Wellington do Curso
Em São Luís, Wellington declara apoio a Neto Evangelista
Política

Segundo ele, posicionamento crítico à gestão Edivaldo Júnior e Flávio Dino permanecerá o mesmo

O deputado Wellington do Curso (PSDB), retirado da disputa pela prefeitura de São Luís por imposição da cúpula familiar do próprio partido, declarou apoio ao candidato do DEM ao Palácio de La Ravardière, Neto Evangelista. O anúncio foi feita nesta quinta-feira 15.

Segundo ele, embora Neto seja apadrinhado pelo PDT, do senador Weverton Rocha, que há mais de 30 anos está no Executivo municipal, não há incoerência na decisão, pois o apoio ao democrata se deu pelas suas propostas de governo.

Ainda de acordo com Wellington, apesar de Neto Evangelista ter o PDT na vice e fazer parte da base governista na Assembleia Legislativa, seu posicionamento crítico à gestão Edivaldo Holanda Júnior e a Flávio Dino (PCdoB) permanecerá o mesmo.

Com Wellington e Detinha fora, Braide é eleito no 1º turno, aponta Ibope
Política

Candidato do Podemos não cresceu, mas oscilou positivamente no limite da margem de erro em um mês

Com os deputados estaduais Wellington do Curso (PSDB) e Detinha (PL) oficialmente fora da disputa, se o pleito fosse hoje, o deputado federal Eduardo Braide (PODE) venceria a eleição para a prefeitura de São Luís no primeiro turno, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira 21, pela TV Mirante.

Levantamento realizado entre os dias 12 e 14 de setembro mostra que Braide não cresceu, mas oscilou positivamente no limite da margem de erro, mantendo larga vantagem sobre os adversários. Ele tem agora 43% da preferência do eleitorado, 4% acima dos 39% registrados na sondagem anterior, em agosto.

Se considerados apenas os votos válidos, Braide teria 51,19%.

O Ibope ouviu 602 eleitores de São Luís. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número MA-01425/2020.

Wellington não está mais na disputa após o PSDB decidir rejeitar sua pré-candidatura e seguir com Braide, em aliança que caminha para ser repetida em 2022, na disputa pela Palácio dos Leões. Já Detinha retirou a pré-candidatura para apoiar Duarte Júnior (Republicanos), em troca do comando de pastas municipais em eventual vitória nas urnas e da vice na chapa para Fabiana Vilar Rodrigues (PL), sobrinha de seu marido, deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA).

Se optar por coerência, Wellington deve evitar apoio a Braide, Duarte, Neto e Rubens
Política

Movimentos do deputado estadual ao longo da vida pública impedem acordo com os quatro pré-candidatos a prefeito de São Luís

Arrancado do pleito municipal de 2020, o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) fez movimentos ao longo da vida pública que o impedem, se desta vez priorizar pela coerência política, de declarar apoio a pelo menos quatro pré-candidatos a prefeito de São Luís.

Caso Wellington não repita o erro confesso de 2016, o principal rejeitado seria o deputado federal Eduardo Braide (Pode), por motivos expostos demasiadamente pelo próprio tucano nos últimos dias, inclusive na tribuna do Palácio Manuel Beckman: traição. Segundo Wellington, Braide teria se unido ao senador Roberto Rocha (MA) para tirá-lo da corrida eleitoral. Como resposta, ele tem trabalhado contra a eleição do apadrinhado pelo presidente do PSDB do Maranhão. Retroceder desse posicionamento, portanto, além de desconforme, seria suicídio político.

Apesar da promessa de quitação de dívidas financeiras atualmente com diversos credores para passar a dever apenas Josimar Maranhãozinho, qualquer cogitação de apoio ao deputado Duarte Júnior (Republicanos) também atropelaria o discurso e histórico de luta de Wellington. Por representação formulada pelo deputado do PSDB, o gabinete do ex-presidente do Procon é alvo de investigação na Polícia Federal, desde 2018. Em março, Wellington cobrou explicações de Duarte sobre documentos que apontam para possível participação de um funcionário de seu gabinete em suposta milícia virtual. Á época, Duarte Júnior deixou o plenário da Alema durante as cobranças, até hoje não esclarecidas. Eventual apoio seria um caso peculiar de Síndrome de Estocolmo. Pesa ainda as diversas suspeitas de corrupção contra Josimar, a quem Wellington teria de também passar a declarar ter “orgulho”.

Eventual priorização pela coerência também impediria Wellington do Curso de fechar com o deputado estadual Neto Evangelista. Embora pré-candidato do DEM, Neto tem como patrono o PDT e o senador Weverton Rocha, a quem, na campanha de 2016, quando terminou em terceiro lugar, Wellington combateu fervorosamente —e permaneceu enfrentando, mesmo após as eleições daquele ano. Para apoiar Neto, Wellington teria de sofrer ou fingir amnésia eleitoral, e passar a defender a continuação da gestão do PDT na capital.

Por fim, mas não menos incoerente, qualquer declaração de apoio a Rubens Júnior seria o mesmo que Wellington do Curso desmentir tudo o que declarou ao longo dos dois mandatos de deputado estadual na Assembleia Legislativa, como principal opositor e fiscalizador do governo do PCdoB e de Flávio Dino no Maranhão.

Vale lembrar que, em 2016, Wellington não agiu com coerência, segundo ele próprio tem confessado em entrevistas recentes. Embora tenha apontado o suposto envolvimento de Eduardo Braide em casos de corrupção com a chamada Máfia de Anajatuba durante o debate eleitoral, no segundo turno, o tucano fechou com o hoje alegado algoz, e passou a declarar que o suposto envolvimento e investigação contra Braide pela Polícia Federal seriam ataques do Palácio dos Leões.

Braide mostra incômodo com Wellington e cobra fidelidade a acordo de Roberto Rocha
Política

Pré-candidato a prefeito pelo Podemos tenta reverter situação e diz que traição teria sido do tucano contra ele

O deputado federal Eduardo Braide (Pode-MA) demonstrou incômodo com as declarações de que ele e o senador Roberto Rocha (MA) seriam traidores, feitas pelo deputado estadual Wellington do Curso, por conta do apoio do PSDB à sua pré-candidatura a prefeito de São Luís.

Nesta quarta-feira 2, em entrevista ao radialista Jorge Aragão, no programa Ponto Final, da Mirante AM, Braide disse que, se houve traição, teria sido de Wellington contra ele. Como argumento, expôs um acordo que teria sido firmado entre ele e Rocha, nas eleições de 2018, e cobrou de Wellington fidelidade a esse acordo.

“Se tem alguém que foi traído nessa história, fui eu e é fácil de entender. Eu e o deputado Wellington caminhamos juntos no segundo turno de 2016. Já em 2018 eu era pré-candidato ao Governo do Maranhão, mas abri mão e apoiei o senador Roberto Rocha que, naquele momento, com Wellington presente, afirmou que estaríamos juntos me apoiando em 2020. Então, ninguém foi enganado sobre esse apoio do PSDB à minha pré-candidatura”, afirmou, fazendo possível referência a um ato unilateral e de indelicadeza partidária do senador durante as convenções do PSDB no pleito daquele ano.

Citando estratégia traçada entre ele e Wellington em 2018, de um ajudar o outro a alavancar as suas candidaturas, respectivamente para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa, Braide disse que convidou o tucano para ser seu vice, e que, além de não aceitar, Wellington deixou de se comunicar com ele. Pelas declarações do pré-candidato do Podemos, inclusive insinuando mudança de campo político por parte do principal oposicionista do governo de Flávio Dino (PCdoB), essa teria sido a traição.

“Vale lembrar que em 2018, eu fiz dobradinha em São Luís com Wellington, ele estadual e eu federal. De lá para cá, foram várias conversas e sempre ficou claro que o acordo do PSDB me apoiar estava mantido. Com a proximidade do pleito, fiz o convite para ele ser meu vice, mas ele não aceitou. Só que, inexplicavelmente, o deputado Wellington deixou de atender minhas ligações. A pergunta que precisa ser feita é: se estávamos juntos em 2016, dobradinha em 2018, as conversas seguiam avançando, já que estamos ou estávamos no mesmo campo político, o que levou o deputado Wellington a mudar de postura?”, questionou.

As declarações de Braide sobre o posicionamento de Wellington do Curso, rebatendo o tucano no mesmo nível e apontando a ele como traidor, mostram que o pré-candidato do Podemos teme e tenta evitar eventual desgaste eleitoral com o caso mal resolvido pelo PSDB, e por isso já tenta reverter a situação.

Sobre a aliança que teria sido firmada em 2018 entre Eduardo Braide e Roberto Rocha, Wellington tem dito que não poderia ter agido com má-educação na convenção do PSDB daquele ano, que por isso não houve resposta imediata durante o evento, e que o próprio senador, ao longo de 2020, deu declarações por mais de uma vez desmentindo tal acordo, e sempre reafirmando que o partido tinha pré-candidato próprio para a prefeitura de São Luís.

Preterido, Wellington vai fazer campanha contra Braide
Política

Em negociação envolvendo a prefeitura de São Paulo, PSDB decidiu apoiar o pré-candidato do Podemos em São Luís

Arrancado da disputa pela prefeitura de São Luís, o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) está decidido a fazer campanha contra o deputado federal Eduardo Braide, pré-candidato do Podemos.

Na semana passada, Braide foi oficialmente beneficiado com a retirada a força de Wellington do pleito, em uma decisão do alto tucanato maranhense, mas atribuída à Executiva nacional, escancaradamente, por alegado projeto político de poder que envolve a eleição para a prefeitura de São Paulo.

A negociação foi simples, segundo a própria família Rocha: em troca do apoio à reeleição de Bruno Covas (PSDB) na capital paulista, o Podemos reivindicou, em contrapartida, o apoio dos tucanos a Braide em São Luís.

Após avisar que não aceitaria ser traído, Wellington tem se articulado para, paralelamente à busca por um posicionamento oficial da Executiva nacional do PSDB, continuar a sair pelos bairros da cidade para discutir os problemas e propor soluções para o desenvolvimento de São Luís, e em campanha aberta contra o pré-candidato do Podemos.

Wellington também já prepara uma resposta para aliados de Braide que, há algumas semanas, tentam emplacar no eleitorado ludovicense que ele estaria fazendo o jogo do Palácio dos Leões ao não aceitar ser atropelado.

Aliados de Braide pressionam Wellington por desistência de pré-candidatura a prefeito
Política

Braidistas tentam evitar que tucano, traído, use força eleitoral contra pré-candidato do Podemos

Na iminência de que Eduardo Braide pague alto preço com o desgaste provocado por eventual traição a Wellington do Curso (PSDB), aliados do pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Podemos aumentaram a pressão para que o tucano desista da disputa.

A última cartada tem sido forçada, principalmente por meio de blogs braidistas, sob a alegação de que, ao insistir com a pré-candidatura, Wellington estaria sendo usado ou se aliando ao governador Flávio Dino (PCdoB), a quem faz oposição responsável e fiscalizadora na Assembleia Legislativa.

A estratégia tenta também impor que, confirmada a tendência de atropelamento, para não ser chamado de neo comunista, Wellington não fique neutro, nem apoie outro nome que não seja o de Braide.

Wellington tem força eleitoral em São Luís maior que o PSDB e seu presidente no Maranhão, senador Roberto Rocha, que tem na aliança com o pré-candidato do Podemos um trampolim de projeto de poder para tentar chegar ao Palácio dos Leões em 2022. O temor dos braidistas é que Wellington, mesmo fora da eleição, se torne o principal responsável por eventual derrota de Braide nas urnas.

O posicionamento final do partido sobre a eleição na capital será oficializado nesta sexta-feira 28, segundo tem dito à imprensa o presidente municipal da legenda, Roberto Rocha Júnior.

‘Tenho certeza que o senador Roberto Rocha não irá me trair’, diz Wellington
Política

Ele ressaltou que, em março, o senador afirmou nas redes sociais que o PSDB tem pré-candidatura própria para a capital

O deputado estadual e pré-candidato a prefeito de São Luís, Wellington do Curso (PSDB), disse acreditar que o presidente do partido no Maranhão, senador Roberto Rocha, não irá tirá-lo da disputa para entregar a legenda para o pré-candidato do Podemos, deputado federal Eduardo Braide.

“Tenho certeza de que o senador Roberto Rocha não irá me trair”, afirmou incisivo, durante entrevista ao programa Linha de Frente, na TV Maranhense, nessa segunda-feira 24.

Wellington ressaltou que, em março deste ano, Rocha posicionou-se nas redes sociais, afirmando que o PSDB tem pré-candidatura própria para a capital.

“A minha pré-candidatura segue com o apoio de Deus, das ruas e, também, do meu partido, que é o PSDB. Recebemos essa garantia do próprio senador, tanto em 2018, durante a minha filiação quanto agora, em março de 2020, quando ele, na condição de presidente da Direção Estadual”, destacou.

MPF apura possíveis irregularidades em compra de respiradores pelo governo Dino
Política

Procedimento tramita sob sigilo. STC e a SES estão omitindo repasse de R$ 9,3 milhões ao Consórcio Nordeste para aquisição dos aparelhos

O Ministério Público Federal apura possíveis irregularidades no uso da verba pública enviada pelo Governo Federal à gestão de Flávio Dino (PCdoB) para aquisição de respiradores para pacientes acometidos pela Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

A informação foi confirmada pelo procurador-chefe da Procuradoria da República no Maranhão, José Raimundo Leite Filho, na semana passada, em resposta a um ofício com solicitação de informações protocolado conjuntamente pelos deputados estaduais César Pires (PV), Wellington do Curso (PSDB) e Adriano Sarney (PV), de oposição ao governo comunista.

Segundo Filho, o procedimento está sob grau de sigilo reservado, aos cuidados do procurador da República em São Luís, Marcílio Nunes Medeiros, do 7º Ofício da Procuradoria da República no Maranhão, de combate ao crime e à improbidade.

Nessa terça-feira 21, o ATUAL7 mostrou que o governo de Flávio Dino está descumprindo exigências legais e omitindo o repasse de R$ 9,3 milhões ao Consórcio Nordeste para compra de respiradores para uso exclusivo no tratamento de pacientes com Covid-19. Apesar do repasse integral para a aquisição dos aparelhos, com dispensa de licitação, nenhum deles foi entregue ao Estado e apenas parte do dinheiro teria sido devolvido, e somente após a imprensa revelar as compras suspeitas.

De acordo com a Lei nº 12.527 (Lei de Acesso à Informação), Lei Complementar nº 131 (Lei da Transparência) e a Lei nº 13.979/2020, que dispõe sobre o enfrentamento do novo coronavírus, devem constar nos sites relativos à transparência das despesas com a doença: contratos administrativos de prestação e fornecimento de bens e serviços, nota de empenho, liquidação e pagamento, descrição do bem e/ou serviço, o quantitativo, o valor unitário e total da aquisição, a data da compra, o nome do fornecedor, inclusive CNPJ e o prazo contratual.

Os gastos públicos por meio de repasses ao Consórcio do Nordeste para compra de respiradores, porém, não estão publicados nas páginas Covid-19 - Contratações, gerenciada pela STC (Secretaria de Estado da Transparência e Controle), e nem na Contratos e Pagamentos Covid-19, alimentada pela SES (Secretaria de Estado da Saúde).

Comissão integrada por Wellington vai fiscalizar compras do Consórcio Nordeste
Política

Parlamentares querem saber o motivo do pagamento antecipado por respiradores que nunca foram entregues. Apenas o governo de Flávio Dino desembolsou R$ 4,94 milhões pelos aparelhos

Deputados estaduais dos nove estados do Nordeste criaram, na semana passada, uma comissão parlamentar interestadual para acompanhar as ações do Consórcio Nordeste, bloco formado pelos governadores da região com o objetivo de realizar compras centralizadas e ou compartilhadas de medicamentos, equipamentos e material de saúde.

Pelo Maranhão, integra a comissão o deputado Wellington do Curso (PSDB). O tucano é um dos principais oposicionistas ao governador Flávio Dino (PCdoB).

Como primeira atividade, os parlamentares querem saber o motivo pelo qual o Consórcio Nordeste pagou, de maneira antecipada, R$ 48,9 milhões na compra de 300 respiradores para tratamento de pacientes internados em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para Covid-19.

Um dos compradores, o governo Dino pagou adiantado mais de R$ 4,94 milhões por 30 respiradores que seriam distribuídos para hospitais da rede pública estadual de saúde.

Os aparelhos nunca foram entregues, o dinheiro não foi devolvido, e duas empresas envolvidas na contratação, HempCare Pharma Representações e Biogeoenergy, foram alvo da Operação Ragnarok, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia no início de junho.

O caso foi encaminhado recentemente ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), onde tramitam inquéritos contra governadores.

Wellington diz que Flávio Dino está com ‘medo da Polícia Federal’
Política

Segundo o deputado, governador liberou mais de 50 mil testes de detecção da Covid-19 para o interior do Maranhão somente após pedido de investigação

O deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) declarou, nessa quarta-feira 10, que o governador Flávio Dino (PCdoB) só liberou mais de 50 mil testes para detecção da Covid-19 para prefeituras do interior maranhense por medo da Polícia Federal.

Segundo o parlamentar, a distribuição ocorreu em razão dele haver pedido à PF a instauração de inquérito para apurar a falta de transparência da SES (Secretaria de Estado da Saúde) sobre os testes recebidos do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

“Ao que parece, as coisas no Maranhão só funcionam mesmo sob pressão. Só por medo da Polícia Federal que governo Dino libera mais 50 mil testes para o interior. Por que não fez isso antes? Afinal, o Governo Federal encaminhou os testes há tempos. Por que esperar tanto tempo? Estariam com medo de serem descobertos e somente agora, após operação da Polícia Federal, decidiram fazer o mínimo?”, questionou Wellington.

A operação a que o tucano se refere é a Cobiça Fatal, deflagrada pela Polícia Federal e CGU (Controladoria-Geral da União) na terça 9, que mirou empresários e a Semus (Secretaria Municipal de Saúde) de São Luís, sob a administração de Edivaldo Holanda Júnior (PDT) na prefeitura, por suposta fraude e superfaturamento na compra de máscaras cirúrgicas com dinheiro destinado para o enfrentamento ao novo coronavírus.

No bojo da investigação, durante diligências, a PF descobriu que um dos empresários alvo da força-tarefa tem contratos emergenciais com o governo Dino, com dispensa de licitação, exatamente para combate à pandemia.

Pré-candidatos à Prefeitura de São Luís comentam operação da PF contra a gestão Edivaldo Júnior
Política

Deflagrada pela PF e CGU, Operação Cobiça Fatal prendeu três e fez buscas na Semus por suposto desvio de R$ 2,3 milhões da verba para combate à Covid-19

Pré-candidatos aliados e de oposição ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) comentaram, em resposta à solicitação feita pelo ATUAL7, sobre a deflagração da Operação Cobiça Fatal pela Polícia Federal e CGU (Controladoria-Geral da União), nesta terça-feira 9. Três empresários foram presos temporariamente e houve busca e apreensão na sede e galpão da Semus (Secretaria Municipal de Saúde), por suposta fraude, superfaturamento e desvio de R$ 2,3 milhões da verba para combate à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Nem todos os postulantes ao Palácio de La Ravardière já retornaram a tentativa de contato.

Alguns aliados tentaram por dúvida à operação ou relativizaram o combate à corrupção, provavelmente para não atrapalhar futuras costuras partidárias no pleito deste ano, quando Edivaldo Júnior deixa a prefeitura. Outros, porém, foram favoráveis e até mais incisivos que pré-candidatos de oposição ao pedetista.

Até o momento, não se manifestaram a respeito os pré-candidatos Bira do Pindaré (PSDB), Detinha (PL), Neto Evangelista (DEM), Zé Inácio (PT) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB). Abaixo, por ordem alfabética, segue o posicionamento dos pré-candidatos que responderam a solicitação do ATUAL7:

Adriano Sarney

Lamentável que suspeitas de corrupção continuem acontecendo mesmo durante a maior crise de saúde, econômica e social que São Luis está passando. É preciso investigar para assim punir os possíveis responsáveis.

Carlos Madeira

Sem conhecer os fatos em sua plenitude, e assim apenas aqueles registrados pelos meios de comunicação no dia de hoje, minha posição é no sentido de serem feitas, respeitadas as garantias constitucionais da presunção de inocência, da ampla defesa e do contraditório, investigações amplas e eficientes, identificando-se os autores dos possíveis crimes.

Se os fatos se confirmarem, ou seja, se realmente o que a imprensa registra for verdadeiro, estaremos diante de um crime hediondo. Exige-se, neste momento, o cumprimento do princípio constitucional da publicidade; a Administração tem o dever de oferecer esclarecimentos sobre todos os fatos objeto da atuação da Justiça Federal, sob pena de as dúvidas serem interpretadas em favor da sociedade.

Cricielle Muniz

Acredito que o combate à corrupção não pode sair da pauta da esquerda, e que a investigação aconteça dentro dos parâmetros da lei.

O combate à corrupção sempre foi uma luta do PT, que deu autonomia às instituições e investigações, de acordo com o próprio ex-ministro Moro.

O que temos que ter cuidado é com a utilização da lei, e dos instrumentos coercitivos do Estado para fins políticos, isso na literatura jurídica contemporânea se chama "Lawfare", como ocorreu na Lava Jato, com conduções coercitivas filmadas ao vivo , depoimentos vazados para jornais etc. Atropelaram o processo penal transformando num circo midiático, com nulidades e abusos.

Já sabemos da polêmica envolvendo a troca de comando da Polícia Federal, sobre como de acordo com o ex-ministro Moro, o Presidente queria interferir na PF para proteger seus amigos e familiares.

Então, entendo que o processo de investigação seja cumprido dentro dos parâmetros legais, com direito ao contraditório e ampla defesa, produção de provas, para se ter um combate real a corrupção, sem fins políticos por trás.

Duarte Júnior

Mais do que nunca, precisamos da adequada e correta aplicação dos recursos públicos. Apoio todas as medidas de combate à corrupção em prol do cumprimento das leis em nosso país.

Espero que essa situação seja imediatamente esclarecida e os direitos sejam garantidos.

Eduardo Braide

É inacreditável! O que mais precisamos agora é a correta aplicação dos recursos da saúde. Que os fatos sejam devidamente apurados e os responsáveis punidos.

Franklin Douglas

Deve ser garantida a total transparência à investigação. Defendo que tudo seja apurado e, caso confirmadas as irregularidades, que sejam punidos os responsáveis. Espero que a CGU e a PF estejam agindo republicanamente e não por aparelhamento ideológico. A corrupção é nefasta. Desviar dinheiro público de recurso destinado a combater a pandemia é inaceitável!

Jeisael Marx

As suspeitas são graves. Meter a mão no dinheiro público merece punição dura em qualquer tempo; mas tirar proveito da pandemia para fazer isso, além de crime é canalhice no mais alto grau, completa falta de humanidade. Se isso aconteceu em São Luís, os responsáveis devem ir pra cadeia. E enquanto isso é investigado, é dever moral do secretário de Saúde do Município pedir afastamento. Se não pedir, é obrigação do prefeito afastá-lo. Se não afastá-lo, é covarde.

Saulo Arcângeli

Nós já havíamos colocado nas redes sociais a necessidade de uma atuação mais forte, pois, infelizmente, o dinheiro público, nestes momento de calamidades, que tem dispensa [de licitação, acaba tendo desvios. Então, é importante todo esse processo de investigação ainda estar em aberto. Não podemos dizer os reais culpados, tem umas pessoas presas da própria empresa, mas precisa também fazer uma investigação sobre toda a administração [de Edivaldo Júnior]. Tem de ir a fundo, inclusive de improbidade administrativa dos envolvidos.

Wellington do Curso

Externo aqui o meu respeito a essa operação deflagrada pela PF que busca apurar o esquema de fraude na compra de máscaras cirúrgicas na Semus, por parte da Prefeitura de São Luís. Como deputado estadual, sou o único parlamentar que tem feito inúmeras denúncias e representações, inclusive, na própria Polícia Federal.

Na Prefeitura de São Luís, a corrupção domina e não é de hoje. Tudo isso feito, inclusive, com o aval do governador Flávio Dino, que se diz aliado do atual prefeito. Espero que as investigações prossigam e que todos os envolvidos sejam punidos. É enojante ver que, em meio a tantas mortes, ainda há quem desvie os recursos que deveriam ser usados na saúde.

Enquanto faltam EPI’s para profissionais da saúde do SAMU e em hospitais, corruptos se apropriam dos recursos públicos. É por isso que aqui no Maranhão a nossa saúde segue, desde antes da pandemia, na UTI. Esperamos que um dia essa realidade mude. Os recursos existem; o que não há é caráter suficiente nos gestores atuais do nosso Maranhão.

Yglésio Moyses

Fiquei sabendo há pouco do ocorrido e não tive acesso aos autos processuais até o momento. Acredito que a Polícia Federal precisa apurar meticulosamente tudo que aconteceu. Numa democracia, vale, no primeiro momento, a presunção de inocência, princípio constitucional de não considerar quem quer que seja culpado até a conclusão do procedimento, portanto as denúncias precisam ser devidamente esclarecidas e eventuais culpados responsabilizados.

Wellington quer transparência na distribuição de testes para Covid-19 aos municípios
Cotidiano

Deputado solicitou a Flávio Dino que passe a divulgar, publicamente, a relação completa das prefeituras contempladas e a data de entrega

O deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) oficiou o governador Flávio Dino (PCdoB), nesta quinta-feira 28, por meio da Assembleia Legislativa do Maranhão, para que passe a divulgar publicamente a relação completa dos municípios maranhenses contemplados e os respectivos números de testes para Covid-19 já enviados, para cada, bem como a data de entrega.

Segundo o parlamentar, o pedido tem por base o princípio constitucional da publicidade, que vem sendo descumprido pela gestão comunista, embora a Administração Pública tenha a obrigação de divulgar as informações de interesse público, principalmente as envolvendo recursos, de maneira clara e precisa.

Dados do painel de insumos Ministério da Saúde, atualizados nesta semana, apontam o Maranhão como 4° estado do Nordeste que mais recebeu do Governo Federal testes para detecção do novo coronavírus, o total de 308.572. Boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde), porém, informa que, até dessa quarta-feira 27, apenas 37.462 testes foram realizados na rede pública de saúde.

“Ocorre que, aqui, não sabemos exatamente o destino desses testes. Inicialmente, nem testes em massa eram realizados. Os números só cresceram após nossa representação na Polícia Federal e Ministério Público Federal. Agora, solicitamos que divulguem o número de testes por município. Uma solicitação simples, básica, mas que muito contribui para que tenhamos o real controle sobre a forma como a pandemia tem sido enfrentada no Maranhão”, destacou o parlamentar.

Wellington aciona PF para investigar destinação de testes para Covid-19 enviados ao MA
Cotidiano

Painel do Ministério da Saúde mostra que 232 mil testes já foram enviados ao estado, mas boletim da SES de ontem informa a realização de apenas 25 mil

O deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) acionou a Polícia Federal, nesta terça-feira 19, para investigar a destinação dada aos testes para Covid-19 enviados pelo Governo Federal ao Maranhão, para enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

A representação também foi encaminhada ao MPF (Ministério Público Federal), Ministério Público do Maranhão e Seccional maranhense da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), para que acompanhe o caso.

Segundo a assessoria do parlamentar, o objetivo é apurar a divergência entre os dados divulgados pelo Ministério da Saúde e pela SES, em relação ao quantitativo de testes para detecção da doença.

“De um lado, tem-se os dados do Ministério da Saúde que atestam o envio de 232.512 testes, sendo 146.300 testes rápidos e 86.212 testes PCR. O Governo do Maranhão, por sua vez, afasta-se do princípio da publicidade à proporção em que não há transparência quanto ao destino dos insumos e materiais enviados”, disparou.

“A título de exemplo, cabe mencionar o número de testes realizados. Com dados do Boletim divulgado até o dia 17, foram realizados apenas 25.338 testes no Maranhão. Ocorre que, desse total, 7.242 testes foram realizadas pela rede privada. Se há testes disponíveis, qual a razão para não se fazer uso?”, questionou o parlamentar.

Jerry ataca Wellington por cobrar leitos abertos por Dino apenas nas redes sociais
Política

Deputado estadual passou a ser atacado por governistas após exigir transparência do governo no enfrentamento à pandemia

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) usou o Twitter para atacar o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB), nesta quarta-feira 29, após irritar-se com a repercussão negativa causada ao Palácio dos Leões devido às cobranças do tucano ao governador Flávio Dino (PCdoB) por divulgar abertura de leitos de UTI e clínicos para Covid-19 que, até o momento, só existem nas redes sociais.

Sem citar o motivo de sua ira e nem em que ocasião o parlamentar estadual teria faltado com a verdade, Jerry disse que Wellington está sendo oportunista e desumano, e que estaria mentindo. Em descontrole, chamou Wellington do Curso de “verme”.

“O @GovernoMA num esforço gigantesco contra os efeitos do coronavírus. Gov @FlavioDino e sec @carloselula lutando incansavelmente para salvar vidas. Enquanto isso uma espécie de verme desprovido de valores humanitários faz ataques e mente. Este é o caso do dep Welington (sic!) do Curso. Gov Flávio Dino todos os dias tem conclamado a sociedade a cumprir as recomendações dos médicos e a todas as autoridades a se unirem no mesmo objetivo : salvar vidas de pessoas afetadas pela COVID 19. Mas indiferente a isso, infelizmente há adeptos da necropolítica em ação”, publicou.

“É abjeto o político que de forma oportunista quer tirar proveito de uma tragédia. Quem age assim revela-se cruel e desumano; um verme político Chega !Nesta hora grave é preciso denunciar os que se associam ao coronavírus contra toda a sociedade;que se juntam à morte contra a vida”, completou.

Há cerca de duas semanas, Wellington tem feito fiscalizações in loco em UPAs na capital, constando e mostrando à população que, apesar de Flávio Dino divulgar que novos leitos estão sendo disponibilizados para pessoas infectadas pelo novo coronavírus, pacientes estão tendo atendimento negado nas unidades devido à falta de vagas.

Pelo descontrole demonstrado no Twitter, Jerry não tem gostado da atuação do deputado estadual.

A mesma irritação já havia sido observada no secretário Carlos Lula (Saúde), que não suportou as cobranças por transparência e, sem citar o deputado, também partiu para cima de Wellington.

Sem citar nomes, Carlos Lula ataca críticos à falta de transparência sobre leitos de UTI
Política

Apesar do boletim epidemiológico da SES garantir que há vagas em São Luís para Covid-19, um paciente morreu na UPA da Cidade Operária após esperar transferência por quatro dias

O secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula, usou sua conta pessoal no Twitter, nesta segunda-feia 27, para atacar críticos à falta de transparência na ocupação de leitos de UTI na capital. Conforme vem mostrando o ATUAL7, apesar do boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde) garantir que há vagas de UTI exclusivas para Covid-19 disponíveis em São Luís, um paciente morreu na UPA da Cidade Operária, no último sábado 25, após aguardar por quatro dias, e não conseguir, transferência para algum dos tais leitos.

“Em tempos de necropolitica, nada mais simbólico do que gente querendo palco com a dor alheia. Tenham piedade, meus amigos. Se não pode ajudar, não atrapalhe. Não passam de hipócritas. Vocês não possuem nenhuma solidariedade com a dor do outro. Apenas querem fazer uso desvirtuado da política, da forma mais rasa e vil possível. Não me surpreende vindo de gente metida com agiota. Vocês não fazem ideia do qto os profissionais dos hospitais têm lutado todos os dias. Existem outras formas de sermos úteis e responsáveis”, publicou, tentando se vitimizar.

Embora não tenha citado nomes, o ataque de Carlos Lula foi direcionado à alguém do meio político, provavelmente de oposição, já que deputados estaduais e federais anilhados ao Palácio dos Leões tem evitado cobranças diretas ao governador Flávio Dino (PCdoB).

“Um mandato tem que ser coletivo. Precisa ser propositivo. É o meu apelo: em vez de espetáculo, resolução. Assim trabalhamos e continuaremos a trabalhar para proteger os maranhenses. E nada disso vai fazer parar minha luta diária - e de toda minha equipe - por mais leitos. Nós vibramos com cada vida salva. Temos foco. E nunca, nunca utilizaremos a dor alheia como instrumento de luta política. Há limites para tudo”, concluiu, novamente tentando se vitimizar, e sem explicar porque não está havendo a transferência de pacientes em estado muito grave, com suspeita de Covid-19, para algum dos leitos de UTI que ele próprio e Dino vêm divulgando nas redes sociais como já prontos para atendimento.

Apesar de Carlos Lula não ter citado nomes, as críticas podem ter sido direcionadas ao deputado estadual Wellington do Curso (PSDB).

Nos últimos dias, o parlamentar tem acompanhado in loco e denunciado a situação de caos no sistema público estadual de saúde, com o objetivo de que as transferências para os leitos de UTI, que o governo garante estarem vagos, sejam realizadas.

Segundo publicações em veículos de imprensa local, feitas no ano passado, o deputado estaria sendo cobrado por agiotas em razão de dívidas contraídas em 2018, de caráter pessoal, que não envolvem dinheiro público.

Após pedido de Wellington e Adriano, Dino reduz ICMS de álcool gel, luva e máscara médica
Economia

A redução do imposto vale até 31 de julho deste ano

Em nova medida para fazer frente ao coronavírus (Covid-19), o governador Flávio Dino (PCdoB) reduziu de 18% para 12% o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que incide sobre o álcool gel, luvas médicas e máscaras médicas no Maranhão.

Publicada em edição extraordinária do DOE (Diário Oficial do Estado) no último sábado 21, a medida provisória ainda precisa ser votada pela Assembleia Legislativa, mas já está valendo. A vigência vai até 31 de julho próximo.

A medida ocorre pouco depois dos deputados estaduais Wellington do Curso (PSDB) e Adriano Sarney (PV), ambos de oposição, pedirem formalmente a Dino a redução do ICMS desses produtos, para facilitar o atendimento da população e minimizar os impactos econômicos da pandemia.

Ainda conforme a solicitação dos parlamentares, insumos para fabricar álcool gel, exceto energia elétrica utilizada em sua produção e as embalagens utilizadas para o acondicionamento do produto final, também tiveram o imposto reduzido.

Covid-19: Wellington pede à Equatorial e Caema suspensão do corte de energia e água
Cotidiano

Pela proposta, a suspensão dos cortes deve ser de 30 dias

O deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) solicitou formalmente à Equatorial e à Caema (Companhia de Saneamento ambiental do Maranhão), responsáveis pelo fornecimento de energia elétrica e de água no estado, respectivamente, para que suspendam ações de corte do fornecimento durante o período de isolamento domiciliar da população para conter o avanço do novo coronavírus (Covid-19).

De acordo com Wellington, a proposição visa assegurar a continuidade na prestação de serviços essenciais à população durante esse período. Pela proposta, a suspensão dos cortes deve ser de 30 dias.

“Com o objetivo de garantir o fornecimento de energia elétrica e água durante o período de isolamento domiciliar devido ao avanço do Coronavírus, solicitamos à Equatorial e à Caema que suspendam o corte desses serviços pelos próximos trinta dias. Essa é mais uma medida que julgamos necessária para conter a disseminação da doença pelo Brasil e pelo Maranhão. É nosso dever adotar medidas de prevenção e garantir que todos tenham acesso à serviços essenciais durante esse período difícil que estamos enfrentando”, disse.