Rubens Pereira Júnior
Rubens Júnior fecha com Cidadania e amplia bloco de apoio à Prefeitura de São Luís
Política

PP e DC também estão com o pré-candidato a prefeito do PCdoB

O secretário estadual Rubens Pereira Júnior (Cidades e Desenvolvimento Urbano), pré-candidato a prefeito de São Luís do PCdoB, selou aliança com o Cidadania, da senadora Eliziane Gama, e ampliou seu bloco de apoio na disputa pela Prefeitura de São Luís em 2020. O anúncio deve ser feito após a Semana Santa.

O acordo contou com a articulação do marido de Eliziane, o empresário Inácio Melo, que conseguiu vencer a ala do partido que buscava apoio ao pré-candidato do Solidariedade, o juiz federal aposentado Carlos Madeira.

Também já fecharam apoio a Rubens Júnior na corrida pela prefeitura da capital maranhense o PP, do deputado federal André Fufuca, e o DC (antigo PSDC)).

Ataque de Duarte a Rubens Júnior ameaça apoio do PCdoB a Brandão em 2022
Política

Pré-candidato do Republicanos passou a mirar em comunista para fazer parecer que é anti-sistema. Traição conta com silêncio do vice-governador

A série de ataques do deputado estadual e pré-candidato a prefeito Duarte Júnior (Republicanos) ao seu próprio grupo político, com o objetivo de se fazer parecer anti-sistema e surfar na onda do oposicionista e líder absoluto nas pesquisas Eduardo Braide (Podemos), passou a ameaçar as articulações eleitorais entre o PCdoB e o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), sucessor natural de Flávio Dino em 2022.

Na última segunda-feira 9, pressionado em entrevista à TV Difusora pelo vazamento de mensagens de grupos de Telegram atribuídas a ele —com conteúdos que apontam para liderança sobre supostas milícia virtual e rede de fakes, homofobia, gordofobia, assédio moral e censura à imprensa—, Duarte Júnior perdeu o controle e alfinetou o deputado federal licenciado e secretário estadual Rubens Pereira Júnior (Cidades e Desenvolvimento Urbano), pré-candidato do PCdoB ao comando da capital. Dias antes, também em possível referência a Rubens Júnior, e embora filho político adotivo do governador Flávio Dino (PCdoB), já havia criticado o filhotismo político.

“Eu sou ficha limpa. Eu não sou candidato porque meu pai é ficha suja e eu sou plano B”, disse o pré-candidato do Republicanos.

Embora não seja ficha suja, de fato, Rubens Júnior entrou na política em 2006 após o seu pai, o ex-deputado estadual Rubens Pereira, o Rubão, tornar-se inelegível por condenação no TCU (Tribunal de Contas da União).

Ao atacar o comunista, porém, além trair seu antigo partido, Duarte Júnior começa a criar obstáculos para Brandão nas negociações eleitorais com o PCdoB, o que favorece o senador Weverton Rocha (PDT), também aliado de Dino e principal adversário do vice-governador na sucessão do Palácio dos Leões.

A avaliação é de integrantes do próprio PCdoB, ouvidos pelo ATUAL7 sob condição de anonimato.

Segundo eles, como não freia o destempero e ataques de Duarte Júnior, principalmente os agora concentrados em Rubens Júnior, há um clima de incerteza no partido em relação a Carlos Brandão.

A ameaça a Brandão como resposta ao estilo desagregador de seu correligionário chegou também à Assembleia Legislativa. Na última quarta-feira 11, a maioria esmagadora da Casa mostrou-se avessa a Duarte Júnior, em apartes em massa a um discurso do deputado Wellington do Curso (PSDB), que faz oposição ao governo de Dino.

Indignados com a traição de Duarte Júnior a Rubens Júnior, todos os parlamentares governistas presentes na sessão legislativa —Hélio Soares (PL), Rigo Teles (PV), Yglésio Moyses (Pros), Cleide Coutinho (PDT), Roberto Costa (MDB), Antônio Pereira (DEM), Helena Duailibe (SD) e Rildo Amaral (SD)— criticaram o pré-candidato a prefeito pelo Republicanos.

“Rubens enfrentou Temer, defendeu o povo do Maranhão. Lamento que Duarte Júnior, que sempre pode contar com os aconselhamentos de Rubens Pereira, tenha atacado de maneira vil e por conta de uma eleição, uma pessoa a quem ele sempre pediu apoio. Para mim, trata-se de comportamento de gente sem caráter e covarde mesmo”, declarou Yglésio, também pré-candidato a prefeito de São Luís.

Fiel a Flávio Dino, apesar da avalanche criada por seu afilhado, até o momento, Carlos Brandão parece pouco se importar com os ataques de Duarte Júnior ao seu próprio grupo político. Silêncio que, se perdurar, pode passar a ser entendido como aval.

Progressistas e DC fecham apoio a Rubens Júnior em São Luís
Política

Pré-candidato do PCdoB é principal aposta do consórcio do Palácio dos Leões para a capital

O Progressistas (antigo PP) e o DC (antigo PSDC) fecharam apoio à pré-candidatura de Rubens Pereira Júnior (PCdoB) à prefeitura de São Luís. O anúncio deve ser feito nesta sexta-feira 28.

Deputado federal licenciado e secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano do governo Flávio Dino, Rubens Júnior é a principal aposta do consórcio do Palácio dos Leões para a capital.

Com os apoios, o pré-candidato do PCdoB dá os primeiros passos para a montagem da aliança que pode receber ainda o PT e o Cidadania.

Sem citar nomes, Duarte faz críticas que atingem Rubens Júnior e Neto Evangelista
Política

Alegando estar sendo alvo de ataques, pré-candidato a prefeito de São Luís tem usado redes sociais para publicações contra o filhotismo na política

O deputado estadual e pré-candidato a prefeito de São Luís, Duarte Júnior (Republicanos), desde a semana passada, tem usado as redes sociais para, sem citar nomes, fazer críticas ao chamado filhotismo, política patrimonialista culturalmente instalada no Maranhão, onde filhos e demais parentes herdam mandatos como coisas de família.

Segundo publicou no último dia 21, sob a alegação de que estaria sendo alvo de ataques, “os filhotes do poder estão desesperados”, pois eventual vitória dele nas urnas em outubro “representa o fim desse sistema corrupto e ineficiente”. Quatro dias depois, na terça-feira 25, questionou seus seguidores: “Vocês já observaram como na história da nossa cidade a ampla maioria dos políticos possuem uma linhagem política? Geralmente são filhos, netos, sobrinhos…”, diz a publicação.

Procurado pelo ATUAL7, por e-mail enviado ao seu contato pessoal e de sua assessoria, Duarte Júnior não retornou informando quem seriam os tais “filhotes do poder” e nem quem são os políticos que “possuem uma linhagem política”.

Embora as críticas alcancem o deputado federal Eduardo Braide (Pode), um dos pré-candidatos da oposição e líder de todas pesquisas de intenções de votos, as declarações de Duarte Júnior atingem também, em cheio, pelo menos dois nomes da base de Flávio Dino (PCdoB) na disputa: o deputado federal licenciado e secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior (PCdoB), e o deputado estadual Neto Evangelista (DEM).

Os três postulantes ao Palácio de La Ravardière chegaram ao poder por força e articulação de seus respectivos genitores.

Braide, no caso, é filho do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Carlos Braide, que também já o presenteou com a presidência da Caema (Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão) e com o comando da Semop (Secretaria Municipal Extraordinária de Orçamento Participativo) na gestão de João Castelo na capital. Já Rubens Júnior é filho do ex-deputado estadual Rubens Pereira, o Rubão; e Neto Evangelista é filho do também ex-presidente da Alema, João Evangelista, já falecido.

Também procurados, para se posicionarem sobre as críticas ao filhotismo, e se acreditavam que Duarte Júnior se referia de forma velada a eles, Rubens Júnior e Eduardo Braide não retornam o contato. Apenas Neto Evangelista respondeu: “Sugiro perguntar a ele”, disse.

Apesar das fortes críticas feitas nas redes sociais, e de não ter entrado na política por influência do pai biológico, Hildélis Duarte, o pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Republicanos possui o pedigree do apadrinhamento, tão tradicional quanto o filhotismo. Atualmente, é afilhado político de quem manda e desmanda no Palácio dos Leões e entorno daquele Poder: o governador Flávio Dino e o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos).

PCdoB prepara lançamento de pré-candidatura de Rubens Júnior
Política

Anúncio foi feito pelo Twitter, após o ATUAL7 mostrar que membros do partido resistiam ao nome do secretário de Cidades

O PCdoB decidiu que oficializará o nome do secretário Rubens Pereira Júnior (Cidades e Desenvolvimento Urbano) como pré-candidato do partido a prefeito de São Luís em 2020.

O anúncio foi feito no Twitter, nesta terça-feira 11, um dia após o ATUAL7 mostrar que uma corrente da legenda resistia ao comunista, e defendia o apoio à pré-candidatura do deputado estadual Neto Evangelista (DEM).

Por decisão de Márcio Jerry e Júlio Pinheiro, respectivamente, presidentes dos comitês estadual e municipal do partido, na próxima quinta-feira 13, será realizada uma reunião entre os camaradas para traçar os primeiros passos da pré-campanha de Rubens Júnior.

Mesmo após liberação de Duarte, PCdoB resiste em lançar Rubens Júnior
Política

Demora sugere que o titular da Secid pode não entrar na disputa pela prefeitura

Quase uma semana após o governador Flávio Dino haver liberado o deputado estadual Duarte Júnior para disputar a Prefeitura de São Luís por outro partido, o PCdoB segue sem marcar a data de lançamento da pré-candidatura do secretário Rubens Pereira Júnior (Cidades e Desenvolvimento Urbano) a prefeito da capital.

A resistência sugere que o titular da Secid pode não entrar na corrida, já que, com a ida de Duarte para o PRB do vice-governador Carlos Brandão, não há mais disputa interna no PCdoB, único motivo que impedia o anúncio oficial da pré-candidatura de Rubens Júnior.

No bastidor, ganha força uma corrente no PCdoB que defende que o partido não tenha candidatura própria na capital em 2020. Segundo essa corrente, o ideal seria apoiar o deputado Neto Evangelista (DEM).

“Serei a novidade nesta eleição”, diz Rubens Júnior
Política

Pré-candidato a prefeito de São Luís, comunista está na política desde 2006

Na vida pública desde 2006, quando entrou pela primeira vez para a Assembleia Legislativa do Maranhão então filiado ao PRTB, o hoje deputado federal licenciado pelo PCdoB e secretário estadual Rubens Pereira Júnior (Cidades e Desenvolvimento Urbano) disse que será a cara nova na disputa pela prefeitura de São Luís este ano.

“Eu não tenho dúvidas que eu serei a novidade nesta eleição. Quando São Luis conhecer a minha história e ver o quanto eu estou preparado para ser prefeito da minha cidade, eu não tenho dúvidas que cresceremos no momento certo”, disse.

A declaração foi dada ao programa programa Ponto Continuando, da Mais FM, em entrevista nessa sexta-feira 10, ao ser questionado sobre a desastrosa intenção de votos que recebeu em todas as pesquisas divulgadas em 2019.

Para o pré-candidato comunista, os cenários mostrados pelos institutos de pesquisa não devem ser levados em consideração, por ainda faltar 10 meses para o pleito.

“Quem analisar eleição baseada em pesquisa apenas quantitativa dez meses antes da eleição, está cometendo um erro primário. Nós não somos pautados por pesquisas com um momento tão longe assim”, garante.

Além de Rubens Júnior, disputa a unção do PCdoB para a corrida eleitoral na capital o deputado estadual e também pré-candidato a prefeito Duarte Júnior.

A escolha entre eles, segundo o governador Flávio Dino (PCdoB), será definida até março —caso um dos dois, sob pressão, não desista antes.

Rubens Júnior assume pré-candidatura a prefeito de São Luís
Política

Ausência de anúncio público vinha sendo utilizada pelo comunista para minimizar vexame em pesquisas eleitorais

O deputado federal licenciado e secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior (PCdoB), resolveu assumir publicamente que é pré-candidato a prefeito de São Luís.

Apesar de diversas movimentações políticas ao longo do ano passado, públicas e de bastidor, visando o pleito de 2020, o comunista vinha usando a ausência do anúncio para justificar o desempenho desastroso em todas as pesquisas eleitorais realizadas no ano passado.

“Sou o pré-candidato ‘dos vermelhos’ e estou pronto para repetir em São Luís os bons resultados do governo Lula e também os grandes avanços do governador Flávio Dino para o Maranhão. O PCdoB e o PT são aliados históricos e seguiremos unidos”, publicou no Twitter, nessa quarta-feira 8, com foto de encontro entre ele, os petistas Lawrence Melo e Honorato Fernandes, e o ex-deputado estadual Rubens Pereira, o Rubão, seu pai e entalhador.

Apesar da declaração de Rubens Pereira Júnior e da aposta na popularidade do ex-presidente Lula em São Luís, o PT segue dividido para a eleição majoritária da capital do Maranhão. Os deputados Zé Inácio e Zé Carlos, por exemplo, defendem que o partido tenha candidatura própria.

Antes do anúncio no Twitter, Rubens Júnior já havia confirmado a pré-candidatura a prefeito, mas somente em reuniões fechadas, realizadas no ano passado: na conferência municipal do PCdoB, em novembro, e no almoço com apoiadores e simpatizantes, em dezembro.

Baixa intenção de votos impacta pré-candidatura de Rubens Júnior
Política

Há 13 anos na política, comunista chegou no máximo a 1% em pesquisas eleitorais ao longo de 2019, ano pré-eleitoral

O deputado federal licenciado e secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Ruben Pereira Júnior (PCdoB), termina 2019, ano pré-eleitoral, sem conseguir decolar nas pesquisas de intenção de votos, se consolidando como o picolé de chuchu na disputa pela prefeitura de São Luís.

Segundo todos os levantamentos realizados ao longo deste ano, o comunista apresenta, no máximo, 1% da intenção de votos do eleitorado ludovicense, mesmo com o apoio aberto do governador Flávio Dino (PCdoB), que há seis meses o presenteou com uma agenda de R$ 140 milhões para um programa gerenciado por sua pasta.

Apesar de tentar minimizar a situação, a baixa intenção de votos traz complicações para a pré-candidatura de Rubens Júnior.

Ao contrário do que argumenta, embora não tenha ainda se declarado pré-candidato, Rubens Júnior não é novato na política, onde entrou desde 2006. Logo, deveria ser conhecido pela população. Se não cresce nas pesquisas, é pelo baixo carisma ou por falta de trabalho relevante e digno de reconhecimento durante esses 13 anos. Ou mesmo os dois.

Como o nome de Rubens Júnior não deslancha, o deputado federal e presidente do PCdoB no Maranhão, Márcio Jerry, tem declarado que o nome do partido para a prefeitura de São Luís em 2020 pode ser o do deputado estadual Duarte Júnior (PCdoB), melhor colocado da legenda e do grupo governista em todas as pesquisas eleitorais divulgadas até aqui, aparecendo sempre entre a segunda ou terceira posição.

Até mesmo o próprio Flávio Dino, diante da baixa intenção de votos do secretário de Cidades, também tem deixado publicamente aberta a possibilidade de urgir Duarte Júnior para a disputa.

Em entrevista recente, o governador do Maranhão declarou que até março definirá entre os dois —esticando o tempo inicial, que era até dezembro de 2019. Será o último prazo para Rubens Júnior tentar mudar a própria realidade.

MP rebate alegações de Edmar Cutrim e Rubens Júnior em ação sobre nepotismo
Política

Conselheiro do TCE e secretário de Cidades do Maranhão viraram réus sob acusação de nomeação ‘trocada’ de parentes na corte de Contas e na Assembleia Legislativa

A promotora Sidneya Nazareth Liberato, do Ministério Público do Maranhão, em manifestação apresentada na semana passada à 7ª Vara da Fazenda Pública, rebateu as alegações do conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Edmar Serra Cutrim, e do secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior, na ação em que ambos são réus por nepotismo cruzado.

Segunda ela, a argumentação de que não há comprovação de ato de improbidade administrativa na nomeação ‘trocada’ de parentes na corte Contas e na Assembleia Legislativa não deve prosperar, pois os autos apontam para clara e grave violação aos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade, da isonomia e da eficiência. Por isso, pede, as alegações devem ser julgadas improcedentes.

A ação contra Edmar Cutrim e Rubens Júnior foi aceita pela juíza de Direito Alexandra Ferraz Lopez, em setembro último.

De acordo com investigação do Ministério Público, em 2007, à época deputado estadual, o secretário estadual de Cidades nomeou em seu gabinete na Assembleia Legislativa, para o cargo em comissão de técnico parlamentar especial, Glalbert Nascimento Cutrim, filho de Edmar Cutrim.

Em contrapartida, aponta a apuração, um ano depois, o conselheiro do TCE nomeou Camila Torres e Silva, a Camila Pereira, irmã de Rubens Júnior, para assessorá-lo em seu gabinete no tribunal.

A continuidade da ilegalidade, de acordo com o Ministério Público, foi permitida pela dupla por cerca de seis anos, tendo Glalbert Cutrim sido exonerado do cargo no gabinete de Rubens Júnior apenas em abril de 2014, por conta da obrigatoriedade de desincompatibilização prevista na legislação eleitoral, para poder se candidatar ao Parlamento estadual —para onde foi eleito, e reeleito.

“A prática do nepotismo cruzado entre o Conselheiro do Tribunal de Contas deste Estado e o membro da Assembleia Legislativa Legislativa do Maranhão, à época, restou comprovada, pela conduta dos mesmos em nomear e autorizarem a permanência de terceiros, com os quais mantinham relação de parentesco consanguíneo, em linha reta e e colateral, para cargos comissionados, em suas esferas de exercício de autoridade”, escreveu a magistrada na ação..

Réus, Edmar Cutrim e Rubens Júnior recorreram à segunda instância, para brecar a aceitação da ação de improbidade.

Em outubro, o desembargador Ricardo Duailibe negou pedido liminar do secretário de Cidades do Maranhão, mantendo o recebimento da ação civil pública pelo juízo de primeira instância e determinando o prosseguimento do processo.

Posteriormente, remeteu o caso para a desembargador Anildes Cruz, relatora preventa, que chegou a abrir prazo para manifestação do Ministério Público. Após apresentação de parecer contrário de Sidneya Liberato a um recurso de Edmar Cutrim, porém, a relatora decidiu se afastar do processo, sob alegação de foto íntimo.

Anildes Cruz alega foro íntimo e deixa relatoria de ação contra Edmar Cutrim e Rubens Júnior
Política

Conselheiro do TCE e secretário estadual de Cidades são acusados de nepotismo cruzado pelo Ministério Público do Maranhão

A desembargadora Anildes Cruz, do Tribunal de Justiça do Maranhão, deixou a relatoria do recurso interposto pelo conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Edmar Serra Cutrim, contra decisão da juíza Alexandra Ferraz Lopez, titular do 2º cargo da 7ª Vara da Fazenda Pública, que aceitou ação contra ele e o secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior, sob acusação de nepotismo cruzado.

Na decisão, proferida no último dia 21, quase um mês após a promotora Sidneya Nazareth Liberato apresentar parecer contrário ao agravo de instrumento de Edmar Cutrim, Anildes invocou o parágrafo primeiro do artigo 145 do CPC (Código de Processo Civil), segundo o qual “poderá o juiz declarar-se suspeito por motivo de foro íntimo, sem necessidade de declarar suas razões”.

Os autos foram remetidos ao setor de distribuição, para que seja designado um novo relator na 6ª Câmara Cível, onde tramita o processo. Anildes Cruz, por conta do foro íntimo alegado, será substituída na votação do caso.

Rubens Júnior também tentou suspender a ação, mas teve liminar negada pelo desembargador Ricardo Dualibe. Posteriormente, Duailibe decidiu redistribuir o processo que estava sob sua relatoria para Anildes Cruz, então relatora preventa.

Como mostrou o ATUAL7, Edmar Cutrim e Rubens Júnior viraram réus por improbidade administrativa na segunda quinzena de agosto último.

Segundo o Ministério Público do Maranhão, Rubens Júnior, à época deputado estadual, empregou em seu gabinete na Assembleia Legislativa o filho de Edmar Cutrim, Glalbert Cutrim, atualmente deputado estadual pelo PDT. Em contrapartida, diz o Ministério Público, o conselheiro empregou em seu gabinete no TCE a irmã do parlamentar comunista, Camila Torres e Silva, a Camila Pereira. A irregularidade durou quase seis anos.

Nos autos, ambos negam que tenham cometido a irregularidade apontada, e requerem a improcedência da ação.

Pela legislação, entre as sanções previstas para quem comete improbidade administrativa estão as de a perda do cargo público e a suspensão dos direitos políticos, por até oito anos.

Edmar Cutrim e Rubens Júnior estão nas mãos de Anildes Cruz
Política

Desembargadora do Tribunal de Justiça é relatora preventa do pedido de suspensão da decisão que tornou conselheiro do TCE e secretário de Cidades réus por nepotismo cruzado

O julgamento sobre suspender ou não a decisão da 7ª Vara da Fazenda de São Luís que tornou réus por nepotismo cruzado o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Edmar Serra Cutrim, e o secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior, está nãos mãos da desembargadora Anildes Cruz, do Tribunal de Justiça do Maranhão.

A responsabilidade ocorre em razão de Edmar Cutrim haver entrado com recurso no TJ-MA, contra a aceitação da ação por ato de improbidade, antes de Rubens Júnior, que até já teve liminar no mesmo sentido negada pelo desembargador Ricardo Duailibe.

Por conta da prevenção de Anildes Cruz, nesse final de semana, Duailibe decidiu redistribuir o processo que estava sob sua relatoria para a desembargadora.

Na última segunda-feira 21, em seu primeiro despacho nos autos, ela abriu o prazo de 30 dias para que o Ministério Público, autor da ação contra o conselheiro e o secretário, se manifeste a respeito do pedido de suspensão da decisão do juízo de primeira instância. Após, julgará o caso.

Segundo a promotora Sidneya Nazareth Liberato, pelo período de quase seis anos, Rubens Júnior empregou em seu então gabinete na Assembleia Legislativa o filho de Edmar Cutrim, Glalbert Cutrim —que hoje é ele próprio deputado estadual, pelo PDT.

Em troca, diz o MP, o conselheiro empregou para assessorá-lo na corte de Contas a irmão do comunista, a odontóloga Camila Torres e Silva.

Duailibe nega pedido de Rubens Júnior para suspender ação por nepotismo
Política

Secretário de Cidades virou réu no processo juntamente com o conselheiro do TCE, Edmar Cutrim. Ministério Público diz que eles trocaram emprego a parentes por quase seis anos

O desembargador Ricardo Duailibe, do Tribunal de Justiça do Maranhão, negou liminar solicitada pelo secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior, para suspender a decisão da 7ª Vara da Fazenda de São Luís que o tornou réu por nepotismo cruzado.

Na decisão, proferida no último dia 11, Duailibe manteve o recebimento da ação civil pública pelo juízo de primeira instância e determinou o prosseguimento do processo.

A defesa do secretário, que é deputado federal licenciado e possível candidato a prefeito da capital, alegou em seu recurso que não há qualquer indício de que ele tenha cometido improbidade.

Segundo a acusação do Ministério Público, pelo período de quase seis anos, Rubens Júnior empregou em seu então gabinete na Assembleia Legislativa o filho do conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão, Edmar Serra Cutrim, Glalbert Cutrim —que hoje é ele próprio deputado estadual, pelo PDT.

Em troca, diz o MP, Edmar Cutrim, também réu na ação, empregou para assessorá-lo no TCE-MA a irmão do comunista, a odontóloga Camila Torres e Silva.

“Ainda sequer me declarei pré-candidato”, diz Rubens Júnior sobre 1% na Escutec
Política

Pesquisa divulgada neste sábado 19 mostrou secretário de Cidades como pior colocado entre os pré-candidatos governistas

O secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior (PCdoB), buscou diminuir o resultado da pesquisa Escutec/O Estado, divulgada neste sábado 19. A sondagem o apontou como o pior colocado entre os pré-candidatos da base governista na disputa pela prefeitura de São Luís em 2020.

“Eu ainda sequer me declarei pré-candidato a prefeito. Tem tempo pra tudo. Foco é trabalho. Eleição é ano que vem”, disse, por meio de sua assessoria, ao ATUAL7.

Segundo os números da Escutec/O Estado, Rubens Júnior registrou apenas 1,0% das intenções de voto na pesquisa estimulada com todos os possíveis nomes do grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) e do atual prefeito da capital, Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

O melhor colocado entre os governistas, de acordo com o levantamento, é o deputado estadual Duarte Júnior (PCdoB), com 10% das intenções de voto na estimulada.

Os demais são: Neto Evangelista (DEM), com 8,8%; Bira do Pindaré (PSB), com 4,0%; Osmar Filho (PDT), com 3,1%; Yglésio Moyses (PDT), com 1,8%; e Jeisael Marx (ainda sem partido, mas com garantias de disputa pela Rede Sustentabilidade), com 1,1%.

Ações na Justiça contra Duarte e Rubens Júnior podem favorecer Neto Evangelista
Política

Dos três principais postulantes pela unção de Flávio Dino na disputa pela prefeitura da capital, apenas o democrata não é alvo de processo no TJ ou TRE

O avanço das investigações contra o secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior, e contra o deputado estadual Duarte Júnior, ambos do PCdoB, criaram um ambiente favorável ao nome do também deputado estadual Neto Evangelista (DEM) na disputa pela prefeitura de São Luís, como candidato oficial do governador Flávio Dino (PCdoB).

Conforme publicou o ATUAL7 na semana passada, Rubens Júnior virou réu numa ação civil pública por ato de improbidade administrativa. Segundo o Ministério Público do Maranhão, autor da ação aceita pela Justiça estadual, ele praticou nepotismo cruzado com o ex-presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado), conselheiro Edmar Serra Cutrim, por cerca de seis anos, supostamente lesando os cofres públicos por meio da irregularidade apontada.

Já Duarte Júnior, alvo de Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão sob acusação de abuso de autoridade e de poder, sofreu baixa ao ter negado pelo desembargador Tyrone Silva, relator do caso na Justiça Eleitoral, solicitação de perícia em imagens e vídeos que servem de fundamentação para a representação do MPE (Ministério Público Eleitoral) que pede a cassação de seu diploma de parlamentar eleito.

Em ambos os casos, em eventual condenação e transitado em julgado, pela Lei da Ficha Limpa, eles não poderão concorrer nas eleições do ano que vem e nem disputar qualquer outro cargo público pelos próximos oito anos. Além disso, enquanto não julgados, enfrentarão o fantasma da perda da função pública e dos direitos políticos.

Embora no grupo de Flávio Dino existam outros oito postulantes à unção do comunista, segundo anunciaram todas as pesquisas de intenção de votos já divulgadas, Neto Evangelista tem maiores chances de ser o escolhido pelo governador.

Além da boa colocação nas sondagens, provavelmente em razão de seu cacife político e potencial eleitoral estarem diretamente relacionados com São Luís, o democrata é o único, até o momento, que tem a garantia do próprio partido para disputar a sucessão do pedetista Edivaldo Holanda Júnior.

Conta também, inclusive, com a simpatia do presidente do próprio PDT no Maranhão, senador Weverton Rocha.

Durante a convenção estadual do DEM em abril último, ciente da opinião dominante sobre o peso e preparo de Neto Evangelista para encarar o, até então, favoritismo do deputado federal Eduardo Braide (PMN) na disputa, o governador Flávio Dino fez questão de reconhecer a trajetória política e experiência administrativa do democrata, que comandou a Secid no primeiro mandato do comunista à frente do Palácio dos Leões.

“Você jamais me terá contra você, em nenhum projeto, em nenhum pleito. Você sempre terá minha palavra de apoio e de incentivo”, declarou Dino, enfático, já apontando quem poderá ser seu candidato a prefeito da capital nas eleições de 2020.

Após prisão de Astro, Josimar abre diálogo com pré-candidato do PCdoB em São Luís
Política

Operação que prendeu vereador confirmou veracidade do depoimento de Ney Anderson. Presidente do PL também foi apontado pelo delegado como alvo de Jefferson Portela

Uma semana após o 1º vice-presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Astro de Ogum (PL), ser preso e ter a residência alvo de mandado de busca e apreensão por agentes da Seic (Superintendência Estadual de Investigações Criminais), o presidente do Partido Liberal no Maranhão, deputado federal Josimar Maranhãozinho, abriu diálogo com o pré-candidato do PCdoB a prefeito de São Luís em 2020, o secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior.

Embora possa não haver relação entre as situações, a coincidência ocorre após a operação da Seic confirmar a veracidade do depoimento dado pelo ex-chefe do DCCO (Departamento de Combate ao Crime Organizado), subordinado à própria superintendência, delegado de Polícia Civil Ney Anderson Gaspar, em audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, em julho último.

Durante a oitiva sobre supostas ordens do secretário de Segurança Pública Jefferson Portela para monitoramento e escutas ilegais de autoridades do estado, Ney Anderson revelou a existência de uma operação prestes a ser deflagrada, batizada de Constelação, tendo como alvo principal, conforme clara referência, Astro de Ogum.

“Com o pretexto de investigar possível crime de pedofilia, o secretário de Segurança mandou abrir uma operação de interceptação telefônica, onde inseriu o número do vereador Astro de Ogum”, disse o delegado, afirmando ainda que o objetivo era colher elementos que pudessem manter o vereador “subjugado” ao integrante do primeiro escalão do Palácio dos Leões.

Constelação, de fato, confirmou-se com o vazamento dos autos da ação policial da Seic que mirou o vereador na semana passada, é o nome da operação que investiga Astro de Ogum e dois assessores dele, ambos presos preventivamente, por suposta posse sexual mediante fraude envolvendo menores de idade.

Em maio, quando iniciou as acusações contra Portela em carta divulgada pelo blog do Neto Ferreira, Ney Anderson relatou que o secretário teria mirado também Josimar Maranhãozinho, quando este atuava como oposição ao governo de Flávio Dino (PCdoB).

A acusação foi confirmada pelo próprio Josimar, segundo nota distribuída pela assessoria do parlamentar à imprensa.

“Portela é tido como um homem prepotente e que não mede consequências quando o objetivo de atingir seus desafetos políticos. Na investigação contra Maranhãozinho nada foi constatado e o parlamentar se diz tranquilo quanto a sua vida pública”, diz trecho da nota.

Jefferson Portela, também do PCdoB, desde o início, nega todas as acusações.

Rubens Pereira Júnior e Josimar Maranhãozinho foram procurados pelo ATUAL7 para comentar sobre a coincidência do encontro político ter ocorrido logo após a prisão de Astro de Ogum, confirmando as declarações dadas pelo delegado Ney Anderson. O espaço está aberto para manifestação.

Nepotismo cruzado entre Rubens Júnior e Edmar Cutrim durou quase 6 anos, diz MP
Política

Investigação apontou que deputado empregou filho do conselheiro na Alema e, em contrapartida, teve a irmã empregada no TCE

Investigação do Ministério Público do Maranhão sobre suposto nepotismo cruzado entre o atual secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano do governo Flávio Dino, o deputado federal licenciado Rubens Pereira Júnior (PCdoB), e o ex-presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado), conselheiro Edmar Serra Cutrim, aponta que a irregularidade foi custeada pelos cofres públicos por cerca de seis anos.

No início da semana, mostrou o ATUAL7, a ação civil pública que pede a condenação deles por ato de improbidade administrativa foi aceita pela juíza Alexandra Ferraz Lopez, titular do 2º cargo da 7ª Vara da Fazenda Pública.

Ela deu o prazo de 15 dias, a contar da data de intimação, para que eles apresentem contestação sobre a acusação.

Segundo o MP-MA, Rubens Júnior, à época deputado estadual, empregou em seu gabinete na Assembleia Legislativa o filho de Edmar Cutrim, Glalbert Cutrim, atualmente deputado estadual pelo PDT. Em contrapartida, diz o Ministério Público, o conselheiro empregou em seu gabinete no TCE a irmã do parlamentar comunista, Camila Torres e Silva, a Camila Pereira.

Nos autos, ambos negam que tenham cometido a irregularidade apontada, e requerem a improcedência da ação.

Pela legislação, entre as sanções previstas para quem comete improbidade administrativa estão as de a perda do cargo público e a suspensão dos direitos políticos, por até oito anos.