Lula
Após votar pelo impeachment de Dilma, Lobão vai visitar Lula na prisão
Política

Senador maranhense busca a reeleição. Questionado, ele evitou comentar se ato tem intenção eleitoral

O senador Edison Lobão (MDB-MA) faz parte da comitiva de parlamentares da Câmara Alta que pretende visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na prisão, na sede da Polícia Federal em Curitiba, nesta terça-feira 17.

Apesar da demonstração de solidariedade ao líder petista, Lobão foi um dos caciques do partido que votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), de quem foi também ministro de Minas e Energia.

Mesmo preso e possivelmente inelegível, Lula mantém bom posicionamento em intenções de voto para presidente no Maranhão. Questionado pelo ATUAL7, por meio de sua assessoria, se a visita somente agora, com Lula preso há mais de 100 dias, não seria apenas em busca de apoio pela sua reeleição, Lobão evitou falar sobre o pleito de outubro, limitando-se a responder que, como presidente da CCJ, irá ao ato como líder do grupo de parlamentares.

“A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo Senador Edison Lobão, aprovou no dia 13 de junho de 2018 requerimento apresentado pelo senador Jorge Viana que solicitava diligência de senadores da comissão com a finalidade de averiguar as condições de encarceramento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e demais detidos na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR). Um mês após as tratativas entre a CCJ do Senado Federal, a Polícia Federal e a Justiça Federal em Curitiba, a juíza Carolina Lebbos, responsável pela custódia de Lula, autorizou a diligência de uma comitiva de senadores. O senador Edison Lobão é o presidente da CCJ e irá liderar o grupo composto por mais quatro senadores”, disse.

No final do mê passado, o senador foi duramente criticado por lideranças petistas após haver usado a tribuna para defender que a prisão de Lula é injustiça e teria sido feito sem provas. “O Lula foi preso para não ser Presidente da República outra vez. Mas como se pode impedir o maior líder nacional de ter a oportunidade de se exibir, de corpo inteiro, aos perigos da noite de uma eleição nova?”, questionou o emedebista.

Para Márcio Jardim, nome do PT ao Senado pelo Maranhão, Lobão foi oportunista, dissimulado e rasteiro. “Zero de lealdade! Lobão foi um dos que votou pelo GOLPE do impeachment. Se teve golpe é porque existem os golpistas. A eleição será um bom momento para debater sobre quem ficou de que lado num momento tão crucial da nossa história. (...) Dissimulação e oportunismo rasteiro são características clássicas dos golpistas”, disparou Jardim.

Sem Lula, Jair Bolsonaro lidera pesquisa Datafolha
Política

Presidenciável do PSL aparece em primeiro lugar em todos os cenários sem o petista

Nos três cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — condenado em segunda instância e tecnicamente barrado pela Lei da Ficha Lima — testados pelo Datafolha e publicados na edição deste domingo 10, do jornal Folha de S. Paulo, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) fica em primeiro lugar. Em todos, ele aparece com 19%. Nesses cenários, a opção no lugar de Lula foram, respectivamente, Fernando Haddad (1%), Jaques Wagner (1%) e sem candidato.

A ex-senadora Marina Silva (Rede) se consolidou no segundo lugar variando, conforme o cenário, entre 14 e 15%. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) vem em seguida, variando entre 10 e 11%. O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) tem entre 6 e 7%. O senador Álvaro Dias (Pode) fica com 4% em todos os cenários.

Quanto aos demais candidatos, nesses três cenário, nenhum nome obteve mais de 2% das intenções de voto no Datafolha.

A pesquisa foi contratada pela Empresa Folha da Manhã S/A, e ouviu 2.824 pessoas entre os dias 6 e 7 de junho de 2018. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança estimado é de 95%. O levantamento está registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05110/2018.

Dino menospreza Manu e sugere que esquerda apoie Ciro para Presidência
Política

Governador do Maranhão defendeu ainda que PT abra mão de Lula e PSOL descarte Boulos

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), defendeu em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que o seu partido, o PCdoB, que tem como presidenciável a deputada estadual Manuela d'Ávila, abra mão da pré-candidatura própria para apoio a Ciro Gomes (PDT) na eleição para a Presidência da República.

A mesma defesa de descarte foi feita ainda em relação ao PT, para que abandone a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); e ao PSOL, para que retire a pré-candidatura de Guilherme Boulos em favor do presidenciável do PDT.

Segundo o comunista, a multiplicidade de candidaturas ameaça a esquerda de perder já no primeiro turno. “Está chegando o momento de admitir uma nova agenda. Se não oferecermos uma alternativa viável, você pode perder a capacidade de atrair outros setores do centro que se guiam também pela viabilidade”, disse.

Para Dino, a união da esquerda hoje se daria em torno de Ciro, porque ele “é hoje o melhor posicionado”. Lula está inabilitado e “o PT não tem nome capaz de unir nesse momento”, apontou.

“O ponto de interrogação que está dirigido sobretudo ao PT é se nós queremos uma eleição apenas de resistência, de marcar posição, eleger deputados, ou ganhar a eleição presidencial”, disse. “Temos chance de ganhar, a eleição porque o pós-impeachment deu errado. O fracasso do Temer é o fracasso da alternativa que se gestou a nós”, ressaltou.

Sem nominar, o comunista discordou da postura de setores do PT, inclusive da presidente do partido, Gleisi Hoffmann, de insistir na candidatura de Lula. “A tática de marcar posição é derrotista e não honra a importância do Lula, porque abre mão da possibilidade de haver uma virada geral na sociedade que possibilite julgamentos racionais dele”, afirmou.

Barrado na visita a Lula, Flávio Dino deixa ‘registro de indignação’
Política

Juíza da Vara de Execuções Penais de Curitiba negou a dez chefes de Executivos estaduais encontro ao ex-presidente preso na Lava Jato

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e outros oito governadores foram barrados pela juíza federal Carolina Moura Lebbos, da Vara de Execuções Penais de Curitiba, nesta terça-feira 10, de visitarem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso na Lava Jato há três dias, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Frustado, Dino aparece num vídeo transmitido na página do Facebook de Lula, onde afirma ter registrado ‘indignação’ na PF.

Também fazia parte da comitiva que pretendia visitar o ex-presidente em seu cárcere os senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Roberto Requião (MDB-PR). Eles chegaram ao local numa van escoltada por carros pretos.

“Eu fiquei surpreso com o fato de não termos conseguido que o presidente Lula tivesse um direito respeitado e assegurado na Lei de Execução Penal que é o direito à visita, está no artigo 41 infelizmente mais uma decisão inexplicável um que se considerou que seria uma espécie de privilégio”, afirmou Flávio Dino.

Para o governador do Maranhão, ‘privilégio é o que não está na lei e, nesse caso, está na lei [a previsão de visitas]’.

“Foi negado de modo que deixamos o registro da nossa indignação e, ao mesmo tempo, manifestamos a nossa solidariedade pessoal e política ao ex-presidente Lula mediante entrega de uma carta assinada por três senadores. Vamos continuar insistindo para que esse direito do ex-presidente Lula seja repeitado”, afirmou.

Lula está preso em Sala Especial, no prédio sede da Polícia Federal em Curitiba, desde o último sábado 7. Ele cumpre pena de 12 anos e um mês no caso triplex decretada pelo juiz federal Sérgio Moro.

Além de Flávio Dino, os outros governadores barrados pela juíza Carolina Lebbos são: Tião Viana (Acre), Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (Ceará), Fernando Pimentel (Minas Gerais), Wellington Dias (Piauí), Renan Filho (Alagoas), Jackson Barreto (Sergipe) e Paulo Câmara (Pernambuco).

Sem privilégios

Ao vetar a visita de políticos ao ex-presidente, a juíza Carolina Lebbos decidiu expressamente ‘não há fundamento para a flexibilização do regime geral de visitas próprio à carceragem da Polícia Federal’.

A magistrada destacou trecho da ficha individual do apenado, referindo-se à decisão do juiz Sérgio Moro, que mandou prender Lula.

“Além do recolhimento em Sala do Estado Maior, foi autorizado pelo juiz a disponibilização de um aparelho de televisão para o condenado. Nenhum outro privilégio foi concedido, inclusive sem privilégios quanto a visitações, aplicando-se o regime geral de visitas da carceragem da Polícia Federal, a fim de não inviabilizar o adequado funcionamento da repartição pública, também não se justificando novos privilégios em relação aos demais condenados”, afirmou a juíza, na decisão.

Moro manda Lula se entregar até as 17h de amanhã para cumprir pena
Política

Juiz proibiu o uso de algemas no ex-presidente. Petista foi condenado a 12 anos e um mês de prisão no processo do caso triplex do Guarujá

O juiz federal Sergio Moro determinou, nesta quinta-feira 5 que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se entregue ‘voluntariamente’ à Polícia Federal em Curitiba, base da Operação Lava Jato, até as 17 horas desta sexta-feira 6, para início da execução da pena de 12 anos e um mês no caso tríplex do Guarujá.

A decisão foi tomada após o magistrado haver recebido, mai cedo, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), documento que da aval à prisão. A PF preparou uma cela especial para receber o ex-presidente. Ontem 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do petista.

“Relativamente ao condenado e ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concedo-lhe, em atenção à dignidade cargo que ocupou, a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17:00 do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão”, anotou.

Moro proibiu o uso de algemas em Lula.

“Esclareça-se que, em razão da dignidade do cargo ocupado, foi previamente preparada uma sala reservada, espécie de Sala de Estado Maior, na própria Superintendência da Polícia Federal, para o início do cumprimento da pena, e na qual o ex-Presidente ficará separado dos demais presos, sem qualquer risco para a integridade moral ou física”, escreveu.

O magistrado ainda indicou que ‘os detalhes da apresentação deverão ser combinados com a Defesa diretamente com o Delegado da Polícia Federal Maurício Valeixo, também Superintendente da Polícia Federal no Paraná’.

TRF-4 nega recurso e mantém condenação de Lula; prisão fica nas mãos do STF
Política

Petista tem liberdade garantida pelo menos até 4 de abril, quando o Supremo vai analisar um habeas corpus preventivo

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 4.ª Região rejeitou, por 3 votos a 0, nesta segunda-feira 26, o embargo de declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o acórdão que o condenou a 12 anos e um mês de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso triplex do Guarujá.

Com a decisão unânime da Corte, o petista já poderia ser preso para começar a cumprir a pena. Lula, no entanto, tem sua liberdade garantida pelo menos até 4 de abril, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar um habeas corpus preventivo do ex-presidente.

Na semana passada, dia 22, o STF concedeu um salvo-conduto a Lula, impedindo eventual ordem de prisão contra o ex-presidente no caso triplex. O documento só tem validade apenas para este processo.

A decisão de manter a condenação de Lula foi tomada pelos desembargadores da 8ª turma, João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus, os mesmos que julgaram o ex-presidente no dia 24 de janeiro. Segundo a assessoria do TRF-4, a defesa tem agora 12 dias para entrar com recurso sobre os próprios embargos de declaração, caso entenda que inconsistências ou obscuridades persistam.

Esgotadas as possibilidades de recurso no TRF-4, a defesa de Lula poderá ainda recorrer contra a condenação do ex-presidente no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no STF. Em ambos os casos, porém, ele permaneceria preso enquanto o caso estivesse correndo.

Fachin nega pedido de Lula para evitar prisão
Política

Ministro também decidiu submeter a decisão final sobre o caso ao plenário do Supremo

Em decisão publicada nesta sexta-feira 9, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para evitar a sua prisão. O pedido já havia sido negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Fachin também decidiu submeter a decisão final sobre o caso ao plenário do STF, e reiterou que o pedido ainda não teve análise de mérito, já que há outras ações sobre a possibilidade de prisão após condenação em 2ª instância e o assunto poderá voltar à pauta da Corte.

“(...) Pende de julgamento o mérito das ADCs 43 e 44, da relatoria do ministro Marco Aurélio, cujo tema precede, abarca e coincide com a matéria de fundo versada no presente, relativa à possibilidade de execução criminal após condenação assentada em segundo grau de jurisdição”, escreveu Fachin.

O habeas corpus havia sido solicitado pela defesa de Lula ao Supremo na semana passada. Na quinta-feira 8, um dos advogados do ex-presidente, o ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence, foi ao gabinete de Fachin falar sobre o caso.

A intenção da defesa era obter uma decisão capaz de barrar uma futura prisão de Lula, que pode ser determinada após a tramitação de recursos no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região. A Corte é a mesma que confirmou a condenou o petista e aumentou a pena para 12 anos e um mês de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá.

A decisão de pautar o caso de Lula em sessão do STF caberá à presidente da Corte, a ministra Cármen Lúcia.

Especialista desqualifica afirmação de Dino sobre aumento da pena de Lula
Política

Professor de Processo Penal da USP, Maurício Zanoide de Moraes disse que declaração do governador do Maranhão é política e não tem fundamento jurídico

O professor associado de Processo Penal da Universidade de São Paulo (USP), Maurício Zanoide de Moraes, desqualificou, em entrevista ao Nexo, a afirmação feita pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), sobre o aumento da pena do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — de 9 anos e 6 meses para 12 anos e um mês de prisão —, pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, relacionado à Lava Jato.

Ex-juiz federal, Dino afirmou à Carta Capital que a unanimidade no aumento da pena imposta a Lula mostra que os desembargadores do TRF-4 haviam combinado suas sentenças antes do julgamento. Antes, em seu perfil de Facebook, o comunista já havia dito que o aumento da pena do ex-presidente fica “mais esquisito quando se nota que objetivo nítido é evitar a prescrição. Mas este critério não consta do Código Penal como legítimo para sustentar dosimetria das penas”.

Para Zanoide de Moraes, porém, a alegação do governador do Maranhão em defesa a Lula é apenas política, sem fundamento jurídico. Ele apontou ainda para incoerência do comunista, afirmando que, à época em que Dino operava no Judiciário, ele jamais teria dado tais declarações.

“Por exemplo, a decisão do juiz Sergio Moro foi reformada no ponto da dosimetria, não no mérito da condenação. Nesse caso, especificamente, para aumentar [a pena]. Agora, afirmações de que o aumento da pena foi decidido pelo TRF-4 para evitar uma prescrição que seria favorável a Lula é uma afirmação política, não é uma consideração jurídica. Na época que o Dino era operador do direito e integrante da Justiça nas suas várias funções, ele não afirmaria isso, porque ele não tem como provar”, disse.

Lei da Ficha Limpa

A falta de coerência de Flávio Dino também foi exposta, nesta sexta-feira 26, pelo O Globo.

Um dos autores da Lei da Ficha Limpa quando era deputado em 2010, o governador do Maranhão é apontado pelo jornal como um dos vários políticos que, aliados do ex-presidente, mudaram o discurso em relação a regra.

Ao jornal, ele garantiu que não está em contradição, e contou ter incluído no dispositivo um trecho que funciona como uma brecha e agora poderá ser usado pelo ex-presidente.

“Não tem contradição. Acho que a Lei da Ficha Limpa protege o presidente Lula. Colocamos uma cláusula de escape em caso de perseguição. Não há um paradoxo, porque a lei bem aplicada garante o direito do presidente Lula, o direito de concorrer”, justificou.

A Lei da Ficha Limpa prevê que o condenado possa apresentar recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) ou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo a suspensão da inelegibilidade.

Condenação de Lula no TRF-4 abre espaço para Dino liderar esquerda
Política

Desembargadores ainda aumentaram pena de prisão do ex-presidente. Apesar do desgaste gerado, governador manteve-se como um dos principais defensores do petista do campo jurídico e político

Apesar de toda a desgastante campanha feita nas redes sociais contra a condenação de Luiz Inácio Lula da Silva, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), é um maiores beneficiados com a decisão dos desembargadores do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, que confirmaram a condenação do ex-presidente da República e ainda aumentaram a pena do petista para 12 anos e um mês de prisão, em regime fechado.

Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso triplex, relacionado à Lava Jato. Como a decisão foi unânime, segundo defende o próprio coautor da Lei da Ficha Limpa, Márlon Reis, o ex-presidente já está inelegível. Ele pode, inclusive, ter a prisão decretada daqui a dois meses.

É aí que entra Flávio Dino. Se já não está dentro.

Aproveitando-se do conhecimento e respeito jurídico adquirido durante sua passagem como juiz federal, Dino percebeu o presságio de vácuo na esquerda brasileira e ocupou esse espaço — tal qual fez no Maranhão, em relação a Jackson Lago —, desde o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT), quando nem Lula saiu em defesa pública à petista como fez o governador maranhense.

O mesmo ímpeto, não mais se resumindo apenas no campo jurídico, mas também no político, foi intensificado por Dino quando Lula estava prestes a ser julgado e condenado pelo juiz federal Sérgio Moro. E novamente nos últimos, mais fortes ainda, em direção ao Tribunal da Lava Jato em Porto Alegre.

Por estratégia de marketing ou crença jurídica, as dezenas de centenas de declarações de Flávio Dino sobre os dois casos, mas duras em relação ao do ex-presidente, deram musculatura nacional e até internacional para o comunista, que agora pode alcançar a proeza de repetir para o Palácio do Planalto o que fez em São Luís em 2012, quando impôs-se, quase que numa lavagem cerebral, como liderança local, e escolheu quem deveria ser o candidato a prefeito da capital.

Isso se, desta vez, como a vaga é para a Presidência da República, Dino não decidir ungir-se a si próprio.

A estratégia de deixar de ser um nada político e já saltar para liderança de lideranças já está em curso há muito. Seja constantemente encabeçando grupos de governadores do Nordeste em prol de propostas defendidas pela própria esquerda, seja até chefiando coletivo de governadores para pressionar Michel Temer. Até o título de principal desafeto político do emedebista, inclusive, coisa que nem raposas como Wellington Dias e Jaques Wagner conseguiram até hoje, o governador do Maranhão conseguiu plantar.

Agora é começar a colher.

Odylo Costa Filho será palco de ‘ato show’ em defesa de Lula
Política

Espaço é vinculado à Sectur. Evento está marcado para acontecer no próximo dia 11

O Centro de Criatividade Odílio Costa Filho (CCOCF) será palco, na próxima quinta-feira 11, a partir das 16 horas, do lançamento da frente 'em defesa da democracia e do direito de Lula ser candidato'.

Localizado em São Luís, o espaço é vinculado à Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur), ainda comandada no governo Flávio Dino, que é do PCdoB, pelo jovem Diego Galdino.

Como o Odylo Costa Filho é destinado para eventos arte e cultura, no local — segundo divulgado nas redes sociais pelo secretário estadual de de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves — será realizado um 'ato show'.

O ATUAL7 solicitou ao Governo do Maranhão um posicionamento sobre a cessão do Odylo Costa Filho para o ato político, e aguarda retorno.

Julgamento de Lula

O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) foi condenado, em julho do ano passado, a 9 anos e 6 meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro.

O petista também é acusado de outros crimes e o futuro de sua candidatura à Presidência da República em 2018 está nas mãos da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, que julgará, em segunda instância, no próximo dia 24, o recurso de sua defesa no caso do apartamento tríplex do Guarujá.

Ataques a Moro e defesas de Lula dão a Flávio Dino projeção nacional
Política

Ainda que ações não sejam apenas táticas de marketing e eleitoral, comunista pode ser premiado também com os votos dos eleitores do PT no Maranhão

Pode até não ser apenas uma tática de marketing, mas os ataques ao juiz Sérgio Moro, somados às defesas do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), têm garantido ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), elevada projeção nacional.

Com exceção de publicações pagas com dinheiro público, as únicas inserções fora do estado, de cunho não negativo para o comunista, têm sido baseadas nas declarações dadas por ele nas redes sociais, a respeito da condução da Lava Jato.

Embora reconhecido censurador da liberdade de expressão, Dino vem disparado diversos petardos em suas declarações sobre o processo. Nos mais ressentes, ele classificou a condenação de Lula por Moro, relacionadas ao triplex do Guarujá, de “sequência de absurdos jurídicos”; e duvidou que os desembargadores do TRF-4 possam confirmar o que qualificou como “argumentação jurídica tão precária e dissociada da prova dos autos”.

Ainda que, também, não seja apenas uma tática eleitoral, o tripé de atacar Moro, defender o petista e exageradamente questionar a maior operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) contra a corrupção no país, podem render a Flávio Dino algo que, pelo menos em outubro próximo, vale para ele muito mais do que a propagação de sua imagem e massageamento de seu ego por todo o país: votos.

Num estado onde o programa federal Bolsa Família e outras políticas sociais predominam, com Roseana Sarney (MDB) escondida da população e da imprensa, e os demais adversários totalmente avessos ao PT, o governador do Maranhão vem caminhando livre para conquistar em 2018 a maioria esmagadora, ou mesmo todos os eleitores maranhenses que sonham com o retorno do maior líder da esquerda — ainda que seja a caviar — à Presidência da República.

Rasteira do PCdoB em Lula livra Dino de compromisso com Waldir Maranhão
Política

Governador havia garantido uma das vagas ao Senado em 2018 para o parlamentar, em acerto com o ex-presidente da República

A rasteira do PCdoB no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lançando candidatura própria ao Palácio do Planalto em 2018, acabou derrubando também o compromisso assumido por Flávio Dino (PCdoB) com o deputado federal Waldir Maranhão (PTdoB).

Conforme revelado pelo ATUAL7 durante o processo de impeachment da então presidente da República Dilma Rousseff (PT), o governador acertou com Lula e Maranhão a garantia de uma das vagas ao Senado Federal em sua chapa de 2018, em troca do voto contrário do parlamentar e de seu antigo partido, o PP, ao pedido de impedimento da petista na Câmara.

O acordo entre o trio sempre foi confirmado publicamente pelo próprio Waldir Maranhão, durante suas andanças pelo estado.

Porém, com o lançamento da deputada estadual gaúcha Manuela D’Avila à Presidência da República pelo PCdoB, o PT e o próprio Lula, a quem Flávio Dino sonhava em seu palanque no pleito do próximo ano, devem afastar-se dos comunistas.

Agora devendo fidelidade única e exclusiva ao seu partido e não mais a Lula, já que o líder da esquerda pulou do status de camarada a adversário nacional, Dino não tem mais a obrigação de cumprir qualquer acordo em prol de Waldir Maranhão para o Senado, sobrando na disputa pelo apoio do Palácio dos Leões, para as duas vagas, apenas os deputados federais Eliziane Gama (PPS), Weverton Rocha (PDT) e José Reinaldo Tavares (PSB).

Gama, inclusive, também pode ter o mesmo caminho de Maranhão, de não ser ungida por Flávio Dino, em razão de seu partido estar mais próximo de formar aliança com o PSDB, que tem como pré-candidato ao governo estadual o senador Roberto Rocha.

PCdoB repete traição à Roseana em 2002 e lança Manuela D’Ávila à Presidência
Política

Comunistas eram aliados e detinham cargos no governo sarneysta quando romperam para ficar com Lula, agora possível adversário em 2018

Quinze anos após trair a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney, o Partido Comunista do Brasil, o PCdoB, repetiu o movimento e golpeou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, lançando a deputada estadual gaúcha Manuela D’Avila como pré-candidata do partido à Presidência da República.

É a primeira vez, desde a redemocratização, que o PCdoB lança um nome na disputa pelo Palácio do Planalto, mas a segunda em que ele abandona um aliado histórico no meio do caminho.

Em 2002, Roseana resplandecia absoluta rumo ao Palácio do Planalto, numa eficiente campanha de mídia como exemplo de mulher corajosa, determinada e, sobretudo, competente.

Apesar do favoritismo da filha de Sarney e de serem então donos de três importantes cargos no Palácio dos Leões, os comunistas decidiram romper a aliança que mantinham com Roseana, alegando justamente que o partido havia firmado coligação com o PT de Lula.

À época, Roseana acabou não concorrendo, em razão de haver sido abatida pela Polícia Federal no famigerado Caso Lunus, que resultou na apreensão de R$ 1,3 milhão na sede da construtora que tinha em sociedade com o marido, Jorge Murad.

Nas eleições de 2018, apesar de ser apontado também como favorito para a Presidência da República, Lula é quem pode acabar não concorrendo. Assim como Roseana Sarney, a eventual desistência se daria em razão de descobertas feitas pela Polícia Federal, no âmbito da Lava Jato, o que pode ter motivado o assanhamento e consequente nova traição do PCdoB a um aliado.

Desde o rompimento com Roseana, os comunistas passaram a chamar a família Sarney de oligarquia, de atraso e até de câncer, rasgando a própria história ao responsabilizar o clã, como atualmente faz o governador Flávio Dino, como único e exclusivo responsável pelos péssimos índices sociais do Maranhão.

Agora possíveis adversários de Lula na disputa pela Presidência, e com o petista já condenado a nove anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, na melhor expressão da fábula o escorpião e o sapo, do que passarão os comunistas a chamar o principal líder da esquerda?

Internautas criticam falta de indignação de Dino contra Lula e o PT
Política

Cobrança foi feita numa postagem do governador do Maranhão nas redes sociais sobre suposto desvio de recursos para enchentes pela ex-governadora Roseana Sarney

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), foi alvo de duras críticas e cobranças nas redes sociais, nesta segunda-feira 11, pelo falta de indignação diante das acusações de corrupção que pesam contra o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Partido dos Trabalhadores (PT), acusados pela Procuradoria-Geral da República (PRG) de liderar o esquema de desvio de dinheiro público e propinagem da Petrobras.

A cobrança foi feita numa postagem em que o comunista se mostra exaltado com o suposto desvio de dinheiro público destinado às vítimas de enchentes no estado. Para os internautas, as indignações do governador contra acusados de dilapidar o erário são feitas apenas contra políticos de oposição ao seu governo.

“Engraçado como você não mostra essa mesma indignação para com o Lula que roubou bilhões do povo brasileiro”, criticou um seguidor. “Fique indignado tb com os corruptos do PT, governador!”, cobra outro. “Engraçado que você fez um jantar e gastou um absurdo para recepcionar o líder dessa quadrilha que saqueou os cofres públicos e deixou o país quebrado!!! O povo é que fica indignado com vocês!!!”, alertou outro seguidor.

Apesar de não ter citado diretamente a que se referia, a indignação virtual de Flávio Dino surge poucos dias depois da informação de que a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) teria desviado cerca de R$ 18 milhões dos cofres públicos do Maranhão em conluio com o então ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima, preso recentemente na Lava Jato após a Polícia Federal encontrar em um apartamento mais de R$ 51 milhões com suas digitais.

“Registro minha indignação com aqueles que no Maranhão tiveram a coragem de roubar dinheiro destinado a vítimas de enchentes. Repugnante. Infelizmente não devemos nos surpreender com o que essa gente é capaz. Mas até dinheiro de vítimas de enchentes é realmente abjeto”, diz Flávio Dino na publicação em que vem sendo criticado pelos internautas.

Os recursos supostamente desviados por Roseana e Geddel foram repassados pelo governo federal ao governo estadual em 2009, com o objetivo de recuperar rodovias destruídas após uma enchente, em quase 70 municípios maranhenses. À época, o Palácio do Planalto era comandado justamente por Lula, aliado de primeira linha da família Sarney no Maranhão.

Lula compara José Sarney a um “tubarãozinho manso”
Política

Peemedebista comandava o Senado e defendeu o cacique petista quando surgiram as denúncias do esquema mensalão

Em caravana pelo Nordeste, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta sexta-feira 25, que se sente “grato” ao ex-senador José Sarney (PMDB-AP). A declaração foi dada durante passagem por Pernambuco, quando o cacique petista falava sobre alianças políticas.

Questionado sobre um encontro programado com o pai da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) durante a visita que pretende fazer ao Maranhão, o ex-presidente aproveitou para fazer um agradecimento ao peemedebista — que até chegar ao Planalto era um dos seus maiores alvos de crítica. “Eu sou grato ao Sarney! É importante dizer: eu sou grato ao Sarney como presidente do Senado. Teve um tempo que as pessoas queriam que eu rompesse com o Sarney e eu iria ganhar de presente como presidente [do Senado] o Marconi Perillo [PSDB].  Ora, você vai deixar de ter um tubarãozinho manso para ter um tubarão novo mordendo até o pé?”, questionou o ex-presidente, aos risos.

Em 2012, quando Lula foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de dar aval ao célebre esquema do mensalão, Sarney era presidente do Senado Federal. À época, o peemedebista foi um dos principais defensores do petista, que passou a, desde então, não mais chamá-lo de oligarca ou de “dono da Globo”, mas de presidente.

Raposa, Sarney retribuiu, definindo Lula como um “patrimônio” do país, garantindo que não acreditava nas declarações de delator Marcos Valério.

Abaixo, a entrevista em que Lula fala sobre sua amizade e gratidão a Sarney — que voltou a ser denunciado por corrupção na Lava Jato:

Zé Inácio cola em Lula por sobrevivência política
Política

Sem o Incra e a Prefeitura de Itinga, deputado se agarra em fotos ao lado do ex-presidente para tentar alcançar a reeleição

Derrotado no Processo de Eleição Direta (PED) do Partido dos Trabalhadores (PT) no Maranhão, o deputado estadual Zé Inácio passou a utilizar a estratégia de colar a sua imagem a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder máximo do petista no país.

Sem o comando do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e da Prefeitura Municipal de Itinga, de onde por meio de políticas públicas conseguiu tirar votos para chegar à Assembleia Legislativa em 2014, o parlamentar se vê agora com dificuldades de alcançar a reeleição.

Para tentar dar a volta por cima, ele esteve nessa quinta-feira 3, no Instituto Lula, em São Paulo, para bater fotos ao lado de ex-presidente.

Ciente de que Lula virá em setembro ao Maranhão, Zé Inácio tenta fazer com que a população creia que ele seria o homem forte do líder do PT no estado.

Dias antes, ele buscou também por fotos ao lado da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann.

Gleisi diz que nunca houve convite para Dino ser vice de Lula
Política

Especulação vinha sendo estimulada pelo Palácio dos Leões desde o início do mês

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, negou, neste sabado 22, que tenha feito qualquer convite ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), para disputar a Presidência da República em 2018 como vice na chapa de Lula.

“Nunca conversei com Flávio Dino sobre o assunto”, esclareceu.

A declaração foi dada ao jornalista Diego Emir, e encerra, pelo menos por ora, a especulação e a boataria estimulada pelo próprio Palácio dos Leões desde o início do mês, quanto à possibilidade da chapa presidencial Lula-Dino.