Câmara Municipal de São Luís
Chaguinhas assume Câmara de São Luís com desafio de não atrapalhar Paulo Victor
Política

Posto anômalo é resultado de manobra dos vereadores da capital anilhados pelo Palácio dos Leões. Presidente da Casa voltou ao comando da Secretaria de Cultura do Maranhão

O vereador de quatro mandatos Francisco das Chagas Lima e Silva, o Gaguinhas (Podemos), será empossado nesta segunda-feira (6) como presidente provisório da Câmara Municipal de São Luís, por período indeterminado.

Incomum, o posto anômalo é resultado de manobra dos vereadores da capital anilhados pelo Palácio dos Leões, com objetivo de forçar legalidade à licença frankenstein concedida ao vereador Paulo Victor (PCdoB), presidente de fato da Casa, que não quer perder de modo definitivo o poder de articulação nem o controle dos cofres e trabalhos do Legislativo ludovicense.

O orçamento da CMSL previsto para 2023 é de R$ 135 milhões.

Afamado pelo temperamento inconstante, Chaguinhas terá como principal desafio não atrapalhar os planos eleitoral e político traçados por Paulo Victor, licenciado do cargo para reassumir a Secretaria de Estado da Cultura no governo Carlos Brandão (PSB), dona de orçamento para este ano de pouco mais de R$ 102 milhões, menor do que o da Câmara. Na Cultura, ele substituirá seu apadrinhado, Yuri Arruda.

Como ocorre desde o São João de 2022, parte desses recursos deve ser destinada para custeio de brincadeiras indicadas pelos vereadores de São Luís, relacionadas ao setor.

Embora não tenha sido ungido por Brandão, como apostava, para uma pasta turbinada que toque programas relevantes e que entregue obras sociais e investimentos em infraestrutura diretamente à população, o presidente licenciado da Câmara de São Luís ainda não abandonou totalmente o propósito de disputar a prefeitura da capital nas eleições de 2024.

O plano é usar o trampolim da máquina no primeiro escalão do governo para garantir maior visibilidade e, por conseguinte, capilaridade eleitoral. Sob promessa pública de que não tentará repetir o mandato de vereador, se o projeto falhar e não der certo conquistar a cabeça da chapa, se contentará com a vice.

Já Chaguinhas, que carrega ainda o histórico de fazer jogo duplo sempre que contrariado, se realmente andar na linha conforme combinado, ele permanecerá no comando da Câmara até o fim da legislatura. No posto, terá poderes até para fazer o filho, Júnior Chaguinhas, seu substituto no Legislativo municipal, como pretende.

Câmara de São Luís retoma trabalhos com foco em novo Plano Diretor
Política

Texto reenviado pela gestão Eduardo Braide ao Legislativo municipal contém omissões e equívocos, segundo Ministério Público. Último projeto foi aprovado em 2006, há mais de 15 anos

Vereadores de São Luís retornam aos trabalhos a partir das 9h desta segunda-feira (6), depois de quase um mês de recesso, com desafio de avançar e finalmente aprovar o novo Plano Diretor da capital. O tema é considerado prioritário para o novo presidente do Legislativo municipal, Paulo Victor (PCdoB).

Desde que assumiu o comando da Casa, em janeiro passado, o parlamentar tem sinalizado que pretende finalizar a questão antes de se licenciar do cargo no próximo mês para assumir uma pasta no governo Carlos Brandão (PSB) –visando alcançar maior visibilidade e capilaridade eleitoral para a disputa de 2024 contra Eduardo Braide (PSD) pelo Palácio de La Ravardière.

“Estamos comprometidos em trabalhar com empenho e empatia para que a população seja sempre beneficiada e tenha seus direitos assegurados. Com muita fé, vamos fazer uma gestão que trará desenvolvimento para a nossa São Luís”, declarou.

O último Plano Diretor de São Luís, que é o conjunto de regras que orienta o desenvolvimento da cidade e seu zoneamento, foi aprovado em 2006, há mais de 15 anos. Pela Lei Federal nº 10.257/2001, conhecida como Estatuto da Cidade, que regulamenta dispositivos da Constituição relacionados à diretrizes gerais da política urbana, os municípios com mais de 20 mil habitantes devem realizar esse trabalho, pelo menos, a cada 10 anos.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com base em resultado prévio do Censo Demográfico 2022, divulgado em dezembro do ano passado, São Luís possui cerca de 1,1 milhão de habitantes.

A revisão do Plano Diretor é necessária para que gestão pública municipal e população, a partir de uma leitura real, repensem conjuntamente a cidade em relação as questões físico, ambiental, econômico e social. Obrigatoriamente, esse processo deve contar com participação social que envolva toda a cidade.

Por determinação de Paulo Victor, essas discussões foram iniciadas durante o recesso, por comissão formada por seis vereadores, sob a presidência de Astro de Ogum (PCdoB) e relatoria de Gutemberg Araújo (PSC). Integram ainda Edson Gaguinho (União Brasil), Francisco Chaguinhas (Podemos), Aldir Júnior (PL) e Coletivo Nós (PT).

No período, por meio de reuniões e audiências, foi dado início a diálogo amplo sobre a revisão do projeto com entidades da sociedade civil e empresariais, representantes da prefeitura, técnicos, membros do Ministério Público e com a população.

Um relatório prévio, com base nos estudos e avaliações feitas durante as discussões iniciais, deverá ser apresentado no plenário Simão Estácio da Silveira, com disponibilidade para acesso público por meio do site institucional da Casa, ainda nesta semana.

A expectativa é de que o texto final seja aprovado até o próximo mês de março.

A revisão do Plano Diretor chegou a ser discutida entre 2014 e 2019, com diversos debates sobre os impactos da mudança da legislação no modelo de crescimento e ocupação da capital do estado.

Contudo, devido uma série de irregularidades no projeto apontadas pelo Ministério Público maranhense, incluindo falta de transparência no processo, a proposta teve de retornar à prefeitura de São Luís, para adequações ao Estatuto da Cidade e a outras legislações relacionadas.

Recentemente, sob a gestão Braide, a norma foi finalmente reenviada à Câmara, mas sem nenhuma modificação.

No fim de janeiro, durante uma das audiências públicas realizadas pela CMSL para discutir a revisão do projeto, o promotor de Justiça Luís Fernando Barreto, coordenador do CAO (Centro de Apoio Operacional) do Meio Ambiente, Urbanismo e Patrimônio Público, fez uma explanação sobre os aspectos constitucionais do Plano Diretor e ressaltou a preocupação com a redução da zona rural de São Luís.

Segundo declarou, o texto atual contém “omissões técnicas e equívocos legais”, o que poderá resultar na rejeição integral do Plano Diretor ou na judicialização com possível declaração de nulidade.

Falta de transparência sobre recadastramento de servidores marca início da gestão Paulo Victor na Câmara
Política

Novo presidente da CMSL não quis se posicionar sobre o assunto. Segundo dados mais recentes da Casa, de novembro, Legislativo municipal tinha quase 1,2 mil servidores. Folha de pessoal ultrapassa o valor de R$ 4 milhões por mês

A falta de transparência sobre o resultado do recadastramento dos servidores da Câmara Municipal de São Luís dificulta o controle social e marca o início da gestão Paulo Victor (PCdoB), novo presidente do Legislativo ludovicense pelo biênio 2023-2024.

Iniciada no dia 5 de janeiro, a medida tinha prazo de encerramento previsto para o último dia 16. Contudo, passadas duas semanas, até o momento, não houve a divulgação de qualquer informação a respeito.

No site instituição da Casa, a última publicação sobre a campanha é do dia 9 de janeiro, comunicando sobre a fase presencial. Um aviso no topo do site foi desabilitado, e não está mais no ar, sugerindo a conclusão do levantamento.

Questionada pelo ATUAL7 em e-mail enviado desde a data marcada para encerramento do recadastramento, a CMSL não retornou o contato.

O próprio vereador Paulo Victor não quis comentar sobre o assunto, preferindo indicar que a solicitação de informação fosse feita diretamente à assessoria da Câmara –que voltou a ser procurada, mas permaneceu sem se manifestar.

O novo presidente da Câmara de São Luís é pré-candidato a prefeito da capital, e se movimenta para ser o nome do governador Carlos Brandão (PSB) na disputa.

Segundo advertido pela nova gestão do Legislativo da capital, a medida tinha caráter obrigatório a todos os servidores. Aqueles que não realizassem o recadastramento poderiam ter seus vencimentos suspensos, até que a regularização da situação funcional.

No Portal de Transparência da Câmara, segundo a atualização mais recente, até novembro de 2022, o número de servidores do Legislativo municipal era de quase 1,2 mil. Somado ao salário do vereadores, o custo mensal da Casa com a folha de pessoal ultrapassa o valor de R$ 4 milhões.

Câmara de São Luís aprova Orçamento de R$ 4,3 bilhões para gestão Braide em ano pré-eleitoral
Política

Destinação para Coliseu, que está em liquidação, é de R$ 13,7 milhões. Valor é maior do que os previstos para pastas de Desporto e Lazer e de Turismo

Após cerca de três meses de embate com o Palácio de La Ravardière e entre os próprios pares, a Câmara Municipal de São Luís aprovou nessa quarta-feira (11) o Orçamento de 2023, em segunda e definitiva votação, no valor de R$ 4,3 bilhões. O texto, que vai à sanção, define as receitas e os gastos da gestão Eduardo Braide (PSB) durante o ano pré-eleitoral.

No projeto aprovado, a previsão da despesa fixada é de R$ 4,3 bilhões. O mesmo valor é estimado para a receita total.

Formalmente, a aprovação deu início ao recesso dos parlamentares ludovicenses, que retornarão aos trabalhos em 6 de fevereiro –quatro dias depois do determinado no regimento interno da Casa. Oficialmente, porém, já estavam de folga desde o dia 22 de dezembro.

Para votar o texto, os vereadores realizaram quatro sessões extraordinárias.

Apesar da demora, sem transparência sobre o tipo de acordo selado à portas fechadas com Braide, os vereadores decidiram aprovar a Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado à Câmara conforme o formato original. Durante a sessão, sem grande resistência, todas as mais de 80 emendas que haviam sido apresentadas foram retiradas do texto.

O relator na Comissão de Orçamento da Casa foi o vereador Thyago Freitas (DC). O Legislativo da capital reúne 31 parlamentares.

O documento aprovado pela CMSL de forma unânime prevê a destinação neste ano de R$ 963,3 milhões para a educação, R$ 1 bilhão para a saúde e R$ 420 milhões para obras e serviços públicos.

A Coliseu (Companhia de Limpeza e Serviços Urbanos), que está em processo de liquidação extrajudicial, terá orçamento de R$ 13,7 milhões. O valor é maior dos previstos para as pastas municipais de Desporto e Lazer, de R$ 7,8 milhões, e de Turismo, apenas R$ 4,3 milhões.

De olho em 2024, Paulo Victor assume Câmara com desafio de superar Duarte Júnior e domar Chaguinhas
Política

Adversário interno, deputado federal tem trabalho positivo no Procon-MA e já demonstrou ser uma máquina de votos em São Luís. 1º vice-presidente da CMSL é conhecido pelo temperamento explosivo e por jogar dos dois lados

Há cerca de um ano, a ambição do vereador de primeiro mandato Paulo Victor (PCdoB) era se eleger presidente da Câmara de São Luís. Desde o último domingo (1º), ele passou a comandar pelo próximo biênio o mais alto orçamento de Poder Legislativo municipal no Maranhão, e agora tenta despontar como principal nome do Palácio dos Leões para a corrida eleitoral de 2024 à prefeitura de São Luís.

Antes de enfrentar o atua gestor da capital, Eduardo Braide (PSD), porém, precisará primeiro triunfar em disputa interna contra o deputado federal Duarte Júnior (PSB-MA), que tem trabalho positivo no Procon (Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor) do Maranhão e já provou e comprovou ser uma máquina eleitoral de votos em São Luís. Também terá de controlar o temperamento explosivo do 1º vice-presidente da Câmara, vereador Francisco Chaguinhas (Podemos).

Mais próximo do governador Carlos Brandão (PSB) e do irmão do mandatário, o empresário Marcus Brandão, do que Duarte Júnior, PV, como é conhecido o parlamentar municipal, já tem plano traçado para empenhar-se em superar o adversário íntimo: durante os próximos dois meses, o foco seria organizar de forma relâmpago a administração institucional da Câmara de São Luís para, entre fevereiro e março, passar a ocupar uma pasta turbinada que toca programas relevantes e entrega obras sociais e investimentos em infraestrutura diretamente à população ludovicense.

Na mira, conforme mostrou o ATUAL7, estão a Segov (Secretaria de Estado de Governo), que integra o primeiro escalão da gestão estadual, e a Agem (Agência Executiva Metropolitana), atualmente sob o guarda-chuva da Secretaria de Cidades e Desenvolvimento Urbano.

Com o eventual retorno ao governo Brandão, calculam aliados, Paulo Victor teria vitrines para o embate e se consolidaria como gestor popular, fatores considerados essenciais para a disputa.

Ao se licenciar do comando da Câmara de São Luís, porém, o chefe do Legislativo ludovicense deixaria como interino e dominador de R$ 135 milhões de orçamento Francisco Chaguinhas. O parlamentar, que já está no quarto mandato e tem histórico de fazer jogo duplo, sempre que contrariado, principalmente em questões envolvendo asfalto, tem o costume de usar as redes sociais e a tribuna da Casa para desabafar contra aliados.

Nos últimos dois anos, o próprio Paulo Victor já foi alvo de diversos ataques do hoje 1º vice-presidente da Câmara, comumente também envolvendo a vereadora Fátima Araújo (PCdoB).

“Antes do poder você é uma coisa, mas quando chega o poder você é outra totalmente diferente”, alfinetou Chaguinhas em abril do ano passado, ao expor contendas de bastidor sobre a liderança e grupo formado pelo agora chefe do Legislativo municipal.

A nova cúpula da Câmara de São Luís é formada ainda pelos vereadores Ribeiro Neto (Patriota), como 2º vice-presidente; Edson Gaguinho (União Brasil), como 3º vice-presidente; Aldir Júnior (PL), como 1º secretário; Beto Castro (Avante), como 2º secretário; Fátima Araújo (PCdoB), como 3º secretária; Andrey Monteiro (Republicanos), como 4º secretário; e Antônio Garcez (sem partido), como 5º secretário.

Apenas 11 dos 31 vereadores de São Luís comparecem ao 1º dia de retorno aos trabalhos
Política

Gazeteio capitaneado por Paulo Victor não gerará desconto nos vencimentos dos parlamentares ausentes, que combinaram justificar atividade externa

O 1º dia do retorno dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de São Luís teve a participação de apenas 11 dos 31 vereadores eleitos pela população ludovicense em 2020.

Detalhadamente, participaram presencialmente de todo o ato, desde a execução do Hino Nacional e hasteamento das bandeiras de São Luís, do Maranhão e do Brasil, apenas sete parlamentares: o presidente do Legislativo municipal, Osmar Filho (PDT), e os vereadores Gutemberg Araújo (PSC), Raimundo Penha (PDT), Álvaro Pires (PMN), Octávio Soeiro (Podemos), Marcos Castro (PMN) e Nato Júnior (PDT).

Posteriormente, compareceu presencialmente Marlon Botão (PSB). Silvana Noely (PTB) chegou atrasada, já próximo do final da solenidade, e Ribeiro Neto (PMN) limitou-se à uma passadinha rápida. Chico Carvalho (PSL) participou de forma remota, pela plataforma da Casa.

O ATUAL7 apurou que o gazeteio, que não gerará desconto algum nos vencimentos dos parlamentares faltantes, foi uma arruaça esdrúxula capitaneada pelo vereador Paulo Victor (PCdoB) e sectários, aderida por aliados da gestão do prefeito Eduardo Braide (Podemos) que estão em rebelião contra o Palácio de La Ravardière por conta de emendas parlamentares não liberadas e cargos na máquina pública municipal não cedidos.

Embora formalmente convidado, Braide também não compareceu ao ato, preferindo enviar a vice-prefeita Ermênia Miranda (PSD) para representá-lo na solenidade, que não foi transmitida pela internet devido problemas técnicos no computador servidor e câmeras da Casa –o que também pode comprometer a transparência dos trabalhos da CPI do Transporte Público.

Desde a fundação da Câmara de São Luís, há 402 anos, foi a primeira vez na história do Poder Legislativo da capital que os trabalhos da Casa foram retomados com baixa presença de vereadores.

Para o recebimento integral dos vencimentos, segundo apurou o ATUAL7, os gazeteiros combinaram justificar à Mesa Diretora que estavam em atividade externa, em um dos endereços ligados ao vereador Astro de Ogum (PCdoB).

Ronaldo Maciel se declara suspeito para julgar caso de desvio de emendas da Câmara de São Luís
Política

Magistrado da 1º Vara Criminal alegou ter constatado que um dos denunciados joga na mesma equipe de futebol que ele

O juiz Ronaldo Maciel, responsável pela 1ª Vara Criminal de São Luís, se declarou suspeito e deixou de atuar no caso de desvio de emendas parlamentares de vereadores da Câmara da capital.

Em agosto último, o magistrado aceitou denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), do Ministério Público do Maranhão, e tornou réus 14 pessoas pela prática dos crimes de peculato em contexto de organização criminosa, com a participação de funcionário público.

Na terça-feira (9), porém, ele decidiu se declarar suspeito para conduzir a ação penal, por questão de foro íntimo.

Segundo Maciel, após o recebimento da denúncia, verificou que um dos denunciados joga na mesma equipe de futebol que ele.

“Após o recebimento da denúncia, constatei que um dos denunciados, o senhor JORGE LUÍS DE CASTRO FONSECA, que, de início, não tinha ligado o nome à pessoa, joga na mesma equipe de futebol que esse magistrado integra, equipe Fortaleza, categoria Cinquentão, pelo campeonato da APCEF/MA, o que pode ser facilmente constatado em uma simples pesquisa ao site campeonatoapcefma.com.br”, escreveu.

Ainda de acordo com o magistrado, este fato, por si só, não caracteriza nenhuma das hipóteses inseridas no artigo 254 do CPP (Código de Processo Penal), mas o “coloca em situação bastante desconfortável” para continuar presidindo o processo.

“Diante do exposto, declaro a minha suspeição, por questão de foro íntimo, e de caráter superveniente ao recebimento da denúncia, para processar e julgar a presente ação penal, e por se tratar de Unidade Especializada, determino que a secretaria judicial oficie à Corregedoria Geral de Justiça, para designação de outro magistrado para presidir os presentes autos”, concluiu.

Nessa quarta-feira (10), o ATUAL7 mostrou que um dos denunciados pelo Gaeco, ex-secretário municipal de Esportes e Lazer, Rommeo Amin, mesmo após haver se tornado réu, permanece ocupando o cargo em comissão de gestor da Unidade de Articulação Institucional da Secid (Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano).

A pasta tem como titular o deputado federal licenciado Márcio Jerry, que é presidente do PCdoB, partido de Amin, no Maranhão. A permanência do correlegionário na Secid contraria o discurso crítico à chamada velha política que Jerry usou para chegar ao poder.

Na Secid, Amin representa Jerry em ações coordenadas pela pasta. Na semana passada, por exemplo, participou representando o chefe da certificação de 60 beneficiários de cursos profissionalizantes de confeitaria, pastelaria e auxiliar de serviços gerais, oferecidos pelo governo Flávio Dino –que também era do PCdoB, mas mudou-se para o PSB de olho em 2022.

Além disso, no Portal da Transparência do governo do Estado, o registro de Rommeo Amin está cadastrado de forma incorreta, como Ammin, dificultando o controle social, já que a busca pelo nome correto não retorna resultado.

Também são réus na ação penal o ex-vereador da capital Antônio Isaías Pereira Filho, o Pereirinha (PSL); os servidores da Semdel à época dos fatos, Jorge Luís Castro Fonseca, José Rogério Sena e Silva, Domingos Ferreira da Silva e Adriana de Guimarães Silva; o presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Sacavém, Luís Carlos Ramos; a tesoureira da entidade, Rafaela Duarte Fernandes; o contador Paulo Roberto Barros Gomes; e os funcionários da Câmara Municipal de São Luís à época dos fatos, Ney Almeida Duarte, Roberto Fabiano Veiga da Silva, Aldo Carneiro Pinheiro, Paulo César Ferreira Silva e Marcelo de Jesus Machado.

Vereadores reúnem assinaturas para criar CPI do Transporte Público de São Luís
Política

Instalação da comissão agora depende do presidente da Câmara, Osmar Filho

Os vereadores Francisco Carvalho (PSL) e Marquinhos Silva (DEM) reuniram assinaturas suficientes e protocolaram, cada, pedidos paralelos para instalação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara Municipal de São Luís com objetivo de investigar suposto descumprimento nos contratos de concessão do transporte público entre a prefeitura da capital e empresas de ônibus vencedoras do certame.

O requerimento de Carvalho, primeiro a ser formalmente apresentado, ainda na segunda-feira (1º), via sistema eletrônico interno, conta com as 11 assinaturas necessárias para protocolar o pedido na Casa, e o de Silva tem uma assinatura a mais, mas foi apresentado apenas durante a sessão dessa quarta-feira (3).

Ainda assim, o presidente da sessão, Gutemberg Araújo (PSC), decidiu acolher ambos e encaminhar os documentos para a Procuradoria da Câmara, que deve analisar os termos dos requerimentos para, caso preenchido os requisitos legais, emitir parecer sobre a instalação de duas CPIs ou juntar os dois pedidos e formar apenas uma comissão especial de inquérito, possivelmente com fato determinante da apuração mais abrangente.

Após a emissão do parecer da Procuradoria, caberá ao presidente da Câmara de São Luís, Osmar Filho (PDT), decidir de instaura ou não a CPI. Pelo regimento interno do Parlamento municipal, o chefe da Casa é o responsável por indicar os vereadores que comporão a comissão. As indicações devem levar em conta a representação proporcional partidária, e o presidente do colegiado deve ser, obrigatoriamente, o autor da proposta.

O requerimento apresentado por Francisco Carvalho conta com o apoio quase integral de vereadores aliados do prefeito Eduardo Braide (Podemos) na Câmara. Já o do vereador Marquinhos Silva, de parlamentares da oposição.

A discussão sobre a instalação de uma CPI do Transporte Público de São Luís na Câmara de vereadores surgiu por pressão popular, principalmente nas redes sociais, em meio à paralisação dos rodoviários por quase duas semanas, em que 100% da frota dos ônibus foi mantida nas garagens, prejudicando os mais de 700 mil usuários de transporte coletivo da capital maranhense.

Embora a greve tenha sido encerrada, não houve transparência por parte da gestão municipal sobre a negociação para por fim ao movimento paredista, nem sobre a origem dos R$ 12 milhões que a prefeitura acertou pagar em subsídios às empresas de ônibus até o final deste ano. Deste modo, a CPI pretende também abrir e tornar públicas as planilhas que estabelecem os valores pagos pelo município e pelo usuário final para a manutenção do sistema.

O contrato assinado entre o SET (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís) e a empresa operadora do sistema de bilhetagem eletrônica da capital, a Dataprom, também será alvo da CPI.

Paralelo à discussão sobre a instalação da comissão especial de inquérito na Câmara, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão também abriu fiscalização de acompanhamento, como é chamada internamento esse tipo de apuração, e pretende fazer uma varredura nos contratos do transporte público celebrados pela prefeitura.

Eduardo Nicolau visita Câmara de São Luís em meio à devassa do Ministério Público em folha de pagamento da Casa
Política

Inquérito apura possíveis irregularidades na composição do quadro de servidores do Palácio Pedro Neiva de Santana e de seus respectivos salários

O chefe da PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça), Eduardo Nicolau, esteve nessa quarta-feira (1º) na Câmara Municipal de São Luís, segundo assessoria do Ministério Público do Maranhão, com objetivo de agradecer o apoio da Casa ao projeto das Promotorias de Justiça Distritais.

A visita ocorre em meio à devassa do órgão de fiscalização na folha de pagamento do Poder Legislativo municipal.

Instaurado há pouco mais de um mês, um inquérito civil apura possíveis irregularidades no Portal da Transparência mantido pela Câmara de São Luís em relação às informações dos cargos que compõem o quadro de servidores do Palácio Pedro Neiva de Santana e de seus respectivos salários.

A investigação está sendo conduzida no âmbito da 31ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, sob responsabilidade do promotor Zanony Passos Silva Filho.

No bojo da apuração, em agosto, o Ministério Público solicitou à Diretoria de Recursos Humanos da CMSL planilha detalhada com número total de servidores na Casa (quantitativo total), especificando a natureza do vínculo junto ao cargo (quantitativo específico), emprego (quantitativo específico) ou função (quantitativo específico) públicas.

Por determinação do vereador Osmar Filho (PDT), que preside a Câmara de São Luís, o procurador-geral daquele Poder, Vitor Eduardo Marques Cardoso, esteve recentemente naquela promotoria especializada em busca de informações a respeito do inquérito.

Além da devassa na folha de pagamento da Câmara, vem mostrando o ATUAL7, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), o Ministério Público avança em investigações sobre suposto desvio de emendas parlamentares, por meio de suposta organização criminosa especializada na prática de crimes de subtração de recursos públicos, falsidade documental e corrupção ativa e passiva.

As apurações do Gaeco resultam da primeira fase da Operação Faz de Conta, deflagrada em novembro de 2019. Recentemente, a 1ª Vara Criminal de São Luís decidiu tornar réus e abrir ação penal contra 14 pessoas envolvidas no suposto esquema, entre elas Rommeo Pinheiro Amin Castro (PCdoB), ex-secretário municipal de Esportes e Lazer, e Antônio Isaías Pereira Filho, mais conhecido como Pereirinha (PSL), ex-vereador da capital.

Justiça decide tornar réus Rommeo Amin, Pereirinha e outros 12 por suposto desvio de emendas parlamentares
Política

Gaeco avança em novas frentes de investigações que podem alcançar vereadores e outros ex-vereadores de São Luís. Movimentações suspeitas já chegam a R$ 19 milhões

A 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu tornar réus e abrir ação penal contra 14 pessoas por suposto desvio de emendas parlamentares da Câmara Municipal de São Luís.

A denúncia foi apresentada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) do Ministério Público estadual em 13 junho, com base em investigações da primeira fase da Operação Faz de Conta, deflagrada em novembro de 2019 com objetivo de desarticular suposta organização criminosa especializada na prática de crimes de subtração de recursos públicos, falsidade documental e corrupção ativa e passiva.

Foram denunciados por organização criminosa, associação com funcionário público, embaraço às investigações e peculato Rommeo Pinheiro Amin Castro (PCdoB, foto), ex-secretário municipal de Esportes e Lazer, e os servidores da pasta Jorge Luís Castro Fonseca, José Rogério Sena e Silva, Domingos Ferreira da Silva e Adriana de Guimarães Silva; Luís Carlos Ramos, presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Sacavém; Rafaela Duarte Fernandes, tesoureira da entidade; o contador Paulo Roberto Barros Gomes; e Ney Almeida Duarte, Roberto Fabiano Veiga da Silva, Aldo Carneiro Pinheiro, Paulo César Ferreira Silva e Marcelo de Jesus Machado, funcionários da Câmara Municipal de São Luís.

Também foi denunciado Antônio Isaías Pereira Filho, conhecido como Pereirinha (PSL), ex-vereador da capital.

O ATUAL7 não conseguiu o contato da defesa de nenhum deles. O espaço segue aberto para manifestação.

Segundo o Gaeco, os denunciados constituíram e integraram uma organização estruturalmente ordenada, caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com o objetivo de obterem vantagens mediante a prática de infrações penais.

Paralelo à denúncia, vem mostrando o ATUAL7, o Ministério Público vem avançando, por meio do Gaeco, em novas frentes de investigações que podem alcançar vereadores e outros ex-vereadores da Câmara da capital.

As movimentações suspeitas da suposta organização criminosa, de acordo com as investigações, já chegam a R$ 19 milhões. O valor é mais de 100% maior do que o inicialmente apurado, R$ 1,7 milhão.

Gaeco volta a atuar em investigação sobre suposto desvio de emendas de vereadores de São Luís
Política

Valor apurado chega a R$ 19 milhões. Embora não tenham sido alvo de mandados de prisão nem de busca e apreensão, Sá Marques e Edson Gaguinho tentaram habeas corpus preventivo no TJ

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) voltou a atuar na apuração do Ministério Público do Maranhão sobre suposto desvio de emendas parlamentares de vereadores de São Luís.

Os autos físicos retornaram ao gabinete do Gaeco, por declínio, desde maio último, “tendo em vista a existência de investigação em curso”, o que sugere a iminência de nova fase da Operação Faz de Conta, ofensiva deflagrada em novembro de 2019 com objetivo de desarticular suposta organização criminosa especializada na prática de crimes de subtração de recursos públicos, falsidade documental e corrupção ativa e passiva.

A Semdel (Secretaria Municipal de Desportos e Lazer) e o Icrim (Instituto de Criminalística) do Maranhão estão entre os alvos, respectivamente, de buscas recentes de informações a respeito da aplicação de recursos relacionados às emendas parlamentares e de realização de perícia grafotécnica em documentos.

Com autorização judicial para medidas de interceptação telefônica, quebra de sigilo bancário e fiscal, interceptação telemática –incluindo WhatsApp, interrogatório dos investigados, oitivas de testemunhas e colaboração premiada relacionadas à primeira fase da operação, o avanço das investigações pode alcançar vereadores e ex-vereadores da Câmara Municipal de São Luís.

De acordo com levantamentos do Gaeco, as movimentações suspeitas da suposta orcrim, mostrou o ATUAL7, já chegam a R$ 19 milhões. O valor é mais de 100% maior do que o inicialmente apurado, R$ 1,7 milhão.

Na época da deflagração da Faz de Conta, embora não tenham sido alvo de nenhum dos mandados expedidos de prisão temporária nem de busca e apreensão, Sá Marques (Podemos) e Edson Gaguinho (DEM) chegaram a entrar com pedido de habeas corpus preventivo no Tribunal de Justiça do Maranhão. O primeiro teve o pedido indeferido, enquanto o segundo requereu a desistência, ambos sob análise do desembargador João Santana Sousa.

Além da ação penal que tramita na 1ª Vara Criminal de São Luís, privativa para processamento e julgamento dos crimes de organização criminosa, outras apurações paralelas relacionadas à possível falsificação do Atestado de Existência e Regular Funcionamento, supostamente expedidos pela 2ª Promotoria de Fundações e Entidades de Interesse Social, estão sendo conduzidas pelo Gaeco.

Segundo as investigações, a Semdel, atualmente ocupada pelo ex-vereador Ricardo Diniz (DEM), teria sido utilizada para escoar os recursos públicos por meio de convênios assinados entre a Prefeitura de São Luís, então sob Edivaldo Holanda Júnior (PSD), e três associações privadas de interesse social: Instituto Periferia, Instituto Renascer Social e Associação de Moradores do Sacavém. Todos teriam utilizado atestados fraudados.

O próprio Diniz, enquanto vereador, destinou recursos para um dos institutos investigados.

Todo o dinheiro movimentado, ainda segundo a apuração do Gaeco, é oriundo de emendas parlamentares de vereadores da capital, e pode ter sido repartido pelo suposto grupo criminoso da seguinte forma: 5% do valor à entidade social, 10% a 15% destinado ao projeto/contador e o restante dos recursos devolvido aos vereadores autores das emendas.

Câmara de São Luís aprova auxílio emergencial, mas rejeita emendas pró-artistas e entidades culturais
Economia

Texto enviado por Eduardo Braide torna a lei excludente e sem a participação do Conselho Municipal de Cultura

A Câmara Municipal de São Luís aprovou, em primeiro e segundo turno, nesta terça-feira 23, projeto de lei de autoria do Executivo que prevê a concessão, em parcela única, de auxílio emergencial a artistas e entidades culturais sediadas e domiciliadas da capital, afetadas pela crise financeira provocada pela suspensão das atividades carnavalescas em 2021 devido à pandemia do novo coronavírus.

Segundo o projeto, o benefício financeiro terá valor mínimo de R$ 1 mil e máximo de R$ 10 mil. Terão direito ao auxílio, desde que comprovada atuação nos circuitos oficiais do Carnaval de São Luís, nos últimos dois anos: cantores e cantoras; agremiações carnavalescas; blocos e grupos tradicionais; e bandas e grupos musicais.

Demais critérios ainda serão estabelecidos, unilateralmente, pela Secult (Secretaria Municipal de Cultura).

Durante a votação, os vereadores Raimundo Penha (PDT), Astro de Ogum (PCdoB) e Silvana Noely (PTB) chegaram a apresentar emendas para melhorar e adequar o texto original enviado à Casa pelo prefeito Eduardo Braide (Podemos), mas acabaram retirando após acordo com o líder da gestão municipal na Câmara, vereador Marcial Lima (Pode), de que as solicitações serão incluídas no edital de chamamento público. Batista Matos (Patriota), que também apresentaria emenda, recuou após conversa com Marcial, sob a mesma promessa.

O Coletivo Nós (PT) apresentou três emendas ao texto, as duas primeiras para que fossem retirados o trecho que restringe o alcance do benefício apenas àqueles que atuaram nos circuitos oficiais nos últimos dois anos e o que estabelece como beneficiários apenas quatro categorias de fazedores de cultura, por tornarem a lei excludente, e uma terceira para inserir o Conselho Municipal de Cultura na comissão especial que analisará e validará as solicitações do auxílio emergencial.

Apesar de pró-artistas e entidades culturais, todas as emendas foram rejeitadas pela base braidista na Câmara. Atrapalhado, o vereador Andrey Monteiro (Republicanos) precisou registrar oralmente que votou a favor da aprovação de uma das emendas, após ter se posicionado contra durante a votação, e confundido o plenário. “Eu não tinha entendido. É que eu não tinha ouvido direito”, justificou.

O co-vereador Jhonatan Soares, que representa o coletivo petista, precisou ainda repreender o colega de parlamento Francisco Chaguinhas, do Podemos de Braide, que defendeu que a Câmara não deve perder tempo com “discussão” e emendas à proposta enviada à Câmara, mas simplesmente aprovar o texto. Segundo Chaguinhas, se enviou o projeto, “o prefeito deve saber o universo que tem a cultura” de São Luís.

“Se fosse para nós virmos para cá para não poder observar, falar, propor, melhorar, sobretudo para o que for melhor para a população de São Luís, o Coletivo Nós não tinha sido eleito. Não fomos eleitos para aprovar tudo goela abaixo, nós temos posicionamento”, disparou o co-vereador.

Com a aprovação, feita em regime de urgência, o texto segue agora para a sanção do prefeito Eduardo Braide.

Foto: Leonardo Mendonça

Primeira semana tem produtividade baixa na Câmara Municipal de São Luís
Política

Dos 31 vereadores da Casa, apenas cinco já apresentaram algum projeto de lei. Dos novatos, apenas dois estrearam os trabalhos com proposições

O início da nova legislatura e a volta dos vereadores reeleitos à Câmara Municipal de São Luís foi de baixa produtividade. Com demandas urgentes, principalmente na área sanitária, somente cinco dos 31 vereadores apresentaram algum projeto de lei. Foram, ao todo, somente oito propostas. Todas estão sob análise, aguardando aprovação.

Com 46% de renovação dos mandatos, ainda não foi possível observar a oxigenação dos parlamentares em sua atuação. Segundo o sistema legislativo da Casa, até essa terça-feira 9, dos novatos, somente os vereadores Ribeiro Neto (PMN) e Rosana da Saúde (Republicanos) estrearam os trabalhos com proposições.

Os projetos

Partiu de um veterano cobrar transparência da gestão do prefeito Eduardo Braide (Podemos) a lista prioritária de vacinação. Por meio do Projeto de Lei 007/2021, o vereador Umbelino Júnior (PRTB) quer tornar pública uma lista diária de todos os vacinados contra a Covid-19 na capital. De acordo com o texto, a relação constará o nome completo, data da vacina, local de vacinação, grupo prioritário, lotação, cargo e função. O autor da proposição justifica evitar que grupos não prioritários tenham acesso à dose da vacina. “A presente proposição tem por finalidade dar transparência, principalmente nas primeiras fases de imunização contra a Covid-19, que deve ser aos grupos prioritários. Em todo país estamos vendo diariamente denúncias de que pessoas que não fazem parte da linha de frente estão sendo vacinadas”, justifica.

Do vereador Ribeiro Neto (PMN), foi apresentado o Projeto de Lei 011/2021, que autoriza a criação do Fundo Municipal de Combate ao Câncer. A proposta garante o tratamento humanizado aos portadores de câncer, acompanhamento psicológico ao portador e familiares, ajuda de custo para o portador poder realizar o tratamento de forma adequada e desenvolver políticas públicas voltadas para informar e conscientizar a população.

Também tramita na CMSL o Projeto de Lei 009/2021, que cria o Banco Municipal de Aparelhos Auditivos, Próteses Mamárias, Ortopédicas e Oculares em São Luís e permite a doação de materiais usados ou novos pela comunidade ou de empresas privadas, como cadeira de rodas e de banho, muleta, andador, bengala, cama hospitalar, tipoia, prótese etc. A ideia é fornecer pelo SUS os materiais e intercambiar pacientes que já usaram esses materiais e não necessitam mais do auxílio. “Muitas são as pessoas que precisaram utilizar algum tipo destes materiais, e tiveram condições de adquiri-los, mas que hoje por não terem mais necessidade de utilizá-los, não possuem um local em que possam destiná-los, desta forma, acabam descartando-os ou deixando em casa sem nenhuma utilidade”, justifica o vereador Raimundo Penha (PDT), autor da proposta.

Já a vereadora Rosana da Saúde (Republicanos) quer tornar como atividade essencial as igrejas e templos de qualquer culto durante o período da pandemia. O Projeto de Lei 005/2021 quer deixar expresso a vedação que determine o fechamento total dos locais. Projeto semelhante foi apresentado na Assembleia Legislativa do Maranhão pela deputada estadual Mical Damasceno (PTB). Assim como Rosana, Mical representa o segmento evangélico e quis determinar em todo estado, por força de lei, que o culto à religião fosse considerado essencial durante a pandemia. Apresentado em 14 de abril de 2020, o projeto de Mical não foi apreciado pela Alema, ainda. Na Câmara, o projeto foi protocolado no dia 26 de janeiro do corrente ano.

Alteração do calendário

Três projetos querem alterar o calendário ludovicense. O vereador Gutemberg Araújo (PSC) sugeriu a alteração do calendário em dois projetos de lei com a criação de datas comemorativas às comunidades portuguesa e libanesa, enquanto a vereadora Rosana da Saúde quer criar o Dia Municipal de Combate e Enfrentamento ao Novo Coronavírus. Gutemberg também sugeriu a criação de olimpíadas para profissionais da saúde.

Coletivo Nós quer rediscussão de Plano Diretor e levar saneamento básico para periferia
Política

Filiada ao PT, iniciativa é construída por três co-vereadores e três co-vereadoras. Todos têm em comum a militância de base na Pastoral da Juventude, da Igreja Católica

Nas eleições de 2020, o Maranhão, ou melhor, São Luís teve a experiência de eleger a primeira candidatura coletiva do estado, iniciativa ainda vinculada a partidos de esquerda, disseminada no Brasil a partir de uma campanha exitosa para a Assembleia Legislativa de São Paulo em 2018. Apesar de não ter sido a única candidatura coletiva a se colocar à disposição do eleitorado da capital, o Coletivo Nós (PT) formado por Jhonatan Soares, Flávia Almeida Reis, Delmar Matias, Eunice Costa, Maria Raimunda e Enilson Ribeiro foi quem teve a aprovação nas urnas, com 2.110 votos.

Os três co-vereadores e as três co-vereadoras têm em comum a militância de base, tendo como berçário a Pastoral da Juventude, da Igreja Católica. Para eles, o mandato coletivo representa um resgate do próprio Partido dos Trabalhadores, que busca uma reconexão com suas origens, depois das últimas derrotas políticas e eleitorais.

“Esse mandato tem uma representatividade muito forte, grande e bonita. Para nós, pelo fato de ser o primeiro mandato coletivo eleito no Maranhão e ser um mandato da capital e do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, sobretudo, porque o PT que é o maior partido de esquerda da América Latina, é o momento de renovação, de ressignificar, de voltar às nossas origens, melhor dizendo, e de fortalecer a nossa luta e mostrar, sobretudo, que nós sempre estivemos ao lado do povo”, diz Jhonatan Soares, que, como ele próprio diz, “emprestou o CPF” para o coletivo disputar a eleição. Foi Jhonatan quem apareceu como candidato oficial do coletivo, com nome e foto na urna eletrônica, e agora representa legalmente o mandato no plenário da Câmara Municipal de São Luís, para apresentar projetos de lei e discursar na tribuna.

Mas o fato de “emprestar o CPF” é mera formalidade, conforme explica o próprio co-vereador. “A liderança é compartilhada, é coletiva. Inclusive, o que é interessante do mandato compartilhado, do mandato coletivo, é de romper essa lógica personificada na figura de uma pessoa de que tem que ter alguém que mande, que tem que ter um líder, de que ter alguém que detenha todo o poder e de você ter que compartilhar o poder e ter que compartilhar as decisões, inclusive para fortalecer essa lógica e a tomada de decisões não cabe a uma pessoa e que cabe ao coletivo, ao todo”, define.

As tomadas de decisões do grupo são feitas em três instâncias no mandato. A primeira instância são os seis co-vereadores e co-vereadoras, tomando todas as decisões de forma coletiva. Na segunda instância, existe uma coordenação do Coletivo Nós. “Tem uma coordenação do coletivo que ela também vai ser consultada e ela tem poder deliberativo. E a terceira instância são as comunidades. Nós vamos fazer assembleias trimestrais nas comunidades e, nessas assembleias, as pessoas vão dizer o que o mandato vai defender da tribuna da Câmara dos Vereadores”, diz Jhonatan ao aprofundar a lógica da coletividade do mandato.

O representante do Coletivo Nós na Câmara Municipal de São Luís, co-vereador Jhonatan Soares

Antes da Câmara

O co-vereador Eni Ribeiro tem uma trajetória como educador social há 12 anos, trabalhando com usuários de álcool e drogas nas ruas de São Luís. “Também sou músico-compositor, tenho uns projetos musicais de reggae. Casarão Verde é uma banda que já tem um nome já consolidado no cenário reggae de São Luís. Minha atuação é essa e é uma militância muito forte nas comunidades periféricas de São Luís, sobretudo, com crianças, adolescência e juventude”, diz ele, que também trabalha como radialista na rádio comunitária Bacanga FM.

Todos do coletivo têm um ponto de interligação que foi a Pastoral da Juventude da Igreja Católica, sendo que Flávia Almeida Reis teve a trajetória toda fincada na Pastoral. “Hoje, eu faço parte do GT [Grupo de Trabalho] da campanha nacional de enfrentamento aos ciclos de violência contra a mulher. E a Pastoral da Juventude, sem dúvidas, ela foi um grande divisor de águas, porque eu parei uma pessoa acomodada e passei a ser uma pessoa incomodada”, ressalta. A co-vereadora teve outras experiências de militância e coletivos antes de chegar à Câmara Municipal de São Luís. Passou pelo Coletivo Negrecer, depois de reconhecer problemáticas da sociedade, principalmente da juventude negra. “Eu devo boa parte da minha militância no movimento negro, porque foi lá que eu aprendi e passei a me reconhecer como uma mulher preta. Nesse movimento eu pude construir e desconstruir muita coisa”, diz. No coletivo “Fala, Mermã”, onde é também co-fundadora, ela participou de espaços e debates sobre pautas feministas. “Esses três espaços, são espaços que eu caminho até hoje, são espaços que me formaram e me aproximam das bases, que onde eu gosto de estar, nas comunidades e nas periferias”, destacou.

Delmar Matias, antes de chegar à Câmara Municipal, passou pelo funcionalismo público e ocupou cargos no Governo do Maranhão. “Profissionalmente, eu atuo dentro da gestão pública, servidor público do município de Itapecuru-Mirim, como técnico agropecuário e estava à disposição da Secretaria de Estado da Educação como assessor. E dentro da comunidade atuava através dos projetos sociais, da comunidade eclesial de base da Igreja Católica no meu bairro, no Sacavém”, explicou.

Já Jhonatan Soares foi conselheiro tutelar, passou pela Pastoral da Juventude ocupando cargos de coordenação na arquidiocese de São Luís e foi convidado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) para compor a Secretaria Extraordinária de Juventude. “Ainda no governo Flávio Dino, em 2018, eu fui convidado pelo secretário Felipe Camarão [Educação] para ser supervisor de protagonismo estudantil, que coordenava a rede de grêmios, estágio e os programas da secretaria de educação na rede estadual de ensino que coordena 300 mil estudantes, entre adolescentes e jovens. Programas que promovem cidadania e democracia na Educação”, disse Jhonatan ao falar que deixou o cargo para disputar a eleição.

Eunice Costa era supervisora de desenvolvimento territorial na Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular, enquanto Maria Raimunda esteve como diretora de uma unidade socioeducativa da Funac (Fundação da Criança e do Adolescente).

Bandeiras

A principal bandeira do mandato será a rediscussão do Plano Diretor dentro da Câmara, e sua aprovação. “Nossas comunidades perceberam isso e querem que isso seja uma prioridade no nosso mandato. Não foi algo que nós decidimos, são as nossas comunidades”, revela Flávia Almeida. Entre outras questões essenciais para ditar o norte do mandato do Coletivo Nós está o acesso à água e saneamento básico. “A gente vai às nossas periferias e o que a gente mais escuta é a falta de água, que é precário, e saneamento básico que não fica atrás. Essas serão nossas prioridades do mandato”, explica a co-vereador.

Corroborando com Enilson Ribeiro, que destacou que “não consegue identificar apenas uma bandeira política” do mandato, Flávia Almeida assegura que está no radar dos seis co-vereadores outras questões importantes, como “saúde, educação, renda e trabalho, criança e adolescente, juventude, mulher, equidade racial, direito à cidade, cultura, esporte, lazer, comunidades rurais, diversidade, segurança pública, prevenção às drogas e política de desencarceramento”.

Relação com o Executivo

Segundo os co-vereadores, a relação do Coletivo Nós com a gestão do prefeito Eduardo Braide (Podemos) será de “respeito e cordialidade”, além de diálogo. Mas isso não significa que os representantes do PT irão fechar os olhos para as medidas tomadas pela administração municipal. “A gente deseja que a gestão dele [Eduardo Braide] seja uma gestão exitosa, que de fato ele possa cumprir as promessas de campanha, as promessas que a comunidade aprovou nas urnas, acreditando que ao final desse mandato vai ter uma São Luís melhor”, conta Delmar Matias.

“Sempre que entendermos que a pauta proposta pelo governo ou que a ação executada não deveria acontecer a contento da nossa população, nós estaremos na tribuna fazendo a função do vereador que é fiscalizar o Poder Executivo e sendo o representante da comunidade perante ao Poder Público”, completa.

Na prática, essa fiscalização já aconteceu. Em votação na Câmara, no início do ano, o Coletivo Nós evitou o primeiro descumprimento de promessa pelo prefeito de São Luís. Em sessão extraordinária relâmpago, a gestão municipal pretendia criar a Secretaria Extraordinária da Pessoa com Deficiência sem qualquer estrutura funcional, mas uma emenda apresentada pelo Coletivo Nós garantiu corpo técnico para a pasta.

Inserção da mulher no mercado de trabalho pautará atuação de Karla Sarney na Câmara de São Luís
Política

Vereadora do PSD chega ao Parlamento ludovicense após segunda tentativa, com 2.594 votos

Advogada tributarista, Karla Sarney (PSD) chegou à Câmara Municipal de São Luís em sua segunda tentativa. Em 2016, então filiada ao PRTB, obteve nas urnas exatos 1.474 votos. À época, mesmo sem usar Sarney na urna, o sobrenome pesou por conta do cenário político que São Luís e o Maranhão atravessavam. Ela é sobrinha do ex-senador José Sarney, e prima da ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

Para a vereadora, eleita em 2020 com 2.594 votos, na eleição anterior havia uma campanha de desconstrução contra o clã Sarney. “No passado foi feito todo um trabalho de desconstrução do nome Sarney”, disse ao ATUAL7.

“Não estou dizendo aqui que não houveram erros, mas muita coisa que foi dita, era exagero”, disse, completando: “Hoje, as pessoas estão tendo espaço pra enxergar a verdade. [Nas eleições de 2020] alguns não votaram por causa do sobrenome, mas muitos votaram por causa dele, também. Acredito que o saldo foi bastante positivo”, avalia.

Apesar de forte campanha de entidades e nas redes sociais, somente cinco mulheres foram eleitas para a Câmara de São Luís em 2020. Sob esse cenário, Karla Sarney quer ser uma voz representativa no parlamento ludovicense. Para isso, entre suas prioridades está a de apresentar projetos que insiram mulheres no mercado de trabalho. “Acredito que com as políticas certas, melhorando a capacitação feminina e trazendo a mulher para o mercado de trabalho, melhoramos muito a qualidade de vida das famílias”, destacou.

A vereadora do PSD acredita que, como resultado das ações que pretende desenvolver no mandato, a saúde e a educação de São Luís tendem também a melhorar. “Sei que é uma luta, mas temos um mandato todo para trabalharmos”, disse.

“Desenvolvimento, progresso, da crença em Deus, da família e do compromisso com o cidadão” também estão entre suas bandeiras. “Meu ponto é que sempre defenderei o que acredito e sempre terei Deus em meu coração”, resumiu Karla Sarney.

Na Câmara, o relacionamento entre a vereadora e Eduardo Braide (Podemos) não deve enfrentar dificuldades. Além do prefeito de São Luís ter como vice uma correligionária de Karla Sarney, a professora Esmênia Miranda (PSD), ela tende a atuar na Casa em sintonia com a gestão municipal. “Temos ideias muito parecidas para o desenvolvimento de nossa cidade e para melhorar a vida das pessoas. Acredito que iremos caminhar juntos”, declarou.

Estreante na Câmara, Andrey Monteiro quer valorizar artista local e fomentar projetos sociais
Política

Eleito com 3.906 votos, vereador de São Luís garante separar a profissão de humorista do mandato parlamentar

Da internet para o parlamento ludovicense. Andrey Monteiro Carvalho, de 23 anos, antes de disputar voto a voto, ganhava a vida na internet com vídeos de humor e criando personagens na plataforma digital. Apenas no Instagram, coleciona em seu perfil profissional 159 mil seguidores, e, para a campanha, criou uma nova conta, também na rede social, onde já tem 28,5 mil seguidores. Com 3.906 votos, foi o segundo vereador eleito do seu partido, o Republicanos, para a Câmara Municipal de São Luís.

Como parlamentar, diz que pretende buscar harmonia e união na Casa para atuar em conjunto com os colegas pela melhoria da vida da população da capital. “Buscarei, junto com os demais vereadores, tomar as melhores decisões”, declarou ao ATUAL7.

O objetivo, segundo ele, é que o trabalho realizado na Câmara possa refletir nas ruas. Para isso, Andrey Monteiro tem na cultura a sua principal bandeira e pretende, no parlamento, valorizar o artista local. Fomentar projetos sociais também consta como primordial para o vereador. “Pois, mesmo antes da política, já era envolvido nessas áreas”, disse. “Trazer ideias inovadoras ligadas a tecnologia que ajudarão a sociedade a viver melhor”, complementa como norte do seu mandato.

Por ainda manter viva na memória das pessoas o seu trabalho na internet, o vereador do Republicanos acredita que é só questão de tempo para que as pessoas possam enxergá-lo além do que um humorista que cria conteúdo na rede. “Elegeram alguém que vem do povo e que se importa com as pessoas e que têm princípios”, afirma.

Ele garante que deve prosseguir com o que já deu início na internet: a separação entre a profissão de humorista e o mandato parlamentar. “A separação é necessária para que as pessoas saibam que tem a hora de brincar e a hora de falar sério. O humor é a arte que utilizo para me comunicar, é algo que nasceu comigo, que me sinto bem fazendo”, explica, complementando que o humor, vez ou outra, pode aparecer na vida política, na dose e hora certa.

Com Eduardo Braide (Podemos), prefeito de São Luís, Andrey Monteiro promete uma “relação de respeito e compromisso”. “Para que juntos possamos fazer o melhor por São Luís”, finaliza.

Álvaro Pires garante ‘atuação forte no meio ambiente e empreendedorismo’ na Câmara
Política

Ex-assessor político do casal Luciano Genésio e Thaiza Hortegal foi eleito vereador de São Luís com 2.827 votos

Álvaro Eduardo Pires Godinho, de 34 anos, conseguiu em quatro anos melhorar o seu desempenho nas urnas e alcançar uma das 31 vagas na Câmara Municipal de São Luís. Álvaro Pires, seu nome de urna, saiu do sexto mais votado do PMDB, em 2016, para o segundo com melhor desempenho no PMN nas eleições de 2020. O crescimento foi substancial. De 394 votos para 2.827, foram exatamente 2.433 votos a mais de um pleito para o outro.

Na vida política, antes de chegar à Câmara Municipal de São Luís, atuou como assessor político e parlamentar do prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio (PP) e da deputada estadual Thaiza Hortegal (PP). A distância física de Pinheiro não atrapalhou para o apoio político do casal da Baixada Maranhense à Pires, tendo agora um de seu membros no parlamento ludovicense.

Na política local, o vereador Álvaro Pires (PMN) afirma ser do grupo do prefeito Eduardo Braide (Podemos) e diz que pretende, dentro do parlamento, criar leis que possam ser aprovadas e que contribuam com o cotidiano dos são-luisenses para fazer uma cidade melhor.

“Teremos uma atuação forte no meio ambiente e no empreendedorismo. Em busca constante na geração de empregos para nossa população”, disse Álvaro ao ATUAL7. Também quer, na Câmara Municipal, ser uma ponte da população com a gestão de Eduardo Braide. “Decidi participar do processo eleitoral, porque entendo os problemas da cidade e quero ser essa ponte das pessoas com o Executivo”, finalizou.