Eleições 2022
Ações contra chapa Dino-Brandão no TSE também podem tornar Portela e Noleto inelegíveis para 2022
Política

Titulares da SSP e SINFRA são acusados de supostos abusos de poder em 2018, na chamada “Farra dos Capelães” e no Mais Asfalto

Além do governador Flávio Dino (PSB) e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), também estão sob ameaça de inelegibilidade os secretários estaduais Jefferson Portela (Segurança Pública) e Clayton Noleto (Infraestrutura) por supostos abusos de poder nas eleições de 2018.

Filiados, respectivamente, ao PSB e PCdoB, os titulares da SSP e SINFRA pretendem disputar a Câmara Federal nas eleições do ano que vem.

Portela é um dos réus na AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) que acabou conhecida como “Farra dos Capelães, suposto aparelhamento do serviço de capelania do Estado do Maranhão, com indicação de dezenas de lideranças religiosas possivelmente alinhadas ao governo, sem concurso público, com suposto objetivo de angariar apoio político naquela eleição.

Já Noleto é réu na AIJE que trata sobre suposta utilização do programa estadual Mais Asfalto para angariar apoio eleitoral para o grupo político no mesmo pleito.

Todos negam que tenham cometido qualquer trapaça eleitoral.

O relator no TSE é o ministro Carlos Horbach, que já encaminhou os autos para manifestação do MPE (Ministério Público Eleitoral).

Clã Cutrim na torcida pela cassação de chapa Dino-Brandão
Política

Possível ascensão de Othelino Neto para o Governo do Estado abriria espaço para Glalbert Cutrim assumir o comando do Palácio Manuel Beckman

Embora não demonstre publicamente, nos bastidores, o clã Cutrim, de São José de Ribamar, é um dos principais entusiastas da possível cassação da chapa Dino-Brandão pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com inelegibilidade da dupla, por supostos abusos de poder nas eleições de 2018.

Conforme mostrou o ATUAL7, caso haja a cassação, o Palácio dos Leões passará para as mãos do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), que deve tentar a eleição suplementar ou indireta –além de reeleição para governador.

Na eventual vacância do cargo, se cumprido compromisso interno de eleições anteriores para a Mesa Diretora da Alema, quem assumiria o comando do Palácio Manuel Beckman seria o atual vice-presidente da Casa, Glalbert Cutrim (PDT), com brecha para continuar no controle se reeleito deputado estadual em 2022.

Colocar o rebento no comando do Poder Legislativo é um sonho antigo de Edmar Cutrim, conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão prestes a deixar o cargo e perder o prestígio que ainda lhe resta na função.

Ameaça de cassação da chapa Dino-Brandão pelo TSE abre discussão sobre Othelino no Palácio dos Leões
Política

Presidente da Alema é quem assumiria o Governo do Estado, em caso de cassação da dupla. Ele poderia disputar mandato-tampão e reeleição em 2022, com potencial real de vitória

A chapa Dino-Brandão é alvo de pelo menos duas ações de investigação judicial eleitoral cujo recursos, se acolhidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), podem cassar o mandato da dupla por supostos abusos de poder nas eleições de 2018 –além de declarar a inelegibilidade de ambos.

Em caso de cassação, não assumiria o Palácio dos Leões a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), segunda colocada em votos no pleito daquele ano. O Poder Executivo seria assumido interinamente pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), até eleição suplementar ou indireta, em que poderia concorrer ele próprio ao cargo, praticamente imbatível, para mandato-tampão.

Atualmente pré-candidato à reeleição em 2022, mas já com fortes articulações para disputar a majoritária no ano que vem, em eventual ascensão ao comando definitivo do Governo do Estado, Othelino poderia concorrer à reeleição, com potencial real de vitória.

Flávio Dino e Carlos Brandão são acusados pela coligação de Roseana Sarney de aparelhamento do serviço de capelania do Estado, devido indicação de dezenas de lideranças religiosas alinhadas ao governo, sem concurso público, com suposto objetivo de angariar apoio político naquele eleição. O caso é conhecido como “Farra dos capelães”.

O governador do Maranhão e o vice também são acusados de utilizarem um programa estadual de asfaltamento de rodovias e vias urbanas para angariar apoio eleitoral no mesmo pleito.

O relator no TSE é o ministro Carlos Horbach, que já encaminhou os autos para manifestação do MPE (Ministério Público Eleitoral).

Jerry contradiz entorno de Weverton e diz que PCdoB ainda não definiu apoio para 2022
Política

Declaração desmonta boatos de aliados do pedetista. Uma semana antes, Gleisi Hoffmann também negou que PT havia fechado com o senador para o Palácio dos Leões

O secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano do Maranhão, Márcio Jerry, negou que o PCdoB esteja articulando apoio ao senador Weverton Rocha (PDT) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, conforme vem intensivamente ventilando o entorno do pedetista.

Segundo afirmou Jerry, até o momento, o partido ainda não se definiu sobre quem apoiar na sucessão do governador Flávio Dino –que está fechado com Carlos Brandão (PSDB)– nas eleições do ano que vem. Também rechaçou que a presença de Weverton em um evento do PCdoB em Barreirinhas tenha relação com eventual formação de aliança.

“Respeitamos o senador Weverton Rocha do mesmo modo que respeitamos o vice-governador Carlos Brandão. São dois legítimos postulantes a candidatura a governador ano que vêm. Debatemos com os dois igualmente. O nosso partido ainda não apontou ainda qual a sua opção para o ano que vem”, disse em entrevista ao jornal O Imparcial.

“Nos sentimos muito honrados com a presença do senador Weverton na 1ª conferência municipal organizada pelo partido em Barreirinhas, onde também estavam representantes do PT, do PL, o vice-prefeito, e representantes de outros partidos de Barreirinhas. De modo que em outros eventos de conferências municipais teremos a presença do vice-governador Carlos Brandão, como teremos a presença da senadora Eliziane Gama (Cidadania) e de tantas outras lideranças do Maranhão, a depender de qual cidade ou região se faz a conferência”, acrescentou.

Márcio Jerry também contradisse o boato de que ocupará a vaga de vice em eventual chapa majoritária, como vem aventando aliados do senador do PDT.

“Disputarei a reeleição para deputado federal”, cravou.

É a segunda vez, em uma semana, que supostos apoios a Weverton Rocha na corrida pelo Palácio dos Leões são desmentidos. Antes, ao ATUAL7, já havia negado fechamento de apoio a deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente do Partido do Trabalhadores.

Flávio Dino recebe Zé Dirceu fora da agenda para diálogo sobre 2022
Política

Governador e ex-ministro terão conversa informal sobre cenários para derrotar Jair Bolsonaro e apoio a Carlos Brandão, mesmo diálogo mantido com Lula recentemente

O governador Flávio Dino (PSB) recebe nesta sexta-feira (23) no Palácio dos Leões o ex-ministro lulista José Dirceu (PT) em reunião fora da agenda. Antes Zé Dirceu conversa com a direção estadual e lideranças maranhenses da legenda.

A passeio pelo Maranhão, o petista vai dialogar informalmente com Dino sobre as eleições de 2022, precisamente sobre a defesa da democracia, cenários para derrotar Jair Bolsonaro (sem partido) na corrida pelo Palácio do Planalto e eleger Lula (PT) e, como esperado, sobre o pleito local.

Devido a racha na base aliada provocada pelo senador Weverton Rocha (PDT), Dino tem trabalhado pelo consenso do grupo, por isso tem prometido para o final do ano a declaração pública de decisão já confirmada ao núcleo central do governo e aos aliados mais próximos: ele apoia a permanência de seu sucessor, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), no comando do Poder Executivo do Estado.

Flávio Dino é pré-candidato ao Senado, mas ainda não descartou o sonho de ser vice de Lula na disputa presidencial no ano que vem. Ambos tiveram o mesmo diálogo que ocorrerá agora com Zé Dirceu, em recente encontro em São Paulo.

Conforme mostrou o ATUAL7, apesar de articulações para que a vaga de vice de Brandão seja ocupada pelo Partido dos Trabalhadores, segundo a deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente do PT, a cúpula nacional e estadual do partido ainda não fechou a questão.

Medo de perder cargos após Brandão assumir Palácio dos Leões assombra PDT
Política

Atualmente, partido comanda a SEDES e o DETRAN

Acostumado a sobreviver sob encastelamento no poder, o PDT no Maranhão está assombrado com a iminência de perder cargos no Governo do Maranhão quando o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) assumir o comando do Palácio dos Leões, a partir do próximo ano.

Aos mais próximos, parte importante da cúpula pedetista maranhense tem confessado que o senador Weverton Rocha, presidente estadual do partido e adversário de Brandão na disputa, precisa retirar a pré-candidatura e fechar com o sucessor de Flávio Dino (PSB) ainda em 2021.

O temor é que Weverton acabe perdendo o prazo de permanecer aliado com algum valor ao Poder Executivo estadual.

“Apesar de nosso crescimento com vitórias em prefeituras do interior maranhense, a baixa foi grande em São Luís. A militância do PDT não existe sem cargos. Dino ainda nos mantém no governo, mas Brandão não terá obrigação alguma”, disse em reservado ao ATUAL7 um dos principais aliados do senador no partido.

A torcida é para que o PDT feche acordo pela a vice de Brandão antes do PT, sendo Márcio Honaisser o mais cotado do partido para a vaga.

Atualmente, o PDT comanda a SEDES (Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social) e o DETRAN (Departamento de Trânsito) do Maranhão.

Pressionado, Lupi baixa tom em reunião fora da agenda com Dino
Política

Weverton Rocha também adotou tônica amena após haver atacado o sistema de educacional do Maranhão

A postura do presidente do PDT, Carlos Lupi, em reunião fora da agenda com o governador Flávio Dino (PSB) no Palácio dos Leões nessa terça-feira (20), destoou da que apresentou em entrevista à TV Meio Norte, há pouco mais de um mês.

Pressionado com a proximidade da data escolhida por Dino para tornar pública a decisão já confirmada nos bastidores de apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na corrida pela sucessão estadual em 2022, Lupi mostrou-se afável durante o encontro.

Nas redes sociais, limitou-se a publicar fotos com Flávio Dino, Weverton Rocha (PDT) e Márcio Jerry (PCdoB), declarando que discutiram “o futuro do Maranhão e do Brasil”.

O Carlos Lupi frente a frente com Flávio Dino mostrou-se completamente diferente do Carlos Lupi que, a 656 de quilômetros distância, no Piauí, asseverou que Weverton seria candidato ao Governo do Estado com ou sem apoio de Dino.

Estagnado diante dúvida entre aceitar a escolha de Dino ou trair o governador, o próprio Weverton Rocha também baixou o tom, e tentou reverter o ataque que fez na semana passada ao sistema educacional do Maranhão, comandado por Felipe Camarão.

“Muitas coisas unem a atuação de Flávio ao PDT, uma delas é a importância dada à educação”, escreveu nas redes.

Aliados ouvidos reservadamente pelo ATUAL7 dizem temer essa a tônica, pois rememora os arroubos de 2014, quando o presidente nacional do PDT ameaçava romper com Dino caso o PDT ficasse de fora da chapa majoritária daquele pleito.

O temor, dizem, é que a história se repita, e Lupi, o PDT e Weverton terminem novamente sendo levados pelo beiço e ainda fazendo coraçãozinho com as mãos para Brandão.

PT não tem nada decidido e encaminhado no Maranhão, diz Gleisi Hoffmann
Política

Presidente do Partido dos Trabalhadores contrapôs boatos espalhados pelo entorno de Weverton Rocha, de que o partido estaria fechado com o pedetista para 2022

A deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente do Partido do Trabalhadores, rechaçou no final da noite dessa segunda-feira (19) boatos espalhados pelo entorno do senador Weverton Rocha (PDT) de que o PT estaria fechado com o pedetista para a disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

A versão foi intensificada nos últimos dias, em razão da visita do ex-ministro lulista José Dirceu ao Maranhão.

“Não tem nada decidido e encaminhado. Zé Dirceu foi a passeio, pelo que me disse. Qualquer articulação aí [no Maranhão] envolverá a direção estadual e nacional do PT”, garantiu Gleisi ao ATUAL7.

O PT maranhense é comandado por Augusto Lobato, que já manifestou publicamente ser a favor da aliança do partido com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

“Embora o PT ainda não tenha sentado para discutir alianças, vou antecipar minha posição a favor do vice-governador Carlos Brandão por sua lealdade ao governador Flávio Dino e fidelidade ao programa que está sendo desenvolvido no estado. Vou trabalhar internamente no partido para que essa posição se torne realidade”, disse Lobato ao jornalista Jorge Vieira no início do mês.

Sucessor natural e nome apoiado por Flávio Dino (PSB) para as eleições do ano que vem, Brandão assume o Palácio dos Leões a partir de abril de 2022, quando Dino terá de se desincompatibilizar do cargo para concorrer ao Senado.

Sob risco de cassação, Duarte pode lançar a esposa, Karen Barros, para Alema
Política

Deputado é acusado de abuso de poder político e de autoridade, por uso da estrutura do Procon para se eleger em 2018. Caso avança no TSE

Com o mandato ameaçado de cassação por abuso de poder político e de autoridade, o deputado estadual Duarte Júnior pode lançar a esposa, Karen Barros, para a Assembleia Legislativa nas eleições de 2022.

Atual presidente do Procon no Maranhão, ela se filiou ao PSB juntamente com o marido no início do mês, em ato que contou com a presença do governador Flávio Dino (PCdoB), correlegionário que apadrinha politicamente o casal.

Segundo a PRE (Procuradoria-Regional Eleitoral) no Maranhão, durante a passagem de Duarte Júnior e da própria Karen Barros no comando do Procon maranhense, houve a utilização demasiada da publicidade institucional da autarquia para promover a imagem pessoal dele, com objetivo de vitória nas urnas em 2018.

Levantamento no bojo da investigação eleitoral identificou que, apenas durante o curto período de 1º de outubro de 2017 a 2 de abril de 2018, a imagem de Duarte Júnior foi publicada em 99 fotografias e vídeos nas redes sociais institucionais do Procon do Maranhão e do próprio governo estadual; além de 138 publicações fazendo referência à imagem e/ou nome do deputado estadual eleito nos sites institucionais do órgão e do governo.

O caso avança no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob relatoria do ministro Carlos Horbach.

Se conseguir manter no TSE o mesmo entendimento absorvido pela maioria do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) no Maranhão, Duarte Júnior disputará para a Câmara dos Deputados na eleição do ano que vem. Contudo, caso derrotado e tenha o mandato cassado pela Justiça Eleitoral, por imposição da Lei da Ficha Limpa, ficará também inelegível, e apoiará a eleição da Karen para a Alema, considerada de menor dificuldade para a conquista de uma cadeira.

Em única manifestação pública a respeito do caso, feita nas redes sociais, Duarte nega que tenha cometido irregularidades, e alega a atuação apontada na ação como trapaça eleitoral seria, na verdade, “amparada na lei e adotada por muitos gestores e instituições com o fim de informar a população acerca dos seus direitos”.

Saiba como votou a bancada do Maranhão na LDO 2022, que cria fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões
Política

12 deputados e 2 senadores maranhenses votaram a favor do texto

O Congresso Nacional aprovou nessa quinta-feira (15) a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) que traz as regras para a construção do orçamento do próximo ano. Sob relatoria do deputado federal maranhense Juscelino Filho (DEM), o texto prevê novo cálculo para o fundo eleitoral, que pode turbinar o financiamento das campanhas eleitorais de 2022 para R$ 5,7 bilhões.

O montante representa um aumento de 185% em relação aos R$ 2 bilhões que os partidos obtiveram em 2020 para as disputas municipais. É também mais que o triplo do que foi destinado às eleições de 2018, quando foi distribuído R$ 1,7 bilhão.

Abaixo, como cada representante do Maranhão na Câmara e no Senado votou na LDO que, em meio às medidas propostas, está o controverso aumento da verba pública do fundão.

Deputados Federais:

• Aluisio Mendes (PSC-MA) - SIM
• André Fufuca (PP-MA) - SIM
• Bira do Pindaré (PSB-MA) - NÃO
• Cléber Verde (Republicanos-MA) - SIM
• Dr. Gonçalo (Republicanos-MA) - SIM
• Edilázio Júnior (PSD-MA) - SIM
• Gastão Vieira (PROS-MA) - SIM
• Gil Cutrim (Republicanos-MA) - SIM
• Hildo Rocha (MDB-MA) - SIM
• João Marcelo Souza (MDB-MA) - SEM VOTO
• Josimar Maranhãozinho (PL-MA) - SEM VOTO
• Josivaldo JP (Podemos-MA) - NÃO
• Júnior Lourenço (PL-MA) - SEM VOTO
• Juscelino Filho (DEM-MA) - SIM
• Marreca Filho (Patriota-MA) - SIM
• Pastor Gil (PL-MA) - SIM
• Pedro Lucas Fernandes (PTB-MA) - SIM
• Zé Carlos (PT-MA) - NÃO

Senado Federal

• Eliziane Gama (Cidadania-MA) - NÃO
• Roberto Rocha (PSDB-MA) - SIM
• Weverton Rocha (PDT-MA) - SIM

Insegurança de Edivaldo faz PSD bater cabeça sobre relação com Dino
Política

Com o ex-prefeito se escondendo, lideranças acabaram revelando a falta de rumo do partido para a disputa pelo Palácio dos Leões

A insegurança de Edivaldo Holanda Júnior em relação ao governador Flávio Dino (PSB), seu padrinho político, já começa a prejudicar os planos do PSD, partido que diz pretender filiá-lo no próximo mês para a disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Como Edivaldo tem se escondido da imprensa para evitar perguntas incomodas, ao longo da semana, coube aos deputados Edilázio Júnior e César Pires falarem por ele. Os parlamentares, porém, acabaram batendo cabeça, expondo a falta de rumo do partido para a corrida.

Enquanto Edilázio, em inédito e súbito tom amistoso, defendeu que o PSD respeitará “se Edivaldo decidir manter uma boa relação com o governador [Flávio Dino]”, Pires apontou o contrário, e cravou que Edivaldo Júnior “poderá catalisar todas as forças de oposição” em torno de seu nome.

Indiferente à desorientação provocada e oscilante sobre trair ou não seu criador, o próprio Edivaldo sequer anuncia em suas redes sociais se é mesmo pré-candidato ao Governo do Estado.

Sob relatoria de Juscelino Filho, Congresso aprova fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões para 2022
Política

Montante será quase o triplo do fundo eleitoral da última eleição, de R$ 1,7 bilhão


O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (15) o projeto de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2022 com previsão de destinar R$ 5,7 bilhões dos cofres públicos para a campanha eleitoral do ano que vem. O montante será quase o triplo do fundo eleitoral da última eleição — R$ 1,7 bilhão.

O relator no projeto, deputado Juscelino Filho (DEM-MA), alterou a versão original da proposta, enviada pelo Palácio do Planalto em abril, e incluiu no texto um piso para o fundo de financiamento de campanha, de 25% dos recursos destinados à Justiça Eleitoral em 2021 e 2022 mais parte das emendas de bancadas estaduais e valores da renúncia da extinção de propaganda partidária que serão definidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Segundo técnicos do Congresso, esse valor atingiria R$ 5,7 bilhões.

Na Câmara, o placar de votação foi de 278 votos a favor do projeto, 145 contra e 1 abstenção. Já no Senado o placar foi apertado, de 40 a favor e 33 contra. Com a aprovação da LDO, o Congresso entrará formalmente em recesso parlamentar, entre 18 e 31 de julho.

O texto segue agora para a sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A LDO estabelece as metas, limites de despesas e prioridades básicas do Orçamento de 2022, que será apresentado pelo Poder Executivo em agosto.

Edivaldo acerta filiação ao PSD e vai disputar Palácio dos Leões contra candidato de Dino
Política

Entrada do ex-prefeito de São Luís no partido de Edilázio Júnior é o maior ato de independência de um ex-apadrinhado do governador do Maranhão

O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, acertou sua filiação ao PSD, partido presidido por Gilberto Kassab nacionalmente e, no Maranhão, controlado pelo deputado federal Edilázio Júnior.

A ideia do partido é que Edivaldo dispute o Palácio dos Leões na corrida eleitoral do ano que vem pela oposição, contra Carlos Brandão (PSDB), atual vice-governador e nome de Flávio Dino (PSB) para o pleito.

Embora Edivaldo Júnior, sem qualquer motivo explicável, venha tentando manter em segredo, a confirmação de sua entrada na disputa majoritária de 2022 tem sido feita por Edilázio Júnior nas redes sociais.

O ato de filiação está marcado para acontecer no dia 4 de agosto.

A entrada de Edivaldo no partido de Edilázio Júnior, para disputar a sucessão estadual contra o candidato de Dino, é o maior ato de independência de alguém que já foi apadrinhado pelo governador do Maranhão.

Até então, o ato mais longe estava sendo o do senador Weverton Rocha (PDT), que tem arrancado apoios e provocado racha na base dinista. Contudo, o pedetista tem reiterado que Flávio Dino é quem o lidera e já disse publicamente que, se não confirmar o apoio do governador e de seu grupo, vai retirar a pré-candidatura ao governo estadual.

Procuradoria abre investigação para apurar suspeita de crimes eleitorais por Rubens Júnior
Política

Procedimento foi aberto a partir de provocação feita pelo ATUAL7 sobre suposto abuso de poder político e de autoridade em benefício da candidatura de Flávio Dino ao Senado

O MPF (Ministério Público Federal) determinou a instauração de uma notícia de fato para apurar as suspeitas de crimes eleitorais supostamente cometidos pelo secretário de Estado de Articulação Política, o deputado federal licenciado Rubens Pereira Júnior (PCdoB).

O procedimento foi aberto pela Procuradoria Regional Eleitoral no Maranhão, a partir de provocação feita pelo ATUAL7 ao órgão para que se manifestasse sobre fatos noticiados pelo blog do Gilberto Léda.

A publicação mostra vídeo em que Rubens Júnior orienta abertamente os 32 superintendentes regionais da SECAP a monitorarem quais prefeitos maranhenses estão “do lado” do governo Flávio Dino (PSB) e quais não estão; “quem é o deputado estadual” e “quem é o deputado federal” que “está forte” em cada região do Maranhão; e “onde o Bolsonaro tá mais forte e onde o Flávio [Dino] tá mais fraco”.

O encontro institucional em que os supostos crimes eleitorais foram cometidos foi realizado no início de julho no auditório do Edifício João Goulart, em São Luís, utilizado como sede administrativa de diversas secretarias e órgãos do Governo do Maranhão.

Em outro trecho do discurso, evidenciando as orientações eleitorais em um evento oficial do Estado, Rubens Júnior diz que “quanto mais forte estiver o Flávio Dino, maior é a chance de a gente ganhar a eleição no ano que vem, o Flávio ser senador”.

Em tese, houve extrapolação do limite institucional no ato, indicando prática de abuso de poder político e de autoridade pelo titular da SECAP para favorecer Dino. Ambos podem ser alvo de ação de investigação judicial com pedido inelegibilidade, o que pode tirá-los da disputa eleitoral de 2022.

Diante da suspeita de que tenha também havido improbidade administrativa, o Ministério Público do Maranhão foi procurado pelo ATUAL7 no último dia 2, por e-mail –inclusive enviado ao próprio procurador-geral de Justiça Eduardo Nicolau e ao Caop (Centro de Apoio Operacional) de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa. Contudo, até o momento, não houve manifestação a respeito do caso.

No âmbito do MPF do Maranhão, a notícia de fato, que consiste no levantamento preliminar de informações, é instaurada por determinação do procurador-regional eleitoral substituto, Hilton Araújo de Melo, que deve ser o responsável pelo comando do órgão pelo biênio 2021/2023, em substituição ao procurador Juraci Guimarães Júnior, que está de férias e próximo de deixar o cargo.

Em reunião, lideranças aceitam lançar apenas um candidato ao Palácio dos Leões com apoio de Dino
Política

Decidido por Carlos Brandão, governador não quer repetir o mesmo erro cometido nas eleições de 2020 em São Luís, quando seu grupo saiu derrotado na disputa

Lideranças partidárias reunidas com o governador Flávio Dino (PSB) entre o final da tarde e início da noite desta segunda-feira (5) concordaram com todas as diretrizes colocadas pelo chefe do Poder Executivo estadual para a própria sucessão em 2022.

Uma carta pública com o acerto está sendo produzida para ser divulgada, e deve constar a assinatura de todos os presentes.

No documento, os destaques serão para a não repetição do erro cometido nas eleições municipais de 2020 em São Luís, quando o grupo dinista rachou e foi derrotado pela aposta do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), Eduardo Braide (Podemos); o compromisso de continuidade do trabalho iniciado por Dino no Maranhão; e o ponto principal: será lançado apenas um candidato ao Palácio dos Leões pelo grupo e com o apoio de Dino.

Presente na reunião, segundo fontes ouvidas pelo ATUAL7, o senador Weverton Rocha (PDT) chegou a surpreender a todos, quando pediu a palavra e declarou que vai se submeter a todas diretrizes apresentadas pelo governador.

Até o último sábado (3), antes de um encontro reservado com vice-governador Carlos Brandão e Flávio Dino, Weverton encabeçava um levante contra a liderança do governador do Maranhão em seu próprio grupo político. A postura do pedetista, porém, mostrou o ATUAL7 mais cedo, mudou após ser oferecida a ele a vaga de vice na chapa de Brandão para governador e Dino ao Senado.

Embora, em respeito aos demais postulantes presentes, Dino não tenha declarado na reunião sobre a decisão já tomada por Brandão, nem tenha sido perguntado a respeito por nenhum dos participantes, durante toda a reunião com as lideranças partidárias, o governador evidenciou sua escolha.

Dino quer lançar carta pública após reunião com lideranças no Palácio dos Leões
Política

Objetivo é confirmar que grupo está unido para as eleições de 2022

O governador Flávio Dino (PSB) pretende elaborar e divulgar uma carta pública após encontro com lideranças políticas na sala de reuniões do Palácio dos Leões, marcada para acontecer no final da tarde desta segunda-feira (5).

No documento deverá constar a assinatura de todos os presentes no encontro, e tem como objetivo confirmar a união do grupo para as eleições de 2022, desfazendo o até então racha formado na base.

Dino deixa o comando do governo do Maranhão no próximo ano, quando vai de desincompatibilizar do cargo para concorrer ao Senado Federal. Sucessor natural, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), quando assumir a função, vai disputar a reeleição.

Tanto o senador Weverton Rocha (PDT) quanto o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), postulantes à sucessão do neosocialista, já foram advertidos por Flávio Dino que ele quer Brandão como candidato único do grupo.

Quando avisado, Josimar ignorou e tornou público que mantém a candidatura, mesmo que fora do grupo da situação. Já Weverton, a quem foi oferecida a vaga de vice na chapa majoritária de 2022, ficou de pensar no assunto.

Dino conversa com lideranças após advertir Weverton que o candidato é Brandão
Política

Vaga de vice foi oferecida ao pedetista

O governador Flávio Dino (PSB) vai se reunir com lideranças políticas no Palácio dos Leões, nesta segunda-feira (5), para tratar sobre a própria sucessão e, consequentemente, pré-candidatura ao Senado Federal.

O encontro, que chegou a ser adiado por duas vezes, ocorre após Dino ter se reunido fora da agenda com o senador Weverton Rocha (PDT), no sábado (3), quando advertiu o pedetista sobre a decisão em apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) como candidato único de seu grupo político ao governo do Estado.

Segundo fontes ouvidas reservadamente pelo ATUAL7, Dino ressaltou que Brandão vai ser governador do Maranhão a partir de abril de 2022, o que faz dele candidato natural com direito à reeleição.

A Weverton, para reparar o racha na base, foi oferecida a indicação da vaga de vice, que pode ser preenchida até por ele próprio –o que o faria automaticamente governador em 2026, quando Brandão é quem se desincompatibilizaria.

Ainda de acordo com fontes, Weverton prometeu analisar a proposta.

A resposta pode ser dada na reunião de hoje.