Lula
Cidadania, de Eliziane, defende terceira via para 2022 e critica os governos Lula, Dilma e Bolsonaro
Política

No Maranhão, partido tende a ir com Weverton Rocha na disputa pelo Palácio dos Leões

Um vídeo publicitário do Cidadania, partido da senadora maranhense Eliziane Gama, defende uma terceira via para 2022 e critica os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff e da extrema-direita de Jair Bolsonaro (sem partido).

A gravação mostra imagens e trechos de gravações com frases polêmicas de Lula, Dilma e Bolsonaro, alerta que “o passado volta para assombrar” e critica o atual governo pela condução da pandemia e pela volta da fome no país.

“Manifesto do Cidadania aos nem-nem. Um chamamento aos que não querem nem Bolsonaro nem Lula e sonham com uma alternativa não populista em 22. Não são iguais, mas são prejudiciais à sua maneira. Nem erros do passado nem a perversidade do presente. Um olhar de esperança pro futuro”, defendeu nas redes sociais o presidente do partido, Roberto Freire (PE), entusiasta de eventual candidatura do apresentador Luciano Huck, da Rede Globo.

No Maranhão, segundo declaração de Eliziane Gama, o Cidadania tende a integrar a coalização de partidos que apoiam o nome de Weverton Rocha para o comando do Palácio dos Leões.

Lula ignora participação de Weverton em jantar do PT
Política

Passados três dias, não há qualquer menção do ex-presidente à presença do senador maranhense no evento

Disseminada por Weverton Rocha (PDT) e entorno como o que seria a confirmação da força política do pedetista na corrida pelo Palácio dos Leões em 2022, a participação do senador maranhense em um jantar da bancada PT com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília (DF), segue ignorada pelo petista nas redes sociais.

Solícito, Lula se deixou fotografar conversando com Weverton, que se aproveitou política e eleitoralmente do ato, mesmo que isso pudesse desfavorecer o próprio PDT e o candidato do partido ao Palácio do Planalto no pleito do próximo ano, Ciro Gomes.

Até esta sexta-feira (7), porém, três dias após o evento, não há qualquer menção de Lula à presença penetra de Weverton Rocha no encontro petista.

A diferença de tratamento e de importância pode ser melhor observada quando comparada à ação de Lula sobre outros encontros na mesma semana, que fez questão de divulgar nas redes, como o ocorrido com o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e com o ex-senador José Sarney (MDB), estes realmente com o objetivo de costurar acordos políticos.

No Maranhão, Lula e o PT estão acordados com o governador Flávio Dino (PCdoB), que tem o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) como seu candidato à sucessão estadual.

Fachin, do STF, anula todas as condenações de Lula julgadas pela Lava Jato em Curitiba
Política

Com decisão, petista mantém os direitos políticos preservados e pode disputar o Presidência da República em 2022 contra Jair Bolsonaro

O ministro Edison Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), monocraticamente, anulou todas as decisões, desde o recebimento de denúncias até as condenações, da Lava Jato de Curitiba envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Relator da Lava Jato no Supremo, Fachin concedeu habeas corpus formulado pela defesa do petista em novembro do ano passado, e declarou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba, da qual o ex-juiz Sérgio Moro era titular, para o processo e julgamento das três ações da Operação Lava Jato contra Lula –tríplex do Guarujá, sítio de Atibaia e Instituto Lula.

O ministro ordenou que os casos sejam reiniciados na Justiça Federal do Distrito Federal.

Como consequência, o petista não se enquadra mais na Lei da Ficha Limpa e mantém os direitos políticos preservados, podendo ser elegível e disputar o Palácio do Planalto em 2022, contra Jair Bolsonaro (sem partido).

Com apoio de Lula, Rubens Júnior ganha força e empata tecnicamente com Duarte e Neto
Política

Apoio de partidos de adversários a Jair Bolsonaro tende a favorecer candidato do PCdoB na disputa pela prefeitura São Luís, segundo dados da Econométrica

O apoio do ex-presidente Lula (PT) ao deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) tende a provocar uma mudança no cenário da disputa pela prefeitura de São Luís. Antes da adesão expressa do petista, Rubens Júnior patinava entre os últimos colocados em todas as pesquisas de intenção de votos, quase sempre registrando a preferência de apenas 1% do eleitorado ludovicense.

Segundo levantamento do Econométrica, divulgado pela TV Guará nessa quarta-feira 30, porém, ele aparece com 6% em intenção de votos, figurando na quarta posição da pesquisa estimulada. Antes dele, aparecem os deputados estaduais Duarte Júnior (Republicanos, 10,8%) e Neto Evangelista (DEM, 10,6%). O primeiro colocado, isolado, é o deputado federal Eduardo Braide (Podemos), com 47,3%.

Pela margem de erro, de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, Rubens está tecnicamente empatado com Duarte e Neto.

Como a pesquisa foi realizada antes da campanha eleitoral ser oficialmente liberada, agora com o candidato nas ruas em busca de votos, a tendência é de escalada de Rubens Júnior. Indiretamente, ele também tem o apoio do governador Flávio Dino (PCdoB), que evita declarar o voto expresso do afilhado para não contrariar seguidores de sua gestão.

Na capital, segundo a pesquisa Econométrica, Dino tem 70,1% de aprovação, o que favorece o candidato do PCdoB à prefeitura de São Luís. Já o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) registrou 51,1% de desaprovação.

Em Brasília, enquanto o PCdoB e o PT fazem oposição a Bolsonaro, os partidos de Eduardo Braide, Neto Evangelista e Duarte Júnior são aliados e votam de acordo com as pautas do governo.

O Econométrica entrevistou 1 mil pessoas, em 44 bairros de São Luís, entre os dias 20 e 22 de setembro de 2020. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número MA-06272/2020, e tem 95% de nível de confiança.

Ex-presidente Lula declara apoio a Rubens Pereira Júnior em São Luís
Política

Em troca, PCdoB vai apoiar a petista Benedita da Silva no Rio de Janeiro

Após ter o nome indevidamente usado na pré-campanha eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou apoio ao candidato do PCdoB à prefeitura de São Luís, Rubens Pereira Júnior.

O anúncio foi feito pelo petista no Twitter, nesta terça-feira 15. Segundo publicou, o apoio foi oficialmente fechado no início da tarde de hoje. Em troca, o PCdoB fechou no Rio de Janeiro com Benedita da Silva, na disputa pela prefeitura na capital fluminense.

“O PT vai estar junto com outros partidos em muitas cidades. Agora mesmo acabamos de confirmar que o @PCdoB_Oficial vai estar com a @dasilvabenedita no Rio de Janeiro e nós vamos apoiar o candidato do @FlavioDino no Maranhão. Vamos com @rubenspereirajr em São Luís.”, escreveu Lula.

O apoio do ex-presidente, cuja declaração aponta que o próprio Dino participou da mesa de negociação, é considerado como salvação para Rubens Júnior. Ele vem patinando nas últimas colocações em todas as pesquisas de intenção de votos divulgadas até então.

O vice na chapa do comunista, vereador Honorato Fernandes, é do PT.

Em pesquisa, Datailha inventa boato de apoio de Lula a Rubens Júnior
Política

Indução pode ter sido utilizada para favorecer pré-candidato do PCdoB, que já vinha se utilizando da estratégia

O Instituto Datailha registrou pesquisa de intenção de votos para a Prefeitura de São Luís em que inventa um boato possivelmente com a intenção de induzir o eleitor a favor do pré-candidato do PCdoB, Rubens Pereira Júnior.

Em um dos questionamentos, o Datailha primeiro afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apoia Rubens Júnior, e pergunta se ao saber disso, somada ao fato dele ser do partido de Flávio Dino, em quem o eleitor votaria.

“O ex-Presidente Lula está apoiando Rubens Júnior para a Prefeitura de São Luís. Rubens Júnior tem o apoio de Lula e é do mesmo partido do governador Flávio Dino. Sabendo dessa informação, [votaria] em [?]:”, questiona o instituto, apresentando em seguida os nomes dos pré-candidatos.

Além de Rubens Pereira Júnior, os únicos outros nomes apresentados são: Adriano Sarney (PV), Bira do Pindaré (PSB), Duarte Júnior (Republicanos), Carlos Madeira (SD), Yglésio Moyses (PROS), Eduardo Braide (PODE), Jeisael Marx (Rede), Neto Evangelista (DEM) e Wellington do Curso (PSDB).

No caso, mesmo declarados pré-candidatos e estarem em plena pré-campanha, ficaram de fora da pesquisa: Detinha (PL), Cricielle Muniz (PT), Franklin Douglas (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU).

Embora alguns integrantes do PT com cargo no governo de Dino tenham fechado apoio ao comunista, não há qualquer declaração pública do ex-presidente Lula ao pré-candidato do PCdoB —que já vinha se aproveitando dessa estratégia para tentar angariar votos dos ludovicenses com uma camisa com a escrita: “Eu sou Dino e Lula”.

Registrada nessa quinta-feira 16, sob o número MA-00027/2020, a pesquisa Datailha informou à Justiça Eleitoral que ouviu 1.014 eleitores, entre os dias 13 e 15 de julho, em um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3,0%. O resultado está previsto para ser divulgado no próximo dia 22. A contratante é a empresa Vieira Press.

Da marolinha à gripezinha, um país refém de duas fake news
Artigo

Eden Jr.*

Outubro de 2008, Lula, então presidente, afirmou, sobre a forte crise econômica que na ocasião provocara a quebra do emblemático banco Lehman Brothers: “Lá (nos EUA), ela é um tsunami; aqui, se ela chegar, vai chegar uma marolinha”. O desfecho, no mundo real, foi mundo diferente. O colapso econômico, que teve sua gênese nos setores imobiliários e financeiros, se alastrou por todo o mundo, constituindo-se na maior crise global desde 1929.

No Brasil, políticas adotadas pelas gestões Lula e Dilma, que envolveram imprevidentes empréstimos bancários, fartas reduções tributárias, destrambelhadas intervenções em tarifas públicas e aceleração temerária de gastos governamentais, apenas retardaram a chegada da debacle. O tsunami aqui aportou, e combinado com outros graves fatores políticos e jurídicos, produziu a recessão vivida entre 2014 e 2016 (a economia caiu mais de 7%) e influiu na parca recuperação dos anos seguintes crescimento médio de 1% ao ano.

No encerramento de março deste ano, o presidente Bolsonaro, em pronunciamento na TV, minimizou a pandemia do Covid-19, que recentemente tinha chegado ao país, e causara, até então, 46 óbitos e atingia 2.200 cidadãos. O mandatário garantiu: “Se fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, quando muito, seria acometido de uma gripezinha”. Ao final da primeira semana de maio, o novo coronavírus já tinha contaminado 145 mil brasileiros e levado mais de 9.800 à morte.

Nestes últimos dias, fatos teimaram, novamente, em arremessar contra a realidade as duas lideranças que protagonizam o conveniente embate político nacional. Lula teve a sua condenação, por corrupção e lavagem de dinheiro, confirmada pelo TRF-4, no caso do Sítio de Atibaia. Depois de a juíza Gabriela Hardt sentenciar o petista em 12 anos e 11 meses na primeira instância, a Oitava Turma do TRF-4, por unanimidade, confirmou a decisão e majorou a pena para 17 anos e 1 mês. Muitos vão dizer: “é perseguição da Globo”, “isso é coisa do Moro” (que nem julgou esse caso) ou “armação do FBI” (polícia federal americana).

No outro flanco, tomou posse na direção do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), que tem orçamento de R$ 1 bilhão, Fernando Leão, numa indicação do Centrão. Inclusive, o deputado Sebastião Oliveira (PL-PE), responsável direto pela chegada de Leão ao Dnocs, foi alvo, nesta sexta-feira dia oito, de operação da PF que apura desvios de recursos públicos destinados para obras em rodovias. O Centrão – grupo informal de partidos políticos, que têm em comum a pouca consistência programática, apetite voraz por cargos públicos, envolvimentos em eventos de corrupção e serem aliados do governo da ocasião – agora embarca de vez na gestão Bolsonaro. O presidente até outro dia chamava essa turma de “velha política” e dizia ter chegado ao Planalto para “acabar com a corrupção”. Outros tantos falarão: “é perseguição da Globo”, “é coisa do Moro, o novo Judas” ou “é trama dos comunistas”.

Não, não é nada disso, assim como não é em relação a Lula. Com a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça, que acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente na Polícia Federal, o governo vem enfrentando um clima muito adverso no Congresso. Com pedidos de impeachment na Câmara e a perda de apoio popular, por conta do malogrado combate ao Covid-19, a tentativa do governo é reforçar sua base aliada, para impedir qualquer iniciativa que possa resultar no impedimento.

O andamento de três inquéritos que correm no STF, para: apurar as denúncias de Moro (este avança rapidamente), investigar fake news contra os ministros do tribunal e averiguar a organização e o patrocínio de atos antidemocráticos ocorridos nas últimas semanas, pode jogar pressão adicional no Planalto, pois envolvem, além do próprio presidente, seus partidários, e exigir, dessa forma, mais prebendas para o Centrão. Tudo isso, é capaz de expor ainda mais os movimentos contraditórios de Bolsonaro, gerar nova corrosão de sua popularidade, e levar o desfecho desse episódio para o território do imponderável.

Espera-se, que ao final desse processo, a sociedade brasileira possa optar, nas eleições futuras, por propostas, seja elas de esquerda, direita, ou centro, alicerçadas na realidade e não em fantasias.

*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista ([email protected])

TRF-4 mantém condenação de Lula no caso do sítio de Atibaia
Política

Ex-presidente foi considerado culpado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Defesa ainda pode recorrer

A 8ª turma do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região decidiu, por unanimidade, manter a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no processo do sítio de Atibaia, relacionado à Lava Jato.

O petista havia sido condenado a mais de 17 anos em regime fechado pelo próprio TRF-4, mas a defesa recorreu da sentença com embargos de declaração, que foram negados nesta quarta-feira 6.

Lula foi considerado culpado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), empreiteiras fizeram obras no sítio para usufruto do ex-presidente da República em troca de benefícios em contratos com a Petrobras.

Os advogados de Lula ainda podem recorrer com embargos de declaração dos embargos de declaração.

PF indicia Lula sob suspeita de propina de R$ 4 milhões da Odebrecht
Política

Também foram indiciados Paulo Okamotto, Antonio Palocci e Marcelo Odebrecht

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi indiciado pela Polícia Federal, na última terça-feira 24, no âmbito da Lava Jato, sob suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionados a repasses de R$ 4 milhões feitos pela Odebrecht ao Instituto Lula.

De acordo com O Globo, o delegado Dante Pegoraro Lemos afirmou que recursos transferidos pela empresa sob a rubrica de doações teriam sido abatidas de uma espécie de conta corrente informal de propinas.

Além de Lula, a PF também indiciou por corrupção passiva e lavagem de dinheiro o presidente do Instituto, Paulo Okamotto e o ex-ministro petista Antonio Palocci.

Já o ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht foi indiciado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

TRF-4 mantém condenação e aumenta pena de Lula no caso do sítio de Atibaia
Política

Apesar da decisão, ex-presidente segue solto no aguardo dos términos de todos os recursos

A 8ª Turma do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região manteve, nesta quarta-feira 27, por unanimidade, a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no processo referente ao Sítio de Atibaia (SP), pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, passando a pena de 12 anos e 11 meses para 17 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão em regime inicial fechado e pagamento de 422 dias-multa (com valor unitário do dia-multa de 2 salários mínimos).

Segundo a sentença da 13ª Vara Federal de Curitiba, o líder petista teria participado do esquema criminoso deflagrado pela Lava Jato, inclusive tendo ciência de que os diretores da Petrobras utilizavam seus cargos para recebimento de vantagens indevidas em favor de partidos e de agentes políticos.

Como parte de acertos de propinas destinadas ao PT em contratos da estatal, os Grupos Odebrecht e OAS teriam pagado vantagem indevida à Lula na forma de custeio de reformas no Sítio de Atibaia utilizado por ele e por sua família.

De acordo com os autos, em seis contratos da petrolífera, três firmados com o Grupo Odebrecht e outros três com o OAS, teriam ocorrido acertos de corrupção que também beneficiaram o ex-presidente.

Parte dos valores acertados nos contratos teria sido destinada a agentes da Petrobras e parte a "caixas gerais de propinas" mantidas entre os grupos empresariais e membros do PT. Além disso, outra parte das propinas foi utilizada nas reformas do Sítio de Atibaia.

A denúncia foi recebida pelo juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba e, em fevereiro deste ano, Lula foi considerado culpado pela prática dos delitos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e sentenciado a uma pena de 12 anos e 11 meses de reclusão com pagamento de 212 dias-multa no valor de dois salários mínimos cada dia.

A defesa dele recorreu da decisão ao TRF-4. No julgamento da apelação criminal, a 8ª Turma, de forma unânime, manteve a condenação pelos mesmos crimes apenas aumentando o tempo de pena para 17 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão em regime fechado, juntamente com o pagamento de 422 dias-multa.

A decisão do TRF-4, porém, em nada muda duas situações neste momento: Lula segue solto no aguardo dos términos de todos os recursos e continua impedido de disputar eleições, já que foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa quando foi condenado em segunda instância no caso do tríplex de Guarujá (SP).

MBL pede prisão preventiva de Lula e Dirceu ao MPF
Política

Requerimento aponta incitação ao crime, ao terrorismo e atentado à Lei de Segurança Nacional nos discursos após saída da prisão

O MBL (Movimento Brasil Livre) protocolou no Ministério Público Federal, nesta terça-feira 12, uma representação que pede a prisão preventiva do ex-presidente Lula e do ex-ministro José Dirceu. Os petistas foram soltos na semana passada, com base na decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), de que um condenado só pode ser preso após o trânsito em julgado (o fim dos recursos).

De acordo com a Folha de S.Paulo, o requerimento, protocolado pelo advogado Rubinho Nunes, aponta incitação ao crime, ao terrorismo e atentado à Lei de Segurança Nacional nos discursos de Lula após ele deixar a prisão. As falas do ex-presidente foram consideradas acima do tom até por dirigentes do PT.

“A gente tem que seguir o exemplo do povo do Chile, a gente tem que resistir”, disse Lula, antes de complementar: “Na verdade, atacar e não apenas se defender”.

O documento também relembra falas de José Dirceu ao deixar a prisão. “Eu estava na trincheira da prisão. Agora estou aqui de novo na trincheira da luta. Agora não é do Lula livre. Agora é para nós voltarmos e retomarmos o governo do Brasil. E para isso nós precisamos deixar claro que nós somos petistas, de esquerda e socialistas. Nós somos tudo o contrário do que esse governo está fazendo.”

Na segunda-feira 11, os deputados Sanderson (PSL-RS) e Carla Zambelli (PSL-SP) entregaram ao procurador-geral da República, Augusto Aras, um pedido de prisão preventiva de Lula. O senador Major Olímpio (PSL-SP) fez o mesmo.

Lula ignora Márcio Jerry e convite para morar no Maranhão
Política

Vice-líder do PCdoB na Câmara fez sugestão após ex-presidente cogitar sair de São Paulo e morar na região Nordeste

Mais de 72 horas depois do convite público do vice-líder do PCdoB na Câmara, deputado Márcio Jerry, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue ignorando a sugestão do comunista para que passe a morar no Maranhão, após ser posto em liberdade.

O convite foi feito por Jerry na última sexta-feira 8, pelo Twitter, ao repercutir notícias da entrevista do petista ao jornal Brasil de Fato, em outubro, afirmando que planeja sair de São Bernardo (SP) para morar no Nordeste —onde pretende se casar e firmar residência com a socióloga Rosângela da Silva, sua namorada.

“Venha para o Maranhão! O Maranhão te receberá de coração, mentes e braços abertos e calorosos. Venha pra cá, Presidente!”, postou Jerry.

No mesmo dia da publicação, Lula foi solto após obter um alvará de soltura com base na decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), de que um condenado só pode ser preso após o trânsito em julgado (o fim dos recursos).

De lá pra cá, porém, o ex-presidente tem usado a mesma rede social para agradecer a militância e apoiadores, mas sem fazer qualquer menção ao convite do deputado federal pelo PCdoB.

Com Lula solto, sonho de Dino disputar Presidência é reduzido a zero
Política

Comunista vinha se firmando como principal opositor de Jair Bolsonaro, mas terá agora de concorrer ao Senado em 2022 se ainda quiser se manter na vida pública

Com a soltura do ex-presidente Lula (PT), o governador Flávio Dino (PCdoB) passa a ter reduzida a zero a possibilidade de realizar o sonho de disputar a Presidência da República em 2022 como candidato dos partidos de esquerda ou até mesmo da centro-esquerda.

Enquanto o líder petista permanecia preso pela Lava Jato na Superintendência da Polícia Federal no Paraná, em Curitiba, Dino vinha se articulando e se firmando como o principal opositor do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O próprio Lula, inclusive, então na cadeia, chegou a citar o comunista como um dos possíveis presidenciáveis no próximo pleito.

Agora livre após a Justiça Federal emitir alvará de soltura em razão da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de eliminar a possibilidade de prisão antes do esgotamento de todos os recursos, o ex-presidente prepara a retomada imediata da agenda partidária em que ele próprio possa ser o nome da frente ampla.

Para isso, como foi condenado por três instâncias no caso do tríplex de Guarujá (SP) —a Justiça Federal, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça), o que o enquadra na Lei da Ficha Limpa, podendo disputar eleição somente em 2035—, conta com sequência de eventos que terão de ocorrer, incluindo a possível anulação de sentenças e a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, cenário que se tornou favorável após a divulgação de mensagens de Telegram trocadas entre procuradores da Lava Jato e Moro.

Ainda que a situação atual de Lula com a Justiça se mantenha, e o petista permaneça inelegível, o ex-presidente tem o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, além de outras lideranças do PT, e não Flávio Dino, como opções principais de indicação para a disputa do Palácio do Planalto contra Bolsonaro.

Haddad, inclusive, deve acompanhar Lula nas caravanas que o ex-presidente fará pelo Nordeste, região em que o PT tem mais força. Dino, porém, salvo em caso de renúncia do cargo para ter mais liberdade para participar ativamente das incursões, deve ter até o espaço midiático diminuído.

Diante dessa realidade, e conhecedor de que perderá o protagonismo nacional que vinha conquistando, o governador Flávio Dino terá de repensar a candidatura ao Senado Federal em 2022, caso ainda queira se manter na vida pública.

Neste caso, como haverá a abertura de apenas uma vaga o Maranhão no pleito, Dino poderá ter como principais opositores o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), se este buscar a reeleição, e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), que vem trabalhando na distribuição de emendas e na eleição de correligionários para prefeituras maranhenses agora em 2020.

O presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), atualmente postulante ao Senado, para não se chocar com Flávio Dino, teria então de tentar a reeleição para a Casa ou disputar o Palácio dos Leões. A mesma opção também pode ser adotada por Rocha e Maranhãozinho, acabando de vez com a polarização que já vinha sendo desenhada entre o vice-governador Carlos Brandão (PRB), sucessor natural de Dino, e o senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Lula é solto e deixa a Superintendência  da Polícia Federal
Política

Ex-presidente foi posto em liberdade após Supremo decidir que um condenado só pode ser preso após o trânsito em julgado

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou a Superintendência da Polícia Federal no Paraná, em Curitiba, no final da tarde desta sexta-feira 8.

Ele foi posto em liberdade após obter um alvará de soltura com base na decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), de que um condenado só pode ser preso após o trânsito em julgado (o fim dos recursos).

O petista estava preso desde abril de 2018 após condenação pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, a segunda instância da Justiça Federal, no processo relativo ao tríplex do Guarujá.

Juiz autoriza saída de Lula da prisão
Política

Ex-presidente estava preso desde abril de 2018

O juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª VEP (Vara de Execuções Penais) do Paraná, na tarde desta sexta-feira 8, autorizou a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão coube ao magistrado porque a juíza Carolina Lebbos – responsável pelas decisões sobre a custódia de Lula – está de férias.

Após o STF (Supremo Tribunal Federal) decidir que um condenado só pode ser preso após o trânsito em julgado (o fim dos recursos), a defesa de Lula entrou com pedido solicitando a soltura imediata do petista.

Lula estava preso na Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, desde abril de 2018 após condenação pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, a segunda instância da Justiça Federal, no processo relativo ao tríplex do Guarujá.

Jerry sobre Lula querer morar no Nordeste: ‘Venha para o Maranhão’
Política

Ex-presidente declarou em entrevista que cogita morar na região Nordeste após ser libertado

O vice-líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Márcio Jerry, fez convite para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passe a morar no Maranhão, após ser posto em liberdade.

“Venha para o Maranhão! O Maranhão te receberá de coração, mentes e braços abertos e calorosos. Venha pra cá, Presidente!”, postou no Twitter, ao repercutir notícias da entrevista do petista ao jornal Brasil de Fato, na Superintendência da Polícia Federal no Paraná, em Curitiba, onde cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão relativa ao processo do tríplex do Guarujá.

“Fico sonhando em sair daqui, decidir onde vou morar. Quando deixei a Presidência, tinha vontade de morar no Nordeste, vontade de voltar para meu Pernambuco, vontade de morar não perto da praia, mas num lugar em que pudesse ir à praia. Pensava em ir para Bahia, Rio Grande do Norte, mas a Marisa não quis ir porque ela nasceu em São Bernardo, e o mundo dela era São Bernardo. Eu não tenho mais o que fazer em São Bernardo. Não sei para onde ir, mas quero me mudar para outro lugar”, disse o ex-presidente durante a entrevista.

Atualmente, Lula tem residência em São Bernardo do Campo, região do ABC paulista onde começou sua carreira como sindicalista e político.

Ontem 7, o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, com placar apertado de 6 votos a 5, que um condenado só pode ser preso após o trânsito em julgado (o fim dos recursos), alterando a jurisprudência, que desde 2016, tem permitido a prisão logo após a condenação em segunda instância. Nesta sexta-feira 8, o advogado Cristiano Zanin anunciou que já deu entrada na Justiça Federal com um pedido de soltura imediata do petista.

Após decisão do STF, defesa pede soltura imediata de Lula à Justiça Federal
Política

Petista está preso desde abril de 2018 e deve ser beneficiado por decisão do Supremo sobre prisão somente após o trânsito em julgado

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou, no final da manhã desta sexta-feira 8, petição na 12ª Vara Federal em Curitiba (PR), solicitando a soltura imediata do petista. A informação foi divulgada pelo advogado Cristiano Zanin, responsável pela defesa de Lula.

A iniciativa ocorre após o Plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), com placar apertado de 6 votos a 5, decidir que um condenado só pode ser preso após o trânsito em julgado (o fim dos recursos), alterando a jurisprudência, que desde 2016, tem permitido a prisão logo após a condenação em segunda instância.

O voto decisivo foi do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, que acompanhou os ministros Marco Aurélio, relator das ações sobre o tema, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello, formando a maioria.

Caberá ao juiz Danilo Pereira Junior, que substitui Carolina Lebbos, de férias e responsável pelo processo de execução penal do ex-presidente, decidir sobre a soltura do líder petista.

Condenado na Lava Jato em junho de 2017, Lula está preso desde 7 de abril de 2018 na Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, onde cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão relativa ao processo do tríplex do Guarujá.