Neto Evangelista
Após aglomerar com Braide e Neto, candidata a vice-prefeita de São Luís é diagnosticada com Covid-19
Política

Candidato do Podemos suspendeu toda a agenda de campanha. Debate da TV Guará, marcado para hoje, foi cancelado

A candidata a vice-prefeita pela coligação “Pra Frente, São Luís”, Esmênia Miranda (PSD), foi diagnosticada com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A informação foi divulgada pelo cabeça de chapa, Eduardo Braide (Podemos), na tarde desta terça-feira 24.

Nos últimos dias, Esmênia e Braide aglomeraram por diversas vezes em diversos pontos da capital, quase sempre acompanhados do candidato derrotado ao Palácio de La Ravardière, Neto Evangelista (DEM).

Nas redes sociais, Braide anunciou que, por conta do contato constante com a candidata a vice, toda a sua agenda de campanha está suspensa até o resultado de exame para detecção para Covid-19 a que se submeteu. Por esta razão, o debate da TV Guará, que estava marcado para as 22h de hoje, foi cancelado pela emissora.

Sobre as dezenas de militantes que acompanharam Braide e Esmênia durante as caminhadas e carreatas realizadas nos últimos dias, porém, até o momento, não foi dada qualquer informação de eventual afastamento das ruas, isolamento social ou realização de exame para Covid-19 por estas pessoas.

Também não há informações a respeito de quais medidas sanitárias e de segurança serão tomadas, ou que já possam ter sido, por Neto Evangelista.

Duarte terá de rejeitar apoio de Neto e Rubens para continuar como ‘filho do povo’
Política

Candidato do Republicanos vai disputar segundo turno após forte campanha contra o filhotismo na política

Para não se revelar como engodo eleitoral, Duarte Júnior terá de rejeitar, publicamente, qualquer apoio político advindo de Neto Evangelista (DEM) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB) no segundo turno da disputa pela prefeitura de São Luís.

Durante toda a primeira etapa do pleito e desde a pré-campanha, o candidato do Republicanos se vendeu ao eleitorado ludovicense como “filho do povo” contra os “filhos de políticos”. Aceitar o apoio dos adversários no pleito seria, portanto, destoante, e o obrigaria a abandonar o discurso que se encaixa contra o rival Eduardo Braide (Pode), que também representa o filhotismo na política.

Além disso, durante o acirramento do primeiro turno, Duarte Júnior lembrou a população sobre a promessa eleitoreira do VLT (Veiculo Leve sob Trilhos) e que Neto Evangelista recebia a regalia de 18 salários como deputado estadual e ainda achava pouco. Já contra provocações de Rubens Júnior, respondeu o comunista o chamando de “bandido” e “filho de ficha suja”.

Neto e Rubens, inclusive, somados a diversos secretários e integrantes de segundo e terceiro escalão do Palácio dos Leões, são os principais responsáveis pela disseminação do suposto exame do Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) do Maranhão, positivo para Covid-19, atribuído a Duarte.

Até o momento, não houve qualquer aproximação entre eles, mas a entrada pessoal do governador Flávio Dino (PCdoB) no segundo turno, já declarando apoio a Duarte, pode forçar a abertura de diálogo.

PDT pode deixar a prefeitura de São Luís após 30 anos no poder
Política

Para perdurar no Palácio de La Ravardière, partido coligou em 2020 com uma especialista em longevidade no poder e em oligarquia: a ex-governadora Roseana Sarney

Eventual rejeição nas urnas ao candidato Neto Evangelista (DEM), nas eleições municipais deste domingo 15, não significaria apenas uma derrota do democrata no pleito. Se não tiver a preferência suficiente do eleitorado que garanta vitória no 1º turno ou ida para o 2º turno, também será derrotado o PDT. O maior derrotado.

Comandado no Maranhão pelo senador Weverton Rocha, o partido está enraizado no Palácio de La Ravardière há mais de 30 anos ininterruptos. Nas eleições de 2020, o PDT está na vice de Neto Evangelista, com a militante pedetista Luzimar Lopes Correa, indicada por Weverton.

Para perdurar por pelo menos mais quatro anos na prefeitura da capital, o PDT coligou com uma especialista em permanência de longevidade no poder e em oligarquia: a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Para isso, valeu até mesmo esconder Roseana durante toda a campanha.

Deixar de encabeçar a chapa para outro partido também faz parte da estratégia da oligarquia pedetista, como mostra a história.

O domínio do PDT na prefeitura de São Luís teve início com Jackson Lago (já falecido), na gestão de 1989 a 1992, depois continuou com Conceição Andrade (1993 a 1996), Jackson Lago novamente (1997–2000; 2001-2002) e Tadeu Palácio (2002 a 2008). Essa hegemonia foi quase interrompida com a gestão do PSDB de João Castelo (já falecido), de 2009 a 2012. Entretanto, o tucano —que divide com Neto Evangelista a promessa eleitoreira do VLT— contou com o apoio de Jackson Lago no segundo turno das eleições daquele ano, o que garantiu ao PDT a permanência de dezenas de milhares de comissionados que até hoje incham a administração municipal.

Já Edivaldo Holanda Júnior (2013–2016; 2017- 2020) foi eleito pela primeira com o apoio do PDT e reeleito pelo partido, onde ainda permanece e auxilia, com a estrutura da prefeitura, a campanha de Neto Evangelista.

Bira, Braide, Neto e Rubens receberam 18 salários pela Alema
Política

Regalia foi suspensa após revelação pela imprensa. Resolução assinada por Braide aumentou benefícios aos deputados. Apenas Bira doou integralmente valor extra recebido

Lembrado por Duarte Júnior (Republicanos) como vidraça apenas de Neto Evangelista (DEM), o recebimento de 18 salários pela Alema (Assembleia Legislativa do Maranhão) beneficiou também outros três hoje candidatos ao Palácio de La Ravardière: Bira do Pindaré (PSB), Eduardo Braide (Pode) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB). Além do gordo salário de R$ 20 mil, outros R$ 50 mil mensais caíam na conta bancárias dos representantes do povo, a titulo de ajuda de custo.

A regalia foi criada em 2002 e perdurou até 2012, sendo reduzida somente após revelação pela Folha de S. Paulo e pelo Fantástico, da Rede Globo. Eleitos para a Alema pela primeira vez em 2010, três foram beneficiados por pouco mais de um ano: Bira, Braide e Neto. Na vida pública parlamentar desde 2006, Rubens embolsou por mais tempo: mais de cinco anos. Dos quatro, apenas Bira doou a entidades filantrópicas o valor integralmente recebido com os salários extras, mas somente após o caso virar escândalo.

Todos foram procurados pelo ATUAL7, por meio de suas assessorias, na quarta-feira 11, para que se posicionassem a respeito do recebimento da regalia. Nenhum retornou o contato.

Sob protestos de alguns deputados que ocupavam a Casa à época, inicialmente, o benefício foi apenas parcialmente derrubado, já que houve a aprovação unânime de redução do valor, mas de 18 para 15 salários.

Apenas cerca de um ano depois houve o corte do 14º e 15º salários. Na mesma época, porém, os deputados aprovaram resolução administrativa que aumentou os valores de benefícios pagos pela Alema a eles próprios. Com a medida, os 42 parlamentares da Casa passaram a incorporar mais de R$ 41 mil, por ano —aproximadamente o mesmo valor que recebiam no mesmo período com os 14º e 15º salários. Apenas Bira foi contra.

“Primeiro, sou contra porque acho inoportuno, fica parecendo que é uma medida de compensação, após a extinção dos 14º e 15º salários. Segundo e sobre o auxílio-moradia, porque já temos as verbas indenizatórias e para os deputados que moram em São Luís não há razão de existir. Eu não recebo, porque não tem como justificar”, criticou, à época.

De acordo a resolução, os parlamentares aumentam o valor do auxílio-moradia de R$ 2,2 mil para R$ 2,85 mil —mesmo tendo base eleitoral e morando em São Luís. Também aumentaram o valor da Verba Indenizatória de Exercício Parlamentar, de R$ 15 mil para R$ 16.261,95; e da Verba Indenizatória de Ajuda de Gabinete, de R$ 17.894,67 para R$ 19.400,16.

Dos quatro prefeituráveis de São Luís que à época eram deputados estaduais, Eduardo Braide foi o que teve maior participação direta no aumento das regalias com o dinheiro público. Além de ter direito ao benefício, ele integrava a Mesa Diretora e foi um dos que assinou a resolução.

Após assédio, Neto Evangelista expõe jovem e tenta se passar por vítima
Política

Sem apresentar provas de que não teria declarado o que é mostrado em vídeo, candidato diz estar sendo vítima de fake news

Sem responder diretamente o ATUAL7, mesmo tendo sido formalmente procurado por meio de sua assessoria, o deputado estadual e candidato a prefeito de São Luís, Neto Evangelista (DEM), se manifestou no Twitter, no início da noite dessa terça-feira 10, sobre vídeo em que ele aparece assediando sexualmente participantes de uma agenda de campanha.

Na rede social, sem apresentar provas de que não teria declarado o que é mostrado no vídeo, Neto diz que está sendo vítima de fake news; acusa, sem citar qualquer nome, adversário na disputa pelo Palácio La Ravardière como responsável pela divulgação do assédio sexual; e expõe uma jovem, que afirma ser a pessoa a quem ele se referia durante o ato.

“Mais uma vez estamos sendo vítimas de fake news, dessa vez desrespeitando uma mulher empoderada, formada em administração, que já se pronunciou exigindo respeito”, escreveu, citando o nome da jovem e pedindo “respeito a todas as mulheres”.

“É lamentável ver candidato usando sua rede de influenciadores para me acusar de forma tão absurda de assédio. Um absurdo! Sou casado, tenho uma filha adolescente e ao meu lado nessa caminhada uma vice mulher. É vergonhoso ver meu adversário fazendo qualquer coisa, pra tentar chegar ao segundo turno”, finalizou, numa sequência de tuites, sem nada comentar sobre as investidas registradas no vídeo.

Na tese de Neto Evangelista, como a jovem que ele expôs no Twitter garante que não foi assediada e que é maior idade, então não houve assédio.

Na gravação, publicada pelo ATUAL7 com desfoque das participantes por não ser possível afirmar se havia menores no evento, Neto aparecesse discursando e, dentre outras invertidas com conotação sexual, pergunta para uma estudante se ela gosta de ‘Toddynho’, em possível referência à famosa bebida láctea achocolatada, para em seguida assediar: “Então deixa eu ser ‘Toddynho’ seu?”. Consciente do comportamento reprovável, ele ainda tenta se conter: “Tem uma aqui que eu não posso falar no microfone”.

Em outro trecho, mesmo com a negativa por mais de um vez, e de uma das participantes do evento ter dito que a pessoa assediada estava envergonhada, Neto insiste na investida.

“Você acredita em amor à primeira vista?”, questiona, sendo respondido negativamente, e insiste: “Não! Fala a verdade, fala a verdade, você acredita em amor à primeira vista? Não minta pra mim”. Apesar de nova resposta negativa, Neto Evangelista voltou a insistir, virando o rosto e novamente olhando para a adolescente: “E à segunda vista, você acredita?”.

Na disputa pela prefeitura de São Luís nas eleições municipais de 2020, Neto tem como vice uma mulher, Luzimar Lopes, do PDT, e garante defender o empoderamento feminino. Ele é casado com Thayanne Ribeiro Evangelista, filha da ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge.

Eduardo Braide não inclui em agenda debate com Neto Evangelista na TV Band
Política

No Twitter, candidato do Podemos informou para o período da tarde apenas uma carreata na Zona Rural

O deputado federal Eduardo Braide, candidato do Podemos à prefeitura de São Luís nas eleições municipais de 2020, pode faltar ao debate da TV Band, marcado para esta segunda-feira 13, a partir das 13 horas.

Segundo o sorteio da emissora, o debate seria com o deputado estadual e candidato do DEM, Neto Evangelista. Contudo, o evento não consta na agenda de campanha de Braide. No Twitter, para o período da tarde, ele informou apenas a realização de uma carreata na Zona Rural.

Pesquisa Ibope, divulgada na última sexta-feira 6, aponta que o candidato do Podemos ainda mantém a liderança na corrida pelo Palácio de La Ravardière, mas diminuiu, consideravelmente, a vantagem sobre os dois concorrentes mais próximos: Duarte Júnior (Republicanos) e o próprio Neto Evangelista.

Ainda segundo o levantamento, 57% do eleitorado ludovicense pode mudar de candidato a prefeito de São Luís ao longo do pleito.

O resultado da pesquisa pode influenciar na decisão de Eduardo Braide e levar o candidato a evitar ao máximo debater e se expor.

Neto apaga tuítes em que dizia que VLT era ‘verdade’ e ‘sonho de infância’
Política

Candidato tenta esconder do eleitorado de São Luís declarações sobre uma das maiores promessas eleitoreiras da capital. Projeto consumiu mais de R$ 7,8 milhões dos cofres públicos

Após voltar a tentar se esquivar e novamente jogar a culpa apenas em João Castelo (já falecido) pelo VLT (Veiculo Leve sobre Trilhos), uma das maiores promessas eleitoreiras da capital, o candidato do DEM à prefeitura de São Luís, deputado Neto Evangelista, apagou uma série de publicações no Twitter em que rebatia a desconfiança da população sobre a proposta de mobilidade urbana dele e seu cabeça de chapa nas eleições de 2012.

“VLT é um projeto fantástico. É meu sonho de infância um transporte como este em SLZ. E a primeira linha já está sendo feita. É normal a oposição ficar contra. Mas temos que lembrar que projetos como o VLT são pra melhorar a vida do povo”, escreveu Neto à época, em duas das publicações deletadas.

“Muitas pessoas falando sobre a chegada do VLT hoje em São Luís nas nossas redes. É verdade sim, gente. Em breve mais infos”, disse em outra, também deletada.

“Tá chegando! O VLT tem lugar pra todo tudo, até pra quem não acreditava”, dizia em outro comentário apagado do Twitter.

As publicações foram deletadas após a jornalista Giovana Kury, do Rumbora Marocar, durante o debate da TV Guará, realizado na noite dessa quinta-feira 5, encontrar os tuítes do candidato à prefeitura. Os prints também foram feitos por ela.

Além do risco do PDT —há mais de três décadas enraizado no Palácio de La Ravardière— ficar mais quatro anos no comando da prefeitura da capital, o VLT é a umas das principais vidraças de Neto Evangelista, o que pode ter levado o candidato a tentar esconder do eleitorado ludovicense como ele se associou a João Castelo para vender o projeto como algo viável. Apenas recentemente, oito anos depois, e somente nesta única vez, ele admitiu que o VLT, nas novas palavras dele, “possuía alguns erros”.

Propagandeado como solução de transporte público na capital por Neto Evangelista, então vice de João Castelo nas eleições de 2012, o VLT consumiu mais de R$ 7,8 milhões dos cofres públicos.

Segundo a propaganda, o VLT sairia da Praia Grande, na Avenida Beira-Mar, e se estenderia até o aeroporto de São Luís, no Tirirical. Uma segunda linha teria como destino a área Itaqui-Bacanga, e outras linhas seriam criadas posteriormente.

O veículo, porém, fez apenas uma única viagem, um passeio de 800 metros, até onde ia os poucos dormentes dos trilhos que chegaram a ser colocados: do Terminal da Integração da Praia Grande até as proximidades do Mercado do Peixe. Após permanecer por cerca de dois anos parado no terminal, se deteriorando e alvo de vândalos, a sucata foi desmontada e guardada em um galpão alugado da empresa Transnordestina Logística S.A, no Tirirical, ao custo do contribuinte.

Neto Evangelista diz que cobrança sobre o VLT, promessa eleitoreira, é patética
Política

Mais de R$ 7,8 milhões foram retirados dos cofres públicos para bancar o veículo, que fez apenas um passeio de 800 metros

O deputado estadual e candidato a prefeito de São Luís pelo DEM, Neto Evangelista, rebateu de forma agressiva a lembrança de que ele, juntamente com João Castelo (já falecido), são os autores da maior promessa eleitoreira da capital, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Mais de R$ 7,8 milhões foram retirados dos cofres públicos para bancar a promessa eleitoreira.

“É patético atribuir a mim a falência de um projeto que eu não tinha poder para executar”, disse, nessa terça-feira 3, em entrevista à TV Mirante.

Nas eleições de 2012, quando disputou pela primeira vez o Palácio de La Ravardière, na vaga de vice de Castelo, Neto Evangelista apareceu na propaganda eleitoral e deu entrevistas garantindo à população de São Luís que havia projeto e recursos para a implantação do VLT, que, segundo ele, entraria em operação em dezembro de 2012, como solução de transporte público em São Luís.

De acordo com a promessa, o VLT sairia da Praia Grande, na Avenida Beira-Mar, e se estenderia até o aeroporto de São Luís, no Tirirical. Uma segunda linha teria como destino a área Itaqui-Bacanga, e outras linhas seriam criadas posteriormente.

O veículo, porém, fez apenas uma única viagem, um passeio de 800 metros, até onde ia os poucos dormentes dos trilhos que chegaram a ser colocados: do Terminal da Integração da Praia Grande até as proximidades do Mercado do Peixe. Após permanecer por cerca de dois anos parado no terminal, se deteriorando e alvo de vândalos, a sucata foi desmontada e guardada em um galpão alugado da empresa Transnordestina Logística S.A, no Tirirical, ao custo do contribuinte.

Apenas recentemente, oito anos depois, em resposta a uma seguidora no Twitter, o candidato a prefeito do DEM assumiu, pela primeira e única vez, que o projeto apresentado na campanha eleitoral de 2012 era inviável.

‘Possuía alguns erros’, assume Neto Evangelista sobre VLT, oito anos depois
Política

Promessa eleitoreira custou mais de R$ 7,8 milhões aos cofres da Prefeitura de São Luís, novamente disputada pelo candidato do DEM

O deputado estadual e candidato do DEM à prefeitura de São Luís, Neto Evangelista, quebrou o silêncio e voltou a falar sobre o VLT (Veiculo Leve sob Trilhos), uma das maiores promessas eleitoreiras conhecidas na capital. Em resposta a uma seguidora no Twitter, nessa quarta-feira 28, o democrata assumiu que o projeto apresentado na campanha eleitoral de 2012 era inviável. Naquele pleito, ele disputou e perdeu a eleição para o Palácio de La Ravardière como vice na chapa de João Castelo (já falecido).

“Quando fui candidato a vice-prefeito, conheci a proposta de implantação do VLT. Acreditei no projeto, sim, pois São Luís de fato precisava inovar o seu sistema de transporte, principalmente, naquela região do Anel Viário, que possui uma circulação intensa de pessoas. Infelizmente soube depois que o projeto possuía alguns erros, o que o inviabilizou”, admitiu, pela primeira vez.

O reconhecimento ocorre oito anos depois de Neto Evangelista garantir, da tribuna da Assembleia Legislativa e em entrevistas à imprensa, que havia projeto técnico e previsão orçamentária para implantação do VLT.

Mais de R$ 7,8 milhões foram retirados dos cofres públicos para bancar a promessa eleitoreira —e não devem retornar ao erário com a confissão do novamente candidato ao Poder Executivo da capital.

Segundo a promessa de Castelo e Neto, o VLT entraria em operação em dezembro de 2012, como solução de transporte público em São Luís. Inicialmente, sairia da Praia Grande, na Avenida Beira-Mar, e se estenderia até o aeroporto de São Luís, no Tirirical. Uma segunda linha teria como destino a área Itaqui-Bacanga, e outras linhas seriam criadas posteriormente.

O veículo, porém, fez apenas uma única viagem, um passeio de 800 metros, até onde ia os poucos dormentes dos trilhos que chegaram a ser colocados: do Terminal da Integração da Praia Grande até as proximidades do Mercado do Peixe. Após permanecer por cerca de dois anos parado no terminal, se deteriorando e alvo de vândalos, a sucata foi desmontada e guardada em um galpão alugado da empresa Transnordestina Logística S.A, no Tirirical, ao custo do contribuinte.

Proposta de Neto de derrubar Socorrão II lembra demolição do Costa Rodrigues por Weverton
Política

Segundo o Ministério Público, dilapidação do patrimônio público no caso do ginásio ultrapassa R$ 5 milhões. Como o democrata, pedetista também tinha promessa de nova construção no local

Em sabatina do iMirante/O Estado, na semana passada, o deputado estadual e candidato do DEM à prefeitura de São Luís, Neto Evangelista, apresentou uma solução bizarra para o caos no Hospital Municipal Dr. Clementino Moura, o Socorrão II, localizado na Cidade Operária, periferia da capital. Segundo Neto, a solução é demolir a unidade e construir outra no local.

“Qual a minha proposta para São Luís? Na abertura do Hospital da Ilha [pertencente à rede pública estadual de saúde], a gente vai fazer um remanejamento dos pacientes do Socorrão II para o Hospital da Ilha e eu vou reconstruir o Socorrão II. Eu vou derrubar e vou fazer um novo hospital”, prometeu.

Estapafúrdia, a proposta de campanha do democrata faz lembrar a demolição do Ginásio Costa Rodrigues, sob o mesmo pretexto de construção de um novo, pela gestão do então secretário estadual de Esporte e Lazer, Weverton Rocha (PDT), hoje senador da República.

Principal padrinho da candidatura de Neto, Weverton é um dos apontados em inquérito do Ministério Público como responsável pela dilapidação do patrimônio público. Segundo as investigações, o prejuízo ao erário com o contrato sem licitação e aditivo ultrapassa R$ 5 milhões.

Envolvido pelo democrata na demolição do Socorrão II, o governador Flávio Dino (PCdoB) ainda não se manifestou publicamente se aceita ou não a ideia, que causaria ainda prejuízo financeiro para a prefeitura, com corte de recursos federais, caso deixasse de atender pacientes em rede própria. Também permanece em silêncio o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que mesmo sendo do PDT e reeleito sob fiança de Weverton Rocha, passou a ter a gestão questionada e diminuída pelo candidato do DEM, com anuência do senador.

Por sobrevivência, clã Sarney se divide entre Braide e Neto em São Luís
Política

Candidatos do Podemos e do DEM ao Palácio de La Ravardière contam com apoio de Fernando e Roseana Sarney, respectivamente. PV e MDB, partidos da família, estão incluídos na estratégia

Com a maioria dos membros históricos cooptados pelo governador Flávio Dino (PCdoB) desde as eleições de 2014, o que restou do clã Sarney no Maranhão busca sobrevivência empresarial e política, incluindo volta à vida pública em 2022, por meio do pleito municipal deste ano.

Para isso, se dividiu na capital entre dois candidatos ao Palácio de La Ravardière: Eduardo Braide (Podemos) e Neto Evangelista (DEM).

O primeiro, Braide, tem o apoio de Fernando Sarney, que comanda o Sistema Mirante, conglomerado de comunicação da família, além do apoio direto do PV, de Adriano e Zequinha Sarney. O segundo, Neto, é apoiado por Roseana Sarney, também dona da Mirante, e pelo MDB, do próprio ex-senador José Sarney e da ex-governadora.

Longe de ser um racha, a divisão é estratégica.

Em São Luís, Wellington declara apoio a Neto Evangelista
Política

Segundo ele, posicionamento crítico à gestão Edivaldo Júnior e Flávio Dino permanecerá o mesmo

O deputado Wellington do Curso (PSDB), retirado da disputa pela prefeitura de São Luís por imposição da cúpula familiar do próprio partido, declarou apoio ao candidato do DEM ao Palácio de La Ravardière, Neto Evangelista. O anúncio foi feita nesta quinta-feira 15.

Segundo ele, embora Neto seja apadrinhado pelo PDT, do senador Weverton Rocha, que há mais de 30 anos está no Executivo municipal, não há incoerência na decisão, pois o apoio ao democrata se deu pelas suas propostas de governo.

Ainda de acordo com Wellington, apesar de Neto Evangelista ter o PDT na vice e fazer parte da base governista na Assembleia Legislativa, seu posicionamento crítico à gestão Edivaldo Holanda Júnior e a Flávio Dino (PCdoB) permanecerá o mesmo.

VLT é vidraça de Neto Evangelista em sua segunda campanha à prefeitura de São Luís
Política

Então candidato a vice de João Castelo em 2012, deputado garantiu que projeto já estava 90% pago. Atualmente com o PDT, ele deixou de cobrar a implantação do meio de transporte

Além do desgaste do PDT, partido enraizado há 31 anos na Prefeitura de São Luís e que busca mais 4 anos de poder nas eleições deste ano, em sua segunda tentativa de chegar ao Palácio de La Ravardière, o candidato Neto Evangelista (DEM) terá de se explicar ao eleitor sobre o VLT (Veiculo Leve sob Trilhos), uma das maiores promessas eleitoreiras conhecidas na capital.

A proposta foi feita por João Castelo (falecido em 2016), e seu então vice na chapa de reeleição, Neto Evangelista, às vésperas das eleições de 2012. À época, ambos eram do PSDB, atualmente fechado com o candidato Eduardo Braide (Podemos).

Consumindo mais de 7,8 milhões dos cofres públicos, segundo a promessa de Castelo e Neto, o VLT entraria em operação em dezembro daquele ano, como solução de transporte público na capital. Inicialmente, sairia da Praia Grande, na Avenida Beira-Mar, e se estenderia até o aeroporto de São Luís, no Tirirical. Uma segunda linha teria como destino a área Itaqui-Bacanga, e outras linhas seriam criadas posteriormente.

O veículo, porém, fez apenas uma única viagem, um passeio de 800 metros —do qual participaram políticos, secretários municipais e alguns jornalistas—, até onde ia os poucos dormentes dos trilhos que chegaram a ser colocados: do Terminal da Integração da Praia Grande até as proximidades do Mercado do Peixe. Após permanecer por cerca de dois anos parado no terminal, se deteriorando e alvo de vândalos, a sucata foi desmontada e guardada em um galpão alugado da empresa Transnordestina Logística S.A, no Tirirical, ao custo do contribuinte.

Na Assembleia Legislativa, após ser derrotado nas urnas por Edivaldo Holanda Júnior (PDT), por diversas vezes, Neto Evangelista usou a tribuna para garantir que havia projeto técnico, previsão orçamentária para implantação e que o VLT já estava 90% pago.

“Esta obra é de fundamental importância, de relevância inquestionável para a mobilidade urbana de uma cidade de mais de um milhão de habitantes”, declarou Neto Evangelista à época.

Com o passar do tempo, aliou-se a Edivaldo e as cobranças foram deixadas de lado. Atualmente, com o PDT na vice de sua chapa, a vidraça VLT é ainda maior, mais sensível e bem mais fácil de ser atingida pelos adversários.

No Portal da Transparência da Prefeitura de São Luís, segundo constatou o ATUAL7 em consulta feita às 13h30min desta segunda-feira 5, todos os dados sobre os valores repassados para a Transnordestina Logística pela guarda dos vagões, bem como os relacionados à compra junto à empresa Bom Sinal Indústria e Comércio Ltda, foram ocultados. Também não há qualquer informação sobre a compra do VLT nem da concessão do galpão no Sacop (Sistema de Acompanhamento Eletrônico de Contratação Pública) do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão.

Com apoio de Lula, Rubens Júnior ganha força e empata tecnicamente com Duarte e Neto
Política

Apoio de partidos de adversários a Jair Bolsonaro tende a favorecer candidato do PCdoB na disputa pela prefeitura São Luís, segundo dados da Econométrica

O apoio do ex-presidente Lula (PT) ao deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) tende a provocar uma mudança no cenário da disputa pela prefeitura de São Luís. Antes da adesão expressa do petista, Rubens Júnior patinava entre os últimos colocados em todas as pesquisas de intenção de votos, quase sempre registrando a preferência de apenas 1% do eleitorado ludovicense.

Segundo levantamento do Econométrica, divulgado pela TV Guará nessa quarta-feira 30, porém, ele aparece com 6% em intenção de votos, figurando na quarta posição da pesquisa estimulada. Antes dele, aparecem os deputados estaduais Duarte Júnior (Republicanos, 10,8%) e Neto Evangelista (DEM, 10,6%). O primeiro colocado, isolado, é o deputado federal Eduardo Braide (Podemos), com 47,3%.

Pela margem de erro, de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, Rubens está tecnicamente empatado com Duarte e Neto.

Como a pesquisa foi realizada antes da campanha eleitoral ser oficialmente liberada, agora com o candidato nas ruas em busca de votos, a tendência é de escalada de Rubens Júnior. Indiretamente, ele também tem o apoio do governador Flávio Dino (PCdoB), que evita declarar o voto expresso do afilhado para não contrariar seguidores de sua gestão.

Na capital, segundo a pesquisa Econométrica, Dino tem 70,1% de aprovação, o que favorece o candidato do PCdoB à prefeitura de São Luís. Já o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) registrou 51,1% de desaprovação.

Em Brasília, enquanto o PCdoB e o PT fazem oposição a Bolsonaro, os partidos de Eduardo Braide, Neto Evangelista e Duarte Júnior são aliados e votam de acordo com as pautas do governo.

O Econométrica entrevistou 1 mil pessoas, em 44 bairros de São Luís, entre os dias 20 e 22 de setembro de 2020. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número MA-06272/2020, e tem 95% de nível de confiança.

Neto Evangelista inicia campanha descumprido medidas de prevenção à Covid-19
Política

Segundo recomendações conjuntas do Ministério Público e MP Eleitoral, candidato deve ser alvo de inquérito policial, além de ações penais e cíveis, por colocar em risco a saúde pública

Embora a pandemia não tenha terminado nem exista vacina para a Covid-19, o candidato a prefeito de São Luís pela coligação composta pelos partidos DEM / PDT / MDB / PTB / PSL, Neto Evangelista, iniciou a campanha eleitoral, oficialmente liberada desde esse domingo 27, ignorando normas sanitárias de prevenção e combate ao novo coronavírus.

Segundo fotos e vídeos divulgados nas redes sociais pelo próprio democrata e políticos aliados, ele deu o pontapé inicial com uma caminhada no bairro São Francisco. No local, distribuiu abraços e apertos de mãos, beijou crianças, descumpriu o distanciamento seguro de 1,5 metro e retirou a máscara para, aos berros, discursar.

Embora crítico das irresponsabilidades do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia por estimular aglomerações, e até tenha publicado nas redes sociais que esteve de luto pelas mortes no país provocadas pela Covid-19, o senador Weverton Rocha (PDT), padrinho da candidatura de Neto ao Palácio de La Ravardière, participou da aglomeração no São Francisco.

Desde o início da pandemia, apesar do lockdown (isolamento social mais rígido) decretado em maio pelo governador Flávio Dino (PCdoB) por determinação da Justiça, 20.794 pessoas foram diagnosticadas com Covid-19 em São Luís e 1.236 morreram em decorrência da doença.

Segundo recomendações conjuntas expedidas pelo Ministério Público e Ministério Público Eleitoral no Maranhão, candidatos da capital e demais municípios maranhenses devem se abster de realizar caminhadas, assim como comícios e confraternizações, por ocasionarem aglomeração de pessoas.

Os documentos foram assinados pelo procurador-geral de Justiça, Eduardo Nicolau, e pelo procurador-regional Eleitoral, Juraci Guimarães Júnior, na última sexta-feira 22, com o objetivo de garantir cumprimento às medidas de controle da disseminação do novo coronavírus durante o período de campanha eleitoral, conforme recomendações estabelecidas em parecer técnico da Vigilância Sanitária do Maranhão, emitido no último dia 18.

Candidatos que colocarem em risco a saúde pública, como fez Neto Evangelista, serão alvos de inquéritos policiais, ações penais e cíveis, incluindo por danos morais coletivos. A atuação e repressão ao desrespeito com a saúde da população em meio à pandemia, segundo as recomendações, devem ser feitas pelos promotores das áreas eleitoral e de saúde.

Neto confirma PDT na vice; partido está há 31 anos na Prefeitura de São Luís
Política

Domínio do PDT sobre o Palácio de La Ravardière teve início em 1989, com Jackson Lago. Pedetistas encabeçaram ou integraram todas as gestões desde então

O deputado estadual e pré-candidato do DEM a prefeito de São Luís, Neto Evangelista, confirmou o PDT como dono da vice em sua chapa. O anúncio foi feito nesta quinta-feira 10. A indicada pelo senador Weverton Rocha (MA) é a militante pedetista Luzimar Lopes Correa. “Vamos andar em cada canto dessa cidade. O melhor para essa cidade é ter alguém que sabe na pele as necessidades da comunidade” destacou ela, durante o evento.

Apontada como histórica do partido, Nêga do Coroadinho, como é conhecida Luzimar, fala com propriedade sobre a ausência do poder público em São Luís e, pela filiação partidária, pode até ser reconhecida no pleito de 2020 como legítima representante da tentativa de ininterrupção da carência de uma gestão eficiente, eficaz e efetiva na vida do ludovicense.

Levantamento do ATUAL7 em dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aponta que o PDT está há exatos 31 anos na Prefeitura de São Luís, como cabeça ou integrante, inclusive na vice, de todas as gestões no La Ravardière desde a redemocratização do Brasil.

O domínio pedetista teve início com Jackson Lago, já falecido, na gestão de 1989 a 1992, depois continuou com Conceição Andrade (1993 a 1996), Jackson Lago novamente (1997–2000; 2001-2002) e Tadeu Palácio (2002 a 2008). Essa hegemonia foi quase interrompida com a gestão do PSDB de João Castelo, de 2009 a 2012. Entretanto, o tucano, também já falecido, contou com o apoio de Jackson Lago no segundo turno das eleições daquele ano, o que garantiu ao PDT a permanência de dezenas de milhares de comissionados na administração municipal. O prefeito Edivaldo Holanda Júnior (2013–2016; 2017- 2020), embora não apoie publicamente Neto Evangelista por uma questão pessoal, atualmente é do PDT e permite o uso da estrutura da prefeitura em prol da eleição do democrata.

É o enraizamento do PDT na estrutura administrativa da prefeitura, custeada com recursos públicos, que explica o poder de fogo da militância do partido na capital, que agora deve sair oficialmente às ruas para permanecer no poder, com Neto Evangelista.

Ao contrário de todas as outras disputas, porém, o PDT estará oficialmente ladeado, pela primeira vez, do MDB de Sarney e Roseana, a quem dizia combater e, sob esse discurso, vem conseguindo incutir na cabeça e coração do eleitorado, durante as três últimas décadas, o insidioso apelido de Ilha Rebelde para São Luís. A capital merece mais quatro anos de tal rebeldia?

Se optar por coerência, Wellington deve evitar apoio a Braide, Duarte, Neto e Rubens
Política

Movimentos do deputado estadual ao longo da vida pública impedem acordo com os quatro pré-candidatos a prefeito de São Luís

Arrancado do pleito municipal de 2020, o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) fez movimentos ao longo da vida pública que o impedem, se desta vez priorizar pela coerência política, de declarar apoio a pelo menos quatro pré-candidatos a prefeito de São Luís.

Caso Wellington não repita o erro confesso de 2016, o principal rejeitado seria o deputado federal Eduardo Braide (Pode), por motivos expostos demasiadamente pelo próprio tucano nos últimos dias, inclusive na tribuna do Palácio Manuel Beckman: traição. Segundo Wellington, Braide teria se unido ao senador Roberto Rocha (MA) para tirá-lo da corrida eleitoral. Como resposta, ele tem trabalhado contra a eleição do apadrinhado pelo presidente do PSDB do Maranhão. Retroceder desse posicionamento, portanto, além de desconforme, seria suicídio político.

Apesar da promessa de quitação de dívidas financeiras atualmente com diversos credores para passar a dever apenas Josimar Maranhãozinho, qualquer cogitação de apoio ao deputado Duarte Júnior (Republicanos) também atropelaria o discurso e histórico de luta de Wellington. Por representação formulada pelo deputado do PSDB, o gabinete do ex-presidente do Procon é alvo de investigação na Polícia Federal, desde 2018. Em março, Wellington cobrou explicações de Duarte sobre documentos que apontam para possível participação de um funcionário de seu gabinete em suposta milícia virtual. Á época, Duarte Júnior deixou o plenário da Alema durante as cobranças, até hoje não esclarecidas. Eventual apoio seria um caso peculiar de Síndrome de Estocolmo. Pesa ainda as diversas suspeitas de corrupção contra Josimar, a quem Wellington teria de também passar a declarar ter “orgulho”.

Eventual priorização pela coerência também impediria Wellington do Curso de fechar com o deputado estadual Neto Evangelista. Embora pré-candidato do DEM, Neto tem como patrono o PDT e o senador Weverton Rocha, a quem, na campanha de 2016, quando terminou em terceiro lugar, Wellington combateu fervorosamente —e permaneceu enfrentando, mesmo após as eleições daquele ano. Para apoiar Neto, Wellington teria de sofrer ou fingir amnésia eleitoral, e passar a defender a continuação da gestão do PDT na capital.

Por fim, mas não menos incoerente, qualquer declaração de apoio a Rubens Júnior seria o mesmo que Wellington do Curso desmentir tudo o que declarou ao longo dos dois mandatos de deputado estadual na Assembleia Legislativa, como principal opositor e fiscalizador do governo do PCdoB e de Flávio Dino no Maranhão.

Vale lembrar que, em 2016, Wellington não agiu com coerência, segundo ele próprio tem confessado em entrevistas recentes. Embora tenha apontado o suposto envolvimento de Eduardo Braide em casos de corrupção com a chamada Máfia de Anajatuba durante o debate eleitoral, no segundo turno, o tucano fechou com o hoje alegado algoz, e passou a declarar que o suposto envolvimento e investigação contra Braide pela Polícia Federal seriam ataques do Palácio dos Leões.