Wellington do Curso
Relator da CPI dos Combustíveis diz que não há definição sobre convocação de donos de postos
Cotidiano

Informação sobre a convocação dos empresários foi divulgada nas redes sociais pelo presidente da comissão, Duarte Júnior

O deputado Roberto Costa (MDB), relator da CPI dos Combustíveis na Assembleia Legislativa do Maranhão, disse ao ATUAL7 que não há qualquer definição sobre o colegiado convocar donos de postos e revendedoras para prestar depoimentos sobre indícios de aumentos abusivos no preço dos produtos.

A informação sobre a convocação dos empresários foi divulgada nas redes sociais pelo presidente da CPI, deputado Duarte Júnior (Republicanos), inclusive apontando indícios de aumentos abusivos em 64% dos 186 postos na Grande Ilha analisados pelo Procon do Maranhão, além de possível prática de cartel.

“Não se tem definição em relação à convocação de empresários ou qualquer outra pessoa. A comissão não definiu nada em relação”, afirmou Costa.

O desmentido também foi feito pelo deputado Wellington do Curso (PSDB), único integrante da CPI que faz parte da oposição ao Palácio dos Leões e que tenta, por meio da comissão, reduzir a alíquota do ICMS dos combustíveis cobrado no Maranhão.

“Não foi aprovado nenhum requerimento e nem convocação”, confirmou.

O ATUAL7 solicitou de Duarte Júnior a relação dos nomes que serão convocados. Segundo ele, a lista deve ser tornada pública nesta quarta-feira (12), quando estará concluída.

Wellington cobra transparência sobre relatórios da CPI dos Combustíveis
Cotidiano

Deputado diz que documentação que comprovaria irregularidade em aproximadamente 73% dos postos de revenda não foi compartilhada com integrantes da comissão

O deputado Wellington do Curso (PSDB) encaminhou requerimento nesta sexta-feira (16) ao relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Combustíveis na Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Roberto Costa (MDB), solicitando que sejam compartilhados com os demais membros do colegiado supostos relatórios que confirmariam que aproximadamente 73% dos postos de revenda no estado teriam feito reajustes acima dos preços anunciados pela Petrobras em 2021.

A revelação, sem apresentação de documentos que possam atestar a conclusão, foi feita pelo deputado Duarte Júnior (Republicanos), autor da proposta de instalação e presidente da CPI dos Combustíveis. Ao ATUAL7, apesar dele próprio ter feito o vazamento parcial, o parlamentar alega sigilo das informações para não comprometer os trabalhos da comissão. Um dia antes, porém, publicou nas redes sociais que nenhuma irregularidade havia sido encontrada nos postos de combustíveis alvo de fiscalização da CPI –esvaziada pela maioria dos próprios integrantes.

Segundo Wellington, não há transparência nos trabalhos da CPI dos Combustíveis, que tem até meados de julho próximo para apurar supostas irregularidades envolvendo o aumento dos preços dos combustíveis no Maranhão. Também investiga o valor cobrado pelas revendedoras no gás de cozinha e suposta formação de cartel por donos de postos.

“Ora, se as informações são da CPI deveriam ser compartilhadas com todos os membros e não apenas com um ou outro. Além disso, não foi submetido aos membros da CPI nenhum relatório ou documento análogo durante a última reunião. Pedi, inclusive, a adoção de providências por parte do relator da CPI dos Combustíveis e, consequentemente, publicação de nota de esclarecimento à população, caso reste comprovada a inexistência de relatório com essas informações. Nosso compromisso é com a verdade, não com ações midiáticas”, disparou.

O ATUAL7 tenta ouvir o relator da comissão, Roberto Costa, desde a última quarta-feira 14. Em conversa por aplicativo de celular, dizendo estar em Bacabal, ele chegou a afirmar que nesta sexta poderia falar a respeito dos trabalhos do colegiado, quando já estaria em São Luís. Novamente procurado por telefone, hoje, ele não atendeu nem retornou as ligações. Também não respondeu as tentativas de contato por mensagem feitas pela reportagem.

A denúncia feita por Duarte Júnior, que gerou a cobrança de Wellington do Curso por transparência, também deve ser apurada pelo Ministério Público do Maranhão. O órgão foi provocado pelo advogado Alex Ferreira Borralho, em notícia de fato endereçada ao chefe da PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça), Eduardo Jorge Hiluy Nicolau.

Por se tratar de questão de ordem pública e interesse social, e de suposto crime contra a economia popular, a condução das investigações deverá ocorrer no âmbito da promotoria de defesa do consumidor e do Gaeco (Grupo de Atuação Especializada no Combate às Organizações Criminosas).

Com apenas dois deputados, primeira fiscalização da CPI dos Combustíveis não encontra irregularidades
Cotidiano

Relação dos postos alvo da operação não foi divulgada. O ATUAL7 tenta acesso

A CPI dos Combustíveis da Assembleia Legislativa do Maranhão deu início, nessa terça-feira 13, à primeira fiscalização in loco em postos da Grande Ilha, composta pelos municípios de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. Com apoio do INMEQ (Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial) do Maranhão, a operação teve como objetivo verificar a qualidade e o volume do combustível ofertado ao consumidor.

Embora formada por 15 integrantes, somente dois parlamentares, Duarte Júnior (Republicanos) e Wellington do Curso (PSDB), participaram da fiscalização, e apenas parcialmente. O primeiro na fiscalização de quatro postos, o segundo, somente em um.

Relator da CPI, o deputado Roberto Rocha (MDB) informou ao ATUAL7 que está em Bacabal, e poderá falar sobre os trabalhos da comissão na próxima sexta-feira 16.

Inicialmente, apenas dez postos de combustíveis seriam alvo, mas durante a fiscalização um outro foi incluído após denúncia. A inspeção buscou apurar o cumprimento de quesitos técnicos que envolvem qualidade da bomba, lacre e outros componentes.

A relação completa dos postos fiscalizados ainda não foi tornada pública, nem o relatório parcial da fiscalização. O ATUAL7 tenta acesso.

Segundo antecipou nas redes sociais o presidente da CPI, Duarte Júnior, nenhuma irregularidade foi encontrada nas revendedoras. “Iniciamos a fiscalização em postos na Grande Ilha com o INMEQ pela CPI do Combustível. Tudo p/ garantir ao consumidor transparência e segurança ao abastecer. Nossa meta é que o maranhense tenha acesso a um preço justo! Não encontramos irregularidades, mas vamos continuar atentos”, escreveu.

No site da Assembleia Legislativa maranhense, no início da noite de ontem, foram publicados os nomes de apenas três revendedoras alvo da operação da CPI dos Combustíveis:

• Shell II, na Avenida Jerônimo de Albuquerque, Cohab Anil;
• Juçaral ALE, na MA-202 (Estrada da Maioba), Forquilha;
• Aguiar, localizado na Avenida São Luís Rei de França, no Turu.

Integrantes

Os demais integrantes da CPI dos Combustíveis, como titulares, são os deputados Rafael Leitoa (PDT), Ricardo Rios (PDT), Zito Rolim (PDT), Ana do Gás (PCdoB) e Ciro Neto (PP). Na condição de suplentes, os deputados Adelmo Soares (PCdoB), Carlinhos Florêncio (PCdoB), Marco Aurélio (PCdoB), Zé Inácio (PT), Fábio Braga (Solidariedade), Wendell Lages (PMN) e Fábio Macedo (Republicanos).

Prazo

Instalada no dia 15 de março, a CPI tem o prazo de 120 dias para apurar supostas irregularidades envolvendo os sucessivos aumentos de preços dos combustíveis no Maranhão, que podem estar acima dos reajustes autorizados pela Petrobras. Também é apurado o valor cobrado pelas revendedoras no gás de cozinha e suposta formação de cartel por donos de postos.

O Brasil precisa conhecer o Maranhão de verdade, não o da propaganda, diz Wellington
Política

Deputado gravou vídeo em que mostra um idoso fazendo tapa buracos na MA-345 em troca de gorjetas

Em vídeo divulgado nas redes sociais, nesta segunda-feira 5, em que mostra a precariedade da malha viária estadual, o deputado Wellington do Curso (PSDB) afirmou que a realidade do Maranhão é diferente da mostrada nas peças publicitárias custeadas com recursos públicos pelo Palácio dos Leões, sob Flávio Dino (PCdoB).

“O Brasil precisa conhecer o Maranhão de verdade, não o Maranhão da propaganda enganosa do governador Flávio Dino”, declarou ao expor a situação de descaso da MA-345, entre São Bernardo e Araioses.

A gravação mostra um idoso fazendo tapa buracos às margens da rodovia em busca de trocados pelo serviço.

Segundo Wellington, a “irresponsabilidade e incompetência” de Dino serão denunciadas ao Ministério Público, para que seja investigado o destino do dinheiro da recuperação asfáltica das rodovias estaduais.

Também nas redes sociais, o deputado diz que a mesma precariedade foi encontrada na MA-006, entre Balsas e Tasso Fragoso, e na MA-225, entre Barreirinhas e Urbano Santos.

Juiz da Vara de Interesses Difusos nega pedido e extingue ação de Wellington por redução do ICMS da gasolina no MA
Economia

Deputado pretendia a diminuição da alíquota aplicável à gasolina, de 28,5%, para o patamar de 18%

O juiz Anderson Sobral de Azevedo, respondendo pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Ilha de São Luís, indeferiu pedido e extinguiu, sem resolução de mérito, ação popular proposta pelo deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) com o objetivo de reduzir a alíquota do ICMS(Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e, como resultado, diminuir o preço dos combustíveis no Maranhão. A decisão foi proferida no último dia 15.

Na ação, o parlamentar apontou inconstitucionalidade de lei estadual que incluiu os combustíveis no rol de produtos supérfluos, e pediu a redução da alíquota aplicável à gasolina, de 28,5%, para o patamar de 18%.

Apesar de intimado, o Estado do Maranhão, cujo Executivo está sob Flávio Dino (PCdoB), sequer se manifestou.

Em parecer, o Ministério Público se posicionou pelo não acolhimento do pleito antecipado, alegando “polêmica doutrinária e jurisprudencial acerca da própria viabilidade da ação popular para veicular matéria de política tributária”.

Na decisão, o magistrado diz que a intervenção do Judiciário na atividade tributária é restrita a hipóteses excepcionais de ofensas aos direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal, o que não cabia ao caso, e que a utilização de ação popular para discutir tributos é vedada.

“O demandante carece, portanto, do interesse de agir”, escreveu.

Wellington cobra explicação de Dino sobre fila por leito de UTI para Covid-19
Política

O Ministério Público do Maranhão e a Defensoria Pública do Estado também foram acionados pelo parlamentar

O deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) protocolou ofício na SES (Secretaria de Estado da Saúde), na semana passada, cobrando explicação do governo de Flávio Dino (PCdoB) sobre o quantitativo exato e atualizado de leitos clínicos e de UTI (unidade de terapia intensiva) na rede pública estadual destinados ao tratamento de pacientes diagnosticados com Covid-19 ou suspeitos de infecção pelo novo coronavírus.

A solicitação tem como base dados da própria SES, que não estão sendo divulgados em transparência ativa mas foram obtidos pelo jornal O Estado de S.Paulo, que mostram que, apesar do boletim epidemiológico da pasta garantir que há leitos clínicos e de UTI Covid-19 disponíveis, até a última terça-feira 9, ao menos 35 pacientes estavam na fila de espera por uma vaga. Destes 14 aguardavam por leitos de UTI.

O Ministério Público do Maranhão e a DPE (Defensoria Pública do Estado) também foram acionados pelo parlamentar.

“Queremos explicações sobre a incongruência nas informações e real situação da capacidade de atendimento da rede pública de saúde. Na propaganda temos leitos e na realidade pessoas aguardam em fila de espera? Isso é um absurdo! As pessoas merecem saber a verdade sobre a situação do sistema público de saúde. Sabemos que transparência nunca foi o forte do governo Flávio Dino, mas se aproveitar de uma pandemia para seguir com mentiras ultrapassa qualquer limite, pois pessoas correm risco de morte enquanto aguardam em fila por leitos”, salientou Wellington.

Wellington apresenta proposta que garante auxílio emergencial de até R$ 300 no MA
Economia

Segundo anteprojeto encaminhado ao governador Flávio Dino, recursos seriam tirados do Fundo Maranhense de Combate à Pobreza. Deputado diz que Fumacop já acumula R$ 683 milhões

O deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) apresentou proposta na Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira 25, que garante o pagamento de auxílio emergencial de até R$ 300 para famílias carentes no Maranhão, até o final de 2021.

Por não estar amparada no rol da competência legislativa, Wellington encaminhou a medida como anteprojeto de lei, para ser implantada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), com máximo urgência, em razão da crise financeira provocada no estado –que possui o maior percentual de pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza– pela pandemia do novo coronavírus.

“Os recursos serão retirados do Fundo Maranhense de Combate à Pobreza, o Fumacop, que já acumula R$ 683 milhões. Já encaminhei ao governador Flávio Dino, agora cabe a ele adotar medidas que, de fato, façam a diferença na vida das pessoas”, destacou o deputado.

Batizada de Avança Maranhão, a proposta prevê também a abertura de linha de crédito até o limite máximo de R$ 50 mil para micro e pequenas empresas, microempreendedores, cooperativas e associações de pequenos produtores e autônomos.

No caso do auxílio para as famílias carentes, segundo o texto, o benefício mínimo seria de R$ 200, com adicional de R$ 50 por cada filho menor, até o limite máximo de dois. A prioridade será de famílias com filhos de 0 a 15 anos.

Para terem direito ao auxílio emergencial, os beneficiários deverão comprovar renda de até R$ 100, além de não possuírem vinculo formal de trabalho há mais de seis meses.

Em São Luís, Wellington declara apoio a Neto Evangelista
Política

Segundo ele, posicionamento crítico à gestão Edivaldo Júnior e Flávio Dino permanecerá o mesmo

O deputado Wellington do Curso (PSDB), retirado da disputa pela prefeitura de São Luís por imposição da cúpula familiar do próprio partido, declarou apoio ao candidato do DEM ao Palácio de La Ravardière, Neto Evangelista. O anúncio foi feita nesta quinta-feira 15.

Segundo ele, embora Neto seja apadrinhado pelo PDT, do senador Weverton Rocha, que há mais de 30 anos está no Executivo municipal, não há incoerência na decisão, pois o apoio ao democrata se deu pelas suas propostas de governo.

Ainda de acordo com Wellington, apesar de Neto Evangelista ter o PDT na vice e fazer parte da base governista na Assembleia Legislativa, seu posicionamento crítico à gestão Edivaldo Holanda Júnior e a Flávio Dino (PCdoB) permanecerá o mesmo.

Com Wellington e Detinha fora, Braide é eleito no 1º turno, aponta Ibope
Política

Candidato do Podemos não cresceu, mas oscilou positivamente no limite da margem de erro em um mês

Com os deputados estaduais Wellington do Curso (PSDB) e Detinha (PL) oficialmente fora da disputa, se o pleito fosse hoje, o deputado federal Eduardo Braide (PODE) venceria a eleição para a prefeitura de São Luís no primeiro turno, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira 21, pela TV Mirante.

Levantamento realizado entre os dias 12 e 14 de setembro mostra que Braide não cresceu, mas oscilou positivamente no limite da margem de erro, mantendo larga vantagem sobre os adversários. Ele tem agora 43% da preferência do eleitorado, 4% acima dos 39% registrados na sondagem anterior, em agosto.

Se considerados apenas os votos válidos, Braide teria 51,19%.

O Ibope ouviu 602 eleitores de São Luís. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número MA-01425/2020.

Wellington não está mais na disputa após o PSDB decidir rejeitar sua pré-candidatura e seguir com Braide, em aliança que caminha para ser repetida em 2022, na disputa pela Palácio dos Leões. Já Detinha retirou a pré-candidatura para apoiar Duarte Júnior (Republicanos), em troca do comando de pastas municipais em eventual vitória nas urnas e da vice na chapa para Fabiana Vilar Rodrigues (PL), sobrinha de seu marido, deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA).

Se optar por coerência, Wellington deve evitar apoio a Braide, Duarte, Neto e Rubens
Política

Movimentos do deputado estadual ao longo da vida pública impedem acordo com os quatro pré-candidatos a prefeito de São Luís

Arrancado do pleito municipal de 2020, o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) fez movimentos ao longo da vida pública que o impedem, se desta vez priorizar pela coerência política, de declarar apoio a pelo menos quatro pré-candidatos a prefeito de São Luís.

Caso Wellington não repita o erro confesso de 2016, o principal rejeitado seria o deputado federal Eduardo Braide (Pode), por motivos expostos demasiadamente pelo próprio tucano nos últimos dias, inclusive na tribuna do Palácio Manuel Beckman: traição. Segundo Wellington, Braide teria se unido ao senador Roberto Rocha (MA) para tirá-lo da corrida eleitoral. Como resposta, ele tem trabalhado contra a eleição do apadrinhado pelo presidente do PSDB do Maranhão. Retroceder desse posicionamento, portanto, além de desconforme, seria suicídio político.

Apesar da promessa de quitação de dívidas financeiras atualmente com diversos credores para passar a dever apenas Josimar Maranhãozinho, qualquer cogitação de apoio ao deputado Duarte Júnior (Republicanos) também atropelaria o discurso e histórico de luta de Wellington. Por representação formulada pelo deputado do PSDB, o gabinete do ex-presidente do Procon é alvo de investigação na Polícia Federal, desde 2018. Em março, Wellington cobrou explicações de Duarte sobre documentos que apontam para possível participação de um funcionário de seu gabinete em suposta milícia virtual. Á época, Duarte Júnior deixou o plenário da Alema durante as cobranças, até hoje não esclarecidas. Eventual apoio seria um caso peculiar de Síndrome de Estocolmo. Pesa ainda as diversas suspeitas de corrupção contra Josimar, a quem Wellington teria de também passar a declarar ter “orgulho”.

Eventual priorização pela coerência também impediria Wellington do Curso de fechar com o deputado estadual Neto Evangelista. Embora pré-candidato do DEM, Neto tem como patrono o PDT e o senador Weverton Rocha, a quem, na campanha de 2016, quando terminou em terceiro lugar, Wellington combateu fervorosamente —e permaneceu enfrentando, mesmo após as eleições daquele ano. Para apoiar Neto, Wellington teria de sofrer ou fingir amnésia eleitoral, e passar a defender a continuação da gestão do PDT na capital.

Por fim, mas não menos incoerente, qualquer declaração de apoio a Rubens Júnior seria o mesmo que Wellington do Curso desmentir tudo o que declarou ao longo dos dois mandatos de deputado estadual na Assembleia Legislativa, como principal opositor e fiscalizador do governo do PCdoB e de Flávio Dino no Maranhão.

Vale lembrar que, em 2016, Wellington não agiu com coerência, segundo ele próprio tem confessado em entrevistas recentes. Embora tenha apontado o suposto envolvimento de Eduardo Braide em casos de corrupção com a chamada Máfia de Anajatuba durante o debate eleitoral, no segundo turno, o tucano fechou com o hoje alegado algoz, e passou a declarar que o suposto envolvimento e investigação contra Braide pela Polícia Federal seriam ataques do Palácio dos Leões.

Braide mostra incômodo com Wellington e cobra fidelidade a acordo de Roberto Rocha
Política

Pré-candidato a prefeito pelo Podemos tenta reverter situação e diz que traição teria sido do tucano contra ele

O deputado federal Eduardo Braide (Pode-MA) demonstrou incômodo com as declarações de que ele e o senador Roberto Rocha (MA) seriam traidores, feitas pelo deputado estadual Wellington do Curso, por conta do apoio do PSDB à sua pré-candidatura a prefeito de São Luís.

Nesta quarta-feira 2, em entrevista ao radialista Jorge Aragão, no programa Ponto Final, da Mirante AM, Braide disse que, se houve traição, teria sido de Wellington contra ele. Como argumento, expôs um acordo que teria sido firmado entre ele e Rocha, nas eleições de 2018, e cobrou de Wellington fidelidade a esse acordo.

“Se tem alguém que foi traído nessa história, fui eu e é fácil de entender. Eu e o deputado Wellington caminhamos juntos no segundo turno de 2016. Já em 2018 eu era pré-candidato ao Governo do Maranhão, mas abri mão e apoiei o senador Roberto Rocha que, naquele momento, com Wellington presente, afirmou que estaríamos juntos me apoiando em 2020. Então, ninguém foi enganado sobre esse apoio do PSDB à minha pré-candidatura”, afirmou, fazendo possível referência a um ato unilateral e de indelicadeza partidária do senador durante as convenções do PSDB no pleito daquele ano.

Citando estratégia traçada entre ele e Wellington em 2018, de um ajudar o outro a alavancar as suas candidaturas, respectivamente para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa, Braide disse que convidou o tucano para ser seu vice, e que, além de não aceitar, Wellington deixou de se comunicar com ele. Pelas declarações do pré-candidato do Podemos, inclusive insinuando mudança de campo político por parte do principal oposicionista do governo de Flávio Dino (PCdoB), essa teria sido a traição.

“Vale lembrar que em 2018, eu fiz dobradinha em São Luís com Wellington, ele estadual e eu federal. De lá para cá, foram várias conversas e sempre ficou claro que o acordo do PSDB me apoiar estava mantido. Com a proximidade do pleito, fiz o convite para ele ser meu vice, mas ele não aceitou. Só que, inexplicavelmente, o deputado Wellington deixou de atender minhas ligações. A pergunta que precisa ser feita é: se estávamos juntos em 2016, dobradinha em 2018, as conversas seguiam avançando, já que estamos ou estávamos no mesmo campo político, o que levou o deputado Wellington a mudar de postura?”, questionou.

As declarações de Braide sobre o posicionamento de Wellington do Curso, rebatendo o tucano no mesmo nível e apontando a ele como traidor, mostram que o pré-candidato do Podemos teme e tenta evitar eventual desgaste eleitoral com o caso mal resolvido pelo PSDB, e por isso já tenta reverter a situação.

Sobre a aliança que teria sido firmada em 2018 entre Eduardo Braide e Roberto Rocha, Wellington tem dito que não poderia ter agido com má-educação na convenção do PSDB daquele ano, que por isso não houve resposta imediata durante o evento, e que o próprio senador, ao longo de 2020, deu declarações por mais de uma vez desmentindo tal acordo, e sempre reafirmando que o partido tinha pré-candidato próprio para a prefeitura de São Luís.

Preterido, Wellington vai fazer campanha contra Braide
Política

Em negociação envolvendo a prefeitura de São Paulo, PSDB decidiu apoiar o pré-candidato do Podemos em São Luís

Arrancado da disputa pela prefeitura de São Luís, o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) está decidido a fazer campanha contra o deputado federal Eduardo Braide, pré-candidato do Podemos.

Na semana passada, Braide foi oficialmente beneficiado com a retirada a força de Wellington do pleito, em uma decisão do alto tucanato maranhense, mas atribuída à Executiva nacional, escancaradamente, por alegado projeto político de poder que envolve a eleição para a prefeitura de São Paulo.

A negociação foi simples, segundo a própria família Rocha: em troca do apoio à reeleição de Bruno Covas (PSDB) na capital paulista, o Podemos reivindicou, em contrapartida, o apoio dos tucanos a Braide em São Luís.

Após avisar que não aceitaria ser traído, Wellington tem se articulado para, paralelamente à busca por um posicionamento oficial da Executiva nacional do PSDB, continuar a sair pelos bairros da cidade para discutir os problemas e propor soluções para o desenvolvimento de São Luís, e em campanha aberta contra o pré-candidato do Podemos.

Wellington também já prepara uma resposta para aliados de Braide que, há algumas semanas, tentam emplacar no eleitorado ludovicense que ele estaria fazendo o jogo do Palácio dos Leões ao não aceitar ser atropelado.

Aliados de Braide pressionam Wellington por desistência de pré-candidatura a prefeito
Política

Braidistas tentam evitar que tucano, traído, use força eleitoral contra pré-candidato do Podemos

Na iminência de que Eduardo Braide pague alto preço com o desgaste provocado por eventual traição a Wellington do Curso (PSDB), aliados do pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Podemos aumentaram a pressão para que o tucano desista da disputa.

A última cartada tem sido forçada, principalmente por meio de blogs braidistas, sob a alegação de que, ao insistir com a pré-candidatura, Wellington estaria sendo usado ou se aliando ao governador Flávio Dino (PCdoB), a quem faz oposição responsável e fiscalizadora na Assembleia Legislativa.

A estratégia tenta também impor que, confirmada a tendência de atropelamento, para não ser chamado de neo comunista, Wellington não fique neutro, nem apoie outro nome que não seja o de Braide.

Wellington tem força eleitoral em São Luís maior que o PSDB e seu presidente no Maranhão, senador Roberto Rocha, que tem na aliança com o pré-candidato do Podemos um trampolim de projeto de poder para tentar chegar ao Palácio dos Leões em 2022. O temor dos braidistas é que Wellington, mesmo fora da eleição, se torne o principal responsável por eventual derrota de Braide nas urnas.

O posicionamento final do partido sobre a eleição na capital será oficializado nesta sexta-feira 28, segundo tem dito à imprensa o presidente municipal da legenda, Roberto Rocha Júnior.

‘Tenho certeza que o senador Roberto Rocha não irá me trair’, diz Wellington
Política

Ele ressaltou que, em março, o senador afirmou nas redes sociais que o PSDB tem pré-candidatura própria para a capital

O deputado estadual e pré-candidato a prefeito de São Luís, Wellington do Curso (PSDB), disse acreditar que o presidente do partido no Maranhão, senador Roberto Rocha, não irá tirá-lo da disputa para entregar a legenda para o pré-candidato do Podemos, deputado federal Eduardo Braide.

“Tenho certeza de que o senador Roberto Rocha não irá me trair”, afirmou incisivo, durante entrevista ao programa Linha de Frente, na TV Maranhense, nessa segunda-feira 24.

Wellington ressaltou que, em março deste ano, Rocha posicionou-se nas redes sociais, afirmando que o PSDB tem pré-candidatura própria para a capital.

“A minha pré-candidatura segue com o apoio de Deus, das ruas e, também, do meu partido, que é o PSDB. Recebemos essa garantia do próprio senador, tanto em 2018, durante a minha filiação quanto agora, em março de 2020, quando ele, na condição de presidente da Direção Estadual”, destacou.

MPF apura possíveis irregularidades em compra de respiradores pelo governo Dino
Política

Procedimento tramita sob sigilo. STC e a SES estão omitindo repasse de R$ 9,3 milhões ao Consórcio Nordeste para aquisição dos aparelhos

O Ministério Público Federal apura possíveis irregularidades no uso da verba pública enviada pelo Governo Federal à gestão de Flávio Dino (PCdoB) para aquisição de respiradores para pacientes acometidos pela Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

A informação foi confirmada pelo procurador-chefe da Procuradoria da República no Maranhão, José Raimundo Leite Filho, na semana passada, em resposta a um ofício com solicitação de informações protocolado conjuntamente pelos deputados estaduais César Pires (PV), Wellington do Curso (PSDB) e Adriano Sarney (PV), de oposição ao governo comunista.

Segundo Filho, o procedimento está sob grau de sigilo reservado, aos cuidados do procurador da República em São Luís, Marcílio Nunes Medeiros, do 7º Ofício da Procuradoria da República no Maranhão, de combate ao crime e à improbidade.

Nessa terça-feira 21, o ATUAL7 mostrou que o governo de Flávio Dino está descumprindo exigências legais e omitindo o repasse de R$ 9,3 milhões ao Consórcio Nordeste para compra de respiradores para uso exclusivo no tratamento de pacientes com Covid-19. Apesar do repasse integral para a aquisição dos aparelhos, com dispensa de licitação, nenhum deles foi entregue ao Estado e apenas parte do dinheiro teria sido devolvido, e somente após a imprensa revelar as compras suspeitas.

De acordo com a Lei nº 12.527 (Lei de Acesso à Informação), Lei Complementar nº 131 (Lei da Transparência) e a Lei nº 13.979/2020, que dispõe sobre o enfrentamento do novo coronavírus, devem constar nos sites relativos à transparência das despesas com a doença: contratos administrativos de prestação e fornecimento de bens e serviços, nota de empenho, liquidação e pagamento, descrição do bem e/ou serviço, o quantitativo, o valor unitário e total da aquisição, a data da compra, o nome do fornecedor, inclusive CNPJ e o prazo contratual.

Os gastos públicos por meio de repasses ao Consórcio do Nordeste para compra de respiradores, porém, não estão publicados nas páginas Covid-19 - Contratações, gerenciada pela STC (Secretaria de Estado da Transparência e Controle), e nem na Contratos e Pagamentos Covid-19, alimentada pela SES (Secretaria de Estado da Saúde).

Comissão integrada por Wellington vai fiscalizar compras do Consórcio Nordeste
Política

Parlamentares querem saber o motivo do pagamento antecipado por respiradores que nunca foram entregues. Apenas o governo de Flávio Dino desembolsou R$ 4,94 milhões pelos aparelhos

Deputados estaduais dos nove estados do Nordeste criaram, na semana passada, uma comissão parlamentar interestadual para acompanhar as ações do Consórcio Nordeste, bloco formado pelos governadores da região com o objetivo de realizar compras centralizadas e ou compartilhadas de medicamentos, equipamentos e material de saúde.

Pelo Maranhão, integra a comissão o deputado Wellington do Curso (PSDB). O tucano é um dos principais oposicionistas ao governador Flávio Dino (PCdoB).

Como primeira atividade, os parlamentares querem saber o motivo pelo qual o Consórcio Nordeste pagou, de maneira antecipada, R$ 48,9 milhões na compra de 300 respiradores para tratamento de pacientes internados em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para Covid-19.

Um dos compradores, o governo Dino pagou adiantado mais de R$ 4,94 milhões por 30 respiradores que seriam distribuídos para hospitais da rede pública estadual de saúde.

Os aparelhos nunca foram entregues, o dinheiro não foi devolvido, e duas empresas envolvidas na contratação, HempCare Pharma Representações e Biogeoenergy, foram alvo da Operação Ragnarok, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia no início de junho.

O caso foi encaminhado recentemente ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), onde tramitam inquéritos contra governadores.

Wellington diz que Flávio Dino está com ‘medo da Polícia Federal’
Política

Segundo o deputado, governador liberou mais de 50 mil testes de detecção da Covid-19 para o interior do Maranhão somente após pedido de investigação

O deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) declarou, nessa quarta-feira 10, que o governador Flávio Dino (PCdoB) só liberou mais de 50 mil testes para detecção da Covid-19 para prefeituras do interior maranhense por medo da Polícia Federal.

Segundo o parlamentar, a distribuição ocorreu em razão dele haver pedido à PF a instauração de inquérito para apurar a falta de transparência da SES (Secretaria de Estado da Saúde) sobre os testes recebidos do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

“Ao que parece, as coisas no Maranhão só funcionam mesmo sob pressão. Só por medo da Polícia Federal que governo Dino libera mais 50 mil testes para o interior. Por que não fez isso antes? Afinal, o Governo Federal encaminhou os testes há tempos. Por que esperar tanto tempo? Estariam com medo de serem descobertos e somente agora, após operação da Polícia Federal, decidiram fazer o mínimo?”, questionou Wellington.

A operação a que o tucano se refere é a Cobiça Fatal, deflagrada pela Polícia Federal e CGU (Controladoria-Geral da União) na terça 9, que mirou empresários e a Semus (Secretaria Municipal de Saúde) de São Luís, sob a administração de Edivaldo Holanda Júnior (PDT) na prefeitura, por suposta fraude e superfaturamento na compra de máscaras cirúrgicas com dinheiro destinado para o enfrentamento ao novo coronavírus.

No bojo da investigação, durante diligências, a PF descobriu que um dos empresários alvo da força-tarefa tem contratos emergenciais com o governo Dino, com dispensa de licitação, exatamente para combate à pandemia.