Operação Jenga
Vara de organizações criminosas pronta para julgar Pacovan e outros 21 na Jenga
Política

Réus são acusados de lavar dinheiro oriundos de corrupção em prefeituras do Maranhão

A 1ª Vara Criminal de São Luís, privativa para processamento e julgamento dos crimes de organização criminosa, já tem conclusa para sentença a ação penal contra o empresário Josival Cavalcanti da Silva, mais conhecido como Pacovan, e outras 21 pessoas sob acusação de lavagem de dinheiro e outros crimes de corrupção.

Identificado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Maranhão como agiota, segundo as investigações, Pacovan seria chefe de suposta orcrim que teria desviado mais de R$ 100 milhões de prefeituras maranhenses por meio de esquema envolvendo postos de combustíveis da Região Metropolitana de São Luís.

Em despacho assinado no último dia 29, o juiz Anderson Sobral de Azevedo, auxiliar da 1ª Vara Criminal de São Luís, determinou a juntada aos autos do espelho de pesquisa atualizada sobre os antecedentes criminais dos acusados, para análise da fixação de pena em eventual condenação.

Deflagrada em maio de 2017, a Operação Jenga prendeu temporariamente Pacovan e outras 17 pessoas, entre elas a mulher do empresário, Edna Maria Pereira. Ela também é apontada como líder do suposto esquema.

Ainda de acordo com as investigadores, o dinheiro das prefeituras teria sido lavado por meio de dissimulação de transações comerciais pelas gestões municipais com postos de combustíveis de propriedade do próprio Pacovan ou de supostos laranjas. Emendas parlamentares também teriam sido desviadas pela abastecer o suposto esquema de agiotagem.

Pacovan é preso em lavagem de dinheiro de corrupção em prefeituras
Política

Investigações da Polícia Civil apontam que a movimentação pode passar de R$ 100 milhões

A Polícia Civil do Maranhão prendeu, na manhã desta quinta-feira 4, durante a deflagração da Operação Jenga, o empresário Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan.

Conhecido como um dos maiores agiotas do estado por envolvimento na máfia que desvia verba pública da merenda, infraestrutura e saúde em prefeituras maranhenses, ele é suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro em posto de gasolina da Região Metropolitana de São Luís.

Segundo a polícia, porém, há suspeitas que se tratava, na verdade, de lavagem de dinheiro de esquemas de corrupção em prefeituras. Em um dos imóveis de Pacovan, na BR- 135, foram apreendidos 60 caminhões. Segundo a polícia, os veículos eram entregues como garantia por quem tomava empréstimos com ele. Contudo, ainda não houve divulgação dos nomes dos possíveis municípios e gestores supostamente envolvidos no esquema.

Ao todo, estão sendo cumpridos 22 mandados de prisão sendo executados na capital e nas cidades de Itapecuru e Zé Doca.

O nome da operação é uma referência a um jogo de empilhamento chamado Jenga, em que uma peça retirada derruba toda a torre.

As investigações apontam que a movimentação da organização criminosa pode passar de R$ 100 milhões.