Carlos Brandão
Com pedido de desculpas, Weverton tenta manter aberta vice de Brandão para PDT
Política

Vaga foi oferecida por Flávio Dino em julho. Apesar de encontros financiados pela estrutura partidária, pedetista ainda pode retirar pré-candidatura

Apesar de seguir com encontros financiados pela estrutura partidária para possível candidatura ao Palácio dos Leões, o senador Weverton Rocha não pretende encerrar diálogos com o governador Flávio Dino (PSB) para que o PDT indique a vice na chapa de Carlos Brandão (PSDB) ao governo do Estado na eleição de 2022.

O vice-governador assumirá o comando do Poder Executivo no próximo ano, e disputará a reeleição tendo Dino como candidato ao Senado. Como o PT tende a permanecer na aliança governista, com Felipe Camarão disputando uma cadeira na Câmara dos Deputados, o PDT de Weverton ainda tem espaço para ficar com a vice, conforme acertado com os próprios Dino e Brandão em reunião fechada no Palácio dos Leões em julho.

Foi sob esse raciocínio que o pedetista, após alerta de parte do círculo de políticos, amigos e assessores que o acompanham na pré-campanha, recuou de declarações ditas em entrevista à TV Centro Norte, em Presidente Dutra, no sábado (4). Para atingir Brandão, Weverton desqualificou e ridicularizou a função de vice, atrapalhando os diálogos.

“Tem gente que nasce para ser vice, tem gente que nasce para liderar, eu nasci pra liderar”, disse.

Apesar da investida ter sido direcionada apenas a Brandão, acabou também encolhendo politicamente diversos aliados, tanto do PDT quanto outras legendas, que ocupam a função nos Poderes Legislativo e Executivo no estado, e ainda dificultou eventual indicação de vice para possível chapa dele próprio, caso a pré-candidatura ao governo seja mantida.

Por esse motivo, o pedido de desculpas, acrescido de abraços, foi estendido a todos os atingidos.

“Meus amigos, na vida pública, quem acerta, não faz mais do que sua obrigação. E que erra, deve se desculpar. No último final de semana, eu errei ao fazer referência à função de vice de forma deselegante e inapropriada. Por isso, gostaria de me desculpar com os meus aliados que são vice-presidentes de casas legislativas, com os vice-prefeitos e com o vice-governador Carlos Brandão”, apelou Weverton.

No meio político e empresarial maranhense, o comportamento frágil foi entendido como sinal de que a pré-candidatura do pedetista ao Palácio dos Leões não é para valer.

Brandão celebra possível adesão de PSDB a impeachment de Bolsonaro
Política

Tucanos vão decidir posição do partido nesta quarta-feira (8). Encontro foi marcado após ameaças golpistas do presidente da República durante manifestações antidemocráticas

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, celebrou em suas redes sociais nesta quarta-feira (8) a manifestação de seu partido, o PSDB, a um possível apoio ao impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“O PSDB, mais uma vez, mostra compromisso com o Brasil ao se posicionar pelo impeachment de Bolsonaro. O brasileiro não pode ser penalizado por um desgoverno que desdenha da crise sanitária, se perde na economia e desrespeita a Constituição. Estamos todos juntos pelo Brasil”, comentou.

“Outro fato é que as agressões inaceitáveis ao STF demonstram que o presidente não consegue lidar com os problemas reais: a inflação, o desemprego, a fome, a pandemia. É hora de fazer prevalecer a Constituição e agir em defesa de nossa democracia e, sobretudo, da sociedade”, completou.

É a primeira vez que Brandão, que sob apadrinhamento do governador Flávio Dino (PSB) buscar consolidar o apoio do PT para 2022, faz declarações públicas a respeito do assunto.

Convocada pelo presidente da sigla, Bruno Araújo, a reunião extraordinária da diretoria executiva para discutir a posição do partido sobre o impedimento de Bolsonaro está prevista para ocorrer nesta quarta. O encontro foi marcado horas após ameaças golpistas feitas pelo presidente da República ao STF (Supremo Tribunal Federal) durante manifestações antidemocráticas no 7 de Setembro.

“Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica da região dos três poderes continue barbarizando a nossa população. Não podemos aceitar mais prisões políticas no nosso Brasil. Ou o chefe desse poder enquadra o seu ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”, ameaçou Jair Bolsonaro.

Em 2015, o PSDB foi um dos principais articuladores do impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). O partido tem, atualmente, 33 deputados e sete senadores.

Entre os tucanos, apenas o senador maranhense Roberto Rocha é aliado de Bolsonaro e participou dos atos antidemocráticos convocados pelo presidente para ontem.

Após criar crise com Brandão, Dino readmite que vai renunciar governo no início de 2022
Política

Nova mudança de posição foi externada após dura reunião entre governador e vice-governador do Maranhão

Uma semana após dizer que pode cumprir o mandato até o fim para conduzir a própria sucessão, o governador Flávio Dino (PSB) voltou a admitir que vai mesmo deixar o comando do Palácio dos Leões no início de 2022.

A nova mudança de posição foi externada na terça-feira (31), após o próprio neosocialista criar uma crise política com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural e, por isso, principal fiador de eventual permanência de Dino na vida pública.

“Quando eu sair do governo no começo do ano que vem para ser candidato, pois sou obrigado pela lei, eu vou voltar para onde eu vim. De onde eu vim?! Da sala de aula da Universidade Federal do Maranhão. É para lá que eu vou voltar, para ser professor de Direito Constitucional”, declarou o governador durante inauguração de obras no município de São Raimundo das Mangabeiras.

Na certeza de que receberá o bastão a partir de abril de 2022, Carlos Brandão vem trabalhando intensamente, com aval do próprio Flávio Dino, para concorrer à reeleição para governador, mas sofreu desgaste eleitoral potencializado por adversários após a manifestação de Dino sobre a possibilidade de permanência no cargo.

Segundo disseminaram, ao cogitar cumprir o mandato até o fim, Dino estaria demonstrando não confiar em Brandão ou que recuaria da decisão de apoiar o tucano na corrida para indicar outro nome.

O ATUAL7 apurou que, há poucos dias, em meio à crise, o governador e o vice-governador tiveram uma dura reunião à portas fechadas no Palácio dos Leões. Suposto uso da estrutura do governo estadual por adversários na disputa eleitoral e suposta influência de familiares de Brandão na pré-campanha ao controle do Executivo estadual foram os assuntos mais tensos da conversa.

Weverton repete Dino, coopta aliados do Palácio dos Leões e pavimenta eleição para governador
Política

Sem controle da própria gestão, Flávio Dino segue em silêncio sobre decisão por Carlos Brandão e cede espaço para pedetista crescer na disputa

Vestido em camiseta branca com os dizeres: “Hen hein!”, expressão maranhense que dentre outras coisas significa “cala a boca!” o senador Weverton Rocha (PDT) roubou a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e isolou o governador Flávio Dino (PSB) no jantar oferecido ao petista no último dia 18 no Palácio dos Leões, sede e residência oficial do chefe do Poder Executivo maranhense.

Sob o olhar atento de Lula, Weverton se destacou entre os presentes, comandou todos os diálogos e se portou e foi recebido como líder pela maioria esmagadora do grupo encastelado no Governo do Estado presente no evento.

A ordem dada por Weverton para que seja estabelecido silêncio tem sido rigorosamente obedecida por Dino. Mais de cinco meses depois de assumir para o núcleo central do governo que seu candidato ao pleito de 2022 é o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o governador vem se mantendo publicamente calado a respeito da própria decisão.

Ante o medo de Flávio Dino e a falta de controle do governador maranhense sobre a própria gestão, o pedetista vem pavimentando com facilidade a estrada que leva ao Palácio dos Leões, com o apoio garantido de quase todos os partidos da base dinista, além de secretários de todos os escalões, classe empresarial e autoridades representantes de outros Poderes.

Politicamente mais forte que o próprio Flávio Dino mesmo com o socialista ainda sentado na cadeira de chefe do Executivo estadual, Weverton Rocha até mesmo já flerta com bolsonaristas de carteirinha adversários do governador maranhense, como o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos (DEM), e a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSDB).

A cooptação de Weverton é um repeteco do levou Dino ao poder em 2014, quando lideranças e demais aliados de Roseana Sarney (MDB), ante o pavor que a então governadora nutria por Flávio Dino, que até o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão já havia invadido tempos atrás para tomar satisfação com um juiz eleitoral, pularam de barco apostando na expectativa de continuarem no poder.

Assim como deu certo para Dino, a estratégia vem sendo decisiva para eventual vitória de Weverton na eleição do ano que vem.

Como o governador não tem coragem para despachar publicamente o pedetista e tomar dele e outros aliados dezenas de centenas de cargos no Governo do Maranhão, aparenta não confiar no sucesso eleitoral de Carlos Brandão nas urnas, fracassa na tentativa de reapadrinhar o ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PSD) e não consegue convencer o PT nem Lula da viabilidade da candidatura do secretário Felipe Camarão (Educação) como cabeça da chapa majoritária, Dino agora vive sob o dilema de não poder mais se desincompatibilizar do cargo em abril de 2022.

Se deixar o cargo sem confirmar Brandão como seu único candidato, terá de disputar o Senado Federal fora da chapa governista ou qualquer outro cargo sem o apoio do Palácio dos Leões.

Weverton, por outro lado, com a candidatura em franca ascendência, segue ainda outro significado da expressão maranhense “Hen hein!”, que é “duvido do que você está falando”. Para não precisar ver para crer, tem preferido não arriscar, e já surfa no rumor de que seu braço direito político e sócio, Erlânio Xavier (PDT), pode concorrer ao Senado com ou sem Flávio Dino na disputa pela vaga.

Iminência de cassação de chapa faz Dino escalar Camarão como plano B para 2022
Política

Caso TSE mantenha livramento dado pelo TRE do Maranhão, secretário de Educação será vice de Carlos Brandão. Estratégia visa evitar que cofres do Estado caiam nas mãos de Weverton Rocha

O governador Flávio Dino (PSB) colocou em prática um plano B para garantir a hegemonia de seu grupo político no poder após 2022, do qual está fora o senador Weverton Rocha (PDT).

Na iminência de cassação de seu mandato e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) por supostos abusos de poder nas eleições de 2018, caso o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirme que houve trapaça eleitoral, Dino vai apoiar Felipe Camarão (PT), atual secretário de Estado da Educação, para o comando do Palácio dos Leões no pleito do ano que vem.

Todavia, se o livramento dado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) for mantido pelos ministros em Brasília (DF), e o caso arquivado, a ideia é seguir com o plano inicial: Camarão vice de Brandão, e Dino ao Senado.

Com a estratégia, Flávio Dino pretende evitar que os cofres estaduais caiam nas mãos de Weverton Rocha, investigado por suposto envolvimento em diversos casos relacionados a desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito. Aos mais próximos, o governador maranhense tem repetido que entregar o Palácio dos Leões para o pedetista representaria grave retrocesso para o estado e uma mancha em seu histórico político.

Brandonistas se irritam com movimentações de Simplício e Camarão
Política

Grupo reclama de estratégia de secretários e defende que indicações não sejam aceitas por Carlos Brandão no ano que vem. Parte mira até Flávio Dino

Palacianos brandonistas começam a criticar nos bastidores, mas um pouco mais abertamente, as movimentações eleitorais dos secretários de primeiro escalão Simplício Araújo (Indústria e Comércio) e Felipe Camarão (Educação).

A reclamação geral é que Simplício e Camarão têm atrapalhado os planos do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor de Flávio Dino (PSB) e pré-candidato ao Palácio dos Leões, ao alimentarem que também postulam a cabeça da chapa majoritária para 2022.

Para o grupo, ambos tentam repetir a estratégia vitoriosa utilizada por Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Eduardo Braide (Podemos), respectivamente, nas eleições de 2014 e 2018, quando usaram do expediente para depois retirarem as candidaturas ao governo maranhense já próximo ao pleito, garantindo elevada votação nas urnas para a Câmara Federal, mesmo que para isso tenham de atravancar a escalada eleitoral de Brandão.

Ala mais radical dos brandonistas defende que, quando assumir o Governo do Estado em abril do ano que vem, Carlos Brandão responda a importunação não aceitando indicação de Simplício Araújo nem de Felipe Camarão para substituí-los nas respectivas pastas.

Desconfiada em razão da movimentação dos secretários e da demora do governador em declarar Brandão como candidato, parte apoia até que nem mesmo Flávio Dino tenha o espaço pretendido no novo governo.

Dino avança em diálogo com Lula sobre indicação do PT para vice de Brandão
Política

Felipe Camarão, da Secretaria de Estado da Educação, é cotado para assumir o posto

O governador Flávio Dino (PSB) avançou no diálogo com o ex-presidente Lula no acordo para que o PT ocupe a vaga de vice na chapa de Carlos Brandão (PSDB) ao Palácio dos Leões em 2022. Dino vai disputar o Senado.

O assunto foi tratado pessoalmente entre as duas lideranças, em reunião no mês passado sobre a formação de uma frente ampla de partidos contra o grupo de Jair Bolsonaro (sem partido). Falta agora apenas definir o nome.

Felipe Camarão, da Secretaria de Estado da Educação, recém-filiado ao Partido dos Trabalhadores é cotado para assumir o posto. Nas redes sociais, lançou na semana passada vídeo defendendo a necessidade de dar continuidade ao legado dinista. Brandão aparece por diversas vezes na gravação.

A decisão final do nome para a vice, porém, deve ficar para o ano que vem, conforme calendário eleitoral interno do PT.

Lula está com viagem marcada para o Maranhão para o próximo dia 19 de agosto. No estado, vai cumprir durante dois dias uma série de encontros com Dino e Brandão, petistas locais e lideranças partidárias que sinalizam apoiá-lo para a Presidência da República na eleição do ano que vem, como a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e o senador Weverton Rocha (PDT).

Brandão fala como candidato a governador do MA e alfineta Weverton: ‘Minha história de vida é limpa’
Política

Evento de pré-campanha em Presidente Dutra reuniu 103 prefeitos maranhenses e outras dezenas de autoridades

Em ato político em Presidente Dutra na sexta-feira (30), o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) discursou como pré-candidato ao Palácio dos Leões em 2022, sob aclamação de 103 prefeitos municipais maranhenses.

Sucessor e escolhido por Flávio Dino (PSB), Brandão pregou a necessidade de continuidade ao legado da atual gestão.

“O Maranhão não pode retroceder. Não podemos perder conquistas que nós adquirimos. Estou preparado para isso, e vou continuar as políticas públicas que nós construímos”, disse.

Brandão também alfinetou o senador Weverton Rocha (PDT), adversário de 2022, que já foi ou permanece réu em diversos casos relacionados a enriquecimento ilícito e desvio de recursos públicos.

“Quando a gente planta semente boa, a gente colhe bons frutos. Minha história de vida é limpa”, falou, sem mencionar o nome do pedetista.

Segundo o cerimonial, o evento também reuniu 55 vice-prefeitos, 49 ex-prefeitos, 87 presidentes de câmaras municipais, 326 vereadores e 12 deputados, grande parte filiada a partidos que apostam em outros nomes para a disputa eleitoral do ano que vem.

Ações contra chapa Dino-Brandão no TSE também podem tornar Portela e Noleto inelegíveis para 2022
Política

Titulares da SSP e SINFRA são acusados de supostos abusos de poder em 2018, na chamada “Farra dos Capelães” e no Mais Asfalto

Além do governador Flávio Dino (PSB) e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), também estão sob ameaça de inelegibilidade os secretários estaduais Jefferson Portela (Segurança Pública) e Clayton Noleto (Infraestrutura) por supostos abusos de poder nas eleições de 2018.

Filiados, respectivamente, ao PSB e PCdoB, os titulares da SSP e SINFRA pretendem disputar a Câmara Federal nas eleições do ano que vem.

Portela é um dos réus na AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) que acabou conhecida como “Farra dos Capelães, suposto aparelhamento do serviço de capelania do Estado do Maranhão, com indicação de dezenas de lideranças religiosas possivelmente alinhadas ao governo, sem concurso público, com suposto objetivo de angariar apoio político naquela eleição.

Já Noleto é réu na AIJE que trata sobre suposta utilização do programa estadual Mais Asfalto para angariar apoio eleitoral para o grupo político no mesmo pleito.

Todos negam que tenham cometido qualquer trapaça eleitoral.

O relator no TSE é o ministro Carlos Horbach, que já encaminhou os autos para manifestação do MPE (Ministério Público Eleitoral).

Clã Cutrim na torcida pela cassação de chapa Dino-Brandão
Política

Possível ascensão de Othelino Neto para o Governo do Estado abriria espaço para Glalbert Cutrim assumir o comando do Palácio Manuel Beckman

Embora não demonstre publicamente, nos bastidores, o clã Cutrim, de São José de Ribamar, é um dos principais entusiastas da possível cassação da chapa Dino-Brandão pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com inelegibilidade da dupla, por supostos abusos de poder nas eleições de 2018.

Conforme mostrou o ATUAL7, caso haja a cassação, o Palácio dos Leões passará para as mãos do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), que deve tentar a eleição suplementar ou indireta –além de reeleição para governador.

Na eventual vacância do cargo, se cumprido compromisso interno de eleições anteriores para a Mesa Diretora da Alema, quem assumiria o comando do Palácio Manuel Beckman seria o atual vice-presidente da Casa, Glalbert Cutrim (PDT), com brecha para continuar no controle se reeleito deputado estadual em 2022.

Colocar o rebento no comando do Poder Legislativo é um sonho antigo de Edmar Cutrim, conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão prestes a deixar o cargo e perder o prestígio que ainda lhe resta na função.

Ameaça de cassação da chapa Dino-Brandão pelo TSE abre discussão sobre Othelino no Palácio dos Leões
Política

Presidente da Alema é quem assumiria o Governo do Estado, em caso de cassação da dupla. Ele poderia disputar mandato-tampão e reeleição em 2022, com potencial real de vitória

A chapa Dino-Brandão é alvo de pelo menos duas ações de investigação judicial eleitoral cujo recursos, se acolhidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), podem cassar o mandato da dupla por supostos abusos de poder nas eleições de 2018 –além de declarar a inelegibilidade de ambos.

Em caso de cassação, não assumiria o Palácio dos Leões a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), segunda colocada em votos no pleito daquele ano. O Poder Executivo seria assumido interinamente pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), até eleição suplementar ou indireta, em que poderia concorrer ele próprio ao cargo, praticamente imbatível, para mandato-tampão.

Atualmente pré-candidato à reeleição em 2022, mas já com fortes articulações para disputar a majoritária no ano que vem, em eventual ascensão ao comando definitivo do Governo do Estado, Othelino poderia concorrer à reeleição, com potencial real de vitória.

Flávio Dino e Carlos Brandão são acusados pela coligação de Roseana Sarney de aparelhamento do serviço de capelania do Estado, devido indicação de dezenas de lideranças religiosas alinhadas ao governo, sem concurso público, com suposto objetivo de angariar apoio político naquele eleição. O caso é conhecido como “Farra dos capelães”.

O governador do Maranhão e o vice também são acusados de utilizarem um programa estadual de asfaltamento de rodovias e vias urbanas para angariar apoio eleitoral no mesmo pleito.

O relator no TSE é o ministro Carlos Horbach, que já encaminhou os autos para manifestação do MPE (Ministério Público Eleitoral).

Medo de perder cargos após Brandão assumir Palácio dos Leões assombra PDT
Política

Atualmente, partido comanda a SEDES e o DETRAN

Acostumado a sobreviver sob encastelamento no poder, o PDT no Maranhão está assombrado com a iminência de perder cargos no Governo do Maranhão quando o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) assumir o comando do Palácio dos Leões, a partir do próximo ano.

Aos mais próximos, parte importante da cúpula pedetista maranhense tem confessado que o senador Weverton Rocha, presidente estadual do partido e adversário de Brandão na disputa, precisa retirar a pré-candidatura e fechar com o sucessor de Flávio Dino (PSB) ainda em 2021.

O temor é que Weverton acabe perdendo o prazo de permanecer aliado com algum valor ao Poder Executivo estadual.

“Apesar de nosso crescimento com vitórias em prefeituras do interior maranhense, a baixa foi grande em São Luís. A militância do PDT não existe sem cargos. Dino ainda nos mantém no governo, mas Brandão não terá obrigação alguma”, disse em reservado ao ATUAL7 um dos principais aliados do senador no partido.

A torcida é para que o PDT feche acordo pela a vice de Brandão antes do PT, sendo Márcio Honaisser o mais cotado do partido para a vaga.

Atualmente, o PDT comanda a SEDES (Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social) e o DETRAN (Departamento de Trânsito) do Maranhão.

PT não tem nada decidido e encaminhado no Maranhão, diz Gleisi Hoffmann
Política

Presidente do Partido dos Trabalhadores contrapôs boatos espalhados pelo entorno de Weverton Rocha, de que o partido estaria fechado com o pedetista para 2022

A deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente do Partido do Trabalhadores, rechaçou no final da noite dessa segunda-feira (19) boatos espalhados pelo entorno do senador Weverton Rocha (PDT) de que o PT estaria fechado com o pedetista para a disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

A versão foi intensificada nos últimos dias, em razão da visita do ex-ministro lulista José Dirceu ao Maranhão.

“Não tem nada decidido e encaminhado. Zé Dirceu foi a passeio, pelo que me disse. Qualquer articulação aí [no Maranhão] envolverá a direção estadual e nacional do PT”, garantiu Gleisi ao ATUAL7.

O PT maranhense é comandado por Augusto Lobato, que já manifestou publicamente ser a favor da aliança do partido com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

“Embora o PT ainda não tenha sentado para discutir alianças, vou antecipar minha posição a favor do vice-governador Carlos Brandão por sua lealdade ao governador Flávio Dino e fidelidade ao programa que está sendo desenvolvido no estado. Vou trabalhar internamente no partido para que essa posição se torne realidade”, disse Lobato ao jornalista Jorge Vieira no início do mês.

Sucessor natural e nome apoiado por Flávio Dino (PSB) para as eleições do ano que vem, Brandão assume o Palácio dos Leões a partir de abril de 2022, quando Dino terá de se desincompatibilizar do cargo para concorrer ao Senado.

Em reunião, lideranças aceitam lançar apenas um candidato ao Palácio dos Leões com apoio de Dino
Política

Decidido por Carlos Brandão, governador não quer repetir o mesmo erro cometido nas eleições de 2020 em São Luís, quando seu grupo saiu derrotado na disputa

Lideranças partidárias reunidas com o governador Flávio Dino (PSB) entre o final da tarde e início da noite desta segunda-feira (5) concordaram com todas as diretrizes colocadas pelo chefe do Poder Executivo estadual para a própria sucessão em 2022.

Uma carta pública com o acerto está sendo produzida para ser divulgada, e deve constar a assinatura de todos os presentes.

No documento, os destaques serão para a não repetição do erro cometido nas eleições municipais de 2020 em São Luís, quando o grupo dinista rachou e foi derrotado pela aposta do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), Eduardo Braide (Podemos); o compromisso de continuidade do trabalho iniciado por Dino no Maranhão; e o ponto principal: será lançado apenas um candidato ao Palácio dos Leões pelo grupo e com o apoio de Dino.

Presente na reunião, segundo fontes ouvidas pelo ATUAL7, o senador Weverton Rocha (PDT) chegou a surpreender a todos, quando pediu a palavra e declarou que vai se submeter a todas diretrizes apresentadas pelo governador.

Até o último sábado (3), antes de um encontro reservado com vice-governador Carlos Brandão e Flávio Dino, Weverton encabeçava um levante contra a liderança do governador do Maranhão em seu próprio grupo político. A postura do pedetista, porém, mostrou o ATUAL7 mais cedo, mudou após ser oferecida a ele a vaga de vice na chapa de Brandão para governador e Dino ao Senado.

Embora, em respeito aos demais postulantes presentes, Dino não tenha declarado na reunião sobre a decisão já tomada por Brandão, nem tenha sido perguntado a respeito por nenhum dos participantes, durante toda a reunião com as lideranças partidárias, o governador evidenciou sua escolha.

Dino quer lançar carta pública após reunião com lideranças no Palácio dos Leões
Política

Objetivo é confirmar que grupo está unido para as eleições de 2022

O governador Flávio Dino (PSB) pretende elaborar e divulgar uma carta pública após encontro com lideranças políticas na sala de reuniões do Palácio dos Leões, marcada para acontecer no final da tarde desta segunda-feira (5).

No documento deverá constar a assinatura de todos os presentes no encontro, e tem como objetivo confirmar a união do grupo para as eleições de 2022, desfazendo o até então racha formado na base.

Dino deixa o comando do governo do Maranhão no próximo ano, quando vai de desincompatibilizar do cargo para concorrer ao Senado Federal. Sucessor natural, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), quando assumir a função, vai disputar a reeleição.

Tanto o senador Weverton Rocha (PDT) quanto o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), postulantes à sucessão do neosocialista, já foram advertidos por Flávio Dino que ele quer Brandão como candidato único do grupo.

Quando avisado, Josimar ignorou e tornou público que mantém a candidatura, mesmo que fora do grupo da situação. Já Weverton, a quem foi oferecida a vaga de vice na chapa majoritária de 2022, ficou de pensar no assunto.

Dino conversa com lideranças após advertir Weverton que o candidato é Brandão
Política

Vaga de vice foi oferecida ao pedetista

O governador Flávio Dino (PSB) vai se reunir com lideranças políticas no Palácio dos Leões, nesta segunda-feira (5), para tratar sobre a própria sucessão e, consequentemente, pré-candidatura ao Senado Federal.

O encontro, que chegou a ser adiado por duas vezes, ocorre após Dino ter se reunido fora da agenda com o senador Weverton Rocha (PDT), no sábado (3), quando advertiu o pedetista sobre a decisão em apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) como candidato único de seu grupo político ao governo do Estado.

Segundo fontes ouvidas reservadamente pelo ATUAL7, Dino ressaltou que Brandão vai ser governador do Maranhão a partir de abril de 2022, o que faz dele candidato natural com direito à reeleição.

A Weverton, para reparar o racha na base, foi oferecida a indicação da vaga de vice, que pode ser preenchida até por ele próprio –o que o faria automaticamente governador em 2026, quando Brandão é quem se desincompatibilizaria.

Ainda de acordo com fontes, Weverton prometeu analisar a proposta.

A resposta pode ser dada na reunião de hoje.

PT abona na próxima semana filiação de Felipe Camarão, que pode disputar Câmara ou ser vice de Brandão
Política

Secretário de Educação do Maranhão é o quadro mais qualificado do governo Flávio Dino, e responsável pela condução do programa Escola Digna

O PT vai abonar, na próxima semana, a ficha de filiação ao partido do secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão. Ele chega à legenda após deixar o DEM.

Solicitado desde o início do mês passado, o pedido de filiação será abonado somente agora em razão do calendário já estabelecido pelo PT para começar a debater pautas relacionadas às eleições de 2022.

Além de tratar sobre filiações, também serão iniciadas as discussões sobre a formação de chapa de deputados e agenda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Maranhão, possivelmente na segunda quinzena de julho.

Quadro mais qualificado do governo Flávio Dino (PSB) e responsável pela condução do principal programa do Palácio dos Leões, o Escola Digna, Felipe Camarão entra no PT com as boas vindas de quase todo o partido. Apenas o deputado federal Zé Carlos demonstrou insatisfação com o pedido do secretário estadual da Educação para integrar a legenda.

Embora Camarão admita publicamente que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, há abertura de diálogo para a indicação de seu nome para a vaga de vice na chapa eleitoral do grupo comandado por Dino, que já confirmou apoio a Carlos Brandão (PSDB) como seu sucessor ao Governo do Estado.

O próprio Partido dos Trabalhadores também pleiteia espaço na majoritária a ser lançada pela base dinista, o que pode reforçar a articulação para formação da chapa com Carlos Brandão candidato a governador, Felipe Camarão vice-governador e Flávio Dino ao Senado.