Bira do Pindaré
Demora de Dino em apoiar Eliziane ao Senado aponta para plano B
Política

Parlamentar do PPS é a única postulante à vaga no grupo dinista há quase uma semana. Governador pode escolher Bira do Pindaré

A demora do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em declarador apoio a deputa Eliziane Gama (PPS) como segundo nome ao Senado Federal na chapa do Palácio dos Leões aponta para a possibilidade de um plano B do comunista para a vaga.

B mesmo, de Bira. Bira do Pindaré (PSB).

Há pouco mais de duas semanas, quando já havia o prenúncio de afastamento entre Dino e o deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido), Bira começou a surgir com força no entorno comunista como possibilidade do chefe do Executivo à Câmara Alta. O socialista, inclusive, chegou a dar entrevistas recentes à mídia local sobre o assunto, afirmando que sabe estar aberta a segunda vaga ao Senado, e que, “se fosse chamado aceitaria a missão na hora”.

No último sábado 24, Tavares confirmou o rompimento com o projeto de poder do governador. Desde então, Gama passou ser a única postulante do grupo, dos que estavam publicamente na disputa, à vaga.

Contudo, quase uma semana depois do ocorrido, mesmo com Gama sem adversários, já que o deputado Waldir Maranhão (Avante) também já não faz mais parte do projeto comunista — ele pode fechar com Eduardo Braide (PMN) —, Flávio Dino segue em silêncio desonesto sobre o assunto.

Pior ainda: tem estimulado, por meio de terceiros, o retorno de Zé Reinaldo ao grupo dinista, mesmo tendo provocado o afastamento do padrinho exatamente por também não querer apoiá-lo para o Senado.

Fora das pesquisas para o Senado, Bira já fala que tentará a Câmara em 2018
Política

Parlamentar caiu em desgraça popular após posicionamento favorável à MP de Flávio Dino que alterou o Estatuto do Magistério do Maranhão

O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) anunciou, no último sábado 8, durante plenária sobre o seu mandato, que pretende disputar uma vaga Câmara Federal em 2018. O anúncio foi feito poucas semanas após o nome do socialista não ser lembrado ao Senado em nenhum cenário das diversas pesquisas divulgadas recentemente sobre as tendências do eleitorado maranhense neste momento.

“Estamos colocando nosso nome para deputado federal. Já estamos no segundo mandato de estadual e acredito que precisamos renovar os desafios”, declarou.

Ficha limpa e parlamentar de maior confiança do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), Bira era sondando para disputar o Senado, mas caiu em desgraça popular após posicionamento favorável à Medida Provisória (MP) 230/2017, de autoria do Poder Executivo, que alterou o Estatuto do Magistério Estadual – o Estatuto do Educador – e dispôs sobre o reajuste salarial dos professores da rede estadual pública de ensino. Mesmo pressionado por bandeiras em punho e gritos de ordem “deputado traidor, vota contra professor”, Bira preferiu manter-se fiel às ordens do Palácio dos Leões e votou pela aprovação da proposta.

Na prática, o dispositivo alterou o texto do Estatuto sancionado em 2013, prevendo, para este ano, um reajuste de 8% sobre os vencimentos e a Gratificação por Atividade no Magistério (GAM) para quem ganha abaixo do piso, e somente sobre a GAM para as demais classes. Ao final da votação, ele foi alcunhado pelos docentes de “Traíra do Pindaré” e teve de se esconder no fundão no Plenário da Assembleia Legislativa.

Apesar de já haver anunciado qual cargo pretende disputar, Bira também encontra dificuldades na busca por uma legenda que lhe garanta a entrada no pleito. Pelo PSB, ele só terá espaço se o senador Roberto Rocha deixar a legenda. O parlamentar estadual já chegou a cogitar a entrada no PCdoB, porém, diante da disputa a foice e martelo entre Rubens Pereira Júnior, Márcio Jerry, Jefferson Portela e Clayton Noleto, essa possibilidade foi colocada em segundo plano.

O mais provável, até agora, é que ele se filie ao PDT.

Palácio dos Leões quer Bira na presidência da CPI da Saúde
Política

Governo pretende indicar ainda o relator da comissão. Plano é controlar o que e quem poderá ser investigado

O Palácio dos Leões deu início, na sessão dessa quinta-feira 22, ao plano de tomar de conta da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, proposta pelo deputado Wellington do Curso (PP) para investigar contratos e convênios firmados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), nos governos Jackson Lago, Roseana Sarney e Flávio Dino.

Um dia depois do líder do governo, deputado Rogério Cafeteira (PSB), revelar que a base estava liberada para assinar a instalação da CPI, o deputado Bira do Pindaré (PSB) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão para declarar que apoia a criação da comissão.

“Estou inteiramente à disposição. (...) O que nos interessa é que seja apurado, é que seja investigado, que a gente chegue aos responsáveis pelo desvio do dinheiro público e que eles sejam punidos. É isso o que nós desejamos e é por isso que eu subscrevo a CPI ”, jurou.

Para que a comissão seja instalada, é necessária a adesão de pelo menos 14 assinaturas.

Segundo fontes palacianas, com a declaração de Bira em apoio à comissão e às investigações, a estratégia é aguardar as investidas de Wellington para garantir a coleta de outras assinaturas.

Caso os demais parlamentares do Bloco Independente, do qual o progressista faz parte, tomarem uma posição uniforme pela instalação da CPI, outros deputados da base também assinarão imediatamente a proposta, antes dos poucos membros do Bloco Parlamentar de Oposição que pretendem assinar, para que a maioria do colegiado seja formada por governistas. O plano do governo é garantir tanto a Presidência quanto a Relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Neste caso, como Bira é o queridinho e de extrema confiança de Flávio Dino (PCdoB), ele foi liberado a ser o primeiro governista a apoiar a instalação da CPI para já marcar o assento da presidência da comissão. Para a Relatoria, ainda segundo fontes, é analisado a indicação do deputado Marco Aurélio (PCdoB).

Com o domínio dos dois principais assentos da comissão especial, e ainda com a maioria dos membros da CPI, o Palácio dos Leões é quem controlará o que e quem poderá ser investigado, bem como quem será eventualmente punido.

Bira do Pindaré imita Eliziane Gama e se alia a quem antes criticava
Política

Socialista abandonou críticas a Edivaldo Holanda Júnior e declarou apoio ao pedetista

O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) deu um duro golpe na população de São Luís, nesta quinta-feira 1º, e se aliou ao projeto de reeleição do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), a quem até recentemente criticava e tentava varrer da prefeitura.

A neo aliança, segundo o próprio socialista relatou no Twitter, se deu em razão do remorso que nutre pelo presidente estadual do PSB no Maranhão, senador Roberto Rocha, que decidiu caminhar com a legenda pela eleição do candidato Wellington (PP).

Este é o segundo grande episódio de incoerência política nas eleições 2016 pela prefeitura de São Luís – ambos partindo de integrantes do consórcio montado pelo Palácio dos Leões.

Antes de Bira, a candidata da coligação “São Luís de Verdade”, Eliziane Gama (PPS), já havia esquecido do histórico político e ideologia em nome do poder.

Candidata ao executivo municipal pela segunda vez, Gama tem hoje como seu padrinho político e de candidatura o ex-prefeito da capital, João Castelo (PSDB), a quem até recentemente chamava por “Caostelo”, e acusava de escamotear verbas públicas na saúde, trânsito e educação. Em busca do tempo de TV do PSDB, a popular-socialista chutou o pau da barraca e decidiu caminhar com o ex-adversário – que acabou ficando apenas nos bastidores por ordem dos marqueteiros da campanha, mesmo a contragosto de Gama.

É a velha prática da conveniência política tentando ganhar os votos da Ilha Rebelde. Vai conseguir?

PRE-MA representa contra PP, PSB, PMN e PTB por propaganda partidária irregular
Política

Prática de propaganda partidária irregular teria sido cometida por Wellington do Curso, Eduardo Braide, Bira do Pindaré e Edivaldo Júnior

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Maranhão representou contra o Partido Progressista (PP), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Partido da Mobilização Nacional (PMN) junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão por suposta prática de propaganda partidária irregular. De acordo com a ação, os partidos utilizaram o tempo destinado à propaganda partidária para promover pré-candidatos à Prefeitura de São Luís nas eleições de outubro próximo.

Segundo a PRE-MA, em junho desse ano, os deputados estaduais Wellington do Curso (PP), Eduardo Braide (PMN) e Bira do Pindaré (PSB) participaram ativamente de inserções de seus respectivos partidos em emissora de televisão local com o objetivo de atender a interesses pessoais, já que são apontados como pré-candidatos a prefeito da capital maranhense.

Ao fundamentar a representação, o procurador regional eleitoral, Thiago Ferreira de Oliveira, afirmou que os três partidos “desvirtuaram a propaganda partidária, que tem como finalidade promover as ideias e programas do partido, e não ser usada como instrumento de promoção pessoal de qualquer filiado”.

Já o PTB, no mesmo mês, teria promovido o atual prefeito da capital maranhense, Edivaldo de Holanda Júnior, filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Nas inserções do PTB, Edivaldo anunciou suas realizações no exercício do cargo. Segundo a ação do PRE-MA, o “PTB submeteu-se a ser um veículo de propaganda do PDT e da futura candidatura do Sr. Edivaldo Holanda Júnior à reeleição ao cargo de Prefeito de São Luís”, o que também é vedado por lei.

O procurador regional eleitoral argumenta que, ao permitir a promoção pessoal de pretenso candidato a cargo eletivo em programa partidário e por permitir ainda a participação de pessoa não filiada, o PTB submeteu-se à aplicação de penalidade definida em lei, que prevê o desconto de tempo de programação no semestre seguinte àquele em que é praticado o ato ilícito. A mesma pena também é pedida pela PRE-MA aos outros partidos.

A Procuradoria Regional Eleitoral no Maranhão pede da representação que o direito de transmissão do PP, PTB, PSB e PMN seja reduzido em cinco vezes o tempo das inserções irregulares no primeiro semestre de 2017, já que a pena não pode ser aplicada no segundo semestre de 2016, por ser proibida a veiculação de propaganda partidária gratuita nesse período.

Eliziane Gama e Fábio Câmara

Apesar da representação ter mostrado à sociedade que a PRE-MA está alerta contra qualquer abuso de candidatos e partidos nestas eleições, a ação foi recebida com estranheza nas redes sociais pelo fato dos pré-candidatos Eliziane Gama (PPS) e Fábio Câmara não terem sido incluídos. Isso ocorre porque, tanto Gama quanto Câmara usaram inserções partidárias para apontar problemas graves na gestão municipal e se apresentar como pré-candidatos à Prefeitura de São Luís.

Declaração de Bira do Pindaré sobre Sabatina Verde coloca Palácio dos Leões em saia justa
Política

Pré-candidato insinuou que somente quem trabalha pelo apoio dos Sarneys participou de sabatina promovida pelo PV

Foi muito mal recebida pelo Palácio dos Leões a justificava apresentada pelo deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) sobre sua ausência na Sabatina Verde. O evento suprapartidário foi realizado pelo Partido Verde na última sexta-feira 8, na sede Assembleia Legislativa, para conhecer as propostas dos pré-candidatos a prefeito de São Luís para a área de meio ambiente e sustentabilidade.

Ao comentar sobre sua ausência no evento durante debate com o deputado Adriano Sarney, Bira alegou que decidiu não participar da sabatina por não estar interessado no apoio do PV, controlado pelo deputado e por seu pai, o ministro Sarney Filho, à sua pré-candidatura.

– Não foi por falta de convite, já tinha dito antes ao deputado Adriano Sarney que não participaria porque não tenho interesse no apoio do PV, pois já sabemos quem controla o partido aqui no Maranhão, o deputado Adriano e o ministro Sarney Filho. Então, não faz sentido. Fosse em outra instância, eu debateria – declarou.

Ocorre que, além de Bira, outros dois candidatos do governador Flávio Dino e do PCdoB, a deputada federal Eliziane Gama (PPS) e o quase esquecido Eduardo Braide (PMN), também foram convidados para a sabatina e marcaram presença no evento. Como Bira insinuou que a participação na sabatina seria uma forma de buscar apoio do PV, a alegação do socialista acabou provocando nas redes sociais a dúvida de que Gama e Braide andam trabalhando nos bastidores para garantir o apoio dos Sarneys à suas pré-candidaturas na disputa.

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), candidato principal do Palácio dos Leões, também foi convidado, porém não participou da sabatina sob a alegação de não ter sido convidado para o evento, e não por querer evitar aproximação com o PV dos Sarneys.

Jerry insinua que Edivaldo, Bira, Eliziane e Braide são subservientes a Flávio Dino
Política

Para secretário, apenas o pré-candidato Wellington do Curso, embora da base, mantém postura independente ao Palácio dos Leões

O secretário estadual de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry Saraiva Barroso, insinuou por meio das redes sociais, nessa segunda-feira 11, que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), e os deputados Bira do Pindaré, Eliziane Gama (PPS) e Eduardo Braide (PMN) são subservientes ao governador Flávio Dino e ao PCdoB, partido do qual é presidente do diretório estadual.

A ação ocorreu quando Jerry afirmou que não havia incluído no consórcio do Palácio dos Leões o nome do pré-candidato a prefeito de São Luís, deputado Wellington do Curso (PP), em respeito à sua “independência política” na Assembleia Legislativa.

 Não citei o deputado Wellington em respeito à posição dele, de independência política. Apoia o governo na Alema, mas sempre frisa postura independente – explicou, confirmando o plano de Dino e do PCdoB de lançar e apoiar um pool de candidatos como estratégia de combater a possível vitória do progressistas nas urnas em outubro próximo.

A independência de Wellington, frisada pelo próprio Jerry, tem sido a principal causa de seu crescimento junto ao eleitorado de São Luís, em paralelo ao aumento de dor de cabeça do chefe do Palácio dos Leões. Embora pertencente à base, o deputado não tem silenciado diante de irregularidades encontradas no governo comunista.

Por esse motivo, Dino e o próprio Jerry sabem que, sendo eleito prefeito, Wellington é quem comandará a Prefeitura de São Luís. Contudo, conforme insinuou o próprio secretário, se o eleito for Edivaldo Júnior, Bira do Pindaré, Eliziane Gama ou ainda o deputado Eduardo Braide, o PCdoB é quem continuará a dar as cartas na Prefeitura de São Luís.

Bira também fica de fora de sabatina com empresários da construção civil
Política

Além dele, o pré-candidato Eduardo Braide não participará da rodada de conversas

O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) se irmanou ao também deputado estadual Eduardo Braide (PMN) no vexame destruidor de não ser convidado por empresários de construção civil para sabatina com os principais pré-candidatos a disputa eleitoral da capital em outubro próximo.

A rodada de conversas está sendo promovida pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) do Maranhão, a Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) do Maranhão, o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) do Maranhão, o Sindicato dos Engenheiros (Senge) do Maranhão e o Clube de Engenharia do Maranhão.

Os empresários pretendem conhecer as propostas para o setor e para a cidade como um todo, e apenas o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), Eliziane Gama (PPS), Wellington do Curso (PP), Fábio Câmara (PMDB), Rose Sales (PV) e até João Bentivi (PHS) tiveram seus nomes confirmados na sabatina.

Acordão: Eliziane silencia sobre Edivaldo e Flávio Dino se mantém neutro
Política

Bira do Pindaré também fechou o mesmo acordo em troca de ser o plano A do Palácio dos Leões para São Luís

Apesar de não ser a candidata B, C, D e nem mesmo Z do Palácio dos Leões, a deputada federal Eliziane Gama (PPS) celebrou um acordão com o governador Flávio Dino (PCdoB): manter-se em silêncio completo sobre o descaso da administração Edivaldo Holanda Júnior (PDT) em troca da neutralidade do comunista na capital.

Pelo acordo, diferente do que vem ocorrendo em outros municípios, principalmente os da Grande São Luís, Dino não declarará apoio a Edivaldo Júnior para que Eliziane não leve a tribuna da Câmara e à imprensa denúncias graves que tem contra Edivaldo em relação a dinheiro público federal enviado para obras de infraestrutura, educação e saúde.

A pré-candidata tem guardado contra Júnior, por exemplo, um vasto documento enviado há meses pelo Ministério das Cidades, de verba federal enviada para o canal que corta a famigerada ponte não concluída Pai Inácio, no Turu. A obra chegou a ser em parte construída, recentemente, pelo governo estadual, mas foi abandonada. As outras obras são, em sua maioria, de tapa buracos e recuperação de ruas e avenidas em São Luís, a exemplo da Avenida Aririzal e Rua Cel Eurípedes Bezerra.

A solicitação da documentação ao Ministério da Cidades chegou a ser divulgada pelo Atual7, ainda em setembro do ano passado. As informações contemplam ainda o dinheiro enviado para a gestão do ex-prefeito João Castelo (PSDB), hoje colega de bancada de Gama na Câmara Federal. Nitroglicerina pura.

Bira do Pindaré

Apesar de não ter documentos da verba federal destinada para São Luís e não usada por Edivaldo, o deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) também mantém o mesmo acordo com o governador.

O silêncio de Bira foi trocado com a escolha de seu nome como plano A do Palácio dos Leões, sendo Edivaldo, embora no cargo, o candidato laranja do governo.

Apesar de Flávio Dino não declarar abertamente que o parlamentar estadual é seu ungido para as eleições de outubro próximo, o Palácio dos Leões vem jogando dinheiro público fora na tentativa de alavancar o crescimento de Bira nas pesquisas.

Recentemente, o governo chegou a lançar um revista com os feitos pela Secretaria de Estado de Ciências e Tecnologia, ainda comandada por Bira mesmo fora do cargo.

Adriano enquadra Bira: “Trate agora, que está no governo, de trabalhar”
Política

Deputado do PSB também foi enquadrado pelo próprio líder do governo Flávio Dino na Assembleia, Rogério Cafeteira

Um dia depois do deputado Wellington do Curso (PP) enquadrar o deputado Edivaldo Holanda, o Holandão (PTC), foi a vez do deputado Adriano Sarney (PV) seguir na mesma linha e enquadrar o deputado Bira do Pindaré (PSB). Foram cerca de 5 minutos de massacre.

Durante um acalorado debate, Adriano pontuou que não dá mais para utilizar a todo instante a desculpa de tudo é “culpa da oligarquia de 50 anos” para justificar discursos vazios e atitudes incoerentes do governo dinista.

“O governo Flávio Dino, agora, tem que trabalhar pelo benefício do povo do Maranhão para conquistar votos, por que esse artifício de culpar a oligarquia não vai mais render votos. Ele tem que trabalhar e mostrar bons resultados”, disparou.

Em aparte, Bira do Pindaré afirmou que o deputado do PV tenta “negar a existência de uma oligarquia no estado do Maranhão” e afirma haver “alguns estudos científicos produzidos aqui mesmo no Maranhão, de cientistas renomados que já constaram cientificamente a existência dessa oligarquia”.

Ao questionar o argumento de Bira do Pindaré, Adriano Sarney citou como exemplo o ex-senador Epitácio Cafeteira, que foi governador do Maranhão de 1987 a 1990 e que, pela lógica dos governistas, ele teria sido partícipe da “oligarquia”. O questionamento provocou a participação imediata do próprio líder do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa, deputado Rogério Cafeteira (PSB), que acompanhou Adriano e também enquadrou o colega de bancada.

“O ex-governador Cafeteira foi deputado federal, prefeito de São Luís, três vezes deputado e duas vezes senador. Todos os cargos que ele ocupou foram pelo voto popular. E eu acredito que passaram bons e maus governadores. Não é uma questão pontual. Apenas um grupo é culpado por tudo que tem de ruim? Eu nunca defendi isso! Agora acho que o maior julgador é o povo do Maranhão”, disse o deputado, que é sobrinho do ex-senador.

Mais enquadramento

Para Adriano Sarney, é preciso que a base aliada dinista avance no discurso e pare de se esconder no argumento da “oligarquia”. “Vamos acabar com esse discurso eleitoral de oligarquia, porque eu sei que Vossa Excelência quer se reeleger, mas trate agora, que está no governo, de trabalhar para o povo do Maranhão, porque esse discurso de oligarquia não vai mais lhe reeleger, e nem vai mais reeleger o governador. O povo quer asfalto, abastecimento de água, saúde e educação, aspectos que não estão indo bem no governo Flávio Dino”, disparou em direção a Bira.

O parlamentar do PV ressaltou ainda que vários membros da base não-alinhada ao governo classificaram de oportunismo a postura do governador, que agora defende a presidente Dilma Rousseff (PT), mas que se elegeu no Maranhão coligado PSDB, partido que nacionalmente é opositor ao PT da presidente. Segundo Adriano Sarney, a realidade dos fatos está sendo distorcida pela “propaganda comunista”.

“A propaganda no governo Flávio Dino é competente e sabe distorcer os fatos, atacar o mensageiro em vez da mensagem, aquela coisa rasteira de querer atrapalhar o pensamento livre e a opinião pública. E uma argumentação que sempre volta a ser falada aqui é a da oligarquia que supostamente acabou com o Maranhão. Trata-se de um argumento cansativo, que já foi batido”, explicou.

Bira tem até sexta-feira para sair do PSB se quiser ser candidato
Política

Partido está fechado com a deputada federal Eliziane Gama. Janela partidária pressiona projeto pessoal do ex-secretário

Se quiser disputar a Prefeitura de São Luís em outubro próximo, o ex-secretário de Ciências e Tecnologia, Bira do Pindaré, tem 48 horas para deixar o PSB e se filiar em outro partido.

Explica-se: a janela partidária deve chegar ao fim na próxima sexta-feira 18, e os políticos que pretendem disputar as eleições de 2016 devem realizar até esta data a filiação a um novo partido sem que sofra nenhuma penalidade por infidelidade partidária. Como o PSB já está fechado com a deputada federal Eliziane Gama, e esta tem até o dia 2 de abril para sair da Rede e se filiar ao partido da pomba, resta a Bira parar de espernear e procurar outro partido para seguir no seu projeto pessoal.

É que Gama foi eleita para a Câmara Federal pelo PPS e não pela Rede, e por isso tem duas semanas a mais que Bira do Pindaré para trocar de legenda, isto é, tem até o prazo final para mudança de filiação partidária.

Pelas articulações de bastidores, o caminho natural do ex-secretário seria o PCdoB, partido do padrinho de sua pré-candidatura avestruz, o governador Flávio Dino. Contudo, como os comunistas vêm afirmando que manterão o apoio ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), sobraria apenas a vaga de vice. Por outro lado, se aceitar o convite do PT, pode encabeçar a majoritária, porém herdará toda a carga de rejeição ao petismo, pelo envolvimento do partido nos esquemas de corrupção desarticulados pela Polícia Federal na Lava Jato.

Em tempo: o termo “avestruz” diz respeito a pré-candidatos que passam três anos calados em relação aos problemas da cidade e, em ano eleitoral, resolvem tirar a cabeça do buraco.

“Prefiro que a polícia se encarregue disso”, diz Bira do Pindaré sobre Ribamar Alves
Política

Pré-candidato a prefeito de São Luís, secretário disse que não conhece elementos que comprovem a acusação de estupro contra o prefeito de Santa Inês

O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Bira do Pindaré, comentou nesta terça-feira 16, pela primeira vez, o fato de o seu partido, o PSB, ainda não haver se manifestado sobre a acusação de estupro que pesa contra o prefeito de Santa Inês e também socialista, Ribamar Alves.

Alves está preso desde o final do mês de janeiro passado no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, mas ainda comanda o município por meio de uma manobra de aliados na Câmara de Vereadores da cidade.

Mais cedo, o Atual7 já havia alertado que o secretário, que é pré-candidato a prefeito de São Luís como plano B do Palácio dos Leões, poderia ter complicações na disputa devido ao silêncio sepulcral mantido até então.

Questionado por um grupo de jornalistas durante a solenidade de posse de secretários, ocorrida mais cedo no Palácio Henrique de La Roque, porém, Bira do Pindaré se viu obrigado a manifestar-se e declarou que o partido e ele próprio só terão alguma posição firme sobre o caso se o prefeito de Santa Inês for condenado pela Justiça. Enquanto isso, para ele, somente a política pode se manifestar sobre a acusação.

“Eu não tenho elementos para dizer ser se há perseguição, ou, enfim, qual a veracidade dos fatos. Eu prefiro que a polícia se encarregue disso. Mas, se confirmar [o estupro], óbvio que é caso de expulsão do partido”, declarou.

Bira do Pindaré acrescentou, contudo, que a sua posição não pode ser entendida como final do PSB, e que o presidente estadual da legenda, o prefeito Luciano Leitoa, de Timon, ainda deve se manifestar sobre a acusação de estupro contra Ribamar Alves, mas também somente após o desfecho final do caso.

“O partido vai falar, com certeza vai falar. O que eu vejo no Luciano [Leitoa] é apenas a cautela, de não se precipitar, de não ter uma posição açodada. Mas certamente o partido vai se posicionar. Está esperando o desfecho dessa investigação policial. Obviamente que não há qualquer conivência do partido em relação a prática dessa natureza”, finalizou.

Luciano Leitoa e Bira do Pindaré mantêm silêncio sobre acusação contra Ribamar Alves
Política

Falta de posicionamento sobre o caso pode pesar contra candidatura dos socialistas. Prefeito de Santa Inês é acusado de ter estuprado uma jovem de 18 anos

Quase 20 dias após a prisão preventiva do prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves, do PSB, sob a acusação de ter estuprado uma jovem adventista de 18 anos no município, nenhum dos dois principais candidatos do partido no Maranhão para as eleições deste ano se posicionou em relação ao caso.

Autointitulados de defensores da boa moral e dos bons costumes, o prefeito de Timon, Luciano Leitoa, que concorre à reeleição; e o secretário de Ciências e Tecnologia Bira do Pindaré, pré-candidato a prefeito de São Luís como plano B do Palácio dos Leões, vêm mantendo silêncio sepulcral sobre a acusação que pesa contra o correlegionário, aguardando convenientemente o desenrolar das investigações – ou até mesmo a saída de Pedrinhas e o retorno de Ribamar Alves ao comando do município.

Como lideranças do partido, Leitoa e Pindaré, claro, não têm a obrigação de condenar o prefeito de Santa Inês precipitadamente, mesmo havendo provas contra ele, porém o prefeito de Timon e o secretário de Ciências e Tecnologia têm o dever moral de exigir rigorosa apuração dos fatos para dar satisfação à sociedade sobre o que pensam sobre o assunto, demonstrando que nem eles e nem a legenda a qual estão afiliados compactua com o crime imputados a Ribamar Alves, também considerado, politicamente, a uma das suas lideranças mais relevantes.

O governador Flávio Dino e o amigo e aliado Ribamar Alves, separados por ora enquanto o último está na cadeia sob acusação de estupro
Divulgação/PCdoB Nenhum tweet O governador Flávio Dino e o amigo e aliado Ribamar Alves, separados por ora enquanto o último está na cadeia sob acusação de estupro

O senador Roberto Rocha, o deputado federal José Reinaldo Tavares e o secretário Chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, todos lideranças do PSB no Maranhão, também tem se esquivado de emitir opinião sobre o assunto.

Embora não filiado ao PSB, mas ao PCdoB, o governador Flávio Dino, um dos principais aliados de Ribamar Alves e eleito com os votos do município sob auxilio deste, também tem silenciado sobre a acusação de estupro contra o amigo.

Famem

Sobre o pretexto de que tem o dever institucional de defender apenas os municípios e não os prefeitos, quem também tem se esquivado de emitir qualquer manifestação sobre o assunto é a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem).

Em outro caso recente, porém, a mesma Famem, na pessoa de seu presidente, o prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim (PMDB), não se omitiu a sair em defesa de seus associados, e comprou briga com o Ministério Público do Maranhão, acusando o órgão de perseguir os prefeitos do interior do estado.

“Prefeito não é bandido, não é ladrão, até porque nas prefeituras não tem o que roubar”, defendeu Cutrim em meio a aplausos de prefeitos e secretários municipais – a maioria respondendo sobre desvio de dinheiro público –, que lotaram o auditório principal do Rio Poty Hotel, na Ponta D’areia, São Luís, durante a 1ª Marcha Municipalista do Maranhão.

E agora? O silêncio da Famem e de Gil Cutrim significa que Ribamar Alves, neste caso específico da acusação de estupro, seja bandido?

Exata: População de São Luís rejeita candidatura de Bira do Pindaré
Política

Secretário de Ciências e Tecnologia amarga a quinta colocação na preferência do eleitorado, atrás até de João Castelo e Roseana Sarney

A pesquisa do Instituto Exata, divulgada parcialmente nessa terça-feira 22, e que causou estranheza pelo fato de ter apontado empate técnico entre Eliziane Gama (Rede) e Edivaldo Holanda Júnior (PDT), trouxe outro fator interessante para a discussão eleitoral: a população de São Luís rejeita sumariamente a candidatura do deputado estadual licenciado e secretário de Ciências e Tecnologia, Bira do Pindaré (PSB).

Apesar do esforço dinossáurico do Palácio dos Leões em elevar o nome de Bira ao pleito por meio de um gordo orçamento e de uma briga desnecessária - senão ensaiada - com o senador Roberto Rocha (PSB), a pesquisa Exata apontou que o socialista pontuou apenas 8% da preferência do eleitorado ludovicense, ficando atrás de Gama (26%) e Edivaldo (25%), e até do ex-prefeito João Castelo (14%) e da ex-governadora Roseana Sarney (9%).

Seja por completo desconhecimento de quem é Bira do Pindaré no jogo do bicho ou por não ter segurança administrativa no secretário de Ciências e Tecnologia, a colocação pífia do Plano B do governador Flávio Dino (PCdoB) mostra que Bira é carta fora do baralho, e explica o porquê de sua volta para a Assembleia Legislativa no próximo ano, já que sua passagem de 12 meses pela pasta, com base nos 8% que pontuou na Exata, não fez qualquer diferença para a população.

Candidatura laranja de Bira do Pindaré mostra falta de confiança em Edivaldo Júnior
Política

Raposa velha, governador do Maranhão tenta forçar um segundo turno em São Luís. Próximo laranja será o tucano Neto Evangelista

O governador Flávio Dino (PCdoB) deu mostras no último sábado 29 de que, diante da péssima administração e do alto índice de rejeição de seu afilhado na capital, não confia do projeto de reeleição do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

Usando da mesma tática empregada por raposas velhas, Dino confirmou o lançamento da pré-candidatura de seu secretário de Ciências e Tecnologia, Bira do Pindaré, pelo PSB. A ideia é, com a candidatura laranja de Bira, pelo menos, se evitaria a vergonhosa derrota de Edivaldo Júnior logo no primeiro turno para a deputada federal Eliziane Gama (PPS-MA), líder absoluta em todas as pesquisas de intenção de votos.

Governador tenta ameaçar aliança entre senador e deputada federal com a candidatura laranja de um subserviente ao Palácio dos Leões
Divulgação É desespero! Governador tenta ameaçar aliança entre senador e deputada federal com a candidatura laranja de um subserviente ao Palácio dos Leões

Com dois anos e oito meses completos à frente da Prefeitura de São Luís, Edivaldo ainda não conseguiu cumprir sequer uma promessa de campanha (GPS nos ônibus, viaduto da Forquilha/Cohab, ciclovias, ponte sobre o Rio Gangan, Central de Engenharia de Tráfego, Bilhete Único, BRTs, Subprefeituras, Maternidade Itaqui Bacanga, Hospital Dr. Jackson Lago, três novas UPAs e a construção e entrega de 20 novas creches em tempo integral), sendo a maioria com recursos já enviados pelo governo federal, e que sumiram dos cofres do Palácio de La Ravardière, motivo de terror para o patrono de sua candidatura e reeleição.

Outro motivo que também levou o governador do Maranhão a passar por cima de suas próprias declarações, de que não permitiria que seu secretariado saísse candidato nas eleições de 2016, está na sabotagem - ou pode-se dizer mesmo golpe, nas palavras do próprio Flávio Dino - contra a iminente aliança no PSB com Gama.

Desde a movimentação do senador Roberto Rocha (PSB-MA) em prol da candidatura da líder nas pesquisas que a legenda se transformou em palco de batalha. Para isso, até mesmo ataques sistemáticos à Rocha passaram a ser liberados na mídia anilhada do Palácio dos Leões, apesar do senador ter sido eleito justamente em companhia de Flávio Dino como candidato das Oposições ao clã Sarney, atualmente dono das outras duas vagas do Maranhão no Senado Federal.

Além do secretário de Ciências e Tecnologia, Dino deve lançar ainda outro laranja na disputa, já que o nome de Bira do Pindaré, sozinho, não tem sequer a força e nem voto de um Marco Silva da vida para forçar um segundo turno. O outro laranja será o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Neto Evangelista (PSDB), também em estratégia de isolar a Eliziane Gama, evitando que o tucano Pinto Itamaraty leve o partido a uma coligação com a parlamentar.

Inagro: José Ataíde repete alegação de Fernando Fialho sobre povoado fantasma
Política

Sabatinado na AL, ex-titular da Sedes alegou que houve erro material na assinatura e publicação dos convênios para obras em inexistente povoado de Trechos

Em nota distribuída a satélites do governo Flávio Dino, o chefão do Instituto de Agronegócios do Maranhão (Inagro), José de Jesus Reis Ataíde, repetiu a mesma alegação dada aos então deputados de Oposição, no dia 1º de julho de 2013, pelo ex-secretário de Estado do Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (Sedes), Fernando Fialho, durante sabatina na Assembleia Legislativa do Maranhão.

Extrato de Convênio assinado pelo próprio José Ataíde para execução de serviços de infraestrutura em um povoado fantasma de São Luís - e Tuntum
Diário Oficial MA Escreveu não leu... Extrato de Convênio assinado pelo próprio José Ataíde para execução de serviços de infraestrutura em um povoado fantasma de São Luís - e Tuntum

Segundo José Ataíde, o Inagro não tem participação no esquema milionário de desvio de recursos públicos por meio de convênios fraudulentos para obras no povoado fantasma de Trechos, registrado em extratos de convênios publicados no Diário Oficial do Maranhão como localizado em São Luís/Tuntum, no convênio n.º 078-cv/2012, de pouco mais de 408 mil reais, celebrado entre a Sedes e o Inagro; e Raposa, no convênio n.º 082-cv/2012, celebrado entre a Sedes e o Instituto Vera Macieira.

Ataíde alegou ainda que a publicação do extrato de convênio no dia 18 de outubro de 2012, na página 15 do caderno Terceiros do D.O., para a execução de projeto de recuperação de estrada vicinal no povoado de Trechos', não teria passado de uma "falha". Ainda em sua defesa e da entidade a qual controla, o presidente do Inagro diz ainda que a falha "fora devidamente retificada através da errata publicada no diário oficial de 11 de junho de 2013, publicação de terceiros, página 21", neste caso, para outro povoado de Tuntum - este, sim, confirmado pelo Atual7 como existente -, o de Aldeias.

Pois bem.

As alegações utilizadas por José Ataíde, que garfou recentemente contrato de 15.5 milhões de reais do governo Flávio Dino, são as mesmas utilizadas por Fernando Fialho no Legislativo maranhense, e, salienta-se, não aceitas pelos então oposicionistas Rubens Pereira Júnior, Othelino Neto, Bira do Pindaré e Marcelo Tavares.

Convocado para depor sobre os convênios suspeitos celebrados pela Sedes, e sobre a inexistência do povoado Trechos em um dos municípios registrados no Diário Oficial do Estado, Fialho alegou que houve um "um erro material", oriundo "de um lapso nos procedimentos internos da Secretaria", e que já havia determinado a correção do objeto dos convênios "mediante o ofício nº 396/2013 GAB/SEDES, de 06 de junho de 2013", ou seja, somente após as denúncias e quase um ano após os convênios já terem sido celebrados com o Inagro e o Instituto Vera Macieira - que ganhou toda a repercussão na mídia, com exceção de um blog atualmente governista, por a maracutaia ser maior: 4.9 milhões de reais.

Caça fantasmas não aceitou

Fernando Fialho, durante alegação de erro nos extratos dos convênios para obras no povoado inexistente de Trechos
JR Lisboa/Agência Assembleia Recordar é viver Fernando Fialho, durante alegação de erro nos extratos dos convênios para obras no povoado inexistente de Trechos

Na época da sabatina, manifestando-se sobre as correções no D.O. - alegação utilizada por Fernando Fialho e José Ataíde para convencerem de que não houve subtração de dinheiro público - o hoje chefe da Casa Civil foi um dos primeiros a afirmar que não se sentiu convencido com as explicações, e a afirmar que as obras em Trechos não foram feitas no município apontado no extrato original do convênio.

Então líder da Oposição estadual, o hoje deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) lembrou que a denúncia de que o povoado Trechos - apontado como existente ora em São Luís, ora em Raposa - não existe estava correta, e que o alterar o objeto do convênio somente após a descoberta da fraude não resolveria o problema.

Da mesma opinião também compartilharam os hoje vice-presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto, e o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, Bira do Pindaré, sendo Othelino o mais duro do quarteto, apelidado na época de 'Caça fantasmas'. "Então o Diário Oficial está mentindo? Não é a oposição que manda a resenha dos contratos, dos convênios para o Diário Oficial. É o governo. Alguém está mentindo", disparou.

Flávio Dino planta candidatos laranjas para inviabilizar Eliziane Gama em São Luís
Política

Depois de Bira do Pindaré, próximo secretário do governo comunista a assumir o papel execrável será o tucano Neto Evangelista

De fato o governador Flávio Dino, do PCdoB, não pretende aceitar que a líder absoluta em todas as pesquisas de intenção de votos, deputada federal Eliziane Gama, do PPS - a quem cinicamente chama de aliada -, viabilize sua candidatura para a Prefeitura de São Luís nas eleições do ano que vem. Para minar Gama, o comunista deve executar tudo o que puder, licita e ilicitamente.

E o primeiro passo, tirar o arco de partidos que a parlamentar possa se aliar, já começou a ser executado. Para isso, Dino tem contado com uma série de asseclas infiltrados em algumas legendas que, no intuito de meter a mão no pote por meio de alguma boquinha no governo, farão de tudo para agradar o chefe-governador.

Na noite deste domingo (19), por exemplo, em reunião clandestina, sem a sociedade ou alguns membros do próprio partido tomarem conhecimento, o PSB se reuniu e deliberou que o atual secretário de Ciência e Tecnologia, Bira do Pindaré, será o primeiro a "laranjar".

Sem densidade eleitoral alguma e de perfil conhecido como extremamente desagregador, Bira sabe que seu papel é apenas tirar o PSB da possibilidade de aliança com Eliziane Gama e, caso emplaque o plano, se portar como laranja durante a eleição, sem se importar com o papel execrável no jogo político.

Plantada a laranjeira no PSB, o governador comunista deve abrir as patas dos Leões agora para o PSDB, onde tentará isolar mais ainda o ex-prefeito João Castelo e plantar outro secretário de seu governo como candidato laranja, o tucano Neto Evangelista.

E é assim que Flávio Dino, embora tenha se apresentado como representante do fim das velhas práticas gatunas e eleitoreiras, vai cultivando o infindável maquiavelismo na política maranhense, além do coronelismo extremo, onde os golpes não se restringem apenas em ações contra os adversários, mas, principalmente, contra os aliados, tudo em nome da manutenção do poder. Coisa que o comunista aprendeu desde criança quando ouvia no Palácio dos Leões as conversas entre seu pai e o ex-senador José Sarney.