Flávio Dino
PR vai comandar a Cultura e Turismo na nova barganha de Flávio Dino
Política

Josimar de Maranhãozinho vai indicar apadrinhado para controle de pasta ocupada por Diego Galdino

O Partido da República (PR), comandado nacionalmente por Antônio Carlos Rodrigues, ex-senador e ex-ministro dos Transportes, preso recentemente pela Polícia Federal no bojo da Operação Caixa D’Água; e presidido no Maranhão pelo deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, também conhecido da PF, vai assumir o comando da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur).

O controle faz parte da política de barganha implementada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) em troca de apoio nas eleições de 2018. Desde de que o comunista, novo Capo di tutti capi do Maranhão, passou a avançar sobre as hostes que formavam a já extinta oligarquia Sarney, já quase meia dúzia de partidos embarcaram na mudança de Dino.

Segundo apurou o ATUAL7, o nome a ocupar a vaga do ainda titular da Sectur, Diego Galdino de Araújo, ainda não foi acertado. Contudo, Galdino já tem confidenciado aos mais próximos que deve deixar o comando da pasta nos próximos dias para a entrada de um apadrinhado de Maranhãozinho.

Além do PR, outros partidos também trocaram o sarneysmo pela dinastia. São eles: PRB, PP, PTB, PROS e DEM. Todos encastelados no Palácio dos Leões vermelho.

Ataques de Flávio Dino à Operação Pegadores atingem Ney Bello
Política

Desembargador federal se baseou nas provas que o governador acusa de serem inventadas e falsas para manter a prisão de investigados e subir o caso para o TRF-1

Apesar de mirar sempre na Polícia Federal, especialmente no delegado Wedson Cajé, como se não tivesse conhecimento da existência de outros órgãos federais na força-tarefa da Sermão aos Peixes, a sequência de ataques proferida pelo governador Flávio Dino (PCdoB) contra a Operação Pegadores tem atingido também, e principalmente, o desembargador federal Ney Bello Filho. E em cheio.

Relator prevento do caso, Ney Bello poderia ter o mesmo entendimento do chefe do Executivo estadual, que é seu amigo de longas datas e parceiro literário, de que toda a operação é uma orquestração política; de que Cajé inventou uma falsa lista de mais de 400 fantasmas na saúde do Estado; de que é mentiroso o desvio de verba da saúde por meio de uma empresa que era sorveteria e virou especialista em gestão hospitalar da noite para o dia; de que o dinheiro público roubado é estadual e não federal; e de que o delegado usou um dossiê falso para perseguir o comunista, sem provas, elementos ou indícios. E barrar as investigações.

Em vez disso, em todas as suas decisões, o magistrado tem dado destaque ao farto material que embasou a deflagração da operação contra a quadrilha que assaltou mais de R$ 18 milhões dos cofres públicos entre fevereiro e setembro de 2015. Até mesmo nas decisões em que ele mandou soltar alguns dos integrantes da organização criminosa, Bello fez questão de esclarecer sempre que a não necessidade de prisão desses investigados se dava em razão deles já estarem fora do cargo público, e por isso não representarem perigo para as investigações.

Apenas isso, e não que as acusações feitas pela PF são “espetaculosas”, “espalhafatosas” ou “escandalosamente ilícitas”, como alega o titular da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Carlos Lula, que, em vez de haver barrado a subtração do dinheiro público, se agarrou no privilégio do foro por prerrogativa de função e buscou abrigo no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, tentando fugir de uma iminente prisão, ao disparate de chegar até a pedir a suspensão de todas as decisões relacionadas à Operação Pegadores.

O pedido de suspensão, claro, foi solenemente ignorado por Ney Bello, que, novamente baseado nos autos que Flávio Dino ferozmente ataca, reconheceu somente a necessidade de que as investigações, se continuadas contra Lula, devem ser feitas com autorização do foro competente.

Se ataca Wedson Cajé pelo que está nos autos da Operação Pegadores, Flávio Dino atinge em cheio também Ney Bello, que é quem tem reconhecido a gravidade e importância de todas as acusações que pesam contra os assaltantes de dinheiro público, inclusive se baseando nelas para manter preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas o apontado pela Sermão aos Peixes como o principal operador do esquema no governo comunista, o médico Mariano de Castro Silva.

Iminência de prisão leva Lula a buscar abrigo no TRF-1 e Flávio Dino a criticar a PF
Política

Secretário teve de confirmar que relatório aponta para sua omissão na pasta. Governador pode causar embaraço às investigações ao vender-se como desconhecedor do que aprendeu quando foi juiz federal

O secretário estadual de Saúde, Carlos Lula, está com medo de ser preso. Citado em diversos trechos do relatório da Polícia Federal relacionado à Operação Pegadores, Lula buscou abrigo no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, agarrando-se do privilégio do foro por prerrogativa de função para pedir a subida do caso para a Corte.

E foi acolhido, em decisão proferida pelo célebre desembargador Ney de Barros Bello Filho, o que pode livrá-lo de ser alvo de uma nova operação e ainda tornar nula a deflagrada mais recentemente — baixe o documento.

Para brecar o avanço das investigações da força-tarefa da Sermão aos Peixes na 1ª Vara Criminal da Justiça Federal no Maranhão, Lula usou curiosamente pelo menos dois argumentos que acabam por colocar o Palácio dos Leões no centro da organização criminosa que subtraiu mais de R$ 18 milhões dos cofres públicos da saúde entre os meses de fevereiro e setembro de 2015 — e não entre aquele ano e 2017, como foi afirmado inicialmente por toda imprensa local.

O primeiro argumento é de que as investigações contra ele são de crime federal, o que derruba o desesperado alerta feito pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) no mês passado, de que os recursos afanados pela Orcrim seriam, em sua integridade, originado do Tesouro Estadual.

Já o segundo argumento, ainda mais vexaminoso, é de que os diversos diálogos em que o titular da SES tem envolvimento direto e indireto apontam que houve omissão da parte dele nos desvios do dinheiro da saúde pública.

Da Reclamação feita ao TRF-1, extrai-se que o secretário estadual de Saúde teme a iminência de sua prisão, já que, além do farto material já colhido pela PF, a Sermão aos Peixes avança agora sobre a Emserh (Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares), que já esteve sob sua chefia direta e atualmente ainda lhe deve subserviência. A estratégia é provar que ele já estava sendo investigado sem a autorização do tribunal competente, o que pode levar todas as provas da Pegadores a serem anuladas, com base na Teoria do Fruto da Árvore Envenenada.

Já o governador Flávio Dino (PCdoB), que possui foro no Superior Tribunal de Justiça (STJ), voltou a atacar a Polícia Federal nas redes sociais.

Apesar de toda a investigação que desbaratou a quadrilha que assaltou os cofres públicos logo nos primeiros meses de seu governo ser formada, além da PF, também pela Receita Federal, Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e Ministério Público Federal (MPF), Dino tem focado os seus tentáculos todos na Polícia Federal, principalmente no delegado Wedson Cajé Lopes, coordenador da Sermão aos Peixes.

Ex-juiz federal, o governador do Maranhão tem conhecimento empírico de que o relatório da PF relacionado à Pegadores tem por base indícios de crimes levantados por todos os órgãos federais, em conjunto, mas tem preferido se passar por palerma para se esconder numa suposta perseguição política ao seu governo, o que pode acabar causando embaraço às investigações. O que é crime, inclusive passível de pedido de prisão.

Após Roseana Sarney, Flávio Dino também vai a evento evangélico
Política

Governador chegou ao local em companhia da deputada Eliziane Gama. Pré-candidata Maura Jorge também foi convidada

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), participa, na manhã desta terça-feira 12, de um evento evangélico no município de Chapadinha, organizado pelas Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Maranhão. O comunista disputará a reeleição em 2018.

Sem lideranças eclesiásticas e políticas no município, Dino chegou ao local acompanhado da deputada federal Eliziane Gama (PPS), exímia exploradora do coronelismo gospel. A companhia, contudo, não representa apoio à Gama. Foi apenas a forma encontrada pelo comunista, já fechado com outros nomes ao Senado, para se sentir mais a vontade no evento.

A Convenção Estadual das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Maranhão (Ceadema) teve abertura ontem 11, e é a mesma que contou com a presença da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), também é pré-candidata ao Palácio dos Leões.

Também é aguardada, a convida das lideranças evangélicas, a participação da ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, pré-candidata ao governo estadual pelo Podemos.

A todos, está sendo dado o direito à palavra.

Flávio Dino quer trocar ‘poste’ por sucessor na escolha do vice em 2018
Política

Comunista tem analisado escolher Edivaldo Holanda Júnior ou Luciano Leitoa

Nada de Carlos Brandão, Ildon Marques, Marcelo Tavares e menos ainda o oferecido Rogério Cafeteira. Para as eleições de 2018, o governador Flávio Dino (PCdoB) se movimenta para trocar o ‘poste’ de 2014 por um sucessor no comando do Palácio dos Leões.

E, para isso, precisa escolher alguém de sua inteira e estrita confiança.

Diferente da eleição anterior, quando os fatores tempo de propaganda eleitoral e necessidade de ampla aliança partidária pesaram, obrigando o comunista a ter Brandão como encosto, no pleito do próximo ano, por falta de nomes em sua própria equipe de governo, e de tempo para construir um novo ‘poste’ que influa da decisão do eleitorado, Dino não arriscará carregar um vice sem chances de vencer as eleições de 2022. Claro, se as pesquisas estiverem erradas e ele for mesmo reeleito ao governo do Maranhão.

Segundo relatou ao ATUAL7 o entorno mais camarada do comunista, até agora, apenas dois nomes estão em análise: os prefeitos de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT); e o de Timon, Luciano Leitoa (PSB).

Ambos, inclusive, já foram sondados sobre a possibilidade de deixar o Executivo municipal para disputar novamente nas urnas, na vice de Flávio Dino. Nenhum descartou.

Flávio Dino mantém silêncio sobre lista dos fantasmas e flagra em Ana do Gás
Política

PF entregou relação de servidores irregulares à SES há uma semana. Deputada do PCdoB foi gravada coagindo diretora de UPA a aceitar uma parente fantasma

Uma semana após o secretário estadual de Saúde, Carlos Lula, afirmar haver recebido da Polícia Federal a famigerada lista dos mais de 400 funcionários fantasmas de terceirizadas da pasta, o governador Flávio Dino (PCdoB) permanece em total silêncio sobre o assunto.

Estranha, a mudança de comportamento do chefe do Executivo chama a atenção. Até antes de Lula vazar a informação, Dino usava as redes sociais quase que diariamente para atacar os agentes federais responsáveis pela deflagração da Operação Pegadores, cobrando transparência e a cessão imediata da relação, que insinuava não existir, prometendo tomar as medidas cabíveis. Até agora, porém, sete dias depois, pelo menos publicamente, nada foi feito.

O silêncio tumular do governador do Maranhão também é observado em outro caso relacionado a funcionários fantasmas em seu governo, notadamente nas unidades hospitalares.

Desde o final de semana passado, ferve nas redes sociais um vídeo em que a deputada estadual Ana do Gás, que é do PCdoB, aparece coagindo uma diretora de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em São Luís a aceitar que uma padrinhada sua, que seria uma parente, continue a receber religiosamente os vencimentos, embora não comparecesse ao serviço. A parlamentar, inclusive, chegou a ameaçar que denunciaria a servidora pública ao secretário Carlos Lula.

Acostumado a passar o dia nas redes sociais criticando governos anteriores pelas mesmas práticas relacionadas à corrupção, o comunista formou combo com silêncio anterior e calou-se também sobre o caso da correlegionária, também envolvendo diretamente o seu próprio governo.

Nem mesmo quando procurado a se manifestar, como provocou o ATUAL7 nos dois casos, em solicitações por e-mail à Secretaria de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap), Flávio Dino tem saído do armário.

Governo adita para R$ 2,1 milhões contrato com empresário inidôneo
Política

Acordo diz respeito à construção de uma ponte no município de Tuntum, que não aguentou a primeira chuva e sofreu afundamento na cabeceira logo após inaugurada

O governo Flávio Dino, do PCdoB, aditou para pouco mais de R$ 2,1 milhões um contrato firmado com o empresário José de Ribamar de Moura Rezende, declarado inidôneo pelo Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU). O acordo foi firmado com a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra), comandado pelo comunista Clayton Noleto, no dia 13 de novembro último.

Proprietário da empreiteira Makete Construções e Terraplenagem Eirele – Epp e candidato derrotado em 2016 a vice-prefeito de Magalhães de Almeida, numa chapa encabeçada coincidentemente pelo PCdoB, Rezende teve o nome incluído no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS) desde fevereiro de 2016, em razão de haver sido condenado pela Justiça Federal do Maranhão por improbidade administrativa.

Por conta da ficha-suja, ele está impedido de participar em novas licitações e de celebrar novos contratos com órgãos e entidades de todos os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e de todas as esferas de governo (Municipal, Estadual e Federal). Segundo a CGU, a proibição vale até fevereiro de 2019.

Marginal, o aditivo com o empresário foi celebrado por meio da Makete Construções, e diz respeito à obra de construção de Ponte Hélio Araújo, no município de Tuntum. A obra é a mesma que, há poucos meses, não resistiu a primeira chuva e sofreu afundamento em pelo menos dois trechos poucas semanas depois de inaugurada.

Já é o terceiro aditivo fechado à margem da lei com o empresário, para a mesma obra. Além desse, ele possui quase R$ 47 milhões em outros contratos com o governo comunista.

Procurado pelo ATUAL7 desde a revelação da ilegalidade, o Governo do Maranhão nunca enviou resposta. Já Clayton Noleto, alcançado por meio do aplicativo WhatsApp, defendeu o contratação, alegando não haver encontrado qualquer impedimento para a celebração do acordo. “Existe uma unidade gestora de contratos e convênios, que emite os contratos pra assinatura lá na Sinfra. Agora, eles fazem toda a checagem de toda a documentação da empresa, se preencher os requisitos legais, o contrato é assinado”, declarou.

A Makete não retornou as solicitações feitas ao e-mail fornecido pela empresa no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), da Receita Federal.

População ignora desvios na saúde e Flávio Dino torna-se imbatível, aponta Exata
Política

Segundo o instituto, aprovação do comunista cresceu após o seu governo ser alvo de operação da Polícia Federal por desvios de mais de R$ 18 milhões

Parece até mentira e coisa eleitoral para favorecer determinado candidato, mas para o Exata, a população maranhense preferiu ignorar a Operação Pegadores, deflagrada pela força-tarefa da Sermão aos Peixes contra desvios de R$ 18 milhões da saúde no governo Flávio Dino (PCdoB), e aumentou a confiança depositada no comunista.

É o que aponta pesquisa realizada pelo instituto entre os dias 27 de novembro e 1º de dezembro, e divulgada neste domingo 3, em parceria com o Jornal Pequeno. Foram ouvidos 1.415 eleitores, em todas as regiões do estado.

De acordo com o levantamento, 62% dos maranhenses aprovam a gestão de Dino contra 35% que a desaprovam, e 3% não sabem responder. Em outubro, antes da PF desbaratar a quadrilha que estava afanando os cofres públicos, eram 61% de aprovação; e em abril, a aprovação havia ficado em 60%.

Ou seja, segundo os números da Exata, a descoberta de existência de corrupção no governo Flávio Dino, e logo no setor da saúde, em vez de desfavorecer, favoreceu o comunista. Tanto favoreceu que, ainda de acordo com o instituto de pesquisa, se as eleições fossem hoje, ele levaria de lavada logo no primeiro turno.

Pelos números, o governador Flávio Dino venceria a eleição na primeira etapa, com 63% dos votos. A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) ficaria em segundo lugar, com 29%. E o senador Roberto Rocha e a ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, dividiram o terceiro lugar, ambos com míseros 4%, cada.

Em comparação à pesquisa anterior, de outubro, a deflagração da Operação Pegadores também foi boa para Dino. Na anterior, ele marcou três pontos a menos — praticamente a margem de erro da pesquisa atual, que é de 3,2 pontos percentuais.

Com a iminência de uma nova operação pela Sermão aos Peixes, desta vez para pegar o “Polvo”, não é de se espantar se, no próximo levantamento do Exata, Flávio Dino, o imbatível, beirar ou até mesmo ultrapassar 100% de intenção de votos.

Márcio Jerry se atrapalha e revela que ninguém pleiteia a vice de Flávio Dino
Política

Falta de lideranças querendo encabeçar chapa aponta para falta de confiança na reeleição do comunista e pode forçar a reescolha por Carlos Brandão

O avanço em sabujos do sarneysmo por meio do compartilhamento de comando dos cofres públicos do Estado não estão sendo suficientes para atrair ao governador Flávio Dino (PCdoB) o desejo de alguma liderança partidária pela vaga de vice-governadoria, na chapa eleitoral de 2018.

A revelação foi feita pelo presidente do PCdoB no Maranhão e secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso.

Em entrevista ao jornalista Itevaldo Júnior, no programa Resenha, da TV Difusora, Márcio Jerry foi questionado do porquê apenas o atual vice-governador, Carlos Brandão (PSDB), ser cogitado como vice de Dino na disputa eleitoral do próximo ano. Atrapalhado, Jerry acabou confessando que Brandão pode continuar a ocupar a vaga, independente de continuar no PSDB ou ir para outro partido, em razão de ninguém, até então, ter pleiteado o espaço.

“Até o momento, não houve nenhuma manifestação de qualquer outro nome que pleiteie a vaga de candidato a vice-governador”, confessou.

Ainda durante a entrevista, ao responder uma pergunta do jornalista John Cutrim, Márcio Jerry tentou mostra serenidade, mas voltou a se atrapalhar e acabou revelando também que, embora setores da imprensa local tenham publicado que o PT, o PSB e o DEM aspirem a vaga de vice, oficialmente, nenhum partido chegou a sequer colocou qualquer nome à disposição.

“Não houve ainda uma manifestação oficial de nenhum partido, muito embora aqui ou ali apareça manifestações na imprensa”, disse.

Emblemática, a revelação feita por Márcio Jerry aponta para a falta de confiança da base encastelada no Palácio dos Leões na reeleição do governador.

De fato, em todos os partidos sarneystas cooptados por Flávio Dino em troca de cargos públicos, as lideranças estaduais, em acordo com os caciques nacionais, têm usado a estrutura governista apenas para a manutenção ou ascensão do mandato no Poder Legislativo.

Pedro Fernandes, do PTB, quer se reeleger ou mesmo fazer o filho deputado federal; André Fufuca, do PP, Cléber Verde, do PRB, e Juscelino Filho, do DEM, querem renovar o mandato na Câmara; Josimar de Maranhãozinho, do PR, quer ser deputado federal e fazer a mulher, Detinha, e o faz-tudo, Hélio Soares, deputados estaduais; e Gastão Vieira, do PROS, nas atuais circunstâncias, quer qualquer coisa.

Sermão aos Peixes: Polícia Federal investiga quem é o “Polvo”
Política

Investigadores buscam confirmar se chefão da organização criminosa é um super secretário; alguém que tem comando no Estado, mas obedece esse super secretário; ou se, na verdade, são ambos

A Polícia Federal apura, no bojo da Sermão aos Peixes, quem é o identificado na obra do Padre Antônio Vieira como o “Polvo”. Na alegoria, o líder religioso toma vários peixes, em metáfora aos homens, como símbolos dos vícios e corrupção da sociedade.

Desde o início das operações, a força-tarefa — formada pela própria PF e a Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), Ministério Público Federal (MPF), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e Receita Federal do Brasil — tem utilizado os diversos peixes identificados no sermão do padre para denominar as fases de cada uma das operações que desbaratou a organização criminosa que tomou de assalto os recursos públicos federais do Fundo Nacional de Saúde, destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado do Maranhão.

Apenas a segunda operação, denominada Abscondido, que significa “escondido”, em alusão à ocultação e destruição de provas, não segue a linha de Antônio Vieira. Todas as outras operações: Voadores, Rêmora e Pegadores, são nomes de peixes no sermão do padre.

Em relação à Operação Voadores, que a Polícia Federal denominou para se referir à técnica empregada de desviar recursos públicos por meio de cheques, no sermão, tem o significado de presunção, capricho, vaidade e ambição, já que os investigados pagaram até vinho e restaurante de luxo com os recursos desviados da saúde.

Já sobre a Rêmora, pelo sermão do Padre Antônio Vieira, simboliza um peixe pequeno, mas que tem muita força. A alusão é perfeita em relação aos poucos, mas multimilionários contratos firmados entre o Idac (Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania) e a Secretaria de Estado da Saúde, já no governo Flávio Dino (PCdoB), por fora da seleção de concursos para a contratação das terceirizadas. Embora tenha, segundo o texto do padre, virtudes, o peixe Rêmora jamais conseguirá se converter.

A operação mais recente, denominada Pegadores, apesar da força-tarefa haver descoberto que o dinheiro público serviu para sustentar “namoradas, esposas e amantes” de agentes públicos, o que levou muita gente a tratar o caso até como piada, tem no Sermão do Padre Antônio Vieira o significado de parasitas e oportunismo, em alusão aos peixes que vivem na dependência dos grandes, isto é, que fazem tudo sob o comando de alguém maior e mais forte.

Segundo fontes do ATUAL7, os investigadores buscam apenas confirmar se o chefão da organização criminosa se trata apenas de uma pessoa ou de duas: se é um super secretário; se é alguém que tem comando no Palácio dos Leões, mas que obedece esse super secretário; ou se, na verdade, ambos, de tão ligados em quase que uma simbiose, são o “Polvo”.

Uma das linhas de investigação, inclusive, se aproxima do secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, em razão de interceptações e documentos em posse da força-tarefa, mas principalmente por Jerry ser conhecido em todo o Maranhão como o homem mais forte do governo, ao ponto de ser tratado por alguns como primeiro-ministro ou até mesmo governador de fato do Estado.

No Sermão de Santo Antônio aos Peixes, o “Polvo” tem a aparência de santidade, perfeição e serenidade, mas não acaba sendo revelado como o maior traidor, dissimulado, cruel e oportunista de todos, chegando a ser comparado com Judas, que traiu Jesus Cristo, mas alguém bem mais piorado, já que o traidor no Evangelho apenas atraiçoou Jesus à luz das lanternas e o beijou, mas o “Polvo” além de beijar, usa seus tentáculos para prender e roubar a luz para que os outros peixes não vejam as suas cores.

Na contramão da mudança, Flávio Dino coopta Josimar e Gastão Vieira
Política

Após tomar PRB, PP, PTB, PR e DEM, governador tira PR e PROS de José Sarney e vira o novo Capo di tutti capi do Maranhão

Apesar de estar vivendo a mais grave descoberta de corrupção nos pouco mais de 1000 dias a frente do Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino (PCdoB) decidiu caminhar na contração do discurso da mudança, que lhe garantiu a vitória nas urnas em 2014, e segue cooptando sarneystas históricos de carteirinha para se manter no poder.

Depois de tomar os partidos PRB, PP, PTB, PR e DEM das mãos do ex-senador José Sarney (PMDB-AP), Dino avançou — se é que se pode chamar isso de avanço! — e cooptou também o PR e o PROS, por meio de seus presidentes estaduais, respectivamente, Josimar Cunha Rodrigues e Gastão Vieira.

O primeiro é conhecido pela Polícia Federal e pelo Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) como Moral da BR ou Josimar de Maranhãozinho, em alusão ao domínio que possui na região do Alto Turi e agora Munim, onde opera com as prefeituras por meio de suas empresas.

Já o segundo, embora, até então, tirando o obscuro envio de emendas parlamentares para obras não realizadas no município de Buriticupu, não esteja diretamente relacionado a algum caso de corrupção, sempre foi considerado o maior Jaboti político de todo o Maranhão.

Fora votos de cabresto ou possivelmente comprados, e dos minutinhos a mais na propaganda eleitoral de 2018, nenhum dois dois acrescenta algo a Flávio Dino, a não ser musculatura para o apelido do mais novo oligarca e governador do Maranhão: Capo di tutti capi.

Pegadores: desembargador que já soltou três presos tem sobrinho no governo
Política

André Bello é secretário Adjunto na Secti e coordenador do Iema. Mais de R$ 18 milhões foram desviados entre os anos de 2015 e 2017

O desembargador federal Ney de Barros Bello Filho, que concedeu habeas corpus para livrar da prisão temporária pelo menos três presos pela Polícia Federal na deflagração da Operação Pegadores, tem um sobrinho nomeado no governo Flávio Dino, alvo único da força-tarefa da Sermão aos Peixes da semana passada, após descobertas de desvios de mais R$ 18 milhões da saúde estadual nos últimos três anos.

André Bello ocupa o cargo de secretário Adjunto de Educação Profissional, Tecnologia e Inclusão Social, além de coordenador do Iema (Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão) Vocacional, ambos vinculados à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).

Apesar da coincidência, não há ilegalidade na atitude de Ney Bello. A liberdade de locomoção é uma garantia constitucional. Mas as circunstâncias da concessão sujeitam o magistrado à maledicência.

Fora ter um sobrinho dentro do governo alvo único da operação da PF, o desembargador federal é amigo pessoal do próprio governador desde os anos 80, tendo inclusive publicado artigo em favor deste, quando o comunista tentou comprar briga com o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância. Já o governador, apenas em coincidência, mas confundindo o público com o privado, usou a estrutura do Palácio dos Leões para divulgar o lançamento de um livro do amigo.

Ato pessoal do governador foi divulgado no site oficial do Governo do Maranhão como evento institucional.
Handson Chagas/Secap Parceiro é parceiro Ato pessoal do governador foi divulgado no site oficial do Governo do Maranhão como evento institucional.

Há ainda a coincidência de Ney Bello Filho ser filho de Ney de Barros Bello, ex-secretário de Infraestrutura do governo José Reinaldo Tavares.

Foi durante o governo de Tavares que, segundo relatório da Polícia Federal relacionado à Sermão aos Peixes, o Instituto Cidadania e Natureza (ICN) começou a operar de forma criminosa na rede pública estadual de saúde.

O ICN é, decerto por pura coincidência, de propriedade do médico Benedito Silva Carvalho, outro alvo de prisão da PF livrado da cadeia pelo magistrado, ainda em 2015.

Outros habeas corpus, de outros alvos da Operação Pegadores, devem ser apreciados pelo desembargador federal nos próximos dias. Não por coincidência, ressalta-se, mas por prevento. É que, quando um processo vai para um magistrado, todas mas matérias referentes a este processo também vão para o mesmo.

Vale aguardar as próximas decisões.

Juíza dá aula em Dino e PGE: extração de autos da Pegadores já foi autorizada
Política

Dentre os documentos está a chamada lista dos 400 funcionários fantasmas. Apesar de cobrança do Palácio, relação já estava com Carlos Lula desde setembro de 2015

A juíza federal Paula Souza Moraes, da 1ª Vara Criminal da Justiça Federal no Maranhão, deu uma aula de carga de processo para o governador Flávio Dino (PCdoB) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Em decisão proferida no início da noite dessa terça-feira 21, a magistrada esclareceu que a extração de cópia dos autos da Operação Pegadores já foi autorizada desde a semana passada, um dia após a deflagração da operação pela Polícia Federal, bastando agora a PGE enviar um representante para buscar a documentação junto à PF. Essa decisão, inclusive, foi revelada pelo ATUAL7 desde o domingo 18.

“Isso posto, constato que a extração de cópias já foi anteriormente autorizada por este juízo, e, considerando que os documentos mencionados no presente feito instruem o respectivo IPL que se encontra de posse da autoridade policial, deverá a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) diligenciar àquela autoridade a sua obtenção, uma vez que já se encontra previamente autorizada por este juízo”, despachou.

A aula é um petardo em Dino e no chefe da PGE, Rodrigo Maia.

No início desta semana, mesmo a Justiça Federal já havendo autorizado a extração dos autos, Maia protocolou novo pedido de compartilhamento dos documentos. Já o governador, embora ex-juiz e por isso conhecedor — assim espera-se! — de como funciona a carga de processo, voltou a cobrar nas redes sociais a lista dos mais de 400 “funcionários fantasmas” bancados com dinheiro público afanado da saúde.

Essa relação dos fantasmas, inclusive, segundo a Polícia Federal, já está em posse do secretário estadual de Saúde, Carlos Lula, desde o mês de setembro de 2015.

Denominada de Folha Complementar pela própria organização criminosa que saqueou mais de R$ 18 milhões dos cofres públicos, a lista tem dentre seus integrantes uma das cunhadas do secretário estadual de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry, provável motivo que deve ter levado Lula a, após tomar conhecimento da existência do esquema, ter abafado o caso.

Pegadores: lista dos 400 está com Lula desde 2015, diz PF
Política

Cunhada de Márcio Jerry aparece na relação. Valores e nomes foram encaminhadas ao secretário de Saúde pelo diretor do ICN

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), não precisa se utilizar de contorcionismo verbal nas redes sociais para ter acesso à lista das mais de 400 pessoas, segundo força-tarefa da Sermão aos Peixes, beneficiadas irregularmente com o dinheiro público da saúde estadual.

De acordo com a decisão da juíza Paula Souza Moraes, da 1ª Vara Criminal da Justiça Federal no Maranhão, que autorizou a deflagração da Operação Pegadores, o secretário estadual de Saúde Carlos Lula já está de posse dessa relação desde o dia 22 de setembro de 2015.

Em interceptação telefônica autorizada pela Justiça Federal, a Polícia Federal flagrou pelo menos dois diálogos seguidos entre Lula e o diretor executivo do Instituto Cidadania e Natureza (ICN), Benedito Silva Carvalho. Nas conversas, diz a PF, foi discutido sobre a existência da chamada Folha Complementar, com o diretor do ICN avisando a Lula que a lista havia sido encaminhada ao seu e-mail.

“Dos meses abril, maio, junho, julho, agosto, viu?”, esclarece Benedito Carvalho na primeira ligação, detalhando na segunda: “Elas [as folhas] giravam em torno de quatrocentos mil [por mês] se você olhar bem aí”.

Com base nesse diálogo entre o secretário de Saúde do Maranhão e o diretor do ICN, identificado no documento como “índice 6533574”, e com auxilio da Receita Federal do Brasil, os investigadores da Polícia Federal fizeram um cruzamento de dados entre a lista encaminhada por Bendito a Lula e informações prestadas pelo ICN ao Fisco, chegando ao número de 427 pessoas bancadas com recursos da saúde pública estadual sem qualquer vinculo formal com o instituto utilizado pela quadrilha para saquear os cofres públicos.

Esses denominados pela PF de “funcionários fantasmas”, revela o documento, recebiam dinheiro público da SES pelo instituto como se fossem funcionários dos hospitais Tarquinio Lopes Filho, Presidente Vargas e Unidade Mista Maiobão.

Lenijane Rodrigues da Silva, inclusive, cunhada do secretário Márcio Jerry, é apontada pela Polícia Federal como integrante dessa lista de “funcionários fantasmas". Além dela, outros 16 nomes são revelados no trecho do documento. Todos, segundo a PF, fazem parte da lista dos 427 “funcionários fantasmas”. Ela também é apontada, em outro trecho da decisão, como uma das cabeças da organização criminosa.

Embora nomeada pelo próprio Flávio Dino no cargo de Assessor Técnico da Subsecretaria da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Jane, como é conhecida a cunhada de Jerry, embolsou pelo um pagamento de R$ 3 mil do ICN, no mês de agosto de 2015, como se fosse funcionária de uma das três unidades de saúde que tinham a folha de pagamentos suplementada para bancar o esquema.

Se desejar ter mesmo acesso à lista dos “funcionários fantasmas”, portanto, Flávio Dino precisa apenas ordenar ao secretário Carlos Lula que lhe forneça essa relação recebida do diretor do ICN desde setembro de 2015. Resta agora saber se, diante da confirmação de que a cunhada de Márcio Jerry está nesta lista, o governador finalmente fará alguma coisa.

Sorveteria ou Coaching, mais de R$ 18 milhões foram afanados da saúde
Editorial

Governo ignora a contratação de uma empresa de fachada para focar em tentativa de desqualificação da Operação Pegadores

Um dia após ser descoberto pela força-tarefa da Operação Pegadores como palco de corrupção, o governo Flávio Dino (PCdoB) e seu entorno traçaram a estratégia nada republicana de tentar desqualificar as investigações e a credibilidade da Polícia Federal.

Para isso, o Palácio dos Leões usou a própria estrutura para vazar documentos da Junta Comercial do Maranhão (Jucema) que comprovariam que uma das empresas de fachada utilizadas pela quadrilha para assaltar os cofres públicos já não era mais uma sorveteria, mas uma empresa de Coaching.

Mas afinal, qual a importância tem isso?

O fato — que deveria ser a preocupação de um governo que se diz sério e incorruptível — é que uma empresa de fachada virou uma firma especializada na gestão de serviços médicos da noite pro dia, subtraindo apenas com essa movimentação mais de R$ 1,2 milhão da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

O fato — que deveria ser a preocupação de um governo que se diz sério e incorruptível — é que se o dinheiro não tivesse sido desviado, mais pessoas poderiam ter sido atendidas pela rede pública estadual de saúde e, talvez, um número menor delas teria morrido à espera desses serviços.

O fato — que deveria ser a preocupação de um governo que se diz sério e incorruptível — é que pessoas nomeadas e empresas contratadas ou mantidas pela atual gestão, e não pelas anteriores, foram os responsáveis pela subtração dos recursos federais destinados para o benefício da população.

O fato — que deveria ser a preocupação de um governo que se diz sério e incorruptível — é que pessoas da mais alta confiança do Palácio dos Leões, como o secretário Carlos Lula, o médico Phil Camarão, e a cunhada do homem mais forte do Poder Executivo estadual, foram todos flagrados tomando ciência do esquema criminoso e também participando deste.

É fato que é um escândalo o uso de uma sorveteria para roubar dinheiro da saúde, mas também é o uso de uma empresa de Coaching para o mesmo fim. Em vez de salto triplo carpado hermenêutico, o que se espera de Flávio Dino e seu entorno é, pelo menos, decência. Pouco importa se foi uma sorveteria ou uma empresa de Coaching, mas que mais de R$ 18 milhões foram desviados.

José Sarney ironiza Flávio Dino: “Governo Sorvete”
Política

Ex-senador publicou artigo comentando a revelação de que até uma sorveteria foi utilizada para desviar mais de R$ 18 milhões da saúde estadual

O ex-senador José Sarney (PMDB-AP) publicou artigo em seu blog oficial em que ironiza o governador Flávio Dino (PCdoB), seu desafeto no Maranhão, pelo fato de, segundo força-tarefa da Operação Pegadores, 5ª fase da Sermão aos Peixes, até mesma uma sorveteria haver sido utilizada pela organização criminosa para afanar mais de R$ 18 milhões da Secretaria de Estado da Saúde (SES), entre os anos de 2015 e 2017.

Além do uso de empresa de fachadas, segundo a força-tarefa, recursos enviados pelo governo federal ao Palácio dos Leões também foram desviados por meio de empregos fantasmas e salários extras pagos por fora. Até mesmo “namoradas, esposas e amantes” foram bancadas com o dinheiro da saúde.

Abaixo, leia a íntegra do artigo de Sarney:

Governo Sorvete

É uma glória para o nosso Estado a descoberta que acaba de ser feita no Maranhão — o penúltimo estado comunista no mundo depois que a Albânia acabou com esse sistema —, de que descobrimos aquilo que nunca tinha sido achado na mesa dos cientistas: o medicamento universal que liquida com qualquer doença.

A Sociedade Internacional de Medicina, com sede em Londres, acaba de tomar conhecimento de que aqui foi descoberto o remédio final para a saúde, que causa verdadeiro milagre: o Sorvete Milagroso!

A Operação Pegadores, deflagrada pela Polícia Federal, que há quinze meses acompanhava os trabalhos estatais, tornou transparente o programa governamental para salvar a Saúde Pública.

Mais de UM MILHÃO DE REAIS custou a empreitada do Governo do Maranhão.

Foi feito o cálculo de que é um remédio muito barato para os hospitais. O problema é saber se cada paciente precisa de casquinha de uma bola ou de duas bolas e também o sabor, se de coco ou de cocô, de chocolate, de baunilha ou de açaí. Tudo feito aqui.

Foi um número tão exagerado que levou a Polícia Federal a desconfiar. Só um hospital consumiu quinhentos mil casquinhas de sorvete de uma bola, ao custo unitário de dois reais por bola. Assim, em cada cama, quem chegava encontrava o paciente chupando uma casquinha de sorvete. Faltava remédio, algodão, seringa e roupa lavada, mas sorvete jamais. Quinhentos mil sorvetes sabor Dino. Não ficou muito claro se, burlando a pesquisa, a turma também chupava picolé.

Outra coisa fantástica é o fato de que toda essa produção brutal de sorvete (e picolé?) era produzida por uma firma fantasma, que não existia, mas produzia e consumia o dinheiro que, segundo o slogan do governo, deveria ser “de todos nós”. E os marqueteiros ficaram também ouriçados com a possibilidade de substituir o slogan do Governo por “Sorvetes de Todos Nós!” Seria mais atrativo e chamativo.

Mas a coisa não ficou só por aí: para essa comilança de sorvete tinha que ter pessoal e, portanto, houve a contratação de 424 funcionários fantasmas, para preparar e para saborear os sorvetes (e os picolés?).

A operação era tão secreta que de nada sabiam o Secretário de Saúde, Dr. Carlos, o Governador, Dr. Dino, o Secretário da Articulação Política, Dr. Jerry, o Dr. dos Direitos Humanos e Participação Popular — sim, pois tanto sorvete é caso de direitos humanos e dos direitos dos políticos que apoiavam todo o governo do sorvete.

O milagre é que toda a fórmula de feitura do sorvete da trapaça era explicada ao Secretário de Saúde, com folha suplementar mandada preparar por alguém (?) de cima, que também não sabia de nada — só de tudo.

Sendo assim, entre sorvetes, picolés e roubalheira fica o pobre Maranhão com 20 mortes por semana, estradas esburacadas, filas e filas nos hospitais e nas UPAs, sem remédios e algodão. Os doentes, à beira da morte, só podem balbuciar:

— Me dá um sorvete aí!

Pegadores: Deferido pedido da PGE; Dino já pode divulgar lista dos 400 fantasmas
Política

Se prezar pela transparência, governador deve tornar pública a relação. Há ainda a lista de quem recebia por fora e de empresas de fachada. Mais de R$ 18 milhões foram desviados da SES

A juíza federal substituta Paula Souza Moraes, da 1ª Vara Criminal da Subseção Judiciária do Maranhão no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, deferiu o pedido feito pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) no bojo da Operação Pegadores, deflagrada pela Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF), CGU e Receita Federal na última quinta-feira 16.

O pedido foi feita no início da noite desta sexta-feira 17, e deferido no mesmo dia, poucas horas depois.

Com o compartilhamento dos autos com a PGE-MA, o governador Flávio Dino (PCdoB) já pode utilizar as redes sociais para, de forma transparente, compartilhar com a população a lista dos mais de 400 fantasmas bancados com recursos federais desviados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), exonerar todos eles, apurar quem eram os cabeças da quadrilha e requerer o ressarcimento do dinheiro roubado ao erário.

Além da lista dos fantasmas, há ainda relação da folha extra de quem recebia a mais por fora e de empresas de fachada, como a famigerada sorveteria que virou empresa especializada em serviços de saúde.

Segundo a PF, por meio do esquema, mais de R$ 18 milhões foram subtraídos dos cofres públicos, entre os anos de 2015 e 2017.