Josimar Maranhãozinho
Josimar recusa ofertas do Palácio dos Leões, rejeita Brandão e fecha apoio a Weverton
Política

Se comprovada, revelação de oferecimento da estrutura da máquina pública pode configurar corrupção e abuso de poder econômico

O governador Carlos Brandão (PSB) perdeu para o senador Weverton Rocha (PDT) a batalha pelo apoio do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) na disputa ao Palácio dos Leões nas eleições de 2022.

Em live transmitida na noite dessa segunda-feira (23), sem citar nomes, Josimar revelou ter recebido diversas ofertas de integrantes do Palácio dos Leões para que declarasse apoio a Brandão na corrida pelo Executivo do Estado, mas que tomou a decisão de fechar com Weverton.

“Há 60 dias começamos a dialogar com o governo [do Estado], antes mesmo de Carlos Brandão assumir. Eu e Brandão já temos proximidade desde a eleição em São Luís e da Famem. Nós não almejamos secretarias nesse momento, então acertamos apoio para eu disputar reeleição para deputado. Mas, no meio do caminho, Weverton também se propôs a dialogar”, disse.

“Então começamos a ouvir propostas dos dois lados. E, nas tratativas, vários prefeitos do PL receberam ligações, pessoas do governo oferecendo asfalto, essas coisas”, completou.

A revelação de oferta de abertura da máquina pública em troca apoio eleitoral, se comprovada, pode configurar corrupção e abuso de poder econômico.

Apesar do apoio a Brandão haver sido rejeitado, também esvazia o discurso eleitoral antibolsonarista que vem tentando construir o ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato de Carlos Brandão ao Senado, já que o PL de Josimar Maranhãozinho é também o partido que abriga o presidente Jair Bolsonaro.

Com a adesão, Weverton fortalece a reedição de uma “solução acriana” na eleição majoritária, agora também na disputa pelo governo do Estado.

Josimar indica desistência de candidatura ao Palácio dos Leões e pode unificar palanque de Weverton
Política

Oferta de Carlos Brandão por apoio teria envolvido Eduardo DP e recursos financeiros para o PL, mas filiação de Jair Bolsonaro e de lideranças do Aliança pelo Brasil no partido tentem a pesar da decisão

O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) admitiu, pela primeira vez, que pode abrir mão de sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões.

Em live nesta segunda-feira (16), ele afirmou que vai reunir com aliados para avaliar se permanece na disputa ou se apoiará um outro postulante.

“Agora na sexta-feira, nós vamos reunir todos os prefeitos e, posteriormente, vamos reunir com os pré-candidatos [à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados] para deliberar sobre o que é melhor para nosso grupo. Nós vamos avaliar se vamos continuar candidatos ou se nós vamos fazer adesão a alguém que tem uma proposta que realmente venha somar com o que nós queremos, que é um Maranhão melhor”, disse.

A declaração de Josimar ocorre após forte movimentação nos bastidores do governador Carlos Brandão (PSB) e do senador Weverton Rocha (PDT). Nas últimas semanas, ambos têm intensificado em variedade de ofertas em troca de apoio do líder do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, no Maranhão.

Segundo pessoas que participaram das negociações ouvidas reservadamente pelo ATUAL7, os principais pedidos de Josimar Maranhãozinho são auxílio jurídico em inquéritos que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal) e votos que garantam a eleição de uma bancada de até cinco parlamentares pelo Partido Liberal para a Câmara, incluindo na relação o próprio Josimar e sua esposa, a deputada estadual Detinha.

Do lado de Brandão, ainda de acordo com essas fontes, teria havido também oferecimento de recursos para a campanha do PL ao Legislativo, na ordem de quase meio milhão de reais, envolvendo o empresário Eduardo Barros Costa, mais conhecido como Eduardo DP ou Imperador, investigado por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e agiotagem. Ele tem contratos com o Governo do Estado por meio da Construservice, empreiteira operada por meio de laranjas.

Apesar da suposta oferta financeira, Josimar de Maranhãozinho tende a fechar apoio a Weverton Rocha, unificando e viabilizando de maneira definitiva um projeto estadual de oposição. Os partidos Avante e Patriota, controlados pelo parlamentar no estado, também entrariam na aliança.

Além do PL ter Jair Bolsonaro e lideranças do extinto Aliança pelo Brasil entre os filiados, o discurso de que sofreu perseguição do Palácio dos Leões, então sob Flávio Dino (PSB), também dificulta adesão ao palanque de Carlos Brandão.

Segundo diversas declarações públicas de Josimar, a Maranhão Nostrum, megaoperação midiática deflagrada pelo (Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas) e pela Seccor (Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção) no ano passado, teria recebido influência de Dino, pré-candidato ao Senado na chapa de Brandão, com objetivo de enfraquecê-lo e retirá-lo da disputa eleitoral majoritária.

Josimar foca combate à pobreza em propaganda partidária: ‘Vamos tirar o Maranhão do vermelho’
Política

Fala do pré-candidato ao Palácio dos Leões pelo PL ataca diretamente Flávio Dino, que deixou o governo, e Carlos Brandão, atual mandatário

O deputado federal e pré-candidato ao Palácio dos Leões, Josimar Maranhãozinho, estreou a propaganda partidária gratuita do Partido Liberal.

No material, que passou a ser veiculado na semana passada, Josimar mantém foco no combate à pobreza e ataca de forma direta o governo de Flávio Dino (PSB), que findou no início deste mês, e de Carlos Brandão (PSB), continuidade da gestão.

“São realidades como essa que nos entristece profundamente. O Maranhão precisa de um olhar mais humano para com nossa gente. Nós do PL temos esse olhar. Vamos juntos tirar o Maranhão do vermelho”, diz o pré-candidato ao governo, após a inserção mostrar um família relatando a falta de emprego, de renda no estado e sobre ser vítima da fome.

A dura crítica –com o uso em duplo sentido da cor vermelha, em alusão à extrema pobreza no estado e aos partidos de esquerda– potencializa o distanciamento de Josimar Maranhãozinho do Palácio dos Leões, efeito que já havia sido reforçado no final de março, com a entrada de lideranças do Aliança pelo Brasil no PL, por orientação de Jair Bolsonaro.

O presidente se filiou ao partido em novembro, e caminha para ter Josimar como candidato próprio no Maranhão. “As cores verde e amarela [estão agora] predominando sobre o vermelho. Nós conseguimos fazer brotar o sentimento de patriotismo”​, discursou, durante o ato.

Pará Figueiredo deixa o União Brasil e se filia ao PL de Josimar Maranhãozinho
Política

Filiação ocorre poucos dias após o parlamentar haver declarado apoio a Carlos Brandão na disputa pelo Palácio dos Leões

O deputado estadual Pará Figueiredo decidiu deixar o União Brasil (fusão do DEM e PSL) e se filiar ao PL, partido controlado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho.

Filho do desembargador Joaquim Figueiredo, ex-presidente do Tribunal de Justiça e atual presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão, Pará buscará a reeleição para a Assembleia Legislativa.

A filiação do parlamentar ao PL ocorre poucos dias após ele haver declarado apoio a Carlos Brandão (PSB), que assumirá o Executivo estadual no próximo dia 2 de abril, com a saída do governador Flávio Dino (PSB) para concorrer ao Senado.

Josimar Maranhãozinho, dono do PL no estado, também é pré-candidato ao Palácio dos Leões.

Entrada de lideranças do Aliança pelo Brasil no PL consolida Josimar como candidato de Bolsonaro no MA
Política

Filiação ao partido atende pedido do presidente da República

Lideranças maranhenses do Aliança pelo Brasil que vão concorrer à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa em outubro deste ano se filiaram, neste domingo (20), ao Partido Liberal, o PL.

A legenda é controlada no estado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho, pré-candidato ao Palácio dos Leões, que agora se fortalece no pleito e se consolida como único nome de Bolsonaro na disputa.

A entrada da cúpula do Aliança pelo Brasil no Maranhão ao PL atende a pedido de Bolsonaro, que se filiou ao partido em novembro do ano passado.

Josimar descarta desistir de pré-candidatura ao governo do MA após nova ação da PF
Política

Líder do PL foi alvo de três operações da Polícia Federal desde que se lançou na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022

Alvo sistemático de operações da Polícia Federal desde que se lançou na disputa pelo Palácio dos Leões, o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) permanece firme com a pré-candidatura.

Em live ao lado da esposa e deputada estadual Detinha (PL) nessa segunda-feira (14), Josimar afirmou que segue na corrida, e ainda apresentou propostas de abertura de concurso público e ampliação de atendimento na área da saúde.

“Eu acredito que nós podemos fazer muito, e por isso estamos diante de uma pré-candidatura, sempre buscando mostrar para o Maranhão que queremos o melhor para esse estado”, disse.

O líder estadual do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, é investigado em pelo menos três inquéritos sigilosos abertos no STF (Supremo Tribunal Federal), dois sob relatoria do ministro Ricardo Lewandowski e outro tendo a ministra Rosa Weber como relatora. Ele nega os crimes atribuídos pelas investigações, e tem repetido ser vítima de perseguição por conta da disputa eleitoral de 2022.

Na última sexta-feira (11), Josimar foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal em operação autorizada por Lewandowski. A ação é desdobramento da Ágio Final, deflagrada em dezembro de 2020 contra suspeita de esquema de associação criminosa, tráfico de influência e extorsão contra prefeituras maranhenses beneficiadas com emendas parlamentares, e que envolve o agiota Josival Cavalcanti da Silva, o Pacovan.

“Seguimos contribuindo e colaborando com todas as averiguações sem medo e sem restrição. Vejo como uma demonstração de que nada foi encontrado das outras vezes e tampouco será. Por essa razão não consigo entender a espetacularização do ocorrido, que parece ter sido orquestrado para gerarem grande e rápida repercussão na imprensa regional e nacional”, publicou nas redes sociais a respeito da operação.

Josimar já havia sido alvo de buscas da PF em 1º de dezembro de 2021, também em investigação sobre desvio de verbas de prefeituras relacionadas a emendas parlamentares, em contratos na área da infraestrutura. A autorização partiu da ministra Rosa Weber.

Antes, no dia 9 de dezembro de 2020, o pré-candidato ao governo do Maranhão foi alvo da Operação Descalabro, autorizada por Lewandowski, que apura suposto esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos, da área da saúde, por meio do direcionamento de licitações aberta com recursos também oriundos de emendas parlamentares.

Apesar da pressão, que parte principalmente de adversários, que buscam seu apoio, ele segue na disputa.

O PL, sob comando de Josimar no estado, se consolidou como uma das maiores forças políticas do Maranhão, com 40 prefeitos e quase 300 vereadores eleitos em 2020, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

PF faz buscas contra Josimar e Pastor Gil em desdobramento da Ágio Final
Política

Itens apreendidos pela Polícia Federal em 2020 também apontam suposto envolvimento de Roberto Rocha e Hildo Rocha em desvio de emendas. Contudo, senador e deputado não teriam sido alvos da operação deflagrada hoje

A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira (11) mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e empresariais ligados aos deputados federais Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, ambos do Maranhão.

Sigilosa, a investigação faz parte de um dos desdobramentos da Operação Ágio Final, deflagrada em dezembro de 2020, que apura suspeita de esquema de associação criminosa, tráfico de influência e extorsão contra prefeituras maranhenses beneficiadas com emendas parlamentares, e envolve o agiota Josival Cavalcanti da Silva, o Pacovan.

Houve buscas também contra o deputado federal Bosco Costa, de Sergipe. Todos são do PL, atual partido do presidente da República Jair Bolsonaro. A PF chegou a pedir buscas nos gabinetes dos parlamentares na Câmara, mas o ministro Ricardo Lewandowski, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), indeferiu.

Conforme revelou o ATUAL7, no bojo da Ágio Final, a Polícia Federal identificou a possível relação dos deputados federais alvos da operação deflagrada hoje com os delitos investigados, o que provocou o envio do caso para o Supremo, por motivo do foro privilegiado dos parlamentares.

Itens apreendidos pelos agentes federais também apontam indícios de suposto envolvimento do senador Roberto Rocha (PSDB) e do deputado federal Hildo Rocha (MDB), ambos também do Maranhão, no esquema de desvio de emendas. Contudo, eles não teriam sido alvos das ordens de busca e apreensão cumpridas mais cedo.

O ATUAL7 procurou todos os parlamentares citados pela Polícia Federal no inquérito sigiloso remetido ao STF, ainda no ano passado, mas apenas Roberto Rocha e Hildo Rocha retornaram o contato, e negaram envolvimento com os crimes investigados.

Ministério Público investiga gestões de indicados por Weverton e Josimar na Sagrima
Política

Inquérito foi instaurado por representação da PGE-MA, e apura despesas realizadas sem cobertura contratual entre 2018 e 2021

O Ministério Público do Maranhão investiga supostos atos de improbidade administrativa que teriam sido praticados durante as gestões de indicados pelo senador Weverton Rocha (PDT) e pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) na Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca, a Sagrima.

De acordo com o promotor que conduz o caso, Nacor Paulo Pereira dos Santos, da 35ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, houve a realização de despesas sem cobertura contratual entre 2018 e 2021, levando o MP-MA a apurar se “houve prática de quaisquer das condutas típicas descritas no art. 178 da Lei nº 14.133/2021”.

A norma trata sobre crimes em licitações e contratos administrativos no âmbito da administração pública direta, autárquica e fundacional da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

O inquérito foi instaurado em agosto de 2021, com base em representação formulada pela PGE (Procuradoria-Geral do Estado) do Maranhão.

A apuração se concentra nas gestões de Márcio Honaiser, deputado estadual pelo PDT indicado por Weverton Rocha, e de Fabiana Vilar Rodrigues, sobrinha e indicada por Josimar Maranhãozinho. O período entre ambos, em que o engenheiro agrônomo Edjahilson Souza esteve à frente da Sagrima, também é alvo.

Até o momento, no entanto, nenhum deles consta formalmente como investigado.

As indicações políticas para a pasta ocorreram em razão do senador e do deputado federal terem integrado a coalizão que reelegeu o governador Flávio Dino (PSB) para o Palácio dos Leões em 2018.

Nas eleições de 2022, porém, ambos não fazem mais parte do grupo político liderado pelo mandatário, que ungiu como sucessor o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), tendo justamente Weverton e Josimar como principais adversários na disputa.

Dino negocia Sedes, Emap e Detran por apoio a Brandão ao Palácio dos Leões
Política

O objetivo é garantir musculatura, verbas e tempo de propaganda eleitoral maiores que Weverton Rocha e Josimar Maranhãozinho, principais adversários na disputa

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), negocia cargos ainda em sua gestão para assegurar apoios ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na sucessão ao Palácio dos Leões em 2022.

De acordo com diferentes interlocutores, Dino manifestou que daria aos deputados federais André Fufuca (PP) e Juscelino Filho (DEM), respectivamente, o controle da Sedes (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social) e da Emap (Empresa Maranhense de Administração Portuária), que gerencia o Porto do Itaqui. As cartas foram colocadas à mesa também para o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (PTB), que também negocia a Sedes.

Publicamente, os três ainda dizem estarem fechados com o senador Weverton Rocha (PDT). A expectativa é de que manifestem novo posicionamento até o próximo dia 31 de janeiro, data de reunião da base aliada.

O objetivo da troca de cargos por alianças é esvaziar o pedetista e garantir musculatura, verbas e tempo de propaganda eleitoral maiores que adversários de Carlos Brandão no pleito. O outro principal opositor, nos cálculos do Palácio dos Leões, é o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL).

Além de lideranças partidárias, também há acordo com a família Macedo, de Dom Pedro, mas que ainda enfrenta impasse por haver pedido o Departamento de Trânsito do Maranhão, já prometido para o pastor Eliel Gama, presidente estadual do Cidadania e irmão da senadora Eliziane Gama.

Pré-candidato ao Senado, o governador Flávio Dino renunciará ao cargo no final de março, deixando a cadeira para Carlos Brandão, que disputará a reeleição ao Executivo. Atualmente, já estão fechados com ele o PSDB, PSB, PROS, PV, PCdoB e Cidadania.

Josimar Maranhãozinho faz ofensiva para reforçar laços com evangélicos
Política

Fundamental para a eleição de Jair Bolsonaro em 2018, interlocução com o seguimento é considerada essencial para a campanha de 2022. Pré-candidato ao Palácio dos Leões conta com apoio do presidente da República na disputa

Pré-candidato ao Palácio dos Leões, o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) iniciou o ano eleitoral desencadeando uma ofensiva para reforçar laços com evangélicos.

Desde o início de janeiro, o parlamentar, que é católico, tem participado de cultos solenes e recebido orações de diversas lideranças do segmento, tanto em igrejas na capital quanto no interior do estado, especialmente das denominações Igreja Mundial do Poder de Deus e Assembleia de Deus.

“Nada é mais inspirador do que ver a fé do homens em Deus. Por isso sempre estou presente junto às igrejas, participando das suas programações, celebrando suas conquistas e principalmente adorando a Jesus, nosso Senhor. E fico emocionado com as homenagens que recebo, a exemplo daqui tive a honra de ganhar no último sábado, juntamente com minha esposa Detinha, na Assembleia de Deus de Centro do Guilherme. Mais uma vez só tenho a agradecer por essa linda homenagem”, publicou nas redes sociais.

Imagens em que aparece lendo passagens da Bíblia que tratam sobre a revelação de Deus nas Escrituras ser a fonte de orientação e discernimento para o Seu povo também tem ganhado destaque.

“A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho”, publicou, em referência ao que está escrito em Salmos 119:105.

Fundamental para a eleição de Jair Bolsonaro em 2018, a interlocução com os evangélicos é considerada essencial para a campanha eleitoral de 2022.

Em novembro do ano passado, o presidente da República voltou ao centrão e se filiou o PL, partido controlado por Josimar no Maranhão, e deve apoiar o correligionário na disputa contra a tentativa de hegemonia do grupo liderado pelo governador Flávio Dino (PSB) no Executivo do Estado. O mandatário, desafeto de Bolsonaro, apoia o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na sucessão.

Saiba quais são os possíveis candidatos ao Palácio dos Leões nas eleições de 2022
Política

Atualmente com sete nomes, pleito poderá ter apenas homens na disputa

A menos de dez meses para a eleição de 2022, a corrida pelo Palácio dos Leões entrou em fase definitiva, com possíveis candidatos se movimentando e travando batalhas por crescimento e consolidação nas pesquisas de intenção de votos, formação de alianças partidárias com capacidade financeira para custear campanhas e atração de apoios de lideranças.

Pelo menos sete postulantes permanecem na disputa, já que outros recuaram ou, apesar da expectativa de entrada, jamais confirmaram a pretensão, como a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), o secretário de Educação Felipe Camarão (PT) e o senador Roberto Rocha (PSDB).

Caso confirmada a saída de Roseana, se outra mulher não se apresentar, o pleito terá apenas homens como concorrentes.

Pelo calendário eleitoral, as candidaturas só serão oficializadas nas convenções partidárias realizadas de 20 de julho a 5 de agosto, e a permissão para fazer campanha, com pedido de voto, começa em 16 de agosto. O primeiro turno é em 2 de outubro, e o segundo, no dia 30 do mesmo mês.

Os possíveis candidatos ao governo do Maranhão até o momento, em ordem alfabética, são: Carlos Brandão (PSDB), Edivaldo Holanda Júnior (PSD), Enilton Rodrigues (PSOL), Josimar Maranhãozinho (PL), Lahesio Bonfim (PTB), Simplício Araújo (SD) e Weverton Rocha (PDT).

Vice-governador do Estado, Brandão conta com o apoio do atual mandatário do Executivo, Flávio Dino (PSB), que deixa o cargo até abril e vai disputar o Senado pela chapa palaciana. Atualmente, estão com ele o PSDB, PSB, PROS, PV, PCdoB e Cidadania.

Com Josimar Maranhãozinho estão PL, Avante e Patriota, e com Weverton Rocha PDT, DEM, PP, Rede e Republicanos.

Edivaldo Júnior, Enilton Rodrigues, Lahesio Bonfim e Simplício Araújo, se permanecerem no confronto, podem ir de chapa pura.

O xadrez da política
Artigo

Por Abdon Marinho*

QUEM gravita em torno da política – políticos, jornalistas, advogados etcetera –, sabe que alguns temas são incontornáveis, pois deles dependem os movimentos de diversas outras peças. É o que se chama xadrez político.

Na semana passada tivemos dois fatos que podemos enquadrar em tal categoria: no cenário (ou tabuleiro) local, a definição de quem será o candidato do senhor Dino, governador do Estado; no cenário nacional, a filiação partidária do senhor Bolsonaro.

Estes dois acontecimentos são incontornáveis para as eleições, tanto para a eleição nacional, de presidente da República, quanto para as eleições locais, de governador de Estado, incrivelmente, como em um xadrez, essas “mexidas” de pedras estão relacionadas entre si.

Um terceiro tema, mais de menor envergadura, foi a conclusão das prévias do PSDB (ufa!) que escolheu como candidato da agremiação política à presidência, o governador de São Paulo, João Dória. Mas esse, como dito, um tema menor, que, conforme avance a campanha, pode até se tornar irrelevante.

Usando metáforas dos costumes, muito afeitas ao presidente da República, depois de dois anos “sendeiro” o senhor Bolsonaro “casou-se” no último dia 30 de novembro com um grande amor do passado, o Partido Liberal - PL.

Dono de um coração volúvel, já tendo passado por diversos outros “casamentos” – nove ou dez –, sem nunca se “apegar” a nenhum dos partidos por onde passou, casou com o PL “de papel passado e tudo mais” no regime de comunhão total de bens – neste caso, os bens de nenhum dos dois, mais, sim, os bens de todo o povo brasileiro.

Com isso, os que temiam a presença de um ex-presidiário no Palácio do Planalto, o pesadelo aconteceu bem mais cedo que o esperado.

O ex-presidiário por corrupção no esquema do “mensalão do PT”, Waldemar Costa Neto, presidente do PL, que já vinha “despachando” numa das salas próximas a do presidente, poderá, pelo casamento em “comunhão total de bens” passar a despachar da sala principal daquele palácio.

Para quem, até bem pouco tempo, “despachava” da Papuda, passar a despachar diretamente da presidência da República é um feito extraordinário. Um luxo, diria um amigo.

Embora, a essa altura do campeonato, os pretendentes já fossem escassos, o presidente poderia ter se “casado” com alguém com um passado mais recatado, mas, provando que o “amor” só enxerga as melhores qualidades, optou justamente pelo PL, com um longo passado nos esquemas de corrupção do Partido dos Trabalhadores - PT e com um coraçãozinho tão volúvel quanto o do próprio presidente, a ponto de “trair” sem nem mudar de roupa. Algo só comparável ao outro sócio de poder igualmente “enrolado” com os esquemas petistas, o Partido Progressita - PP, que embora “mandando e desmandando” no atual governo já “flerta” com “seu” grande amor do passado, o PT.

Muito embora o jogo da política seja o mais dinâmico, fico imaginando como tem sido para os devotados bolsonaristas se convencerem – e justificarem –, o fato do governo que pensavam surgido para acabar com a “velha política” e a corrupção ser hoje comandado pelos principais partidos do “centrão”, mas não só isso, os sócios majoritários do petismo nos escândalos do mensalão, do petrolão e tantos outros que ainda nem tivemos tempo para descobrir.

Talvez justifiquem repetindo o “mantra” tosco do seu guia: “melhor o centrão que o esquerdão”.

Em todo caso, não será tarefa fácil.

No próprio casamento de Bolsonaro com Waldemar/PL um dos filhos do “noivo”, Flávio Bolsonaro, deitou falação contra um ex-presidiário, no caso, o Lula, do PT, esquecendo-se que estava ao lado de um outro ex-presidiário, Waldemar/PL, “noivo” do pai, e ex-parceiro do outro ex-presidiário em esquemas diversos.

O senador filho do “noivo” não apenas “falava do boi em cima do couro”, falava do boi em cima do boi.

Deixando as metáforas e pilhérias de lado, a filiação do presidente ao PL traz consequências políticas interessantes, a começar pelo próprio discurso do presidente que não poderá se pautar mais no combate à “velha política” ou à corrupção.

Vai falar de velha política “casado” com o PL, tendo como padrinho o centrão? Essa turma está no poder desde que Cabral chegou por aqui.

Vai falar de combate à corrupção com o governo comandado e repleto de implicados nos esquemas de corrupção dos governos anteriores? Não é algo fácil de se fazer.

Sobrará a pauta econômica.

Mas o que dizer da desvalorização cavalar do real em relação ao dólar ou da inflação passando dos dois dígitos, do empobrecimento das famílias, dos milhões de desempregados e das famílias tendo que se alimentar de lixo?

São desafios quase intransponíveis.

Noutra quadra, a filiação do presidente ao PL acaba por alterar diversas composições nos estados.

Diferente do que que ocorreu nas eleições de 2018, quando viu muitas chapas ou campanhas “mistas”, o nível de açodamento desta eleição não vai permitir isso.

Não consigo mais imaginar o PL de Bolsonaro e Josimar no palanque com Flávio Dino, do PSB, ou o PT de Lula.

E aqui começa o outro assunto intransponível da semana: a decisão do atual governador Flávio Dino em relação a sua sucessão.

Para a surpresa de ninguém – pelo menos das pessoas que convivem com a política e não é dada as paixões desmedidas –, o senhor Dino anunciou que o “seu” candidato a sucessão será o atual vice-governador, Carlos Brandão.

Um dia antes da fumacinha sair pela inexistente chaminé do Palácio dos Leões, um amigo me ligou com uma indagação pertinente: — Abdon, o que é mesmo que Flávio tem a decidir? Ora, já se sabe que Josimar estará na oposição, nem participou da primeira reunião da chamada “base” de apoio ao governo; o senador Weverton já disse que o foguete dele não tem ré; os outros dois candidatos, Felipe Camarão e Simplício Araújo, não desejam e não tem base política suficiente para “peitar” o governador e aquele que será governador a partir de abril; só lhe resta Brandão.

Trocamos impressões por mais alguns minutos sobre o tabuleiro político.

No dia seguinte, em viagem para o interior, fui alcançado mais de uma vez com a pergunta: — já saiu a fumacinha dos Leões?

A menos que fizesse como Roseana Sarney, em 2014, ou Luiz Rocha, em 1986, e decidisse ficar no governo até o fim – abrindo mão de uma candidatura ao Senado da República –, para “tocar” com mão de ferro a própria sucessão, a opção por Brandão era a mais óbvia. Querendo ou não, será ele o governador a partir de abril e já vem fazendo as vezes de governador em quase todas as pautas públicas.

Não acredito que Flávio Dino tivesse “coragem” para propor que apenas cumprisse o restante do mandato para apoiar outro do grupo ou que ele (Brandão) aceitasse tal missão, como teria feito Luiz Rocha, supostamente, a pedido de Sarney, nas eleições de 1986.

E, iria fazer isso em benefício de quem? Do senador Weverton Rocha, justamente o que Flávio Dino menos confia e tem nele seu principal adversário político no estado? Aliás, sobre o senador pedetista, um amigo que o conhece bem melhor que eu soltou uma frase enigmática, disse-me: — Abdon, é alguém que não serve para amigo e muito menos para inimigo.

Como não o conheço pessoalmente, não posso opinar sobre isso.

Mas voltando ao nosso assunto ou tabuleiro, diferente do muitos disseram, acredito que o governador, dentro das condições que possuía, moveu as pedras corretamente: já disse quem era o seu candidato e por quem vai trabalhar; e, deu um prazo – até janeiro –, para os partidos políticos da “base” se “acertarem” com o candidato.

O governador conhece a máquina estadual, sabe que muitos interesses podem ser acomodados.

Foi um movimento acertado, esse tempo é suficiente para que os outros políticos e até mesmo o cenário nacional exerça sua influência na política local.

Não devemos perder de vista que com as alterações na legislação eleitoral, o prazo de domicílio eleitoral e filiação partidária passou a ser de apenas 06 (seis) meses, significando que muitas coisas poderão acontecer até lá.

Sobre uma aliança entre o senador Weverton Rocha, do PDT e Josimar de Maranhãozinho, do PL, agora com Bolsonaro, embora possa até haver interesse de ambos, diante cenário nacional, acho difícil “vingar”.

Como disse acima, a política é incrivelmente dinâmica, vamos aguardar as próximas jogadas.

* Abdon Marinho é advogado.

Operações têm efeito reverso e Josimar já disputa segunda colocação para o Palácio dos Leões em 2022
Política

Pré-candidato do PL ao governo do Estado caminha para terminar o ano pré-eleitoral tecnicamente empatado com Edivaldo Holanda Júnior e Carlos Brandão, segundo pesquisa Escutec

Ao contrário do que têm calculado e trabalhado adversários, a deflagração quase que sistemática de operações da Polícia Federal e do Gaeco do Ministério Público contra o deputado Josimar Maranhãozinho não abalaram a estrutura e hegemonia política e eleitoral do dono do PL e prócer dos partidos Avante e Patriota no Maranhão.

Levantamento de intenção de votos realizado pelo instituto Escutec, de maior credibilidade no estado, aponta que, em vez de desmoronamento, houve efeito reverso, e Josimar caminha para fechar o ano pré-eleitoral disputando a segunda colocação na corrida pelo Palácio dos Leões em 2022, com potencial de ir para o segundo turno.

De acordo o cenário mais próximo da realidade, isto é, com os postulantes que realmente devem ter os nomes confirmados na urna eletrônica, o parlamentar está tecnicamente empatado no segundo lugar com o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PSB), e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) –candidato agora declarado do governador Flávio Dino (PSB).

À frente, isolado na sondagem, apenas o senador Weverton Rocha (PDT), também com envolvimento em casos com indícios de corrupção, mas que já começa a desidratar.

Embora alvo de nova operação nesta quarta-feira (1º), a terceira em menos de um ano e a segunda da PF no período, Josimar Maranhãozinho é apontado no bastidor, pelos principais aliados dos adversários, como nome mais forte no pleito, por ser único que lidera um grupo próprio consolidado e que não depende da máquina administrativa do Palácio dos Leões nem do Palácio de La Ravardière, rompendo o senso comum da política maranhense de que um pretendente ao governo precisa ter o apoio de pelo menos um desses Poderes para sonhar com o Executivo do Estado.

Com a filiação de Jair Bolsonaro ao PL, a tendência é de que Josimar, se não sofrer revés que afete seu poderio, ganhe ainda mais musculatura. Também tende a ter potencial eleitoral elevado com saída natural dos bolsonaristas Roberto Rocha (PSDB) e Lahesio Bonfim (PTB) da disputa.

Filiação de Bolsonaro ao PL, de Josimar, implode pré-candidaturas de Lahesio e Rocha ao Palácio dos Leões
Política

Tendência é de que líder do Partido Liberal no Maranhão, que já possui musculatura própria, cresça na preferência do eleitorado bolsonarista no estado, inclusive entre evangélicos

A provável ida do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o Partido Liberal deve mexer no tabuleiro eleitoral maranhense e implodir as pré-candidaturas de pelo menos dois bolsonaristas ao Palácio dos Leões em 2022.

São eles: o senador Roberto Rocha (PSDB) e o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PTB).

Quem manda no PL no estado é o deputado federal Josimar Maranhãozinho, que já foi da base do governador Flávio Dino (PSB), mas virou oposição no meio do ano e busca se viabilizar como terceira via na disputa pelo comando do Poder Executivo do Estado na eleição do ano que vem.

No caso de Rocha, desde que perdeu o comando do PSDB maranhense para o vice-governador Carlos Brandão, tem dito que aguarda uma definição de Bolsonaro para se filiar ao mesmo partido. Se Bolsonaro confirmar a filiação ao PL, a tendência é de que o senador siga o mesmo caminho, mas desde que entre na legenda como liderado e apoiador da pré-candidatura de Josimar, aliado do manda-chuva nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Já Lahesio, que recentemente deixou o PSL para se filiar ao PTB, tem se colocado na disputa apenas sob a expectativa de ser o escolhido de Bolsonaro no Maranhão, possibilidade que se encerrará instantaneamente caso o presidente se filie ao partido de Josimar Maranhãozinho.

Sob esse novo cenário, a tendência é de que Josimar, que já possui musculatura própria, cresça na preferência do eleitorado bolsonarista no estado, inclusive entre evangélicos.

Josimar fará live com advogados para falar sobre anulação da Operação Maranhão Nostrum
Política

Pré-candidato ao Palácio dos Leões, deputado tem dito ser vítima de perseguição e que ação deflagrada pelo Gaeco e Seccor foi ilegal

O pré-candidato ao Palácio dos Leões e deputado federal Josimar Maranhão (PL-MA) fará live nesta segunda-feira (25) com os advogados Carlos Sérgio e Marcus Vinicius.

Na transmissão, pretende falar sobre a anulação da Operação Maranhão Nostrum, executada por liminar em habeas corpus concedida pelo desembargador Bayma Araújo, da 1ª Câmara Criminal, decano do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Desde a deflagração das buscas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas) e pela Seccor (Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção), Josimar tem dito ter sido alvo de perseguição após haver declarado oposição ao governador Flávio Dino (PCdoB).

Para o parlamentar, anulação da Maranhão Nostrum por determinação do Poder Judiciário maranhense confirma que a operação foi ilegal.

A live será transmitida simultaneamente nos canais de Josimar Maranhãozinho no Instagram e Facebook, a partir das 20 horas.

Justiça anula buscas do Gaeco e Seccor em operação contra Josimar Maranhãozinho
Política

Decisão é do desembargador Bayma Araújo, do TJ do Maranhão. Magistrado entendeu que primeira instância não tinha competência para atuar no caso, e também suspendeu procedimento investigatório criminal relacionado à apuração

A Justiça do Maranhão considerou nula a decisão que autorizou a deflagração de uma operação de busca e apreensão realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas) e pela Seccor (Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção) contra o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) e o grupo político do parlamentar, por suspeitas de organização criminosa e suposta participação em fraudes em licitação, peculato e lavagem de dinheiro.

Batizada de Maranhão Nostrum, a ação foi realizada de forma espetaculosa em 13 municípios do interior do estado, após a investigação haver ficado travada no ano eleitoral de 2020, poucos dias após Maranhãozinho haver confirmado pré-candidatura ao governo e declarado oposição ao governador Flávio Dino (PSB).

A decisão de anular as buscas foi proferida nesta sexta-feira (22) pelo desembargador Bayma Araújo, da 1ª Câmara Criminal do TJ-MA, em concessão de liminar em habeas corpus impetrado pela defesa do ex-prefeito de Araguanã, Valmir Amorim (PL), um dos alvos da operação.

Segundo o magistrado, o juiz Ronaldo Maciel, da 1ª Vara Criminal de São Luís, não tinha competência para atuar no caso, em razão do foro por prerrogativa de função de Josimar Maranhãozinho.

“Diante desse contexto podemos concluir que o juízo competente para a causa é o Tribunal de Justiça (artigo 81, II da Constituição Estadual) e o juízo competente para apreciação da medida de busca e apreensão de documentos em imóvel de parlamentar federal, tal qual nestes autos ocorrido, é do Supremo Tribunal Federal, nos termos do artigo 53, § 1.º c/c artigo 102, I, b, ambos da Constituição Federal”, anotou.

“Violar as prerrogativas de parlamentar federal com a proferição de decisão de juízo monocrático, ainda que sob o argumento de que investigado por ato estranho ao seu mandato, porém decorrente de anterior legislatura parlamentar estadual, é malferir a garantia constitucional do juiz natural e seus consectários do juiz competente e imparcial”, completou Bayma.

O desembargador, decano da Corte estadual, determinou ainda que a decisão que autorizou a deflagração da Maranhão Nostrum seja anulada em todos os seus efeitos, inclusive, com a imediata paralisação da extração de dados e devolução dos bens apreendidos, além da suspensão da tramitação do procedimento investigatório criminal que originou o caso, até julgamento final do mérito do tema pelo pleno do Tribunal de Justiça.

Pedro Lucas vai ao STF saber se é investigado por venda de emendas; Fux desconsidera processos sigilosos em resposta
Política

Deputado foi citado pela revista Crusoé como alvo de inquérito sigiloso da PF. ATUAL7 mostrou que também são investigados Roberto Rocha, Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Hildo Rocha

O deputado federal Pedro Lucas Fernandes (PTB-MA) ingressou no STF (Supremo Tribunal Federal), na última sexta-feira (15), requerimento de acesso à informações com objetivo de saber se é alvo de procedimentos investigatórios que apuram a suspeita de desvio de emendas parlamentares destinados a municípios do Maranhão.

A resposta foi concedida nessa segunda-feira (18), em decisão proferida pelo presidente da Corte, ministro Luiz Fux.

Segundo Fux, em pesquisa fonética realizada nos sistemas informatizados do Supremo, tanto pelo nome completo quanto o CPF do parlamentar, não foram encontrados processos em tramitação em nome do petebista, exceto a própria petição em que buscou a informação.

Contudo, destaca o ministro na decisão, a pesquisa processual realizada não considerou a busca por processos sigilosos. Por esta razão, Fux determinou o arquivamento do processo.

O pedido de informações de Pedro Lucas ao Supremo foi feito pelo escritório Aragão & Tomaz Advogados Associados, dos sócios Eugênio José Guilherme de Arazão e Willer Tomaz de Souza, na mesma data em que reportagem da revista Crusoé citou o parlamentar entre os investigados em um inquérito sigiloso que corre no STF com objetivo de apurar a suspeita de compra e venda de emendas parlamentares.

Horas antes da decisão de Fux, ao ATUAL7, Pedro Lucas disse que não era investigado, e que a citação ao nome dele pela Crusoé relata a destinação de uma emenda de R$ 4 milhões para Arame que, segundo ele, “ainda não foi nem aprovada na CEF [Caixa Econômica Federal]”. O município é comandado pelo ex-deputado federal Pedro Fernandes, também do PTB e pai de Pedro Lucas.

Sobre o pedido feito ao STF, alegou ter feito para garantir “direito de resposta e outros direitos”, e rebateu a informação de que faça parte do grupo político comandado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA).

De acordo com a Súmula Vinculante 14, procedimentos eventualmente sigilosos têm seu acesso garantido exclusivamente às partes e seus advogados. Na decisão sobre o pedido de Pedro Lucas, porém, Fux destaca que esse acesso ocorre “sempre que inexista prejuízo para a realização de diligências, razão pela qual esta Presidência não detém informação sobre feitos desta natureza”.

O inquérito revelado pela Crusoé segue a mesma linha de outra apuração no Supremo, também sigilosa, revelada pelo ATUAL7 no último 8, que envolve pelo menos outros quatro congressistas maranhenses em suposto desvio de valores de emendas parlamentares destinadas a municípios maranhenses, inclusive por congressista de outro reduto eleitora.

Os alvos são: os deputados federais Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil (PL-MA) e Hildo Rocha (MDB-MA), além do senador Roberto Rocha (PSDB-MA).

O inquérito tem ainda como alvo o deputado federal Bosco Costa (PL-SE).

A investigação foi instaurada com base em anotações manuscritas e mensagens em aparelhos celulares apreendidas no bojo da Operação Ágio Final, deflagrada pela PF do Maranhão em dezembro de 2020, com objetivo de desarticular suposto esquema de extorsão contra prefeituras maranhenses que foram beneficiadas com emendas destinadas por diversos congressistas.

A citação aos parlamentares e o fato dos valores discriminados nas anotações serem idênticos aos valores das emendas destinadas não configuram prova do envolvimento deles nos crimes apurados, mas os indícios levaram a PF a investigar a suposta conexão.

Procurados pelo ATUAL7, apenas Roberto Rocha e Hildo Rocha retornaram o contato.

“Eu investigado?? Por quem e por que??? Então estão investigando 81 senadores e 513 deputados. A menos que alguém tenha colocado meu nome em algum desses inquéritos. Eu até imagino quem seja”, respondeu o senador tucano, sem entrar em detalhes a respeito da suspeita apurada pela PF nem sobre quem teria “colocado” o nome dele na apuração.

Já o emedebista, em nota enviada por sua assessoria, ressaltou haver presidido nesta semana audiência pública da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados, na qual teve a participação do ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Wagner Rosário. Durante a apresentação de relatórios de auditorias feitas em convênios e aquisições de equipamentos com recursos federais, Rosário revelou a possibilidade de haver negociatas com emendas parlamentares.

“Segundo ele, a CGU em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal estão apurando possíveis irregularidades realizadas com emendas. Entretanto, não foram apontados nomes de investigados”, disse Hildo Rocha.

O ATUAL7 apurou que o inquérito foi originalmente instaurado pela Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal no Maranhão, quando buscava apurar suposta prática de associação criminosa e tráfico de influência que seriam encabeçadas pelo agiota Josival Cavalcante da Silva. Conhecido como Pacovan, ele dono de postos de gasolina no estado que seriam usados para lavagem de dinheiro –dois deles adquiridos recentemente pelo senador Weverton Rocha e o prefeito de Igarapé Grande Erlânio Xavier, ambos do PDT. À época, a compra não foi declarada.

No curso das investigações, foi identificada a possível relação dos parlamentares com os delitos apurados, com isso os autos foram remetidos para o STF, em razão do foro por prerrogativa de função dos deputados e do senador da República. A suspeita é de que o grupo tenha recebido até 25% do valor total das emendas destinadas aos municípios maranhenses, como suposto pagamento de propina, mediante comissão de Pacovan, supostamente obtido por meio de contratos com empresas de fachada.

O relator do caso no Supremo é o ministro Ricardo Lewandowski.

Em publicação nas redes sociais após haver sido procurado pelo ATUAL7, o deputado Josimar Maranhãozinho classificou a suspeita levantada pela PF como perseguição de adversários políticos na disputa de 2022, por estar postulando concorrer ao Palácio dos Leões em oposição ao grupo político controlado pelo governador Flávio Dino (PSB).

“Sinceramente, nem me surpreendo com tamanha perseguição e má fé, por parte de alguns indivíduos. Não são capazes de superarem meus trabalhos e partem para a difamação. Nessa ‘selva", algumas ratazanas se escondem em alcovas de leões. Mas, às vezes, caem em sua própria armadilha”, escreveu.