Carlos Brandão
Eliziane contraria decisão do Cidadania no MA e insinua que vai impor apoio a Weverton
Política

Senadora gravou vídeo afirmando que é vice-presidente nacional da legenda e que segue com o pedetista. Partido é comandado no estado por seu irmão, o pastor Eliel Gama

A senadora Eliziane Gama contrariou a decisão tomada pela cúpula de seu partido no Maranhão, o Cidadania, e insinuou que pretende utilizar a força que possui na direção mais alta da legenda para impor apoio ao senador Weverton Rocha (PDT) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

“Soube agora que o meu partido teria tomado uma decisão local, pontual em relação a uma outra candidatura, mas sou vice-presidente nacional do partido, nossa decisão está mantida, pré-candidatura de Weverton a todo vapor”, afirmou em vídeo divulgado por aliados em grupos de WhatsApp.

A gravação foi uma resposta rápida à decisão do Cidadania maranhense, anunciada nas redes sociais também nesta quarta-feira (1º), de acompanhar a escolha pessoal do governador Flávio Dino (PSB) em prol do vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

Em reunião no início da semana com o colegiado de partidos que integram a base do governo, Dino oficializou sua definição pessoal por Brandão, e abriu prazo de dois meses pela “máxima unidade” dos demais aliados em torno de seu escolhido.

Embora o chefe do Executivo tenha decidido aguardar até o fim de janeiro para nova reunião com a base, a resposta de Eliziane Gama à declaração de apoio do Cidadania no Maranhão ao sucessor escolhido por Flávio Dino reforça a indicação de que as cartas já estão na mesa, e que tanto a senadora quanto seu novo líder, Weverton Rocha, vão mesmo trair o acordo firmando com o governador e o grupo.

O Cidadania no Maranhão é comandado pelo pastor Eliel Gama, que é irmão da senadora. Como ambos são evangélicos, a briga por quem o partido deve apoiar no Maranhão para o governo do Estado deve parar na igreja.

Cidadania abandona Weverton e decide apoiar Brandão para o governo do MA
Política

Partido da senadora Eliziane Gama acompanhou Flávio Dino, que no início da semana anunciou o vice como seu sucessor em 2022

Como antecipou o ATUAL7, a cúpula do Cidadania maranhense bateu o martelo e decidiu abandonar o senador Weverton Rocha (PDT) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Em publicação no Twitter, nesta quarta-feira (1º), a sigla anunciou que vai seguir a decisão do governador Flávio Dino (PSB) e também apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

“Em uma decisão colegiada, o partido Cidadania no Maranhão decidiu acompanhar a opção do governador Flávio Dino de apoio a pré-candidatura ao governo do estado do vice-governador Carlos Brandão para as eleições de 2022, anunciada na última segunda-feira (29)”, publicou.

Com a decisão do partido, Brandão reafirma possuir maior potencial eleitoral e capacidade de aglutinação de forças partidárias para a sucessão estadual, critérios estabelecidos entre Dino e aliados para que seja lançado apenas um candidato ao governo do Maranhão pelo grupo dinista na eleição de ano que vem.

Mesmo sem o apoio do chefe do Executivo e esvaziado, Weverton tem indicado que pretende trair o acordo e o líder do próprio grupo e seguir na disputa.

O Cidadania no Maranhão é comandado pelo pastor Eliel Gama. Ele é irmão da senadora Eliziane Gama, que ainda segue anilhada a Weverton Rocha em troca da garantia de eleição de seu esposo, o empresário Inácio Melo, para a Assembleia Legislativa.

Dino confirma apoio a Brandão, dá prazo final para Weverton e esvazia Camarão e Simplício
Política

Com a escolha tornada pública, mandatário passará a se engajar abertamente pela vitória do sucessor nas urnas em 2022

Durante reunião na noite dessa segunda-feira (29) com lideranças partidárias e pré-candidatos à sua sucessão, o governador Flávio Dino (PSB) confirmou que vai apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Com a declaração formal de apoio, reafirmada publicamente nas redes sociais, Dino passará a se engajar abertamente pela vitória de Brandão nas urnas na eleição do ano que vem, algo que já vinha fazendo indiretamente e no bastidor.

Conforme antecipou o ATUAL7, embora tenha externado sua posição pessoal, o governador do Maranhão não fez qualquer imposição à base aliada, e aceitou o pedido da maioria, de esperar até o fim de janeiro pela “máxima unidade” do grupo em torno de Brandão.

Um dos que indicaram pela unidade do grupo foi o secretário de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry (PCdoB), evidentemente, combinado com Dino, que busca retirar de si ao final do mandato a pecha de ditador.

A decisão do mandatário em favor de seu vice imediatamente tira da disputa todos os demais postulantes do grupo à sucessão estadual.

No caso de Weverton Rocha (PDT), o senador ganhou novo prazo, mas agora final, para decidir se adere ao projeto de Flávio Dino ou se trai o líder do grupo e rompe de vez com o chefe do Executivo –como fez seu colega de bancada no Senado, Roberto Rocha (PSDB).

Já os secretários estaduais de Educação, Felipe Camarão (PT), e de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), embora tenham reafirmado nas redes sociais que mantêm as respectivas pré-candidaturas ao governo do Estado, ambos foram automaticamente esvaziados.

Como Dino é o comandante do grupo, e já declarou apoio público a Brandão, a disposição de ambos para a corrida perde o sentido, pois nenhum deles irá se lançar contra a decisão do governador. Até a reunião em janeiro, ambos devem declarar o esperado, e seguirem o líder.

Dino reúne aliados para anúncio de apoio a Brandão ao Palácio dos Leões em 2022
Política

Governador vai publicar nas redes sociais documento detalhando como o sucessor atende aos critérios de lealdade, agregação política e potencial eleitoral

O governador Flávio Dino (PSB) prepara anúncio de apoio à pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) ao Palácio dos Leões em 2022. A formalização do endosso deve ocorrer nesta segunda-feira (29), em reunião com aliados.

O ATUAL7 apurou que Dino já esboçou uma espécie de manifesto que será assinado por quem apoiar a decisão, e publicado nas redes sociais, detalhando os motivos que levaram a base dinista a seguir com Brandão na eleição do ano que vem.

No documento, é informando como o sucessor do governador atende aos critérios de fidelidade aos programas de governo, maior capacidade de agregação política e potencial eleitoral, todos estabelecidos em conjunto entre Flávio Dino e lideranças partidárias em encontro ocorrido em julho.

No fim de semana, o governador do Maranhão se reuniu com o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (ainda no PCdoB, mas prestes a se filiar ao PDT), e com o senador Weverton Rocha (PDT). Mais uma vez, foi oferecida a vaga de vice na chapa de Brandão e a permanência de Othelino no comando do Poder Legislativo, se reeleito deputado.

Caso o PDT decida reafirmar traição ao acordo assinado com Dino e demais lideranças partidárias, e seguir com a pré-candidatura de Weverton ao governo do Estado pela oposição, a vice ficará com o PT, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pelo partido, postulam a vaga o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, e o deputado estadual Zé Inácio.

Apesar de seguir com Flávio Dino, Márcio Jerry não deve ter espaço no governo de Carlos Brandão
Política

Desconfiança e briga paroquial travam aproximação. Presidente do PCdoB no Maranhão enfrenta ainda dificuldades na tentativa de reeleição para a Câmara

O PCdoB no Maranhão definiu nessa terça-feira (23) que o partido vai obedecer e seguir com quem o governador Flávio Dino (PSB) mandar na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022. A decisão já era esperada, e busca unicamente tentar garantir a difícil reeleição do presidente da legenda no estado, Márcio Jerry, para a Câmara dos Deputados.

Apesar do apoio, Jerry não deve ter espaço no governo de Carlos Brandão (PSDB), atual vice-governador e nome do coração de Dino para a eleição do ano que vem.

Sucessor natural do socialista, Brandão foi atrapalhado por Márcio Jerry durante a disputa pela presidência da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão). O tucano apoiou o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), que acabou derrotado pelo prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), braço político e sócio do senador pedetista Weverton Rocha em postos de gasolinas comprados do agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan.

Há ainda uma forte desconfiança nutrida entre ambos sustentada por uma antiga briga paroquial em Colinas.

Desde 2015, quando chegaram ao poder com Dino, ambos se suportam respeitosamente em público, mas no bastidor há apenas ojeriza de um contra o outro, principalmente de Jerry, por não ter conseguido alcançar a expressão política do adversário nem própria terra natal.

Carlos Brandão receberá o apoio declarado de Flávio Dino para 2022 em reunião com lideranças partidárias marcada para o fim do mês, e assumirá o comando do governo do Estado a partir de abril, quando Dino deixará o Executivo, por força da lei, para concorrer ao Senado.

Para escapar da humilhação de ser exonerado pelo inimigo paroquial, porém, Márcio Jerry já se prepara para entregar o cargo antes.

A uma semana de anunciar apoio a Brandão, Dino busca entendimento com Othelino e Eliziane
Política

Governador e aliados costuram caminho para continuarem no mesmo grupo em 2022. Weverton Rocha voltou a antecipar que pretende trair acordo

A uma semana da reunião em que anunciará apoio ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, o governador Flávio Dino (PSB) voltou a conversar pessoalmente com o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), e com a senadora Eliziane Gama (Cidadania).

O trio esteve reunido nessa segunda-feira (22), buscando um caminho para entendimento e continuarem no mesmo projeto político. Além de amarrar a renovação do mandato em 2026, a senadora busca espaço para eleição do marido, Inácio Melo, para a Alema. Já o presidente do Poder Legislativo estadual trabalha para se manter no comando da Casa, se reeleito deputado, ou ocupar a vaga de vice de Brandão.

Atualmente, tanto Othelino quanto Eliziane ainda estão fechados com o senador Weverton Rocha (PDT), que voltou a antecipar que pretende descumprir o acordo firmado por Dino com lideranças partidárias em julho, de indicar apenas um candidato ao governo do Estado pelo grupo.

Dos quatro postulantes dinistas, apenas Brandão atende todos os critérios estabelecidos conjuntamente pelo chefe do Executivo e aliados, que são de lealdade ao programa de governo; maior capacidade de agregação política; e potencial eleitoral.

Carlos Brandão é ainda o candidato do coração de Flávio Dino.

Conforme mostrou o ATUAL7, sem apoio político nem mesmo dentro dos próprios partidos nem viabilidade eleitoral, os secretários de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), e de Educação, Felipe Camarão (PT), devem retirar as respectivas pré-candidaturas e, em atendimento ao primeiro critério, de lealdade, seguir com Brandão pela união do grupo e continuidade das ações consideradas exitosas do governo.

Já Weverton, embora tenha reunido em torno de seu projeto parte da classe política maranhense, perdeu forças e vem sendo esvaziado nas últimas semanas por Brandão e até mesmo por Camarão.

Também inviabiliza a escolha de seu nome a avaliação negativa de sua imagem junto à população maranhense, arranhada em razão de envolvimento em conhecidos processos que enfrentou ou ainda enfrenta na Justiça relacionados à desvio de recursos públicosenriquecimento ilícito e corrupção, além de haver feito defesa de projetos no Senado contrários às políticas públicas adotadas pelo governo dinista, o que o torna infiel ao projeto.

Traição de Weverton Rocha a acordo já era esperada por Flávio Dino
Política

Pedetista voltou a antecipar que manterá o nome na disputa pelo Palácio dos Leões mesmo que não atenda aos critérios pré-estabelecidos pelo grupo

A traição do senador Weverton Rocha (PDT) ao acordo que prevê o lançamento de apenas um candidato da base governista ao Palácio dos Leões em 2022 já era esperada por Flávio Dino (PSB).

No sábado (20), em Timon, o pedetista voltou a antecipar que manterá o nome na disputa mesmo que não atenda aos critérios pré-estabelecidos pelo grupo em julho. Ele já havia insinuado não precisar do apoio de Dino para 2022, e aberto diálogo para formação de aliança eleitoral com o senador Roberto Rocha, desafeto do governador do Maranhão.

“É um projeto construído por muitas mãos, de grupo e de sentimento. Estamos bem na pesquisa, temos o melhor grupo político e estamos preparados para enfrentar os desafios que precisamos enfrentar, que é a fome, [falta de] desenvolvimento e da geração de emprego. É um projeto que se consolidou e, obviamente, será submetido à vontade popular nas urnas no ano que vem”, respondeu ao radialista Eliézio Silva, ao ser questionado se a pré-candidatura pode ser retirada ou não.

De acordo com aliados do chefe do Executivo, pelas movimentações do pedetista e ataques de entusiastas do senador, ele já calculava que Weverton repetiria o que fez na eleição de 2020, quando provocou racha, traiu o grupo e fechou apoio com o candidato da oposição à prefeitura de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), que terminou eleito.

Marcada inicialmente para ocorrer na semana passada, a reunião entre Flávio Dino e lideranças partidárias para escolha do candidato único do grupo ao governo do Estado foi transferida para o próximo dia 29.

Para ser escolhido, o nome do grupo deve preencher três critérios: lealdade; agregação política; e potencial eleitoral.

Do total de quatro postulantes, até o momento, apenas o vice-governador Carlos Brandão (PSB), sucessor natural de Dino e que passará a comandar o governo do Maranhão a partir de abril de 2022, atende todos os fatores. Ele é ainda o candidato do coração de Dino.

Sem apoio político nem mesmo dentro dos próprios partidos nem viabilidade eleitoral, os secretários de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), e de Educação, Felipe Camarão (PT), devem retirar as respectivas pré-candidaturas e, em atendimento ao primeiro critério, de lealdade, seguir com Brandão pela união do grupo e continuidade das ações consideradas exitosas do governo.

Já Weverton, embora tenha reunido em torno de seu projeto parte da classe política maranhense, perdeu forças e vem sendo esvaziado nas últimas semanas por Brandão e até mesmo por Camarão.

Também inviabiliza a escolha de seu nome a avaliação negativa de sua imagem junto à população maranhense, arranhada em razão de envolvimento em conhecidos processos que enfrentou ou ainda enfrenta na Justiça relacionados à desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito e corrupção, além de haver feito defesa de projetos no Senado contrários às políticas públicas adotadas pelo governo dinista, o que o torna infiel ao projeto.

Cidadania pode desistir de Weverton para anunciar apoio a Brandão
Política

Sucessor natural de Flávio Dino, vice-governador vem consolidando maior potencial eleitoral e capacidade de aglutinação de forças partidárias do que adversários na disputa pelo Palácio dos Leões

O Cidadania pode desistir de apoiar o senador Weverton Rocha (PDT) para anunciar uma aliança com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões.

A mudança de posição do partido representaria um abalo para o pedetista, que além de possuir poucas lideranças partidárias em torno de seu projeto de poder, tende a ser esvaziado ainda mais até o fim do mês, quando ocorrerá a reunião em que o governador Flávio Dino (PSB) já confirmou a aliados que vai declarar apoio a Brandão para eleição do ano que vem.

O Cidadania é comandado no Maranhão pelo pastor Eliel Gama, irmão da senadora Eliziane Gama.

Por articulação de Eliziane, o partido havia fechado questão com Weverton no final do semestre passado. Contudo, há algumas semanas, Eliel, que prefere seguir aliado do Executivo, ampliou forças e já tem a maioria para uma reviravolta.

A decisão deve ser tornada pública na próxima semana, após encontro já marcado pela cúpula da legenda, que deve ocorrer antes da reunião de Dino.

Segundo apurou o ATUAL7, ciente do avanço das negociações do irmão com o Palácio dos Leões, Eliziane Gama ainda não decidiu se pretende seguir com o partido. Por sobrevivência política, ela tem declarado apoio a Weverton para 2022, visando facilidade na manutenção da própria vaga no Senado na eleição posterior, em 2026.

Sucessor natural de Flávio Dino, Carlos Brandão vem consolidando maior potencial eleitoral e, por isso, maior capacidade de aglutinação de forças partidárias do que os concorrentes ao governo do Estado. Atualmente, estão com ele: PSDB, PCdoB, PSB, PROS e PTC, e devem também reforçar o arco de alianças Cidadania e Solidariedade.

Com Weverton Rocha estão apenas quatro: PDT, PP, Republicanos e União Brasil (fusão formada entre DEM e PSL).

O deputado federal Josimar Maranhãozinho tem PL, Patriota e Avante; e o prefeito de São Pedro dos Crente Lahesio Bonfim está como o PTB.

O PT ainda ainda não se decidiu entre Brandão e Weverton, o que será definido apenas no próximo ano, tendo apenas acertado entre os petistas da alta cúpula em retirar a pré-candidatura do secretário de Educação Felipe Camarão após o anúncio de Dino a favor de Brandão. Embora a legenda esteja dividida, a tendência é de que a declaração de apoio do governador do Maranhão ao seu sucessor pese na decisão do partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dino confirma a aliados que vai anunciar apoio a Brandão para o Palácio dos Leões
Política

Vice na chapa pode ficar com o PT ou mesmo PDT, que voltou a ter abertura para costura de aliança. Governo prepara minireforma administrativa para dezembro

O governador Flávio Dino (PSB) confirmou a aliados, em conversas reservadas no Palácio dos Leões e durante passagem por municípios maranhenses para entrega de obras e serviços, que vai declarar apoio ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB) para o governo do Estado na eleição de 2022.

O anúncio será feito na reunião com lideranças partidárias no fim do mês.

De acordo com relatos feitos por nomes de primeiro escalão ao ATUAL7, Dino tem dito que vai colocar seu posicionamento pessoal, de apoio a Brandão na disputa, e abrir para os presentes decidirem seguir ou não com ele.

Embora não interfira na movimentação, o chefe do Executivo estadual não concorda com o pedido de parte da base para que seja adiada para o ano que vem a decisão final sobre quem será o candidato único do grupo ao governo. Eventual adiamento, entende, prejudicaria todo o grupo e favoreceria apenas adversários, que não dependem da decisão para seguir em pré-campanha pelo governo: o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Júnior (PSD) e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL).

Segundo interlocutores, Flávio Dino espera que, ao tornar pública a decisão em favor de Carlos Brandão, os demais postulantes da base ao Palácio dos Leões abram das respectivas pré-candidaturas até dezembro, quando dará início à uma minireforma administrativa em todos os escalões em ajustamento com Brandão.

Neste sentido, a vice pode ficar com o PT ou mesmo PDT, que voltou a ter abertura para costura de aliança.

Pelo PT, os cotados para a vaga são o secretário de Educação Felipe Camarão, favorito de Dino e Brandão, e o deputado Zé Inácio, preferência natural de petistas históricos e da liderança nacional do partido. Já pelo PDT, os nomes na mesa de negociação são o do prefeito de Igarapé Grande Erlânio Xavier, preposto de Weverton, do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto, que vai deixar o PCdoB para se filiar ao partido e é o optado por Dino e Brandão, e do secretário de Desenvolvimento Social Márcio Honaiser, que seria meio termo entre ambos.

Em nome da unidade da base, o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, deve abrir da pré-candidatura logo após a declaração de Dino em apoio a Brandão.

‘Dino vai nos escolher como candidato a governador’, diz Camarão em lançamento de pré-candidatura
Política

Secretário de Educação defende o adiamento da reunião agendada pelo governador com lideranças partidárias e o atropelo do acordo de decisão conjunta com os aliados do Palácio dos Leões

O secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão, quer o adiamento da reunião de lideranças partidárias marcada para o fim de novembro e atropelar o acordo feito pelo governador Flávio Dino (PSB) para haja escolha conjunta de candidato único do grupo para o Palácio dos Leões em 2022. Foi essa a toada do anúncio oficial de sua pré-candidatura ao governo do Estado nessa quinta-feira (4), pelo Partido dos Trabalhadores.

“Eu tenho visto muitos pré-candidatos falando sobre a escolha do candidato. Eu quero dizer para vocês que Flávio Dino vai nos escolher como candidato ao governo do Maranhão. E vai escolher porque vamos conquistar o coração do governador. Ele botou os requisitos na carta e nós vamos preencher esses requisitos. [Por isso], formalizamos [a Dino] que essa escolha não seja feita agora”, disse a cerca de 1 mil pessoas que se aglomeraram na casa de eventos Residencial Recepções, em São Luís.

Conforme antecipou o ATUAL7, seguindo conselho de entusiastas de sua pré-candidatura, Camarão marcou um distanciamento do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural de Dino e também pré-candidato ao Palácio dos Leões. Logo no início do discurso, o secretário de Educação apontou para a tese de que ele, e não Brandão, representa a continuidade do que Dino define como legado de sua gestão.

“Nós temos um governador que deixará um legado para nosso estado. É essa coragem e esse legado que nós queremos preservar. O Flávio não fez tudo, pois não é santo nem milagreiro, e é por isso que estamos aqui nos colocando à disposição, para continuar [esse legado]. Temos a árdua missão de sermos ou tentarmos sermos melhor ainda que o Flávio. Vamos herdar um estado deixado pelo Flávio no caminho certo, e teremos as condições de fazer um grande governo”, declarou.

Além do PT, o ATUAL7 apurou que o PCdoB e o PSB, partido do governador Flávio Dino, defendem o adiamento da decisão final sobre quem será o candidato único do grupo dinista ao Palácio dos Leões em 2022. A articulação contaria com o apoio dos secretários Márcio Jerry (Cidades e Desenvolvimento Urbano) e Ricardo Cappelli (Comunicação Social), que preferem o governo do Estado sob alguém a quem possam ter influência, espaço inviável se Carlos Brandão sentar na cadeira de governador em abril do ano que vem com musculatura imbatível para buscar a reeleição.

A ascensão de Brandão ao comando do Poder Executivo estadual ocorrerá em razão da desincompatibilização obrigatória de Dino no cargo, para concorrer ao Senado Federal em 2022.

Flávio Dino tem reafirmado a pessoas próximas que a predisposição por Brandão ocorre por o vice-governador cumprir integralmente os critérios de lealdade, capacidade de agregação política e potencial eleitoral, publicamente apontados por ele como necessários para sucedê-lo no trono palaciano. Contudo, tem ressalvado que essa seria apenas uma observação pessoal, que será defendida, mas não imposta, na reunião com as lideranças partidárias marcada para o fim de novembro.

Felipe Camarão marcará distanciamento de Carlos Brandão ao lançar pré-candidatura ao Palácio dos Leões
Política

Conselheiros de Flávio Dino têm defendido que o governador não declare apoio exclusivo a Carlos Brandão para 2022

O secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão (PT), pretende marcar um distanciamento do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e apontar para a necessidade dele, não Brandão, representar a continuidade do que o governador Flávio Dino (PSB) define como legado de sua gestão no estado.

A tese vai ser publicamente defendida pelo próprio Camarão nesta quinta-feira (4), em discurso durante evento de lançamento de sua pré-candidatura ao governo do Estado para 2022.

Embora não tenha recebido o aval do PT nacional nem local para se lançar na disputa, Felipe Camarão reunirá uma pequena facção do petismo maranhense que usa a pré-candidatura do partido ao Poder Executivo estadual como forma de preservar o espaço construído na estrutura da máquina administrativa do Palácio dos Leões.

Também fariam parte da trupe que espera sentar à mesa de negociação com Brandão os secretário Márcio Jerry (Cidades e Desenvolvimento Urbano) e Ricardo Cappelli (Comunicação Social). Contudo, como atuariam apenas no bastidor, não comparecerão ao ato eleitoral.

Inicialmente, a pré-candidatura de Felipe Camarão ao governo foi pensada apenas como uma forma de afastar o petismo local nas hostes do senador Weverton Rocha (PDT), que ameaçava tomar o controle do partido, hoje indiretamente comandado por Flávio Dino. Conselheiros do governador, no entanto, insistem na tese de que o secretário deve se manter na disputa até as urnas, e que a candidatura não depende do apoio do Palácio dos Leões, mas apenas do próprio Dino não declarar apoio exclusivo a Carlos Brandão e do fundo partidário do PT.

Dino dá último prazo para Weverton, vai anunciar apoio a Brandão e se prepara para embate com Alema
Política

Sob liderança de Othelino Neto, deputados pretendem aprovar nova PEC do Orçamento Impositivo com maior previsão de execução obrigatória

O governador Flávio Dino (PSB) estabeleceu o último prazo para o senador Weverton Rocha (PDT) decidir se vai retirar a pré-candidatura ou permanecer na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, ainda que pela oposição.

A data limite é o próximo dia 20 de novembro, quando Dino pretende anunciar publicamente apoio ao nome do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que assume o comando do governo do Estado a partir de abril do próximo ano. Flávio Dino vai concorrer ao Senado na chapa.

O recado foi dado a Weverton pelo próprio Dino, em reunião no Palácio dos Leões, em que voltou a perguntar ao pedetista se ele já havia “se acertado com Brandão”, candidato natural do grupo dinista.

O ATUAL7 apurou que, inicialmente, o prazo terminaria no dia 15 de novembro, mas o senador pediu mais uma semana para refletir. Foi cedido, porém, apenas mais 5 dias.

Além do encontro com Weverton, segundo interlocutores do governador, Dino também conversou com o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB).

O objetivo do diálogo foi demover o comunista em relação a uma nova PEC (proposta de emenda à Constituição) do Orçamento Impositivo de emendas parlamentares, com maior previsão de execução obrigatória.

Othelino, porém, não aceitou a tentativa de intromissão, e lembrou ao governador maranhense que também chefia um Poder, o Legislativo. Sem acerto, Dino tem dito a pessoas próximas que já está se preparando para o embate com a Alema.

A PEC partiu do deputado Yglésio Moysés (PROS), que, após conseguir o número suficientes de assinaturas para a tramitação do dispositivo, retirou a proposta. Contudo, mesmo sob indícios de atropelamento ao regimento interno da Casa, Othelino resolveu dar prosseguimento ao texto, que já está aberto para análise e sugestão de melhoria pelos demais deputados.

Embora tenha Brandão como candidato ao governo na eleição do ano que vem, Dino liberou e orientou o secretário de Educação, Felipe Camarão, para se filiar ao PT e se colocar para a disputa pelo governo estadual. Inicialmente, a jogada teve objetivo único de afastar petistas do entorno de Weverton Rocha, plano que deu certo, mas conselheiros de Flávio Dino que não querem os cofres do Estado nas mãos de Brandão, por falta de proximidade com o vice-governador, intentaram contra, levando o governador a ter de fazer, ainda que somente por um período, jogo duplo para não esfacelar a base.

No entanto, como possui o apoio apenas dos menudos que encastelou no Palácio dos Leões, e diante das constates declarações de secretários estaduais de peso a favor da candidatura de Carlos Brandão, Felipe Camarão tem reclamado no bastidor a respeito da falta de poder sobre seu próprio futuro político e, nos últimos dias, também de Carlos Lula (Saúde), que já estaria ameaçando tomar suas bases para a disputa por um cadeira na Câmara Federal.

Apesar de Dino desejar Camarão como vice de Brandão, integrantes do PT nacional e local querem que a vaga seja ofertada ao deputado Zé Inácio.

Dino faz jogo duplo, libera Felipe para afrontar Brandão e corrói discurso de lealdade para 2022
Política

Movimentação orientada de secretário de Educação tem colocado em xeque o apoio prometido pelo governador ao tucano para a disputa pelo Palácio dos Leões

Chocando-se frontalmente com o discurso de que “uma pessoa quando tem vergonha na cara, quando tem educação e tem princípios, formação, não esquece do bem que foi feito a seu favor e tem gratidão sempre”, o governador Flávio Dino (PSB) vem fazendo jogo duplo com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Confundindo a lealdade de Brandão com subserviência, Dino tem esticado a corda e liberado Felipe Camarão (PT) para acelerar tratativas em busca de alianças que cacifem o secretário de Educação para o corrida pelo governo do Estado, mesmo que isso simbolize desrespeito e coloque em xeque o apoio prometido ao tucano para a eleição do ano que vem.

Com aval de Dino, Camarão usou o horário de trabalho nessa segunda-feira (25) para reunir com o PSB, partido do próprio governador maranhense, maior afronta direta a Brandão nesta pré-campanha. No encontro, articulou abertamente para que na reunião com lideranças partidárias prevista para novembro seja defendida a prorrogação da decisão sobre quem será o candidato único do grupo dinista.

A ideia é empurrar a decisão para fevereiro, tempo considerado suficiente pelo secretário para fragilizar Brandão, ganhar musculatura eleitoral própria e obrigar o vice-governador a abrir mão da disputa em troca de favores políticos e indicações para cargos públicos a partir de 2023, quando estaria fora do poder.

Além disso, sempre sob fiança de Flávio Dino, Felipe Camarão abriu diálogo com o PDT, do senador e pré-candidato ao governo Weverton Rocha, por apoio. Também com o MDB da ex-governadora Roseana Sarney, com sinalização para indicação à vaga de vice.

Em paralelo, Dino também voltou a liberar o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), para defender que a escolha do candidato único do grupo seja adiada para 2022.

Apesar dos ataques, o vice-governador do Maranhão tem permanecido caninamente leal, e aguarda retribuição. Aos mais próximos, porém, tem lembrado que Dino precisará se desincompatibilizar do cargo até abril do próximo ano se quiser continuar na vida pública. Quando essa data chegar, tem salientado Carlos Brandão, o governador e quem de fato vai conduzir a própria reeleição e primeira eleição de todo o grupo encastelado no Palácio dos Leões será ele, não Flávio Dino.

Inviável ao Palácio dos Leões, Felipe Camarão mantém pré-candidatura a deputado federal para 2022
Política

Em xeque-mate, Flávio Dino tem como único candidato o vice-governador Carlos Brandão, que assumirá a caneta do Estado em abril e disputará a reeleição. Zé Inácio é cotado para vice

Sem aval do próprio PT nem do governador Flávio Dino (PSB) na disputa pelo Palácio dos Leões, o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão (PSB), declarou em entrevista ao jornal O Estado, publicada nesta terça-feira (19), que segue aberto para a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados em 2022.

"É bem claro: ou eu sou candidato a governador, ou, na remota hipótese de o partido não me dar aval para candidatura, eu serei candidato a deputado federal”, disse, repetindo resposta anterior, ao ser questionado pelo jornalista Gilberto Léda sobre a possibilidade de ocupar a vaga de vice –que chegou a ser cogitada na chapa encabeçada por Carlos Brandão (PSDB), que assume o comando do Governo do Estado no ano que vem para disputar a reeleição com apoio de Dino.

Apesar de parte do dinismo intentar um golpe contra Brandão, a estratégia desenhada pelo próprio Flávio Dino é simples: além de estancar a aproximação que o senador Weverton Rocha (PDT) vinha tentando criar com o PT maranhense, a pré-candidatura de Camarão ao Governo do Estado tem como pano de fundo gerar poder de voto ao secretário de Educação, que será testado nas urnas pela primeira vez.

Se o plano der certo, além de eleito para a Câmara, Felipe Camarão servirá ainda como puxador de votos para carregar pelo menos mais um petista para Brasília, atendendo a desejo manifestado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando esteve no Maranhão, em agosto. O objetivo do Partido dos Trabalhadores para 2022 é eleger uma bancada forte para o Congresso Nacional, não entrar em disputas por governos estaduais.

Além disso, como Flávio Dino pretende disputar o Senado, e para que isso aconteça precisará, primeiro, renunciar ao cargo até abril do próximo ano, para apoiar qualquer outro nome que não seja o do seu atual vice, o governador do Maranhão precisaria convencer Brandão a ficar no posto até o final do mandato, e, fatalmente, sem cargo eletivo a partir de 2023, totalmente dependente do grupo ora encastelado no Palácio dos Leões, que já demonstrou por diversas vezes não ser unido.

Como a conjuntura é impossível, por o próprio Dino estar em xeque-mate e integralmente submetido ao poder que Brandão exercerá sobre a caneta a partir de abril, a candidatura de Camarão ao governo se torna inviável e natimorta. Ainda assim, sob a estratégia de eleger bancada forte para o Congresso, será mantida em evidência "até o último momento", conforme declarado pelo próprio secretário de Educação na entrevista.

Em troca do apoio exclusivo de Lula, a vaga de vice na chapa de Carlos Brandão ainda pode ficar com o PT.

O nome mais cotado, segundo apurou o ATUAL7, é o do deputado estadual Zé Inácio, que conta com apoio da presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann.

STF acaba com farra de capelães no MA e fortalece ação no TSE que pode levar à cassação da chapa Dino-Brandão
Política

Na linha sucessória por ser presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto tem dito a pessoas próximas que será o próximo governador do Estado

O STF (Supremo Tribunal Federal) declarou inconstitucional normas do Maranhão que deram subsídio à chamada “farra de capelães”, sistema formulado e institucionalizado pelo governo estadual que permitia a contratação de capelães para o sistema de Segurança Pública maranhense sem concurso público.

Com isso, a ação de investigação judicial eleitoral de abuso de poder que tramita no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), exatamente em razão da criação e nomeação de dezenas de líderes religiosos pelo Palácio dos Leões, ganha maior relevo e destaque, potencializando o risco da chapa vitoriosa de Flávio Dino (PSB) e Carlos Brandão (PSDB) na campanha eleitoral de 2018 ser cassada.

A decisão pela declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos foi tomada pelo Supremo, por unanimidade, em julgamento virtual iniciado no início de outubro e finalizado no último dia 8, e confirmou liminar concedida em fevereiro pelo ministro Nunes Marques, relator do caso no STF.

“Entendo que não se deve vincular a indicação de cargos, que, no fundo, procuram manter a liberdade religiosa, ao puro arbítrio do Chefe do Executivo. A laicidade do Estado não se confunde com violar a regra da prévia realização de certame para provimento de cargo público, exigência contida no art. 37, II, da Constituição da República”, escreveu Marques no voto em que converteu em julgamento definitivo de mérito a aprovação da decisão cautelar.

A ação direta foi proposta pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra quatro leis estaduais, na parte em que criam cargos em comissão de Oficial Capelão na administração pública estadual.

Por articulação do PDT, comandado no estado pelo senador Weverton Rocha, porém, os ministros da Corte decidiram modular os efeitos da declaração de inconstitucionalidade para que a eficácia só passe a valer após 31 de dezembro de 2022.

Se o entendimento contra a “farra de capelães” for seguido pelos ministros do TSE, Dino e Brandão podem ainda ser declarados inelegíveis.

Na linha sucessória, quem assumiria o Governo do Estado, para convocação de eleição em que ele próprio poderia disputar, seria o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), que nos últimos dias tem dito a pessoas próximas que será o próximo governador do Estado, retomou o programa itinerante que aproxima a Casa dos municípios, da classe política e da sociedade e até já articulou manobra que garante ao 1ª vice-presidente Glalbert Cutrim (PDT) acessão automática ao comando do Palácio Manuel Beckman em caso vacância no cargo.

Dino tira indicado de Josimar da Sagrima e coloca petista ex-aliado de Weverton
Política

Movimento confirma rompimento com líder do PL e fortalece estratégia de diminuição da aproximação entre PT e senador pedetista, em prol de Carlos Brandão

O governador Flávio Dino (PSB) tirou no comando da Sagrima (Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) o engenheiro agrônomo Sérgio Delmiro, indicado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), e colocou para controlar a pasta o jornalista petista Luiz Henrique, ex-aliado do senador Weverton Rocha (PDT) no partido.

O movimento confirma o rompimento do chefe do Executivo estadual com o líder do Partido Liberal no Maranhão, recentemente alvo de operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas) e da Seccor (Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção) após declarar oposição a Dino visando a disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Também abre maior espaço para o PT no governo estadual, com o objetivo de fortalecer a aliança do partido com Carlos Brandão (PSDB) para a eleição do ano que vem, com indicação de nome para ocupar a vice na chapa ou primeira suplência ao Senado.

Neste mesmo sentido, o secretário Felipe Camarão (Educação), usado por Flávio Dino desde o início da primeira gestão como espécie de coringa, sob total controle do governador maranhense, foi lançado e vai manter pré-candidatura ao Governo do Estado até o anúncio de Dino a favor de Brandão. Estratégica, a pré-candidatura de Camarão tem alcançado com facilidade o único objetivo pretendido da parte de Dino, como ocorreu com Luiz Henrique, que é acabar com a aproximação entre petistas de Weverton visando o Palácio dos Leões.

Apesar da lealdade publicamente declarada entre Flávio Dino e Carlos Brandão, parte do PT do Maranhão que integra o núcleo de conselheiros do governador quer que Felipe Camarão se desvie do plano dinista e se mantenha na corrida eleitoral até as urnas. A ofensiva, porém, é inviável, pois a entrada de Dino para a disputa pelo Senado ficaria comprometida, já que Brandão não pretende abrir mão do Poder e o Dino seria obrigado a ficar até o final do mandato para fazer do petista seu sucessor.

Com pedido de desculpas, Weverton tenta manter aberta vice de Brandão para PDT
Política

Vaga foi oferecida por Flávio Dino em julho. Apesar de encontros financiados pela estrutura partidária, pedetista ainda pode retirar pré-candidatura

Apesar de seguir com encontros financiados pela estrutura partidária para possível candidatura ao Palácio dos Leões, o senador Weverton Rocha não pretende encerrar diálogos com o governador Flávio Dino (PSB) para que o PDT indique a vice na chapa de Carlos Brandão (PSDB) ao governo do Estado na eleição de 2022.

O vice-governador assumirá o comando do Poder Executivo no próximo ano, e disputará a reeleição tendo Dino como candidato ao Senado. Como o PT tende a permanecer na aliança governista, com Felipe Camarão disputando uma cadeira na Câmara dos Deputados, o PDT de Weverton ainda tem espaço para ficar com a vice, conforme acertado com os próprios Dino e Brandão em reunião fechada no Palácio dos Leões em julho.

Foi sob esse raciocínio que o pedetista, após alerta de parte do círculo de políticos, amigos e assessores que o acompanham na pré-campanha, recuou de declarações ditas em entrevista à TV Centro Norte, em Presidente Dutra, no sábado (4). Para atingir Brandão, Weverton desqualificou e ridicularizou a função de vice, atrapalhando os diálogos.

“Tem gente que nasce para ser vice, tem gente que nasce para liderar, eu nasci pra liderar”, disse.

Apesar da investida ter sido direcionada apenas a Brandão, acabou também encolhendo politicamente diversos aliados, tanto do PDT quanto outras legendas, que ocupam a função nos Poderes Legislativo e Executivo no estado, e ainda dificultou eventual indicação de vice para possível chapa dele próprio, caso a pré-candidatura ao governo seja mantida.

Por esse motivo, o pedido de desculpas, acrescido de abraços, foi estendido a todos os atingidos.

“Meus amigos, na vida pública, quem acerta, não faz mais do que sua obrigação. E que erra, deve se desculpar. No último final de semana, eu errei ao fazer referência à função de vice de forma deselegante e inapropriada. Por isso, gostaria de me desculpar com os meus aliados que são vice-presidentes de casas legislativas, com os vice-prefeitos e com o vice-governador Carlos Brandão”, apelou Weverton.

No meio político e empresarial maranhense, o comportamento frágil foi entendido como sinal de que a pré-candidatura do pedetista ao Palácio dos Leões não é para valer.