Eleições 2022
Tavares diz que Dino brincou sobre pré-candidatura à Presidência
Política

Explicação foi dada em entrevista ao programa Resenha, da TV Difusora. Chefe da Casa Civil garantiu que foco do comunista é apenas governar o Maranhão

O secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, disse que o governador Flávio Dino (PCdoB) estava apenas brincando quando anunciou que disputará a Presidência da República nas eleições de 2022.

“O governador falou isso em tom de brincadeira. O foco é governar novamente o Maranhão, de uma forma ainda melhor do que foi feita no primeiro governo. Falar sobre isso [pré-candidatura à presidência] agora é uma precipitação sem tamanho”, declarou.

A explicação foi dada durante entrevista ao programa Resenha com John Cutrim, da TV Difusora, neste sábado 9.

O lançamento do nome do comunista ao Palácio do Planalto, que segundo Tavares não passou de brincadeira, foi feito pelo próprio Dino, no último dia 22, durante plenária extraordinária do PCdoB do Maranhão.

“Estou me preparando para 2022. Vocês nem notaram, já estou até com cinco quilos a menos. Vamos enfrentar o laranjal e a turma do mal”, afirmou, referindo-se a Jair Bolsonaro (PSL) e à série de denúncias envolvendo o uso de candidaturas laranjas pelo partido do presidente nas eleições de 2018.

Pito em Brandão

Ainda na entrevista, Marcelo Tavares deu um pito no vice-governador Carlos Brandão (PRB), por ele ter afirmado na semana passada estar pronto para assumir o comando do Palácio dos Leões e buscar a reeleição, quando Flávio Dino se desincompatibilizar do governo em 2022, justamente para concorrer à Presidência da República.

“Da mesma forma que não está na nossa agenda diária a candidatura à eleição para a Presidência da República, também é um desserviço falarmos de candidatura ao governo do Estado neste momento”, disse.

Pré-candidatura de Flávio Dino à Presidência é repercutida por filho de Bolsonaro
Política

Carlos Bolsonaro compartilhou tweet do médico Allan Garcês sobre a participação do governador no Carnaval do Maranhão e aspiração pelo Planalto em 2022

O governador Flávio Dino (PCdoB) conseguiu avançar mais uma casa em seu intento de se firmar nacionalmente no jogo político como contraponto ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), com o objetivo de chegar ao Palácio do Planalto, nas eleições de 2022.

Depois de atrair para o debate a deputada federal e líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), na última terça-feira 5, ele obteve a atenção de um dos filhos do presidente da República, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), apontado como ainda responsável pela atualização das redes sociais do pai.

O responsável pela intermediação favorável ao projeto de Dino foi o médico Allan Garcês, ainda que com o objetivo de criticar o governador.

Pelo Twitter, ele postou uma foto em que o comunista aparece brincando no Carnaval ao lado da esposa Daniela Lima e cercado por foliões, segurando uma foice e um martelo, símbolo que representa a classe trabalhadora, e incorporado à bandeira vermelha da União Soviética e do PCdoB. No tweet, Garcês divulgou que Flávio Dino almeja disputar a Presidência da República no próximo pleito - conforme já confirmado pelo próprio.

“Enquanto milhares morrem de fome na Venezuela, apresento ao Brasil este folião segurando a Foice e o Martelo, símbolo do comunismo. Pasmem, mas ele deseja ser Presidente do Brasil em 2022. Este senhor filiado ao PCdoB é governador do Maranhão. O que acham?”, indagou?

Com o objetivo de ridicularizar Flávio Dino, Carlos Bolsonaro respondeu a pergunta de Allan Garcês, retuitando a publicação que informa sobre a ambição de Dino pelo Planalto.

“Tá precisando dar um gás por fora pra representar verdadeiramente o comunismo, por dentro, conhecemos o perfil do partido”, postou o filho do presidente.

Cada vez mais inserido no jogo presidencial de 2022, pelo menos não literalmente, Dino, claro, curtiu o comentário de Carlos Bolsonaro. Parte considerável dos comentários nas duas postagens no Twitter, inclusive, tem sido favorável à entrada do comunista na próxima disputa presidencial.

Dino se lança pré-candidato à Presidência: “Estou me preparando para 2022”
Política

Em referência a crise enfrentada pelo governo de Jair Bolsonaro, comunista disse que pretende enfrentar “o laranjal e a turma do mal”

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), se lançou pré-candidato à Presidência da República, nas eleições de 2022.

A pretensão, de acordo com o blog do John Cutrim, foi anunciada durante a Conferência Estadual Extraordinária do Partido Comunista do Brasil no Maranhão, realizada na noite desta sexta-feira 22, na Assembleia Legislativa.

“Estou me preparando para 2022. Vocês nem notaram, já estou até com cinco quilos a menos. Vamos enfrentar o laranjal e a turma do mal”, afirmou, aproveitando para alfinetar o governo de Jair Bolsonaro (PSL), que enfrenta crise interna desde a revelação de supostas candidaturas laranjas no pleito do ano passado.

“Eu adoro uma eleição, estou doido para disputar mais uma, essa especial. A gente tem que plantar a coisa certa, para colher a coisa certa”, completou Dino.

Ao anúncio, a militância comunista saudou o governador do Maranhão com gritos de “Brasil, pra frente, Dino presidente”.

Weverton supera votação de Dino e pavimenta caminho para os Leões
Política

Pedetista elegeu-se senador com a maior votação da história política maranhense para a Casa. PDT fez a maior bancada da Assembleia Legislativa, com sete deputados

O deputado federal e líder do PDT na Câmara dos Deputados, Weverton Rocha, entrou para a histórica política maranhense como o senador eleito com a maior votação de todos os tempos no estado.

Foram exatos 1.997.443 votos, quantidade maior até mesmo do que a depositada pela população no governador Flávio Dino (PCdoB), reeleito com 1.867.396 votos. Exatos 130.047 votos a mais do que o comunista, alçando o pedetista como a maior força político-eleitoral do Maranhão.

Com a super expressiva votação, Weverton mostra ainda que possui cacife para 2022, quando estará na metade do mandato no Senado e Dino deixará o comando do Palácio dos Leões.

Além disso, o PDT, foi o partido que fez a maior bancada na Assembleia Legislativa, com sete deputados ao total. E sem dever nada a Dino, que mostrou-se praticamente indiferente à campanha de Weverton, e nem ao prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que nem o pai, Edivaldo Holanda (PDT), conseguiu reeleger para o Palácio Manuel Beckman, mas por fruto do agora comprovado tirocínio político de Weverton, que preside o partido no estado, e da forte militância pedetista.

Em termo de votos e de liderança política, portanto, o caminho de Weverton Rocha já está pavimentado para, se até lá não for barrado nalgum dos inquéritos em que é alvo por suposta corrupção, ser o sucessor de Flávio Dino no governo estadual.

 

PCdoB, PP e PDT trabalham para eleger Jerry a prefeito e Weverton para o Senado
Política

Plano de permanência no poder funcionará em especie de escadinha e, se aceito pela população, alcança quase duas décadas

O plano, na cabeça dos chefões do PCdoB, PP e PDT no Maranhão, é simples e não precisa combinar com a população, ainda inebriada com a vitória de Flávio Dino em 2014 pelo fato do comunista ter derrotado a cinquentenária Oligarquia Sarney - com ajuda de sabujos do próprio Clã.

Para manter a hegemonia das legendas, os caciques preparam uma especie de escadinha de cargos eletivos, onde alguns sentariam no poder mesmo sem ter ganhado um único voto, e que terminaria com Flávio Dino (PCdoB) na Presidência da República, Weverton Rocha no Senado Federal, Edivaldo Holanda Júnior do governo do Maranhão e Márcio Jerry na Prefeitura de São Luís.

O plano começa nas eleições de 2016, com o secretário de Articulação Política e Assuntos Federativos encabeçando a chapa de reeleição do prefeito Edivaldo Júnior como vice. Se eleitos, Edivaldo deixa a prefeitura dois anos depois, em 2018, e passa a ser vice de Flávio Dino na disputa do comunista pela reeleição, abrindo a prefeitura para Jerry, autor do plano, assumir mesmo ser ter ganho um único voto.

Eleitos Dino e Edivaldo a governador e vice-governador do Maranhão, mais quatro anos depois, em 2022, o comunista concorrerá à Presidência da República, e a disputa pelo comando do Palácio dos Leões será do pedetista.

A partir daí, se a população continuar inebriada, os partidos aliados em subserviência e os de oposição amedrontados, o plano pode ainda se estender por mais oito anos, com Márcio Jerry como vice de Edivaldo no Executivo e, logo depois, assumindo o controle do Estado como governador de fato e finalmente de direito.

Black bloc no Senado

No plano, a entrada de Weverton Rocha se dá somente em 2018, como um dos candidatos do grupo ao Senado Federal - a outra vaga já está garantida para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho, que sairá do PDT para concorrer por outro partido.

Para garantir a vaga e apoio, Weverton sacrificará dois anos antes, em 2016, a Prefeitura de Imperatriz, negando legenda para a odontóloga Rosângela Curado na época das convenções, para ceder espaço para o delegado Assis Ramos, do PP, em acordo fechado com o vice-presidente da Câmara Waldir Maranhão, que lhe embarcará na empreitada.

À Curado, restará os dois anos restantes de mandato de deputada federal. Waldir, que não disputará o Senado para apoiar Weverton Rocha, continuará na eleição como deputado federal, aguardando a disputa por uma das vagas do Maranhão na Câmara Alta em 2026. Em 2030, Márcio Jerry será o candidato único do novo Clã maranhense ao Senado.