da CPI, em meados de julho, quando o prazo para a conclusão dos trabalhos se encerra.

O senador Weverton Rocha (PDT) e o presidente da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), Erlânio Xavier (PDT), que recentemente compraram dois postos controlados por Pacovan, também podem ser convocados pela CPI dos Combustíveis. Os postos adquiridos pelos pedetistas em transação empresarial –Joyce V, localizado no Angelim, em São Luís; e Joyce VI, em São José de Ribamar– também tiveram o sigilo fiscal quebrado pela CPI dos Combustíveis.

A denominação “Posto Joyce” faz alusão ao nome da filha do agiota Pacovan, Joyce Pereira Cavalcanti da Silva.

Erlânio Xavier não declarou à Justiça Eleitoral rede de postos que eram de Pacovan
Política

O senador Weverton Rocha e a contadora Cyntia Vanessa, subordinada ao prefeito de Igarapé Grande, são sócios no empreendimento

Não consta na declaração de bens enviada à Justiça Eleitoral pelo prefeito reeleito Erlânio Xavier (PDT), de Igarapé Grande, a rede aberta pelo gestor municipal a partir da compra dos postos de combustíveis que eram, de fato, do agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan.

O pedetista afirmou ao ATUAL7, após ser questionado sobre a ausência da informação em seu registro de candidatura, que seguiu orientação de seu contador. Segundo ele, até o registro da candidatura, oficialmente requerida em 25 de setembro do ano passado, por a rede de postos de combustível não ter registrado movimentação financeira, não havia necessidade de declarar esse patrimônio.

“A empresa é nova, e só foi aberta após o registro da candidatura. Foi orientação de meu contador, de que não haveria problemas. É que não tinha capital social ainda”, disse.

Confrontado pelo ATUAL7 com a informação de registro da Receita Federal, de que a abertura, de fato, ocorreu quase um ano antes, em 4 de dezembro de 2019, com capital social de R$ 150 mil, cada posto, o pedetista esquivou-se, e disse que não sabia explicar essa situação, que procuraria o contador e retornaria o contato.

Batizados com o nome fantasia redecombudevantagens.com.br, os postos Petro São Francisco Ltda e Petro São José Ltda, que funcionam onde anteriormente operavam o Joyce V e Joyce VI, usados pela organização criminosa usada por Pacovan para lavar dinheiro de prefeituras, tem como sócios o senador Weverton Rocha (PDT) e a contadora Cyntia Vanessa de Sousa Muniz, subordinada de Erlânio na prefeitura de Igarapé Grande.

Em maio de 2017, os postos agora controlados pelos pedetistas e pela contadora foram alvos da Operação Jenga, da Polícia Civil do Maranhão, após uma movimentação de mais de R$ 200 milhões pela organização criminosa, que incluía ainda outras empresas no esquema.

Em dezembro do ano passado, por decisão do juiz Ronaldo Maciel, da 1ª Vara Criminal de São Luís, de mais de 500 páginas, o agiota Pacovan e outras 21 pessoas foram condenadas em primeira instância, por crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

Ao ATUAL7, Erlânio confirmou que tinha conhecimento do uso dos postos para lavar dinheiro, mas ressaltou que, agora, ambos pertencem a uma nova sociedade. Segundo ele, não há nenhum contrato com o poder público, nem com a Famem, onde recentemente foi reeleito presidente, para fornecimento de serviços ou combustíveis. “Somente com pessoas físicas e empresas que procuram a gente”, garantiu.

Na semana passada, um dos sócios de Erlânio Xavier, o senador Weverton Rocha, declarou ao ATUAL7 que a rede de postos foi constituída com capital privado.

Weverton diz que rede de postos com Erlânio, que eram de Pacovan, foi constituída com capital privado
Política

Orcrim de agiota movimentou mais de R$ 200 milhões com esquema de lavagem de dinheiro. Cyntia Vanessa Muniz, da Prefeitura de Igarapé Grande, também é sócia dos pedetistas no empreendimento

O senador Weverton Rocha (PDT) repetiu, em nota encaminhada ao ATUAL7 na tarde deste sábado 30, o que já havia sido publicado sobre a compra de postos de combustíveis que, segundo a força-tarefa da Operação Jenga, pertenciam, de fato, ao agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan.

Conforme já havia mostrado o ATUAL7 com base em informação exclusiva revelada pelo blog do Werbeth Saraiva, Weverton disse que não comprou as empresas que detinham o controle sobre a estrutura dos postos Joyce V e Joyce VI, mas que criou uma nova, e justificou –sem responder questionamentos sobre contratos com o poder público e uso dos estabelecimentos pela organização criminosa comandada pelo agiota para lavagem de dinheiro de prefeituras municipais– que a venda de combustíveis é legal.

“Trata-se de uma empresa nova e que, portanto, não foi adquirida/comprada de ninguém, mas sim constituída por seus sócios com capital privado (sem qualquer dinheiro público), na forma da lei. Explora atividade econômica lícita, dentro de todos os parâmetros, conformidades, e autorizações legalmente previstas”, disse.

Apesar de não ter feito sucessão, mas apenas transação empresarial, isto é, não há responsabilidade de Weverton e sócios pelos débitos e problemas judiciais deixados por Pacovan, a negociação envolveu a estrutura dos postos utilizados pelo agiota desbaratado pela Operação Jenga.

Condenado em primeira instância em dezembro do ano passado com outras 21 pessoas por crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa, Pacovan também sempre alegou, em sua defesa, que as transações comerciais e bancárias realizadas por meio dos postos eram livres de ilícitos. Segundo as investigações, mais de R$ 200 milhões foram movimentados pela orcrim, em três anos.

Além do senador, são sócios na redecombudevantagens.com.br, nome fantasia dos postos Petro São Francisco Ltda e Petro São José Ltda, o prefeito de Igarapé Grande e presidente da Famem, Erlânio Xavier (PDT), e Cyntia Vanessa de Sousa Muniz, nomeada como membro do CAE (Conselho de Alimentar Escolar) na gestão do pedetista no município, pelo período 2018/2026. O capital social de cada posto do trio é de R$ 150 mil.

Weverton e Erlânio compram postos de Pacovan, alvos da Jenga
Política

Senador e prefeito são donos de empresas que substituíram o Joyce V e Joyce VI. Agiota usou estabelecimentos para lavar dinheiro de prefeituras. Esquema movimentou mais de R$ 200 milhões

Pelo menos dois postos de combustíveis apontados pela força-tarefa da Operação Jenga como de propriedades, de fato, do agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, foram comprados pelo senador Weverton Rocha (PDT) e pelo prefeito de Igarapé Grande e presidente da Famem, Erlânio Xavier (PDT). A informação foi revelada, com exclusividade, pelo blog do Werbeth Saraiva, e confirmada pelo ATUAL7.

Os postos adquiridos pelos pedetistas são os antigos Petromais Comércio de Derivados de Petróleo Ltda - Joyce V, localizado na Avenida Jerônimo de Albuquerque, no Angelim, em São Luís; e o Gás Óleos Santa Terezinha Ltda - Joyce VI, localizado na Avenida da Praia, Lote Recreio do Araçagy, em São José de Ribamar.

Na negociação até então desconhecida, não houve aproveitamento dos CNPJS, mas criação direta de novas empresas, ambas abertas em 5 de dezembro de 2019. Agora, o Joyce V está registrado sob o nome empresarial Petro São Francisco Ltda; e o Joyce VI, Petro São José Ltda. O capital social de cada um é de R$ 150 mil.

Cyntia Vanessa de Sousa Muniz, nomeada por Erlânio Xavier como membro do CAE (Conselho de Alimentar Escolar) da Prefeitura de Igarapé Grande, pelo período 2018/2026, também aparece no registro dos postos de combustíveis junto à Receita Federal, como administradora.

O ATUAL7 questionou Weverton Rocha sobre a origem do dinheiro para a aquisição de postos de combustíveis; fechamento de contratos com o poder público; e se ele tinha conhecimento, na aquisição, do uso do postos para lavar dinheiro público de prefeituras. Em nota encaminhada pela assessoria do senador na tarde deste sábado 30, há apenas repetição do que foi publicado sobre a negociação, com ênfase no fato de que a venda de combustíveis é legal.

“Trata-se de uma empresa nova e que, portanto, não foi adquirida/comprada de ninguém, mas sim constituída por seus sócios com capital privado (sem qualquer dinheiro público), na forma da lei. Explora atividade econômica lícita, dentro de todos os parâmetros, conformidades, e autorizações legalmente previstas”, disse.

Os mesmos questionamentos foram encaminhados ao prefeito Erlânio Xavier, por mensagem de WhatsApp, por ele não ter atendido a tentativa de contato por telefone. Até o momento, porém, não houve retorno. Não conseguimos o contato de Pacovan.

A Operação Jenga foi deflagrada pela Polícia Civil do Maranhão em maio de 2017, e mirou um esquema de lavagem de dinheiro do agiota a partir de diversas empresas, incluindo os postos de combustíveis agora adquiridos pelos pedetistas.

Segundo a SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública), mais de 200 milhões foram movimentados pelo esquema fraudulento, em apenas três anos.

Em dezembro do ano passado, por decisão do juiz Ronaldo Maciel, da 1ª Vara Criminal de São Luís, de mais de 500 páginas, os envolvidos foram condenados em primeira instância, por crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

Pacovan completa uma semana preso em Pedrinhas, sem visitas
Política

Agiota foi alvo da Operação Ágio Final, da PF, que investiga tentativa de extorsão ao prefeito Eudes Sampaio, de São José de Ribamar

Nesta quinta-feira 10, o empresário do mercado financeiro Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, apontado pelas autoridades policiais estaduais e federais como um dos maiores agiotas do Maranhão, completa uma semana atrás das grandes no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

Desde o último dia 3, quando foi preso preventivamente pela Polícia Federal no bojo da Operação Ágil Final, Pacovan não recebeu visitas nem mesmo de advogados —como era esperado para alguém que há quase uma década vem se profissionalizando no papel de investigado e preso por agiotagem e extorsão, e que em eventual delação poderia derrubar integrantes de todos os Poderes.

Até o momento, também foi foi impetrado nenhum habeas corpus no TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, com pedido de sua soltura.

Segundo a PF, Pacovan é suspeito de tentar extorquir o prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio (PTB), parte de recursos públicos federais destinados ao município, sob pretexto de ter influído na destinação das verbas. As tentativas de extorsões eram realizadas de forma ostensiva, com episódios de invasão a residência do gestor e intermediação com terceiros, de modo a conferir maior pressão para o pagamento dos valores exigidos.

Esta a quinta passagem de Pacovan por Pedrinhas, onde já conhecia pavilhões da unidade prisional São Luís 4. O primeiro registro é de novembro 2015, dois de 2016 (fevereiro e julho) e outro de maio de 2017. Neste de há três anos, para ser solto, ele foi colocado sob monitoramento eletrônico.

Atualmente, está recolhido na Cela 03, no pavilhão Bloco A, do Centro de Triagem.

Não há registro de que Pacovan tenha sido encaminhado para Pedrinhas quando foi preso pela primeira vez pela Polícia Federal, durante a Operação Usura, deflagrada em maio de 2011, contra desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na segunda vez em que foi alvo da PF, em setembro de 2013, na Operação Usura II, também por suspeita de agiotagem e ladroagem de dinheiro da merenda escolar, medicamentos e do aluguel de máquinas e carros nos municípios maranhenses, contra ele foram expedidos apenas mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva.

Preso pela PF, Pacovan é mandado para o Centro de Triagem em Pedrinhas
Política

Ele foi colocado na Cela 02, do Bloco A da unidade prisional. Até o momento, agiota não recebeu qualquer visita, nem mesmo de advogados

O empresário do mercado financeiro paralelo Josival Cavalcante da Silva, agiota mais conhecido como Pacovan, está preso no Centro de Triagem do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

Pacovan foi preso preventivamente pela Polícia Federal, nessa quinta-feira 3, no bojo da Operação Ágil Final, que investiga supostas ameaças e tentativa de extorsão ao prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio (PTB).

Ele foi colocado na Cela 02, do Bloco A da unidade prisional. Até o momento, segundo apurou o ATUAL7, que obteve com exclusividade as imagens de seu novo ciclo em Pedrinhas, Pacovan não recebeu qualquer visita, nem mesmo de advogados.

De acordo com a PF, por meio de comparsas, também presos na operação, o agiota teria pressionado o gestor a realizar pagamento de parte dos recursos públicos federais destinados ao município, sob o pretexto de ter influído na destinação das verbas.

Para apurar a suspeita de elo entre o esquema e integrantes da bancada federal do Maranhão, a investigação deve chegar ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Pacovan está entre os presos pela PF em operação contra extorsão a Eudes Sampaio
Política

PF diz que investigados exigiam pagamento de parte dos recursos públicos federais destinados ao município, sob o pretexto de ter influído na destinação das verbas

O agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, está entre os presos pela Polícia Federal, nesta quinta-feira 3, em operação contra suspeita de extorsão ao prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio (PTB).

Batizada de Ágio Final, a ação cumpriu três mandados de prisão e sete de busca e apreensão, em São Luís, São José do Ribamar, Itapecuru Mirim e Pindaré Mirim.

Também foi autorizado afastamento do sigilo de dados telefônicos dos investigados.

Segundo a PF, os investigados exigiam pagamento de parte dos recursos públicos federais destinados ao município, sob o pretexto de ter influído na destinação das verbas

As investigações continuam, e novas operações podem ser deflagradas.

Integrantes da bancada federal do Maranhão, tanto da Câmara quanto do Senado, podem ser alvo de próximas operações.

Vara de organizações criminosas pronta para julgar Pacovan e outros 21 na Jenga
Política

Réus são acusados de lavar dinheiro oriundos de corrupção em prefeituras do Maranhão

A 1ª Vara Criminal de São Luís, privativa para processamento e julgamento dos crimes de organização criminosa, já tem conclusa para sentença a ação penal contra o empresário Josival Cavalcanti da Silva, mais conhecido como Pacovan, e outras 21 pessoas sob acusação de lavagem de dinheiro e outros crimes de corrupção.

Identificado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Maranhão como agiota, segundo as investigações, Pacovan seria chefe de suposta orcrim que teria desviado mais de R$ 100 milhões de prefeituras maranhenses por meio de esquema envolvendo postos de combustíveis da Região Metropolitana de São Luís.

Em despacho assinado no último dia 29, o juiz Anderson Sobral de Azevedo, auxiliar da 1ª Vara Criminal de São Luís, determinou a juntada aos autos do espelho de pesquisa atualizada sobre os antecedentes criminais dos acusados, para análise da fixação de pena em eventual condenação.

Deflagrada em maio de 2017, a Operação Jenga prendeu temporariamente Pacovan e outras 17 pessoas, entre elas a mulher do empresário, Edna Maria Pereira. Ela também é apontada como líder do suposto esquema.

Ainda de acordo com as investigadores, o dinheiro das prefeituras teria sido lavado por meio de dissimulação de transações comerciais pelas gestões municipais com postos de combustíveis de propriedade do próprio Pacovan ou de supostos laranjas. Emendas parlamentares também teriam sido desviadas pela abastecer o suposto esquema de agiotagem.

Concessões a narcotraficante e agiota marcam o 2017 do Judiciário no MA
Política

Habeas corpus e mandado de segurança suspeitos concedidos por desembargadores ofuscaram a eleição do novo presidente da Corte e renúncia de juiz a penduricalhos. CNJ investiga os dois casos

A inédita disputa entre os desembargadores Nelma Celeste Sarney e José Joaquim Figueredo pelo comando do Poder Judiciário do Maranhão e a renúncia feita pelo juiz Roberto de Oliveira Paula a penduricalhos em seu contracheque, que deveriam entrar para os anais da história como os principais fatos que marcaram a Corte em 2017, acabaram sendo ofuscados por concessões suspeitas de outros membros do tribunal a um narcotraficante e a um agiota.

Das mais graves, duas merecem destaque por ter sujeitado à vergonha a deusa grega Têmis, titânide por meio da qual a Justiça é definida, no sentido moral, como o sentimento da verdade, da equidade e da humanidade. A ignomínia atinge a divindade em razão do Tribunal de Justiça, ante idas e vindas de prefeitos cassados ou afastados ao comando dos cofres dos municípios, já estar há muito em total descrédito junto à população maranhense.

O desembargador Tyrone Silva, alvo de investigações no CNJ por concessões de habeas corpus e mandado de segurança que beneficiaram o narcotraficante e o agiota
Ribamar Pinheiro/TJ-MA O soltador-geral da Corte O desembargador Tyrone Silva, alvo de investigações no CNJ por concessões de habeas corpus e mandado de segurança que beneficiaram o narcotraficante e o agiota

Líder de uma organização criminosa especializada em tráfico de drogas e armas, homicídios, extorsões, assaltos a instituições financeiras e caixas eletrônicos, o periculoso presidiário Heverton Soares Oliveira foi posto em liberdade em outubro último, pelos desembargadores Tyrone José Silva e Froz Sobrinho, da Terceira Vara Criminal do TJ-MA, após rápida estadia no Complexo Penitenciário de Pedrinha.

Mais: sem o uso de tornozeleira eletrônica.

Apesar da Polícia Civil haver encontrado com o criminoso quatro fuzis AR/M4 5.56; duas pistola 9mm; uma submetralhadora UZI israelense, uma pistola .380, um revólver calibre 38; uma pistola marca Taurus PT 24/7; três carregadores de pistola 24/7; e 43 munições calibre 40 hollypoint, o tribunal informou em nota, divulgada à época, que as informações não demonstravam a necessidade da prisão cautelar de Heverton Oliveira.

O delegado Thiago Bardal, titular da temida Seic e autor das representações e pedidos de investigação contra desembargadores do Maranhão
Reprodução Quase extinto O delegado Thiago Bardal, titular da temida Seic e autor das representações e pedidos de investigação contra desembargadores do Maranhão

Sobre o alvará de soltura, a culpa foi jogada em um funcionário da Corte, de nome até hoje não identificado.

Por conta da concessão de habeas corpus pra lá de suspeita, o delegado Thiago Bardal, da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), decidiu pedir a abertura de uma investigação no Maranhão pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O outro caso grave que marcou o Poder Judiciário maranhense em 2017 envolve novamente o desembargador Tyrone Silva.

Famoso por roubar dinheiro público por meio da Máfia da Agiotagem, o maior empresário do mercado financeiro paralelo no Maranhão, Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, foi posto em liberdade e teve seus bens desbloqueados — os que ele utilizava para lavar a verba — por Tyrone, numa decisão de apenas três laudas.

Novamente a pedido do destemido Bardal — não é qualquer delegado que tem coragem e ousadia, no Maranhão, para denunciar membros do Judiciário por suspeita de corrupção —, o CNJ abriu investigação para apurar o caso.

Agiotagem: negado pedido de Pacovan para retirar tornozeleira
Política

Magistrado indeferiu ainda pleito do agiota para que pudesse deixar o estado sem prévia comunicação ao juízo competente

O juiz Jorge Antônio Sales Leite, titular da 3ª Vara da Comarca de Bacabal, negou pedido do empresário do mercado financeiro paralelo, Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido como Pacovan, para retirar a tornozeleira eletrônica imposta pelo Tribunal de Justiça do Maranhão no bojo da Operação El Berite, que investigou desvio de recursos públicos em Bacabal, na ordem de R$ 4,5 milhões, para pagamento de agiotas, servidores públicos e vereadores participantes do esquema criminoso.

A decisão foi proferida no início deste mês, tendo Jorge Leite negado ainda a Pacovan a ampliação de medida cautelar que o proibiu de se ausentar do estado, sem prévia comunicação ao juízo competente, que deverá decidir após a manifestação do Ministério Público.

Segundo consulta a dados abertos da Polícia Civil do Maranhão e do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (GAECO), Pacovan é considerado o maior agiota do Maranhão. Esta a segunda vez, no processo relacionado à El Berite, em que ele tem os mesmos pedidos negados. Além dele, Edna Maria Pereira, sua esposa, também pleitou a ausência do estado sem prévio requerimento ao magistrado, mas teve o pedido igualmente rejeitado. Em ambos o Parquet manifestou-se pelo indeferimento.

Na mesma decisão, porém, após manifestação do MP-MA não se opondo, apenas o proprietário da construtora El Berite Construções e Incorporação e Empreendimentos Ltda, Charles da Silva Viegas, teve o pleito atendido pelo juiz Jorge Leite.

Alegando residir na capital paulista desde março de 2016, ele solicitou a dilação do prazo de apresentação imposto nas medidas cautelares determinadas pelo titular da 3ª Vara da Comarca de Bacabal.

O magistrado acolheu a justificativa, determinando ao empresário que se apresente em juízo a cada seis meses, sendo que deve contar o prazo da data de sua última apresentação. Antes da decisão, ele precisava comparecer mensalmente.

“Isto posto, em consonância com o parecer ministerial, indefiro os pedidos de Josival Cavalcante da Silva e Edna Maria Pereira, para assegurar a instrução processual e a própria aplicação da lei penal, e defiro o pleito de Charles da Silva Viegas”, despachou.

Pacovan é preso em lavagem de dinheiro de corrupção em prefeituras
Política

Investigações da Polícia Civil apontam que a movimentação pode passar de R$ 100 milhões

A Polícia Civil do Maranhão prendeu, na manhã desta quinta-feira 4, durante a deflagração da Operação Jenga, o empresário Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan.

Conhecido como um dos maiores agiotas do estado por envolvimento na máfia que desvia verba pública da merenda, infraestrutura e saúde em prefeituras maranhenses, ele é suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro em posto de gasolina da Região Metropolitana de São Luís.

Segundo a polícia, porém, há suspeitas que se tratava, na verdade, de lavagem de dinheiro de esquemas de corrupção em prefeituras. Em um dos imóveis de Pacovan, na BR- 135, foram apreendidos 60 caminhões. Segundo a polícia, os veículos eram entregues como garantia por quem tomava empréstimos com ele. Contudo, ainda não houve divulgação dos nomes dos possíveis municípios e gestores supostamente envolvidos no esquema.

Ao todo, estão sendo cumpridos 22 mandados de prisão sendo executados na capital e nas cidades de Itapecuru e Zé Doca.

O nome da operação é uma referência a um jogo de empilhamento chamado Jenga, em que uma peça retirada derruba toda a torre.

As investigações apontam que a movimentação da organização criminosa pode passar de R$ 100 milhões.

Política

Ele responde pela prática dos crimes de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

Em sessão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, nessa segunda-feira, 22, foi deferido o pedido de reconsideração da decisão que concedeu liminar para libertar o agiota Josival Cavalcante da Silva, conhecido como Pacovan. Ele foi preso no início da tarde desta terça-feira 23, em operação da Polícia Civil.

Ajuizada pela procuradora-geral de justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha, a reconsideração da liminar restabelece os efeitos da decisão do juízo de Bacabal que decretou a prisão preventiva de Pacovan até o julgamento definitivo do processo pela 3ª Câmara Criminal.

O agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan
Reprodução Na cadeia O agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan

Pacovan e mais 16 pessoas foram denunciados pelo Ministério Público pela prática dos crimes de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A prisão dele, em 18 de novembro de 2015, e de outros integrantes da organização foi determinada pela justiça da Comarca de Bacabal.

O agiota fora libertado após a concessão de um habeas corpus em seu favor pelo desembargador José de Ribamar Froz Sobrinho, durante o plantão judicial do dia 31 de janeiro.

O relator do processo, desembargador José Bernardo Rodrigues, durante a sessão da 3ª Câmara, concordou com a manifestação do Ministério Público, que defendeu a revogação do habeas corpus, por considerar que a liminar concedida não se enquadrava entre os casos previstos cuja apreciação tivesse que ocorrer em plantão judicial.

Além disso, o desembargador declarou que foi "devidamente fundamentada a decisão que decretou a prisão preventiva (do acusado), além do que o mesmo demonstra comportamento incompatível com o tipo de benefício que pleiteia".

Comportamento incompatível

A tese do "comportamento incompatível" levantada pelo Ministério Público foi reforçada com a referência ao fato de que Pacovan, no dia 1º de fevereiro, um dia após ser beneficiado com o habeas corpus, foi abordado pela Polícia Militar, depois de ter ultrapassado em alta velocidade a barreira policial do bairro da Estiva, zona rural de São Luís.

Dentro do veículo estavam dois acompanhantes do agiota. Um deles – Thamerson Fontinele –, que portava uma pistola Taurus, foi preso por porte ilegal de arma. "O que se espera de alguém que esteja em liberdade provisória e sujeito à fiscalização das condições para manutenção do benefício era que, de pronto, recusasse a permanência do armamento no veículo", argumentou a procuradora-geral, Regina Rocha, no pedido de reconsideração.

Folha policial

Dono de extensa folha policial, além da prisão em 18 de novembro, em operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Maranhão, por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), Pacovan já tinha outras passagens pela cadeia. Também foi denunciado por atividades criminosas junto a outras prefeituras maranhenses, como São Mateus e Zé Doca.

Em 19 de novembro, teve prisão preventiva decretada e executada, nos autos de uma ação penal contra ele. Na ocasião, foram encontrados dois cheques da Prefeitura de São Mateus em sua residência, no valor de R$ 106 mil cada um. Seriam garantia de uma dívida contraída pelo tesoureiro da prefeitura, Washington José de Oliveira Costa, também denunciado na ação penal. Neste caso, Pacovan teve a prisão preventiva revogada no dia 12 de dezembro, também em plantão judicial.

Quanto ao município de Zé Doca o acusado foi alvo de prisão temporária decretada pelo desembargador Raimundo Nonato Magalhães Melo, executada em 5 de maio de 2015. As investigações tratavam de desvio de recursos públicos do município, tendo sido deferidas quebras de sigilo bancário e fiscal, bem como efetivados mandados de busca e apreensão. Também foram encontrados cheques da referida prefeitura em poder de Pacovan.

Ribamar Alves ameaça entregar como usou dinheiro emprestado com Pacovan
Política

Prefeito afastado de Santa Inês teria bancado campanhas eleitorais em 2014 com dinheiro de agiotagem. Pelo menos 23 cheques foram encontrados no cofre do agiota

Circula nos bastidores do Palácio dos Leões que o prefeito afastado de Santa Inês, Ribamar Alves (PSB), ameaça delatar à imprensa como usou o dinheiro que tomou emprestado junto ao agiota Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido como Pacovan, durante a campanha eleitoral de 2014.

Aliado político do governador Flávio Dino (PCdoB) e do senador Roberto Rocha (PSB), Alves está preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas desde o final de janeiro último, acusado por uma jovem de estupro. De lá pra cá, todas as tentativas de sua banca de advogados em tentar colocá-lo em liberdade falharam e, por último, uma manobra na Câmara de Vereadores para dar a ele o direito de comandar o município direto da cadeia acabou sendo barrada pela Justiça.

Com isso, abandonado pelos aliados e até pelos membros do próprio partido, o prefeito afastado de Santa Inês teria passado a mandar recados, durante o último fim de semana, aos políticos que foram beneficiados na campanha eleitoral de 2014 com o dinheiro da agiotagem.

Relatório da Seic sobre documentos encontrados no cofre do agiota Pacovan mostra que 23 cheques da Prefeitura de Santa Inês estavam entre eles
Atual7 Dinheiro sujo Relatório da Seic sobre documentos encontrados no cofre do agiota Pacovan mostra que 23 cheques da Prefeitura de Santa Inês estavam entre eles

Não há confirmação ainda, mas há rumores de que, dentre os beneficiados, estejam aliados e políticos de dentro do próprio Palácio dos Leões.

O valor repassado por Pacovan para Ribamar Alves ainda é um mistério, mas trechos do documento da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), obtido com exclusividade pelo Atual7, mostra que pelo menos 23 folhas de cheques da Prefeitura de Santa Inês estavam em posse do agiota.

Os cheques foram encontrados durante operação conjunta da Polícia Civil e do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), durante as operações “Maharaja” e “Morta-Viva”, desencadeadas no dia 4 de maio de 2015, e que investiga crimes de agiotagem no Maranhão.

Dino silencia

Como oposição ao prefeito afastado, pela moralização e transparência dos cofres públicos de Santa Inês, o novo prefeito da cidade, Ednaldo Alves Lima, o Dino (PT), deve obrigatoriamente agora divulgar: o motivo de Ribamar Alves nunca ter sido chamado para depor sobres os cheques encontrados com Pacovan ou, se já foi chamado, o que declarou à polícia.

No caso de continuar inerte ao caso, Dino pode ter complicações no seu projeto de reeleição a prefeitura pelo PCdoB, partido que pretende se filiar para a disputa de 2016, já que estaria encobrindo o suposto dano ao erário municipal por meio de agiotagem — até porque, desde a época em que os cheques foram encontrados, o ainda petista não esboçou qualquer manifestação sobre o assunto.

25 nomes que marcaram o cenário político maranhense em 2015
Política

Veja quem são as personalidades de 2015 e como elas mudaram o ano que se encerra, quer por suas qualidades e desempenhos ou não

No século 19, Thomas Carlyle dizia que a história era nada mais do que a biografia dos “grandes homens”. Hoje, pouca gente acredita nisso, mas para contar a história de 2015 na política maranhense é preciso recorrer à história de algumas personagens. Como se verá abaixo, o que os destacou nem sempre foi a “grandeza”. Veja quem são, na opinião do Atual7, as 25 personalidades maranhenses de 2015 e como elas mudaram o ano que se encerra:

Flávio Dino

O primeiro governador comunista do Brasil termina o ano em baixa com todos os setores da população. Dentre tantos erros, Dino ressuscitou e retornou ao Poder quase 100% dos sabujos da Oligarquia Sarney; aplicou contrabandos legislativos para aposentar PMs e aumentar quase mil taxas de serviços públicos, penalizando os mais pobres; cortou o programa que beneficiava quase 1,2 milhão de maranhenses carentes; conseguiu derrubar o acréscimo de 21,7% nos salários bases do funcionalismo público estadual; empregou parentes de secretários e de deputados no governo; não colocou na cadeia nenhum dos prefeitos aliados envolvidos com a Máfia da Agiotagem; acabou com a única escola em tempo integração do Maranhão; negou tratamento especializado a recém-nascido; aumentou o ICMS em meio a crise financeira; maquiou os números da violência na capital; gastou milhões de milhões em aluguel de aeronaves e em publicidade e propaganda; omitiu a morte de detento; e, por último, cortou R$ 42,8 milhões destinados aos Diques da Baixada Maranhense e os enviou para a construção das eleitoreiras estradas vicinais, no município de São João dos Patos, onde disputará o comando da prefeitura local em 2016 com um candidato de seu partido, o PCdoB.

Fernando Sarney

Fernando José Macieira Ferreira Araújo da Costa Sarney, mais conhecido como Fernando Sarney, foi o maranhense que mais se destacou no ano de 2015, colocando o Maranhão, pela primeira vez, no topo do maior esporte do mundo. Vice-presidente da Região Norte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o dono do conglomerado Sistema Mirante de Comunicação assumiu o cargo de membro do Comitê Executivo da Fédération Internationale de Football Association (Fifa), entidade máxima do futebol mundial.

Edison Lobão Filho

O suplente de senador ganhou pontos com a população maranhense na penúltima semana de dezembro devido a homenagem que fez ao menino Gideão Feitosa, de Governador Nunes Freire. Símbolo da campanha política do peemedebista nas eleições de 2014, o garoto recebeu presentes de Natal para ele e para a família diretamente das mãos de Lobão Filho, que decidiu fazer a surpresa, em gesto que marcou as redes sociais e rodas de formadores de opinião pelo caráter humano e pouco encontrado entre os políticos do Maranhão - e inédito entre aqueles não vitoriosos nas urnas.

Wellington do Curso

Parlamentar de primeiro mandato, Wellington do Curso mostrou que desconhece a palavra "descanso". Destaque da Assembleia Legislativa no ano de 2015, diferenciou-se por não concentrar suas ações somente em um setor ou em um reduto eleitoral, mas em todo o Maranhão. Entre tantos benefícios para a população, o deputado do PPS já carrega em seu histórico a responsabilidade pelo histórico asfaltamento da via que dá acessos aos hospitais do Servidor, que é estadual, e o Socorrão II, que é municipal. A avenida sempre foi abandonada pelo Governo do Estado e pelas prefeituras de Ribamar e de São Luís, até o dia em que o parlamentar gravou um vídeo viral chamando a atenção do poder público para a triste situação. É dele também a luta que culminou na anulação da tarifa abusiva cobrada pela Odebrecht Ambiental à população de Paço do Lumiar e São José de Ribamar, além da revogação da exigência da CNH em inscrição do curso CFO/UEMA.

Charles Dias

Forte candidato à Presidência da Seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o advogado criminalista se tornou um dos principais destaque de 2015 ao decidir retirar a candidatura no início de outubro, em apoio a outro candidato de oposição ao grupo dominante, Thiago Diaz. A movimentação certeira surtiu o efeito planejado e terminou com Diaz eleito para o triênio de 2016-2018.

Thiago Diaz

Lutando contra duas máquinas, o jovem advogado derrotou a candidata apoiada pelo Palácio dos Leões, Valéria Lauande, e pelo presidente da OAB-MA, Mário Macieira, em vitória achapante, pondo fim definitivo ao regime oligárquico que mandava e desmandava na Seccional maranhense há 20 anos.

Mário Macieira

Último representante da última oligarquia da OAB-MA, o ainda presidente da Seccional maranhense não conseguiu eleger sua candidata, e acabou descontando seus próprios erros nos outros. Desacostumado a ser contrariado, fez beicinho e saiu de todos os grupos do aplicativo pelo vazamento da informação. Teve gestão marcada pelo retrocesso, mas jura de pés juntos que entrega a entidade com as contas em dia e dinheiro em caixa.

Fernando Furtado

Suplente de deputado estadual no exercício do mandato, o comunista Fernando Furtado é o dono do prêmio "Racista do Ano". Em um único discurso, ele conseguiu atacar  a Justiça estadual e Federal, o PT, o Incra, a Igreja Católica e os índios. Apesar das burradas, ele fecha o ano dentro do Legislativo, por movimentação do Palácio dos Leões em conluio com as comissões de Direitos Humanos e de Ética, que usaram de burocracia e corporativismo para proteger o colega. Em acinte às entidades que pediram sua cabeça, ele ainda foi colocado pelos colegas para presidir a última sessão legislativa do ano.

Roberto Rocha

Eleito ao Senado Federal em 2014 sob a asa do governador Flávio Dino, ensaiou independência e traição logo no início do ano, mas foi surpreendido por uma batida da Polícia Civil e da Gaeco, que encontrou um cheque pertencente ao seu filho nos cofres do agiota Pacovan, em operações contra a Máfia da Agiotagem. Tagarelou nas redes sociais, mas recolheu-se menos de um dia depois. Nos últimos dias de dezembro, teve seu nome entre os mais citados em todo o Maranhão, não por ter mostrado "o que faz um senador", como prometera em campanha, mas por ter compartilhado em um grupo de WhatsApp a imagem de uma mulher nua e arreganhada, em "imagem subliminar" de "bom dia".

Roberto Albuquerque

Fundador do Grupo Dalcar e Guará, o principal financiar de campanhas políticas do Maranhão não conseguiu suportar a crise que assola o país e colocou a venda as duas as maiores concessionárias de veículos do Maranhão, Dalcar e Cauê de São Luís, no mesmo período em que boatos de fornecedores com pagamentos atrasados e dívidas com bancos ganharam força nos bastidores. A Guará, seu outro empreendimento, também vai mal, muito mal, por não ter conseguido aplicar no Palácio dos Leões projetos milionários que lhe tirariam do buraco da crise e poderiam lhe render audiência acima do traço.

Andrea Murad

Principal calo do Palácio dos Leões na Assembleia Legislativa, a parlamentar do PMDB termina o ano mais forte do que entrou. Além de ser a única integrante da Casa a defender a total independência constitucional do Legislativo em relação ao Executivo, foi em razão de denúncias de Andrea Murad que uma empresa que submetia trabalhadores ao regime de escravidão teve suas portas fechadas. A empresa prestava serviços ao Governo do Maranhão e à Prefeitura de São Luís.

Pacovan

Considerado pelo Ministério Público e pelas polícias Federal e Civil como o maior agiota do Maranhão, o ex-vendedor de bananas Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido por políticos e empresários como Pacovan, conseguiu na Justiça, pela quarta vez, a ser posto em liberdade, apesar das operações da Polícia Civil e da Gaeco encontrarem dezenas de documentos que compravam seu envolvimento no desvio de recursos públicos da merenda escolar, medicamentos, e do aluguel de máquinas e carros nos municípios maranhenses. Recentemente, ele também conseguiu na Justiça o desbloqueio de R$ 5.249.841,42 de empresas suas, quase o valor exato do dinheiro afanado dos cofres da Prefeitura de Bacabal, na gestão do ex-prefeito Raimundo Lisboa.

Natalino Salgado

Responsável pelo avanço da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o ex-reitor fecha o ano em quase unânime reconhecimento público da comunidade universitária, pelo quantidade de obras estruturais desenvolvidas nos campus - a maioria já entregue - e por ter ampliado as fronteiras do conhecimento e aberto novas oportunidades para milhares de jovens no estado. É altamente cotado para vice nas chapas dos principais candidatos a Prefeitura de São Luís, mas afirma reservada e publicamente que não pretende se envolver na política partidária.

Márcio Jerry

Homem forte do governo Flávio Dino, Jerry mostrou ao Maranhão que, após anos e anos estudando como combater a Oligarquia Sarney, acabou virando especialista em suas práticas. Além de empregar a mulher e até o ex-esposo da mulher no governo comunista, ele ainda sinecurou todas as suas cunhadas e um de seus irmãos, e perseguiu aliados espalhando práticas de propinagem dentro do governo. Ele termina o ano ainda ressuscitando o apelido de "Coveiro", ao enterrar a aliança entre o PCdoB e o PDT por querer lavar a alma elegendo o prefeito de Imperatriz em 2016. Além da questão pessoal, o secretário de Assuntos Políticos e Federativos também estaria de olho no super imposto da Suzano Papel e Celulose que passará a ser pago para o município a partir de 2017.

Humberto Coutinho

De padrinho a apadrinhado do governador Flávio Dino, o coronel de Caxias entrou para a história como o presidente mais submisso ao Palácio dos Leões de toda a Assembleia Legislativa do Maranhão. Além de ter sido enrolado na questão das emendas, nem mesmo o vinho e jantar mensal prometido aos colegas conseguiu sequer agendar com o comunista. Também viu seu poder diminuir em relação a candidatura ao Senado nas eleições de 2018. Teve como única vitória a pesada luta contra o câncer.

Sidney Pereira

Então vice-prefeito de Anajatuba, o dono de empresa fantasma ganhou o comando dos cofres da cidade após estranho e intransparente acordo com o Ministério Público do Maranhão, mesmo tento atuando na mesma organização criminosa que saqueou a Prefeitura de Anajatuba. Sidney Pereira é exemplo vivo de que "o crime compensa".

Weverton Rocha

Referência do PDT nacional, o deputado black bloc foi um dos mais atuantes parlamentares maranhenses de todo o Congresso Nacional em 2015, o que lhe rendeu a acensão ao alto clero da desejada lista anual do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que o considerou como um dos principais "operadores-chave" do processo legislativo. Saiu de licença numa manobra arrojada para dar lugar a Rosângela Curado por 120 dias, em contundente resposta a uma manobra do Palácio dos Leões. Por ter filiado as principais lideranças com chance de eleição ou reeleição em 2016, é reconhecido como único em todo o Maranhão a ameaçar concretamente a hegemonia dinista, inclusive com o poder de derrubar a candidatura de Flávio Dino em 2018.

Eliziane Gama

Dona da maior votação para a Câmara Federal, a deputada ganhou destaque pelas movimentações erradas mas que deram certo na promoção de sua pré-candidatura a Prefeitura de São Luís em 2016. Embora estagnada nas pesquisas, fecha o ano em liderança absoluta. Sofreu certo desgaste junto ao eleitorado por ser contra a redução da maioridade penal, mas ganhou novos adeptos pela excelente desenvoltura na CPI da Petrobras e pela independência que mantém em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Neto Evangelista

Se alguma entidade distribuísse esse tipo de prêmio, o secretário de Desenvolvimento Social do Maranhão seria o vencedor unânime do troféu "covarde do ano". O tucano foi a vergonha política de 2015, ao silenciar ao ato de truculência do governador Flávio Dino para com a sua sogra e prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge. Apontado no início do ano como um dos principais concorrentes à Prefeitura de São Luís em 2016, fecha o ano entregando sopas e calado, após tentar comprar briga, mas ser atropelado pelo neófito Fábio Macedo.

André Gossain

O excelente trabalho que vinha desenvolvendo a frente da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) não foi suficiente para manter o delegado no cargo. Embora tenha caído, destacou-se positivamente em 2015 por, somado ao que fez enquanto titular da Seic, ter enquadrado e desmentido publicamente o titular da SSP-MA, delegado Jefferson Portela, anilhado do Palácio dos Leões. Outros delegados que também caíram do cargo este ano preferiram silenciar.

Cleonice Freire

A ex-presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão fechou o ano manchada por greves e, principalmente corrupção, do alto ao pé de sua toga. Ele também colecionou dezenas de críticas de magistrados, que não encontraram nos fóruns sequer água para beber ou papel para qualquer tipo de serventia.

 

Ricardo Murad

O ex-secretário de Saúde do Maranhão foi perseguido pelo Palácio dos Leões, enfrentando com a coragem que lhe é peculiar a abertura de uma CPI na Assembleia Legislativa, direcionada apenas para o período em que esteve a frente da SES. A CPI morreu no nascedouro. Recentemente, também foi alvo de uma operação direcionada na Polícia Federal, a Sermão aos Peixes, que embora tenha encontrado diversos casos de corrupção nos governos Zé Reinaldo, Jackson Lago e até no governo Flávio Dino, resolveu concentrar esforços apenas em Murad. Nenhum dos três pedidos de prisão feitos pela PF contra ele foi aceito pela Justiça, por "fragilidade" de provas. Murad mostrou ainda força ao pautar o governo Flávio Dino, durante todo o ao de 2015,  por meio do perfil pessoal que mantém no Facebook.

Lidiane Rocha

A ex-prefeita de Bom Jardim ficou conhecida nacional e internacionalmente por ostentar nas redes sociais enquanto as crianças do municípios não tinha aulas e as escolas estavam sucateadas e sem merenda escolar. Chegou a desmoralizar a Polícia Federal, por nunca ter sido encontrada, mas acabou se entregando após um acordo esquisito com a Justiça Federal. De volta as redes sociais, voltou a ostentar, e ainda acusou a imprensa de "não ter Deus no coração" por julgá-la como corrupta.

Roseana Sarney

Quem acreditou que a ex-governadora havia se aposentado da política cometeu um erro de avaliação. De recesso das decisões políticas desde o ano passado, a peemedebista ressurgiu enquadrando o governador Flávio Dino, por tentar desviar a opinião pública sua de incapacidade de governar. Autora de quase todas as grandes obras construídas na capital, passou a ter seu nome cogitado a disputar a Prefeitura de São Luís em 2016 - com os olhos voltados para o Executivo estadual em 2018, devido a popularidade de Dino estar cada vez mais bicando. Assumiu o comando do PMDB maranhense, mas indicou e trabalha pela escolha do vereador Fábio Câmara no PMDB para a disputa municipal majoritária da capital.

Tyrone Silva desbloqueia R$ 5,2 milhões de empresas pertencentes a Pacovan
Política

Valor é próximo de verba desviada dos cofres da Prefeitura de Bacabal. Agiota já havia sido beneficiado pela Justiça com soltura

Se a determinação do desembargador Jorge Rachid em retirar das grades o agiota Josival Cavalcante da Silva, mais conhecido por políticos e empresários como Pacovan, já havia posto dúvidas à utilidade das operações contra a máfia da agiotagem no Maranhão, uma nova decisão de outro membro do Judiciário maranhense pôs em dúvida agora a serventia da Superintendência de Combate a Corrupção (Seccor) e da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), da Polícia Civil; e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual.

Por determinação do desembargador Tyrone Silva, datada da semana passada, quase todo o dinheiro bloqueado pela Justiça de três empresas que seriam do agiota foram liberados.

Ao todo, de pouco mais de R$ 7 milhões que havia sido bloqueados, o total de R$ 5.249.841,42 - quase o mesmo valor afanado dos cofres da Prefeitura de Bacabal, na gestão do ex-prefeito Raimundo Lisboa - já podem ser movimentados novamente por Pacovan, apontado nas investigações da Polícia Civil e do MP-MA como cabeça do esquema de desvio de recursos públicos da merenda escolar, medicamentos, e do aluguel de máquinas e carros nos municípios maranhenses.

Além de desqualificar as investigações, operações e até os próprios titulares da Seccor, Seic (delegados Lawrence Melo Pereira e Tiago Bardal) e Gaeco (promotor Marco Aurélio), a decisão dos magistrados também expôs a falta de segurança aos cofres públicos prometida pelo titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Maranhão, delegado Jefferson Portela, que logo após a quarta prisão de Pacovan, no dia 19 de novembro passado, declarou que movimentador do mercado paraleloe os outros integrantes da quadrilha, não importando quem fosse, responderiam por seus crimes.

“Estes criminosos, em sua ânsia vampiresca de acumular patrimônio, surrupiaram o dinheiro da merenda escolar, da moradia, das estradas, da urbanização das cidades, infernizando o meio social. Bandido é bandido. Não importa quem ele seja, deve responder por seus crimes”, prometeu.

Apesar da nova vitória no Poder Judiciário do Maranhão, ainda há esperanças de que o agiota e outros sete envolvidos na máfia que operou em Bacabal, após o recesso forense, possam voltar para as grades pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude em processo licitatório, peculato e organização criminosa.

Pode ser que Portela se referia a essa esperança.