Eleições 2022
Dino anuncia ‘revisão de alianças’ após debandada provocar derrota em São Luís
Política

Devem perder espaços no governo o PDT, DEM e PTB. Othelino Neto e Edivaldo Holanda Júnior também podem ser, pessoalmente, afetados

O governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou, na manhã desta segunda-feira 30, no Twitter, uma “revisão de alianças estaduais” com vistas às eleições gerais de 2022, quando estará em disputa a própria sucessão no Palácio dos Leões.

Qualificando o processo como “normal e democrático”, o comunista explicou que a análise sobre quem é ou não seu aliado —e, consequentemente, quem deve continuar ou perder espaços no governo— ocorre em razão da debandada em prol de Eduardo Braide (Podemos), eleito prefeito de São Luís neste domingo 29, sob um consórcio que já agregava o senador Roberto Rocha (PSDB) e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), adversários de Dino.

“Formamos uma grande aliança estadual em 2018, quando da minha reeleição. Em 2020, me empenhei ao máximo para manter tal campo unido, tanto quanto possível. Agora entramos em um processo de revisão, visando à eleição de 2022. Processo que qualifico como normal e democrático”, iniciou o governador, numa série de tuítes.

“Nossa aliança estadual está tensionada por conta da disputa pela vaga de governador, já que não posso ser reeleito. Algumas eleições municipais se decidiram por essa tensão interna, inclusive a de São Luís, onde houve divisão no 2º turno entre os aliados do governo”, continuou.

“Esse processo de revisão das alianças estaduais exige diálogo, serenidade e prudência. Espero que os partidos políticos se dediquem a isso. Minha dedicação às tarefas administrativas continua integral, com a seriedade que a difícil situação do país exige”, concluiu Flávio Dino.

Com a revisão, além do PCdoB, devem ganhar mais espaço no governo estadual parte do PT, PSB de Bira do Pindaré, PP de André Fufuca, Cidadania de Eliziane Gama, Republicanos de Carlos Brandão e, principalmente, o PL de Josimar Maranhãozinho, que acompanharam Dino no apoio a Duarte Júnior (Republicanos). Essa reorganização será possível com a retirada de indicados ao governo estadual pelo PDT de Weverton Rocha, DEM de Juscelino Filho e o PTB de Pedro Lucas.

Pessoalmente, pela alegada neutralidade no pleito municipal, podem ser afetados na reacomodação do Palácio dos Leões o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), e, principalmente, o ainda prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

Lewandowski determina verba proporcional a candidatos negros nas eleições 2020
Política

TSE havia fixado a regra a partir das eleições de 2022, mas ministro do STF antecipou para o pleito municipal deste ano

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), deferiu medida cautelar que antecipa para o pleito municipal de 2020 a determinação para que os partidos destinem verba do fundo eleitoral de maneira proporcional à quantidade de candidatos negros e brancos.

A decisão, que ainda será submetida a referendo do Plenário, foi proferida em pedido ajuizado pelo PSOL, e muda norma fixada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em agosto, com base no entendimento de que a Constituição Federal impede mudanças na regra eleitoral a menos de um ano das eleições, de que a regra deveria ser aplicada somente a partir das eleições de 2022.

“A obrigação dos partidos políticos de tratar igualmente, ou melhor, equitativamente os candidatos decorre da incontornável obrigação que têm de resguardar o regime democrático e os direitos fundamentais e do inarredável dever de dar concreção aos objetivos fundamentais da República, dentre os quais se destaca o de ‘promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade’”, observou o ministro, citando o texto da Constituição, para ponderar que o TSE não mudou norma, apenas fixou um entendimento à luz da determinação constitucional de respeito aos direitos fundamentais.

Lewandowski frisou que, como os prazos eleitorais deste ano foram adiados por conta da pandemia do novo coronavírus, não haveria prejuízo algum aos partidos em aplicar a regra nestas eleições municipais.

“Segundo o calendário eleitoral, ainda se está no período das convenções partidárias, qual seja, de 31/8 a 16/9, em que as legendas escolhem os candidatos, cujo registro deve ser feito até o dia 26/9. Tal cronograma evidencia que a implementação dos incentivos propostos pelo TSE, desde já, não causará nenhum prejuízo às agremiações políticas, sobretudo porque a propaganda eleitoral ainda não começou, iniciando-se apenas em 27/9”, anotou.

TSE rejeita cota, mas garante verba e propaganda a candidatos negros
Política

A obrigação passará a valer a partir da eleição de 2022

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) definiu, nessa terça-feira 25, que candidatos negros terão direito a distribuição de verbas públicas para financiamento de campanha e tempo de propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio, a que o partido tem direito, em patamares mínimos e proporcionais.

A regra, no entanto, não vale para as eleições municipais deste ano. Por decisão da maioria dos ministros, a inovação só será obrigatória para as eleições gerais de 2022, respeitando a regra da Constituição que exige ao menos um ano de antecedência para alterações no processo eleitoral.

A definição ocorreu em resposta à consulta apresentada pela deputada Benedita da Silva (PT-RJ) e pelo instituto Educafro.

O TSE, porém, respondeu negativamente ao quesito de cotas, descartando a imposição de reserva de vagas nos partidos políticos para candidatos negros, nos mesmos termos do que ocorreu com as mulheres, que têm direito a 30%, por lei. No caso, os ministros decidiram não alterar essa regra, mas apenas a divisão dos recursos pelo critério racial.

Por 2022, Brandão abre diálogo com adversários de Duarte em 2020
Política

Questionado, vice-governador silenciou sobre possibilidade de negar legenda ao deputado do Republicanos em troca de apoio dos demais parlamentares em 2022

Possível pré-candidato ao Palácio dos Leões, na condição de sucessor natural do governador Flávio Dino (PCdoB), o vice-governador Carlos Brandão deu mostras de que pode repensar o apadrinhamento à pré-candidatura do deputado estadual Duarte Júnior a prefeito de São Luís pelo Republicanos.

Em meio à crise enfrentada pelo afilhado-correligionário, suspeito de comandar supostas milícia virtual e rede de perfis fakes nas redes sociais, Brandão abriu diálogos com pelo menos dois adversários de Duarte Júnior na disputa eleitoral deste ano: os também deputados estaduais e pré-candidatos a prefeito da capital, Wellington do Curso (PSDB) e Adriano Sarney (PV).

No encontro, embora genericamente e sem fechamento de acordos, segundo confirmou o próprio Brandão ao ATUAL7, foi tratado sobre o futuro político do Maranhão, incluindo o fato de que cenários referentes às eleições de 2022 passam pelas articulações de 2020.

Também participaram o deputado estadual César Pires (PV) e o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares.

Questionado pelo ATUAL7 se, em troca de eventual apoio dos parlamentares em 2022, poderia negar legenda a Duarte Júnior na corrida pelo Palácio de La Ravardière deste ano, Carlos Brandão silenciou.

Na semana passada, ataques de Duarte Júnior ao seu próprio grupo político, com o objetivo de se fazer parecer político anti-sistema, passaram a ameaçar as pretensões eleitorais de Brandão. Um petardo disparado possivelmente contra o secretário Rubens Pereira Júnior (Cidades e Desenvolvimento Urbano), que é pré-candidato a prefeito de São Luís pela PCdoB, chegou a provocar a reação negativa de diversos deputados governistas na Assembleia Legislativa.

Ataque de Duarte a Rubens Júnior ameaça apoio do PCdoB a Brandão em 2022
Política

Pré-candidato do Republicanos passou a mirar em comunista para fazer parecer que é anti-sistema. Traição conta com silêncio do vice-governador

A série de ataques do deputado estadual e pré-candidato a prefeito Duarte Júnior (Republicanos) ao seu próprio grupo político, com o objetivo de se fazer parecer anti-sistema e surfar na onda do oposicionista e líder absoluto nas pesquisas Eduardo Braide (Podemos), passou a ameaçar as articulações eleitorais entre o PCdoB e o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), sucessor natural de Flávio Dino em 2022.

Na última segunda-feira 9, pressionado em entrevista à TV Difusora pelo vazamento de mensagens de grupos de Telegram atribuídas a ele —com conteúdos que apontam para liderança sobre supostas milícia virtual e rede de fakes, homofobia, gordofobia, assédio moral e censura à imprensa—, Duarte Júnior perdeu o controle e alfinetou o deputado federal licenciado e secretário estadual Rubens Pereira Júnior (Cidades e Desenvolvimento Urbano), pré-candidato do PCdoB ao comando da capital. Dias antes, também em possível referência a Rubens Júnior, e embora filho político adotivo do governador Flávio Dino (PCdoB), já havia criticado o filhotismo político.

“Eu sou ficha limpa. Eu não sou candidato porque meu pai é ficha suja e eu sou plano B”, disse o pré-candidato do Republicanos.

Embora não seja ficha suja, de fato, Rubens Júnior entrou na política em 2006 após o seu pai, o ex-deputado estadual Rubens Pereira, o Rubão, tornar-se inelegível por condenação no TCU (Tribunal de Contas da União).

Ao atacar o comunista, porém, além trair seu antigo partido, Duarte Júnior começa a criar obstáculos para Brandão nas negociações eleitorais com o PCdoB, o que favorece o senador Weverton Rocha (PDT), também aliado de Dino e principal adversário do vice-governador na sucessão do Palácio dos Leões.

A avaliação é de integrantes do próprio PCdoB, ouvidos pelo ATUAL7 sob condição de anonimato.

Segundo eles, como não freia o destempero e ataques de Duarte Júnior, principalmente os agora concentrados em Rubens Júnior, há um clima de incerteza no partido em relação a Carlos Brandão.

A ameaça a Brandão como resposta ao estilo desagregador de seu correligionário chegou também à Assembleia Legislativa. Na última quarta-feira 11, a maioria esmagadora da Casa mostrou-se avessa a Duarte Júnior, em apartes em massa a um discurso do deputado Wellington do Curso (PSDB), que faz oposição ao governo de Dino.

Indignados com a traição de Duarte Júnior a Rubens Júnior, todos os parlamentares governistas presentes na sessão legislativa —Hélio Soares (PL), Rigo Teles (PV), Yglésio Moyses (Pros), Cleide Coutinho (PDT), Roberto Costa (MDB), Antônio Pereira (DEM), Helena Duailibe (SD) e Rildo Amaral (SD)— criticaram o pré-candidato a prefeito pelo Republicanos.

“Rubens enfrentou Temer, defendeu o povo do Maranhão. Lamento que Duarte Júnior, que sempre pode contar com os aconselhamentos de Rubens Pereira, tenha atacado de maneira vil e por conta de uma eleição, uma pessoa a quem ele sempre pediu apoio. Para mim, trata-se de comportamento de gente sem caráter e covarde mesmo”, declarou Yglésio, também pré-candidato a prefeito de São Luís.

Fiel a Flávio Dino, apesar da avalanche criada por seu afilhado, até o momento, Carlos Brandão parece pouco se importar com os ataques de Duarte Júnior ao seu próprio grupo político. Silêncio que, se perdurar, pode passar a ser entendido como aval.

Aposta de Dino e Brandão para São Luís, Duarte Júnior filia-se ao Republicanos
Política

Vitória do deputado para Prefeitura de São Luís dificultaria candidatura de Weverton Rocha ao Palácio dos Leões em 2022

O deputado estadual Duarte Júnior teve abonada, na noite desta terça-feira 11, sua filiação ao Republicanos (antigo PRB). O objetivo é disputar a Prefeitura de São Luís em 2020 como candidato do coração do governador Flávio Dino (PCdoB) e oficial do vice-governador Carlos Brandão, principal estrela na legenda no estado.

Até a semana passada, ele ainda aguardava entrar na corrida pelo PCdoB, que o colocou na Assembleia Legislativa do Maranhão nas eleições de 2018. Compromisso antigo entre o ex-deputado estadual Rubão e o deputado federal Márcio Jerry, ex-ISO do gabinete do hoje secretário Rubens Pereira Júnior (Cidades e Desenvolvimento Urbano), no entanto, atrapalharam os planos.

Com Duarte, Dino e Brandão pretendem tomar a prefeitura da capital das mãos do senador Weverton Rocha (PDT), que sem nome com musculatura mínima no próprio partido, tem apoiado a pré-candidatura deputado Neto Evangelista (DEM).

Agora empresário do ramo da Comunicação, aliançado com diversos prefeitos e ex-prefeitos maranhenses e padrinho do presidente da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), Rocha é hoje forte pré-candidato ao Palácio dos Leões em 2022, e tem como adversário o vice-governador Carlos Brandão, sucessor natural de Dino.

Contudo, sem o controle do Palácio de La Ravardière, entendem Flávio Dino e Brandão, o pedetista perderia força e dificilmente se aventuraria no pleito.

Sem Lula e Moro, Flávio Dino aparece empatado em 2º com Huck na disputa para 2022, diz Atlas Político
Política

Governador do Maranhão vem se tornando o principal adversário do presidente da República

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que vem se tornado o principal adversário do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na política nacional, aparece bem colocado na disputa presidencial de 2022, no cenário sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), segundo levantamento da consultoria Atlas Político, divulgado pelo El País nesta quarta-feira 12.

De acordo com a sondagem, neste cenário, Bolsonaro lidera com 41% das intenções de voto. Em seguida brigam pelo segundo lugar o apresentador Luciano Huck (sem partido) e Dino, tecnicamente empatados, com 14% e 13%, respectivamente.

Com larga distância entre eles, está o governador de São Paulo, João Dória, com 2,5%. Eleitores indecisos ou que declararam voto branco ou nulo chega a 27%.

A pesquisa foi realizada na internet via convites randomizados com 2 mil pessoas, entre os dias 7 e 9 de fevereiro, em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Dino defende Brandão e lamenta falta de consenso para sucessão em 2022
Política

Em entrevista, governador destacou que vice é seu sucessor natural ao Palácio dos Leões

O governador Flávio Dino (PCdoB) defendeu o direito de seu vice, Carlos Brandão (PRB), ser seu sucessor no Palácio dos Leões, nas eleições de 2022. Ao mesmo tempo, lamentou a falta de consenso em seu grupo para o pleito.

Segundo o comunista, Brandão é “pré-candidato natural em 2022”, e “infelizmente”, “há outras alternativas”.

As declarações foram dadas em entrevista ao Jornal Pequeno, divulgada nesta terça 7, ao ser questionado sobre os nomes já cogitados para a disputa.

“Há um debate, que vai acontecer na hora própria, no que diz respeito à futura eleição majoritária. O que estou dizendo é que, é claro, Brandão é uma espécie de pré-candidato natural, até porque existe o cenário de eu sair do governo e ele, naturalmente, assumir”, declarou.

Até o momento, além de Carlos Brandão, do grupo dinista, também pleita o comando do Executivo o senador Weverton Rocha (PDT).

Sobre essa questão, sem citar nomes e tentando amenizar a situação, Dino mostrou incômodo com a possibilidade de disputa no próprio grupo, mesmo diante da defesa em prol de Brandão.

“Agora há também, infelizmente, outras alternativas. A gente não pode fechar esse debate agora”, disse.

Em possível lembrança a crise criada pelo ex-governador José Reinaldo Tavares (PSDB) em 2018, que aceitou o afastamento do afilhado político após diversos atos públicos de menosprezo, Flávio Dino criticou a antecipação do debate sobre 2022.

“Se a gente precipita, a gente acaba jogando fora um processo rico de diálogo, de entendimento, e acaba se enfraquecendo. Por isso que as coisas tem que ter um tempo. É igual fruta no pé. Eu digo muito aqui para minha equipe. Fruta no pé se a gente colhe muito cedo, ela está verde. Se a gente deixa ela muito tempo no pé, vem um passarinho bica, a fruta pode apodrecer. Processo político é assim também: a gente precisa saber a hora da colheita. E não é agora o tempo. Os frutos ainda estão muito verdes: os frutos de 2022. Agora vamos amadurecer são os frutos de 2020. Esta é a agonia da hora”, completou.

Braide começa a usar eleição de 2020 como palanque para Palácio dos Leões em 2022
Política

Pré-candidato a prefeito de São Luís, deputado tem centrado críticas em Flávio Dino, e não apenas em Edivaldo Holanda Júnior. Ele foi o mais votado em São Luís para a Câmara em 2018

Mais do que uma possível derrota do PDT em São Luís, a eleição para a prefeitura da capital em 2020 poderá ser também o fim antecipado da hegemonia do PCdoB e do grupo liderado pelo governador Flávio Dino no Maranhão.

Pelas movimentações e discursos mais recentes, se não houver erros de marketing ou problemas com a Justiça, essa eventual derrocada caminha para ser determinada por Eduardo Braide, deputado federal mais votado em São Luís em 2018 e pré-candidato a prefeito da cidade pelo Podemos, partido ao qual ele passa a integrar a partir desta sexta-feira 29.

Em publicações nas redes sociais e em entrevistas à imprensa, o parlamentar começou a demonstrar que vai usar a eleição do próximo ano como palanque para o Palácio dos Leões em 2022. Nas últimas semanas, por exemplo, em vez de críticas apenas a gestão Edivaldo Holanda Júnior, passou também a mirar, principalmente, Flávio Dino, e o que chamou de “projeto de poder” do PCdoB e do PDT.

“O que existe é um projeto de poder. E o que a gente percebe é que tem um projeto de permanecer nesse poder, porque se tivesse um projeto de governo realmente os índices divulgados seriam positivos. Essa é uma parceria de televisão, só existe nas propaganda”, apontou mais cedo ao programa Nova Manhã, da Rádio Nova FM.

A estratégia parece ser a mesma adotada pelo próprio Dino, que primeiro concorreu para a prefeitura de São Luís como vitrine eleitoral para logo depois disputar e vencer para governador.

Contudo, diferentemente do comunista, diante do vácuo na sucessão de 2022 criado pela briga de bastidor entre o vice-governador Carlos Brandão (PRB) e o senador Weverton Rocha (PDT), somada à pré-candidatura precoce de Flávio Dino à Presidência da República, Eduardo Braide tem hoje maior chance de vitória já na primeira disputa pelo Palácio dos Leões, ganhando ou perdendo o pleito de 2020.

Em caso de vitória de Braide nas urnas ano que vem, quem indicar o nome para vice-prefeito —daí o porquê da vaga estar em negociação com o PSDB e o PL, de Roberto Rocha e Josimar Maranhãozinho, respectivamente—, poderá já contar com a única vaga ao Senado que o Maranhão terá direito em 2022.

Com Lula solto, sonho de Dino disputar Presidência é reduzido a zero
Política

Comunista vinha se firmando como principal opositor de Jair Bolsonaro, mas terá agora de concorrer ao Senado em 2022 se ainda quiser se manter na vida pública

Com a soltura do ex-presidente Lula (PT), o governador Flávio Dino (PCdoB) passa a ter reduzida a zero a possibilidade de realizar o sonho de disputar a Presidência da República em 2022 como candidato dos partidos de esquerda ou até mesmo da centro-esquerda.

Enquanto o líder petista permanecia preso pela Lava Jato na Superintendência da Polícia Federal no Paraná, em Curitiba, Dino vinha se articulando e se firmando como o principal opositor do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O próprio Lula, inclusive, então na cadeia, chegou a citar o comunista como um dos possíveis presidenciáveis no próximo pleito.

Agora livre após a Justiça Federal emitir alvará de soltura em razão da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de eliminar a possibilidade de prisão antes do esgotamento de todos os recursos, o ex-presidente prepara a retomada imediata da agenda partidária em que ele próprio possa ser o nome da frente ampla.

Para isso, como foi condenado por três instâncias no caso do tríplex de Guarujá (SP) —a Justiça Federal, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça), o que o enquadra na Lei da Ficha Limpa, podendo disputar eleição somente em 2035—, conta com sequência de eventos que terão de ocorrer, incluindo a possível anulação de sentenças e a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, cenário que se tornou favorável após a divulgação de mensagens de Telegram trocadas entre procuradores da Lava Jato e Moro.

Ainda que a situação atual de Lula com a Justiça se mantenha, e o petista permaneça inelegível, o ex-presidente tem o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, além de outras lideranças do PT, e não Flávio Dino, como opções principais de indicação para a disputa do Palácio do Planalto contra Bolsonaro.

Haddad, inclusive, deve acompanhar Lula nas caravanas que o ex-presidente fará pelo Nordeste, região em que o PT tem mais força. Dino, porém, salvo em caso de renúncia do cargo para ter mais liberdade para participar ativamente das incursões, deve ter até o espaço midiático diminuído.

Diante dessa realidade, e conhecedor de que perderá o protagonismo nacional que vinha conquistando, o governador Flávio Dino terá de repensar a candidatura ao Senado Federal em 2022, caso ainda queira se manter na vida pública.

Neste caso, como haverá a abertura de apenas uma vaga o Maranhão no pleito, Dino poderá ter como principais opositores o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), se este buscar a reeleição, e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), que vem trabalhando na distribuição de emendas e na eleição de correligionários para prefeituras maranhenses agora em 2020.

O presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), atualmente postulante ao Senado, para não se chocar com Flávio Dino, teria então de tentar a reeleição para a Casa ou disputar o Palácio dos Leões. A mesma opção também pode ser adotada por Rocha e Maranhãozinho, acabando de vez com a polarização que já vinha sendo desenhada entre o vice-governador Carlos Brandão (PRB), sucessor natural de Dino, e o senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Flávio Dino conta com Duarte Júnior para forçar 2º turno em São Luís
Política

Governador avalia que, sem o deputado na disputa, chances de Eduardo Braide vencer no 1º turno são maiores. Apoio ao ex-presidente do Procon também mina planos de Weverton Rocha para 2022

O deputado estadual Duarte Júnior tem a certeza de apoio do governador Flávio Dino para disputar as eleições de 2020 em São Luís, em sucessão a Edivaldo Holanda Júnior (PDT). É o próprio governador, inclusive, quem tem dado abertura no bastidor para a saída do parlamentar do PCdoB, e entrada no PRB do vice-governador Carlos Brandão.

Segundo apurou o ATUAL7, Dino tem dito a aliados mais próximos que, apesar da principal aposta para o pleito ainda estar sendo depositada em Rubens Pereira Júnior (PCdoB), ele conta com o ex-presidente do Procon para forçar um segundo turno contra o deputado federal Eduardo Braide (PMN), que vem aparecendo como favorito na corrida.

Para o governador do Maranhão, como, segundo pesquisas eleitorais já realizadas, a população ludovicense quer um gestor para a administração da capital, Duarte já possui comprovadas ações a mostrar, além de qualidade no discurso e prontidão para o contraponto contra o opositor, o que mudaria o clima da eleição e diminuiria as chaves de eventual vitória de Braide no primeiro turno.

O apoio a Duarte Júnior, ainda de acordo com interlocutores do governador, mina também os planos do senador Weverton Rocha (PDT) para a sucessão do próprio Flávio Dino no Palácio dos Leões. Em vez de Weverton, o comunista prefere deixar Brandão no poder do Estado.

Na visão de Dino, conforme mostrou ontem o ATUAL7, numa eventual derrota de Weverton na capital do Maranhão nas eleições do próximo ano, o pedetista ficaria fragilizado e, com isso, impossibilitado de seguir com seu projeto de poder para 2022.

Eventual derrota em São Luís pode minar planos de Weverton para 2022
Política

Senador tem prefeitura da capital como principal força política para a disputa pela sucessão de Flávio Dino

O resultado das urnas em São Luís na eleição de outubro do ano que vem determinará se o senador Weverton Rocha (PDT) entrará ou não na disputa pela sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB) em 2022.

Se fizer o sucessor de Edivaldo Holanda Júnior —ainda que não necessariamente do PDT— na prefeitura, principal força política que o mantém como postulante ao Palácio dos Leões, terá musculatura para se impor como forte candidato ao pleito. Todavia, se perder o comando da capital, para não colher do mesmo caminho plantado pelo senador Roberto Rocha (PSDB), tratado como traidor por seu antigo grupo, Weverton terá, então, de se recolher à própria insignificância e apoiar o nome indicado pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

No caso, segundo apontam todas as movimentações públicas e de bastidor, antecipadamente, Dino já escolheu para sucedê-lo no controle do Estado o vice-governador Carlos Brandão (PRB).

Sob a benção de Dino, inclusive, que em reservado tem articulado contra as pretensões de poder de Weverton Rocha, Brandão opera para minar os planos do pedetista, por meio da candidatura do deputado estadual Duarte Júnior a prefeito por seu partido.

Além disso, embora, atualmente, Weverton reúna em torno de si diversos prefeitos, deputados federais e estaduais, vereadores e lideranças em todos os 217 municípios do Maranhão, Brandão é genuinamente municipalista. Ideologia política que, em 2022, quando assumir o comando do Palácio dos Leões para a saída de Flávio Dino para a disputa pela presidência da República, fortalecerá ainda mais seu papel de político agregador.

Dino completa um ano de reeleito, mas agora sob discurso pró-Sarney
Política

Em busca de apoio para disputa presidencial de 2022, governador do Maranhão passou a defender ex-desafeto publicamente e parou de chamá-lo de coronel e oligarca

Há exatamente um ano, em 7 de outubro de 2018, o governador Flávio Dino (PCdoB) era reeleito pela população para mais quatro anos de comando do Palácio dos Leões. Na ocasião, ele derrotou ninguém menos que Roseana Sarney (MDB), que entrou no pleito como sua principal adversária, em razão do pesado sobrenome.

Passados 12 meses, porém, a mudança chegou e Dino não mantém mais o mesmo discurso. Pelo contrário, em todas as suas aparições nacionais como opositor do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o comunista passou a defender o líder do clã, o ex-presidente da República José Sarney (MDB).

Agora, em vez de coronel, ditador ou oligarca, o novo Flávio Dino passou a classificar Sarney como “liderança política importante”, com “larga experiência” e até mesmo como alguém que pode “proteger a Constituição e a democracia”.

A mudança tem razão oportunista: como mostrou o ATUAL7, postulante ao Palácio do Planalto contra Bolsonaro em 2022, Dino busca a benção do ex-desafeto para conseguir se consagrar como candidato de eventual frente centro-esquerda no próximo pleito presidencial.

Apesar do silêncio abrupto em relação ao meio século de domínio dos Sarney no estado —e da visível contrapartida do Sistema Mirante que, em resposta à nova aliança comercial alterou a linha editorial em relação ao governo estadual, diminuindo as reportagens de conteúdo negativo à gestão comunista—, segundo garante Flávio Dino em discurso desconexo, a aliança com o ex-presidente se dá apenas no plano nacional. No Maranhão, jura, ele permanece adversário de Sarney.

Flávio Dino quer apoio de Sarney para disputar Presidência contra Bolsonaro
Política

Em entrevista à revista IstoÉ, governador do Maranhão voltou a defender importância política do ex-adversário

Eleito e reeleito governador do Maranhão sob discurso da mudança e da libertação, o ex-juiz federal Flávio Dino (PCdoB) busca agora apoio do ex-presidente e ex-senador da República José Sarney (MDB-MA) – até outro dia apontado por ele como responsável por meio século de atraso do estado – para conseguir disputar a Presidência da República em 2022 contra Jair Bolsonaro (PSL).

Em entrevista publicada na edição mais recente da revista IstoÉ, o comunista voltou a tecer elogios a Sarney, novamente o defendeu como “uma liderança política importante”, não escondeu que partiu dele a aproximação com o emedebista e reafirmou que pretende manter novos diálogos com o ex-adversário – apenas no campo nacional, se desdobra para explicar.

“O ex-presidente José Sarney é nosso adversário regional, mas também uma liderança política importante no Brasil. Na medida em que prego a busca de ampla interlocução, inclusive, em direção ao centro político, ao pensamento liberal no Brasil, é claro que, por dever de coerência, eu teria de dar uma demonstração prática de que não é em razão de contradições efetivamente existentes que você deve sacrificar o principal. Sem que haja qualquer tipo de acordo regional, porque não houve, de fato, nem da parte dele, nem da minha parte, mantivemos e manteremos um bom diálogo a respeito dos temas nacionais. Esse é o caminho certo”, disse.

Apesar de ainda não ter o nome incluído em pesquisas de intenção de votos sobre o próximo pleito ao Palácio do Planalto, Dino tem se movimentado nos bastidores e publicamente para ser escolhido como o candidato da esquerda, com o apoio do ex-presidente Lula (PT), e do centro.

Em julho, em entrevista à agência Pública – em que atacou Bolsonaro, Sergio Moro e a Lava Jato –, o comunista já havia sustentado que não teria agindo com incoerência ao procurar Sarney, na residência do ex-presidente, em Brasília (DF), para tratar sobre política.

“O que me motivou e com certeza motivou a ele, e isso ficou claro na conversa, foi essa leitura do quadro nacional. E ao mesmo tempo, da minha parte, um reconhecimento de que as disputas políticas no Maranhão não acontecerão mais do mesmo modo”, destacou, enigmático.

Sobre a aliança esdrúxula, até o momento, entre os políticos maranhenses apenas o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) tem feito críticas e manifestado repúdio a dualidade de Flávio Dino.

“O que mudou? O que mudou para o governador Flávio Dino? Se antes José Sarney era o atraso, ele vai em busca do atraso? Tem algo errado, tem algum golpe se aproximando. Ele fala tanto de golpe, tem algum golpe se aproximando”, alertou o tucano.

Lula defende frente ampla e cita Dino entre presidenciáveis da esquerda para 2022
Política

Em abril, ex-presidente já havia apontado o comunista como “figura importante no Brasil”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, em mais uma entrevista concedida da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, a construção de uma frente ampla liderada pelos partidos de esquerda para disputar as eleições presidenciais de 2022 contra o atual mandatário da República, Jair Bolsonaro (PSL).

Na entrevista, concedida ao jornalista Bob Fernandes, exibida na noite desta sexta-feira 16, no canal dele no Youtube e na TVE Bahia, o petista citou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), como uma das lideranças do campo progressista credenciadas para disputar a sucessão presidencial. “Tem o nosso companheiro Flávio Dino”, afirmou.

O ex-presidente disse também que o PT têm bons quadros para a disputa, citando como exemplo o candidato derrotado ao Planalto em 2018, Fernando Haddad; a deputada federal Gleisi Hoffmann, o ex-ministro da Justiça Tarso Genro; e os governadores Camilo Santana (CE), Rui Costa (BA) e Wellington Dias (PI). Ele citou ainda Ciro Gomes (PDT), embora com duras críticas à postura do pedetista.

É a segunda vez que Lula faz referência a Flávio Dino em relação a próxima disputa presidencial.

No mês de abril, em entrevista da carceragem da PF aos jornais Folha de S.Paulo e El País, ao ser perguntado sobre os nomes mais importantes para liderar o campo progressista no país, o ex-presidente citou o governador do Maranhão. “Você tem o Flávio Dino que é uma figura importante no Brasil”.

Grupo Gonçalo anuncia desfiliação em massa do Avante
Política

Prefeitos, deputados e lideranças políticas ainda não decidiram para qual legenda devem ir

Comandado pelo prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, o grupo Gonçalo anunciou, nesta terça-feira 13, a desfiação em massa do Avante.

Apesar de já haver abertura de diálogo com outras legendas, ainda não está definido o novo rumo partidário do grupo.

Segundo o comunicado, o grupo trabalha, inicialmente, na definição de uma estratégia política visando as eleições de 2020 e 2022.

Além do gestor de Santa Rita, o grupo conta ainda com outros nomes de peso, como as prefeitas Fernanda Gonçalo (Bacabeira) e Iriane Gonçalo (Pastos Bons); o deputado estadual Ariston; e o suplente de deputado federal Elizabeth Gonçalo; e diversas lideranças políticas em todas as regiões do estado.

Brandão compartilha link que critica ausência de Dino do Maranhão
Política

Postagem destaca que, em vez de se ausentar, comunista deveria logo se licenciar ou renunciar ao mandato para se dedicar ao embate com Bolsonaro pela Presidência em 2022

O vice-governador Carlos Brandão (PRB) compartilhou no WhatsApp um link de uma publicação que critica a ausência do governador Flávio Dino (PCdoB) do Maranhão.

O compartilhamento ocorreu no final da tarde deste domingo 11, num grupo chamado Blog do Pedro Jorge.

Publicada pelo jornalista Marco Aurélio D'Eça, a postagem é uma análise sobre textos de outros dois jornalistas, Jorge Aragão e Gilberto Léda, a respeito da ausência cada vez mais constante de Dino do governo, deixando a gestão estadual sob responsabilidade de Brandão, na tentativa se viabilizar nacionalmente para o embate com Jair Bolsonaro pela Presidência da República, em 2022.

Num dos trechos, D'Eça diz que, em vez de continuar se ausentando do governo, Flávio Dino deveria se licenciar ou mesmo renunciar ao mandato, “entregando a Brandão o comando do estado”.

Apesar da torcida do vice-governador para que a eventual licença ou renuncia ocorra logo, pela legislação eleitoral, para se candidatar ao Palácio do Planalto, Dino tem até abril do ano do pleito para se desincompatibilizar do cargo.

Será quando Brandão, já em pré-campanha aberta pelo Palácio dos Leões, assumirá em definitivo o governo para disputar a reeleição sentado nos cofres.