Eleições 2022
Estrategista consagrado no país recebe título de Cidadão Mineiro
Política

Paulo Moura vai receber honraria no próximo dia 30 de maio, em Belo Horizonte

O estrategista Paulo Moura, sócio fundador da Exata Inteligência Política, vai receber, na próxima segunda-feira, 30 de maio, na Câmara Municipal de Belo Horizonte (MG), o título de Cidadão Mineiro. A indicação é do vereador Wanderley Porto (Patriota).

Pós-graduado em Marketing Político pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), com especialização em Harvard, nos EUA, Moura atuou em pré-campanha no Tocantins e está sendo sondado, por diversos grupos políticos, para a campanha deste ano. Ele está dentre os 100 principais do mundo na área.

Referência no mercado nacional e internacional, ao longo das últimas décadas, Paulo Moura elaborou, contribuiu e participou de mais de uma centena de campanhas, maioria esmagadora vencedora nas urnas.

Também arrebatou premiações como o Reed Awards, considerada o Oscar do setor, por quatro vezes consecutivas.

Recentemente, foi entrevistado pela Gazeta do Cerrado, do Tocantins, quando fez análise sobre o cenário político do estado.

Abaixo, a íntegra da entrevista:

Josimar recusa ofertas do Palácio dos Leões, rejeita Brandão e fecha apoio a Weverton
Política

Se comprovada, revelação de oferecimento da estrutura da máquina pública pode configurar corrupção e abuso de poder econômico

O governador Carlos Brandão (PSB) perdeu para o senador Weverton Rocha (PDT) a batalha pelo apoio do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) na disputa ao Palácio dos Leões nas eleições de 2022.

Em live transmitida na noite dessa segunda-feira (23), sem citar nomes, Josimar revelou ter recebido diversas ofertas de integrantes do Palácio dos Leões para que declarasse apoio a Brandão na corrida pelo Executivo do Estado, mas que tomou a decisão de fechar com Weverton.

“Há 60 dias começamos a dialogar com o governo [do Estado], antes mesmo de Carlos Brandão assumir. Eu e Brandão já temos proximidade desde a eleição em São Luís e da Famem. Nós não almejamos secretarias nesse momento, então acertamos apoio para eu disputar reeleição para deputado. Mas, no meio do caminho, Weverton também se propôs a dialogar”, disse.

“Então começamos a ouvir propostas dos dois lados. E, nas tratativas, vários prefeitos do PL receberam ligações, pessoas do governo oferecendo asfalto, essas coisas”, completou.

A revelação de oferta de abertura da máquina pública em troca apoio eleitoral, se comprovada, pode configurar corrupção e abuso de poder econômico.

Apesar do apoio a Brandão haver sido rejeitado, também esvazia o discurso eleitoral antibolsonarista que vem tentando construir o ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato de Carlos Brandão ao Senado, já que o PL de Josimar Maranhãozinho é também o partido que abriga o presidente Jair Bolsonaro.

Com a adesão, Weverton fortalece a reedição de uma “solução acriana” na eleição majoritária, agora também na disputa pelo governo do Estado.

Josimar indica desistência de candidatura ao Palácio dos Leões e pode unificar palanque de Weverton
Política

Oferta de Carlos Brandão por apoio teria envolvido Eduardo DP e recursos financeiros para o PL, mas filiação de Jair Bolsonaro e de lideranças do Aliança pelo Brasil no partido tentem a pesar da decisão

O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) admitiu, pela primeira vez, que pode abrir mão de sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões.

Em live nesta segunda-feira (16), ele afirmou que vai reunir com aliados para avaliar se permanece na disputa ou se apoiará um outro postulante.

“Agora na sexta-feira, nós vamos reunir todos os prefeitos e, posteriormente, vamos reunir com os pré-candidatos [à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados] para deliberar sobre o que é melhor para nosso grupo. Nós vamos avaliar se vamos continuar candidatos ou se nós vamos fazer adesão a alguém que tem uma proposta que realmente venha somar com o que nós queremos, que é um Maranhão melhor”, disse.

A declaração de Josimar ocorre após forte movimentação nos bastidores do governador Carlos Brandão (PSB) e do senador Weverton Rocha (PDT). Nas últimas semanas, ambos têm intensificado em variedade de ofertas em troca de apoio do líder do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, no Maranhão.

Segundo pessoas que participaram das negociações ouvidas reservadamente pelo ATUAL7, os principais pedidos de Josimar Maranhãozinho são auxílio jurídico em inquéritos que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal) e votos que garantam a eleição de uma bancada de até cinco parlamentares pelo Partido Liberal para a Câmara, incluindo na relação o próprio Josimar e sua esposa, a deputada estadual Detinha.

Do lado de Brandão, ainda de acordo com essas fontes, teria havido também oferecimento de recursos para a campanha do PL ao Legislativo, na ordem de quase meio milhão de reais, envolvendo o empresário Eduardo Barros Costa, mais conhecido como Eduardo DP ou Imperador, investigado por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e agiotagem. Ele tem contratos com o Governo do Estado por meio da Construservice, empreiteira operada por meio de laranjas.

Apesar da suposta oferta financeira, Josimar de Maranhãozinho tende a fechar apoio a Weverton Rocha, unificando e viabilizando de maneira definitiva um projeto estadual de oposição. Os partidos Avante e Patriota, controlados pelo parlamentar no estado, também entrariam na aliança.

Além do PL ter Jair Bolsonaro e lideranças do extinto Aliança pelo Brasil entre os filiados, o discurso de que sofreu perseguição do Palácio dos Leões, então sob Flávio Dino (PSB), também dificulta adesão ao palanque de Carlos Brandão.

Segundo diversas declarações públicas de Josimar, a Maranhão Nostrum, megaoperação midiática deflagrada pelo (Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas) e pela Seccor (Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção) no ano passado, teria recebido influência de Dino, pré-candidato ao Senado na chapa de Brandão, com objetivo de enfraquecê-lo e retirá-lo da disputa eleitoral majoritária.

Em crise, Flávio Dino recorre a Othelino Neto para salvar articulação de pré-candidatura ao Senado
Política

Na função, presidente da Alema vai tentar abrir diálogo onde ex-governador sofre forte resistência. Apelo ocorre após ruptura de Weverton Rocha e formação de frente ampla pela reeleição de Roberto Rocha

Jogado ao isolamento político desde que perdeu o poder que exercia por ser mandatário do Estado, o ex-governador Flávio Dino (PSB) recorreu ao presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), para salvar a articulação de sua pré-candidatura ao Senado.

A decisão pelo apelo foi tomada na última quarta-feira (4), poucos dias após o anúncio de ruptura do senador Weverton Rocha (PDT), que disputará ao Palácio dos Leões contra Carlos Brandão (PSB), mas vinha afirmando que apoiaria Dino ao Senado, e de lideranças de quase dez partidos formarem uma frente ampla de apoio à reeleição do senador Roberto Rocha (PTB).

Após um mês fora do comando do Executivo, Dino foi abandonado por praticamente todos antigos aliados, recebeu quase nenhuma visita e não encontrou espaço para ele próprio pudesse criar uma agenda.

Dos poucos seguidores que ainda lhe sobraram, a maioria, como o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), preferiu não se arriscar a ficar sem mandato e está se dedicando exclusivamente à própria campanha eleitoral ou, no máximo, também a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto, mas isso de olho nos votos do petista.

A repulsa provocada nas classes política e empresarial pelo tesoureiro do PSB no Maranhão, o ainda secretário de Comunicação Ricardo Cappelli, aumentou ainda mais a crise e fechou portas para o ex-governador.

Para retomar uma agenda positiva, a saída foi recorrer a Othelino Neto.

Diferentemente de Dino, o presidente da Alema é reconhecido por desenvolver boa política e sempre manteve uma relação civilizada e respeitosa com todos os setores de poder. Na função, pode facilitar a abertura de diálogo onde o ex-governador sofre forte resistência, a começar com prefeitos do interior do Maranhão e deputados estaduais.

Além de reforço ao acordo para eventual 5º mandato consecutivo de presidente da Assembleia Legislativa do Estado, e de ter a esposa, Ana Paula Lobato (PSB), indicada para a vaga de primeira suplente de Dino ao Senado, em troca da difícil a missão, o deputado acertou apoio do Palácio dos Leões para a irmã, Flávia Alves Maciel (PCdoB), na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Até o momento, porém, nenhuma resistência a Flávio Dino conseguiu ser quebrada.

Carlos Brandão acerta com Flávio Dino saída honrosa para Ricardo Cappelli
Política

Secretário de Comunicação do Maranhão ficará no cargo até o próximo mês. Exoneração combinada ocorre após ele provocar a formação de uma frente ampla contra o ex-governador

Integrantes de primeiro escalão do Palácio dos Leões afirmam que Carlos Brandão e Flávio Dino acertaram uma saída honrosa para Ricardo Cappelli, que será posto para fora do Governo do Estado até o próximo mês.

Pressionado pela própria base após nova incontinência logorreica do secretário de Comunicação provocar a formação de uma frente ampla de libertação em torno da reeleição de Roberto Rocha (PTB) ao Senado, Brandão aproveitou o momento para lograr o desejo dos irmãos, Zé Henrique e Marcos Brandão, que nunca quiseram Cappelli no Executivo.

Pelo acordo, o ainda chefe da Secom fica no cargo até junho.

Para tentar contornar o desgaste com a queda da eminência parda pouco mais de dois meses após mudança de comando no governo, foi montado um plano para que Ricardo Cappelli assuma a articulação de campanha do PSB, partido que abriga o atual e o ex-mandatário do Maranhão, onde já responde como tesoureiro em nível estadual.

Pré-candidato, Eric Costa prepara evento para distribuir brindes e até dinheiro
Política

Ato terá sorteio de poupanças de R$ 5 mil. Ex-prefeito de Barra do Corda deve entrar na mira do Ministério Público Eleitoral pela afronta, e pode ficar impedido de ser votado

O ex-prefeito de Barra do Corda, Eric Costa (PSD), está apostando alto para tentar voltar ao poder.

Nessa quarta-feira (4), ele divulgou em suas redes sociais peça publicitária em que convida as mulheres do município para comemoração ao Dia das Mães. No evento, segundo o anúncio, haverá distribuição de mais de 400 prêmios e até de dinheiro, via sorteio de poupanças no valor de R$ 5 mil.

O problema é que Eric é pré-candidato a deputado estadual, o que pode caracterizar o ato como propaganda eleitoral antecipada, com indícios de abuso de poder econômico.

A afronta deve entrar na mira do Ministério Público Eleitoral.

Pela Lei da Ficha Limpa, se acionado e condenado pela prática abusiva, em tese, além do pagamento de multa, Eric Costa pode até ficar impedido de ser votado.

Lideranças reeditam ‘solução acriana’ contra Flávio Dino e fecham apoio a Roberto Rocha ao Senado
Política

Termo foi alcunhado pelo ex-governador do Maranhão nas eleições de 2014, em alusão à união de partidos das mais variadas orientações ideológicas contra organização criminosa que comandava o estado do Acre

Lideranças de pelo menos nove partidos no Maranhão decidiram reeditar para as eleições deste ano, na disputa pelo Senado, um fato histórico ocorrido no Acre, nos anos 90, e repetido no Maranhão, mais de uma década depois.

Trata-se da chamada “solução acriana”, termo alcunhado pelo ex-governador Flávio Dino (PSB) e que agora voltou a ser adotada no estado, mas desta vez contra ele próprio.

Em 1998, no Acre, iniciou-se o principal exemplo do sucesso de uma política ampla de alianças. Naquele estado reinava uma horda selvagem que abrigava em seus quadros gente do naipe de Hildebrando Pascoal, que ficou conhecido como “o deputado da motosserra”, e chegou a ser preso por liderar um grupo de extermínio com ações assassinas até no Maranhão.

Para derrotar esse tipo de gente, forças concorrentes se uniram em nome da superação do atraso político. Partidos antagônicos, como PSDB e PT, nacionalmente adversários, estiveram no mesmo palanque e, juntos, varreram do mapa acriano o terror promovido pela organização criminosa que amassava os cofres públicos e aterrorizada a esperança da população.

Em 2014, o que ficou conhecido como “solução acriana” chegou ao Maranhão, por meio de Dino, que, disputando o Palácio dos Leões pelo PCdoB contra o antigo clã Sarney, e reuniu diversos partidos e atores políticos para, segundo defendia, colocar a democracia em prática.

Oito anos depois, em 2022, após diálogo e esforço para entendimento até entre aqueles quem têm desavenças pessoais, lideranças de partidos das mais variadas orientações ideológicas decidiram se unir em torno do senador Roberto Rocha (PTB) contra a tentativa de eleição de Flávio Dino para o Senado.

Assim como ocorreu no Acre, o Maranhão pós-Dino ainda se depara com uma realidade estigmatizante de pobreza extrema, crime organizado e de corrupção.

A frente ampla já reúne nove partidos de esquerda, centro e de direita: PTB, PDT, PL, PSC, PSD, PROS, Republicanos, Agir e PMN, e pode chegar a pelo menos 12 partidos, com a entrada iminente do Avante e do Patriotas, além do União Brasil, caso a legenda fique sob comando do deputado federal Juscelino Filho.

O Podemos, do deputado estadual Fábio Macedo, também pode aderir à frente anti-Dino, mesmo tendo afiançado apoio a Carlos Brandão em troca de espaços no Palácio dos Leões.

Ataques verbais de Ricardo Cappelli dão auxílio a Weverton Rocha para ruptura com Flávio Dino
Política

Secretário de Comunicação do Maranhão tachou pedetista de traidor, rótulo que o próprio ex-governador havia negado colocar no agora ex-aliado

A incontinência logorreica do secretário de Comunicação do Maranhão, Ricardo Cappelli, presenteou o senador Weverton Rocha (PDT) com o auxílio necessário para ruptura com ex-governador Flávio Dino (PSB).

Principal adversário de Carlos Brandão (PSB) na disputa ao Palácio dos Leões, Weverton vem sendo alvo de ataques verbais sistemáticos de Cappelli há algumas semanas, em razão de temor pelo acesso privilegiado do pedetista a integrantes do governo Jair Bolsonaro (PL), facilidade na liberação de recursos federais, intimidade com a alta cúpula dos Poderes em Brasília (DF), além de aproximação com um dos filhos do presidente da República, o também senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Recentemente, Weverton foi tachado de traidor, em investida do titular da Secom nas redes sociais que, segundo aliados do pedetista, ultrapassou o limite e fomentou o rompimento com Dino.

Nesta sexta-feira, em entrevista ao podcast “Sai da Lama”, de Caxias, em resposta à radicalização de Cappelli, Weverton modulou seu discurso pela primeira vez, e afirmou que, em razão dos ataques que vem sendo alvo, decidiu com seu grupo político buscar um novo nome para o Senado para as eleições deste ano.

“Uma coisa o nosso grupo já tomou a decisão política. Nós não vamos votar no Flávio Dino. Depois de tudo que ele e a forma agressiva, dura, difícil e tudo que vocês viram e não precisa eu falar. O caminho que ele procurou percorrer que não é o nosso e não tem por que a gente estar juntos”, declarou.

Apesar da conjuntura política tornar a escolha difícil, o novo nome ao Senado do grupo político liderado por Weverton Rocha pode ser Roberto Rocha (PTB-MA). Conforme mostrou o ATUAL7, O senador bolsonarista vai tentar reeleição ao mandato em confronto direto nas urnas com Dino –este próprio abertamente contrário ao rótulo dado por Cappelli de que o pedetista seria um traidor.

Tesoureiro do PSB, partido que abriga tanto Dino quanto Brandão para a disputa eleitoral de 2022, Ricardo Cappelli segue com as rédeas da Comunicação do Estado por determinação do ex-mandatário, e vem atuando no Executivo como espécie de governador paralelo, com poder para determinar quem entra e quem sai do governo, quais contratadas pela gestão pública podem receber pagamentos por serviços prestados e como o novo inquilino do Palácio dos Leões deve se comportar administrativa e eleitoralmente, inclusive com domínio sobre formação de eventuais alianças.

Também ganhou autoridade, gerada por Dino antes de renunciar ao cargo e caninamente zelada por Brandão desde que assumiu o governo, para tratar parlamentares até mesmo da base aliada ao seu bel-prazer. Zé Henrique e Marcos Brandão, irmãos de Carlos Brandão que tentam atrair poder na gestão do parente e intentaram emplacar no controle da comunicação o jornalista Sérgio Macedo, também só se movimentam sob prestação de continência a Ricardo Cappelli.

A permanência na Secom foi possível, segundo pessoas do entorno do Palácio dos Leões, após ameaça de Flávio Dino, em forte discussão que teria atravessado a madrugada, de romper com Carlos Brandão. Devido ao desentendimento, ele foi um dos últimos anunciados no cargo.

Aliado de Jair Bolsonaro, Roberto Rocha decide disputar reeleição ao Senado
Política

Confirmação de pré-candidatura vai nacionalizar campanha eleitoral no Maranhão, que tem Flávio Dino, aliado de Lula, na disputa pela mesma vaga

O senador Roberto Rocha (PTB-MA) anunciou a pessoas próximas que decidiu tentar renovar o mandato nas eleições deste ano.

O anúncio será tornado público na próxima semana, em coletiva de imprensa marcada para a segunda-feira (2), em São Luís.

Aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL), Rocha migrou recentemente do PSDB para o PTB, após negociação com o ex-deputado Roberto Jefferson. A confirmação da pré-candidatura vai nacionalizar a campanha eleitoral no Maranhão, já que tem o ex-governador Flávio Dino (PSB), aliado do ex-presidente e pré-candidato ao Palácio do Planalto Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na disputa pela mesma vaga ao Senado.

Segundo interlocutores de Rocha, a determinação levou em conta o fato de que há diversos candidatos da oposição ao Executivo, contra Carlos Brandão (PSB), mas contra Dino, apenas ele.

Paralela à decisão de disputar a reeleição ao Senado, Roberto Rocha tenta também articular a formação de uma chapa competitiva e que unifique opositores do Palácio dos Leões.

Contudo, apesar da abertura de diálogos com o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) e com o senador Weverton Rocha (PDT), o primeiro não pretende se juntar a Roberto Rocha na corrida majoritária e o segundo teria de se assumir publicamente aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL) concomitante à deserção obrigatória do marketing eleitoral de que seria o maior amigo do ex-presidente Lula no Maranhão.

Sirino Rodrigues assume prefeitura de Santa Inês após afastamento de Felipe dos Pneus pelo TRF-1
Política

Investigação da PF e CGU diz que gestão do prefeito afastado fraudou licitação e pagou contrato superfaturado em troca de propina

O vice-prefeito de Santa Inês, Sirino Rodrigues (PTB), assumiu interinamente o comando do município nessa quarta-feira (27) diante do afastamento de Felipe dos Pneus (Republicanos) do cargo de prefeito, pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, no bojo da Operação Free Rider.

Com a ascensão ao cargo, ele torna-se inelegível para as eleições de 2022, na qual pretendia disputar o mandato de deputado estadual.

Segundo a chamada desincompatibilização eleitoral, regra prevista na Constituição Federal, políticos do Poder Executivo que tenham interesse em disputar um cargo diferente nas eleições gerais de outubro tem até seis meses antes do pleito para renunciarem aos cargos. Como esse prazo venceu no dia 2 de abril, o prefeito interino de Santa Inês não pode mais concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Maranhão nas eleições deste ano, mesmo se voltar à condição de vice-prefeito posteriormente.

Sirino Rodrigues toma as rédeas do município após Felipe dos Pneus haver sido afastado do cargo, e proibido de acessar as dependências da prefeitura de Santa Inês, pelo juiz federal Marllon Sousa, atuando como relator convocado pelo TRF-1 na Operação Free Rider.

A ação foi deflagrada pela Polícia Federal também ontem, com participação da CGU (Controladoria-Geral da União), com objetivo de aprofundar investigação sobre suspeitas de fraudes em licitações e superfaturamento em contratações pelo município, em mais de R$ 8,5 milhões, de empresa para aquisição de medicamentos e material hospitalar.

Segundo a investigação, a partir do afastamento do sigilo bancário dos envolvidos no esquema, foi possível identificar transferências entre contas da empresa integrante da orcrim e de pessoas físicas e jurídicas ligadas à administração do município de Santa Inês, o que caracteriza o pagamento de propina, malandragem que ocorre quando parte dos valores recebidos pela contratada retorna para os responsáveis pela contratação.

A propina, ainda segundo a investigação, teria sido repassada para os integrantes da organização criminosa por meio de empresa fictícia, criada para essa finalidade.

Além de Felipe dos Pneus, também foram afastados dos cargos pelo TRF-1 as secretárias de Saúde e de Administração de Santa Inês, o chefe do Setor de Licitação, o diretor de Compras, a chefe de Gabinete do prefeito e mais dois servidores municipais.

Rachado, PT vai decidir no fim de maio se apoiará Brandão ou Weverton para o governo do MA
Política

Tática eleitoral reunirá os 160 delegados do partido. Brandão conta a força da maquina e peso de Flávio Dino, enquanto Weverton possui maior aproximação com petistas históricos e Lula

A Executiva Estadual do Partido do Trabalhadores (PT) no Maranhão definiu para os próximos dias 28 e 29 de maio a tomada final da decisão sobre quem o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoiará na corrida ao Palácio dos Leões nas eleições de 2022.

Disputam esse apoio Carlos Brandão (PSB), que assumiu o comando do Estado no início de abril e tentará a reeleição, e o senador Weverton Rocha (PDT).

Chamado internamente pelos petistas de Encontro de Tática Eleitoral, a espécie de conferência eleitoral extraordinária reunirá todos os 160 delegados do partido no estado.

Atualmente, por influência da máquina pública com forte distribuição de cargos, Brandão tem o apoio da maioria dos delegados. O domínio do ex-governador Flávio Dino (PSB) sobre o petismo maranhense também favorece o atual inquilino do Palácio dos Leões.

Pré-candidato ao Senado, Dino também é o padrinho da filiação ao PT e indicação do ex-secretário de Educação Felipe Camarão para vice da chapa que será encabeçada por Brandão.

A favor de Weverton, além de convergência com petistas históricos, o pedetista possui maior aproximação com Lula, de quem, sob articulação e persistência após ser ignorado, recebeu recentemente declarações públicas de apoio à pré-candidatura ao governo.

Josimar foca combate à pobreza em propaganda partidária: ‘Vamos tirar o Maranhão do vermelho’
Política

Fala do pré-candidato ao Palácio dos Leões pelo PL ataca diretamente Flávio Dino, que deixou o governo, e Carlos Brandão, atual mandatário

O deputado federal e pré-candidato ao Palácio dos Leões, Josimar Maranhãozinho, estreou a propaganda partidária gratuita do Partido Liberal.

No material, que passou a ser veiculado na semana passada, Josimar mantém foco no combate à pobreza e ataca de forma direta o governo de Flávio Dino (PSB), que findou no início deste mês, e de Carlos Brandão (PSB), continuidade da gestão.

“São realidades como essa que nos entristece profundamente. O Maranhão precisa de um olhar mais humano para com nossa gente. Nós do PL temos esse olhar. Vamos juntos tirar o Maranhão do vermelho”, diz o pré-candidato ao governo, após a inserção mostrar um família relatando a falta de emprego, de renda no estado e sobre ser vítima da fome.

A dura crítica –com o uso em duplo sentido da cor vermelha, em alusão à extrema pobreza no estado e aos partidos de esquerda– potencializa o distanciamento de Josimar Maranhãozinho do Palácio dos Leões, efeito que já havia sido reforçado no final de março, com a entrada de lideranças do Aliança pelo Brasil no PL, por orientação de Jair Bolsonaro.

O presidente se filiou ao partido em novembro, e caminha para ter Josimar como candidato próprio no Maranhão. “As cores verde e amarela [estão agora] predominando sobre o vermelho. Nós conseguimos fazer brotar o sentimento de patriotismo”​, discursou, durante o ato.

Conheça Felipe Camarão, ex-secretário de Educação do MA, indicado a vice na chapa de Carlos Brandão
Política

Escolha é resultado do trabalho executado no programa Escola Digna, maior política de investimentos educacionais da história do estado. Confiança de Flávio Dino e benção do PT também contribuíram

Com experiência bem-sucedida em cargos públicos, o ex-secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão (PT), 40, vai disputar as urnas pela primeira vez como vice na chapa de reeleição de Carlos Brandão (PSB), com capacidade suficiente para, se sair vitorioso no batismo, concluir o projeto daqui a quatro anos na condição de governador.

A indicação para a vaga é resultado, principalmente, do trabalho executado por Camarão durante os cinco anos e três meses em que esteve à frente, como titular da Secretaria de Estado da Educação, do maior política de investimentos educacionais da história do Maranhão, o programa Escola Digna.

Além disso, tem a confiança irrestrita do ex-mandatário do Estado, Flávio Dino (PSB), que vai concorrer ao Senado pela chapa, conseguiu construir afinidade política com Brandão e recebeu a benção da quase totalidade das lideranças, tendências e da militância do Partido dos Trabalhadores no estado, feito inédito. Ainda não conseguiu uma declaração pública do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que o favoreça na disputa eleitoral de outubro, mas já conquistou forte simpatia do líder petista, o que deve lhe garantir manifestações nas próximas semanas.

No período em que comandou a Seduc, também comandou a Fundação da Memória Republicana do Brasil e foi membro titular do Fórum Nacional de Educação, o FNE.

Na Secretaria de Educação, enfrentou forte oposição no início da gestão e apenas um único deputado oposicionista, Wellington do Curso (PSC), exatamente nas obras do Escola Digna, principalmente pela falta de transparência sobre gastos com obras do programa.

Camarão é formado em Direito pela UFMA (Universidade Federal do Maranhão), doutorando em Direito pela mesma instituição e especialista em gestão pública. Há mais de 10 anos, é procurador federal de carreira da AGU (Advocacia-Geral da União).

Também é professor do Departamento de Direito da UFMA há 16 anos, onde também atuou como subprocurador-chefe, além de membro da Academia Ludovicense de Letras e sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.

Apesar de natural do Rio de Janeiro, o indicado a vice de Carlos Brandão chegou ainda criança ao Maranhão, onde cresceu e se estabilizou.

A trajetória profissional de Felipe Camarão na gestão pública conta ainda com a superintendência do Procon (Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor) do Maranhão, por duas vezes. Na primeira, em 2005, sob o governo de José Reinaldo Tavares, tinha apenas 23 anos. Voltou a comandar a autarquia em 2011, com Roseana Sarney (MDB) no comando do Poder Executivo.

Nessa última vez, deixou o cargo após enfrentar forte perseguição e ciumeira dentro da própria gestão estadual e até do Ministério Público do Estado, após o Procon-MA, sob a sua gestão, dentre outras ações de forte repercussão, aplicar multas em operadoras de telefonia e na antiga TVN (atual Maxx), desbaratar um esquema criminoso de fraudes da famigerada Eletromil e interditar o Box Cinemas, já extinto, por falta de condições de higiene sanitária e violação a direitos do consumidor.

Ao longo da carreira, Felipe Camarão foi aprovado também em concursos públicos para escrivão de Polícia Civil, e analista judiciário do Tribunal de Justiça do Maranhão. Como procurador federal, dentre outros cargos, chefiou o escritório de representação da AGU, e foi procurador-chefe da seccional de Imperatriz.

Antes de assumir a Seduc, com o Governo do Estado sob comando de Flávio Dino, Camarão foi secretário de Estado da Gestão e Previdência, da Cultura e de Governo, pasta implantada no primeiro escalão do Executivo sob sua gestão.

No período em que o Palácio dos Leões esteve sob Dino, apadrinhou pelo menos cinco pessoas no primeiro e no segundo escalão: Diego Galdino (Governo), Anderson Lindoso (Cultura), Daniel Carvalho (Mobilidade Urbana e Serviços Públicos), Lílian Guimarães (Transparência e Controle) e Marcela Mendes (também na Secretaria de Governo). Teve ainda influência, segundo aliados, na entrada de Duarte Júnior no Procon maranhense.

No novo governo, manteve Galdino no primeiro escalão.

Antes de ser indicado a vice de Brandão, chegou a ser lançado pelo PT ao governo estadual, mas logo depois retomou a pré-candidatura a deputado federal, diante da atual conjuntura política tornar inviável pretensões diferentes da decisão tomada.

Felipe Camarão é filho do médico maranhense Phil Camarão e da médica carioca Rita de Cássia Camarão. É casado com a médica e advogada Taynah Soares Camarão, pai de duas filhas, Alice e Júlia Camarão, e padrasto de Beatriz Soares Furtado.

Jadyel Alencar, da Jupi Alimentos, se filia ao PV e disputará Câmara
Política

Empresário tem apoio de diversas lideranças políticas do Piauí, incluindo o agora ex-governador e pré-candidato ao Senado Wellington Dias

O empresário Jadyel Alencar, da Jupi Alimentos, anunciou nas redes sociais que se filiou ao Partido Verde. Ele será candidato a deputado federal pelo Piauí.

“Com muito respeito e humildade, estamos dando nossos primeiros passos na construção de uma trajetória política”, comentou.

A filiação ocorreu no Lago Sul, em Brasília (DF), no final do mês passado, em evento na sede do partido com a presença da deputada estadual Teresa Britto, além da secretária nacional de assuntos jurídicos e do presidente nacional da legenda, respectivamente, Vera Motta e José Luiz Penna.

Segundo Jadyel Alencar, a escolha se deu em razão da confiança e alinhamento com os ideais do partido. Recentemente, o PV formou uma federação partidária com o PT e o PCdoB, que prevê que as siglas ficarão unidas ao longo de quatro anos em âmbito nacional, estadual e municipal.

“Acredito que a Sustentabilidade é o melhor caminho para que possamos diminuir o impacto da ação humana no meio ambiente e compensar o uso dos recursos naturais com planejamento e manejo inteligentes. Como empreendedor já fazemos o uso de energia renovável em todas as empresas do grupo, economizando as fontes naturais e diminuído o desperdício”, disse.

“Em nossa fábrica, a Jupi Alimentos, estamos financiando uma pesquisa que busca uma saída de empacotamento com material biodegradável para minimizar a utilização de plástico em nossas embalagens”, completou.

Além da Jupi, ele também é proprietário da Dimensão Distribuidora de Medicamentos, da JSA Importadora e da rede de postos de combustíveis Dimensão.

Apesar da filiação recente ao PV, Jadyel já vinha pavimentando a entrada na disputa por uma vaga na Câmara, e conta com o apoio de diversas lideranças políticas do Piauí na empreitada, incluindo o ex-governador e pré-candidato ao Senado Federal Wellington Dias (PT).

Saiba quem é Ana Paula Lobato, escolhida por Flávio Dino para 1ª suplência ao Senado
Política

Ações realizadas na prefeitura de Pinheiro e movimentação de Othelino Neto, presidente da Assembleia Legislativa e seu marido, garantiram a vaga

Ana Paulo Lobato (PSB), 37, foi escolhida pelo ex-governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), para a vaga de 1ª suplente ao Senado Federal nas eleições de 2022. O anúncio foi feito durante evento de despedida do socialista do Palácio dos Leões, na semana passada.

Enfermeira e empresária do ramo de aluguel de equipamentos e comércio de máquinas para construção, ela é vice-prefeita de Pinheiro, município localizado na Baixada Maranhense, onde viveu durante toda a sua infância e adolescência.

Aliados apontam que a indicação para a 1ª vice de Dino é resultando da soma de dois fatores:

Ações realizadas por ela na gestão municipal durante o afastamento de Luciano Genésio da prefeitura por determinação do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, no bojo da Operação Irmandade; e a movimentação do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão e seu marido, Othelino Neto (PCdoB), que se apartou do projeto do senador Weverton Rocha (PDT) e fechou apoio à reeleição do novo governador do Estado, Carlos Brandão (PSB).

Ana Paula Lobato foi eleita vice-prefeita de Pinheiro em 2020 pelo PDT, seu antigo partido, após a terceira disputa eleitoral. As outras duas, sem vitória nas urnas, foram em 2016, também para vice-prefeita de Pinheiro, e em 2014, para deputada estadual.

Desde que Othelino assumiu o comando da Alema, em 2018, ela preside o Grupo de Esposas de Deputados do Estado do Maranhão, o Gedema, associação civil, sem fins lucrativos, fundada em 1977, com caráter essencialmente filantrópico. 

Pelo Gedema, tem implementado ações e projetos de cunho social e comunitário, visando à efetiva integração dos seus associados e dependentes, da coletividade e dos menos favorecidos na sociedade. Também garante apoio administrativo e pedagógico à Creche-Escola Sementinha, proporcionando aos alunos (filhos e netos de funcionários do Legislativo e de deputados estaduais) ensino de qualidade.

Enquanto prefeita em exercício de Pinheiro, conseguiu dar celeridade à imunização adulta e infantil contra a Covid-19, reabasteceu a rede pública municipal de saúde com medicamentos, insumos e equipamentos.

Também reajustou o piso salarial dos professores, lançou o primeiro pregão eletrônico do município, abriu dados que estavam ocultos no Portal da Transparência e entregou capacetes ao mototaxistas. Além disso, recuperou pontes e também vistoriou e entregou várias obras do programa Pró-Asfalto.

A saída do PDT e filiação ao PSB ocorreram em meio ao convite e anúncio por Dino para compor a chapa majoritária, feito no dia 31 de março.

Ana Paula Lobato é mãe de dois filhos, Guilhermina e Othelino José, frutos do casamento com Othelino Neto.

Brandão une política tradicional e quadros técnicos em secretariado, e derrapa com feudo para Jerry
Política

Apesar de parte dos indicados possuir especialidade na área, maioria foi empossada por apadrinhamento visando a reeleição do novo governador do Maranhão

Para pavimentar o caminho para reeleição à frente do Palácio dos Leões, Carlos Brandão (PSB) adotou uma fórmula na escolha do novo secretariado do governo do Estado, empossado na noite dessa quarta-feira (6): aliou nomes da política tradicional ou apadrinhados por esta a figuras consideradas quadros técnicos na formação no primeiro escalão.

Na parte técnica, priorizou a escolha de mulheres, tratamento diferenciado ao dado pelo seu antecessor Flávio Dino (PSB), tanto no primeiro quanto segundo mandato à frente do Executivo.

Uma das mulheres de caráter mais técnico é Amanda Costa, indicada por Brandão para a pasta de Direitos Humanos e Participação Popular, a Sedihpop. Ela é mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela UFMA (Universidade Federal do Maranhão), e desenvolve projetos de pesquisa e extensão sobre direitos humanos e políticas públicas, com foco em violência, adolescentes em conflito com a lei e medidas socioeducativas.

Amanda já era servidora da Sedihpop, desde 2016, com atuação na equipe técnica da Comissão Estadual de Prevenção à Violência no Campo e na Cidade, em mesas de diálogos com movimentos sociais e na garantia de reparação de vítimas de violação dos direitos humanos, além de em questões de conflitos no campo e cidade e ações de enfrentamento ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas.

Em cumprimento imediato à promessa de ter a educação como prioridade da nova gestão estadual, o socialista indicou para a pasta da área a professora concursada Leuzinete Pereira, que é doutora em Ciências da Educação pela Universidad Americana, do Paraguai, além de especialista em Supervisão Escolar pela UCAM (Universidade Cândido Mendes), do Rio de Janeiro, e em Inspeção Escolar, pela UEMA (Universidade Estadual do Maranhão).

Ela já ocupou os cargos de superintendente de Educação Básica e de adjunta de Ensino na Secretaria de Estado da Educação.

Já no lado da política tradicional, visando apoio para a disputa nas urnas em outubro, o novo governador do Maranhão empossou na Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, a Sedel, o contador Naldir Vale, que trabalhava na Assembleia Legislativa como assessor do deputado estadual Fábio Macedo (Podemos), padrinho da indicação.

Na Secretaria de Cidades e Desenvolvimento Urbano do Maranhão, derrapou feio no discurso de moralidade e na própria história política da família em Colinas, e aceitou colocar para chefiar a pasta Joslene Rodrigues, a Lene, esposa do ex-titular da pasta, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), dono do feudo e um dos principais conselheiros de Flávio Dino –de quem era secretária-chefe da Assessoria Especial.

Outros principais empossados por apelo eleitoral voltado para a manutenção de Carlos Brandão no comando do Palácio dos Leões são Paulo Victor (Cultura), Diego Galdino (Secretaria de Governo), Paulo Ribeiro (Desenvolvimento Social), José Antônio Heluy (Agricultura, Pecuária e Pesca), Paulo Matos (Turismo) e Diego Rolim (Agricultura Familiar).

Também visando as eleições de 2022, apesar da própria natureza dos cargos, Sebastião Madeira (Casa Civil) e Rubens Pereira (Articulação Política).

Com apoio de Brandão, Paulo Victor é eleito presidente da Câmara de São Luís
Política

Resultado representa forte derrota para o senador Weverton Rocha, que chegou a deslocar o PDT para apoiar Gutemberg Araújo, então candidato de Eduardo Braide, também derrotado

Em uma campanha marcada por interferência do Palácio dos Leões, o vereador Paulo Victor (PCdoB) foi eleito nesta segunda-feira (4) presidente da Câmara de São Luís para um mandato de dois anos.

A vitória foi possível após a liberação de recursos para ações indicadas por vereadores, por meio das secretarias de Estado da Educação e de Cultura, e oferta de cargos no governo em troca de votos, tudo sob apoio aberto do agora novo governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB).

O resultado representa forte derrota para Weverton Rocha, adversário de Brandão na disputa pelo comando do Executivo nas eleições de 2022. Em janeiro, o PDT, partido comandado pelo senador, chegou a fechar apoio ao vereador Gutemberg Araújo, então candidato do prefeito Eduardo Braide (sem partido) na disputa.

Há pouco mais de uma semana, porém, prevendo derrota por maioria esmagadora, Araújo desistiu da corrida, e declarou apoio a Paulo Victor.

Antecipada, a eleição foi realizada com votação aberta e nominal, tendo o parlamentar sido eleito por unanimidade dos vereadores do Legislativo ludovicense.

O novo comando da Câmara de São Luís terá início em janeiro de 2023, e vai até dezembro de 2024.