Felipe Camarão
Governo maquia escola para tentar evitar vexame de secretário em visita com Wellington
Política

Palácio dos Leões determinou a capina do matagal que cercava a unidade, mas deixou o entulho no local. Alunos confirmaram na presença de Felipe Camarão que professores não aparecem para lecionar

O governo Flávio Dino, do PCdoB, maquiou o Centro de Ensino Joaquim Gomes de Sousa, localizado no bairro da Cohab, em São Luís, para tentar evitar que o secretário estadual de Educação, Felipe Costa Camarão, passasse por vexame maior em visita de inspeção à unidade acompanhando o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB).

Na semana passada, durante protesto de alunos da escola, Wellington esteve no local e constatou o estado de abandono e caos da unidade, tomada por um matagal, sem lâmpadas e ventiladores e com professores sem aparecer para lecionar as aulas. Num ato nunca antes visto neste país, Camarão desafiou Wellington a visitar o seu gabinete na Seduc para conhecer — isso mesmo, do gabinete! — a realidade da rede estadual de ensino público na atual gestão. Wellington, em resposta, voltou a convocar o secretário a sair do ar-condicionado e ir além do que a propaganda do governo mostra. Na tarde dessa segunda-feira 9, houve a visita conjunta.

“Convidaram-me para visitar e conversar em gabinete. Eu não sou de gabinete. Não quero discutir propaganda. Meu mandato é das ruas. De um lado, tem toda essa maquiagem de Flávio Dino. Do outro, tem a decepção dos alunos e professores que são, diariamente, desrespeitados”, afirmou Wellington.

Apesar da maquiagem, com a capina no entorno do C.E. Joaquim Gomes de Sousa, não houve tempo hábil para retirar o mato e entulhos no entorno da escola, como mostra a foto em destaque. Para piorar, alunos da unidade confirmaram, na presença do secretário, que há professores lotados na escola, mas que estes não comparecem para lecionar as aulas.

“Iniciamos o ano sem professora de arte, porém a da manhã veio assumir o cargo que era da tarde. Ela veio no primeiro dia, porém faltou dois dias. Então, desde essa primeira aula, ela não veio mais”, revelou uma estudante, que disse ainda: “O primeiro horário era o de Física. A coordenadora entrou em contato com o professor de Física para saber se ele viria na escola, só que ele não atendeu. O horário dele seria agora, só que ele ainda não chegou”, completou.

Situação da escola quando do protesto dos estudantes e visita do deputado do PSDB à unidade
Divulgação Escola Digna? Situação da escola quando do protesto dos estudantes e visita do deputado do PSDB à unidade

Além de Wellington, como representantes da Assembleia Legislativa do Maranhão, também estiveram presentes da visita de inspeção os deputados Rogério Cafeteira (DEM), que é líder do governo na Casa, e Roberto Costa (MDB), presidente da Comissão de Educação.

Contudo, num dos vídeos em que Felipe Camarão é confrontado pela real situação da escola, dita pelos próprios alunos, Cafeteira permanece mudo e o tempo todo atrás do secretário, se portando como um guarda-costas, e Roberto Costa insinua ser normal que um professor não apareça para lecionar. “Hoje é um dia muito atípico”, disse, tentando relacionar a ausência dos docentes com as chuvas que caíram em São Luís no período da manhã.

Já Felipe Camarão chega a interromper a conversa entre as estudantes e Roberto Costa. Visivelmente constrangido e irritado pelo que estava passando, o titular da Seduc ignorou a denúncia que as alunas haviam acabado de fazer e emendou: “Mas como o deputado [Wellington do Curso] gosta de registrar, que fique registrado: tem professores!”, disse, já se despedindo das alunas e encerrando ditatorialmente a discussão. Confira na gravação abaixo:

Cafeteira, Camarão, Evangelista e Luis Fernando fecham filiação ao DEM
Política

Ato está agendado para acontecer no próximo dia 8. Entradas fazem parte da guerra travada entre Juscelino Filho e Zé Reinaldo pelo comando do partido no Maranhão

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Rogério Cafeteira (PSB); os secretários estaduais de Educação, Felipe Camarão, e de Desenvolvimento Social, Neto Evangelista (PSDB); e o prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB), fecharam questão com o presidente provisório do Democratas no Maranhão, deputado Juscelino Filho, e devem se filiar ao DEM.

O ato está agendado para acontecer na próxima quinta-feira 8, durante a convenção nacional do partido e posse do novo presidente da sigla, o prefeito de Salvador, ACM Neto. Há rumores de que a deputada federal Eliziane Gama (PPS) e a ex-secretária municipal de Saúde Helena Duailibe (MDB) também se filiarão ao partido, na mesma data.

As novas filiações, em parte, representam a disputa que travam Juscelino e o deputado federal José Reinaldo Tavares pelo comando do DEM no Maranhão para as eleições de 2018.

Patrono do governador Flávio Dino (PCdoB) na política e forte pré-candidato ao Senado Federal, Tavares se afastou do afilhado há pouco mais de uma semana, após ser ignorado pelo comunista e atacado pelo entorno do Palácio dos Leões durante os quatro anos de governo.

Com as novas filiações, Juscelino Filho pretende mostrar força e manter-se no comando da legenda, atualmente atrelada a Dino. Já Zé Reinaldo, apalavrado para entrar no DEM no próximo dia 10, pretende levar o partido para uma possível formação de chapa majoritária com o deputado Eduardo Braide (PMN).

Felipe Camarão culpa os pais por Seduc colocar alunos em escola sem estrutura
Política

Unidade funciona num pequeno prédio insalubre ao lado de um posto de combustível. Secretário alega que atendeu a escolha feita pela comunidade

O governo Flávio Dino, do PCdoB, encontrou uma maneira inusitada, e até vergonhosa, de fugir da responsabilidade de ações que são de sua competência.

Em entrevista ao jornalista Alex Barbosa, exibida no Bom Dia Brasil, da Rede Globo, nesta sexta-feira 20, o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, resolveu jogar para os pais a culpa por mais de 400 alunos terem sido colocados pela própria Seduc num pequeno prédio insalubre ao lado de um posto de combustível, em São Luís, correndo o risco de explosão no local, tendo aulas um dia sim, outro não, e sendo intoxicadas com cheiro de gasolina.

“Oferecemos alternativas, mas a comunidade escolar, por sua própria opção, em conversa conosco, dos professores, doa pais e mães responsáveis, fizeram essa opção por ficar naquele local”, alegou Camarão, sendo desmentido logo em seguida pela mãe de uma aluna.

É de embrulhar o estômago.

Assista na reportagem abaixo:

Camarão deixa faltar professores em todas as escolas de Açailândia
Política

Promotoria denuncia que ano letivo de 2016 não foi concluído. Problema continua em 2017. Investigação aponta inexistência de docentes em todas as disciplinas

Uma investigação do promotor de Justiça Gleudson Malheiros Guimarães, da Comarca de Açailândia, descobriu que o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, deixou faltar professores em todas a rede estadual pública de ensino em Açailândia, durante o ano de 2016, e que o descanso ainda permanece neste ano. A inexistência dos docentes acontece em todas as disciplinas: Português, Inglês, Espanhol, Geografia, História, Física, Química, Matemática, Biologia, Sociologia, Filosofia, Educação Física e Artes.

A constatação levou o Ministério Público a denunciar o Estado do Maranhão na Justiça, na última quinta-feira 24. Na ação, o Parquet destaca que, por conta do déficit de professores, o ano letivo 2016 ainda não foi concluído nas escolas estaduais que ficam no município — baixe o documento.

De acordo com o MP-MA, a situação foi agravada em maio do ano passado, quando centenas de professores tiveram seus contratos rescindidos por impossibilidade de nova prorrogação. “Se a carência de professores já causava prejuízo às aulas desde o início do ano, após a rescisão desses contratos no meio do ano se abriu um imenso ‘buraco no quadro de professores’ e imediato prejuízo ao ano escolar de 2016, com paralisação total das aulas na zona rural e várias escolas da sede sem professores em várias disciplinas”, observou o promotor.

Para o Parquet, “apesar da rescisão contratual ser medida totalmente previsível, houve total falta de planejamento por parte da Secretaria de Estado da Educação, cujo reflexo imediato foi o prejuízo à comunidade estudantil”.

O descaso, diz o MP-MA, ocasionou o não cumprimento da carga horária mínima de 800 horas distribuídas em 200 dias letivos em 2016. Negligenciando a situação, a Seduc, comandada por Camarão, iniciou o ano letivo de 2017 na rede estadual de Açailândia em fevereiro, mesmo com falta de professores. A reposição das aulas do ano passado, que deveria acontecer em paralelo, não aconteceu.

O Ministério Público ressalta na ação que, além da falta de conteúdos que deveriam ter sido ministrados, os alunos são prejudicados porque as escolas não podem encerrar formalmente o ano de 2016 e nem emitir documentos relativos a ele. Os afetados, aponta, são adolescentes de 14 a 17, além de jovens entre 18 a 20 anos. “A negligência com o processo cognitivo dos adolescentes, principalmente de áreas pobres ou menos desenvolvidas, é absurda e infelizmente limita a capacidade, criatividade e a habilidade de muitos jovens e crianças”, diz o promotor.

Pedidos

Em razão do descaso, o MP-MA requer que a Justiça determine, em medida liminar, que o Estado do Maranhão seja condenado a ofertar aulas regulares de todas as disciplinas, com provimento completo do quadro de professores para a oferta da carga horária. Foi requerida, também, a reposição dos conteúdos não ministrados no ano letivo de 2016.

A 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Açailândia pede que, em caso de aceita tutela antecipatória, havendo descumprimento da decisão, que seja imposta multa diária e pessoal a ser paga solidariamente pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e o secretário Felipe Camarão.

Além da regularização da situação, é requerida, ainda, a condenação do Estado do Maranhão ao pagamento de danos morais coletivos em valor a ser determinado pela Justiça. O dinheiro deve ser revestido ao Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos.

Para o promotor Gleudson Malheiros, “diante de tantas dificuldades, a lesão causada a esses educandos adentra a esfera extrapatrimonial, tendo em vista que a negação de um direito fundamental de tamanha envergadura gera nos estudantes e suas famílias intensa aflição diante da perda de conteúdos, e ainda ansiedade, angústia perante a incerteza de futuro, frustrações em vestibulares e concursos, desigualdade na oportunidade de avanço profissional, intranquilidade, além de baixa autoestima e sentimento de desvalor social”.

Denúncias de Wellington põem em xeque eficiência de Camarão
Política

Fiscalização feita pelo deputado aponta que Escola Digna é mais propaganda do que realidade. Ministério Público foi acionado para acompanhar cada caso

Ungido pelo Palácio dos Leões como espécie de curinga — e possível sucessor — do governador Flávio Dino (PCdoB), o secretário estadual de Educação, Felipe Camarão, começa a ter desmoronado o histórico de eficiência na vida pública, após uma série de denúncias, todas com fartas provas, feitas pelo deputado estadual Wellington do Curso (PP).

Cumprindo sua função parlamentar de fiscalizar a correta aplicação do dinheiro público em unidades que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informa haverem sido reformadas, Wellington tem constatado que, na verdade, Camarão tem executado apenas pinturas nas fachadas ou trocado tomadas das unidades. Todas as fiscalizações, registradas em vídeos, fotos e depoimentos de pais, professores e alunos, estão sendo levadas ao conhecimento formal do Ministério Público do Maranhão, que passou a acompanhar cada caso, por meio da abertura de inquéritos.

Uma dessas unidades fica localizada no município de Açailândia.

Ao custo de R$ 536 mil, dinheiro oriundo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a Escola Estadual Antônio Carlos Beckman, conhecida como Bandeirantes, passa por uma reforma e ampliação interminável, há mais de um ano. Na placa afixada no local, o prometido era que a obra seria entregue em até 120 dias.

O mesmo problema também foi encontrado pelo deputado do PP no Centro de Ensino Robson Martins, localizado no Maiobão, Paço do Lumiar. Por lá, na falta de condições e de segurança para os estudantes assistirem as aulas dentro da unidade escolar, os alunos estão sendo obrigados a estudar ao relento, no meio de um matagal que fica ao lado do que deveria ser uma quadra esportiva.

Se apenas essas duas situações já apontam para completo descaso do poder público com a educação de qualidade, a suposta eficiência de Camarão tem seu verdadeiro caráter revelado quando se descobre que há outras unidades em abandono ainda pior.

É o caso do Centro de Ensino Professor Ribamar Torres, localizado no município de Pastos Bons. Com salas de aula em péssimas condições, sem janelas, cadeiras quebradas, muro caído, mato em todo canto, quadra destruída e traves amarradas e escoradas com taboca, a escola consta no documento encaminhado por Camarão para a Assembleia Legislativa como reformada, no ano passado, pelo programa Escola Digna.

De todas, a situação mais espantosa e que depõe contra Felipe Camarão foi descoberta no município de Paraibano.

Após visita à escola e investigação em contratos da Seduc, Wellington apurou que o ao Centro de Ensino Gonçalves Dias, antigo Centro de Ensino Edson Lobão, teve seu prédio cedido pelo titular da Seduc em dezembro de 2016, mesmo a unidade aparentando mais uma zona de guerra que uma escola apta para receber alunos.

Além de queimaduras no forro e nas paredes, vários livros estavam espalhados pelas poucas salas da escola que ainda permanecem em pé. Uma construção inacabada de uma quadra esportiva no local, inclusive, denuncia que dinheiro público chegou a ser torrado no período em que a escola, ainda pertencente ao Estado, já estava desativada.

Longe de serem casos isolados, as supostas reformas que Felipe Camarão garante ter consumido dinheiro público por meio do Escola Digna, aos poucos, vão sendo desencobertas, quando não por Wellington, pelo próprio Ministério Público.

O Parquet, aliás, na semana passada, tratou ele próprio de apertar o secretário estadual de Educação, ao obrigá-lo, por meio do Poder Judiciário, a enxergar a Unidade Educacional Professor Cônego Nestor Cunha, localizada no município de Santa Quitéria, que está literalmente caído aos pedaços. Como o descaso não vem acontecendo somente na falta de infraestrutura nas escolas, o secretário já chegou até mesmo a levar um pito do MP-MA, por falta de recursos na rede pública estadual de ensino a um estudante com Down.

Segundo declarou Wellington do Curso durante a fiscalização feita em Pastos Bons, “quando a educação é prioridade, escola digna se faz na realidade e não na propaganda”.

Nina Melo coloca gestão de Felipe Camarão em dúvida
Política

Peemedebista reclamou do corte de R$ 9 milhões na Uema. Secretário estaria ignorando requerimentos sobre situação de escolas no interior do Maranhão

A deputada estadual Nina Melo (PMDB) fez um duro discurso na Assembleia Legislativa do Maranhão, no meio da última semana, onde colocou em dúvida a gestão do procurador Felipe Costa Camarão à frente da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). Ele é apontado por aliados do Palácio dos Leões como provável vice na chapa de reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB), por falta de opções.

Segundo a peemedebista, um requerimento foi encaminhado à Camarão para que ele apresente justificativas para o corte de quase R$ 9 milhões no orçamento da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) — parte para ser utilizado nos festejos de São João.

“É um absurdo! Não se pode falar em educação, em dignidade com um corte tão significativo quanto esse na educação, principalmente quando se trata em nível superior. Como teremos uma sociedade mais digna e mais justa se não temos investimentos na Uema?”, questionou.

Nina Melo reclamou ainda da situação em que se encontra a estrutura física do Centro de Ensino (CE) Professor Ribamar Torres, em Pastos Bons, que necessita urgentemente de uma reforma. Segundo ela, já foi encaminhado pelo menos dois requerimentos ao titular da Seduc sobre o caso, mas nunca houve resposta.

“A escola está caindo aos pedaços, não tem condições de abrigar mais de quinhentos estudantes num ambiente como aquele. Uma parte da escola já foi interditada pela Defesa Civil e é imperativo que se tome uma atitude para reformar essa escola o quanto antes”, disse.

Uma outra unidade da rede pública estadual, o Centro de Ensino (CE) Dr. José Neiva, também em Pastos Bons, teve as aulas paralisadas em reivindicação recente de alunos. De acordo com a parlamentar, eles saíram às ruas para pedir que a Seduc contrate professores para a escola. Nina denunciou que foi necessária a reivindicação por parte dos estudantes, já que, segundo ela, o CE Dr. José Neiva possuía apenas três professores.

“Fica aqui a minha crítica, a minha indignação quanto à Secretaria de Educação. Não dá para falar em escola digna, não dá para falar em dignidade na educação com um corte de milhões na Uema e com escolas estaduais caindo aos pedaços. Eu não vejo resultado na educação do Maranhão”, lamentou.

Terceirizada por copeiragem e motoristas também fatura alto na SSP
Política

LSL – Locações e Serviços tem mais de R$ 24 milhões em contratos com o governo comunista

Para os empresários Francisco Alexandre de Sousa Sales e Gina Carla Gonçalves Carvalho, é o governador Flávio Dino (PCdoB) no céu e seus auxiliares Felipe Camarão, Murilo Oliveira e Jefferson Portela na terra.

Donos da LSL – Locações e Serviços Ltda, os empresários já conseguiram faturar mais de R$ 24 milhões em contratos com o governo comunista, nas pastas de Educação, Administração Penitenciária e Segurança Pública.

A primeira a contratar a terceirizada foi a SSP, onde já faturou contratos de quase R$ 3,5 milhões, pela prestação de serviços gerais de limpeza, higienização, manutenção, conservação e jardinagem. Por lá, LSL foi contratada quatro vezes consecutivas de forma emergencial, com dispensa de licitação. Pela legislação que trata sobre contratos públicos, Jefferson Portela agiu de forma marginal.

Poucos meses depois, em janeiro deste ano, foi a vez da Seap. Embora a pasta possua pessoal qualificado para exercer as atividades, o mineiro Murilo Andrade assinou dispêndio de R$ 5,6 milhões pela contratações de motoristas, pelo período de um ano, podendo ainda ser prorrogado pelo prazo de mais 60 meses. Assim como Portela, Murilo também agiu de forma marginal. Pela legislação, ele violou os princípios da administração pública ao terceirizar o serviço em vez de chamar concursados ou mesmo abrir um novo concurso.

De todos, porém, o de maior faturamento foi o assinado com a Seduc, para prestação de serviços de copeiragem escolar, popularmente conhecida como manipulação de alimentos.

Comandada pelo advogado Felipe Camarão, outro que agiu à margem da legislação, a pasta fechou com a LSL – Locações e Serviços Ltda quatro contratos que, somados, chegam ao valor de quase R$ 14 milhões. Além de milionária, a contratação diverge do discurso de campanha eleitoral e de posse do governador Flávio Dino, que prometia quebrar o ciclo vicioso mantido pelo regime anterior, da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), e realizar concursos públicos.

Em tempos de crise financeira e econômica atingindo o país, se houvesse concurso público, o valor seria um ótimo salário para qualquer candidato da área, que necessitaria apenas de nível fundamental e, em alguns casos, a escolaridade poderia ser aceita mesmo que incompleta, para participar do certame e exercer as atividades.

Felipe Camarão terceiriza copeiragem escolar por R$ 23,8 milhões
Política

Contratação diverge do discurso de Flávio Dino. Comunista havia prometido quebrar o ciclo vicioso mantido por Roseana Sarney e realizar concursos públicos

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) vai pagar R$ 23,8 milhões por meio da terceirização de serviços de copeiragem escolar, popularmente conhecida como manipulação de alimentos. A pasta é comandada pelo advogado Felipe Costa Camarão, que recentemente levou um puxão de orelha do Ministério Público em razão da falta de recursos pedagógicos a um aluno que necessita para a efetivação do direito fundamental à educação inclusiva.

Os contratos foram todos assinados no dia 17 de fevereiro último, tendo sido consagradas quatro empresas como fornecedoras da mão-de-obra: LSL – Locações e Serviços Ltda; Martins e Reis Transportes Ltda-ME; Globaltech Brasil Ltda; e R & P Treinamentos e Serviços Ltda.

Além de milionária, a contratação diverge do discurso de campanha eleitoral e de posse do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que prometia quebrar o ciclo vicioso mantido pelo regime anterior, da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), e realizar concursos públicos.

De propriedade dos sócios Francisco Alexandre de Sousa Sales e Gina Carla Gonçalves Carvalho, a LSL – Locações e Serviços Ltda é uma das que mais vai faturar com a terceirização. Dos sete lotes abertos pela Seduc, a empresa levou pelo menos quatro, e deve lucrar mais de R$ 14 milhões, num período de doze meses.

As outras três — Martins e Reis Transportes Ltda-ME; Globaltech Brasil Ltda; e R & P Treinamentos e Serviços Ltda — levaram um lote, cada. O contrato com a primeira foi fechado no valor de quase R$ 4 milhões; da segunda em quase R$ 3 milhões; e a última em quase R$ 2,9 milhões.

A Martins e Reis tem como quadro societários Luis Carlos Martins e Vera Lúcia dos Reis. A Globaltech pertence a Miguel Arcângelo Raposo e Maria de Lourdes Raposo. A R&P Treinamentos tem como único proprietário o empresário Romero Ricardo Almeida Rodrigues.

Cada copeira, em todos os contratos firmados por Felipe Camarão com as quatro empresas, vai custar mensalmente pouco mais de R$ 2,3 mil aos cofres do Estado.

Em tempos de crise financeira e econômica atingindo o país, se houvesse concurso público, o valor seria um ótimo salário para qualquer candidato da área, que necessitaria apenas de nível fundamental e, em alguns casos, a escolaridade poderia ser aceita mesmo que incompleta, para participar do certame e exercer as atividades.

Felipe Camarão leva pito do MP por falta de recursos a estudante com Down
Política

Caso ocorreu numa escola da rede pública estadual localizada no município de Itinga

O secretário estadual da Educação, Felipe Costa Camarão, levou um puxão de orelha do Ministério Público (MP) do Maranhão em razão da falta de recursos pedagógicos a um aluno que necessita para a efetivação do direito fundamental à educação inclusiva.

A ação foi feita por meio da promotora de Justiça Nara Thamyres Brito Guimarães Alencar, da Promotoria de Itinga.

No dia 16 de fevereiro deste ano, a presentante do Parquet encaminhou Recomendação à Camarão, para que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) passe a cumprir com princípio da igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.

Em atividade de atendimento ao público, a senhora Adilza dos Santos Paula, mãe de um estudante portador de síndrome de Down, André dos Santos Paula, relatou ao MP-MA que a Escola Estadual Centro de Ensino José Neves de Oliveira, que fica no município de Itinga, não oferece atendimento especializado em sala de aula, nem professor para acompanhamento especial.

O aluno, que deveria estar cursando a 1.ª série do Ensino Médio, está matriculado na unidade, que já iniciou as aulas. Contudo, ele ainda não está podendo frequentar a escola em virtude da falta do profissional da educação capacitado para a sua integração nas classes comuns e da ausência de atendimento especializado na própria escola.

Num dos trechos do pito em Felipe Camarão, a Promotoria recomendou ao secretário que passe a utilizar a pasta para disponibilizar, imediatamente, todos os recursos pedagógicos que o aluno necessita para a efetivação do direito fundamental à educação inclusiva, conforme prevê a Lei de Diretrizes e Base da Educação.

O prazo estabelecimento pelo Ministério Público para o cumprimento da Recomendação é de 10 dias. A Seduc foi procurada pelo e-mail de sua Assessoria de Comunicação, mas não houve resposta até a publicação desta matéria.

Timon: alunos não assistirão aula até que Seduc garanta segurança em escola
Maranhão

Centro de Ensino Aluísio Azevedo foi alvo de ação criminosa. Decisão foi tomada por grêmio estudantil

Alunos do Centro de Ensino Aluísio Azevedo (CEAA), localizado na cidade de Timon, decidiram protestar contra a falta de segurança na unidade escolar. A unidade pertencente à rede pública estadual de ensino.

Em decisão tomada pelo grêmio estudantil do CEAA, os alunos avisaram que não assistirão mais as aulas até que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), comandada pelo advogado Felipe Camarão, garanta o envio de vigilantes para a unidade e providencie os itens roubados. Uma faixa foi colocada pelos alunos na entrada da escola, onde é pedido ao “ladrão” que “não roube” a CEAA. “Queremos estudar”, afirmam.

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Segundo os estudantes, o CEAA foi alvo de ação criminosa durante o período do Carnaval. Do local, bandidos levaram ventiladores e lâmpadas, impossibilitando a permanência dos alunos e dos professores em sala de aula. “A decisão tomada pelo grêmio levou em consideração não haver condições tanto para o docente quanto para o discente de aproveitamento pedagógico mínimo possível”, justificam.

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Até que a Seduc resolva o problema, os alunos prometem usar os horários das aulas em oficinas culturais de dança, música, entre outras, no pátio da escola. “Acreditamos que a sensibilidade dos gestores em atender as reivindicações, afim de que os alunos não sejam prejudicados mais ainda”, finalizam.

Procurado pelo ATUAL7 por meio da Assessoria de Imprensa da Seduc, o secretário Felipe Camarão não se pronunciou até a publicação desta matéria.

Deputados põem sob suspeita contrato de R$ 4,9 milhões da Seduc
Política

Apesar da legislação não prever para o caso, acordo com a Clasi Segurança Privada foi celebrado em caráter emergencial

Deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão aprovaram requerimento que solicita cópia integral de um contrato de mais de R$ 4,9 milhões firmado em abril deste ano entre a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e a Clasi Segurança Privada Ltda. A empresa pertence aos sócios Pedro Ricardo Aquino da Silva e Paulo César Baltazar Viana.

O requerimento para detalhes capa a capa do contrato é de autoria do deputado Fábio Macedo (PDT), e foi aprovado pela Mesa Diretora da Casa na última quarta-feira 14. A contratação se refere a serviços de vigilância armada e ostensiva, diurna e noturna, nas dependências das escolas e prédios estaduais vinculados à Seduc, localizados em São Luís e nos municípios de Raposa, São José de Ribamar e Paço do Lumiar.

É a primeira vez que um parlamentar da base do Palácio dos Leões, seguido por membros da Mesa Diretora da AL-MA aliados ao governo, resolvem fiscalizar um contrato realizado por um dos secretários do governo Flávio Dino. Se a situação já é constrangedora para o governo, chama mais ainda a atenção o fato de que o responsável pela assinatura do contrato suspeito é o secretário Felipe Costa Camarão, espécie de coringa do Palácio.

Apesar da legislação específica não permitir, a contratação da Clasi foi feita em modalidade de regime de emergência. Pela Lei de Licitações, esse tipo de contratação é permitida somente quando há situação decorrente de fatos imprevisíveis que exigem imediata providência sob pena de potenciais prejuízos para o cidadão,  para o patrimônio público ou para interesses e valores protegidos pelo Direito.

Como Felipe Camarão substituiu a professora Áurea Prazeres, que comandou a Seduc no início do próprio governo comunista, a contratação emergencial da Clasi Segurança pode ter atendido a interesses privados e, inclusive, pode ser alvo de ação de improbidade administrativa pelo Ministério Público do Maranhão.

Caso Detran

Não há confirmação, mas iniciativa de Fábio Macedo — estimulada pela base do governo — em fiscalizar um dos contratos da Seduc com a Clasi pode estar relacionada um contrato celebrado no ano passado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Maranhão com a mesma empresa de segurança privada, no ano passado.

O contrato, segundo se especulou nos bastidores à época, deveria ter sido celebrado com a então recém criada BR Construções, empresa que seria ligada ao pai do parlamentar, o empresário Dedé Macedo, um dos principais financiadores da campanha de Dino ao governo estadual.

Falta de quadros no governo transforma Felipe Camarão em tapa-buracos
Política

Em pouco mais de 1 ano, esta já é a terceira vez em que ele é utilizado pelo governador Flávio Dino para esse tipo de missão

A falta de quadros no governo Flávio Dino, do PCdoB, transformou o procurador federal Felipe Camarão numa especie de tapa-buracos do comunismo, que serve apenas para ocupar lugares para onde o governador ainda não tem nomes.

Nesta terça-feira 1º, perdido diante do pedido de demissão feito pela titular da Secretaria de Educação, Áurea Prazeres, Dino voltou a recorrer a Camarão.

Esta já é a terceira vez em que, em pouco mais de 1 ano de governo, ele é utilizado pelo governador para esse tipo de missão.

A primeira ocorreu quando assumiu a Cultura, com a queda da professora Ester Marques após falta de apoio do PPS, que a havia indicado para o cargo; e a terceira agora, para tapar o buraco deixado por Áurea na Educação, curiosamente também após perder apoio da legenda que a indicou, o PDT.

A segunda vez em que Felipe Camarão serviu como tapa-buracos, que merece maior destaque, foi durante o parco período em que tapou um buraco criado para ser buraco, a recém criada Secretaria de Governo. É o que pode se extrair da declaração do próprio Flávio Dino com a nova remoção, dando conta que Camarão fora usado apenas para criar a Secretaria de Governo, e não para ocupá-la.

Felipe Camarão terá de se submeter a Márcio Jerry se for para Casa Civil
Política

Pasta ainda comandada por Marcelo Tavares foi esvaziada por Jerry e sua esposa ao longo de 2015, perdendo autonomia política, administrativa e financeira

O secretário de Estado da Cultura, Felipe Camarão, terá de jogar fora a sua trajetória de competência na gestão pública e se transformar na nova rainha da Inglaterra se aceitar o convite feito pelo governador Flávio Dino (PCdoB) de ir para a chefia da Casa Civil em substituição ao ainda titular da pasta, Marcelo Tavares – que ocupará a presidência da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), em substituição a Ted Lago, que será diretor financeiro do órgão.

Apesar de ser mais próxima do governador que a Cultura – e a Gestão e Previdência (Segep) –, desde o início do governo comunista, a Casa Civil perdeu autonomia política, administrativa e financeira ao ser continuamente esvaziada pela Secretaria de Assuntos Políticos e Federativos e pela chefia de Gabinete do Governador, respectivamente comandadas por Márcio Jerry e sua esposa, Joslene Rodrigues, a Lene.

Para Jerry, Flávio Dino remanejou dezenas de dezenas de cargos e grande parte da verba antes sob responsabilidade de Tavares. Para Lene, deu o poder de comandar as licitações e gastos de seu gabinete, como a do aluguel de aeronaves e a do fornecimento de comida para as geladeiras do Palácio dos Leões, antes também sob total e histórica responsabilidade da Casa Civil.

Nem mesmo a presença de Tavares em eventos e reuniões de competência da Casa Civil foi permitida ao longo de 2015. Nas poucas vezes em que ele participou, Jerry também estava lá, inclusive usurpando-lhe o uso da palavra e, por várias vezes, até da caneta – como ocorreu logo no início do governo, quando da posse dos secretários.

Será sob essa subserviência que Felipe Camarão, tido com o melhor quadro técnico do governo, se aceitar o convite feito por Flávio Dino, comandará a Casa Civil.