Banco do Nordeste
Economia

Programa de microcrédito orientado é o maior da América do Sul e o terceiro maior do mundo

A partir desta quarta-feira 29, a cidade de Barreirinhas passa a ter um novo posto de atendimento do programa de microcrédito urbano do Banco do Nordeste, o Crediamigo. A unidade fica localizada na Rua da Bandeira, Centro da cidade, onde passa a atender, também, microempreendedores das cidades de Santo Amaro, Humberto de Campos e Primeira Cruz.

O Crediamigo é o maior programa de microcrédito orientado da América do Sul e o terceiro maior do mundo. Executa modelo inovador de acesso ao crédito para empreendedores dos setores formal e informal da economia, concedendo empréstimos de até R$ 15 mil, com taxas a partir de 1,8% ao mês. Os recursos podem ser utilizados para capital de giro e investimentos na aquisição de móveis, máquinas e equipamentos ou ainda para reforma de instalações físicas.

Por meio da nova unidade, microempreendedores dos setores de indústria, comércio ou serviços terão acesso a atendimento personalizado, com orientação financeira e ambiental sobre uso do crédito, em processos com trâmite simplificado, ágil e adequado ao ciclo dos negócios desse segmento econômico.

“Os microempreendedores da cidade de Barreirinhas e região passam a ter melhores condições de atendimento com a nova unidade do Crediamigo, em prédio novo e moderno. Enquanto instituição financeira de desenvolvimento, o Banco do Nordeste tem a satisfação de contribuir com esse segmento tão importante da economia, que representa o principal sustento de milhares de famílias maranhenses”, destaca o superintendente estadual do BNB do Maranhão, Hailton Fortes.

Também estiveram presentes na cerimônia, o prefeito de Barreirinhas, Albérico Filho, o gerente da agência do BNB na cidade, Atanael de Souza, o gerente estadual do Crediamigo, Marco Aurélio Ramos, e representantes de entidades de classes como Sebrae, Câmara dos Dirigentes Lojistas, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Sindicato dos Pescadores.

“Os recursos do Banco do Nordeste são fundamentais para o desenvolvimento da população desta região. Por meio do microcrédito, vemos a relevância da atuação do Banco, que ajuda o poder público a fortalecer a economia e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, ressaltou o prefeito de Barreirinhas, Albérico Filho.

Em todo o Maranhão, o Crediamigo mantém 45 unidades de atendimento, em 20 cidades. Até maio deste ano, o programa já emprestou cerca de R$ 360 milhões em 129 mil operações de crédito no Estado.

Acelera Microcrédito

Como parte da programação, o Banco do Nordeste também realizou a ação Acelera Microcrédito, que ofereceu, gratuitamente, diversos serviços para a população, como aferição de pressão arterial, orientações de saúde, procedimentos de cabelo e maquiagem, comercialização de produtos de clientes, e atividades culturais e recreativas.

A iniciativa tem a finalidade de divulgar aos microempreendedores a oportunidade de crédito facilitado e orientado dos programas de microcrédito urbano, o Crediamigo, e rural, o Agroamigo, e apresentar os resultados de aplicações já realizadas na região, destacando a promoção do desenvolvimento econômico e social realizado pela instituição financeira em sua área de atuação.

Economia

Parte do recurso compõe nova linha do Crediamigo

Durante a 25ª reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, na manhã desta sexta-feira 24, em Recife, com a presença do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), o ministro do Desenvolvimento Regional Gustavo Canuto anunciou o aporte de mais R$ 4 bilhões para o orçamento do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), operado exclusivamente pelo Banco do Nordeste.

Com o reforço, a região Nordeste, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo passam a contar com R$ 27,7 bilhões do Fundo destinados este ano pelo BNB a impulsionar o desenvolvimento de sua área de atuação, por meio de financiamentos a negócios de todos os portes e segmentos, além de projetos de infraestrutura. O ministro Gustavo Canuto realçou que os recursos são oriundos de reembolsos de financiamentos do Banco e destacou a eficiência administrativa da empresa, com mais de 100% de aplicação adicional no ano em 2018 em relação a 2017.

No evento, o presidente do Banco, Romildo Rolim, apresentou o Relatório de Resultados e Impactos do FNE. “Em 2018 obtivemos um resultado histórico para o Banco. Cumprimos toda a programação orçamentária do Fundo Constitucional, distribuindo as aplicações no agronegócio, indústria, comércio, serviços e infraestrutura, em todos os portes”, frisou Rolim.

Outra novidade apresentada no colegiado foi a nova linha de financiamento do Banco, chamada FNE Crediamigo, para a qual está sendo direcionado R$ 1 bilhão. A linha, com limite de até R$ 21 mil, utilizará  recursos do fundo constitucional, que oferece juros mais baixos do que os praticados no mercado. O novo produto terá acesso individualizado e tem por objetivo  financiar clientes do programa de microcrédito do Banco, o Crediamigo, valendo-se de toda a experiência e trajetória vivenciadas na metodologia do Programa ao longo dos últimos 21 anos.

A linha de crédito nasce como incentivo do Governo Federal, via BNB, para a formalização de pequenos empreendedores, sendo acessível a empreendedores individuais (EIs) e microempreendedores individuais (MEIs). O FNE Crediamigo atenderá às necessidades financeiras de empreendimentos formais enquadrados no Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), dos setores industrial, comercial e de prestação de serviços. Os recursos poderão ser utilizados na aquisição de máquinas e equipamentos, reformas e assistência técnica de instalações físicas e de equipamentos de tecnologia para inovação do empreendimento, além de pagamento de cursos de capacitação.

 Estima-se que a nova linha de crédito alcance um montante de contratações da ordem de R$ 1 bilhão, nos próximos quatro anos. A expectativa é beneficiar 150 mil microempreendedores, com contratos no valor médio de R$ 6,6 mil, viabilizado pela parceria promissora entre o maior programa de microcrédito da América do Sul (Crediamigo) e o maior fundo constitucional de desenvolvimento do Brasil (FNE).

 Além do FNE Crediamigo, voltado para pequenos negócios formais, o Banco do Nordeste continua operando seus programas tradicionais de microcrédito produtivo e orientado, em toda sua área de atuação:  o Crediamigo,  líder e referência internacional, e do Agroamigo, que trabalha a metodologia no meio rural.

O microcrédito produtivo orientado está baseado em metodologia que combina acompanhamento presencial à agilidade no processo de liberação do crédito, adoção de garantias diferenciadas, e outros elementos da gestão do crédito, que garantem baixo índice de inadimplência e resultados positivos nas diversas atividades econômicas, especialmente, na geração de renda dos empreendedores.

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A maior feira agrícola do Maranhão abriu a programação no início desta semana e segue até a sexta-feira 24

O Banco do Nordeste está oferecendo produtos e serviços a partir de recursos do Fundo Constitucional de Financiamentos do Nordeste (FNE), operado exclusivamente pela instituição, durante a maior feira agrícola do Maranhão, a Agrobalsas.

Em ação especial na noite desta quinta-feira 23, às 19h, o BNB realizará o Encontro com o Agronegócio, quando serão apresentadas oportunidades que agregam crédito e sustentabilidade, viabilizando a eficiência produtiva do campo.

Segundo a assessoria da instituição, na ocasião, o superintendente estadual do Banco do Nordeste, Hailton Fortes, vai expor as principais soluções da instituição para os produtores rurais e seus empreendimentos. “A Agrobalsas consolida-se como um dos mais importantes encontros do setor agrícola do Maranhão e de Estados vizinhos à região sul maranhense. Por isso, criamos esse momento de contato direto com os produtores do agronegócio, a fim de promovermos condições cada vez mais viáveis para os empreendimentos rurais de toda a região”, afirma.

Durante o Encontro com o Agronegócio, os produtores terão a oportunidade de conhecer a tecnologia Microgeo, uma inovadora espécie de adubação biológica que contribui para a reestruturação do solo, proporcionando aumento da retenção de água nas lavouras, maior eficiência de fertilizantes, redução de pragas e de doenças de solo, atribuindo maior resistência à plantação em períodos secos. O acesso à tecnologia, de forma agregada aos financiamentos, foi viabilizado por meio de acordo do Banco do Nordeste com a empresa Microbiol Indústria e Comércio, a fim de potencializar a sustentabilidade da produção.

Dentre as iniciativas de promoção do desenvolvimento regional sustentável, o Banco do Nordeste oferece, ainda, programas de crédito focados em geração de energia limpa, uso adequado de recursos naturais, implantação e expansão de empreendimentos rurais, aquisição de máquinas, equipamentos e adoção de inovações que viabilizem a melhoria da produtiva do campo. O BNB mantém estande com atendimento especializado ao público em todo o período de realização da Agrobalsas, que iniciou a programação na segunda-feira 20 e se estende até sexta-feira 24.

Crediamigo atinge marca de R$ 3 bilhões em contratações em 2019
Economia

No Maranhão, volume de recursos emprestados teve crescimento de 5% se comparado ao mesmo período do ano passado

O programa de microcrédito urbano do Banco do Nordeste, Crediamigo, atingiu a marca de R$ 3 bilhões em contratações nos primeiros quatro meses de 2019. O valor é 11,8% maior do que no mesmo período do ano passado. Somente no Maranhão, foram realizadas 117 mil operações, que somaram R$ 321 milhões em contratações com microempreendedores, no mesmo período.

O Crediamigo é o maior programa de microcrédito orientado da América do Sul e o terceiro maior do mundo. A metodologia destaca-se por oferecer o recurso financeiro associado a acompanhamento e orientação para sua melhor aplicação. O programa disponibiliza capital de giro para investir em móveis, utensílios, máquinas e equipamentos, reformas de instalações e seguros de vida.

Os recursos são destinados especialmente para atender pessoas que trabalham por conta própria, individualmente ou reunidos em grupos solidários, que atuam nos setores informal ou formal da economia, no comércio, serviços e indústria. A modalidade não exige comprovação de renda e o recurso é concedido de forma desburocratizada.

A microempreendedora maranhense Maria Edna Bispo, da cidade de Davinópolis, começou sua venda de lanches ainda em 2003, de forma bem simples, e após acessar os recursos do Banco do Nordeste conseguiu ampliar e diversificar o pequeno negócio, conquistando uma vida melhor para toda a família. A cliente já soma mais de 10 anos de relacionamento com o Crediamigo, com diversas operações realizadas.

“É difícil expressar, de tão importante que o Crediamigo tem sido na minha vida. Foi uma porta de oportunidades para que eu conquistasse uma vida melhor para mim e minha família e visse o desenvolvimento do meu pequeno empreendimento. Hoje, posso dizer com certeza e orgulho que a minha vida mudou totalmente e as minhas conquistas foram graças ao apoio e às orientação que o Banco nos oferece”, declarou.

Avanços em 2019

O superintendente de Microfinança e Agricultura Familiar do Banco do Nordeste, Alex Araújo, ressalta que a previsão é de incremento das contratações até o fim do ano.

"Os micro e pequenos empreendimentos reagem mais rapidamente às melhoras da economia e temos visto esse movimento de crescimento da demanda desde o ano passado. Temos uma excelente expectativa para o Dia das Mães e estamos preparados para o segundo semestre. O Crediamigo tem feito uma enorme diferença no desenvolvimento do empreendedorismo no Nordeste”, afirma.

No Maranhão, o volume de recursos emprestados teve crescimento de 5% se comparado ao mesmo período do ano passado. O estado fechou o ano de 2018, com o total de R$ 1 bilhão investidos nos pequenos negócios urbanos, por meio do Crediamigo. Para acessar o programa, os interessados tem à disposição 44 postos de atendimento, em 19 cidades maranhenses.

Economia

Capital de Giro passa a ser ofertado com taxas a partir de 0,45% ao mês e até 36 meses de prazo

Com foco na realização de novos negócios e disponibilização de produtos cada vez mais competitivos, o Banco do Nordeste reduziu juros para capital de giro. A instituição passa a praticar taxas a partir de 0,45% ao mês para o produto FNE Giro, beneficiando empresas de todos os portes. Pequenas e médias empresas contam com 100% de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) nas operações de crédito, o que garante as taxas de juros mais baixas do mercado.

“Esse movimento torna nosso capital de giro ainda mais atrativo para as empresas de todos os portes em nossa área de atuação. Os empreendedores podem utilizar o recurso pagando os menores juros do mercado, com prazo de até 36 meses para quitar o empréstimo e carência de até três meses”, destaca o presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim.

O crédito financia aquisição de mercadorias destinadas à constituição de estoques no comércio, aquisição de matérias-primas e insumos utilizados no processo produtivo por prestadoras de serviços e indústrias e gastos gerais para o funcionamento dos empreendimentos. Também está disponível para agroindústrias e empresas turísticas. A garantia da operação pode ser aval, fiança ou hipoteca.

Para empreendimentos que faturam até R$ 16 milhões por ano, 100% do capital de giro oferecido pelo Banco tem como fonte o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), operado exclusivamente pela instituição. Para empresas de maior porte, pelo menos 80% dos recursos são do FNE.

As condições de financiamento podem ser conferidas pela internet. No Maranhão, as 29 agências estão disponíveis para ofertar o novo benefício. Informações sobre crédito podem ser obtidas também por telefone, pelo número 0800 728 3030.

Banco do Nordeste anuncia novo superintendente no Maranhão
Economia

Hailton Jose Fortes é funcionário de carreira da instituição há 19 anos

O Banco do Nordeste empossou, nesta segunda-feira 15, Hailton Jose Fortes como novo superintendente estadual do Maranhão. O executivo é piauiense, nascido em Esperantina, e funcionário de carreira da instituição há 19 anos.

Antes de assumir a função no Maranhão, Hailton Fortes exercia a função de gerente do Ambiente de Auditoria Interna, na Direção Geral do Banco do Nordeste.

Bacharel em Administração, o gestor acumula MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria e em Gestão de Crédito e Restruturação de Ativos, além da Certificação Profissional CPA 20, pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, que habilita profissionais de instituições financeiras em conhecimentos técnicos e procedimentos éticos para atuarem na distribuição de produtos financeiros.

Durante sua carreira no Banco do Nordeste, Hailton Fortes já havia atuado no Maranhão, entre 2009 e 2013, como gerente executivo de negócios da Superintendência Estadual e da Central de Crédito, gerente de agência em São Luís e em Pedreiras, e gerente da Central de Controle Interno.

Economia

Mais de 80% foram investidos na atividade pecuária

As operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) alcançaram a marca de R$ 1,14 bilhão, em quase 80 mil operações de crédito operacionalizadas pelo Banco do Nordeste, em toda a sua área de atuação, que compreende os nove estados da Região e ainda o norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo.

O montante refere-se a contratos do Programa de Microfinança Rural do Banco, Agroamigo (R$ 966,7 milhões) e operações nas demais linhas do Pronaf (R$ 172,1 milhões). Grande parte desses recursos foi aplicada em municípios do semiárido (74,5%), onde residem os produtores de mais baixa renda, ou destinou-se à atividade da pecuária (81,5%). O valor representa aumento de 27,6% se comparado ao contratado no mesmo período de 2017. Para as necessidades de custeio, foram aplicados 9% dos recursos, com taxas de juros de 1% a 3% ao ano.

A agricultura familiar é responsável pela produção dos principais alimentos consumidos pela população brasileira: 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz e 21% do trigo do Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário. A Região Nordeste possui 89,1% dos quase 2,5 milhões de estabelecimentos rurais familiares do País. São 6,4 milhões de trabalhadores e trabalhadoras do campo que atuam no segmento, tendo o Pronaf como principal fonte de financiamento.

Plano Safra

No âmbito do Plano Safra 2017/2018, que se encerra em junho, o Banco do Nordeste reservou R$ 2,5 bilhões para investir na agricultura familiar da região. O valor representa acréscimo de 8% em comparação ao Plano Safra 2016/2017. Os juros permanecem os mais baixos do mercado, variando de 0,5%, 2,5% e 5,5% ao ano, dependendo da destinação do crédito.

Pronaf

O Banco do Nordeste é o maior operacionalizador do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) na Região, atendendo agricultores familiares que desenvolvem atividades agropecuárias e não agropecuárias utilizando-se, basicamente, de mão de obra familiar. Atualmente, sua carteira ativa para o segmento é de 1,5 milhão de clientes, com saldo de R$ 6 bilhões.

O programa oferece condições diferenciadas de acesso ao crédito, de acordo com a renda bruta anual obtida pela Unidade Familiar, que é de até R$ 20 mil para mini produtores até R$ 360 mil para clientes de maior porte.

O PRONAF também disponibiliza linhas de crédito especiais para públicos e atividades específicas: Pronaf Mulher, Pronaf Jovem, Pronaf Agroindústria, Pronaf Floresta, Pronaf Mais Alimentos, Pronaf Custeio, Pronaf Produtivo Orientado (PPO), Pronaf Microcrédito Grupo A, Pronaf Agroecologia, Pronaf Custeio para Beneficiamento e Industrialização de Agroindústria Familiar, Pronaf ECO e Pronaf Semiárido.

Agroamigo

O Agroamigo é o Programa de Microfinança Rural do Banco do Nordeste que tem como objetivo melhorar o perfil social e econômico do(a) agricultor(a) familiar do Nordeste e norte de Minas Gerais e Espírito Santo, cuja operacionalização conta com a parceria do Instituto Nordeste Cidadania (INEC).

Tem como característica a presença nas comunidades rurais por meio dos Agentes de Microcrédito e atende, de forma pioneira no Brasil, a milhares de agricultores(as) familiares, enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), com exceção dos grupos A e A/C.

A metodologia inovadora do Agroamigo impulsiona a sustentabilidade dos empreendimentos rurais, a equidade de gênero no campo, a inclusão financeira dos agricultores(as) familiares e a redução de desigualdades.

Economia

Expectativa é negociar R$ 60 milhões até o final do evento

Referência para o agronegócio em todo o Brasil, a cidade de Balsas recebeu importante incentivo para fortalecer-se como um dos polos nacionais da produção de grãos. O Banco do Nordeste contratou mais de R$ 20 milhões em operações de crédito nessa quarta-feira 16, durante a AgroBalsas, considerada a maior feira de tecnologia agrícola do Maranhão e uma das maiores do Nordeste. A expectativa é que outros R$ 40 milhões sejam negociados até o fim do evento, neste sábado 19.

“Trabalhamos com crédito para indústria, comércio e serviços, mas somos mais fortes aqui no financiamento do setor do agronegócio, atendendo à própria vocação da região”, afirmou o presidente do Banco do Nordeste, Romildo Carneiro Rolim, que participou da cerimônia de assinatura dos contratos, realizada durante o Encontro BNB Agronegócio, dentro da programação da AgroBalsas.

O encontro reuniu cerca de 250 pessoas, entre produtores rurais, clientes do Banco na cidade e em municípios vizinhos, representantes de órgãos públicos e associações de produtores, prefeitos e autoridades políticas atuantes no sul do Estado, público para o qual Romildo ressaltou os resultados alcançados em 2017. Foram cerca de R$ 16 bilhões com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), dos quais 40% foram destinados ao setor do agronegócio. "Queremos continuar aplicando ainda mais. As demandas aqui para o Maranhão já somam R$ 4 bilhões”, informou o presidente.

Ao todo, foram assinados sete contratos de financiamento durante o Encontro BNB Agronegócio, envolvendo projetos de reforma e ampliação de propriedades, aquisição de máquinas e equipamentos, além de operações de investimento e custeio pecuário, com compra de matrizes e insumos e manutenção de pastos.

Para o superintendente do Banco do Nordeste no Maranhão, Expedito Neiva, as contratações evidenciam a importância da instituição para o agronegócio na região. “Somos responsáveis por 70% das contratações de longo prazo, o que nos reafirma como um dos principais vetores de indução ao desenvolvimento econômico no Estado”, pontua.

Produtos de crédito

Os produtores rurais presentes ao Encontro BNB Agronegócio também puderam conferir o pré-lançamento de dois novos produtos de crédito que estão sendo trabalhados pelo Banco do Nordeste. Um deles é o financiamento de peças de reposição e manutenção de máquinas e veículos com recursos do FNE, com taxas de juros e condições mais vantajosas para o produtor.

Outra ferramenta que o BNB passa a trabalhar é BNB Agro Inovação, que incentiva a incorporação de novas tecnologias e inovações na área rural, a exemplo de projetos envolvendo máquinas autônomas, agricultura de precisão, equipamentos para rastreabilidade e controle de vazão.

“Com isso, mostramos que o Banco do Nordeste segue inovando para atender cada vez mais às necessidades dos produtores rurais da região”, afirmou o superintendente Expedito Neiva. Também representaram a instituição no evento o diretor de Negócios, Antônio Rosendo Neto Júnior, o chefe do Gabinete da Presidência do Banco, José Andrade Costa, e o superintendente de Negócios de Varejo e Agronegócio, Luiz Sérgio Farias Machado.

Resultados Operacionais

Em 2018, o Banco do Nordeste superou a marca de R$ 1 bilhão investidos na economia maranhense. Do total aplicado, R$ 468 milhões são oriundos do FNE, principal fonte de recursos da instituição. Além desse montante, o BNB conta ainda, no Estado, com propostas de financiamento no montante de R$ 387,8 milhões em fase de contratação, e outros R$ 566,5 milhões, que estão em etapa inicial de tramitação.

O Banco também trabalha com volume de R$ 1,4 bilhão no âmbito de linha específica para projetos de infraestrutura, dos quais R$ 454 milhões já foram aprovados e estão igualmente em fase de tramitação interna, também com recursos do FNE.

Economia

Maranhão e Piauí receberam, respectivamente, R$ 153,7 milhões e R$ 150,6 milhões, no período 2013-2017

Nos últimos cinco anos, o Banco do Nordeste financiou R$ 2,32 bilhões para a cultura do algodão no Nordeste, distribuídos em 514 operações de crédito, média de R$ 4,52 milhões por operação. A Bahia, maior produtor do Nordeste e segundo nacional, é o Estado que mais recebeu recursos do BNB: R$ 2,02 bilhões, em 425 operações.

Tanto no Cerrado quanto no Semiárido, a Bahia supera, com grande diferença, a produção dos demais Estados nordestinos, fato que justifica o grande direcionamento de recursos. Outros estados se destacam na Região: Maranhão e Piauí receberam, respectivamente, R$ 153,7 milhões (6,6% do total) e R$ 150,6 milhões (6,5%), no período 2013-2017.

Segundo trabalho do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de pesquisas do BNB, as boas condições climáticas e o mercado aquecido são favoráveis para o aumento na produção em 2018.

A logística de exportação ainda é uma barreira a ser vencida, já que são longas as distâncias de transporte até o porto de Santos. Em novembro de 2017, contudo, os produtores de algodão da Bahia viabilizaram alternativa de exportação pelo porto de Salvador, a 900 quilômetros dos centros de produção baianos.

Já foram enviadas, por exemplo, 200 toneladas de pluma à Turquia. Atualmente ocorrem dois embarques por semana, um para o Norte da Europa e outro para o Mar Mediterrâneo, de onde há conexões para diversos países da Ásia, Oriente Médio e Oceania.

De acordo com a pesquisa do Etene, há grande mobilização da cadeia produtiva em torno de agenda estratégica para tornar a cotonicultura ainda mais competitiva, principalmente via redução de custos de produção, redução dos custos de controle de pragas e doenças, ampliação do plantio direto, engenharia genética de sementes (geração e plantas mais produtivas e resistentes a agentes biológicos e estresses ambientais), avanços na tecnologia das máquinas agrícolas, uso de drones e veículos aéreos não tripulados para controle por imagem e aplicação localizada de produtos.

Banco do Nordeste apresenta lucro líquido de R$ 681,7 milhões em 2017
Economia

Informação foi divulga pela empresa nesta sexta-feira 23. Redução com despesas de aprovisionamento de créditos e o crescimento da margem financeira estão dentre os fatores que ocasionaram o resultado

O Banco do Nordeste fechou 2017 com lucro operacional de R$ 1,1 bilhão, crescimento de 160% perante o lucro contabilizado no ano anterior, de R$ 442,4 milhões. A informação consta nas demonstrações financeiras da empresa, divulgadas nesta sexta-feira 23. Dentre os fatores que ocasionaram o aumento estão a redução com despesas de aprovisionamento de créditos e o crescimento da margem financeira, proporcionado por menores custos de captação. O lucro líquido alcançou R$ 681,7 milhões no exercício.

As demonstrações financeiras também incluem o resultado das aplicações de crédito no ano. Ao todo, o BNB contratou R$ 26,4 bilhões, o que representou acréscimo de 19,3% em relação ao exercício de 2016. Desse montante, R$ 15,97 bilhões foram oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), a principal fonte de recursos do BNB. Trata-se da maior aplicação anual já realizada com recursos do FNE, 42,1% superior à realizada no ano anterior.

Na distribuição das aplicações do Fundo Constitucional, R$ 12,32 bilhões foram destinados a empreendimentos dos setores Rural, Industrial, Agroindustrial, Turismo e Comércio e Serviços. Outros R$ 3,65 bilhões foram direcionados a projetos de Infraestrutura e refletem a estratégia adotada pelo Banco do Nordeste com a criação de linha de crédito específica para o setor, o FNE Infraestrutura.

Em termos de quantidade de operações de crédito do FNE, houve incremento de 8,2% em relação a 2016, com saldo de 582.867 contratações em 2017, que beneficiaram produtores rurais, empreendedores individuais e empresas de toda a área de atuação do Banco do Nordeste.

"Esse resultado independeu da continuidade da seca na Região e do cenário econômico desafiador, evidenciando a importância de um banco de desenvolvimento no financiamento às atividades produtivas em todos os 1.990 municípios de onze Estados (Nordeste, norte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo)", disse o presidente do BNB, Romildo Rolim, em palavra divulgada no Relatório da Administração da empresa.

Abaixo, alguns destaques na atuação do Banco do Nordeste em 2017:

Desconcentração dos recursos

A aplicação dos recursos do FNE em 2017 também revela a desconcentração espacial do crédito. Todos os municípios da área de atendimento do Fundo Constitucional foram beneficiados com operações de crédito subsidiado. Foram R$ 4,7 bilhões destinados especificamente para empreendimentos localizados no Semiárido, em atendimento à Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), o que contribui para a redução das desigualdades regionais e para a promoção da equidade no acesso a oportunidades de desenvolvimento.

Curto e longo prazo

O volume total de crédito de R$ 26,4 bilhões, aplicados pelo Banco do Nordeste a partir do FNE e outras fontes de recursos, significou crescimento de 35,7% nas contratações com financiamentos de longo prazo em relação a 2016, somando R$ 16,5 bilhões. Esse tipo de crédito, que representou 62,5% das contratações em 2017, engloba investimentos rurais, industriais, agroindustriais, infraestrutura, comércio e serviços. Já os empréstimos de curto prazo, que envolvem produtos de crédito como capital de giro, cartão de crédito e conta garantida, bem como o programa Crediamigo, atingiram R$ 9,9 bilhões.

Agricultura Familiar

Principal agente financeiro na Região do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Banco do Nordeste conta atualmente com carteira ativa de R$ 8,67 bilhões, e 1,79 milhão de operações. Em 2017, foram contratados 542 mil financiamentos, no valor total R$ 2,85 bilhões. Do montante aplicado, 68,9% compreendem financiamentos no Semiárido. Em comparação ao ano anterior, houve incremento de 15,8% no volume de recursos aplicados e de 8% na quantidade de operações contratadas.

Microcrédito rural

No âmbito do microcrédito rural, o Banco do Nordeste aplicou R$ 2,32 bilhões em 2017, com a contratação de 518,7 mil operações por meio do Agroamigo, programa lançado em 2005 e pioneiro no segmento de microfinança rural. Os números representam crescimento de 17,7% em relação a 2016 e contribuíram para o alcance de carteira ativa de R$ 4,1 bilhões, com mais de 1,36 milhão de operações. O programa Agroamigo atende os agricultores familiares incluídos no Pronaf com financiamentos de até R$ 15 mil para qualquer atividade geradora de renda no campo ou aglomerado urbano próximo.

Microcrédito urbano

Programa referência no segmento do microcrédito urbano, o Crediamigo desembolsou, em 2017, R$ 8,05 bilhões, por meio de 4,03 milhões de operações. O programa possui atualmente mais de 2 milhões de clientes com empréstimos ativos, com média de 16 mil desembolsos ao dia e taxa de inadimplência situada em 1,56%. O Crediamigo também contribui para inclusão financeira com a abertura de 329.554 novas contas correntes para clientes ao longo do ano, não sujeitas à cobrança de tarifa.

Micro e pequena empresas (MPEs)

Cerca de R$ 2,6 bilhões foram destinados pelo Banco do Nordeste em 2017 a micro e pequena empresas (MPEs), segmento composto por empresas com faturamento bruto anual de até R$ 3,6 milhões. Desse montante, R$ 2,4 bilhões referem-se a operações de longo prazo e utilizaram recursos do FNE. As contratações com crédito de curto prazo, que utilizam recursos internos, totalizaram, por sua vez, R$ 229,7 milhões. Ao todo, o Banco do Nordeste atendeu 24.626 MPEs no período.

Corporate

Com o segmento de clientes corporate, que engloba empresas com faturamento bruto anual superior a R$ 200 milhões, o Banco do Nordeste contratou R$ 2,59 bilhões com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O volume superou 46,8% o volume aplicado no mesmo período em 2016, sendo 62,9% destinados ao setor de infraestrutura. Com relação ao crédito de curto prazo, inclusive operações de câmbio, foram contratados R$ 950 milhões.

Renegociação de dívidas

Com base nos instrumentos de renegociação de dívidas rurais (Lei nº 13.340/2016 e Resolução CMN nº 4.591/2017), o BNB regularizou 295.466 operações ao longo de 2017. Desse total, 271.408 utilizaram recursos do FNE e resultaram em R$ 7,94 bilhões em recuperação de crédito e R$ 875,45 milhões em injeção de recursos. Os números representam o melhor resultado conseguido pelo Banco do Nordeste no âmbito da recuperação de crédito em toda a sua história.