Eleições 2022
Ciro não cita Weverton entre candidatos do PDT a governador em 2022
Política

Flávio Dino já declarou escolha por Carlos Brandão para o Palácio dos Leões. Envolvimento em casos de corrupção pesam contra o pedetista

Repelido pelo governador Flávio Dino (PCdoB) de ser seu candidato à sucessão estadual, o senador Weverton Rocha já não é lembrado como postulante ao Palácio dos Leões nem mesmo pelo nome do PDT, seu partido, à Presidência da República em 2022.

Em entrevista à Folha de S.Paulo no último sábado 27, o ex-ministro Ciro Gomes informou que, além de ter intensificado os acenos ao DEM e PSD para viabilizar sua candidatura ao Palácio do Planalto, o PDT possui candidaturas próprias ao governo em dez estados. Dos citados, porém, não consta o Maranhão.

“Segundo Ciro, o partido está com candidaturas próprias engatilhadas em dez estados, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. Em locais como Minas Gerais e Bahia, o PDT está acertando a presença em coligações”, diz a publicação.

Conforme mostrou o ATUAL7, Flávio Dino já declarou a Weverton Rocha, pessoalmente, que quer continuar seu legado no Maranhão por meio de seu sucessor natural, o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos).

Além da falta de confiança, pesa contra o pedetista o envolvimento em diversos casos relacionados a desvio de dinheiro público e corrupção –ainda que alguns estejam se arrastando há anos ou arquivados na Justiça por prescrição.

Neste sentido, com o aval e incentivo de Dino, Brandão tem percorrido o estado e já vem atuando como chefe do Executivo. Em abril do próximo ano, quando o comunista deixar o cargo para disputar o Senado ou mesmo a Presidência da República, Carlos Brandão assumirá o comando do Palácio dos Leões em definitivo, e por isso disputa sentado na cadeira de governador a reeleição.

Com aval de Dino, Brandão já começa a atuar como governador do Maranhão
Política

Comunista quer ampliar e fortalecer nome de seu sucessor para eventual disputa pelo Palácio dos Leões contra novo clã formado por Weverton e Roberto Rocha

Sucessor natural e único detentor da confiança de Flávio Dino (PCdoB) para dar continuidade ao seu legado no Maranhão, o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) já começa a atuar, sob o aval e incentivo do comunista, como chefe do Executivo estadual.

Mais do que participações pontuais em solenidades e eventos, nas últimas semanas, é Brandão quem vem dando posse a novos integrantes do governo e encabeçando uma maratona de reuniões, ações sociais, assinaturas de ordens de serviços e entrega de obras pelo estado. O objetivo de Flávio Dino, mostrou o ATUAL7 há pouco mais de uma semana, é ampliar e fortalecer o nome de Carlos Brandão para a disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Embora favorito, Brandão pode ter de enfrentar o novo clã da política maranhense, que está sendo formado pela aliança entre os senadores Weverton Rocha (PDT) e Roberto Rocha (PSDB). Correndo por fora, mas com maior possibilidade de adesão ao novo clã, aparecem também o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

Também nos últimos dias, além de manter o próprio favoritismo na corrida pela única vaga ao Senado a que o Maranhão terá direito no pleito de 2022, Dino também garantiu forças a Brandão ao confirmar a liberação de quase 100 convênios com prefeituras maranhenses, até mesmo as sob gestões ligadas aos adversários do seu sucessor. Outras dezenas de convênios serão assinados entre março e maio, inclusive com prefeituras já beneficiadas.

A expectativa do governador do Maranhão é que, até setembro próximo, seja firmado um pacto entre todos os aliados, pela eleição de Carlos Brandão para o Palácio dos Leões.

Segundo três pessoas ligadas ao comunista, nesse sentido, no final mês passado, em reunião com Weverton no Palácio dos Leões, Dino declarou ao pedetista sua definição por Brandão, e garantiu ao senador que, apesar das ameaça de revisão de alianças feita após derrota em São Luís nas eleições municipais de 2020, não pretende mais tirar o PDT no governo.

Ainda segundo relatos ao ATUAL7, em ato democrático, Dino evitou levar à mesa a possibilidade de Weverton já retirar sua pré-campanha ao governo, mas sinalizou que a vaga de vice pode ser da legenda, desde que não seja colocado alguém envolvido em algum caso de corrupção, como o prefeito de Igarapé Grande e presidente da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), Erlânio Xavier, citado na reunião.

O liberalismo populista
Artigo

Por Eden Jr.*

A escola de economia liberal surgida no século XVIII teve entre seus precursores Adam Smith e David Ricardo, e tinha entre seus dogmas que o mercado era auto ajustável. Dessa forma, o governo não deveria intervir na economia, pois as flutuações de preços, salários, nível de emprego, entre outras, seriam pontuais, e o mercado, se deixado agir livremente, logo acomodaria esses choques, sem maiores transtornos. As nações deveriam cuidar somente de funções essenciais como: justiça, defesa e segurança pública – empresas estatais nem pensar. A partir da segunda metade do século XX, a Escola de Economia da Universidade Chicago tornou-se um dos bastiões de defesa e renovação do liberalismo. O termo populismo define governantes que atuam na América Latina desde os anos 1930. Entre as características das práticas dos líderes populistas estão: contato direto com o povo, nacionalismo econômico, carisma pessoal, clientelismo, assistencialismo e desprezo pelo sistema partidário. No Brasil, Getúlio Vargas, e na Argentina, Juan Perón, são exemplos clássicos de populistas.

Na campanha de 2018, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) costumava eximir-se de questões econômicas, indicando o seu então principal assessor econômico, Paulo Guedes (o seu “Posto Ipiranga”), para explicar sobre os temas da área. A promessa era que depois dos 14 anos do PT, marcados por uma política econômica de intervencionismo estatal, o Brasil seria lançado num ciclo de liberalismo, capitaneado por Guedes – um liberal que fez doutorado na Universidade de Chicago.

Contudo, passados mais de dois anos da gestão bolsonarista, num momento especialmente delicado pela crise da Covid-19, que já ceifou a vida de mais de 250 mil brasileiros, o governo do ex-capitão afasta-se cada vez mais dos eixos liberais e parece mergulhar no pântano populista. O último movimento de Bolsonaro nessa direção veio ao anunciar, inesperadamente, a troca do presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, em razão de elevações no valor dos combustíveis. Os aumentos foram considerados por Bolsonaro “fora da curva” e “excessivos”. Castello Branco, outro liberal de Chicago, vinha recuperando a credibilidade da petroleira, ao alinhar o valor dos combustíveis aos preços internacionais e à cotação do dólar. Isso em contraposição à administração de Dilma, que reduziu o preço dos derivados de petróleo à força. A Petrobrás apresentou lucro em 2018, 2019 e 2020, depois de prejuízos nos quatro anos anteriores, o que diferencia a gestão de Castello Branco das antecessoras petistas.

O problema de fundo da intervenção de Bolsonaro na petroleira – que fez não só as ações da companhia despencarem, mas também as do Banco do Brasil e da Eletrobrás, pelo temor de novas intromissões palacianas – está na sua insatisfação pelos sucessivos aumentos dos combustíveis. Fato que contraria um grupo de apoio muito estimado pelo presidente: os caminhoneiros. Logo, na troca de comando na Petrobrás, Bolsonaro se distanciou dos preceitos liberais, ao desmerecer uma gestão eficiente, e flertou com o populismo, ao cortejar diretamente uma categoria específica.

Porém, esse não foi o primeiro revés na suposta plataforma liberal do Planalto. Salim Mattar, ex-secretário de Desestatização e Privatização, pediu demissão do cargo e afirmou que “a privatização não está andando, eu prefiro sair”, além de entender que Bolsonaro abandonou a agenda liberal para buscar a reeleição. Wilson Ferreira, presidente da Eletrobras, deixou o posto por discordar da lentidão do processo de privatização da empresa, do qual era defensor. O secretário de Desburocratização e Governo Digital, Paulo Uebel, retirou-se do cargo alegando que a reforma administrativa não andava.   Rubem Novaes, mais um doutor por Chicago, deixou a presidência do Banco do Brasil alegando, entre outros motivos, que a privatização da instituição não avançava. O sucessor de Novaes, André Brandão, recentemente quase perdeu a função em virtude de um programa de fechamento de agências e de demissão de funcionários, o que desagradou ao governo. Mansueto Almeida, obstinado defensor da disciplina fiscal, saiu do comando da Secretaria do Tesouro.

Ainda na toada populista e antiliberal, na semana passada Bolsonaro anunciou que vai zerar, por dois meses, os impostos federais sobre o diesel e remover, indefinidamente, a taxação sobre o gás de cozinha, na tentativa de conter a escalada dos preços, o que provoca erosão na sua popularidade. Porém, não foi dito, como exige a Lei de Responsabilidade Fiscal, de onde viriam os recursos para cobrir o rombo no orçamento causado por essas benesses. “Vamos meter o dedo na energia elétrica”, ameaçou o presidente. Num prenúncio de ingerência na conta de luz, como feito por Dilma – medida que provoca transtornos até hoje.

Na missão inexequível de conciliar liberalismo e populismo, Bolsonaro vê como ponto de chegada a pretensa vitória em 2022. Todavia, como é habitual, políticas populistas tem êxito somente no curto prazo. Depois restam distúrbios, como inflação, déficits crônicos, aumento de impostos e recessão. Esse filme estamos cansados de ver.

*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista ([email protected])

Candidato de Dino ao Palácio dos Leões, Brandão começa a rodar o Maranhão
Política

Agendas conjuntas com seu sucessor estão sendo programas pelo governador para os próximos meses

Sucessor natural e nome de Flávio Dino (PCdoB) ao Palácio dos Leões em 2022, o vice-governador e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Carlos Brandão (Republicanos), começou a rodar o estado. A pedido de Dino, Brandão deu inicio a uma intensa agenda positiva pelo interior do Maranhão, o que deve ampliar sua popularidade.

Nas últimas semanas, Brandão esteve em Amarante do Maranhão, para entrega de nova unidade do Viva/Procon; em Coelho Neto, para assinatura da ordem de serviço para construção de uma unidade de Escola Digna, retomada das obras do IEMA (Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão) e lançamento do edital do Cheque Minha Casa; e em Açailândia, para entrega de uma policlínica.

Agendas conjuntas entre o governador e o vice já estão sendo programadas para os próximos meses. Além da maratona de ações institucionais, compromissos propriamente de pré-campanha também estão sendo organizados.

A avaliação de Dino, que deve disputar o Senado no próximo ano, é de que o momento é de aumentar a exposição e consolidar a presença de Brandão em cidades do interior maranhense.

A escolha antecipada do governador pelo nome do vice para sua sucessão tem levado aliados que postulam a vaga, embora permanecendo encastelados no Palácio dos Leões, a estudar um rompimento.

Sem citar diretamente Weverton Rocha (PDT) e Josimar Maranhãozinho (PL), Dino tem dito ao núcleo mais próximo do governo que, além da extrema confiança e maior qualificação para gestão, pesa a favor da escolha por Brandão o fato de que o vice-governador não é investigado nem citado em casos relacionados à corrupção e desvio de dinheiro público.

Por 2022, Josimar Maranhãozinho estuda romper com Flávio Dino
Política

Decisão final deve ocorrer no próximo mês. Ele pode formar chapa com Roberto Rocha, que deseja renovar o mandato no Senado

Com a decisão de Flávio Dino (PCdoB) em apoiar o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) para sua sucessão no Palácio dos Leões em 2022, o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) já estuda a possibilidade de romper com o comunista.

Pré-candidato ao governo estadual, Maranhãozinho acredita que o rompimento seria a forma de mostrar à classe política e demais poderes que sua disposição para a disputa é verdadeira, e não um blefe.

Segundo pessoas próximas ao presidente do PL no Maranhão, as cartas devem ser colocadas na mesa em meados de março próximo. Uma aproximação com o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), que deseja renovar o mandato ano que vem, deve servir de base para a decisão final.

Dono de mais de 40 das 217 prefeituras do Maranhão, e líder de bancadinhas próprias na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, Josimar também estaria apostando no fato de que a investida da Polícia Federal contra ele, em operação deflagrada em dezembro do ano passado, não teria peso negativo na corrida eleitoral, já que outros postulantes ao Palácio dos Leões também são investigados ou respondem como réus na Justiça em casos relacionados à corrupção, principalmente o senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Roberto Rocha diz que vontade pessoal é renovar mandato no Senado
Política

Senador maranhense ainda vai aguardar a conjuntura de 2022 para bater o martelo

Ventilado como possível postulante ao Palácio dos Leões em 2022, o senador Roberto Rocha (PSDB) afirmou ao ATUAL7 que deseja renovar o mandato na Câmara Alta, em Brasília. Segundo o tucano, porém, o fechamento da questão depende da conjuntura política no próximo ano. Com boa articulação no Palácio do Planalto, ele é um dos principais aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em nível estadual e nacional.

“Normalmente, candidatura majoritária é fruto das circunstâncias políticas. Minha vontade pessoal é renovar o mandato de senador, que, modéstia à parte, tem sido muito útil ao Maranhão. Contudo, eleição de senador, especialmente no Norte/Nordeste, é na conjuntura de governador. E este, na conjuntura de presidente da República. Portanto, é preciso aguardar para saber como estará a conjuntura”, declarou.

Rocha foi eleito ao Senado Federal em 2014, então pelo PSB, na mesma chapa de Flávio Dino (PCdoB) ao governo do Maranhão. Cerca de um ano depois, após ser traído e ter tomado espaços no Executivo estadual pelo comunista, deixou o grupo e passou a atuar em oposição a Dino. Em 2018, ele disputou o governo, mas foi derrotado pelo ex-aliado, que foi reeleito.

Segundo o senador maranhense, embora ele possa novamente concorrer ao Palácio dos Leões, já não seria com o mesmo entusiasmo.

“Claro que posso disputar o governo do estado. Mas, não nego, já tive muito mais apetite. Flávio Dino está quebrando o Estado. Já milito na política do Maranhão há 30 anos, e nunca tinha visto um governador aumentar imposto como Flávio Dino. As consequências são terríveis”, disse.

“Primeiro, acabou a capacidade de investimento. Só restou dois caminhos para investir: empréstimo e aumento de impostos. Depois, acabou a capacidade de endividamento. Não consegue mais pegar dinheiro emprestado, por isso só aumenta impostos. Paralelo a isso aumentou muito o gasto público. Essa é a melhor receita para quebrar um Estado. É muita falta de sorte do Maranhão. Chegou o ‘gênio’, falando na campanha em choque de capitalismo e revolução burguesa, e depois, no governo, implantou o comunismo. Só aumenta a arrecadação tributária se aumentar o crescimento econômico. É só há crescimento econômico se houver investimento privado. Quem tem coragem de investir no Maranhão?”, provocou.

Sobre conversas com lideranças partidárias por 2022, Roberto Rocha afirma que, diferentemente do campo dinista –onde o senador Weverton Rocha (PDT) tenta diariamente desgastar o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), sucessor natural de Flávio Dino, e até já busca consolidar aliança com Roseana Sarney (MDB)–, ele não tem agido com pressa ou atropelos.

“Não é hora ainda de formar chapa. No nosso campo político as coisas estão caminhando muito bem. Os conflitos estão na outra ‘margem do rio’”, garante.

Se confirmado na disputa pelo Senado, Roberto Rocha terá como adversário Flávio Dino, que deve deixar o cargo em abril do próximo ano.

Apesar de articulação contrária, Jerry terá de fazer campanha para Brandão em 2022
Política

Assim como Flávio Dino, secretário de Cidades depende do vice-governador para se manter na vida pública

Em xeque com Flávio Dino (PCdoB), Márcio Jerry (PCdoB) terá de participar e fazer campanha para Carlos Brandão em 2022.

Adversário paroquial de Brandão em Colinas, apesar de tentar evitar o vexame promovendo articulações pró-Weverton Rocha (PDT), assim como Dino, Jerry também precisa de Brandão para se manter na vida pública.

A partir de abril de 2022, é Brandão quem estará no comando do Palácio dos Leões.

Para disputar o Senado, Flávio Dino terá de formar chapa com o hoje vice-governador do Maranhão. E Jerry, apesar das desavenças familiares históricas, para tentar se reeleger deputado federal, obrigatoriamente, terá que seguir o mesmo caminho.

Com Flávio Dino na disputa pelo Senado, Othelino Neto diz que vai para reeleição
Política

Presidente da Alema tentava a mesma vaga para 2022. Aliado de Weverton, ele diz acreditar em consenso entre o pedetista e Carlos Brandão na disputa pelo Palácio dos Leões

Com a decisão do governador Flávio Dino (PCdoB) de disputar o Senado Federal na chapa que será encabeçada pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) em 2022, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), pretende continuar concorrendo a deputado estadual.

A informação foi dada ao ATUAL7 pelo próprio chefe do Palácio Manuel Beckman, nesta quarta-feira 20. “Sendo o governador Flávio Dino candidato ao Senado, terá o meu apoio. E disputarei a reeleição de deputado estadual”, declarou Othelino.

Até antes da pandemia, Othelino trabalhava por uma vaga na chapa majoritária nas eleições de 2022, visando, principalmente, a de senador. Porém, como Dino não criou musculatura para continuar sonhando com à Presidência, o tabuleiro eleitoral mudou.

Também aliado de Weverton Rocha (PDT), embora improvável, Othelino acredita que haverá um consenso entre o pedetista e Carlos Brandão na sucessão de Flávio Dino. Atualmente, o vice-governador e o senador são adversários.

“Quanto à disputa pelo governo, acho que no momento certo e com critérios pactuados chegaremos a um entendimento em torno de um nome”, antecipou-se a questionamentos, após responder que ainda não tratou com o governador do Maranhão sobre nova filiação partidária.

Segundo fontes próximas ao comunista ouvidas pelo ATUAL7, Dino pretende ir para o PSB.

Questionado sobre possível recuo de Weverton, seu aliado, o presidente da Alema desconversou, e disse acreditar que, para que haja uma candidatura única ao Palácio dos Leões, o caminho seria os postulantes cederem “um para o outro”. “A premissa essencial deve ser a viabilidade de cada um. Como aferir isso? Política e pesquisas”, sugeriu.

Nas eleições municipais de 2020, Othelino Neto uniu-se a Weverton Rocha na disputa pela prefeitura de São Luís, apesar do PCdoB ter lançado um nome, ainda que fraco, do próprio partido, o deputado federal licenciado Rubens Pereira Júnior. Derrotados no primeiro turno, aliaram-se a Eduardo Braide (Podemos) no segundo turno, que acabou eleito.

Durante o pleito, em resposta ao vice-governador Carlos Brandão, que em discurso os chamou de “desertores” por não apoiarem Duarte Júnior (Republicanos), candidato declarado de Flávio Dino no segundo turno, Othelino e Weverton comparecem juntos às suas respectivas sessões eleitorais para votar em Braide, com camisas iguais onde havia a sublimação “deserte-se”.

Aliado a Weverton, DEM perderá quadros importantes no Maranhão por causa de 2022
Política

Rogério Cafeteira e Felipe Camarão pretendem acompanhar Flávio Dino, que ocupará a vaga ao Senado na chapa encabeçada por Carlos Brandão

Unha e carne com o senador Weverton Rocha (PDT) no Maranhão, o DEM perderá quadros importantes no estado, em razão do antagonismo do pedetista contra o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), sucessor natural de Flávio Dino (PCdoB) ao Palácio dos Leões em 2022.

Embora tenha sugerido que possa disputar a Câmara dos Deputados para tentar salvar o PCdoB, Dino deve concorrer ao Senado, onde terá maior possibilidade de voltar a sonhar com a Presidência da República. Para isso, o governador terá de se desincompatibilizar do cargo em abril do próximo ano, abrindo o comando do Executivo estadual para Brandão, que disputará a reeleição e dará suporte à eleição do comunista.

Como Dino depende de Brandão para continuar na vida pública, e Weverton, mesmo na iminência de derrota, não pretende recuar da disputa pelo governo do Estado, já se articulam para deixar o DEM os secretários estaduais Felipe Camarão (Educação) e Rogério Cafeteira (Esporte e Lazer).

O ATUAL7 apurou que Cafeteira, que tentará voltar à Assembleia Legislativa, pode ir para o Republicanos, mesmo partido de Carlos Brandão, enquanto Camarão, que buscará um mandato na Câmara dos Deputados, aguardará a definição de Dino, que caminha para se filiar ao PSB –que tem perdido o interesse de fundir com o PCdoB.

Também tendem a deixar o DEM e buscar outro partido os deputados estaduais Antônio Pereira e Paulo Neto. Apenas Neto Evangelista deve seguir no partido, para acompanhar o padrinho Weverton Rocha.

O presidente do Democratas no Maranhão é o deputado federal Juscelino Filho.

Brandão diz que não assinou convênios, mas que proposta está mantida
Política

Compartilhador de missões, Flávio Dino terá de honrar acordos feitos pelo vice, de quem depende para disputar o Senado Federal em 2022

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (Republicanos), declarou ao ATUAL7 que não houve tempo hábil para assinatura de convênios com prefeituras municipais, durante o período em que ele esteve no comando do Governo do Estado, interinamente.

Segundo ele, porém, a proposta de realização de convênios com os gestores municipais, conforme acordado pessoalmente com dezenas de prefeitos, terá prosseguimento com o governador Flávio Dino (PCdoB) –com quem compartilha missões, e agora responsável pelas assinaturas e pagamentos.

“Nós ouvimos as demandas dos prefeitos e pedimos para que eles oficializassem. No entanto, a proposta de realização de convênios está mantida”, garantiu.

Questionado sobre quais foram as demandas apresentadas por cada prefeito, valor orçado e andamento das propostas, Brandão desconversou.

“Demandas de toda natureza. Muita coisa. Não tem como detalhar tudo”, respondeu, apesar de se tratar de informação de interesse público sobre obras que serão custeadas com recursos públicos.

Novamente provocado, apenas repetiu que ainda será definido teto, para cada município, de acordo com a disponibilidade financeira do governo estadual. “A documentação está sob análise. Eles fizeram as demandas deles, agora vamos fazer a análise. São demandas normais de município”, voltou a desconversar, após o ATUAL7 insistir na disponibilização das demandas formalizadas pelos prefeitos, para controle social.

Brandão assumiu o controle indireto do Palácio dos Leões durante quase as duas primeiras semanas de 2021. Sob autorização de Flávio Dino, que estava de férias, assumiu compromissos institucionais com prefeitos municipais, enquanto buscava o voto destes para Fábio Gentil (Republicanos), prefeito de Caxias, na disputa pela presidência da Famem.

Contudo, também sob anuência de Dino, o Palácio dos Leões fez jogo duplo, por meio de troco do secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry, provocando a vitória do prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), para mais dois anos de comando da entidade municipalista. Ele teve como apoiador principal o senador Weverton Rocha (PDT), um dos adversários de Carlos Brandão na sucessão estadual em 2022.

Apesar das promessas aos prefeitos terem sido feitas pelo vice-governador, Flávio Dino terá de manter todas as propostas de celebração de convênios com os municípios. Se assim não fizer, estará traindo Carlos Brandão, de quem depende, exclusivamente, o sonho do comunista de disputar o Senado Federal.

Compartilhador de missões, Dino terá de honrar convênios assinados por Brandão
Política

Vice-governador do Maranhão fechou dezenas de acordos com prefeitos durante a disputa pela Famem, mas acabou derrotado

Para além de loas no Twitter, o governador Flávio Dino (PCdoB) terá de honrar todos os convênios assinados pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), no período em que ele esteve fora do Palácio dos Leões, de férias.

Na rede social, logo após retomar o controle direto do Executivo estadual, Dino agradeceu a Brandão, segundo ele, “pela dedicação ao exercício do governo nos últimos dias”. “Nesses 6 anos, Brandão tem sido um vice correto e sempre disposto a compartilhar comigo missões de alta importância. Assim continuará”, publicou.

Durante as férias de Flávio Dino, em meio à disputa pela presidência da Famem, sob autorização do governador, Carlos Brandão fechou acordos, alguns milionários, com dezenas de prefeitos maranhenses. Apesar das canetadas, o Palácio dos Leões acabou derrotado na missão pelo senador Weverton Rocha (PDT) e pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), que apoiaram Erlânio Xavier (PDT), prefeito de Igarapé Grande.

Longe de ser apenas a palavra e assinatura de Brandão em jogo, a assinatura dos convênios impõe forte pressão sobre o próprio Dino. Se honrados, o comunista se manterá forte até 2022, quando pretende disputar o Senado Federal –possivelmente, tendo como principal opositora a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Porém, caso aplique calote, Flávio Dino inviabilizará seu próprio futuro, como político anti-municipalista, e, a partir de abril do próximo ano, quando se desincompatibilizar do cargo, receber o troco de Brandão, seu sucessor natural e futuro inquilino do Palácio dos Leões.

Eleitor de Erlânio na Famem, Braide caminha para apoiar Weverton em 2022
Política

Em gesto ao pedetista, prefeito de São Luís traiu o prefeito Hilton Gonçalo e o senador Roberto Rocha, antigos aliados

A política é feita de gestos, mas também de traições. Sob essa máxima, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), caminha para serrar fileiras com seu ainda atual grupo e cerrar fileiras com o clã do senador Weverton Rocha (PDT), na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

O primeiro gesto público foi feito na eleição da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), quando Braide somou-se aos eleitores de Erlânio Xavier (PDT), prefeito de Igarapé Grande, na disputa pela presidência da entidade. Neo aliados, eles chegaram juntos à sede da Famem, na votação.

A traição foi ao prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (PMN), um dos principais patronos de campanhas eleitorais de Eduardo Braide, que integrou a chapa representada por Fábio Gentil (Republicanos), de Caxias, apoiada pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), em prévia da corrida eleitoral do próximo ano.

Outro traído é o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), também antigo aliado, que apostava em retribuição de Braide, em 2022, ao gesto feito por ele em 2020, quando arrancou Wellington do Curso (PSDB) do debate municipal, apesar da força do deputado mostrada por todas as pesquisas eleitorais.

Roseana diz a aliados que vai concorrer à Câmara; Weverton a quer em chapa, ao Senado
Política

Costura pode provocar embate direto entre ex-governadora do Maranhão e Flávio Dino em 2022

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) tem dito a aliados, desde o final do ano passado, estar decidida a concorrer à Câmara dos Deputados nas eleições de 2022. Até lá, porém, segundo apurou o ATUAL7, a decisão pode ser revista, caso a emedebista se alie ao senador Weverton Rocha (PDT).

Adversário do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), sucessor natural do governador Flávio Dino (PCdoB), Weverton pretende costurar com Roseana a vaga ao Senado em sua chapa.

Dino tem dito publicamente que pode concorrer ao Senado, o que geraria um embate direto entre ele e Roseana pela única vaga a que o Maranhão terá direito ao Senado Federal no pleito.

Erlânio é reeleito presidente da Famem; Weverton e Othelino derrotam Brandão e Dino
Política

Dupla do Palácio dos Leões não conseguiu eleger Fábio Gentil para o comando da entidade municipalista

Por 112 votos a 96, o prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), foi reeleito presidente da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), nesta quinta-feira 14. Ele permanece no comando da entidade pelos próximos dois anos.

Prévia das eleições de 2022, a eleição de Erlânio representa vitória do senador Weverton Rocha (PDT) e do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), sobre o vice-governador Carlos Brandao (Republicanos) e o governador Flávio Dino (PCdoB). Até abril do próximo ano, se Brandão e Dino não recuarem e buscarem compor com Weverton e Othelino, a tendência é de que eles estejam em campos opostos na disputa pelo comando do Governo do Maranhão e vaga no Senado Federal, sob risco de nova derrota.

A dupla no Palácio dos Leões apoiava a candidatura do prefeito Fábio Gentil (Republicanos), de Caxias. Ele também teve o apoio do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), único não considerado como derrotado na disputa por ser a única liderança política no estado a conseguir manter seu batalhão de prefeitos fiel ao seu projeto político e de poder.

Confessadamente acordado com Flávio Dino, Carlos Brandão passou as últimas semanas sentando com mais de uma centena de prefeitos, na vice-governadoria, em tentativa de costura de votos para a eleição da Famem, mas acabou confirmando-se como político inábil, mesmo antes da derrota na disputa pela entidade municipalista, ao perder publicamente prefeitos filiados ao partido que preside para o lado dos adversários.

Já Dino, até tentou se descolar de derrota na disputa, confirmada com a reeleição de Erlânio Xavier, ao sair de férias e não se envolver diretamente no pleito. Achando-se astuto, também fez espécie de jogo duplo, ao dar liberdade para que o secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry (PCdoB), desse troco a uma disputa paroquial em Colinas e desarticulasse publicamente o poder de Brandão na cadeira. Contudo, apesar de toda a engenhosidade, o comunista também terminou como derrotado.

Em Imperatriz, Assis Ramos assume segundo mandato com desafio de redobrar trabalho
Política

Prefeito pretende usar legado para entrar na disputa em 2022, na vice da chapa de Weverton Rocha ao Palácio dos Leões

O prefeito reeleito de Imperatriz, Assis Ramos (DEM), assumiu o cargo, na última sexta-feira 1º, juntamente com o vice Alcemir da Conceição (MDB), para mais quatro anos de administração com o desafio de redobrar o trabalho desenvolvido durante o primeiro mandato à frente da Princesa do Tocantins.

Além de ter de priorizar a imunização da população contra o novo coronavírus logo primeiro ano do novo mandato, e reaquecer a economia local, também afetada pela pandemia, Assis terá de redobrar o trabalho e manter a realização de obras e serviços que confirmem o seu discurso de posse.

Segundo ele, no primeiro mandato, principalmente nas áreas da educação e saúde, houve uma “revolução”, com inauguração e manutenção de escolas e creches e fim das filas para realização de cirurgias. Também ressaltou a elaboração e aprovação do Plano Diretor, viabilização de aterro sanitário e avanço na infraestrutura, com redes de drenagens profundas, sistemas de distribuição de água dentre outras ações.

“Ninguém teve como contestar o nosso melhor discurso de campanha, o do prefeito que mais realizou, porque, antes, tivemos o cuidado de numerar e emplacar cada um dos benefícios realizados; seiscentas obras e serviços. A verdade estava sacramentada, eternamente documentada”, afirmou.

“Para o mandato que aqui se inicia, trago, do período que se encerra, algumas centenas de realizações para serem continuadas, mantidas, ampliadas e até modernizadas –o mundo não para e o nosso esforço não se encerra no momento em que descerrarmos uma placa de inauguração”, concluiu, no entusiasmado discurso.

A manutenção do legado tem a ver com o futuro de Assis Ramos na vida pública. Em vez de permanecer novamente os quatro anos, ele ficaria somente até a metade do novo mandato.

Para não ter de voltar às atividades na Polícia Civil do Maranhão, onde é delegado, o prefeito de Imperatriz teria de definir, já no ano que vem, se vai mesmo disputar novo cargo eletivo nas eleições de 2022, provavelmente na vaga de vice da chapa de Weverton Rocha (PDT) ao Palácio dos Leões, segundo apurou o ATUAL7 como fontes próximas aos dois. Pela legislação, a desincompatibilização do cargo deve ocorrer até abril do ano eleitoral.

Como tomou posse recentemente para continuar no comando da Prefeitura de Imperatriz, as projeções sobre o futuro político do prefeito, ao menos publicamente, são evitadas por ele e seu entorno.

Para salvar PCdoB, Flávio Dino pode disputar Câmara em 2022
Política

Estratégia visa tentar superar a cláusula de barreira, mais vigorosa no próximo pleito

No primeiro pleito de eleições gerais em que as alianças partidárias para eleger deputados estarão vedadas, para salvar o PCdoB, o governador Flávio Dino (PCdoB) pode trocar a disputa pelo Senado e concorrer à Câmara Federal.

A estratégia, confirmada pelo próprio comunista ao jornal O Globo, visa tentar superar a cláusula de barreira mais rigorosa da eleição de 2022.

“O plano mais forte hoje é a candidatura ao Senado, porque depende só de mim. Eleição nacional não depende de mim, então não é plano. Para a Presidência da República, tem que ter um grupo (apoiando), e a vice ninguém se candidata. Essas são possibilidades que dependem mais dos outros. Agora, se houver a opção do PCdoB por tentar conseguir atingir a cláusula de barreira sozinho, eu cumpro a decisão partidária. Já até disse isso numa reunião com a direção nacional”, declarou.

Desta forma, Dino serviria ao partido como puxador de votos, numa espécie de efeito Tiririca que garanta uma bancada comunista com número suficiente para superar a cláusula de barreira, dentro do mecanismo criado para reduzir a fragmentação partidária no país, cuja implantação gradual vai ficando mais rigorosa e vai até a eleição de 2030.

Em 2014, conforme as regras eleitorais da época, o ator e palhaço Tiririca tentou a primeira reeleição para a Câmara dos Deputados por São Paulo e conseguiu repetir o feito de quatro anos antes. Com mais de 1 milhão de votos, foi um dos parlamentares mais votados do país, ajudando a colocar no Congresso Nacional nomes que não obtiveram votação semelhante.

Já em 2022, sob risco de ficar sem acesso a recursos dos fundos partidário e eleitoral e a tempo de propaganda eleitoral, os partidos precisam obter pelo menos 2% dos votos válidos na eleição para a Câmara dos Deputados, distribuídos em um terço das unidades da federação, com 1% dos votos válidos em cada uma delas. Também há opção para escapar do corte elegendo pelo menos 11 deputados, distribuídos em um terço das unidades da federação. Atualmente, o PCdoB do Maranhão possui dois deputados federais, e luta para tentar fazer ao menos um em 2022 –mas pode chegar até quatro com Flávio Dino, acreditam os comunistas.

Para disputar qualquer cargo, Dino precisa renunciar ao mandato de governador até abril do ano eleitoral, deixando no cargo o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), seu sucessor natural.

Inicialmente, o governador do Maranhão sonhou com o Palácio do Planalto, mas devido ao seu tamanho na conjuntura política ainda ser pequeno, e ao fato de que o desmoronamento de alianças locais colocou em xeque seu poder de articulação, houve mudança de planos.

Pelo PCdoB no Maranhão, já estão certos em entrar na disputa pela Câmara o deputado federal Márcio Jerry, que precisou voltar ao Executivo estadual para tentar contornar problemas que tendem a dificultar sua reeleição, e os o secretários estaduais Jefferson Portela (Segurança Pública), Clayton Noleto (Infraestrutura) e Felipe Camarão (Educação).

Rubens Pereira Júnior (PCdoB), atualmente titular de um mandato na Câmara usado para dar espaço para aliados do Palácio dos Leões, caso Dino concorra ao Senado, será o primeiro suplente.

Dino diz que vai buscar pacto de união entre Brandão, Weverton e Maranhãozinho
Política

Governador do Maranhão voltou a reafirmar que pretende deixar o Palácio dos Leões em abril de 2022

Com três dos quatros principais postulantes ao Palácio dos Leões em 2022 pertencentes ao seu clã político, o governador Flávio Dino (PCdoB) afirmou, nesta quarta-feira 23, que vai buscar um pacto de união entre os aliados. O objetivo é evitar desgaste e eventual derrota nas urnas como ocorreu no pleito deste ano, na disputa pela prefeitura de São Luís.

“Se houver um pacto de união, e todos cumprirem, eu não vejo problema termos várias pré-candidaturas, porque significa dinamismo, significa força do nosso grupo. Agora, é preciso que haja essa pactuação, em que todos e todas coloquem suas pré-candidaturas, mas mais adiante tenham maturidade para ceder”, declarou o comunista, em entrevista ao jornalista Clóvis Cabalau, no quadro Bastidores, do Bom Dia Mirante.

Pelo dinismo, até o momento, pretendem concorrer à cadeira de governador o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL). Apenas o senador Roberto Rocha (PSDB) faz oposição ao comunista.

Ainda sobre a sucessão, Flávio Dino voltou a reafirmar que pode não ficar até o final do segundo mandato à frente do Governo do Maranhão, pois pretende entrar na disputa nas próximas eleições. Ele não informou, contudo, a qual cargo pretende concorrer.

“Este é o caminho. Eu tenho atuado nesta perspectiva, e acho que em 2021 eu vou conseguir pactuar tudo isso. O ano é 21, porque, provavelmente, em 2022 em devo concorrer às eleições e, por imperativos legais, devo deixar o governo no mês de abril de 22”, declarou.