Banco do Nordeste
Economia

Expectativa é negociar R$ 60 milhões até o final do evento

Referência para o agronegócio em todo o Brasil, a cidade de Balsas recebeu importante incentivo para fortalecer-se como um dos polos nacionais da produção de grãos. O Banco do Nordeste contratou mais de R$ 20 milhões em operações de crédito nessa quarta-feira 16, durante a AgroBalsas, considerada a maior feira de tecnologia agrícola do Maranhão e uma das maiores do Nordeste. A expectativa é que outros R$ 40 milhões sejam negociados até o fim do evento, neste sábado 19.

“Trabalhamos com crédito para indústria, comércio e serviços, mas somos mais fortes aqui no financiamento do setor do agronegócio, atendendo à própria vocação da região”, afirmou o presidente do Banco do Nordeste, Romildo Carneiro Rolim, que participou da cerimônia de assinatura dos contratos, realizada durante o Encontro BNB Agronegócio, dentro da programação da AgroBalsas.

O encontro reuniu cerca de 250 pessoas, entre produtores rurais, clientes do Banco na cidade e em municípios vizinhos, representantes de órgãos públicos e associações de produtores, prefeitos e autoridades políticas atuantes no sul do Estado, público para o qual Romildo ressaltou os resultados alcançados em 2017. Foram cerca de R$ 16 bilhões com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), dos quais 40% foram destinados ao setor do agronegócio. "Queremos continuar aplicando ainda mais. As demandas aqui para o Maranhão já somam R$ 4 bilhões”, informou o presidente.

Ao todo, foram assinados sete contratos de financiamento durante o Encontro BNB Agronegócio, envolvendo projetos de reforma e ampliação de propriedades, aquisição de máquinas e equipamentos, além de operações de investimento e custeio pecuário, com compra de matrizes e insumos e manutenção de pastos.

Para o superintendente do Banco do Nordeste no Maranhão, Expedito Neiva, as contratações evidenciam a importância da instituição para o agronegócio na região. “Somos responsáveis por 70% das contratações de longo prazo, o que nos reafirma como um dos principais vetores de indução ao desenvolvimento econômico no Estado”, pontua.

Produtos de crédito

Os produtores rurais presentes ao Encontro BNB Agronegócio também puderam conferir o pré-lançamento de dois novos produtos de crédito que estão sendo trabalhados pelo Banco do Nordeste. Um deles é o financiamento de peças de reposição e manutenção de máquinas e veículos com recursos do FNE, com taxas de juros e condições mais vantajosas para o produtor.

Outra ferramenta que o BNB passa a trabalhar é BNB Agro Inovação, que incentiva a incorporação de novas tecnologias e inovações na área rural, a exemplo de projetos envolvendo máquinas autônomas, agricultura de precisão, equipamentos para rastreabilidade e controle de vazão.

“Com isso, mostramos que o Banco do Nordeste segue inovando para atender cada vez mais às necessidades dos produtores rurais da região”, afirmou o superintendente Expedito Neiva. Também representaram a instituição no evento o diretor de Negócios, Antônio Rosendo Neto Júnior, o chefe do Gabinete da Presidência do Banco, José Andrade Costa, e o superintendente de Negócios de Varejo e Agronegócio, Luiz Sérgio Farias Machado.

Resultados Operacionais

Em 2018, o Banco do Nordeste superou a marca de R$ 1 bilhão investidos na economia maranhense. Do total aplicado, R$ 468 milhões são oriundos do FNE, principal fonte de recursos da instituição. Além desse montante, o BNB conta ainda, no Estado, com propostas de financiamento no montante de R$ 387,8 milhões em fase de contratação, e outros R$ 566,5 milhões, que estão em etapa inicial de tramitação.

O Banco também trabalha com volume de R$ 1,4 bilhão no âmbito de linha específica para projetos de infraestrutura, dos quais R$ 454 milhões já foram aprovados e estão igualmente em fase de tramitação interna, também com recursos do FNE.

Economia

Maranhão e Piauí receberam, respectivamente, R$ 153,7 milhões e R$ 150,6 milhões, no período 2013-2017

Nos últimos cinco anos, o Banco do Nordeste financiou R$ 2,32 bilhões para a cultura do algodão no Nordeste, distribuídos em 514 operações de crédito, média de R$ 4,52 milhões por operação. A Bahia, maior produtor do Nordeste e segundo nacional, é o Estado que mais recebeu recursos do BNB: R$ 2,02 bilhões, em 425 operações.

Tanto no Cerrado quanto no Semiárido, a Bahia supera, com grande diferença, a produção dos demais Estados nordestinos, fato que justifica o grande direcionamento de recursos. Outros estados se destacam na Região: Maranhão e Piauí receberam, respectivamente, R$ 153,7 milhões (6,6% do total) e R$ 150,6 milhões (6,5%), no período 2013-2017.

Segundo trabalho do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de pesquisas do BNB, as boas condições climáticas e o mercado aquecido são favoráveis para o aumento na produção em 2018.

A logística de exportação ainda é uma barreira a ser vencida, já que são longas as distâncias de transporte até o porto de Santos. Em novembro de 2017, contudo, os produtores de algodão da Bahia viabilizaram alternativa de exportação pelo porto de Salvador, a 900 quilômetros dos centros de produção baianos.

Já foram enviadas, por exemplo, 200 toneladas de pluma à Turquia. Atualmente ocorrem dois embarques por semana, um para o Norte da Europa e outro para o Mar Mediterrâneo, de onde há conexões para diversos países da Ásia, Oriente Médio e Oceania.

De acordo com a pesquisa do Etene, há grande mobilização da cadeia produtiva em torno de agenda estratégica para tornar a cotonicultura ainda mais competitiva, principalmente via redução de custos de produção, redução dos custos de controle de pragas e doenças, ampliação do plantio direto, engenharia genética de sementes (geração e plantas mais produtivas e resistentes a agentes biológicos e estresses ambientais), avanços na tecnologia das máquinas agrícolas, uso de drones e veículos aéreos não tripulados para controle por imagem e aplicação localizada de produtos.

Banco do Nordeste apresenta lucro líquido de R$ 681,7 milhões em 2017
Economia

Informação foi divulga pela empresa nesta sexta-feira 23. Redução com despesas de aprovisionamento de créditos e o crescimento da margem financeira estão dentre os fatores que ocasionaram o resultado

O Banco do Nordeste fechou 2017 com lucro operacional de R$ 1,1 bilhão, crescimento de 160% perante o lucro contabilizado no ano anterior, de R$ 442,4 milhões. A informação consta nas demonstrações financeiras da empresa, divulgadas nesta sexta-feira 23. Dentre os fatores que ocasionaram o aumento estão a redução com despesas de aprovisionamento de créditos e o crescimento da margem financeira, proporcionado por menores custos de captação. O lucro líquido alcançou R$ 681,7 milhões no exercício.

As demonstrações financeiras também incluem o resultado das aplicações de crédito no ano. Ao todo, o BNB contratou R$ 26,4 bilhões, o que representou acréscimo de 19,3% em relação ao exercício de 2016. Desse montante, R$ 15,97 bilhões foram oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), a principal fonte de recursos do BNB. Trata-se da maior aplicação anual já realizada com recursos do FNE, 42,1% superior à realizada no ano anterior.

Na distribuição das aplicações do Fundo Constitucional, R$ 12,32 bilhões foram destinados a empreendimentos dos setores Rural, Industrial, Agroindustrial, Turismo e Comércio e Serviços. Outros R$ 3,65 bilhões foram direcionados a projetos de Infraestrutura e refletem a estratégia adotada pelo Banco do Nordeste com a criação de linha de crédito específica para o setor, o FNE Infraestrutura.

Em termos de quantidade de operações de crédito do FNE, houve incremento de 8,2% em relação a 2016, com saldo de 582.867 contratações em 2017, que beneficiaram produtores rurais, empreendedores individuais e empresas de toda a área de atuação do Banco do Nordeste.

"Esse resultado independeu da continuidade da seca na Região e do cenário econômico desafiador, evidenciando a importância de um banco de desenvolvimento no financiamento às atividades produtivas em todos os 1.990 municípios de onze Estados (Nordeste, norte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo)", disse o presidente do BNB, Romildo Rolim, em palavra divulgada no Relatório da Administração da empresa.

Abaixo, alguns destaques na atuação do Banco do Nordeste em 2017:

Desconcentração dos recursos

A aplicação dos recursos do FNE em 2017 também revela a desconcentração espacial do crédito. Todos os municípios da área de atendimento do Fundo Constitucional foram beneficiados com operações de crédito subsidiado. Foram R$ 4,7 bilhões destinados especificamente para empreendimentos localizados no Semiárido, em atendimento à Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), o que contribui para a redução das desigualdades regionais e para a promoção da equidade no acesso a oportunidades de desenvolvimento.

Curto e longo prazo

O volume total de crédito de R$ 26,4 bilhões, aplicados pelo Banco do Nordeste a partir do FNE e outras fontes de recursos, significou crescimento de 35,7% nas contratações com financiamentos de longo prazo em relação a 2016, somando R$ 16,5 bilhões. Esse tipo de crédito, que representou 62,5% das contratações em 2017, engloba investimentos rurais, industriais, agroindustriais, infraestrutura, comércio e serviços. Já os empréstimos de curto prazo, que envolvem produtos de crédito como capital de giro, cartão de crédito e conta garantida, bem como o programa Crediamigo, atingiram R$ 9,9 bilhões.

Agricultura Familiar

Principal agente financeiro na Região do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Banco do Nordeste conta atualmente com carteira ativa de R$ 8,67 bilhões, e 1,79 milhão de operações. Em 2017, foram contratados 542 mil financiamentos, no valor total R$ 2,85 bilhões. Do montante aplicado, 68,9% compreendem financiamentos no Semiárido. Em comparação ao ano anterior, houve incremento de 15,8% no volume de recursos aplicados e de 8% na quantidade de operações contratadas.

Microcrédito rural

No âmbito do microcrédito rural, o Banco do Nordeste aplicou R$ 2,32 bilhões em 2017, com a contratação de 518,7 mil operações por meio do Agroamigo, programa lançado em 2005 e pioneiro no segmento de microfinança rural. Os números representam crescimento de 17,7% em relação a 2016 e contribuíram para o alcance de carteira ativa de R$ 4,1 bilhões, com mais de 1,36 milhão de operações. O programa Agroamigo atende os agricultores familiares incluídos no Pronaf com financiamentos de até R$ 15 mil para qualquer atividade geradora de renda no campo ou aglomerado urbano próximo.

Microcrédito urbano

Programa referência no segmento do microcrédito urbano, o Crediamigo desembolsou, em 2017, R$ 8,05 bilhões, por meio de 4,03 milhões de operações. O programa possui atualmente mais de 2 milhões de clientes com empréstimos ativos, com média de 16 mil desembolsos ao dia e taxa de inadimplência situada em 1,56%. O Crediamigo também contribui para inclusão financeira com a abertura de 329.554 novas contas correntes para clientes ao longo do ano, não sujeitas à cobrança de tarifa.

Micro e pequena empresas (MPEs)

Cerca de R$ 2,6 bilhões foram destinados pelo Banco do Nordeste em 2017 a micro e pequena empresas (MPEs), segmento composto por empresas com faturamento bruto anual de até R$ 3,6 milhões. Desse montante, R$ 2,4 bilhões referem-se a operações de longo prazo e utilizaram recursos do FNE. As contratações com crédito de curto prazo, que utilizam recursos internos, totalizaram, por sua vez, R$ 229,7 milhões. Ao todo, o Banco do Nordeste atendeu 24.626 MPEs no período.

Corporate

Com o segmento de clientes corporate, que engloba empresas com faturamento bruto anual superior a R$ 200 milhões, o Banco do Nordeste contratou R$ 2,59 bilhões com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O volume superou 46,8% o volume aplicado no mesmo período em 2016, sendo 62,9% destinados ao setor de infraestrutura. Com relação ao crédito de curto prazo, inclusive operações de câmbio, foram contratados R$ 950 milhões.

Renegociação de dívidas

Com base nos instrumentos de renegociação de dívidas rurais (Lei nº 13.340/2016 e Resolução CMN nº 4.591/2017), o BNB regularizou 295.466 operações ao longo de 2017. Desse total, 271.408 utilizaram recursos do FNE e resultaram em R$ 7,94 bilhões em recuperação de crédito e R$ 875,45 milhões em injeção de recursos. Os números representam o melhor resultado conseguido pelo Banco do Nordeste no âmbito da recuperação de crédito em toda a sua história.