Política
PT vai com quem Flávio Dino apoiar, diz Zé Inácio
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Governador já confirmou apoio a Carlos Brandão

O PT, partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu que apoiará para o Palácio dos Leões em 2022 o nome que Flávio Dino (PCdoB) ungir.

“Vamos com o candidato que vier a ser apoiado pelo governador”, disse ao ATUAL7 o deputado Zé Inácio, vice-líder do governo na Assembleia Legislativa do Maranhão.

“O Flávio já declarou apoio ao Lula. É o mínimo que devemos fazer por ele”, concluiu.

Embora ainda não tenha tornado a decisão pública, no bastidor, Flávio Dino já confirmou que estará na chapa encabeçada pelo vice-governador Carlos Brandão (PSDB). A partir de abril do ano que vem, quando Dino se desincompatibilizar do cargo para concorrer ao Senado, Brandão assumirá o comando do Palácio dos Leões para concorrer à reeleição.

Após reunião com Dino e Brandão sobre 2022, Weverton diz que vai continuar trabalhando no Senado
Política

Para tomar as rédeas e liderança do grupo, governador descumpriu a própria palavra, de que só trataria sobre eleições após a pandemia

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) deu o primeiro sinal público de que pode antecipar a desistência da aventura de 2022 e fechar apoio ao nome do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural e candidato de Flávio Dino (PCdoB) ao Palácio dos Leões.

Após reunião com Dino e Brandão nessa quinta-feira (15), na sede do Poder Executivo, o pedetista declarou nas redes sociais que vai continuar ocupando-se com o Maranhão na Câmara Alta.

“Boa conversa hoje com o governador Flávio Dino e o vice-governador Carlos Brandão. As mudanças positivas precisam continuar e no Senado estarei sempre trabalhando para apoiar o Maranhão. Nosso grupo segue firme, focado no que importa: o melhor para os maranhenses”, publicou, com uma foto em que Dino e Brandão aparecem sorrindo e, somente ele, emburrado.

Convocada pelo governador do Maranhão, a reunião aconteceu dois dias após o ATUAL7 apontar que o perfil, até então, acanhado e apático de Dino sobre a própria sucessão estava favorecendo Weverton, que vinha insuflando rebeldia na base aliada dinista.

Ao reagir à insubordinação, Flávio Dino descumpriu com a própria palavra. Em março, em entrevista à TV Mirante, o comunista havia afirmado que somente após a pandemia, “lá pro mês de julho”, é que o diálogo com a base aliada sobre 2022 seria iniciado.

“Hoje tive longa e produtiva reunião com o vice-governador Carlos Brandão e com o senador Weverton. Somos aliados de longa data e temos compromisso quanto à continuidade das mudanças positivas no Maranhão. No tempo certo, irei coordenar os diálogos necessários com o nosso grupo”, afirmou o governador.

Segundo apurou o ATUAL7 com fontes próximas do trio, na reunião, Flávio Dino lembrou que Brandão e Weverton já fizeram gestos um ao outro, e acertou que serão realizadas ao menos três pesquisas qualitativas com os nomes dos aliados para, após o resultado final, apresentar ao colegiado de partidos que integram o governo. Embora aparente que há possibilidade de que Weverton possa ser o candidato dinista, a estratégia de utilizar pesquisas qualitativas já foi usada por Dino em 2012 na corrida pela Prefeitura de São Luís, quando ele já havia ungido Edivaldo Holanda Júnior (PDT), mas embromou os demais aliados com o mesmo plano.

Além disso, a tendência é que o envolvimento de Weverton Rocha em diversos casos relacionados à corrupção, principalmente o de desvio de dinheiro público envolvendo a reforma do Ginásio Costa Rodrigues, na capital, pesem negativamente contra o pedetista nas sondagens.

Antes de reunir-se com o governador e o vice, em entrevista a Mirante AM nesta semana, o senador do PDT havia retardado o ímpeto e afirmado que nunca declarou publicamente que é pré-candidato ao governo. O recuo estratégico ocorreu em meio à orientação de Flávio Dino aos secretários estaduais que serão candidatos à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, para que passem a declarar apoio a Carlos Brandão nas redes sociais.

Neste sentido, para remover eventual pecha de derrotado, Weverton pode alegar que não recuou na disputa, já que, segundo alegou, nunca entrou publicamente nela.

A tomada das rédeas por Flávio Dino foi destacada por Brandão. Apesar de que a eleição e reeleição do grupo em 2022 passará por suas mãos, em publicação nas redes sociais sobre a reunião no Palácio dos Leões, o vice-governador do Maranhão repercutiu Dino e ressaltou que o líder do grupo é o comunista.

“Acrescentaria só mais um ponto: a reunião que tivemos hoje, sob o seu comando, mostra que temos um líder. Encontro proveitoso, sim, porque entendemos que construímos forte alicerce, ao longo destes anos de caminhada”, agregou Brandão ao debate.

Coalização formada por Weverton põe em xeque liderança de Flávio Dino
Política

Pré-candidato ao Palácio dos Leões, senador do PDT tem agido com autossuficiência e imposto um impasse na corrida eleitoral. Articulação do pedetista tem fragilizado o comunista

A coalização que dá sustentação à pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Palácio dos Leões tem posto em xeque a liderança que o governador Flávio Dino (PCdoB) aparentava ter construído ao longo dos últimos anos, desde que cooptou diversos sabujos e rebentos da antiga oligarquia Sarney e formou a própria dinastia política.

Apesar de Dino ter confirmado que disputará o Senado na chapa de seu atual vice e sucessor natural, Carlos Brandão (PSDB), Weverton tem agido com autossuficiência e imposto um impasse na corrida eleitoral, em afronta à unidade que o comunista, após desmoronamento de sua base no pleito municipal do ano passado, especialmente São Luís com a vitória de Eduardo Braide (Podemos), afirmou que buscaria para 2022.

Enquanto o governador do Maranhão tem adotado um perfil acanhado e coadjuvante, Weverton tem se firmado como um líder político imbatível, já conta com apoio declarado de pelo menos seis partidos –PDT, DEM, PSL, PRB, PSB e Cidadania– e caminha para também confirmar aliança com PTB, PP, PT e até com o MDB de Roseana Sarney.

Parte do PCdoB, capitaneada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto, também está fechada com Weverton e em plena pré-campanha pelo pedetista, ignorando as orientações públicas de Flávio Dino para que qualquer discussão sobre as eleições de 2022 fossem empurradas para o final deste ano, após queda esperada, devido à vacinação, de casos e de óbitos relacionados à pandemia do novo coronavírus.

Emblemática, a autonomia e liderança de Weverton Rocha levou a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), de forma inédita e histórica, a tomar uma decisão sem consulta e contrária ao caminho traçado pelo comunista para o grupo que ele parecia encabeçar. Embora ainda chame Dino de líder, Eliziane tem dado mostras públicas de pouca importância ao que almeja o governador e, agora, está sob regência do senador do PDT.

A mesma consciência, de que Dino é apenas governador, e não um líder político, também tem sido revelada nas articulações de caciques políticos de partidos com comando de pastas do primeiro ao terceiro escalão do Governo do Maranhão, além de diversos comissionados, à exemplo de Cléber Verde (Republicanos), André Fufuca (PP) e Juscelino Filho (DEM).

Embora dependentes do Palácio dos Leões para as próprias reeleições à Câmara dos Deputados, todos trabalham na confiança de que, diante da fraqueza exposta de Dino, nenhum cargo lhes será tomado antes e nem depois de abril do próximo ano, quando Brandão assumirá o comando do Executivo para disputar a reeleição sentado na cadeira de governador. Para Flávio Dino sonhar com eleição para o Senado, entendem, precisará primeiro manter o apoio dos partidos que encastelou no governo.

Mesmo sem transparência, Alema autoriza contratação de empréstimo de R$ 180 milhões por Dino em ano pré-eleitoral
Política

Pedido para operação de crédito não detalha destino que será dado ao dinheiro nem percentual de juros do Banco de Brasília

A Assembleia Legislativa do Maranhão autorizou o governo de Flávio Dino (PCdoB), nesta terça-feira 6, em regime de urgência, a contrair um empréstimo de R$ 180 milhões junto ao BRB (Banco de Brasília), em pleno ano pré-eleitoral. Em 2022, Dino vai disputar o Senado Federal.

Sem transparência detalhada sobre o destino que será dado ao dinheiro nem o percentual a ser cobrado em juros, a operação de crédito tem como objetivo, de acordo com mensagem encaminhada pelo comunista à Casa, custear o desconhecido programa Maranhão Forte.

Dos 41 deputados da Alema, apenas César Pires (PV), Wellington do Curso (PSDB) e Yglésio Moysés (PROS) cobraram do Palácio dos Leões informações sobre o empréstimo, antes e novamente durante a votação, mas foram ignorados pela base governista.

Dentre as obras que serão bancadas com o recurso, chama a atenção a construção da ponte sobre o rio Pericumã, entre as cidades de Central do Maranhão e Bequimão, na Baixada Maranhense, que já havia sido incluída no orçamento e em programas de infraestrutura lançados por Flávio Dino em anos anteriores.

Anunciada desde setembro de 2016 como o “fim de uma lenda” e usada pelo governador do Maranhão na propaganda da campanha eleitoral de 2018, a obra tocada pelo consórcio Epeng/FN Sondagens deveria ser entregue em dois anos, já conseguiu cerca de R$ 60 milhões dos cofres públicos e, sob lentidão suspeita, segue longe de ser concluída.

Josimar diz que quer ser governador para acabar com a pobreza no Maranhão
Política

Deputado confirmou que não disputará o Palácio dos Leões pelo grupo liderado por Flávio Dino

O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) declarou, nesta segunda-feira 5, que o alicerce de seu governo, caso seja eleito em 2022 para comandar o Palácio do Leões, será o combate à pobreza no estado. Sob Flávio Dino desde 2015, o Maranhão voltou a liderar o ranking de pobreza e extrema pobreza, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geográfica e Estatística).

“Eu quero ser governador para acabar com a pobreza do nosso estado. Vamos discutir nosso plano de governo item por item e sabemos que é importante ter uma boa infraestrutura, ter boas escolas e hospitais, mas é importante saber se na mesa nas pessoas mais carentes tem alimento todo dia. É com esse olhar que sou pré-candidato ao governo”, respondeu Josimar a um seguidor no Facebook, durante live publicada na rede social e que passará a ser realizada semanalmente.

Conforme revelado pelo ATUAL7 em fevereiro, Josimar Maranhãozinho também confirmou que não disputará o governo pelo grupo liderado por Dino, e respondeu questionamento sobre ter sido alvo da Operação Descalabro, da Polícia Federal, que investiga suposto desvio de R$ 15 milhões em emendas orçamentárias destinadas à saúde no Maranhão.

“No momento certo tudo será esclarecido. Vamos provar que isso não passa de mais uma armação política. A população maranhense sabe que uma pessoa como eu, sem pedigree, incomoda pelo crescimento político que tivemos. Essas armações não vão tirar a oportunidade do povo escolher em quem votar”, disse.

A live contou com a participação da deputada estadual Detinha (PL), que é esposa de Josimar, e do deputado federal Marreca Filho (Patriota).

Governo Dino descumpre regras de transparência cobradas da rede privada pelo Procon
Política

Apagão de dados detalhados sobre ocupação de leitos de UTI e clínicos na rede da SES contraria a recomendação de especialistas

A gestão de Flávio Dino (PCdoB) segue omitindo informações essenciais sobre leitos para Covid-19 na rede pública estadual de saúde, embora esses dados estejam sendo cobrados da rede hospitalar privada, sob ameaça de multa, pelo Procon (Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor) do Maranhão, vinculado ao próprio Governo do Maranhão. A falta de transparência contraria a recomendação de especialistas, que consideram a divulgação desses dados fundamental para o monitoramento da pandemia.

Em abril do ano passado, seguindo decreto de Dino, a autarquia notificou diversos hospitais particulares para que tornassem públicos os dados sobre a quantidade de leitos ocupados e vagos para tratamento exclusivo de pacientes infectados pelo novo coronavírus. À época, o Hospital Guarás chegou a ser multado em R$ 114,3 mil por descumprir a notificação. Em 2021, as informações voltaram a ser reclamadas, sob a mesma intimidação de sanção administrativa. Apesar da cobrança em cima do setor privado continuar, medida que tem sua importante para a garantia de direitos dos usuários de serviços de saúde privado, a transparência cobrada dos hospitais particulares não vem sendo cumprida pelo próprio Estado, que tem o dever de tornar público os mesmos dados.

No boletim epidemiológico divulgado diariamente pela SES (Secretaria de Estado da Saúde), que é comandada pelo presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Carlos Lula, constam apenas informações genéricas sobre os leitos clínicos e de UTI ocupados e disponíveis segmentadas por Grande Ilha, Imperatriz e demais regiões, e somente os sob responsabilidade da pasta, apesar do Procon do Maranhão possuir contabilizada a taxa diária de ocupação de leitos nos hospitais particulares.

Longe de ser um caso isolado, essa falta de transparência já havia sido observada em levantamento da OKBR (Open Knowledge Brasil), organização que atua na área de transparência e abertura de dados públicos, desde abril do ano passado. O apagão de dados atrapalha, inclusive, o atendimento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), conforme mostrou o ATUAL7 ainda no início da pandemia.

A insuficiência de informações a respeito dos leitos para Covid-19 no Maranhão é percebida também pela médica infectologista Maria dos Remédios Branco, doutora Medicina Tropical e Saúde Internacional, pesquisadora e professora associada da UFMA (Universidade Federal do Maranhão). Alertando para estudo divulgado no mês passado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), ela ressalta que o estado possui grande número de subnotificações, e que o registro de óbitos em decorrência da doença pode atrasar em mais de um mês. “É importante que os gestores acompanhem em tempo real o que está acontecendo, para que tomem as medidas necessárias, impostas pela situação, em tempo oportuno. A população esclarecida terá mais facilidade de entender e aderir às medidas adotadas pelos gestores”, pontua.

Para a especialista, com o agravamento da pandemia, deveriam ser detalhadamente divulgadas as seguintes informações:

• quantos leitos clínicos e de UTI estão disponíveis e ocupados na rede pública e privada;
• quantos pacientes estão aguardando internação hospitalar e em UTI na rede pública e privada;
• quantas pessoas estão internadas nas UPAs aguardando leitos em hospitais;
• quantas pessoas morrem sem conseguir leitos de UTI por dia;
• quantos óbitos suspeitos de Covid-19 estão em investigação (aguardando resultados de exames) em cada município;
• quantos óbitos suspeitos de Covid-19 estão em investigação (aguardando resultados de exames) por dia no Maranhão;
• qual a taxa de mortalidade por Covid-19 de cada UTI;
• quantos exames de RT PCR são disponibilizados, por mês, por município;
• quantos exames de RT PCR realizados e positivos, na rede privada e pública, por município;
• no site corona.ma.gov.br poderia ser acrescentada a taxa de mortalidade por Covid-19 por município.

O ATUAL7 procurou o Governo do Maranhão, insistentemente, por e-mail, para se posicionar sobre o apagão de dados, nos dias 9 de fevereiro e 23, 24 e 30 de março. Todas as solicitações, porém, foram ignoradas.

Ação contra o Estado

Em maio do ano passado, ainda nos primeiros meses da pandemia, o Ministério Público acionou o Estado na Justiça para obrigá-lo a publicar na internet, com detalhamento e atualização diária, informações acerca do monitoramento da Covid-19 no Maranhão. Embora protocolada sob tutela de urgência —por se tratar de grave crise sanitária, de pandemia—, o pedido ainda não foi julgado pela Vara de Interesse Difusos e Coletivos da Capital, onde tramita a ação.

Um dos principais entraves se deu em razão da suspeição levantada pelo órgão ministerial contra o juiz Douglas de Melo Martins, titular do juízo em primeira instância, com base em reportagem do ATUAL7 de 2018, que trata a respeito de suspeição declarada pelo próprio magistrado para julgar uma ação contra o governador Flávio Dino. Parada por sete meses, a ação voltou a ter movimentação somente após o ATUAL7 questionar Douglas Martins, em fevereiro, a respeito do caso. Para isso, o titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos teve de reconhecer a suspeição levantava pelo Ministério Público.

Após essa movimentação, porém, houve nova paralisação, e a ação voltou a caminhar apenas no final do mês passado, novamente após o ATUAL7 cobrar explicação ao Poder Judiciário maranhense. Em decisão do juiz Anderson Sobral de Azevedo, designado para atuar no caso, foi marcada audiência de conciliação para o próximo dia 20, às 9 horas.

Por causa da pandemia, a audiência será realizada por videoconferência.

Afrouxamento e colapso

O governo de Flávio Dino também tem falhado na manutenção de medidas restritivas de enfrentamento à propagação do novo coronavírus. Mesmo com o Maranhão alcançado recorde de óbitos por Covid-19 no domingo 4, quando foram notificadas 45 mortes em decorrência da doença, maior registro desde o início da pandemia, as medidas para conter a circulação de pessoas vêm sendo abrandadas pelo governador, que tem preferido seguir orientações anticientíficas do alto empresariado.

No início de março, o Conselho Nacional de Secretários da Saúde, presidido por Carlos Lula, publicou carta pública em que pedia a adoção de medidas restritivas nos locais cuja lotação de leitos de UTI para Covid-19 estivessem com taxa de ocupação acima de 85%. Dentre as medidas, se pedia a suspensão das aulas presenciais, fechamento de bares e praias.

Apesar do pedido baseado em dados científicos, a medida mais radical tomada por Flávio Dino foi o fechamento de bares e restaurantes do dia 21 a 26 daquele mês. Ainda assim, pressionado por empresários, o comunista logo relaxou das restrições, e permitiu a reabertura dos estabelecimentos comerciais com 50% de capacidade. O governador também permitiu o ensino híbrido nas escolas particulares, cujas aulas estavam suspensas, relaxando ainda mais as medidas que já são insuficientes. Atividades não-essenciais, como academias e igrejas, também permanecem abertas, ainda que com metade da lotação máxima permitida.

De acordo com o boletim epidemiológico da SES, nessa segunda-feira 5, ao menos 88,93% dos leitos de UTI exclusivos para Covid-19 na rede pública estadual na Grande Ilha e 95,83% em Imperatriz estavam ocupados, mesmo com a inauguração recente de hospitais de campanha. Para a infectologista Maria dos Remédios, além das poucas medidas restritivas ainda mantidas por Flávio Dino serem insuficientes, tecnicamente, o Maranhão já está sob colapso do sistema de saúde, porque no momento o número de infectados e mortos tem crescido de forma exponencial.

“Em breve, será impossível oferecer leitos de internação e de UTI na velocidade que a situação exige. Não há profissionais de saúde disponíveis e já há falta de insumos para atendimento dos pacientes. Está ocorrendo a circulação de novas variantes virais mais transmissíveis e mais agressivas”, afirma. “Para controlar essa situação é necessário conter a circulação do vírus e para tanto é obrigatório evitar a circulação de pessoas. Para garantir que as pessoas fiquem em casa é imprescindível que seja oferecido auxílio financeiro às pessoas vulneráveis e às micro e pequenas empresas”, alerta a especialista, completando: “É muito importante aumentar o ritmo de vacinação de todas as pessoas”.

Brandão abre caminho para compra de doses da vacina Butanvac contra a Covid-19
Política

Vice-governador do Maranhão também esteve no Palácio dos Bandeirantes, onde se reuniu com João Dória

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSDB), visitou em São Paulo, nesta segunda-feira 5, o Instituto Butantan. O objetivo foi acompanhar a fabricação da Butanvac, vacina brasileira contra a Covid-19.

"Pudemos conhecer mais sobre a produção dessa nova vacina, que nos traz esperança de ser um importante aliado na luta contra o vírus", publicou Brandão nas redes sociais.

A intenção da visita é abrir caminho para negociar a compra direta de milhões de doses do imunizante para ampliar a vacinação em Maranhão.

Liderada pelo vice-governador, a comitiva contou ainda com a presença dos secretários estaduais Carlos Lula (Saúde) e Rubens Pereira Júnior (Articulação Política), e visitou também o Palácio dos Bandeirantes, onde se reuniu com o governador João Dória (PSDB).

Liberação de cultos presenciais em meio à alta da pandemia contou com lobby de Eliziane Gama
Política

Número de óbitos registrados nas últimas 24 horas bateu recorde no Maranhão neste domingo, com 45 mortes pela doença

A senadora maranhense Eliziane Gama é uma das lideranças evangélicas que fizeram o lobby pela liberação da realização presencial de cultos, missas e demais celebrações religiosas no país, conforme decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Kassio Nunes Marques, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à corte no ano passado.

Publicada no sábado 3, a decisão impede estados, o Distrito Federal e municípios de editarem ou de exigirem o cumprimento de decretos ou atos administrativos locais que proíbam completamente a realização de celebrações religiosas presenciais, por motivos relacionados à prevenção da Covid-19.

“Foi uma decisão importante para a realização de um serviço tão importante neste momento difícil do país”, comemorou a senadora, que liderou grupo de pastores evangélicos em audiência com o ministro do STF pela liberação da realização presencial dos eventos religiosos.

O lobby de Eliziane —que ignora o pior momento da pandemia, com aumento dramático de casos e mortes por Covid-19 no Maranhão, estado da senadora, e demais regiões do país— contrariou o próprio partido da parlamentar, o Cidadania, que discorda da liberação desse tipo de evento, ainda que com algumas regras de distanciamento social, conforme estabelece a decisão do ministro do Supremo, como a limitação a 25% da capacidade do público.

Nunes Marques atendeu a um pedido de liminar feito pela Anajure (Associação Nacional de Juristas Evangélicos), uma entidade fundada pela atual da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. A entidade argumentava, dentre outras coisas, que o direito fundamental à liberdade religiosa estava sendo violado por diversos decretos estaduais e municipais que proibiram os cultos e missas presenciais.

Neste domingo 4, foram registrados 45 óbitos no Maranhão nas últimas 24 horas, o recorde da pandemia no estado. Com isso, são 6.236 pessoas mortas pela Covid-19 no estado. Ao todo, 244.754 pessoas foram diagnosticadas com a doença no Maranhão.

O país chegou a 331.530 mortes pela Covid-19 e a 12.983.560 pessoas infectadas desde o início da pandemia.

O Brasil precisa conhecer o Maranhão de verdade, não o da propaganda, diz Wellington
Política

Deputado gravou vídeo em que mostra um idoso fazendo tapa buracos na MA-345 em troca de gorjetas

Em vídeo divulgado nas redes sociais, nesta segunda-feira 5, em que mostra a precariedade da malha viária estadual, o deputado Wellington do Curso (PSDB) afirmou que a realidade do Maranhão é diferente da mostrada nas peças publicitárias custeadas com recursos públicos pelo Palácio dos Leões, sob Flávio Dino (PCdoB).

“O Brasil precisa conhecer o Maranhão de verdade, não o Maranhão da propaganda enganosa do governador Flávio Dino”, declarou ao expor a situação de descaso da MA-345, entre São Bernardo e Araioses.

A gravação mostra um idoso fazendo tapa buracos às margens da rodovia em busca de trocados pelo serviço.

Segundo Wellington, a “irresponsabilidade e incompetência” de Dino serão denunciadas ao Ministério Público, para que seja investigado o destino do dinheiro da recuperação asfáltica das rodovias estaduais.

Também nas redes sociais, o deputado diz que a mesma precariedade foi encontrada na MA-006, entre Balsas e Tasso Fragoso, e na MA-225, entre Barreirinhas e Urbano Santos.

Eliziane mostra independência inédita e declara apoio a Weverton para 2022
Política

É a primeira vez que a senadora toma uma decisão sem consultar e contrária ao caminho escolhido por Flávio Dino, que já confirmou chapa com Carlos Brandão

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) deu mostra inédita de independência política e declarou, publicamente, apoio à pré-candidatura do também senador Weverton Rocha (PDT-MA) para o Palácio dos Leões em 2022. Historicamente tutelada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), é a primeira vez que Eliziane toma uma decisão sem consultar e contrária ao caminho escolhido pelo comunista, que já confirmou formação de chapa com Carlos Brandão (PSDB), seu sucessor natural.

“Dentro do nosso grupo, que é coordenado pelo governador Flávio Dino, entendemos que o nome de Weverton acabou tendo mais condições, envolvendo mais lideranças políticas, trazendo propostas importantes; até plano de governo ele já iniciou. E nesse sentido, nós do partido tomamos uma decisão de seguir com ele [Weverton Rocha] como pré-candidato a governador”, declarou a senadora em entrevista ao jornalista Clóvis Cabalau, da TV Mirante, na manhã desta sexta-feira 2.

Apesar de simbólica, a declaração de apoio não traz surpresas, pois já era esperada. Na semana passada, Eliziane esteve reunida em Brasília (DF) com Weverton e diversas outras lideranças partidárias maranhenses também fechadas com o pedetista, em que trataram sobre a sucessão de Dino.

Segundo apurou o ATUAL7, dois fatores pesaram para a decisão de Eliziane Gama: a entrada de seu marido, Inácio Melo, na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão no pleito do próximo ano, e maior facilidade de renovar o mandato de senadora em 2026.

Com Weverton, a pré-candidatura de Inácio Melo segue ganhando musculatura e real viabilidade de vitória nas urnas, inclusive sob sustentáculo de prefeitos e lideranças do PDT. E como Carlos Brandão vai disputar a reeleição ao Palácio dos Leões em 2022, se confirmar o favoritismo e for eleito, a tendência é de que ele, ao terminar o mandato em 2026, ocupe uma das vagas a que o Maranhão terá direito ao Senado naquele pleito, e a segunda vaga seja negociada com o colégio de partidos. Com Weverton, as duas vagas estariam livres, com maior possibilidade da primeira ser de Eliziane.

Lei garantirá igualdade à comunidade LGBTI+ em doação de sangue no Maranhão
Política

Projeto aprovado na Alema proíbe restrições durante o processo de doação nos centros de coleta em todo o estado

Foi aprovado, na manhã desta terça-feira 30, na Assembleia Legislativa, projeto de lei que garante à comunidade LGBTI+ o não enfrentamento de restrições durante o processo de doação de sangue nos centros de coleta em todo o estado. Agora, segue para a sanção do governador Flávio Dino (PCdoB).

De autoria do deputado estadual Yglésio Moyses (PROS), o texto da medida se baseia em uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) tomada no ano passado, em que o ministro Edson Fachin, relator do processo sobre a restrição da doação de sangue por homens gays e bissexuais, afirmou que as normas até então utilizadas pelos hemocentros ofendiam os princípios da dignidade humana e da igualdade perante outros doadores.

Apesar de importante, a decisão do STF limitava-se aos homens gays e bissexuais. Por outro lado, caso sancionada, a proposta amplia os efeitos da decisão do Supremo no Maranhão e engloba toda a comunidade LGBTI+ sob a proteção contra quaisquer restrições no processo de doação de sangue, garantindo a execução efetiva dos direitos constitucionais.

Nas unidades de coleta, o texto do projeto explica que será obrigatória a afixação de cartaz com a seguinte informação: “É proibido estabelecer critérios discriminatórios relacionados à orientação sexual, expressão e identidade de gênero para vedar a doação de sangue de pessoas LGBTI+”.

“A gente trabalha muito pra garantir igualdade entre as pessoas para que sejam respeitadas por quem são, a exemplo da comunidade LGBT+. A aprovação representa um grande avanço para essa luta que é de todos nós, pois são mais barreiras que vamos superando a cada dia em prol das minorias”, comemorou Yglésio.

Brandão evita falar sobre 2022 e diz que foco é salvar vidas e gerar empregos
Política

Vice-governador antecipou que visitará o Instituto Butantan na próxima semana, para conhecer a Butanvac

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSDB), disse que não é o momento para se discutir sobre a sucessão de Flávio Dino (PCdoB) ao Palácio dos Leões, mas focar no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

“Hoje estamos focados no combate ao Covid, salvar dias e gerar emprego e renda, além de criar auxílios que estão salvando muitas vidas e muitas empresas. No momento oportuno, debateremos sobre 2022”, declarou Brandão ao jornalista Clóvis Cabalau, da TV Mirante.

Carlos Brandão também antecipou sobre conversas com o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), a respeito de compra de vacinas contra o novo coronavírus, e que estará em São Paulo, na próxima semana, em visita ao Instituto Butantan, ligado ao governo do estado de São Paulo, para conhecer a Butanvac.

Anunciado na sexta-feira 26, o imunizante já teria passado pelas fases pré-clínicas de testes (em células de laboratório e em animais) com bons resultados, segundo o instituto.

A visita de Brandão ao Butantan será acompanhada pelo secretário estadual da Saúde, Carlos Lula, que é também presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde).

Análise: Weverton monta armadilha para se manter na corrida pelo Palácio dos Leões
Política

Pedetista usa Othelino Neto em aposta em pesquisa eleitoral e ressignificou seu vocabulário em relação aos Sarney

O senador Weverton Rocha (PDT) montou um alçapão político para se manter na corrida eleitoral e tentar capturar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor de Flávio Dino (PCdoB) e governador do Maranhão a partir de 2022. Associado ao plano, ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), coube a função de colocar a armadilha em local à vista de todos, acima de qualquer suspeita dos nobres propósitos que o impulsionou.

São notarias as afinidades eletivas entre Othelino e Weverton, expostas na contenda eleitoral pela prefeitura de São Luís, quando o presidente da Alema se esquivou de apoiar o candidato da sua legenda: o deputado federal e secretário estadual de Articulação Política, Rubens Pereira Júnior.

Brandão sentiu o conluio e denunciou o convescote em Barreirinha entre o senador e o deputado. No cerzir desse acordo vem agora à tona a pesquisa que funcionará como um prelúdio da disputa pelo Palácio dos Leões.

A defesa do método para tentar fingir que Flávio Dino ainda não escolheu seu candidato natural foi intransigentemente defendida por Othelino Neto. Antes, porém, foi ventilada pelo próprio senador de maneira en passant para não espantar a lebre.

Aparadas todas as arestas com o clã Sarney, Weverton não tem problema em conversar com os artífices do instituto que há anos serve aos interesses da antes “abominável” oligarquia; confere agora credibilidade aos números da Escutec, como nunca antes se viu na história política do campo oposicionista do Maranhão; e apagou por completo quaisquer dúvidas dos números levantados com inclinação sempre favorável aos interesses da família. Além disso, se levada em conta pesquisa eleitoral, o próprio Weverton foi apontado como derrotado na eleição que superou os highlanders Edison Lobão (MDB) e Zequinha Sarney (PV).

Para expurgar pechas, na aliança com o MDB na disputa pela prefeitura de São Luís, Weverton lançou mais cal no episódio da cassação de Jackson Lago. Entende agora que o ex-governador pedetista foi vítima da judicialização da política e não da rasteira de um grupo dominante golpista. Enfim, ressignificou seu vocabulário em relação aos Sarney.

A pouco mais de 500 dias do primeiro turno das eleições gerais de 2022, as intenções de voto estão diluídas na incerteza da pandemia e do futuro do país. E o senador pedetista precisa se atentar para o ensinamento do velho udenista Magalhães Pinto: “Política é como nuvem. Você olha, ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”.

Simplício Araújo destoa de Flávio Dino e faz lobby por reabertura de restaurantes
Política

Secretário de Indústria e Comércio do Maranhão espalhou nas redes sociais peça publicitária e promocional com informações falsas sobre a disseminação do novo coronavírus

Empresário, o secretário de Indústria e Comércio no Maranhão, Simplício Araújo (SD), faz lobby pela reabertura imediata do setor de restaurante na Ilha de São Luís, alvo de decreto do governador Flávio Dino (PCdoB) com medidas sanitárias para combater o recrudescimento da pandemia do novo coronavírus.

No último fim de semana, sem apresentar a fonte dos dados, ele publicou nas redes sociais que restaurantes estão entre os lugares com menor chance de transmissão da Covid-19 entre pessoas. A informação, porém, segundo resultados de pesquisa da Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA), publicados em 2020 na revista científica Nature, uma das mais importantes do mundo, é falsa –para não disseminar a desinformação, a imagem não será mostrada na matéria.

“Os próximos dias serão os mais agudos desta variante de coronavírus, use máscara sempre, lave as mãos e mantenha distanciamento, observe e evite os locais com maior possibilidade de contaminação, faça a sua parte”, escreveu, fazendo referência à peça publicitária, com promoção pessoal, que aponta falsamente que restaurantes estão entre os locais de pouco risco de contaminação pela doença. Após duas suplências consecutivas, o titular da Seinc trabalha para em 2022 quebrar a própria história e, finalmente, se eleger para um mandato na Câmara dos Deputados.

Nesta segunda-feira 22, segundo nota conjunta da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e do Sindbares (Sindicado Empresarial de Bares e Restaurantes e Similares do Maranhão), após “uma reunião extremamente produtiva e propositiva” com Simplício Araújo, foi decidido pelo recuo de um protesto contra as medidas restritivas decretadas pelo Palácio dos Leões, em que empresários do setor suspenderiam o atendimento de entregas em domicílio na capital.

Em vídeo publicado pelo secretário de Indústria e Comércio nas redes sociais, sem entrar em detalhes, Simplício declarou que o acordo foi costurado após a garantia da construção “de uma saída melhor para todos”. Pela declaração, em meio ao feriadão criado por Flávio Dino, não está descartado o relaxamento das restrições de enfrentamento ao avanço da pandemia.

Marco Aurélio, do STF, nega pedido de Bolsonaro para suspender envio à Câmara queixa-crime de Dino por calúnia
Política

Presidente será afastado de suas funções se dois terços dos deputados votarem favoráveis ao prosseguimento do caso e a queixa-crime foi recebida pelo Supremo

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou pedido de reconsideração feito pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para que suspendesse a decisão em que determinou o envio à Câmara dos Deputados de uma queixa-crime apresentada pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), por crime contra a honra.

Em decisão de oito páginas tomada no último dia 12, o magistrado divergiu da tese da AGU (Advocacia-Geral da União) de que o caso deve ser apreciado pelo Pleno do Supremo, antes de pronunciamento da Câmara.

"O despacho de 12 de fevereiro último não transgride a separação de Poderes. Os artigos 5º, inciso I, e 234 do Regimento Interno não contêm as balizas atinentes à admissibilidade de queixa-crime em face do Presidente da República", observou o ministro, antes de indeferir o pedido de reconsideração.

"O Pleno, em 21 de setembro de 2017, ao resolver questão de ordem no inquérito nº 4.483/DF, envolvendo o Presidente da República à época, Michel Miguel Elias Temer Lulia, explicitou, quanto ao procedimento, os contornos extraídos do Texto Maior", continuou, com trechos do voto do ministro-relator Edison Fachin, e dele próprio, no caso envolvendo o ex-presidente Michel Temer (MDB) no “quadrilhão do PMDB” da Câmara.

Segundo Flávio Dino, Jair Bolsonaro o caluniou ao dizer em entrevista à rádio Jovem Pan que teve de cancelar no ano passado uma viagem ao município de Balsas, no sul do Maranhão, por ter tido negado ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional) efetivo da Polícia Militar no seu esquema de segurança.

“A mentira pode ser usada deliberadamente no debate político? O presidente da República, com suas elevadas atribuições, pode costumeiramente mentir?”, questiona o governador no documento.

Ao analisar o caso em fevereiro, Marco Aurélio considerou que, conforme determinado pela Constituição, cabe à Câmara autorizar a instauração de um processo contra o presidente da República. Neste sentido, se dois terços dos deputados votarem favoráveis ao prosseguimento do caso e a queixa-crime foi recebida pelo Supremo, Bolsonaro será afastado de suas funções por até 180 dias. Se os deputados decidirem pelo não prosseguimento da queixa-crime, Jair Bolsonaro responderá na Justiça somente após a conclusão do mandato, em 31 de dezembro de 2022.

Não há prazo para a Câmara analisar o caso.

Olindo Menezes, do TRF-1, manda para primeira instância inquérito da PF que investiga Braide
Política

Investigação apura fatos relacionados à chamada Máfia de Anajatuba. Ele é suspeito de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro

O desembargador federal Olindo Menezes, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, mandou para a primeira instância um inquérito da Polícia Federal que investiga a suspeita de participação de Eduardo Braide (Podemos), prefeito de São Luís, em um caso de suposto desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro à época em que ele era deputado estadual. A decisão foi publicada na terça-feira 16.

O magistrado entendeu que a corte não possui competência para processamento e julgamento do caso, por ausência de foro privilegiado de Braide. Com isso, ele revogou decisão anterior, tomada em setembro 2019, de remessa dos autos ao STF (Supremo Tribunal Federal), e julgou prejudicado os embargos de declaração protocolados pela defesa de Eduardo Braide naquele mesmo ano.

A investigação ficará agora aos cuidados da Justiça Federal do Maranhão, inclusive de um outro inquérito, de 2018, relacionado à quebra de sigilo bancário. Ambos seguem sob segredo de Justiça.

Conforme mostrou ponto a ponto o ATUAL7, a apuração que resultou no procedimento investigatório contra Eduardo Braide foi iniciada em 2014, a partir de notícia crime aberta com base em movimentações financeiras atípicas envolvendo o então parlamentar e as sociedades empresarias Vieira e Bezerra Ltda - ME, A.J.F Júnior Batista Vieira - ME, Escutec - Pesquisas de Mercado e de Opinião Pública Ltda e A4 Serviços e Entretenimento Ltda, também alvos da apuração. O inquérito, porém, foi instaurado pela PF, por solicitação da Procuradoria Regional da República da 1ª Região, apenas em 2016.

A investigação, vem mostrando o ATUAL7 desde quando Eduardo Braide ainda ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Maranhão, tem relação com fatos apurados pela Polícia Federal e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Maranhão, na operação que desbaratou a chamada Máfia de Anajatuba, em outubro de 2015. Parte das reportagens teve de ser retirada do ar, por determinação do Poder Judiciário do Maranhão, que decidiu censurar as informações.

Durante a campanha eleitoral de 2020, quando abandonou o perfil técnico e adotou o de político raposa, apesar de ter constituído defesa nos autos no TRF-1, às custas de dinheiro de fundo público, Braide faltou com a verdade e afirmou, por diversas vezes, que não era nem nunca foi investigado pelo Polícia Federal.

Sob Fábio Gentil, Caxias tem a pior avaliação em transparência no MA, aponta CGU
Política

Dos 665 municípios com mais de 50 mil habitantes do país, Princesa do Sertão maranhense ocupa a 660ª posição no ranking geral da 2ª edição da Escala Brasil Transparente – Avaliação 360º

O desempenho do município de Caxias em transparência pública piorou nos últimos dois anos. É o que mostra o resultado da 2ª edição da Escala Brasil Transparente – Avaliação 360º, da CGU (Controladoria-Geral da da União), divulgado na última segunda-feira 15.

A iniciativa busca verificar o grau de cumprimento de dispositivos da LAI (Lei de Acesso à Informação) e de outros normativos sobre transparência pública em todos os estados, no Distrito Federal e nos 665 municípios com mais de 50 mil habitantes. Governado por Flávio Dino (PCdoB), o Maranhão segue pior do que 15 estados e o Distrito Federal.

Desde 2017, a prefeitura de Caxias está sob domínio do engenheiro civil Fábio Gentil (Republicanos), que antes de chegar ao Palácio da Cidade exerceu o mandato de vereador, cargo responsável justamente por fiscalizar a transparência da gestão pública, por cinco vezes. No início do ano, usando a própria gestão como exemplo, Gentil tentou a presidência da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), mas foi derrotado por Erlânio Xavier (PDT).

Na avaliação de 2018 da Escala Brasil Transparente – Avaliação 360º, a Princesa do Sertão maranhense ocupou a 638ª colocação no ranking geral, após obter a nota 3,23 em transparência ativa e passiva. Nesta 2ª edição, caiu para a 660ª posição geral e agora ocupa a rabeira no ranking maranhense, com a mísera nota 2,96. Apenas Capivari, Hortolândia e Embu das Artes, todas em São Paulo, e as cidades de Santo Amaro (BA) e Teófilo Otoni (MG), respectivamente, receberam notas piores e ficaram em colocações abaixo.

Segundo o levantamento da CGU, a gestão de Gentil cumpre apenas parcialmente ou não cumpre a maioria das exigências da LAI, como disponibilização do conteúdo integral dos editais de licitação, acesso aos resultados das licitações ocorridas e disponibilização de consulta de informações sobre servidores públicos do município. O levantamento também não encontrou sistema de envio eletrônico para pedidos pela Lei de Acesso à Informação.