Eleições 2022
Sarney diz a Lula que Weverton Rocha ‘não é de confiança’
Política

Ex-senador aconselhou petista a não fechar apoio ao pedetista para 2022. Segundo Sarney, pré-candidato ao Palácio dos Leões tem ‘levado na mesma semana para Barreinhas’ José Dirceu e Flávio Bolsonaro

O ex-senador José Sarney (MDB-MA) aconselhou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a não fechar apoio ao senador Weverton Rocha (PDT) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

“Apoie qualquer um, menos esse menino aí, esse Weverton. Não é de confiança”, disse Sarney a Lula, segundo interlocutores de participantes da conversa ocorrida em agosto, durante passagem do petista pelo Maranhão em busca do fortalecimento de alianças para disputa presidencial contra Jair Bolsonaro (sem partido).

Ainda de acordo com interlocutores, que falaram ao ATUAL7 em condição de anonimato, o conselho foi dado após o petista pedir orientação ao emedebista. A justificativa apresentada por Sarney é que Weverton, na busca “descontrolada” pelo comando do Poder Executivo estadual, tem “levado na mesma semana para Barreinhas” o ex-ministro José Dirceu (PT) e o filho 01 do presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), em busca de aliança para a eleição do ano que vem.

“Qualquer um”, no caso, citados nominalmente por Lula ao perguntar a Sarney sobre quem apoiar no estado, tratam-se do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor e candidato de Flávio Dino (PSB) para o pleito, e o secretário de Educação Felipe Camarão, recém-filiado ao PT com objetivo específico de fortalecer Brandão, mas lançado na corrida pelo núcleo de conselheiros de Dino embora seja poste sem voto e sem histórico no partido e na esquerda.

Cidade base para explorar e conhecer o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, Barreirinhas é onde Weverton apareceu com uma luxuosa mansão, da noite para o dia, e tem reunido autoridades e agentes políticos para conversas sobre eleições e os Poderes.

Dino tira indicado de Josimar da Sagrima e coloca petista ex-aliado de Weverton
Política

Movimento confirma rompimento com líder do PL e fortalece estratégia de diminuição da aproximação entre PT e senador pedetista, em prol de Carlos Brandão

O governador Flávio Dino (PSB) tirou no comando da Sagrima (Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) o engenheiro agrônomo Sérgio Delmiro, indicado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), e colocou para controlar a pasta o jornalista petista Luiz Henrique, ex-aliado do senador Weverton Rocha (PDT) no partido.

O movimento confirma o rompimento do chefe do Executivo estadual com o líder do Partido Liberal no Maranhão, recentemente alvo de operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas) e da Seccor (Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção) após declarar oposição a Dino visando a disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Também abre maior espaço para o PT no governo estadual, com o objetivo de fortalecer a aliança do partido com Carlos Brandão (PSDB) para a eleição do ano que vem, com indicação de nome para ocupar a vice na chapa ou primeira suplência ao Senado.

Neste mesmo sentido, o secretário Felipe Camarão (Educação), usado por Flávio Dino desde o início da primeira gestão como espécie de coringa, sob total controle do governador maranhense, foi lançado e vai manter pré-candidatura ao Governo do Estado até o anúncio de Dino a favor de Brandão. Estratégica, a pré-candidatura de Camarão tem alcançado com facilidade o único objetivo pretendido da parte de Dino, como ocorreu com Luiz Henrique, que é acabar com a aproximação entre petistas de Weverton visando o Palácio dos Leões.

Apesar da lealdade publicamente declarada entre Flávio Dino e Carlos Brandão, parte do PT do Maranhão que integra o núcleo de conselheiros do governador quer que Felipe Camarão se desvie do plano dinista e se mantenha na corrida eleitoral até as urnas. A ofensiva, porém, é inviável, pois a entrada de Dino para a disputa pelo Senado ficaria comprometida, já que Brandão não pretende abrir mão do Poder e o Dino seria obrigado a ficar até o final do mandato para fazer do petista seu sucessor.

Maranhão Nostrum, investigação contra Josimar Maranhãozinho, ficou travada em ano eleitoral; alegação foi pandemia
Política

Líder do PL apoiou Duarte Júnior para a prefeitura de São Luís em 2020, com indicação da sobrinha para vice. Ele foi alvo de operação após romper com Flávio Dino

A investigação que resultou na deflagração da Operação Maranhão Nostrum contra o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) ficou parada no Ministério Público do Maranhão durante parte de 2020, ano eleitoral. A justificativa usada para a suspensão do procedimento investigatório criminal foi um ato expedido pelo gabinete do então procurador-geral de Justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, que estabelece procedimentos em relação à prevenção ao contágio e disseminação da pandemia do novo coronavírus. Atualmente, a PGJ é comandada por Eduardo Jorge Hiluy Nicolau.

Nas eleições de 2020, Josimar lançou a esposa e deputada estadual Detinha (PL) para a prefeitura de São Luís, mas acabou desistindo e fechando apoio ao deputado Duarte Júnior (PSB) em meio ao pleito, com indicação da vice para sua sobrinha, Fabiana Vilar Rodrigues (PL). Com apoio de Josimar e do governador Flávio Dino (PSB), então fortes aliados, Duarte ainda chegou a disputar o segundo turno contra Eduardo Braide (Podemos), mas foi derrotado nas urnas.

A suspensão do PIC, como é chamado internamente esse tipo de apuração, teve início no mês de março do ano passado. A partir de julho, houve movimentação ínfima no procedimento criminal, que só voltou a correr com maior celeridade em fevereiro de 2021, quando foi distribuído para o promotor Luiz Muniz Rocha Filho, coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas).

A investigação apura a suspeita de que as empresas Águia Farma Distribuidora de Medicamentos Ltda e Construtora Madry, ambas ligadas ao líder do PL, integrem suposto esquema criminoso que teria movimentado quase R$ 160 milhões obtidos por meio de contratos com prefeituras maranhenses controladas pelo grupo político do parlamentar.

Como a deflagração da operação foi espetaculosa, até o momento sem explicação plausível sobre o uso da estrutura do CTA (Centro Tático Aéreo) e do GPE (Grupo de Pronto Emprego) para cumprimento de mandados de busca e apreensão pelo Gaeco e pela Seccor (Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção), Josimar Maranhãozinho vem afirmando que a ação ocorreu por influência política, em razão dele haver declarado oposição a Dino e entrado na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

O Ministério Público e a SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública) emitiram notas em que negam ingerência política na operação, e asseveram que a investigação teve início há cerca de três anos. O governador Flávio Dino, até o momento, ainda não se manifestou publicamente a respeito. Duarte Júnior também segue em silêncio.

Dinistas atribuem a Portela operação espetaculosa deflagrada contra Josimar
Política

Por 2022, secretário de Segurança do Maranhão tem se enturmado com grupo de Weverton Rocha

Aliados do governador Flávio Dino (PSB) têm insistido no bastidor que a operação espetaculosa deflagrada contra o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), se teve interferência política, teria sido fruto de atuação do secretário de Segurança Pública Jefferson Portela.

Rejeitado eleitoralmente pelo núcleo dinista para 2022, Portela tem procurado abrigo e se enturmado com o grupo do senador Weverton Rocha (PDT), com objetivo de disputar uma vaga à Câmara dos Deputados na eleição do ano que vem.

O uso da estrutura do CTA (Centro Tático Aéreo) e do GPE (Grupo de Pronto Emprego) para cumprimento de mandados de busca e apreensão contra Josimar, dizem dinistas, teria sido uma forma de favorecer o pedetista na corrida pelo Palácio dos Leões.

Com o apoio de Flávio Dino e assento nos cofres do Executivo do Estado no ano eleitoral, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) tende a potencializar força e garantir vitória já no primeiro turno ou passar para o segundo turno com ampla vantagem eleitoral. A disputa para estar com Brandão na eventual segunda etapa, portanto, seria entre Josimar e Weverton.

Procurado pelo ATUAL7 para comentar o assunto, Portela, que nas redes sociais curtiu divulgação sobre a operação contra Josimar Maranhãozinho, não retornou o contato. Já Weverton, não confirmou, mas também não negou que tenha influência na empreitada.

“Deves ter mandando a pergunta para a pessoa errada. Trabalho em Brasília, no Senado!”, disse, cortando a conversa e não respondendo questionamentos.

II Congresso Nacional de Direito Eleitoral está com inscrições abertas
Política

O evento será online e abordará temáticas com o propósito de orientar e atualizar os interessados sobre as regras e o novo Código Eleitoral aplicáveis ao processo eleitoral de 2022

Já estão abertas, desde o dia 7 até 24 de outubro, as inscrições para o II Congresso Nacional do Direito Eleitoral. O evento será em formato online e abordará importantes questões e temáticas com o propósito de orientar e atualizar os interessados sobre as regras e o novo Código Eleitoral aplicáveis ao processo eleitoral de 2022.

O congresso é uma realização da Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão e da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, e, dentre outros, terá como palestrantes e debatedores a ministra substituto do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Maria Claudia Bucchianeri, o juiz e presidente da AMMA (Associação dos Magistrados do Maranhão) Holidice Barros, o deputado federal Aluísio Mendes (PSC) e as juízas no TRE maranhense Anna Graziella Neiva e Lavínia Coelho.

O evento terá como eixos o Estado Democrático de Direito; inclusão social; segurança do processo eletrônico de votação; combate à desinformação; e cidadania e desenvolvimento econômico.

O público-alvo são juízes eleitorais, membros do Ministério Público, demais integrantes de carreiras jurídicas, advogados, servidores públicos, representantes de partidos políticos, gestores públicos, imprensa, professores, pesquisadores e estudantes universitários.

As inscrições podem ser feitas por meio do site http://www.tre-ma.jus.br/eventos. Os interessados deverão preencher a ficha de inscrição online. O sistema emitirá um comunicado de confirmação da inscrição ao e-mail cadastrado.​

Josimar diz que vai intensificar oposição a Dino depois de operação do Gaeco e Seccor
Política

Participação do CTA e até GPE, exclusivo para atuação em situações de risco diferenciado, sugere motivação política na ação espetaculosa deflagrada pelo Ministério Público e Polícia Civil

O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) pretende aumentar ainda mais a oposição frontal ao governador Flávio Dino (PSB) após seu grupo político e ele próprio haverem sido alvos de busca e apreensão pelo Gaeco e pela Seccor.

“Agora é que vamos fazer mais”, respondeu ao ser questionado a respeito pelo ATUAL7.

Segundo ele, a bancada do Partido Liberal na Assembleia Legislativa deve também oficializar rompimento com o atual mandatário do Palácio dos Leões, mudando “o discurso completamente”. Em nota, afirmou que a operação foi “orquestrada pelo Estado”.

A forma espetaculosa utilizada pelo Ministério Público e Polícia Civil maranhense na deflagração da Operação Maranhão Nostrum, realizada após o parlamentar declarar oposição a Dino, sugerem motivação política na ação, que contou com a participação até do CTA (Centro Tático Aéreo) e do GPE (Grupo de Pronto Emprego), embora exclusivo para atuação em situações de risco diferenciado.

Líder do PL, legenda de maior força política no Maranhão, Josimar vem se cacifando para a disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, podendo ser o candidato de Jair Bolsonaro no estado. Nas últimas semanas, confirmou musculatura ao promover atos de pré-campanha em que reuniu centenas de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores anilhados ao seu projeto político.

Josimar é alvo de megaoperação midiática do Ministério Público e Polícia Civil após romper com Dino
Política

Maranhão Nostrum cumpriu mais de 60 mandados de busca e apreensão em 14 municípios e contou com apoio até do CTA, em possível demonstração de força pelo Palácio dos Leões

Um mês após passar de amigo a inimigo político do governador Flávio Dino (PSB), o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) foi alvo de megaoperação deflagrada na manhã desta quarta-feira (6) pelo Ministério Público e Polícia Civil maranhense.

Batizada de Maranhão Nostrum, a ação já era especulada nos bastidores e contou com a participação até do CTA (Centro Tático Aéreo), reforçando possível motivação política diante do espetáculo midiático de demonstração de força pelo Palácio dos Leões.

Mais de 60 mandados de busca e apreensão foram cumpridos por agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas) e da Seccor (Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção), sendo 13 em municípios maranhenses e um no Ceará.

A medida foi autorizada pela 1ª Vara Criminal de São Luís, privativa para processamento e julgamento dos crimes de organização criminosa.

Ao detalhar a operação, o Ministério Público informou que o procedimento investigatório foi iniciado em 2018, com objetivo de apurar possíveis fraudes em processos licitatórios para contratação das empresas, que teriam o parlamentar como sócio-proprietário, pelas prefeituras de Araguanã, Carutapera, Centro do Guilherme, Maranhãozinho, Pedro do Rosário e Zé Doca até quatro anos antes, movimentando quase R$ 160 milhões.

Líder do PL, legenda de maior força política no Maranhão, Josimar vem se cacifando para a disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, podendo ser o candidato de Jair Bolsonaro no estado. Nas últimas semanas, confirmou musculatura ao promover atos de pré-campanha em que reuniu centenas de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores anilhados ao seu projeto político.

Dino avisa a aliados que vai declarar apoio a Brandão no próximo mês
Política

Governador também irá trocar comando do Departamento de Trânsito do Maranhão, hoje sob controle do PDT

O governador Flávio Dino (PSB) anunciou a pessoas próximas que vai antecipar para o próximo mês a declaração pública de apoio ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB) como seu candidato ao Palácio dos Leões na eleição de 2022. Inicialmente, o anúncio estava previsto para ocorrer em novembro.

O neosocialista tentou manter para a disputa eleitoral do próximo ano a coalização de partidos que ainda compõem seu governo, mas decidiu não tolerar mais o que tem classificado como “petulância” e “afronta” do senador Weverton Rocha (PDT) e do entorno do pedetista, até mesmo com ataques a programas de sua gestão.

A gota d’água, segundo interlocutores de Dino, foi a reiteração de um discurso em atos de campanha antecipada do pedetista pelo interior maranhense, de que a eleição de Weverton para o Governo do Estado representaria a chegada de um segundo governo popular ao Maranhão, tendo sido o de Jackson Lago, já falecido, o primeiro.

A leitura dinista é de que a criação intencional do hiato, isto é, a não citação ao governo atual e seus feitos, traduz uma traição maior do que a do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), que rompeu com Flávio Dino após ser colocado no Senado Federal.

Neste sentido, somado a diversas outras declarações vistas como insultuosas, como não depender do governador maranhense e de menosprezo à importância da função de vice na esfera pública, Weverton estaria ainda manifestando notório desinteresse em cumprir com compromissos constantes em uma carta assinada de punho próprio, de que, se eleito governador, daria continuidade a ações exitosas do governo Dino em políticas públicas.

Além da declaração de apoio a eleição de Brandão para o Palácio dos Leões, o que já vinha sendo desenhada nos bastidores e por meio de gestos públicos, o governador do Maranhão irá também mudar o comando do Departamento de Trânsito do Maranhão, o Detran, hoje sob controle do PDT de Weverton. A vice para a legenda também está descartada.

Congresso derruba veto de Bolsonaro a federações partidárias; PCdoB comemora
Política

Projeto garante a participação de pequenos partidos nas próximas eleições, que ganham sobrevida

O Congresso Nacional derrubou nesta segunda-feira (27) o veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao projeto de lei que cria o Sistema de Federações Partidárias. Agora em vigor, a proposta garante a participação de pequenos partidos nas próximas eleições –como o PCdoB, que corria o risco de ser extinto pela cláusula de barreira, mas agora ganha sobrevida para a eleição de 2022.

A criação da lei é uma vitória ao PCdoB, ex-partido do governador Flávio Dino e que ainda compõe uma de suas bases. No Maranhão, sua maior representação é de Márcio Jerry, presidente do partido no estado e atual secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano do Dino, seguido de Rubens Pereira Júnior, deputado federal e candidato não eleito a prefeito de São Luís apoiado pelo governador em 2020.

Nas redes sociais, Jerry e Rubens comemoraram a decisão do Congresso. “Bancada pequena nada, o PCdoB é uma bancada gigante em sua capacidade e influência”, publicou o secretário. Na Câmara dos Deputados, a legenda possui oito pessoas em sua bancada –a 5ª menor, ao lado do Avante e do Novo, com direito a quatro minutos de horário de televisão.

Com a aprovação do projeto, estes partidos passam a poder se juntar com outros de afinidades semelhantes por quatro anos, sendo considerados um partido único mas, ao mesmo tempo, mantendo suas particularidades. Os argumentos desfavoráveis às federações, defendidos por governistas e, principalmente, pelo PP, é de que elas seriam similares às coligações, proibidas desde 2017.

A principal diferença entre os dois é justamente o tempo em que as legendas permanecem unidas –enquanto as federações permanecem por anos, as coligações surgem e duram apenas durante as campanhas. De acordo com Rubens Júnior, a coligação “facilita alianças fisiológicas”.

Na prática as federações partidárias ajudarão partidos pequenos, ameaçados, a eleger mais parlamentares. Juntos, seriam tratados como um só, com direito a uma estrutura de liderança na Casa. Partidos que saírem da federação antes dos quatro anos sofrerão punições.

Um mês após insinuar que não precisa de Dino, Weverton abre diálogo com Roberto Rocha por 2022
Política

Pré-candidato ao Palácio dos Leões quer formar chapa com desafeto do governador do Maranhão. Conversa foi aberta por Carlos Madeira, juiz federal aposentado que virou interlocutor do pedetista

Com a proximidade de novembro, mês escolhido pelo governador Flávio Dino (PSB) para tornar pública decisão já tomada de apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, o senador Weverton Rocha (PDT) abriu diálogo com o colega de bancada, Roberto Rocha (PSDB), um dos principais desafetos políticos do neosocialista no estado.

Há poucos dias, o senador tucano foi procurado pelo juiz federal aposentado Carlos Madeira em Brasília (DF), com o objetivo de discutirem a formação de uma chapa de oposição a Brandão/Dino, respectivamente, na corrida pelo Governo do Estado e ao Senado Federal na eleição do ano que vem.

Ex-candidato a prefeito de São Luís pelo Solidariedade, apesar do histórico de magistrado, Madeira se tornou um dos principais interlocutores de Weverton, inclusive com poder de coordenação da equipe de técnicos responsáveis pela pré-campanha do pedetista ao Palácio dos Leões.

A reaproximação com Roberto Rocha ocorre cerca de um mês após Weverton Rocha insinuar em Imperatriz que não precisa do apoio de Flávio Dino para ser eleito em 2022. Segundo apurou o ATUAL7, a motivação teve por base levantamentos eleitorais internos do PDT que apontam o tucano melhor posicionado ou próximo da pontuação marcada por Dino na Região Tocantina e no Sul do Maranhão, além de mostrar equilíbrio entre ambos em diversas outras regiões.

Na conversa com Carlos Madeira, Roberto Rocha não disse que sim nem que não a Weverton, apenas assentou que, para a aliança ser firmada, o rompimento do pedetista com Flávio Dino deve ser direto e definitivo. “O Maranhão só tem dois lados” tem sido o lema do tucano.

Edivaldo evita interior do MA em primeiro mês como pré-candidato ao Palácio dos Leões
Política

Também longe de entrevistas, ex-prefeito impede questionamentos desagradáveis sobre casos de suposta corrupção e de como deixou São Luís para seu sucessor

Mais de um mês depois do ato político em que formalizou sua filiação e pré-candidatura ao Palácio dos Leões em 2022 pelo PSD, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, tem evitado viajar pelo interior do Maranhão.

Pouco conhecido depois do Estreito dos Mosquitos, que separa a Ilha de Upaon-Açu do continente, Edivaldo tem mantido apenas agendas na própria capital, a maioria dentro da própria residência.

O isolamento destoa do histórico montado pelo seu marketing eleitoral, de que poderia transitar pela cidade livremente porque teria deixado a gestão municipal com alta aprovação popular. Por consequência, sugere que o projeto político que traçou para a eleição do ano que vem não é para valer ou tende a implodir, possibilidade que prejudicaria neoaliados.

Também longe de entrevistas, Edivaldo Júnior impede questionamentos desagradáveis sobre casos de suposta corrupção e de como deixou São Luís para seu sucessor, Eduardo Braide (Podemos).

Eliziane Gama consolida liderança e é cotada para vice de Rodrigo Pacheco ao Planalto em 2022
Política

Estudo do Diap aponta a senadora maranhense entre os 100 congressistas mais influentes do país

Apontada em estudo recente produzido pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) como uma das “Cabeças do Congresso Nacional”, como são chamados os 100 congressistas mais influentes do país, a senadora maranhense Eliziane Gama (Cidadania) se consolidou como liderança política desde que deixou de ser tutelada pelo governador Flávio Dino (PSB).

Mulher, evangélica e nordestina, após o voo próprio, mesmo sem ser membro titular nem suplente da CPI da Covid no Senado, passou a integrar o chamado G7, grupo majoritário formado por sete dos 11 senadores titulares da comissão, onde tem mantido atuação destacada.

Com a liderança, Eliziane está sendo cotada por lideranças partidárias para vice de eventual chapa do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que vem construindo candidatura ao Palácio do Planalto para a eleição de 2022 e ganhado mais protagonismo em meio à radicalização de Jair Bolsonaro (sem partido).

Sob Diego Galdino, Casa Civil começa exoneração em massa
Política

Cerca de 30 pessoas já foram comunicadas sobre os cortes. Servidores dizem em reservado que vagas serão preenchidas por indicados por Felipe Camarão, padrinho do secretário e pré-candidato a qualquer coisa em 2022

O novo secretário-chefe da Casa Civil, Diego Galdino, deu inicio nesta segunda-feira (13) a uma operação de exoneração em massa na pasta.

Cerca de 30 comissionados já foram comunicados sobre a saída dos cargos.

As demissões iniciais ocorrem no setor de RH (recursos humanos), jurídico e na manutenção. Também há atingidos na Secretaria-Adjunta de Planejamento e Ação Governamental.

Há previsão de novos cortes ao longo da semana, até o momento ainda não publicados no DOE (Diário Oficial do Estado).

Galdino foi nomeado pelo governador Flávio Dino (PSB) para a Casa Civil no final de agosto, por indicação de Felipe Camarão, secretário estadual da Educação e nova espécie de eminência parda do Palácio dos Leões.

Servidores da Casa Civil disseram em reservado ao ATUAL7 que as vagas tendem a ser preenchidas por pessoas indicadas por Camarão. O titular da Seduc (Secretaria de Estado da Educação) é pré-candidato a qualquer coisa nas eleições de 2022.

Estrela em alta, Josimar volta a virar alvo de aliados de Weverton Rocha
Política

Maragatunistas querem transferir para o adversário ceticismo que domina eventual candidatura do pedetista ao Palácio dos Leões

Com potencial para chegar ao segundo turno e, possivelmente, vencer a corrida pelo Palácio dos Leões em 2022, o deputado Josimar Maranhãozinho (PL) virou alvo de aliados do senador Weverton Rocha (PDT), que voltaram a tentar por em dúvida a pré-candidatura do parlamentar federal ao governo do Estado na eleição do ano que vem.

A estratégia de desacreditar a permanência de Josimar na disputa, já utilizada outras vezes pelo entorno de Weverton, tem agora como finalidade o esforço em transferir para o adversário o ceticismo que tornou a dominar a eventual candidatura do pedetista ao governo devido nova demonstração de fragilidade.

No meio da semana, após agir com imprudência contra o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural e nome do governador Flávio Dino (PSB) para o pleito, o senador foi alertado por parte do círculo de políticos, amigos e assessores, e teve de pedir desculpas públicas ao tucano.

A postura pegou diversos aliados desarmados de surpresa, que entenderam o recuo como um sinal de que a pré-candidatura de Weverton Rocha ao Palácio dos Leões não é para valer.

Presidente estadual do PL, partido com uma das maiores bancadas no Congresso e que ocupa ministérios estratégicos no governo Jair Bolsonaro, Josimar voltou a entrar na mira de maragatunistas após se legitimar como força política ao reunir mais de 50 prefeitos e prefeitas, sob sua contínua liderança, no primeiro encontro de pré-campanha ao Executivo maranhense, todos considerados genuinamente fiéis ao seu projeto, e por haver declarado rompimento com Dino.

A ruptura com o dinismo, além de não afetar seu eleitorado devoto, abre espaço entre eleitores de direita e os arrependidos com Dino, suportado pelas classes política e empresarial somente até a desincompatibilização do cargo, e com tendência a perder apoio popular quando deixar o Poder devido ao fracasso no cumprimento de sua principal promessa de campanha nas duas últimas eleições: tirar o Maranhão da linha abaixo da extrema pobreza.

Segundo entendimento consolidado no núcleo de pré-campanha de Weverton, com a estrutura do Palácio dos Leões, o apoio de Dino e a possível aliança com o PT e Lula em 2022, Brandão facilmente estará no segundo turno, restando atingir Josimar para garantir lugar para o pedetista na segunda etapa da eleição.

O termo maragatunistas faz referência a outro, Maragatuno, criado e muito utilizado em referência a Weverton Rocha por parte da imprensa local em disputas eleitorais passadas devido ao envolvimento do pedetista em diversos casos relacionados à corrupção, desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito, os quais ele nega ter praticado. Alinhado ao senador, seu entorno também é investigado ou responde a diversos processos na Justiça por irregularidades ou ilícitos com dinheiro público. Recentemente, porém, o termo Maragatuno foi readaptado por esses mesmos veículos para Maragato, em estratégia de marketing eleitoral para tirar do pedetista a mancha e a pecha de traidor para tentar transformá-lo em um revolucionário.

Com pedido de desculpas, Weverton tenta manter aberta vice de Brandão para PDT
Política

Vaga foi oferecida por Flávio Dino em julho. Apesar de encontros financiados pela estrutura partidária, pedetista ainda pode retirar pré-candidatura

Apesar de seguir com encontros financiados pela estrutura partidária para possível candidatura ao Palácio dos Leões, o senador Weverton Rocha não pretende encerrar diálogos com o governador Flávio Dino (PSB) para que o PDT indique a vice na chapa de Carlos Brandão (PSDB) ao governo do Estado na eleição de 2022.

O vice-governador assumirá o comando do Poder Executivo no próximo ano, e disputará a reeleição tendo Dino como candidato ao Senado. Como o PT tende a permanecer na aliança governista, com Felipe Camarão disputando uma cadeira na Câmara dos Deputados, o PDT de Weverton ainda tem espaço para ficar com a vice, conforme acertado com os próprios Dino e Brandão em reunião fechada no Palácio dos Leões em julho.

Foi sob esse raciocínio que o pedetista, após alerta de parte do círculo de políticos, amigos e assessores que o acompanham na pré-campanha, recuou de declarações ditas em entrevista à TV Centro Norte, em Presidente Dutra, no sábado (4). Para atingir Brandão, Weverton desqualificou e ridicularizou a função de vice, atrapalhando os diálogos.

“Tem gente que nasce para ser vice, tem gente que nasce para liderar, eu nasci pra liderar”, disse.

Apesar da investida ter sido direcionada apenas a Brandão, acabou também encolhendo politicamente diversos aliados, tanto do PDT quanto outras legendas, que ocupam a função nos Poderes Legislativo e Executivo no estado, e ainda dificultou eventual indicação de vice para possível chapa dele próprio, caso a pré-candidatura ao governo seja mantida.

Por esse motivo, o pedido de desculpas, acrescido de abraços, foi estendido a todos os atingidos.

“Meus amigos, na vida pública, quem acerta, não faz mais do que sua obrigação. E que erra, deve se desculpar. No último final de semana, eu errei ao fazer referência à função de vice de forma deselegante e inapropriada. Por isso, gostaria de me desculpar com os meus aliados que são vice-presidentes de casas legislativas, com os vice-prefeitos e com o vice-governador Carlos Brandão”, apelou Weverton.

No meio político e empresarial maranhense, o comportamento frágil foi entendido como sinal de que a pré-candidatura do pedetista ao Palácio dos Leões não é para valer.

Brandão celebra possível adesão de PSDB a impeachment de Bolsonaro
Política

Tucanos vão decidir posição do partido nesta quarta-feira (8). Encontro foi marcado após ameaças golpistas do presidente da República durante manifestações antidemocráticas

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, celebrou em suas redes sociais nesta quarta-feira (8) a manifestação de seu partido, o PSDB, a um possível apoio ao impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“O PSDB, mais uma vez, mostra compromisso com o Brasil ao se posicionar pelo impeachment de Bolsonaro. O brasileiro não pode ser penalizado por um desgoverno que desdenha da crise sanitária, se perde na economia e desrespeita a Constituição. Estamos todos juntos pelo Brasil”, comentou.

“Outro fato é que as agressões inaceitáveis ao STF demonstram que o presidente não consegue lidar com os problemas reais: a inflação, o desemprego, a fome, a pandemia. É hora de fazer prevalecer a Constituição e agir em defesa de nossa democracia e, sobretudo, da sociedade”, completou.

É a primeira vez que Brandão, que sob apadrinhamento do governador Flávio Dino (PSB) buscar consolidar o apoio do PT para 2022, faz declarações públicas a respeito do assunto.

Convocada pelo presidente da sigla, Bruno Araújo, a reunião extraordinária da diretoria executiva para discutir a posição do partido sobre o impedimento de Bolsonaro está prevista para ocorrer nesta quarta. O encontro foi marcado horas após ameaças golpistas feitas pelo presidente da República ao STF (Supremo Tribunal Federal) durante manifestações antidemocráticas no 7 de Setembro.

“Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica da região dos três poderes continue barbarizando a nossa população. Não podemos aceitar mais prisões políticas no nosso Brasil. Ou o chefe desse poder enquadra o seu ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”, ameaçou Jair Bolsonaro.

Em 2015, o PSDB foi um dos principais articuladores do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). O partido tem, atualmente, 33 deputados e sete senadores.

Entre os tucanos, apenas o senador maranhense Roberto Rocha é aliado de Bolsonaro e participou dos atos antidemocráticos convocados pelo presidente para ontem.

Atuação do PL na Alema será primeiro teste para rompimento de Josimar com Dino
Política

Presidente do Partido Liberal cobrou fidelidade de correlegionários ao deixar o governo e quer opositor ao socialista na disputa pelo Senado em 2022

Com bancada atualmente formada por quatro parlamentares e bem articulada, o PL enfrentará seu primeiro teste na Assembleia Legislativa do Maranhão como legenda de oposição ao Palácio dos Leões.

Na última sexta-feira (3), durante encontro com prefeitos e aliados em que oficializou pré-candidatura ao governo do Estado para a eleição de 2022, o deputado federal e presidente do Partido Liberal no Maranhão, Josimar Cunha Rodrigues, o Maranhãozinho, declarou rompimento com Flávio Dino (PSB) e cobrou fidelidade de integrantes da legenda.

“Nós podemos e nós faremos. Não vamos mais deixar nossos opositores tirarem as nossas qualidades, nem nosso prestígio. O PL tem condições de lutar. Eu sofri e suei a camisa junto com vocês, passei dificuldades e fui perseguido, mas nunca deixei meus compromissos para trás. Agora quero contar com a mesma confiança, compromisso, firmeza e segurança que vocês tiveram de mim na eleição de vocês. Eu estou pronto, agora quero saber se cada um de vocês também está para enfrentar as dificuldades, as perseguições para essa campanha ao governo”, suscitou.

A prova de fogo poderá ser medida a partir da próxima terça-feira (14), quando serão retomados os trabalhos no Palácio Manuel Beckman depois do longo feriadão da Semana da Pátria e Aniversário de São Luís.

Segundo alegou Josimar, municípios administrados por prefeitos do PL têm enfrentado perseguição e retenção de recursos para obras e serviços públicos pelo Palácio dos Leões, mesma dificuldade que estariam sofrendo a deputada Detinha e os deputados Vinícius Louro, Leonardo Sá e Hélio Soares, integrantes da bancada do PL na Alema, no pagamento de emendas parlamentares.

Mais do que rompante ou mero motim, o rompimento fortalece a possibilidade de Josimar ser o candidato de Jair Bolsonaro (sem partido) ao Governo do Estado no ano que vem. Um dia antes do ato político, ele esteve com o presidente da República no Palácio do Planalto em reunião em que tratou sobre 2022 e a liberação de recursos ao Maranhão.

Neste sentido, ainda durante o ato político, Josimar abriu espaço para escolha de um nome, seja do PL ou outro partido, que dispute o Senado em sua chapa majoritária, em afronta direta a Dino, que postula a vaga.

O rompimento também reforça as dúvidas sobre a capacidade que Flávio Dino ainda tem de governar.

Prestes a deixar o comando do Palácio dos Leões e sem coragem para tornar pública sua decisão de apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) para a disputa eleitoral, o governador maranhense tem dado sinais de que perdeu o controle de sua base de apoio, fragmentada desde as eleições municipais de 2020, e até de setores do PCdoB, seu antigo partido.

Na ausência de um líder, integrantes do governo têm batido cabeça em relação ao futuro político de Dino, e se dividido em apoio à quase meia dúzia de postulantes governistas. Parte afirma que Flávio Dino pode ficar até o fim do mandato e ungir algum de seus secretários para sucedê-lo no Poder Executivo estadual; outra garante que o governador vai confirmar apoio a Brandão antes de dezembro próximo.

Atualmente, a Assembleia Legislativa do Maranhão possui três deputados oposicionistas, mas que atuam de forma desorganizada: Adriano Sarney (PV), César Pires (PV) e Wellington do Curso (PSDB).

Ainda que não se some à oposição, eventual atuação independente do PL na Casa será crucial para confirmar a liderança de Josimar no partido e abrir espaço para o desmoronamento total do governo Dino, já ameaçado de novas dissensões internas.