Edmar Cutrim
Condenação de Gil revela perda da força de Edmar Cutrim no Judiciário
Política

Ex-presidente do TCE teve de acompanhar ainda a quebra de sigilos bancário e fiscal do filho, em inquérito envolvendo a Odebrecht

A confirmação da condenação do ex-prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim (PDT), pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, no início deste mês, aponta para um divisor de águas na história maranhense. O pedetista é filho do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Edmar Serra Cutrim, conhecido, segundo rumores, como um das figuras públicas mais poderosas dos corredores do Judiciário maranhense — federal, eleitoral e estadual, além do meio empresarial.

Temor de gestores e demais responsáveis pelas finanças do Estado e de Municípios — inclusive, tendo sido acusado pelo Diretório Nacional do MDB, e pelo suplente de senador Edson Lobão, de uso do cargo na Corte para intimidar prefeitos e vereadores a votarem num outro filho, o deputado estadual Glalbert Cutrim, e pular do barco de Roseana Sarney para o de Flávio Dino (PCdoB) —, Edmar sempre conseguiu escapar das barras da Justiça, inclusive com manifestação do Ministério Público Federal (MPF) sobre sua inocência nos casos em que já fora acusado.

Até mesmo um pedido de investigação contra o conselheiro, oficialmente publicado pelo Ministério Público estadual como de iniciativa da Secretaria de Estado da Transparência e Controle (STC), foi posteriormente corrigida pelo Parquet como denúncia de autoria anônima. E isso apenas no Diário Eletrônico, de pouco acesso ao cidadão comum, sem qualquer divulgação a respeito no site oficial do órgão.

Por conta do poder e influência exercidos pelo pai, os filhos engajados na política também eram perfilados como detentores de impunidade. Acreditava-se, em todo o Maranhão, que nenhum deles jamais conheceria o desprazer de uma condenação num tribunal, seja qual fosse.

Quebra de sigilos

A perda da força de Edmar, porém, começou a ser observada há pouco mais de um mês. Antes de ver o filho ter a condenação confirmada pelo TRE/MA, o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado acompanhou o mesmo Gil Cutrim ser alvo de denuncia por enriquecimento ilícito.

Diferentes de diversas outras denúncias, transformadas pelo clã em espécie de perseguição política do Ministério Público, a descoberta do patrimônio invejável — com direito a apartamento no sumptuoso Edifício Murano, três BMW, um Audi Turbo FSI e outras propriedades registradas também nome de sua mulher, Juliana Fernandes Cutrim — foi feita pela promotora de Justiça Elisabeth Albuquerque de Sousa Mendonça.

Ela cuida da comarca situada no município onde Edmar e os outros Cutrim, até outro dia, mandavam.

Para embasar a denúncia, que envolve ainda a famigerada Odebrecht, da Lava Jato, a promotora anexou ao inquérito civil documentos e informações adquiridas por meio da quebra de sigilos bancário e fiscal do ex-prefeito de São José de Ribamar. A quebra foi pedida pela promotora, mas autorização, sem pestanejo, foi feita justamente pela Justiça que, nos bastidores, Edmar era conhecido por mandar e desmandar.

Portaria confirma que STC pediu para MP-MA investigar Edmar Cutrim; veja
Política

Ex-presidente do TCE é alvo de inquérito civil. Ele é um dos responsáveis pela vitória de Flávio Dino em 2014 e pai de deputado da base aliada

A Portaria 04/2018–31ª ProAd, baixada pela promotoria de Justiça Sidneya Narareth Liberato, na última terça-feira 16, confirma publicação do ATUAL7 deste domingo 21.

A pedido da Secretaria de Estado da Transparência e Controle (STC), o Ministério Público do Maranhão abriu investigações contra o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Edmar Serra Cutrim.

Conforme o documento, Edmar é suspeito de possível prática de atos de improbidade administrativa. A Portaria confirma ainda que as investigações foram abertas há quase dois anos, no dia 17 de junho de 2016, como Notícia de Fato n.º 25/2016, convertida em inquérito civil, na semana passada, a partir da decisão do Parquet.

Desde a primeira publicação do ATUAL7 sobre o caso, membros do governo Flávio Dino têm alegado a aliados, que se assustaram com a revelação, que a informação seria falsa. O susto provocado no entorno do Palácio dos Leões se deu por pelo menos três fatores:

1. Edmar Cutrim é um dos principais responsáveis pela vitória de Flávio Dino em 2014, em razão de haver rompido com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), tendo inclusive denunciado a emedebista na Polícia Federal, por invasão a domicílio e escuta clandestina.

2. O deputado estadual Glalbert Cutrim, filho de Edmar, é da base do comunista na Assembleia Legislativa do Maranhão.

3. O partido de Glalbert, bem como de seu irmão, o ex-prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim, é o PDT, do deputado federal Weverton Rocha, pré-candidato ao Senado do próprio governador.

Para os aliados de Flávio Dino, que como Edmar Cutrim também já foram aliados de Roseana Sarney, a denúncia feita pela STC, convertida em inquérito civil em ano eleitoral, é uma forma de ameaça sobre o que pode acontecer com quem resolver abandonar o comunista.

A pedido da STC, Promotoria abre inquérito contra Edmar Cutrim
Política

Procedimento por improbidade e crimes contra a Administração Pública foi instaurado no início da semana passada. Conselheiro foi denunciado pelo governo Flávio Dino em 2016

A 31ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa instaurou um inquérito civil contra o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Edmar Serra Cutrim, por suspeitas de possíveis atos de improbidade administrativa e crimes praticados contra a Administração Pública.

O procedimento foi aberto na última terça-feira 16, pela promotora de Justiça Sidneya Narareth Liberato. Ela atendeu ao pedido da Secretaria de Estado da Transparência e Controle (STC), criada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), autora da denúncia.

De acordo com o autos, Edmar é alvo de notícia de fato no Ministério Público do Maranhão, a respeito desta denúncia da STC, desde junho de 2016. O conteúdo está sob sigilo.

Como transcorreu o prazo de 120 dias do primeiro expediente sem que houvesse a conclusão das investigações, o Parquet resolveu instaurar o inquérito para promover a necessária coleta de informações, depoimentos, certidões, perícias e demais diligências, objetivando a instauração da ação civil e/ou penal ou eventual arquivamento do feito, se for o caso.

Dentre os primeiros procedimentos adotados, a promotora Sidneya Narareth Liberato determinou o envio de ofício ao conselheiro do TCE-MA, comunicando-lhe a abertura do procedimento contra ele.

Edmar Cutrim é pai do deputado estadual Glalbert Cutrim e do ex-prefeito de São José de Ribamar Gil Cutrim, ambos do PDT, da base do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa do Maranhão.

STJ arquiva ação contra Edmar Cutrim
Política

Ação foi proposta pelo PMDB em 2014. Partido alegou suposto abuso de poder político praticado pelo conselheiro durante a Presidência do TCE-MA

O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou o arquivamento de uma ação movida pelo diretório nacional do PMDB contra o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Maranhão, Edmar Cutrim. A decisão foi proferida na sexta-feira passada, dia 10.

A ação foi proposta em 2014 e o partido, por meio de seus advogados, alegou suposto abuso de poder político praticado por Cutrim quando este, à época, exercia o cargo de presidente da Corte de Contas.

Decano do STJ e relator do processo, Felix Fischer seguiu parecer do Ministério Público Federal (MPF) que afirmou, após a realização de inúmeras diligências, “não ter encontrado nos autos elementos que vinculem o conselheiro as condutas que deram origem à investigação, nem elementos que justifiquem a continuidade da apuração”.

“Ante as razões expostas pelo Ministério Público Federal, determino o arquivamento da presente sindicância”, cravou o ministro.

Ainda em 2014, Fischer já havia negado liminar solicitada pelo PMDB na qual o partido pleiteava o afastamento de Edmar Cutrim da presidência do Tribunal.

O ministro, à época, baseou sua decisão no entendimento do próprio MPF, que considerou a “ilegitimidade da legenda partidária para pleitear medida cautelar de natureza processual penal em face de delito de ação pública incondicionada, mormente não sendo encampada pelo Parquet, por falta de evidências”.

MP aciona Edmar e Waldir, mas faz vista grossa para Jorge Pavão e Flávio Dino
Política

Presidente do TCE e governador do Maranhão deixaram de cumprir com suas obrigações após a descoberta de salários recebidos de forma criminosa pelos fantasmas

Depois de concluir os Inquéritos Civis n.º 01/2016 e n.° 02/2016, o Ministério Público do Maranhão ajuizou, nos dias 13 e 26 de outubro, duas ações Ações Civis Públicas (ACPs) contra o recebimento indevido de salários da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) embolsados, respectivamente, pelo vice-presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP), e seu filho, o cardiologista Thiago Augusto Maranhão Cardoso.

As manifestações foram propostas pela titular da 31ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, Moema Figueiredo Viana Pereira, que incluiu também nas ACPs o conselheiro do TCE-MA, Edmar Serra Cutrim.

Após a descoberta dos empregos fantasmas, Waldir Maranhão se comprometeu os mais de R$ 382 mil gatunado na UEMA. Já o seu filho Thiago Maranhão, apesar de ter levado mais de R$ 565 mil do TCE-MA de forma criminosa, comprometeu-se a devolver apenas a quantia de R$ 235 mil. Por essa razão, a promotora Moema Figueiredo requereu à Justiça a condenação de ambos, inclusive Edmar Cutrim, ao ressarcimento integral do dano, à perda da função pública e à suspensão de seus direitos políticos de oito a dez anos, além do pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos.

Contudo, apesar da importância das ações do MP-MA para a moralização da coisa pública, já que coloca na parede pelo menos duas raposas felpudas da política maranhense, chama a atenção o fato de que o governador Flávio Dino (PCdoB) e presidente do TCE-MA, conselheiro João Jorge Jinkings Pavão, não foram incluídos nas manifestações.

Aliado de Maranhão, pela responsabilidade que lhe confere o cargo dado pelo povo, Dino deve ter tomado conhecimento de que o deputado federal recebia como funcionário fantasma da UEMA, ainda em 2015, quando uma autoria na universidade flagrou a ação criminosa do vice-presidente da Câmara. Mesmo assim, o comunista deixou de acioná-lo na Justiça para a devolução dos salários percebidos ilegalmente, e sequer ordenou ao reitor da UEMA,  Gustavo Costa, ou à Secretaria Adjunta de Gestão de Pessoas do Maranhão (SEGEP), que instaurasse um processo administrativo ou aplicasse algum tipo de punição ao aliado.

Já em relação ao presidente Jorge Pavão, a falta de pulso da promotora Moema Figueiredo ocorreu por o conselheiro ser o autor da entrada de Thiago Maranhão como funcionário fantasma do TCE-MA, em março de 2003. Como presidente do tribunal, Pavão deveria ser responsabilizado por não fiscalizar a frequência do funcionários do órgão e por não de ter instaurado pelo menos uma sindicância sobre a irregularidade cometida por Edmar Cutrim ao nomear o filho de Waldir Maranhão como seu assessor-fantasma.

Nora de presidente do TCE-MA era lotada no gabinete de Glaubert Cutrim
Política

Flaviana Pavão foi exonerada na quinta-feira 9. Parlamentar já foi funcionário fantasma da AL-MA

Flaviana Manuella Froes Abreu Pavão, exonerada do quadro da Assembleia Legislativa do Maranhão na última quinta-feira 9, era lotada no gabinete do deputado estadual Glaubert Cutrim (PDT). Como o próprio sobrenome delata, Glaubert é filho do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Edmar Serra Cutrim.

A lotação, que só findou-se somente após a Justiça determinar uma varredura nos servidores da Casa, aponta para uma possível colegagem com dinheiro público entre Edmar e o atual presidente do TCE-MA, conselheiro João Jorge Jinkings Pavão.

Pavão, conforme revelado pelo ATUAL7, é sogro de Flaviana. Ela é casada com o advogado João Jorge Jinkings Pavão Filho e servidora do Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos, onde também é lotada para prestar serviço no mesmo horário em que deveria estar trabalhando na AL-MA. Segundo servidores da Casa, ela nunca compareceu ao local de trabalho. Procurado, o secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula, não respondeu até a publicação desta reportagem se a nora do presidente do TCE-MA comparecia regularmente a unidade hospitalar, onde comanda um setor.

Flaviana Pavão foi exonerada do cargo em comissão, Símbolo DANS-1, de Coordenador Parlamentar do Poder Legislativo estadual, que ocupava fevereiro de 2015, após a Assembleia Legislativa do Maranhão ser alvo de denúncias da existência de funcionários ‘fantasmas’. Suspeita-se que a Mesa Diretora esteja fazendo uma limpeza geral na folha, antes de iniciar o recadastramento determinado pela Justiça.

Mais de 30% do quadro de pessoal da Casa estaria recebendo sem precisar ir trabalhar, sendo a maioria composta por parentes de deputados. Até filhos e um sobrinho de desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão também são suspeitos de serem funcionários fantasmas da AL-MA.

O ATUAL7 não conseguiu o contato de Flaviana Pavão.

Coisa de DNA

A suspeita de que Glaubert Cutrim possa ter empregado a nora do presidente do TCE-MA como funcionária fantasma de seu gabinete pode estar ligada diretamente ao DNA do parlamentar.

Há pouco mais de um mês, o pai do deputado, conselheiro Edmar Cutrim, foi pego empregando fantasmagoricamente o filho do presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA). Thiago Maranhão, que é médico, morava em São Paulo mas embolsava religiosamente por mês R$ 7 mil como assessor de Edmar Cutrim no TCE-MA.

Questionado sobre a boquinha ao filho de Waldir Maranhão, o conselheiro não demonstrou qualquer desconforto com a descoberta, limitando-se a apenas insinuar que o caso seria muito pequeno para “querer desonrar as pessoas”.

“Esse assunto está superado […] eu acho que estão colocando tempestade em copo d’água, eu acho que tem coisa muita mais séria nesse país pra resolver do que isso, esse ‘tamaninho’ de coisa pra querer desonrar as pessoas”, disse.

O próprio Glaubert Cutrim, aliás, também já foi funcionário fantasma da Assembleia.

Então apenas dono de um salão de beleza, o parlamentar era mantido numa sinecura no gabinete do deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB), até abril de 2014. O cargo recebido era o famoso ISO, um dos mais caros da Assembleia Legislativa do Maranhão e comparado, em níveis de rendimento, ao salário de um secretário de Estado.

Justiça determina recadastramento no TCE-MA para identificar novos fantasmas
Política

Filho de Waldir Maranhão recebeu como fantasma por 13 anos pelo gabinete do conselheiro Edmar Cutrim

A Justiça do Maranhão determinou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) que faça o recadastramento de todos servidores lotados no órgão, no prazo de 90 dias. A decisão, em caráter liminar, foi proferida na noite desta segunda-feira 16 pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Ilha de São Luís, e tem por objetivo descobrir se existem outros funcionários fantasmas no TCE-MA, como descoberto recentemente no gabinete do conselheiro Edmar Serra Cutrim.

Ex-deputado estadual e ex-presidente do tribunal, Cutrim empregou como fantasma em seu gabinete, durante 13 anos anos, o médico anestesiologista Thiago Augusto Maranhão. Ele é filho do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), e embolsava R$ 7.500 mensais de salário, mais R$ 800 de auxílio-alimentação. Durante os últimos três anos em que recebeu dinheiro público como fantasma no gabinete de Edmar Cutrim, Thiago Maranhão trabalhou em hospitais de São Paulo e fez pós-graduação na capital paulista.

Na decisão, o juiz Douglas de Melo Martins também decretou a indisponibilidade dos bens do filho do presidente interino da Câmara, para que seja devolvido o valor de R$ 235 mil referente aos salários pagos irregularmente pelo TCE-MA. Mais cedo, o sistema Bacenjud, do Banco Central do Brasil, foi informado da ordem judicial e já fez buscas nas contas de Thiago Maranhão. Contudo, o Bacenjud tem até 48 horas para informar à Justiça se algum valor foi encontrado. Segundo o magistrado, caso não haja dinheiro nas contas do filho de Maranhão, carros e imóveis estarão indisponíveis até o valor fixado pela liminar.

Thiago foi oficialmente exonerado no último dia 10, após o emprego fantasma repercutir negativamente contra Edmar Cutrim em toda a imprensa nacional. Em declaração à imprensa, o conselheiro chegou a tentar minimizar a sinecura, afirmando que o caso é muito pequeno para “querer desonrar as pessoas”.

“Esse assunto está superado […] eu acho que estão colocando tempestade em copo d’água, eu acho que tem coisa muita mais séria nesse país pra resolver do que isso, esse ‘tamaninho’ de coisa pra querer desonrar as pessoas”, disse.

“Tamaninho de coisa”, diz Edmar Cutrim sobre filho fantasma de Waldir
Política

Conselheiro do TCE-MA disse ainda que há “coisa muita mais séria nesse país pra resolver”

O ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Maranhão, conselheiro Edmar Serra Cutrim, tentou minimizar, nessa terça-feira 10, a revelação de que manteve como fantasma em seu gabinete o médico Thiago Maranhão Cardoso, filho do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA). Em entrevista à TV Mirante, ele disse que “estão colocando tempestade em copo d’água”, e que o caso é muito pequeno para “querer desonrar as pessoas”.

“Esse assunto está superado […] eu acho que estão colocando tempestade em copo d’água, eu acho que tem coisa muita mais séria nesse país pra resolver do que isso, esse ‘tamaninho’ de coisa pra querer desonrar as pessoas”, disse.

Nomeado no TCE-MA deste fevereiro de 2003, Thiago Maranhão embolsava religiosamente quase R$ 7 mil mensais do gabinete de Edmar Cutrim, apesar de atuar como médico em São Paulo, onde também faz pós-graduação. Somente após a repercussão negativa do caso é que o conselheiro resolveu exonerá-lo, na segunda-feira 9, em pedido encaminhado ao atual presidente do tribunal, João Jorge Jinkings Pavão.

Além de tentar diminuir o fato de que manteve um funcionário fantasma em seu gabinete, o conselheiro afirmou ainda sequer tinha conhecimento de que Thiago Maranhão não comparecia ao trabalho. A declaração, em vez de provar inocência, complica ainda mais Edmar Cutrim, já que a responsabilidade de seu cargo é justamente a de fiscalizar do uso do dinheiro público, isto é, se o dinheiro público está sendo aplicado corretamente e se os serviços contratados estão sendo executados com qualidade. Edmar ainda deixou dúvidas se o filho do presidente interino da Câmara vai mesmo ser obrigado a devolver os vencimentos que recebeu irregularmente.

“Eu fui tomar conhecimento desse fato de que ele estava no Rio estudando através de notícia, na sexta-feira 6. O que eu fiz? Vim tomar a providência minha de chegar na casa. Fazer o pedido pra Presidência e pedir a exoneração e que abra uma sindicância que apure. Se tá devendo, vai ter que devolver”, declarou o conselheiro.

Ontem 10, o promotor Zanoni Passos Filho, da Promotoria de Probidade Administrativa, instaurou inquérito civil público para apurar o emprego fantasma de Thiago Maranhão, já que o Portal da Transparência do TCE-MA disponibiliza acesso apenas aos vencimentos recebidos a partir de 2014, o que deixa uma lacuna de 10 anos sem transparência. Segundo o Atual7 apurou, a investigação do Ministério Público do Maranhão não deve focar somente nesta sinecura, e outros inquéritos devem ser abertos ainda nesta semana, inclusive se estendendo outros conselheiros e a outros órgãos.

MP abre investigação sobre emprego fantasma do filho de Waldir no TCE-MA
Política

Thiago Maranhão era lotado no gabinete do conselheiro Edmar Serra Cutrim

O promotor Zanoni Passos Filho, da Promotoria de Probidade Administrativa, instaurou inquérito civil público, nesta terça-feira 10, para apurar sinecura do médico Thiago Augusto Maranhão, filho do presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A informação é do Blog do Gilberto Léda.

A ação ocorre um dia após a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, revelar que o filho de Maranhão recebia mais de R$ 6.500,00 como fantasma no gabinete do conselheiro Edmar Serra Cutrim, ex-presidente do tribunal e ex-deputado estadual.

Entre janeiro de 2013 a abril deste ano, só de vencimentos, Thiago embolsou quase R$ 200 mil. O valor, somado ao auxílio alimentação e pagamentos identificados apenas como "outros", chega a quase R$ 200 mil. Após a repercussão negativa nacional, ele foi exonerado, a pedida de Edmar Cutrim, prontamente atendido pelo conselheiro João Jorge Jinkings Pavão, atual presidente do TCE-MA.

Mais cedo, o Atual7 revelou que Thiago Maranhão foi premiado com a sinecura desde fevereiro de 2003, nomeado justamente pelo conselheiro que o exonerou a pedido de ex-chefe fantasma, Edmar Cutrim. Contudo, como o TCE-MA não disponibiliza os gastos com pessoal em período anterior a janeiro de 2014, a assessoria de comunicação do tribunal foi procurada para informar quanto ele recebeu entre 2003 a 2013, e quais os critérios técnicos adotados para o emprego.

Além da investigação aberta pelo MP-MA, segundo o Blog do Gilberto Léda, Thiago Maranhão é ainda alvo de sindicância no próprio Tribunal de Contas do Estado.

Filho de Waldir Maranhão estava empregado no TCE-MA desde 2003
Política

Thiago Maranhão foi exonerado ontem após revelação de que era fantasma do gabinete do conselheiro Edmar Cutrim

O médico Thiago Augusto Azevedo Maranhão Cardoso, filho do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), estava empregado no Tribunal de Contas do Estado (TCE) desde fevereiro de 2003.

Cópia de documento oficial do TCE-MA mostra que Thiago Maranhão foi nomeado no tribunal desde 2003
Atual7 Há 13 anos Cópia de documento oficial do TCE-MA mostra que Thiago Maranhão foi nomeado no tribunal desde 2003

A nomeação foi feita pelo atual presidente do tribunal, conselheiro João Jorge Jinkings Pavão, que na época também presidia o TCE-MA. Curiosamente, Jorge Pavão é o mesmo que exonerou o filho de Waldir Maranhão ontem 9, após uma revelação da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, de que ele recebia como funcionário fantasma do gabinete do conselheiro Edmar Serra Cutrim, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado.

Também ontem, em consulta a dados abertos e ao Portal da Transparência do TCE-MA, o Atual7 revelou que, somente em salários, o filho do presidente interino da Câmara recebeu quase R$ 200 mil. Se somado a auxílio alimentação e pagamentos identificados apenas como "outros", o valor chega a quase R$ 240 mil.

O valor é referente apenas a janeiro de 2014 a abril deste ano, únicos dados disponíveis para consulta pública no Portal de Transparência do TCE-MA.

Diante da descoberta de que Thiago Maranhão manteve emprego no tribunal há 13 anos, o Atual7 entrou em contato com a assessoria de imprensa do TCE-MA, solicitando os vencimentos de Thiago Maranhão durante os anos de 2003 a 2013, bem como as atividades desenvolvidas neste período e critério técnico adotado para sua nomeação. Até a publicação desta matéria, porém, não houve manifestação do tribunal.

Filho de Waldir Maranhão já recebeu quase R$ 200 mil como fantasma de Edmar Cutrim
Política

Valor corresponde aos salários recebidos entre janeiro de 2014 a abril deste ano

O médico Thiago Augusto Maranhão Cardoso, filho do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), já recebeu quase R$ 200 mil líquidos como assessor do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O valor corresponde a janeiro de 2014 a abril de 2016, quando o filho de Waldir recebeu o vencimento mais recente.

Thiago Maranhão é lotado no gabinete do conselheiro Edmar Cutrim, ex-presidente do tribunal, mas, segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, é funcionário fantasma, pois trabalha em hospitais em São Paulo e cursa pós-graduação na mesma cidade.

“A informação de que Thiago Augusto trabalha em São Paulo consta de seu currículo acadêmico. Ele já era lotado no Tribunal de Contas do Maranhão quando fez residência médica no Rio de Janeiro”, revelou o coluna.

Procurado, Edmar Cutrim alegou que o filho do presidente interino da Câmara  vai ao TCE-MA “todo mês”. Depois mudou: “Duas, três, quatro vezes por semana”. E não atendeu mais às ligações.

Atualmente, o salário de Thiago Maranhão como assessor do conselheiro é de R$ 6.529,85. A informação está disponível no Portal de Transparência do TCE-MA.

Filho de Waldir Maranhão é funcionário fantasma de Edmar Cutrim no TCE-MA
Política

Informação é da coluna Painel, da Folha de S. Paulo. Conselheiro se complicou ao dar sua versão sobre sinecura

O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), tem um filho nomeado no gabinete de um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o aliado e ex-presidente do tribunal Edmar Serra Cutrim. Até aí, nada de anormal, não fosse o fato do filho de Maranhão, o médico Thiago Augusto Maranhão Cardoso, ser funcionário fantasma do gabinete de Edmar Cutrim. A informação é da coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

De acordo com a publicação, apesar de a função comissionada prever expediente diário em São Luís, Thiago Maranhão trabalha em hospitais em São Paulo e cursa pós-graduação na mesma cidade. Procurado pela coluna da Folha, Edmar alegou que o funcionário vai ao TCE-MA “todo mês”. Depois mudou: “Duas, três, quatro vezes por semana”. E não atendeu mais às ligações.

A informação de que o filho de Waldir Maranhão trabalha em São Paulo enquanto tem cargo no gabinete do ex-presidente do TCE-MA consta de seu currículo acadêmico. Ele já era lotado no tribunal quando fez residência médica no Rio de Janeiro.

Procurada, a assessoria do presidente da Câmara confirmou que o filho trabalha no TCE-MA, mas não fez outros comentários. Apesar do pedido, a equipe do deputado disse que não poderia contatar Thiago Maranhão.

Tal pai...

Na disputa eleitoral de 2010, o filho de Waldir Maranhão foi condenado ao pagamento de multa pela Justiça Eleitoral por ter doado ao pai mais que o permitido em lei.