Lula
Internautas criticam falta de indignação de Dino contra Lula e o PT
Política

Cobrança foi feita numa postagem do governador do Maranhão nas redes sociais sobre suposto desvio de recursos para enchentes pela ex-governadora Roseana Sarney

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), foi alvo de duras críticas e cobranças nas redes sociais, nesta segunda-feira 11, pelo falta de indignação diante das acusações de corrupção que pesam contra o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Partido dos Trabalhadores (PT), acusados pela Procuradoria-Geral da República (PRG) de liderar o esquema de desvio de dinheiro público e propinagem da Petrobras.

A cobrança foi feita numa postagem em que o comunista se mostra exaltado com o suposto desvio de dinheiro público destinado às vítimas de enchentes no estado. Para os internautas, as indignações do governador contra acusados de dilapidar o erário são feitas apenas contra políticos de oposição ao seu governo.

“Engraçado como você não mostra essa mesma indignação para com o Lula que roubou bilhões do povo brasileiro”, criticou um seguidor. “Fique indignado tb com os corruptos do PT, governador!”, cobra outro. “Engraçado que você fez um jantar e gastou um absurdo para recepcionar o líder dessa quadrilha que saqueou os cofres públicos e deixou o país quebrado!!! O povo é que fica indignado com vocês!!!”, alertou outro seguidor.

Apesar de não ter citado diretamente a que se referia, a indignação virtual de Flávio Dino surge poucos dias depois da informação de que a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) teria desviado cerca de R$ 18 milhões dos cofres públicos do Maranhão em conluio com o então ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima, preso recentemente na Lava Jato após a Polícia Federal encontrar em um apartamento mais de R$ 51 milhões com suas digitais.

“Registro minha indignação com aqueles que no Maranhão tiveram a coragem de roubar dinheiro destinado a vítimas de enchentes. Repugnante. Infelizmente não devemos nos surpreender com o que essa gente é capaz. Mas até dinheiro de vítimas de enchentes é realmente abjeto”, diz Flávio Dino na publicação em que vem sendo criticado pelos internautas.

Os recursos supostamente desviados por Roseana e Geddel foram repassados pelo governo federal ao governo estadual em 2009, com o objetivo de recuperar rodovias destruídas após uma enchente, em quase 70 municípios maranhenses. À época, o Palácio do Planalto era comandado justamente por Lula, aliado de primeira linha da família Sarney no Maranhão.

Lula compara José Sarney a um “tubarãozinho manso”
Política

Peemedebista comandava o Senado e defendeu o cacique petista quando surgiram as denúncias do esquema mensalão

Em caravana pelo Nordeste, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta sexta-feira 25, que se sente “grato” ao ex-senador José Sarney (PMDB-AP). A declaração foi dada durante passagem por Pernambuco, quando o cacique petista falava sobre alianças políticas.

Questionado sobre um encontro programado com o pai da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) durante a visita que pretende fazer ao Maranhão, o ex-presidente aproveitou para fazer um agradecimento ao peemedebista — que até chegar ao Planalto era um dos seus maiores alvos de crítica. “Eu sou grato ao Sarney! É importante dizer: eu sou grato ao Sarney como presidente do Senado. Teve um tempo que as pessoas queriam que eu rompesse com o Sarney e eu iria ganhar de presente como presidente [do Senado] o Marconi Perillo [PSDB].  Ora, você vai deixar de ter um tubarãozinho manso para ter um tubarão novo mordendo até o pé?”, questionou o ex-presidente, aos risos.

Em 2012, quando Lula foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de dar aval ao célebre esquema do mensalão, Sarney era presidente do Senado Federal. À época, o peemedebista foi um dos principais defensores do petista, que passou a, desde então, não mais chamá-lo de oligarca ou de “dono da Globo”, mas de presidente.

Raposa, Sarney retribuiu, definindo Lula como um “patrimônio” do país, garantindo que não acreditava nas declarações de delator Marcos Valério.

Abaixo, a entrevista em que Lula fala sobre sua amizade e gratidão a Sarney — que voltou a ser denunciado por corrupção na Lava Jato:

Zé Inácio cola em Lula por sobrevivência política
Política

Sem o Incra e a Prefeitura de Itinga, deputado se agarra em fotos ao lado do ex-presidente para tentar alcançar a reeleição

Derrotado no Processo de Eleição Direta (PED) do Partido dos Trabalhadores (PT) no Maranhão, o deputado estadual Zé Inácio passou a utilizar a estratégia de colar a sua imagem a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder máximo do petista no país.

Sem o comando do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e da Prefeitura Municipal de Itinga, de onde por meio de políticas públicas conseguiu tirar votos para chegar à Assembleia Legislativa em 2014, o parlamentar se vê agora com dificuldades de alcançar a reeleição.

Para tentar dar a volta por cima, ele esteve nessa quinta-feira 3, no Instituto Lula, em São Paulo, para bater fotos ao lado de ex-presidente.

Ciente de que Lula virá em setembro ao Maranhão, Zé Inácio tenta fazer com que a população creia que ele seria o homem forte do líder do PT no estado.

Dias antes, ele buscou também por fotos ao lado da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann.

Gleisi diz que nunca houve convite para Dino ser vice de Lula
Política

Especulação vinha sendo estimulada pelo Palácio dos Leões desde o início do mês

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, negou, neste sabado 22, que tenha feito qualquer convite ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), para disputar a Presidência da República em 2018 como vice na chapa de Lula.

“Nunca conversei com Flávio Dino sobre o assunto”, esclareceu.

A declaração foi dada ao jornalista Diego Emir, e encerra, pelo menos por ora, a especulação e a boataria estimulada pelo próprio Palácio dos Leões desde o início do mês, quanto à possibilidade da chapa presidencial Lula-Dino.

Com condenação de Lula, Flávio Dino passa a ser nome mais forte da esquerda
Política

Comunista pode ser indicado pelo ex-presidente para encabeçar a chapa presidencial da esquerda em 2018

Com a confirmação da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sérgio Moro, a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), passa a ser o nome mais forte da esquerda brasileira.

Para se livrar da condenação (não houve decreto de prisão), Lula terá de recorrer à 2ª Instância, isto é, ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região. Caso a Corte decida por manter a decisão de Moro, o petista ficará inelegível de acordo com a Lei da Ficha Limpa, mas ainda assim com chances de concorrer às eleições de 2018. Para isso precisará de uma decisão liminar contra o eventual acórdão do TRF-4 até que os possíveis recursos às instâncias superiores (STJ e STF) sejam finalmente julgados.

Diante da incerteza jurídica, cresce a probabilidade de Lula vir a indicar e apoiar o nome do governador do Maranhão para a disputa pela Presidência da República.

E há motivos claros para isso.

Além do respeito e inegável força que conseguiu conquistar nacionalmente, Flávio Dino ganhou forte respaldo junto aos próprios petistas ao declarar briga aberta contra tudo e todos durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff; e até contra o próprio Sérgio Moro, em defesa de Lula.

Recentemente, inclusive, ele chegou a ser procurado para ser o vice na chapa do petista, mas acabou rejeitando o convite, que agora pode se estender à cabeça da chapa presidencial.

 

Com reeleição garantida, Flávio Dino rejeita ser vice de Lula
Política

Convite foi feito por Gleisi Hoffmann e Jaques Wagner. Petista também é apontado como favorito na disputa

Caminhando com tranquilidade para ser reeleito em outubro de 2018, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), rejeitou o convite para a disputar o pleito do ano que vem como vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Assim como Dino, Lula também é apontado em levantamentos de institutos como franco favorito na disputa pela Presidente da República.

O convite teria sido feito recentemente, pela presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e pelo ex-governador da Bahia e ex-ministro de Dilma, Jaques Wagner. A informação foi revelada pela revista Veja.

A rejeição ao pedido dos petistas foi confirmada pelo presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry - que ocupa ainda a chefia da Secretaria de Estado de Comunicação Social e Assuntos Políticos (SECAP).

Segundo Jerry, bem avaliado nacionalmente, o chefe do Poder Executivo estadual tem sido procurado constantemente pelo PT e até por outras lideranças de outros partidos, mas a escolha pela reeleição de governador já estaria definida.

“O governador Flávio Dino tem sido procurado frequentemente por lideranças nacionais de diferentes partidos e correntes de opinião, inclusive pelo PT. Mas não há nenhum debate específico sobre eventual candidatura presidencial ou a vice-presidente. Flavio Dino disputará a reeleição a governo do Maranhão”, afirmou.

Embora pilhado na Lava Jato, perseguindo servidores públicos e repetindo o mesmo modus operandi de governar do grupo Sarney, o governador do Maranhão tem sido beneficiado eleitoralmente pelo medo ou pela letargia de seus principais adversários.

A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), por exemplo, que aparece bem colocada em pesquisas eleitorais, sequer vai entrar na corrida eleitoral; o senador Roberto Rocha (PSB) ainda não definiu se vira oposição ou se volta a manter aliança com o regime comunista; os deputados estaduais Wellington do Curso (PP) e Eduardo Braide (PMN) fogem de qualquer discussão sobre a disputa majoritária; e a presidente estadual do Podemos, Maura Jorge, embora em campanha aberta nas redes sociais e pequenas cidades do Maranhão, não tem buscado composição com qualquer outro partido para formação de chapa com sua legenda.

MPF pede prisão de Lula em regime fechado no caso do tríplex
Política

Procuradores pedem que ex-presidente e outros seis réus sejam condenado pelos crimes de corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro

O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao juiz Sérgio Moro, responsável pelos casos relacionados à Lava Jato em primeira instância, nesta sexta-feira 3, que o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e outros seis réus sejam condenados pelos crimes de corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro e que cumpram as respectivas penas em regime fechado.

O pedido consta nas alegações finais do processo que apura um suposto pagamento de propina por parte da empresa OAS, por meio da entrega de um apartamento triplex no Guarujá, litoral de São Paulo.

Além de Lula, dentre os réus também estão o ex-presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, mais conhecido como Léo Pinheiro, e outros executivos da construtora, que foram acusados de lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

No pedido, o MPF também quer que Moro determine a apreensão de R$ 87.624.971,26 (oitenta e sete milhões, seiscentos e vinte e quatro mil, novecentos e setenta e um reais e vinte e seis centavos). O valor é correspondente ao montante de propinas que foram pagas nos contratos que a OAS firmou junto à Petrobras a agentes públicos. Desse montante, segundo os procuradores, Lula teria recebido um total de pouco mais de R$ 3,7 milhões. Há ainda o pedido para que o ex-presidente seja condenado a pagar outros R$ 87 milhões em multas.

Waldir Maranhão participa de “inauguração” de transposição com Lula e Dilma
Política

Convite foi feito pelos ex-presidentes da República. Petistas apoiam candidatura do parlamentar ao Senado Federal na chapa de Flávio Dino em 2018

O deputado federal Waldir Maranhão (PP-MA) participou, na tarde desse domingo 19, de ato — chamado de “Inauguração Popular da Transposição do São Francisco: A celebração das águas” — no município de Monteiro, na Paraíba, com os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT.

O convite para a participação do parlamentar na “inauguração” da obra histórica, que irá beneficiar cerca de 12 milhões de pessoas do agreste nordestino, foi feito pelos próprios petistas. Ambos o apoiam para o Senado Federal pelo estado maranhense, nas eleições de 2018.

Político de boa formação, principalmente na área educacional, e conhecedor de Brasília e seus meandros, Maranhão conta, ainda, com o compromisso do governador Flávio Dino (PCdoB), a pedido da maior estrela do Partido dos Trabalhadores.

Há cerca de suas semanas, ele esteve reunido com Lula em São Paulo, onde conversaram sobre as eleições do próximo ano e o desenvolvido do estado e do país.

A outra vaga na chapa majoritária de reeleição do comunista, por ora, está sendo disputada pelos também deputados federais José Reinaldo Tavares (PSB) e Weverton Rocha (PDT).

Com aval de Lula, Flávio Dino negocia voto de Waldir em troca de ministério
Política

Integração Nacional ou Educação são as opções colocadas pelo comunista. Vaga ao Senado em 2018 também entrou na mesa de negociação

O deputado federal e vice-presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), não é mais a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele mudou de voto após diálogos com o governador Flávio Dino (PCdoB), que estava em Brasília na semana passada e voltou desde a última quarta-feira 13, com o aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para negociar cargos e ministérios no governo federal em troca de votos a favor da petista.

Com a autorização de Lula, Dino colocou na mesa a entrega de pelo menos um ministério para o comando de Waldir Maranhão, sendo duas as opções: Integração Nacional ou Educação, visto como a “menina dos olhos” do ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

Flávio Dino prometeu ainda apoiar o vice-presidente da Câmara em uma candidatura ao Senado no ano de 2018, além de aumentar o número de seus apadrinhados na UEMA e na Assembleia Legislativa do Maranhão. A garantia de vaga ao Senado também foi feita ao ex-governador e deputado federal José Reinaldo (PSB), que também era apontado como voto contrário ao impeachment, mas já mudou o voto. Em 2018, o Maranhão terá duas vagas ao Senado, que ficarão abertas após o fim do mandato dos peemedebistas João Alberto e Edison Lobão.

A questão, entretanto, é que Waldir prometeu entregar 12 votos do PP contra o impeachment. Mas integrantes da cúpula da sigla, inclusive o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), já afirmam a interlocutores que vão abrir processo de expulsão de Waldir caso ele vote contra o impeachment ou se ele faltar à sessão de domingo 17. “Nós decidimos que não iremos mais negociar cargos no governo. E o deputado Waldir fez exatamente isso”, confirmou um integrante da cúpula do PP ao Atual7.

Além disso, a sigla também não descarta pedir o mandato de Waldir na Justiça Eleitoral, por infidelidade partidária, caso ele vote com Dilma. Apesar disso, os deputados do PP não acreditam que Waldir tenha condições de entregar 12 votos contrários ao impeachment. Um dos líderes da sigla na Câmara, o deputado federal Jerônimo Goergen, classificou a promessa como “blefe”.

Como punição pela traição, o PP já tirou de Waldir o comando da legenda no Maranhão. Em seu lugar assume o coordenador do impeachment na bancada maranhense, André Fufuca.

STF decide tirar de Sergio Moro investigações sobre Lula na Lava Jato
Política

Por maioria, ministros do Supremo definiram pelo envio do caso do ex-presidente para a máxima instância

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira 31, que a investigação da Operação Lava Jato que envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai ficar no STF. Dessa forma, Lula não será alvo do juiz federal Sergio Moro, que cuida da Lava Jato.

Em decisão liminar, o relator do caso, ministro Teori Zavascki, havia solicitado o envio do caso para o STF, mesmo o ex-presidente não tendo permanecido no cargo de ministro-chefe da Casa Civil do governo Dilma Rousseff e, portanto, não tendo direito a foro especial por prerrogativa de função.

Segundo Zavascki, algumas das provas reunidas nas investigações envolvem pessoas que estão à frente de cargos públicos, assim, passíveis de serem julgadas somente pelo STF.

No plenário, os ministros Edson Fachin, Roberto Barroso, Rosa Weber, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello acompanharam o relator. O ministro Luiz Fux votou contra.

Antes da decisão do STF, o advogado geral da União, José Eduardo Cardozo, disse que houve violação à Constituição na divulgação de conversas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal que envolviam a presidente Dilma Rousseff.

Lula aceita convite e assumirá Casa Civil
Política

Decisão é vista pela oposição como uma manobra política de Lula e do PT

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aceitou, nesta quarta-feira 16, o cargo de ministro da Casa Civil. O convite havia sido feito diretamente pela presidente Dilma Rousseff (PT). As informações são da Folha de São Paulo.

Os rumores sobre a possibilidade do ex-presidente assumir um ministério no governo Dilma começaram com sua condução coercitiva à Polícia Federal. Desde então, ele tem sido alvo do Ministério Público de São Paulo, e pessoas ligadas à equipe de Dilma passaram a dar como certa a entrada definitiva do petista no governo. Em entrevista na última segunda-feira 14, Jaques Wagner, ex titular da Casa Civil e que deverá ir para a chefia de gabinete, afirmou que a decisão “só dependia da cabeça de Lula”.

Um dos principais nomes do PT, Rui Falcão, presidente nacional do partido, foi enfático nos últimos dias ao defender que Lula entrasse para o governo. Os dois se reuniram em São Paulo logo após protestos pró-impeachment da presidente Dilma que ocorreram no último domingo (13) em todo o país.

A decisão é vista pela oposição como uma manobra política de Lula e do PT. Tornando-se ministro, ele vê se processo mudar de foto, passando às mãos do Supremo Tribunal Federal. A escolha do relator do caso será definida por sorteio.

Lula é alvo de processo aberto pelo Ministério Público de São Paulo. No caso, os promotores alegam, para pedir a prisão do ex-presidente, que ele pode incitar seus correligionários à violência e também pode usar sua influência de ex-presidente para fugir do Brasil.

Ministério Público de São Paulo pede a prisão preventiva de Lula
Política

Promotores negam motivação política na denúncia pelos crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica por causa da suposta compra de um apartamento triplex

Os promotores Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo pediram a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) junto com a denúncia que apresentaram, nesta quarta-feira 9, sobre o triplex do Guarujá, que teria sido preparado para a família do ex-presidente. A informação é da FolhaPress.

O pedido se estende ao ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, e ao ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

O caso será analisado pela juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal de São Paulo. Ainda não há um dia certo para a Justiça decidir sobre o caso.

Lula é acusado de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, crimes que podem render de 3 a 10 anos de prisão e de 1 a 3 anos, respectivamente. Sua mulher, Marisa Letícia, e um dos filhos do casal, Fábio Lúis Lula da Silva, também são acusados de lavagem de dinheiro.

Nesta quinta-feira 10, em entrevista coletiva no Ministério Público de São Paulo, os promotores negaram que a investigação tenha motivação política.

“O nosso calendário é judicial, pouco importando se este ou aquele procedimento tenha repercussão política”, disse José Carlos Blat, que tocou a apuração junto com os outros dois promotores.

Segundo Blat, a apuração é uma continuidade de um caso da Bancoop que ele toca desde 2010 e está em fase final de julgamento. Um dos réus do primeiro caso é o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso em Curitiba sob acusação de intermediar propinas para o PT em contratos da Petrobras.

O tríplex do Guarujá começou a ser construído em 2004, quando Marisa Letícia comprou uma das unidades, não o tríplex que está sob investigação.

Em 2009, quando a Bancoop quebrou e a OAS assumiu a construção do prédio, a empreiteira teria preparado o apartamento tríplex para a família de Lula, mas o imóvel nunca foi transferido para o nome do ex-presidente.

O Instituto Lula alega que a família visitou o tríplex na praia de Astúrias, mas desistiu do imóvel por considerar que a família não teria privacidade para desfrutar da praia.

O aviso de que Marisa desistira do imóvel foi feito no final do ano passado, quando o imóvel já estava sob investigação em duas frentes: pelo Ministério Público de São Paulo e pelos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, de Curitiba.

Os promotores dizem ter testemunhos de 20 testemunhas de que o imóvel foi reformado para Lula.

Lula pede ajuda a Sarney para articulação contra impeachment
Política

Ex-presidentes tomaram café hoje pela manhã. Governador Flávio Dino tenta aparecer na mídia nacional como resposta

O ex-presidente Lula (PT) desembarcou em Brasília para assumir a articulação junto ao ex-presidente do Senado e da República, José Sarney (PMDB-MA), contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Com o aumento da pressão no PMDB pelo rompimento com a petista, cresceu a preocupação no Palácio do Planalto. A informação é de O Globo.

Lula tomou café com Sarney, na manhã desta quarta-feira 8, na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com o comando do PMDB no Senado, mais alinhado com o governo, e que passou a ter papel decisivo no rito do impeachment determinado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), dias depois do petista ser levado a depor pela Polícia Federal.

O pedido de ajuda de Lula a Sarney acontece no mesmo dia em que o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), ao tomar conhecimento do café da manhã entre os ex-presidentes, se contorce para aparecer na mídia nacional em defesa de Dilma.

Presidente da OAB diverge de Flávio Dino e defende condução coercitiva de Lula
Política

Mais cedo, governador do Maranhão usou as redes sociais para criticar a ação da PF autorizada pelo juiz Sérgio Moro

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, divergiu do governador Flávio Dino (PCdoB) e defendeu a nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira 4, e que tem como alvo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Enquanto Dino, que é ex-juiz federal, usou as redes sociais para condenar a ação autorizada pelo juiz Sérgio Moro, para Lamachia, não há "problema algum" na condução coercitiva do petista pela PF para depor.

"Nós vivemos num Estado Democrático de Direito e as nossas normas devem ser cumpridas por qualquer pessoa. Nenhum cidadão brasileiro deve estar isento de responder pelos seus atos se cometeu algum ato ilícito", disse.

Lamachia deu as declarações ao chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde protocolou um pedido para ter acesso à delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS).

Mais cedo, o governador do Maranhão havia declarado como desnecessária a condução coercitiva e os mandados de busca e apreensão no apartamento de Lula, e comentou de forma irônica que, se o Ministério Público Federal (MPF) já possui provas, bastava oferecer denúncia contra o ex-presidente.

“Tenho declarado meu apoio a todas as investigações no âmbito da operação Lava Jato, Zelotes e outras. Contudo, abusos devem ser evitados. Medidas coercitivas devem obedecer ao princípio da proporcionalidade (necessidade). Não me parece o caso na condução do ex-presidente Lula. Se o Ministério Público diz já possuir tantas provas, basta oferecer denúncia para que haja o direito de defesa e julgamento”, disparou Dino.

Flávio Dino condena Sérgio Moro por autorizar condução coercitiva de Lula
Política

Governador do Maranhão ainda insinuou que ações contra petista seriam ‘vale-tudo’ e ‘atos espetaculares’

O governador Flávio Dino (PCdoB), que é ex-juiz federal, condenou a ação autorizada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba, que culminou com a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela Polícia Federal, na manhã desta sexta-feira 4, para depoimento.

Por meio das redes sociais, o comunista avaliou como desnecessária a medida autorizada por Moro e comentou de forma irônica que, se o Ministério Público Federal (MPF) já possui provas, bastava oferecer denúncia contra Lula.

“Tenho declarado meu apoio a todas as investigações no âmbito da operação Lava Jato, Zelotes e outras. Contudo, abusos devem ser evitados. Medidas coercitivas devem obedecer ao princípio da proporcionalidade (necessidade). Não me parece o caso na condução do ex-presidente Lula. Se o Ministério Público diz já possuir tantas provas, basta oferecer denúncia para que haja o direito de defesa e julgamento”, escreveu.

Em jogo de palavras que remete ao nome da 24ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Aletheia em referência a expressão grega que significa busca da verdade, o governador do Maranhão ainda insinuou que a condução coercitiva e os mandados de busca e apreensão no apartamento do ex-presidente seriam “vale-tudo” e “atos espetaculares”, que “conflagram a sociedade e não contribuem para que haja verdade e justiça”.

Nos comentários, parte dos seguidores concordaram com o comunista. Um deles ainda tachou: “É Moro a cargo do PSDB”.

Abaixo, a íntegra da publicação de Flávio Dino no Facebook:

Tenho declarado meu apoio a todas as investigações no âmbito da operação Lava Jato, Zelotes e outras. Contudo, abusos...

Publicado por Flávio Dino em Sexta, 4 de março de 2016

Convocação de filho de Lula e de ex-ministros é rejeitada por CPI do Carf
Política

Três empresas de Luís Cláudio Lula foram alvos de ações de busca e apreensão na Operação Zelotes, da Polícia Federal

Os pedidos de convocação de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, e dos ex-ministros Gilberto Carvalho e Erenice Guerra foram rejeitados por unanimidade, nesta quinta-feira 5, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga fraudes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Os pedidos foram propostos pelo presidente da CPI, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), que já havia apresentado requerimentos iguais antes, o que gerou reclamação da relatora, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). A informação é da Agência Senado.

— É a terceira vez que o requerimento sobre a ex-ministra Erenice é votado. Nas duas vezes anteriores foram rejeitados. São requerimentos com objetivos meramente políticos. O político não pode sobrepor ao técnico. Nós não vamos desvirtuar os objetivos da CPI — afirmou.

A senadora também defendeu o filho do presidente Lula.

— Não estou prejulgando, mas uma grande injustiça está em curso. Não há nada que sugira que ele tenha cometido algum crime. Luís Cláudio é apenas dono de uma empresa que recebeu pelo serviço prestado a um escritório envolvido no escândalo de corrupção — disse.

Ataídes de Oliveira discordou e disse que fatos no âmbito da Operação Zelotes, da Polícia Federal, justificavam novos pedidos de oitivas.

— Há ligação contundente dos ex-ministros e do Luís Cláudio na venda de medidas provisórias. Esses requerimentos já haviam sido apresentados por mim e foram rejeitados. Agora, diante de novos fatos da quarta fase da Operação Zelotes, vejo que há fraturas expostas em relação a esses três convocados — argumentou.

A Zelotes investiga fraudes nos julgamentos do Carf. No fim de outubro, três empresas do filho do ex-presidente Lula foram alvos de ações de busca e apreensão. Segundo a PF, uma delas, a LFT Marketing, teria recebido pagamentos do escritório Marcondes e Mautoni, investigado por ter atuado de forma ilegal no Congresso na aprovação das medidas provisórias 512/10 e 627/13, que beneficiaram o setor automotivo.

Sigilos

A CPI também rejeitou requerimentos de quebras de sigilo do filho de Lula, da LFT Marketing e da Guerra Advogados Associados, da ex-ministra Erenice Guerra.

Os senadores também derrubaram convocação e quebras de sigilo de Carlos Juliano Ribeiro Nardes, sobrinho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, o que provocou revolta do senador Randofe Rodrigues (Rede-AP).

— Inacreditável, inaceitável a não aprovação dos requerimentos relativos a Juliano Nardes. Em relação aos ex-ministros, dá até para entender as razões políticas, mas por que não Juliano Nardes? Pessoas ouvidas pela CPI relataram o envolvimento dele. Dois funcionários da empresa do articulador do esquema estiveram aqui em uma acareação e ambos confirmaram. É um fato objetivo que ocorreu no âmbito da CPI — reclamou.

A CPI do Carf foi instalada em maio e tem prazo de funcionamento até 18 de dezembro.

FHC dá chega pra lá em Lula e Dilma: “Momento não é para aproximações”
Política

Impeachment contra a presidente estaria entre os temas do encontro proposto por Lula e Dilma. Resposta do tucano foi dada nesse sábado (25)

Lula e Dilma acharam que se reunirem com FHC seria a coisa mais normal do mundo
Reprodução Para trás! Lula e Dilma acharam que se reunirem com FHC seria a coisa mais normal do mundo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, usou as redes sociais, no sábado (25), para dar um chega pra lá no também ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e na atual mandatária do País, Dilma Rousseff, ambos do PT.

No meio da semana passada, por meio de amigos em comum, Lula propôs uma conversa entre ele e o tucano sobre as crises econômica e política que assolam o Brasil. Um dia depois, ciente de que entre os temas do encontro estaria também a discussão envolvendo um possível processo de impeachment contra o seu governo, foi a vez de Dilma expressar apoio à iniciativa de também buscar aproximação com FHC.

Diante das investidas petistas, Fernando Henrique negou o interesse em conversar com a dupla sobre o governo Dilma Rousseff e afirmou que encontros privados poderiam parecer conchavo para salvar o “o que não deve ser salvo”.

“O momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo. Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo”, escreveu o ex-presidente tucano em sua página no Facebook.

FHC:“O momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo. Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo”.

Posted by Fernando Henrique Cardoso on Sábado, 25 de julho de 2015

Antes da resposta de FHC, representantes da direção nacional do PSDB e lideranças do partido no Congresso já rechaçavam a possibilidade de uma aproximação entre a oposição e o PT. Um deles foi o ex-chefe de gabinete de Fernando Henrique Cardoso e atualmente assessor do Instituto que leva o nome do ex-presidente, Xico Graziano, que chegou a tratar o tema com ironia nas redes sociais.

“Se eu fosse o FHC topava conversar com Lula. Primeiro mandava ele pedir desculpas pela mentirada. Depois perguntaria: tá dormindo em paz?”, escreveu o assessor.