São Luís
Transporte coletivo em São Luís será principal desafio contra propagação do coronavírus
Cotidiano

Ampliação da reabertura do comércio e serviço não essenciais deve provocar aglomeração de passageiros em pontos de ônibus. Governo Dino parece apostar na imunidade de rebanho

Com a decisão do governador Flávio Dino (PCdoB) de, em meio ao aumento do número de infectados e óbitos por Covid-19, ampliar a reabertura do comércio e serviço não essenciais em todo o Maranhão, a capital do estado passa a ter o transporte coletivo como principal desafio contra a propagação do novo coronavírus.

Pelas regras estabelecidas pelo Palácio dos Leões, a tendência é de aumento da aglomeração de passageiros em pontos de ônibus, o que pode provocar novas contaminações e mortes pela doença, que já infectou 8.882 pessoas e matou 521 em São Luís.

É o que se prevê pela portaria baixada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares.

Aparentemente elaborada por quem não conhece a realidade de quem precisa pegar ônibus para trabalhar e voltar para casa, o documento até recomenda medidas de segurança e cuidados gerais, como uso obrigatório de máscaras, abertura de janelas, limitação à capacidade oficial de passageiros sentados e desinfecção dos veículos.

Contudo, devido à proximidade entre os horários determinados para início de funcionamento dos estabelecimentos, o distanciamento social, principal medida contra o avanço da pandemia, pode ser prejudicado, já que para chegar ao trabalho os passageiros terão de se aglomerar nos pontos de ônibus nos horários de pico da manhã. Entre o final da tarde e início da noite, no retorno para casa, como não foi estabelecido pela Casa Civil horário para o fechamento do comércio, a aglomeração tende a ser ainda maior, com todo os passageiros ao mesmo tempo.

Quem precisa ou já precisou pegar ônibus em São Luís para retornar para casa em horário de pico, em dias normais, principalmente nos terminais do sistema de integração, conhece a mega aglomeração diariamente registrada nos pontos de ônibus.

Imunidade de rebanho

Pela forma como está conduzido o enfrentamento ao novo coronavírus no Maranhão, autorizando a reabertura do comércio e serviços não essenciais em meio à escalada de novos infectados e óbitos por Covid-19, é possível que Flávio Dino esteja experimentando a chamada imunidade de rebanho como método de combate à doença. Deixar que todos se contaminem, alguns sejam sacrificados e a comunidade se imunizasse como consequência vem sendo defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desde o início da pandemia.

Ocorre que, para essa estratégia funcionar, conforme especialistas, o índice de imunizados tem que ser muito alto. Do contrário, alguns podem ser contaminados pelo novo coronavírus e se recuperarem. Outros, porém, em número incerto, morrerão em decorrência da doença.

Abaixo, os horários determinados pelo governo para a reabertura do comércio e serviço:

Começam entre 5 e 7 horas
Postos de combustíveis;
Panificadoras.

Começam entre 6 e 8 horas
Área de saúde, como serviços ambulatoriais em hospitais, clínicas, laboratórios etc;
Indústrias alimentícias;
Indústrias farmacêuticas/medicamentos;
Construção civil;
Supermercados.

Começam entre 7 e 9 horas
Vigilantes, zeladores e porteiros;
Farmácias e drogarias;
Oficinas mecânicas e borracharias;
Lojas de produtos agropecuários e veterinários;
Hospitais e clínicas veterinárias;
Agências lotéricas.

Começam entre 9 e 11 horas
Bancos;
Revendas/concessionárias de veículos;
Barbearias e salões de beleza;
Comércios de rua que estejam autorizados a funcionar.

Pré-candidatos a prefeito de São Luís comentam a retomada do comércio não essencial
Política

A capital já registra mais de 7,9 mil pessoas infectadas e 490 mortes em decorrência da Covid-19

Questionados pelo ATUAL7, a maioria dos pré-candidatos à prefeito de São Luís, epicentro do novo coronavírus no Maranhão, comentou sobre a reabertura gradual do comércio não essencial no estado, conforme decreto editado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), sem apresentação de estudos científicos. Todos os pré-candidatos foram procurados —aqueles que possuem, por meio de suas respectivas assessorias—, porém não retornaram o contato Adriano Sarney (PV) e Detinha (PL). Cricielle Muniz (PT) respondeu mais de 1 hora após esta publicação já estar no ar; Bira do Pindaré quase 3 horas depois.

Pela nova flexibilização do isolamento social, a partir de hoje, além dos supermercados, farmácias, mercados, óticas e home centers, também poderão funcionar estabelecimentos comerciais familiares de pequeno porte, onde somente trabalhavam, antes da pandemia, o proprietário e o grupo familiar.

Segundo o boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde), até às 20 horas desse domingo 24, a capital registrava 7.917 pessoas infectadas e 490 mortes em decorrência da Covid-19. Há uma semana, eram 5.995 casos positivos e 402 óbitos; e no início do mês eram 2.808 e 178, respectivamente, o que aponta para uma escalada descontrolada da pandemia na cidade.

Apesar da curva de contaminação pelo novo coronavírus ainda não ter alcançado o pico, a maior parte dos pré-candidatos à prefeitura mostrou-se favorável à reabertura do comércio não essencial, já a partir desta semana. Alguns destacaram a necessidade de respaldo científico para a adoção da medida econômica, mas de forma genérica e sem confrontar diretamente o decreto estadual que autorizou essa retomada.

Abaixo, em ordem alfabética, o posicionamento dos pré-candidatos à Prefeitura de São Luís.

Birá do Pindaré (PSB)

Eu sou da opinião que a reabertura tem que ser gradual, obedecendo critérios técnicos de avaliação e observando dados como a ocupação dos leitos hospitalares, de índice de pessoas contaminadas e etc. É muito importante seguir os critérios técnicos, sobretudo para que haja uma reabertura gradual, monitorada e, se necessário, novas restrições possam feitas lá na frente. Portanto, um procedimento rigorosamente técnico que tem que ser obedecido e deve está de acordo com as recomendações dos órgãos sanitários, sobretudo da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Carlos Madeira (SD)

É preciso levar em consideração dois aspectos para a reabertura do comércio, quais sejam, segurança e essencialidade. Não é razoável voltar às atividades comerciais sem que que haja segurança sanitária, sob pena de retornarmos às medidas de isolamento. Iniciado o retorno às atividades, com respeito às regras de segurança sanitária, todos, empresários e clientes, devem se manter vigilantes para não haver um retrocesso. Assim, a economia e a saúde poderão caminhar em harmonia e todos teremos o tão desejado achatamento da curva.

Concordo com o retorno das atividades essenciais e com o retorno das atividades que, sob perspectiva de segurança sanitária, não coloquem em risco a saúde da população.

Algumas atividades, ao meu ver, poderiam voltar logo, embora não sejam essenciais, desde que não ofereçam risco de comprometimento da saúde.
Exemplo: auto escolas.

Não é uma atividade essencial; as suas atividades, no que diz respeito às aulas práticas, se assemelham às atividades de táxi e de aplicativos: um motorista-aluno e um instrutor.

As aulas teóricas podem seguir o modelo do já consagrado sistema EAD, ou seja, ensino à distância.

Cricielle Muniz (PT)

Acredito que a decisão flexibilização deve ser sido pautada com base em dados concretos e informações que o governo detém e possui estrutura melhor de avaliar. Destaco as ações do governo do estado no enfrentamento da pandemia e priorizando a vida dos maranhenses.

Duarte Júnior (Republicanos)

Com todas as medidas que estão sendo tomadas, entendo que o caminho é a retomada gradual das atividades econômicas, pois o funcionamento das empresas é um importante passo para a recuperação e manutenção dos empregos e geração de renda. Protocolos para a nova normalidade precisam ser criados e testados. Contudo, mais importante que a retomada da economia é a garantia de proteção da saúde de toda a população, por meio de políticas sociais e também econômicas, que visem a redução de riscos de propagação da doença e de outros agravos, conforme prevê os arts. 6º, 196 e seguintes da Constituição Federal de 1988.

Dessa forma, desde que seguidos os protocolos dos órgãos competentes, definidos com estudo técnico-científico, penso ser possível iniciar a tão necessária abertura das atividades não apenas do comércio, mas também dos demais segmentos.

Eduardo Braide (Pode)

Sou favorável à reabertura gradual do comércio e outras atividades após avaliação e seguindo as recomendações de segurança das autoridades sanitárias. É preciso encontrar o equilíbrio entre o combate à pandemia e a manutenção dos empregos.

Franklin Douglas (PSOL)

Avalio como precipitado. Ainda não há evidências de que, de fato, o lockdown foi suficiente para achatar a curva de contaminação. A Prefeitura de São Luís não terá como como garantir qualquer fiscalização efetiva sobre quais comércios e serviços de fato cumprirão a medida. Melhor seria manter o rodízio de carros, reduzir a frota de ônibus, bloquear áreas como avenida Litorânea, Avenida dos Portugueses (de acesso à área Itaqui-Bacanga), rua Grande. E ter coragem em colocar ao setor do empresariado do comércio que esse sacrifício agora é muito melhor que abrir neste momento para ter que fechar mais à frente.

Jeisael Marx (Rede)

Não há como simplificar uma tomada de decisão como esta e tantas outras diante da situação atual no Brasil e no mundo. Quem disser o contrário, está equivocado.

É preciso ter acesso a dados e informações que permitam o máximo de acertos. Desse modo, e especialmente no formato autorizado, obedecendo regras e etiquetas sanitárias, acredito ser um passo importante para a economia o início da abertura do comércio considerado não essencial na Ilha, principalmente para os negócios pequenos, familiares, de pessoas que dependem de liquidez diária para alimentar sua família.

Quanto a uma maior flexibilização ou restrição, só é possível decidir de acordo com a evolução do quadro, baseado, sempre, nas recomendações dos especialistas, para preservar a vida humana.

Como tudo é muito novo, inclusive para cientistas e profissionais da saúde, a cautela é importante para que não tenhamos que conviver com recuos desnecessários, e, pior, colocando a perder os resultados já alcançados. Não existem respostas simples para situações complexas.

Neto Evangelista (DEM)

Desde o começo defendi o isolamento social como primeira alternativa, precisaríamos salvar vidas primeiro, afinal de contas morto não faz economia. Entretanto, após alguns avanços nas medidas de isolamento e distanciamento social, o comércio precisa reabrir gradativamente, sendo observado a partir daí os números de testagem positivas, para continuidade da reabertura dos comércios ou um novo isolamento social.

Rubens Pereira Júnior (PCdoB)

Nos balizaremos sempre pelas orientações científicas e com responsabilidade, conforme tem agido o Governo do Maranhão, que segue firme priorizando a vida.

Prova disso é o imenso esforço do governador Flávio Dino para aumentar a quantidade exclusiva de leitos para tratamento da Covid-19. Atualmente são mais de 1.500, com ações integradas para salvar mais maranhenses dessa pandemia.

Saulo Arcangeli (PSTU)

Somos extremamente contra essa flexibilização. Na verdade, nós sabemos que, desde o início da pandemia, a política do governo do Estado é de flexibilizar. Desde o início de abril, nos decretos, o governador liberou todo o setor industrial. Tá tudo funcionando.

Então, o setor do agronegócio e de commodities está funcionando em todo o estado. Por isso, a gente acha que é uma hipocrisia, pois essa é uma política que o Jair Bolsonaro atua nesse sentido, mas apesar do governador criticar tem aplicado [igual], e não há testes em massa.

Por exemplo, aqui a gente sabe que só 10% dos testes que vieram [do Governo Federal] foram aplicados. Inclusive, em entrevista o próprio governador cita isso. [Ele] coloca a culpa nos prefeitos, mas admite que os testes não são aplicados; e tem a política de flexibilizar. Para nós, flexibilização [sem testes em massa] é genocídio.

Wellington do Curso (PSDB)

Somos favoráveis à reabertura do comércio, mas desde que isso seja feito de forma gradativa e com cautela, atentando as orientações da OMS e recomendações sanitárias, com preocupação com a saúde e o emprego e renda dos maranhenses.

O momento ainda é de precaução e temos um grande número de maranhenses que já sente o peso econômico da pandemia.

Por isso, acreditamos, sim, que a reabertura do comercial é a medida correta, sem esquecer de sempre estar atento aos excessos e fiscalizar, caso haja aglomeração.

Além disso, um ponto necessário é que que os dados e boletins do governo do Estado sejam sempre repassados de maneira transparente. Por aqui, seguiremos na fiscalização. Por ora, acreditamos que seja a medida certa a ser adotada, buscando benefícios para os trabalhadores maranhenses.

Yglésio Moyses (PROS)

Acredito que o decreto poderia ter sido mais bem estruturado, a definição de negócio familiar é muito nebulosa. Situação como a dos comércios da Rua Grande gerenciados por empresários chineses e coreanos enquadram-se nesse segmento. Não houve previsão no decreto estadual para regulamentação das atividades pela prefeitura, o que sugere uma possível desorganização do aparelho fiscalizatório. Acredito que mais clareza e um cronograma pré-estabelecido mínimo de atividades que devem retornar ajudaria na auto-organização das empresas para não demitirem funcionários, além dos que já foram demitidos. Em relação à pandemia e seu avanço, não há dados suficientes até o momento mostrando uma estabilidade sustentada.

Concordo que precisa reabrir o comércio, mas não considero que a metodologia utilizada é adequada.

Foto: Adriano Soares/Grupo Mirante. Rua Grande, Centro de São Luís (MA). 25/05/2020

Flávio Dino diz que vai cumprir decisão judicial e decretar lockdown
Política

Governador destacou que atividades comerciais essenciais, como alimentação e medicamentos, continuarão funcionando na Ilha de São Luís

Em publicação no Twitter, o governador Flávio Dino (PCdoB) declarou que vai cumprir a decisão do juiz Douglas Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, e decretar o chamado lockdown na Ilha de São Luís, a ser iniciada a partir da próxima terça-feira 5.

A decisão foi proferida nesta quinta-feira 30, em atendimento a pedido do Ministério Público do Maranhão. Segundo o órgão, a adoção da medida mais restritiva se faz necessária em razão da falta de transparência na ocupação dos leitos de UTI reservados para Covid-19 —apontada o ATUAL7 desde o início da pandemia; e devido Dino apenas blefar sobre a decretação de bloqueio total das atividades não essenciais caso a taxa de ocupação dos leitos chegasse a 80% —também mostrado pelo ATUAL7.

Na publicação na rede social, Dino destacou que, conforme a decisão judicial, as atividades comerciais essenciais à manutenção da vida e da saúde, como alimentação e medicamentos, permanecerão funcionando durante o lockdown.

“Sobre a decisão judicial de bloqueio na Ilha de São Luís, farei uma entrevista coletiva amanhã 10h. Desde logo, informo que evidentemente a decisão do Judiciário será cumprida. Esclareço, contudo, que ATIVIDADES ESSENCIAIS, como alimentação e remédios, continuarão ABERTAS”, escreveu o governador.

O lockdown, segundo a decisão de Douglas Martins, inicialmente, deve durar pelo prazo de 10 dias.

Além da capital do Maranhão, integram a Ilha de São Luís os municípios de Paço do Luminar, Raposa e São José de Ribamar.

Juiz manda Dino decretar lockdown da Ilha de São Luís, a partir do dia 5
Política

Decisão atende a pedido do Ministério Público, por causa da falta de transparência na ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 e devido o governador apenas blefar sobre a adoção da medida restritiva

Nesta quinta-feira 30, mesmo dia em que suposta fake news dizia que o governador Flávio Dino (PCdoB) decretaria lockdown na Ilha de São Luís como forma de prevenção e enfrentamento ao novo coronavírus, o juiz da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, Douglas Martins de Melo, coincidentemente, determinou ao comunista que decrete o fechamento total do comércio não essencial e a restrição da circulação de pessoas na capital, Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar.

A decisão, em caráter de urgência, atende a pedido formulado pelo Ministério Público do Maranhão, em razão da falta de transparência na ocupação dos leitos de UTI reservados para Covid-19 —conforme vem apontando o ATUAL7 desde o início da pandemia. Também, segundo aduz o MP, devido Dino apenas blefar sobre a decretação de lockdown caso a taxa de ocupação dos leitos chegasse a 80%.

“O Ministério Público aduz, ainda, que, embora o Estado do Maranhão, desde 22/04/2020, tenha apontado na mídia para possibilidade de decretação de lockdown, caso a lotação dos leitos de UTI chegasse a 80%, até o presente momento nenhuma medida mais intensa foi tomada em vista da situação hoje já evidenciada na Ilha do Maranhão de ocupação total dos leitos de UTI. No que atine aos municípios de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, o Ministério Público alega que a falta de transparência na divulgação da ocupação dos leitos disponíveis nas suas respectivas redes dificulta o planejamento e gerenciamento da crise”, destacou Douglas Martins.

De acordo com a decisão do magistrado, o bloqueio total deve durar, inicialmente, 10 dias. A vigência começa somente a partir do próximo dia 5 para que a população possa se preparar para o fechamento total.

Com isso, em vez de medidas menos restritivas, como queria Flávio Dino, ficarão suspensas todas as atividades não essenciais à manutenção da vida e da saúde, com exceção de serviços de alimentação, farmácias, portos e indústrias que trabalham em turnos de 24 horas.

Também ficará suspensa a circulação de veículos particulares, sendo autorizados somente a saída para compra de alimentos ou medicamentos, para transporte de pessoas e atendimento de saúde, serviços de segurança ou considerados essenciais pelo decreto estadual.

A decisão também limita a circulação de pessoas em espaços públicos ou abertos ao público, a regulamentação do funcionamento de bancos e lotéricas que devem ser abertas somente para o pagamento do auxílio emergencial, salários e benefícios sem lotação máxima nesses ambientes, com organização de filas.

Com alta do novo coronavírus em São Luís, Rua Grande terá acessos fechados
Cotidiano

Medida restritiva foi divulgada por Flávio Dino nas redes sociais, sem maiores detalhes

Em meio ao crescimento de casos confirmados e de óbitos em decorrência da Covid-19 em São Luís, a Rua Grande, principal centro comercial da capital, terá os acessos fechados, a partir desta quinta-feira 30.

A medida restritiva foi divulgada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) nas redes sociais, nesta quarta 29, sem maiores detalhes.

“No boletim de agora, taxa de ocupação de leitos de UTI na nossa capital caiu para 79,87%, com os novos que abrimos hoje. Mas não param de chegar pacientes de coronavírus, infelizmente. Amanhã vamos bloquear a Rua Grande, que tem injustificadas aglomerações de pessoas”, publicou o governador.

Devido à ausência de maiores detalhes, não há informações, por exemplo, da logística que será montada —nem sequer se será montada— para evitar que a aglomeração que vem sendo registrada na Rua Grande durante o período de isolamento social migre para outras vias próximas no Centro, como a Rua de Santana, Rua da Paz e Rua do Sol.

Também não há informação se será editado decreto e nem sobre quantos dias a Rua Grande permanecerá com seus acessos fechados.

No início de abril, a Avenida Litorânea, em São Luís, chegou a ter os acessos fechados em ação conjunta do Governo do Maranhão e da Prefeitura de São Luís, mas voltou a registrar aglomerações após o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, desobedecer o isolamento social e utilizar a orla para fazer caminhada. Desde então, não houve mais qualquer divulgação, por parte do governo e nem da prefeitura, de nova medida restritiva no local.

Segundo boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde), atualizado até às 20 horas de hoje, o número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus em São Luís é 2.432, e de mortes 149.

Com 100% da ocupação dos leitos de UTI para Covid-19, São Domingos pede a Dino que decrete lockdown
Cotidiano

Desde ontem, rede pública de saúde também está com todos os leitos de UTI ocupados em São Luís

O Hospital São Domingos, em São Luís, sugeriu ao governador Flávio Dino (PCdoB) que decrete o chamado lockdown (bloqueio total de circulação de pessoas, mais restritivo que o isolamento social), como forma o barrar na capital o aumento descontrolado no número de casos de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

O pedido foi feito em ofício encaminhado à SES (Secretaria de Estado da Saúde), nesta quarta-feira 29, um dia depois do São Domingos informar que 100% dos leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) reservados para pacientes com Covid-19 estão ocupados.

“Em razão disso, esse nosocômio sugere ao Governo do Estado do Maranhão a adoção de protocolos de emergência mais restritivos, como por exemplo o ‘lockdown’”, diz trecho do documento.

Também ontem, segundo boletim Epidemiológico da SES, a própria rede pública estadual de saúde chegou ao limite total de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 em São Luís, além de outros dois hospitais da rede privada, ambos na capital: UDI e Centro Médico.

Apesar do colapso no sistema, mais cedo, em entrevista à TV Mirante, Flávio Dino disse que não há motivo para pânico por parte da população, e negou boatos que estão circulando nas redes sociais, afirmando que ele iria decretar, nesta quinta 30, o lockdown.

Epicentro da pandemia no Maranhão, São Luís já registrou mais de 2,1 mil casos positivos e 130 óbitos em decorrência da doença.

São Luís chega a 100% de ocupação dos leitos de UTI reservados para Covid-19
Cotidiano

Boletim epidemiológico da SES mostra também crescimento de casos positivos e de óbitos em decorrência da doença na capital

São Luís registrou, nesta terça-feira 28, taxa de ocupação de 100% dos leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) da rede pública estadual de saúde destinados exclusivamente ao tratamento da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

A informação consta no boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde), com a última atualização às 19 horas de hoje, e monstra também o crescimento de casos positivos e de óbitos em decorrência do novo coronavírus da capital do Maranhão.

De acordo com o balanço, agora são 2.149 pessoas diagnosticadas com Covid-19 em São Luis. Até essa segunda-feira 27, eram 1.977.

Os óbitos, que até ontem eram 116, agora são 136 na capital.

Também nesta terça, os hospitais UDI, Centro Médico e São Domingos, todos em São Luís e da rede privada, informaram estar com todas as UTIs exclusivas para Covid-19 ocupadas.

Edivaldo silencia sobre desobediência do secretário de Saúde ao isolamento social
Política

Prefeito de São Luís não comentou sobre ato de seu subordinado, que contrariou principal medida de enfrentamento ao novo coronavírus

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) resolveu adotar o silêncio e deixar cair no esquecimento da população o ato de desobediência do secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, à principal medida de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus: isolamento social.

Conforme mostrou o ATUAL7, no último dia 19, o subordinado do pedetista aproveitou o domingo ensolarado para fazer caminhada na Avenida Litorânea, local que, duas semanas antes, teve os acessos fechados para a população em geral pelo Governo do Maranhão e pela própria Prefeitura de São Luís, com o objetivo de evitar que, sob o pretexto de realização de atividades físicas, pessoas acabassem gerando aglomeração.

“A pergunta que fica no ar é: a pessoa que pode ir pro front. Dentro de hospital e que está trabalhando com várias pessoas da saúde não pode andar sozinho na Litorânea que está aberta? Não posso entrar na insanidade. Tenho que cuidar do pulmão e da mente. Luta grande e não vou me prender a essas críticas não. Eu acho justo sair. Sozinho, como fiz”, alegou Lula Fylho, ao ser questionado pelo ATUAL7 sobre o descumprimento da determinação.

Ainda no domingo, já no final da noite, em sua conta no Twitter, mas sem mencionar sobre a caminhada na orla, o titular da Semus permaneceu fazendo pouco caso sobre as reprovações ao seu ato, classificadas por ele como “julgamentos”.

“Hora de parar um pouco. Domingo 23h já dar pra desligar. Enquanto muitos só pensam em fazer julgamentos eu continuo é trabalhando firme. Tem crise maior para cuidarmos. Vamos em frente, essa semana tende a ser duríssima. Deus abençoe a todos”, publicou.

Na madrugada dessa terça 21, irritado, Lula Fylho foi além e, em desdém às reprovações, disse que não apenas voltará a fazer caminhada na Avenida Litorânea no período de isolamento social, como também divulgar em rede social a nova desobediência.

“E amanhã vou andar novamente. Acho que vc gostou do meu nome. Vou postar. E pode falar. Não estou fazendo nada de errado e nem contrário às orientações. Pode começar os posts novos”, publicou no Twitter.

Edivaldo Júnior foi procurado pelo ATUAL7 por meio da Secom (Secretaria Municipal de Comunicação), ainda no domingo, e novamente ontem, para se posicionar a respeito. No entanto, até o momento não se manifestou.

O silêncio impera também nas redes sociais, onde o pedetista, ironicamente, tem divulgado vídeos em que ele próprio pede à população que obedeça a medida de isolamento social, e investido dinheiro público em publicidade para reforçar essa orientação da OMS (Organização Mundial de Saúde), Ministério da Saúde e, apesar da incoerência de seu titular, por técnicos da pasta comandada por Lula Fylho.

“O número de casos do novo coronavírus em São Luís continua subindo e, infelizmente, estamos entre as 12 capitais em situação de emergência. Para evitar o estrangulamento do nosso sistema de saúde é importante manter o isolamento social e redobrar os cuidados com a higiene”, alertou Edivaldo no Twitter, na última sexta 17, dois dias antes de seu secretário de Saúde fazer exatamente o contrário.

Apenas na capital, epicentro do novo coronavírus no Maranhão, segundo dados do boletim epidemiológico mais recente, já foram registrados 1.300 casos confirmados e 51 óbitos em decorrência da Covid-19.

Lula Fylho desdenha de críticas à desobediência ao isolamento social: ‘Amanhã vou novamente’
Política

Para secretário de Saúde de São Luís, ele não errou e nem contrariou a medida contra a propagação do novo coronavírus

Depois de dizer que não iria se prender às críticas e de fazer pouco caso com reprovações ao seu ato de desobediência ao isolamento social como principal medida de combate ao novo coronavírus, o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, resolveu agora desdenhar.

Em comentário no Twitter a uma publicação do ATUAL7 sobre o caso, ele disse que não apenas vai voltar a fazer caminhada na Avenida Litorânea, como também publicar na rede social.

“E amanhã vou andar novamente. Acho que vc gostou do meu nome. Vou postar. E pode falar. Não estou fazendo nada de errado e nem contrário às orientações. Pode começar os posts novos”, publicou, na madrugada desta terça-feira 21.

Nos perfis pessoais de Lula Fylho no Twitter, Instagram e Facebook, até o momento, segundo consulta feita pelo ATUAL7, não há a publicação prometida, com o novo descumprimento da medida.

Contudo, o comentário contra o isolamento social, partindo da maior autoridade pública da Saúde na capital, que deveria dar exemplo, confronta determinações e orientações do governador Flávio Dino (PCdoB) e do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), baseadas em orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Ministério da Saúde, para evitar aglomeração da população, inclusive em locais abertos.

Duas semanas antes de Lula Fylho aproveitar o domingo ensolarado para fazer caminhada na orla, por exemplo, por determinação do Governo do Maranhão e da própria Prefeitura de São Luís, a Polícia Militar e a SMTT (Secretaria Municipal de Transito e Transporte) fecharam as vias de acesso à Avenida Litorânea, exatamente para evitar que a prática de atividades físicas do local.

O próprio secretário de Saúde de São Luís, inclusive, antes da restrição mais dura tomada por Dino e Edivaldo Júnior, chegou a exaltar o Corpo de Bombeiros, em publicação no Instagram, por retirar pessoas que estavam na Avenida Litorânea, com o mesmo objetivo de evitar aglomerações e propagação descontrolada do novo coronavírus.

Na capital, epicentro de casos positivos e de óbitos no Maranhão em decorrência da Covid-19, mais de 1 mil pessoas já foram diagnosticadas com a doença e mais de 40 morreram.

Dino vai cobrar de hospitais privados transparência de leitos que a rede pública, sob sua gestão, não cumpre
Política

Falta de dados detalhados sobre leitos para Covid-19 tem feito Samu peregrinar com pacientes em UPAs e hospitais públicos da capital, e ainda ter atendimentos negados

Após espalhar fake news, o governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou, em live em que promoveu seu nome de urna enquanto informava medidas adotadas pela gestão estadual no combate ao novo coronavírus, que vai cobrar de hospitais da rede privada de São Luís a transparência de leitos disponíveis para Covid-19. Segundo ele, a notificação e fiscalização será feita pelo Procon (Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor) do Maranhão, já a partir desta segunda-feira 20.

“Procon hoje vai notificar os hospitais privados, para que eles publiquem, em respeito ao Código de Defesa do Consumidor, a sua situação real, porque nós precisamos, a sociedade precisa saber, qual a real oferta de leitos de Coronavírus na rede privada de saúde. Aos clientes dos planos de saúde, que precisam saber”, disse, em meio a gestos, oratória e desenvoltura de voz com técnicas de media training.

Ocorre que, conforme mostrou o ATUAL7 na semana passada, sobre o relatório mais recente da (OKBR) Open Knowledge Brasil, a transparência cobrada por Dino à rede hospitalar privada da capital não é cumprida pela SES (Secretaria de Estado da Saúde), sob sua própria gestão. A pouca transparência que existia, inclusive, foi reduzida.

No boletim epidemiológico divulgado pela pasta, até há informações sobre a quantidade de leitos ocupados no estado em relação ao total disponível, mas de forma total, e não por unidade de saúde.

Devido à falta desses dados mais detalhados, apontam denúncias em vídeos gravados em frente e dentro de ambulâncias, operadores do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) estão sendo obrigados a peregrinar em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e hospitais da rede pública em São Luís, em busca e vagas e leitos com respirador para pacientes com suspeita de Covid-19, e nem assim conseguindo atendimento para os infectados.

O próprio governador, inclusive, durante a live, confirmou essa informação, ainda que tergiversando, ao ser questionado sobre o colapso já existente no sistema de saúde pública em São Luís.

“Sim, nós já temos concretamente essa sobrecarga. Constatamos esse esgotamento de capacidade de atendimento nas UPAs”, confessou, afirmando que haverá a ampliação de leitos clínicos, isto é, que não são de UTI (Unidades de Tratamento Intensivo), para solucionar o colapso nas UPAs. “Esse é o nosso esforço, neste momento”, garantiu.

‘Só pensam em fazer julgamentos’, diz Lula Fylho sobre críticas por caminhada na Litorânea
Política

Secretário de Saúde de São Luís desobedeceu medida de isolamento social contra o novo coronavírus. Prefeito Edivaldo Júnior segue em silêncio

O secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, voltou a fazer pouco caso sobre a desobediência à medida de isolamento social contra a pandemia do novo coronavírus, defendida pela próprio prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), a quem é, ao menos na hierarquia institucional, diretamente subordinado.

No Twitter, sem mencionar que usou parte do dia para fazer caminhada na Avenida Litorânea, o titular da Semus demonstrou que, apesar da repercussão negativa, continua não se importando com reprovações, classificadas por ele como “julgamento”, ao seu ato.

“Hora de parar um pouco. Domingo 23h já dar pra desligar. Enquanto muitos só pensam em fazer julgamentos eu continuo é trabalhando firme. Tem crise maior para cuidarmos. Vamos em frente, essa semana tende a ser duríssima. Deus abençoe a todos”, publicou.

Conforme mostrou o ATUAL7, o titular da Semus aproveitou o domingo ensolarado, desse domingo 19, para fazer uma caminhada na orla da Avenida Litorânea, sob a alegação de que estava só, sem colocar outras pessoas em risco, e que precisava desestressar por, segundo ele, estar na linha de frente do enfrentamento ao novo coronavírus na cidade.

“A pergunta que fica no ar é: a pessoa que pode ir pro front. Dentro de hospital e que está trabalhando com várias pessoas da saúde não pode andar sozinho na Litorânea que está aberta? Não posso entrar na insanidade. Tenho que cuidar do pulmão e da mente. Luta grande e não vou me prender a essas críticas não. Eu acho justo sair. Sozinho, como fiz”, alegou.

Ocorre que, além de Lula Fylho ser secretário de Saúde da capital, por determinação do Governo do Maranhão e da Prefeitura de São Luís, atividades físicas estão proibidas na Avenida Litorânea para a população em geral, há duas semanas, justamente para evitar que pessoas que alegam fazer caminhadas e corridas sozinhas acabem gerando aglomeração.

No mês passado, inclusive, o próprio titular da Semus usou o perfil pessoal no Instagram para exaltar o Corpo de Bombeiros do Maranhão por retirar pessoas que estavam na Avenida Litorânea fazendo a mesma coisa que, ontem, ele fez: atividade física na orla.

À época, São Luís registrava apenas dois casos confirmados de Covid-19, e nenhum óbito. Agora, com o sistema de saúde pública já em colapso, com pacientes sendo rejeitados em UPAs e hospitais por falta de vagas e de respirador, já são mais de 1 mil pessoas diagnosticadas, e mais de 40 mortes em decorrência da doença, apenas na capital.

Procurado pelo ATUAL7, por e-mail encaminhado à Secom (Secretaria Municipal de Comunicação) e em mensagem e ligação telefônica à titular da pasta, Conceição Castro, para se posicionar sobre a desobediência de seu secretário de Saúde à principal medida de enfrentamento à pandemia, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior ainda não retornou o contato.

Sistema entra em colapso em São Luís; outro paciente é rejeitado em UPAs e hospitais
Cotidiano

Servidoras da Samu estão gravando vídeos mostrando a falta de vagas e de respirador nas unidades de saúde da capital

Com a explosão exponencial de casos de Covid-19 em São Luís, que em apenas um mês saltou de 1 caso para mais 1 mil, além de mais de 40 óbitos, apenas na capital, o sistema entrou em colapso e já faltam vagas nas unidades de saúde da rede pública do município.

Neste domingo 19, enquanto o secretário municipal de Saúde Lula Fylho desobedecia o isolamento social e fazia caminhada na Avenida Litorânea, servidoras da Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) começaram a gravar vídeo mostrando a falta de vagas e até de respirador nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e em hospitais da capital.

Em vídeo publicado mais cedo pelo ATUAL7, uma servidora revela que um paciente com suspeita de Covid-19 havia sido rejeitado nas UPAs da Cidade Operária e do Bacanga, por falta de vagas e de respirador.

“Pessoal, é o seguinte: nós estamos aqui, na porta da UPA da Cidade Operária com paciente com suspeita de Covid. Nós já viemos, da UPA do Bacanga. Não receberam, não tinha vaga. E nós estamos também aqui, disseram que não tem vaga, porque não tem respirador, e estamos aqui aguardando, desde três e meia da manhã. O que que vai ser feito? Paciente dentro da ambulância, ninguém atende, ninguém quer receber. Pra onde nós vamos? Quem pode nos ajudar?”, pergunta, em tom de desespero.

Em novo vídeo, de dentro da ambulância da Samu, outra servidora denuncia que, além das UPAs, também estão deixando de receber pacientes o Socorrão I , e até mesmo o Hospital da Mulher, unidade de referência recém reformada para atender pacientes infectados pelo novo coronavírus.

“Até agora tentando ir embora, encerrar o plantão, com paciente desde as três e meia da tarde, sem nenhuma UPA querer receber o mesmo. Nem no Socorrão I, nem UPA Vinhas, nem UPA Araçagy, nem Hospital da Mulher, que tá na grade como hospital de referência. Não aceitam em nenhum hospital, gente”, diz.

O ATUAL7 procurou as assessorias da SES (Secretaria de Estado da Saúde) e da Prefeitura de São Luís, e aguarda um posicionamento a respeito.

Nas redes sociais, até o momento, nem o governador Flávio Dino e nem o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) fizeram qualquer comentário a respeito do colapso do sistema na capital.

Em São Luís, paciente com suspeita de Covid-19 é rejeitado em UPAs por falta de vaga e respirador
Cotidiano

Denúncia confronta informação divulgada pelo Governo do Maranhão, de que houve a aquisição de 107 aparelhos da China para ampliação da rede

Um paciente com suspeita de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, teve atendimento rejeitado em pelo menos duas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) em São Luís.

A denúncia foi feita por uma profissional da Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), em vídeo gravado na entrada na UPA da Cidade Operária. Antes, segunda ela, já haviam tentando atendimento na UPA do Bacanga, mas também negado. Ainda não é possível saber quando ocorreu o descaso.

“Pessoal, é o seguinte: nós estamos aqui, na porta da UPA da Cidade Operária com paciente com suspeita de Covid. Nós já viemos, da UPA do Bacanga. Não receberam, não tinha vaga. E nós estamos também aqui, disseram que não tem vaga, porque não tem respirador, e estamos aqui aguardando, desde três e meia da manhã. O que que vai ser feito? Paciente dentro da ambulância, ninguém atende, ninguém quer receber. Pra onde nós vamos? Quem pode nos ajudar?”, pergunta, em tom de desespero.

A falta de vaga nas UPAs revela que já há colapso no sistema público de saúde na capital, conforme já se suspeitava quando o governador Flávio Dino (PCdoB), aparentemente, tentou especie de carta seguro nas redes sociais, com uma publicação em que informa, sem citar quais, que “importantes hospitais privados do Maranhão” haviam informado “que não tem mais capacidade de atender pacientes de coronavírus”.

Mais grave ainda: confronta a informação oficial divulgada pelo Governo do Maranhão nesta semana, sobre a aquisição de 107 respiradores da China.

Procurada pelo ATUAL7, a assessoria da SES (Secretaria de Estado da Saúde), responsável pelas UPAs, afirmou que enviaria nota com posicionamento sobre o ocorrido, o que até o momento não aconteceu.

Antes de desobedecer isolamento, Lula Fylho exaltou Bombeiros por retirar pessoas da Litorânea
Cotidiano

Mesmo com aumento de casos confirmados e de óbitos por Covid-19, secretário de Saúde de São Luís fez caminhada na orla

Quase um mês antes de desobedecer a norma de isolamento social em meio à pandemia do novo coronavírus, o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, usou o Instagram para exaltar o Corpo de Bombeiros do Maranhão por retirar pessoas que estavam na Avenida Litorânea fazendo a mesma coisa que, neste domingo 19, ele fez: atividade física na orla.

“Parabéns pela iniciativa do Corpo de Bombeiros de usar a estratégia do som no veículo para convencer mais pessoas a ficarem em casa. Infelizmente ainda precisamos alertar sobre os riscos, parece que ainda não entenderam o momento que estamos vivendo. Por favor, fiquem em casa. Só saiam se for necessário”, publicou, em 22 de março.

À época, São Luís registrava apenas dois casos confirmados de Covid-19, e nenhum óbito. Agora, com o sistema de saúde pública na iminência de entrar em colapso, segundo dados mais recentes da SES (Secretaria de Estado da Saúde), já são quase 1 mil pessoas diagnosticadas, com 40 mortes em decorrência da doença, apenas na capital.

Apesar do aumento exponencial de casos na cidade, questionado pelo ATUAL7 sobre a caminhada na Litorânea —fechada para caminhadas da população em geral por ordem do Governo do Maranhão e da Prefeitura de São Luís para evitar a propagação do novo coronavírus—, o secretário de Saúde de São Luís fez pouco caso à desobediência da norma de isolamento social.

“A pergunta que fica no ar é: a pessoa que pode ir pro front. Dentro de hospital e que está trabalhando com várias pessoas da saúde não pode andar sozinho na Litorânea que está aberta? Não posso entrar na insanidade. Tenho que cuidar do pulmão e da mente. Luta grande e não vou me prender a essas críticas não. Eu acho justo sair. Sozinho, como fiz”, disse.

Dos óbitos registrados em São Luís, inclusive, três pessoas eram da rede pública municipal de saúde, comandada por Lula Fylho. Servidores que, realmente, estavam na linha de frente de combate ao novo coronavírus.

Secretário de Saúde, Lula Fylho desobedece norma de isolamento e faz caminhada na Litorânea
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Ele alega que estava sozinho, e fez pouco caso da atitude. População foi proibida pelo governo e pela prefeitura de praticar atividades físicas no local

O secretário municipal de Saúde Lula Fylho, maior autoridade pública da capital no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, desobedeceu uma das principais normas de isolamento social baixadas pelo Governo do Maranhão, com o apoio da Prefeitura de São Luís.

Em fotos compartilhadas por usuários nas redes sociais, e pelo próprio titular da pasta no Instagram, é possível observar que ele resolveu aproveitou o domingo ensolarado para fazer caminhada na Avenida Litorânea.

Embora as imagens mostrem que Lula Fylho estava sozinho, sem aglomeração, e ele próprio tenha alegado isso na publicação no Instagram, há exatas duas semanas, por determinação de Flávio Dino (PCdoB) e de Edivaldo Holanda Júnior (PDT), a Litorânea teve todos os acessos fechados para a população em geral pela Polícia Militar do Maranhão e a SMTT (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes), justamente para evitar que caminhadas solitárias se transformassem em grande aglomeração de pessoas.

Questionado pelo ATUAL7, o titular da Saúde de São Luís fez pouco caso à norma de isolamento social.

“A pergunta que fica no ar é: a pessoa que pode ir pro front. Dentro de hospital e que está trabalhando com várias pessoas da saúde não pode andar sozinho na Litorânea que está aberta? Não posso entrar na insanidade. Tenho que cuidar do pulmão e da mente. Luta grande e não vou me prender a essas críticas não. Eu acho justo sair. Sozinho, como fiz”, disse.

Segundo dados do boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde), confirmados pela própria pasta comandada por Lula Fylho, até o momento, São Luís concentra quase 1 mil pessoas diagnosticadas com Covid-19, e 40 pessoas já morreram em decorrência da doença.

Prefeitura e governo iniciam testes rápidos para Covid-19 em São Luís
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Testagem foi feita em população em situação de rua

A Prefeitura de São Luís, por meio da Semcas (Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social), deu início a testes rápidos para Covid-19 na capital. A ação tem parceria com o Governo do Maranhão, por meio da SES (Secretaria de Estado da Saúde).

As primeiras testagens foram feitas nessa quinta-feira 9, junto à população em situação de rua abrigada na Unidade de Acolhimento Provisório da Vila Luizão —local reservado para casos suspeitos da doença.

As cinco pessoas que participaram da testagem rápida já estavam em isolamento na unidade, pois havia suspeita de terem contraído a Covid-19.

Todas deram negativo para a doença.

Segundo a prefeitura, os testes rápidos têm resultado em até 20 minutos, e são feitos apenas após o sétimo dia do início dos sintomas de síndrome respiratória, como tosse, dificuldade para respirar, congestão nasal e dor de garganta. Ele detecta a presença de anticorpos, que são defesas produzidas pelo corpo humano contra a Covid-19, provocada pelo novo coronavírus.

Atualmente, 97 pessoas em situação de rua estão acolhidas no setor de alojamento do Estádio Castelão e cinco na Vila Luizão.

Servidores do Socorrão II relatam falta de máscaras N95 em meio à pandemia
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Secretário de Saúde de São Luís nega o problema. Dois servidores do hospital já foram confirmados com Covid-19

Servidores do Hospital de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura, conhecido como Socorrão II, em São Luís, relataram ao ATUAL7 que estão sendo obrigados a reutilizar máscaras N95 vencidas como tentativa de proteção de infecção do novo coronavírus (Covid-19), que já registrou 121 casos positivos apenas na capital, sendo três óbitos.

“Fui pedir uma e não tem. A minha já está vencida, mas continuo usando, com máscara cirúrgica por cima, para não ficar totalmente desprotegida”, disse uma profissional de saúde, sob a condição de ter o nome mantido em sigilo.

Recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelo Ministério da Saúde, as máscaras N95 filtram partículas no ar e garantem proteção contra a contaminação que as máscaras cirúrgicas convencionais não dão.

Consultado, o secretário municipal de Saúde, Lula Fylho, negou o problema e garantiu que não há falta do EPI (Equipamento de Proteção Individual) para os profissionais de saúde que precisam.

“Muito mais desespero que realidade. Não tem falta. Tem protocolo. Não temos que dar para todos. Só para quem vai entubar ou atender em áreas de contato direto com pacientes suspeitos”, disse, ainda na semana passada, quando os primeiros relatos surgiram.

Também na semana passada, segundo revelou o site Folha do Maranhão, a Direção do Socorrão II comunicou aos servidores do hospital municipal que houve a confirmação de dois casos positivos com Covid-19.

Além da falta de máscaras N95, os servidores também relatam que há cerca de um mês não está sendo realizado exame de gasometria arterial, feito pelo sangue para saber a oxigenação e a troca gasosa do paciente. “É absurdo! Os pacientes, principalmente em ventilação mecânica, precisam muito”, lamentou outra profissional de saúde.