Edilázio Júnior
Deputados insinuam uso da máquina por secretários, mas evitam expor nomes
Política

Parlamentares aproveitaram reclamação de Raimundo Cutrim para centrar críticas ao governador Flávio Dino

Pelo menos seis deputados estaduais agiram em desserviço com a função de fiscalizador da coisa pública, nesta quarta-feira 7, na Assembleia Legislativa do Maranhão, ao insinuar o uso eleitoreiro da máquina pública por secretários do governo Flávio Dino, do PCdoB, mas sem revelar ou cobrar pela revelação dos nomes de nenhum deles.

Numa especie de denúncia sem apontamento do autor do suposto crime, que mais pareceu reclamação de quem não está sendo prestigiado como acha que deveria estar, o deputado Raimundo Cutrim (PCdoB) encabeçou o movimento. Segundo ele, prefeitos que estão indo ao Palácio dos Leões em busca de recursos e obras para os municípios estão ouvindo que as ações bancadas pelo erário serão liberadas, mas desde que em troca de votos. “Aqui tem um secretário de Estado que foi a alguns prefeitos, e disse: ‘Olha, eu vou dar isto aqui para ti para você votar em mim. Se não for, eu não dou’”, reclamou o parlamentar.

Embora de oposição, o que os obrigaria — ou, pelo menos, deveria obrigá-los — a cobrar o nome do titular da pasta que estaria agindo em abuso de poder político, e assim buscar o reparo cível e criminal aos cofres públicos contra o suposto marginal, os deputados Eduardo Braide (PMN), Sousa Neto (PROS), Edilázio Júnior (PV) e até Wellington do Curso (PP) entraram no tema, mas para permanecer no mesmo lenga-lenga de Cutrim.

Até pior.

Durante os apartes e uso da tribuna, todos os oposicionistas aproveitaram a oportunidade mais para criticar Flávio Dino, classificando-o como mentiroso, perseguidor, retaliador e infiel, do que para dedicar a devida atenção a grave revelação feita pelo parlamentar governista.

O deputado Vinícius Louro (PR), outro da base leonina, também chegou a insinuar rebeldia ao Palácio, durante aparte ao discurso de Raimundo Cutrim, porém não passou do campo das lamúrias, por ser considerado por Dino e seu entorno como baixo-clero, razão de estar tendo suas bases invadidas e tomadas por secretários-candidatos.

Governistas negam pedido de informação sobre licitação da Praça da Lagoa
Política

Requerimento já havia sido negado pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Palácio dos Leões teme que Clayton Noleto passe por nova saia justa

O Palácio dos Leões garantiu e comemorou, nessa quarta-feira 8, mais uma vitória que, na prática, aponta para a falta de transparência do governo Flávio Dino. Durante sessão na Assembleia Legislativa do Maranhão, o Plenário da Casa, em sua maioria esmagadora de governistas, indeferiu pedido de informações ao secretário de Estado de Infraestrutura, Clayton Noleto, a respeito da licitação da Praça da Lagoa, em São Luís.

O pedido é de autoria do deputado Edilázio Júnior (PV), e já havia sido negado pela Mesa Diretora da Assembleia, na sessão dessa terça-feira 7. Na votação no Plenário, além do próprio Edilázio, apenas os deputados Wellington do Curso (PP), Eduardo Braide (PMN), Sousa Neto (PROS), Andrea Murad (PMDB) e Nina Melo (PMDB) votaram a favor do Requerimento.

Segundo o líder do governo comunista, deputado Rogério Cafeteira (PSB), a orientação pela negativa ao pedido se deu em razão da oposição ter feito palanque durante a sabatina de Noleto na AL-MA, há cerca de um mês. Na ocasião, o titular da Sinfra foi pego de calças curtas por Edilázio, que denunciou que o então chefe da Assessoria Jurídica da pasta, Eloy Weslem dos Santos Ribeiro, estaria com o registro da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) cancelado e teria praticado suposta falsidade ideologia, no estado do Tocantins. Ele já foi afastado de suas funções e uma sindicância foi aberta para averiguar a denúncia.

“Tive toda a boa vontade de trazer o secretário Clayton Noleto a esta Casa para prestar todos os esclarecimentos. Só que transformaram este momento em um palanque. Então, em respeito à Mesa que ontem negou o pedido, encaminho o voto contra. Acho que o deputado tem todo o caminho para receber essas informações”, assinalou Cafeteira.

Edilázio Júnior rebateu e argumentou que, quando da presença de Noleto na Assembleia, ficou acertado pelo próprio secretário que, no que ele não soube responder, seriam encaminhados posteriormente todas as informações para Casa. “Já está fazendo quase 30 dias e nunca encaminhou. Hoje, estou fazendo um simples pedido. Caso não seja aprovado meu requerimento, eu vou apresentar em mãos lá na secretaria, protocolar e esperar a resposta do secretário”, salientou.

O deputado do PV lamentou a postura do governador do Maranhão, e cobrou seriedade do comunista no trato da coisa pública.

“O governador Flávio Dino, quando veio ler sua mensagem aqui nesta Casa, colocou os secretários à disposição, e é nosso dever fiscalizar. Mas além de fiscalizar, estou apenas fazendo um pedido de informação a respeito de uma licitação que o secretário se propôs a ser solícito a esta Casa e de me encaminhar, só que nunca encaminhou. Já está fazendo quase 30 dias e nunca encaminhou a licitação da Praça da Lagoa”, alertou.

Marcelo Tavares tenta barrar abertura de procedimento contra Clayton Noleto
Política

Secretário teria deixado de prestar informações sobre o “Mais Asfalto”. Chefe da Casa Civil oferece R$ 500 mil em emendas, ainda este ano, para quem barrar pedido

O secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, se encontra na sede da Assembleia Legislativa do Maranhão desde o início da sessão desta terça-feira 6. A missão: barrar no Plenário da Casa a abertura de um procedimento de crime de responsabilidade supostamente praticado pelo secretário de Estado de Infraestrutura, Clayton Noleto. Sentando de cadeira em cadeira ao lado de cada deputado da base, Tavares fala em mais 500 mil reais em emendas, ainda este ano, para quem barrar o pedido.

De autoria do deputado Edilázio Júnior (PV), o requerimento foi aprovado pela Mesa Diretora nessa segunda-feira 5, com base no artigo 33, § 2° da Constituição do Estado. Votaram a favor do processo o próprio Edilázio e o deputado César Pires (PEN), contra o voto apenas do deputado Othelino Neto (PCdoB), que exerce a presidência da Assembleia.

Segundo o parlamentar do PV, em outubro, ele teria solicitado a Noleto a relação completa dos municípios beneficiados pelo “Mais Asfalto”, bem como o cronograma físico/financeiro das obras do programa. O prazo para a prestação dos esclarecimentos era de 30 dias, mas as informações teriam sido fornecidas somente 57 dias depois do pedido, após Edilázio anunciar que entraria com o pedido de crime de responsabilidade contra o secretário – e, ainda assim, de forma incompleta.

Caso o plenário derrube a decisão da Mesa, Edilázio Júnior deve protocolar a denúncia no Ministério Público, sugerindo a propositura de uma ação civil pública. Se o deferimento for mantido, a Procuradoria da Assembleia reunirá a documentação com a denúncia de deputado e formalizará um processo na Justiça estadual, a quem caberá julgar se Clayton Noleto cometeu crime, ou não.

Edilázio cobra informações de supostas 100 obras entregues por Flávio Dino
Política

Comunista anunciou ter entregue 100 obras em todo o estado no mês de agosto, mas não seu detalhes a respeito dos supostos empreendimentos

O deputado estadual Edilázio Júnior (PV), apresentou requerimento junto à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa para pedir informações sobre as obras anunciadas pelo governador Flávio Dino (PCdoB).

O parlamentar enfatizou que Dino anunciou ter entregue 100 obras em todo o estado no mês de agosto, mas sem dar qualquer detalhe a respeito dos supostos empreendimentos. Foi o que motivou o pedido de informações, endereçado ao secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB).

"Foi só o Jornal Nacional mostrar as obras paralisadas dos Centros de Hemodiálise para que o governador utilizasse as redes sociais para dizer que inaugurou 100 obras no mês de agosto. Nada mais justo então que ele forneça as informações das obras, apresentando o cronograma de execução e todos os detalhes", disse.

Edilázio classificou a afirmação de Dino como uma afronta à população do estado e ironizou a suposta maratona de obras entregues por Dino.

"Acredito que as 100 obras anunciadas por ele se escrevem com a letra s e não com a letra c. Cem obras só se for do programa "Mais Assalto", com registros de quase 100 assaltos no ano, já que a média é de 3 a 4 por dia. Se ele tivesse falado no "Mais Assalto", aí nós poderíamos dar crédito", ironizou.

Edilázio pediu seriedade e transparência ao governador. "O governador Flávio Dino tem que parar com esse tipo de postura. Dizer que inaugurou 100 obras em um mês é querer brincar com a população. Espero que ele nos forneça as informações solicitadas", finalizou.

Edilázio não segue PV e declara apoio a Wellington do Curso
Política

Partido Verde havia fechado com o progressista, mas acabou sendo levado por Sarney Filho a apoiar Eliziane Gama

O deputado estadual Edilázio Júnior decidiu não caminhar em São Luís junto com o seu partido, o PV, e declarou apoio ao candidato a prefeito da capital e colega de parlamento Wellington do Curso, do PP. A declaração foi feita durante pronunciamento na sessão legislativa desta terça-feira 16.

“O deputado Wellington do Curso, que é candidato a prefeito de São Luís, tem agora mais um soldado. Vamos caminhar juntos por toda essa capital, para que no dia 2 de outubro tenhamos êxito. Tenho certeza que o Wellington, pelo grande desempenho, sendo o grande destaque dessa legislatura, talvez o mais presente e o mais trabalhador, vai continuar a trabalhar da mesma forma na prefeitura”, disse.

Segundo Edilázio, um dos fatos que pesou para o apoio foi o da independência de Wellington em relação ao governo Flávio Dino. Ele lembrou que recentemente o comunista chegou a declarar que possui dois candidatos em São Luís ao pleito municipal de outubro próximo, nos caso os principais adversários de Wellington.

“O governador Flávio Dino, como sempre em cima do muro, assim como fez nas eleições presidenciais, afirmou que apoiará a reeleição do prefeito Edivaldo Júnior e também apoiará Eliziane Gama. Sendo assim, como sou oposição ao governo Flávio Dino, estarei apoiando e trabalhando pela candidatura do Wellington do Curso, futuro prefeito de São Luís”, afirmou.

Durante a declaração de apoio, o parlamentar lembrou ainda que o progressista está no partido de um grande amigo seu, o deputado federal licenciado André Fufuca, o que também favoreceu na tomada da decisão.

“O que mais me anima ainda é que o Wellington está no partido de um amigo que eu tenho, que é o deputado federal André Fufuca, que foi meu colega de parlamento”, lembrou.

O partido de Edilázio, que chegou a fechar nos bastidores com a candidatura de Wellington, acabou sendo levado pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, para o colo da candidata e deputada federal Eliziane Gama.

“O que mudou?”, questiona Adriano sobre governo Flávio Dino
Política

Outro membro do PV, o deputado Edilázio Júnior também elevou o tom em análise dos primeiros 15 meses da gestão comunista

O deputado Adriano Sarney (PV) bateu forte no governo Flávio Dino em inserção de TV gravada para ir ao ar neste fim de semana em rede estadual de rádio e televisão, mas vazado em grupos de WhastApp do início da tarde dessa quinta-feira 14.

Em tom duro, Adriano faz lembrança ao discurso de mudança pregado por Dino durante a campanha eleitoral de 2014 e questiona: "O que mudou?". Em outro trecho, ele sugere ao governador que dê menos desculpas para os problemas enfrentados pela população durante sua gestão e que apresente mais trabalho.

“Há mais de um ano o discurso de mudança chegou ao Governo do Maranhão. O que mudou? De lá para cá, piorou a saúde, a economia e aumentou o desemprego. Em vez de dar desculpas, é necessário buscar soluções”, vaticina.

E o próprio parlamentar aponta os caminhos:

“O governo tem que mostrar trabalho, cortar impostos, gerar emprego”, diz ele, citando portos, rodovias e ferrovias do Maranhão, capazes de atrair investimentos e fazer o estado voltar a crescer.

Inoperante e perseguidor

Outro membro do Partido Verde, o deputado Edilázio Júnior também seguiu na mesma linha de análise dos primeiros 15 meses do governo Flávio Dino.

Em tom ainda mais duro, Edilázio classifica o governo comunista de “inoperante”, e lembra que setores como saúde, segurança pública e infraestrutura pioraram. Ele ainda profetiza sobre a iminente derrocada comunista no Maranhão ao fazer referência a perseguição que Dino vem promovendo contra os servidores públicos desde que assumiu o comando do Palácio dos Leões.

“Um governo que persegue quem mais faz pelos maranhenses: os funcionários públicos. Os policiais, os servidores da Justiça, os professores, os procuradores. Um governo que prefere ser temido a ser amado é um governo de vida curta”, alertou.

Márcio Jerry e Edilázio Júnior se unem para tomar São Bento
Política

Secretário de Flávio Dino e parlamentar de oposição deixaram diferenças de lado em troca do apoderamento dos cofres do município

O secretário de Comunicação e Articulação Política Márcio Jerry Barroso (PCdoB) e o deputado estadual Edilázio Júnior (PV) mantêm uma postura diferente da conhecida nas redes sociais e tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão quando o assunto é a tentativa de apoderamento dos cofres de um município.

Relatório da CGU contra Luizinho Barros colocou ex-prefeito de São Bento como 2° colocado no ranking da corrupção no país
Youtube Vice-campeão Relatório da CGU contra Luizinho Barros colocou ex-prefeito de São Bento como 2° colocado no ranking da corrupção no país

É o que ocorre, por exemplo, em São Bento, localizado a 300 quilômetros de São Luís, onde o secretário de Flávio Dino e o parlamentar de oposição se uniram em torno do nome do famigerado Luiz Gonzaga Barros, o Luizinho, empregado pelo Palácio dos Leões como superintendente de Articulação Regional de Viana, apesar de acusado pela CGU (Controladoria Geral da União) de desvios de mais de R$ 26 milhões de verba federal destinada à educação, saúde, turismo, infraestrutura e até do dinheiro enviado para o desenvolvimento social e combate a fome, uma das principais bandeiras do governo comunista, por meio do “Mais IDH”.

A aliança foi confirmada pelo próprio Luizinho, há cerca de uma semana, durante reunião com populares no município, onde afirmou que já está trabalhando para se livrar dos problemas enfrentados na Justiça. Segundo ele, uma “grande reunião” está sendo arquitetada por Jerry e Edilázio em São Bento para este mês de abril.

“Não é uma reunião de mil, dois mil, de cinco mil, mas uma reunião de seis, sete, 10 mil pra lá. (...) E quem vai confirmar minha candidatura nesse dia não sou eu, mas são eles, que vão confirmar a minha candidatura”, garantiu.

Além do comunista e do deputado verde, Luizinho afirmou que também conta com o apoio do deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB), também com presença confirmada na “grande reunião”.

“A única BR que Flávio Dino conhece é a BR Construções”, diz Edilázio
Política

Parlamentar lembrou que governador se posicionou contrário à emenda da bancada federal para a continuidade da obra de duplicação da rodovia

O deputado estadual Edilázio Júnior (PV) usou de analogia pontual, nessa terça-feira 29, para apontar a incoerência e completo descaso do governador governador Flávio Dino (PCdoB) a respeito da situação em que se encontra a BR-135, única porta de entrada e de saída, por terra, da capital do Maranhão.

Durante o seu pronunciamento, o parlamentar chamou atenção para o fato de que o comunista, no ano passado, se posicionou contrário à emenda da bancada federal para a continuidade da obra de duplicação da rodovia, e aproveitou para lembrar o caso que envolveu o governador com outra BR, a empresa recém-criada BR Construções e Comércio Ltda, suspeita de participação em um esquema fraudulento de licitação com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) no Maranhão.

“A Emenda de bancada federal para a duplicação da BR-135, o governador Flávio Dino foi contrário. Depois da morte da bailarina Ana Duarte ficou provado que ele é inoperante, não tem prestígio com o governo federal, uma vez que tem de entrar na Justiça contra o DNIT, para que o órgão execute pelo menos um tapa-buraco. Mas sabe por quê? Porque a única BR que o governador Flávio Dino gosta é a BR Construções, essa eu sei que ele gosta, é a que trabalha no Detran, que nunca soube o que é licitação e que foi criada só para trabalhar no Detran”, lembrou.

Ainda apontando a incoerência do chefe do Palácio dos Leões em relação à rodovia, Edilázio Júnior lembrou que, durante a campanha eleitoral de 2014, o governador prometeu utilizar voos comerciais para se deslocar de São Luís, e não jatinhos e helicópteros pagos por dinheiro público. “Ele agora é governador e não sabe mais o que é andar de carro pelas rodovias estaduais e federais no Maranhão. Diferentemente do que pregou na campanha e logo após ter sido eleito, quando posou para um selfie dentro de um voo comercial, ele agora gasta milhões com jatos e helicópteros. É um falastrão”, disse.

Edilázio também relacionou às críticas de Dino àqueles que se colocam favoráveis ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

“Nós não podemos ser extremistas. Flávio Dino se porta como muçulmano do Estado Islâmico, como um talibã, um extremista. Quem não é a favor da presidente Dilma não presta, é golpista, é fascista. E isso ele fala dos próprios aliados. Quando ele fala que todo mundo é golpista, ele está falando do seu vice-governador e de vários secretários de estados, de vários deputados federais que o ajudaram”, enfatizou.

Em outro exemplo de incoerência do governador do Maranhão, o parlamentar lembrou do posicionamento confuso de Dino, em relação ao juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato.

“Há dois anos, quando Alberto Youssef foi preso num hotel aqui na capital, o governador Flávio Dino, à época ainda na Embratur, falou muito bem do doutor Sergio Moro, ele enalteceu o trabalho do juiz. Agora já mudou totalmente o discurso, ele afirma que o juiz age politicamente. Por isso que o atual presidente da Ajufe deu uma regulada no governador. Flávio Dino é hoje uma grande decepção para os juízes federais que o tinham como colega”, finalizou.

“A taca vai comer para cima do futi”, diz Edilázio sobre fiasco em evento de Dutra
Política

Apenas pessoas levadas em ônibus participaram de ato político do pré-candidato do PCdoB em Paço do Lumiar

O primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, deputado estadual Edilázio Júnior (PV), apontou fracasso da agenda política do governador Flávio Dino (PCdoB) e aliados no município de Paço do Lumiar, no último fim de semana.

O parlamentar especificou dois principais eventos, onde houve a tentativa, por parte do grupo de Dino, de avançar politicamente no município.

No primeiro caso ele lembrou de evento organizado pela cúpula estadual do PDT. O parlamentar afirmou ter recebido com estranheza a informação de que o prefeito de Paço do Lumiar, Josemar Sobreiro e o seu vice, Marconi, terem recebido o ex-ministro do Trabalho e presidente nacional do partido, Carlos Lupi, em São José de Ribamar, e não no município o qual administram.

“Para todos que foram e que leram, os jornais citavam que o Lupi ia em caravana junto do deputado Weverton Rocha para o município de Paço do Lumiar, mas não foi. O que chama atenção é de que Sobreiro, antes de ser prefeito, realizava as suas reuniões políticas em sua escola na Avenida 7, no Maiobão. Mas, ele preferiu um local fechado em São José de Ribamar porque não está preparado para ter a sua popularidade testada em Paço, tamanho é o descaso que hoje os luminenses atravessam”, disse.

Edilázio Júnior também criticou o evento político do PCdoB, que contou com a presença do governador Flávio Dino, no município, e que serviu para lançar a pré-candidatura do ex-deputado federal Domingos Dutra.

“O evento foi um verdadeiro fiasco. Todos falaram que foi um fiasco. Se a popularidade do governador for do jeito que ele está, e ele for pedir voto Maranhão afora e for recebido com o ‘carinho’ que ele foi recebido em Paço do Lumiar, eu acho melhor ficar no Palácio descansando, do que ir rodar o estado”, ironizou.

Ele desqualificou a pré-candidatura de Domingos Dutra, chamado por ele de “futi”, termo que era utilizado pelo próprio comunista para referir-se a seus adversários.

“Dutra não tem projeto algum de governo, não tem o que falar. Ele mora, como diz, há 30 anos no Maiobão. Imagina, há 30 anos. Ele foi tantas vezes deputado estadual, deputado federal e vice-prefeito da capital, sempre influente, mas não tem uma obra sequer em Paço do Lumiar. [...] A taca vai comer para cima do futi”, finalizou.

Aedes aegypti: Edilázio sugere a Dino que isente de ICMS repelentes e inseticidas
Política

Proposta do parlamentar leva em consideração o fato de ser elevado no Maranhão o número de registros de dengue, zika vírus e febre chikungunya

O primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Edilázio Júnior (PV), protocolou, junto à Mesa Diretora da Casa, indicação ao governador Flávio Dino (PCdoB) solicitando ao comunista que isente de ICMS (Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação), produtos como repelentes e inseticidas, sobretudo no período de duração de epidemias da dengue, zika vírus e febre chikungunya, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

A proposta do parlamentar leva em consideração o fato de ser elevado no Maranhão o número de registros das doenças, que podem levar o indivíduo à morte. A indicação foi publicada no Diário Oficial dessa segunda-feira 22 do Legislativo.

Edilázio lembrou que o Ministério da Saúde já relacionou casos de microcefalia ao zika, o que torna ainda mais necessário, como medida de prevenção, o uso de repelentes e inseticidas. Em alguns estados, por exemplo, estes tipos de produtos estão sendo entregues sem custoso à população.

“A minha indicação pede que o governador Flávio Dino tenha sensibilidade e isente repelentes e inseticidas de ICMS nesse período em que o nosso país vem tendo esse surto do zika vírus e que vem trazendo esse desastre tão grande que é a microcefalia”, disse.

Edilázio Júnior lembrou que Flávio Dino aumentou no ano passado o ICMS para os repelentes e inseticidas, ao sancionar a lei estadual n.º 10.329, o que vai de encontro à recente medida adotada pelo Governo Federal, de distribuir repelentes sem qualquer custo ao cidadão.

“Porque faço isso? O governador Flávio Dino vem se destacando, inclusive em nível nacional, por defender impostos. Foi assim com a CPMF e foi assim no nosso estado, no ano passado quando ele aumentou o imposto do ICMS com o seu programa ‘Mais Imposto’. Ele aumentou o imposto dos repelentes no nosso estado”, finalizou.

Flávio Dino é derrotado por Edilázio Júnior na Justiça e é obrigado a pagar emendas
Política

Parlamentar oposicionista levantou o argumento do princípio da isonomia e da impessoalidade. Decisão é em carater liminar

O governador Flávio Dino (PCdoB) foi derrotado pelo deputado estadual oposicionista Edilázio Júnior (PV) na Justiça, nessa quarta-feira 16, ao ser obrigado, em decisão inédita contra o Executivo Estadual, a pagar as emendas do parlamentar. A decisão, deferira em caráter liminar, foi proferida pelo juiz Clésio Cunha, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís.

Edilázio recorreu à Justiça após ter constatado tratar-se do único deputado reeleito no legislativo estadual, a não ter as suas emendas pagas pelo governo.

O parlamentar levantou o argumento do princípio da isonomia e da impessoalidade, enfatizou que as emendas haviam sido aprovadas no ano passado pela Assembleia Legislativa, para a execução no atual exercício financeiro, e provou que o pagamento – na sua integralidade -, está previsto na Constituição Federal, independentemente da posição política exercida pelo parlamentar em relação ao Executivo.

“Foi justamente pela retaliação e perseguição que venho sofrendo pelo governador Flávio Dino que fui buscar os meus direitos. Sou o único deputado reeleito desta Casa que não estou recebendo as minhas emendas. Pergunto para qualquer membro da base do governo que possa justificar o pagamento de emenda para A, e não para o deputado Edilázio Júnior”, disse.

Edilázio repudiou a postura do governador, que no dia da posse prometeu dar tratamento igualitário e democrático a deputados e prefeitos de situação ou de oposição no governo, comemorou a decisão judicial e assegurou que cobrará o cumprimento da sentença.

“Quando o governador Flávio Dino persegue o deputado Edilázio, com o não pagamento de suas emendas, ele tem de observar que eu estou legitimado por mais de 56 mil maranhenses que outorgaram o meu mandato. E quando ele me persegue, ele também persegue o povo. Ele não permite, por exemplo, que uma ambulância seja enviada ao município de São Vicente Férrer. Ele não deixa que uma ambulância chegue ao município de Arame, ele não permite que outra ambulância chegue a Milagres do Maranhão. Ele não deixa o calçamento chegar a Santo Amaro do Maranhão. Essa perseguição, esse governo comunista e que tanto gritou tratar-se de uma república, atinge o povo. O interesse maior, com as emendas, é de que o povo seja atendido. Mas o governador, que em menos de um ano já decepcionou os seus eleitores, não consegue entender isso”, finalizou.

De apenas quatro deputados, oposição deixa governo em situação desconfortável na AL
Política

Com mais de 35 parlamentares, à cada sessão, bancada do governo Dino tem sido surrada por Andrea Murad, Sousa Neto, Adriano Sarney e Edilázio Júnior

A taca tem sido grande. Desde o início da atual legislatura, a bancada de oposição na Assembleia Legislativa do Maranhão, composta por apenas quatro deputados, e sendo três de primeiro mandato, tem deixado a bancada do governo Flávio Dino, que oficialmente ultrapassa de 35 parlamentares - a maioria experiente -, em situação completamente desconfortável.

De passado nebuloso e sobrenome carregado, líder do governo tem mal conseguido defender as próprias ações
JR Lisboa/Agência AL Fraco De passado nebuloso e sobrenome carregado, líder do governo tem mal conseguido defender as próprias ações

Liderados pelo neo-ex-sarneyzista Rogério Cafeteira (PSC), deputados do governo têm sido surrados à cada sessão legislativa por uma chuva de pronunciamentos acirrados e fiscalização severa, além de cobranças e denúncias feitas pelos deputados Andrea Murad (PMDB), Sousa Neto (PTN), Adriano Sarney (PV) e o único veterano o grupo, Edilázio Júnior (PV). Todos têm se mostrado preparados para o embate e exímios fiscalizadores da lei e dos atos governamentais.

Na metade de março, por exemplo, diante das tentativas frustradas de sua base em justificar o uso irregular de um membro da Comissão Permanente de Licitação do Estado, o governador Flávio Dino se viu obrigado a recuar em transparência e, de manobra sorrateira, chegou a usar o também neo-ex-sarneyzista Alexandre Almeida (PTN) para forçar a saída de Adriano Sarney da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa, mas ainda assim acabou derrotado.

Afora outras vergonhas durante esse meio tempo, o despreparo dos governistas veio a tona novamente nessa segunda-feira (13), aumentando ainda mais o mal estar entre o governo e seus deputados.

Apesar de contar com apenas três integrantes na sessão, a bancada oposicionista voltou a desestruturar Dino e sua bancada com a denuncia de um suposto favorecimento na contratação de empresa BR Construções e Comércio pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Maranhão, ao peso de R$ 4,8 milhões e por meio de dispensa de licitação, mesmo após a Comissão Central de Licitação (CCL) ter opinado pela não celebração do contrato.

Cumprindo sua função e abandonado pelos seus pares, Rogério Cafeteira até tentou mostrar serviço, mas acabou revelando total desconhecimento sobre a chamada a Lei 8.666/93, a chamada Lei das Licitações, em especial o seu artigo 30.

- Sobre alguns pontos que foram questionados, sobre atestado de capacitação técnica para contratação emergencial, não é item obrigatório - assegurou.

O comentário do líder do governo sequer mereceu aparte.

Acovardou-se

Embora faça parte e formalmente lidere a bancada de oposição ao governo Flavio Dino na Assembleia, o deputado Roberto Costa (PMDB) já não é mais o mesmo parlamentar e outrora.

Nestes pouco mais de dois meses de trabalho, o peemedebista tem se ausentado da trincheira e atuado numa espécie de limbo, votando normalmente a favor do governo sem estar diretamente ligado a ele, mas nunca atrelando-se ao quarteto oposicionista.