Maranhão
Maranhão ultrapassa 90 mil casos confirmados de Covid-19
Cotidiano

Estado registrou 537 novos infectados nas últimas 24 horas, segundo boletim da SES

O Maranhão ultrapassou, nesta segunda-feira 6, a marca de 90 mil casos confirmados de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Segundo balanço da SES (Secretaria de Estado da Saúde), foram registrados 537 novos casos nas últimas 24 horas, aumentando para 90.251 o número de pessoas infectadas.

No mesmo período, foram computados também 31 novos óbitos, subindo para 2.250 a quantidade de pessoas mortas pela doença no estado desde o início da pandemia.

O Maranhão se mantém como o quinto estado mais afetado pelo novo coronavírus no Brasil, em número de pessoas diagnosticadas com a Covid-19, atrás apenas de São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Pará.

Os dados, vale lembrar, estão defasados, já que a SES (Secretaria de Estado da Saúde), além de ignorar centenas de casos confirmados e óbitos registrados pelas prefeituras, demora até mais de um mês para divulgar o resultado dos exames para detecção da doença.

Com isso, o número de casos ativos para passou a ser menor do que o de recuperados, já que a maioria dos resultados dos exames está sendo divulgada quando os pacientes já estão recuperados ou mortos.

Dimensão, do Piauí, é a campeã em contratos no MA para combate à Covid-19
Cotidiano

Distribuidora de medicamentos já fechou 86 contratos com 59 prefeituras. Valor total supera R$ 8,6 milhões

A Dimensão Distribuidora de Medicamentos Eireli, do Piauí, é a campeã disparada em contratos com prefeituras municipais do Maranhão para enfrentamento à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

De acordo com dados do sistema de contratações do TCE (Tribunal de Contas do Estado) compilados pelo ATUAL7, ao todo, a empresa já fechou 86 contratos com 59 municípios.

Pelos acordos, vai receber mais R$ 8,6 milhões.

Até o momento, fecharam contratos com a Dimensão Distribuidora as prefeituras de Pedreiras, São Luís, Governador Eugênio Barros, Urbano Santos, São Domingos do Maranhão, Santa Quitéria do Maranhão, São Benedito do Rio Preto, Sambaíba, Buriticupu, Belágua, Trizidela do Vale, Anapurus, Aldeias Altas, São Raimundo do Doca Bezerra, Esperantinópolis, Morros, Água Doce do Maranhão, Balsas, Nina Rodrigues, Alto Alegre do Maranhão, Senador La Rocque, Rosário, Estreito, Lago dos Rodrigues, João Lisboa, Gonçalves Dias, Grajaú, Poção de Pedras, Riachão, Alcântara, Santo Amaro do Maranhão, Governador Luiz Rocha, Axixá, Nova Colinas, Nova Iorque, Matões do Norte, Paulino Neves, São João Batista, Bequimão, Tasso Fragoso, Loreto, Alto Alegre do Pindaré, Santa Luzia do Paruá, Satubinha, Penalva, Boa Vista do Gurupi, Mata Roma, Jatobá, Cajapió, Mirador, Turilândia, Bacurituba, Itaipava do Grajaú, Santana do Maranhão, Junco do Maranhão, Paraibano, Bacuri, Graça Aranha e Cajari.

Número de casos ativos da Covid-19 no Maranhão volta a subir após reabertura de bares e restaurantes
Cotidiano

Quantidade de pacientes em isolamento domiciliar ou internados em hospitais estava em queda desde o dia 19

Cerca de uma semana após o governador Flávio Dino (PCdoB) autorizar a reabertura de bares e restaurantes para atendimento presencial, o número de casos ativos da Covid-19 voltou a subir no Maranhão. Por decisão do comunista, do final de maio para cá, já haviam retomado as atividades gradualmente o comércio e indústria em geral, templos e igrejas, academias de ginástica e shoppings.

Segundo boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde), divulgado na noite dessa quinta-feira 2, o número de pessoas em isolamento domiciliar ou internadas em hospitais das redes pública e privada já somam 19.090.

Dados compilados pelo ATUAL7 nos boletins da pasta mostram que o aumento teve início no início deste mês, após o estado registrar queda progressiva no número de casos ativos de Covid-19 por cerca de duas semanas.

No último dia 19, quando o estado começou a registrar queda progressiva no número de casos ativos do doença, havia 23.025 pacientes em isolamento domiciliar ou internados em leitos de enfermaria ou de UTI. Esse número chegou a cair para 17.310 no dia 30 de junho, mas voltou a subir nos últimos dois dias.

O aumento de casos ativos ocorre simultaneamente ao aumento de casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus.

Desde a reabertura dos bares e restaurantes para atendimento presencial, o número de pessoas que está aguardando resultados dos testes para detecção da Covid-19 no organismo aumentou em mais de 50%. Assim como em relação aos casos ativos, a escalada também ocorreu após a liberação de Flávio Dino para funcionamento do comércio e serviços considerados não essenciais.

Atualmente, a SES tem demorado quase dois meses para apresentar o resultado dos exames do novo coronavírus. Por esta razão, a maioria dos registros vem sendo divulgados apenas quando os pacientes já estão recuperados ou mortos, o que explica o baixo número de casos ativos da doença em relação ao número de pessoas recuperadas.

“Muita propaganda e enganação”, diz César Pires sobre rede para pacientes com Covid-19
Cotidiano

Segundo parlamentar, cerca 55 respiradores foram instalados na rede estadual da capital até agora

O deputado estadual César Pires (PV) questionou, nesta terça-feira 30, os dados informados pelo governo de Flávio Dino (PCdoB) sobre a oferta de leitos hospitalares exclusivos para o tratamento de pacientes com Covid-19 em São Luís. Segundo ele, cerca 55 respiradores foram instalados na rede estadual da capital maranhense até agora. “O governo, mais uma vez, mente ao repassar informações ao povo maranhense”, afirmou.

Ressaltando não ser contra a aquisição de respiradores e ampliação do número de leitos, César Pires afirmou que o inaceitável é o governo mentir para a população informando ter instalado uma rede que não existe.

“Recebi informações de fontes confiáveis, que diariamente têm que lidar com a pouca disponibilidade de equipamentos tão necessários para salvar a vida das vítimas do coronavírus”, enfatizou ele.

Em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, César Pires informou, por exemplo, que o Hospital Real, contratado pelo governo estadual em São Luís, ofertou 220 leitos para tratamento da Covid-19, ocupando no máximo 60% desses leitos, com 10 respiradores. No Hospital São José, também privado, eram 55 leitos com apenas três respiradores. No HCI, foram disponibilizados 60 leitos e 25 respiradores para atender os pacientes com coronavírus, e o hospital de campanha instalado em São Luís conta com 10 respiradores.

Ao apresentar esses dados, César Pires quis mostrar à população que o governo Flávio Dino divulgou o que de fato não entregou aos maranhenses. Para ele, a propaganda oficial foi muito maior que os investimentos feitos para o enfrentamento da pandemia no Maranhão, onde mais de 2 mil pessoas já morreram em decorrência da Covid-19.

“Estamos encaminhando ofício à Secretaria de Estado da Saúde, para informar se esses dados a nós repassados por fontes fidedignas estão corretos ou não, e também vamos solicitar à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, para que também fiscalize essa situação acompanhada dos três deputados da oposição. O Legislativo tem que cumprir o seu papel de cobrar transparência e fiscalizar os atos do Executivo. Foi muita propaganda pelo pouco que foi feito para salvar vidas no Maranhão”, concluiu.

Com 30 novos óbitos, MA é o 7º estado a ter mais de 2 mil mortes por Covid-19
Cotidiano

Casos confirmados passam de 78,9 mil

Mais de 2 mil pessoas morreram vítimas da Covid-19 no Maranhão. Segundo boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde) divulgado na noite dessa segunda-feira 29, o estado tem 2.012 óbitos em decorrência da doença.

Com os 30 novos óbitos registrados ontem, o Maranhão passa a ser o sétimo estado a ultrapassar a marca trágica. Antes, já haviam chegado a essa quantidade de pessoas mortas pela Covid-19 os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pará e Amazonas.

O Maranhão é também um dos estados que mais possui casos confirmados de Covid-19.

De acordo com dados da SES, até ontem, 78.969 pessoas no estado já haviam sido infectadas pelo novo coronavírus. Apenas São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pará possuem mais casos da doença.

Casos suspeitos de Covid-19 quase quadruplicam no Maranhão após reabertura do comércio
Cotidiano

Aumento passou a ser exponencial após o retorno das atividades presenciais nas academias de ginástica e esportes

Em pouco mais de um mês, o Maranhão quase quadruplicou o número de casos suspeitos de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A escalada ocorreu após o governo de Flávio Dino (PCdoB), sem apresentação de qualquer estudo ou parecer científico, decidir liberar a retomada do comércio e serviço não essenciais em meio à pandemia.

Segundo levantamento do ATUAL7 nos boletins epidemiológicos da SES (Secretaria de Estado da Saúde), no dia 25 de maio, quando teve início a reabertura gradual do setor econômico no estado, o Maranhão registrava 1.181 casos suspeitos, com tendência de queda graças ao lockdown determinado pela Justiça. Contudo, no boletim desse domingo 28, a quantidade de pessoas sob investigação —ou seja, que estão aguardando resultados dos testes que indicam a presença do novo coronavírus no organismo— subiu para 4.306.

A escalada de novos casos suspeitos teve início a partir do dia 8, duas semanas após a retomada do comércio e serviços não essenciais, e na mesma época em que Flávio Dino, novamente sem a apresentação de qualquer estudo, liberou templos e igrejas para voltarem a realizar missas e cultos presenciais em todo o estado.

A partir do dia 15, quando o relaxamento no isolamento social, sempre sem qualquer apresentação de estudos por parte do governador do Maranhão, também alcançou lojas de rua e shoppings centers, o número de casos suspeitos com Covid-19 mais que dobrou, subindo de 813 para 1.701.

Ainda segundo os dados, após a autorização para reabertura de academia de ginásticas e esportes no último dia 22, o número de casos suspeitos aumentou exponencialmente, com uma média de 372 pessoas a mais, por dia, que passaram a sentir os sintomas da doença (tosse, febre, dificuldade para respirar, olfato e paladar comprometidos, além de dores musculares e outros sintomas gripais) ou que tiveram contato recente com pessoas diagnosticadas com a Covid-19.

Atualmente, a SES tem demorado quase dois meses para apresentar o resultado dos exames para detecção da Covid-19. Por esta razão, os registros vem sendo divulgados apenas quando os pacientes já estão recuperados ou mortos, o que explica o baixo número de casos ativos da doença em relação ao número de pessoas recuperadas. Ou seja: todas as decisões de Flávio Dino estão sendo baseada em dados defasados.

Devido à falta de transparência, marca da gestão estadual no combate à pandemia, não há informações sobre em quais municípios e bairros estão os novos casos suspeitos.

Em 1º dia de reabertura de restaurantes, Simplício Araújo aparece em foto sem máscara
Cotidiano

Secretário de Indústria e Comércio alega que tirou a máscara apenas para bater foto. Portaria com protocolos sanitários não permite esse tipo de ação

No 1º dia de reabertura de restaurantes e bares no Maranhão, autorizados pelo governador Flávio Dino (PCdoB) a retomarem as atividades apesar do avanço da pandemia do novo coronavírus no estado, o secretário estadual de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, publicou uma foto em uma rede social em que aparece sem máscara de proteção. A esposa dele e a filha do casal (que por ser menor está com o rosto ofuscado pelo ATUAL7) também aparecem sem o item, obrigatório para prevenção à Covid-19. O filho do casal, único que aparece de máscara na foto, por ser menor, também teve o rosto ofuscado.

Segundo o próprio secretário alega na legenda da foto, as máscaras teriam sido retiradas apenas para o registro. “Restaurante Tasquinha Ferreiro cumprindo rigorosamente as novas normas do protocolo de segurança sanitária construídas pelo governo do estado, classe empresarial e profissionais de saúde. (Tiramos a máscara para fazer a foto)”, escreveu.

Ocorre, porém, que a portaria que estabeleceu os protocolos sanitários a serem seguidos pelos restaurantes e bares não permite esse tipo de ação, e prevê punição para estabelecimentos que foram flagrados ou denunciados descumprindo as normas.

Pelo documento, editado na última quarta-feira 24 pelo secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, é permitida a retirada das máscaras em restaurantes e bares apenas caso o cliente for se alimentar no local e no momento da refeição.

Apesar da justificativa apresentada por Simplício Araújo para a desobediência, não há permissão para retirada máscaras para fotos, como fez o secretário e sob anuência dele parte da família, para postar em rede social mostrando que esteve em determinado local.

Pela irregularidade, conforme previsão legal, o restaurante Tasquinha Ferreiro pode ser multado.

Há ainda previsão de detenção de um mês a um ano, e multa, segundo estabelece o Código Penal, para quem infringir determinação do poder público “destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”. Esta, no caso, incidiria principalmente sobre Simplício Araújo, por haver participado da formulação da portaria que ele próprio descumpriu.

Sem provas, Dino sugere que prefeitos do MA estariam inflando óbitos por Covid-19
Cotidiano

Para justificar omissão de mortes no balanço estadual da pandemia, governador disse durante coletiva que SES tem revisado os dados enviados pelas prefeituras

O governador Flávio Dino (PCdoB) sugeriu, durante coletiva de imprensa nessa sexta-feira 26, sem apresentar provas, que os prefeitos maranhenses estariam supernotificando as mortes causadas por Covid-19.

A insinuação foi feita pelo comunista ao ser questionado pela repórter Carla Lima, de O Estado, sobre a omissão de óbitos no balanço estadual da pandemia, quando há comparação com os divulgados pelos municípios. Como justificativa, Dino alegou que a discrepância ocorre em razão da SES (Secretaria de Estado da Saúde) usar metodologia própria para confirmação dos dados encaminhados pelas prefeituras, e que somente após revisão é que os casos e mortes por Covid-19 realmente confirmados pela pasta são inseridos no boletim epidemiológico. Ou seja, para Dino, os números divulgados pelas prefeituras não são verdadeiros, apenas os da SES.

“Se trata de uma metodologias diferentes. Nós colhemos nossos dados daquilo que as prefeituras nos informam. Porém, é feito um processo de checagem, porque nós sabemos que há uma acusação política feita pelo presidente da República [Jair Bolsonaro], de que haveria uma espécie de supernotifificação, que os governos estaduais estariam inventando casos. Além disto, nós temos o fato de que o número de casos e de óbitos é relevante no arbitramento de recursos públicos. Então, nós temos de ter cuidado, porque os mesmos que hoje dizem que os boletins estão atrasados são os mesmos que diriam que nós estaríamos inventando casos para receber mais dinheiro, e que nós estaríamos fraudando e supernotificando”, declarou o governador.

“Então, há um procedimento interno de checagem de cada informação. A prefeitura nos informa, a Secretaria de Estado da Saúde solicita complementação de informações aos municípios, à rede privada, e apenas quando nós temos as informações precisas de cada óbito: sexo, idade, nome, que circunstâncias, se tem comorbidade ou não, é que os dados são inseridos nos nossos boletins”, continuou Flávio Dino, sugerindo também, indiretamente, que os números divulgados pelos hospitais particulares não são confiáveis.

A recontagem dos casos e óbitos por Covid-19, feita pelo governo Dino sob o pretexto de evitar acusações por parte de Bolsonaro, coincidentemente, é a mesma que o Ministério da Saúde ameaçou fazer no início de junho, por não confiar nos dados da pandemia encaminhados pelos estados, mas desistiu de implementar após repercussão negativa.

Apesar das críticas feitas a Jair Bolsonaro na época, para Flávio Dino, ao revisar os dados e não inserir no balanço estadual a mesma quantidade de casos e de óbitos informados pelas prefeituras e pela rede privada, a gestão estadual está agindo de forma correta e se autoprotegendo.

“É uma atitude de prudência, de respeito, de transparência e de cuidado com o dinheiro público. E, ao mesmo tempo, de prevenção, para nós não sermos vítimas de acusações levianas, vis. Então, nós temos que ter o nosso cuidado”, disse Dino.

Apesar da grave insinuação contra as prefeituras, até o momento, Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão) ainda não se posicionou.

Maranhão supera marca de 1,9 mil mortes por Covid-19
Cotidiano

Quase a mesma quantidade de pessoas infectadas segue hospitalizada ou em isolamento domiciliar

Mais de 1,9 mil pessoas já morreram no Maranhão em decorrência da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

De acordo com boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde), até às 19 horas desta sexta-feira 26, o estado registrou o total de 1.906 óbitos.

O registro das mortes, porém, tem sido feito constantemente dias, semanas ou até mais de um mês após a real data da ocorrência. Das 35 novas mortes registradas pela SES nas últimas 24 horas, por exemplo, nenhuma realmente ocorreu hoje.

Enquanto a gestão estadual se mostra desnorteada, recuando de recuo sobre a reabertura de praças de alimentação de shopping centers, e o governador Flávio Dino (PCdoB) se assemelha ao presidente Jair Bolsonaro no combate à pandemia, a quantidade de casos confirmados da doença também segue aumentando no estado.

Segundo os dados oficiais da SES, o Maranhão chegou a 76.698 casos confirmados da Covid-19. Destes, 18.955 ainda seguem hospitalizados ou em isolamento domiciliar.

A maioria desses casos, porém, conforme mostrou o ATUAL7, têm sido confirmados somente após os pacientes já terem sido declarados recuperados ou mortos pela doença.

Nem todos os 1.773 novos casos confirmados nas últimas 24 horas, por exemplo, são novos ativos, isto é, ainda estão com os sintomas da doença. A maioria corresponde à pessoas mortas há dias ou que receberam a confirmação do exame após já recuperadas da Covid-19.

Em menos de 24h, Dino autoriza, proíbe e volta a liberar reabertura de praças de alimentação em shoppings
Cotidiano

Desnorteio confirma que gestão comunista vem relaxando as medidas de isolamento social sem qualquer base científica

Em menos de 24 horas, o governo de Flávio Dino (PCdoB) autorizou, depois proibiu e, logo após, decidiu voltar a liberar a reabertura de praças de alimentações em shoppings centers no Maranhão.

O desnorteio confirma que gestão comunista vem relaxando as medidas de isolamento social, principal medida de enfrentamento e prevenção ao novo coronavírus, sem qualquer base científica e sob protocolos sanitários de conveniência, controlados por lobby do setor empresarial.

Pela manhã, durante entrevista coletiva, quando a decisão mais recente ainda era a de proibição da retomada desse setor, o próprio Dino declarou que poderia haver o recuo do recuo, pois ainda não sabia que decisão final tomaria a respeito.

“Ao longo do dia de hoje teremos uma resposta; quem sabe, logo depois do almoço”, disse o governador, ao comentar sobre uma reunião que estaria acontecendo naquele momento entre empresários e os secretários estaduais Marcelo Tavares (Casa Civil), Carlos Lula (Saúde) e Simplício Araújo (Indústria e Comércio).

Segundo a decisão de agora, praças de alimentações em shoppings, assim como bares e restaurantes, já podem voltar a funcionar a partir desse sábado 27.

No cronograma anterior, essa reabertura estava agendada para ocorrer somente a partir da próxima segunda-feira 29, mas Flávio Dino não suportou a pressão dos empresários e antecipou a reabertura para este fim de semana, justamente o período em que há maior consumo nesses setores —e, consequentemente, maior aglomeração.

Sem declarar abertamente, alertando não ser tutor da população, mas governador, e usando os próprios pais como exemplo, Flávio Dino revelou que sua gestão está adotando para o combate à pandemia do novo coronavírus o chamado isolamento horizontal. Ou seja: o isolamento apenas de idosos e pessoas com doenças (cardiorrespiratórias, diabetes ou câncer), que são os grupos de risco da Covid-19.

“Não serei eu que direi para uma pessoa ir ou não ir a um restaurante ou a um bar, mas a minha mãe, que tem 82 anos, não irá. Pedi a ela. Meu pai, que tem 88 anos, também não irá. Conversei com ele”, disse, revelando que apesar da liberação já quase total do comércio e serviço não essenciais, não há a segurança que ele tenta vender.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é um dos mais fervorosos defensores do isolamento vertical, mas abertamente, sem retóricas se Dino para aparentar o contrário.

‘Eu não sou tutor’, diz Flávio Dino sobre fiscalização em bares e restaurantes
Cotidiano

Comportamento do comunista se assemelha ao do presidente Jair Bolsonaro, que em abril, ao ser questionado sobre as mortes por Covid-19, disse que não era coveiro

Em coletiva sobre o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus no Maranhão, nesta sexta-feira 26, o governador Flávio Dino (PCdoB) demonstrou irritação ao ser questionado sobre como será feita a fiscalização do Estado em bares e restaurantes. Sem apresentar qualquer estudo científico para embasar a decisão, o comunista antecipou a autorização para a reabertura do setor, apesar do aumento de casos confirmados e óbitos em decorrência da Covid-19 no estado.

“É uma decisão de cada um. Eu também não sou tutor de todas as pessoas, não me cabe isso. Eu sou governador do Maranhão”, respondeu.

A declaração do chefe do Palácio dos Leões se assemelha a feita pelo presidente Jair Bolsonaro. Em abril, ao questionado sobre o número de pessoas mortas pela Covid-19, Bolsonaro respondeu: “Eu não sou coveiro”.

Embora tenha autorizado a reabertura dos bares e restaurantes, Dino acabou confessando não confiar na própria decisão, ao dar uma declaração pessoal a respeito do assunto. Apesar de haver determinado, segundo alega, fiscalização nos estabelecimentos para averiguar o cumprimento das normas sanitárias, o governador disse que ainda não deixará que a sua mãe, Maria Rita, e nem o seu pai, Sálvio Dino, frequente esses lugares.

“Não serei eu que direi para uma pessoa ir ou não ir a um restaurante ou a um bar, mas a minha mãe, que tem 82 anos, não irá. Pedi a ela. Meu pai, que tem 88 anos, também não irá. Conversei com ele”, disse. “Então, é preciso que cada um cuide de si. É impossível fiscalizarmos 7 milhões de pessoas. Nós já temos as normas, e temos a fiscalização. É preciso agora que haja colaboração, o bom senso, a consciência de cada um”, completou.

Essa declaração de Dino, apesar de toda a retórica, assim como a anterior, também segue a mesma orientação que vem sendo defendida por Jair Bolsonaro no enfrentamento da pandemia.

Para o presidente, o comércio e serviço não essenciais deveriam ser todos reabertos —como, de fato, já está ocorrendo no Maranhão—, por meio da adoção do chamado isolamento vertical, que atingiria somente o grupo de risco —pessoas com baixa imunidade e maiores de 60 anos. “Cada filho que cuide de seu pai e seu avô, poxa. Isso não é obrigação do poder público”, declarou Bolsonaro, em março. “O povo tem que parar de deixar as coisas em cima do poder público”, afirmou.

À época, Dino escandalizou-se e criticou duramente Bolsonaro pelo o que, agora, ele repete.

No MA, empresas com mais de 20 funcionários terão de realizar testagem para Covid-19
Cotidiano

Poderão ser utilizados os tipo RT-PCR e os sorológicos

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na terça-feira 23, projeto de lei que obriga empresas no estado com mais de 20 funcionários a realizar testagem periódica, a cada 15 dias, para detecção do novo coronavírus. A matéria aguarda sanção do governador Flávio Dino (PCdoB).

Segundo a proposta, de autoria do deputado Yglésio Moysés (PROS), os testes que poderão ser utilizados são do tipo RT-PCR (considerado padrão de referência, realizado a partir de amostras coletadas através de cotonetes de nariz e orofaringe garganta) e os sorológicos (realizado a partir da amostra de sangue do paciente), mais baratos que o primeiro.

“Com a abertura gradual das atividades econômicas no Maranhão, é importante que as empresas tomem cuidados específicos para evitar que funcionários e até mesmo os clientes contraiam a Covid-19”, justificou Yglésio.

Pelo texto, os funcionários cujo resultado da testagem tenha sido o IgG (imunoglobina G) positivo e IgM (imunoglobina M) negativo, estarão liberados da testagem a cada 15 dias. Isso porque esses dois anticorpos indicam que a pessoa já possui um grau elevado de imunidade à doença, excluindo-o da necessidade de nova testagem imediata. Contudo, todos deverão ter temperatura auferida, por meio de termômetro digital, para ajudar no controle da doença.

Para resultados de exames positivos para Covid-19, os infectados deverão ser submetidos ao isolamento domiciliar.

Promulgada lei que obriga planos de saúde a agilizar atendimento a vítimas da Covid-19
Economia

Medida visa coibir retardamento na liberação de procedimentos para tratamento da doença

Foi promulgada, nesta quarta-feira 24, pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), a lei que obriga as operadoras de planos de saúde a manifestarem-se, no prazo máximo de seis horas, sobre os procedimentos requisitados pelos médicos para tratamento de pacientes com Covid-19.

De autoria do deputado César Pires (PV), a medida visa coibir a prática reincidente e abusiva das empresas que têm retardado a liberação de procedimentos e, dessa forma, prejudicam a assistência às pessoas acometidas pelo novo coronavírus.

“Essa foi mais uma iniciativa que tomamos, mesmo no trabalho remoto, para proteger a saúde das pessoas e minimizar as dificuldades enfrentadas pelos maranhenses durante a pandemia”, declarou o parlamentar

De acordo com a norma, a manifestação das operadoras de planos de saúde sobre procedimentos requisitados deve ser fundamentada e por escrito, autorizando ou negando o procedimento, em um prazo máximo de seis horas. O descumprimento total ou parcial dessas regras sujeitará o infrator às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, além das outras penalidades cabíveis.

Maranhão passa de 1,8 mil mortes por Covid-19
Cotidiano

Falta de transparência impede saber se óbitos foram de pessoas que estavam hospitalizadas ou em isolamento domiciliar

O Maranhão chegou a 1.836 mortes por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, após registrar 39 novos óbitos em 24 horas, segundo boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde) divulgado na noite desta quarta-feira 24.

Por falta de transparência, não é possível saber se as mortes foram de pessoas que estavam hospitalizadas ou em isolamento domiciliar. A ausência dessa informação impede, por exemplo, confirmar se a queda na ocupação de leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), um dos principais indicadores da situação de pandemia em um local, vem ocorrendo em razão de mortes ou recuperação dos pacientes. E dificulta confirmar se há pacientes morrendo em casa, apesar de haver vagas nos leitos reservados para tratamento da doença.

Apesar da marca trágica, até o momento, o governador Flávio Dino (PCdoB) segue ignorando os óbitos e não emitiu qualquer nota de pesar às famílias das vítimas da doença. Copiando a estratégia do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o comunista tem se concentrado em divulgar apenas notícias positivas sobre a pandemia, como o aumento do número de pessoas recuperadas da Covid-19.

Ao mesmo tempo, neste caso antes de Bolsonaro, tem autorizado a reabertura do comércio e serviço não essencial em todo estado. Recentemente, por meio da Casa Civil, sem apresentar qualquer estudo científico, antecipou a liberação de reabertura de bares e restaurantes para este fim de semana —o que contraria o isolamento social, principal medida de prevenção e contenção ao novo coronavírus, já que a tendência desse setor é receber a maior parte dos seus consumidores entre as noites de sexta-feira e de domingo.

O boletim epidemiológico da SES mostra também que, nas últimas 24 horas, mais 1.293 novos casos foram confirmados com Covid-19 no Maranhão, aumentando o total para 73.314 pessoas já infectadas pelo novo coronavírus no estado.

Também por falta de transparência, não é possível saber há quantas semanas ou meses essas pessoas fizeram o teste para Covid-19, já que parte dos resultados de exames só é confirmada, mostrou o ATUAL7, quando a maioria dos pacientes já está recuperada ou morta.

César Pires diz que governo Dino cometeu fraude e desvio na compra de respiradores
Política

Aparelhos para tratamento de pacientes com Covid-19 foram pagos antecipadamente, mas nunca foram entregues

O deputado estadual César Pires (PV) afirmou, nesta terça-feira 23, que o governo de Flávio Dino (PCdoB) cometeu fraude e desvio de conduta na compra de respiradores para pacientes vítimas da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Ele defendeu que o caso seja apurado pela Polícia Federal e órgãos de fiscalização estaduais.

“No dia 6 de abril, foram pagos adiantados R$ 4,9 milhões à HempCare Pharma, para compra de 30 respiradores na China, que nunca chegaram. Essa organização inidônea recebeu o dinheiro, não entregou os equipamentos e o governo não deu uma resposta ao povo do Maranhão. Pagou, não recebeu e ainda oculta as informações. Se fosse em outro estado, o governador e o secretário de Saúde já tinham sido presos”, disparou.

Pires acrescentou que, dia 4 de maio, mais R$ 4,3 milhões foram pagos antecipadamente na compra de respiradores, desta vez da Alemanha, que também nunca chegaram. Apenas em relação a esse caso, alega o Palácio dos Leões, parte dos recursos foram devolvidos.

Segundo o parlamentar, porém, o valor pago pelos aparelhos foi em dólar, que à época estaria cotado em R$ 5,80. Por esta razão, diz, devolução dos recursos foi em valor abaixo do recebido, gerando prejuízo aos cofres estaduais. “De um recebeu calote, e no outro recuperou valor bem abaixo do que foi pago”, lamentou.

César Pires também cobrou transparência do governo Flávio Dino sobre as doações feitas ao Estado do Maranhão pela iniciativa privada, para o enfrentamento da pandemia no Maranhão.

“Não sabemos quanto o poder público recebeu de doações para a compra de respiradores, quais foram as instituições doadoras e nem onde esses equipamentos foram instalados. Essa falta de transparência esconde outros desvios? Tudo isso precisa ser investigado”, afirmou.

Maranhão ultrapassa 1,7 mil mortes por Covid-19 sob o silêncio de Dino
Cotidiano

Mais de 70 mil pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus no estado

O Maranhão ultrapassou, neste domingo 21, a marca de mais de 1,7 mil pessoas mortas pela Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Apesar da tragédia, até o momento, o governador Flávio Dino (PCdoB) não se manifestou nas redes sociais a respeito das perdas.

Nas quatro publicações no Twitter nas últimas 24 horas, o comunista repercutiu o que já havia postado dias antes: que participará, nesta segunda-feira 22, de um debate online sobre o atual momento político brasileiro; e sobre a inauguração do hospital regional de Viana, e finalização da montagem da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Paço do Lumiar. Também publicou sobre o nascimento de trigêmeos na rede estadual pública de saúde, e o aumento do número de pessoas no Maranhão consideradas recuperadas da Covid-19.

Nenhuma postagem de luto, solidariedade ou condolências às famílias das 1.721 vítimas do novo coronavírus no estado, que sequer tiveram a chance de se despedir e de enterrar com dignidade seus entes queridos.

O silêncio sobre as mortes e a divulgação de agendas política e positiva em meio ao avanço da pandemia, na verdade, é uma cópia do que vem fazendo o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de quem por conveniência política Dino se diz desafeto —como dizia ser do ex-senador José Sarney (MDB-MA). Até o destaque no número de pessoas recuperadas, ignorando o número de mortos, também está sendo copiado por sua gestão, inclusive. Falta apenas reproduzir um Placar da Vida maranhense.

Além do aumento dos óbitos por Covid-19, segundo dados da SES (Secretaria de Estado da Saúde), em meio a autorização até antecipada para reabertura de serviços e comércio não essenciais, o Maranhão também enfrenta uma escalada de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, que avança pelo interior.

De acordo com o boletim epidemiológico da pasta, 70.059 pessoas já foram diagnosticadas com a doença no estado, e outras 1.868 são investigadas sob suspeita de terem contraído.

Como há um apagão nos dados, já que não há transparência quanto aos testes represados à espera de confirmação e a maioria dos infectados pela Covid-19 no Maranhão tem a confirmação do diagnóstico quando já está recuperada da doença ou morta, o número real de casos tende a ser ainda maior.

No MA, mais de 2 mil resultados de testes para Covid-19 são confirmados após óbitos ou recuperação
Cotidiano

Apagão pode ser ainda maior, já que levantamento leva em conta apenas o intervalo de 24 horas

O balanço divulgado pela SES (Secretaria de Estado da Saúde) na noite dessa sexta-feira 19, de que 2.409 pessoas foram diagnosticas com Covid-19 no Maranhão no intervalo de 24 horas, não significa que, de fato, seja esse o número de novos casos ativos da doença causada novo coronavírus.

Segundo os dados da própria pasta, deste total, apenas 314 casos confirmados com Covid-19 ainda permanecem infectados. O restante, 2.095, trata-se de pessoas que só tiveram os testes para detecção da doença confirmados após já estarem mortas ou recuperadas.

O apagão, porém, pode ser ainda maior, já que o levantamento do ATUAL7 leva em consideração apenas o intervalo de 24 horas.

No caso dos óbitos, por exemplo, de acordo com o boletim epidemiológico da SES, exatos 38 novos óbitos por Covid-19 foram registrados entre quinta e sexta últimas. Porém, segundo o mesmo boletim, apenas quatro pessoas morreram vítimas da doença anteontem, e apenas duas ontem. Ou seja: pelo menos 32 mortes ocorreram há dias, semanas ou até meses atrás.

Em tese, pacientes que morrem em decorrência da Covid-19 estavam hospitalizados ou em isolamento domiciliar, por terem sido testados positivos para a doença; ou faleceram vítimas do novo coronavírus sem sequer saber que estavam infectados.

Levando em conta qualquer uma duas circunstâncias, há clara ineficiência do Estado no enfrentamento da pandemia. Se há pacientes já confirmados morrendo de Covid-19, o registro do óbito deveria ser feito na data da ocorrência, e não dias depois —salvo se o poder público estiver espaçando o registro dos óbitos, propositalmente, para provocar a diminuição do índice de letalidade.

Já em caso de óbitos por Covid-19 em que as vítimas não sabiam da contaminação, a descoberta após a morte revela que há baixa testagem, e que a suposta diminuição da procura por atendimento hospitalar, conforme vem comemorando a SES, não significa queda na propagação da pandemia.

Em relação aos recuperados da Covid-19, de acordo com o que considera a OMS (Organização Mundial de Saúde), o tempo entre o início da infecção e a recuperação dura até 14 dias. Pelo critério laboratorial, são considerados recuperados aqueles que tiveram dois resultados negativos para a doença com pelo menos um dia de intervalo.

Neste caso, devido à demora para o processamento do resultado dos exames para detecção da Covid-19, entre quinta e sexta-feira, 2.057 pessoas no Maranhão tiveram a confirmação de que foram infectadas pelo novo coronavírus, mas nenhuma delas está mais ativa, e sim já recuperadas.

Considerando que os números são da própria SES, o governo de Flávio Dino (PCdoB) tem editado decretos e baixado protocolos para contenção da pandemia baseado em dados defasados, e não atuais, o que impossibilita saber se a propagação da pandemia está ganhando ou perdendo força no Maranhão.