Maranhão
MA passa de 3 mil mortes e 120 mil infectados pelo novo coronavírus
Cotidiano

Maioria dos óbitos registrados é de pessoas acima de 70 anos, e que tinha hipertensão arterial

O Maranhão chegou a 3.013 mortes por Covid-19, segundo boletim da SES (Secretaria de Estado da Saúde) divulgado nessa sexta-feira 31.

Ainda de acordo com os dados, o estado já soma 120.661 infectados pelo novo coronavírus. Destes 9.080 estão sob tratamento da doença, em isolamento domiciliar ou internação em enfermaria e UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).

A maioria dos óbitos registrados é de pessoas na faixa etária acima de 70 anos, e que tinha hipertensão arterial. O percentual de mortes é maior entre os homens, 62%.

Entre os infectados, a maioria tem entre 30 a 39 anos e é mulher, 55%.

César Pires cobra Dino e diz que desemprego aumentou no MA antes da pandemia
Economia

Deputado criticou governador por tentar transferir para Bolsonaro a responsabilidade de reduzir o desemprego no estado

O deputado estadual César Pires (PV) cobrou uma política mais eficaz de geração de empregos e combate à pobreza no Maranhão ao criticar o governador Flávio Dino (PCdoB) por tentar transferir para o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) a responsabilidade de reduzir o desemprego no estado, o que, segundo o parlamentar, o comunista não teve competência para fazer desde quando assumiu o comando do Palácio dos Leões;

Segundo o parlamentar, de 2014 a 2018, mais de 377 mil pessoas ficaram desempregadas no Maranhão, muito antes da pandemia do novo coronavírus.

“O governador propõe um pacto pelo emprego ao presidente Bolsonaro, transferindo para o governo federal a responsabilidade pelo fracasso de sua gestão também nessa área. Quando fechava todas as atividades comerciais por conta da pandemia, sem se preocupar com a renda das famílias, não houve essa disposição em trabalhar em conjunto com a União. Assim é fácil governar”, enfatizou Pires.

Ele afirmou que Flávio Dino se apropria da pandemia para justificar a incompetência da própria gestão, que no período de 2016 a 2018 permitiu que mais 223 mil pessoas passassem a viver abaixo da linha da pobreza, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“No primeiro trimestre de 2019, o Maranhão tinha 12.1% de desocupados. No primeiro trimestre deste ano, antes mesmo da pandemia, esse índice aumentou para 16.1%. Imagine qual o cenário que o IBGE encontrará quando começar a mensurar o impacto da Covid, no Maranhão”, ressaltou.

No Maranhão onde 47% da população vive sem água encanada e 84% sem esgoto tratado, e o governo estadual prioriza os investimentos em propaganda, César Pires cobrou mais responsabilidade e competência administrativa de Dino, para gerar emprego e renda no estado e tirar milhares de pessoas da extrema pobreza.

“É um governo de incompetência que vive muito mais da mídia e não resistiria a uma discussão séria com base nos dados do IBGE e da Lei Orçamentária Anual, que mostra diminuição dos investimentos em áreas prioritárias como a saúde, e mais recursos para a propaganda”, finalizou.

Mãe que teve parto de emergência por causa da Covid-19 recebe alta após três meses de internação
Cotidiano

Mônica Gomes foi declarada recuperada da doença após passar 95 dias em tratamento na Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão

No último sábado 25, no leito 27 da enfermaria da Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão, a MACMA, localizada na capital maranhense, o sorriso de Mônica Regina Melo Gomes, 28 anos, era de expectativa pela alta hospitalar. Após 95 dias de internação, a paciente entrou para a lista de recuperados da Covid-19, com felicidade dupla: mãe e filha salvas após tratamento da doença.

Mônica Gomes saiu de Cândido Mendes regulada por uma UBS (Unidade Básica de Saúde) para atendimento na maternidade em São Luís, após sintomas gripais. Entregue aos cuidados da equipe assistencial da MACMA, foi induzida ao coma medicamentoso na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) materna. “Quando abri os olhos soube que estive muito mal, que tinha sido entubada. Foram me contando aos poucos, e que minha filha estava bem”, disse Mônica.

A mãe da paciente, Marinete de Melo, é quem recorda à filha a luta pela vida. “Foi um momento de muito pedido. Fiz uma promessa. Fui ao espelho e comecei a chorar, pedindo a Deus que se minha filha voltasse eu iria entregar meu cabelo em promessa. Acreditava bastante nos médicos que diziam que ela era forte, uma guerreira. Temos muita fé em Deus. A gente não quer perder um filho”, contou.

Mônica ocupou um dos sete leitos de UTI que haviam sido implantados para tratamento de pacientes com a Covid-19. Ela foi submetida a uma cesariana após dois dias de internação.

“Inicialmente tentamos não interromper a gravidez devido a prematuridade. Buscamos tratar o quadro respiratório e manter a gestação. Como a paciente não apresentava sinais de melhora, temendo pela perda do bebê, optamos juntamente com a equipe de UTI por realizar a cesariana”, explicou o médico Cleimilson Silva, diretor-clínico da maternidade e ginecologista-obstetra.

Gerenciada pelo Instituto Acqua em parceria com a SES (Secretaria de Estado da Saúde), a MACMA é referência no estado em atendimento materno-infantil a pacientes graves. Com a pandemia, ampliou o tratamento para gestantes diagnosticadas com Covid-19.

Lara Lis Melo Gomes, filha de Mônica, nasceu de 32 semanas, pesando 1,525 kg e com estatura de 85 cm, às 11h03min de 19 de maio. Ela seguiu bem o tratamento, porém, a mãe teve complicações em decorrência da doença. “O quadro respiratório dela se agravou. Uma hipoxemia severa se instalou, apesar de todo o tratamento. Como foi uma paciente de longa permanência, ela passou por todas as etapas dos tratamentos clínicos sugeridos pela comunidade científica. Achávamos que se ela sobrevivesse conviveria com sequelas neurológicas e atrofia muscular”, ressaltou o obstetra.

O tratamento multidisciplinar foi importante na recuperação de Mônica. Lentamente ela começou a reagir e dar sinais de evolução clínica. O processo de extubação, pronação e fisioterapia garantiram a recuperação pulmonar, muscular e neurológica. Mônica considera também sua recuperação um milagre. “Fui para o hospital com sintomas de uma gripe normal, dor na garganta, tosse e resfriado até testar positivo para Covid-19. Pensaram que eu não ia sobreviver e ficaram muito felizes quando acordei. Entendo que foi um milagre. Estou muito agradecida a toda equipe que cuidou muito bem de mim”, comentou.

A Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão continua com atendimentos a pacientes gestantes que testam positivo para o novo coronavírus. “A maternidade teve que se adequar acompanhando a demanda que veio com o surto do coronavírus. Rapidamente ampliamos em 7 leitos de UTI o tratamento de pacientes com a doença, com ocupação total. Contamos com um leito reservado para algum caso grave na UTI e mais 12 leitos de retaguarda em nossa enfermaria”, destacou o médico Cleimilson Silva.

Retorno às aulas presenciais no MA volta a ser adiado, mas apenas na rede estadual
Cotidiano

Nas redes de ensino privada e municipal, a diretriz permanece a mesma

O governo de Flávio Dino (PCdoB) voltou a adiar, nesta terça-feira 28, o retorno às aulas presenciais no Maranhão, mas desta vez apenas em relação à rede pública estadual. Até o momento, não há definição de nota data. Por conta da pandemia do novo coronavírus, as aulas presenciais em todo o estado estão suspensas desde março.

Segundo publicação no Twitter pelo secretário estadual da Educação, Felipe Campão, dúvidas e insegurança de pais e alunos motivaram o novo adiamento.

“Realizamos uma consulta com estudantes e pais da 3ª série do Ensino Médio e constatamos que ainda há muita dúvida e insegurança sobre a retomada das aulas presenciais no dia 10 de agosto. Sendo assim, vamos continuar com as aulas não presenciais e possibilitar mais tempo para que as comunidades escolares debatam. Vamos continuar o processo de consulta aos estudantes e às suas famílias, assim como as reuniões com o Sinproesemma”, escreveu Camarão.

Segundo divulgado pela gestão comunista, durante a consulta, a maioria dos pais e responsáveis relataram que não se sentem seguros com o retorno das aulas presenciais: 58% dos pais preferem que as aulas presenciais não sejam retomadas, enquanto 42% dos responsáveis acreditam que elas devem voltar. Entre os estudantes da 3ª série do Ensino Médio da rede pública estadual, 57% dos alunos disseram que as aulas devem retornar, enquanto 43% não se sentem seguros com o retorno das aulas.

“Até que tenhamos tudo definido, continuaremos com as atividades remotas, que foram realizadas em toda rede desde que paralisamos as aulas nas escolas, no início da pandemia do coronavírus. Posteriormente, vamos definir nova data para a retomada da 3ª série do Ensino Médio, bem como aos demais níveis de ensino da rede pública estadual”, reforçou o secretário de educação.

Em relação ao retorno das aulas presenciais nas redes de ensino privada e municipal, não houve modificação na diretriz: as prefeituras devem decidir sobre o retorno das aulas presenciais dos municípios, enquanto na rede particular, a decisão deve ser tomada entre pais, alunos, professores e diretores.

“Temos sugerido que as famílias dos estudantes das redes privadas e municipais procurem os respectivos gestores. Neste momento, não há razões sanitárias para que o estado intervenha em redes privadas ou municipais. Se houver, poderá ter intervenção posteriormente”, pontuou Felipe Camarão.

Sancionada lei que prevê apoio socioemocional no retorno às aulas presenciais
Cotidiano

Projeto foi apresentado pelo deputado Yglésio Moyses

O governador Flávio Dino (PCdoB) sancionou, na semana passada, projeto de lei que obriga as instituições particulares de ensino no Maranhão a conceder apoio socioemocional aos alunos, professores e demais funcionários no retorno às aulas presenciais, caso apresentem problemas psicológicos oriundos do tempo que ficaram em isolamento social por causa da pandemia do novo coronavírus.

De autoria do deputado estadual Yglésio Moyses (PROS), a medida destaca que os profissionais destinados a fazer esse trabalho devem ser psicólogos das próprias das instituições. Além disso, os pais podem ajudar preenchendo uma ficha e destacando a existência de sintomas apresentados pelos alunos, para fazer um diagnóstico preciso e direcionar ações específicas em cada caso.

“A lei aprovada é mais uma ferramenta entre as nossas mais de 70 proposições destinadas, exclusivamente, ao combate à pandemia no Maranhão. Todos nós tivemos grandes perdas com os efeitos negativos da Covid-19 em nossas vidas, o que requer ajuda psicológica para aquelas pessoas que mais sofreram com essa situação”, explicou Yglésio.

Ainda segundo lei, em casos confirmados de alunos e demais profissionais com sintomas de problemas psicológicos, eles deverão fornecer à instituição laudo médico comprovando o problema de saúde e a instituição, por sua vez, concederá o apoio psicológico dentro ou fora da escola. Os atendimentos precisam seguir todas as orientações sanitárias para evitar contato direto entre as pessoas e, consequentemente, a contaminação por Covid-19.

MA ganha doação de R$ 5 milhões da Open Society Foundations para combate à pandemia
Economia

Iniciativa ocorre devido a alta incidência de casos de Covid-19 no estado. Recursos serão administrados pelo governo Flávio Dino

A Open Society Foundations, criada pelo bilionário americano George Soros, anunciou, nesta quinta-feira 23, a doação de 1 milhão de dólares (aproximadamente R$ 5,3 milhões) ao Governo do Maranhão, para combate à pandemia do novo coronavírus. Quase 110 mil já foram diagnosticados com a Covid-19 no estado e mais de 2,8 mil pessoas já morreram em decorrência da doença.

Segundo destaca nota da organização filantrópica, a iniciativa ocorre devido a alta incidência de casos de Covid-19 no estado, uma das mais elevadas do pais, além da situação de vulnerabilidade social vivida pela maioria da população.

“Nossa atuação tem a missão de apoiar aqueles que estão às margens da sociedade. Assim, estamos auxiliando diretamente o poder público para que possa enfrentar a crise olhando para os mais vulneráveis, nos mantendo fiéis a nossos valores e objetivos. Com esse investimento, podemos fazer grande diferença no cuidado a essa população vulnerável, especialmente da Região Amazônica”, ressaltou o diretor para América Latina da Open Society Foundations, Pedro Abramovay, durante coletiva com o governador Flávio Dino (PCdoB).

De acordo com levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geográfica e Estatística), referente ao ano de 2018, o Maranhão segue como o estado do país com a maior quantidade de pessoas com rendimento abaixo da linha da pobreza e da extrema pobreza, sobretudo a população preta ou parda.

No estado, afirma o IBGE, o rendimento domiciliar de 20% da população é de apenas R$ 145 por mês, e 53,0% da população possui renda mensal per capta de R$ 420.

Os recursos doados pela Open Society Foundations servirão para a gestão comunista comprar e distribuir cestas básicas, aquirir medicamentos, insumos e equipamentos hospitalares e confeccionar e distribuir máscaras de proteção para a população.

A iniciativa contribuirá tanto para o enfrentamento à doença como para a geração de renda. As cestas básicas e máscaras, por exemplo, vão colaborar para a economia, pois os produtos serão, respectivamente, adquiridos de agricultores familiares e confeccionadas artesanalmente por costureiras e costureiros locais.

A doação ao Maranhão integra conjunto de investimento da Open Society Foundations, no total de 5 milhões de dólares (R$ 26,5 milhões), em medidas para o enfrentamento à pandemia da Covid-19 no Brasil. A organização criada por Soros também atua em apoio a 24 instituições, em projetos de desenvolvimento econômico, com ações voltadas para trabalhadores informais; de fortalecimento de redes de solidariedade em favelas e de organizações do movimento negro; de proteção a defensores de direitos humanos e no combate à desinformação e proteção à democracia. A contribuição ao Brasil faz parte de esforço da organização na América Latina e no mundo para ações emergenciais de combate à doença.

Covid-19 no MA: volta às aulas ameaça 361 mil pessoas do grupo de risco, aponta Fiocruz
Cotidiano

Estudo mostra que mais de 89 mil adultos com comorbidades e quase 272 mil idosos vivem com maranhenses em idade escolar entre 3 e 17 anos

Mais de 361 mil maranhenses que fazem parte do grupos de risco para casos graves da Covid-19 podem ser expostos ao novo coronavírus com o retorno das aulas presenciais no Maranhão.

O alerta é da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em nota técnica publicada, nessa quarta-feira 22, sobre os riscos que a retomada as atividades presenciais nas escolas representa para adultos (18 a 59 anos) com comorbidades e idosos (60 anos ou mais) que estarão em contato no mesmo domicílio com estudantes em idade escolar entre 3 e 17 anos.

“Retomar as aulas sem considerar o provável impacto para além dos alunos é arriscado, pois para quem vive com eles não será mais possível adotar o ‘fique em casa’. Além disso, há um contingente enorme de pessoas que estão envolvidas na atividade escolar”, a ressalta a Fiocruz.

De acordo com o estudo, feito a partir de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre o perfil das pessoas que convivem com jovens em idade escolar, o Maranhão possui 89.492 adultos com doenças de coração, diabetes ou problemas no pulmão, além 271.975 idosos.

Vale ressaltar que o número de pessoas em risco de contrair a doença devido ao contato com pelo menos uma criança ou adolesceste que retornará às aulas presenciais deve ser ainda maior, já que obesos, doentes renais crônicos e fumantes não foram considerados pelo levantamento.

Segundo dados da SES (Secretaria de Estado da Saúde), que estão defasados em cerca de um mês, quase 110 mil já foram diagnosticados com Covid-19 no estado e mais de 2,8 mil pessoas já morreram em decorrência da doença.

Conforme decreto do governador Flávio Dino (PCdoB), que diz basear-se em estudos técnicos e científicos, embora desde o início da pandemia jamais tenha tornado público sequer um deles, as mais de 50 escolas e universidades da rede privada no Maranhão estão liberadas para o retorno das atividades presenciais a partir do dia 3 de agosto. Na rede pública, também sob adaptação às normas de segurança e saúde por conta da pandemia, a determinação é que a retomada seja a partir do dia 10 do mesmo mês, a começar do terceiro ano do ensino médio.

Maranhão tem queda na taxa de analfabetismo, mas está longe da erradicação
Cotidiano

Secretário de Educação, Felipe Camarão reconhece avanço lento, mas destaca que política educacional implantada por Flávio Dino melhorou a qualidade do ensino no estado

O Maranhão, que já foi o estado com a maior taxa de analfabetismo no país, registrou queda, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua Educação 2019, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nessa quarta-feira 15.

Segundo o levantamento, até o ano passado, 15,6% da população maranhense de 15 anos ou mais não era capaz de ler e escrever nem ao menos um bilhete simples. Comparando com 2018, houve uma redução de 0,7 pontos percentuais no número de analfabetos no estado, o que representa uma queda de 21 mil analfabetos em 2019.

Apesar da queda na taxa, o Maranhão ainda está distante da meta estabelecida no PNE (Plano Nacional de Educação), de erradicar o analfabetismo no Brasil até 2024.

Pela série histórica iniciada no último governo de Roseana Sarney (MDB), a taxa de analfabetismo entre a população com 15 anos ou mais era de 19,31% em 2010, subiu para 20,5% em 2011, caiu para 18,76% em 2012, subiu para 19,9% em 2013 e recuou para 19,6% em 2014. Após a chegada de Flávio Dino ao Palácio dos Leões, houve uma queda quase contínua, mas lenta: 18,8% em 2015, se manteve em 16,7% em 2016 e 2017, caiu para 16,3% em 2018 e, no ano passado, caiu para 15,6%. É a quarta maior taxa de analfabetismo do país, menor apenas que as de Alagoas (17,1%), Paraíba (16,1%) e Piauí (16%). A taxa do Brasil, em 2019, era de 6,6%.

O secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, que assumiu a pasta em 2016, reconhece que o decréscimo ainda é baixo, mas destaca que política educacional implantada pela gestão comunista melhorou a qualidade do ensino no estado.

“Estamos em queda desse indicador tão vergonhoso para todos nós. Notadamente, ainda há muito para avançarmos, mas há um esforço deste governo com a política educacional inclusiva e democrática, Escola Digna, com ações efetivas em regime de colaboração com os municípios, o Pacto pela Aprendizagem e o programa Sim, Eu Posso!, ação estratégica que atacou o analfabetismo nos municípios com menores IDHs, oportunizando acesso à educação para todos”, diz.

Promulgada lei que garante desconto de 100% nas mensalidades escolares para alunos com TEA e TDAH
Economia

Também consta na atualização da lei a retroatividade nos descontos

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão promulgou, nesta quarta-feira 15, lei oriunda de proposta do deputado Yglésio Moyses (PROS) que amplia para 100% o desconto para alunos com TEA (Transtorno do Espectro Autista), TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e com outras condições que impossibilitem o estudante de acompanhar as aulas à distância, como a Síndrome de Down, por exemplo.

O novo texto também inclui o ensino infantil no rol de beneficiados com desconto nas mensalidades escolares, e garante a retroatividade dos descontos, a contar da segunda quinzena de março, quando foi declarado estado de calamidade pública no Maranhão por conta da pandemia do novo coronavírus.

Também consta na ampliação da lei a retroatividade nos descontos.

Segundo o texto, mesmo que a lei tenha sido publicada depois do decreto do governador Flávio Dino (PCdoB), em 16 de março, as instituições são obrigadas a devolver o dinheiro ou transformar a diferença em descontos nas mensalidades seguintes até o fim de 2020.

“A situação não está sendo fácil para ninguém e é preciso, com essa lei, abraçar o máximo de pessoas possível para que os efeitos negativos da pandemia sejam amenizados. Por isso, as alterações que nós propomos são uma resposta à negligência de muitas instituições que não estavam concedendo descontos aos alunos”, justificou Yglésio.

A lei terá vigência enquanto durar os efeitos do decreto estadual de calamidade pública.

Maranhão passa de 100 mil casos confirmados e 2,5 mil mortes por Covid-19
Cotidiano

Nas últimas 24 horas, o estado registrou 1.637 novos casos e 35 novos óbitos em decorrência da doença

O Maranhão ultrapassou a marca de 100 mil infectados pela Covid-19, segundo boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria de Estado da Saúde), na noite dessa terça-feira 14. Com 1.637 novos casos registrados nas últimas 24 horas, o número de pessoas diagnosticadas com a doença no estado é de 101.467.

Do total de infectados desde o início da pandemia, segundo dados da SES, 18.107 ainda estão em isolamento domiciliar ou em internação em unidades de saúde privadas e públicas.

Também foi registrado aumento no número de óbitos por Covid-19. Agora são 2.536.

São Luís segue como a cidade do estado com o maior número de casos confirmados e mortes pelo novo coronavírus. De acordo com o balanço da SES, são 996 óbitos e 14.512 infectados.

O aumento pode ser maior ainda, já que os números de casos confirmados e de óbitos em decorrência da doença estão defasados, alguns em até mais de um mês.

Maranhão ultrapassa 90 mil casos confirmados de Covid-19
Cotidiano

Estado registrou 537 novos infectados nas últimas 24 horas, segundo boletim da SES

O Maranhão ultrapassou, nesta segunda-feira 6, a marca de 90 mil casos confirmados de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Segundo balanço da SES (Secretaria de Estado da Saúde), foram registrados 537 novos casos nas últimas 24 horas, aumentando para 90.251 o número de pessoas infectadas.

No mesmo período, foram computados também 31 novos óbitos, subindo para 2.250 a quantidade de pessoas mortas pela doença no estado desde o início da pandemia.

O Maranhão se mantém como o quinto estado mais afetado pelo novo coronavírus no Brasil, em número de pessoas diagnosticadas com a Covid-19, atrás apenas de São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Pará.

Os dados, vale lembrar, estão defasados, já que a SES (Secretaria de Estado da Saúde), além de ignorar centenas de casos confirmados e óbitos registrados pelas prefeituras, demora até mais de um mês para divulgar o resultado dos exames para detecção da doença.

Com isso, o número de casos ativos para passou a ser menor do que o de recuperados, já que a maioria dos resultados dos exames está sendo divulgada quando os pacientes já estão recuperados ou mortos.

Dimensão, do Piauí, é a campeã em contratos no MA para combate à Covid-19
Cotidiano

Distribuidora de medicamentos já fechou 86 contratos com 59 prefeituras. Valor total supera R$ 8,6 milhões

A Dimensão Distribuidora de Medicamentos Eireli, do Piauí, é a campeã disparada em contratos com prefeituras municipais do Maranhão para enfrentamento à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

De acordo com dados do sistema de contratações do TCE (Tribunal de Contas do Estado) compilados pelo ATUAL7, ao todo, a empresa já fechou 86 contratos com 59 municípios.

Pelos acordos, vai receber mais R$ 8,6 milhões.

Até o momento, fecharam contratos com a Dimensão Distribuidora as prefeituras de Pedreiras, São Luís, Governador Eugênio Barros, Urbano Santos, São Domingos do Maranhão, Santa Quitéria do Maranhão, São Benedito do Rio Preto, Sambaíba, Buriticupu, Belágua, Trizidela do Vale, Anapurus, Aldeias Altas, São Raimundo do Doca Bezerra, Esperantinópolis, Morros, Água Doce do Maranhão, Balsas, Nina Rodrigues, Alto Alegre do Maranhão, Senador La Rocque, Rosário, Estreito, Lago dos Rodrigues, João Lisboa, Gonçalves Dias, Grajaú, Poção de Pedras, Riachão, Alcântara, Santo Amaro do Maranhão, Governador Luiz Rocha, Axixá, Nova Colinas, Nova Iorque, Matões do Norte, Paulino Neves, São João Batista, Bequimão, Tasso Fragoso, Loreto, Alto Alegre do Pindaré, Santa Luzia do Paruá, Satubinha, Penalva, Boa Vista do Gurupi, Mata Roma, Jatobá, Cajapió, Mirador, Turilândia, Bacurituba, Itaipava do Grajaú, Santana do Maranhão, Junco do Maranhão, Paraibano, Bacuri, Graça Aranha e Cajari.

Número de casos ativos da Covid-19 no Maranhão volta a subir após reabertura de bares e restaurantes
Cotidiano

Quantidade de pacientes em isolamento domiciliar ou internados em hospitais estava em queda desde o dia 19

Cerca de uma semana após o governador Flávio Dino (PCdoB) autorizar a reabertura de bares e restaurantes para atendimento presencial, o número de casos ativos da Covid-19 voltou a subir no Maranhão. Por decisão do comunista, do final de maio para cá, já haviam retomado as atividades gradualmente o comércio e indústria em geral, templos e igrejas, academias de ginástica e shoppings.

Segundo boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde), divulgado na noite dessa quinta-feira 2, o número de pessoas em isolamento domiciliar ou internadas em hospitais das redes pública e privada já somam 19.090.

Dados compilados pelo ATUAL7 nos boletins da pasta mostram que o aumento teve início no início deste mês, após o estado registrar queda progressiva no número de casos ativos de Covid-19 por cerca de duas semanas.

No último dia 19, quando o estado começou a registrar queda progressiva no número de casos ativos do doença, havia 23.025 pacientes em isolamento domiciliar ou internados em leitos de enfermaria ou de UTI. Esse número chegou a cair para 17.310 no dia 30 de junho, mas voltou a subir nos últimos dois dias.

O aumento de casos ativos ocorre simultaneamente ao aumento de casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus.

Desde a reabertura dos bares e restaurantes para atendimento presencial, o número de pessoas que está aguardando resultados dos testes para detecção da Covid-19 no organismo aumentou em mais de 50%. Assim como em relação aos casos ativos, a escalada também ocorreu após a liberação de Flávio Dino para funcionamento do comércio e serviços considerados não essenciais.

Atualmente, a SES tem demorado quase dois meses para apresentar o resultado dos exames do novo coronavírus. Por esta razão, a maioria dos registros vem sendo divulgados apenas quando os pacientes já estão recuperados ou mortos, o que explica o baixo número de casos ativos da doença em relação ao número de pessoas recuperadas.

“Muita propaganda e enganação”, diz César Pires sobre rede para pacientes com Covid-19
Cotidiano

Segundo parlamentar, cerca 55 respiradores foram instalados na rede estadual da capital até agora

O deputado estadual César Pires (PV) questionou, nesta terça-feira 30, os dados informados pelo governo de Flávio Dino (PCdoB) sobre a oferta de leitos hospitalares exclusivos para o tratamento de pacientes com Covid-19 em São Luís. Segundo ele, cerca 55 respiradores foram instalados na rede estadual da capital maranhense até agora. “O governo, mais uma vez, mente ao repassar informações ao povo maranhense”, afirmou.

Ressaltando não ser contra a aquisição de respiradores e ampliação do número de leitos, César Pires afirmou que o inaceitável é o governo mentir para a população informando ter instalado uma rede que não existe.

“Recebi informações de fontes confiáveis, que diariamente têm que lidar com a pouca disponibilidade de equipamentos tão necessários para salvar a vida das vítimas do coronavírus”, enfatizou ele.

Em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, César Pires informou, por exemplo, que o Hospital Real, contratado pelo governo estadual em São Luís, ofertou 220 leitos para tratamento da Covid-19, ocupando no máximo 60% desses leitos, com 10 respiradores. No Hospital São José, também privado, eram 55 leitos com apenas três respiradores. No HCI, foram disponibilizados 60 leitos e 25 respiradores para atender os pacientes com coronavírus, e o hospital de campanha instalado em São Luís conta com 10 respiradores.

Ao apresentar esses dados, César Pires quis mostrar à população que o governo Flávio Dino divulgou o que de fato não entregou aos maranhenses. Para ele, a propaganda oficial foi muito maior que os investimentos feitos para o enfrentamento da pandemia no Maranhão, onde mais de 2 mil pessoas já morreram em decorrência da Covid-19.

“Estamos encaminhando ofício à Secretaria de Estado da Saúde, para informar se esses dados a nós repassados por fontes fidedignas estão corretos ou não, e também vamos solicitar à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, para que também fiscalize essa situação acompanhada dos três deputados da oposição. O Legislativo tem que cumprir o seu papel de cobrar transparência e fiscalizar os atos do Executivo. Foi muita propaganda pelo pouco que foi feito para salvar vidas no Maranhão”, concluiu.

Com 30 novos óbitos, MA é o 7º estado a ter mais de 2 mil mortes por Covid-19
Cotidiano

Casos confirmados passam de 78,9 mil

Mais de 2 mil pessoas morreram vítimas da Covid-19 no Maranhão. Segundo boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde) divulgado na noite dessa segunda-feira 29, o estado tem 2.012 óbitos em decorrência da doença.

Com os 30 novos óbitos registrados ontem, o Maranhão passa a ser o sétimo estado a ultrapassar a marca trágica. Antes, já haviam chegado a essa quantidade de pessoas mortas pela Covid-19 os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pará e Amazonas.

O Maranhão é também um dos estados que mais possui casos confirmados de Covid-19.

De acordo com dados da SES, até ontem, 78.969 pessoas no estado já haviam sido infectadas pelo novo coronavírus. Apenas São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pará possuem mais casos da doença.

Casos suspeitos de Covid-19 quase quadruplicam no Maranhão após reabertura do comércio
Cotidiano

Aumento passou a ser exponencial após o retorno das atividades presenciais nas academias de ginástica e esportes

Em pouco mais de um mês, o Maranhão quase quadruplicou o número de casos suspeitos de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A escalada ocorreu após o governo de Flávio Dino (PCdoB), sem apresentação de qualquer estudo ou parecer científico, decidir liberar a retomada do comércio e serviço não essenciais em meio à pandemia.

Segundo levantamento do ATUAL7 nos boletins epidemiológicos da SES (Secretaria de Estado da Saúde), no dia 25 de maio, quando teve início a reabertura gradual do setor econômico no estado, o Maranhão registrava 1.181 casos suspeitos, com tendência de queda graças ao lockdown determinado pela Justiça. Contudo, no boletim desse domingo 28, a quantidade de pessoas sob investigação —ou seja, que estão aguardando resultados dos testes que indicam a presença do novo coronavírus no organismo— subiu para 4.306.

A escalada de novos casos suspeitos teve início a partir do dia 8, duas semanas após a retomada do comércio e serviços não essenciais, e na mesma época em que Flávio Dino, novamente sem a apresentação de qualquer estudo, liberou templos e igrejas para voltarem a realizar missas e cultos presenciais em todo o estado.

A partir do dia 15, quando o relaxamento no isolamento social, sempre sem qualquer apresentação de estudos por parte do governador do Maranhão, também alcançou lojas de rua e shoppings centers, o número de casos suspeitos com Covid-19 mais que dobrou, subindo de 813 para 1.701.

Ainda segundo os dados, após a autorização para reabertura de academia de ginásticas e esportes no último dia 22, o número de casos suspeitos aumentou exponencialmente, com uma média de 372 pessoas a mais, por dia, que passaram a sentir os sintomas da doença (tosse, febre, dificuldade para respirar, olfato e paladar comprometidos, além de dores musculares e outros sintomas gripais) ou que tiveram contato recente com pessoas diagnosticadas com a Covid-19.

Atualmente, a SES tem demorado quase dois meses para apresentar o resultado dos exames para detecção da Covid-19. Por esta razão, os registros vem sendo divulgados apenas quando os pacientes já estão recuperados ou mortos, o que explica o baixo número de casos ativos da doença em relação ao número de pessoas recuperadas. Ou seja: todas as decisões de Flávio Dino estão sendo baseada em dados defasados.

Devido à falta de transparência, marca da gestão estadual no combate à pandemia, não há informações sobre em quais municípios e bairros estão os novos casos suspeitos.

Em 1º dia de reabertura de restaurantes, Simplício Araújo aparece em foto sem máscara
Cotidiano

Secretário de Indústria e Comércio alega que tirou a máscara apenas para bater foto. Portaria com protocolos sanitários não permite esse tipo de ação

No 1º dia de reabertura de restaurantes e bares no Maranhão, autorizados pelo governador Flávio Dino (PCdoB) a retomarem as atividades apesar do avanço da pandemia do novo coronavírus no estado, o secretário estadual de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, publicou uma foto em uma rede social em que aparece sem máscara de proteção. A esposa dele e a filha do casal (que por ser menor está com o rosto ofuscado pelo ATUAL7) também aparecem sem o item, obrigatório para prevenção à Covid-19. O filho do casal, único que aparece de máscara na foto, por ser menor, também teve o rosto ofuscado.

Segundo o próprio secretário alega na legenda da foto, as máscaras teriam sido retiradas apenas para o registro. “Restaurante Tasquinha Ferreiro cumprindo rigorosamente as novas normas do protocolo de segurança sanitária construídas pelo governo do estado, classe empresarial e profissionais de saúde. (Tiramos a máscara para fazer a foto)”, escreveu.

Ocorre, porém, que a portaria que estabeleceu os protocolos sanitários a serem seguidos pelos restaurantes e bares não permite esse tipo de ação, e prevê punição para estabelecimentos que foram flagrados ou denunciados descumprindo as normas.

Pelo documento, editado na última quarta-feira 24 pelo secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, é permitida a retirada das máscaras em restaurantes e bares apenas caso o cliente for se alimentar no local e no momento da refeição.

Apesar da justificativa apresentada por Simplício Araújo para a desobediência, não há permissão para retirada máscaras para fotos, como fez o secretário e sob anuência dele parte da família, para postar em rede social mostrando que esteve em determinado local.

Pela irregularidade, conforme previsão legal, o restaurante Tasquinha Ferreiro pode ser multado.

Há ainda previsão de detenção de um mês a um ano, e multa, segundo estabelece o Código Penal, para quem infringir determinação do poder público “destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”. Esta, no caso, incidiria principalmente sobre Simplício Araújo, por haver participado da formulação da portaria que ele próprio descumpriu.