Eleições 2022
Dino volta a adiar reunião com líderes partidários sobre 2022
Política

Encontro foi remarcado para 5 de julho. Governador quer dialogar sobre a própria sucessão e candidatura ao Senado

O governador Flávio Dino (PCdoB) voltou a adiar reunião que pretende ter com líderes partidários e aliados sobre o processo eleitoral de 2022, quando estará em jogo a própria sucessão.

Marcada inicialmente para 31 de maio, depois 25 de junho, o encontro foi remarcado agora para 5 de julho, no final da tarde. Segundo apurou o ATUAL7, alguns convidados já tinham compromissos marcados, o que levou Dino a acertar nova data.

Como vai ser realizado na Sala de Reuniões do Palácio dos Leões, custeado com dinheiro dos cofres públicos, embora o local seja a residência oficial do chefe do Executivo estadual, obrigatoriamente, o colóquio tem de ser público, e não fora da agenda institucional, inclusive com confecção de ata.

A convocação palaciana tem por objetivo ouvir a base sobre a escolha feita por Flávio Dino, que decidiu ser candidato ao Senado Federal na chapa encabeçada por Carlos Brandão (PSDB).

Vice-governador do Maranhão, Brandão assume oficialmente o comando do governo estadual a partir de abril do próximo ano, com a desincompatibilização de Dino do cargo.

Sem citar nomes, Josimar ironiza adversários na disputa pelo Palácio dos Leões
Política

Deputado federal é dono do PL, tem forte influência no Patriotas e Avante e controla mais de 40 prefeituras no Maranhão

Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (9), sem citar nomes, o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) ironizou adversários que, na tentativa de arrancá-lo da disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, têm insistido na tese de que ele não sairá candidato.

“Uma tática conhecida da concorrência é espalhar que o opositor não é e nunca será Cândidato (sic!). No interior a gente chama isso de medo do cabra… Bom dia…”, escreveu, de punho próprio.

Além de dono do PL no Maranhão, Josimar tem forte influência sobre os partidos Patriotas e Avante, e controla mais de 40 prefeituras municipais maranhenses. Aliado do presidente Jair Bolsonaro, que pode disputar a reeleição para o Palácio do Planalto pelo Patriotas, é um dos nomes mais fortes no pleito.

Entre os postulantes à sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB), os principais adversários de Josimar Maranhãozinho são o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT).

Edilázio desmente apoio a Weverton e diz que prioridade do PSD é candidatura própria em 2022
Política

Entorno do pedetista tem incluído o PSD na relação de provável aliança com o senador

Presidente do PSD no Maranhão, o deputado federal Edilázio Júnior desmentiu nesta semana que o partido tenha declarado apoio ao senador Weverton Rocha (PDT) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Nas últimas semanas, o entorno de pedetista tem incluído o partido na relação de provável aliança com Weverton.

Segundo Edilázio, porém, embora tenha aberto diálogo com postulantes à sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB), a prioridade do PSD é ter candidatura própria no pleito do ano que vem. “Converso com todos os nomes que já foram colocados, mas a orientação nacional é de candidatura própria”, disse ao ATUAL7.

“Tem vários nomes que estamos conversando”, completou, afirmando que o possível candidato ainda não está filiado ao partido, mas sem declinar quem.

Edilázio Júnior vai disputar a reeleição para a Câmara.

Nos bastidores, são fortes os rumores de que o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Júnior (sem partido) possa ser candidato ao Palácio dos Leões pelo PSD, com apoio de segmentos evangélica no Maranhão, setores conservadores e de bolsonaristas.

Cidadania, de Eliziane, defende terceira via para 2022 e critica os governos Lula, Dilma e Bolsonaro
Política

No Maranhão, partido tende a ir com Weverton Rocha na disputa pelo Palácio dos Leões

Um vídeo publicitário do Cidadania, partido da senadora maranhense Eliziane Gama, defende uma terceira via para 2022 e critica os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff e da extrema-direita de Jair Bolsonaro (sem partido).

A gravação mostra imagens e trechos de gravações com frases polêmicas de Lula, Dilma e Bolsonaro, alerta que “o passado volta para assombrar” e critica o atual governo pela condução da pandemia e pela volta da fome no país.

“Manifesto do Cidadania aos nem-nem. Um chamamento aos que não querem nem Bolsonaro nem Lula e sonham com uma alternativa não populista em 22. Não são iguais, mas são prejudiciais à sua maneira. Nem erros do passado nem a perversidade do presente. Um olhar de esperança pro futuro”, defendeu nas redes sociais o presidente do partido, Roberto Freire (PE), entusiasta de eventual candidatura do apresentador Luciano Huck, da Rede Globo.

No Maranhão, segundo declaração de Eliziane Gama, o Cidadania tende a integrar a coalização de partidos que apoiam o nome de Weverton Rocha para o comando do Palácio dos Leões.

Camarão anuncia pedido de filiação ao PT e quer concorrer a deputado federal em 2022
Política

Acerto com cúpula do partido é para a Câmara, mas há rumores de que secretário pode ser vice de Carlos Brandão

O secretário estadual de Educação, Felipe Camarão, anunciou nas redes sociais que vai protocolar nesta segunda-feira (7) pedido de filiação ao Partido dos Trabalhadores, o PT.

“Pedirei para ingressar na sigla com muito orgulho e determinação em fazer o melhor para meu estado e meu país”, escreveu.

Camarão planeja ser candidato a deputado federal na eleição de 2022, conforme acerto com a cúpula do partido, mas há rumores de que possa ser o vice de Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões.

O nome para o Senado na chapa, já confirmado, é o de Flávio Dino (PCdoB).

Pressionado, Dino cancela reunião eleitoral que faria em meio ao agravamento da pandemia
Política

Decisão foi tomada 24 horas após o ATUAL7 mostrar que comunista mantinha a aglomeração na agenda

O governador Flávio Dino (PCdoB) cancelou a reunião eleitoral que faria com lideranças partidárias e políticas nesta segunda-feira (31), em meio à escada da pandemia do novo coronavírus no Maranhão, principalmente em São Luís, onde a ocupação de leitos para pacientes com Covid-19 na rede hospitalar pública e privada está em colapso.

A decisão foi confirmada pelo comunista ao jornalista Ribamar Corrêa, 24 horas após o ATUAL7 mostrar que Dino ainda mantinha a aglomeração na agenda. A reunião aconteceria no Palácio dos Leões, e cerca de 30 pessoas estavam previstas de participar.

“A prioridade total é o combate ao coronavírus”, respondeu o chefe do Executivo estadual ao Repórter Tempo.

O objetivo da reunião, remarcada para o final de junho, tem como foco discutir as eleições de 2022, com encaminhamentos de Flávio Dino sobre sua própria sucessão e sua pré-candidatura ao Senado Federal na chapa a ser encabeçada pelo hoje vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

O cancelamento da aglomeração eleitoral ocorreu somente após chefes de outros poderes e de instituições independentes, como Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Câmara Municipal de São Luís e Ministério Público do Maranhão suspenderem suas atividades presenciais a partir de amanhã.

Sozinho e pressionado, Dino foi obrigado a adiar.

Interações Democráticas* com Abdon Marinho
Política

*Por Eden Jr., especial para o ATUAL7

Certa vez, em uma de nossas raras conversas, o advogado Abdon Marinho me disse que começou a escrever e tentar analisar o cenário político local porque sentia muita falta das ideias de Walter Rodrigues (jornalista paraense, com extensa atuação na imprensa regional, morto em 2010) a respeito da política maranhense. Há alguns anos, Marinho, que gosta de ser apresentado somente como advogado, lançou-se na missão de decifrar e prospectar o ambiente da política, elaborando artigos que são lançados a cada semana em seu site pessoal. Entendo que Marinho vem saindo-se muito bem nessa autoatribuída tarefa, e tornou-se um dos mais sensatos e perspicazes críticos em atuação no estado. Foi com Marinho que interagi sobre suas impressões a respeito dos últimos lances da aquecida atmosfera política estadual e que terão impacto na eleição de 2022.

No embate dos até agora governistas, o vice-governador Carlos Brandão e o senador Weverton Rocha, quais as perspectivas de triunfo dos dois em relação à disputa pelo governo do Estado em 2022?

Acho precipitado aferir perspectivas com um cenário em que os dois “candidatos” se apresentam como sendo “do mesmo lado”. Como, até aqui, são as duas candidaturas postas, só iremos ter uma visão mais clara quando elas se confrontarem. Quando isso ocorrer e nas condições que ocorrer iremos, efetivamente, saber o tamanho de cada um. Saberemos, inclusive, o “tamanho” do atual governador. Não conseguir eleger o sucessor será contabilizado como uma derrota pessoal, como o foi a eleição para prefeito da capital.

Você acredita na hipótese de Weverton Rocha entrar na contenda de governo do Estado em oposição ao candidato do governador Flávio Dino?

O senador Weverton Rocha, desde sempre, trabalha para ser governador. O cenário mais favorável para isso é a eleição de 2022, quando não terá “nada a perder”, pois, no caso de insucesso, seguirá como senador por mais quatro anos. Nos últimos quatro anos ele construiu as condições para ser candidato, com vasto leque de apoios e sabe que dificilmente as mesmas condições se repetirão dali a quatro anos ou depois disso. O inusitado, o ponto fora da curva, será não ser candidato.

Weverton Rocha realmente está vivendo um dilema de jogar o destino de sua carreira política em 2022, considerando que se deixar para concorrer ao Palácio dos Leões em 2026 pode enfrentar o próprio Flávio Dino ou se optar em disputar a recondução ao Senado pode ter como oponente Carlos Brandão, nesse caso, fortalecido tendo em vista que sairia da chefia do Executivo estadual?

Como disse anteriormente, as cartas estão postas para que seja o candidato a governador, e, se eleito, acomodar essa gama de interesses das lideranças que o apoia.

O problema é que para isso ocorrer terá que “matar" o “aliado” governador Flávio Dino, que quer, deseja e necessita, manter sua influência política no estado para, também, poder acomodar aqueles que lhe são fiéis. Não podemos esquecer, que em 2026 serão duas vagas ao Senado. O problema é que quatro anos no ambiente volátil da política é uma eternidade.

Em relação ao senador Roberto Rocha, e seu de atrelamento ao presidente Bolsonaro, qual a chance dessa estratégia surtir efeitos positivos ao ponto de colocar o tucano como um dos fortes candidatos ao Executivo estadual em 2022? Ou Roberto seguirá outro caminho: como a Câmara Federal, a tentativa de reeleição ao Senado ou mesmo o encerramento da carreira política?

O senador Roberto Rocha é um dos políticos mais perspicazes do Maranhão. Ele sabe, que muito embora se apresente como representante do “bolsonarismo” no Maranhão, isso não é garantia ou certeza de que será suficiente para elegê-lo para um cargo majoritário, mesmo porque outros também se apresentam como “bolsonaristas” para dividir os mesmos votos. Além disso, o presidente da República não possui apoio majoritário no estado. Não acredito que possua apoio nem de 30% dos eleitores maranhenses. Os outros 70% o odeia e a tudo que representa. Outra dificuldade posta é a dificuldade do presidente Bolsonaro em transferir votos. Vimos isso nas eleições municipais de 2020. Daí não acreditar que o senador Roberto Rocha aposte todas as suas fichas apenas no suposto apoio do presidente Bolsonaro.

Foi divulgado que a ex-governadora Roseana Sarney vai concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados no ano que vem. Esse é destino mais provável da emedebista, e com essa candidatura ela pavimenta a sua aposentadoria definitiva da política nesse cargo ou o Grupo Sarney ainda tem alguma perspectiva de retomar a controle do governo estadual?

Na carruagem da política, os políticos são passageiros e não condutores. Os postulantes vão se colocando nas posições que lhes são mais cômodas. Para a ex-governadora a posição mais cômoda, no atual cenário, é uma vaga na Câmara dos Deputados. Não creio que exista “clima” para uma candidatura majoritária para o grupo Sarney nas circunstâncias atuais, muito menos para um retorno ao governo estadual.

O governador Flávio Dino anunciou que vai pleitear uma vaga no Senado em 2022. Esse é o caminho mais sensato para o comunista: abandonar o desejo de chegar ao Palácio Planalto, mesmo que seja numa candidatura a vice na provável chapa de Lula?

Como Roseana, Flávio Dino, quer assegurar o que está à mão. Até para impedir que outros se ensaiem pela vaga do Senado. Com o ex-presidente Lula no páreo da disputa presidencial, o sonho de disputar a presidência fica adiado. No Senado da República poderá se destacar – em meio a tantas nulidades –, e ser o candidato em 2026, quando, acredita-se, até pela idade e por outras condições, o ex-presidente Lula não disputará a eleição ou reeleição, caso seja candidato ano que vem e ganhe.

Sobre um recente artigo seu, do início de maio, em que você aventa a possibilidade de uma união Dino, Roseana e Carlos Brandão numa chapa em comum para 2022, como se daria esse cenário?

Conforme disse no artigo, esse não é um cenário a ser descartado. Muito embora o senhor Flávio Dino já tenha reservado a “vaga” de disputa pelo Senado, também o fez com o propósito de usá-la como “moeda de troca” mais adiante. Uma das “trocas”, que valeria a pena, seria de candidato a vice-presidente da República na chapa com o ex-presidente Lula. Uma negociação envolvendo o ex-presidente Sarney, poderia abreviar o caminho do governador para o Palácio do Planalto, ainda que na vice-presidência. Em tal cenário, Dino sairia para vice-presidente, Roseana, para senadora e Brandão para governador. Uma composição envolvendo o PSDB (Brandão); MDB (Roseana;) PT (Lula) e Dino (no PCdoB ou PSB), seria uma aliança que interessaria a todos.

O deputado federal Josimar Maranhãozinho é carta fora do baralho para a sucessão do governo de 2022 ou ele ainda tem alguma perspectiva de sucesso nessa empreitada?

Em que pese o deputado ter uma vasta base de sustentação, com diversos prefeitos, deputados federais e estaduais, o jogo da eleição majoritária será “bruto”. Não vejo no deputado o perfil de quem vai enfrentá-lo. O deputado “cresceu” politicamente ao evitar confrontos diretos e sendo hábil nas franjas do poder. Mantém, claro, a candidatura com a pretensão de valorizar um apoio futuro que ainda não está certo para quem será.

Há espaço para alguma candidatura “outsider”, ou outra fora desse grupo de atores políticos falado acima, que seja viável na disputa ao governo estadual no ano que vem, como a dos prefeitos Lahesio Bonfim e Maura Jorge?

Eleição dos chamados “outsiders” são fenômenos raros. São exceções à regra. Não digo que não vá acontecer, mas são pontos fora da curva. Na quase totalidade dos processos eleitorais, o que vemos são estruturas consolidadas, calçadas nas lideranças políticas locais, prefeitos, vereadores, “cimentadas” com muita verba, que podem ser públicas ou privadas. A essa altura do campeonato não sabemos se os possíveis “outsiders” possuem, sequer partido. Sem contar não existe a possibilidade de candidaturas avulsas. Assim, na “brutalidade” do jogo político não é de se estranhar, que lá na frente, essas pessoas fiquem até mesmo impedidas de concorrer por falta de legenda. Como costumo dizer, para uma candidatura viável existir é preciso “combinar” com muita gente.

Na contenda entre Carlos Brandão e Weverton Rocha pode estar a gênese do fim do nascente ciclo Dinista no comando da política estadual?

É certo que haverá a cisão do grupo. Uma parte dos políticos seguirá com o senador Weverton e outra com o grupo com o atual governador. Na eventualidade do senador Weverton ganhar, o “dinismo”, como os movimentos que o precederam (vitorinismo e sarneísmo), deixará de existir e terá sido apenas um governo de transição. Na eventualidade de Brandão, apresentado como candidato do governador, vencer, o movimento “dinista” terá uma sobrevida com a eleição de alguém ligado ao senhor Flávio Dino, em 2026, ou do seu próprio retorno, caso não vingue o projeto para o Planalto e não possua as condições necessárias para a campanha presidencial.

Em meio ao agravamento da pandemia, Dino vai aglomerar com líderes partidários para discutir eleições 2022
Política

Governador pretende encaminhar a própria sucessão ao Palácio dos Leões e pré-candidatura ao Senado

Apesar do agravamento da pandemia do novo coronavírus no Maranhão, principalmente em São Luís, onde a rede hospitalar pública e privada está em colapso, o governador Flávio Dino (PCdoB) não cancelou a reunião marcada com líderes partidários e políticos para o próximo dia 31, na sede do Palácio dos Leões, que fica na capital. A previsão é de que, entre convidados e agregados, cerca de 30 pessoas estejam presentes.

Fora da agenda institucional, a aglomeração tem como foco discutir as eleições de 2022, com encaminhamentos sobre a sucessão do próprio comunista e de sua pré-candidatura ao Senado Federal.

Em xeque-mate, Dino já confirmou ao núcleo central de seu governo que estará na chapa encabeçada pelo hoje vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Em abril do próximo ano, o tucano assumirá o controle dos cofres estaduais, quando Flávio Dino se desincompatibilizar do cargo.

Correndo contra o tempo, Flávio Dino tenta demover o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) de suas pré-candidaturas ao governo, já que, segundo teria dito a interlocutores, precisa mais de Brandão para permanecer no poder do que o contrário. Se a estratégia não der certo, restará a jogada arriscada de tentar garantir a confirmação de que, mesmo fechado para a disputa pelo Palácio dos Leões apenas com Brandão, ele seja o único nome dos demais ao Senado.

Dois temores aflingem Dino, e por isso a aglomeração não pode ser adiada:

Um é o risco iminente de perder a vaga para o senador Roberto Rocha (ainda no PSDB), que declarou ao ATUAL7 a vontade pessoal de renovar o mandato, e deve ser apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na tarefa. O outro é até conseguir ser eleito para o Senado, mas com menos votos do que Weverton em 2018, o que o colocaria na vexaminosa posição subliderança política da República, abaixo da conquistada pelo pedetista.

A reunião não pode ser online, mas apenas presencial, porque Flávio Dino receia ser gravado.

Evento da Secap vira ato eleitoral de apoio a Dino e Weverton
Política

Caso pode configurar abuso de poder político e improbidade, com poder de tirar comunista e pedetista da disputa eleitoral de 2022

Um evento institucional da Secretaria de Estado da Articulação Política, a Secap, ocorrido no último sábado (22), virou ato eleitoral de apoio a Flávio Dino (PCdoB) e Weverton Rocha (PDT) na disputa de 2022. O comunista pretende concorrer ao Senado Federal e o pedetista ao Palácio dos Leões.

Comandada pelo titular da pasta, o deputado federal licenciado Rubens Pereira Júnior (PCdoB), a solenidade contou com a presença de prefeitos da regional de Presidente Dutra e teve declaração de apoio eleitoral feita pelo prefeito de Tuntum, Fernando Pessoa (SD). A regional compreende mais de 15 municípios.

“Apoio em Tuntum a candidatura do governador Flávio Dino a senador independente do governador que ele apoiar. Porém meu apoio a governador é do Weverton Rocha com apoio ou não do Governo”, disse Pessoa no evento.

A informação foi divulgada pelo blog do Pedro Jorge, que é secretário de Comunicação de Tuntum. Aparentemente, com a intenção de promover o gestor municipal, ainda que o assunto nada tenha a ver com a administração da prefeitura.

O caso pode configurar abuso de poder político e improbidade, com poder de tirar Flávio Dino e Weverton Rocha na disputa de 2022 pela Justiça Eleitoral.

Líderes partidários começam a desistir de Weverton e pular para Brandão
Política

Abalo pode forçar senador pedetista a sair da disputa pelo Palácio dos Leões. Em março, ele já havia confirmado essa possibilidade

Pelo menos dois líderes partidários que haviam apalavrado apoio ao senador Weverton Rocha (PDT) na corrida pelo Palácio dos Leões já desistiram da aliança. Ambos estão fechados agora com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural e nome do governador Flávio Dino (PCdoB) para a disputa.

A mudança de posição será anunciada somente após reunião marcada por Dino para o fim desse mês na sede do Poder Executivo estadual. Com a presença de Brandão e Weverton, o encontro servirá para inquirir os líderes do colégio de aliados sobre quem estará com o comunista na escolha de seu sucessor.

O abalo pode forçar o senador pedetista a desistir da pré-candidatura ao governo estadual.

No final de março, em entrevista em São Luís ao programa Questão de Ordem, na Rádio Nova FM 93.1, Weverton admitiu que poderia sair da disputa caso Flávio Dino e a maioria da coalização partidária decidissem por apoiar o nome de Carlos Brandão.

“Eu não faço projeto de mim mesmo, esquece. Claro que eu vou apoiar quem se viabilizou dentro do grupo”, disse.

Já falei pra ele que sou candidato e posso repetir na reunião, diz Josimar sobre encontrão com Dino
Política

Reunião do governador com aliados sobre 2022 vai acontecer no fim do mês, no Palácio dos Leões

Presidente do PL no Maranhão, dono de bancada resistente na Assembleia Legislativa e controlador de mais de 40 prefeituras no estado, o deputado federal Josimar Maranhãozinho está mesmo decidido a concorrer ao Palácio dos Leões em 2022.

Questionado pelo ATUAL7 sobre encontrão marcado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) com aliados para o fim do mês, Josimar confirmou o convite e presença, mas ressaltou que segue pré-candidato ao Governo do Maranhão.

“Já falei pra ele [Flávio Dino] que sou candidato e posso repetir na reunião”, disparou.

A primeira confirmação ao comunista de que disputa sua sucessão ao governo estadual ocorreu no final do mês passado, em reunião fechada no Palácio dos Leões. Na ocasião, Dino não colocou qualquer empecilho, mas comunicou que seu escolhido para a vaga é Carlos Brandão (PSDB), atual vice-governador e que assume o comando do Poder Executivo estadual a partir de abril do ano que vem.

Flávio Dino vai ouvir aliados no fim de maio sobre apoio a Carlos Brandão
Política

Embora esteja disposto a consultar lideranças, governador do Maranhão pretende mais falar do que ouvir

Resoluto sobre o apoio ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB) como seu sucessor ao Governo do Maranhão nas eleições de 2022, o governador Flávio Dino (PCdoB) vai ouvir a base aliada, pela primeira vez, em encontrão no Palácio dos Leões.

A aglomeração eleitoral em meio à segunda onda da pandemia da Covid-19 está marcada para acontecer no fim deste mês, dia 31 de maio. Embora esteja disposto a consultar cada aliado, Dino pretende mais falar do que ouvir.

Segundo apurou o ATUAL7, algumas diretrizes já estão amarradas com parte dos convidados para a reunião pelo gabinete do governador.

Diversas lideranças partidárias e políticas já confirmaram presença, incluindo o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), ambos também postulantes ao Palácio dos Leões.

Lula ignora participação de Weverton em jantar do PT
Política

Passados três dias, não há qualquer menção do ex-presidente à presença do senador maranhense no evento

Disseminada por Weverton Rocha (PDT) e entorno como o que seria a confirmação da força política do pedetista na corrida pelo Palácio dos Leões em 2022, a participação do senador maranhense em um jantar da bancada PT com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília (DF), segue ignorada pelo petista nas redes sociais.

Solícito, Lula se deixou fotografar conversando com Weverton, que se aproveitou política e eleitoralmente do ato, mesmo que isso pudesse desfavorecer o próprio PDT e o candidato do partido ao Palácio do Planalto no pleito do próximo ano, Ciro Gomes.

Até esta sexta-feira (7), porém, três dias após o evento, não há qualquer menção de Lula à presença penetra de Weverton Rocha no encontro petista.

A diferença de tratamento e de importância pode ser melhor observada quando comparada à ação de Lula sobre outros encontros na mesma semana, que fez questão de divulgar nas redes, como o ocorrido com o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e com o ex-senador José Sarney (MDB), estes realmente com o objetivo de costurar acordos políticos.

No Maranhão, Lula e o PT estão acordados com o governador Flávio Dino (PCdoB), que tem o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) como seu candidato à sucessão estadual.

Edivaldo Júnior deixa o PDT e pode disputar o Palácio dos Leões pelo PL
Política

Se entrar na disputa, ex-prefeito de São Luís poderá representar a terceira via, contra Carlos Brandão e Weverton Rocha

O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, anunciou nas redes sociais nesta sexta-feira (7) que não faz mais parte do Partido Democrático Trabalhista, o PDT.

A saída ocorre, segundo apurou o ATUAL7, após telefonemas trocados entre o ex-gestor da capital e o deputado federal e presidente regional do Partido Liberal, o PL, Josimar Maranhãozinho.

Pessoas próximas ao dois afirmaram ao ATUAL7, em reservado, que a conversa girou em torno da disputa majoritária de 2022, com o oferecimento do partido para Edivaldo Júnior concorrer ao Palácio dos Leões.

Com forte carisma e popularidade na capital e demais municípios da Região Metropolitana de São Luís, somado ao poderio de Josimar em mais de 40 municípios maranhenses e com os recursos partidários do PL e outros partidos controlados por Josimar, Edivaldo Júnior já entraria forte na disputa como terceira via, contra Carlos Brandão (PSDB) e Weverton Rocha (PDT).

Ainda segundo fontes, em eventual retirada da pré-candidatura anunciada ao governo estadual, caso Edivaldo tope a oferta, Josimar voltaria a disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão, onde já conta com forte bancada que tende a ser ampliada nas eleições do próximo ano, e tentaria ser eleito presidente da Casa.

Além do PL, o PSD do deputado federal Edilázio Júnior também procurou o ex-prefeito de São Luís, que abriu diálogo diretamente com o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab; e há ainda a possibilidade de conversas com o PP, do deputado federal André Fufuca.

Zé Reinaldo tenta virar garoto de recado, mas esbarra em medo de Dino
Política

Governador do Maranhão tem fugido de rompimento com Weverton Rocha e evitado anunciar apoio a Carlos Brandão para 2022

O ex-governador José Reinaldo Tavares (sem partido) tentou nesta quinta-feira (6), pela terceira vez, servir de garoto de recado do governador Flávio Dino (PCdoB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Há um mês, ele vem expelindo ameaças contra o senador Weverton Rocha (PDT) e à coalização de partidos e lideranças que apoiam o pedetista, de que quem não seguir o direcionamento de Dino em favor de Carlos Brandão (PSDB) na sucessão estadual estará fora do grupo governista.

Ocorre que, além de não ter qualquer influência ou poder próprio de comando político no Estado, Zé Reinaldo vem repetindo bravatas sozinho. Apesar da insistência nas tentativas de intimidações, nenhuma tem sido ecoada por Dino, que a cada dia mais demonstra ter medo de Weverton Rocha do que coragem de defenestrá-lo com seus menudos do Palácio dos Leões.

Pré-candidato ao Senado Federal e ainda sonhando em ser vice de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto, Flávio Dino sabe que perdeu a fidelidade e controle que achava ter sobre as estruturas de poder do e no Estado, hoje quase todas ocupadas e dominadas por adeptos da candidatura de Weverton ao governo do Maranhão. Por esta razão, ele tem fugido de rompimento com o pedetista e evitado anunciar apoio a Carlos Brandão para 2022.

Em novembro do ano passado, após ver seu poderio se esvair publicamente com a vitória de Eduardo Braide (Podemos) em São Luís, Dino ainda tentou seguir, como Zé Reinado defende que ele faça, a receita de coronéis da política como Vitorino Freire e José Sarney (MDB), e ameaçou encastelados com a até hoje não concretizada “revisão de alianças”.

Porém, como não tem mais reverência nem de correlegionários do PCdoB, onde a maioria está pactuada com Weverton Rocha, e prestes a perder o único mando que ainda possui no estado, o cargo de governador, Dino recuou.

Líder sem liderados, caso tivesse avançado na tentativa de amedrontamento, poderia estar enfrentando dificuldades para se manter erguido estadual e nacionalmente.

Josimar mantém pré-candidatura e diz que Dino confirmou escolha por Brandão para 2022
Política

Líder do PL deve disputar o Palácio dos Leões pela oposição, como candidato de Jair Bolsonaro

Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (28), o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) confirmou que o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural de Flávio Dino (PCdoB) ao Palácio dos Leões, é o candidato declarado do comunista para 2022.

Segundo Josimar, o anúncio foi feito pelo próprio Dino, durante reunião ocorrida nessa terça-feira (27), articulada pelo próprio Brandão. No encontro, ao ouvir de Dino a decisão tomada sobre a sua sucessão, Josimar devolveu ao comunista que mantém a sua pré-candidatura ao governo –provavelmente pela oposição, como nome do presidente Jair Bolsonaro.

“Na Reunião que esteve presente Brandão e Marreca. Não foi discutido nada em relação a 2022 a não ser que continuo pré candidato a governador onde ouvi do Flávio dizer que no momento todos tem o direito de se lançar, mas pra ele de fato quem vai ser Governador será o Brandão”, escreveu Josimar Maranhãozinho no Twitter.

A confirmação pela escolha nome de Brandão já havia sido revelada pelo ATUAL7 desde o início de março, quando Flávio Dino comentou a respeito em reunião fechada com o núcleo central do Palácio dos Leões. Fora do bastidor, o governador vinha simulando segredo sobre a decisão, agora confirmada por Josimar.

Brandão volta a mostrar poder de articulação e viabiliza reaproximação entre Dino e Josimar
Política

Vice-governador já havia reatado José Reinaldo Tavares com o Palácio dos Leões

Por dois dias seguidos, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), favorito na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, deu provas de articulação política invejável.

Na segunda-feira (26), encabeçou encontro do governador Flávio Dino (PCdoB) em que foi oficializada a volta do ex-governador José Reinaldo Tavares (sem partido) ao clã do comunista, lance possível graças a uma costura política que vinha sendo alinhavada por Brandão há alguns meses.

Hoje, no Twitter, o sucessor de Dino publicou foto de reunião ocorrida no dia anterior, na sede do Executivo estadual, entre ele, Dino e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), que estava afastado do grupo, em outra mexida bem feita nas “pedrinhas do jogo do poder”.

Até o momento, ainda não houve declaração de Josimar sobre se mantém ou não sua pré-candidatura ao governo.

Contudo, o gesto do líder de mais de 40 prefeitos maranhenses de reabrir diálogo com Flávio Dino, a partir de uma articulação de Brandão, dá mostras de que o vice-governador avançou ainda mais na corrida.