Flávio Dino
Dino volta a adiar reunião com líderes partidários sobre 2022
Política

Encontro foi remarcado para 5 de julho. Governador quer dialogar sobre a própria sucessão e candidatura ao Senado

O governador Flávio Dino (PCdoB) voltou a adiar reunião que pretende ter com líderes partidários e aliados sobre o processo eleitoral de 2022, quando estará em jogo a própria sucessão.

Marcada inicialmente para 31 de maio, depois 25 de junho, o encontro foi remarcado agora para 5 de julho, no final da tarde. Segundo apurou o ATUAL7, alguns convidados já tinham compromissos marcados, o que levou Dino a acertar nova data.

Como vai ser realizado na Sala de Reuniões do Palácio dos Leões, custeado com dinheiro dos cofres públicos, embora o local seja a residência oficial do chefe do Executivo estadual, obrigatoriamente, o colóquio tem de ser público, e não fora da agenda institucional, inclusive com confecção de ata.

A convocação palaciana tem por objetivo ouvir a base sobre a escolha feita por Flávio Dino, que decidiu ser candidato ao Senado Federal na chapa encabeçada por Carlos Brandão (PSDB).

Vice-governador do Maranhão, Brandão assume oficialmente o comando do governo estadual a partir de abril do próximo ano, com a desincompatibilização de Dino do cargo.

Justiça eleitoral arquiva inquérito da PF contra Flávio Dino e Felipe Camarão
Política

Relatório da Polícia Federal e parecer do Ministério Público Eleitoral apontam falta de provas

A Justiça Eleitoral arquivou um inquérito da Polícia Federal contra o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e o secretário estadual de Educação, Felipe Camarão. Eles eram investigados por suposta coação eleitoral no pleito de 2020 em prol do então candidato a prefeito de São Luís, Duarte Júnior (Republicanos). A gestora da UPA do Vinhais, em São Luís, Ana Caroline Hortegal, também era investigada.

A decisão foi proferida pela juíza Joelma Sousa Santos, da 3ª Zona Eleitoral, no mês passado.

O inquérito foi aberto após denúncia do Conselho da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Maranhão à Procuradoria Regional Eleitoral, em novembro.

Assinada pelo presidente da Seccional maranhense, Thiago Diaz, e pelo presidente da Comissão da Advocacia Eleitoral, Mauro Henrique Silva, a representação tinha por base indícios formulados pela advogada Vanessa Vieira da Silva, com fotografias e capturas de telas de blogs e redes sociais, sobre suposta utilização da máquina pública pelo trio, em benefício de Duarte Júnior.

Segundo relatório conclusivo da Polícia Federal e parecer do Ministério Público Eleitoral, porém, há falta de provas do cometimento do crime previsto no artigo 300 do Código Eleitoral, que institui detenção até seis meses e pagamento de 60 a 100 dias-multa para o servidor público que valer-se da sua autoridade para coagir alguém a votar ou não votar em determinado candidato ou partido.

“As informações contidas nos autos, após a realização de diligências, não ficou evidenciada materialidade e a autoria delitiva, sendo portanto, motivo para o arquivamento do feito”, escreveu a magistrada.

Dino desvia vacina e garante imunização privilegiada contra Covid-19
Política

Foto divulgada pelo governador do Maranhão mostra que ele não enfrentou a fila de vacinação por idade organizada pela Prefeitura de São Luís

O governador Flávio Dino (PCdoB) divulgou nas redes sociais, na noite dessa terça-feira (1º), imagens do que seria o recebimento de sua primeira dose de vacina contra a Covid-19. Segundo o próprio comunista, a imunização ocorreu em razão de sua idade, 53 anos anos.

“Alcançada a minha idade, tomei agora a vacina contra o coronavírus. Agradeço às equipes do Governo do Maranhão que estão em todo o Estado (sic!), junto com as equipes municipais, executando a vacinação”, publicou, homenageando a ciência e o SUS (Sistema Único de Saúde).

Ocorre, porém, que a aplicação da vacina contra a Covid-19 é de responsabilidade dos municípios, não do Estado. No caso da imunização por idade, segundo calendário de vacinação da Prefeitura de São Luís, a completada por Dino no final de abril teve início na segunda-feira (31).

Apesar do governo estadual, conforme tem sido reiteradamente observado pelo senador Roberto Rocha (PSDB-MA), estar retendo sem previsão legal parte das doses enviadas pelo governo federal ao Maranhão e de ter criado calendário próprio de vacinação para capitanear dividendos políticos, não há um grupo de vacinação específico que garanta ao chefe do Palácio dos Leões o direito de ser vacinado sob mordomia.

Neste sentido, para usufruir do privilégio de não ter de pegar senha e enfrentar fila como qualquer cidadão e outros governadores brasileiros que já tomaram a primeira dose, Flávio Dino desviou ao menos uma dose da vacina contra a Covid-19 para consumo próprio.

O responsável por fazer a aplicação da vacina no governador dentro do Palácio dos Leões foi o secretário adjunto da SES (Secretaria de Estado da Saúde), Carlos Vinícius. O imunizante aplicado não foi informado.

A aplicação da primeira dose da vacina contra Covid-19 foi divulgada por Flávio Dino quase 12 horas após o ATUAL7 solicitar ao próprio governador que informasse se já havia se vacinado contra a doença, e quando. Além da idade, Dino integra um dos grupos prioritário de comorbidade, de obesidade mórbida.

A solicitação foi enviada ao gabinete do governador por email, às 9 horas e 26 minutos de ontem. Também à Comunicação do próprio Executivo estadual e da SES, mas não houve retorno.

Na manhã desta quarta-feira (2), o ATUAL7 enviou novo email aos mesmos contatos, solicitando qual norma garante a Flávio Dino o privilégio de não enfrentar fila da vacinação da Covid-19.

Esse segundo pedido foi feito, conforme informado à gestão estadual, diante de rumores de que o governador do Maranhão já teria se vacinado, e apenas simulado o recebimento da primeira dose nessa terça.

Na própria foto compartilhada por Dino nas redes sociais não é possível observar com exatidão a vacina sendo aplicada.

A reportagem solicitou o envio de outras fotos e até de vídeos que pudessem comprovar a aplicação do imunizante, mas também não houve resposta até o momento.

Pressionado, Dino cancela reunião eleitoral que faria em meio ao agravamento da pandemia
Política

Decisão foi tomada 24 horas após o ATUAL7 mostrar que comunista mantinha a aglomeração na agenda

O governador Flávio Dino (PCdoB) cancelou a reunião eleitoral que faria com lideranças partidárias e políticas nesta segunda-feira (31), em meio à escada da pandemia do novo coronavírus no Maranhão, principalmente em São Luís, onde a ocupação de leitos para pacientes com Covid-19 na rede hospitalar pública e privada está em colapso.

A decisão foi confirmada pelo comunista ao jornalista Ribamar Corrêa, 24 horas após o ATUAL7 mostrar que Dino ainda mantinha a aglomeração na agenda. A reunião aconteceria no Palácio dos Leões, e cerca de 30 pessoas estavam previstas de participar.

“A prioridade total é o combate ao coronavírus”, respondeu o chefe do Executivo estadual ao Repórter Tempo.

O objetivo da reunião, remarcada para o final de junho, tem como foco discutir as eleições de 2022, com encaminhamentos de Flávio Dino sobre sua própria sucessão e sua pré-candidatura ao Senado Federal na chapa a ser encabeçada pelo hoje vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

O cancelamento da aglomeração eleitoral ocorreu somente após chefes de outros poderes e de instituições independentes, como Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Câmara Municipal de São Luís e Ministério Público do Maranhão suspenderem suas atividades presenciais a partir de amanhã.

Sozinho e pressionado, Dino foi obrigado a adiar.

Mesmo sem ser convocado, Dino entra com ação no STF para não depor à CPI da Covid
Política

Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado aprovou a convocação de nove governadores

Apesar de não estar na relação dos governadores convocados pela CPI da Covid para que expliquem o uso de recursos federais no estados no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para que a corte proíba a comissão de convocar os chefes de Executivos estaduais a depor.

Dino e outros 17 governadores que assinam a ação constitucional (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) querem que o Supremo afirme que a CPI não tem poderes para convocá-los e que a medida seria uma afronta ao pacto federativo.

O caso pode ser sorteado entre todos os integrantes da corte ou ir para o ministro Ricardo Lewandowski, que já relata todos os habeas corpus que chegam ao STF sobre a CPI da Covid.

Os únicos governadores convocados são Wilson Lima (AM), Helder Barbalho (PA), Ibaneis Rocha (DF), Mauro Carlesse (TO), Carlos Moises (SC), Antonio Oliverio Garcia de Almeida (RR), Waldez Góes (AP), Wellington Dias (PI) e Marcos José Rocha dos Santos (RO). Também foi convocado o ex-governador do Rio Wilson Witzel.

Na Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado, eles serão ouvidos a respeito de operações da Polícia Federal que apuram suspeitas de irregularidades com as verbas federais no combate à pandemia.

Em meio ao agravamento da pandemia, Dino vai aglomerar com líderes partidários para discutir eleições 2022
Política

Governador pretende encaminhar a própria sucessão ao Palácio dos Leões e pré-candidatura ao Senado

Apesar do agravamento da pandemia do novo coronavírus no Maranhão, principalmente em São Luís, onde a rede hospitalar pública e privada está em colapso, o governador Flávio Dino (PCdoB) não cancelou a reunião marcada com líderes partidários e políticos para o próximo dia 31, na sede do Palácio dos Leões, que fica na capital. A previsão é de que, entre convidados e agregados, cerca de 30 pessoas estejam presentes.

Fora da agenda institucional, a aglomeração tem como foco discutir as eleições de 2022, com encaminhamentos sobre a sucessão do próprio comunista e de sua pré-candidatura ao Senado Federal.

Em xeque-mate, Dino já confirmou ao núcleo central de seu governo que estará na chapa encabeçada pelo hoje vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Em abril do próximo ano, o tucano assumirá o controle dos cofres estaduais, quando Flávio Dino se desincompatibilizar do cargo.

Correndo contra o tempo, Flávio Dino tenta demover o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) de suas pré-candidaturas ao governo, já que, segundo teria dito a interlocutores, precisa mais de Brandão para permanecer no poder do que o contrário. Se a estratégia não der certo, restará a jogada arriscada de tentar garantir a confirmação de que, mesmo fechado para a disputa pelo Palácio dos Leões apenas com Brandão, ele seja o único nome dos demais ao Senado.

Dois temores aflingem Dino, e por isso a aglomeração não pode ser adiada:

Um é o risco iminente de perder a vaga para o senador Roberto Rocha (ainda no PSDB), que declarou ao ATUAL7 a vontade pessoal de renovar o mandato, e deve ser apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na tarefa. O outro é até conseguir ser eleito para o Senado, mas com menos votos do que Weverton em 2018, o que o colocaria na vexaminosa posição subliderança política da República, abaixo da conquistada pelo pedetista.

A reunião não pode ser online, mas apenas presencial, porque Flávio Dino receia ser gravado.

Dino e chefes de Poderes se aglomeram, mas decidem não adotar novas restrições apesar de escalada da Covid-19
Política

Medidas flexibilizadas permanecerão em vigor apesar do agravamento de casos positivos e alta na ocupação de leitos para tratamento da doença

Mesmo após se aglomerarem para discutir o agravamento da pandemia no Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB) e diversos chefes de Poderes decidiram pela não adoção de novas medidas restritivas no estado, no momento.

Convocada pelo comunista, a reunião ocorreu na manhã desta quinta-feira (27), no Palácio dos Leões, sede do Poder Executivo estadual, a pedido do presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, Lourival Serejo.

Também participaram o chefe do Ministério Público do Maranhão, procurador-geral de Justiça Eduardo Nicolau; o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB); o vice-presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado), conselheiro Washington Oliveira; o defensor público-geral, Alberto Bastos; e o presidente da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão) e prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT).

Mesmo de máscaras, algumas autoridades sentaram-se a menos de um metro de distância das outras, violando regras de distanciamento social.

Apesar da elevação de casos de contágio do novo coronavírus e da alta na taxa de ocupação de leitos para tratamento de pacientes com Covid-19 nos hospitais públicos e privados no estado, principalmente em São Luís, onde a rede hospitalar está próxima do colapso com quase 100% de ocupação, as autoridades decidiram que permanecem valendo as normais já em vigor, mais flexibilizadas desde o dia 17 de maio, quando passou a ser permitida a realização de eventos com até 100 pessoas e música ao vivo em estabelecimentos comerciais.

Um documento com alertas genéricos e que tenta transferir para a população em geral a responsabilidade do poder público sobre o enfrentamento à pandemia chegou a ser elaborado.

Do que foi deliberado, não pode ser chamado de decisão. Ficou acordo entre Dino e demais autoridades que uma nova reunião deve ser realizada na próxima semana, sem data definida, entre os chefes das mesmas instituições do Poder Público, para tratar sobre a adoção de medidas mais rígidas de restrição.

Na prática, promoveram uma aglomeração institucional para decidir se aglomerarem novamente.

É a segunda aglomeração que Flávio Dino promove com chefes dos Poderes Legislativo e Judiciário no Maranhão, além de outras autoridades, que não possuem qualquer conhecimento técnico e científico para sequer sugerirem medidas restritivas. A primeira foi em março deste ano.

Segundo o boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde) desta quinta, o Maranhão ultrapassou a marca de 8 mil mortos por Covid-19 desde o início da pandemia.

Evento da Secap vira ato eleitoral de apoio a Dino e Weverton
Política

Caso pode configurar abuso de poder político e improbidade, com poder de tirar comunista e pedetista da disputa eleitoral de 2022

Um evento institucional da Secretaria de Estado da Articulação Política, a Secap, ocorrido no último sábado (22), virou ato eleitoral de apoio a Flávio Dino (PCdoB) e Weverton Rocha (PDT) na disputa de 2022. O comunista pretende concorrer ao Senado Federal e o pedetista ao Palácio dos Leões.

Comandada pelo titular da pasta, o deputado federal licenciado Rubens Pereira Júnior (PCdoB), a solenidade contou com a presença de prefeitos da regional de Presidente Dutra e teve declaração de apoio eleitoral feita pelo prefeito de Tuntum, Fernando Pessoa (SD). A regional compreende mais de 15 municípios.

“Apoio em Tuntum a candidatura do governador Flávio Dino a senador independente do governador que ele apoiar. Porém meu apoio a governador é do Weverton Rocha com apoio ou não do Governo”, disse Pessoa no evento.

A informação foi divulgada pelo blog do Pedro Jorge, que é secretário de Comunicação de Tuntum. Aparentemente, com a intenção de promover o gestor municipal, ainda que o assunto nada tenha a ver com a administração da prefeitura.

O caso pode configurar abuso de poder político e improbidade, com poder de tirar Flávio Dino e Weverton Rocha na disputa de 2022 pela Justiça Eleitoral.

Já falei pra ele que sou candidato e posso repetir na reunião, diz Josimar sobre encontrão com Dino
Política

Reunião do governador com aliados sobre 2022 vai acontecer no fim do mês, no Palácio dos Leões

Presidente do PL no Maranhão, dono de bancada resistente na Assembleia Legislativa e controlador de mais de 40 prefeituras no estado, o deputado federal Josimar Maranhãozinho está mesmo decidido a concorrer ao Palácio dos Leões em 2022.

Questionado pelo ATUAL7 sobre encontrão marcado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) com aliados para o fim do mês, Josimar confirmou o convite e presença, mas ressaltou que segue pré-candidato ao Governo do Maranhão.

“Já falei pra ele [Flávio Dino] que sou candidato e posso repetir na reunião”, disparou.

A primeira confirmação ao comunista de que disputa sua sucessão ao governo estadual ocorreu no final do mês passado, em reunião fechada no Palácio dos Leões. Na ocasião, Dino não colocou qualquer empecilho, mas comunicou que seu escolhido para a vaga é Carlos Brandão (PSDB), atual vice-governador e que assume o comando do Poder Executivo estadual a partir de abril do ano que vem.

Diego Sá, presidente da Caama, pede a Dino prioridade a advogados na vacinação contra Covid-19
Política

Imunização é necessária para que classe continue desenvolvendo sua atividade profissional com maestria, segurança e conforto, diz ofício ao governador do Maranhão

Em ofício encaminhado ao governador Flávio Dino (PCdoB), o presidente da Caama (Caixa de Assistência dos Advogados do Maranhão), Diego Sá, pediu que a classe seja incluída “como atividade essencial de vacinação da Covid-19” no estado.

O documento data do dia 30 de abril, e justifica que a prioridade aos advogados na imunização se dá “em virtude da necessidade que os mesmos necessitam em estarem imunizados para que possam continuar desenvolvendo sua atividade profissional com maestria, segurança e conforto, um vez que trata-se de profissionais que fazem atendimentos diários com a população em geral, colocando a sua vida, bem como de seus familiares em risco”.

“Através deste, solicita-se uma análise pormenorizada e detalhada da situação exposta, diante de tal contexto, pede-se uma atenção especial à referida situação relatada, ao considerar o exercício da função do Advogado como uma atividade essencial, que seja estudado e analisado o presente pedido em incluir os Advogados do Estado do Maranhão”, continua.

“Ressalta-se que o advogado necessita de todo um amparo e acolhimento, ao desenvolver suas funções de uma forma tão exposta, em presídios, fóruns, delegacias, entre outros locais de contato com a população em geral”, conclui Diego Sá.

Em abril, a Caama realizou 1 mil testes, entre advogados e dependentes, para detecção da Covid-19 durante ação que ocorreu no estacionamento da Fiema (Federação das Indústrias do Maranhão), em São Luís. O objetivo foi promover saúde e segurança, além de ajudar a achatar a curva da pandemia.

Flávio Dino vai ouvir aliados no fim de maio sobre apoio a Carlos Brandão
Política

Embora esteja disposto a consultar lideranças, governador do Maranhão pretende mais falar do que ouvir

Resoluto sobre o apoio ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB) como seu sucessor ao Governo do Maranhão nas eleições de 2022, o governador Flávio Dino (PCdoB) vai ouvir a base aliada, pela primeira vez, em encontrão no Palácio dos Leões.

A aglomeração eleitoral em meio à segunda onda da pandemia da Covid-19 está marcada para acontecer no fim deste mês, dia 31 de maio. Embora esteja disposto a consultar cada aliado, Dino pretende mais falar do que ouvir.

Segundo apurou o ATUAL7, algumas diretrizes já estão amarradas com parte dos convidados para a reunião pelo gabinete do governador.

Diversas lideranças partidárias e políticas já confirmaram presença, incluindo o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), ambos também postulantes ao Palácio dos Leões.

Zé Reinaldo tenta virar garoto de recado, mas esbarra em medo de Dino
Política

Governador do Maranhão tem fugido de rompimento com Weverton Rocha e evitado anunciar apoio a Carlos Brandão para 2022

O ex-governador José Reinaldo Tavares (sem partido) tentou nesta quinta-feira (6), pela terceira vez, servir de garoto de recado do governador Flávio Dino (PCdoB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Há um mês, ele vem expelindo ameaças contra o senador Weverton Rocha (PDT) e à coalização de partidos e lideranças que apoiam o pedetista, de que quem não seguir o direcionamento de Dino em favor de Carlos Brandão (PSDB) na sucessão estadual estará fora do grupo governista.

Ocorre que, além de não ter qualquer influência ou poder próprio de comando político no Estado, Zé Reinaldo vem repetindo bravatas sozinho. Apesar da insistência nas tentativas de intimidações, nenhuma tem sido ecoada por Dino, que a cada dia mais demonstra ter medo de Weverton Rocha do que coragem de defenestrá-lo com seus menudos do Palácio dos Leões.

Pré-candidato ao Senado Federal e ainda sonhando em ser vice de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto, Flávio Dino sabe que perdeu a fidelidade e controle que achava ter sobre as estruturas de poder do e no Estado, hoje quase todas ocupadas e dominadas por adeptos da candidatura de Weverton ao governo do Maranhão. Por esta razão, ele tem fugido de rompimento com o pedetista e evitado anunciar apoio a Carlos Brandão para 2022.

Em novembro do ano passado, após ver seu poderio se esvair publicamente com a vitória de Eduardo Braide (Podemos) em São Luís, Dino ainda tentou seguir, como Zé Reinado defende que ele faça, a receita de coronéis da política como Vitorino Freire e José Sarney (MDB), e ameaçou encastelados com a até hoje não concretizada “revisão de alianças”.

Porém, como não tem mais reverência nem de correlegionários do PCdoB, onde a maioria está pactuada com Weverton Rocha, e prestes a perder o único mando que ainda possui no estado, o cargo de governador, Dino recuou.

Líder sem liderados, caso tivesse avançado na tentativa de amedrontamento, poderia estar enfrentando dificuldades para se manter erguido estadual e nacionalmente.

TRE-MA julga nesta segunda embargos em ações que pedem a cassação de Dino
Política

Coligação e partido de Roseana Sarney acusam governador e outros integrantes do Poder Executivo de abuso de poder com nomeação de capelães e uso do Mais Asfalto

O plenário do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão se reúne na tarde desta segunda-feira (3) para julgar embargos em duas ações de investigação judicial eleitoral que pedem a cassação do mandato do governador Flávio Dino (PCdoB) por suposto abuso de poder. Os recursos foram interpostos pela coligação “Maranhão Quer Mais”, encabeçada por Roseana Sarney, e pelo MDB, partido da ex-governadora.

Os embargos de declaração não prevêem a possibilidade de reversão dos acórdãos que no final do ano passado julgaram improcedente, por unanimidade, as acusações contra o comunista, servindo apenas para esclarecer partes das deliberações. Em manifestação apresentada em março deste ano, Ministério Público Eleitoral opinou pela rejeição de ambos, sob a alegação de que não há omissão, contradição, nem qualquer outro vício a ser sanado.

"Ao alegar, nos embargos, matéria que necessariamente pressupõe a revisitação do acervo probatório, a embargante deixa claro que pretende, em verdade, a reanálise das provas, em sede de embargos, e não meramente apontar falhas entre premissas lógicas do julgado e omissões", diz o MPE.

Em uma das ações, a coligação de Roseana acusa o Dino e outros integrantes do Poder Executivo estadual de abuso de poder político, econômico e religioso nas eleições de 2018 pelo que se convenciou chamar de “Farra dos Capelães”. A outra, do MDB, trata sobre suposto uso do programa Mais Asfalto no pleito de 2016 para benefício eleitoral naquela disputa.

Na investigação eleitoral sobre o Mais Asfalto, Flávio Dino e Márcio Jerry chegaram a ser declarados inelegíveis no julgamento em primeira instância, em decisão mantida posteriormente pela juíza Anelise Nogueira Reginato, de Coroatá. As condenações, contudo, foram derrubadas em segunda instância, pelo TRE-MA.

OAB-MA denuncia Dino por suposta coação eleitoral, mas PF não vê crime e pede para arquivar inquérito
Política

Também foram denunciados Felipe Camarão e Ana Caroline Hortegal. Investigação apura se eles teriam utilizado de suas autoridades para forçar servidores a votarem em Duarte Júnior em 2020

O Conselho Seccional do Maranhão da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) denunciou o governador Flávio Dino (PCdoB) por suposta coação eleitoral nas eleições de 2020, sob a acusação de que o comunista teria valido de sua autoridade de chefe do Poder Executivo estadual para forçar servidores a votarem e apoiarem a campanha de seu candidato a prefeito de São Luís naquele pleito, Duarte Júnior (Republicanos).

Também foram denunciados, sob a mesma acusação, o secretário estadual da Educação, Felipe Camarão, e a gestora da Unidade de Pronto Atendimento do Vinhais, Ana Caroline Hortegal.

Depois de quase dois meses de investigação, porém, segundo documentação obtida pelo ATUAL7, a Polícia Federal sugeriu o arquivamento do caso, após não haver encontrado qualquer indício que comprove a possível pratica do crime.

A denúncia foi apresentada à Procuradoria Regional Eleitoral no Maranhão em ofício assinado pelo presidente da OAB-MA, Thiago Diaz, e pelo presidente da Comissão da Advocacia Eleitoral, Mauro Henrique Silva, em 24 de novembro do ano passado, com base em indícios formulados pela advogada Vanessa Vieira da Silva, com fotografias e capturas de telas de blogs e redes sociais, sobre suposta utilização da máquina pública pelo trio, em benefício de Duarte Júnior.

O ATUAL7 procurou todos os denunciados e o deputado estadual por e-mail para que comentassem o assunto, desde o último dia 22. Apenas Camarão retornou o contato, na terça-feira 27, após ser novamente procurado, e disse apenas não ter conhecimento sobre o inquérito, que classificou como suposto, duvidando da existência.

Contra Flávio Dino, a denúncia diz que o governador do Maranhão utilizou de coação e ameaças veladas contra servidores, como em um vídeo em que usou da expressão bíblica contida no livro de Mateus, no Novo Testamento, de que naquele pleito seria feita a separação entre o joio e o trigo. Na Bíblia, o joio representa os filhos do diabo e o trigo os filhos de Deus. No Juízo Final, Deus separará os salvos dos condenados.

Também é dito na denúncia que o atual inquilino do Palácio dos Leões teria vinculado benefícios que seriam ofertados pela gestão estadual à municipal, caso o eleito para a prefeitura da capital fosse o candidato do Republicanos. “O governador do Estado do Maranhão, sequer tenta esconder a solicitação de votos em favor do candidato Duarte Júnior”, diz trecho.

Em relação a Felipe Camarão, é usado contra ele uma publicação do blog do jornalista Linhares Júnior, baseada em prints de uma conversa no aplicativo WhatsApp, dando conta de que o secretário de Educação do Maranhão teria distribuído cestas básicas em escolas públicas em suposto ato eleitoral em favor de Duarte Júnior, em data próxima ao pleito do segundo turno.

Já contra a diretora da UPA do Vinhais, Caroline Hortegal, é apontado como flagrante uma publicação no Instagram em que ela aparece com pessoas que seriam comissionadas e colaboradoras da unidade de saúde, em frente ao prédio do órgão público, com camisas padronizadas do então candidato Duarte Júnior. A legenda da publicação diz que “a saúde é com 10 UPA-Vinhais é 10! Para o prefeito de São Luís, estamos juntos!!!”.

Em 4 de dezembro de 2020, com Duarte Júnior já derrotado nas urnas e Eduardo Braide (Podemos) eleito prefeito de São Luís, alegando que não cabia foro especial aos denunciados, o procurador regional eleitoral substituto do Maranhão, Hilton Araújo de Melo, declinou do caso, que passou a tramitar sob os cuidados da promotora de Justiça Raquel Silva de Castro, da 10ª Promotoria Cível de São Luís, respondendo pela 3ª Zona Eleitoral.

Duas semanas depois, ela requisitou a instauração de inquérito à PF, para apurar suposto crime de coação eleitoral por Flávio Dino, Felipe Camarão e Caroline Hortegal, em benefício de Duarte Júnior.

Em relatório apresentado no dia 14 de abril, a delegada Paula Cecília de Santana Alves, responsável pelas investigações, conclui que, após “análise cuidadosamente feita, não foi encontrado nenhum indício que comprove a denúncia realizada, portanto não há razão para o prosseguimento desta investigação”.

Na denúncia apresentada pela OAB do Maranhão à Procuradoria Regional Eleitoral e em depoimento à Polícia Federal, a advogada Vanessa Vieira alegou que, em razão do “temor” e “pânico em perder o emprego ou cargo público nestes tempos de desemprego e pandemia que assolam todo o planeta”, os supostos servidores que teriam sido coagidos não poderiam testemunhar contra Flávio Dino nem contra os demais denunciados.

Sobre a acusação contra Felipe Camarão –conforme já havia mostrado o ATUAL7–, a Polícia Federal concluiu que a distribuição das cestas básicas pela SEDUC (Secretaria de Estado da Educação) não teve qualquer relação com as eleições daquele ano, mas devido à pandemia da Covid-19, bem como que as doações não foram feitas apenas em São Luís.

Quanto à gestora da UPA do Vinhais, bairro da capital do Maranhão, os investigadores concluíram que houve apenas “simples declaração pública de apoio [a Duarte Júnior] por parte da investigada”.

Apesar da sugestão da PF, o caso não foi arquivado. Para que isso ocorra, é necessário que o arquivamento seja deferido pela magistrada que atua no inquérito, a juíza eleitoral da 3ª Zona, Joelma Sousa Santos, em atendimento a eventual manifestação neste mesmo sentido pelo Ministério Público Eleitoral. O prazo para que o MPE opine sobre o relatório da PF vence esta semana.

Josimar mantém pré-candidatura e diz que Dino confirmou escolha por Brandão para 2022
Política

Líder do PL deve disputar o Palácio dos Leões pela oposição, como candidato de Jair Bolsonaro

Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (28), o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) confirmou que o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural de Flávio Dino (PCdoB) ao Palácio dos Leões, é o candidato declarado do comunista para 2022.

Segundo Josimar, o anúncio foi feito pelo próprio Dino, durante reunião ocorrida nessa terça-feira (27), articulada pelo próprio Brandão. No encontro, ao ouvir de Dino a decisão tomada sobre a sua sucessão, Josimar devolveu ao comunista que mantém a sua pré-candidatura ao governo –provavelmente pela oposição, como nome do presidente Jair Bolsonaro.

“Na Reunião que esteve presente Brandão e Marreca. Não foi discutido nada em relação a 2022 a não ser que continuo pré candidato a governador onde ouvi do Flávio dizer que no momento todos tem o direito de se lançar, mas pra ele de fato quem vai ser Governador será o Brandão”, escreveu Josimar Maranhãozinho no Twitter.

A confirmação pela escolha nome de Brandão já havia sido revelada pelo ATUAL7 desde o início de março, quando Flávio Dino comentou a respeito em reunião fechada com o núcleo central do Palácio dos Leões. Fora do bastidor, o governador vinha simulando segredo sobre a decisão, agora confirmada por Josimar.

Brandão volta a mostrar poder de articulação e viabiliza reaproximação entre Dino e Josimar
Política

Vice-governador já havia reatado José Reinaldo Tavares com o Palácio dos Leões

Por dois dias seguidos, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), favorito na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, deu provas de articulação política invejável.

Na segunda-feira (26), encabeçou encontro do governador Flávio Dino (PCdoB) em que foi oficializada a volta do ex-governador José Reinaldo Tavares (sem partido) ao clã do comunista, lance possível graças a uma costura política que vinha sendo alinhavada por Brandão há alguns meses.

Hoje, no Twitter, o sucessor de Dino publicou foto de reunião ocorrida no dia anterior, na sede do Executivo estadual, entre ele, Dino e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), que estava afastado do grupo, em outra mexida bem feita nas “pedrinhas do jogo do poder”.

Até o momento, ainda não houve declaração de Josimar sobre se mantém ou não sua pré-candidatura ao governo.

Contudo, o gesto do líder de mais de 40 prefeitos maranhenses de reabrir diálogo com Flávio Dino, a partir de uma articulação de Brandão, dá mostras de que o vice-governador avançou ainda mais na corrida.

Zé Reinaldo volta a ser aliado de Dino e ganha cargo no Porto do Itaqui
Política

Ex-governador do Maranhão será nomeado diretor de relações institucionais da EMAP. Movimentação tem como foco disputa eleitoral de 2022

Reatado politicamente com o atual inquilino do Palácio dos Leões, Flávio Dino (PCdoB), o ex-governador José Reinaldo Tavares (sem partido) voltará a ocupar um cargo pomposo no Governo do Maranhão. Desde as eleições de 2018, criatura e o criador estavam de laços cortados.

Após reunião com Dino na tarde desta segunda-feira (26), Zé Reinaldo será nomeado como novo diretor de relações institucionais do Porto do Itaqui, gerenciado pela EMAP (Empresa Maranhense de Administração Portuária). "Com sua grande experiência em cargos públicos e diálogo com o setor privado, vai contribuir na formulação de projetos para novos investimentos", anunciou o comunista sobre a indicação, nas redes sociais.

O retorno do ex-governador ao dinismo é fruto de articulação costurada pelo vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural e candidato confirmado de Flávio Dino ao Palácio dos Leões em 2022. Embora só venha sentar na cadeira, oficialmente, a partir de abril do próximo ano, incentivado e com aval de Dino, Brandão já vem atuando, antecipadamente, como chefe do Executivo.