Josimar Maranhãozinho
No jogo de traições da Famem, apenas prefeitos de Josimar mantêm fidelidade
Política

Apenas gestores municipais do PL, Patriotas e Avante seguem integralmente o projeto de seu líder político

Dos 217 prefeitos aptos a votar na eleição da Famem, fato inédito na história da entidade municipalista, apenas os de municípios comandados pelo PL, Patriotas e Avante, todos sob liderança e poder de Josimar Maranhãozinho, não são considerados entre possíveis traidores no pleito.

Marcada para esta quinta-feira 14, a eleição terá como vitoriosa a chapa que conseguir evitar o maior número de defecção.

Na última semana, três prefeitos do Republicanos mudaram de lado, e quatro do PDT pularam de barco. Gestores municipais de outros partidos, no bastidor, têm feito jogo duplo, levados principalmente pela falta de orientação de seus respectivos presidentes, à exemplo de Márcio Jerry, do PCdoB, e André Fufuca, do PP.

Nenhum outro líder partidário tem liderança e poder consolidados como possui Maranhãozinho, com 45 prefeitos integralmente adeptos de seu projeto político.

Essa influência –somada ao peso de acordos fechados pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), sob autorização do governador Flávio Dino (PCdoB)–, tem sido o fator principal para adesão e voto de outros prefeitos, e pode garantir a vitória da chapa Zé Gentil - Municipalismo para Todos, representada pelo prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos).

Aliados dizem que Erlânio já teria 150 votos na disputa pela Famem
Política

Adversário é o prefeito de Caxias, Fábio Gentil. Imposição de Josimar Maranhãozinho por Tesouraria para a irmã, Josinha Cunha, tem aumentado favoritismo do pedetista

Prefeitos aliados de Erlânio Xavier (PDT) garantem, nos bastidores, que o prefeito de Igarapé Grande já teria 150 votos na disputa pela Famem. O Maranhão tem 217 municípios.

O adversário do pedetista é o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos).

Favorito por concorrer à reeleição, Erlânio Xavier passou a conquistar a garantia de votação esmagadora após o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), alvo recente da Polícia Federal, impor e conseguir emplacar a irmã e prefeita de Zé Doca, Josinha Cunha (PL), como tesoureira na chapa de Fábio Gentil.

Segundo prefeitos ouvidos reservadamente pelo ATUAL7, os gestores temem que a ligação de Maranhãozinho e família com os cofres da Famem possa levar a PF a mirar a entidade municipalista, que ganhou maior atenção e respeito durante a gestão de Erlânio.

Por mês, a Famem arrecada cerca de meio milhão de reais.

A eleição da Famem é uma prévia da disputa de 2022, quando estará em jogo a sucessão de Flávio Dino (PCdoB) no comando do Palácio dos Leões. A corrida antecipada tem como postulantes o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) e o senador Weverton Rocha (PDT), que apadrinham a candidatura de seus respectivos correligionários.

O pleito ocorre nesta quinta-feira 14.

Operação da PF contra Josimar fez buscas em Centro do Guilherme, Maranhãozinho e Zé Doca
Política

Polícia Federal apreendeu R$ 3,9 milhões em endereços alvos da Operação Descalabro

Deflagrada em dezembro do ano passado, a operação da Polícia Federal que apura suposto desvio de emendas parlamentares pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), além da residência e do escritório do parlamentar em São Luís, mirou também endereços em Centro do Guilherme, Maranhãozinho e Zé Doca, seus principais redutos eleitorais no interior do estado. Ao todo, foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão.

Os três municípios são comandados por aliados de Josimar, que nega ter afanado recursos públicos, sendo Zé Doca por sua irmã, Josinha Cunha (PL), que ele tenta fazer tesoureira e encarregada de direcionar os quase R$ 500 mil que a Famem arrecada por mês.

Segundo as investigações, após destinar o montante de R$ 15 milhões em emendas à saúde no Maranhão, Josimar teria desviado os recursos públicos por meio de contratos fictícios com empresas de fachada que seriam operadas por ele, mas no papel administradas por laranjas.

O dinheiro teria sido desviado, ainda de acordo com a PF, por meio de saques em espécie, e entregues ao próprio Josimar Maranhãozinho, em São Luís.

Segundo fontes do ATUAL7 com acesso aos autos da Operação Descalabro, há uma gravação do próprio Josimar Maranhãozinho entregando dinheiro a um lobista, já alvo de outras investigações da Polícia Federal.

Nos endereços onde foram cumpridos os mandados de busca e apreensão, somando o encontrado na capital e no interior do estado, os agentes federais apreenderam R$ 3,9 milhões.

Josinha Cunha, irmã de Josimar Maranhãozinho, é tesoureira na chapa de Fábio Gentil à Famem
Política

Unção para o posto foi uma exigência do irmão. No cargo, ela quem direcionaria as finanças da entidade, algo em torno de R$ 500 mil por mês

A prefeita de Zé Doca, Josinha Cunha (PL), ocupará o cargo de tesoureira, o segundo mais cobiçado na direção da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), caso o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), se consagre vitorioso na disputa pela presidência da entidade contra o prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT).

A unção dela para o posto, na chapa Zé Gentil - Municipalização para Todos, foi uma exigência do irmão, o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), após não conseguir negociar com o outro lado.

Tesoureira, Josinha é quem tomaria de conta e direcionaria as finanças da entidade, que por mês arrecada algo em torno de R$ 500 mil.

A eleição da Famem está marcada para o próximo dia 14. Atualmente, 212 dos 217 prefeitos de municípios do Maranhão estão aptos a votar, mas há previsão de que, até lá, os demais se filiem na entidade e também votem.

Vitória na disputa pela Famem será de quem evitar traições do voto secreto
Política

Prévia de 2022, controle da entidade pelos próximos dois anos colocou em choque público Carlos Brandão e Josimar Maranhãozinho contra Weverton Rocha e Othelino Neto

Nos corretores do Palácio dos Leões e da Assembleia Legislativa do Maranhão, espécies de comitês de campanha montados, respectivamente, por padrinhos dos prefeitos Fábio Gentil (Caxias, Republicanos) e Erlânio Xavier (Igarapé Grande, PDT) na disputa pela presidência da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), circula a máxima entre os prefeitos que já visitaram as sedes dos poderes: vence a eleição para o comando da entidade municipalista quem conseguir evitar o maior número de traições do voto secreto.

As primeiras movimentações, públicas, mostram que tal conceito nunca fez tanto sentido.

Menos de 24 horas após o registro das chapas, do lado de Erlânio, que concorre à reeleição, houve a baixa do prefeito de Luís Domingues, Gilberto Braga (PSDB), que anunciou desistência e pediu a retirada de seu nome da chapa 1, denominada Sálvio Dino - Municipalismo na Prática.

Contudo, em rápido contra-ataque, a vaga foi ocupada pelo prefeito de Palmeirândia, Edilson da Alvorada, que é filiado ao Republicanos, partido de Gentil e do vice-governador Carlos Brandão, principal padrinho da chapa 2, denominada Zé Gentil - Municipalização para Todos.

Por ser uma prévia da corrida eleitoral de 2022, a disputa colocou em choque público, de um lado, o chefe interino do Palácio dos Leões, Carlos Brandão, e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), e do outro o senador Weverton Rocha (PDT) e o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB). Neste sentido, o grande desafio dos postulantes e seus respectivos padrinhos é assegurar que os apoiadores das chapas, a começar pelos integrantes, de fato cumprirão o acordo prometido dentro das cabines de votação.

A eleição pelo controle da Famem, pelo biênio 2021-2022, está marcada para acontecer no próximo dia 14, em votação secreta, um dia antes do retorno do governador Flávio Dino (PCdoB) ao comando do Governo do Maranhão. Por medo eventual de derrota, o comunista repensou a ofensiva que havia ameaçado após ser vencido nas eleições municipais de 2020 em São Luís, e preferiu viajar de férias e não se envolver diretamente na dissidência de seu clã.

Com apoio de Dino, Brandão e Maranhãozinho, Gentil confirma candidatura à Famem
Política

Eleição pela presidência da entidade municipalista será uma prévia da disputa pelo Palácio dos Leões em 2022

O prefeito reeleito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), confirmou que é candidato à presidência da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão), em entrevista ao programa Ponto Final, da Mirante AM, na manhã desta segunda-feira 4. O anúncio havia sido antecipado pelo ATUAL7, na quinta-feira 31.

Gentil conta com o apoio do governador Flávio Dino (PCdoB), do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) e do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL). Apenas o apoio dos dois últimos é aberto.

Embora atuando ainda apenas no bastidor, Dino não pretende repetir o erro do último pleito municipal, em que foi derrotado em São Luís por ter ficado neutro na disputa porque envolvia dinistas.

Somados com outros aliados, eles já teriam 115 prefeitos. O Maranhão possui 217 municípios.

O adversário de Fábio Gentil é o atual presidente da Famem, Erlânio Xavier (PDT), prefeito reeleito de Igarapé Grande e sombra do senador Weverton Rocha (PDT).

A eleição pela presidência da Famem será a mais tensa prévia da disputa pelo comando do Palácio dos Leões nas eleições de 2022. Atualmente, pelo dinismo, postulam a vaga Brandão, Weverton e Maranhãozinho. Por xeque-mate, o vice-governador pode já estar ungido, antecipadamente, já que Flávio Dino depende dele para eventual campanha vitoriosa ao Senado.

Dino diz que vai buscar pacto de união entre Brandão, Weverton e Maranhãozinho
Política

Governador do Maranhão voltou a reafirmar que pretende deixar o Palácio dos Leões em abril de 2022

Com três dos quatros principais postulantes ao Palácio dos Leões em 2022 pertencentes ao seu clã político, o governador Flávio Dino (PCdoB) afirmou, nesta quarta-feira 23, que vai buscar um pacto de união entre os aliados. O objetivo é evitar desgaste e eventual derrota nas urnas como ocorreu no pleito deste ano, na disputa pela prefeitura de São Luís.

“Se houver um pacto de união, e todos cumprirem, eu não vejo problema termos várias pré-candidaturas, porque significa dinamismo, significa força do nosso grupo. Agora, é preciso que haja essa pactuação, em que todos e todas coloquem suas pré-candidaturas, mas mais adiante tenham maturidade para ceder”, declarou o comunista, em entrevista ao jornalista Clóvis Cabalau, no quadro Bastidores, do Bom Dia Mirante.

Pelo dinismo, até o momento, pretendem concorrer à cadeira de governador o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL). Apenas o senador Roberto Rocha (PSDB) faz oposição ao comunista.

Ainda sobre a sucessão, Flávio Dino voltou a reafirmar que pode não ficar até o final do segundo mandato à frente do Governo do Maranhão, pois pretende entrar na disputa nas próximas eleições. Ele não informou, contudo, a qual cargo pretende concorrer.

“Este é o caminho. Eu tenho atuado nesta perspectiva, e acho que em 2021 eu vou conseguir pactuar tudo isso. O ano é 21, porque, provavelmente, em 2022 em devo concorrer às eleições e, por imperativos legais, devo deixar o governo no mês de abril de 22”, declarou.

Conheça os prós e contras dos principais postulantes à sucessão de Flávio Dino
Política

Individualmente, todos têm vantagens para o embate pelo Palácio dos Leões em 2022, mas também barreiras que podem dificultar a caminhada

Ainda nem houve a diplomação dos eleitos nestas eleições municipais de 2020, mas o que se enxerga no horizonte e sob uma cortina de fumaça bem fraca é o tabuleiro político que deve marcar a sucessão do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Assim como aconteceu em São Luís, a maioria dos postulantes até aqui faz parte da base de apoio político do comunista. O vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) são importantes aliados do Palácio dos Leões. Dos quatros principais, somente o senador Roberto Rocha (PSDB) não configura como aliado dos Leões. É o único opositor até o momento.

Todos têm boas armas para oferecer na disputa eleitoral, mas há obstáculos que podem dificultar a articulação política e respingar ainda no resultado das urnas. A seguir, em ordem alfabética, o ATUAL7 separou pontos positivos e negativos de cada um deles.

Carlos Brandão

Vantagens

Politicamente, Carlos Brandão é o que está mais próximo da cadeira ocupada por Flávio Dino, por ser o primeiro da linha sucessória. O principal ponto a favor de Brandão é que ele pode sentar na cadeira e assumir a caneta de mandatário do Maranhão em 2022, ou mesmo já no próximo ano. Tudo depende dos planos e dos passos que Dino pretende enveredar depois que deixar o atual cargo.

Outro ponto a favor da virtual pré-candidatura de Carlos Brandão é que ele conseguiu reunir um grupo de 25 prefeitos eleitos pelo Republicanos, partido do qual é vice-presidente nacional. Se somar com os prefeitos eleitos pelo PCdoB, Brandão passa a contar com 47 prefeitos com ligação partidária. Com essa combinação matemática fica à frente de Weverton e Maranhãozinho.

O terceiro ponto positivo de Carlos Brandão é que ele consegue a simpatia de cores ideológicas que, hoje, não tem aproximação com o governador Flávio Dino. Ele consegue um franco diálogo com a classe política.

Desvantagens

É importante ressaltar, porém, que o que levanta a bola do vice-governador é o que pode fazer ele ficar fraco na corrida eleitoral. O primeiro ponto contrário à pré-candidatura de Brandão em 2022 é justamente não ter a base aliada do governador Flávio Dino em torno do seu projeto eleitoral. Em São Luís, houve uma rusga entre Brandão e Weverton que respingou no presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), e sobrou para o ainda prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

O segundo ponto negativo é Carlos Brandão ter perdido a eleição em São Luís. Apesar da votação expressiva do seu candidato, Duarte Júnior (Republicanos), que alcançou 216.655 votos no segundo turno, a ausência da máquina administrativa da capital maranhense vai fazer falta na hora que a campanha começar.

Outro fator negativo que pode impactar na formação de grupo e de novas alianças no Maranhão é que Carlos Brandão ainda é vice-governador e não tem o peso da tinta da caneta do Palácio dos Leões. Enquanto seus concorrentes contam com as emendas milionárias, Brandão ainda não tem o poder decisório para atrair amigos e aliados. Sem citar que em 2022 não se sabe como Flávio Dino vai entregar a saúde financeira do Estado, com ou sem possibilidade de investimentos a curto prazo.

Josimar Maranhãozinho

Vantagens

O deputado federal Josimar Maranhãozinho é conhecido por ser campeão de votos. Foi assim quando sagrou-se o deputado estadual mais votado do Maranhão, em 2014, com 99.252 votos. Quatro anos depois, Josimar repetiu o título de mais votado, desta vez para deputado federal com quase 100 mil votos a mais. Maranhãozinho contabilizou 195.768 votos. Com a fama de bom de voto e com o lema de não repetir mandato, Josimar Maranhãozinho planeja o maior voo de sua carreira política: ser governador do Maranhão.

O primeiro ponto positivo é a força que o partido de Josimar conquistou. O Partido Liberal, do qual Josimar comanda a mão de ferro, foi a segunda sigla que mais fez prefeitos nesta eleição. O PL saiu de 7 prefeitos eleitos em 2016 para 40 prefeitos em 2020. Maranhãozinho ficou a frente do PCdoB, de Flávio Dino, e do Republicanos, de Carlos Brandão. Perdeu somente para o PDT do senador Weverton Rocha.

Na Ilha de São Luís, Josimar adotou a estratégia de cercar os municípios com candidaturas do PL. Raposa, São José de Ribamar e Paço do Lumiar. Das três cidades, só não logrou êxito em Paço do Lumiar, com a derrota do advogado Fred Campos (PL). Na Raposa, fez Eudes Barros (PL), enquanto que, em São José de Ribamar, trouxe de volta o ex-prefeito Dr. Julinho (PL) para a vida política da cidade balneária.

Outro ponto a favor de Josimar é a estrutura partidária e financeira que rodeia o virtual pré-candidato. O diretório nacional do partido recebeu mais de R$ 117 milhões de fundo eleitoral. Só para a campanha de Duarte Júnior, para prefeitura de São Luís, o PL destinou R$ 2,2 milhões. A força partidária conta ainda com partidos “satélites”, como o Avante e Patriota, que são dirigidos indiretamente pelo deputado federal. Chama atenção também a capacidade do parlamentar de angariar recursos federais, por meio de emendas parlamentares, para os municípios maranhenses. Só durante a pandemia, Josimar conseguiu a liberação de R$ 15 milhões de emendas para a saúde.

Desvantagens

Uma forte desvantagem que pesa contra a pré-candidatura de Josimar é justamente a consequência de sua força política e sua fama de ser campeão de emendas. No último dia 9 de dezembro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Descalabro para apurar suposto esquema criminoso que seria comandado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho, voltado ao desvio de recursos públicos da área de saúde, por meio de direcionamento de licitações. É inegável que a operação da PF respingou nas pretensões políticas de Josimar.

A Operação Descalabro e o seu desenrolar podem prejudicar o dono do PL no Maranhão de conseguir formar um grupo em que ele seja indicado para ser o candidato ao governo.

Por fim, o fato de Josimar Maranhãozinho ter entrado no consórcio malsucedido para eleger Duarte Júnior pode levá-lo a fazer parte de outro projeto: de Carlos Brandão, ou mesmo, do governador Flávio Dino. Neste caso, a hipótese de aparecer na chapa majoritária (com exceção da vaga de governador) não fica descartada.

Roberto Rocha

Vantagens

O senador Roberto Rocha, dos quatros postulantes colocados até aqui, é o único que não faz parte do governo Flávio Dino. Enquanto os outros três dão sustentação ao comunista, Roberto pode ter um discurso de oposição —como já faz— e atrair votos dos descontentes. Há outro ponto incomum com os demais. Roberto Rocha é o único que já teve a experiência de ser candidato ao governo do Estado. Ele alcançou 2,05% dos votos válidos e ficou na quarta colocação.

Pela proximidade e por lado político, Roberto Rocha pode ter apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), desde que saia do PSDB, caso o partido lance João Dória (PSDB-SP) para concorrer ao Planalto em 2022.

Outro ponto positivo foi a participação de Roberto Rocha na candidatura de Eduardo Braide (Podemos). Ficou a cargo dele garantir a presença do PSDB na chapa com o Podemos, ao mesmo passo que deixou de fora da disputa um forte concorrente ao prefeito eleito, o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB), que teve garantia de sua pré-candidatura e não foi convertida na homologação para a disputa.

Desvantagens

Mas Roberto Rocha também tem de se preocupar com seus próprios passos se quiser chegar a candidato em 2022. Primeiro, o grupo político do senador é tímido. Ao encolher o PSDB em menos de quatro anos, ao reassumir a presidência do partido no Maranhão, o partido presidido por ele conseguiu eleger somente quatro prefeitos, bem aquém do esperado de um senador da República com laços políticos com o presidente da República. Cada pleito é “uma nova” eleição, entretanto o recall negativo das últimas eleições pode ser um empecilho para a formação de um grupo em torno da candidatura de Roberto Rocha.

Weverton Rocha

Vantagens

O senador Weverton Rocha vem pavimentando sua candidatura ao Palácio dos Leões ainda quando era deputado federal e cavava a sua candidatura ao Senado. Weverton foi o primeiro candidato ao Senado confirmado pelo governador Flávio Dino, no ano anterior às eleições de 2018. Muito pelo fato de ter conseguido formar um grupo consolidado em torno do seu nome. Ali já se sabia onde Weverton queria chegar.

O PDT, partido presidido por Weverton no estado, foi o que fez mais prefeituras no Maranhão. Ao todo, foram 42 prefeitos eleitos. Essa relação de Weverton com os prefeitos reflete em seu mandato no Senado Federal, com atuação municipalista e com diálogo aberto com prefeitos dos mais variados partidos.

Em suas movimentações, Weverton tem aglutinado forças. Se aproximou de forças políticas que antes eram inimigas. No primeiro turno em São Luís esteve no mesmo palanque que a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), apoiando o seu candidato à prefeitura, o deputado estadual Neto Evangelista (DEM). No segundo turno foi a vez da aproximação com Eduardo Braide, que há quatro anos estava na mira do senador. Recentemente, ele apareceu em Imperatriz com Assis Ramos (DEM), antigo adversário.

Pelo menos dois partidos já fazem parte do projeto de Weverton para governador. O PDT e o Democratas. O DEM elegeu 11 prefeitos, dentre eles, o prefeito reeleito Assis Ramos. Também podem caminhar com Weverton o MDB e PTB.

Desvantagens

Pesa contra a candidatura de Weverton o fracasso do PDT na eleição de São Luís. A aposta do partido, Neto Evangelista, alcançou o amargo terceiro lugar. Apesar do grupo ter sido decisivo na vitória de Eduardo Braide, Weverton Rocha deve perder o controle total da prefeitura de São Luís. A incerteza do apoio de Flávio Dino, ou mesmo, sua posição nas eleições de 2022 pode ser um empecilho para os planos do senador. Flávio Dino pode apoiar Weverton? Flávio Dino vai manter a mesma posição de 2020? Flávio Dino vai ter mais de um candidato? Essas incertezas devem ser levadas em contas nos cálculos de Weverton Rocha, o PDT e o grupo do senador.

A minirreforma administrativa ameaçada por Flávio Dino (PCdoB), no Twitter, pode atingir o grupo do senador Weverton Rocha. Entre as principais pastas estão a Sedes (Secretaria de Desenvolvimento Social) e o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) do Maranhão. São órgãos importantes que estão sob indicação do PDT. Sem espaço no governo, o terreno do caminho para o Palácio dos Leões pode ficar mais pesado.

‘Grande dia para o Maranhão’, diz Aluísio Mendes sobre operação da PF contra Josimar Maranhãozinho
Política

Presidente do PL é suspeito de ter desviado R$ 15 milhões de suas emendas parlamentares à área da saúde, de abril a dezembro de 2020

O deputado federal Aluísio Mendes (PSC) comemorou, nas redes sociais, a deflagração da Operação Descalabro pela Polícia Federal, nesta quarta-feira 9, tendo como alvo principal o também deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL).

“Grande dia para o Maranhão! Parabéns a Polícia Federal pela operação realizada hoje no estado. Uma instituição integra a qual tenho o prazer de fazer parte há quase 30 anos”, publicou.

Agente federal licenciado da PF, Aluísio Mendes tem atuado, como parlamentar, para desmantelar o controle de Josimar Maranhãozinho em municípios do interior do estado. Na campanha de 2018, durante visita ao município de Zé Doca, ele chamou o presidente do PL de bandido.

“Eu sei o que é bandido, quando bati o olho no seu Josimar Maranhãozinho reconheci ele como um dos maiores bandidos dessa região. Nós não podemos deixar que alguém como esse canalha, esse bandido continue fazendo aqui o que tem feito. Por onde ele passa deixa destruição, rouba a merenda, rouba da saúde, rouba da educação, rouba o sonho da população”, disparou.

Segundo a PF, Maranhãozinho seria o cabeça de suposto esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos, da área da saúde, por meio do direcionamento de licitações. A Polícia Federal diz que ele teria desviado dinheiro de suas emendas parlamentares à área da saúde, de abril a dezembro de 2020. Estima-se que a fraude pode ter gerado prejuízo de R$ 15 milhões aos cofres públicos.

A investigação corre em sigilo perante o STF (Supremo Tribunal Federal), sob relatoria de Ricardo Lewandowski. Além do cumprimento de 27 de mandados de busca e apreensão, em São Luís e no interior do estado, e o ministro também autorizou o bloqueio de mais de R$ 6 milhões em patrimônio do parlamentar, entre outras medidas diversas de prisão.

Apenas na casa de Josimar Maranhãozinho, agentes da PF encontraram cerca de R$ 2 milhões, em espécie. No Twitter, ele afirmou que está colaborando com as investigações.

PF encontra cerca de R$ 2 milhões na casa de Josimar Maranhãozinho
Política

Parlamentar é o principal alvo da Operação Descalabro, deflagrada hoje, contra suposto esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos, da área da saúde

Agentes da Polícia Federal encontraram cerca de R$ 2 milhões, em espécie, na residência do deputado federal Josimar Maranhãozinho, presidente do PL no Maranhão, segundo fontes do ATUAL7. Também foi encontrado dinheiro no escritório do parlamentar, valor ainda não integralmente contabilizado pela PF.

Josimar Maranhãozinho é o principal alvo da Operação Descalabro, deflagrada nesta quarta-feira 9, contra suposto esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos, da área da saúde, por meio do direcionamento de licitações.

A investigação corre em sigilo perante o STF (Supremo Tribunal Federal). Relator, o ministro Ricardo Lewandowski autorizou o cumprimento de 27 de mandados de busca e apreensão, em São Luís e no interior do estado. Também foi determinado o bloqueio de mais de R$ 6 milhões em patrimônio do parlamentar, entre outras medidas diversas de prisão.

O trabalho conta com a participação de 98 policiais federais.

Segundo a PF, Maranhãozinho teria desviado dinheiro de suas emendas parlamentares à área da saúde, de abril a dezembro de 2020. Estima-se que a fraude pode ter gerado prejuízo de R$ 15 milhões aos cofres públicos.

No Twitter, ele afirmou que está colaborando com as investigações.

PF deflagra operação contra Josimar Maranhãozinho por desvio de R$ 15 milhões em emendas parlamentares
Política

Contratos fictícios com empresas de fachada, comandadas pelo presidente do PL no Maranhão, teriam sido fechados com recursos do FMS

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira 9, a Operação Descalabro, que apura suposto esquema criminoso que seria comandado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho, presidente do PL no Maranhão, voltado ao desvio de recursos públicos, da área da saúde, por meio do direcionamento de licitações. O trabalho conta com a participação de 98 policiais federais.

A investigação corre em sigilo perante o STF (Supremo Tribunal Federal). Relator, o ministro Ricardo Lewandowski autorizou o cumprimento de 27 de mandados de busca e apreensão, em São Luís e no interior do Maranhão. Também foi determinado o bloqueio de mais de R$ 6 milhões em patrimônio do parlamentar, entre outras medidas diversas de prisão.

Segundo a PF, Josimar Maranhãozinho teria desviado dinheiro de suas emendas parlamentares à área da saúde, de abril a dezembro de 2020. Estima-se que a fraude pode ter gerado prejuízo de R$ 15 milhões aos cofres públicos.

O recursos desviados seriam do FMS (Fundo Municipal de Saúde) de municípios do interior do Maranhão, reduto eleitoral do parlamentar. De acordo com a Polícia Federal, os gestores firmaram contratos fictícios com empresas de fachada, comandadas por Josimar Maranhãozinho, que estão em nome de laranjas. Posteriormente essas empresas efetuaram saques em espécie e o dinheiro era entregue ao deputado, no seu escritório regional parlamentar em São Luís.

Em uma investigação iniciada pela Polícia Federal, quatro meses atrás, conseguiu-se não apenas constatar os desvios, como também acompanhar os saques e realizar o registro de áudio e vídeo da distribuição dos valores no escritório regional do parlamentar.

O nome da operação foi dado em razão do prejuízo pesado causado aos cofres públicos em plena época de pandemia.

No Twitter, Josimar Maranhãozinho afirmou que está colaborando com as investigações.

Duarte ataca imprensa por repercutir aceitação de sobrinha de Josimar na vice
Política

Pré-candidato a prefeito tirou de contexto e transmutou em machismo repercussão sobre contraste entre seu discurso e prática sobre o filhotismo na política

O pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Republicanos, Duarte Júnior, atacou a imprensa em vídeo divulgado nas redes sociais, na noite dessa quarta-feira 9, após contradição entre seu discurso e prática sobre o filhotismo na política.

Na gravação, Duarte tira de contexto repercussão dada à aceitação de Fabiana Vilar Rodrigues (PL), sobrinha do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) para a vaga de vice em sua chapa, e acusa veículos de comunicação, sem citar nomes, de machismo.

“Desde ontem, quando anunciei a Fabiana como a minha vice, uma parte pequena da mídia mal intencionada de São Luís tem feito uma campanha sórdida contra ela. De maneira explícita, eles insinuam que a Fabiana só foi escolhida por mim por ser sobrinha de uma deputado. Vejam o tamanho do preconceito”, diz, omitindo o sobrenome da companheira de chapa e o tio dela.

“Eles não vão parar os ataques”, insistiu Duarte Júnior, após dizer em tom eleitoral e apelativo que a sobrinha de Josimar “é mulher, mãe, nasceu na periferia, é advogada, gestora pública e até pouco tempo foi secretária de Estado do governo Flávio Dino”.

O ATUAL7 enviou mensagens e ligou para o pré-candidato, ontem e hoje, para que ele apontasse quais veículos teriam agido com machismo contra Fabiana Vilar Rodrigues, e de que forma a alegada campanha sórdida estaria sendo feita. As mensagens e ligações, porém, não foram retornadas.

Após dizer ser contra filhotismo, Duarte Júnior acolhe sobrinha de Josimar na vice
Política

Fabiana Vilar Rodrigues ganhou a indicação do tio após vencer batalha interna contra o vereador Aldir Júnior, também sobrinho do presidente do PL

Uma semana após gastar mais de R$ 3 mil em publicidade no Facebook para forçar a viralização de vídeo em que diz ser contra a prática do filhotismo na política, o deputado estadual e pré-candidato a prefeito de São Luís, Duarte Júnior (Republicanos), abandonou o próprio discurso e acolheu na vaga de vice em sua chapa a sobrinha do deputado federal Josimar Cunha Rodrigues, Fabiana Vilar Rodrigues.

A apresentação foi feita durante coletiva no Rio Poty Hotel, na Ponta d’Areia, área nobre da capital, nessa terça-feira 8, em evento com um mega banner ao fundo destacando apenas Duarte Júnior e em que ambos estiveram sem máscara, ignorando a principal orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Governo do Maranhão para enfrentamento ao novo coronavírus, que já infectou 19.327 pessoas em São Luís e matou 1.217, desde o início da pandemia.

A indicação da parente foi imposição do próprio Josimar Maranhãozinho, como gosta de ser chamado o presidente do PL, em referência ao município onde já foi prefeito e elegeu sucessor. Ele já é dono de um clã familiar na vida pública, que vai da mulher, Detinha, ex-prefeita de Cento do Guilherme e atualmente deputada na Assembleia Legislativa, ao sobrinho e vereador em São Luís, Aldir Júnior.

Todos são do PL, apesar de Josimar controlar outros dois partidos, o Patriota e o Avante, agora ambos também na base de Duarte Júnior em troca da vaga de vice e de controle das secretarias municipais da Saúde, Educação e Obras em eventual gestão da chapa na capital. Também faz parte da coligação o PTC.

Antes do anúncio oficial, até essa segunda-feira 7, Duarte Júnior divulgou nas redes sociais que a vaga seria ocupada por um vice, em vez de uma vice. A troca repentina e o banner com destaque isolado sugerem que Josimar Maranhãozinho, inicialmente, pensou em indicar o sobrinho, mas acabou optando em cima da hora pela sobrinha.

No evento, o pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Republicanos nada falou sobre filhotismo, mas apenas repetiu reiteradamente que Fabiana Vilar Rodrigues, segundo ele, é “séria e técnica”.

Apesar de ser o dono da vaga, e de haver divulgado o anúncio em suas redes, Josimar Maranhãozinho, de quem Duarte Júnior afirmou aos presentes ter orgulho, não participou do evento. Detinha, que retirou a pré-candidatura para apoiar Duarte, também não esteve presente.

Oito deputados do MA tentaram barrar votação de projeto que dobra pena de corrupção na pandemia
Política

Proposta aprovada pela Casa se estende a todos os crimes contra a administração pública. Lula Fylho e outros casos retroativos não seriam atingidos

A Câmara dos Deputados aprovou, nessa terça-feira 1º, em votação simbólica, projeto de lei que dobra a pena para corrupção e outros crimes contra a administração pública ligados ao desvio de verbas destinadas ao enfrentamento ao estado de calamidade pública —caso da atual pandemia do novo coronavírus. O texto será enviado agora ao Senado Federal.

O projeto é assinado por diversos deputados, mas nenhum do Maranhão.

Durante a sessão, os deputados Cléber Verde (Republicanos-MA), Edilázio Júnior (PSD-MA), Hildo Rocha (MDB-MA), João Marcelo Souza (MDB-MA), Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Márcio Jerry (PCdoB-MA), Pedro Lucas Fernandes (PTB-MA) e Zé Carlos (PT-MA) chegaram a votar a favor do requerimento da Bancada do PL, pela retirada do projeto da pauta de votação.

Já durante a votação de uma subemenda substitutiva, aprovada no Plenário, que dobrou a pena para os crimes de estelionato e falsidade ideológica, dos 18 parlamentares da Bancada do Maranhão, apenas de Márcio Jerry e Zé Carlos votaram contra.

Se a proposta foi aprovada no Senado e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a lei, por ser de caráter penal, não poderia ser aplicada a casos retroativos de eventual condenação, como o do ex-secretário municipal de Saúde de São Luís, Lula Fylho, alvo da Cobiça Fatal, deflagrada pela Polícia Federal em junho, nem dos secretários municipais de Santa Rita, Bacabeira e Miranda do Norte, alvos da Operação Falsa Esperança, também da PF, todos por suspeita de irregularidades com o dinheiro destinado ao enfrentamento à Covid-19.

MP Eleitoral reverte no TSE decisões do TRE-MA que beneficiaram parlamentares
Política

Revisões atingem o senador Weverton Rocha; os deputados federais Josimar Maranhãozinho, Gil Cutrim e Bira do Pindaré; e os deputados estaduais Hélio Soares, Cleide Coutinho, Helena Duailibe, Detinha e Zé Inácio

O Ministério Público Eleitoral informou, nesta segunda-feira 1º, que conseguiu no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a revisão de decisões do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão que haviam beneficiado nove parlamentares maranhenses das eleições de 2018, todas relacionadas à prestação de contas de campanhas.

São eles: o senador Weverton Rocha (PDT); os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL), Gil Cutrim (PDT) e Bira do Pindaré (PSB); e os deputados estaduais Hélio Soares (PL), Cleide Coutinho (PDT), Helena Duailibe (SD), Detinha (PL) e Zé Inácio (PT).

“Temos conseguido ganhar no TSE as decisões do TRE-MA que não retratam a melhor solução para os casos submetidos à sua avaliação. Continuaremos vigilantes e interpondo os recursos quando se mostrar necessário para a correta aplicação da legislação eleitoral”, declarou o procurador-regional Eleitoral Juraci Guimarães Júnior.

Ao analisar os casos, o TSE divergiu no entendimento do TRE do Maranhão e determinou que seja feito o rejulgamento da prestação de contas de Weverton Rocha, Josimar Maranhãozinho, Gil Cutrim, Cleide Coutinho, Simplício Araújo, Helena Dualibe e Detinha, em razão da apresentação de documentação complementar apresentada fora do prazo legal, mas acolhida irregularmente pela corte eleitoral maranhense.

Já em relação às contas de campanha de Bira do Pindaré, Hélio Soares e Zé Inácio, que haviam sido aprovadas com ressalvas pelo TRE-MA, o TSE desaprovou todas. Determinou, ainda, a devolução de recursos do Fundão Eleitoral, nos valores de R$ 67,2 mil, R$ 42,4 mil e R$ 24,5 mil, respectivamente.

O que diz os parlamentares

O ATUAL7 enviou mensagem a todos os envolvidos, diretamente ou por meio da assessoria, para que se manifestem sobre o assunto. Inicialmente, apenas Bira do Pindaré, Weverton Rocha e Zé Inácio se posicionaram. Mais de 10 horas após esta publicação, também Gil Cutrim:

Bira do Pindaré

As contas foram devidamente aprovadas pelo TRE/MA. Não se feriu nenhuma lei e tudo foi feito conforme orientações técnicas e jurisprudência da Justiça Eleitoral até então.

Ressalto que não existe qualquer questionamento quanto a destinação de qualquer valor durante a campanha. Todos os gastos foram devidamente cadastrados e estão a disposição do público no próprio portal do TSE.

Ocorre que nossa assessoria contábil foi surpreendida por uma mudança de interpretação das próprias resoluções do TSE, o que era permitido e amplamente utilizado passou a ser indevido, ocasionando transtornos a inúmeros candidatos no país, e apenas por esse ponto ocorreu esta decisão.

Já estamos com recurso em andamento ainda pendente de julgamento.

Portanto, trata-se de questão meramente formal que em nada desabona a conduta ou traga quaisquer prejuízos para as condições de elegibilidade.

Gil Cutrim

A decisão, divulgada ontem nos canais de comunicação, foi proferida em outubro de 2019, pelo Tribunal Superior Eleitoral – TSE, a pedido do Ministério Público Eleitoral – MPE, que solicitou o retorno do processo de julgamento de contas da minha campanha eleitoral para o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão – TRE/MA.

O pedido do MPE foi em razão da decisão do TRE-MA, que julgou as contas com uma das provas juntadas fora do prazo, e para que não haja nenhuma dúvida sobre a lisura do julgamento, solicitou uma revisão pelo Tribunal maranhense dos autos do processo.

No mais, por se tratar de uma revisão processual, visto que as provas já se encontram nos autos, continuo tranquilo e confio no Tribunal Eleitoral maranhense, que outrora já fez um brilhante julgamento de minhas contas.

Weverton Rocha

Já recorremos da decisão e vamos aguardar. Quanto ao mérito estamos confiantes por se trata de questionamentos meramente burocráticos , sem nenhum tipo de Dolo.

Zé Inácio

Apesar de o TSE ter revisto a decisão do TRE, a decisão do tribunal eleitoral não é definitiva. Ainda existe um recurso pendente de apreciação por parte do TSE que acreditamos que vai garantir a aprovação das contas.

Plano político de esquema de pirâmide financeira tem apoio de Josimar Maranhãozinho
Política

Em rede social, deputado publicou sobre reunião com pai e irmão de Rony Cardoso, apontado pela Polícia Civil como integrante da quadrilha. Objetivo é ganhar eleição para prefeitura de São João do Carú em 2020

A Polícia Civil do Maranhão descobriu, no bojo da investigação que resultou na megaoperação deflagrada mais cedo contra um esquema milionário de pirâmide financeira, que a quadrilha planejava se fortalecer politicamente no estado, com o lançamento de candidaturas a cargos eletivos, com a finalidade de se beneficiar financeiramente e dar respaldo e imunidade à quadrilha.

Segundo publicações feitas pelo deputado Josimar Maranhãozinho (PL) em sua página pessoal no Facebook, pelo menos uma dessas ramificações conta com o forte apoio e força dele próprio e de seu grupo político.

Trata-se da pré-candidatura para 2020 do agropecuarista Bruno Cardoso, o Peteca, a prefeito de São João do Carú, município localizado na Região Oeste do Maranhão, onde a maior parte da população vive em condições de pobreza extrema, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Peteca é irmão do empresário promotor de eventos no Maranhão, Rony Cardoso, preso na ação policial sob suspeita de integrar o esquema de pirâmide financeira que, no período de dois anos, de acordo com relatórios de Inteligência Financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividade Financeira), movimentou quase R$ 50 milhões.

Na rede social, segundo a publicação feita por Josimar, ele teria recebido a visita de Peteca e de seu genitor, Mizael Cardoso. “Recebi a visita do pré-candidato a prefeito de São João do Carú, Peteca, que estava acompanhado do seu pai Mizael. Peteca é irmão do empresário e promotor de eventos Rony Cardoso. Peteca abraça o nosso projeto político, e vem somar forças. Seja bem-vindo e estamos prontos para ajudar e trabalhar pelo bem dos municípios maranhenses”, publicou.

Procurado pelo ATUAL7, Josimar Maranhãozinho confirmou o fechamento de acordo político em apoio ao irmão de Rony Cardoso. O parlamentar garantiu, no entanto, desconhecer que a pré-candidatura de Peteca fizesse parte de algum esquema e, também, sobre as suspeitas que pesam contra o promotor de eventos.

“Não é o meu dever investigar as pessoas e empresas, para isso temos os órgãos responsáveis que com certeza fará os que forem responsáveis pagarem”, disse.

Após prisão de Astro, Josimar abre diálogo com pré-candidato do PCdoB em São Luís
Política

Operação que prendeu vereador confirmou veracidade do depoimento de Ney Anderson. Presidente do PL também foi apontado pelo delegado como alvo de Jefferson Portela

Uma semana após o 1º vice-presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Astro de Ogum (PL), ser preso e ter a residência alvo de mandado de busca e apreensão por agentes da Seic (Superintendência Estadual de Investigações Criminais), o presidente do Partido Liberal no Maranhão, deputado federal Josimar Maranhãozinho, abriu diálogo com o pré-candidato do PCdoB a prefeito de São Luís em 2020, o secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior.

Embora possa não haver relação entre as situações, a coincidência ocorre após a operação da Seic confirmar a veracidade do depoimento dado pelo ex-chefe do DCCO (Departamento de Combate ao Crime Organizado), subordinado à própria superintendência, delegado de Polícia Civil Ney Anderson Gaspar, em audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, em julho último.

Durante a oitiva sobre supostas ordens do secretário de Segurança Pública Jefferson Portela para monitoramento e escutas ilegais de autoridades do estado, Ney Anderson revelou a existência de uma operação prestes a ser deflagrada, batizada de Constelação, tendo como alvo principal, conforme clara referência, Astro de Ogum.

“Com o pretexto de investigar possível crime de pedofilia, o secretário de Segurança mandou abrir uma operação de interceptação telefônica, onde inseriu o número do vereador Astro de Ogum”, disse o delegado, afirmando ainda que o objetivo era colher elementos que pudessem manter o vereador “subjugado” ao integrante do primeiro escalão do Palácio dos Leões.

Constelação, de fato, confirmou-se com o vazamento dos autos da ação policial da Seic que mirou o vereador na semana passada, é o nome da operação que investiga Astro de Ogum e dois assessores dele, ambos presos preventivamente, por suposta posse sexual mediante fraude envolvendo menores de idade.

Em maio, quando iniciou as acusações contra Portela em carta divulgada pelo blog do Neto Ferreira, Ney Anderson relatou que o secretário teria mirado também Josimar Maranhãozinho, quando este atuava como oposição ao governo de Flávio Dino (PCdoB).

A acusação foi confirmada pelo próprio Josimar, segundo nota distribuída pela assessoria do parlamentar à imprensa.

“Portela é tido como um homem prepotente e que não mede consequências quando o objetivo de atingir seus desafetos políticos. Na investigação contra Maranhãozinho nada foi constatado e o parlamentar se diz tranquilo quanto a sua vida pública”, diz trecho da nota.

Jefferson Portela, também do PCdoB, desde o início, nega todas as acusações.

Rubens Pereira Júnior e Josimar Maranhãozinho foram procurados pelo ATUAL7 para comentar sobre a coincidência do encontro político ter ocorrido logo após a prisão de Astro de Ogum, confirmando as declarações dadas pelo delegado Ney Anderson. O espaço está aberto para manifestação.