Flávio Dino
Apesar de articulação contrária, Jerry terá de fazer campanha para Brandão em 2022
Política

Assim como Flávio Dino, secretário de Cidades depende do vice-governador para se manter na vida pública

Em xeque com Flávio Dino (PCdoB), Márcio Jerry (PCdoB) terá de participar e fazer campanha para Carlos Brandão em 2022.

Adversário paroquial de Brandão em Colinas, apesar de tentar evitar o vexame promovendo articulações pró-Weverton Rocha (PDT), assim como Dino, Jerry também precisa de Brandão para se manter na vida pública.

A partir de abril de 2022, é Brandão quem estará no comando do Palácio dos Leões.

Para disputar o Senado, Flávio Dino terá de formar chapa com o hoje vice-governador do Maranhão. E Jerry, apesar das desavenças familiares históricas, para tentar se reeleger deputado federal, obrigatoriamente, terá que seguir o mesmo caminho.

Edivaldo tenta manter vida pública com visitas políticas; nenhuma a Dino
Política

Reaparição do pedetista ao lado de apoiadores de Eduardo Braide reforça a traição do ex-prefeito de São Luís ao seu tutor

Quase um mês após deixar o comando do Palácio de La Ravardière, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), começou a realizar visitas políticas para se manter na vida pública.

Até o momento, nenhuma ao governador Flávio Dino (PCdoB), responsável pela eleição e reeleição do pedetista para a prefeitura da capital, em 2012 e 2016.

No pleito do ano passado, Edivaldo traiu Dino e não declarou apoio a nenhum dos apadrinhados pelo comunista na disputa municipal, respectivamente, Rubens Pereira Júnior (PCdoB) no primeiro turno e Duarte Júnior (Republicanos) no segundo turno.

A reaparição pública, e logo ao lado do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), do presidente da Câmara de São Luís, Osmar Filho (PDT), e do senador Weverton Rocha (PDT), que apoiaram Eduardo Braide (Podemos) no segundo turno, reforça a traição de Edivaldo Júnior ao seu tutor.

Com Flávio Dino na disputa pelo Senado, Othelino Neto diz que vai para reeleição
Política

Presidente da Alema tentava a mesma vaga para 2022. Aliado de Weverton, ele diz acreditar em consenso entre o pedetista e Carlos Brandão na disputa pelo Palácio dos Leões

Com a decisão do governador Flávio Dino (PCdoB) de disputar o Senado Federal na chapa que será encabeçada pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) em 2022, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), pretende continuar concorrendo a deputado estadual.

A informação foi dada ao ATUAL7 pelo próprio chefe do Palácio Manuel Beckman, nesta quarta-feira 20. “Sendo o governador Flávio Dino candidato ao Senado, terá o meu apoio. E disputarei a reeleição de deputado estadual”, declarou Othelino.

Até antes da pandemia, Othelino trabalhava por uma vaga na chapa majoritária nas eleições de 2022, visando, principalmente, a de senador. Porém, como Dino não criou musculatura para continuar sonhando com à Presidência, o tabuleiro eleitoral mudou.

Também aliado de Weverton Rocha (PDT), embora improvável, Othelino acredita que haverá um consenso entre o pedetista e Carlos Brandão na sucessão de Flávio Dino. Atualmente, o vice-governador e o senador são adversários.

“Quanto à disputa pelo governo, acho que no momento certo e com critérios pactuados chegaremos a um entendimento em torno de um nome”, antecipou-se a questionamentos, após responder que ainda não tratou com o governador do Maranhão sobre nova filiação partidária.

Segundo fontes próximas ao comunista ouvidas pelo ATUAL7, Dino pretende ir para o PSB.

Questionado sobre possível recuo de Weverton, seu aliado, o presidente da Alema desconversou, e disse acreditar que, para que haja uma candidatura única ao Palácio dos Leões, o caminho seria os postulantes cederem “um para o outro”. “A premissa essencial deve ser a viabilidade de cada um. Como aferir isso? Política e pesquisas”, sugeriu.

Nas eleições municipais de 2020, Othelino Neto uniu-se a Weverton Rocha na disputa pela prefeitura de São Luís, apesar do PCdoB ter lançado um nome, ainda que fraco, do próprio partido, o deputado federal licenciado Rubens Pereira Júnior. Derrotados no primeiro turno, aliaram-se a Eduardo Braide (Podemos) no segundo turno, que acabou eleito.

Durante o pleito, em resposta ao vice-governador Carlos Brandão, que em discurso os chamou de “desertores” por não apoiarem Duarte Júnior (Republicanos), candidato declarado de Flávio Dino no segundo turno, Othelino e Weverton comparecem juntos às suas respectivas sessões eleitorais para votar em Braide, com camisas iguais onde havia a sublimação “deserte-se”.

Aliado a Weverton, DEM perderá quadros importantes no Maranhão por causa de 2022
Política

Rogério Cafeteira e Felipe Camarão pretendem acompanhar Flávio Dino, que ocupará a vaga ao Senado na chapa encabeçada por Carlos Brandão

Unha e carne com o senador Weverton Rocha (PDT) no Maranhão, o DEM perderá quadros importantes no estado, em razão do antagonismo do pedetista contra o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), sucessor natural de Flávio Dino (PCdoB) ao Palácio dos Leões em 2022.

Embora tenha sugerido que possa disputar a Câmara dos Deputados para tentar salvar o PCdoB, Dino deve concorrer ao Senado, onde terá maior possibilidade de voltar a sonhar com a Presidência da República. Para isso, o governador terá de se desincompatibilizar do cargo em abril do próximo ano, abrindo o comando do Executivo estadual para Brandão, que disputará a reeleição e dará suporte à eleição do comunista.

Como Dino depende de Brandão para continuar na vida pública, e Weverton, mesmo na iminência de derrota, não pretende recuar da disputa pelo governo do Estado, já se articulam para deixar o DEM os secretários estaduais Felipe Camarão (Educação) e Rogério Cafeteira (Esporte e Lazer).

O ATUAL7 apurou que Cafeteira, que tentará voltar à Assembleia Legislativa, pode ir para o Republicanos, mesmo partido de Carlos Brandão, enquanto Camarão, que buscará um mandato na Câmara dos Deputados, aguardará a definição de Dino, que caminha para se filiar ao PSB –que tem perdido o interesse de fundir com o PCdoB.

Também tendem a deixar o DEM e buscar outro partido os deputados estaduais Antônio Pereira e Paulo Neto. Apenas Neto Evangelista deve seguir no partido, para acompanhar o padrinho Weverton Rocha.

O presidente do Democratas no Maranhão é o deputado federal Juscelino Filho.

Brandão diz que não assinou convênios, mas que proposta está mantida
Política

Compartilhador de missões, Flávio Dino terá de honrar acordos feitos pelo vice, de quem depende para disputar o Senado Federal em 2022

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (Republicanos), declarou ao ATUAL7 que não houve tempo hábil para assinatura de convênios com prefeituras municipais, durante o período em que ele esteve no comando do Governo do Estado, interinamente.

Segundo ele, porém, a proposta de realização de convênios com os gestores municipais, conforme acordado pessoalmente com dezenas de prefeitos, terá prosseguimento com o governador Flávio Dino (PCdoB) –com quem compartilha missões, e agora responsável pelas assinaturas e pagamentos.

“Nós ouvimos as demandas dos prefeitos e pedimos para que eles oficializassem. No entanto, a proposta de realização de convênios está mantida”, garantiu.

Questionado sobre quais foram as demandas apresentadas por cada prefeito, valor orçado e andamento das propostas, Brandão desconversou.

“Demandas de toda natureza. Muita coisa. Não tem como detalhar tudo”, respondeu, apesar de se tratar de informação de interesse público sobre obras que serão custeadas com recursos públicos.

Novamente provocado, apenas repetiu que ainda será definido teto, para cada município, de acordo com a disponibilidade financeira do governo estadual. “A documentação está sob análise. Eles fizeram as demandas deles, agora vamos fazer a análise. São demandas normais de município”, voltou a desconversar, após o ATUAL7 insistir na disponibilização das demandas formalizadas pelos prefeitos, para controle social.

Brandão assumiu o controle indireto do Palácio dos Leões durante quase as duas primeiras semanas de 2021. Sob autorização de Flávio Dino, que estava de férias, assumiu compromissos institucionais com prefeitos municipais, enquanto buscava o voto destes para Fábio Gentil (Republicanos), prefeito de Caxias, na disputa pela presidência da Famem.

Contudo, também sob anuência de Dino, o Palácio dos Leões fez jogo duplo, por meio de troco do secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry, provocando a vitória do prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), para mais dois anos de comando da entidade municipalista. Ele teve como apoiador principal o senador Weverton Rocha (PDT), um dos adversários de Carlos Brandão na sucessão estadual em 2022.

Apesar das promessas aos prefeitos terem sido feitas pelo vice-governador, Flávio Dino terá de manter todas as propostas de celebração de convênios com os municípios. Se assim não fizer, estará traindo Carlos Brandão, de quem depende, exclusivamente, o sonho do comunista de disputar o Senado Federal.

Compartilhador de missões, Dino terá de honrar convênios assinados por Brandão
Política

Vice-governador do Maranhão fechou dezenas de acordos com prefeitos durante a disputa pela Famem, mas acabou derrotado

Para além de loas no Twitter, o governador Flávio Dino (PCdoB) terá de honrar todos os convênios assinados pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), no período em que ele esteve fora do Palácio dos Leões, de férias.

Na rede social, logo após retomar o controle direto do Executivo estadual, Dino agradeceu a Brandão, segundo ele, “pela dedicação ao exercício do governo nos últimos dias”. “Nesses 6 anos, Brandão tem sido um vice correto e sempre disposto a compartilhar comigo missões de alta importância. Assim continuará”, publicou.

Durante as férias de Flávio Dino, em meio à disputa pela presidência da Famem, sob autorização do governador, Carlos Brandão fechou acordos, alguns milionários, com dezenas de prefeitos maranhenses. Apesar das canetadas, o Palácio dos Leões acabou derrotado na missão pelo senador Weverton Rocha (PDT) e pelo presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), que apoiaram Erlânio Xavier (PDT), prefeito de Igarapé Grande.

Longe de ser apenas a palavra e assinatura de Brandão em jogo, a assinatura dos convênios impõe forte pressão sobre o próprio Dino. Se honrados, o comunista se manterá forte até 2022, quando pretende disputar o Senado Federal –possivelmente, tendo como principal opositora a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Porém, caso aplique calote, Flávio Dino inviabilizará seu próprio futuro, como político anti-municipalista, e, a partir de abril do próximo ano, quando se desincompatibilizar do cargo, receber o troco de Brandão, seu sucessor natural e futuro inquilino do Palácio dos Leões.

Erlânio é reeleito presidente da Famem; Weverton e Othelino derrotam Brandão e Dino
Política

Dupla do Palácio dos Leões não conseguiu eleger Fábio Gentil para o comando da entidade municipalista

Por 112 votos a 96, o prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), foi reeleito presidente da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), nesta quinta-feira 14. Ele permanece no comando da entidade pelos próximos dois anos.

Prévia das eleições de 2022, a eleição de Erlânio representa vitória do senador Weverton Rocha (PDT) e do presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), sobre o vice-governador Carlos Brandao (Republicanos) e o governador Flávio Dino (PCdoB). Até abril do próximo ano, se Brandão e Dino não recuarem e buscarem compor com Weverton e Othelino, a tendência é de que eles estejam em campos opostos na disputa pelo comando do Governo do Maranhão e vaga no Senado Federal, sob risco de nova derrota.

A dupla no Palácio dos Leões apoiava a candidatura do prefeito Fábio Gentil (Republicanos), de Caxias. Ele também teve o apoio do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), único não considerado como derrotado na disputa por ser a única liderança política no estado a conseguir manter seu batalhão de prefeitos fiel ao seu projeto político e de poder.

Confessadamente acordado com Flávio Dino, Carlos Brandão passou as últimas semanas sentando com mais de uma centena de prefeitos, na vice-governadoria, em tentativa de costura de votos para a eleição da Famem, mas acabou confirmando-se como político inábil, mesmo antes da derrota na disputa pela entidade municipalista, ao perder publicamente prefeitos filiados ao partido que preside para o lado dos adversários.

Já Dino, até tentou se descolar de derrota na disputa, confirmada com a reeleição de Erlânio Xavier, ao sair de férias e não se envolver diretamente no pleito. Achando-se astuto, também fez espécie de jogo duplo, ao dar liberdade para que o secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry (PCdoB), desse troco a uma disputa paroquial em Colinas e desarticulasse publicamente o poder de Brandão na cadeira. Contudo, apesar de toda a engenhosidade, o comunista também terminou como derrotado.

Candidato de Bolsonaro, Arthur Lira costura votos no Palácio do Leões e com Braide
Política

Líder do centrão tem viajado pelo país em busca de votos de bancadas federais para a presidência da Câmara dos Deputados

Na tentativa de atrair alianças na disputa pela presidência da Câmara, o líder do bloco centrão, Arthur Lira (PP-AL), esteve em São Luís, nesta terça-feira 12. Ele tem viajado pelo país em campanha pelo voto dos colegas na disputa legislativa.

Na capital do Maranhão, participou de reuniões com a bancada federal maranhense e o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), no Palácio dos Leões, e com o prefeito Eduardo Braide (Podemos), no Palácio de La Ravardière –que não é mais deputado federal nem tem, até onde se sabe, ingerência sobre o mandato Josivaldo JP (Podemos), efetivado em seu lugar na Câmara, em Brasília.

Na costura por votos, Arthur Lira tem como principal cabo eleitoral o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de quem tem a fidelidade elogiada, por ser considerado respeitador de acordos.

Apesar da proximidade com Braide ser natural, por este ter feito parte da base bolsonarista quando exerceu mandato na Câmara, chama a atenção a aproximação estratégica de Lira com o Palácio dos Leões, com participação de secretários estaduais.

Embora o governo esteja sob exercício de Brandão, o chefe titular do Executivo do Estado é o esquerdista Flávio Dino (PCdoB), desafeto de Bolsonaro e que não permite, mesmo estando de férias, qualquer movimentação de Brandão sem sua autorização.

O adversário de Arthur Lira na disputa é Baleia Rossi (MDB-SP), candidato da esquerda e do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que na eleição passada recebeu o apoio da bancada federal maranhense sob articulação direta de Dino.

A antecipação da minirreforma administrativa feita por Dino, inclusive, tem relação com a eleição da Câmara dos Deputados. Ao já tirar da Casa Márcio Jerry e Rubens Pereira Júnior, ambos do PCdoB, o governador do Maranhão abriu possibilidade para Gastão Vieira (PROS) e Dr. Elizabeth Gonçalo (Republicanos) votarem no candidato do presidente Jair Bolsonaro, sem pressão da esquerda.

Dino analisa nomes para Secma, MOB, Semu, Sedes e Detran
Política

Conformação politica visa as eleições de 2022, e ocorre após derrota do comunista em São Luís

O governador Flávio Dino (PCdoB) já decidiu quais secretarias e órgãos estaduais serão alvo de novas mudanças no alto escalão do Palácio dos Leões, em minirreforma administrativa a ser concluída até o final deste mês.

Antes mesmo de entrar de férias e deixar o Executivo sob encargo do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), o comunista vem analisando nomes para a Secma (Secretaria de Cultura do Maranhão), MOB (Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos), Semu (Secretaria de Estado da Mulher), Sedes (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social) e Detran (Departamento de Trânsito do Maranhão).

Nesta segunda-feira 11, os primeiros nomes já anunciados por Flávio Dino, Márcio Jerry e Rubens Pereira Júnior, ambos do PCdoB, assumem, respectivamente, a Secid (Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano) e a Secap (Secretaria de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos). Há ainda previsão de desmembramento desta última.

A conformação política, classificada por Dino como “revisão de alianças”, visa as eleições gerais de 2022, e ocorre após derrota do governador do Maranhão, por duas vezes, na eleição municipal de 2020, quando perdeu no primeiro turno com Rubens Júnior e no segundo turno com Duarte Júnior (Republicanos).

Para salvar PCdoB, Flávio Dino pode disputar Câmara em 2022
Política

Estratégia visa tentar superar a cláusula de barreira, mais vigorosa no próximo pleito

No primeiro pleito de eleições gerais em que as alianças partidárias para eleger deputados estarão vedadas, para salvar o PCdoB, o governador Flávio Dino (PCdoB) pode trocar a disputa pelo Senado e concorrer à Câmara Federal.

A estratégia, confirmada pelo próprio comunista ao jornal O Globo, visa tentar superar a cláusula de barreira mais rigorosa da eleição de 2022.

“O plano mais forte hoje é a candidatura ao Senado, porque depende só de mim. Eleição nacional não depende de mim, então não é plano. Para a Presidência da República, tem que ter um grupo (apoiando), e a vice ninguém se candidata. Essas são possibilidades que dependem mais dos outros. Agora, se houver a opção do PCdoB por tentar conseguir atingir a cláusula de barreira sozinho, eu cumpro a decisão partidária. Já até disse isso numa reunião com a direção nacional”, declarou.

Desta forma, Dino serviria ao partido como puxador de votos, numa espécie de efeito Tiririca que garanta uma bancada comunista com número suficiente para superar a cláusula de barreira, dentro do mecanismo criado para reduzir a fragmentação partidária no país, cuja implantação gradual vai ficando mais rigorosa e vai até a eleição de 2030.

Em 2014, conforme as regras eleitorais da época, o ator e palhaço Tiririca tentou a primeira reeleição para a Câmara dos Deputados por São Paulo e conseguiu repetir o feito de quatro anos antes. Com mais de 1 milhão de votos, foi um dos parlamentares mais votados do país, ajudando a colocar no Congresso Nacional nomes que não obtiveram votação semelhante.

Já em 2022, sob risco de ficar sem acesso a recursos dos fundos partidário e eleitoral e a tempo de propaganda eleitoral, os partidos precisam obter pelo menos 2% dos votos válidos na eleição para a Câmara dos Deputados, distribuídos em um terço das unidades da federação, com 1% dos votos válidos em cada uma delas. Também há opção para escapar do corte elegendo pelo menos 11 deputados, distribuídos em um terço das unidades da federação. Atualmente, o PCdoB do Maranhão possui dois deputados federais, e luta para tentar fazer ao menos um em 2022 –mas pode chegar até quatro com Flávio Dino, acreditam os comunistas.

Para disputar qualquer cargo, Dino precisa renunciar ao mandato de governador até abril do ano eleitoral, deixando no cargo o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), seu sucessor natural.

Inicialmente, o governador do Maranhão sonhou com o Palácio do Planalto, mas devido ao seu tamanho na conjuntura política ainda ser pequeno, e ao fato de que o desmoronamento de alianças locais colocou em xeque seu poder de articulação, houve mudança de planos.

Pelo PCdoB no Maranhão, já estão certos em entrar na disputa pela Câmara o deputado federal Márcio Jerry, que precisou voltar ao Executivo estadual para tentar contornar problemas que tendem a dificultar sua reeleição, e os o secretários estaduais Jefferson Portela (Segurança Pública), Clayton Noleto (Infraestrutura) e Felipe Camarão (Educação).

Rubens Pereira Júnior (PCdoB), atualmente titular de um mandato na Câmara usado para dar espaço para aliados do Palácio dos Leões, caso Dino concorra ao Senado, será o primeiro suplente.

Com apoio de Dino, Brandão e Maranhãozinho, Gentil confirma candidatura à Famem
Política

Eleição pela presidência da entidade municipalista será uma prévia da disputa pelo Palácio dos Leões em 2022

O prefeito reeleito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), confirmou que é candidato à presidência da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), em entrevista ao programa Ponto Final, da Mirante AM, na manhã desta segunda-feira 4. O anúncio havia sido antecipado pelo ATUAL7, na quinta-feira 31.

Gentil conta com o apoio do governador Flávio Dino (PCdoB), do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) e do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL). Apenas o apoio dos dois últimos é aberto.

Embora atuando ainda apenas no bastidor, Dino não pretende repetir o erro do último pleito municipal, em que foi derrotado em São Luís por ter ficado neutro na disputa porque envolvia dinistas.

Somados com outros aliados, eles já teriam 115 prefeitos. O Maranhão possui 217 municípios.

O adversário de Fábio Gentil é o atual presidente da Famem, Erlânio Xavier (PDT), prefeito reeleito de Igarapé Grande e sombra do senador Weverton Rocha (PDT).

A eleição pela presidência da Famem será a mais tensa prévia da disputa pelo comando do Palácio dos Leões nas eleições de 2022. Atualmente, pelo dinismo, postulam a vaga Brandão, Weverton e Maranhãozinho. Por xeque-mate, o vice-governador pode já estar ungido, antecipadamente, já que Flávio Dino depende dele para eventual campanha vitoriosa ao Senado.

Flávio Dino não enviou representante para posse de Eduardo Braide
Política

Ausência destoa do discurso e pose de estadista mantidos pelo comunista nas redes sociais. Em 2017, na posse de Edivaldo Holanda Júnior, o próprio governador participou do evento

Em ato inédito, o governador Flávio Dino (PCdoB) não enviou qualquer representante do Governo do Maranhão para a cerimônia de posse do novo prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos). A ausência destoa do discurso e da pose mantidos pelo comunista nas redes sociais, de estadista, e aponta para possível quebra de parcerias entre o Executivo estadual e o municipal, pelos próximos anos.

A não participação de algum representante do Governo do Estado no evento foi confirmada ao ATUAL7 pelo cerimonial da Câmara Municipal de São Luís, responsável pela organização.

Segundo a assessoria da Casa, houve o convite formal, registrado via e-mail, inclusive com solicitação de confirmação de nome do Governo do Maranhão que participaria da posse dos eleitos. Contudo, nenhum representante compareceu.

A posse de Braide, da vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD) e dos 31 vereadores de São Luís ocorreu nessa sexta-feira 1º, no auditório da Assembleia Legislativa do Maranhão, em evento de acesso restrito devido à pandemia do novo coronavírus, mas com a participação de diversas outras autoridades.

Na posse de Edivaldo Holanda Júnior (PD), em janeiro de 2017, o próprio Flávio Dino se fez presente no evento. Apesar da pandemia ainda não ter terminado nem a vacina contra a Covid-19 ter chegado ao Maranhão, Dino já tem participado de diversos eventos externos, de máscara.

Governo Dino mente, queima fogos com barulho e ainda divulga nas redes
Cotidiano

Gestão comunista já havia excluído do Instagram uma publicação com comentários negativos ao anúncio de que haveria queima de fogos no Réveillon

O governo de Flávio Dino (PCdoB) iniciou 2021 com um espetáculo de desrespeito a idosos, pessoas com deficiências, enfermos, crianças e animais.

Após a Secap (Secretaria de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos) excluir do Instagram uma publicação com comentários negativos ao anúncio de queima de fogos durante o Réveillon, e do secretário estadual de Cultura, Anderson Lindoso (foto, com Dino), garantir à imprensa que não questiona que os fogos seriam de “menos barulho”, a gestão comunista não apenas estourou dezenas de fogos de artifício com barulho, e alto, como ainda divulgou nas redes sociais.

No Twitter, a usuária Poliana Gatinho, mãe de um menor com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo), lamentou o descaso. Ela compartilhou um vídeo em que a criança, devido à hipersensibilidade auditiva, aparece em crise.

"A Lei Anti-fogos precisa acabar com esse sofrimento do meu João e de milhares de autistas Maranhenses. SOCORRO PODER PÚBLICO, SOCORRO SOCIEDADE", publicou, marcando no tuite o governador Flávio Dino, o secretário Anderson Lindoso, diversas outras autoridades e profissionais de imprensa –inclusive este signatário, pai de uma criança autista também afetada com a falta de valores dos integrantes do Governo do Maranhão envolvidos com as festas de Réveillon.

Falta de espaço na conjuntura nacional e desmoronamento da unidade estadual força Dino a buscar o Senado em 2022
Política

Em xeque-mate, governador terá também de trabalhar por pacto em torno do nome de Carlos Brandão na sucessão ao Palácio dos Leões

A pouco mais de um dia do ano pré-eleitoral, o governador Flávio Dino (PCdoB) mostrou maturidade e reconheceu seu tamanho na disputa pelo Palácio do Planalto em 2022. Apesar do uso imoderado de dinheiro público para se fazer conhecido e buscar ser respeitado como liderança política fora do Maranhão, Dino compreendeu que não ainda não ocupou espaço seguro e consolidado na conjuntura nacional, e desistiu, publicamente e pela primeira vez, da aventura de concorrer à Presidência da República no próximo pleito.

Conforme antecipou mais cedo o ATUAL7, o governador deu início à mudanças no primeiro escalão de seu secretariado com o objetivo de disputar a única vaga a que o Maranhão terá direito ao Senado Federal nas eleições de 2022. A decisão por concorrer à Câmara Alta, em Brasília, foi anunciada em entrevista à coluna Radar, de Veja, nessa quarta-feira 30.

“Minha decisão é disputar o Senado. A decisão visa colaborar na continuidade da implementação de políticas públicas no Maranhão. E contribuir com o campo progressista em âmbito nacional, atuando no Congresso”, afirmou Dino

Segundo Dino, para que ele pudesse tentar o Palácio do Planalto –provavelmente contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que, se até lá ainda estiver no cargo, deve tentar reeleição–, obrigatoriamente, deveria haver unidade na esquerda em torno de um único nome –que no caso seria o dele. Como não há nem haverá, para não acabar sem mandato eletivo, sobrou o Senado.

“Qualquer mudança de planos depende do principal: conseguirmos juntar forças em uma chapa para disputar e vencer a eleição presidencial de 2022. Jamais serei um fator de divisão, e sim de ajudar a convergências”, afirmou.

A nova estratégia de Dino, segundo fontes próximas ao comunista ouvidas reservadamente pelo ATUAL7, é seguir o mesmo caminho traçado por Aécio Neves (PSDB), à época em que o tucano cresceu nacionalmente como nome forte contra a então presidente Dilma Rousseff (PT). Com boa articulação em Brasília, Dino pretende usar o eventual mandato, caso eleito senador, para ser a principal voz da oposição no Congresso e, com isso, finalmente, conseguir fortalecer o seu nome no plano nacional. Em relação ao ex-presidente Lula (PT), único que, acredita Dino, poderia atrapalhar essa caminhada, a expectativa do comunista é que ocorra o mesmo que houve com Jackson Lago (já falecido), que perdeu a liderança de maior nome da oposição diante do cansaço da população, que encontrou nele, Dino, capacidade, influência e prominência para quebrar o ciclo de quem estava no poder.

A articulação construída em Brasília, desde a época em que era juiz federal e expandida quando exerceu o mandato de deputado federal, porém, não é mais a mesma no Maranhão, desmoronada por traições e derrota na disputa pela prefeitura de São Luís em 2020, outro motivo que levou Flávio Dino a desistir de disputar o Palácio do Planalto.

Como o grupo político que montou a partir da cooptação de integrantes históricos, e até novatos, da extinta oligarquia Sarney passou a tê-lo apenas como inquilino do Palácio dos Leões, e não mais como liderança política, Dino acredita que, entrando na vaga ao Senado, a eleição de uma chapa imbatível dependeria exclusivamente dele, e não do postulante a governador, como manda a tradição. Neste sentido, conforme declarou recentemente, os pré-candidatos de seu grupo político, em vez de se dividirem em outras chapas, acredita ele, teriam de estabelecer um pacto e ceder para o que estiver melhor viabilizado na sucessão ao Palácio dos Leões. Esse ungindo, ainda segundo fontes ouvidas pelo ATUAL7, caminha para ser o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), não apenas por maior proximidade e confiança de Flávio Dino, que trabalha para ainda ter o controle do Estado durante eventual passagem pelo Senado, mas devido ao xeque-mate em que se colocou, já que, quando se desincompatibilizar no cargo em abril de 2022, dependerá de Brandão para continuar na vida pública.

Ainda na empreitada, ao PDT e PL, respectivamente, comandados pelo senador Weverton Rocha e pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho, remanesceria a disputa pela vaga de vice.

Dino anuncia Jerry na Secid e outras três mudanças no governo, visando 2022
Política

Movimentação faz parte da revisão de alianças prometida pelo governador, após ser traído e derrotado nas eleições municipais em São Luís

O governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou, nesta quarta feira 30, o retorno do deputado federal e presidente do PCdoB no Maranhão, Márcio Jerry, ao Executivo estadual. Conforme antecipou o ATUAL7 há quase duas semanas, ele vai assumir a Secid (Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano), a partir de janeiro próximo.

Também foram anunciadas outras três mudanças: o deputado federal Rubens Pereira Júnior vai para a Secap (Secretaria de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos –e não já para a Articulação Política, como antecipadamente divulgado pelo comunista); Rodrigo Lago assume a SAF (Secretaria de Estado da Agricultura Familiar); e Júlio Mendonça a presidência da Agerp (Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão).

Todos também são do PCdoB.

Outras mudanças estão previstas para acontecer ainda em janeiro do ano vem, a serem conduzidas pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), que assumirá o controle do Palácio dos Leões, sob supervisão remota do governador, durante férias de Dino. Há previsão, inclusive, de que já ocorra uma minirreforma administrativa, com desmembramento da Comunicação da Secap, por isso a sinalização de Dino em já divulgar a pasta como Articulação Política.

Com o retorno de Márcio Jerry e Rubens Júnior ao Governo do Maranhão, na Câmara dos Deputados assumirão as vagas os suplentes Gastão Vieira (PROS) e Dr. Elizabeth Gonçalo (Republicanos) –o que, com o gesto, protege um ajuste eleitoral articulado por Brandão com o líder político e prefeito reeleito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (PMN).

A movimentação faz parte da revisão de alianças prometida por Flávio Dino no mês passado, após ser traído por quem se dizia aliado e derrotado em São Luís, visando as eleições de 2022. Ele ainda não decidiu, contudo, se vai mesmo retirar do governo o controle de pastas dos infiéis, pois precisa manter a coalização política para daqui a dois anos disputar novo cargo eletivo.

O governador deve tentar o Senado Federal, por falta de peso político e eleitoral para se aventurar na disputa pela sonhada Presidência da República. Jerry e Rubens buscarão a reeleição para a Câmara. Já Rodrigo Lago e Júlio Mendonça, vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão.

Próximo do fim do ano, Dino remaneja R$ 1 milhão para gastos com publicidade
Política

Comunicação da gestão comunista pela Secap já custou mais de R$ 60 milhões aos cofres públicos em 2020

O governador Flávio Dino (PCdoB) publicou decreto no DOE (Diário Oficial do Estado) em que autoriza a abertura de crédito suplementar de pouco mais de R$ 1 milhão para gastos com publicidade até final deste ano.

O documento, noticiado primeiro pela Folha do Maranhão, foi publicado no último dia 16, duas semanas antes do fim de 2020. Também assinam o secretários estaduais Marcelo Tavares (Casa Civil), Cynthia Mota (Planejamento e Orçamento) e Marcellus Ribeiro (Fazenda).

Segundo o decreto, o valor de R$ 1.079.517,00 foi retirado da própria Secap (Secretaria de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos), anteriormente com especificação para gestão do programa, realização e promoção de eventos governamentais e gestão da Rádio Timbira, e remanejado unicamente para divulgação das ações governamentais.

De acordo com o Portal da Transparência, até essa segunda-feira 28, apenas a comunicação da gestão comunista pela Secap já custou mais de R$ 60 milhões aos cofres públicos em 2020. Mais da metade, cerca de R$ 35 milhões, foi consumida com serviços de assessoria de comunicação e publicidade institucional.

O valor é ainda maior se levado em consideração outras pastas, que mantêm gastos próprios com divulgação de ações, principalmente na contratação de gráficas.

Bolsonaro diz ao STF que governo Dino deixou de responder três solicitações para segurança presidencial em Balsas
Política

Governador do Maranhão nega formalização dos requerimentos e diz que presidente cometeu calúnia

Em manifestação apresentada em um pedido de explicações formulado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) no STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) informou ter enviado ao menos três ofícios ao Governo do Maranhão solicitando segurança presidencial durante viagem a Balsas, no sul do estado, prevista para outubro último.

A viagem, segundo afirmou Bolsonaro durante entrevista à rádio Jovem Pan no dia 21 daquele mês, foi cancelada porque Dino teria negado o efetivo da PM para fazer seu esquema de segurança.

“Infelizmente, o governo do Estado, [sob] Flávio Dino, resolveu não ceder a Polícia Militar para fazer a segurança mais aberta minha”, afirmou o presidente, que na manifestação frisa ser verdadeiros os fatos declarados na entrevista, e que não houve a intenção de caluniar o comunista.

De acordo com a AGU (Advocacia-Geral da União), que faz a defesa de Bolsonaro, os documentos foram enviados pelo Gabinete de Segurança Institucional ao secretário estadual da Segurança Pública, Jefferson Portela, e ao comandante de Policiamento da Área do Interior, que, ainda segundo a defesa do presidente da República, não apresentaram resposta e ainda deixaram de comparecer à reunião agendada para o dia 19 daquele mês, voltada para discutir questões relativas à segurança à comitiva presencial.

Na petição, Dino nega a formalização dos requerimentos, e afirma que o presidente cometeu calúnia, ao sinalizar, em tese, que ele cometeu crime de prevaricação ao ter deixado de praticar, indevidamente, ato de ofício visando satisfazer interesse pessoal.

Com a explicação de Bolsonaro, o pedido foi arquivado pelo ministro Marco Aurélio, relator do caso no STF, desde o dia 19 de novembro. No sistema processual do Supremo, até o momento, mais de um mês depois, não há registro de que Dino tenha apresentado queixa-crime contra o presidente da República referente ao assunto.