Eleições 2022
Edivaldo evita interior do MA em primeiro mês como pré-candidato ao Palácio dos Leões
Política

Também longe de entrevistas, ex-prefeito impede questionamentos desagradáveis sobre casos de suposta corrupção e de como deixou São Luís para seu sucessor

Mais de um mês depois do ato político em que formalizou sua filiação e pré-candidatura ao Palácio dos Leões em 2022 pelo PSD, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, tem evitado viajar pelo interior do Maranhão.

Pouco conhecido depois do Estreito dos Mosquitos, que separa a Ilha de Upaon-Açu do continente, Edivaldo tem mantido apenas agendas na própria capital, a maioria dentro da própria residência.

O isolamento destoa do histórico montado pelo seu marketing eleitoral, de que poderia transitar pela cidade livremente porque teria deixado a gestão municipal com alta aprovação popular. Por consequência, sugere que o projeto político que traçou para a eleição do ano que vem não é para valer ou tende a implodir, possibilidade que prejudicaria neoaliados.

Também longe de entrevistas, Edivaldo Júnior impede questionamentos desagradáveis sobre casos de suposta corrupção e de como deixou São Luís para seu sucessor, Eduardo Braide (Podemos).

Eliziane Gama consolida liderança e é cotada para vice de Rodrigo Pacheco ao Planalto em 2022
Política

Estudo do Diap aponta a senadora maranhense entre os 100 congressistas mais influentes do país

Apontada em estudo recente produzido pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) como uma das “Cabeças do Congresso Nacional”, como são chamados os 100 congressistas mais influentes do país, a senadora maranhense Eliziane Gama (Cidadania) se consolidou como liderança política desde que deixou de ser tutelada pelo governador Flávio Dino (PSB).

Mulher, evangélica e nordestina, após o voo próprio, mesmo sem ser membro titular nem suplente da CPI da Covid no Senado, passou a integrar o chamado G7, grupo majoritário formado por sete dos 11 senadores titulares da comissão, onde tem mantido atuação destacada.

Com a liderança, Eliziane está sendo cotada por lideranças partidárias para vice de eventual chapa do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que vem construindo candidatura ao Palácio do Planalto para a eleição de 2022 e ganhado mais protagonismo em meio à radicalização de Jair Bolsonaro (sem partido).

Sob Diego Galdino, Casa Civil começa exoneração em massa
Política

Cerca de 30 pessoas já foram comunicadas sobre os cortes. Servidores dizem em reservado que vagas serão preenchidas por indicados por Felipe Camarão, padrinho do secretário e pré-candidato a qualquer coisa em 2022

O novo secretário-chefe da Casa Civil, Diego Galdino, deu inicio nesta segunda-feira (13) a uma operação de exoneração em massa na pasta.

Cerca de 30 comissionados já foram comunicados sobre a saída dos cargos.

As demissões iniciais ocorrem no setor de RH (recursos humanos), jurídico e na manutenção. Também há atingidos na Secretaria-Adjunta de Planejamento e Ação Governamental.

Há previsão de novos cortes ao longo da semana, até o momento ainda não publicados no DOE (Diário Oficial do Estado).

Galdino foi nomeado pelo governador Flávio Dino (PSB) para a Casa Civil no final de agosto, por indicação de Felipe Camarão, secretário estadual da Educação e nova espécie de eminência parda do Palácio dos Leões.

Servidores da Casa Civil disseram em reservado ao ATUAL7 que as vagas tendem a ser preenchidas por pessoas indicadas por Camarão. O titular da Seduc (Secretaria de Estado da Educação) é pré-candidato a qualquer coisa nas eleições de 2022.

Estrela em alta, Josimar volta a virar alvo de aliados de Weverton Rocha
Política

Maragatunistas querem transferir para o adversário ceticismo que domina eventual candidatura do pedetista ao Palácio dos Leões

Com potencial para chegar ao segundo turno e, possivelmente, vencer a corrida pelo Palácio dos Leões em 2022, o deputado Josimar Maranhãozinho (PL) virou alvo de aliados do senador Weverton Rocha (PDT), que voltaram a tentar por em dúvida a pré-candidatura do parlamentar federal ao governo do Estado na eleição do ano que vem.

A estratégia de desacreditar a permanência de Josimar na disputa, já utilizada outras vezes pelo entorno de Weverton, tem agora como finalidade o esforço em transferir para o adversário o ceticismo que tornou a dominar a eventual candidatura do pedetista ao governo devido nova demonstração de fragilidade.

No meio da semana, após agir com imprudência contra o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural e nome do governador Flávio Dino (PSB) para o pleito, o senador foi alertado por parte do círculo de políticos, amigos e assessores, e teve de pedir desculpas públicas ao tucano.

A postura pegou diversos aliados desarmados de surpresa, que entenderam o recuo como um sinal de que a pré-candidatura de Weverton Rocha ao Palácio dos Leões não é para valer.

Presidente estadual do PL, partido com uma das maiores bancadas no Congresso e que ocupa ministérios estratégicos no governo Jair Bolsonaro, Josimar voltou a entrar na mira de maragatunistas após se legitimar como força política ao reunir mais de 50 prefeitos e prefeitas, sob sua contínua liderança, no primeiro encontro de pré-campanha ao Executivo maranhense, todos considerados genuinamente fiéis ao seu projeto, e por haver declarado rompimento com Dino.

A ruptura com o dinismo, além de não afetar seu eleitorado devoto, abre espaço entre eleitores de direita e os arrependidos com Dino, suportado pelas classes política e empresarial somente até a desincompatibilização do cargo, e com tendência a perder apoio popular quando deixar o Poder devido ao fracasso no cumprimento de sua principal promessa de campanha nas duas últimas eleições: tirar o Maranhão da linha abaixo da extrema pobreza.

Segundo entendimento consolidado no núcleo de pré-campanha de Weverton, com a estrutura do Palácio dos Leões, o apoio de Dino e a possível aliança com o PT e Lula em 2022, Brandão facilmente estará no segundo turno, restando atingir Josimar para garantir lugar para o pedetista na segunda etapa da eleição.

O termo maragatunistas faz referência a outro, Maragatuno, criado e muito utilizado em referência a Weverton Rocha por parte da imprensa local em disputas eleitorais passadas devido ao envolvimento do pedetista em diversos casos relacionados à corrupção, desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito, os quais ele nega ter praticado. Alinhado ao senador, seu entorno também é investigado ou responde a diversos processos na Justiça por irregularidades ou ilícitos com dinheiro público. Recentemente, porém, o termo Maragatuno foi readaptado por esses mesmos veículos para Maragato, em estratégia de marketing eleitoral para tirar do pedetista a mancha e a pecha de traidor para tentar transformá-lo em um revolucionário.

Com pedido de desculpas, Weverton tenta manter aberta vice de Brandão para PDT
Política

Vaga foi oferecida por Flávio Dino em julho. Apesar de encontros financiados pela estrutura partidária, pedetista ainda pode retirar pré-candidatura

Apesar de seguir com encontros financiados pela estrutura partidária para possível candidatura ao Palácio dos Leões, o senador Weverton Rocha não pretende encerrar diálogos com o governador Flávio Dino (PSB) para que o PDT indique a vice na chapa de Carlos Brandão (PSDB) ao governo do Estado na eleição de 2022.

O vice-governador assumirá o comando do Poder Executivo no próximo ano, e disputará a reeleição tendo Dino como candidato ao Senado. Como o PT tende a permanecer na aliança governista, com Felipe Camarão disputando uma cadeira na Câmara dos Deputados, o PDT de Weverton ainda tem espaço para ficar com a vice, conforme acertado com os próprios Dino e Brandão em reunião fechada no Palácio dos Leões em julho.

Foi sob esse raciocínio que o pedetista, após alerta de parte do círculo de políticos, amigos e assessores que o acompanham na pré-campanha, recuou de declarações ditas em entrevista à TV Centro Norte, em Presidente Dutra, no sábado (4). Para atingir Brandão, Weverton desqualificou e ridicularizou a função de vice, atrapalhando os diálogos.

“Tem gente que nasce para ser vice, tem gente que nasce para liderar, eu nasci pra liderar”, disse.

Apesar da investida ter sido direcionada apenas a Brandão, acabou também encolhendo politicamente diversos aliados, tanto do PDT quanto outras legendas, que ocupam a função nos Poderes Legislativo e Executivo no estado, e ainda dificultou eventual indicação de vice para possível chapa dele próprio, caso a pré-candidatura ao governo seja mantida.

Por esse motivo, o pedido de desculpas, acrescido de abraços, foi estendido a todos os atingidos.

“Meus amigos, na vida pública, quem acerta, não faz mais do que sua obrigação. E que erra, deve se desculpar. No último final de semana, eu errei ao fazer referência à função de vice de forma deselegante e inapropriada. Por isso, gostaria de me desculpar com os meus aliados que são vice-presidentes de casas legislativas, com os vice-prefeitos e com o vice-governador Carlos Brandão”, apelou Weverton.

No meio político e empresarial maranhense, o comportamento frágil foi entendido como sinal de que a pré-candidatura do pedetista ao Palácio dos Leões não é para valer.

Brandão celebra possível adesão de PSDB a impeachment de Bolsonaro
Política

Tucanos vão decidir posição do partido nesta quarta-feira (8). Encontro foi marcado após ameaças golpistas do presidente da República durante manifestações antidemocráticas

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, celebrou em suas redes sociais nesta quarta-feira (8) a manifestação de seu partido, o PSDB, a um possível apoio ao impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“O PSDB, mais uma vez, mostra compromisso com o Brasil ao se posicionar pelo impeachment de Bolsonaro. O brasileiro não pode ser penalizado por um desgoverno que desdenha da crise sanitária, se perde na economia e desrespeita a Constituição. Estamos todos juntos pelo Brasil”, comentou.

“Outro fato é que as agressões inaceitáveis ao STF demonstram que o presidente não consegue lidar com os problemas reais: a inflação, o desemprego, a fome, a pandemia. É hora de fazer prevalecer a Constituição e agir em defesa de nossa democracia e, sobretudo, da sociedade”, completou.

É a primeira vez que Brandão, que sob apadrinhamento do governador Flávio Dino (PSB) buscar consolidar o apoio do PT para 2022, faz declarações públicas a respeito do assunto.

Convocada pelo presidente da sigla, Bruno Araújo, a reunião extraordinária da diretoria executiva para discutir a posição do partido sobre o impedimento de Bolsonaro está prevista para ocorrer nesta quarta. O encontro foi marcado horas após ameaças golpistas feitas pelo presidente da República ao STF (Supremo Tribunal Federal) durante manifestações antidemocráticas no 7 de Setembro.

“Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica da região dos três poderes continue barbarizando a nossa população. Não podemos aceitar mais prisões políticas no nosso Brasil. Ou o chefe desse poder enquadra o seu ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”, ameaçou Jair Bolsonaro.

Em 2015, o PSDB foi um dos principais articuladores do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). O partido tem, atualmente, 33 deputados e sete senadores.

Entre os tucanos, apenas o senador maranhense Roberto Rocha é aliado de Bolsonaro e participou dos atos antidemocráticos convocados pelo presidente para ontem.

Atuação do PL na Alema será primeiro teste para rompimento de Josimar com Dino
Política

Presidente do Partido Liberal cobrou fidelidade de correlegionários ao deixar o governo e quer opositor ao socialista na disputa pelo Senado em 2022

Com bancada atualmente formada por quatro parlamentares e bem articulada, o PL enfrentará seu primeiro teste na Assembleia Legislativa do Maranhão como legenda de oposição ao Palácio dos Leões.

Na última sexta-feira (3), durante encontro com prefeitos e aliados em que oficializou pré-candidatura ao governo do Estado para a eleição de 2022, o deputado federal e presidente do Partido Liberal no Maranhão, Josimar Cunha Rodrigues, o Maranhãozinho, declarou rompimento com Flávio Dino (PSB) e cobrou fidelidade de integrantes da legenda.

“Nós podemos e nós faremos. Não vamos mais deixar nossos opositores tirarem as nossas qualidades, nem nosso prestígio. O PL tem condições de lutar. Eu sofri e suei a camisa junto com vocês, passei dificuldades e fui perseguido, mas nunca deixei meus compromissos para trás. Agora quero contar com a mesma confiança, compromisso, firmeza e segurança que vocês tiveram de mim na eleição de vocês. Eu estou pronto, agora quero saber se cada um de vocês também está para enfrentar as dificuldades, as perseguições para essa campanha ao governo”, suscitou.

A prova de fogo poderá ser medida a partir da próxima terça-feira (14), quando serão retomados os trabalhos no Palácio Manuel Beckman depois do longo feriadão da Semana da Pátria e Aniversário de São Luís.

Segundo alegou Josimar, municípios administrados por prefeitos do PL têm enfrentado perseguição e retenção de recursos para obras e serviços públicos pelo Palácio dos Leões, mesma dificuldade que estariam sofrendo a deputada Detinha e os deputados Vinícius Louro, Leonardo Sá e Hélio Soares, integrantes da bancada do PL na Alema, no pagamento de emendas parlamentares.

Mais do que rompante ou mero motim, o rompimento fortalece a possibilidade de Josimar ser o candidato de Jair Bolsonaro (sem partido) ao Governo do Estado no ano que vem. Um dia antes do ato político, ele esteve com o presidente da República no Palácio do Planalto em reunião em que tratou sobre 2022 e a liberação de recursos ao Maranhão.

Neste sentido, ainda durante o ato político, Josimar abriu espaço para escolha de um nome, seja do PL ou outro partido, que dispute o Senado em sua chapa majoritária, em afronta direta a Dino, que postula a vaga.

O rompimento também reforça as dúvidas sobre a capacidade que Flávio Dino ainda tem de governar.

Prestes a deixar o comando do Palácio dos Leões e sem coragem para tornar pública sua decisão de apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) para a disputa eleitoral, o governador maranhense tem dado sinais de que perdeu o controle de sua base de apoio, fragmentada desde as eleições municipais de 2020, e até de setores do PCdoB, seu antigo partido.

Na ausência de um líder, integrantes do governo têm batido cabeça em relação ao futuro político de Dino, e se dividido em apoio à quase meia dúzia de postulantes governistas. Parte afirma que Flávio Dino pode ficar até o fim do mandato e ungir algum de seus secretários para sucedê-lo no Poder Executivo estadual; outra garante que o governador vai confirmar apoio a Brandão antes de dezembro próximo.

Atualmente, a Assembleia Legislativa do Maranhão possui três deputados oposicionistas, mas que atuam de forma desorganizada: Adriano Sarney (PV), César Pires (PV) e Wellington do Curso (PSDB).

Ainda que não se some à oposição, eventual atuação independente do PL na Casa será crucial para confirmar a liderança de Josimar no partido e abrir espaço para o desmoronamento total do governo Dino, já ameaçado de novas dissensões internas.

Após criar crise com Brandão, Dino readmite que vai renunciar governo no início de 2022
Política

Nova mudança de posição foi externada após dura reunião entre governador e vice-governador do Maranhão

Uma semana após dizer que pode cumprir o mandato até o fim para conduzir a própria sucessão, o governador Flávio Dino (PSB) voltou a admitir que vai mesmo deixar o comando do Palácio dos Leões no início de 2022.

A nova mudança de posição foi externada na terça-feira (31), após o próprio neosocialista criar uma crise política com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural e, por isso, principal fiador de eventual permanência de Dino na vida pública.

“Quando eu sair do governo no começo do ano que vem para ser candidato, pois sou obrigado pela lei, eu vou voltar para onde eu vim. De onde eu vim?! Da sala de aula da Universidade Federal do Maranhão. É para lá que eu vou voltar, para ser professor de Direito Constitucional”, declarou o governador durante inauguração de obras no município de São Raimundo das Mangabeiras.

Na certeza de que receberá o bastão a partir de abril de 2022, Carlos Brandão vem trabalhando intensamente, com aval do próprio Flávio Dino, para concorrer à reeleição para governador, mas sofreu desgaste eleitoral potencializado por adversários após a manifestação de Dino sobre a possibilidade de permanência no cargo.

Segundo disseminaram, ao cogitar cumprir o mandato até o fim, Dino estaria demonstrando não confiar em Brandão ou que recuaria da decisão de apoiar o tucano na corrida para indicar outro nome.

O ATUAL7 apurou que, há poucos dias, em meio à crise, o governador e o vice-governador tiveram uma dura reunião à portas fechadas no Palácio dos Leões. Suposto uso da estrutura do governo estadual por adversários na disputa eleitoral e suposta influência de familiares de Brandão na pré-campanha ao controle do Executivo estadual foram os assuntos mais tensos da conversa.

Josimar prepara três encontros políticos para se viabilizar como terceira via para 2022
Política

Deputado tem se apresentado na disputa pelo Palácio dos Leões como alternativa à polarização formada entre Carlos Brandão e Weverton Rocha

O deputado Josimar Maranhãozinho (PL) pretende realizar ao menos três encontros políticos em São Luís para somente então começar a rodar o estado com o objetivo de se viabilizar como terceira via ao Palácio dos Leões em 2022. Apesar de ainda integrar a base de Flávio Dino (PCdoB), ele tem se apresentado como alternativa à polarização formada entre o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT), mais apontados como governistas.

Em live no início da semana acompanhado da esposa, deputada estadual Detinha (PL), Josimar detalhou que o primeiro encontro, marcado para a próxima sexta-feira (3), será apenas com os mais de 50 prefeitos maranhenses de seu grupo político e pré-candidatos à Assembleia Legislativa do Maranhão e Câmara dos Deputados.

“Vamos obedecer o decreto estadual que trata do combate à pandemia, que diz que a capacidade para eventos é de, no máximo, 400 pessoas. Se fosse para fazer um aberto para todos não comportaria todas as pessoas que fazem parte do nosso grupo e são simpatizantes de nosso trabalho, de nosso projeto político para o Maranhão”, disse.

Também em setembro, em data ainda não definida, será a vez dos candidatos a prefeito não eleitos em 2020 e demais lideranças políticas.

Em outubro será o terceiro encontro, previsto para ser o maior de todos, com amigos e vereadores do PL, Avante, Patriota e de outros partidos.

Possibilidade de Dino ser vice de Lula reabre discussão sobre Othelino disputar Senado
Política

Governador do Maranhão pode também ficar até o final do mandato no cargo, o que também favoreceria o presidente da Alema

O governador Flávio Dino, que recentemente trocou o PCdoB pelo PSB, voltou a comentar abertamente nos últimos dias sobre a possibilidade de ser companheiro de chapa do ex-presidente Lula (PT) na corrida ao Palácio do Planalto em 2022.

A oportunidade reabre a discussão sobre o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), disputar o Senado Federal em vez de reeleição ao Palácio Manuel Beckman.

O próprio Othelino confirmou ao ATUAL7, ainda em janeiro, que caso Dino não concorra ao Senado, ele próprio tentaria ser o candidato governista à vaga.

Há ainda a possibilidade de Flávio Dino sequer sair do cargo de governador e ficar até o final do mandato em dezembro do ano que vem, segundo o próprio neosocialista afirmou na semana passada.

Segundo defende o deputado Marco Aurélio (PCdoB), um dos principais interlocutores do governo Dino na Alema, essa alternativa também favoreceria a candidatura de Othelino para o Senado.

A crônica da democracia dos políticos
Artigo

Por Zé Inácio*

A democracia todo cidadão de bem luta por ela desde a Grécia Antiga. A hegemonia todo político quer para si. No conceito de Gramsci, uma classe dirigente consegue ser aceita como legítima pelas demais classes ou pelo conjunto da sociedade porque sustenta a sua hegemonia através do que chamamos de consenso. Assim, o mais democrático nem sempre representa o melhor para mim, mas o que é decidido pela maioria é o que é melhor para a maioria, para atender aos interesses da maioria.

Um fato que chamou atenção recentemente foi a declaração do Governador Flávio Dino em agenda no interior do Estado no último fim de semana. Dino surpreendeu a classe política maranhense quando questionado sobre a sua sucessão e sobre quem apoiará em 2022 na disputa pelo comando do Palácio dos Leões. “Nós estamos em 2021 e só vamos decidir isso em 2022. Agora minhas agendas são exclusivamente agendas de trabalho, obras, benefícios à população. Em 2022 a gente vai tratar de eleições”, declarou o governador maranhense.

No meio político, a declaração de Flávio Dino foi desacertada para uns e acertadíssima para outros. Aliás, o dinamismo e a dialética da política não admitem a máxima de não deixar para fazer amanhã o que pode ser feito hoje. Outra coisa importante: a democracia dos políticos na disputa por hegemonia pode possibilitar que todos que compõem a base do Governador estejam juntos depois de novembro, a partir de uma decisão política a ser tomada por ele, mas é importante salientar que esta mesma democracia dos políticos garante que, em vez da unidade entre candidatos A, B, C, D e F, tenhamos uma dissidência na coalizão política, com a existência de mais de uma candidatura da base de Flávio Dino ao Governo do Estado. Por isso, a cautela é sempre bem-vinda!

A definição sobre a sucessão do Governador, marcada para novembro, surgiu como alternativa à Reforma Política em tramitação no Congresso Nacional, cuja proposta já fora aprovada pela Câmara dos Deputados. Porém, tudo indica que não passará no Senado Federal, fato importantíssimo para o fortalecimento dos partidos políticos e que fragiliza os caciques de partidos, o que pode contribuir com a necessária unidade política para ajudar a salvar mandatos no Parlamento.

Após novembro ou dezembro, o Governador Flávio Dino terá mais tempo para construir a unidade da sua base política, que dará continuidade às transformações sociais implementadas pelo seu Governo. O mais correto é esperar as águas de março, às vésperas das prováveis desincompatibilizações. Por falar em água, faz lembrar a ponte do Conde Maurício de Nassau, faz lembrar a ponte idealizada pelo ex-Governador Antônio Dino em 1970. Na verdade, muita água ainda vai passar por debaixo da ponte, sendo que a ponte sobre o Rio Pericumã ainda está em construção. Ou seja, vamos primeiro concluir a ponte, inaugurá-la todos juntos, fortalecer a unidade do grupo e somente depois definir o candidato. Os incautos, os céticos, podem até achar que o melhor momento será em julho/agosto de 2022!? A partir de março, vamos falar menos sobre marcha a ré e mais em caminhar para frente, em continuidade, todos juntos. E afirmar em alto e bom som que na política do Maranhão o boi já não mais voa, mas que ele brilha, encanta e é mais feliz!

Caso contrário, o passageiro da VIA Expressa está só de espreita; e se pegar o bonde pode ser um caminho sem volta. Neste caso, a responsabilidade é de cada um dos senhores e das senhoras! E aí vamos saber se o sertão vai virar mar ou se o mar vai virar sertão…

*Zé Inácio é deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores - PT

Weverton repete Dino, coopta aliados do Palácio dos Leões e pavimenta eleição para governador
Política

Sem controle da própria gestão, Flávio Dino segue em silêncio sobre decisão por Carlos Brandão e cede espaço para pedetista crescer na disputa

Vestido em camiseta branca com os dizeres: “Hen hein!”, expressão maranhense que dentre outras coisas significa “cala a boca!” o senador Weverton Rocha (PDT) roubou a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e isolou o governador Flávio Dino (PSB) no jantar oferecido ao petista no último dia 18 no Palácio dos Leões, sede e residência oficial do chefe do Poder Executivo maranhense.

Sob o olhar atento de Lula, Weverton se destacou entre os presentes, comandou todos os diálogos e se portou e foi recebido como líder pela maioria esmagadora do grupo encastelado no Governo do Estado presente no evento.

A ordem dada por Weverton para que seja estabelecido silêncio tem sido rigorosamente obedecida por Dino. Mais de cinco meses depois de assumir para o núcleo central do governo que seu candidato ao pleito de 2022 é o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o governador vem se mantendo publicamente calado a respeito da própria decisão.

Ante o medo de Flávio Dino e a falta de controle do governador maranhense sobre a própria gestão, o pedetista vem pavimentando com facilidade a estrada que leva ao Palácio dos Leões, com o apoio garantido de quase todos os partidos da base dinista, além de secretários de todos os escalões, classe empresarial e autoridades representantes de outros Poderes.

Politicamente mais forte que o próprio Flávio Dino mesmo com o socialista ainda sentado na cadeira de chefe do Executivo estadual, Weverton Rocha até mesmo já flerta com bolsonaristas de carteirinha adversários do governador maranhense, como o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos (DEM), e a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSDB).

A cooptação de Weverton é um repeteco do levou Dino ao poder em 2014, quando lideranças e demais aliados de Roseana Sarney (MDB), ante o pavor que a então governadora nutria por Flávio Dino, que até o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão já havia invadido tempos atrás para tomar satisfação com um juiz eleitoral, pularam de barco apostando na expectativa de continuarem no poder.

Assim como deu certo para Dino, a estratégia vem sendo decisiva para eventual vitória de Weverton na eleição do ano que vem.

Como o governador não tem coragem para despachar publicamente o pedetista e tomar dele e outros aliados dezenas de centenas de cargos no Governo do Maranhão, aparenta não confiar no sucesso eleitoral de Carlos Brandão nas urnas, fracassa na tentativa de reapadrinhar o ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PSD) e não consegue convencer o PT nem Lula da viabilidade da candidatura do secretário Felipe Camarão (Educação) como cabeça da chapa majoritária, Dino agora vive sob o dilema de não poder mais se desincompatibilizar do cargo em abril de 2022.

Se deixar o cargo sem confirmar Brandão como seu único candidato, terá de disputar o Senado Federal fora da chapa governista ou qualquer outro cargo sem o apoio do Palácio dos Leões.

Weverton, por outro lado, com a candidatura em franca ascendência, segue ainda outro significado da expressão maranhense “Hen hein!”, que é “duvido do que você está falando”. Para não precisar ver para crer, tem preferido não arriscar, e já surfa no rumor de que seu braço direito político e sócio, Erlânio Xavier (PDT), pode concorrer ao Senado com ou sem Flávio Dino na disputa pela vaga.

Iminência de cassação de chapa faz Dino escalar Camarão como plano B para 2022
Política

Caso TSE mantenha livramento dado pelo TRE do Maranhão, secretário de Educação será vice de Carlos Brandão. Estratégia visa evitar que cofres do Estado caiam nas mãos de Weverton Rocha

O governador Flávio Dino (PSB) colocou em prática um plano B para garantir a hegemonia de seu grupo político no poder após 2022, do qual está fora o senador Weverton Rocha (PDT).

Na iminência de cassação de seu mandato e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) por supostos abusos de poder nas eleições de 2018, caso o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirme que houve trapaça eleitoral, Dino vai apoiar Felipe Camarão (PT), atual secretário de Estado da Educação, para o comando do Palácio dos Leões no pleito do ano que vem.

Todavia, se o livramento dado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) for mantido pelos ministros em Brasília (DF), e o caso arquivado, a ideia é seguir com o plano inicial: Camarão vice de Brandão, e Dino ao Senado.

Com a estratégia, Flávio Dino pretende evitar que os cofres estaduais caiam nas mãos de Weverton Rocha, investigado por suposto envolvimento em diversos casos relacionados a desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito. Aos mais próximos, o governador maranhense tem repetido que entregar o Palácio dos Leões para o pedetista representaria grave retrocesso para o estado e uma mancha em seu histórico político.

Ato de pré-candidatura de Josimar deve contar com participantes de encontros de Brandão e Weverton
Política

Evento terá novas filiações de prefeitos ao PL, comandado pelo deputado

O ato de pré-candidatura do deputado Josimar Maranhãozinho (PL) ao Palácio dos Leões nas eleições de 2022 deve contar com a presença de cerca de dez gestores municipais que estiveram presentes nos encontros realizados pelo vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e pelo senador Weverton Rocha (PDT), também postulantes ao Governo do Estado.

Marcado inicialmente para o final de agosto, o evento foi reagendado para o próximo dia 3 de setembro.

Gestores ainda não filiados ao PL, comandado por Josimar no Maranhão, devem entrar na legenda no ato político. Com as novas filiações, o partido se consolidará como a maior força política no estado, com mais de 50 prefeitos.

“Nosso grupo está presente hoje em 41 cidades com prefeitos do PL e no próximo mês iremos filiar mais 11 prefeitos e se tornará o maior partido do estado. Temos também 58 candidatos a prefeitos que ficaram em segundo lugar em suas cidades. Meus amigos o jogo nem começou ainda…”, escreveu Josimar nas redes sociais no mês passado.

Evento esvaziado em Imperatriz acende alerta de Weverton sobre sobrevivência pós 2022
Política

Dos quase 100 prefeitos esperados, apenas pouco mais de 30 apareceram no ato oficial de lançamento de pré-candidatura do pedetista ao Palácio dos Leões

A baixa participação de lideranças políticas no evento oficial de lançamento de pré-candidatura ao Palácio dos Leões, realizado em Imperatriz no último sábado (14), acendeu o alerta para o futuro político de Weverton Rocha (PDT) após 2022.

Dos quase 100 prefeitos esperados, apenas pouco mais de 30 apareceram no ato, que para evitar maior esvaziamento precisou ser ocupado por militantes levados por aliados em caravanas para fazer algum volume e simular apelo popular pela entrada do pedetista na eleição do ano que vem.

Desde que começou a perder líderes partidários, gestores municipais e até correlegionários no PDT para Carlos Brandão (PSDB), sucessor e candidato do governador Flávio Dino ao pleito, Weverton passou a correr o risco de não apenas ser derrotado nas urnas no próximo ano, mas também perder forças para 2026, quando estará em jogo a própria cadeira no Senado.

Como esticou demais a corda dada por Dino, e já até declara que não precisa de apoio do governador maranhense para ser eleito, o esperado é que Weverton Rocha não receba mais suporte do grupo que o elegeu na corrida passada –experiência atualmente conhecida pelo senador Roberto Rocha.

Das duas vagas que serão abertas ao Maranhão em 2026, a tendência é de que uma seja ocupada por Carlos Brandão –caso o tucano seja reeleito em 2022 para comandar o Palácio dos Leões– e a outra por alguém realmente aliado, condição que Weverton, na visão de dinistas e brandonistas, perdeu desde que traiu Flávio Dino nas eleições municipais em São Luís, no ano passado.

Acordo fracassa e Weverton insinua não precisar de apoio de Dino para 2022
Política

Pedetista sugeriu ainda que escolha do governador por Carlos Brandão teria sido ditatorial

O senador Weverton Rocha (PDT) insinuou nesta sexta-feira (13) que não precisa do apoio do governador Flávio Dino (PSB) para ser eleito ao comando do Palácio dos Leões em 2022. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Imperatriz, pouco mais de um mês depois de acordo pró-candidato único assinado pelo pedetista com o chefe do Executivo, de punho próprio, em reunião com lideranças partidárias do grupo.

“Gosto muito do governador Flávio Dino, é meu amigo, tem o reconhecimento de todos nós pelo trabalho que fez pelo Maranhão, só que eu quero ser candidato de baixo pra cima. Eu quero o apoio dele [Dino], mas, de verdade, quem vai me apoiar e vai me eleger é o povo”, disse, sugerindo ainda que o governador maranhense estaria agindo de forma ditatorial ao escolher o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sem consultar aliados, para conservar seu legado.

Antes da reunião com lideranças em julho, em conversa acompanhada pessoalmente por Brandão, o próprio Dino ofereceu a Weverton a vice na chapa majoritária governista, tendo o senador pedido prazo de duas semanas para analisar a oferta.

Porém, como não houve resposta, o PT voltou a captar força para indicação de nome para vaga.

Brandonistas se irritam com movimentações de Simplício e Camarão
Política

Grupo reclama de estratégia de secretários e defende que indicações não sejam aceitas por Carlos Brandão no ano que vem. Parte mira até Flávio Dino

Palacianos brandonistas começam a criticar nos bastidores, mas um pouco mais abertamente, as movimentações eleitorais dos secretários de primeiro escalão Simplício Araújo (Indústria e Comércio) e Felipe Camarão (Educação).

A reclamação geral é que Simplício e Camarão têm atrapalhado os planos do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor de Flávio Dino (PSB) e pré-candidato ao Palácio dos Leões, ao alimentarem que também postulam a cabeça da chapa majoritária para 2022.

Para o grupo, ambos tentam repetir a estratégia vitoriosa utilizada por Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Eduardo Braide (Podemos), respectivamente, nas eleições de 2014 e 2018, quando usaram do expediente para depois retirarem as candidaturas ao governo maranhense já próximo ao pleito, garantindo elevada votação nas urnas para a Câmara Federal, mesmo que para isso tenham de atravancar a escalada eleitoral de Brandão.

Ala mais radical dos brandonistas defende que, quando assumir o Governo do Estado em abril do ano que vem, Carlos Brandão responda a importunação não aceitando indicação de Simplício Araújo nem de Felipe Camarão para substituí-los nas respectivas pastas.

Desconfiada em razão da movimentação dos secretários e da demora do governador em declarar Brandão como candidato, parte apoia até que nem mesmo Flávio Dino tenha o espaço pretendido no novo governo.