Eliziane Gama
Flávio Dino é reeleito; Weverton e Eliziane são eleitos para o Senado
Política

Roseana Sarney foi a segunda colocada na disputa para o Palácio dos Leões

Com 83% das urnas apuradas no Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB) já está matematicamente reeleito em primeiro turno.

O comunista tem, neste momento, 1.554.496 votos (59,36%). A segunda colocada, Roseana Sarney (MDB), tem 767.923  votos (29,32%).

Para o Senado, já estão eleitos Weverton Rocha (PDT), no momento com 1.644.897 votos (34,88%); e Eliziane Gama (PPS), com 1.277.880 votos (27,10%).

A matéria seria atualizada quando houver a apuração total dos votos.

Manobra no TCE/MA permitiu candidatura de suplente de Eliziane Gama
Política

Condenação de Pedro Fernandes pelo Pleno da Corte de Contas, que o enquadrava na Lei da Ficha Limpa, foi retificada mesmo após o processo já haver transitado em julgado

Uma manobra no Tribunal de Contas do Estado (TCE) permitiu a candidatura do deputado federal Pedro Fernandes (PTB) como 1.º suplente da candidata ao Senado Eliziane Gama (PPS) no pleito deste ano, pela coligação Todos pelo Maranhão. Ele é um dos 8 fichas sujas que tiveram a candidatura aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) maranhense apesar da manifestação contrária do Ministério Público Eleitoral (MPE).

Fernandes teve as contas julgadas irregularidades pelo Pleno do próprio TCE/MA, em Tomada de Contas Especial, por fazer corpo mole e vista grossa ao destino de recursos públicos de um convênio firmado entre a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que ele comandou, e a Prefeitura Municipal de Presidente Vargas, para a reforma e ampliação de uma unidade escolar na cidade.

Apesar do processo haver transitado em julgado desde o ano de 2015,  o suplente de Gama conseguiu contrariar e se blindar ao que prevê a Lei da Ficha Limpa após o relator e demais conselheiros do próprio tribunal, com a anuência do Ministério Público de Contas (MPC), retificarem a decisão anterior deles próprios, violando ainda a Lei Orgânica do próprio TCE/MA.

Segundo defendeu o procurador-regional eleitoral Pedro Henrique Castelo Branco, a correção na lista de inelegíveis encaminhadas ao TRE pela Corte de Contas, retirando o nome de Pedro Fernandes da relação de fichas sujas, deveria ter sido entendida como meramente informativa, e por isso não poderia ser utilizada para justificativa para apagar a condenação e limpar a ficha do candidato — baixe o documento.

Ainda assim, por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão ignorou o parecer do MPE e a Lei da Ficha Limpa, permitindo a participação de Pedro Fernandes no pleito.

Eliziane sobre jornalista que denunciou agressão de seu atual marido: “anônima”
Política

Candidata ignorou declarações de Adriany de Paula, ex-mulher de Inácio Cavalcante, sobre haver sido vítima de violência doméstica

A deputada federal e candidata ao Senado pela coligação Todos pelo Maranhão, Eliziane Gama (PPS), demonstrou total desprezo sobre as denúncias de violência doméstica feitas publicamente pela jornalista Adriany de Paula contra o seu ex-marido e atual esposo da parlamentar, Inácio Cavalcante Melo Neto.

“Se a deputada sabia ou não de tudo isso, não posso afirmar, mas que ela está do lado de uma agressor e contra as agredidas, eu não tenho duvida. Por que é muito fácil você fazer um discurso bonito, falar sobre as mulheres, os direitos, e defender um homem desse. Diante de tudo isso, eu queria entender como que a deputada Eliziane Gama afirma que tudo que eu passei, com testemunha, com relatos, com registros, seja mentira. (...) A gente tem que dar um basta a violência contra a mulher. Além de defensores desses agressores, a gente acaba se tornando aliada quando fica em silêncio”, criticou a jornalista, revelando ainda que teria sido procurada por Inácio para um acordo, após o caso haver se tornado público.

Procurando pelo ATUAL7 a se posicionar sobre o vídeo publicado pela jornalista em sua conta pessoa no Instagram, Eliziane encaminhou nota, por meio de sua coordenação de campanha, em que trata Adriany de Paula como uma pessoa anônima. “Além disso, [a candidata] sempre defendeu a causa da mulher em todas as esferas e, por isso, nunca se pronunciou a cerca dos fatos trazidos à público durante o período eleitoral de maneira anônima e com uso de ‘dossiês’”, declarou.

Apesar de, na própria nota, continuar se aproveitando do tema de defesa das mulheres, como vem fazendo em sua campanha eleitoral, Eliziane voltou a defender que a revelação de que o seu atual marido agrediu diversas mulheres com quem já vivem matrimonialmente é um assunto de foro íntimo, pessoal e familiar.

Abaixo, a nota:

A Coordenação de Campanha lamenta profundamente que assuntos de foro íntimo, familiar e privado estejam sendo usados com objetivo político, com publicações feitas às vésperas das eleições. A candidata ao Senado Federal, Eliziane Gama (PPS), é ficha limpa e tem uma trajetória de vida pública de doze anos sem responder a nenhum processo, conforme comprova todas as suas certidões na Justiça Eleitoral. Além disso, sempre defendeu a causa da mulher em todas as esferas e, por isso, nunca se pronunciou a cerca dos fatos trazidos à público durante o período eleitoral de maneira anônima e com uso de “dossiês”. Assuntos de foro íntimo, pessoal, familiar e privado serão respeitados e serão tratados com toda prudência e respeito que tais casos merecem. Reiteramos ainda que lamentamos que tais temas tenham sido trazidos à pauta política às vésperas do período eleitoral e que não trataremos de assuntos dessa importância como se isso fizessem parte do jogo político.

“Está do lado de um agressor e contra as agredidas”, lamenta vítima sobre Eliziane
Política

Jornalista Adriany de Paula, ex-mulher do atual marido da candidata ao Senado pelo PPS, divulgou um vídeo em que critica a proteção dada a Inácio Cavalcante, após casos de violência doméstica

Em vídeo publicado em sua conta pessoal no Instagram, nesta quinta-feira 4, a jornalista Adriany de Paula lamentou as declarações que vêm sendo dadas pela deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA), a respeito dos casos de violência doméstica envolvendo o seu atual marido, o empresário Inácio Cavalcante Melo Neto, com quem é casada há cerca de um ano.

Candidata ao Senado Federal pela chapa Todos pelo Maranhão, encabeçada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), Gama tem ignorado seu próprio mote de campanha, de que se eleita ela seria representante da luta contra o feminicídio e pelos direitos das mulheres na Câmara Alta, e insinuado que as denúncias contra Inácio seriam falsas.

Na gravação, Adriany diz que teve uma arma apontada para a própria cabeça, que foi mantida em cárcere privado e extorquida, e critica Eliziane Gama por, segundo ela, proteger Inácio. “Se a deputada sabia ou não de tudo isso, não posso afirmar, mas que ela está do lado de uma agressor e contra as agredidas, eu não tenho duvida. Por que é muito fácil você fazer um discurso bonito, falar sobre as mulheres, os direitos, e defender um homem desse”, lamentou.

https://www.instagram.com/p/BohXNGPhian/?utm_source=ig_web_button_share_sheet

A jornalista revela ainda que que, após o caso haver se tornado público, ela teria sido procurada por Inácio Cavalcante para um acordo. “Ele me procurou, disse que tinha uma proposta do meu interesse para mim, e pediu que eu gravasse um vídeo de 30 segundos”, revelou.

Desde o último dia 26, o ATUAL7 entrou em contato com Eliziane, por meio de sua assessoria, para que ela pudesse se manifestar a respeito das acusações de agressão à mulher contra seu atual marido. Ela, porém, não enviou resposta.

A busca pelo posicionamento da parlamentar se deu pelo fato de ela própria, na propaganda eleitoral de televisão e rádio em sua candidato ao Senado, apresentar-se ao eleitorado maranhense como alguém que luta contra o feminicídio, e que seria a favor dos direitos e proteção das mulheres.

Sobre esse silêncio de Eliziane em relação a Inácio Cavalcante, e das declarações dadas pela deputada de que ela e a família estariam sendo atacadas por notícias falsas, Adriany de Paula também teceu críticas. “Diante de tudo isso, eu queria entender como que a deputada Eliziane Gama afirma que tudo que eu passei, com testemunha, com relatos, com registros, seja mentira. (...) A gente tem que dar um basta a violência contra a mulher. Além de defensores desses agressores, a gente acaba se tornando aliada quando fica em silêncio”, criticou.

Outro lado

Nesta quinta-feira 4, Eliziane Gama foi novamente procurada pelo ATUAL7, agora para se posicionar sobre as declarações de Adriany de Paula. A candidata encaminhou nota, por meio de sua coordenação de campanha. Não conseguimos o contato de Inácio Cavalcante.

Abaixo, a resposta de Eliziane:

A Coordenação de Campanha lamenta profundamente que assuntos de foro íntimo, familiar e privado estejam sendo usados com objetivo político, com publicações feitas às vésperas das eleições. A candidata ao Senado Federal, Eliziane Gama (PPS), é ficha limpa e tem uma trajetória de vida pública de doze anos sem responder a nenhum processo, conforme comprova todas as suas certidões na Justiça Eleitoral. Além disso, sempre defendeu a causa da mulher em todas as esferas e, por isso, nunca se pronunciou a cerca dos fatos trazidos à público durante o período eleitoral de maneira anônima e com uso de “dossiês”. Assuntos de foro íntimo, pessoal, familiar e privado serão respeitados e serão tratados com toda prudência e respeito que tais casos merecem. Reiteramos ainda que lamentamos que tais temas tenham sido trazidos à pauta política às vésperas do período eleitoral e que não trataremos de assuntos dessa importância como se isso fizessem parte do jogo político.

Silêncio sobre denúncias contra o marido fragiliza discurso de Eliziane a favor da mulher
Política

Parlamentar promete lutar contra o feminicídio se eleita ao Senado, mas tenta abafar denúncias de ex-mulheres contra seu atual esposo por agressão e até por não pagamento de pensão alimentícia

Não é prática do ATUAL7 tratar da vida privada dos políticos, pois o que fazem em suas intimidades não é considerado como assunto para reportagens. Contudo, em tempos de luta da sociedade contra a indecência política, esse entendimento não se aplica quando a pessoa envolvida prega uma coisa para a população eleitora, em busca de votos para se manter no poder, mas na prática age de forma completamente contrária, e até mesmo tenta esconder a verdade classificando fatos como mentira.

É o caso da deputada federal e candidata ao Senado Eliziane Gama (PPS), da coligação Todos pelo Maranhão, que evita se pronunciar sobre a sua vida particular num assunto que ela própria explora demasiadamente na sua vida pública: a luta pelos direitos das mulheres e da infância.

Segundo reportagens fartamente documentadas do jornal O Estado, que foram censuradas após Eliziane recorrer à Justiça, o seu atual marido, identificado num dos seus supostos três CPFs como Inácio Cavalcante Melo Neto — há denúncias contra ele por possível falsidade ideológica e estelionato —, responde na Justiça por casos de violência doméstica e não pagamento de pensão alimentícia, inclusive com pedido de prisão.

Apesar de, na propaganda eleitoral de televisão e rádio, Eliziane Gama apresentar-se ao eleitorado maranhense como alguém que luta contra o feminicídio, que é a favor dos direitos e proteção das mulheres e até de utilizar do artifício de marketing de colocar crianças e adolescentes com o objetivo de alavancar a intenção de votos à sua candidatura, no mesmo horário político, Eliziane evita se posicionar sobre as acusações que pesam sobre marido, limitando-se a apenas dizer, mas sem apontar como, que ela própria estaria sendo vítima de ataques rasteiros e de fake news.

Na quarta-feira passada, dia 26, o ATUAL7 procurou ouvir a parlamentar a respeito do assunto, por meio de sua assessoria, em razão do tema agressão à mulher e abandono e atraso no pagamento de alimentação ao filho, justamente as acusações que pesam contra o seu marido Inácio Cavalcante, serem exatamente as principais lutas que Gama garante que levará ao Senado, se eleita.

Duas perguntas foram feitas à candidata do PPS: “Como ela encara, se confirmada as acusações, a situação de viver matrimonialmente com alguém totalmente contrário a todo seu histórico de luta apresentado na campanha eleitoral?”; e “qual a mensagem dela, como candidata, para quem passa pela mesma situação?”. Até o momento, quase uma semana depois, não houve o retorno, o que fragiliza o discurso feminista de Eliziane,

Enquanto segue em silêncio, num dos mais recentes vídeos de sua campanha eleitoral, Eliziane Gama diz que o Maranhão precisa “de um aparelho de proteção com delegacias, juizados, promotorias que funcionem de verdade, para além da investigação, também promover a proteção da mulher". “Há cada 2 horas, uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil. Uma realidade que precisa ser mudada. Vamos lutar com todas as nossas forças para defender os direitos da mulher. (...) Vamos levar pro Senado alguém que vai representar, de verdade, você, mulher”, promete.

Pelo silêncio em relação às mulheres que registraram boletins de ocorrência contra Inácio Cavalcante por agressões verbais e físicas (oito, no total), e por classificar essas denúncias como ataques rasteiros e fake news contra a sua candidatura, porém, essa luta de Eliziane Gama pela proteção às mulheres aparenta ser seletiva e capenga, principalmente quando o suposto agressor se trata de um certo “homem branco” que antes apareceria e era mostrado ao lado dela em eventos políticos, mas agora parece ter sido estrategicamente escondido de sua campanha.

Na TV, Lobão questiona Eliziane sobre sumiço durante arrochos de Dino
Política

Propaganda do emedebista indaga deputada sobre silêncio diante do aumento de ICMS e das blitze do IPVA pela gestão comunista

O senador e candidato à reeleição Edison Lobão (MDB) iniciou nos últimos uma fase mais agressiva de sua campanha de TV, agora direcionada a deputada federal Eliziane Gama (PPS), que também disputa uma das duas vagas que o Maranhão tem direito na Câmara Alta no pleito deste ano.

Numa série de questionamentos sobre o sumiço da parlamentar durante diversos arrochos do governador Flávio Dino (PCdoB) ao longo dos últimos três anos e nove meses de gestão, a propaganda de Lobão pergunta onde Gama esteve neste período de aperto do aliado junto aos trabalhadores e à população maranhense.

“Eliziane, onde você estava quando o governo tomou e leiloou carros e motos dos trabalhadores? Onde você estava quando Flávio Dino aumentou impostos, fechando as portas do Maranhão para novos empregos? Por que não protestou quando ele acabou com o programa Meu Primeiro Emprego? Eliziane, por que você só defende o trabalhador em época de eleição?”, questiona.

Apesar de, juntamente com seu companheiro de chapa Sarney Filho (PV), numericamente liderar as duas pesquisas Ibope para o Senado no Maranhão, com os questionamentos, Lobão pretende levar o eleitor a refletir se a luta de Eliziane Gama não ocorre apenas quando por conveniência política.

No caso, em sua propaganda, Gama tem garantido aos maranhenses que, num eventual mandato de senadora, lutará pela não aprovação da Reforma da Previdência — aproveitando-se ainda do tema para se distanciar o governo Michel Temer, que chegou à Presidência com o auxílio direto da parlamentar, que votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Além de ter votado pelo impedimento da petista na Presidência, o que provocou um impacto negativo em sua imagem junto ao eleitorado do estado, Gama ainda trabalhou pela convocação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Pela bandeira que levantou contra os governos do Partido dos Trabalhadores, ela chegou a ser tratada como musa da CPI.

Ibope: empate técnico entre Lobão, Sarney Filho, Eliziane e Weverton para Senado
Política

Pedetista teve surpreendes 9 pontos de crescimento em relação pesquisa anterior. Flávio Dino seria reeleito no primeiro turno

A segunda pesquisa Ibope desde o início da campanha eleitoral mostra que a disputa pelas duas vagas no Senado no Maranhão ainda está em aberto.

Segundo os números, Edison Lobão (MDB) permanece numericamente à frente, mas agora com 25% das intenções de voto, uma oscilação negativa de 2 pontos percentuais na comparação com o levantamento anterior. Sarney Filho, que na pesquisa anterior tinha 26%, oscilou negativamente 3 pontos e agora tem apenas 23%. Ambos são candidatos ao Senado pela coligação Maranhão quer Mais, encabeçada por Roseana Sarney (MDB).

Como a sondagem tem margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos, aparecem tecnicamente empatados com Lobão e Sarney Filho na primeira colocação a candidata Eliziane Gama (PPS), que antes tinha 17% e agora aparece com 23%, e Weverton Rocha (PDT), que subiu de 11% para surpreendentes 20%. Eles são candidatos à Câmara Alta pela coligação Todos pelo Maranhão, de Flávio Dino (PCdoB) — que, segundo o Ibope, seria reeleito no primeiro turno.

Descolados do bloco que está em empate técnico quádruplo, vem os candidatos ao Senado pelo PSDB: Zé Reinaldo, com 12%; e Alexandre Almeida, com 4%. Na sequência aparecem todos com 2% os candidatos Preta Lu (PSTU), Saulo Pinto (PSOL) e Samoel do Itapecuru (PSL). Saulo Arcângeli (PSTU) pontuou apenas 1%, e Iêgo Brunno (PCB) não chegou a pontuar. Como são duas vagas ao Senado neste ano, brancos e nulos na primeira vaga chegam a 17%; e na segunda vaga a 30%. Não sabem ou não quiseram responder aparece com 38%.

Encomendada pela TV Mirante, a pesquisa Ibope ouviu 1008 eleitores maranhenses, entre os dias 16 e 18 deste mês. O registro foi feito no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão sob o número MA-06667/2018. O intervalo de confiança é de 95%.

Pesquisas que apontam Eliziane liderando para Senado são alvo de investigação
Política

Sondagens foram assinadas por estatística já falecida e por analista judiciário em suposta atuação ilegal por ser lotado da CGJ

De todas as pesquisas eleitorais registradas e divulgadas no Maranhão para o Senado no pleito deste ano, a deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA) aparece liderando duas delas. O que poderia apontar um crescimento da parlamentar na corrida eleitoral, porém, está sob suspeita de fraude. Apenas esses dois levantamentos estão sob alvo de investigação em razão das sondagens haverem sido supervisionadas por estatísticos que não poderiam tê-las assinado.

Uma delas é da Econométrica, realizada a mando da TV Guará, foi assinada por uma estatística confirmada como já falecida há semanas antes da pesquisa, a professora Celene Raposo de Aquino. A outra, feita pela Exata em contrato com o Jornal Pequeno, foi assinada pelo analista judiciário Vitor Emmanuel Bouças da Silva, supostamente em atuação ilegal por ser lotado da CGJ (Corregedoria-Geral de Justiça) do Maranhão.

Registrada sob o número MA-08877/2018, a pesquisa Econométrica/TV Guará foi divulgada no início deste mês, apontando pela primeira e até agora única vez um cenário apertado para o Senado Federal pelas duas vagas a disposição. Pelos números, a liderança — dentro da margem de erro de 2,61% — estaria entre Edison Lobão (MDB) com 26,3%, Sarney Filho (PV) com 25,7%, e Eliziane Gama (PPS) com 24%.

Por haver sido assinado por uma estatística já falecida, o levantamento está sob investigação da Polícia Federal (PF), após pedido da coligação Maranhão quer Mais, que tem como cabeça de chapa Roseana Sarney (MDB) e candidatos ao Senado Edison Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV). A TV Guará, inclusive, na condição de contratante, após a revelação da informação, decidiu retirar do ar todas as informações sobre a pesquisa.

Mais recente, a pesquisa Exata/Jornal Pequeno também está sob investigação, com acompanhamento direto do Tribunal de Justiça do Maranhão. Registrado sob o número MA-09907/2018, o levantamento é ainda mais suspeito, por emplacar um espantoso salto de Gama, já figurando como líder na intenção de votos para o Senado, com 27%, mesmo sem ter ocorrido nenhuma movimentação da parlamentar para confirmar o crescimento apontando.

Nessa mesma pesquisa, o candidato Weverton Rocha (PDT) também deu um salto espetacular, e por isso também suspeito de credibilidade, aparecendo em segundo colocado, com 25%. Edison Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV), que em todos os outros levantamentos já registrados e divulgados para o Senado nas eleições de outubro sempre apareceram tecnicamente empatados na primeira colocação, foram apontados pela Exata/JP, respectivamente, na terceira e quarta colocação, com 24% e 22%, cada.

Apoio da Assembleia de Deus a Sarney Filho pode complicar Eliziane Gama
Política

Pré-candidata ao Senado despontava como detentora absoluta dos votos da igreja. Flávio Dino pode usar perda de força da parlamentar e escolher outro nome para a vaga

O fechamento de apoio ao deputado federal Sarney Filho (PV) na disputa pelo Senado, assegurado no último fim de semana por pastores e membros da Igreja Assembleia de Deus na cidade de Porto Franco, no sul do Maranhão, pode complicar a permanência da deputada federal Eliziane Gama (PPS) na corrida eleitoral deste ano.

Também postulante ao Senado, Gama despontava, até outro dia, como detentora absoluta dos votos da congregação. Porém, com a confirmação de que a liderança e os fies da igreja pretendem igualmente apoiar Sarney Filho, ela pode agora perder a garantia da vaga na formação da chapa majoritária do governador Flávio Dino (PCdoB), que nos últimos dias tem sofrido apertos do PT e PR, legendas que já avisaram que não pretendem apoiá-la.

Apesar do desgaste cada vez maior com esses aliados, o comunista sempre seguiu firme com a parlamentar, sem retroceder diante das pressões, inclusive de caciques nacionais, provavelmente por considerar que toda a igreja estaria com Eliziane Gama em outubro, e que isso também o beneficiaria eleitoralmente junto aos evangélicos.

Com a confirmação de que a Assembleia de Deus não está somente com a pré-candidata, Dino pode usar essa justificativa para ceder às investidas dos partidos aliados pela vaga. E como a igreja já possui seus pré-candidatos oficiais à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa do Maranhão, restaria a Gama apenas a suplência ao Senado ou mesmo tentar derrubar Carlos Brandão (PRB) da vice.

Flávio Dino lança pré-candidatura de Eliziane Gama ao Senado
Política

Oficialização aconteceu neste sábado, em São Luís, em meio a investidas possivelmente dissimuladas do PT, PP, PR e DEM pela vaga

O governador Flávio Dino (PCdoB) lançou a deputada Eliziane Gama (PPS-MA), oficialmente, como o segundo nome de sua chapa majoritária ao Senado Federal. O primeiro é o do deputado federal Weverton Rocha (PDT).

A oficialização aconteceu neste sábado 16, em São Luís, ignorando o voto de Gama pelo impeachment de Dilma Rousseff e a articulação pela convocação de Lula para depor na CPI da Petrobras, e em meio a investidas possivelmente dissimuladas do PT, PP, PR e DEM pela vaga. Com cargos no governo Dino, todos esses partidos já estão contemplados pelo comunista.

Além do próprio Dino, também participaram do evento o vice-governador Carlos Brandão (PRB); o parceiro de chapa de Gama, Weverton Rocha; e várias lideranças políticas, dentre prefeitos e deputados. Diversos líderes religiosos, representantes indígenas, movimento de mulheres e lideranças comunitárias também estiveram presentes.

Desde que passou a ocupar a segunda vaga ao Senado na chapa de Flávio Dino, Eliziane Gama vem tentando colocar sua imagem a do comunista, por meio do método capachão e do coronelismo gospel, principalmente quando o governador participa de assinaturas de ordem de serviço ou entrega de alguma obra.

Levantamento feito pelo ATUAL7, inclusive, revela que ela tem gazeteado as sessões de presença obrigatória na Câmara dos Deputados para seguir colada a Dino. Somente neste mês, ela faltou seis sessões deliberativas.

Eliziane Gama falta sessões da Câmara para colar em Flávio Dino
Política

Pré-candidata ao Senado já gazeteou pelo menos seis sessões de presença obrigatória. Parlamentar que deixar de comparecer, sem justificativa, a 1/3 das reuniões perderá o mandato

Levantamento do ATUAL7 no Relatório de Presença em Plenário revela que a deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA) já faltou a pelo menos seis sessões deliberativas da Câmara, de presença obrigatória, realizadas neste mês.

As faltas têm ocorrido nos mesmos dias em que parlamentar aparece, segundo notícias divulgadas por ela própria em suas redes sociais e pela agência oficial do Palácio dos Leões, colada ao governador Flávio Dino (PCdoB), em assinaturas de serviços ou entregas de obras pelo Maranhão. Ela é pré-candidata ao Senado, possivelmente na chapa de reeleição do comunista.

De acordo com o Ato da Mesa 67/1997, o pagamento da remuneração mensal de deputado (a) federal leva em conta o comparecimento do (a) parlamentar às sessões deliberativas do Plenário. Ou seja, a ausência não justificada a uma sessão deliberativa acarreta desconto no salário.

As ausências não são descontadas somente se o (a) parlamentar estiver em missão oficial no País ou no exterior e em casos de doença comprovada por atestado, analisado por junta médica oficial, licença-maternidade, licença-paternidade e de doença grave ou falecimento de pessoa da família até o segundo grau civil, conforme previsto no Ato da Mesa 66/10 e no Regimento Interno da Câmara.

O (A) deputado (a) perderá o mandato se deixar de comparecer, sem justificativa, a 1/3 das sessões ordinárias de cada sessão legislativa, de acordo com o previsto no artigo 55 da Constituição Federal.

O ATUAL7 entrou em contato com a assessoria de Eliziane, a fim de que justifique a ausência da deputada federal no Congresso Nacional, e aguarda resposta.

Após descoberta, Eliziane Gama culpa gabinete e retorna emendas para SES
Política

Novo documento foi feito às pressas, e tem assinatura diferente do primeiro ofício

A deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA) recuou da iniciativa de realocar a cota que lhe cabe nos quase R$ 50 milhões em emendas impositivas da bancada maranhense e retornou o direcionamento da verba para a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Fundo Estadual de Saúde (FES).

O recurso aconteceu após o ATUAL7 revelar que Gama, mesmo sendo da base do governador Flávio Dino (PCdoB) no Congresso e ter sido indicada pelo comunista para a segunda vaga ao Senado em 2018, havia traído o acordo com Dino e cortado o envio do dinheiro para o governo do aliado.

Apesar do primeiro ofício encaminhado à coordenadora da bancada, deputada Luana Alves (PSC), conter a assinatura da própria Eliziane Gama, ao justificar a mudança de posicionamento, a parlamentar do PPS encaminhou nota a alguns setores da imprensa local informando que houve “um equívoco” por parte de seu “gabinete”.


O novo ofício, encaminhado ontem para coordenadora da bancada, foi feito tão as pressas que a assinatura da parlamentar é completamente diferente da feita no ofício anterior — confira na imagem acima.

Há ainda um dado curioso.

Segundo aponta a própria Eliziane Gama, parte de sua cota nas emendas da bancada, pouco mais de R$ 3,7 milhões, já pode ter sido destinada às cidades onde ela faz política - Itinga do Maranhão, Miranda do Norte e Timon.

Eliziane Gama trai Flávio Dino e corta emenda de R$ 3,7 milhões para a SES
Política

Presidente do PCdoB no Maranhão e ex-auxiliar dos Leões, Márcio Jerry classificou realocação da verba como um ato irresponsável e criminoso

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) deve perder a indicação para a segunda vaga ao Senado em 2018, na chapa majoritária do Palácio dos Leões.

Embora pertencente a base do governador Flávio Dino (PCdoB) no Congresso, Gama traiu o acordo feito com o comunista e cortou o envio de sua cota nas emendas impositivas da bancada para a Secretaria de Estado da Saúde (SES), traindo acordo feito com Dino no ano passado.

A verba, exatos R$ 3.791.549,77 (três milhões, setecentos e noventa e um mil, quinhentos e quarenta e nove reais e setenta e sete centavos), que pelo acerto deveria cair nas contas do Governo do Maranhão, será agora destinada diretamente para as contas dos municípios de Itinga do Maranhão, Miranda do Norte e Timon, onde a deputada do PPS faz política.

São Luís, onde Gama disputou a prefeitura em 2012 e 2016, e cuja administração municipal agora ela é aliada, e o prefeito é afilhado político de Flávio Dino, não levou um centavo.

Além da pré-candidata ao Senado pelo PPS, outros três parlamentares pertencentes a base de Dino no Congresso também traíram o acordo feito com o governador e realocaram a cota que lhes cabe nas emendas impositivas: Cléber Verde (PRB), Julião Amin (PDT) e Zé Carlos (PT).

Críticas

Apesar de direcionar duras críticas apenas a coordenadora da bancada maranhense, deputada Luana Alves (PSC), o presidente do PCdoB no Maranhão, Márcio Jerry Barroso, que comandou a pasta da Comunicação e Assuntos Políticos no governo comunista, classificou a realocação da verba como um ato “irresponsável e criminoso”.

“O governador Flávio Dino concordou com a Bancada no final do ano passado para que esses recursos fossem destinados aos municípios. O que assim está fazendo a deputada Luana Alves, sabe-se lá movida por quais mesquinhos interesses da baixa política, é achando que prejudica o governador Flávio Dino. Está cometendo um grave, lesivo, irresponsável e criminoso ato contra o povo do Maranhão”, afirmou Jerry.

Corrupção

A realocação do destino das emendas impositivas ocorre poucos dias após o titular da SES, Carlos Lula, ter negado dois pedidos de habeas corpus pelo ministro Ribeiro Dantas, relator da Sermão aos Peixes no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo a defesa de Lula, ele estaria sofrendo constrangimento, e por essa razão tentava trancar um inquérito policial aberto contra ele no ano passado pela Polícia Federal, para apurar sua conduta na suposta fraude do processo licitatório feita pela Saúde do Maranhão para o gerenciamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Chapadinha.

A contratada pela SES, inclusive, foi a Organização Social Instituto do Desenvolvimento e Apoio à Cidadania (IDAC), alvo das operações Rêmoras e Pegadores.

Por unção ao Senado, Eliziane busca a benção de Josimar de Maranhãozinho
Política

Ela precisa do apoio do PR ao seu novo projeto político. Próximo partido a receber a visita da parlamentar será o PT

Ainda não está incluída nos dicionários, mas numa próxima atualização, a definição da palavra incoerência já pode vir com uma nova informação: Eliziane Gama. Aguardando sozinha, há quase dois meses, pela unção do governador Flávio Dino (PCdoB) para a segunda vaga ao Senado na chapa do Palácio dos Leões, a deputada federal maranhense do PPS segue seu périplo em busca da benção de líderes partidários.

Desta vez, a visita foi ao presidente estadual do PR, deputado Josimar Cunha Rodrigues, o Maranhãozinho.

Chamado também por Moral da BR, ele um é conhecido da Polícia Federal por casos de corrupção relacionados a enriquecimento suspeito, e de forma meteórica, em uma das regiões mais violentas do estado, o Alto do Turi, marcada por roubo de madeira e de cargas, tráfico de drogas, pistolagem, assaltos a banco e assassinatos mil. Tudo a que Gama, nos tempos em que ainda possui identidade ideológica, dizia combater.

“Foi muito boa nossa conversa e fiquei bastante honrada em ser bem recebida por mais um partido. Estamos unindo forças em prol dos diálogo para mais benefícios aos maranhenses”, comemorou ela, após reunião com Josimar de Maranhãozinho.

O PR foi a 11ª legenda visitada pela parlamentar. Para a próxima semana, Eliziane Gama tem na lista o PT, que ela combateu quando tentou emplacar-se nacionalmente como musa anticorrupção da CPI da Petrobras.

Na nova roupagem, que conta até com elogios à administração Edivaldo Holanda Júnior (PDT), ela se autodefine como uma pré-candidata ao Senado “bem articulada”.

Eliziane segue há mais de 40 dias sem adversários internos e sem unção de Dino
Política

Parlamentar tem defendido o comunista, visitado caciques, elogiado a administração de Edivaldo Júnior e orado para ocupar a segunda vaga ao Senado na chapa dos Leões

É vexatória a situação da deputada federal Eliziane Gama (PPS). Desde que o ex-governador e colega na bancada federal José Reinaldo Tavares (PSDB) aceitou o afastamento imposto pelo governador Flávio Dino, a parlamentar segue sem adversários internos na disputa pela segunda vaga ao Senado na chapa do Palácio dos Leões, mas ainda assim sem qualquer indicativo de que possa ser ungida pelo aliado.

Entre idas e vindas de Brasília para discursos inflamados em defesa do comunista na tribuna da Câmara, visitas a caciques da coalizão dinista em busca de benção, elogios à administração do até outro dia incompetente e corrupto Edivaldo Holanda Júnior e orações com lideranças da Igreja da Assembleia de Deus, já se passaram mais de 40 dias sem que Dino tenha logado no Twitter para divulgá-la ao posto.

Durante o desgastante período, já houve de tudo.

Aliados de Tavares tentaram demovê-lo da aceitação do afastamento; o deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) operou para receber ele o derrame da unção; Eliziane tentou se filiar ao Democratas; o também deputado federal Waldir Maranhão sonhou novamente ser o escolhido; e, a mais recente, Flávio Dino teria oferecido a vaga ao PTB do clã Fernandes — além de ainda continuar vendendo ao PT nacional que escolherá Márcio Jardim.

De Boston (EUA), onde participa como palestrante da quarta edição da Brazil Conference at Harvard & MIT, o governador do Maranhão pode finalmente declarar apoio a Eliziane Gama para o senado. Ou mesmo esperar para fazê-lo somente quando retornar ao Maranhão, neste domingo 8. Contudo, o absoluto desprezo dispensado a aliada durante todo esses mais de 40 dias de deserto pode tê-la feito perder a competitividade.

Prisão após 2ª instância: PEC assinada por Eliziane atinge Stênio Rezende
Política

Deputado foi condenado pelo TRF-1 por peculato. Ele é tio de Juscelino Filho, presidente do DEM no Maranhão

A deputada federal Eliziane Gama pode ter enterrado o sonho de, aproveitando a última semana da janela partidária, pular do PPS para o DEM em troca da garantia da segunda vaga ao Senado na chapa de reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB).

Conforme mostrou o ATUAL7 mais cedo, Gama está dentre os oito integrantes da bancada federal do Maranhão na Câmara que assinaram a proposta que inclui na Constituição a possibilidade de prisão de réu condenado em segunda instância. No estado, quem comanda o DEM é o deputado federal Juscelino Filho, sobrinho do deputado estadual Stênio Rezende, do mesmo partido, que tem condenação por peculato, proferida e já confirmada pela unanimidade da Segunda Seção do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

O ATUAL7 procurou Eliziane Gama e Juscelino Filho, para se posicionarem a respeito do assunto, mas ainda não houve retorno. O espaço está aberto para as manifestações.

Segundo a PEC defendida pela deputada PPS, será substituído o Artigo 5º da Constituição em que diz que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” por “ninguém será considerado culpado até a confirmação de sentença penal condenatória em grau de recurso” – ou seja, a segunda instância.

A proposta, inclusive, tem como autor o líder do partido de Eliziane Gama na Câmara Federal, Alex Manente (SP).

Lula

Além de Stênio Rezende, a chamada PEC da prisão em segunda instância também atinge o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista foi condenado, pela unanimidade do TRF-4, a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Para o governador Flávio Dino, que curiosamente seria padrinho da eventual entrada de Eliziane Gama no DEM para ter assegurada a segunda vaga ao Senado na chapa do Palácio dos Leões em 2018, a condenação de Lula “é integralmente equivocada, à luz das leis em vigor”.

PEC da prisão em segunda instância tem apoio de apenas oito deputados do MA
Política

Proposta propõe mudança no artigo da Constituição que trata da consideração de culpa em trânsito julgado

A Câmara dos Deputados analisa, desde a última terça-feira 27, quando foi protocolada, proposta que inclui na Constituição a possibilidade de prisão de réu condenado em segunda instância. A matéria é de autoria do deputado federal Alex Manente (PPS-SP), e teve a adesão impulsionada pela entrevista do juiz federal Sergio Moro, na noite do dia anterior, ao programa Roda Viva. Para o magistrado de Curitiba, uma eventual revisão do precedente que permitiu a prisão antes de esgotados todos os recursos, em pauta no Supremo Tribunal Federal (STF), representaria “um passo atrás” no combate à corrupção.

Das 195 assinaturas validadas pela Secretaria-Geral da Mesa, que representa 24 a mais do que o número mínimo necessário para a tramitação da PEC na Casa, apenas oito são de deputados do Maranhão. São eles: Alberto Filho (MDB), Aluísio Mendes (PODE), Eliziane Gama (PPS), Hildo Rocha (MDB), Júnior Marreca (PEN), Luana Costa (PSB), Weverton Rocha (PDT) e Zé Carlos (PT).

Segundo o texto, a PEC propõe a substituição do Artigo 5º da Constituição em que diz que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” por “ninguém será considerado culpado até a confirmação de sentença penal condenatória em grau de recurso”.

A proposta agora ficará na fila para ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A inclusão na pauta dependerá de um acordo entre os partidos.

Caso aprovada na CCJ, a matéria tramitará em uma comissão especial, cuja criação depende do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Se for aprovada na comissão especial, seguirá para o plenário. Por se tratar de uma mudança na Constituição, a PEC precisará ser aprovada por pelo menos 308 votos em dois turnos, antes de seguir para o Senado.

Intervenção no Rio

O Artigo 60 da Constituição, contudo, diz que a Carta não pode ser alterada enquanto durar decreto de intervenção federal, como é o caso atual do Rio de Janeiro, onde a segurança pública está sob o comando das Forças Armadas.

Diante disso, em março passado, Rodrigo Maia decidiu que as PECs em análise na Câmara poderão tramitar, mas não poderão ser votadas pelo plenário.