Flávio Dino
Eliziane contraria decisão do Cidadania no MA e insinua que vai impor apoio a Weverton
Política

Senadora gravou vídeo afirmando que é vice-presidente nacional da legenda e que segue com o pedetista. Partido é comandado no estado por seu irmão, o pastor Eliel Gama

A senadora Eliziane Gama contrariou a decisão tomada pela cúpula de seu partido no Maranhão, o Cidadania, e insinuou que pretende utilizar a força que possui na direção mais alta da legenda para impor apoio ao senador Weverton Rocha (PDT) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

“Soube agora que o meu partido teria tomado uma decisão local, pontual em relação a uma outra candidatura, mas sou vice-presidente nacional do partido, nossa decisão está mantida, pré-candidatura de Weverton a todo vapor”, afirmou em vídeo divulgado por aliados em grupos de WhatsApp.

A gravação foi uma resposta rápida à decisão do Cidadania maranhense, anunciada nas redes sociais também nesta quarta-feira (1º), de acompanhar a escolha pessoal do governador Flávio Dino (PSB) em prol do vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

Em reunião no início da semana com o colegiado de partidos que integram a base do governo, Dino oficializou sua definição pessoal por Brandão, e abriu prazo de dois meses pela “máxima unidade” dos demais aliados em torno de seu escolhido.

Embora o chefe do Executivo tenha decidido aguardar até o fim de janeiro para nova reunião com a base, a resposta de Eliziane Gama à declaração de apoio do Cidadania no Maranhão ao sucessor escolhido por Flávio Dino reforça a indicação de que as cartas já estão na mesa, e que tanto a senadora quanto seu novo líder, Weverton Rocha, vão mesmo trair o acordo firmando com o governador e o grupo.

O Cidadania no Maranhão é comandado pelo pastor Eliel Gama, que é irmão da senadora. Como ambos são evangélicos, a briga por quem o partido deve apoiar no Maranhão para o governo do Estado deve parar na igreja.

Cidadania abandona Weverton e decide apoiar Brandão para o governo do MA
Política

Partido da senadora Eliziane Gama acompanhou Flávio Dino, que no início da semana anunciou o vice como seu sucessor em 2022

Como antecipou o ATUAL7, a cúpula do Cidadania maranhense bateu o martelo e decidiu abandonar o senador Weverton Rocha (PDT) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Em publicação no Twitter, nesta quarta-feira (1º), a sigla anunciou que vai seguir a decisão do governador Flávio Dino (PSB) e também apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

“Em uma decisão colegiada, o partido Cidadania no Maranhão decidiu acompanhar a opção do governador Flávio Dino de apoio a pré-candidatura ao governo do estado do vice-governador Carlos Brandão para as eleições de 2022, anunciada na última segunda-feira (29)”, publicou.

Com a decisão do partido, Brandão reafirma possuir maior potencial eleitoral e capacidade de aglutinação de forças partidárias para a sucessão estadual, critérios estabelecidos entre Dino e aliados para que seja lançado apenas um candidato ao governo do Maranhão pelo grupo dinista na eleição de ano que vem.

Mesmo sem o apoio do chefe do Executivo e esvaziado, Weverton tem indicado que pretende trair o acordo e o líder do próprio grupo e seguir na disputa.

O Cidadania no Maranhão é comandado pelo pastor Eliel Gama. Ele é irmão da senadora Eliziane Gama, que ainda segue anilhada a Weverton Rocha em troca da garantia de eleição de seu esposo, o empresário Inácio Melo, para a Assembleia Legislativa.

Dino confirma apoio a Brandão, dá prazo final para Weverton e esvazia Camarão e Simplício
Política

Com a escolha tornada pública, mandatário passará a se engajar abertamente pela vitória do sucessor nas urnas em 2022

Durante reunião na noite dessa segunda-feira (29) com lideranças partidárias e pré-candidatos à sua sucessão, o governador Flávio Dino (PSB) confirmou que vai apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Com a declaração formal de apoio, reafirmada publicamente nas redes sociais, Dino passará a se engajar abertamente pela vitória de Brandão nas urnas na eleição do ano que vem, algo que já vinha fazendo indiretamente e no bastidor.

Conforme antecipou o ATUAL7, embora tenha externado sua posição pessoal, o governador do Maranhão não fez qualquer imposição à base aliada, e aceitou o pedido da maioria, de esperar até o fim de janeiro pela “máxima unidade” do grupo em torno de Brandão.

Um dos que indicaram pela unidade do grupo foi o secretário de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry (PCdoB), evidentemente, combinado com Dino, que busca retirar de si ao final do mandato a pecha de ditador.

A decisão do mandatário em favor de seu vice imediatamente tira da disputa todos os demais postulantes do grupo à sucessão estadual.

No caso de Weverton Rocha (PDT), o senador ganhou novo prazo, mas agora final, para decidir se adere ao projeto de Flávio Dino ou se trai o líder do grupo e rompe de vez com o chefe do Executivo –como fez seu colega de bancada no Senado, Roberto Rocha (PSDB).

Já os secretários estaduais de Educação, Felipe Camarão (PT), e de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), embora tenham reafirmado nas redes sociais que mantêm as respectivas pré-candidaturas ao governo do Estado, ambos foram automaticamente esvaziados.

Como Dino é o comandante do grupo, e já declarou apoio público a Brandão, a disposição de ambos para a corrida perde o sentido, pois nenhum deles irá se lançar contra a decisão do governador. Até a reunião em janeiro, ambos devem declarar o esperado, e seguirem o líder.

Dino reúne aliados para anúncio de apoio a Brandão ao Palácio dos Leões em 2022
Política

Governador vai publicar nas redes sociais documento detalhando como o sucessor atende aos critérios de lealdade, agregação política e potencial eleitoral

O governador Flávio Dino (PSB) prepara anúncio de apoio à pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) ao Palácio dos Leões em 2022. A formalização do endosso deve ocorrer nesta segunda-feira (29), em reunião com aliados.

O ATUAL7 apurou que Dino já esboçou uma espécie de manifesto que será assinado por quem apoiar a decisão, e publicado nas redes sociais, detalhando os motivos que levaram a base dinista a seguir com Brandão na eleição do ano que vem.

No documento, é informando como o sucessor do governador atende aos critérios de fidelidade aos programas de governo, maior capacidade de agregação política e potencial eleitoral, todos estabelecidos em conjunto entre Flávio Dino e lideranças partidárias em encontro ocorrido em julho.

No fim de semana, o governador do Maranhão se reuniu com o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (ainda no PCdoB, mas prestes a se filiar ao PDT), e com o senador Weverton Rocha (PDT). Mais uma vez, foi oferecida a vaga de vice na chapa de Brandão e a permanência de Othelino no comando do Poder Legislativo, se reeleito deputado.

Caso o PDT decida reafirmar traição ao acordo assinado com Dino e demais lideranças partidárias, e seguir com a pré-candidatura de Weverton ao governo do Estado pela oposição, a vice ficará com o PT, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pelo partido, postulam a vaga o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, e o deputado estadual Zé Inácio.

Apesar de seguir com Flávio Dino, Márcio Jerry não deve ter espaço no governo de Carlos Brandão
Política

Desconfiança e briga paroquial travam aproximação. Presidente do PCdoB no Maranhão enfrenta ainda dificuldades na tentativa de reeleição para a Câmara

O PCdoB no Maranhão definiu nessa terça-feira (23) que o partido vai obedecer e seguir com quem o governador Flávio Dino (PSB) mandar na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022. A decisão já era esperada, e busca unicamente tentar garantir a difícil reeleição do presidente da legenda no estado, Márcio Jerry, para a Câmara dos Deputados.

Apesar do apoio, Jerry não deve ter espaço no governo de Carlos Brandão (PSDB), atual vice-governador e nome do coração de Dino para a eleição do ano que vem.

Sucessor natural do socialista, Brandão foi atrapalhado por Márcio Jerry durante a disputa pela presidência da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão). O tucano apoiou o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), que acabou derrotado pelo prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), braço político e sócio do senador pedetista Weverton Rocha em postos de gasolinas comprados do agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan.

Há ainda uma forte desconfiança nutrida entre ambos sustentada por uma antiga briga paroquial em Colinas.

Desde 2015, quando chegaram ao poder com Dino, ambos se suportam respeitosamente em público, mas no bastidor há apenas ojeriza de um contra o outro, principalmente de Jerry, por não ter conseguido alcançar a expressão política do adversário nem própria terra natal.

Carlos Brandão receberá o apoio declarado de Flávio Dino para 2022 em reunião com lideranças partidárias marcada para o fim do mês, e assumirá o comando do governo do Estado a partir de abril, quando Dino deixará o Executivo, por força da lei, para concorrer ao Senado.

Para escapar da humilhação de ser exonerado pelo inimigo paroquial, porém, Márcio Jerry já se prepara para entregar o cargo antes.

A uma semana de anunciar apoio a Brandão, Dino busca entendimento com Othelino e Eliziane
Política

Governador e aliados costuram caminho para continuarem no mesmo grupo em 2022. Weverton Rocha voltou a antecipar que pretende trair acordo

A uma semana da reunião em que anunciará apoio ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, o governador Flávio Dino (PSB) voltou a conversar pessoalmente com o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), e com a senadora Eliziane Gama (Cidadania).

O trio esteve reunido nessa segunda-feira (22), buscando um caminho para entendimento e continuarem no mesmo projeto político. Além de amarrar a renovação do mandato em 2026, a senadora busca espaço para eleição do marido, Inácio Melo, para a Alema. Já o presidente do Poder Legislativo estadual trabalha para se manter no comando da Casa, se reeleito deputado, ou ocupar a vaga de vice de Brandão.

Atualmente, tanto Othelino quanto Eliziane ainda estão fechados com o senador Weverton Rocha (PDT), que voltou a antecipar que pretende descumprir o acordo firmado por Dino com lideranças partidárias em julho, de indicar apenas um candidato ao governo do Estado pelo grupo.

Dos quatro postulantes dinistas, apenas Brandão atende todos os critérios estabelecidos conjuntamente pelo chefe do Executivo e aliados, que são de lealdade ao programa de governo; maior capacidade de agregação política; e potencial eleitoral.

Carlos Brandão é ainda o candidato do coração de Flávio Dino.

Conforme mostrou o ATUAL7, sem apoio político nem mesmo dentro dos próprios partidos nem viabilidade eleitoral, os secretários de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), e de Educação, Felipe Camarão (PT), devem retirar as respectivas pré-candidaturas e, em atendimento ao primeiro critério, de lealdade, seguir com Brandão pela união do grupo e continuidade das ações consideradas exitosas do governo.

Já Weverton, embora tenha reunido em torno de seu projeto parte da classe política maranhense, perdeu forças e vem sendo esvaziado nas últimas semanas por Brandão e até mesmo por Camarão.

Também inviabiliza a escolha de seu nome a avaliação negativa de sua imagem junto à população maranhense, arranhada em razão de envolvimento em conhecidos processos que enfrentou ou ainda enfrenta na Justiça relacionados à desvio de recursos públicosenriquecimento ilícito e corrupção, além de haver feito defesa de projetos no Senado contrários às políticas públicas adotadas pelo governo dinista, o que o torna infiel ao projeto.

Traição de Weverton Rocha a acordo já era esperada por Flávio Dino
Política

Pedetista voltou a antecipar que manterá o nome na disputa pelo Palácio dos Leões mesmo que não atenda aos critérios pré-estabelecidos pelo grupo

A traição do senador Weverton Rocha (PDT) ao acordo que prevê o lançamento de apenas um candidato da base governista ao Palácio dos Leões em 2022 já era esperada por Flávio Dino (PSB).

No sábado (20), em Timon, o pedetista voltou a antecipar que manterá o nome na disputa mesmo que não atenda aos critérios pré-estabelecidos pelo grupo em julho. Ele já havia insinuado não precisar do apoio de Dino para 2022, e aberto diálogo para formação de aliança eleitoral com o senador Roberto Rocha, desafeto do governador do Maranhão.

“É um projeto construído por muitas mãos, de grupo e de sentimento. Estamos bem na pesquisa, temos o melhor grupo político e estamos preparados para enfrentar os desafios que precisamos enfrentar, que é a fome, [falta de] desenvolvimento e da geração de emprego. É um projeto que se consolidou e, obviamente, será submetido à vontade popular nas urnas no ano que vem”, respondeu ao radialista Eliézio Silva, ao ser questionado se a pré-candidatura pode ser retirada ou não.

De acordo com aliados do chefe do Executivo, pelas movimentações do pedetista e ataques de entusiastas do senador, ele já calculava que Weverton repetiria o que fez na eleição de 2020, quando provocou racha, traiu o grupo e fechou apoio com o candidato da oposição à prefeitura de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), que terminou eleito.

Marcada inicialmente para ocorrer na semana passada, a reunião entre Flávio Dino e lideranças partidárias para escolha do candidato único do grupo ao governo do Estado foi transferida para o próximo dia 29.

Para ser escolhido, o nome do grupo deve preencher três critérios: lealdade; agregação política; e potencial eleitoral.

Do total de quatro postulantes, até o momento, apenas o vice-governador Carlos Brandão (PSB), sucessor natural de Dino e que passará a comandar o governo do Maranhão a partir de abril de 2022, atende todos os fatores. Ele é ainda o candidato do coração de Dino.

Sem apoio político nem mesmo dentro dos próprios partidos nem viabilidade eleitoral, os secretários de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), e de Educação, Felipe Camarão (PT), devem retirar as respectivas pré-candidaturas e, em atendimento ao primeiro critério, de lealdade, seguir com Brandão pela união do grupo e continuidade das ações consideradas exitosas do governo.

Já Weverton, embora tenha reunido em torno de seu projeto parte da classe política maranhense, perdeu forças e vem sendo esvaziado nas últimas semanas por Brandão e até mesmo por Camarão.

Também inviabiliza a escolha de seu nome a avaliação negativa de sua imagem junto à população maranhense, arranhada em razão de envolvimento em conhecidos processos que enfrentou ou ainda enfrenta na Justiça relacionados à desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito e corrupção, além de haver feito defesa de projetos no Senado contrários às políticas públicas adotadas pelo governo dinista, o que o torna infiel ao projeto.

Prefeitura de São Domingos do Azeitão pagou R$ 21 mil por almoço para Flávio Dino
Cotidiano

Comilança financiada pelos cofres públicos também foi oferecida para comitiva do governador. Segundo o IBGE, mais da metade da população do município vive com até meio salário mínimo

A Prefeitura de São Domingos do Azeitão pagou R$ 21 mil por serviços de buffet, tipo almoço, para recepcionar o governador Flávio Dino (PSB) e sua comitiva no município.

Por dispensa de licitação, o dispêndio foi realizado em setembro, e a contratada foi a empresa Eliane Cristofoli Rell, a Coppa Grill & Defumados, localizada na própria cidade e aberta poucos meses antes da comilança financiada pelos cofres públicos. Segundo a nota fiscal, o buffet foi contratado para até 300 pessoas –mas não há dados públicos que confirmem a quantidade real do atendimento prestado.

Além de refeição com saladas, massa e pratos quentes, foi servido sobremesas e bebidas não alcoólicas diversas. Também foi garantido o fornecimento de local para o evento, mesas, cadeiras e demais estrutura necessária.

Localizado na região sul do Maranhão, São Domingos do Azeitão é um dos dez municípios com maior PIB per capita no estado, segundo dados de 2018 do Imesc (Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos). Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2019, porém, apontam que, considerando domicílios com rendimentos mensais de até meio salário mínimo por pessoa, 53.9% da população da cidade vivem nessas condições, o que indica que a distribuição de renda gerada pelo município é desigual.

Dino esteve em São Domingos do Azeitão no dia 31 de agosto, onde entregou uma ambulância para a rede municipal e inaugurou um posto do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) do Maranhão. A agenda contou ainda com entrega de kits esportivos, kits feira, cestas básicas e kits do programa Mais Renda.

O prefeito do município é Lourival Leandro dos Santos Júnior, popularmente conhecido como Júnior do Posto (Republicanos), empresário que nas redes sociais se diz apaixonado pela cidade.

Sarney & Dino: a volta dos que não foram
Artigo

Por Abdon Marinho*

CONHECIDO por suas análises políticas sempre apuradas, o poeta, cronista, escritor, cineasta e ex-deputado Joaquim Nagib Haickel escreveu uma com um título despretensioso: “Sobre 2022”. Lá fez diversos prognósticos sobre os possíveis cenários. Em um deles, justamente a que causou maior burburinho, assentou: “A montagem de um cenário ainda maior, algo mais monumental, que resultasse em uma ampla coalisão, que envolvesse também o grupo Sarney, o que sacramentaria de uma vez a eleição de todos, sem que muitas forças, políticas e financeiras fossem despendidas. Neste caso a vaga ao senado ser oferecida ao grupo Sarney, cabendo a Weverton aceitar indicar o suplente de senador e o vice-governador”.

Deixando falar o cineasta, completou: “Essa arquitetura seria digna de um Oscar de melhor direção de arte”.

Pois bem, muito embora concorde com a assertiva de que tal arquitetura mereceria ganhar a estatueta do Oscar de melhor direção de arte, certamente haverão de convir, que a união Sarney & Dino, ou vice-versa, passaria longe do Oscar de melhor roteiro original.

Quantas vezes, eu mesmo, que não sou ninguém, falei sobre isso? Quantas vezes não disse que o sonho de Dino é ser o candidato a vice-presidente na chapa de Lula e que isso passaria por uma articulação com o velho morubixaba maranhense? Quantas vezes não disse que Dino poderia se “coligar” a Sarney até por bem menos que uma candidatura a vice-presidente ou qualquer outra coisa, desde que pudesse manter seu espaço de poder?

E olhem que mesmo minhas primeiras análises sobre tais possibilidades, no texto “Sarney & Dino: o acordo que não ousa dizer o nome”, não eram originais, mas, apenas fruto do que já testemunhei na política maranhense.

Lembro que em agosto/setembro de 2003, no primeiro ano do governo Lula, uma “facção” petista “inventou” e tentou levar adiante a candidatura do então juiz Flávio Dino à prefeitura de São Luís. Até então o prazo de filiação e domicílio eleitoral eram de no mínimo um ano antes do pleito. Dino, por ser juiz não possuía formalmente filiação, precisaria sair da magistratura e filiar-se a um partido, no caso o PT.

Conforme noticiou na época o saudoso jornalista Walter Rodrigues, o juiz Dino e o deputado Washington Luiz, que salvo engano, assumira como suplente, chegaram a visitar a então senadora Roseana Sarney, onde lhe disseram que não se “oporiam” caso ela se filiasse ao Partido dos Trabalhadores - PT.

Em 2002, os Sarney, que romperam com os tucanos por conta da “Operação Lunus”, apoiaram a candidatura de Lula e, em 2003, estavam mandando e desmandado nos espaços políticos do governo federal no estado e, também, no Brasil.

O PT local, embora no poder central, era como “peru novo”, ou seja, “comia na mão de Sarney”, e, pelo menos, uma das várias facções, não viam “nada demais” em fazer de Roseana Sarney uma “companheira”, ainda mais se isso servisse para pavimentar o caminho de um “quadro raiz” do petismo, momentaneamente investido na condição de juiz, no comando da prefeitura da capital.

Acredito que a divulgação da matéria no Colunão de Walter Rodrigues, com tais informações, muito provavelmente, vindas de outras “facções” petistas, acabou “melando” aquela articulação e o então juiz acabou desistindo do seu intento de virar “político de mandato” naquela ocasião.

Na semana seguinte à matéria, ao encontro e ao suposto “convite” para Roseana “virar” petista, vieram os desmentidos, da parte dos articuladores dinistas.

Como a política é “dinâmica”, dois anos depois, já em 2006, o governador José Reinaldo “encantou-se” por Dino e o fez deputado federal, num esquema oposicionista ao grupo Sarney de quem ele fora “enamorado” há, apenas, dois anos.

Anos depois, em retribuição ao fato de Zé Reinaldo lhe ter feito “nascer” para a política com mandato e toda contribuição que deu até torná-lo governador, impediu de forma cruel que encerrasse a carreira política com senador, trabalhando, incansavelmente, para a eleição de Weverton Rocha e Eliziane Gama, em 2018, dois aliados de “primeira hora”.

Faço esse registro histórico apenas para dizer que a articulação Dino & Sarney para a eleição estadual de 2022, até poderia, como pontificou o cineasta Joaquim Nagib Haickel, ganhar o Oscar de direção de arte, mas, jamais o de roteiro original, repito, conforme revelado há quase vinte anos pelo jornalista Walter Rodrigues.

E, antes mesmo de WR exercer com o brilhantismo seu mister e revelar o que os protagonistas queriam manter oculto, se voltarmos a história um pouco mais, até o ano de 1984, na campanha pelas diretas já ou pela chapa Tancredo/Sarney, lá encontraremos o “líder estudantil” Flávio Dino dividindo “palanque” com o então senador Sarney, ex-presidente do PDS, partido de sustentação da ditadura, também afeito aquela pauta.

E, muito embora isso seja apenas uma pilhéria, se voltarmos um pouco mais no tempo, lá pelos anos setenta, encontraremos o infante Flávio Dino, em alguma visita do seu pai, Sálvio Dino ou do avô, Nicolau Dino, a Sarney, dizendo com seus botões ou em voz alta: — pai/vô, quando eu crescer quero ser como o “tio” Sarney.

Mas isso é piada. Não levem a sério, por favor.

Então, ao meu sentir, essa conjectura de Haickel a respeito de uma hipotética união dos grupos Dino & Sarney, nada mais é do que “a volta dos que não foram”.

Dino não desistiu do sonho de ser o candidato a vice-presidente na chapa com Lula e para isso, muito embora o Maranhão não represente muita coisa no cenário político/eleitoral brasileiro, precisa contar com a valiosa amizade de Sarney com Lula.

Não sendo, apenas isso, suficiente, trabalha, incansavelmente, noutras duas frentes: fustigar sempre que pode – e não falta motivos para isso –, o presidente Bolsonaro, principal adversário de Lula, até agora; e atacar o ex-juiz Sérgio Moro, que filiou-se a um partido político e, certamente, disputará as próximas eleições.

Embora, unindo-se ao bolsonarismo e ao petismo nos ataques a Moro, a investida contra o ex-companheiro de toga, tem um cálculo político próprio.

Dino, Ciro, e diversos outros, que gravitam em torno de uma terceira via política para o país, sabem que o ex-juiz Moro é o nome que ameaça os seus sonhos de chegarem algum dia à Presidência da República.

Ainda que Moro não ultrapasse Bolsonaro ou Lula para ir para o segundo turno das eleições de 2022 – quando ganharia (assim como qualquer outro) de qualquer um deles –, será o nome mais forte para as eleições de 2026, quando deverá disputar com muito mais chances contra essa turma.

Esse é o o motor dos ataques de Ciro e, principalmente, de Dino contra o ex-juiz Sérgio Moro.

Não temos notícias – exceto pelo fato do pai ter sido membro de um partido –, de qualquer atividade político partidária de Moro até a recente filiação, bem diferente, do que se sabe de Dino, que antes, durante e depois da magistratura, sempre teve um, digamos, “engajamento” político e ligação próxima com partidos, tanto que, conforme divulgado, amplamente, na mídia cogitaram e “trabalharam” por sua candidatura à prefeito da capital em 2004, quando ainda era juiz. Conforme revelam as noticias da época, isso não foi feito à sua revelia, ele sabia e até participou de reuniões neste sentido.

Lembro que quando saiu o suposto desmentido sobre as articulações com Roseana Sarney, assinado por Francisco Gonçalves, um dos líderes do movimento “pró-Dino prefeito” e atual secretário de alguma coisa no governo Flávio Dino, disseram até que “era mentira que Dino teria convidado Roseana para filiar-se ao PT”, entre outras coisas.

WR, em resposta, assentou que a matéria jamais dissera tal coisa, até porque Dino não possuiria legitimidade para convidar quem quer que fosse para ingressar em um partido político.

Lembro que, inspirado como só ele, WR “destrinchou” o desmentido e até deu “aula” de redação ao missivista.

Pois é, aí quando vejo o ataque de Dino a Moro imputando-lhe crime ou comportamento incompatível com a magistratura, o que me vem à lembrança é o dito popular “macaco olha o teu rabo” ou aquela velha lição do meu saudoso pai, analfabeto por parte de pai, mãe e parteira, que ensinava: “— ah, meu filho, quem disso usa, disso cuida”.


Abdon Marinho é advogado.

Dino confirma a aliados que vai anunciar apoio a Brandão para o Palácio dos Leões
Política

Vice na chapa pode ficar com o PT ou mesmo PDT, que voltou a ter abertura para costura de aliança. Governo prepara minireforma administrativa para dezembro

O governador Flávio Dino (PSB) confirmou a aliados, em conversas reservadas no Palácio dos Leões e durante passagem por municípios maranhenses para entrega de obras e serviços, que vai declarar apoio ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB) para o governo do Estado na eleição de 2022.

O anúncio será feito na reunião com lideranças partidárias no fim do mês.

De acordo com relatos feitos por nomes de primeiro escalão ao ATUAL7, Dino tem dito que vai colocar seu posicionamento pessoal, de apoio a Brandão na disputa, e abrir para os presentes decidirem seguir ou não com ele.

Embora não interfira na movimentação, o chefe do Executivo estadual não concorda com o pedido de parte da base para que seja adiada para o ano que vem a decisão final sobre quem será o candidato único do grupo ao governo. Eventual adiamento, entende, prejudicaria todo o grupo e favoreceria apenas adversários, que não dependem da decisão para seguir em pré-campanha pelo governo: o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Júnior (PSD) e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL).

Segundo interlocutores, Flávio Dino espera que, ao tornar pública a decisão em favor de Carlos Brandão, os demais postulantes da base ao Palácio dos Leões abram das respectivas pré-candidaturas até dezembro, quando dará início à uma minireforma administrativa em todos os escalões em ajustamento com Brandão.

Neste sentido, a vice pode ficar com o PT ou mesmo PDT, que voltou a ter abertura para costura de aliança.

Pelo PT, os cotados para a vaga são o secretário de Educação Felipe Camarão, favorito de Dino e Brandão, e o deputado Zé Inácio, preferência natural de petistas históricos e da liderança nacional do partido. Já pelo PDT, os nomes na mesa de negociação são o do prefeito de Igarapé Grande Erlânio Xavier, preposto de Weverton, do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto, que vai deixar o PCdoB para se filiar ao partido e é o optado por Dino e Brandão, e do secretário de Desenvolvimento Social Márcio Honaiser, que seria meio termo entre ambos.

Em nome da unidade da base, o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, deve abrir da pré-candidatura logo após a declaração de Dino em apoio a Brandão.

Governo Flávio Dino prevê gastar R$ 3,6 milhões com comunicação digital
Política

Contrato se soma a outros com agências, de R$ 37 milhões, para prestação de serviços de publicidade e propaganda da gestão estadual

O governo do Maranhão prevê gastar R$ 3,6 milhões com uma nova contratada pela Secom (Secretaria de Estado de Comunicação Social) para prestação de serviços de comunicação digital destinados “a expandir os efeitos de mensagens e conteúdos” da gestão Flávio Dino (PSB).

Vencida pela empresa Brandão Inteligência em Pesquisa e Estratégia Digital, a concorrência foi homologada pelo titular da pasta, Ricardo Cappelli, e o contrato assinado pelo secretário-adjunto de Marketing e Mídias Sociais, Marco Aurélio Oliveira, em outubro. A vigência é de 12 meses.

Genérico, o que dificulta a transparência e o controle social sobre os gastos do dinheiro público, o objeto contratual diz que prestadora dos serviços fará a “prospecção, planejamento, implementação, manutenção e monitoramento de soluções de comunicação; criação e execução técnica de ações e/ou materiais de comunicação digital; e criação, implementação e desenvolvimento de formas inovadoras de comunicação digital, destinadas a expandir os efeitos de mensagem e conteúdo do Estado do Maranhão, em seus canais proprietários e em outros ambientes, plataformas ou ferramentas digitais, em consonância com novas tecnologias”.

A justificativa para o dispêndio apresentada pela Secom é de que “o Governo do Maranhão tem mantido seu compromisso com a mudança e a construção de um Estado com mais justiça social e igualdade”, por esse motivo “um novo jeito de governar também exige um novo jeito de se comunicar com a sociedade”.

Não é a primeira vez que a Secom contrata os serviços da Brandão Inteligência, empresa com endereço cadastral registrada em São Paulo (SP), e que atualmente tem apenas Cristiana Brandão Castelo Branco como sócia-administradora.

Logo no início da era Dino, em 2015, a empresa foi contratada por R$ 114,2 mil para realizar serviço de pesquisa quantitativa com entrevistas pessoais, domiciliares e moradores no estado do Maranhão. À época, era registrada com outro nome: Ideia Inteligência em Pesquisa, funcionava no Rio de Janeiro (RJ) e tinha como proprietários os sócios Maurício José Serpa Barros de Moura e Fernando Everton Pinheiro de Aquino.

Em 2018, ainda como Ideia Inteligência, foi contratada pela Secom por R$ 820 mil para gerenciar o disparo de mensagens pelo aplicado WhatsApp, com emissão de relatórios.

Além da nova contratada para prestação de serviços de comunicação digital, ao custo de R$ 37 milhões, a Secom possui contratos para produção da publicidade e propaganda do governo Dino com as agências Clara Comunicação, de São Luís (MA), Grito Propaganda, de Fortaleza (CE), e View 360 Publicidade e Comunicação, de Manaus (AM).

A Grito, mostrou o ATUAL7, tem ligações com o PCdoB, antigo partido do governador do Maranhão, e já operou com o presidente estadual da legenda, Márcio Jerry, atual secretário de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano.

‘Dino vai nos escolher como candidato a governador’, diz Camarão em lançamento de pré-candidatura
Política

Secretário de Educação defende o adiamento da reunião agendada pelo governador com lideranças partidárias e o atropelo do acordo de decisão conjunta com os aliados do Palácio dos Leões

O secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão, quer o adiamento da reunião de lideranças partidárias marcada para o fim de novembro e atropelar o acordo feito pelo governador Flávio Dino (PSB) para haja escolha conjunta de candidato único do grupo para o Palácio dos Leões em 2022. Foi essa a toada do anúncio oficial de sua pré-candidatura ao governo do Estado nessa quinta-feira (4), pelo Partido dos Trabalhadores.

“Eu tenho visto muitos pré-candidatos falando sobre a escolha do candidato. Eu quero dizer para vocês que Flávio Dino vai nos escolher como candidato ao governo do Maranhão. E vai escolher porque vamos conquistar o coração do governador. Ele botou os requisitos na carta e nós vamos preencher esses requisitos. [Por isso], formalizamos [a Dino] que essa escolha não seja feita agora”, disse a cerca de 1 mil pessoas que se aglomeraram na casa de eventos Residencial Recepções, em São Luís.

Conforme antecipou o ATUAL7, seguindo conselho de entusiastas de sua pré-candidatura, Camarão marcou um distanciamento do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural de Dino e também pré-candidato ao Palácio dos Leões. Logo no início do discurso, o secretário de Educação apontou para a tese de que ele, e não Brandão, representa a continuidade do que Dino define como legado de sua gestão.

“Nós temos um governador que deixará um legado para nosso estado. É essa coragem e esse legado que nós queremos preservar. O Flávio não fez tudo, pois não é santo nem milagreiro, e é por isso que estamos aqui nos colocando à disposição, para continuar [esse legado]. Temos a árdua missão de sermos ou tentarmos sermos melhor ainda que o Flávio. Vamos herdar um estado deixado pelo Flávio no caminho certo, e teremos as condições de fazer um grande governo”, declarou.

Além do PT, o ATUAL7 apurou que o PCdoB e o PSB, partido do governador Flávio Dino, defendem o adiamento da decisão final sobre quem será o candidato único do grupo dinista ao Palácio dos Leões em 2022. A articulação contaria com o apoio dos secretários Márcio Jerry (Cidades e Desenvolvimento Urbano) e Ricardo Cappelli (Comunicação Social), que preferem o governo do Estado sob alguém a quem possam ter influência, espaço inviável se Carlos Brandão sentar na cadeira de governador em abril do ano que vem com musculatura imbatível para buscar a reeleição.

A ascensão de Brandão ao comando do Poder Executivo estadual ocorrerá em razão da desincompatibilização obrigatória de Dino no cargo, para concorrer ao Senado Federal em 2022.

Flávio Dino tem reafirmado a pessoas próximas que a predisposição por Brandão ocorre por o vice-governador cumprir integralmente os critérios de lealdade, capacidade de agregação política e potencial eleitoral, publicamente apontados por ele como necessários para sucedê-lo no trono palaciano. Contudo, tem ressalvado que essa seria apenas uma observação pessoal, que será defendida, mas não imposta, na reunião com as lideranças partidárias marcada para o fim de novembro.

Felipe Camarão marcará distanciamento de Carlos Brandão ao lançar pré-candidatura ao Palácio dos Leões
Política

Conselheiros de Flávio Dino têm defendido que o governador não declare apoio exclusivo a Carlos Brandão para 2022

O secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão (PT), pretende marcar um distanciamento do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e apontar para a necessidade dele, não Brandão, representar a continuidade do que o governador Flávio Dino (PSB) define como legado de sua gestão no estado.

A tese vai ser publicamente defendida pelo próprio Camarão nesta quinta-feira (4), em discurso durante evento de lançamento de sua pré-candidatura ao governo do Estado para 2022.

Embora não tenha recebido o aval do PT nacional nem local para se lançar na disputa, Felipe Camarão reunirá uma pequena facção do petismo maranhense que usa a pré-candidatura do partido ao Poder Executivo estadual como forma de preservar o espaço construído na estrutura da máquina administrativa do Palácio dos Leões.

Também fariam parte da trupe que espera sentar à mesa de negociação com Brandão os secretário Márcio Jerry (Cidades e Desenvolvimento Urbano) e Ricardo Cappelli (Comunicação Social). Contudo, como atuariam apenas no bastidor, não comparecerão ao ato eleitoral.

Inicialmente, a pré-candidatura de Felipe Camarão ao governo foi pensada apenas como uma forma de afastar o petismo local nas hostes do senador Weverton Rocha (PDT), que ameaçava tomar o controle do partido, hoje indiretamente comandado por Flávio Dino. Conselheiros do governador, no entanto, insistem na tese de que o secretário deve se manter na disputa até as urnas, e que a candidatura não depende do apoio do Palácio dos Leões, mas apenas do próprio Dino não declarar apoio exclusivo a Carlos Brandão e do fundo partidário do PT.

Dino dá último prazo para Weverton, vai anunciar apoio a Brandão e se prepara para embate com Alema
Política

Sob liderança de Othelino Neto, deputados pretendem aprovar nova PEC do Orçamento Impositivo com maior previsão de execução obrigatória

O governador Flávio Dino (PSB) estabeleceu o último prazo para o senador Weverton Rocha (PDT) decidir se vai retirar a pré-candidatura ou permanecer na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, ainda que pela oposição.

A data limite é o próximo dia 20 de novembro, quando Dino pretende anunciar publicamente apoio ao nome do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que assume o comando do governo do Estado a partir de abril do próximo ano. Flávio Dino vai concorrer ao Senado na chapa.

O recado foi dado a Weverton pelo próprio Dino, em reunião no Palácio dos Leões, em que voltou a perguntar ao pedetista se ele já havia “se acertado com Brandão”, candidato natural do grupo dinista.

O ATUAL7 apurou que, inicialmente, o prazo terminaria no dia 15 de novembro, mas o senador pediu mais uma semana para refletir. Foi cedido, porém, apenas mais 5 dias.

Além do encontro com Weverton, segundo interlocutores do governador, Dino também conversou com o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB).

O objetivo do diálogo foi demover o comunista em relação a uma nova PEC (proposta de emenda à Constituição) do Orçamento Impositivo de emendas parlamentares, com maior previsão de execução obrigatória.

Othelino, porém, não aceitou a tentativa de intromissão, e lembrou ao governador maranhense que também chefia um Poder, o Legislativo. Sem acerto, Dino tem dito a pessoas próximas que já está se preparando para o embate com a Alema.

A PEC partiu do deputado Yglésio Moysés (PROS), que, após conseguir o número suficientes de assinaturas para a tramitação do dispositivo, retirou a proposta. Contudo, mesmo sob indícios de atropelamento ao regimento interno da Casa, Othelino resolveu dar prosseguimento ao texto, que já está aberto para análise e sugestão de melhoria pelos demais deputados.

Embora tenha Brandão como candidato ao governo na eleição do ano que vem, Dino liberou e orientou o secretário de Educação, Felipe Camarão, para se filiar ao PT e se colocar para a disputa pelo governo estadual. Inicialmente, a jogada teve objetivo único de afastar petistas do entorno de Weverton Rocha, plano que deu certo, mas conselheiros de Flávio Dino que não querem os cofres do Estado nas mãos de Brandão, por falta de proximidade com o vice-governador, intentaram contra, levando o governador a ter de fazer, ainda que somente por um período, jogo duplo para não esfacelar a base.

No entanto, como possui o apoio apenas dos menudos que encastelou no Palácio dos Leões, e diante das constates declarações de secretários estaduais de peso a favor da candidatura de Carlos Brandão, Felipe Camarão tem reclamado no bastidor a respeito da falta de poder sobre seu próprio futuro político e, nos últimos dias, também de Carlos Lula (Saúde), que já estaria ameaçando tomar suas bases para a disputa por um cadeira na Câmara Federal.

Apesar de Dino desejar Camarão como vice de Brandão, integrantes do PT nacional e local querem que a vaga seja ofertada ao deputado Zé Inácio.

Lenta, investigação sobre respiradores fantasmas pagos pelo governo Dino empaca agora no MP de Contas
Política

Apuração já poderia ter sido convertida em tomada de contas especial, e só tem sido movimentada após provocações do ATUAL7 ao TCE do Maranhão

A apuração aberta pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão sobre a compra e pagamento antecipado de 70 respiradores pulmonares pelo governo Flávio Dino, sob dispensa de licitação e que nunca foram entregues para tratamento de pacientes com Covid-19, segue empacada, agora no âmbito do Ministério Público de Contas que atua junto à corte.

Instaurado há cerca de um ano e quatro meses, o acompanhamento de fiscalização, como é chamado internamente esse tipo de procedimento investigatório, já poderia ter sido convertido em tomada de contas especial, apuração que busca quantificar danos ao erário e identificar seus responsáveis.

O processo, contudo, foi encaminhado ao MP de Contas para apresentação de parecer há mais de um mês, e só voltou a ter nova movimentação na semana passada, um dia após o ATUAL7 procurar o órgão.

Ainda assim, não diminuirá a lentidão do caso, já que o parecer assinado pelo procurador de Contas Paulo Henrique Araújo dos Reis teve como objetivo único retornar os autos ao gabinete do relator, conselheiro-substituto Antônio Blecaute, para solucionar um possível prejuízo à defesa do secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula, em razão de uma petição identificada como recebida no sistema processual não estar disponibilizada para leitura.

Questionado sobre a demora para apresentação de manifestação sobre a compra dos respiradores fantasmas, em resposta ao ATUAL7 em tom exasperado, o MP de Contas alegou que não existe um período de tempo determinado para que essa função seja cumprida, mas apontou que o tempo médio é de até dois meses.

“O Ministério Público do Maranhão (MPC-MA) não tem prazo para emissão de parecer e, devido à alta demanda de processos relatados e distribuídos, o tempo médio para esse envio é de um a dois meses, dependendo da natureza do processo. Logo, é absolutamente normal que um processo que chegou ao MPC no dia 10 de outubro ainda não tenha emissão de parecer. Quem deseja maior celeridade, pode se dirigir ao gabinete do procurador e falar diretamente com ele”, replicou.

A sugestão para a conversão da apuração em tomada de contas especial foi apresentada desde julho pelo chefe da Secretaria de Fiscalização do TCE-MA, Fábio Alex de Melo, também somente após provocação do ATUAL7, em relatório em que reforça a gravidade de irregularidades apontadas há mais de um ano, por duas vezes, pelo núcleo de fiscalização da corte.

Segundo relatório de instrução assinado pela auditora Aline Garreto, pesquisa de preços feita pela CGU (Controladoria-Geral da União) em abril do ano passado, em compras efetuadas por estados e municípios, constatou que o preço médio pago por respirador mecânico foi de R$ 87 mil. Já o Maranhão, nas compras feitas pela SES (Secretaria de Estado da Saúde) via Consórcio Nordeste em contratos de rateio, pagou quase R$ 200 mil, em média, por unidade.

No primeiro negócio envolvendo os respiradores fantasmas, de R$ 4,9 milhões por 30 aparelhos, o dinheiro foi integralmente pago à HempCare Pharma Representações Ltda, e nunca devolvido aos cofres públicos. Já na segunda operação, de R$ 4,3 milhões por 40 aparelhos, houve devolução de parte do recurso desembolsado, mas com prejuízo de quase meio milhão de reais aos cofres públicos do Estado, decorrente de variação cambial, já que a compra junto à empresa Pulsar Development Internacional Ltda foi efetivada em Euro.

O titular da SES, Carlos Lula, é ex-advogado eleitoral do governador Flávio Dino e presidente do Conass, conselho que representa secretarias estaduais de saúde.

Além de permanecer omitindo a compra dos aparelhos fantasmas no Portal da Transparência do governo do Estado, dificultando o controle sobre o uso e destino dado ao dinheiro público reservado para enfrentamento à pandemia, no bojo do processo que tramita lentamente no TCE do Maranhão, Lula ainda busca a decretação de sigilo e o afastamento da auditora Aline Garreto do caso, pedidos que ainda precisam ser decididos por Blecaute.

O escândalo também deveria estar sendo investigado no âmbito do Ministério Público do Maranhão, mas o órgão que tem como função principal zelar pela boa aplicação da lei arquivou uma representação dos deputados oposicionistas Adriano Sarney (PV), César Pires (PV) e Wellington do Curso (PSDB) que pedia a apuração, dentre outros indícios de ilícitos, sobre a falta de transparência na compra dos aparelhos.

Acolhido pelo procurador-geral de Justiça, Eduardo Jorge Hiluy Nicolau, o arquivamento seguiu orientação do promotor Danilo José de Castro Ferreira, da assessoria especial de investigação de ilícitos praticados por agentes políticos detentores de foro privilegiado, braço direito do chefe máximo do MP maranhense.

Após uma série de trapalhadas, como a solicitação de documentos à diversas secretarias do primeiro escalão alheias à compra dos respiradores pulmonares, Danilo Ferreira entendeu que não houve conduta irregular por parte de Carlos Lula, segundo ele, devido à ausência de crime ou ato de improbidade administrativa.

Desde julho, o ATUAL7 vem tentando acesso aos autos via LAI (Lei de Acesso à Informação), mas o próprio Ministério Público vem deliberadamente negando, sob alegação infundada e ilegal de que é necessário ser explicada a finalidade para a obtenção da documentação.

Dino faz jogo duplo, libera Felipe para afrontar Brandão e corrói discurso de lealdade para 2022
Política

Movimentação orientada de secretário de Educação tem colocado em xeque o apoio prometido pelo governador ao tucano para a disputa pelo Palácio dos Leões

Chocando-se frontalmente com o discurso de que “uma pessoa quando tem vergonha na cara, quando tem educação e tem princípios, formação, não esquece do bem que foi feito a seu favor e tem gratidão sempre”, o governador Flávio Dino (PSB) vem fazendo jogo duplo com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Confundindo a lealdade de Brandão com subserviência, Dino tem esticado a corda e liberado Felipe Camarão (PT) para acelerar tratativas em busca de alianças que cacifem o secretário de Educação para o corrida pelo governo do Estado, mesmo que isso simbolize desrespeito e coloque em xeque o apoio prometido ao tucano para a eleição do ano que vem.

Com aval de Dino, Camarão usou o horário de trabalho nessa segunda-feira (25) para reunir com o PSB, partido do próprio governador maranhense, maior afronta direta a Brandão nesta pré-campanha. No encontro, articulou abertamente para que na reunião com lideranças partidárias prevista para novembro seja defendida a prorrogação da decisão sobre quem será o candidato único do grupo dinista.

A ideia é empurrar a decisão para fevereiro, tempo considerado suficiente pelo secretário para fragilizar Brandão, ganhar musculatura eleitoral própria e obrigar o vice-governador a abrir mão da disputa em troca de favores políticos e indicações para cargos públicos a partir de 2023, quando estaria fora do poder.

Além disso, sempre sob fiança de Flávio Dino, Felipe Camarão abriu diálogo com o PDT, do senador e pré-candidato ao governo Weverton Rocha, por apoio. Também com o MDB da ex-governadora Roseana Sarney, com sinalização para indicação à vaga de vice.

Em paralelo, Dino também voltou a liberar o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), para defender que a escolha do candidato único do grupo seja adiada para 2022.

Apesar dos ataques, o vice-governador do Maranhão tem permanecido caninamente leal, e aguarda retribuição. Aos mais próximos, porém, tem lembrado que Dino precisará se desincompatibilizar do cargo até abril do próximo ano se quiser continuar na vida pública. Quando essa data chegar, tem salientado Carlos Brandão, o governador e quem de fato vai conduzir a própria reeleição e primeira eleição de todo o grupo encastelado no Palácio dos Leões será ele, não Flávio Dino.

A imortalidade contestada
Artigo

Por Abdon Marinho*

CINÉFILO, trago na memória os filmes que mais me emocionaram ao longo dos anos. Entre estes destaco a trilogia “O Poderoso Chefão”, magistral obra Francis Ford Coppola. Logo no início do primeiro filme, lançado no Brasil em 1972, aparece o chefão Vito Corleone, na interpretação estupenda de Marlon Brando, recebendo o agradecimento e um “beija-mão” por um “favor” prestado a um agente funerário, que humildemente e com claro temor pergunta como poderá pagar pelo que foi feito.

Na minha lembrança é mais ou menos assim. Respondendo-lhe D. Corleone que no momento certo saberá como pagar pelo obséquio.

Guardem essa cena.

À ilha do Maranhão cheguei, de forma definitiva, em 1985, para iniciar o ensino médio no Liceu Maranhense, portanto, há quase quarenta anos. Não lembro, em todos estes anos de ter testemunhado, nem mesmo de “ouvir falar” de questionamentos sobre as escolhas dos imortais da Academia Maranhense de Letras - AML.

De tão discretos, os imortais, pouco se sabe deles ou o que fazem e muito menos das eleições que realizam para a escolha do sucessor do “morto-rotativo”. Talvez, aqui e ali, algum buchicho ou decepção com esta ou aquela escolha. Nada que ultrapassassem os umbrais da Casa, na Rua da Paz, quando muito, chegando ao Senadinho da Praça João Lisboa, logo à frente, assim mesmo, “correndo” apenas entre uma seletíssima plateia.

Nada que despertasse o interesse dos cidadãos que precisam acordar cedo para “ganharem” o sustento das suas famílias.

Era assim. Não é mais.

Depois do suposto episódio de cunho sexual homoerótico que teria tido como ator principal um parlamentar da Casa de Manoel Beckman foi a vez da atenção da patuleia ser tomada pela eleição na Casa de Antônio Lobo.

Tal celeuma, desta vez, deu-se porque ninguém menos que o governador do Estado, senhor Flávio Dino, “botou na cabeça” que era o nome ideal para sentar-se na cadeira que fora do seu pai, Sálvio Dino, ocupante da cadeira 32 na AML, falecido no ano de 2020, vítima da pandemia do novo coronavírus (COVID-19).

A polêmica teve lugar porque sendo o Maranhão uma pequena aldeia e São Luís o seu núcleo, não há quem não saiba da vida de todo mundo.

Por estas paragens, ninguém duvida da inteligência de sua excelência, tido por muitos, como muito inteligente, um dos melhores de sua geração.

Menino precoce que concluiu os estudos fundamental e médio no Colégio dos Irmãos Maristas, na Rua Grande, “de primeira” ingressou no concorrido curso de direito da Universidade Federal do Maranhão e, em seguida, foi aprovado, quase que simultaneamente, em dois concursos públicos especialíssimos: de professor da própria universidade federal em que estudara e de juiz federal da Primeira Região – este último, em primeiro lugar, como fazem sempre questão de enfatizar –, não passaria despercebido do escrutínio público.

Como professor universitário sempre teve suas aulas concorridas, como jurista, notadamente no Tribunal Regional Eleitoral - TRE/MA, onde os debates fervilhavam naquelas tardes às vésperas e logo depois das eleições, travava debates jurídicos substanciosos, ainda mais quando encontrava um bom procurador regional eleitoral – e tivemos muitos, e com eles aprendemos.

Assim, tal qual uma celebridade (ou sub), tendo a vida acompanhada – por seus méritos, diga-se –, causou “estranheza” e polêmica a postulação e escolha de sua excelência para a casa literária.

Muito embora o novo imortal tenha apresentado um acervo de livros e artigos escritos ao longo dos anos, não se tem conhecimento que nenhum deles tenha qualquer apelo literário.

São escritos técnicos, geralmente voltados para a área do direito, e alguns para a política.

Permanecem ocultos dos muitos fãs, que acompanham a vida do novo imortal, qualquer soneto, qualquer romance, qualquer crônica com apelo literário ou mesmo uma resenha escrita ou publicada dos clássicos que declarou ter lido por imposição do pai-acadêmico.

Faz sentido a inquietação dos críticos, pois sendo uma “academia de letras”, que teve na sua origem a inspiração de Gonçalves Dias, nosso poeta maior, e possuiu no seu quadro de fundadores intelectuais como Antônio Lobo, Alfredo de Assis Castro, Astolfo Marques, Barbosa de Godois, Corrêa de Araújo, Clodoaldo de Freitas, Domingos Quadro, Fran Paxeco, Godofredo Mendes Viana, Xavier de Carvalho, Ribeiro do Amaral e Vieira da Silva e depois tantos outros reconhecidos por inúmeras obras literárias, o ingresso de alguém que a despeito da reconhecida inteligência, não possua – publicamente –, uma única obra com estofo literário.

Resta aos críticos imaginarem que os romances, sonetos, crônicas literárias ou versos tortos, ao estilo “batatinha quando cresce ‘esparrama’ pelo chão” … ainda venham.

Estes críticos guardam o mesmo otimismo que tiveram os integrantes da academia do Nobel quando concederam o prêmio Nobel da Paz ao recém-eleito presidente americano Barack Obama. Na época os críticos disseram que o prêmio seria pelo que ele supostamente faria como presidente.

A vida, às vezes, nos coloca diante de sutis ironias. Querem uma? Na mesma semana, praticamente no mesmo dia, em que fez-se morto o jornalista e escritor Jonaval Medeiros Cunha Santos, o J.M. Cunha Santos, autos de “Meu Calendário em Pedaços” – seu primeiro livro; “O Esparadrapo de Março”, “A Madrugada dos Alcoólatras”, “Paquito, o Anjo Doido” e “Odisséia dos Pivetes”, Cunha Santos estava escrevendo mais um livro: “Terceiro Testamento” e de infinitos e memoráveis artigos literários, que nunca foi lembrado para qualquer cadeira na Casa de Antônio Lobo, Flávio Dino, com “escasso” acervo literário, tornou-se imortal.

O engraçado, após a imortalidade de sua excelência, foi a “chuva” de comentários que recebi.

Um amigo me ligou para dizer que o novo imortal era como os faróis da educação, que em boa hora um antigo governo semeou pelo estado, indaguei o motivo é ele sem conter o riso completou: — ora, Abdon, é alto, “redondo” e possui uma biblioteca bem “pequenina”. O “bem pequenina” foi para reforçar.

Um outro amigo escreveu, com fina ironia, na sua rede social que o próximo passo seria o senhor Bolsonaro candidatar-se a uma vaga na Academia Brasileira de Letras - ABL.

E choveram comentários, críticas, insinuações, quase nenhuma elogiosa.

Um amigo em flagrante pilhéria (mas com incomum generosidade) disse: — Ah, Abdon, o próximo imortal da AML será você, tenho certeza que os seus textos têm mais apelos literários do que os textos do novo imortal.

Já espantando qualquer sugestão neste sentido, deixo claro não sou candidato a nada. Talvez, a tomar um tigela de juçara com camarão seco, se receber um convite. Rsrsrs.

Voltando ao assunto sério, serviu para açular a polêmica e fomentar a “contestação” a imortalidade de sua excelência na AML, o “apadrinhamento” que ele buscou junto ao imortal – em todos os sentidos e digo isso apenas para não perder a piada –, José Sarney, o Dom José.

Tal qual na película de Coppola, o que mais teve foi quem se perguntasse, o que estaria por trás daquele “beija-mão”.

Até o Jornal Folha de São Paulo fez matéria sobre o “acordo” Dino-Sarney.

Por óbvio que D. José, no episódio do “beija-mão” não deve ter pedido nada ao governador, não é do seu feitio tratar de assuntos materiais de chofre, mas, certamente, como se deu com D. Corleone, anotou o favor prestado na conta dos “haveres”, que um dia, certamente, chegará. Talvez um apoio para alguém “seu” chegar a um dos tribunais ou virá presidente, talvez um acordo político que aumente o quinhão dos “seus” na partilha do poder a partir do ano que vem, tanto na esfera local quanto nacional, quem sabe uma ajuda do novo imortal na “escrituração” de uma nova biografia.

Seja o que for, um dia a conta chegará. E será paga por todos os maranhenses.

*Abdon Marinho é advogado.