Flávio Dino
Há 1 ano, Portela e Marco Aurélio prometeram barrar avanço de agiotas no governo
Política

Promessa foi feita durante coletiva da Operação Imperador II. Empreiteiras operadas por Eduardo DP e Gláucio Alencar já faturaram R$ 121 milhões no governo Flávio Dino

Quase um ano e cinco meses depois de prometerem barrar o avanço dos agiotas Eduardo DP e Gláucio Alencar no governo Flávio Dino, o secretário estadual de Segurança Pública, delegado Jefferson Portela, e o chefe do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão, promotor Marco Aurélio Rodrigues, silenciam sobre o caso.

Ambos foram procurados pelo ATUAL7, na semana passada, para comentar a respeito da presença de DP agora até em palanque montado pelo Palácio dos Leões e sobre declarações dadas no auditório da SSP-MA, no dia 19 de maio de 2016, durante coletiva sobre a segunda etapa da Operação Imperador, a respeito da contratação da empresa Pactor Construções e Empreendimentos Ltda pelo governo comunista.

As declarações foram gravadas em vídeo. Numa delas, em tom de xerife, Portela chega a abrir espaço para ser cobrado sobre eventual investigação criminal contra a empreiteira operada pelos agiotas.

“Afirmo que qualquer crime, relacionado a pessoa física, relacionado a lavagem em relação a empresa de fachada, seja contra quem for, você pode anotar, publicar isso, e cobrar de nós amanhã (...) seja a quem for, haverá investigação criminal”, prometeu Portela, há quase 17 meses.

Não satisfeito com a resposta dada pelo secretário de Segurança Pública, o promotor Marco Aurélio fez questão de também prometer que agiria contra a empresa operada pelos agiotas. Segundo ele, o MP-MA já havia aberto uma linha de trabalho em conjunto com as receitas Federal e Estadual, e com a Controladoria Geral da União (CGU), para que fossem bloqueados todos os contratos da Pactor e de outras empresas de fachada com o poder público.

“Um empresa dessa atuava e atua em vários municípios. E para coibir esse tipo de coisa, nessas empresas de fachada utilizadas e operadas por esses criminosos, nós estamos fazendo agora um trabalho com a própria Receita Estadual, Receita federal e Controladoria Geral da União, pra identificar e, já de imediato, conseguir o bloqueio, para paralisar que essas empresas continuem sendo operadas”, afirmou o promotor.

Nessa segunda-feira 16, o ATUAL7 revelou que, alheias às declarações dos chefes da SSP e do Gaeco, pelo menos duas empresas operadas pelos agiotas Eduardo DP e Gláucio Alencar, a Construservice C Empreendimentos e a própria Pactor, continuam faturando alto e já receberam mais de R$ 121 milhões do governo Flávio Dino.

Do montante, mais de R$ 64 milhões foram parar nas contas da Construservice, controlada por Eduardo DP. O restante, quase R$ 57 milhões foram destinados para a Pactor, comandada por Gláucio Alencar. O rastro da verba, segundo o levantamento, mostra que as empreiteiras vêm recebendo a bolada multimilionária para execução de obras pelo Mais Asfalto, programa denunciado recentemente pelo deputado Wellington do Curso (PP) à Polícia Federal, MPF, TCU e CGU exatamente pela malversação do dinheiro público.

Cópia de e-mail encaminhado ao Gaeco solicitando nota sobre declarações do promotor Marco Aurélio. Solicitação também foi feita à SSP
Atual7 Sem resposta Cópia de e-mail encaminhado ao Gaeco solicitando nota sobre declarações do promotor Marco Aurélio. Solicitação também foi feita à SSP

Pode ser apenas coincidência, e nada tenha a ver com os pagamentos que vêm sendo efetuados religiosamente às duas empresas, mas segundo declarou há pouco mais de uma semana o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, há um certo temor de que as eleições de 2018 no Maranhão sejam financiadas por organizações criminosas e agiotas.

“Eu temo muito pelo financiamento das eleições por organizações as mais diversas, inclusive as criminosas. (...) No Maranhão, nós acompanhamos a situação de agiotas financiando as eleições, com dinheiro que viria do PCC”, declarou o ministro.

Ponte recém-inaugurada por Flávio Dino não resiste a primeira chuva
Maranhão

Obra teria custado R$ 1,8 milhão aos cofres públicos e foi inaugurada há pouco mais de 30 dias

Uma ponte recém-inaugurada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) não resistiu a primeira chuva e teve parte de sua cabeceira destruída pelas águas. A informação e registros são do site Gazeta de Tuntum, município onde a obra foi construída.

Batizada de Ponte Hélio Araújo em homenagem ao ex-prefeito da cidade, a obra teria custado, segundo o Gazeta de Tuntum, R$ 1,8 milhão aos cofres públicos. Ela foi entregue à população no dia 12 de setembro último, com direito a disputa pela descerramento da faixa entre os secretários-pré-candidatos Márcio Jerry, Clayton Noleto e Jefferson Portela, todos do PCdoB.

Nas imagens, é possível observar que pelo menos dois pontos aparecem destruídos: um logo no início da cabeceira, no trecho para pedestres, e outro mais a frente, com afundamento dos bloquetes.

O ATUAL7 entrou em contato com o Governo do Maranhão, e aguarda o posicionamento da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) sobre a situação da ponte e o nome da responsável pela obra.

Empresas de Eduardo DP e Gláucio Alencar já faturaram R$ 121,2 milhões no governo Dino
Política

Construservice e Pactor Construções são apontadas pela Seccor e Gaeco como participantes da Máfia da Agiotagem no Maranhão

Pelo menos duas empresas operadas pelos agiotas Eduardo José Barros Costa, o Eduardo DP ou Imperador, e Gláucio Alencar, vêm faturando alto em contratos multimilionários no governo Flávio Dino, do PCdoB.

De acordo com levantamento do ATUAL7 no Portal da Transparência do Governo do Maranhão, as empreiteiras Construservice C Empreendimentos e Construções Ltda e Pactor Construções e Empreendimentos Ltda já conseguiram embolsar, nos últimos três anos, exatos R$ 121.243.769,88 (cento e vinte e um milhões, duzentos e quarenta e três mil, setecentos e sessenta e nove reais e oitenta e oito centavos) do governo comunista. Ambas foram alvos de operações conjuntas deflagradas pela Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor) e pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, entre 2015 e 2016, contra a chamada Máfia da Agiotagem no Maranhão.

Apenas a Construservice, operada por Eduardo DP, já recebeu exatos R$ 64.272.146,67 (sessenta e quatro milhões, duzentos e setenta e dois mil, cento e quarenta e seis reais e sessenta e sete centavos). Para a Pactor, operada por Gláucio Alencar, acusado de ser um dos mandantes da morte do jornalista Décio Sá, já foi destinado R$ 56.971.623,21 (cinquenta e seis milhões, novecentos e setenta e um mil, seiscentos e vinte e três reais e vinte e um centavos).

Segundo o levantamento, as somas repassadas para as duas empreiteiras são referentes, em sua maioria, a contratos celebrados com a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra), para realização de obras pelo Mais Asfalto. Uma pequena parte diz respeito a um contrato de 2014 celebrado entre o Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial (Inmeq) do Maranhão e a Pactor Construções, para prestação de serviços de manutenção predial e de condicionadores de ar, aditado por três vezes pelo atual governo até ser rescindido em fevereiro último.

Em março de 2015, policiais da Seccor chegaram a apreender caçamba com registro de roubo e a apreender maquinários e documentos da Construservice
Blog do Acélio Operação Imperador Em março de 2015, policiais da Seccor chegaram a apreender caçamba com registro de roubo e a apreender maquinários e documentos da Construservice

O agiota Eduardo DP, inclusive, além de ter contratos no governo Flávio Dino por meio de uma das empresas que controla, também participa de eventos oficiais do Palácio dos Leões, marcando presença em palanque montado para receber o governador Flávio Dino e aliados em Vitorino Freire.

A Construservice tem como proprietários Rodrigo Gomes Casanova Junior e Adilton da Silva Costa, ambos alvos de busca e apreensão e bloqueio de bens durante a deflagração da Operação Imperador, que teve como alvo principal Eduardo DP. Já a Pactor Construções tem dentre seus proprietários Hilquias Araújo Caldas, preso em julho do ano passado no bojo da Operação Paulo Ramos II, que teve também Eduardo DP como alvo, além do agiota Gláucio Alencar e seu pai, José de Alencar Miranda.

Fran Alberto Daniel Maranhão Sobrinho, apontado recentemente pelo Ministério Público como procurador da empreiteira num esquema fraudulento em Serrano do Maranhão, já aparece como sócio-administrador da Pactor no sistema da Receita Federal.

SSP e Gaeco silenciam

Desde a semana passada, o ATUAL7 entrou em contato com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) do Maranhão, onde a Seccor é vinculada, e com o Gaeco, por meio da assessoria de imprensa dos dois órgãos, questionando sobre a presença de Eduardo DP no governo comunista e da contratação das duas empreiteiras, mas não obteve resposta.

O agiota também foi procurado, por meio do canal de mensagens instantânea de uma rede social, mas não retornou o contato.

Gilmar Mendes teme financiamento de eleições por agiotas

Enquanto a SSP e o Gaeco silenciam sobre a presença de Eduardo DP no governo Flávio Dino, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, em entrevista a O Globo há cerca de uma semana, manifestou temor pelo financiamento das eleições por organizações criminosas e agiotas no Maranhão.

“Eu temo muito pelo financiamento das eleições por organizações as mais diversas, inclusive as criminosas. (...) No Maranhão, nós acompanhamos a situação de agiotas financiando as eleições, com dinheiro que viria do PCC”, declarou o ministro.

Preso na Máfia da Agiotagem, Eduardo DP participa de palanque de Flávio Dino
Política

Líder de Orcrim já foi preso três vezes nos últimos três anos. Governo silencia sobre o caso

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), cedeu espaço em seu palanque para um líder de Organização Criminosa (Orcrim) preso pelo menos três vezes, nos últimos três anos, por envolvimento na chamada Máfia da Agiotagem.

Conforme registro compartilhado pelo deputado federal Waldir Maranhão (PTdoB) na rede social Instagram, Eduardo José Barros Costa, o Eduardo DP ou Imperador, foi um dos presentes na cerimônia de assinatura de ordem de serviços de asfalto e da reforma de uma escola — dois setores dos mais utilizados pelos agiotas para desviar dinheiro público — no município de Vitorino Freire.

Na imagem, ele aparece sorridente e bem à vontade, entre Flávio Dino e o secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto. O evento ocorreu há cerca de três semanas.

Procurado pelo ATUAL7, o Governo do Maranhão não retornou o contato explicando a razão da presença de Eduardo DP no palanque comunista.

PP entra no governo e assume Sedel, mas sem Wellington do Curso
Política

Aliança foi antecipada e acontece no momento em que o progressista vem denunciando Flávio Dino por malversão de recursos públicos

O governador Flávio Dino (PCdoB) passa a contar, a partir de agora, com mais uma legenda na base aliada: o Partido Progressista (PP).

Com a chegada da nova sigla, ao menos uma mudança já está garantida. Ela se dará na Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Sedel), que passará a ser comandada por Hewerton Carlos Rodrigues Pereira, o Passarinho.

A informação foi confirmada pelo governo comunista, que já marcou a nomeação de Passarinho para a próxima segunda-feira 16, no auditório do Palácio dos Leões. Ele foi indicado pelo presidente estadual do PP, o deputado federal André Fufuca, que já havia dado abertura para os acenos do governo há alguns meses.

Prevista para acontecer somente no próximo mês, a entrada do PP na base comunista acabou sendo antecipada e acontece no momento em que um de suas principais lideranças no Maranhão, o deputado estadual Wellington do Curso, passou a denunciar possíveis malversação de recursos públicos federais do governo Flávio Dino ao Ministério Público Federal (MPF), Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), Polícia Federal (PF) e ao Tribunal de Contas da União (TCU), principalmente o dinheiro adquirido junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Independente, Wellington vem dando dor de cabeça ao projeto de reeleição de Dino por meio de denúncias e críticas pontuais e responsáveis sobre o uso incorreto do dinheiro destinado aos programas Mais Asfalto e Escola Digna, além de apontar para a falsa transparência comunista com a coisa pública.

Como a chegada do PP para compor o governo representa mais uma movimentação de Flávio Dino para garantir força nas eleições de 2018, o partido deve ser chamado às pressas no Palácio dos Leões, quase que diariamente, para tentar controlar o parlamentar estadual progressista, mesmo sabendo que isso é algo impossível e que não tem como ser colocado no pacote de negociação.

Com quase três anos no governo, Flávio Dino culpa Roseana por ‘gaiolão’
Política

Um comerciante morreu no início desta semana, após ser colocado na jaula que fica numa delegacia em Barra do Corda

O governador Flávio Dino (PCdoB) traçou a estratégia de culpar a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) como responsável pela existência de uma jaula improvisada nos fundos de uma delegacia no município de Barra do Corda, conhecida na região como ‘gaiolão’, que não tem teto e fica exposta ao sol.

No início desta semana, um comerciante colocado nessa cela passou mal e morreu. Ele sofria de hipertensão e, mesmo sentido dor de cabeça e mal estar, ficou no local desumano por quase 24 horas.

Para se eximir da responsabilidade, o Palácio dos Leões ignorou que Flávio Dino está no governo há quase três anos, que foi alertado pela Defensoria Pública sobre o ‘gaiolão’ desde fevereiro último, e distribuiu nota ao Bom Dia Brasil em que destaca que a situação nessa delegacia de Barra do Corda vem da gestão anterior, isto é, de Roseana.

A estratégia de fazer-se de rogado diante da própria inércia e incompetência é constante.

Em resposta às operações da Polícia Federal contra desvios de dinheiro público nos cofres do Estado, Dino culpou Roseana pela contratação do ICN, Bem-Viver e Idac, como se a peemedebista fosse a responsável pelos aditivos ou novas contratações feitas pelo e no governo do comunista.

Também quando presos fugiram do Complexo Penitenciário de Pedrinhas em fuga cinematográfica, ou quando facções criminosas voltaram a promover ataques a ônibus em São Luís, ou quando se descobriu a existência de alugueis e reformas camaradas, tudo isso durante o seu governo, Dino culpou Roseana.

E é nessa estratégia, de não se enxergar responsável pelo que ocorre em seu próprio governo, que ele quer ser reeleito.

Flávio Dino tem a menor rejeição e Roseana Sarney a maior, diz Exata
Política

Pesquisa aponta também para a reeleição do comunista no primeiro turno

O governador Flávio Dino (PCdoB) tem a menor rejeição entre os prováveis candidatos ao Palácio dos Leões em 2018, segundo aponta pesquisa do Instituto Exata.

De acordo com os números, a mais rejeitada é a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), com 46%. Atrás vem o senador Roberto Rocha (PSDB), com 35%; e a presidente do Podemos no Maranhão, Maura Jorge, com 30%. O comunista, segundo a Exata, tem apenas 23% de rejeição dos eleitores.

As demais opções, de votar em todos ou de não votar em nenhum dos nomes propostos marcou, respectivamente, 3% e 10%, cada.

A mesma pesquisa já havia apontado que, se as eleições fossem hoje, Dino seria reeleito no primeiro turno, com 60% da intenção de votos.

De acordo com o Jornal Pequeno, que encomendou e divulgou o levantamento, a Exata ouviu 1.420 eleitores, entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro. A margem de erro é 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento tem 95% de confiabilidade.

Flávio Dino tem 32% de vantagem sobre Roseana Sarney, diz Exata
Política

Comunista aparece com 60% da intenção de votos contra 28% da ex-governadora

Levantamento do Instituto Exata, divulgado nesta quarta-feira 4 pelo Jornal Pequeno, aponta para uma vantagem de 32% do governador Flávio Dino (PCdoB), que vai para a reeleição, sobre a segunda colocada na pesquisa, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB).

De acordo com os números, Dino tem 60% contra 28% de Roseana. O senador Roberto Rocha (PSDB) aparece na terceira colocação, bem longe dos dois primeiros, com apenas 7%. Logo atrás vem a presidente do Podemos no Maranhão, Maura Jorge, com 5%.

Segundo o Jornal Pequeno, a Exata ouviu 1.420 eleitores maranhenses, entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro. A margem de erro é 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Apesar da rapidez na transcrição, tabulação e análise dos dados, o instituto de pesquisa afirma que o levantamento tem 95% de confiabilidade.

Orçamento da Comunicação para 2018 sobe para R$ 61,9 milhões
Política

Valor é R$ 3 milhões maior que os R$ 58,9 milhões aprovados para 2017. PLOA foi encaminhada à AL-MA na semana passada

O orçamento da Secretaria de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos (Secap) para 2018, quando o governador Flávio Dino (PCdoB) tentará a reeleição, será de R$ 61,9 milhões.

O valor é R$ 3 milhões maior que os R$ 58,9 milhões aprovados para o ano de 2017, ainda em execução.

A informação está no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) referente ao exercício financeiro do próximo ano, encaminhado à Assembleia Legislativa do Maranhão pela Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan) na semana passada, e publicada no Diário Oficial da Casa dessa terça-feira 3.

A Secap é comandada pelo presidente estadual do PCdoB no Maranhão, Márcio Jerry Barroso. Ele é pré-candidato a deputado federal.

Antes de ser votado em Plenário, o que deve ocorrer até dezembro próximo, o PLOA deve passar primeiro pela Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa. Como o governo tem a maioria, o projeto deve ser aprovado em sua íntegra.

Wellington entrega à CGU e ao TCU denúncia contra o governo Flávio Dino
Política

Deputado aponta para a malversação do dinheiro do BNDES. Banco também foi alertado sobre os gastos com obras de péssima qualidade. PF e MPF também receberam solicitação de investigação

O deputado estadual Wellington do Curso (PP) protocolou no Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) e no Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília, um documento que aponta para a suposta malversão do dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

A denúncia foi formulada na semana passada. O progressista pede que sejam instauradas auditorias para investigar os pontos apresentados no documento, dentre eles gastos exagerados de dinheiro público e péssima qualidade de obras e serviços. O BNDES também foi alertado sobre o caso. Antes, Wellington já havia levado os fatos ao conhecimento da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF).

O ATUAL7 solicitou por e-mail à Secretaria de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos (Secap) um posicionamento sobre o assunto e aguarda retorno.

De acordo com Wellington do Curso, o simples fato dos serviços ou obras estarem sendo executadas com o dinheiro do BNDES deveria levar o governo comunista ao entendimento de que as ações não podem ser feitas de qualquer forma.

“Recebemos denúncias de obras entregues pelo Governo do Estado que, em menos de 20 dias, em virtude da péssima qualidade dos serviços, já estão em fase de destruição. Não é porque um serviço é dito público que ele pode ser feito de qualquer forma, sem qualquer tipo de qualidade. Pelo contrário! Isso não pode acontecer! Estamos falando de aplicação de recursos públicos federais”, ressaltou.

No documento entregue na CGU e no TCU, o deputado descreve uma série de casos recentes em que, em quase uma dezena de municípios maranhenses, a mau uso dos recursos do BNDES no programa Mais Asfalto causou prejuízo aos cofres públicos.

“Há a Ponte do Balandro, em Bequimão, inaugurada há menos de um mês e já tem buracos e rachaduras no asfalto. Não somos contra a recuperação asfáltica. Ao contrário, o Mais Asfalto é uma ideia boa, algo que faria a diferença na vida das pessoas caso fosse feito com seriedade e com responsabilidade. São recursos federais e, por isso, solicitamos a auditoria operacional para verificar os gastos públicos do governo Flávio Dino”, disse Wellington.

Wellington quer PF e MPF apurando malversação da verba do BNDES por Dino
Política

Parlamentar solicitou investigação sobre o uso do dinheiro oriundo do banco de desenvolvimento no Mais Asfalto. Obras estão se deteriorando dias após ser entregues

O deputado estadual Wellington do Curso (PP) encaminhou ofício à Superintendência da Polícia Federal (PF) no Maranhão e ao Ministério Público Federal (MPF), na última quinta-feira 28, em que solicita a apuração da malversação do dinheiro oriundo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

As investigações, segundo o progressista, devem ser feitas no âmbito do programa Mais Asfalto. Outros órgãos de controle e de fiscalização também devem ser acionados.

No documento, Wellington justifica o pedido apontando diversas obras de péssima qualidade que, com poucos dias de entregues, já estão se deteriorando. Registros de obras executadas pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) nos municípios de Bequimão, Arari e Carolina, inaugurada recentemente, mas já tomadas por buracos e rachaduras, foram anexados na denúncia.

“É dinheiro público jogado fora em um asfalto de péssima qualidade evidenciado tanto na capital como no interior do estado. Algo tem que ser feito diante disso. Não é porque o serviço é público que pode ser feito de qualquer forma. Alguém precisa ser responsabilizado por esse crime”, ressalta Wellington.

O caso de desperdício de recursos públicos na rodovia MA-272, entre Barra do Corda e Fernando Falcão, que foi asfaltada com dois postes no meio da via, também faz parte da denúncia.

Fiema enviará nova carta ao Palácio enaltecendo Flávio Dino?
Política

Quatro meses depois de ser vangloriado por Edilson Baldez, comunista deixou entidade de fora das discussões sobre incentivos fiscais a indústria e agroindústria maranhenses

O governador Flávio Dino (PCdoB) usou a força de sua base aliada e conseguiu ter aprovada na Assembleia Legislativa do Maranhão, nesta terça-feira 26, medida provisória que institui nova sistemática de tributação no estado e garante uma série de isenções do Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre a Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) a empresas do setor da indústria e agroindústria maranhenses.

O texto foi aprovado em sua forma original, após a maioria do plenário rejeitar uma emenda do deputado estadual Eduardo Braide (PMN), que incluiria um representante da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema) no Conselho Deliberativo (Condep), criado para analisar e aprovar projetos de adesão aos incentivos fiscais concedidos pelo dispositivo. Com isso, o colegiado será formando apenas por membros do próprio Poder Executivo.

Há pouco mais de quatro meses, a Fiema encaminhou uma carta pra lá de oferecida ao comunista, assinada pelo seu eterno presidente, Edilson Baldez, onde dizia reconhecer o trabalho que, segundo a federação, Flávio Dino desenvolve no Maranhão, sempre em parceria com a entidade.

“Por essas ações positivas que ajudam a transformar os nossos indicadores sociais, econômicos e de desenvolvimento e que confirmam o sentimento de que o Governo do Maranhão caminha no rumo certo é que parabenizamos Vossa Excelência por mais esta grande conquista ao ser destacar no ranking dos melhores governadores do Brasil”, escreveu Baldez no documento.

Com a Fiema agora retirada das discussões sobre os incentivos às industrias maranhenses, envergonhada e sem prestígio para sequer indicar um representante para o Condep, fica o questionamento: a entidade pretende enviar nova carta enaltecendo Dino?

Mil dias depois, sarneystas continuam no poder no MA, mas com Flávio Dino
Política

Principal promessa do governador comunista está cada vez mais longe de ser cumprida. Simbiose beneficia políticos e empresários

O governador Flávio Dino (PCdoB) completa, nesta terça-feira 26, mil dias a frente do Palácio dos Leões. Em vez do cumprimento da promessa de mudança, de varrer o grupo que dominou o Maranhão por quase 50 anos, o comunista criou e vem mantendo uma simbiose onde sarneystas continuam no poder, só que sem Roseana como cabeça.

Na Assembleia Legislativa, onde o governo precisa aprovar matérias de seu interesse, a base é formado por mais de 90% de sarneystas. Da antiga oposição, foram reeleitos para a Casa apenas Othelino Neto (PCdoB) e Bira do Pindaré (PSB), sendo o restante formado de gente do tipo de Stênio Rezende (DEM), Antônio Pereira (DEM), Edson Araújo (PSL), Hemetério Weba (PV), Marcos Caldas (PSDB), Ricardo Rios, Rigo Teles (PV), Vinícius Louro (PR) e outros rebentos do clã. O próprio líder do governo, deputado Rogério Cafeteira (PSB), é dos maiores sabujos da oligarquia, como revela o sobrenome que dispensa apresentação.

Apesar de acusar sua antecessora de contratar, e por isso beneficiar, sempre as mesmas empresas, desde que assumiu o governo, Dino mantém essas mesmos empresários em dezenas de contratos com o Estado, seja por dispensa de licitação ou não. Os nomes são conhecidos: Ducol, Duvel, Domus, Atlântica, Vip, Masan, VTI e outras que só tiveram contratos encerrados após deflagração de operações da Polícia Federal, como o ICN, Bem-Viver e Idac.

Nas prefeituras maranhenses, Flávio Dino conseguiu eleger e reeleger — e comemorou isso — dezenas de sarneystas. Alguns tiveram até de se filiar ao PCdoB, como Carlinhos Barros, de Vargem Grande, ou nem precisaram, como o de Chapadinha, Magno Bacelar (PV).

No próprio Executivo, em troca de apoio para a reeleição, Flávio Dino vem loteado diversos cargos, em todos os escalões, para filhotes do sarneysmo, como o deputado Cléber Verde (PRB), dono de cotas no governo. Alguns deles, inclusive, como o presidente da Agência Executiva Metropolitana, Pedro Lucas, filho do célebre Pedro Fernandes, ambos do PTB, usam a pasta para se salvar nas urnas, em 2018. E a lista tende a aumentar, já que novas adesões começam a acontecer, como a entrada do PR, de Josimar de Maranhãozinho, no Palácio dos Leões.

Mil dias depois, sarneystas continuam no poder no Maranhão, mas agora com Flávio Dino como chefe.

Flávio Dino perde prestígio e deixa de ser prioridade no PCdoB
Política

Comunista perdeu o respeito eleitoral do próprio partido após Escutec apontar que ele é derrotado por Roseana Sarney em intenção de votos

O governador Flávio Dino perdeu o prestígio dentro da própria legenda, o PCdoB, e deixou de ser a prioridade nacional comunista. Primeiro e único governador eleito pela legenda, Dino era apontado pelos camaradas do partido, até outro dia, como nome absoluto para a Presidência da República.

A ascensão do governador do Maranhão para o Palácio dos Planalto, agora em 2018, segundo essas lideranças, se daria por razão das acusações que pesam contra ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Numa delas, inclusive, Lula já está condenado a nove anos e meio de cadeia.

O nome de Flávio Dino estava no páreo pela esquerda não por competência administrativa do comunista, mas em razão dele haver se posicionado fervorosamente a favor da ex-presidente Dilma Rousseff, quando do impeachment da petista, e do próprio Lula, no que diz respeito à Lava Jato.

Contudo, apesar da forte campanha midiática em torno do nome do comunista, pesquisa recente do Instituto Escutec aponta que, se Dino tentar a reeleição no Maranhão tendo como adversária a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), ele perde em intenção de votos para a peemedebista em todos os cenários possíveis.

Sem prestígio e de votos insuficientes no próprio estado, Flávio Dino passa agora a ver apenas os nomes dos camaradas Vanessa Grazziotin, Jandira Feghali, Manuela D'Ávila e até de Orlando Silva na disputa pela indicação do PCdoB para a Presidência.

Denúncia contra Flávio Dino está parada na Assessoria Especial da PGJ, diz Sousa Neto
Política

Representação foi protocolada há quase um mês. Governo é acusado de manter suposta funcionária fantasma ligada a Carlos Lula na SES

O deputado estadual Sousa Neto (PEN) cobrou do chefe da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), Luiz Gonzaga Coelho Martins, celeridade a respeito da denúncia contra o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB); o secretário estadual de Saúde, Carlos Lula; e a servidora da pasta, Alana Valéria Coelho, que seria fantasma desde o início de 2017. Gonzaga foi colocado no posto pelo chefe do Executivo, embora tenha ficado na segunda colocação na lista tríplice do Ministério Público estadual.

De acordo com o parlamentar, a representação protocolada por ele no órgão está parada na Assessoria Especial da PGJ. Sousa disse que não vai aceitar que a denúncia seja engavetada, e que irá até as últimas instâncias para que alguma medida breque a sangria nos cofres públicos por meio da irregularidade.

“Estou cobrando um posicionamento do Ministério Público a respeito da representação que dei entrada e que até agora não saiu da assessoria especial do gabinete do procurador-geral. Irei até às últimas instâncias para que haja alguma medida que impeça que a funcionária fantasma Alana Valéria Coelho, mesmo sem trabalhar, continue recebendo mais de R$ 9 mil por mês. Essa denúncia não pode ser engavetada”, disparou.

O documento foi protocolado por Sousa Neto no dia 29 de agosto último. De lá pra cá, afirma o deputado, segundo consulta junto ao MP-MA, o processo ainda se encontra na Assessoria Especial, aguardando despacho.

“Acredito no Ministério Público e espero que se manifeste e se posicione contra essa caso da servidora fantasma do governo Flávio Dino. Estou acompanhando diariamente o andamento do processo, e caso seja necessário, vamos levar ao conhecimento do Conselho Nacional dos Membros do Ministério Público e do Conselho Nacional de Justiça essa ilegalidade, para que os envolvidos não fiquem impunes. Isso porque, quem está pagando o salário dessa funcionária somos nós contribuintes”, pontuou.

O deputado criticou a omissão e o silêncio da base governista e do próprio Flávio Dino.

“Estamos aguardando a ala governista para sair em defesa de Carlos Lula e de Flávio Dino. Já dei oportunidade para a Secretaria de Saúde se manifestar, inclusive, entrei com requerimento para que respondesse aos nossos questionamentos. Até com relação à própria servidora Alana, já entramos com um requerimento que garanta a ela o direito de se defender. Até o meu próprio gabinete já disponibilizei, já que ninguém aqui a defende”, disse.

Eliziane Gama pode ganhar vaga vice de Flávio Dino via ‘cota’
Política

Deputada sugeriu à Comissão da Reforma Política proposta que assegura a participação de mulheres na composição das chapas de candidatos ao Executivo

Esquecida pelos institutos e eleitores em pesquisas de intenção de votos para o Senado, ao ponto de já ter de subir em palanque do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) para tentar ser notada, a deputada federal Eliziane Gama (PPS) pode ganhar sobrevida política por meio de uma unção forçada a vice de Flávio Dino (PCdoB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2018.

No início desta semana, foi aprovada na Comissão da Reforma Política da Câmara dos Deputados, no texto-base do relator Vicente Cândido (PT-SP), emenda sugerida pela própria Gama e apresentada pelo líder do PPS na Casa, deputado federal Arnaldo Jordy (PA), que assegura uma especie de ‘cota’ para mulheres na composição de chapas de candidatos a presidente da República, de governador e de prefeito.

Pelo dispositivo, a mulher poderá concorrer tanto na cabeça da chapa quanto ao cargo de vice, já que o texto diz que “será assegurada a participação de ambos os gêneros” na composição eleitoral.

O relatório está ponto para ser votado.

Se aprovado, segue para apreciação do Senado Federal, e precisa ter o aval do Congresso até o início de outubro próximo, para já valer nas eleições do próximo ano.

Apesar do apagado desempenho para o Senado, Eliziane jura que a proposta não foi feita pensamento em benefício próprio. “Neste caso não, porque não tô me colocando pra vice. Nosso projeto é pro Senado”, garante, mas sem descartar a possibilidade de, valendo a ‘cota’ para 2018, entrar na disputa como vice Dino: “essa decisão vou tomar junto com o partido”.

Conforme divulgada pela própria, a parlamentar fez juramentos recentes à cúpula da Assembleia de Deus, onde congrega com a família, de que não tentará a reeleição para a Câmara e nem o retorno para a Legislativo do Maranhão. Pelo juramento, para contar com o coronelismo gospel da igreja, ela só poderá disputa o Senado ou o Executivo.

Internautas criticam falta de indignação de Dino contra Lula e o PT
Política

Cobrança foi feita numa postagem do governador do Maranhão nas redes sociais sobre suposto desvio de recursos para enchentes pela ex-governadora Roseana Sarney

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), foi alvo de duras críticas e cobranças nas redes sociais, nesta segunda-feira 11, pelo falta de indignação diante das acusações de corrupção que pesam contra o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Partido dos Trabalhadores (PT), acusados pela Procuradoria-Geral da República (PRG) de liderar o esquema de desvio de dinheiro público e propinagem da Petrobras.

A cobrança foi feita numa postagem em que o comunista se mostra exaltado com o suposto desvio de dinheiro público destinado às vítimas de enchentes no estado. Para os internautas, as indignações do governador contra acusados de dilapidar o erário são feitas apenas contra políticos de oposição ao seu governo.

“Engraçado como você não mostra essa mesma indignação para com o Lula que roubou bilhões do povo brasileiro”, criticou um seguidor. “Fique indignado tb com os corruptos do PT, governador!”, cobra outro. “Engraçado que você fez um jantar e gastou um absurdo para recepcionar o líder dessa quadrilha que saqueou os cofres públicos e deixou o país quebrado!!! O povo é que fica indignado com vocês!!!”, alertou outro seguidor.

Apesar de não ter citado diretamente a que se referia, a indignação virtual de Flávio Dino surge poucos dias depois da informação de que a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) teria desviado cerca de R$ 18 milhões dos cofres públicos do Maranhão em conluio com o então ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima, preso recentemente na Lava Jato após a Polícia Federal encontrar em um apartamento mais de R$ 51 milhões com suas digitais.

“Registro minha indignação com aqueles que no Maranhão tiveram a coragem de roubar dinheiro destinado a vítimas de enchentes. Repugnante. Infelizmente não devemos nos surpreender com o que essa gente é capaz. Mas até dinheiro de vítimas de enchentes é realmente abjeto”, diz Flávio Dino na publicação em que vem sendo criticado pelos internautas.

Os recursos supostamente desviados por Roseana e Geddel foram repassados pelo governo federal ao governo estadual em 2009, com o objetivo de recuperar rodovias destruídas após uma enchente, em quase 70 municípios maranhenses. À época, o Palácio do Planalto era comandado justamente por Lula, aliado de primeira linha da família Sarney no Maranhão.