São Luís
Ibope aponta 2º turno em São Luís
Política

Eduardo Braide aparece à frente com 44% das intenções de voto; Duarte Júnior tem a preferência de 19% do eleitorado

Levantamento feito pelo Ibope, divulgado pela TV Mirante nessa sexta-feira 23, mostra o deputado federal Eduardo Braide (PODE) à frente com 44% das intenções de voto, indicando que a disputa pelo Palácio de La Ravardière irá para o segundo turno.

Na sequência, Duarte Júnior (REP) aparece com 19% das menções e Neto Evangelista (DEM) com 14%. Ambos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Já Rubens Junior (PCdoB), apesar do uso abusivo da imagem do ex-presidente Lula (PT) na campanha eleitoral, tem apenas 6% das citações.

Os demais candidatos (Bira, do PSB; Hertz Dias, do PSTU; Jeisael, da Rede; Professor Franklin, do PSOL; Silvio Antônio, do PRTB; e Yglésio Moyses, do PROS) registram no máximo 3% das intenções de voto, cada.

Aqueles que pretendem votar em branco ou anular o voto totalizam 5% e os que não sabem ou optam por não responder somam 4%.

O Ibope ouviu 805 eleitores entre os dias 21 e 23 de outubro. A pesquisa foi registrada sob protocolo MA-05018/2020 e tem nível de confiança de 95%.

Concurso da Caema, sob gestão de Braide, foi em cumprimento a decisão judicial
Política

Candidato à prefeitura de São Luís vem omitido informação desde 2016, quando disputou pela primeira vez o Palácio de La Ravardière

Apesar do candidato a prefeito de São Luís Eduardo Braide (Podemos) omitir, o concurso da Caema para mais de 1 mil vagas, durante a sua gestão, aberto em 2005 e realizado em 2006, foi em cumprimento a uma decisão judicial.

A informação foi checada pelo ATUAL7 com base em documentos oficiais da própria Caema, e publicada como descontextualizada no Sem Migué, plataforma de fact-checking que conta com a colaboração de checadores voluntários.

Segundo documentos anexados ao processo 866/2006, do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão, que trata sobre a legalidade da contração de empresa para a realização do certame, a determinação partiu da 3ª Vara do Trabalho de São Luís, no bojo da Ação Civil Pública nº 1412/2000, proposta pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) do Maranhão.

De acordo com a Justificativa Técnica apresentada pela própria Caema, em acordo firmado com o MPT, a companhia foi “obrigada a realizar o Concurso Público objetivando a contratação de 729 empregados para substituir a mão-de-obra terceirizada utilizada em sua atividade-fim, bem como resolveu pela contratação de mais 283 empregados em razão da necessidade de recompor o seu quadro de pessoal, perfazendo um total de 1.1012 vagas para os cargos de nível médio e superior (…), além da formação de cadastro de reserva”.

A informação descontextualizada sobre o concurso público, com omissão da decisão judicial que obrigou a Caema a realizar o certame, vem sendo divulgada pelo candidato Eduardo Braide desde o pleito de 2016, quando ele disputou pela primeira vez o Palácio de La Ravardière, sede oficial da Prefeitura de São Luís.

Nas eleições de 2020, durante debate do iMirante/O Estado, na última ter-feira 20, o candidato do Podemos voltou a omitir a informação sobre a decisão judicial. “Eu fiz um concurso público para mais de 1000 vagas”, disse.

No site do candidato do Podemos, na página referente à sua história pública, a informação publicada sobre a realização do concurso também está descontextualizada, com a omissão da decisão judicial.

Rubens Júnior engana ao afirmar que não muda de partido
Política

Candidato do PCdoB à prefeitura de São Luís já foi filiado ao PSC e ao PRTB. Primeira eleição para deputado estadual foi em coligação que apoiava Roseana Sarney

O candidato do PCdoB à prefeitura de São Luís, Rubens Pereira Júnior, engana ao afirmar nas redes sociais, propaganda eleitoral e em debates, insistentemente, que nunca mudou de partido, apoiador ou aliado durante sua vida pública.

“Eu não mudo de partido, eu não mudo de apoiador, eu não mudo de aliado”, insistiu na falsa informação, durante debate do iMirante/O Estado realizado na terça-feira 20.

Checagem feita pelo ATUAL7 no sistema FILIA (Filiação Partidária), no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostra que, antes de virar comunista, Rubens Júnior foi filiado a pelo menos dois outros partidos. A verificação também foi publicada no projeto Sem Migué, plataforma de fact-checking que conta com a colaboração de checadores voluntários. O projeto Rumbora Marocar também fez verificação própria.

Segundo os dados oficiais da Justiça Eleitoral, a primeira filiação de Rubens foi ao PSC, em 25 de agosto de 2003. Pouco mais de dois anos depois, em 30 de setembro de 2005, ele pulou para o PRTB, partido onde disputou eleição pela primeira vez, em 2006, conquistando uma vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão.

Já o repositório de dados eleitorais do TSE mostra que, naquele pleito, o PRTB formou com os partidos PRP e PHS a coligação Maranhão - Vontade do Povo. Embora isolada, a coligação fazia parte do grupo de partidos que apoiava a eleição Roseana Sarney (então PFL) para o Palácio dos Leões.

Há, inclusive, o registro de doação do Comitê Financeiro Único PFL-MA, do tipo estimada, no valor de R$ 4 mil, para a candidatura de deputado estadual de Rubens Pereira Júnior naquela corrida eleitoral.

Filiado ao PCdoB somente em 28 de setembro de 2009, atualmente, Rubens Júnior apoia e é aliado de Flávio Dino, governador reeleito do Maranhão.

Braide cai pela 1ª vez; eleição será decidida no 2º turno, mostra Datailha
Política

É a primeira queda do candidato do Podemos fora da margem de erro, desde o início da campanha

O candidato do Podemos à prefeitura de São Luís, Eduardo Braide, caiu mais de cinco pontos percentuais e agora tem 30% das intenções de votos, de acordo com pesquisa Datailha divulgada nesta quarta-feira 21.

A 25 dias do pleito, esta é a primeira queda do candidato fora da margem de erro, desde o início da campanha. Apesar da queda, ele mantém a liderança absoluta na disputa, com 39%. No levantamento anterior, divulgado do dia 6 deste mês, ele registrava 44,4%.

Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB) aparecem em triplo empato técnico.

Na pesquisa anterior, Duarte tinha 10,8% e agora 13,1%; Neto 8,5% e cresceu para 12%. Já Rubens Júnior, apesar da insistência em divulgar que possui o apoio do ex-presidente Lula (PT), apenas oscilou positivamente em 1,9%, indo de 7,1% para 9% de intenções de voto.

Em seguida, aparecem Jeisael Marx (Rede, 2,8%), Bira do Pindaré (PSB, 2,5%), Yglésio Moysés (PROS, 2,2%), Sílvio Antônio (PRTB, 0,6%), Franklin Douglas (PSOL, 0,5%) e Hertz Dias (PSTU, 0,2%).

Brancos e nulos somam 6,8% e não sabem/não responderam 11,4%.

Registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-04987/2020, a pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 15 de outubro e ouviu 1.080 eleitores em mais de 40 bairros da capital. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Votos válidos

Na simulação apenas com os votos válidos —quando são excluídos os votos brancos, nulos e os eleitores que se declaram indecisos, método usado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial das eleições—, Braide aparece com 47,6%, indicando que a eleição caminha para ser decidida no segundo turno.

Troca de acusações domina debate entre candidatos à prefeitura de São Luís
Política

Eduardo Braide, candidato do Podemos, foi o alvo preferencial dos adversários

O debate entre os candidatos à prefeitura de São Luís, transmitido online pela iMirante e O Estado na noite dessa terça-feira 20, foi marcado pela troca de acusações entre quase todos os adversários. Apenas Yglésio Moyses, candidato do PROS ao Palácio de La Ravardière, foi propositivo e técnico, mantendo o perfil de debates anteriores.

Temas como corrupção e regalias custeadas com recursos públicos deram o tom do debate. Apenas Rubens Pereira Júnior (PCdoB) tentou nacionalizar a discussão, ao falar que tem o apoio do ex-presidente Lula (PT) e que Eduardo Braide tem —mas, segundo ressaltou, esconde— o do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O candidato do Podemos foi o alvo preferencial dos adversários, sendo questionado por Bira do Pindaré (PSB), Neto Evangelista (DEM) e Duarte Júnior (Republicanos) sobre o período em que foi presidente da Caema (Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão) e a respeito de problemas históricos de abastecimento de água e falta de saneamento básico em diversos bairros da capital.

“Em algum momento da sua vida você já esteve satisfeito com a Caema?”, questionou Neto aos que acompanhavam o debate.

Em resposta, o candidato do Podemos disse que fez concurso público na Caema para mais de 1 mil vagas, e que criou um programa que teria levado água para os então 100 municípios mais pobres do Maranhão, aumentando o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de cada um deles. Afirmou ainda que as praias da capital não eram poluídas quando presidiu a Caema.

Neto Evangelista e Duarte Júnior trocaram críticas sobre uso de regalias concedidas por lei aos parlamentas da Alema, como a verba de gabinete e 18º salário —este último já extinto pela Mesa Diretora da Casa. Nesse embate, o candidato do Republicanos saiu-se melhor, ao relembrar que o adversário, em meio à pandemia, deu versões distintas sobre a participação em um churrasco, sem uso de máscara e em outra cidade, no período em que São Luís estava de confinamento para evitar a propagação do novo coronavírus.

“Durante a pandemia, você foi para Santa Rita fazer um churrasco. Você mentiu nas redes sociais, fez dois vídeos. Perceba que, primeiro você erra, aí consciência pesa ou alguém sopra ao seu ouvido, e você vai lá e muda de ideia”, disse Duarte Júnior a Neto, relembrando sobre o parlamentar ter recebido 18 salários como deputado e ainda haver dito no Fantástico, da Rede Globo, que o benefício era “pouco”.

Em embate com Duarte, Eduardo Braide deu sinais de que tem o candidato do Republicanos como principal adversário na disputa, já que estudou sobre sua vida pública. Citando, por diversas vezes, o lema “bora resolver”, cobrou dele a devolução aos cofres públicos de parte do salário por faltas em sessões legislativas na Assembleia.

“Se o Procon tivesse realmente funcionado de verdade na época do candidato Duarte, o primeiro que tinha de ser multado era ele, por propaganda enganosa. ‘Bora resolver’, ‘bora resolver’ e devolver o salário que você deve ao povo do Maranhão, dos 21 dias que você não trabalhou na Assembleia este ano”, provocou.

Mesmo acuado com a acusação de gazetear as sessões na Alema e não ter desconto em seus vencimentos, Duarte Júnior devolveu o ataque questionando Braide sobre que trabalho foi feito por ele durante sua passagem na administração de João Castelo (já falecido) em São Luís, e o destino de suas emendas parlamentares para o interior do Maranhão. Também relembrou a respeito de investigação da Polícia Federal em que Braide figura como alvo, e da prisão de um assessor do candidato do Podemos, quando deputado na Assembleia Legislativa, por envolvimento na chamada Máfia de Anajatuba.

Segundo Braide, certidões negativas apresentadas à Justiça Eleitoral, no registro de sua candidatura, comprovariam que ele jamais foi investigado. Sobre o assessor, porém, nada falou.

Flávio Dino cria factoide e polariza eleição em São Luís com Eduardo Braide
Política

Estratégia busca favorecer candidatos anilhados ao Palácio dos Leões, mas pode aumentar a preferência do eleitorado da capital pelo candidato do Podemos

Faltando menos de um mês para as eleições municipais de 2020, o governador Flávio Dino (PCdoB) atropelou a própria promessa de se manter neutro na disputa pela prefeitura de São Luís e entrou na campanha eleitoral de maneira peculiar: criando um factoide.

Para justificar uma polarização com o candidato do Podemos, Eduardo Braide, líder em todas as pesquisas de intenção de votos e com possibilidade de vitória no primeiro turno, o comunista divulgou como sendo atual uma publicação antiga do prefeiturável, em que aponta para o fracasso da parceria firmada entre as gestões de Dino e do prefeito da capital, Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

“São Luís está abandonada... Essa é a frase que mais escuto na cidade. Buraco pra todo lado, falta o básico pra atender as pessoas nas unidades de Saúde, alunos sem aulas até hoje, professores desvalorizados... O governador elegeu o prefeito com a desculpa de continuar uma parceria por São Luís. Que parceria é essa, com a cidade completamente abandonada? São Luís foi enganada!”, publicou Braide no Facebook, em maio do ano passado.

Não satisfeito com o primeiro factoide, Dino emendou outro: gravou um vídeo no Palácio dos Leões, em que usou dados sobre obras e serviços de competência do Executivo estadual, que não foram feitos em parceria com a prefeitura, para contrapor as declarações de Braide feitas há mais de um ano e meio. Embora a pandemia ainda não existisse na época, até sobre o combate ao coronavírus Flávio Dino alegou.

“Amigas e amigos de São Luís. Infelizmente, eu recebi neste final de semana, por WhatsApp, uma postagem agressiva do candidato Braide contra mim. Dizendo que eu não fiz parceria com a cidade de São Luís, e que eu enganei a população. Esse ataque não é justo nem corresponde à verdade. Vocês sabes que eu sempre ajudei no que eu posso: no combate ao coronavírus; no hospital Aldenora Bello; na Policlínica do Cohatrac; com a construção de espaços como o Parque do Rangedor e a Praça da Cidade Operária”, leu o governador.

Mesmo tendo dez partidos aliados de Jair Bolsonaro —Progressistas (antigo PP), DEM, Republicanos (antigo PRB), Solidariedade, DC (antigo PSDC), PL (antigo PR), PROS, Patriota, Avante e PTB— encastelados ou no entorno do Palácio dos Leões e em sua base anilhada na Assembleia Legislativa, Dino citou apenas o Podemos, de Braide, como partido bolsonarista. No descontexto, o governador ainda insinuou possível boicote à capital em eventual gestão de Braide no Palácio de La Ravardière.

“Braide está junto ao que tem de pior na política brasileira. Acho que Braide, em vez de me agredir, deveria mostrar, com sinceridade, os seus parceiros, e explicar suas ações e omissões. Da minha parte, asseguro que vou seguir respeitando a população, e fazendo parcerias certas e honestas em favor de São Luís e das demais cidades do Maranhão”, concluiu a leitura.

Apesar do factoide do governador, Eduardo Braide deu uma resposta amedrontada e tratou o caso como fake news.

Com a polarização, o Palácio dos Leões espera que a população que ainda não decidiu em que votar escolha um dos candidatos próximos de Flávio Dino. Contudo, o efeito pode ser contrário, e Braide ganhar ainda mais musculatura e a preferência do eleitorado ludovicense diante do desespero do governador.

Campanha de Braide é custeada 100% pelo fundão, que ele criticou aumento
Política

Candidato do Podemos já recebeu R$ 580 mil do fundo especial eleitoral

Contrário, na Câmara dos Deputados, ao aumento do fundo especial eleitoral para financiamento de campanha, o candidato do Podemos à prefeitura, Eduardo Braide, vem atropelando o próprio discurso com a prática.

Segundo dados do DivulgaCand, sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de divulgação de candidaturas e contas eleitorais, Braide vem custeando a campanha ao Palácio de La Ravardière, integralmente, com o dinheiro público do fundão.

Até o dia 15, atualização mais recente do balanço de receitas e despesas, o candidato do Podemos já arrecadou R$ 580 mil, tudo transferido pelo partido e oriundo do fundo especial.

Do montante, até o momento, registrou apenas três gastos, em pouco mais de R$ 45 mil, com serviços de publicidade por adesivos; produção de programas de rádio, televisão ou vídeo; e água.

Por sobrevivência, clã Sarney se divide entre Braide e Neto em São Luís
Política

Candidatos do Podemos e do DEM ao Palácio de La Ravardière contam com apoio de Fernando e Roseana Sarney, respectivamente. PV e MDB, partidos da família, estão incluídos na estratégia

Com a maioria dos membros históricos cooptados pelo governador Flávio Dino (PCdoB) desde as eleições de 2014, o que restou do clã Sarney no Maranhão busca sobrevivência empresarial e política, incluindo volta à vida pública em 2022, por meio do pleito municipal deste ano.

Para isso, se dividiu na capital entre dois candidatos ao Palácio de La Ravardière: Eduardo Braide (Podemos) e Neto Evangelista (DEM).

O primeiro, Braide, tem o apoio de Fernando Sarney, que comanda o Sistema Mirante, conglomerado de comunicação da família, além do apoio direto do PV, de Adriano e Zequinha Sarney. O segundo, Neto, é apoiado por Roseana Sarney, também dona da Mirante, e pelo MDB, do próprio ex-senador José Sarney e da ex-governadora.

Longe de ser um racha, a divisão é estratégica.

Em São Luís, Wellington declara apoio a Neto Evangelista
Política

Segundo ele, posicionamento crítico à gestão Edivaldo Júnior e Flávio Dino permanecerá o mesmo

O deputado Wellington do Curso (PSDB), retirado da disputa pela prefeitura de São Luís por imposição da cúpula familiar do próprio partido, declarou apoio ao candidato do DEM ao Palácio de La Ravardière, Neto Evangelista. O anúncio foi feita nesta quinta-feira 15.

Segundo ele, embora Neto seja apadrinhado pelo PDT, do senador Weverton Rocha, que há mais de 30 anos está no Executivo municipal, não há incoerência na decisão, pois o apoio ao democrata se deu pelas suas propostas de governo.

Ainda de acordo com Wellington, apesar de Neto Evangelista ter o PDT na vice e fazer parte da base governista na Assembleia Legislativa, seu posicionamento crítico à gestão Edivaldo Holanda Júnior e a Flávio Dino (PCdoB) permanecerá o mesmo.

Braide abre mão de compromisso e recebe fundão público para campanha eleitoral
Política

Como deputado, ele votou contra e criticou o aumento da verba para financiamento de campanha. Como candidato, já recebeu R$ 80 mil

O discurso e a prática separam o deputado federal Eduardo do candidato a prefeito de São Luís Braide. No ano passado, durante a tramitação no Congresso sobre o fundo especial de financiamento de campanha, o parlamentar prefeiturável votou contra o aumento do fundão eleitoral para R$ 2 bilhões nas eleições municipais de 2020.

E fez mais: usou e abusou das redes sociais para criticar o aumento, e defendeu que a prioridade do dinheiro público deve levar em conta interesses da população, não dos políticos. “Votei CONTRA o aumento do fundo eleitoral. A Saúde, Educação e Segurança Pública é que devem ser prioridade. O meu compromisso é com você!”, se comprometeu no Twitter, em dezembro do ano passado.

Com a chegada da eleição, porém, o candidato Braide abriu mão do compromisso feito como parlamentar e já recebeu R$ 80 mil do fundão para a campanha ao Palácio de La Ravardière.

Segundo dados do sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o DivulgaCand, atualizados até o último dia 5, mais de R$ 20 mil já foram gastos com água e produção de programas de rádio, televisão ou vídeo.

Procurado pelo ATUAL7, via e-mail encaminhado à sua assessoria na manhã desta quarta 14, para se posicionar sobre a contradição entre seu discurso de deputado e a prática de candidato, Eduardo Braide ainda não retornou o contato.

Vice-prefeito de São Luís é contaminado com Covid-19 após aglomerar em ‘plenária da saúde’
Política

Lotado por centenas de pessoas, ato eleitoral contou com a participação de Rubens Júnior e Carlos Lula, também diagnosticados com a doença

O vice-prefeito de São Luís e candidato a vereador, Júlio Pinheiro (PCdoB), está hospitalizado no HCI (Hospital de Cuidados Intensivos), após ser infectado pelo novo coronavírus. O anúncio foi feito por ele próprio, nas redes sociais, na semana passada.

A contaminação com Covid-19 ocorreu poucos dias após o comunista se aglomerar com centenas de pessoas, no último dia 29, durante ‘plenária da saúde’.

Violando normas sanitárias de distanciamento seguro e recomendações da Vigilância Sanitária e do Ministério Público Eleitoral, o ato foi realizado em ambiente fechado, e contou com a participação do candidato do PCdoB à prefeitura da capital, Rubens Pereira Júnior, e do secretário estadual da Saúde, Carlos Lula. Ambos também diagnosticados com Covid-19.

Segundo balanço da SES (Secretaria de Estado da Saúde), até essa segunda-feira 12, São Luís registrou 22.272 pessoas infectadas pelo novo coronavírus e 1.253 mortes em decorrência da doença. Alta, a letalidade é de 5.63%.

Apesar da pandemia não ter terminado nem exista vacina para Covid-19, em meio à casos de reinfecção na capital, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) pretende reativar a Feirinha São Luís, conhecida com concentrar grande aglomeração no Centro Histórico.

Em meio a casos de reinfecção de Covid-19, Edivaldo anuncia retorno da Feirinha
Cotidiano

Por conta da pandemia, aglomeração de pessoas nesse tipo de programa é vedada por decreto estadual

Menos de 12 horas depois do governador Flávio Dino (PCdoB) informar, nessa sexta-feira 9, que a SES (Secretaria de Estado da Saúde) identificou três casos de reinfecção pelo novo coronavírus na capital, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) anunciou, no mesmo dia, o retorno da Feirinha São Luís.

“Hoje pela manhã, durante o lançamento do Festival Canta São Luís, estive reunido com artistas e confirmei o retorno da Feirinha São Luís. Será em um formato reduzido por conta da pandemia. Estamos adotando os protocolos sanitários e em breve anunciarei a data”, publicou o pedetista no Twitter.

Suspenso justamente por conta da pandemia, o programa —maior política de pão e circo nos mais de 30 anos do PDT no Palácio de La Ravardière, no caso, muito mais circo do que pão— aglomera milhares de pessoas, semanalmente, na Praça Benedito Leite, no Centro Histórico, com serviços como venda de artesanato, gastronomia e atividades culturais.

Segundo decreto estadual baixado por Dino no final do mês passado, esse tipo de aglomeração de pessoas, mesmo se tomados protocolos sanitários de distanciamento seguro e uso obrigatório de máscara de proteção, é vedada em todo o estado. O descumprimento pode gerar multa e até prisão.

Contra candidatos trampolim, primeiro programa de Yglésio foca nas pessoas
Política

Sem padrinhos postulantes ao Palácio dos Leões em 2022, candidato do PROS garante que vai ser o povo na prefeitura

No primeiro programa eleitoral, Yglésio Moyses, que vem se destacando nos debates por apresentar mais preparo para gestão e conhecimento de São Luís, foca nas pessoas. Com pouco tempo de televisão, o candidato a prefeito da capital pelo PROS tem o desafio de se comunicar com o eleitorado em apenas 16 segundos. O tempo quase dobra quando se trata das inserções rotativas de rádio e televisão.

Já divulgado nas redes sociais, a propaganda mostra pessoas comuns se apresentando. Ao final, Yglésio diz que vai ser “você” na Prefeitura de São Luís.

É uma clara alusão aos adversários que representam clãs políticos em 2020 para fortalecer o palanque de padrinhos para o Palácio dos Leões em 2022.

Inteligente, a crítica é simples: enquanto outros candidatos são trampolim para 2022, “fazendo São Luís de caixa eletrônico”, como vem apontando Yglésio, o prefeiturável do PROS diz que vai ser o povo na prefeitura de São Luís, e não nomes como Roberto Rocha (PSDB), Weverton Rocha (PDT), Carlos Brandão (Republicanos) e Josimar de Maranhãozinho (PL).

Escutec indica possibilidade de vitória de Braide no 1º turno
Política

Candidato do Podemos aparece com 51% dos votos válidos, mas é o segundo mais rejeitado pelo eleitorado de São Luís

Pesquisa Escutec, divulgada nesta quinta-feira 8, indica que o deputado federal Eduardo Braide pode vencer a disputa pela prefeitura de São Luís já no primeiro turno.

Segundo o levantamento, o candidato do Podemos aparece com apertados 51% dos votos válidos. Considerando os votos totais, Braide registrou 42% das intenções de voto.

Na sequência, aparecem Duarte Júnior (Republicanos, 15%) e Neto Evangelista (DEM, 11%). Bira do Pindaré (PSB) e Rubens Pereira Júnior estão com 4%, cada. Também registraram empate Jeisael Marx (Rede), Carlos Madeira (SD) e Yglésio Moyses (PROS), com 2%, cada um.

Os demais candidatos, somados, chegam a 1%. Nenhum deles marcou 11%, e não sabem ou não responderam 6%.

Rejeição

A despeito da possibilidade de vitória no primeiro turno, Eduardo Braide é o segundo mais rejeitado pelo eleitorado ludovicense, segundo a Escutec. De acordo com a pesquisa, 13% dos eleitores ouvidos pelo instituto não votaria no candidato do Podemos. Apenas Bira é mais rejeitado, com 23%.

Os demais rejeitados são Neto Evangelista (9%), Duarte Júnior e Jeisael Marx (7%, cada), Yglésio Moyses e Rubens Júnior (6%, cada), Madeira (4%), Silvio Antônio (3%), Hertz Dias (2%) e Franklin Douglas (1%).

Uma parcela de 7% do eleitorado respondeu que não votaria para prefeito em nenhum deles, e 12% não soube ou não respondeu.

A Escutec ouviu 1 mil pessoas, entre os dias 2 e 6 de outubro de 2020 A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 90%. A pesquisa está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o número MA-03412/2020.

Com renúncias de Madeira e Adriano, Solidariedade vai com Rubens e PV com Braide
Política

O primeiro retirou a candidatura por motivos de saúde; o segundo para evitar vexame nas urnas

Com as renúncias de candidatura por Carlos Madeira e Adriano Sarney —o primeiro por motivos de saúde e o segundo para evitar vexame nas urnas—, seus respectivos partidos, Solidariedade e PV, já decidiram que caminho tomar nas eleições municipais de 2020.

Já anunciado publicamente, o Solidariedade vai apoiar o candidato da coligação “Do Lado do Povo”, Rubens Pereira Júnior (PCdoB). O PV, por sua vez, embora ainda sem anúncio oficial, decidiu ir com Eduardo Braide (Podemos), da coligação “Pra Frente São Luís”.

Pressionado por uma das alas do partido, Madeira também declarou apoio a Rubens Júnior. Já Adriano, pelo menos até o momento, não pretende declarar apoio público a algum dos candidatos à prefeitura de São Luís.

Para manter compromisso, Braide terá de fazer campanha sem fundo eleitoral
Política

Candidato foi o único deputado da bancada federal do Maranhão a votar contra o aumento do fundo

Único deputado da bancada federal do Maranhão a votar contra e a usar as redes sociais para criticar o aumento do fundo eleitoral, para não contradizer o próprio discurso e manter o compromisso, o candidato do Podemos à prefeitura de São Luís, Eduardo Braide, terá de tocar a campanha com recursos próprios e doações privadas por pessoas físicas.

De fonte pública, a verba é destinada ao financiamento direto de campanha eleitorais, e custará R$ 2 bilhões aos cofres públicos nas eleições de 2020.

“Votei CONTRA o aumento do fundo eleitoral. A Saúde, Educação e Segurança Pública é que devem ser prioridade. O meu compromisso é com você!”, prometeu Braide no Twitter, em dezembro do ano passado, após a aprovação do fundão pelo Congresso.

Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), apenas o Podemos, partido de Eduardo Braide, terá direito a R$ 78 milhões para as campanhas dos candidatos da legenda. Já a verba dos demais partidos que fazem parte da coligação do prefeiturável da capital do Maranhão (PSD, PSDB, PTC e PMN), somada, chega a R$ 284,4 milhões.

O dinheiro é distribuído aos candidatos pelas cúpulas das legendas, que decide quem vai receber a verba pública e em que montante, sendo obrigatório o repasse de ao menos 30% para candidatas mulheres, e divisão proporcional a candidatos negros.

Até às 13h30min desta quarta-feira 7, segundo consulta feita pelo ATUAL7 no site do DivulgaCand, do TSE, não há registro nem de receita nem de despesas pela candidatura de Eduardo Braide. Contudo, desde a madrugada do último dia 27, quando a campanha e propaganda eleitoral foram oficialmente liberadas, ele vem realizando diversos gastos com a campanha para a prefeitura, que tem à frente do marketing a publicitária ex-mensaleira Zilmar Fernandes.

Pela legislação eleitoral, a partir da execução da receita e despesa já é obrigatório a divulgação. A primeira parcial da prestação de contas tem prazo de 21 a 25 de outubro para acontecer. Até lá, o eleitor confirmará se Eduardo Braide realmente assumiu um compromisso com a população ou se era apenas jogada eleitoral.

Ainda debilitado pela Covid-19, Madeira renuncia candidatura
Política

Mesmo já recuperado, juiz federal aposentado vinha cancelando agenda de campanha por sentir desconforto respiratório. Ele ainda não informou se vai apoiar algum candidato

A juiz federal aposentado Carlos Madeira (SD) renunciou a candidatura a prefeito de São Luís, em carta pública divulgada nesta quinta-feira 7. No anúncio, ele aponta problemas de saúde ainda provocados pela Covid-19 como motivo da decisão.

“Hoje retiro a minha candidatura a prefeito de São Luís, por não ter condições físicas de dar continuidade à intensa agenda de compromissos que eu, antes de qualquer outro candidato, fiz questão de não apenas assumir, mas de registrar publicamente em cartório”, destacou.

Madeira contraiu o novo coronavírus no mês passado, pouco antes da convenção que oficializou seu nome na disputa. Na ocasião, participou de forma remota do ato partidário, pois ainda encontrava-se em isolamento domiciliar.

Desde o último dia 27, quando a campanha e propaganda eleitoral foram oficialmente liberadas, porém, embora já recuperado da doença, suspendeu a agenda de campanha por duas vezes, após sentir desconforto respiratório.

Apesar da retirada de candidatura, Madeira ainda não informou se pretende apoiar algum candidato na corrida pela prefeitura da capital.

Abaixo, a íntegra do comunicado de renúncia:

CARTA AO POVO DE SÃO LUÍS

A convite de amigos, e por sugestão de pessoas simples, representantes da periferia e da zona rural, decidi aceitar o desafio de concorrer à Prefeitura de São Luís nas eleições de 2020. Trouxe comigo as minhas origens, a história de vida, a minha biografia e o desejo de trabalhar ainda mais pela nossa cidade.

Os caminhos que percorri nesses meses de pré-campanha e os primeiros dias de candidatura oficializada não foram fáceis, porque, ao lado de um time de pessoas sérias, éticas, combativas e independentes, compreendi que a luta só valeria a pena se todos abraçassem um projeto de mudança efetiva para São Luís, com uma arrojada pauta de justiça social para todas as áreas da administração municipal.

A pré-campanha foi interrompida ainda no início, por quase três meses, com as restrições decorrentes da pandemia. E no meio do caminho, antes mesmo da nossa convenção partidária, fui alcançado pela Covid-19.

Fiquei por duas semanas em isolamento, cumprindo a quarentena até receber a confirmação de que a carga viral estava zerada. Perdi cerca de oito quilos em 12 dias de hospital. Mesmo frágil fisicamente, tomei a decisão de retomar os compromissos de campanha em respeito ao povo, ao partido Solidariedade e à nossa militância.

Não sabia que o pior ainda estava por vir. Dia após dia a fadiga foi me consumindo e comprometendo a minha fala e o meu raciocínio. Só depois fui informado pelo médico que acompanha o meu caso, Dr. Serafim Gomes de Sá, de que a minha dificuldade respiratória era apenas mais uma das muitas consequências possíveis do coronavírus, aquilo que a ciência está chamando agora de Síndrome pós-Covid.

Quem conhece a minha história sabe que jamais me esquivei de responsabilidades. Mas, aconselhado pela minha esposa, pelos meus filhos e por médicos que acompanham o meu caso clínico, e em nome da minha saúde, tive que tomar uma das decisões mais difíceis da minha vida: abrir mão de um projeto que hoje reputo coletivo, porque não é mais do Madeira, mas de tantas e tantas pessoas espalhadas pelos bairros e pela zona rural dessa cidade que tanto amo.

Informo, portanto, que hoje retiro a minha candidatura a prefeito de São Luís, por não ter condições físicas de dar continuidade à intensa agenda de compromissos que eu, antes de qualquer outro candidato, fiz questão de não apenas assumir, mas de registrar publicamente em cartório.

Chego até aqui sem qualquer decepção ou mágoa, mas com muita gratidão aos meus familiares e tantos amigos. Agradeço o apoio de todos que trabalharam comigo até agora – equipe de coordenação, militância e candidatos a vereador. Agradeço a compreensão dos nossos eleitores, sobretudo. Agradeço ao Capitão Jeremias, meu companheiro de chapa, pela caminhada leal e destemida.

Agradeço ao meu partido, o Solidariedade, pela acolhida e pelas trincheiras de luta que conseguimos erguer, juntos, em tão pouco tempo. Continuarei na política, como presidente do diretório municipal de São Luís, e no momento oportuno reiniciarei minha jornada partidária na busca permanente por dias melhores para o nosso povo. Porque, como Martin Luther King, continuo acreditando que “pior que o grito dos maus é o silêncio dos bons”.

Como aprendizado, levo para a vida a lição de que, para recuar de uma batalha, é preciso antes de tudo ter humildade e sabedoria para reconhecer os riscos. Faço opção por cuidar da minha saúde. E, se puder oferecer apenas um conselho, direi a todos: cuidem-se! O vírus ainda está no nosso meio e as sequelas da Covid-19 são imprevisíveis. Que Deus nos proteja!

São Luís, 7 de outubro de 2020.

José Carlos do Vale Madeira.