Flávio Dino
Inauguração de primeira Escola Digna por Flávio Dino completa três anos
Cotidiano

Unidade que substituiu estrutura de taipa e palha fica no povoado Muriçoca, em Fortaleza dos Nogueiras

Completa três anos, nesta segunda-feira 15, a inauguração da primeira Escola Digna pelo Governo do Maranhão, programa educacional instituído ainda na primeira gestão de Flávio Dino (PCdoB), como parte do Plano de Ações Mais IDH, durante o ato de posse em 1º de janeiro de 2015, da sacada do Palácio dos Leões, sede do Poder Executivo estadual.

Localizada no povoado Muriçoca, em Fortaleza dos Nogueiras, a Unidade Escolar Pedro Álvares Cabral teve substituída as estruturas de taipa e palha, triste realidade vivida por milhares de crianças maranhenses, por uma edificação de ensino de alvenaria, com condições necessárias para a formação dos estudantes da localidade.

A unidade, segundo a Seduc (Secretaria de Estado da Educação), foi construída em parceria com a empresa Agroserra, com capacidade para atendimento de 50 alunos por turno; duas salas de aula; sala multimeios; diretoria; banheiros; cozinha e pátio central.

“Tijolos, telhas e massa construíram muito mais que prédios! Edificaram esperança de futuro, trouxeram dignidade e alimentaram a autoestima de crianças, pais, professores e de comunidades inteiras nesse nosso Maranhão”, diz postagem da Seduc no Twitter, que estreou o perfil com threads – sequência de tuítes que combinados geram narrativas – para relembrar e comemorar a inauguração da escola em Fortaleza dos Nogueiras e outras unidades.

O Escola Digna é coordenado pelo titular da Seduc, Felipe Camarão, que é procurador-federal e um dos principais quadros da gestão Dino e da nova geração de homens públicos no Maranhão. Além de transformar a infraestrutura escolar, segundo o governo, o programa apoia as redes públicas municipais com a oferta de formação continuada, kits pedagógicos, doação de transportes escolares. O governo diz que as ações já estão em 215 dos 217 municípios maranhenses, formando um amplo pacto pela aprendizagem.

Ao todo, segundo a Seduc, o programa educacional já construiu e/ou reformou mais de 800 unidades escolares no estado, desde 2015. As obras são financiadas com recursos próprios do Governo do Maranhão, com empréstimos junto ao BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e por emendas parlamentares.

Sarney & Dino e o acordo que não ousa dizer o nome
Artigo

Abdon Marinho*

CONTINUA repercutindo – até mais do que devido –, a tertúlia do ex-presidente Sarney com o governador Flávio Dino.

Após alardear o “feito” em suas redes sociais, o governador, talvez, diante da “baixa audiência” do fato e das cobranças por coerência, já no final de semana que se seguiu tratou de dizer que não ocorreu qualquer acordo relacionado à política local.

Disse que só tratou da política nacional, do “risco” que corre a democracia brasileira e, no mais, trataram de assuntos relacionados à cultura, autores maranhenses e outras coisas triviais.

Benedito Buzar, respeitado intelectual do nosso estado e que priva da amizade do ex-presidente, em sua coluna semanal em “O Estado Maranhão”, datada de 07 de julho, disse ter confirmado, em linhas gerais, o teor da conversa entre o governador e o ex-presidente, sendo que este último ao iniciar a conversa teria deixado claro à visita que não trataria de qualquer assunto relacionado à política local, alegando para isso a idade avançada e o fato de ter passado tal “missão” aos filhos Roseana e José Sarney Filho e ao neto Adriano.

Da coluna de Buzar extrai-se, também, a informação que a conversa entre os líderes ocorreu em ambiente reservado, sem a presença de mais ninguém: nem do filho Zequinha Sarney, que o ajudou na recepção da visita, nem do deputado Orlando Silva, que acompanhava o governador.
O que, para a patuleia, será sempre a palavra de um contra o outro (em caso de discordância) ou a palavra de ambos no mesmo sentido (o que revelaria a comunhão de vontades).

Se assim o foi, sua excelência acabou por reeditar um clássico do cinema mundial: “Uma Linda Mulher”, no qual a atriz Júlia Roberts interpretou uma garota de programa que, a despeito de transar com o clientes, não os beijava.

Ou, também dos anos noventa, reeditou a famosa frase de Bill Clinton que indagado se já fumara maconha saiu-se com essa: — fumei mais não traguei.

Quem somos nós para questionar a palavra de sua excelência ou a informação prestada por Buzar, após ouvir Sarney?

Quem duvidou mesmo foi o neto do morubixaba, deputado Adriano, que, em discurso na assembleia legislativa, disse que teria ocorrido, sim, um “acordo” entre os dois políticos.

Mas se sua excelência e o escritor e político Sarney dizem que trataram de assuntos literários e não políticos. Pela verve da literatura, se algum “acordo” ocorreu naquela tertúlia solitária entre ambos, na tarde brasiliense, talvez o tenha sido nos moldes do dissera o autor irlandês Oscar Wilder (1854 - 1900), que do cárcere para onde foi mandado, escreveu sobre um “certo amor que não ousa dizer o nome”.

Festejado por muitos dos aliados do governador, porém, causando constrangimentos em alguns – chamados a dizerem sobre os “cinquenta anos de atraso” –, o suposto “acordo” tem esse quê de vergonha, de “amor que não ousa dizer o nome”. Mas, registre-se, menos por pudor e mais pelo pragmatismo do “perde-ganha” político.

O governador do Maranhão, que bem recentemente, deixou em aberto três opções para o seu futuro político em 2022, tem consciência da fragilidade do seu projeto político presidencial.

O estado que dirige não é modelo para nada, faz uma administração acanhada – não apenas pela falta de recursos, mas pela falta de aptidão administrativa –, com piora de todos os índices econômicos e sociais, sem uma obra de infraestrutura para chamar de sua, sem nada para mostrar ao Brasil além de dizer que se opõe ao governo Bolsonaro e ao ministro Sérgio Moro – sua segunda obsessão.

Não bastasse tudo isso, sabe da imensa dificuldade de se “vender” como um candidato de “esquerda” filiado a um partido “comunista”. Tudo entre aspas mesmo.

Assim, nada mais óbvio para o governador que “sonha” em ser o novo Sarney, copiar o Sarney com o próprio Sarney.

Ficou confuso? Eu tentarei explicar.

Quando Sarney tentou fazer de Roseana a presidente da República para suceder FHC uma das estratégias foi tentar unir o estado em torno do projeto acenando para a oposição: Jackson Lago seria apoiado para prefeito em 2000, na chapa com Tadeu Palácio, e depois seria o candidato a governador da “união” em 2002.

Este era o plano de Sarney – se combinado ou não com Jackson Lago, não sei –, que não deu certo por conta da chamada “Operação Lunus”, que levou ao naufrágio os planos presidenciais de Sarney, através da filha, e o conduziu aos braços do petismo, a ponto de virar o “melhor” amigo de Lula, como este mesmo fez questão de dizer mais de uma vez.

O que custaria a Dino repetir a estratégia, agora com o sinal trocado? Uma candidatura de “esquerda” e “comunista” precisaria de um “tempero” mais à direita do espectro político.

Quem melhor representaria isso que José Sarney, o último dos coronéis do Brasil?

Se trataram de algum acordo político ou não, por enquanto, não saberemos. Mas a intenção do senhor Dino, parece-me bastante clara: na hora dos candidatos “esquerdistas” mostrarem suas cartas para se viabilizarem, ele apresentaria o Sarney como seu principal trunfo, seu ás na manga, o melhor amigo do Lula.

E ainda faria isso “pacificando” toda a província do Maranhão. Todos unidos em torno de sua excelência rumo ao Planalto.

Devolveriam o estado aos Sarney depois dizer que eles foram a maior desgraça do estado, do atraso, e de todos os males? Não tenham dúvidas.

Não representaria qualquer dificuldade para ele ou para o seu partido.

Lembro que uma vez, lá pelos idos de 1986/87, fui convidado para uma reunião da juventude do Partido dos Trabalhadores - PT. Eu era do movimento estudantil, envolvido com a criação de grêmios, etc. Naquela reunião, ocorrida no sitio Pirapora, sua excelência, já na universidade, era um dos palestrantes/organizador e, já naquele momento, com todas as críticas que se fazia a Sarney por sua ligação com a ditadura e tudo mais, ele defendia que para chegar/conquistar o poder não tinha nada demais em fazer uma aliança com o então presidente. Aliás, para nos impressionar – até porque pela idade dele (14/15 anos) não sabemos ser possível –, disse que estivera com Sarney por conta das Diretas.

Quanto ao seu partido, o PCdoB, já em 1994, entendia não haver nada demais em se “juntar” ao Sarney. Naquele ano, quando tivemos, pela primeira vez a chance de derrotar o grupo Sarney na política estadual, PCdoB, já no primeiro turno, recebia apoio de Roseana para suas campanhas. No segundo turno, fechou de vez o apoio e só saiu do grupo quando este não os quis mais.

Logo, não há qualquer dificuldade em se costurar uma aliança “pragmática” em torno de interesses comuns, ainda que seja para negar tudo que se disse até aqui e passarem a dizer que o melhor para o Maranhão é o retorno de um Sarney ao comando do estado.
Quando sua excelência, recusou ou não quis o apoio dos Sarney para os seus projetos políticos?

Sobre isso existem dois episódios, que se confundem em um só.

O primeiro, em meados de 2007, o processo de cassação de Jackson Lago, caminhava acelerado e, por alguma razão de cunho pessoal, seu advogado originário não poderia comparecer a uma determinada audiência. Eis que alguém sugeriu o nome do então deputado federal, para fazer às vezes de advogado do governador. Com o prestígio do cargo de deputado e de ex-juiz, seria de grande valia.

Concluído o ato processual, acho que foram em palácio “prestar contas” ao cliente.

Um amigo me disse que ainda hoje lembra quando sua excelência bateu em suas costas e disse: — agora quero saber o que vocês vão fazer por mim, pois me “queimei” com o outro lado.

O segundo episódio é um pouco menos edificante e só acreditei porque quem me disse testemunhou com os próprios olhos.

Disse ele que no dia em que o TSE, em abril de 2009, sacramentou a cassação de Jackson Lago, o seu advogado, o deputado federal e ex-juiz, ao invés de ir “consolar” o cliente que acabara de ser derrotado, foi a casa de Sarney felicitar a vencedora pela vitória.

O amigo, testemunha ocular de tal fato, confidenciou-me: — Abdon, nunca tinha visto algo semelhante até então.

Tudo bem, talvez tenha sido só um gesto de solidariedade pelo apoio “informal” que recebera do grupo na eleição para prefeito da capital em 2008.

Mas me parece que tenha sido apenas o velho pragmatismo que tenha se feito presente mais uma vez, como o foi antes e depois, quem não lembra do episódio Waldir Maranhão?

Quem ainda se surpreende com tal pragmatismo, talvez devesse olhar para o ex-governador José Reinaldo Tavares.

Quem poderia imaginar que depois de tudo que fez pelo projeto político de sua excelência, o ex-governador seria simplesmente “rifado”, como foi, do seu sonho de ser senador da República?

Todos tinham por certo que seria o seu primeiro candidato, que não tivera mais força no governo por visões distintas de governo, mas seria o senador garantido. Não foi. Sua excelência preferiu como primeiro senador, o senhor Weverton Rocha e para segundo, a senhora Eliziane Gama. Apesar de José Reinaldo, ter dito que só sairia do grupo se não o quisessem, foi simplesmente ignorado e lançado ao ostracismo político apesar de tudo que fez – e do quando, ainda, poderia contribuir com o Maranhão e o Brasil.

É assim mesmo, na nova política não há espaço para amizades sinceras, respeito ou gratidão, mas, sim, para os “acordos” que não ousam dizer o nome.

*Abdon Marinho é advogado.

Retirada de recursos pela gestão Dino prejudicou investimentos no Porto do Itaqui
Economia

Afirmação é do deputado estadual César Pires. Ele diz que governo cometeu ilegalidade ao realizar os saques

Os saques de recursos do Porto do Itaqui pela gestão do governador Flávio Dino (PCdoB) voltaram a ser debatidos no plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Durante a sessão desta terça-feira 9, o deputado César Pires (PV) cobrou o cumprimento do governo comunista do Convênio de Delegação 016/2000, que torna obrigatório o investimento de toda a receita portuária exclusivamente no custeio das atividades e na manutenção da infraestrutura do próprio porto.

Segundo o parlamentar, a gestão de Dino no Palácio dos Leões cometeu ilegalidade que agora tenta reparar fazendo a devolução, ainda de forma parcelada, dos R$ 140 milhões que recebeu da Emap (Empresa Maranhense de Administração Portuária).

“O parágrafo 2° da Cláusula 3ª do Convênio de Delegação 016/2000 é claro: a receita portuária deve ser aplicada exclusivamente na infraestrutura portuária. Então, o repasse de R$ 140 milhões que a Emap fez para os cofres do Estado foi ilegal, tanto é que o governo estadual já apresentou proposta à Câmara de Conciliação do Ministério de Infraestrutura para devolver esses recursos de forma parcelada”, disse.

César Pires declarou ainda que, além de ser ilegal, a retirada de recursos também causa prejuízos ao Porto do Itaqui, que deixou de receber investimentos na melhoria da sua infraestrutura, como a necessária construção dos berços 38 e 39.

“Toda a produção do Tocantins e do Mato Grosso, que deveria ser escoada pelo Itaqui, está indo diretamente para o porto Vila do Conde, em Barcarena, no Pará. Porque aqui não foram construídos os berços que ampliariam a capacidade de operação do nosso porto”, lamentou.

Lembrando que a Emap já foi alvo de investigação da Polícia Federal, por irregularidades em contratos que consumiram mais de R$ 63 milhões, e que a direção da empresa recorreu à Justiça para barrar fiscalização da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), o deputado enfatizou que a oposição cumpre o seu papel ao cobrar transparência do governo estadual e o cumprimento do convênio de delegação por parte da Emap.

“Foram subtraídos ilegalmente R$ 140 milhões dos cofres da Emap, a Justiça Federal já proibiu nova retirada de recursos da receita portuária e agora estão discutindo como farão a devolução desses recursos. Nós continuaremos cumprindo o nosso papel de fiscalizar os atos do Executivo para impedir que essas irregularidades sejam cometidas, e principalmente para evitar que o Porto do Itaqui, que gera receita para o Maranhão, tenha a sua operação prejudicada”, finalizou César Pires.

César Pires decide não opinar sobre aliança entre Flávio Dino e José Sarney
Política

Deputado divulgou, por meio de sua assessoria, que encontro entre o governador e o ex-presidente não modifica sua posição na Alema

O deputado César Pires optou por não emitir qualquer opinião pública sobre a aliança firmada entre o governador Flávio Dino (PCdoB) e o ex-presidente José Sarney (MDB) em recente reunião na casa do emedebista, em Brasília (DF), por articulação e iniciativa única do comunista.

Segundo divulgado pelo parlamentar, por meio de sua assessoria, a união entre os dois políticos maranhenses, até então desafetos, em nada modifica sua posição política na Assembleia Legislativa, de oposição ao atual chefe do Palácio dos Leões.

Para o parlamentar, cabe somente a eles trazerem a público ou não o assunto que trataram.

Sobre um encontro mantido com Sarney nesta semana, em São Luís, César Pires destacou apenas sobre a admiração que sente pelo ex-presidente que, segundo ele, mantém a postura de grandeza que marcou sua trajetória, sobretudo a sabedoria de perdoar, apesar de todas as agressões sofridas de seus adversários políticos.

Governo Dino adota silêncio sobre investigação criminal contra Ana do Gás
Política

PGJ apura se secretária da Mulher na gestão comunista intermediou obras públicas com burla em licitações. Ela teve a residência alvo de busca e apreensão

O governo Flávio Dino decidiu se manter em silêncio sobre a instauração de procedimento investigatório criminal contra a deputada estadual licenciada e secretária da Mulher na gestão comunista, Ana do Gás. Ela é do mesmo partido de Dino, o PCdoB.

A falta de posicionamento diverge do estilo adotado pelo próprio Flávio Dino, e de integrantes do primeiro ao mais baixo escalão do governo, em relação a casos envolvendo membros do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a exemplo do ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), alvo de constantes ataques da turba dinista, que pressiona pelo seu afastamento ou mesmo exoneração do cargo, com base nas reportagens do The Intercept sobre suposta troca de mensagens capturadas de forma duvidosa de contas pessoais no Telegram pertencentes a Moro e a integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR).

Como mostrou o ATUAL7 há quase um mês, Ana do Gás é suspeita de haver intermediado a realização de obras públicas sem o regular procedimento licitatório no município de Santo Antônio do Lopes, onde seu esposo, Eunélio Mendonça, já foi prefeito.

Por conta das supostas irregularidades, a Procuradoria-Geral da Justiça (PGJ), por meio da Assessoria Especial de Investigação, que apura atos ilícitos praticados por agentes políticos detentores de foro por prerrogativa de função, resolveu abrir a investigação.

Procurado pelo ATUAL7 desde a revelação da instauração do procedimento, inclusive com pedido de manifestação da própria Ana do Gás sobre o assunto, o Palácio dos Leões até o momento não retornou o contato. Ela também não.

Em meio ao silêncio sepulcral caiado, uma nova revelação foi feita pelo ATUAL7.

Em maio último, mirando o marido, a residência de Ana do Gás em São Luís foi alvo de busca e apreensão, autorizada pelo juízo da Vara Única de Santo Antônio dos Lopes. No bojo da ação, foram também levados diversos documentos comprometedores da integrante do governo Dino.

Apelando para a prerrogativa de foro, tanto em razão do mandato de deputada quanto do cargo de secretária de Estado, ela tentou invalidar toda a operação e provas dela obtidas. A tentativa, porém, foi frustada pelo desembargador Raimundo Melo, do Tribunal de Justiça do Maranhão, que negou-lhe a liminar.

Entre os documentos capturados de forma lícita pelos investigadores na casa de Ana do Gás, estão: 15 cópias de notas promissórias, que somadas ultrapassam o valor de R$ 9,6 milhões; 26 cópias de cheques assinados da prefeitura de Santo Antônio dos Lopes; 7 listas contendo datas, valores, saldos e nomes de pessoas e empresas; 4 folhas de cheques originais e assinadas, canceladas, da prefeitura de Santo Antônio dos Lopes; e 7 recibos bancários (6 originais e 1 cópia). Aparentemente, pouca coisa pro governo Flávio Dino, que se mantém em silêncio sobre o assunto e mantém Ana do Gás no cargo.

Duarte Júnior sobre aliança entre Flávio Dino e José Sarney: ‘Fantástica’
Política

Deputado do PCdoB criticou Wellington do Curso por definir como incoerente ato do governador em procurar aproximação com o ex-presidente

O deputado estadual Duarte Júnior (PCdoB), eleito para a Assembleia Legislativa do Maranhão em 2018 sob o discurso de representante da nova política, definiu como “fantástica” a aliança fechada entre o governador Flávio Dino (PCdoB) e o ex-presidente da República José Sarney (MDB-MA).

Em entrevista na semana passada ao Cidade Operária da Depressão, um perfil do Instagram sobre memes e notícias relacionadas ao bairro de São Luís, o parlamentar defendeu a união entre os dois políticos maranhenses, até então desafetos, principalmente em razão do governador comunista, após rompimento da aliança do PCdoB com o clã e Roseana, passar a declarar que Sarney representava o câncer da política brasileira e principal responsável pelo atraso e miséria no Maranhão.

“Fiquei feliz em ter saído na Mirante [conglomerado de comunicação pertencente aos Sarney], para que as pessoas pudessem saber também que a união, a reunião do governador Flávio Dino, que tem uma ideologia política diferente do ex-presidente José Sarney, foi fantástica. É importante que as pessoas se unam, não pensando em si, mas em prol das pessoas”, declarou.

Ainda segundo Duarte Júnior, que também era crítico político de Sarney antes da reunião entre o emedebista e o governador do Maranhão, “quem está em casa não quer saber de briga de Sarney com comunismo, de direita e esquerda”.

Questionado pelo responsável pelo perfil Cidade Operação da Depressão sobre a incoerência do novo discurso em relação a José Sarney, o deputado do PCdoB voltou a defender a união entre e Flávio Dino e o ex-presidente como algo “fundamental”.

“Num determinado momento, o governador Flávio Dino se elegeu fazendo a crítica ao modelo de gestão do grupo Sarney que há mais de quatro décadas ocupava o governo aqui no Estado do Maranhão. Então, naquele momento houve aquela crítica. Agora, depois de reeleito governador, a preocupação é com o cenário nacional em prol da democracia”, disse.

Também sobre a incoerência entre os discursos sobre José Sarney, no início dos questionamentos a respeito do assunto, Duarte Júnior criticou o posicionamento adotado pelo deputado estadual Wellington do Curso (PSDB), que manifestou-se contrário à aproximação entre o governador do Maranhão e o ex-presidente da República. “Sozinhos nós não vamos conseguir nada”, defendeu.

Bolsonaro é comunicado sobre decisão para abertura de crédito para gestão Dino
Economia

Mensagem foi encaminhada ao presidente nessa quarta-feira 3. Governo comunista pretende tomar R$ 623 milhões em empréstimo para pagar precatórios

O Supremo Tribunal Federal (STF) encaminhou mensagem ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), nessa quarta-feira 3, em caráter de urgência, comunicando a respeito da determinação à União para que abra linha de crédito especial ao Estado do Maranhão.

A decisão, mostrou o ATUAL7, foi tomada na semana passada pelo ministro Marco Aurélio, do STF, que deferiu parcialmente liminar em mandado de segurança impetrado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Por meio da abertura de crédito, a gestão de Flávio Dino (PCdoB) pretende tomar um empréstimo de R$ 623 milhões para pagamento de precatórios, que começaram a ter o repasse atrasado em agosto do ano passado.

A autorização para a contratação do empréstimo foi facilmente autorizada pela Assembleia Legislativa, onde o governo comunista tem a maioria esmagadora, em maio último.

Adriano diz que houve um acordo entre Flávio Dino e José Sarney
Política

Líder da oposição ao governo na Alema criticou o histórico recente do comunista que demoniza adversários e depois pede apoio

O deputado estadual Adriano Sarney (PV), líder da oposição ao governo de Flávio Dino (PCdoB) na Assembleia Legislativa do Maranhão, manifestou-se, terça-feira 2, sobre o encontro entre o comunista e o ex-presidente José Sarney (MDB-MA), na semana passada, em Brasília (DF).

Adriano afirmou que houve um acordo entre Flávio Dino e José Sarney, mas não entrou em detalhes sobre o conteúdo. Apenas destacou que não faz parte do alegado acordo, e que permanecerá na oposição ao Palácio dos Leões. “Esse acordo certamente não me envolverá jamais. Porque neste mandato o titular sou eu, e eu vou até o final independente de acordos políticos”, ressaltou.

Sobre a ida de Dino à casa de Sarney, Adriano criticou o histórico recente do comunista que, segundo destacou, demoniza adversários e depois pede apoio a eles. “Ele fez isso com o João Castelo, com o Aécio Neves, com o Jackson e com vários outros. A história política de Flávio Dino é direcionada pelo oportunismo político”, disse.

E ressaltou, ainda, que não cabe a ele expor os detalhes do acordo entre os políticos maranhenses. “Não sou eu quem devo apresentar as particularidades do que foi conversado entre José Sarney e Flávio Dino. Mas houve, sim, acordo e o povo do Maranhão vai presenciar esses detalhes futuramente”, reiterou.

Flávio Dino anuncia troca de secretários de Cultura e de Governo
Política

Comunista também anunciou o nome do novo presidente do Iprev e Antônio Nunes na presidência da Maranhão Parcerias

O governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou, nesta segunda-feira 1º, pelo Twitter, ao menos quatro mudanças no primeiro e segundo escalão de sua gestão, que ontem completou 6 meses meses de segundo mandato.

De acordo com a publicação do comunista, Diego Galdino, atual secretário de Cultura, passará agora a exercer o cargo de secretário de Governo. E Antônio Nunes, hoje na secretário de Governo, deixará o cargo para passar a ser presidente da empresa Maranhão Parcerias.

Ainda de acordo com o governador, a Secretaria de Cultura passará a ser comandada por Anderson Lindoso, atual secretário adjunto de Educação.

Também anunciou que o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Maranhão (Iprev) será presidido por Mayco Pinheiro. Ele vai ocupar a vaga deixada aberta desde a queda de Joel Fernando Benin do cargo, no dia 22 de junho último.

“As mudanças vão na direção do nosso esforço permanente de dinamizar a gestão, valorizar talentos, fortalecer novos projetos e suprir necessidades que surgem. Todos são servidores que já integram nossa equipe e têm ótimo desempenho”, destacou o comunista.

Ex-sarneysta, Braide apoia aliança entre Dino e Sarney: ‘Política é a arte do diálogo’
Política

Para deputado, troca de críticas entre os políticos serviu apenas para colocar o Maranhão em atraso

Fora do núcleo sarneysta desde a chegada de Flávio Dino (PCdoB) ao Governo do Maranhão em 2014, quando ocupou a função de líder do blocão do Palácio dos Leões pelo período de um ano, o deputado federal Eduardo Braide (PMN-MA) declarou apoio à aliança entre o comunista e o ex-presidente da República José Sarney (MDB-MA), divulgada pelo próprio governador, segundo ele em prol da democracia brasileira.

Em entrevista a rádio Mirante AM, Braide se juntou ao coro de ex-sarneystas e defendeu que “política é a arte do diálogo”, e que a troca de crítica entre Dino e Sarney serviu apenas para colocar o Maranhão em atraso.

“Primeiro eu quero dizer que esse debate de um grupo A contra o grupo B, sempre foi desculpa de quem não quer trabalhar. Política é a arte do diálogo. Eu quero acreditar que isso sirva de marco para que acabe essa crítica de um lado e do outro que na minha opinião só serviu para atrasar o estado”, declarou.

Apesar de agora defender a aliança entre o comunista e emedebista, nas eleições de 2016, quando terminou em segundo colocado na disputa pela Prefeitura de São Luís, publicamente, Braide se declarava contrário à qualquer aliança com os Sarney - buscando aproximação, segundo revelou à época o deputado Adriano (PV), nos bastidores.

Com a mudança pública de posicionamento, é provável que o deputado federal firme aliança pública com o clã em eventual nova tentativa de ser eleito prefeito da capital, nas eleições de 2020.

Adesão a Sarney marca 6 meses do segundo governo Dino
Editorial

Comunista buscou oligarca, a quem culpava como responsável pelo atraso do Maranhão, alegando diálogo sobre a democracia do Brasil

Confirmado em 2014 e reconfirmado em 2018 como novo Capo di tutti capi (ou Capo dei capi) – expressão utilizada para designar “o chefe de todos os chefes” – do Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB) sempre teve em sua base aliada na Assembleia Legislativa e Congresso Nacional todos os sarneystas que nasceram e cresceram politicamente sob as hostes da chamada oligarquia cinquentenária, mas nada se comparava a um dia estar ao lado e virar aliado do ex-chefão do clã: o próprio José Sarney (MDB-MA).

Em seis meses de seu segundo mandato à frente do Palácio dos Leões, não falta mais.

Segundo postou o próprio Dino no Twitter, ele deixou o discurso de lado e buscou e conseguiu encontro com Sarney com o objetivo de dialogar com o oligarca – o comunista, frisa-se, na publicação, não se referiu ao emedebista com esse adjetivo – sobre o quadro político nacional e o risco que corre a democracia do Brasil.

Novamente: Flávio Dino não foi falar sobre, segundo ele acusava até dia desses, a responsabilidade de Sarney sobre o atraso do Maranhão, nem sobre os desvios de dinheiro público pelos governos sarneystas, muito menos sobre a participação de Sarney na ditadura militar. O diálogo foi sobre como podem trabalhar juntos pela democracia brasileira.

Ou seja, de câncer da política, José Sarney passou a ser inspiração e aliado. Tudo pelo bem do povo, quer fazer crer Flávio Dino.

Para ex-sarneystas, agora batizados como dinistas, o encontro representa um marco na história política do Maranhão e o amadurecimento político de seu novo chefe maior, em apenas seis meses de seu segundo mandato no comando do Executivo estadual. Para o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB), porém, único independente e a destoar de todos os outros agentes políticos do estado, a adesão de Dino a quem jurava ser maior desafeto, sob a alegação de luta pelo bem da democracia, representa o principal ato de incoerência da história política do governador do Maranhão.

Colocando na balança, tem razão apenas Wellington: que políticos não tem inimigos, mas adversários, tudo bem, é justificável. Mas nada custa o político ter vergonha na cara.

Ministro do STF manda União liberar linha de crédito para governo Dino pagar precatórios
Economia

Contratação de empréstimo de R$ 623 milhões pela gestão comunista foi aprovada pela Assembleia Legislativa em maio

O ministro Marco Aurélio, do STF (Supremo Tribunal Federal), deferiu parcialmente liminar em mandado de segurança impetrado pelo governo de Flávio Dino (PCdoB) e determinou à União que abra linha de crédito especial ao Estado do Maranhão para tomada de empréstimo para pagamento de precatórios.

O trecho da decisão, ainda não publicada em sua íntegra no Diário Oficial, quando passará a valer, consta na movimentação processual do STF dessa sexta-feira 28.

“[...] Defiro parcialmente a medida acauteladora, determinando à União providencie a abertura de linha de crédito especial, com o início do pagamento das parcelas mensais no prazo máximo de 30 dias, observados os índices, os critérios de atualização e a forma de cálculo do valor de cada parcela previstos no artigo 101, § 4º, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 4. Mantenho a decisão por meio da qual deferido o ingresso da União. 5. Colham o parecer da Procuradoria-Geral da República. 6. Publiquem.”, determinou Marco Aurélio.

Em maio último, a gestão comunista conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa autorização para contratar empréstimo de até R$ 623 milhões para o pagamento de precatórios, que começaram a ter o repasse atrasado em agosto de 2018.

Na falta de linha de crédito para tomada do empréstimo, dois meses antes da votação na Alema, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) impetrou o mandado de segurança no Supremo, para garantir a plena viabilidade.

O Estado da Bahia, que tentou no STF a abertura de crédito de R$ 1 bilhão para quitação de precatórios submetidos a regimento especial de pagamento, não teve a mesma sorte do Maranhão. Em julgamento no mês passado, o ministro Roberto Barro negou a liminar pretendida.

Wellington critica Dino por encontro com Sarney: ‘Falta coerência política’
Política

Deputado lembrou que comunista apontava ex-presidente como responsável pela atraso no Maranhão e se referia a ele como aliado da ditadura militar

O deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) criticou o governador Flávio Dino (PCdoB), em discurso na Assembleia Legislativa nesta quinta-feira 27, pelo encontro com o ex-presidente e ex-senador da República José Sarney (MDB-MA), até então seu maior desafeto político no Maranhão e fora do estado.

Para o tucano, Dino agiu com incoerência ao se reunir com Sarney, segundo divulgou o próprio comunista, para tratar sobre o quadro nacional e possíveis riscos à democracia brasileira – numa indireta ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

“O discurso de Flávio Dino era a tônica que o Sarney destruiu o Maranhão durante 40 anos, que o Sarney era a praga do Maranhão, era o atraso do Maranhão. E ele agora vai se aconselhar com Sarney?! Falta coerência política. Eu, sinceramente, não compreendi ainda. Como que Sarney era o atraso para o Maranhão e o atraso para o Brasil, que o Sarney fazia parte da ditadura, que Sarney era um atentado à democracia, e agora ele vai tomar bênção para Sarney?”, questionou.

Ainda segundo Wellington, a motivação para a abertura de diálogo entre Flávio Dino e José Sarney ainda não está esclarecida.

“O que está por trás dessa conversa? É defesa das pessoas mais pobres, é a dos desempregados? Tem maracutaia, aí tem alguma coisa errada”, disse.

“Não foi Sarney que foi atrás de Flávio Dino. Flávio Dino é que foi atrás de Sarney. Eu não consigo compreender como que Flávio Dino dizia que Sarney era o atraso do Maranhão e agora foi em busca do atraso do Maranhão. O que mudou? Ele quer trazer o atraso de volta de Maranhão? Ou ele reconhece que não era atraso e ele tinha uma única sede, um único desejo, uma única fome, que é a fome pelo poder?”, completou.

Sob pressão, Flávio Dino demite Tiago Bardal da Polícia Civil
Política

Ex-chefe da Seic vai à Câmara dos Deputados na próxima semana para oitiva sobre supostas ilegalidades de Jefferson Portela na SSP-MA

Em meio a pressão provocada pelas graves acusações contra o secretário de Segurança Pública de sua gestão, Jefferson Portela, o governador Flávio Dino (PCdoB) resolveu demitir o delegado de Polícia Civil Tiago Mattos Bardal dos quadros da Polícia Civil do Maranhão.

A demissão foi assinada na última terça-feira 25, um dia antes de Bardal ser autorizado pelo juiz Ronaldo Maciel a ir à Brasília para oitiva na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados, sobre supostas ilegalidades que teriam sido determinadas por Portela no comando do pasta.

Solicitada pelo deputado federal Aluísio Mendes (Pode-MA), a audiência está marcada para acontecer na próxima terça-feira 2, a partir das 16h30. Jefferson, que também será ouvido pelo colegiado em data posterior, ainda não definida, nega as acusações.

Segundo julgamento do processo administrativo disciplinar contra Bardal, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), a comissão processante resolveu aplicar a pena de demissão ao ex-chefe da Seic (Superintendência Estadual de Investigações Criminais) com base nas investigações de inquérito policial da Seccor que noticia, em tese, que ele teria recebido propina de um empresário alvo de apreensão de caixas de cigarro supostamente contrabandeadas.

Ainda cabe recurso à decisão, que pode ser contestada no Poder Judiciário maranhense em razão do processo criminal contra Tiago Bardal que apura a mesma suposta ilegalidade ainda estar tramitando na 2ª Vara Criminal de São Luís.

O empresário que teria sido beneficiado por Bardal supostamente mediante pagamento de propina, inclusive, deu em juízo uma versão diferente da apresentada no inquérito da Seccor, o que pode beneficiar o agora ex-delegado de Polícia Civil, e complicar outros dois delegados e um investigador, caso o Ministério Público do Maranhão, que apura a incongruência nos depoimentos, confirme que houve eventual armação contra o ex-chefe da Seic.

Sob Eliel Gama, Cidadania insinua independência ao grupo de Dino
Política

Partido estuda ter candidatura própria à Prefeitura de São Luís em 2020

Prestes a ser entregue oficialmente ao administrador Eliel Gama, irmão de Eliziane Gama, eleita em 2018 sob auxílio divino e a mão camarada do governador Flávio Dino (PCdoB), o Cidadania (ex-PPS) no Maranhão, partido da senadora, começa insinuar independência ao grupo do governador Flávio Dino (PCdoB).

Ao menos em relação à sucessão de Edivaldo Holanda em São Luís, nas eleições de 2020, o grito já começa a ser ensaiado.

Segundo divulgado nesta quarta-feira 26 em sites e blogs de política, Eliel pretende usar o evento do Cidadania-MA marcado para o dia 13 de julho próximo, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Maranhão, para apresentar o pré-candidato oficial da legenda à prefeitura da capital.

A data será a mesma em que o irmão da senadora tomará posse, oficialmente, no comando do partido.

Também está agendada a filiação ao Cidadania do jornalista Marco Aurélio D'Eça, ex-editor-chefe da editoria de Política do jornal O Estado do Maranhão, da família Sarney, e que mantém linha editorial contrária a Flávio Dino num blog pessoal na internet. Ele é postulante a uma vaga na Câmara Municipal de São Luís.

Não se sabe, até o momento, se a estratégia política amadora de Eliel Gama tem o aval da irmã, que pode repetir, indiretamente, o caminho tomado pelo senador Roberto Rocha (PSDB-MA) se aprovar a busca antecipada de seu partido pela independência.

Em meio a ataques à Lava Jato, Flávio Dino abre diálogo com José Sarney
Política

Conversa entre governador do Maranhão e ex-presidente teria ocorrido a pedido de Lula

Em meio a ataques a Lava Jato, maior operação de prevenção e combate a corrupção da história do Brasil, e ao ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública), o governador Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão, abriu diálogo com o ex-presidente da República e ex-senador José Sarney (MDB), até então seu desafeto político.

A conversa entre os políticos maranhenses foi tornada pública pelo próprio comunista, nesta quarta-feira 26, pelo Twitter.

"Hoje conversei com o ex-presidente José Sarney sobre o quadro nacional. Apresentei a ele a minha avaliação de que a democracia brasileira corre perigo, em face dos graves fatos que estamos assistindo. Já estive com os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso, com a mesma preocupação", escreveu.

Desde as últimas duas semanas, já se especulava nos bastidores que Dino articulava um encontro com Sarney, a pedido de Lula - que teria sido feito em maio último, durante a visita do comunista ao petista na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde está preso pela Lava Jato.

O encontro, inclusive, tinha como objetivo transformar o governador do Maranhão numa espécie de garoto de recado de Lula a Sarney. O conteúdo do suposto recado, porém, ainda é desconhecido.

O entorno do Palácio dos Leões, quando da especulação, negava a informação de possibilidade de eventual encontro entre Flávio Dino e José Sarney, agora confirmada pelo próprio comunista.

Dino foca R$ 140 milhões no Centro Histórico em meio ao abandono da periferia
Cotidiano

Gestão comunista pretende desenvolver ações estruturantes na área turística. Recursos serão comandados pela pasta de Rubens Júnior, pré-candidato a prefeito de São Luís

Inspirado no sucesso pão e circo da Feirinha de São Luís, da administração do afilhado Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que destina recursos públicos e maior atenção num projeto de entretenimento em detrimento às feiras e feirinhas dos bairros na capital, o governador Flávio Dino (PCdoB) lançou, nesta segunda-feira 24, o projeto Nosso Centro.

Como o pedetista, com o projeto, Dino deixa de lado as necessidades da periferia da cidade, abandonada em crateras e esgoto a céu aberto pelo aliado, para focar no cartão-postal ludovicense, que receberá obras estruturantes para promover o turismo, movimentar a economia e valorizar a área.

Segundo o próprio Palácio dos Leões, serão investidos mais de R$ 140 milhões no Centro Histórico, por meio de parceiros públicos e privados, em obras de infraestrutura como a construção de acessos, novas áreas de estacionamento, melhoramento de estruturas como calçadas, meios fios e outros elementos.

Os recursos serão comandados pela Secid (Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano), que tem como titular o deputado federal licenciado Rubens Pereira Júnior (PCdoB).

Pré-candidato oficial de Flávio Dino e de seu entorno para a prefeitura da capital, o comunista pode ter o nome alavancado na disputa eleitoral de 2020, caso a população siga no mesmo encanto da Feirinha de São Luís ou turistas, principais beneficiários com os investimentos do programa Nosso Centro, transfiram o título para a capital do estado.

Já os ludovicenses que precisam dos serviços públicos como, por exemplo, do Hospital Dr. Odorico Amaral de Matos, mais conhecido como Hospital da Criança, continuarão esperando a inauguração da interminável reforma da unidade, reprometida pelo governador do Maranhão e pelo prefeito da cidade na campanha eleitoral passada.