São Luís
Aposta de Roberto Rocha, Eduardo Braide é eleito prefeito de São Luís
Política

Roseana Sarney e Weverton Rocha também pretendem usar a vitória em São Luís para catapultar eventual eleição ao Palácio dos Leões em 2022

Trampolim do senador Roberto Rocha (PSDB) para galgar o Palácio dos Leões em 2022, o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) foi eleito prefeito de São Luís, neste domingo 29. A vice-prefeita eleita é Esmênia Miranda (PSD).

Com 100% das seções eleitorais totalizadas às 18h40, Braide teve 55,53% (270.557 votos), contra 44,47% (216.665 votos) do deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos), candidato do governador Flávio Dino (PCdoB). Segundo o resultado divulgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 2,34% (12.179 eleitores) votaram em branco e 3,79% (19.649 eleitores) votaram nulo.

Além de garantir musculatura para Roberto Rocha, a vitória de Eduardo Braide nas urnas representa a permanência do PDT na prefeitura da capital. Comandado no Maranhão pelo senador Weverton Rocha, o partido está enraizado no Palácio de La Ravardière há mais de três décadas, e fechou apoio a Braide no segundo turno.

Weverton e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), madrinha de Braide nos bastidores e que deixou para declarar o voto aberto apenas hoje, também pretendem usar a vitória em São Luís para catapultar eventual eleição ao Palácio dos Leões em 2022.

Eduardo Braide iniciou a disputa pela prefeitura como favorito e tendo como aliados apenas Roberto Rocha e os deputados federais Aluísio Mendes (PSC) e Edilázio Júnior (PSD). No segundo turno, porém, na eminência de repetir a derrota sofrida em 2016, abandonou mais ainda o perfil independente que havia construído nos últimos anos e montou um mega consórcio, incluindo bolsonaristas, com quem agora deve administrar a cidade.

Daqui a duas semanas, ele terá julgado pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região embargos relacionados a um inquérito sigiloso da Polícia Federal, relacionado a fatos apurados na investigação que desbaratou a chamada Máfia de Anajatuba, que apura suposta prática de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade. Na análise, de que se há ou não prerrogativa de foro, será decidido se o caso deve ser remetido ao STF (Superior Tribunal Federal) ou ao Tribunal de Justiça do Maranhão.

Apesar de haver constituído defesa nos autos desde o ano passado, durante toda a campanha eleitoral, Eduardo Braide sempre deu declarações enganosas de que não é nem nunca foi investigado.

Em São Luís, 699.954 eleitores decidem hoje entre Duarte Júnior e Eduardo Braide
Política

Independente de quem for eleito, resultado deve refletir na corrida de 2022, quando estará em jogo o comando do Palácio dos Leões

Segundo dados da Justiça Eleitoral referentes ao mês passado, 699.954 eleitores ludovicenses estão aptos a irem às urnas, neste domingo 29, para a decisão do pleito municipal de 2020 pela prefeitura de São Luís. A capital é o maior colégio eleitoral do Maranhão.

A disputa é entre os candidatos Duarte Júnior (Republicanos) e Eduardo Braide (Podemos). Independente de quem for eleito, o resultado deve refletir na corrida de 2022, quando estará em jogo o comando do Palácio dos Leões.

Para chegar ao segundo turno, Duarte contou com o apoio de diversas forças, tendo como principais o governador Flávio Dino (PCdoB), o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), todos do mesmo campo político.

Já Braide reuniu diversas correntes ideológicas num mesmo consórcio, destacando o senador Roberto Rocha (PSDB), a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e o senador Weverton Rocha (PDT).

Duarte e Braide trocam acusações no último debate do segundo turno em São Luís
Política

Candidato do Republicanos chamou adversário de “migueloso” ao indagar sobre inquérito sigiloso da PF; candidato do Podemos lembrou que MP Eleitoral pediu a cassação do diploma de deputado do concorrente

No último debate do segundo turno das eleições municipais de 2020 em São Luís, realizado pela TV Mirante na noite dessa sexta-feira 27, os candidatos Duarte Júnior (Republicanos) e Eduardo Braide (Podemos) trocaram ataques ligados a procedimentos investigatórios envolvendo cada um.

Duarte alertou o eleitor, por diversas vezes, que Braide é alvo de inquérito sigiloso da Polícia Federal, que será julgado daqui a duas semanas, por fatos relacionados à chamada Máfia de Anajatuba, organização criminosa que assaltou os cofres públicos do município maranhense dinheiro destinado para a compra da merenda escolar.

Chamando Braide de “migueloso”, também questionou o adversário sobre ter recebido 18 salários como deputado na Assembleia Legislativa, além de outras regalias bancadas pelo erário, mesmo tendo residência em São Luís.

Confrontando Duarte, Braide negou que seja investigado e lembrou que o adversário é quem enfrenta uma ação de investigação judicial eleitoral, proposta pelo Ministério Público Eleitoral, e que pede a cassação de seu diploma de deputado estadual.

Duarte Júnior, porém, não negou a existência da investigação, e disse que o caso já foi julgado improcedente pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão.

Braide tem 50%, e Duarte, 42% no segundo turno em São Luís, diz Ibope
Política

Considerando os votos válidos, candidato do Podemos aparece com 54%, e candidato do Republicanos tem 46%

Eduardo Braide (Podemos) aparece com 50% das intenções de voto na pesquisa Ibope para o segundo turno da disputa pela prefeitura de São Luís em 2020.

Duarte Júnior (Republicanos) tem a preferência de 42% do eleitorado ludovicense. 5% afirmam votar em branco ou nulo, e 2% não souberam ou preferem não opinar.

O levantamento foi divulgado na noite desta sexta-feira 27, pela TV Mirante, e registrado no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão com o número MA-05555/2020.

O Ibope ouviu 805 eleitores em São Luís entre 25 e 27 de novembro. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. O nível de confiança utilizado é de 95%.

Considerando-se os votos válidos, conta que exclui brancos nulos e indecisos, Eduardo Braide tem 54%, enquanto Duarte Júnior 46%.

Braide abandona perfil de 2016 e vai às urnas em 2020 carregado pelo PDT, Roseana Sarney, bolsonaristas e ex-aliados de Dino
Política

Há quatro anos, candidato era crítico aberto de alianças que pudessem macular sua eventual gestão municipal e que o obrigassem a lotear a prefeitura

O Eduardo Braide (Podemos) que vai às urnas neste domingo 29, data no segundo turno das eleições municipais de 2020, é um político com perfil integralmente destoante do que disputou e quase conquistou o comando do Palácio de La Ravardière em 2016 por meio do voto livre e consciente, sob o mote de que São Luís tinha jeito.

Há quatro anos, Braide era crítico aberto e ferrenho de alianças eleitorais que pudessem macular sua eventual gestão no município e que o obrigassem a lotear a prefeitura. No pleito deste ano, porém, para chegar ao segundo turno, além de deixar um partido pequeno e independente para se filiar em um que lhe garantisse tempo e estrutura para gastos de campanha, juntou toda espécie da fauna política em um mega consórcio, mais inchado nos últimos dias.

No primeiro turno, a coligação e comando da campanha eleitoral do novo Braide era formada pelo ex-secretário de Segurança do Maranhão, Aluísio Mendes (PSC); o deputado e genro da desembargador Nelma Sarney, Edilázio Júnior (PSD), que se colocou contra a circulação de pessoas pobres no bairro nobre da Península; e o ex-vice-prefeito de São Luís e senador Roberto Rocha (PSDB), ex-aliado do governador Flávio Dino (PCdoB) e com quem Braide firmou compromisso público para 2022.

Para garantir musculatura e evitar nota derrota, foram agregados, com poder de articulação, o PDT do senador Weverton Rocha, que há mais de 30 anos está enraizado na prefeitura de São Luís e que em 2016 foi combatido pelo antigo Eduardo Braide; a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que com a movimentação busca sobrevivência política e brecha para retorno ao poder nas eleições de 2022; e diversos outros hoje adversários de Dino na disputa municipal, entre estes os deputado estaduais Neto Evangelista (DEM), Zé Inácio (PT) e Yglésio Moysés (PROS), que no primeiro turno o acusaram, por diversas vezes, de envolvimento em casos relacionados à suposta corrupção nos municípios de Anajatuba e Icatu. O DEM de Juscelino Filho e o PTB de Pedro Lucas Fernandes também entraram no mesmo pacote.

Por afinidade, Bolsonaristas também carregam o novo Braide para as urnas em 2020, capitaneados pelo autoproclamado apóstolo e candidato derrotado a prefeitura, Silvio Antônio. Como naturalmente ocorre na troca de apoio político e eleitoral, ele precisou primeiro garantir algo: o comprometimento com as bandeiras da direita, já desde a campanha.

Ignorando o perfil que o transformou em fenômeno eleitoral na eleição passada e orgulhando-se do peso da bagagem que passou a carregar neste pleito, nas últimas semanas, o novo Eduardo Braide tem tentado emplacar junto ao eleitorado ludovicense que, se desta vez for eleito, a esperança vencerá o medo.

O adversário do novo Braide na disputa é o deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos), apoiado pelo governador Flávio Dino e aliados do comunista.

Decisivo, último debate entre Duarte e Braide deve ser marcado por comparação de gestões
Política

Candidato do Republicanos foi presidente do Procon; candidato do Podemos presidiu a Caema

No último debate do segundo turno das eleições municipais de 2020 em São Luís, o confronto entre Duarte Júnior (Republicanos) e Eduardo Braide (Podemos) deve ser marcado por comparação de gestões, vitrine ou vidraça. Organizado pela TV Mirante, o embate está marcado para acontecer por volta das 22h30 desta sexta-feira 27, após a novela “A Força do Querer”.

Durante o primeiro mandato de Flávio Dino (PCdoB) à frente do Palácio dos Leões, Duarte ocupou a presidência do Procon/Viva, e vem explorando em toda a campanha eleitoral o trabalho realizado no período. Já Braide, por um ano e dois meses do governo de José Reinaldo Tavares (PSDB), ocupou a presidência da Caema. Como a maioria das ações que diz ter realizado são enganosas ou foram descontextualizadas, ele tem pouco falado a respeito da passagem pelo comando da companhia.

Comparação sobre quem mais se beneficiou com regalias pagas pela Assembleia Legislativa do Maranhão também devem ganhar destaque. Contra Duarte Júnior, pesa uso de cota parlamentar para despesas com divulgação de ações do mandato. Já contra Braide pesa o recebimento de 18 salários mínimos e auxílio-moradia, mesmo tendo residência em São Luís.

No debate deve haver, também, troca de acusações.

A vidraça de Duarte é uma ação eleitoral já julgada improcedente pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão e que aguarda análise do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por suposto abuso de poder político e de autoridade para se eleger deputado estadual. O candidato do Republicanos nega que tenha cometido ilícitos e diz tratar-se de perseguição por ele não ser filho de político.

Já Braide é alvo de um inquérito sigiloso na Polícia Federal que apura suposta prática de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e crime de responsabilidade, com fatos relacionados à chamada Máfia de Anajatuba. O candidato do Podemos tem faltado com a verdade e, mesmo já tendo constituído defesa nos autos do processo que será julgado no próximo mês pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, diz que não é nem nunca foi investigado.

Se o candidatos concentrarem esforços em discutir propostas do plano de governo, devem ganhar destaque assuntos relacionados à saúde, assistência social, mobilidade urbana e geração de empresa e renda.

TRF-1 marca julgamento de inquérito que investiga Braide para dezembro
Política

Investigação da Polícia Federal e MPF apura suposta prática de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade

O TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região marcou para o próximo mês —portanto, apenas após o término do segundo turno das eleições municipais de 2020—, o julgamento do inquérito policial 0058214-57.2016.4.01.0000, que tem entre os investigados o deputado federal Eduardo Braide (Podemos). O relator é o desembargador federal Olindo Menezes.

Segundo a movimentação processual, o procedimento foi incluído na pauta de julgamento do dia 9 de dezembro deste ano, quando será decidido se os autos devem ser remetidos ao STF (Supremo Tribunal Federal) ou para o Tribunal de Justiça do Maranhão. A discussão gira em torno de haver ou não prerrogativa de foro privilegiado do parlamentar, que é candidato a prefeito de São Luís neste pleito.

Conforme mostrou ponto a ponto o ATUAL7, Braide e quatro empresas maranhenses, a maioria de fachada, são alvo da Polícia Federal e do MPF por suspeita de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade.

A investigação teve início a partir de movimentação financeira atípica do parlamentar e demais investigados, em 2014, capturas pelo antigo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) —rebatizado de UIF (Unidade de Inteligência Financeira) no governo de Jair Bolsonaro (sem partido). À época, ele disputava a reeleição para a Assembleia Legislativa do Maranhão.

Na campanha eleitoral de 2020, assim como fez em 2016, Eduardo Braide tentou censurar a imprensa e vem afirmando, insistentemente, que não é nem nunca foi investigado. Contudo, em setembro do ano passado, ele constituiu defesa e outorgou poderes ao escritório Cavalcante de Alencar Advogados Associados para atuar em sua defesa do processo.

Além de Eduardo Braide, também são alvo da investigação as empresas Vieira e Bezerra Ltda - ME, A.J.F Júnior Batista Vieira - ME, Escutec - Pesquisas de Mercado e de Opinião Pública Ltda e A4 Serviços e Entretenimento Ltda. O inquérito 0058214-57.2016.4.01.0000, como vem mostrando o ATUAL7, tem relação com fatos apurados em outra investigação da PF, que desbaratou a chamada Máfia de Anajatuba, e cujo investigados são essas mesmas empresas e o pai do parlamentar, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Carlos Braide.

É enganoso afirmar que entrega de cestas básicas pela Seduc tem relação com as eleições em São Luís
Política

Distribuição de alimentos adquiridos com recursos do PNAE ocorre em todo o Maranhão por conta das suspensão das aulas na rede pública por causa da pandemia do novo coronavírus

São enganosas publicações em redes sociais afirmando que entregas de cestas básicas pela Seduc (Secretaria de Estado da Educação) na capital têm relação com as eleições de 2020.

Com prints distintos de conversas por um aplicativo de mensagens e diálogos tirados de contexto, é afirmado que o governador Flávio Dino (PCdoB) estaria promovendo a entregas das cestas básicas na véspera do segundo turno das eleições municipais de 2020 em São Luís, por conta do apoio ao candidato Duarte Júnior (Republicanos).

Diferentemente do que as publicações enganosas afirmam, a rede pública estadual mantém, desde o início da pandemia do novo coronavírus, em todo o Maranhão, a rotina de entrega dos chamados “kits de alimentação escolar”, montados a partir do valor referente a per capta por aluno, com base na Lei nº 13.987, de 7 de abril deste ano, que altera a Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009.

O texto autoriza, em caráter excepcional, durante o período de suspensão das aulas, em razão da situação de emergência ou calamidade pública, a distribuição de gêneros alimentícios adquiridos com recursos do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) aos pais ou responsáveis dos estudantes das escolas públicas de educação básica.

O recurso é repassado ao Estado pelo Governo Federal, por meio do PNAE, do MEC (Ministério da Educação), sem qualquer relação com o período eleitoral, conforme publicação no site oficial do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

Em nota, a Seduc informa ainda as transferências são mensais, no total de 10 repasses anuais, para o atendimento de 200 dias letivos. Os recursos destinados a compra exclusiva de gêneros alimentícios são transferidos aos Caixas Escolares, sendo o valor total de R$ 2.453.593,56, oriundos FNDE, e Tesouro Estadual, o equivalente a R$1.136.688,20.

Braide assume proximidade com Bolsonaro em debate e sugere que Duarte é inimigo do presidente
Política

Candidato do Podemos já havia assumido compromisso público com bandeiras bolsonaristas

O candidato do Podemos à prefeitura de São Luís, Eduardo Braide, assumiu, durante o debate da TV Band Maranhão, exibido na noite dessa quarta-feira 26, que realmente possui proximidade com o governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Além de assumir a relação, ele ainda sugeriu que o seu adversário na disputa do segundo turno, Duarte Júnior (Republicanos), é inimigo do presidente.

“Eu não sou inimigo do governo federal como ele é”, reconheceu Braide, ao ser confrontado sobre a própria atuação pró-Bolsonaro e de seu partido na Câmara dos Deputados.

Embora a coligação de Braide seja integralmente formada por legendas e caciques políticos aliados de Bolsonaro (PSDB, Roberto Rocha; PSD, Edilázio Júnior; e PSC, Aluísio Mendes), o candidato vinha tentando negar essa proximidade durante todo o pleito municipal de 2020.

Nesta reta final da campanha eleitoral, porém, resolveu assumir a posição.

Antes de se colocar como amigo do governo Bolsonaro, Braide já havia assumido compromisso com bandeiras bolsonaristas da direita e anticomunista. Essa identificação pública ocorreu logo após ele receber o apoio do apóstolo Silvio Antônio, candidato derrotado a prefeito da capital pelo PRTB, partido do vice-presidente Hamilton Mourão.

Comparação entre gestões de Duarte no Procon e Braide na Caema deve dominar debate na TV Band
Política

Áudios atribuídos ao candidato do Republicanos e investigação da PF contra candidato do Podemos também podem ter destaque

No primeiro debate do segundo turno das eleições municipais de 2020 em São Luís, organizado pela TV Band Maranhão para as 22h45 desta quarta-feira 25, a comparação entre as gestões de Duarte Júnior (Republicanos) no Procon e de Eduardo Braide (Podemos) na Caema deve dominar o confronto.

No embate, áudios atribuídos ao primeiro que apontam suposto assédio contra servidores, mas até hoje não confirmados se manipulados por falta de perícia, e um inquérito sigiloso da Polícia Federal que mira o segundo em investigação sobre corrupção, já comprovado ser verdadeiro pelo MPF (Ministério Público Federal), também podem ter destaque.

Apresentação de propostas relacionadas à saúde, mobilidade urbana e assistência social devem receber maior foco, caso eles discutam a cidade.

O debate da TV Band Maranhão deveria ter sido o segundo realizado esta semana relativo ao pleito municipal, mas acabou sendo o primeiro por conta do cancelamento do confronto marcado pela TV Guará, para a noite de ontem, por ausência de Braide. O candidato suspendeu a agenda de campanha após a vice em sua chapa, Esmênia Miranda (PSD), ser diagnosticada com Covid-19 após diversas aglomerações em meio à pandemia.

Após aglomerar com Braide e Neto, candidata a vice-prefeita de São Luís é diagnosticada com Covid-19
Política

Candidato do Podemos suspendeu toda a agenda de campanha. Debate da TV Guará, marcado para hoje, foi cancelado

A candidata a vice-prefeita pela coligação “Pra Frente, São Luís”, Esmênia Miranda (PSD), foi diagnosticada com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A informação foi divulgada pelo cabeça de chapa, Eduardo Braide (Podemos), na tarde desta terça-feira 24.

Nos últimos dias, Esmênia e Braide aglomeraram por diversas vezes em diversos pontos da capital, quase sempre acompanhados do candidato derrotado ao Palácio de La Ravardière, Neto Evangelista (DEM).

Nas redes sociais, Braide anunciou que, por conta do contato constante com a candidata a vice, toda a sua agenda de campanha está suspensa até o resultado de exame para detecção para Covid-19 a que se submeteu. Por esta razão, o debate da TV Guará, que estava marcado para as 22h de hoje, foi cancelado pela emissora.

Sobre as dezenas de militantes que acompanharam Braide e Esmênia durante as caminhadas e carreatas realizadas nos últimos dias, porém, até o momento, não foi dada qualquer informação de eventual afastamento das ruas, isolamento social ou realização de exame para Covid-19 por estas pessoas.

Também não há informações a respeito de quais medidas sanitárias e de segurança serão tomadas, ou que já possam ter sido, por Neto Evangelista.

TV Guará faz primeiro debate do segundo turno em São Luís nesta terça
Política

Band e Mirante também exibirão confronto entre Duarte Júnior e Eduardo Braide, respectivamente, nos dias 25 e 27. Ligada a Weverton Rocha, TV Difusora não realizará debate

A TV Guará realiza, nesta terça-feira 24, a partir das 22h, o primeiro debate do segundo turno das eleições municipais de 2020 em São Luís.

Duarte Júnior (Republicanos) e Eduardo Braide (Podemos) confirmaram presença. A comparação entre as gestões no Viva/Procon e na Caema, respectivamente, e troca de acusações devem marcar o confronto.

Além da TV Guará, também organizam debate entre os candidatos a TV Band, para esta quarta-feira 25, e a TV Mirante, para a próxima sexta-feira 27.

Ligada ao senador Weverton Rocha (PDT), a TV Difusora decidiu não realizar debate.

O segundo turno do pleito deste será dia 29 de novembro.

Sem marcas de gestão na Caema, Braide tenta se vender como alguém ‘pronto’ para a prefeitura
Política

Uma das poucas ações citadas pelo candidato Podemos, concurso para preenchimento de mais de 1 mil vagas só ocorreu por determinação da Justiça

Numa corrida pelo comando do Poder Executivo, para tentar convencer o eleitor sobre seu preparo para o cargo disputado, qualquer candidato que tenha alguma passagem ou experiência de gestão usa o período de campanha para apresentar todos os feitos e legado deixados como gestor. É a lógica da política e da prestação de contas. Quem fez, e se fez, mostra. Já àqueles que assim não fazem é porque preferem que o eleitor não lembre ou não saiba sobre seu período de gestor, por nada ou pouca coisa terem feito, apesar de elevados dispêndios dos cofres públicos.

Este parece ser o caso de Eduardo Braide (Podemos), que tenta se vender como alguém que está ‘pronto’ para assumir a gestão da prefeitura de São Luís.

Faltando menos de uma semana para o segundo turno das eleições municipais de 2020 em São Luís, das poucas vezes em que Braide comentou sobre o período em que esteve na presidência da Caema (janeiro de 2005 a março de 2006), a maioria foi para rebater adversários, ao ponto de até mesmo ele próprio, como foi durante embate no primeiro turno com então crítico, mas agora aliado, Neto Evangelista (DEM), desacreditar a própria gestão e responder irritado que passou apenas um ano e dois meses no cargo, e que isso foi há 15 anos.

Uma das poucas falas do candidato sobre esse período, inclusive, que trata a respeito de concurso para o preenchimento de mais 1 mil vagas na companhia, é descontextualizada. Conforme mostrou o ATUAL7, com documentos da própria Caema, o certame ocorreu, exclusivamente, por determinação judicial, não por iniciativa daquela gestão.

Outras falas do candidato, sobre não haver poluição em praias e de que o saneamento básico em São Luís era melhor durante sua gestão na Caema, segundo checagem feita pela Lupa, são falsas.

Ainda que, numa inovação de marketing eleitoral, Braide tenha entendido que o melhor é não explorar o período em que ele comandou a Caema, caso tivesse sido executada alguma obra importante de abastecimento de água ou de saneamento básico na capital durante a sua gestão, naturalmente, a população se lembraria dessas marcas.

Ao contrário, a lembrança que se tem da época em que Eduardo Braide presidia a Caema é de rodízios e racionamento de água e esgoto a céu aberto. Descaso tamanho que, até os dias atuais, apesar de alguns avanços em alguns bairros de São Luís, ainda não foi possível resolver o problema por completo.

Além disso, conforme também alertava Neto Evangelista antes de mudar de posicionamento sobre o candidato do Podemos, as contas de Braide na Caema não foram aprovadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão, mas arquivadas sem análise final, em manobra da Corte executada em processos que duram mais de 10 anos sem julgamento definitivo.

A falta de marcas pode ser medida, também, no período em que Eduardo Braide foi secretário extraordinário de Orçamento Participativo da gestão de João Castelo (já falecido). Mesmo em tempos de rede social, até o momento, a poucos dias do eleitorado ir às urnas para escolher o próximo prefeito de São Luís, não há pessoas recordando e publicando sobre alguma medida importante que tenha sido tomada por ele na área.

O silêncio aponta que, não fossem as duras críticas de Neto Evangelista no primeiro turno, há eleitor que sequer saberia que Braide já foi testado —e não deixou marcas— como gestor.

Há três décadas na prefeitura, PDT tenta mais quatro anos com Braide
Política

Partido de Weverton Rocha está enraizado no Palácio de La Ravardière, no comando do poder ou como aliado, desde 1989

A história de mais de três décadas do Partido Democrático Trabalhista na prefeitura de São Luís pode sofrer uma interrupção definitiva ou continuar por pelo menos mais quatro anos, no próximo domingo 29, data do segundo turno das eleições municipais de 2020. Depois de tentar permanecer no poder com Neto Evangelista (DEM), com a indicação de Luzimar Lopes Correa na vaga de vice, mas ser derrotado pela população ludovicense nas urnas, o PDT se agarra agora a Eduardo Braide.

Diferentemente de 2016, quando se apresentou ao eleitorado como um outsider criterioso e que evitava acordos políticos para não lotear o Palácio de La Ravardière, nas eleições de 2020, o candidato do Podemos abriu a porteira para toda espécie de político, até mesmo para aqueles a quem criticava e se opunha na eleição passada e durante todo o primeiro turno deste pleito.

No primeiro turno, por exemplo, Neto Evangelista foi classificado por Braide como alguém que não gosta de trabalhar, devido à considerável quantidade de faltas às sessões da Assembleia Legislativa do Maranhão. Neto, por sua vez, por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação), foi o responsável por desmontar a informação enganosa que vem sendo disseminada por Eduardo Braide desde o pleito passado, de que ele não é investigado em inquérito sigiloso da Polícia Federal e Ministério Público Federal que apura desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade, sobre fatos relacionados à famigerada Máfia de Anajatuba.

Apesar de, publicamente, não haver informações sobre quais pastas o senador Weverton Rocha possa ter negociado com Braide para o PDT aderir à sua campanha, dificilmente um partido que está enraizado nos cofres públicos municipais há tantos anos apoiaria um candidato, principalmente a quem até outro dia era adversário, sem acertar algo em troca.

Conforme a história, o domínio do partido de Weverton na prefeitura de São Luís teve início com Jackson Lago (já falecido), na gestão de 1989 a 1992, depois continuou com Conceição Andrade (1993 a 1996), Jackson Lago novamente (1997–2000; 2001-2002) e Tadeu Palácio (2002 a 2008). Essa hegemonia foi quase interrompida com a gestão do PSDB de João Castelo (já falecido), de 2009 a 2012. Entretanto, o tucano —que divide com Neto Evangelista a promessa eleitoreira do VLT— contou com o apoio de Jackson Lago no segundo turno das eleições daquele ano. Assim como tenta o partido em 2020 com Eduardo Braide, a movimentação eleitoral garantiu ao PDT, dentre outros acordos, a permanência de dezenas de milhares de comissionados que até hoje incham a administração municipal.

O atual prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (2013–2016; 2017- 2020), foi eleito pela primeira com o apoio do PDT e reeleito filiado ao partido. No pleito deste ano, até o momento, contrariando o principal responsável pela sua eleição e reeleição, o governador Flávio Dino (PCdoB), e mesmo sob o risco de concluir o mandato com a pecha de traidor, publicamente, ele permanece neutro, o que favorece Braide.

Para continuar enraizado na prefeitura, outra movimentação eleitoreira do PDT foi se aliar à ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que até há pouco mais de uma semana era considerada adversária história, mas que agora também integra o consórcio de aliados de Braide.

Dino fala em separação entre ‘joio e trigo’ em vídeo com Duarte
Política

Declaração pode ser recado a encastelados e ao entorno do Palácio dos Leões que têm fechado apoio a Eduardo Braide, candidato de Roberto Rocha. Ambos são adversários do comunista

O governador Flávio Dino (PCdoB) usou uma forte expressão bíblica, em vídeo de apoio a Duarte Júnior (Republicanos), que pode significar um recado a encastelados e ao entorno do Palácio dos Leões que o abandonaram no segundo turno em São Luís e pularam para o barco de Roberto Rocha (PSDB) e Eduardo Braide (Podemos), adversários do comunista na disputa pela prefeitura da capital.

“Com a confiança de vocês, com a confiança da população, com o sentimento da população, evitando confusão, sabendo separar o joio do trigo, são só dois caminhos e o caminho certo é esse aqui”, disse, batendo no peito de Duarte Júnior.

A separação entre joio e trigo, uma explicação sobre paciência e justiça, consta no livro de Mateus, Novo Testamento. O joio representa os filhos do diabo e o trigo os filhos de Deus. No juízo Final, Deus separará os salvos dos condenados. Jesus Cristo contou a parábola para explicar que, no momento certo, o da colheita, o joio seria colhido e lançado no fogo, mas o trigo seria guardado no celeiro.

Se o governador do Maranhão teve a intenção de fazer a analogia, Deus seria ele próprio, o trigo os que estão com ele e o joio aqueles que pareciam ser seus aliados. O celeiro seria o Palácio dos Leões —que independente do resulto do pleito municipal ainda permanecerá sob os cuidados de Dino pelos próximos dois anos. A colheita seria realizada logo após as eleições de 2020, marcada para o próximo domingo 29.

Os encastelados que trocaram Flávio Dino por Roberto Rocha são: o PDT de Weverton Rocha; o DEM de Juscelino Filho; os deputados Neto Evangelista e Yglésio Moyses; o PTB de Pedro Lucas Fernandes; o PT e o deputado Zé Inácio; o presidente da Câmara de São Luís, Osmar Filho; Carlinhos Florêncio, que é do PCdoB; e diversos secretários e diretores de segundo e terceiro escalões do governo.

Edivaldo Holanda Júnior, Juscelino Filho, Pedro Lucas Fernandes, Erlanio Xavier da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhã), Weverton Rocha e Othelino Neto podem ser assim classificados, também, pela opção pessoal de neutralidade na disputa.

Flávio Dino não comparece à caminhada de Duarte Júnior
Política

Presença do governador havia sido anunciada nas redes sociais pelo candidato do Republicanos

Apesar de ter a presença anunciada nas redes sociais por Duarte Júnior (Republicanos), o governador Flávio Dino (PCdoB) não compareceu à caminhada de seu candidato à prefeitura de São Luís, realizada pela militância na manhã deste sábado 21, na Rua Grande, Centro da capital.

“Convido todos os amigos e parceiros para uma grande caminhada na Rua Grande, ao lado do nosso governador Flavio Dino. Estamos com força total nessa reta final e continuamos crescendo com união e sintonia. Vamos dar continuidade à nossa calorosa campanha”, publicou ontem, no Twitter.

O ato político marcou o retorno de Duarte às ruas. Desde o último dia 11, ele estava em isolamento social, após ser diagnosticado com Covid-19. Baseado num exame do último dia 16, e em contraprovas realizadas nos últimos dois dias, em que consta o resultado “não reagente” para o novo coronavírus, ele garante estar curado.

Ainda assim, ou para evitar aglomerações, Dino não participou da caminhada. Apenas parte dos secretários e dirigentes de órgãos de segundo e terceiro escalão do Palácio dos Leões, que nas redes sociais tem declarado apoio a Duarte Júnior, se fizeram presentes.

Pesquisa Ibope, divulgada nessa sexta-feira 20, aponta que Eduardo Braide (Podemos), que na reta final do segundo turno assumiu compromisso com as bandeiras bolsonaristas da direita e anticomunista, tem 54% das intenções de votos válidos, contra 46% de Duarte Júnior.

Considerando-se os votos totais, Braide tem 49%, e Duarte 42%. Afirmam votar em branco ou nulo 7% dos entrevistados, enquanto 2% não souberam informar ou não responderam.

O Ibope ouviu 805 eleitores em São Luís nos dias 18 e 20 de novembro. Contratada pela TV Mirante, a pesquisa tem intervalo de confiança de 95% e está registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão com o número MA-02619/2020. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.

Eduardo Braide tem 49% no 2º turno, contra 42% de Duarte Júnior, mostra Ibope
Política

Levantamento é o primeiro do instituto após o 1º turno na disputa pela prefeitura de São Luís

No primeiro levantamento do Ibope após o primeiro turno das eleições municipais de 2020 em São Luís, considerando-se os votos totais, o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) aparece com 49% das intenções de voto. O deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos) tem a preferência de 42% do eleitorado da capital.

Se levado em consideração a margem de erro, que é de três pontos percentuais para mais ou menos, Braide pode ter entre 52% e 46%. Já Duarte pode estar com 45% ou 39%.

Ainda de acordo com os números, 7% dos entrevistados responderam que votarão nulo ou em branco. Outros 2% não souberam informar ou não responderam.

Considerando-se apenas as intenções de votos válidos, isto é, excluindo os brancos e nulos, Braide tem 54% e Duarte 46%. Esta é a forma com que a Justiça Eleitoral fará a contagem no próximo dia 29.

O Ibope ouviu 805 eleitores em São Luís nos dias 18 e 20 de novembro. Contratada pela TV Mirante, a pesquisa tem intervalo de confiança de 95% e está registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão com o número MA-02619/2020.