Eleições 2022
Weverton supera votação de Dino e pavimenta caminho para os Leões
Política

Pedetista elegeu-se senador com a maior votação da história política maranhense para a Casa. PDT fez a maior bancada da Assembleia Legislativa, com sete deputados

O deputado federal e líder do PDT na Câmara dos Deputados, Weverton Rocha, entrou para a histórica política maranhense como o senador eleito com a maior votação de todos os tempos no estado.

Foram exatos 1.997.443 votos, quantidade maior até mesmo do que a depositada pela população no governador Flávio Dino (PCdoB), reeleito com 1.867.396 votos. Exatos 130.047 votos a mais do que o comunista, alçando o pedetista como a maior força político-eleitoral do Maranhão.

Com a super expressiva votação, Weverton mostra ainda que possui cacife para 2022, quando estará na metade do mandato no Senado e Dino deixará o comando do Palácio dos Leões.

Além disso, o PDT, foi o partido que fez a maior bancada na Assembleia Legislativa, com sete deputados ao total. E sem dever nada a Dino, que mostrou-se praticamente indiferente à campanha de Weverton, e nem ao prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que nem o pai, Edivaldo Holanda (PDT), conseguiu reeleger para o Palácio Manuel Beckman, mas por fruto do agora comprovado tirocínio político de Weverton, que preside o partido no estado, e da forte militância pedetista.

Em termo de votos e de liderança política, portanto, o caminho de Weverton Rocha já está pavimentado para, se até lá não for barrado nalgum dos inquéritos em que é alvo por suposta corrupção, ser o sucessor de Flávio Dino no governo estadual.

 

PCdoB, PP e PDT trabalham para eleger Jerry a prefeito e Weverton para o Senado
Política

Plano de permanência no poder funcionará em especie de escadinha e, se aceito pela população, alcança quase duas décadas

O plano, na cabeça dos chefões do PCdoB, PP e PDT no Maranhão, é simples e não precisa combinar com a população, ainda inebriada com a vitória de Flávio Dino em 2014 pelo fato do comunista ter derrotado a cinquentenária Oligarquia Sarney - com ajuda de sabujos do próprio Clã.

Para manter a hegemonia das legendas, os caciques preparam uma especie de escadinha de cargos eletivos, onde alguns sentariam no poder mesmo sem ter ganhado um único voto, e que terminaria com Flávio Dino (PCdoB) na Presidência da República, Weverton Rocha no Senado Federal, Edivaldo Holanda Júnior do governo do Maranhão e Márcio Jerry na Prefeitura de São Luís.

O plano começa nas eleições de 2016, com o secretário de Articulação Política e Assuntos Federativos encabeçando a chapa de reeleição do prefeito Edivaldo Júnior como vice. Se eleitos, Edivaldo deixa a prefeitura dois anos depois, em 2018, e passa a ser vice de Flávio Dino na disputa do comunista pela reeleição, abrindo a prefeitura para Jerry, autor do plano, assumir mesmo ser ter ganho um único voto.

Eleitos Dino e Edivaldo a governador e vice-governador do Maranhão, mais quatro anos depois, em 2022, o comunista concorrerá à Presidência da República, e a disputa pelo comando do Palácio dos Leões será do pedetista.

A partir daí, se a população continuar inebriada, os partidos aliados em subserviência e os de oposição amedrontados, o plano pode ainda se estender por mais oito anos, com Márcio Jerry como vice de Edivaldo no Executivo e, logo depois, assumindo o controle do Estado como governador de fato e finalmente de direito.

Black bloc no Senado

No plano, a entrada de Weverton Rocha se dá somente em 2018, como um dos candidatos do grupo ao Senado Federal - a outra vaga já está garantida para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho, que sairá do PDT para concorrer por outro partido.

Para garantir a vaga e apoio, Weverton sacrificará dois anos antes, em 2016, a Prefeitura de Imperatriz, negando legenda para a odontóloga Rosângela Curado na época das convenções, para ceder espaço para o delegado Assis Ramos, do PP, em acordo fechado com o vice-presidente da Câmara Waldir Maranhão, que lhe embarcará na empreitada.

À Curado, restará os dois anos restantes de mandato de deputada federal. Waldir, que não disputará o Senado para apoiar Weverton Rocha, continuará na eleição como deputado federal, aguardando a disputa por uma das vagas do Maranhão na Câmara Alta em 2026. Em 2030, Márcio Jerry será o candidato único do novo Clã maranhense ao Senado.