Marcus Brandão
Othelino conta com imagem de equilíbrio para se manter à frente da Assembleia Legislativa do MA
Política

Segundo o governador Carlos Brandão, o Palácio dos Leões não pretende interferir na eleição para comando da Casa

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), conta com sua imagem de equilíbrio entre governistas e oposicionistas para se manter à frente da Casa, na eleição marcada para fevereiro de 2023.

De perfil conciliador, ele tem o apoio do ex-governador e senador eleito Flávio Dino (PSB), além da simpatia do atual mandatário do Estado, Carlos Brandão (PSB), fatores que dificultam o surgimento de qualquer adversário competitivo na disputa.

Nesta semana, em reunião com a chapa de prefeitos que comandará a Famem a partir do ano que vem, o próprio Brandão abriu caminho para a reeleição de Othelino.

Segundo o chefe do Executivo, o Palácio dos Leões não pretende interferir na eleição para o comando da Casa, e deve abraçar o candidato de melhor se posicionar entre os próprios parlamentares.

“Independente de quem seja o candidato, nós vamos dialogar. Aquele que estiver a melhor posição, tiver mais aliados, que construir melhor, esse, sim, será o candidato que a gente vai trabalhar para a unidade”, afirmou Brandão.

Caso o compromisso seja mantido, fica praticamente selada a reeleição de Othelino em fevereiro, já que se torna bastante improvável que surja um concorrente competitivo sem o apoio do governo.

Durante a sessão desta quarta-feira (23), seguro no anúncio de Brandão, o deputado Yglésio Moysés (PSB) reafirmou apoio a Othelino Neto para a presidência da Alema.

“Eu não seria eu se não viesse a essa tribuna, neste momento, para registrar o meu apoio à recondução do deputado Othelino. Presidente, o senhor tem meu voto antecipado. Nós precisamos de pessoas que deixem os deputados serem aquilo que eles querem e podem ser para contribuir com o Maranhão”, afirmou.

“Espero que mais colegas construam esse entendimento, porque, se nós apresentarmos um consenso para o governador Brandão, ele, democrata como é, vai saber reconhecer que o Othelino vai ser um grande presidente ao lado dele para construirmos um Maranhão cada vez mais fortalecido e melhor”, concluiu.

Apesar de Brandão garantir que o Palácio dos Leões não vai interferir na eleição para a presidência da Assembleia, resta ainda a Othelino vencer as resistências de Marcus Brandão, irmão do mandatário, para confirmar o favoritismo.

Com forte influência sobre o chefe do Executivo, conforme mostrou o ATUAL7, Marcus tem maior afinidade com o deputado Arnaldo Melo (PP), ex-presidente da Casa.

Embora um forte movimento interno tenha crescido para indicá-lo para o Tribunal de Contas do Estado na vaga a ser aberta com a aposentadoria do conselheiro Edmar Serra Cutrim em janeiro de 2023, o que abriria caminho para a aclamação de Othelino, Melo não tem concordado com a costura.

Segundo relatos, ele teria dito a pessoas próximas que, por já possuir 68 anos, a oferta não seria vantajosa. Pela Constituição, conselheiros do TCE são aposentados compulsoriamente aos 75 anos de idade.

Irmão de Brandão quer Arnaldo Melo na presidência da Alema
Política

Othelino Neto, atual presidente da Casa, é favorito na disputa. A eleição para a Mesa Diretora da Alema está prevista para 1º de fevereiro de 2023

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Arnaldo Melo (PP), pode voltar a disputar o comando da Casa. Ele tem como padrinho o empresário Marcus Brandão, irmão do governador reeleito Carlos Brandão (PSB), a quem tenta convencer a entrar na briga.

Se Brandão topar, terá de enfrentar o favorito para o posto, deputado Othelino Neto (PCdoB), atual presidente da Assembleia, que já conquistou declarações públicas de votos de colegas para mais uma reeleição.

Também já demonstrou interesse em disputar a presidência da Alema o deputado Ariston Gonçalo, e houve um movimento pela entrada de Iracema do Vale. Ambos são do PSB de Brandão.

A eleição para a Mesa Diretora da Alema está prevista para 1º de fevereiro de 2023, após a posse dos 42 parlamentares.