Lula
Aliado de Jair Bolsonaro, Roberto Rocha decide disputar reeleição ao Senado
Política

Confirmação de pré-candidatura vai nacionalizar campanha eleitoral no Maranhão, que tem Flávio Dino, aliado de Lula, na disputa pela mesma vaga

O senador Roberto Rocha (PTB-MA) anunciou a pessoas próximas que decidiu tentar renovar o mandato nas eleições deste ano.

O anúncio será tornado público na próxima semana, em coletiva de imprensa marcada para a segunda-feira (2), em São Luís.

Aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL), Rocha migrou recentemente do PSDB para o PTB, após negociação com o ex-deputado Roberto Jefferson. A confirmação da pré-candidatura vai nacionalizar a campanha eleitoral no Maranhão, já que tem o ex-governador Flávio Dino (PSB), aliado do ex-presidente e pré-candidato ao Palácio do Planalto Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na disputa pela mesma vaga ao Senado.

Segundo interlocutores de Rocha, a determinação levou em conta o fato de que há diversos candidatos da oposição ao Executivo, contra Carlos Brandão (PSB), mas contra Dino, apenas ele.

Paralela à decisão de disputar a reeleição ao Senado, Roberto Rocha tenta também articular a formação de uma chapa competitiva e que unifique opositores do Palácio dos Leões.

Contudo, apesar da abertura de diálogos com o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) e com o senador Weverton Rocha (PDT), o primeiro não pretende se juntar a Roberto Rocha na corrida majoritária e o segundo teria de se assumir publicamente aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL) concomitante à deserção obrigatória do marketing eleitoral de que seria o maior amigo do ex-presidente Lula no Maranhão.

Weverton tenta polarizar com Dino em disputa por Lula, mas tem encontros ignorados pelo petista
Política

Criação de cenário visa garantir sobrevivência política ao pedetista. Se derrotado em outubro, senador poderá enfrentar novamente Carlos Brandão ou disputar a Câmara em 2026 para se manter no poder

Em uma estratégia de polarização com o governador Flávio Dino (PSB) para tentar criar a impressão de que possui musculatura eleitoral, o senador e pré-candidato do PDT ao Palácio dos Leões, Weverton Rocha, tem investido na disputa pelo apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na avaliação da equipe de campanha do pedetista, ele precisa criar cenários em que no jogo do poder pelo comando do Executivo do Estado aparente existir apenas ele e o governador Flávio Dino (PSB).

Contudo, apesar de até conseguir a atenção e discursos favoráveis do petista, o plano não tem dado certo. Nas redes sociais, todos os encontros que Weverton conseguiu com Lula têm sido solenemente ignorados pelo ex-presidente, enquanto os realizados com o chefe do Executivo maranhense comemorados.

Ao contrário de Weverton Rocha, para encontros com Lula, Flávio Dino não precisa ser levado por quem tem real proximidade com o petista. No mais recente, por exemplo, para ser recebido, o pedetista precisou da ajuda de Márcio Jardim, ex-secretário de Esportes de Dino. Sinalizações de apoio do ex-presidente ao senador ocorrem também como afronta a Ciro Gomes, eterno presidenciável do PDT.

Embora considerado um dos cabeças do Congresso, a influência e operações do senador em Brasília (DF) não elevaram o pré-candidato do PDT ao status de liderança nacional, condição conquistada por Dino desde quando entrou na política eleitoral.

Além da alta estatura no âmbito nacional, Dino mantém o controle político no estado por meio do Palácio dos Leões, força que já começa a ser maior compartilhada com o vice-governador e escolhido pelo mandatário para sucedê-lo no Poder em 2022, Carlos Brandão (PSDB). Na cadeira, Brandão manterá consolidado o controle do grupo, influência na bancada maranhense e interlocução nacional.

Com praticamente metade do mandato no Senado já consumida, com a criação de cenário de polarização, Weverton articula pelo menos duas frentes: na mais remota, ser eleito governador do Maranhão. Na mais próxima da realidade, sobreviver politicamente e garantir pelo menos um mandato de deputado federal em 2026.

Em oposição sem retorno –conforme acostumou-se a repetir, “foguete não dá ré”–, Weverton sabe que, em Carlos Brandão sendo reeleito ao governo do Estado em outubro, no próximo pleito, uma das vagas ao Senado já terá dono: o próprio governador, se Brandão. A outra, porém, mesmo se não tivesse traído Dino e seu grupo político, jamais seria do pedetista.

“Eles” continuam os mesmos
Artigo

Por Abdon Marinho

O ASSUNTO incontornável – pelo menos para a política local –, foi a declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em entrevista para os aduladores de sempre para as redes sociais declarou “de raspão” sobre o quadro político no Maranhão: “Nós defendemos a candidatura do Flávio Dino. Agora, o companheiro Flávio Dino tem um candidato, dele, que é o vice, que é do PSDB. Ele sabe que é difícil a gente apoiar o PSDB. Nós temos a candidatura do Weverton, então eles vão ter que se acertar lá para facilitar a nossa vida”.

Após a declaração de Lula a classe política local não falou mais de outra coisa, inclusive com muitos já apontando como sugestão ao candidato/vice-governador uma mudança partidária para o PSB, partido atual do governador, como forma de incluir a sucessão estadual no “balcão de negócios” entre os partidos.

A declaração do ex-presidente muito embora seja inusitada não chega ser surpreendente.

Não surpreende porque o Partido dos Trabalhadores - PT, Lula à frente, sempre fizeram seus cálculos políticos pensando neles e nos seus interesses pessoais e projetos de poder, os interesses do povo brasileiro (ou maranhense), podem até convergir em algum momento, mas esse não é o objetivo principal.

Foi assim que o PT preferiu negar o apoio a Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, no início de 1985, para eles pouco importava se o candidato da ditadura militar vencesse e adiasse o fim do regime; foi assim que se opuseram a Constituição de 1988; ao Plano Real, e a tantas outras coisas que fizeram o país avançar, pelo simples fato de não terem sido propostas por eles.

Logo, não me surpreende que continuem olhando para o próprio umbigo em detrimento dos interesses do país.
Para eles, se não existir a possibilidade de vencerem as eleições presidenciais que se aproximam, preferem que o país continue a ser “desgovernado” pelo Bolsonaro e pelo centrão.

Imaginem que surgisse uma “terceira via” que estivesse em condições eleitorais bem melhores que o candidato do PT e sem o estigma que representa essa divisão do país, alguém apostaria um centavo na possibilidade do Lula e do PT desistirem da sua candidatura e apoiar essa terceira via? Os que apostassem perderiam o centavo.

Na verdade, eles são os responsáveis e o principal “cabo eleitoral” do bolsonarismo.

Entretanto, a declaração do ex-presidente me parece inusitada, senão vejamos: o Lula quando elegeu-se em 2002 foi através de uma aliança com o Partido Liberal - PL, de Waldemar da Costa Neto, segundo dizem tal negociação envolveu alguns milhões de motivos; o mesmo PL que abriga o atual presidente é que estará com o próximo, seja ele quem for; o mesmo PL que junto com o PT e os demais partidos do centrão protagonizaram todos os escândalos de corrupção que ocorreram no país nos últimos vinte anos e, antes disso, nos governos do PSDB.

Quando o ex-presidente assumiu em 1º de janeiro de 2003, logo após, receber a faixa presidencial de Fernando Henrique Cardoso e fazer o famoso discurso contra a corrupção, com o capitão José Dirceu à frente, foram “negociar” a República com o próprio PL, com Partido Progressita - PP, de Ciro Nogueira; com o Partido Trabalhista Brasileiro - PTB, de Roberto Jefferson, e até mesmo com PMDB, de Sarney, Renan, Barbalho, etc.

Em 2005, quando eclodiu o escândalo do mensalão o pacto de poder continuou o mesmo, apenas aumentando os nacos de participação de cada um no “butim republicano”, voltando os interesses para a roubalheira na Petrobras, no viria a ser conhecido como escândalo do petrolão.

Na sucessão de Lula, em 2010, o pacto de poder privilegiou o PMDB, com cessão da vice-presidência ao então presidente da agremiação, ex-presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer, que viria a suceder Dilma Rousseff após o impeachment em 2016.

Todos estes partidos, incluindo o MDB, caso o Lula vença as eleições deste ano, estarão no governo em 2023, o próprio Lula já faz gestões e irá buscar todos eles para lhe dar sustentação e continuarem com as farras que promoveram nos governos petistas de 2003 a 2016.

Mas o senhor Lula, na sua declaração para a política local, diz ser “difícil” para eles apoiarem o PSDB. O que teria o PSDB?

Vejam que o ex-presidente nem se refere o vice-governador pelo nome – mostrando que a restrição não é ao nome, poderia ser o João, a Maria, o Pedro, qualquer um –, preferindo dizer que é do PSDB e que é difícil apoiar alguém do PSDB.

A ninguém da plateia amestrada socorre perguntar qual o verdadeiro motivo da dificuldade para quem esteve com todas as legendas já referidas acima e que estarão juntos novamente, conforme os círculos da política.

Qual a verdadeira razão de ser “difícil” apoiar alguém do PSDB quando o próprio presidente de honra deste partido, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, já até declarou voto em Lula na eventualidade de, no segundo turno, restarem ele e o atual presidente?

Ora, que moral teria o Lula – e o PT –, para impor qualquer restrição ao PSDB depois de terem se “prostituídos” com todas as legendas do espectro político brasileiro, com especial voracidade em avançar sobre os cofres públicos e da Petrobras, em particular?

A restrição ao PSDB, certamente não é pelo fato deste partido possuir um candidato a presidente pois na mesma sentença em que disse ser “difícil” apoiar o PSDB, referiu-se a candidatura do senador Weverton como “nós temos”, esquecendo-se que o seu partido, PDT, tem candidatura própria à presidência, Ciro Gomes, até melhor posicionada que a candidatura do PSDB, João Dória, atual governador de São Paulo.

Na eventualidade da candidatura de Bolsonaro esfacelar-se ou dele vir a desistir – o que não descartado, uma vez precisará da “proteção” de um foro privilegiado a partir de 2023 para escapar da cadeia –, todas as demais candidaturas contra Lula ganharão um novo fôlego, podendo, inclusive, Ciro Gomes, PDT, vir a ser o grande adversário do ex-presidente.

Logo, quando Lula diz, “nós temos” a candidatura de Weverton – e Weverton “festeja” isso dizendo ser “amigo-raiz” dele –, estaria sugerindo que o candidato pedetista, que é líder do seu partido, “traia” a candidatura de Ciro Gomes?
Pesando todas as situações políticas e considerando a hipótese de não ter sexo no meio – em todas as situações da vida que você não conseguir explicar a partir de um raciocínio lógico, pode ter certeza que tem sexo –, soa-me bem mais inusitada a declaração do ex-presidente.

Basta olhar para a história, dos anos oitenta pra cá, que veremos que poucos políticos mantiveram uma “amizade-raiz” mais fidedigna com o ex-presidente do que o atual governador Flávio Dino e o grupo mais fiel ao seu entorno. Isso desde a adolescência, “comprando” quase todas as brigas do ex-presidente e do petismo até os dias atuais, quando permaneceu quase que sozinho nos embates contra o atual presidente, inclusive sacrificando interesses do estado que dirige.

Tudo bem que Freitas Diniz*, que viveu quase noventa anos, por mais uma dezena de vezes, me disse ter conhecido poucas pessoas com um caráter tão duvidoso quanto o ex-presidente, mas daí a ignorar a “amizade-raiz” do atual governador, sobre o qual nunca pairou dúvidas quanto a integrar a “república de Planaltina”, ultrapassa todos os limites.

Matutando sobre isso cheguei a pensar – atenção!! Não estamos impedidos de pensar –, que a “inusitada” declaração de Lula seria parte de um “combinemos” com o atual governador.

O ex-presidente alegaria “dificuldades” para apoiar alguém “do PSDB”, colocaria na mesma fala a candidatura do PDT e diria que teriam que “se acertarem”.

Dino, por sua vez, alegaria as “dificuldades” e até a desconfiança que possui em relação ao candidato pedetista.
A solução: todos desistiriam para o surgimento de um terceiro nome. Neste caso, alguém com histórico de “amizade-raiz” com o ex-presidente Lula ou um nome do PT local.

Difícil será convencer Brandão a desistir da reeleição ou o senador pedetista a colocar marcha-ré na candidatura.
Caso coloquem dificuldades no arranjo, Flávio Dino dará outra prova de “amizade-raiz” e ficará no cargo para conduzir o processo.

Em tal perspectiva Brandão seria o nome para o Senado; Márcio Jerry ou Felipe Camarão para o governo.
Tudo pela paz e pelo sucesso de um “futuro” governo petista.

Como diria aquele craque do futebol brasileiro, só falta combinar com os russos.

Abdon Marinho é advogado.

*Domingos Freitas Diniz Neto (1933 - 2021), engenheiro civil, ex-deputado federal, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores PT.

Lula apequena Dino, descarta Brandão e declara apoio a Weverton para o Governo do MA em 2022
Política

Ex-presidente quer socialista e pedetista no mesmo palanque em outubro. Governador ainda não se manifestou sobre declaração de petista

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocou em risco o plano do governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), de disputar o Senado na chapa a ser encabeçada pelo ainda vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sua escolha pessoal para a própria sucessão ao Palácio dos Leões.

Nesta quarta-feira (19), em uma declaração de pouco mais de 13 segundos, o petista apequenou Dino, descartou Brandão e declarou abertamente apoio ao senador Weverton Rocha (PDT) para o Governo do Maranhão em 2022. Segundo Lula, o socialista e o pedetista não podem estar em campos opostos em outubro.

Nós defendemos a candidatura do Flávio Dino. Agora, o companheiro Flávio Dino tem um candidato, dele, que é o vice, que é do PSDB. Ele sabe que é difícil a gente apoiar o PSDB. Nós temos a candidatura do Weverton, então eles vão ter que se acertar lá para facilitar a nossa vida”, afirmou Lula em encontro com jornalistas, que teve transmissão pelas redes sociais.

Flávio Dino ainda não se manifestou sobre a declaração do petista.

A fala do ex-presidente, que sequer citou o nome de Carlos Brandão e indicou que ele próprio e o PT estão fechados com Weverton, revela que, mesmo que deixe o PSDB e migre para o PSB como vem sendo discutido nos bastidores, dificilmente o ungido de Dino conseguiria algum apoio petista.

A possível ida do vice-governador para o PSB é articulada por Flávio Dino há mais de dois meses, mas sem avanços justamente pela incerteza de que o movimento garantiria aproximação com o PT e o ex-presidente da República.

A eventual saída do PSDB poderia ainda fazer Carlos Brandão perder o comando do partido no estado para a senadora Eliziane Gama, que apoia Weverton, ou para o senador Roberto Rocha, ainda indefinido sobre o pleito, além do Cidadania, também para Gama.

Ao evidenciar publicamente, pela primeira vez, que defende o mandatário do Maranhão na disputa pelo Senado, mas que ele está atrapalhando a formação de uma aliança com o PT por não estar com Weverton Rocha no mesmo palanque estadual, Lula também rebaixa Flávio Dino com a cobrança.

O prazo criado pelo próprio chefe do Executivo para resolver o problema termina no fim do mês, dia 31 de janeiro, data em que marcou nova reunião com a base aliada para definir a formação de uma única chapa majoritária pelo grupo.

Dino avança em diálogo com Lula sobre indicação do PT para vice de Brandão
Política

Felipe Camarão, da Secretaria de Estado da Educação, é cotado para assumir o posto

O governador Flávio Dino (PSB) avançou no diálogo com o ex-presidente Lula no acordo para que o PT ocupe a vaga de vice na chapa de Carlos Brandão (PSDB) ao Palácio dos Leões em 2022. Dino vai disputar o Senado.

O assunto foi tratado pessoalmente entre as duas lideranças, em reunião no mês passado sobre a formação de uma frente ampla de partidos contra o grupo de Jair Bolsonaro (sem partido). Falta agora apenas definir o nome.

Felipe Camarão, da Secretaria de Estado da Educação, recém-filiado ao Partido dos Trabalhadores é cotado para assumir o posto. Nas redes sociais, lançou na semana passada vídeo defendendo a necessidade de dar continuidade ao legado dinista. Brandão aparece por diversas vezes na gravação.

A decisão final do nome para a vice, porém, deve ficar para o ano que vem, conforme calendário eleitoral interno do PT.

Lula está com viagem marcada para o Maranhão para o próximo dia 19 de agosto. No estado, vai cumprir durante dois dias uma série de encontros com Dino e Brandão, petistas locais e lideranças partidárias que sinalizam apoiá-lo para a Presidência da República na eleição do ano que vem, como a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e o senador Weverton Rocha (PDT).

Cidadania, de Eliziane, defende terceira via para 2022 e critica os governos Lula, Dilma e Bolsonaro
Política

No Maranhão, partido tende a ir com Weverton Rocha na disputa pelo Palácio dos Leões

Um vídeo publicitário do Cidadania, partido da senadora maranhense Eliziane Gama, defende uma terceira via para 2022 e critica os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff e da extrema-direita de Jair Bolsonaro (sem partido).

A gravação mostra imagens e trechos de gravações com frases polêmicas de Lula, Dilma e Bolsonaro, alerta que “o passado volta para assombrar” e critica o atual governo pela condução da pandemia e pela volta da fome no país.

“Manifesto do Cidadania aos nem-nem. Um chamamento aos que não querem nem Bolsonaro nem Lula e sonham com uma alternativa não populista em 22. Não são iguais, mas são prejudiciais à sua maneira. Nem erros do passado nem a perversidade do presente. Um olhar de esperança pro futuro”, defendeu nas redes sociais o presidente do partido, Roberto Freire (PE), entusiasta de eventual candidatura do apresentador Luciano Huck, da Rede Globo.

No Maranhão, segundo declaração de Eliziane Gama, o Cidadania tende a integrar a coalização de partidos que apoiam o nome de Weverton Rocha para o comando do Palácio dos Leões.

Lula ignora participação de Weverton em jantar do PT
Política

Passados três dias, não há qualquer menção do ex-presidente à presença do senador maranhense no evento

Disseminada por Weverton Rocha (PDT) e entorno como o que seria a confirmação da força política do pedetista na corrida pelo Palácio dos Leões em 2022, a participação do senador maranhense em um jantar da bancada PT com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília (DF), segue ignorada pelo petista nas redes sociais.

Solícito, Lula se deixou fotografar conversando com Weverton, que se aproveitou política e eleitoralmente do ato, mesmo que isso pudesse desfavorecer o próprio PDT e o candidato do partido ao Palácio do Planalto no pleito do próximo ano, Ciro Gomes.

Até esta sexta-feira (7), porém, três dias após o evento, não há qualquer menção de Lula à presença penetra de Weverton Rocha no encontro petista.

A diferença de tratamento e de importância pode ser melhor observada quando comparada à ação de Lula sobre outros encontros na mesma semana, que fez questão de divulgar nas redes, como o ocorrido com o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e com o ex-senador José Sarney (MDB), estes realmente com o objetivo de costurar acordos políticos.

No Maranhão, Lula e o PT estão acordados com o governador Flávio Dino (PCdoB), que tem o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) como seu candidato à sucessão estadual.

Fachin, do STF, anula todas as condenações de Lula julgadas pela Lava Jato em Curitiba
Política

Com decisão, petista mantém os direitos políticos preservados e pode disputar o Presidência da República em 2022 contra Jair Bolsonaro

O ministro Edison Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), monocraticamente, anulou todas as decisões, desde o recebimento de denúncias até as condenações, da Lava Jato de Curitiba envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Relator da Lava Jato no Supremo, Fachin concedeu habeas corpus formulado pela defesa do petista em novembro do ano passado, e declarou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba, da qual o ex-juiz Sérgio Moro era titular, para o processo e julgamento das três ações da Operação Lava Jato contra Lula –tríplex do Guarujá, sítio de Atibaia e Instituto Lula.

O ministro ordenou que os casos sejam reiniciados na Justiça Federal do Distrito Federal.

Como consequência, o petista não se enquadra mais na Lei da Ficha Limpa e mantém os direitos políticos preservados, podendo ser elegível e disputar o Palácio do Planalto em 2022, contra Jair Bolsonaro (sem partido).

Com apoio de Lula, Rubens Júnior ganha força e empata tecnicamente com Duarte e Neto
Política

Apoio de partidos de adversários a Jair Bolsonaro tende a favorecer candidato do PCdoB na disputa pela prefeitura São Luís, segundo dados da Econométrica

O apoio do ex-presidente Lula (PT) ao deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) tende a provocar uma mudança no cenário da disputa pela prefeitura de São Luís. Antes da adesão expressa do petista, Rubens Júnior patinava entre os últimos colocados em todas as pesquisas de intenção de votos, quase sempre registrando a preferência de apenas 1% do eleitorado ludovicense.

Segundo levantamento do Econométrica, divulgado pela TV Guará nessa quarta-feira 30, porém, ele aparece com 6% em intenção de votos, figurando na quarta posição da pesquisa estimulada. Antes dele, aparecem os deputados estaduais Duarte Júnior (Republicanos, 10,8%) e Neto Evangelista (DEM, 10,6%). O primeiro colocado, isolado, é o deputado federal Eduardo Braide (Podemos), com 47,3%.

Pela margem de erro, de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, Rubens está tecnicamente empatado com Duarte e Neto.

Como a pesquisa foi realizada antes da campanha eleitoral ser oficialmente liberada, agora com o candidato nas ruas em busca de votos, a tendência é de escalada de Rubens Júnior. Indiretamente, ele também tem o apoio do governador Flávio Dino (PCdoB), que evita declarar o voto expresso do afilhado para não contrariar seguidores de sua gestão.

Na capital, segundo a pesquisa Econométrica, Dino tem 70,1% de aprovação, o que favorece o candidato do PCdoB à prefeitura de São Luís. Já o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) registrou 51,1% de desaprovação.

Em Brasília, enquanto o PCdoB e o PT fazem oposição a Bolsonaro, os partidos de Eduardo Braide, Neto Evangelista e Duarte Júnior são aliados e votam de acordo com as pautas do governo.

O Econométrica entrevistou 1 mil pessoas, em 44 bairros de São Luís, entre os dias 20 e 22 de setembro de 2020. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número MA-06272/2020, e tem 95% de nível de confiança.

Ex-presidente Lula declara apoio a Rubens Pereira Júnior em São Luís
Política

Em troca, PCdoB vai apoiar a petista Benedita da Silva no Rio de Janeiro

Após ter o nome indevidamente usado na pré-campanha eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou apoio ao candidato do PCdoB à prefeitura de São Luís, Rubens Pereira Júnior.

O anúncio foi feito pelo petista no Twitter, nesta terça-feira 15. Segundo publicou, o apoio foi oficialmente fechado no início da tarde de hoje. Em troca, o PCdoB fechou no Rio de Janeiro com Benedita da Silva, na disputa pela prefeitura na capital fluminense.

“O PT vai estar junto com outros partidos em muitas cidades. Agora mesmo acabamos de confirmar que o @PCdoB_Oficial vai estar com a @dasilvabenedita no Rio de Janeiro e nós vamos apoiar o candidato do @FlavioDino no Maranhão. Vamos com @rubenspereirajr em São Luís.”, escreveu Lula.

O apoio do ex-presidente, cuja declaração aponta que o próprio Dino participou da mesa de negociação, é considerado como salvação para Rubens Júnior. Ele vem patinando nas últimas colocações em todas as pesquisas de intenção de votos divulgadas até então.

O vice na chapa do comunista, vereador Honorato Fernandes, é do PT.

Em pesquisa, Datailha inventa boato de apoio de Lula a Rubens Júnior
Política

Indução pode ter sido utilizada para favorecer pré-candidato do PCdoB, que já vinha se utilizando da estratégia

O Instituto Datailha registrou pesquisa de intenção de votos para a Prefeitura de São Luís em que inventa um boato possivelmente com a intenção de induzir o eleitor a favor do pré-candidato do PCdoB, Rubens Pereira Júnior.

Em um dos questionamentos, o Datailha primeiro afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apoia Rubens Júnior, e pergunta se ao saber disso, somada ao fato dele ser do partido de Flávio Dino, em quem o eleitor votaria.

“O ex-Presidente Lula está apoiando Rubens Júnior para a Prefeitura de São Luís. Rubens Júnior tem o apoio de Lula e é do mesmo partido do governador Flávio Dino. Sabendo dessa informação, [votaria] em [?]:”, questiona o instituto, apresentando em seguida os nomes dos pré-candidatos.

Além de Rubens Pereira Júnior, os únicos outros nomes apresentados são: Adriano Sarney (PV), Bira do Pindaré (PSB), Duarte Júnior (Republicanos), Carlos Madeira (SD), Yglésio Moyses (PROS), Eduardo Braide (PODE), Jeisael Marx (Rede), Neto Evangelista (DEM) e Wellington do Curso (PSDB).

No caso, mesmo declarados pré-candidatos e estarem em plena pré-campanha, ficaram de fora da pesquisa: Detinha (PL), Cricielle Muniz (PT), Franklin Douglas (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU).

Embora alguns integrantes do PT com cargo no governo de Dino tenham fechado apoio ao comunista, não há qualquer declaração pública do ex-presidente Lula ao pré-candidato do PCdoB —que já vinha se aproveitando dessa estratégia para tentar angariar votos dos ludovicenses com uma camisa com a escrita: “Eu sou Dino e Lula”.

Registrada nessa quinta-feira 16, sob o número MA-00027/2020, a pesquisa Datailha informou à Justiça Eleitoral que ouviu 1.014 eleitores, entre os dias 13 e 15 de julho, em um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3,0%. O resultado está previsto para ser divulgado no próximo dia 22. A contratante é a empresa Vieira Press.

Da marolinha à gripezinha, um país refém de duas fake news
Artigo

Eden Jr.*

Outubro de 2008, Lula, então presidente, afirmou, sobre a forte crise econômica que na ocasião provocara a quebra do emblemático banco Lehman Brothers: “Lá (nos EUA), ela é um tsunami; aqui, se ela chegar, vai chegar uma marolinha”. O desfecho, no mundo real, foi mundo diferente. O colapso econômico, que teve sua gênese nos setores imobiliários e financeiros, se alastrou por todo o mundo, constituindo-se na maior crise global desde 1929.

No Brasil, políticas adotadas pelas gestões Lula e Dilma, que envolveram imprevidentes empréstimos bancários, fartas reduções tributárias, destrambelhadas intervenções em tarifas públicas e aceleração temerária de gastos governamentais, apenas retardaram a chegada da debacle. O tsunami aqui aportou, e combinado com outros graves fatores políticos e jurídicos, produziu a recessão vivida entre 2014 e 2016 (a economia caiu mais de 7%) e influiu na parca recuperação dos anos seguintes crescimento médio de 1% ao ano.

No encerramento de março deste ano, o presidente Bolsonaro, em pronunciamento na TV, minimizou a pandemia do Covid-19, que recentemente tinha chegado ao país, e causara, até então, 46 óbitos e atingia 2.200 cidadãos. O mandatário garantiu: “Se fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, quando muito, seria acometido de uma gripezinha”. Ao final da primeira semana de maio, o novo coronavírus já tinha contaminado 145 mil brasileiros e levado mais de 9.800 à morte.

Nestes últimos dias, fatos teimaram, novamente, em arremessar contra a realidade as duas lideranças que protagonizam o conveniente embate político nacional. Lula teve a sua condenação, por corrupção e lavagem de dinheiro, confirmada pelo TRF-4, no caso do Sítio de Atibaia. Depois de a juíza Gabriela Hardt sentenciar o petista em 12 anos e 11 meses na primeira instância, a Oitava Turma do TRF-4, por unanimidade, confirmou a decisão e majorou a pena para 17 anos e 1 mês. Muitos vão dizer: “é perseguição da Globo”, “isso é coisa do Moro” (que nem julgou esse caso) ou “armação do FBI” (polícia federal americana).

No outro flanco, tomou posse na direção do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), que tem orçamento de R$ 1 bilhão, Fernando Leão, numa indicação do Centrão. Inclusive, o deputado Sebastião Oliveira (PL-PE), responsável direto pela chegada de Leão ao Dnocs, foi alvo, nesta sexta-feira dia oito, de operação da PF que apura desvios de recursos públicos destinados para obras em rodovias. O Centrão – grupo informal de partidos políticos, que têm em comum a pouca consistência programática, apetite voraz por cargos públicos, envolvimentos em eventos de corrupção e serem aliados do governo da ocasião – agora embarca de vez na gestão Bolsonaro. O presidente até outro dia chamava essa turma de “velha política” e dizia ter chegado ao Planalto para “acabar com a corrupção”. Outros tantos falarão: “é perseguição da Globo”, “é coisa do Moro, o novo Judas” ou “é trama dos comunistas”.

Não, não é nada disso, assim como não é em relação a Lula. Com a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça, que acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente na Polícia Federal, o governo vem enfrentando um clima muito adverso no Congresso. Com pedidos de impeachment na Câmara e a perda de apoio popular, por conta do malogrado combate ao Covid-19, a tentativa do governo é reforçar sua base aliada, para impedir qualquer iniciativa que possa resultar no impedimento.

O andamento de três inquéritos que correm no STF, para: apurar as denúncias de Moro (este avança rapidamente), investigar fake news contra os ministros do tribunal e averiguar a organização e o patrocínio de atos antidemocráticos ocorridos nas últimas semanas, pode jogar pressão adicional no Planalto, pois envolvem, além do próprio presidente, seus partidários, e exigir, dessa forma, mais prebendas para o Centrão. Tudo isso, é capaz de expor ainda mais os movimentos contraditórios de Bolsonaro, gerar nova corrosão de sua popularidade, e levar o desfecho desse episódio para o território do imponderável.

Espera-se, que ao final desse processo, a sociedade brasileira possa optar, nas eleições futuras, por propostas, seja elas de esquerda, direita, ou centro, alicerçadas na realidade e não em fantasias.

*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista ([email protected])

TRF-4 mantém condenação de Lula no caso do sítio de Atibaia
Política

Ex-presidente foi considerado culpado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Defesa ainda pode recorrer

A 8ª turma do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região decidiu, por unanimidade, manter a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no processo do sítio de Atibaia, relacionado à Lava Jato.

O petista havia sido condenado a mais de 17 anos em regime fechado pelo próprio TRF-4, mas a defesa recorreu da sentença com embargos de declaração, que foram negados nesta quarta-feira 6.

Lula foi considerado culpado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), empreiteiras fizeram obras no sítio para usufruto do ex-presidente da República em troca de benefícios em contratos com a Petrobras.

Os advogados de Lula ainda podem recorrer com embargos de declaração dos embargos de declaração.

PF indicia Lula sob suspeita de propina de R$ 4 milhões da Odebrecht
Política

Também foram indiciados Paulo Okamotto, Antonio Palocci e Marcelo Odebrecht

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi indiciado pela Polícia Federal, na última terça-feira 24, no âmbito da Lava Jato, sob suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionados a repasses de R$ 4 milhões feitos pela Odebrecht ao Instituto Lula.

De acordo com O Globo, o delegado Dante Pegoraro Lemos afirmou que recursos transferidos pela empresa sob a rubrica de doações teriam sido abatidas de uma espécie de conta corrente informal de propinas.

Além de Lula, a PF também indiciou por corrupção passiva e lavagem de dinheiro o presidente do Instituto, Paulo Okamotto e o ex-ministro petista Antonio Palocci.

Já o ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht foi indiciado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

TRF-4 mantém condenação e aumenta pena de Lula no caso do sítio de Atibaia
Política

Apesar da decisão, ex-presidente segue solto no aguardo dos términos de todos os recursos

A 8ª Turma do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região manteve, nesta quarta-feira 27, por unanimidade, a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no processo referente ao Sítio de Atibaia (SP), pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, passando a pena de 12 anos e 11 meses para 17 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão em regime inicial fechado e pagamento de 422 dias-multa (com valor unitário do dia-multa de 2 salários mínimos).

Segundo a sentença da 13ª Vara Federal de Curitiba, o líder petista teria participado do esquema criminoso deflagrado pela Lava Jato, inclusive tendo ciência de que os diretores da Petrobras utilizavam seus cargos para recebimento de vantagens indevidas em favor de partidos e de agentes políticos.

Como parte de acertos de propinas destinadas ao PT em contratos da estatal, os Grupos Odebrecht e OAS teriam pagado vantagem indevida à Lula na forma de custeio de reformas no Sítio de Atibaia utilizado por ele e por sua família.

De acordo com os autos, em seis contratos da petrolífera, três firmados com o Grupo Odebrecht e outros três com o OAS, teriam ocorrido acertos de corrupção que também beneficiaram o ex-presidente.

Parte dos valores acertados nos contratos teria sido destinada a agentes da Petrobras e parte a "caixas gerais de propinas" mantidas entre os grupos empresariais e membros do PT. Além disso, outra parte das propinas foi utilizada nas reformas do Sítio de Atibaia.

A denúncia foi recebida pelo juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba e, em fevereiro deste ano, Lula foi considerado culpado pela prática dos delitos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e sentenciado a uma pena de 12 anos e 11 meses de reclusão com pagamento de 212 dias-multa no valor de dois salários mínimos cada dia.

A defesa dele recorreu da decisão ao TRF-4. No julgamento da apelação criminal, a 8ª Turma, de forma unânime, manteve a condenação pelos mesmos crimes apenas aumentando o tempo de pena para 17 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão em regime fechado, juntamente com o pagamento de 422 dias-multa.

A decisão do TRF-4, porém, em nada muda duas situações neste momento: Lula segue solto no aguardo dos términos de todos os recursos e continua impedido de disputar eleições, já que foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa quando foi condenado em segunda instância no caso do tríplex de Guarujá (SP).

MBL pede prisão preventiva de Lula e Dirceu ao MPF
Política

Requerimento aponta incitação ao crime, ao terrorismo e atentado à Lei de Segurança Nacional nos discursos após saída da prisão

O MBL (Movimento Brasil Livre) protocolou no Ministério Público Federal, nesta terça-feira 12, uma representação que pede a prisão preventiva do ex-presidente Lula e do ex-ministro José Dirceu. Os petistas foram soltos na semana passada, com base na decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), de que um condenado só pode ser preso após o trânsito em julgado (o fim dos recursos).

De acordo com a Folha de S.Paulo, o requerimento, protocolado pelo advogado Rubinho Nunes, aponta incitação ao crime, ao terrorismo e atentado à Lei de Segurança Nacional nos discursos de Lula após ele deixar a prisão. As falas do ex-presidente foram consideradas acima do tom até por dirigentes do PT.

“A gente tem que seguir o exemplo do povo do Chile, a gente tem que resistir”, disse Lula, antes de complementar: “Na verdade, atacar e não apenas se defender”.

O documento também relembra falas de José Dirceu ao deixar a prisão. “Eu estava na trincheira da prisão. Agora estou aqui de novo na trincheira da luta. Agora não é do Lula livre. Agora é para nós voltarmos e retomarmos o governo do Brasil. E para isso nós precisamos deixar claro que nós somos petistas, de esquerda e socialistas. Nós somos tudo o contrário do que esse governo está fazendo.”

Na segunda-feira 11, os deputados Sanderson (PSL-RS) e Carla Zambelli (PSL-SP) entregaram ao procurador-geral da República, Augusto Aras, um pedido de prisão preventiva de Lula. O senador Major Olímpio (PSL-SP) fez o mesmo.

Lula ignora Márcio Jerry e convite para morar no Maranhão
Política

Vice-líder do PCdoB na Câmara fez sugestão após ex-presidente cogitar sair de São Paulo e morar na região Nordeste

Mais de 72 horas depois do convite público do vice-líder do PCdoB na Câmara, deputado Márcio Jerry, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue ignorando a sugestão do comunista para que passe a morar no Maranhão, após ser posto em liberdade.

O convite foi feito por Jerry na última sexta-feira 8, pelo Twitter, ao repercutir notícias da entrevista do petista ao jornal Brasil de Fato, em outubro, afirmando que planeja sair de São Bernardo (SP) para morar no Nordeste —onde pretende se casar e firmar residência com a socióloga Rosângela da Silva, sua namorada.

“Venha para o Maranhão! O Maranhão te receberá de coração, mentes e braços abertos e calorosos. Venha pra cá, Presidente!”, postou Jerry.

No mesmo dia da publicação, Lula foi solto após obter um alvará de soltura com base na decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), de que um condenado só pode ser preso após o trânsito em julgado (o fim dos recursos).

De lá pra cá, porém, o ex-presidente tem usado a mesma rede social para agradecer a militância e apoiadores, mas sem fazer qualquer menção ao convite do deputado federal pelo PCdoB.