Carlos Brandão
Com Flávio Dino na disputa pelo Senado, Othelino Neto diz que vai para reeleição
Política

Presidente da Alema tentava a mesma vaga para 2022. Aliado de Weverton, ele diz acreditar em consenso entre o pedetista e Carlos Brandão na disputa pelo Palácio dos Leões

Com a decisão do governador Flávio Dino (PCdoB) de disputar o Senado Federal na chapa que será encabeçada pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) em 2022, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), pretende continuar concorrendo a deputado estadual.

A informação foi dada ao ATUAL7 pelo próprio chefe do Palácio Manuel Beckman, nesta quarta-feira 20. “Sendo o governador Flávio Dino candidato ao Senado, terá o meu apoio. E disputarei a reeleição de deputado estadual”, declarou Othelino.

Até antes da pandemia, Othelino trabalhava por uma vaga na chapa majoritária nas eleições de 2022, visando, principalmente, a de senador. Porém, como Dino não criou musculatura para continuar sonhando com à Presidência, o tabuleiro eleitoral mudou.

Também aliado de Weverton Rocha (PDT), embora improvável, Othelino acredita que haverá um consenso entre o pedetista e Carlos Brandão na sucessão de Flávio Dino. Atualmente, o vice-governador e o senador são adversários.

“Quanto à disputa pelo governo, acho que no momento certo e com critérios pactuados chegaremos a um entendimento em torno de um nome”, antecipou-se a questionamentos, após responder que ainda não tratou com o governador do Maranhão sobre nova filiação partidária.

Segundo fontes próximas ao comunista ouvidas pelo ATUAL7, Dino pretende ir para o PSB.

Questionado sobre possível recuo de Weverton, seu aliado, o presidente da Alema desconversou, e disse acreditar que, para que haja uma candidatura única ao Palácio dos Leões, o caminho seria os postulantes cederem “um para o outro”. “A premissa essencial deve ser a viabilidade de cada um. Como aferir isso? Política e pesquisas”, sugeriu.

Nas eleições municipais de 2020, Othelino Neto uniu-se a Weverton Rocha na disputa pela prefeitura de São Luís, apesar do PCdoB ter lançado um nome, ainda que fraco, do próprio partido, o deputado federal licenciado Rubens Pereira Júnior. Derrotados no primeiro turno, aliaram-se a Eduardo Braide (Podemos) no segundo turno, que acabou eleito.

Durante o pleito, em resposta ao vice-governador Carlos Brandão, que em discurso os chamou de “desertores” por não apoiarem Duarte Júnior (Republicanos), candidato declarado de Flávio Dino no segundo turno, Othelino e Weverton comparecem juntos às suas respectivas sessões eleitorais para votar em Braide, com camisas iguais onde havia a sublimação “deserte-se”.

Aliado a Weverton, DEM perderá quadros importantes no Maranhão por causa de 2022
Política

Rogério Cafeteira e Felipe Camarão pretendem acompanhar Flávio Dino, que ocupará a vaga ao Senado na chapa encabeçada por Carlos Brandão

Unha e carne com o senador Weverton Rocha (PDT) no Maranhão, o DEM perderá quadros importantes no estado, em razão do antagonismo do pedetista contra o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), sucessor natural de Flávio Dino (PCdoB) ao Palácio dos Leões em 2022.

Embora tenha sugerido que possa disputar a Câmara dos Deputados para tentar salvar o PCdoB, Dino deve concorrer ao Senado, onde terá maior possibilidade de voltar a sonhar com a Presidência da República. Para isso, o governador terá de se desincompatibilizar do cargo em abril do próximo ano, abrindo o comando do Executivo estadual para Brandão, que disputará a reeleição e dará suporte à eleição do comunista.

Como Dino depende de Brandão para continuar na vida pública, e Weverton, mesmo na iminência de derrota, não pretende recuar da disputa pelo governo do Estado, já se articulam para deixar o DEM os secretários estaduais Felipe Camarão (Educação) e Rogério Cafeteira (Esporte e Lazer).

O ATUAL7 apurou que Cafeteira, que tentará voltar à Assembleia Legislativa, pode ir para o Republicanos, mesmo partido de Carlos Brandão, enquanto Camarão, que buscará um mandato na Câmara dos Deputados, aguardará a definição de Dino, que caminha para se filiar ao PSB –que tem perdido o interesse de fundir com o PCdoB.

Também tendem a deixar o DEM e buscar outro partido os deputados estaduais Antônio Pereira e Paulo Neto. Apenas Neto Evangelista deve seguir no partido, para acompanhar o padrinho Weverton Rocha.

O presidente do Democratas no Maranhão é o deputado federal Juscelino Filho.

Brandão diz que não assinou convênios, mas que proposta está mantida
Política

Compartilhador de missões, Flávio Dino terá de honrar acordos feitos pelo vice, de quem depende para disputar o Senado Federal em 2022

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (Republicanos), declarou ao ATUAL7 que não houve tempo hábil para assinatura de convênios com prefeituras municipais, durante o período em que ele esteve no comando do Governo do Estado, interinamente.

Segundo ele, porém, a proposta de realização de convênios com os gestores municipais, conforme acordado pessoalmente com dezenas de prefeitos, terá prosseguimento com o governador Flávio Dino (PCdoB) –com quem compartilha missões, e agora responsável pelas assinaturas e pagamentos.

“Nós ouvimos as demandas dos prefeitos e pedimos para que eles oficializassem. No entanto, a proposta de realização de convênios está mantida”, garantiu.

Questionado sobre quais foram as demandas apresentadas por cada prefeito, valor orçado e andamento das propostas, Brandão desconversou.

“Demandas de toda natureza. Muita coisa. Não tem como detalhar tudo”, respondeu, apesar de se tratar de informação de interesse público sobre obras que serão custeadas com recursos públicos.

Novamente provocado, apenas repetiu que ainda será definido teto, para cada município, de acordo com a disponibilidade financeira do governo estadual. “A documentação está sob análise. Eles fizeram as demandas deles, agora vamos fazer a análise. São demandas normais de município”, voltou a desconversar, após o ATUAL7 insistir na disponibilização das demandas formalizadas pelos prefeitos, para controle social.

Brandão assumiu o controle indireto do Palácio dos Leões durante quase as duas primeiras semanas de 2021. Sob autorização de Flávio Dino, que estava de férias, assumiu compromissos institucionais com prefeitos municipais, enquanto buscava o voto destes para Fábio Gentil (Republicanos), prefeito de Caxias, na disputa pela presidência da Famem.

Contudo, também sob anuência de Dino, o Palácio dos Leões fez jogo duplo, por meio de troco do secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry, provocando a vitória do prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), para mais dois anos de comando da entidade municipalista. Ele teve como apoiador principal o senador Weverton Rocha (PDT), um dos adversários de Carlos Brandão na sucessão estadual em 2022.

Apesar das promessas aos prefeitos terem sido feitas pelo vice-governador, Flávio Dino terá de manter todas as propostas de celebração de convênios com os municípios. Se assim não fizer, estará traindo Carlos Brandão, de quem depende, exclusivamente, o sonho do comunista de disputar o Senado Federal.

Compartilhador de missões, Dino terá de honrar convênios assinados por Brandão
Política

Vice-governador do Maranhão fechou dezenas de acordos com prefeitos durante a disputa pela Famem, mas acabou derrotado

Para além de loas no Twitter, o governador Flávio Dino (PCdoB) terá de honrar todos os convênios assinados pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), no período em que ele esteve fora do Palácio dos Leões, de férias.

Na rede social, logo após retomar o controle direto do Executivo estadual, Dino agradeceu a Brandão, segundo ele, “pela dedicação ao exercício do governo nos últimos dias”. “Nesses 6 anos, Brandão tem sido um vice correto e sempre disposto a compartilhar comigo missões de alta importância. Assim continuará”, publicou.

Durante as férias de Flávio Dino, em meio à disputa pela presidência da Famem, sob autorização do governador, Carlos Brandão fechou acordos, alguns milionários, com dezenas de prefeitos maranhenses. Apesar das canetadas, o Palácio dos Leões acabou derrotado na missão pelo senador Weverton Rocha (PDT) e pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), que apoiaram Erlânio Xavier (PDT), prefeito de Igarapé Grande.

Longe de ser apenas a palavra e assinatura de Brandão em jogo, a assinatura dos convênios impõe forte pressão sobre o próprio Dino. Se honrados, o comunista se manterá forte até 2022, quando pretende disputar o Senado Federal –possivelmente, tendo como principal opositora a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Porém, caso aplique calote, Flávio Dino inviabilizará seu próprio futuro, como político anti-municipalista, e, a partir de abril do próximo ano, quando se desincompatibilizar do cargo, receber o troco de Brandão, seu sucessor natural e futuro inquilino do Palácio dos Leões.

Erlânio é reeleito presidente da Famem; Weverton e Othelino derrotam Brandão e Dino
Política

Dupla do Palácio dos Leões não conseguiu eleger Fábio Gentil para o comando da entidade municipalista

Por 112 votos a 96, o prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), foi reeleito presidente da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), nesta quinta-feira 14. Ele permanece no comando da entidade pelos próximos dois anos.

Prévia das eleições de 2022, a eleição de Erlânio representa vitória do senador Weverton Rocha (PDT) e do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), sobre o vice-governador Carlos Brandao (Republicanos) e o governador Flávio Dino (PCdoB). Até abril do próximo ano, se Brandão e Dino não recuarem e buscarem compor com Weverton e Othelino, a tendência é de que eles estejam em campos opostos na disputa pelo comando do Governo do Maranhão e vaga no Senado Federal, sob risco de nova derrota.

A dupla no Palácio dos Leões apoiava a candidatura do prefeito Fábio Gentil (Republicanos), de Caxias. Ele também teve o apoio do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), único não considerado como derrotado na disputa por ser a única liderança política no estado a conseguir manter seu batalhão de prefeitos fiel ao seu projeto político e de poder.

Confessadamente acordado com Flávio Dino, Carlos Brandão passou as últimas semanas sentando com mais de uma centena de prefeitos, na vice-governadoria, em tentativa de costura de votos para a eleição da Famem, mas acabou confirmando-se como político inábil, mesmo antes da derrota na disputa pela entidade municipalista, ao perder publicamente prefeitos filiados ao partido que preside para o lado dos adversários.

Já Dino, até tentou se descolar de derrota na disputa, confirmada com a reeleição de Erlânio Xavier, ao sair de férias e não se envolver diretamente no pleito. Achando-se astuto, também fez espécie de jogo duplo, ao dar liberdade para que o secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry (PCdoB), desse troco a uma disputa paroquial em Colinas e desarticulasse publicamente o poder de Brandão na cadeira. Contudo, apesar de toda a engenhosidade, o comunista também terminou como derrotado.

Candidato de Bolsonaro, Arthur Lira costura votos no Palácio do Leões e com Braide
Política

Líder do centrão tem viajado pelo país em busca de votos de bancadas federais para a presidência da Câmara dos Deputados

Na tentativa de atrair alianças na disputa pela presidência da Câmara, o líder do bloco centrão, Arthur Lira (PP-AL), esteve em São Luís, nesta terça-feira 12. Ele tem viajado pelo país em campanha pelo voto dos colegas na disputa legislativa.

Na capital do Maranhão, participou de reuniões com a bancada federal maranhense e o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), no Palácio dos Leões, e com o prefeito Eduardo Braide (Podemos), no Palácio de La Ravardière –que não é mais deputado federal nem tem, até onde se sabe, ingerência sobre o mandato Josivaldo JP (Podemos), efetivado em seu lugar na Câmara, em Brasília.

Na costura por votos, Arthur Lira tem como principal cabo eleitoral o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de quem tem a fidelidade elogiada, por ser considerado respeitador de acordos.

Apesar da proximidade com Braide ser natural, por este ter feito parte da base bolsonarista quando exerceu mandato na Câmara, chama a atenção a aproximação estratégica de Lira com o Palácio dos Leões, com participação de secretários estaduais.

Embora o governo esteja sob exercício de Brandão, o chefe titular do Executivo do Estado é o esquerdista Flávio Dino (PCdoB), desafeto de Bolsonaro e que não permite, mesmo estando de férias, qualquer movimentação de Brandão sem sua autorização.

O adversário de Arthur Lira na disputa é Baleia Rossi (MDB-SP), candidato da esquerda e do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que na eleição passada recebeu o apoio da bancada federal maranhense sob articulação direta de Dino.

A antecipação da minirreforma administrativa feita por Dino, inclusive, tem relação com a eleição da Câmara dos Deputados. Ao já tirar da Casa Márcio Jerry e Rubens Pereira Júnior, ambos do PCdoB, o governador do Maranhão abriu possibilidade para Gastão Vieira (PROS) e Dr. Elizabeth Gonçalo (Republicanos) votarem no candidato do presidente Jair Bolsonaro, sem pressão da esquerda.

Derrotado em disputa paroquial em Colinas, Jerry dá troco em Brandão na eleição da Famem
Política

Presidente do PCdoB no Maranhão, secretário de Cidades tem dito a aliados em comum com o vice-governador que não tem controle sobre prefeitos do partido

O deputado federal licenciado e agora secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry (PCdoB), tem trabalhado no bastidor contra eventual vitória do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) na disputa pela presidência da Famem –com vistas às eleições de 2022, quando estará em jogo o comando do Palácio dos Leões.

Em vez de pedidos de votos à chapa representada pelo prefeito Fábio Gentil (Caxias), afilhado de Brandão e preferido de Flávio Dino (PCdoB) no pleito, Jerry tem atuado no bastidor a favor do prefeito Erlânio Xavier (Igarapé Grande), sombra do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Segundo pessoas próximas ao secretário ouvidas pelo ATUAL7, devido ao antagonismo paroquial entre Márcio Jerry e Carlos Brandão em Colinas, as articulações do comunista contra o vice-governador seriam uma espécie de troco.

Em Colinas, Jerry queria forçar um apoio do grupo de Brandão à eleição de sua irmã, Régia Barroso (PCdoB), para a presidência da Câmara do município. Como por lá ele não exerce qualquer autoridade, para evitar que a derrota de bastidor se tornasse pública, ela sequer lançou candidatura, e teve de votar em Dr. Lima (Republicanos), reeleito para o comando da Casa.

Principal e maior da cidade, o grupo de Brandão tem também ignorado as investidas de Jerry para que o seu irmão, João Haroldo (PCdoB), atualmente vice-prefeito, controle metade da gestão municipal de Valmira Miranda (Republicanos) e seja eleito para o comando do município nas eleições de 2024.

Como Flávio Dino saiu de férias e deixou Carlos Brandão no exercício do comando do Palácio dos Leões em meio à eleição da Famem, para não ser acusado de estar fazendo jogo duplo, quando questionado por aliados em comum, tem dito que não tem controle sobre os prefeitos do PCdoB, e que mais da metade dos gestores comunistas seguem a orientação do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), este abertamente em campanha a favor da eleição de Erlânio.

Vitória na disputa pela Famem será de quem evitar traições do voto secreto
Política

Prévia de 2022, controle da entidade pelos próximos dois anos colocou em choque público Carlos Brandão e Josimar Maranhãozinho contra Weverton Rocha e Othelino Neto

Nos corretores do Palácio dos Leões e da Assembleia Legislativa do Maranhão, espécies de comitês de campanha montados, respectivamente, por padrinhos dos prefeitos Fábio Gentil (Caxias, Republicanos) e Erlânio Xavier (Igarapé Grande, PDT) na disputa pela presidência da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), circula a máxima entre os prefeitos que já visitaram as sedes dos poderes: vence a eleição para o comando da entidade municipalista quem conseguir evitar o maior número de traições do voto secreto.

As primeiras movimentações, públicas, mostram que tal conceito nunca fez tanto sentido.

Menos de 24 horas após o registro das chapas, do lado de Erlânio, que concorre à reeleição, houve a baixa do prefeito de Luís Domingues, Gilberto Braga (PSDB), que anunciou desistência e pediu a retirada de seu nome da chapa 1, denominada Sálvio Dino - Municipalismo na Prática.

Contudo, em rápido contra-ataque, a vaga foi ocupada pelo prefeito de Palmeirândia, Edilson da Alvorada, que é filiado ao Republicanos, partido de Gentil e do vice-governador Carlos Brandão, principal padrinho da chapa 2, denominada Zé Gentil - Municipalização para Todos.

Por ser uma prévia da corrida eleitoral de 2022, a disputa colocou em choque público, de um lado, o chefe interino do Palácio dos Leões, Carlos Brandão, e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), e do outro o senador Weverton Rocha (PDT) e o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB). Neste sentido, o grande desafio dos postulantes e seus respectivos padrinhos é assegurar que os apoiadores das chapas, a começar pelos integrantes, de fato cumprirão o acordo prometido dentro das cabines de votação.

A eleição pelo controle da Famem, pelo biênio 2021-2022, está marcada para acontecer no próximo dia 14, em votação secreta, um dia antes do retorno do governador Flávio Dino (PCdoB) ao comando do Governo do Maranhão. Por medo eventual de derrota, o comunista repensou a ofensiva que havia ameaçado após ser vencido nas eleições municipais de 2020 em São Luís, e preferiu viajar de férias e não se envolver diretamente na dissidência de seu clã.

Chapas de Erlânio e Gentil apontam quais prefeitos estão com Weverton, e quais com Brandão; confira os nomes
Política

Disputa pelo controle da entidade municipalista é uma prévia das eleições de 2022 pelo comando do Palácio dos Leões

Os prefeitos reeleitos Erlânio Xavier (Igarapé Grande, PDT) e Fábio Gentil (Caxias, Republicanos) registraram, no final da tarde dessa quarta-feira 6, suas respectivas chapas para a eleição pela presidência da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), pelo biênio 2021-2022.

Pelas regras do pleito da entidade municipalista, cada chapa é composta por 25 prefeitos. Representante da chapa 1, denominada Sálvio Dino - Municipalismo na Prática, Erlânio é apoiado pelo senador Weverton Rocha (PDT); e Gentil, representante da chapa 2, denominada Zé Gentil - Municipalização para Todos, pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos).

A disputa é uma prévia das eleições gerais de 2022, quando o governador Flávio Dino (PCdoB) renunciará ao cargo em abril para disputar uma vaga no Senado ou na Câmara Federal. Pelo grupo dinista, Brandão e Weverton postulam a sucessão do comunista. Como ambos estão atuando de forma direta pelo controle da Famem, a composição das chapas, contando com os respectivos representantes, aponta quais são os 25 prefeitos que estão com Weverton e quais os 25 prefeitos com Brandão.

A eleição para a presidência da Famem está marcada para o próximo dia 14.

Abaixo, confira a composição das chapas:

Brandão assume Palácio dos Leões em meio à eleição da Famem
Política

Com a caneta na mão, vice-governador vai tentar eleger Fábio Gentil, prefeito de Caxias, para a presidência da entidade municipalista

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (Republicanos), assumiu interinamente o comando do Palácio dos Leões, na manhã desta terça-feira 5, devido a período de afastamento do governador Flávio Dino (PCdoB), que tirou férias.

Brandão ocupará o cargo até o próximo dia 15, um dia depois da eleição para a presidência da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão).

Com a caneta na mão, e com tinta, Brandão vai tentar eleger o prefeito reeleito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), para o comando da entidade.

O adversário de Gentil é o prefeito reeleito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), sombra do senador Weverton Rocha (PDT).

Apesar de, nos bastidores, também apoiar Fábio Gentil, Flávio Dino pretende ficar de fora da disputa direta para mostrar a força de seu vice na sucessão estadual, já que a eleição pela presidência da Famem será uma espécie de prévia das eleições de 2022.

Com apoio de Dino, Brandão e Maranhãozinho, Gentil confirma candidatura à Famem
Política

Eleição pela presidência da entidade municipalista será uma prévia da disputa pelo Palácio dos Leões em 2022

O prefeito reeleito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), confirmou que é candidato à presidência da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), em entrevista ao programa Ponto Final, da Mirante AM, na manhã desta segunda-feira 4. O anúncio havia sido antecipado pelo ATUAL7, na quinta-feira 31.

Gentil conta com o apoio do governador Flávio Dino (PCdoB), do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) e do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL). Apenas o apoio dos dois últimos é aberto.

Embora atuando ainda apenas no bastidor, Dino não pretende repetir o erro do último pleito municipal, em que foi derrotado em São Luís por ter ficado neutro na disputa porque envolvia dinistas.

Somados com outros aliados, eles já teriam 115 prefeitos. O Maranhão possui 217 municípios.

O adversário de Fábio Gentil é o atual presidente da Famem, Erlânio Xavier (PDT), prefeito reeleito de Igarapé Grande e sombra do senador Weverton Rocha (PDT).

A eleição pela presidência da Famem será a mais tensa prévia da disputa pelo comando do Palácio dos Leões nas eleições de 2022. Atualmente, pelo dinismo, postulam a vaga Brandão, Weverton e Maranhãozinho. Por xeque-mate, o vice-governador pode já estar ungido, antecipadamente, já que Flávio Dino depende dele para eventual campanha vitoriosa ao Senado.

Falta de espaço na conjuntura nacional e desmoronamento da unidade estadual força Dino a buscar o Senado em 2022
Política

Em xeque-mate, governador terá também de trabalhar por pacto em torno do nome de Carlos Brandão na sucessão ao Palácio dos Leões

A pouco mais de um dia do ano pré-eleitoral, o governador Flávio Dino (PCdoB) mostrou maturidade e reconheceu seu tamanho na disputa pelo Palácio do Planalto em 2022. Apesar do uso imoderado de dinheiro público para se fazer conhecido e buscar ser respeitado como liderança política fora do Maranhão, Dino compreendeu que não ainda não ocupou espaço seguro e consolidado na conjuntura nacional, e desistiu, publicamente e pela primeira vez, da aventura de concorrer à Presidência da República no próximo pleito.

Conforme antecipou mais cedo o ATUAL7, o governador deu início à mudanças no primeiro escalão de seu secretariado com o objetivo de disputar a única vaga a que o Maranhão terá direito ao Senado Federal nas eleições de 2022. A decisão por concorrer à Câmara Alta, em Brasília, foi anunciada em entrevista à coluna Radar, de Veja, nessa quarta-feira 30.

“Minha decisão é disputar o Senado. A decisão visa colaborar na continuidade da implementação de políticas públicas no Maranhão. E contribuir com o campo progressista em âmbito nacional, atuando no Congresso”, afirmou Dino

Segundo Dino, para que ele pudesse tentar o Palácio do Planalto –provavelmente contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que, se até lá ainda estiver no cargo, deve tentar reeleição–, obrigatoriamente, deveria haver unidade na esquerda em torno de um único nome –que no caso seria o dele. Como não há nem haverá, para não acabar sem mandato eletivo, sobrou o Senado.

“Qualquer mudança de planos depende do principal: conseguirmos juntar forças em uma chapa para disputar e vencer a eleição presidencial de 2022. Jamais serei um fator de divisão, e sim de ajudar a convergências”, afirmou.

A nova estratégia de Dino, segundo fontes próximas ao comunista ouvidas reservadamente pelo ATUAL7, é seguir o mesmo caminho traçado por Aécio Neves (PSDB), à época em que o tucano cresceu nacionalmente como nome forte contra a então presidente Dilma Rousseff (PT). Com boa articulação em Brasília, Dino pretende usar o eventual mandato, caso eleito senador, para ser a principal voz da oposição no Congresso e, com isso, finalmente, conseguir fortalecer o seu nome no plano nacional. Em relação ao ex-presidente Lula (PT), único que, acredita Dino, poderia atrapalhar essa caminhada, a expectativa do comunista é que ocorra o mesmo que houve com Jackson Lago (já falecido), que perdeu a liderança de maior nome da oposição diante do cansaço da população, que encontrou nele, Dino, capacidade, influência e prominência para quebrar o ciclo de quem estava no poder.

A articulação construída em Brasília, desde a época em que era juiz federal e expandida quando exerceu o mandato de deputado federal, porém, não é mais a mesma no Maranhão, desmoronada por traições e derrota na disputa pela prefeitura de São Luís em 2020, outro motivo que levou Flávio Dino a desistir de disputar o Palácio do Planalto.

Como o grupo político que montou a partir da cooptação de integrantes históricos, e até novatos, da extinta oligarquia Sarney passou a tê-lo apenas como inquilino do Palácio dos Leões, e não mais como liderança política, Dino acredita que, entrando na vaga ao Senado, a eleição de uma chapa imbatível dependeria exclusivamente dele, e não do postulante a governador, como manda a tradição. Neste sentido, conforme declarou recentemente, os pré-candidatos de seu grupo político, em vez de se dividirem em outras chapas, acredita ele, teriam de estabelecer um pacto e ceder para o que estiver melhor viabilizado na sucessão ao Palácio dos Leões. Esse ungindo, ainda segundo fontes ouvidas pelo ATUAL7, caminha para ser o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), não apenas por maior proximidade e confiança de Flávio Dino, que trabalha para ainda ter o controle do Estado durante eventual passagem pelo Senado, mas devido ao xeque-mate em que se colocou, já que, quando se desincompatibilizar no cargo em abril de 2022, dependerá de Brandão para continuar na vida pública.

Ainda na empreitada, ao PDT e PL, respectivamente, comandados pelo senador Weverton Rocha e pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho, remanesceria a disputa pela vaga de vice.

Dino diz que vai buscar pacto de união entre Brandão, Weverton e Maranhãozinho
Política

Governador do Maranhão voltou a reafirmar que pretende deixar o Palácio dos Leões em abril de 2022

Com três dos quatros principais postulantes ao Palácio dos Leões em 2022 pertencentes ao seu clã político, o governador Flávio Dino (PCdoB) afirmou, nesta quarta-feira 23, que vai buscar um pacto de união entre os aliados. O objetivo é evitar desgaste e eventual derrota nas urnas como ocorreu no pleito deste ano, na disputa pela prefeitura de São Luís.

“Se houver um pacto de união, e todos cumprirem, eu não vejo problema termos várias pré-candidaturas, porque significa dinamismo, significa força do nosso grupo. Agora, é preciso que haja essa pactuação, em que todos e todas coloquem suas pré-candidaturas, mas mais adiante tenham maturidade para ceder”, declarou o comunista, em entrevista ao jornalista Clóvis Cabalau, no quadro Bastidores, do Bom Dia Mirante.

Pelo dinismo, até o momento, pretendem concorrer à cadeira de governador o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL). Apenas o senador Roberto Rocha (PSDB) faz oposição ao comunista.

Ainda sobre a sucessão, Flávio Dino voltou a reafirmar que pode não ficar até o final do segundo mandato à frente do Governo do Maranhão, pois pretende entrar na disputa nas próximas eleições. Ele não informou, contudo, a qual cargo pretende concorrer.

“Este é o caminho. Eu tenho atuado nesta perspectiva, e acho que em 2021 eu vou conseguir pactuar tudo isso. O ano é 21, porque, provavelmente, em 2022 em devo concorrer às eleições e, por imperativos legais, devo deixar o governo no mês de abril de 22”, declarou.

Conheça os prós e contras dos principais postulantes à sucessão de Flávio Dino
Política

Individualmente, todos têm vantagens para o embate pelo Palácio dos Leões em 2022, mas também barreiras que podem dificultar a caminhada

Ainda nem houve a diplomação dos eleitos nestas eleições municipais de 2020, mas o que se enxerga no horizonte e sob uma cortina de fumaça bem fraca é o tabuleiro político que deve marcar a sucessão do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Assim como aconteceu em São Luís, a maioria dos postulantes até aqui faz parte da base de apoio político do comunista. O vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) são importantes aliados do Palácio dos Leões. Dos quatros principais, somente o senador Roberto Rocha (PSDB) não configura como aliado dos Leões. É o único opositor até o momento.

Todos têm boas armas para oferecer na disputa eleitoral, mas há obstáculos que podem dificultar a articulação política e respingar ainda no resultado das urnas. A seguir, em ordem alfabética, o ATUAL7 separou pontos positivos e negativos de cada um deles.

Carlos Brandão

Vantagens

Politicamente, Carlos Brandão é o que está mais próximo da cadeira ocupada por Flávio Dino, por ser o primeiro da linha sucessória. O principal ponto a favor de Brandão é que ele pode sentar na cadeira e assumir a caneta de mandatário do Maranhão em 2022, ou mesmo já no próximo ano. Tudo depende dos planos e dos passos que Dino pretende enveredar depois que deixar o atual cargo.

Outro ponto a favor da virtual pré-candidatura de Carlos Brandão é que ele conseguiu reunir um grupo de 25 prefeitos eleitos pelo Republicanos, partido do qual é vice-presidente nacional. Se somar com os prefeitos eleitos pelo PCdoB, Brandão passa a contar com 47 prefeitos com ligação partidária. Com essa combinação matemática fica à frente de Weverton e Maranhãozinho.

O terceiro ponto positivo de Carlos Brandão é que ele consegue a simpatia de cores ideológicas que, hoje, não tem aproximação com o governador Flávio Dino. Ele consegue um franco diálogo com a classe política.

Desvantagens

É importante ressaltar, porém, que o que levanta a bola do vice-governador é o que pode fazer ele ficar fraco na corrida eleitoral. O primeiro ponto contrário à pré-candidatura de Brandão em 2022 é justamente não ter a base aliada do governador Flávio Dino em torno do seu projeto eleitoral. Em São Luís, houve uma rusga entre Brandão e Weverton que respingou no presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), e sobrou para o ainda prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

O segundo ponto negativo é Carlos Brandão ter perdido a eleição em São Luís. Apesar da votação expressiva do seu candidato, Duarte Júnior (Republicanos), que alcançou 216.655 votos no segundo turno, a ausência da máquina administrativa da capital maranhense vai fazer falta na hora que a campanha começar.

Outro fator negativo que pode impactar na formação de grupo e de novas alianças no Maranhão é que Carlos Brandão ainda é vice-governador e não tem o peso da tinta da caneta do Palácio dos Leões. Enquanto seus concorrentes contam com as emendas milionárias, Brandão ainda não tem o poder decisório para atrair amigos e aliados. Sem citar que em 2022 não se sabe como Flávio Dino vai entregar a saúde financeira do Estado, com ou sem possibilidade de investimentos a curto prazo.

Josimar Maranhãozinho

Vantagens

O deputado federal Josimar Maranhãozinho é conhecido por ser campeão de votos. Foi assim quando sagrou-se o deputado estadual mais votado do Maranhão, em 2014, com 99.252 votos. Quatro anos depois, Josimar repetiu o título de mais votado, desta vez para deputado federal com quase 100 mil votos a mais. Maranhãozinho contabilizou 195.768 votos. Com a fama de bom de voto e com o lema de não repetir mandato, Josimar Maranhãozinho planeja o maior voo de sua carreira política: ser governador do Maranhão.

O primeiro ponto positivo é a força que o partido de Josimar conquistou. O Partido Liberal, do qual Josimar comanda a mão de ferro, foi a segunda sigla que mais fez prefeitos nesta eleição. O PL saiu de 7 prefeitos eleitos em 2016 para 40 prefeitos em 2020. Maranhãozinho ficou a frente do PCdoB, de Flávio Dino, e do Republicanos, de Carlos Brandão. Perdeu somente para o PDT do senador Weverton Rocha.

Na Ilha de São Luís, Josimar adotou a estratégia de cercar os municípios com candidaturas do PL. Raposa, São José de Ribamar e Paço do Lumiar. Das três cidades, só não logrou êxito em Paço do Lumiar, com a derrota do advogado Fred Campos (PL). Na Raposa, fez Eudes Barros (PL), enquanto que, em São José de Ribamar, trouxe de volta o ex-prefeito Dr. Julinho (PL) para a vida política da cidade balneária.

Outro ponto a favor de Josimar é a estrutura partidária e financeira que rodeia o virtual pré-candidato. O diretório nacional do partido recebeu mais de R$ 117 milhões de fundo eleitoral. Só para a campanha de Duarte Júnior, para prefeitura de São Luís, o PL destinou R$ 2,2 milhões. A força partidária conta ainda com partidos “satélites”, como o Avante e Patriota, que são dirigidos indiretamente pelo deputado federal. Chama atenção também a capacidade do parlamentar de angariar recursos federais, por meio de emendas parlamentares, para os municípios maranhenses. Só durante a pandemia, Josimar conseguiu a liberação de R$ 15 milhões de emendas para a saúde.

Desvantagens

Uma forte desvantagem que pesa contra a pré-candidatura de Josimar é justamente a consequência de sua força política e sua fama de ser campeão de emendas. No último dia 9 de dezembro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Descalabro para apurar suposto esquema criminoso que seria comandado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho, voltado ao desvio de recursos públicos da área de saúde, por meio de direcionamento de licitações. É inegável que a operação da PF respingou nas pretensões políticas de Josimar.

A Operação Descalabro e o seu desenrolar podem prejudicar o dono do PL no Maranhão de conseguir formar um grupo em que ele seja indicado para ser o candidato ao governo.

Por fim, o fato de Josimar Maranhãozinho ter entrado no consórcio malsucedido para eleger Duarte Júnior pode levá-lo a fazer parte de outro projeto: de Carlos Brandão, ou mesmo, do governador Flávio Dino. Neste caso, a hipótese de aparecer na chapa majoritária (com exceção da vaga de governador) não fica descartada.

Roberto Rocha

Vantagens

O senador Roberto Rocha, dos quatros postulantes colocados até aqui, é o único que não faz parte do governo Flávio Dino. Enquanto os outros três dão sustentação ao comunista, Roberto pode ter um discurso de oposição —como já faz— e atrair votos dos descontentes. Há outro ponto incomum com os demais. Roberto Rocha é o único que já teve a experiência de ser candidato ao governo do Estado. Ele alcançou 2,05% dos votos válidos e ficou na quarta colocação.

Pela proximidade e por lado político, Roberto Rocha pode ter apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), desde que saia do PSDB, caso o partido lance João Dória (PSDB-SP) para concorrer ao Planalto em 2022.

Outro ponto positivo foi a participação de Roberto Rocha na candidatura de Eduardo Braide (Podemos). Ficou a cargo dele garantir a presença do PSDB na chapa com o Podemos, ao mesmo passo que deixou de fora da disputa um forte concorrente ao prefeito eleito, o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB), que teve garantia de sua pré-candidatura e não foi convertida na homologação para a disputa.

Desvantagens

Mas Roberto Rocha também tem de se preocupar com seus próprios passos se quiser chegar a candidato em 2022. Primeiro, o grupo político do senador é tímido. Ao encolher o PSDB em menos de quatro anos, ao reassumir a presidência do partido no Maranhão, o partido presidido por ele conseguiu eleger somente quatro prefeitos, bem aquém do esperado de um senador da República com laços políticos com o presidente da República. Cada pleito é “uma nova” eleição, entretanto o recall negativo das últimas eleições pode ser um empecilho para a formação de um grupo em torno da candidatura de Roberto Rocha.

Weverton Rocha

Vantagens

O senador Weverton Rocha vem pavimentando sua candidatura ao Palácio dos Leões ainda quando era deputado federal e cavava a sua candidatura ao Senado. Weverton foi o primeiro candidato ao Senado confirmado pelo governador Flávio Dino, no ano anterior às eleições de 2018. Muito pelo fato de ter conseguido formar um grupo consolidado em torno do seu nome. Ali já se sabia onde Weverton queria chegar.

O PDT, partido presidido por Weverton no estado, foi o que fez mais prefeituras no Maranhão. Ao todo, foram 42 prefeitos eleitos. Essa relação de Weverton com os prefeitos reflete em seu mandato no Senado Federal, com atuação municipalista e com diálogo aberto com prefeitos dos mais variados partidos.

Em suas movimentações, Weverton tem aglutinado forças. Se aproximou de forças políticas que antes eram inimigas. No primeiro turno em São Luís esteve no mesmo palanque que a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), apoiando o seu candidato à prefeitura, o deputado estadual Neto Evangelista (DEM). No segundo turno foi a vez da aproximação com Eduardo Braide, que há quatro anos estava na mira do senador. Recentemente, ele apareceu em Imperatriz com Assis Ramos (DEM), antigo adversário.

Pelo menos dois partidos já fazem parte do projeto de Weverton para governador. O PDT e o Democratas. O DEM elegeu 11 prefeitos, dentre eles, o prefeito reeleito Assis Ramos. Também podem caminhar com Weverton o MDB e PTB.

Desvantagens

Pesa contra a candidatura de Weverton o fracasso do PDT na eleição de São Luís. A aposta do partido, Neto Evangelista, alcançou o amargo terceiro lugar. Apesar do grupo ter sido decisivo na vitória de Eduardo Braide, Weverton Rocha deve perder o controle total da prefeitura de São Luís. A incerteza do apoio de Flávio Dino, ou mesmo, sua posição nas eleições de 2022 pode ser um empecilho para os planos do senador. Flávio Dino pode apoiar Weverton? Flávio Dino vai manter a mesma posição de 2020? Flávio Dino vai ter mais de um candidato? Essas incertezas devem ser levadas em contas nos cálculos de Weverton Rocha, o PDT e o grupo do senador.

A minirreforma administrativa ameaçada por Flávio Dino (PCdoB), no Twitter, pode atingir o grupo do senador Weverton Rocha. Entre as principais pastas estão a Sedes (Secretaria de Desenvolvimento Social) e o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) do Maranhão. São órgãos importantes que estão sob indicação do PDT. Sem espaço no governo, o terreno do caminho para o Palácio dos Leões pode ficar mais pesado.

Um Maranhão Republicano
Artigo

Por Carlos Brandão*

Definitivamente, as eleições 2020 deixaram um recado muito claro, principalmente aos maranhenses: o Republicanos se consolida como grande força partidária. Desde que chegamos ao partido, a convite do presidente estadual Cléber Verde –em fevereiro de 2018–, temos nos dedicado ao fortalecimento da sigla, entendendo sua relevância como importante aliada do governador Flávio Dino. Afinal, sou o vice-governador do Estado e trabalho os mesmos objetivos do governador, auxiliando-lhe diariamente na tarefa de condução da máquina administrativa.

De imediato, conseguimos ampliar a bancada na Assembleia Legislativa de um para seis deputados. Agora, alcançamos um resultado extremamente expressivo nas urnas. Com mais de 580 mil eleitores, passamos a ser o partido com o maior número de votos no estado. No total, elegemos 25 prefeitos, 24 vice-prefeitos e 211 vereadores, nos tornando, proporcionalmente, o diretório estadual que mais cresceu no país. Os dados são tão expressivos que, em números absolutos, só elegemos menos prefeitos do que Minas Gerais, que tem 853 municípios contra 217 no Maranhão.

Um vitória do planejamento, da organização e da credibilidade que o Republicanos tem adquirido ao longo do tempo, com uma forma séria e verdadeira de fazer política. Crescemos praticamente 80% em relação ao número de eleitos em 2016. Isso sem um fundo partidário nem perto das maiores legendas brasileiras. Mas, sobretudo, com muita vontade e determinação de nossos filiados, a quem agradeço todo o empenho.

No contexto político do Brasil, houve também um crescimento importante. A sigla fez história ao eleger 211 prefeitos nesse pleito. Um aumento de 99,05% em relação ao número de eleitos em 2016. Além disso, foram 2.572 vereadores pelo país, o que forma um exército considerável. O Republicanos conseguiu ainda ampliar a presença de mulheres nas Câmaras Municipais e Prefeituras. Foram eleitas 30 prefeitas, 35 vice-prefeitas e 373 vereadoras, o que representa 172% a mais do que em 2016. Nas Câmaras Municipais, o salto foi de 63%. O melhor de tudo é que o Republicanos maranhense foi o que mais elegeu vereadoras no Nordeste, tendo 48 mulheres eleitas.

Em São Luís, tivemos uma candidatura viável até o fim, contrariando muitos prognósticos. Duarte Júnior derrotou outros oito candidatos para se tornar a opção de vitória no segundo turno das eleições da capital. Uma candidatura que abracei e acreditei desde do início. Trouxe-o para o partido com a certeza de que seria competitivo. E foi, em um campanha cheia de energia e que cativou mais de 216 mil ludovicenses.

Agora, mais fortes em todo o estado – e com a responsabilidade de responder de maneira positiva aos mais de 580 mil eleitores que confiaram seus votos a nossa sigla -, nos organizamos para os próximos desafios. O primeiro deles é entrar com o pé direito nas prefeituras e mostrar a forma republicana de administrar. Diferente de quando o partido ainda se chamava PRB, vencemos em grandes cidades, como Açailândia, Caxias, Colinas, Santa Inês e Presidente Dutra.

Temos muito trabalho pela frente. Mas, sabemos de que avançamos consideravelmente. Estamos ajudando a consolidar, em nosso estado, um partido que defende, de forma integral, a cidadania e os seus valores. Um partido que é aliado do governador e, principalmente, do Maranhão.

==

*Vice-governador do Maranhão e vice-presidente Nacional do Republicanos

Carlos Brandão e Duarte Júnior são diagnosticados com Covid-19
Política

Vice-governador do Maranhão e candidato a prefeito de São Luís participaram de atos de campanha sem máscara dias antes de receberem resultado de exame

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, e o deputado estadual e candidato a prefeito de São Luís, Duarte Júnior, ambos do Republicanos, foram diagnosticados com Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

A informação foi divulgada no Twitter, pelo próprio Brandão, e por meio da assessoria do parlamentar, na noite desta quarta-feira 11. No início da tarde, Duarte já havia suspendido atividades de campanha, após sentir indisposição durante uma caminhada.

Dias antes do diagnóstico, ambos participaram de uma carreata na capital, sem máscara e aglomerando com diversas outras pessoas em um veículo, entre elas a ex-presidente do Procon (Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor) do Maranhão, Karen Barros, além do deputado federal Josimar Maranhãozinho e sua sobrinha e indicada para a vice na chapa, Fabiana Villar, ambos do PL.

Aglomerações e descumprimento ao uso de máscara como medida sanitária de proteção e enfrentamento ao novo coronavírus são proibidos por decreto estadual. Em tese, a violação poderia gerar aplicação de multa e até prisão.

Além dessa desobediência ao decreto e normas sanitárias mostrada na imagem em destaque, nos último dias, Carlos Brandão e Duarte Júnior aglomeraram diversas outras vezes nos últimos dias, parte delas novamente sem máscara, sempre cumprimentando diversas pessoas.

Segundo balanço da SES (Secretaria de Estado da Saúde), divulgado mais cedo, 188.677 pessoas já foram diagnosticadas com o novo coronavírus no Maranhão e 4.146 morreram em decorrência da doença. Apenas em São Luís, 24.180 receberam o diagnóstico positivo e houve 1.262 por Covid-10.

Chico Gonçalves melindra Carlos Brandão e Flávio Dino em crítica a Duarte Júnior
Política

Ida de candidato para o Republicanos, do vice-governador do Maranhão, teve aval do comunista. Filiação ocorreu mais de um mês antes da entrada de filhos de Jair Bolsonaro

O secretário estadual de Direitos Humanos e Participação Popular, Chico Gonçalves, acabou melindrando seus chefes no Palácio dos Leões, Carlos Brandão e Flávio Dino (PCdoB), em crítica eleitoral feita ao deputado estadual e candidato a prefeito de São Luís, Duarte Júnior.

Militante da campanha de Rubens Pereira Júnior, Gonçalves publicou vídeo nas redes sociais em que destaca que o Republicanos (antigo PRB), partido de Duarte, é o mesmo partido dos filhos do presidente Jair Bolsonaro.

“Você conhece o time de Duarte? Você conhece o time de Rubens? Veja e compare”, provocou.

Ocorre que, além de Duarte, o próprio vice-governador do Maranhão é do Republicanos, que também integra a base aliada encastelada no Palácio dos Leões. Além disso, a saída do parlamentar do PCdoB para entrada no partido de Brandão, em viagem custeada com diárias da Assembleia Legislativa, em fevereiro deste ano, contou com o aval direto de Dino.

Foto: Douglas Gomes/Republicanos

A filiação do senador Flávio Bolsonaro e do vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, inclusive, foi feita mais de um mês após a ida de Duarte Júnior para o partido, não o contrário. O deputado federal Eduardo Bolsonaro permanece no PSL, antigo partido o pai.

À época, segundo o blog do John Cutrim, o vice-governador do Maranhão e o Republicanos informaram que a chegada dos filhos do presidente da República na legenda não teria qualquer relação com a política no Maranhão.

“Em hipótese alguma, enquanto eu estiver no partido, o Republicanos deixará de ser aliado de primeira hora do governador Flávio Dino, no Maranhão”, disse Brandão.

Procurado pelo ATUAL7, Chico Gonçalves rebateu que tenha melindrado Carlos Brandão e Flávio Dino. “Quem pode ficar e tem direito de ficar melindrado é o eleitor e a leitora com a tentativa de distorcer o debate. O que está em discussão não é a minha relação com o governador, mas a relação do candidato com os seus aliados”, disse.

Sobre o Republicanos ser aliado e integrar o governo comunista, Gonçalves respondeu, sem entrar em detalhes, que o candidato do Republicanos, para “sustentar” um de seus programas de governo, “invocou a sua vinculação com a base de Bolsonaro”. “Fato relevante para o debate eleitoral e a tomada de decisão do eleitor”, salientou.

Questionado a respeito de Flávio Dino usar as redes sociais durante a campanha eleitoral para, rotineiramente, apontar Duarte Júnior como um de seus candidatos à prefeitura da capital, mesmo sendo ele do Republicanos, Chico Gonçalves alegou que a base do governo não tem apenas uma candidatura à prefeitura de São Luís. “O governador está correto. O deputado Duarte integra a base de governo. Agora, eu apoio e voto no candidato Rubens, que também é da base do governo, sendo inclusive filiado ao partido do governador”, disse.

Duarte Júnior também foi procurado pelo ATUAL7. O candidato, porém, evitou confrontar diretamente as críticas feitas pelo secretário estadual de Direitos Humanos.

“Eu quero ser prefeito pra fazer de São Luís um lugar melhor pra todos. E, pra governar pra todos, é preciso conversar com todos. Logo no primeiro dia de governo, eu vou bater na porta do governador Flavio Dino, de quem fui secretário, aluno e de quem sou amigo. E vou a Brasília conversar com o governo federal pra trazer os recursos que precisamos. Eu vou fazer composição, em vez de fazer oposição. Porque, quando os políticos brigam, quem sai perdendo é o povo”, declarou.