Eleições 2022
Vereador mais votado em São Luís, Osmar Filho ganha força no interior em eleição para deputado
Política

Pedetista caminha para repetir nova votação expressiva na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Maranhão

Ao lado de conduzir o senador Weverton Rocha para o Palácio dos Leões, o PDT elencou como prioridade eleger uma bancada expressiva de deputados estaduais para garantir sustentabilidade ao eventual mandato de governador do pedetista.

Uma das principais apostas do partido nesse sentido é o presidente da Câmara Municipal de São Luís, Osmar Filho, maior símbolo da nova geração do PDT nas eleições de 2022.

A estratégia tem surtido efeito.

Mais votado para o Legislativo na capital nas duas últimas eleições, o pedetista avançou em movimentações e formação de alianças pelo interior do estado, ampliou e consolidou apoios e ganhou força na disputa.

Nas últimas semanas, além de cumprir agenda intensa de campanha na Região Metropolitana de São Luís, esteve em dezenas de outros municípios. Sempre recepcionado por diversas lideranças e multidão de populares, tem dialogado sobre os problemas enfrentados pelos maranhenses e apresentado propostas as quais pretende defender no Parlamento estadual.

“Nós que somos municipalistas, que fazemos uma política de casa em casa, olhando nos olhos, potencializamos a nossa sensibilidade e a nossa capacidade de nos colocarmos no lugar do outro e, assim, não medimos esforços para ajudar. É assim, dialogando com a população, que vamos transformar o Maranhão”, pontuou nas redes sociais.

Na caminhada para a Alema, o pedetista conta ainda com o forte auxílio da esposa, Clara Gomes. Acompanhada de Samya Rocha, esposa de Weverton, ela tem promovido diversos encontros com centenas de mulheres em bairros da capital, intitulado de “Eles por Elas”.

Considerando critérios como visibilidade e estrutura de campanha, Osmar Filho caminha para repetir na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa nova votação expressiva, devendo figurar entre os mais votados no pleito.

Flávio Dino caminha para ser eleito ao Senado, apontam pesquisas
Política

Aliança histórica com Lula e articulação de Othelino Neto têm garantido ao ex-governador do Maranhão forte apoio popular e reaproximação com a classe política

A seis dias das eleições, pesquisas de intenção de voto apontam para uma vitória tranquila de Flávio Dino (PSB) ao Senado Federal no Maranhão.

O levantamento leva em conta pesquisas feitas pelos institutos Ipec e Escutec na última semana. Ambas mostram Dino com amplo favoritismo na preferência do eleitorado.

Nas duas sondagens, o ex-mandatário tem mais de 30 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o senador bolsonarista Roberto Rocha (PTB), que disputa a reeleição.

Além da aliança histórica com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que tem lhe garantido a consolidação de apoio popular, Flávio Dino conta ainda com forte articulação do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Othelino Neto (PCdoB).

Coordenador da campanha do ex-governador do Maranhão, Othelino é o responsável pela reaproximação de Dino com a classe política local, inclusive com aliados de Weverton Rocha (PDT) –principal adversário de Carlos Brandão (PSB), candidato de Dino à reeleição ao Palácio dos Leões.

Anilhados do deputado federal Josimar Maranhãozinho, incluindo prefeitos e deputados filiados ao PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, também trocaram Roberto Rocha por Flávio Dino após reconciliação articulada por Othelino Neto.

Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), até o momento, Dino já recebeu mais de R$ 4,5 milhões para a campanha ao Senado, contratou R$ 4,2 milhões e pagou R$ 3,8 milhões. Já Roberto Rocha, recebeu próximo de R$ 325 mil, contratou mais de R$ 820 mil e pagou apenas 117,3 mil.

Brandão segue à frente de Weverton e, no 2º turno, tem 51% contra 33%, aponta Ipec
Política

Governador do Maranhão tenta vencer a eleição já no 1º turno, mas intenção de votos ainda é insuficiente

Com 41% das intenções de voto no cenário geral, o governador Carlos Brandão (PSB) mantém larga vantagem sobre os adversários e lidera com folga a disputa ao Palácio dos Leões, segundo nova pesquisa Ipec no Maranhão. No mês passado, ele tinha 28%.

Em seguida, empatados tecnicamente, aparecem o senador Weverton Rocha (PDT), com 20%, e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Bonfim (PSC), com 16%. Na pesquisa anterior, tinham 16% e 10%, respectivamente.

O ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PSD) despencou na preferência do eleitorado, e aparece agora com 7% –metade da intenção de votos que havia registrado no levantamento de agosto, quando marcou 14%.

Cinco outros candidatos se embolam, empatados tecnicamente, no pelotão dos que têm de 1% para baixo. Uma parcela de 5% respondeu que votará nulo ou em branco (eram 9% na pesquisa anterior), e 8% dos entrevistados não sabem responder como vão se posicionar (na sondagem anterior, eram 19%).

O IPEC ouviu presencialmente 800 eleitores em 39 cidades entre os dias 17 e 19 de setembro. O nível de confiança da pesquisa, contratada pela TV Mirante e registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão sob o protocolo MA-04923/2022, é de 95%.

Nos chamados votos válidos, conta que exclui os brancos e nulos do cômputo final, utilizada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para definir o resultado da eleição, o governador do Maranhão tem 47%.

Considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, significa que Carlos Brandão pode ter hoje 44% ou 50% dos votos válidos, insuficientes, em tese, para vencer a disputa e ser reeleito já na primeira etapa, como quer o mandatário do Estado.

Para ganhar no primeiro turno, é necessário que o candidato some 50% dos votos válidos mais um. A votação será em 2 de outubro, e o segundo turno, se houver, está previsto para o dia 30 do mesmo mês.

Nas últimas semanas, mostrou o ATUAL7, Brandão tem trabalhado para vencer a eleição já no primeiro turno. Para isso, adotou a estratégia de consolidar e buscar votos no interior do estado acompanhado no ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato ao Senado, enquanto o ex-secretário de Educação Felipe Camarão (PT), vice na chapa, intensifica a campanha na capital.

Brandão aparece também à frente nas simulações de segundo turno.

Segundo o Ipec, bate em Weverton por 51% a 33% no cenário geral. Contra Lahésio, também venceria a disputa, com maior facilidade, com 56% dos votos gerais, contra 29%.

Considerando somente os votos válidos, que são os levados em conta pela Justiça Eleitoral para proclamar o resultado das eleições, Brandão tem 61% contra 39% de Weverton. No cenário contra Lahésio, tem 66%, ante 34% do ex-prefeito.

Campanha de Brandão intensifica com Camarão foco em São Luís, reduto do PDT de Weverton
Política

Objetivo é decidir a eleição já no primeiro turno. Capital é controlada há mais três décadas, direta ou indiretamente, pelo partido do principal adversário do governador do Maranhão

Vice na chapa de reeleição do governador Carlos Brandão (PSB), o ex-secretário de Educação do Estado Felipe Camarão (PT) tem atuado na reta final da campanha na conquista de eleitores em São Luís, tradicional reduto do PDT no Maranhão.

Nas últimas semanas, enquanto o mandatário se dedica à consolidação e busca por votos no interior maranhense acompanhado do ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato ao Senado na chapa, Camarão tem intensificado o corpo a corpo em bairro a bairro da capital, maior colégio eleitoral do estado.

O objetivo é decidir a eleição já no primeiro turno ou, no pior cenário, fazer Brandão chegar ao segundo turno com larga vantagem sobre o senador pedetista Weverton Rocha, principal adversário na disputa.

A orientação e mapeamento partiu do vereador e presidente eleito da Câmara Municipal de São Luís para o próximo biênio, Paulo Victor (PCdoB), coordenador e peça-chave na campanha como fiador da articulação que garantiu a Brandão a maioria dos vereadores da capital, além do apoio em peso do setor artístico e cultural.

Mesmo em reduto pedetista, Brandão aparece confortavelmente à frente de Weverton em intenções de voto para o Executivo do Estado, segundo pesquisa IPEC divulgada em agosto. Um novo levantamento está previsto para ser divulgado nesta terça-feira (20). A expectativa é de que o governador tenha ampliado a diferença na preferência do eleitorado ludovicense em relação ao adversário.

O contato direto da campanha com o eleitor da capital de forma mais frequente nos últimos dias, via caminhadas lideradas por Camarão, segue também a estratégia de tentar diminuir a rejeição de Brandão. Embora o mandatário seja o mais rejeitado no geral, em São Luís tem rejeição menor do que a registrada por Weverton. Quando perguntado na capital em qual dos candidatos o eleitor não votaria de jeito nenhum, lidera o ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PSD).

A capital do Maranhão é dominada pelo partido de Weverton há mais de três décadas, com o controle direto ou indireto dos cofres do município.

A hegemonia eleitoral pedetista em São Luís teve início na corrida de 1988, com Jackson Lago (já falecido) eleito prefeito. O enraizamento foi quase interrompido por João Castelo (também já falecido) nas eleições de 2008, mas que consagrou-se vitorioso na segunda etapa daquele pleito exclusivamente devido ao forte auxílio recebido de Lago. Na última eleição, em 2020, Eduardo Braide (sem partido) só chegou ao Palácio de La Ravardière no segundo turno por causa do apoio do PDT, que possui uma das militâncias mais aguerridas de todo o estado.

Contudo, apesar da vitória nas urnas em São Luís ser atribuída ao suporte que recebeu do partido de Weverton, pressionado por aliados que o apoiaram desde o primeiro turno, e que estão fechados com o candidato Lahésio Bonfim (PSC), Braide tem feito uma campanha tímida em favor do pedetista.

Flávia Alves avança em montagem de alianças, cresce na disputa e preocupa Rubens Júnior e Zé Carlos
Política

Embora esteja disputando uma eleição pela primeira vez, ela tem conquistado forte apoio popular e já recebeu a adesão de mais de 70 lideranças municipais de peso. Segundo dados do TSE, desde 2014 que o Maranhão não elege uma mulher para a Câmara

A pedagoga e advogada Flávia Alves se tornou a principal preocupação dos petistas Rubens Pereira Júnior e Zé Carlos, eleitos para a Câmara dos Deputados em 2018, e que agora buscam a reeleição pela Federação Brasil da Esperança –formada pelo PT, PCdoB e PV.

Candidata a deputada federal pelo PCdoB, antigo partido do ex-governador Flávio Dino, ela tem avançado na formação de alianças e crescido na disputa eleitoral de 2022. Segundo publicações em suas redes sociais, embora esteja disputando uma eleição pela primeira vez, ela tem conquistado forte apoio popular e já recebeu a adesão de mais de 70 lideranças municipais de peso, de primeira ou segunda forças políticas.

Também nas redes, tem feito lives para dialogar sobre projetos em que pretende trabalhar no Congresso, relacionados à justiça social, educação, desenvolvimento regional e, principalmente, defesa da mulher. Sobre essa última bandeira, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a última vez em que o Maranhão elegeu uma mulher para a Câmara foi nas eleições de 2014.

“Acredito que as mulheres precisam de mais representatividade na política e coloco meu nome para ajudar o Maranhão a seguir no caminho do crescimento”, diz ela, em uma publicação em que garante que lutará pelos direitos das mulheres e pela igualdade entre gêneros.

Com o fim das coligações nas eleições proporcionais, o PT se juntou ao PCdoB e ao PV em federação partidária. O mecanismo, principal mudança nas regras eleitorais para este ano, permite que os partidos se aliem na disputa eleitoral como uma só legenda, de forma similar como ocorria com as coligações partidárias, se unindo no cálculo do quociente eleitoral –patamar mínimo de votos para eleger um deputado.

Nas eleições de 2018, o PT do Maranhão conseguiu eleger apenas um deputado, Zé Carlos, o PCdoB-MA, dois, Márcio Jerry e Rubens Júnior. Já o PV-MA, nenhum.

Equipes das campanhas dos três deputados maranhenses que disputam reeleição avaliam que o número de eleitos em 2022 para a Câmara no estado, pela Federação Brasil da Esperança, deve se repetir.

Jerry no caso, é o único considerado reeleito com facilidade, pela força familiar que ainda dispõe nos cofres do Palácio dos Leões, principalmente na Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano, a poderosa SECID, onde foi substituído pela esposa, Lene Rodrigues. É ele quem também comanda no Maranhão o PCdoB, tendo já recebido R$ 2,95 milhões da direção nacional do partido, a maior entre os comunistas do estado.

A leitura em relação a Zé Carlos e Rubens Júnior, porém, é de que, desta vez, um dos outros dois pode ficar de fora na lista de eleitos. Essa terceira vaga que Flávia Alves pode conquistar.

Gastão Vieira também disputa a reeleição pela federação, agora pelo PT, por ter assumido em alguns momentos da atual legislatura o mandato de deputado federal, como suplente em exercício. Contudo, como não conseguiu sequer ser eleito no pleito anterior e mantém uma campanha fraca na corrida deste ano, não tem sido considerado na conta.

Flávia Alves foi escolhida candidata, mostrou o ATUAL7, na esteira da indicação de seu irmão, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), para a coordenação da campanha de Dino ao Senado.

A direção nacional do Partido Comunista do Brasil tem apostado nela, tendo já repassado para a campanha da candidata à Câmara, até o momento, R$ 1,5 milhão.

Privilegiada, ela ganhou do partido o número 6565, considerado fácil de se memorizar, e que nas duas últimas eleições pertencia justamente a Rubens Pereira Júnior, agora ameaçado de não conseguir renovar o mandato.

O mesmo número já foi também utilizado pelo ex-governador Flávio Dino, quando concorreu à Câmara em 2006.

MA tem 65 candidaturas indeferidas pelo TRE, duas por ficha suja
Política

Maioria foi rejeitada por ausência de requisito de registro. Candidatos ainda podem recorrer ao TSE

O Maranhão tem 65 candidaturas indeferidas nas eleições de 2022 até o momento, segundo dados do sistema de informações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com atualização mais recente às 14 horas desta quarta-feira (14).

Das candidaturas indeferidas pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão, 35 apresentaram recursos. Nesses casos, o candidato pode continuar fazendo campanha, arrecadar recursos e até seguir na disputa caso a contestação não seja julgada por instância superior a tempo. Caso seja mantido o indeferimento, porém, qualquer voto que o candidato venha receber será anulado. Se eleito, deve aguardar a decisão final e só pode ser diplomado e assumir o mandato se conseguir reverter a decisão da Justiça Eleitoral.

Ao todo, foram indeferidas 42 candidaturas a deputado estadual e 23 a deputado federal.

Entre os motivos que levaram a Justiça Eleitoral à barrar as candidaturas, 63 ocorreram por ausência de requisito de registro e duas em razão da Lei da Ficha Limpa. Nesses últimos casos, foram enquadrados Carrinho Muniz (Pode) e James Onda (PSD), concorrentes ao Parlamento estadual. Ambos recorreram da decisão.

Dos pedidos de candidaturas indeferidos por falta de cumprimento dos requisitos necessários, está o de Ricardo Murad (PSC) a deputado estadual. No processo de registro de candidatura, consta que o ex-secretário de Saúde do Maranhão não teria apresentado todas as certidões criminais para fins eleitorais da Justiça Federal e Estadual de 1º e 2º graus necessárias para o registro da candidatura. Ele já recorreu da decisão.

O Plano Econômico do candidato Bolsonaro
Artigo

Por Eden Jr.*  

A pandemia da Covid-19 ingressou em um novo ciclo de baixa nos últimos dias. A média móvel de mortes é a menor desde 7 de junho – queda de 31%. Mesmo com a mais de 170 milhões de brasileiros totalmente imunizados, a doença já provocou a morte de mais de 684 mil pessoas no país. Apesar de todos os desdobramentos lamentáveis provocados pela pandemia, a campanha eleitoral para a Presidência da República ganha contornos vívidos e angaria forte atenção da maior parte da sociedade. Dessa forma, é muito oportuno mirar nas propostas dos dois candidatos mais bem colocados na disputa ao Planalto (neste artigo Bolsonaro, e no próximo Lula), isso para a área econômica, pois é nessa dimensão que se desenvolverão políticas que impactarão o futuro da coletividade.

O plano de governo do candidato Jair Bolsonaro para os próximos quatro anos, caso consiga alcançar a reeleição, reserva tópicos específicos para a questão econômica. Destacam-se aqueles considerados principais. Logo no início, o documento aborda o eixo norteador da área: a liberdade econômica. Esse conceito engloba a noção de que o cidadão tem autonomia para realizar empreendimentos, conforme as normas, isso com o propósito de gerar empregos, conhecimentos, competitividade e bem-estar. O papel do Estado é restrito, devendo, preferencialmente, envolver-se em investimentos que necessitem de grandes somas de capitais e concentrar-se na estabilização da economia, para evitar choques em aspectos como consumo e renda. O processo de retirada do Estado de setores tidos como acessórios deve prosseguir, com privatização de empresas estatais, a exemplo do caso da Eletrobras, e deve envolver ainda parcerias público-privadas e concessões. Tal postura deve possibilitar que a gestão pública foque suas ações em responsabilidade que são inerentes a ela, como saúde, educação e segurança.

Adentrando nos projetos econômicos, o sentido geral é consolidar o crescimento da economia no médio e longo prazo, para viabilizar a geração de empregos e renda, tendo atenção especial no ganho de produtividade, na eficiência e no equilíbrio fiscal. Para a criação de um número expressivo de postos de trabalho é crucial estimular o empreendedorismo, com o governo ofertando financiamento e assistência técnica para os que se lançam na abertura de negócios. Outrossim, ainda no intento de fomentar o emprego e a renda, é indispensável que a população deixe de ter “o peso do Estado em seus ombros”, favorecer que o cidadão, com apoio da gestão governamental, efetive sua criatividade e capacidade gerencial, para, com liberdade, escolher como vai prover sua existência. Ainda nesse campo, a promessa é de manutenção do valor de R$ 600 do Auxílio Brasil, pois essa ação estimula a formalização do trabalho, porque o responsável família que for registrado no mercado formal de emprego não perde o benefício.

Para ensejar o crescimento sustentado do Produto Interno Bruto (PIB), o governo se propõe a garantir a estabilidade econômica e o controle da dívida pública, mediante a consolidação do ajuste fiscal. Nesse sentido, será buscada a redução da rigidez do orçamento, para permitir uma execução mais flexível das despesas e elevar a transparência dos gastos públicos. O regime de metas de inflação e a independência do Banco Central continuarão como princípios invioláveis. O ingresso do Brasil em entidades internacionais, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), proporcionará a celebração de novas parcerias comerciais, que resultem em desenvolvimento econômico e na incorporação de boas práticas no setor público. Ainda no campo da expansão do PIB, é importante assegurar a sustentabilidade financeira do sistema previdenciário, a simplificação da arrecadação tributária e a progressividade dos impostos (paga mais quem tem maior renda).

No que diz respeito ao incremento da produtividade da economia nacional, o governo buscará a promoção da ciência, da tecnologia e da inovação, mediante a ampliação da mudança tecnológica nas empresas. Para fortalecer e estender a digitalização, como instrumento de competitividade e evolução no acesso a serviços essenciais, serão promovidas novas tecnologias eletrônicas e de inovação, de modo que aprimorem a nossa competitividade e melhorem a vida dos brasileiros, notadamente daqueles de renda mais baixa.

Consequentemente, em caso de novo mandato de Bolsonaro, e tornando-se realidade pelo menos parte das propostas do candidato, pode-se esperar: (i) um Estado menos presente na economia e na vida do cidadão, que cuide apenas de funções consideradas essenciais, como saúde, educação e segurança; (ii) o aprofundamento do processo de privatização de empresas estatais; (iii) a obstinação pelo equilíbrio das contas públicas, com controle dos gastos governamentais; (iv) a garantia da liberdade econômica e o estímulo do empreendedorismo, para que o cidadão busque, com suas próprias forças, garantir a sua existência; e (v) a manutenção do sistema de metas de inflação e da autonomia do Banco Central. A decisão fica com o eleitor.

*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista ([email protected]

Brandão lidera disputa pelo governo do MA, mas é o candidato mais rejeitado
Política

Intenções de voto no mandatário diminuem conforme a gestão estadual, assumida pelo atual chefe do Executivo em abril, é avaliada

O governador do Maranhão Carlos Brandão (PSB) lidera a corrida pelo Palácio dos Leões, mas é também o candidato com maior rejeição, aponta levantamento do Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria) –substituto do Ibope Inteligência, aposentado desde o final de janeiro de 2021. Divulgada pela TV Mirante na semana passada, é a primeira pesquisa estimulada do instituto após o registro das candidaturas.

Brandão aparece com 28% das intenções de voto. Em seguida, tecnicamente empatados, estão Weverton (PDT), com 16%, Edivaldo (PSD), com 14%, e Lahésio Bonfim (PSC), com 10%.

Professora Joas Moras (DC) registra 2% dos eleitores entrevistados, enquanto Enilton Rodrigues (PSOL), Frankle Costa (PCB) e Simplício (SD) têm 1%, cada. O candidato do PSTU, Hertz Dias, não atinge 1% das intenções de votos.

Segundo o Ipec, 28% dos eleitores maranhenses não têm candidato. Desse grupo, 9% pretendem votar em branco ou nulo e 19% não sabem ou preferem não opinar a respeito.

Brandão lidera entre homens, mulheres e todas as faixas etárias, de renda familiar, raça/cor, religião e de escolaridade. Também entre os eleitores do interior e entre beneficiários de auxílios sociais do governo federal. Na capital, é o segundo com maior intenção de votos.

A despeito disso, também é o campeão em rejeição.

De acordo com o Ipec, 18% do eleitorado maranhense não votaria em Brandão de jeito nenhum. Em seguida aparecem na lista dos mais rejeitados Edivaldo (17%), Weverton (16%), Simplício (13%), Frankle Costa (9%), Lahesio Bonfim (8%), Enilton Rodrigues e Professor Joas Moraes têm 7%, cada, e Hertz Dias 6%.

Ainda segundo o levantamento, as intenções de voto no mandatário do Estado diminuem conforme a gestão estadual, sob comando de Brandão desde abril, é avaliada. Entre os que consideram ótima ou boa, 53% pretendem reelegê-lo ao cargo, enquanto apenas 22% entre os que avaliam como regular. Entre os eleitores que consideram atual gestão ruim ou péssima, a intenção de votos em Brandão despenca para 7%.

Registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob número MA-06254/2022, a pesquisa ouviu 800 pessoas, em 39 cidades do Maranhão, entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro máxima estimada é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança utilizado é de 95%.

Novo milionário, Eric Costa quase triplica patrimônio após passagem pela Prefeitura de Barra do Corda
Política

Ex-gestor também se tornou empresário do comércio de materiais de construção e de produtos farmacêuticos após entrada na política

O patrimônio do ex-prefeito de Barra do Corda, Eric Costa (PSD), quase triplicou nos últimos seis anos, segundo informou na declaração de bens à Justiça Eleitoral.

Em 2016, quando disputou e foi reeleito para o comando do município, Eric disse possuir pouco mais de R$ 370 mil em bens.

No registro de candidato deste ano, publicado no Divulgacand, o sistema de divulgações de candidaturas e contas eleitorais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a soma do patrimônio do ex-gestor passou de R$ 1 milhão.

A passagem de Eric Costa na política tem sido um sucesso na vida do candidato a deputado estadual.

Nas eleições de 2008, primeira disputa que em que entrou e conseguiu ser eleito vereador em Barra do Corda, o patrimônio declarado era de R$ apenas 112 mil.

Foi também após a entrada da política eleitoral que o ex-prefeito se tornou empresário do comércio de materiais de construção e de produtos farmacêuticos.

Amanda Gentil ataca na Justiça Eleitoral candidatos à Câmara que são seus adversários em Caxias
Política

Município é o quinto maior colégio eleitoral do Maranhão. Aliados admitem que judicialização do pleito contra concorrentes pode prejudicar campanha da candidata, por ser vista como bucha

A ex-secretária de Governo e Articulação Política de Caxias, Amanda Gentil (PP), intensificou nos últimos dias ataques contra candidatos a deputado federal que são seus concorrentes nas urnas em outubro e adversários locais no município.

Nessa segunda-feira (22), ela acionou a Justiça Eleitoral contra os candidatos Paulo Marinho Júnior (PL) e Daniel Barros (PDT), que também concorrem à Câmara, alegando irregularidades na propaganda eleitoral dos adversários.

Uma corrente de aliados admite, reservadamente, que a judicialização do pleito contra os concorrentes pode ser interpretada de forma negativa pela população da Princesa do Sertão Maranhense, como é conhecido o município, quinto maior colégio eleitoral do estado, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com 99.437 eleitores aptos a votar em 2022.

As eleições gerais, como se sabe, servem como antecipação da próxima disputa municipal.

No caso de Caxias, segundo interlocutores, o receio é que, acuada pela iminência do PP conseguir eleger novamente apenas André Fufuca para a Câmara, além de ser vista como bucha de canhão, a candidata abandone a campanha e passe a incorporar o medo do prefeito de Caxias Fábio Gentil (Republicanos), seu pai, de perder o comando dos cofres do município no próximo pleito.

Associação criminosa integrada por Lahésio fazia transferências fracionadas para mascarar esquema, diz investigação
Política

Investigados movimentaram R$ 44 milhões em dois anos. Caso tramita sob sigilo. Candidato ao Palácio dos Leões, ex-prefeito declarou patrimônio de R$ 4,6 milhões

A associação criminosa integrada pelo ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Bonfim, se comunicava financeiramente “com movimentações fracionadas para mascarar a distribuição de dinheiro público”, segundo investigação da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção, a Seccor, da Polícia Civil do Maranhão.

Dados do inquérito policial, utilizados pelo Ministério Público do Estado na denúncia contra o esquema, afirmam que a movimentação global dos investigados girou em torno de R$ 44 milhões em apenas dois anos –no período entre 1º de janeiro de 2018 a 31 de dezembro de 2019.

Candidato ao Palácio dos Leões pelo PSC, Lahésio é réu em ação penal que tramita sob sigilo na 4ª Vara Criminal da Comarca de Balsas relacionado ao caso. À Justiça Eleitoral, declarou patrimônio de R$ 4,6 milhões, que garante ser oriundo principalmente de quase 20 anos de trabalho como médico. Quando entrou na política eleitoral, em 2008, declarou apenas R$ 156 mil em bens.

Procurado pelo ATUAL7, ele não retornou o contato.

Conforme provas que a Seccor diz ter reunido a partir do material apreendido em endereços ligados à prefeitura de São Pedro dos Crentes e do cruzamento de dados dos sigilos bancário e fiscal afastados com autorização da Justiça, o ex-gestor está no topo de um esquema criminoso que frustrou o caráter competitivo de um pregão presencial para fornecimento de combustíveis para o município.

De acordo com o relatório de análise técnica dos dados bancários, os investigadores identificaram que apenas uma empresa que já foi de Lahésio Bonfim efetuou para a conta pessoal do ex-prefeito mais de 100 transferências no período levantado, totalizando mais de meio milhão de reais.

Ele próprio também efetuou diversas transferências para envolvidos na licitação suspeita, em valores de baixa monta, de até R$ 30 mil. No mesmo período, recebeu créditos das mesmas pessoas, sempre também em valores baixos, o que levou a Seccor a apontar que as movimentações fracionadas tinham como objetivo mascarar a distribuição de dinheiro público.

Além de associação criminosa, o MP-MA também acusa o ex-gestor de fraude em licitação e armazenamento irregular de combustível.

Os demais réus são Elizany Costa e Silva Rodrigues e Thaysa Costa Silva Rodrigues, proprietárias do Auto Posto Fortaleza, João Batista dos Santos Coutinho, proprietário da posto de combustível Andrade e Coutinho, e Celsivan dos Santos Jorge, que comandava a CPL (Comissão Permanente de Licitação) de São Pedro dos Crentes quando Lahésio Bonfim era prefeito do município.

As duas empresas, segundo os investigadores, teriam o ex-gestor municipal como sócio oculto. Há ainda suspeita de que as proprietárias do Auto Posto Fortaleza, que também fez transferências para Lahesio Bonfim, sejam laranjas, em razão da movimentação em suas contas bancárias particulares serem incompatíveis com a movimentação financeira da empresa.

Procuradoria Eleitoral emite parecer favorável à candidatura de Detinha à Câmara
Política

Manifestação desmente registros em redes sociais e na imprensa que sugerem que a parlamentar estaria inelegível para as eleições de 2022

A Procuradoria Regional Eleitoral no Maranhão emitiu parecer favorável à candidatura da deputada estadual Maria Deusdete Lima Cunha Rodrigues, a Detinha (PL), à Câmara Federal. No documento, o procurador da República Hilton Araújo de Melo, chefe da PRE-MA, destacou não constar “notícia de eventual incidência de quaisquer das hipóteses de inelegibilidade/incompatibilidade previstas no ordenamento jurídico pátrio”.

A manifestação, apresentada desde o último domingo (14), desmente registros em redes sociais e na imprensa que sugerem que a parlamentar estaria inelegível para as eleições de 2022 por conta da desaprovação de contas do exercício financeiro de 2014 da prefeitura de Centro do Guilherme, onde Detinha já foi prefeita.

Segundo entendimento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), nem toda rejeição de contas resulta automaticamente na inelegibilidade do candidato.

A Lei da Ficha Limpa determina que é inelegível para o exercício de cargos ou funções públicas o candidato que tenha contas rejeitadas “por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa”, por decisão “irrecorrível” do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário.

No caso envolvendo as contas de Detinha, referentes ao período do último ano em que administrou Centro do Guilherme, embora o parecer prévio do TCE-MA tenha transitado em julgado no 2 de julho deste ano, além do fato de que a competência para julgamento das contas é da Câmara Municipal, para que a deputada se tornasse ficha suja, isto é, inelegível pelo período de oito anos, a Justiça Eleitoral no Maranhão ainda precisaria confirmar que houve irregularidade insanável e intencional na prestação de contas.

Apesar do parecer favorável pelo deferimento do registro de candidatura de Detinha, o procurador Hilton Melo requereu ao relator do pedido no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão, o juiz Cristiano Simas de Sousa, o sobrestamento até o julgamento do demonstrativo de regularidade dos atos partidários.

Internamento chamado de DRAP, serve para os partidos demonstrarem a regularidade, inclusive documental, das convenções que realizaram e da escolha dos candidatos, incluindo o cumprimento da cota de gênero, sob pena de toda a lista ser considerada inválida pela Justiça Eleitoral.

O DRAP do PL já foi entregue ao TRE-MA, e registrado sem nenhuma observação contrária pela Secretaria Judicial da corte, faltando apenas a emissão da certidão do resultado do julgamento do processo, por parte da Justiça Eleitoral.

Além disso, o prazo legal de cinco dias previstos na Lei de Inelegibilidades para eventual impugnação já foi encerrado desde a semana passada, no dia 11, sem que tenha havido manifestação de qualquer candidato, partido político, coligação federal ou do próprio Ministério Público contestando a candidatura da parlamentar.

Irmã de Othelino Neto tenta eleição para Câmara com número que era de Rubens Júnior
Política

Antes de se aventurar na vida pública, Flávia Alves era empregada no gabinete do desembargador José Jorge no TJ-MA, no cargo em comissão de assessora

A empresária e advogada Flávia Alves, irmã do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto, tenta pela primeira vez as urnas em busca de um mandato na Câmara dos Deputados nas eleições de 2022. Ambos são do PCdoB.

Privilegiada, ela ganhou do partido o número 6565, considerado fácil de se memorizar, e que nas duas últimas eleições pertencia ao deputado federal Rubens Pereira Júnior, ex-comunista que agora tenta a reeleição ao cargo pelo PT.

O mesmo número já foi também utilizado pelo ex-governador do Maranhão Flávio Dino, quando concorreu à Câmara em 2006.

Antes de se aventurar na vida pública, segundo informou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ela era empregada no gabinete do desembargador José Jorge Figueiredo dos Anjos no Tribunal de Justiça do Estado, no cargo em comissão de assessora.

À Justiça Eleitoral, Flávia Alves declarou patrimônio de R$ 3,7 milhões.

O valor corresponde a quatro apartamentos, no total de R$ 2,95 milhões, duas casas, no total de 240 mil, uma caderneta de poupança de 400,2 mil e R$ 69,99 mil em quotas ou quinhões de capital nas empresas Léo Madeiras, que mantém com o marido, Eduardo Gedeon Maciel, e na Alves e Maciel, empreiteira em que é sócia com a cunhada Ana Paulo Lobato, mulher de Othelino Neto, vice-prefeita de Pinheiro e candidata à primeira suplente de Flávio Dino ao Senado.

Em ano eleitoral, deputados ampliam gastos com divulgação do mandato
Política

O campeão com esse tipo de despesa é Ciro Neto. Transparência opaca da Assembleia Legislativa com dispêndios do cotão tem amparo do Ministério Público

Na esteira do ano eleitoral, deputados estaduais do Maranhão turbinaram os gastos com a divulgação dos próprios mandatos.

Levantamento feito pelo ATUAL7 mostra que, entre janeiro e maio deste ano, foram destinados para essa finalidade R$ 869 mil. No mesmo período de 2021, essa verba foi de R$ 794 mil.

Os dados são da cota para o exercício da atividade parlamentar, mordomia bancada às custas dos cofres públicos internamente chamada de CEAP.

A prática não é ilegal e está prevista no regimento da Assembleia Legislativa do Estado. Em ano de eleição, porém, os parlamentares não podem usar dinheiro do cotão para divulgação do mandato nos quatro meses que antecedem o primeiro turno do pleito –que ocorre em 2 de outubro, ou seja, o prazo expirou no início de junho.

O campeão com esse gasto em 2022 é o deputado Ciro Neto (PDT), que tenta a reeleição e destinou R$ 126,4 mil no período analisado pela reportagem, segundo informou à Alema para justificar o reembolso. No ano passado, ele foi o segundo que mais gastou com divulgação do mandato, o total de R$ 67,2 mil.

Como a transparência da Assembleia Legislativa maranhense é opaca, não há dados detalhados sobre os gastos nem cópia de notas fiscais apresentadas pelos parlamentares. O apagão conta com a complacência do Ministério Público, que arquivou uma ação civil pública que havia sido proposta contra a irregularidade, apesar da continuidade da Casa na omissão de informações relacionadas aos gastos com o dinheiro público.

De R$ 64 mil a R$ 4,6 milhões: confira o patrimônio dos candidatos ao Palácio dos Leões
Política

Apenas Frankle Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não possuem bem cadastrado no Divulgacand

Nas convenções realizadas até o início de agosto, os partidos confirmaram nove candidatos ao Governo do Maranhão na disputa das eleições de 2022. O prazo para registro das candidaturas se encerrou nessa segunda-feira (15).

Com exceção de Frankle Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU), sem nenhum bem cadastrado no Divulgacand, o sistema de divulgações de candidaturas e contas eleitorais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), todos os demais postulantes ao Palácio dos Leões apresentaram à Justiça Eleitoral o detalhamento do patrimônio que possuem atualmente.

O maior patrimônio declarado é de Lahésio Bonfim (PSC). O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes informou possuir R$ 4,6 milhões em bens. Em 2008, quando tentou as urnas pela primeira vez, sem sucesso, na disputa pela prefeitura de Marcos Parente (PI), havia informado R$ 156 mil.

Weverton (PDT) declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 4,2 milhões, valor também superior aos R$ 352,5 mil declarados em 2010, quando alcançou a suplência de deputado federal.

O terceiro candidato ao Palácio dos Leões com maior patrimônio declarado é o Professor Joas Moraes, do nanico DC, de R$ 1,2 milhão. Em 2006, quando não conseguiu se eleger deputado estadual, era R$ 55 mil.

Ex-secretário da Indústria e Comércio do Maranhão Simplício Araújo (SD) declarou possuir R$ 570 mil em bens, valor um pouco superior ao patrimônio de R$ 405 mil de 2010, quando alcançou a primeira suplência para a Câmara dos Deputados de sua história eleitoral.

Carlos Brandão (PSB), que assumiu o governo do Estado em abril e disputa a reeleição, afirmou possuir R$ 478,7 mil em bens. Em 2006, quando disputou para deputado federal, declarou patrimônio de R$ 65,4 mil.

Apesar de, se comparado à maioria dos adversários no pleito, possuir um patrimônio baixo, o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Júnior (PSD) também conseguiu adquirir bens após entrar na política eleitoral. Segundo declarou à Justiça Eleitoral, tem patrimônio de R$ 192,3 mil atualmente, diferentemente de 2004, quando foi eleito vereador da capital sob nenhum bem cadastrado.

Já Enilton Rodrigues (PSOL) teve um leve aumento no patrimônio, de atualmente exatos R$ 64 mil. O declarado em 2016, quando não conseguiu ser eleito vereador por Arame, era R$ 52,3 mil.

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro. Eventual segundo turno, que ocorre caso um dos candidatos ao Executivo não alcance a maioria absoluta de votos, está previsto para o dia 30 do mesmo mês.

Movimentação de Lahésio e demais alvos da Seccor girou em torno de R$ 44 milhões, segundo investigação
Política

O montante corresponde ao período de 1º de janeiro de 2018 a 31 de dezembro de 2019. Ex-prefeito é réu sob acusação de fraude em licitação, associação criminosa e armazenamento irregular de combustível

A suposta associação criminosa suspeita de ser encabeçada pelo ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahésio Bonfim movimentou em torno de R$ 44 milhões em apenas dois anos, segundo investigação da Seccor (Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção), da Polícia Civil do Maranhão.

O montante, aponta documentação obtida pelo ATUAL7, corresponde ao período de 1º de janeiro de 2018 a 31 de dezembro de 2019.

A informação foi levantada pelo Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil maranhense, a partir de dados de afastamento dos sigilos bancário e fiscal autorizado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão. À época, Lahésio possuía foro especial em razão do cargo que ocupava.

Candidato ao Palácio dos Leões pelo PSC, ele é réu em ação penal relacionada ao caso sob acusação de fraude em licitação, associação criminosa e armazenamento irregular de combustível. À Justiça Eleitoral, declarou patrimônio de R$ 4,6 milhões, que garante ser oriundo principalmente de quase 20 anos de trabalho como médico. Quando entrou na política eleitoral, em 2008, declarou apenas R$ 156 mil em bens.

Procurado, ele não retornou o contato.

A quebra dos sigilos teve como base indícios de que o ex-gestor municipal seria sócio oculto de empresas contratadas pela prefeitura de São Pedro dos Crentes para fornecimento de combustíveis.

Segundo relatório de análise técnica dos dados bancários, os investigadores descobriram que, entre as movimentações milionárias no período levantado, houve diversas transferências entre Lahésio Bonfim e demais alvos do inquérito policial, algumas feitas mensalmente.

As informações, somadas a material apreendido pela Seccor durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na prefeitura de São Pedro dos Crentes em operação deflagrada em julho de 2020, levaram o Ministério Público do Maranhão a denunciar Lahésio e outras quatro pessoas. A denúncia foi aceita no dia 17 de junho último, segundo certidão criminal da primeira instância estadual apresentada pelo candidato ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Elizany Costa e Silva Rodrigues e Thaysa Costa Silva Rodrigues, que aparecem formalmente como proprietárias do Auto Posto Fortaleza, uma das empresas que venceu licitação suspeita de fraude e que teria o ex-gestor municipal como sócio oculto, também tiveram a denúncia aceita.

Também figuram como réus João Batista dos Santos Coutinho, proprietário da Andrade e Coutinho –outra empresa vencedora do certame suspeito, e que também teria ligações próximas com o ex-prefeito–, além de Celsivan dos Santos Jorge, que comandava a CPL (Comissão Permanente de Licitação) de São Pedro dos Crentes quando Lahésio Bonfim era prefeito do município.

No mês passado, sob alegação de “constrangimento ilegal, cerceamento de defesa, violação do devido processo legal consoante ofensa ao contraditório e ampla defesa”, as sócias do Auto Posto Fortaleza entraram com habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado, com objetivo de suspender a ação penal 0802090-45.2022.8.10.0026, que tramita sob sigilo na 4ª Vara da Comarca da Balsas. O pedido, porém, foi negado pelo desembargador José Luiz Oliveira de Almeida, da Segunda Câmara Criminal do TJ maranhense.

TV Guará fará debate entre candidatos ao Senado pelo MA; apenas campanha de Dino é contra
Política

Nas redes, ex-governador tem evitado discutir dados sociais e econômicos do Maranhão, e resumido a disputa a quem é apoiado por Lula ou Bolsonaro

A TV Guará confirmou para o próximo dia 1º de setembro a realização de debate inédito na televisão entre os candidatos ao Senado pelo Maranhão.

Segundo reportagem publicada no site da emissora na terça-feira (9), apenas a campanha do ex-governador Flávio Dino (PSB) foi contrária ao debate, mas acabou vencida por todos representantes dos demais postulantes à vaga.

“A posição das representantes de Flávio Dino Rafaela Vidigal e Bianca Brandes foi contrária à realização do debate, ficando os representantes dos outros candidatos ao senado, a favor”, afirma o texto.

Segundo pessoas presentes na reunião que definiu as regras, as representares do ex-governador não teriam apresentado qualquer justificativa para a não realização do debate entre os candidatos ao Senado. Mas, diante da recusa, a emissora abriu votação, e a campanha de Dino foi derrotada. Ainda assim, não há certeza da presença de Dino no debate.

Nas redes, diferentemente dos demais concorrentes, o ex-governador tem evitado discutir dados sociais e econômicos do Maranhão, e resumido a disputa a quem é apoiado por Lula (PT) ou Jair Bolsonaro (PL).

Neste ano, só há uma vaga em disputa ao Senado para cada unidade da federação.

Pelo Maranhão, além de Flávio Dino, estão na disputa o senador Roberto Rocha (PTB), que concorre à reeleição, os candidatos Pastor Ivo Nogueira (DC) e Saulo Arcângeli (PSTU), além da única mulher, a candidata Antônia Cariongo (PSOL).