Felipe Camarão
Dino confirma apoio a Brandão, dá prazo final para Weverton e esvazia Camarão e Simplício
Política

Com a escolha tornada pública, mandatário passará a se engajar abertamente pela vitória do sucessor nas urnas em 2022

Durante reunião na noite dessa segunda-feira (29) com lideranças partidárias e pré-candidatos à sua sucessão, o governador Flávio Dino (PSB) confirmou que vai apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Com a declaração formal de apoio, reafirmada publicamente nas redes sociais, Dino passará a se engajar abertamente pela vitória de Brandão nas urnas na eleição do ano que vem, algo que já vinha fazendo indiretamente e no bastidor.

Conforme antecipou o ATUAL7, embora tenha externado sua posição pessoal, o governador do Maranhão não fez qualquer imposição à base aliada, e aceitou o pedido da maioria, de esperar até o fim de janeiro pela “máxima unidade” do grupo em torno de Brandão.

Um dos que indicaram pela unidade do grupo foi o secretário de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry (PCdoB), evidentemente, combinado com Dino, que busca retirar de si ao final do mandato a pecha de ditador.

A decisão do mandatário em favor de seu vice imediatamente tira da disputa todos os demais postulantes do grupo à sucessão estadual.

No caso de Weverton Rocha (PDT), o senador ganhou novo prazo, mas agora final, para decidir se adere ao projeto de Flávio Dino ou se trai o líder do grupo e rompe de vez com o chefe do Executivo –como fez seu colega de bancada no Senado, Roberto Rocha (PSDB).

Já os secretários estaduais de Educação, Felipe Camarão (PT), e de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), embora tenham reafirmado nas redes sociais que mantêm as respectivas pré-candidaturas ao governo do Estado, ambos foram automaticamente esvaziados.

Como Dino é o comandante do grupo, e já declarou apoio público a Brandão, a disposição de ambos para a corrida perde o sentido, pois nenhum deles irá se lançar contra a decisão do governador. Até a reunião em janeiro, ambos devem declarar o esperado, e seguirem o líder.

Traição de Weverton Rocha a acordo já era esperada por Flávio Dino
Política

Pedetista voltou a antecipar que manterá o nome na disputa pelo Palácio dos Leões mesmo que não atenda aos critérios pré-estabelecidos pelo grupo

A traição do senador Weverton Rocha (PDT) ao acordo que prevê o lançamento de apenas um candidato da base governista ao Palácio dos Leões em 2022 já era esperada por Flávio Dino (PSB).

No sábado (20), em Timon, o pedetista voltou a antecipar que manterá o nome na disputa mesmo que não atenda aos critérios pré-estabelecidos pelo grupo em julho. Ele já havia insinuado não precisar do apoio de Dino para 2022, e aberto diálogo para formação de aliança eleitoral com o senador Roberto Rocha, desafeto do governador do Maranhão.

“É um projeto construído por muitas mãos, de grupo e de sentimento. Estamos bem na pesquisa, temos o melhor grupo político e estamos preparados para enfrentar os desafios que precisamos enfrentar, que é a fome, [falta de] desenvolvimento e da geração de emprego. É um projeto que se consolidou e, obviamente, será submetido à vontade popular nas urnas no ano que vem”, respondeu ao radialista Eliézio Silva, ao ser questionado se a pré-candidatura pode ser retirada ou não.

De acordo com aliados do chefe do Executivo, pelas movimentações do pedetista e ataques de entusiastas do senador, ele já calculava que Weverton repetiria o que fez na eleição de 2020, quando provocou racha, traiu o grupo e fechou apoio com o candidato da oposição à prefeitura de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), que terminou eleito.

Marcada inicialmente para ocorrer na semana passada, a reunião entre Flávio Dino e lideranças partidárias para escolha do candidato único do grupo ao governo do Estado foi transferida para o próximo dia 29.

Para ser escolhido, o nome do grupo deve preencher três critérios: lealdade; agregação política; e potencial eleitoral.

Do total de quatro postulantes, até o momento, apenas o vice-governador Carlos Brandão (PSB), sucessor natural de Dino e que passará a comandar o governo do Maranhão a partir de abril de 2022, atende todos os fatores. Ele é ainda o candidato do coração de Dino.

Sem apoio político nem mesmo dentro dos próprios partidos nem viabilidade eleitoral, os secretários de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), e de Educação, Felipe Camarão (PT), devem retirar as respectivas pré-candidaturas e, em atendimento ao primeiro critério, de lealdade, seguir com Brandão pela união do grupo e continuidade das ações consideradas exitosas do governo.

Já Weverton, embora tenha reunido em torno de seu projeto parte da classe política maranhense, perdeu forças e vem sendo esvaziado nas últimas semanas por Brandão e até mesmo por Camarão.

Também inviabiliza a escolha de seu nome a avaliação negativa de sua imagem junto à população maranhense, arranhada em razão de envolvimento em conhecidos processos que enfrentou ou ainda enfrenta na Justiça relacionados à desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito e corrupção, além de haver feito defesa de projetos no Senado contrários às políticas públicas adotadas pelo governo dinista, o que o torna infiel ao projeto.

‘Dino vai nos escolher como candidato a governador’, diz Camarão em lançamento de pré-candidatura
Política

Secretário de Educação defende o adiamento da reunião agendada pelo governador com lideranças partidárias e o atropelo do acordo de decisão conjunta com os aliados do Palácio dos Leões

O secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão, quer o adiamento da reunião de lideranças partidárias marcada para o fim de novembro e atropelar o acordo feito pelo governador Flávio Dino (PSB) para haja escolha conjunta de candidato único do grupo para o Palácio dos Leões em 2022. Foi essa a toada do anúncio oficial de sua pré-candidatura ao governo do Estado nessa quinta-feira (4), pelo Partido dos Trabalhadores.

“Eu tenho visto muitos pré-candidatos falando sobre a escolha do candidato. Eu quero dizer para vocês que Flávio Dino vai nos escolher como candidato ao governo do Maranhão. E vai escolher porque vamos conquistar o coração do governador. Ele botou os requisitos na carta e nós vamos preencher esses requisitos. [Por isso], formalizamos [a Dino] que essa escolha não seja feita agora”, disse a cerca de 1 mil pessoas que se aglomeraram na casa de eventos Residencial Recepções, em São Luís.

Conforme antecipou o ATUAL7, seguindo conselho de entusiastas de sua pré-candidatura, Camarão marcou um distanciamento do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural de Dino e também pré-candidato ao Palácio dos Leões. Logo no início do discurso, o secretário de Educação apontou para a tese de que ele, e não Brandão, representa a continuidade do que Dino define como legado de sua gestão.

“Nós temos um governador que deixará um legado para nosso estado. É essa coragem e esse legado que nós queremos preservar. O Flávio não fez tudo, pois não é santo nem milagreiro, e é por isso que estamos aqui nos colocando à disposição, para continuar [esse legado]. Temos a árdua missão de sermos ou tentarmos sermos melhor ainda que o Flávio. Vamos herdar um estado deixado pelo Flávio no caminho certo, e teremos as condições de fazer um grande governo”, declarou.

Além do PT, o ATUAL7 apurou que o PCdoB e o PSB, partido do governador Flávio Dino, defendem o adiamento da decisão final sobre quem será o candidato único do grupo dinista ao Palácio dos Leões em 2022. A articulação contaria com o apoio dos secretários Márcio Jerry (Cidades e Desenvolvimento Urbano) e Ricardo Cappelli (Comunicação Social), que preferem o governo do Estado sob alguém a quem possam ter influência, espaço inviável se Carlos Brandão sentar na cadeira de governador em abril do ano que vem com musculatura imbatível para buscar a reeleição.

A ascensão de Brandão ao comando do Poder Executivo estadual ocorrerá em razão da desincompatibilização obrigatória de Dino no cargo, para concorrer ao Senado Federal em 2022.

Flávio Dino tem reafirmado a pessoas próximas que a predisposição por Brandão ocorre por o vice-governador cumprir integralmente os critérios de lealdade, capacidade de agregação política e potencial eleitoral, publicamente apontados por ele como necessários para sucedê-lo no trono palaciano. Contudo, tem ressalvado que essa seria apenas uma observação pessoal, que será defendida, mas não imposta, na reunião com as lideranças partidárias marcada para o fim de novembro.

Felipe Camarão marcará distanciamento de Carlos Brandão ao lançar pré-candidatura ao Palácio dos Leões
Política

Conselheiros de Flávio Dino têm defendido que o governador não declare apoio exclusivo a Carlos Brandão para 2022

O secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão (PT), pretende marcar um distanciamento do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e apontar para a necessidade dele, não Brandão, representar a continuidade do que o governador Flávio Dino (PSB) define como legado de sua gestão no estado.

A tese vai ser publicamente defendida pelo próprio Camarão nesta quinta-feira (4), em discurso durante evento de lançamento de sua pré-candidatura ao governo do Estado para 2022.

Embora não tenha recebido o aval do PT nacional nem local para se lançar na disputa, Felipe Camarão reunirá uma pequena facção do petismo maranhense que usa a pré-candidatura do partido ao Poder Executivo estadual como forma de preservar o espaço construído na estrutura da máquina administrativa do Palácio dos Leões.

Também fariam parte da trupe que espera sentar à mesa de negociação com Brandão os secretário Márcio Jerry (Cidades e Desenvolvimento Urbano) e Ricardo Cappelli (Comunicação Social). Contudo, como atuariam apenas no bastidor, não comparecerão ao ato eleitoral.

Inicialmente, a pré-candidatura de Felipe Camarão ao governo foi pensada apenas como uma forma de afastar o petismo local nas hostes do senador Weverton Rocha (PDT), que ameaçava tomar o controle do partido, hoje indiretamente comandado por Flávio Dino. Conselheiros do governador, no entanto, insistem na tese de que o secretário deve se manter na disputa até as urnas, e que a candidatura não depende do apoio do Palácio dos Leões, mas apenas do próprio Dino não declarar apoio exclusivo a Carlos Brandão e do fundo partidário do PT.

Dino dá último prazo para Weverton, vai anunciar apoio a Brandão e se prepara para embate com Alema
Política

Sob liderança de Othelino Neto, deputados pretendem aprovar nova PEC do Orçamento Impositivo com maior previsão de execução obrigatória

O governador Flávio Dino (PSB) estabeleceu o último prazo para o senador Weverton Rocha (PDT) decidir se vai retirar a pré-candidatura ou permanecer na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, ainda que pela oposição.

A data limite é o próximo dia 20 de novembro, quando Dino pretende anunciar publicamente apoio ao nome do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que assume o comando do governo do Estado a partir de abril do próximo ano. Flávio Dino vai concorrer ao Senado na chapa.

O recado foi dado a Weverton pelo próprio Dino, em reunião no Palácio dos Leões, em que voltou a perguntar ao pedetista se ele já havia “se acertado com Brandão”, candidato natural do grupo dinista.

O ATUAL7 apurou que, inicialmente, o prazo terminaria no dia 15 de novembro, mas o senador pediu mais uma semana para refletir. Foi cedido, porém, apenas mais 5 dias.

Além do encontro com Weverton, segundo interlocutores do governador, Dino também conversou com o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB).

O objetivo do diálogo foi demover o comunista em relação a uma nova PEC (proposta de emenda à Constituição) do Orçamento Impositivo de emendas parlamentares, com maior previsão de execução obrigatória.

Othelino, porém, não aceitou a tentativa de intromissão, e lembrou ao governador maranhense que também chefia um Poder, o Legislativo. Sem acerto, Dino tem dito a pessoas próximas que já está se preparando para o embate com a Alema.

A PEC partiu do deputado Yglésio Moysés (PROS), que, após conseguir o número suficientes de assinaturas para a tramitação do dispositivo, retirou a proposta. Contudo, mesmo sob indícios de atropelamento ao regimento interno da Casa, Othelino resolveu dar prosseguimento ao texto, que já está aberto para análise e sugestão de melhoria pelos demais deputados.

Embora tenha Brandão como candidato ao governo na eleição do ano que vem, Dino liberou e orientou o secretário de Educação, Felipe Camarão, para se filiar ao PT e se colocar para a disputa pelo governo estadual. Inicialmente, a jogada teve objetivo único de afastar petistas do entorno de Weverton Rocha, plano que deu certo, mas conselheiros de Flávio Dino que não querem os cofres do Estado nas mãos de Brandão, por falta de proximidade com o vice-governador, intentaram contra, levando o governador a ter de fazer, ainda que somente por um período, jogo duplo para não esfacelar a base.

No entanto, como possui o apoio apenas dos menudos que encastelou no Palácio dos Leões, e diante das constates declarações de secretários estaduais de peso a favor da candidatura de Carlos Brandão, Felipe Camarão tem reclamado no bastidor a respeito da falta de poder sobre seu próprio futuro político e, nos últimos dias, também de Carlos Lula (Saúde), que já estaria ameaçando tomar suas bases para a disputa por um cadeira na Câmara Federal.

Apesar de Dino desejar Camarão como vice de Brandão, integrantes do PT nacional e local querem que a vaga seja ofertada ao deputado Zé Inácio.

Dino faz jogo duplo, libera Felipe para afrontar Brandão e corrói discurso de lealdade para 2022
Política

Movimentação orientada de secretário de Educação tem colocado em xeque o apoio prometido pelo governador ao tucano para a disputa pelo Palácio dos Leões

Chocando-se frontalmente com o discurso de que “uma pessoa quando tem vergonha na cara, quando tem educação e tem princípios, formação, não esquece do bem que foi feito a seu favor e tem gratidão sempre”, o governador Flávio Dino (PSB) vem fazendo jogo duplo com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Confundindo a lealdade de Brandão com subserviência, Dino tem esticado a corda e liberado Felipe Camarão (PT) para acelerar tratativas em busca de alianças que cacifem o secretário de Educação para o corrida pelo governo do Estado, mesmo que isso simbolize desrespeito e coloque em xeque o apoio prometido ao tucano para a eleição do ano que vem.

Com aval de Dino, Camarão usou o horário de trabalho nessa segunda-feira (25) para reunir com o PSB, partido do próprio governador maranhense, maior afronta direta a Brandão nesta pré-campanha. No encontro, articulou abertamente para que na reunião com lideranças partidárias prevista para novembro seja defendida a prorrogação da decisão sobre quem será o candidato único do grupo dinista.

A ideia é empurrar a decisão para fevereiro, tempo considerado suficiente pelo secretário para fragilizar Brandão, ganhar musculatura eleitoral própria e obrigar o vice-governador a abrir mão da disputa em troca de favores políticos e indicações para cargos públicos a partir de 2023, quando estaria fora do poder.

Além disso, sempre sob fiança de Flávio Dino, Felipe Camarão abriu diálogo com o PDT, do senador e pré-candidato ao governo Weverton Rocha, por apoio. Também com o MDB da ex-governadora Roseana Sarney, com sinalização para indicação à vaga de vice.

Em paralelo, Dino também voltou a liberar o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), para defender que a escolha do candidato único do grupo seja adiada para 2022.

Apesar dos ataques, o vice-governador do Maranhão tem permanecido caninamente leal, e aguarda retribuição. Aos mais próximos, porém, tem lembrado que Dino precisará se desincompatibilizar do cargo até abril do próximo ano se quiser continuar na vida pública. Quando essa data chegar, tem salientado Carlos Brandão, o governador e quem de fato vai conduzir a própria reeleição e primeira eleição de todo o grupo encastelado no Palácio dos Leões será ele, não Flávio Dino.

Inviável ao Palácio dos Leões, Felipe Camarão mantém pré-candidatura a deputado federal para 2022
Política

Em xeque-mate, Flávio Dino tem como único candidato o vice-governador Carlos Brandão, que assumirá a caneta do Estado em abril e disputará a reeleição. Zé Inácio é cotado para vice

Sem aval do próprio PT nem do governador Flávio Dino (PSB) na disputa pelo Palácio dos Leões, o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão (PSB), declarou em entrevista ao jornal O Estado, publicada nesta terça-feira (19), que segue aberto para a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados em 2022.

"É bem claro: ou eu sou candidato a governador, ou, na remota hipótese de o partido não me dar aval para candidatura, eu serei candidato a deputado federal”, disse, repetindo resposta anterior, ao ser questionado pelo jornalista Gilberto Léda sobre a possibilidade de ocupar a vaga de vice –que chegou a ser cogitada na chapa encabeçada por Carlos Brandão (PSDB), que assume o comando do Governo do Estado no ano que vem para disputar a reeleição com apoio de Dino.

Apesar de parte do dinismo intentar um golpe contra Brandão, a estratégia desenhada pelo próprio Flávio Dino é simples: além de estancar a aproximação que o senador Weverton Rocha (PDT) vinha tentando criar com o PT maranhense, a pré-candidatura de Camarão ao Governo do Estado tem como pano de fundo gerar poder de voto ao secretário de Educação, que será testado nas urnas pela primeira vez.

Se o plano der certo, além de eleito para a Câmara, Felipe Camarão servirá ainda como puxador de votos para carregar pelo menos mais um petista para Brasília, atendendo a desejo manifestado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando esteve no Maranhão, em agosto. O objetivo do Partido dos Trabalhadores para 2022 é eleger uma bancada forte para o Congresso Nacional, não entrar em disputas por governos estaduais.

Além disso, como Flávio Dino pretende disputar o Senado, e para que isso aconteça precisará, primeiro, renunciar ao cargo até abril do próximo ano, para apoiar qualquer outro nome que não seja o do seu atual vice, o governador do Maranhão precisaria convencer Brandão a ficar no posto até o final do mandato, e, fatalmente, sem cargo eletivo a partir de 2023, totalmente dependente do grupo ora encastelado no Palácio dos Leões, que já demonstrou por diversas vezes não ser unido.

Como a conjuntura é impossível, por o próprio Dino estar em xeque-mate e integralmente submetido ao poder que Brandão exercerá sobre a caneta a partir de abril, a candidatura de Camarão ao governo se torna inviável e natimorta. Ainda assim, sob a estratégia de eleger bancada forte para o Congresso, será mantida em evidência "até o último momento", conforme declarado pelo próprio secretário de Educação na entrevista.

Em troca do apoio exclusivo de Lula, a vaga de vice na chapa de Carlos Brandão ainda pode ficar com o PT.

O nome mais cotado, segundo apurou o ATUAL7, é o do deputado estadual Zé Inácio, que conta com apoio da presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann.

Dino tira indicado de Josimar da Sagrima e coloca petista ex-aliado de Weverton
Política

Movimento confirma rompimento com líder do PL e fortalece estratégia de diminuição da aproximação entre PT e senador pedetista, em prol de Carlos Brandão

O governador Flávio Dino (PSB) tirou no comando da Sagrima (Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) o engenheiro agrônomo Sérgio Delmiro, indicado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), e colocou para controlar a pasta o jornalista petista Luiz Henrique, ex-aliado do senador Weverton Rocha (PDT) no partido.

O movimento confirma o rompimento do chefe do Executivo estadual com o líder do Partido Liberal no Maranhão, recentemente alvo de operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas) e da Seccor (Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção) após declarar oposição a Dino visando a disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Também abre maior espaço para o PT no governo estadual, com o objetivo de fortalecer a aliança do partido com Carlos Brandão (PSDB) para a eleição do ano que vem, com indicação de nome para ocupar a vice na chapa ou primeira suplência ao Senado.

Neste mesmo sentido, o secretário Felipe Camarão (Educação), usado por Flávio Dino desde o início da primeira gestão como espécie de coringa, sob total controle do governador maranhense, foi lançado e vai manter pré-candidatura ao Governo do Estado até o anúncio de Dino a favor de Brandão. Estratégica, a pré-candidatura de Camarão tem alcançado com facilidade o único objetivo pretendido da parte de Dino, como ocorreu com Luiz Henrique, que é acabar com a aproximação entre petistas de Weverton visando o Palácio dos Leões.

Apesar da lealdade publicamente declarada entre Flávio Dino e Carlos Brandão, parte do PT do Maranhão que integra o núcleo de conselheiros do governador quer que Felipe Camarão se desvie do plano dinista e se mantenha na corrida eleitoral até as urnas. A ofensiva, porém, é inviável, pois a entrada de Dino para a disputa pelo Senado ficaria comprometida, já que Brandão não pretende abrir mão do Poder e o Dino seria obrigado a ficar até o final do mandato para fazer do petista seu sucessor.

Sob Diego Galdino, Casa Civil começa exoneração em massa
Política

Cerca de 30 pessoas já foram comunicadas sobre os cortes. Servidores dizem em reservado que vagas serão preenchidas por indicados por Felipe Camarão, padrinho do secretário e pré-candidato a qualquer coisa em 2022

O novo secretário-chefe da Casa Civil, Diego Galdino, deu inicio nesta segunda-feira (13) a uma operação de exoneração em massa na pasta.

Cerca de 30 comissionados já foram comunicados sobre a saída dos cargos.

As demissões iniciais ocorrem no setor de RH (recursos humanos), jurídico e na manutenção. Também há atingidos na Secretaria-Adjunta de Planejamento e Ação Governamental.

Há previsão de novos cortes ao longo da semana, até o momento ainda não publicados no DOE (Diário Oficial do Estado).

Galdino foi nomeado pelo governador Flávio Dino (PSB) para a Casa Civil no final de agosto, por indicação de Felipe Camarão, secretário estadual da Educação e nova espécie de eminência parda do Palácio dos Leões.

Servidores da Casa Civil disseram em reservado ao ATUAL7 que as vagas tendem a ser preenchidas por pessoas indicadas por Camarão. O titular da Seduc (Secretaria de Estado da Educação) é pré-candidato a qualquer coisa nas eleições de 2022.

Iminência de cassação de chapa faz Dino escalar Camarão como plano B para 2022
Política

Caso TSE mantenha livramento dado pelo TRE do Maranhão, secretário de Educação será vice de Carlos Brandão. Estratégia visa evitar que cofres do Estado caiam nas mãos de Weverton Rocha

O governador Flávio Dino (PSB) colocou em prática um plano B para garantir a hegemonia de seu grupo político no poder após 2022, do qual está fora o senador Weverton Rocha (PDT).

Na iminência de cassação de seu mandato e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) por supostos abusos de poder nas eleições de 2018, caso o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirme que houve trapaça eleitoral, Dino vai apoiar Felipe Camarão (PT), atual secretário de Estado da Educação, para o comando do Palácio dos Leões no pleito do ano que vem.

Todavia, se o livramento dado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) for mantido pelos ministros em Brasília (DF), e o caso arquivado, a ideia é seguir com o plano inicial: Camarão vice de Brandão, e Dino ao Senado.

Com a estratégia, Flávio Dino pretende evitar que os cofres estaduais caiam nas mãos de Weverton Rocha, investigado por suposto envolvimento em diversos casos relacionados a desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito. Aos mais próximos, o governador maranhense tem repetido que entregar o Palácio dos Leões para o pedetista representaria grave retrocesso para o estado e uma mancha em seu histórico político.

Brandonistas se irritam com movimentações de Simplício e Camarão
Política

Grupo reclama de estratégia de secretários e defende que indicações não sejam aceitas por Carlos Brandão no ano que vem. Parte mira até Flávio Dino

Palacianos brandonistas começam a criticar nos bastidores, mas um pouco mais abertamente, as movimentações eleitorais dos secretários de primeiro escalão Simplício Araújo (Indústria e Comércio) e Felipe Camarão (Educação).

A reclamação geral é que Simplício e Camarão têm atrapalhado os planos do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor de Flávio Dino (PSB) e pré-candidato ao Palácio dos Leões, ao alimentarem que também postulam a cabeça da chapa majoritária para 2022.

Para o grupo, ambos tentam repetir a estratégia vitoriosa utilizada por Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Eduardo Braide (Podemos), respectivamente, nas eleições de 2014 e 2018, quando usaram do expediente para depois retirarem as candidaturas ao governo maranhense já próximo ao pleito, garantindo elevada votação nas urnas para a Câmara Federal, mesmo que para isso tenham de atravancar a escalada eleitoral de Brandão.

Ala mais radical dos brandonistas defende que, quando assumir o Governo do Estado em abril do ano que vem, Carlos Brandão responda a importunação não aceitando indicação de Simplício Araújo nem de Felipe Camarão para substituí-los nas respectivas pastas.

Desconfiada em razão da movimentação dos secretários e da demora do governador em declarar Brandão como candidato, parte apoia até que nem mesmo Flávio Dino tenha o espaço pretendido no novo governo.

Deputado alerta sobre falta de organização para retorno às aulas no MA; Ministério Público silencia
Cotidiano

Ausência de diretrizes objetivas e de discussões a respeito do transporte escolar na zona rural pode prejudicar os estudantes

O deputado César Pires (PV) alertou na semana passada sobre a falta de organização do Governo do Maranhão para a volta das aulas presenciais na rede pública estadual, anunciada pela SEDUC (Secretaria de Estado da Educação) para recomeçar a partir do próximo dia 2 de agosto, de forma híbrida e assíncrona, ou seja, intercalando momentos presenciais e não presenciais, sem exigência de interação simultânea.

Segundo o parlamentar, no interior do estado, o transporte escolar de alunos da rede estadual na zona rural é realizado pelas prefeituras municipais, que, afirma Pires, não estão preparadas para retomar essa prestação de serviço, o que pode prejudicar os estudantes.

“Fiquei feliz com o retorno às aulas presenciais anunciado pelo governo estadual. É tudo que todos nós queremos. Mas é preciso que se compreenda que cerca de 50% dos alunos da rede estadual que estudam em escolas localizadas na zona rural são transportados por veículos escolares mantidos pelas secretarias municipais de Educação. Então, para retomar as aulas com qualidade, é preciso garantir as condições necessárias nos municípios”, alertou.

Ainda de acordo com César Pires, até o momento, não houve qualquer chamamento ou reunião promovida pelo governo Flávio Dino (PSB) com os gestores municipais para que estes possam organizar em suas estruturas o retorno às aulas presenciais.

“Muitos prefeitos assumiram o mandato este ano e sequer tiveram tempo hábil para realizar os processos licitatórios para aquisição de ônibus escolares ou para manutenção dos que já possuíam, ou para o estabelecimento de convênios com o FNDE”, completou.

Procurada pelo ATUAL7, a SEDUC não retornou o contato. Informado a respeito da solicitação, Felipe Camarão, que comanda a pasta, também não se manifestou.

Uma matéria publicada no site da SEDUC na quinta-feira (22) informa sobre a apresentação de diretrizes pedagógicas para retorno às aulas nas escolas da rede estadual. O documento, porém, além de fazer promoção a Camarão, contém orientações genéricas.

“Os momentos presenciais acontecerão nas unidades de ensino de acordo com os horários organizados pela escola, a partir do Plano de Retorno Escolar a ser construído e validado pela equipe gestora e docentes, sempre respeitando as especificidades inerentes a cada realidade escolar”, diz trecho que revela falta de critérios objetivos para a retomada das aulas presenciais.

De apenas sete páginas –contando com a capa e a carta promocional assinada por Camarão–, o documento não traz qualquer menção à transporte escolar.

Provocado pelo ATUAL7 para que detalhasse se tem acompanhado a situação relatada pelo deputado César Pires de perto, e para que informasse qual medida já tomou em relação ao caso, o Ministério Público limitou-se a responder que o posicionamento do órgão estava expresso em uma matéria publicada –pouco antes do envio da resposta– em seu site institucional.

O conteúdo, porém, trata apenas de uma reunião na última quinta entre o secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão, e o titular da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Educação, Paulo Avelar, em que foram apresentadas as mesmas diretrizes genéricas contidas no documento da SEDUC.

Na própria matéria publicada no site do MP maranhense, também sem qualquer menção à transporte escolar, em vez de detalhamento mais atual possível sobre situação de cada unidade da rede estadual, foi dado destaque para uma fala genérica de Camarão sobre o retorno presencial das aulas nas escolas públicas maranhenses. “Cada escola vai indicar, de acordo com suas realidades, como vai voltar. Vamos respeitar as peculiaridades locais e acompanhar, atentamente, o retorno”, disse.

PT abona na próxima semana filiação de Felipe Camarão, que pode disputar Câmara ou ser vice de Brandão
Política

Secretário de Educação do Maranhão é o quadro mais qualificado do governo Flávio Dino, e responsável pela condução do programa Escola Digna

O PT vai abonar, na próxima semana, a ficha de filiação ao partido do secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão. Ele chega à legenda após deixar o DEM.

Solicitado desde o início do mês passado, o pedido de filiação será abonado somente agora em razão do calendário já estabelecido pelo PT para começar a debater pautas relacionadas às eleições de 2022.

Além de tratar sobre filiações, também serão iniciadas as discussões sobre a formação de chapa de deputados e agenda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Maranhão, possivelmente na segunda quinzena de julho.

Quadro mais qualificado do governo Flávio Dino (PSB) e responsável pela condução do principal programa do Palácio dos Leões, o Escola Digna, Felipe Camarão entra no PT com as boas vindas de quase todo o partido. Apenas o deputado federal Zé Carlos demonstrou insatisfação com o pedido do secretário estadual da Educação para integrar a legenda.

Embora Camarão admita publicamente que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, há abertura de diálogo para a indicação de seu nome para a vaga de vice na chapa eleitoral do grupo comandado por Dino, que já confirmou apoio a Carlos Brandão (PSDB) como seu sucessor ao Governo do Estado.

O próprio Partido dos Trabalhadores também pleiteia espaço na majoritária a ser lançada pela base dinista, o que pode reforçar a articulação para formação da chapa com Carlos Brandão candidato a governador, Felipe Camarão vice-governador e Flávio Dino ao Senado.

Camarão anuncia pedido de filiação ao PT e quer concorrer a deputado federal em 2022
Política

Acerto com cúpula do partido é para a Câmara, mas há rumores de que secretário pode ser vice de Carlos Brandão

O secretário estadual de Educação, Felipe Camarão, anunciou nas redes sociais que vai protocolar nesta segunda-feira (7) pedido de filiação ao Partido dos Trabalhadores, o PT.

“Pedirei para ingressar na sigla com muito orgulho e determinação em fazer o melhor para meu estado e meu país”, escreveu.

Camarão planeja ser candidato a deputado federal na eleição de 2022, conforme acerto com a cúpula do partido, mas há rumores de que possa ser o vice de Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões.

O nome para o Senado na chapa, já confirmado, é o de Flávio Dino (PCdoB).

Justiça eleitoral arquiva inquérito da PF contra Flávio Dino e Felipe Camarão
Política

Relatório da Polícia Federal e parecer do Ministério Público Eleitoral apontam falta de provas

A Justiça Eleitoral arquivou um inquérito da Polícia Federal contra o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e o secretário estadual de Educação, Felipe Camarão. Eles eram investigados por suposta coação eleitoral no pleito de 2020 em prol do então candidato a prefeito de São Luís, Duarte Júnior (Republicanos). A gestora da UPA do Vinhais, em São Luís, Ana Caroline Hortegal, também era investigada.

A decisão foi proferida pela juíza Joelma Sousa Santos, da 3ª Zona Eleitoral, no mês passado.

O inquérito foi aberto após denúncia do Conselho da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Maranhão à Procuradoria Regional Eleitoral, em novembro.

Assinada pelo presidente da Seccional maranhense, Thiago Diaz, e pelo presidente da Comissão da Advocacia Eleitoral, Mauro Henrique Silva, a representação tinha por base indícios formulados pela advogada Vanessa Vieira da Silva, com fotografias e capturas de telas de blogs e redes sociais, sobre suposta utilização da máquina pública pelo trio, em benefício de Duarte Júnior.

Segundo relatório conclusivo da Polícia Federal e parecer do Ministério Público Eleitoral, porém, há falta de provas do cometimento do crime previsto no artigo 300 do Código Eleitoral, que institui detenção até seis meses e pagamento de 60 a 100 dias-multa para o servidor público que valer-se da sua autoridade para coagir alguém a votar ou não votar em determinado candidato ou partido.

“As informações contidas nos autos, após a realização de diligências, não ficou evidenciada materialidade e a autoria delitiva, sendo portanto, motivo para o arquivamento do feito”, escreveu a magistrada.

OAB-MA denuncia Dino por suposta coação eleitoral, mas PF não vê crime e pede para arquivar inquérito
Política

Também foram denunciados Felipe Camarão e Ana Caroline Hortegal. Investigação apura se eles teriam utilizado de suas autoridades para forçar servidores a votarem em Duarte Júnior em 2020

O Conselho Seccional do Maranhão da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) denunciou o governador Flávio Dino (PCdoB) por suposta coação eleitoral nas eleições de 2020, sob a acusação de que o comunista teria valido de sua autoridade de chefe do Poder Executivo estadual para forçar servidores a votarem e apoiarem a campanha de seu candidato a prefeito de São Luís naquele pleito, Duarte Júnior (Republicanos).

Também foram denunciados, sob a mesma acusação, o secretário estadual da Educação, Felipe Camarão, e a gestora da Unidade de Pronto Atendimento do Vinhais, Ana Caroline Hortegal.

Depois de quase dois meses de investigação, porém, segundo documentação obtida pelo ATUAL7, a Polícia Federal sugeriu o arquivamento do caso, após não haver encontrado qualquer indício que comprove a possível pratica do crime.

A denúncia foi apresentada à Procuradoria Regional Eleitoral no Maranhão em ofício assinado pelo presidente da OAB-MA, Thiago Diaz, e pelo presidente da Comissão da Advocacia Eleitoral, Mauro Henrique Silva, em 24 de novembro do ano passado, com base em indícios formulados pela advogada Vanessa Vieira da Silva, com fotografias e capturas de telas de blogs e redes sociais, sobre suposta utilização da máquina pública pelo trio, em benefício de Duarte Júnior.

O ATUAL7 procurou todos os denunciados e o deputado estadual por e-mail para que comentassem o assunto, desde o último dia 22. Apenas Camarão retornou o contato, na terça-feira 27, após ser novamente procurado, e disse apenas não ter conhecimento sobre o inquérito, que classificou como suposto, duvidando da existência.

Contra Flávio Dino, a denúncia diz que o governador do Maranhão utilizou de coação e ameaças veladas contra servidores, como em um vídeo em que usou da expressão bíblica contida no livro de Mateus, no Novo Testamento, de que naquele pleito seria feita a separação entre o joio e o trigo. Na Bíblia, o joio representa os filhos do diabo e o trigo os filhos de Deus. No Juízo Final, Deus separará os salvos dos condenados.

Também é dito na denúncia que o atual inquilino do Palácio dos Leões teria vinculado benefícios que seriam ofertados pela gestão estadual à municipal, caso o eleito para a prefeitura da capital fosse o candidato do Republicanos. “O governador do Estado do Maranhão, sequer tenta esconder a solicitação de votos em favor do candidato Duarte Júnior”, diz trecho.

Em relação a Felipe Camarão, é usado contra ele uma publicação do blog do jornalista Linhares Júnior, baseada em prints de uma conversa no aplicativo WhatsApp, dando conta de que o secretário de Educação do Maranhão teria distribuído cestas básicas em escolas públicas em suposto ato eleitoral em favor de Duarte Júnior, em data próxima ao pleito do segundo turno.

Já contra a diretora da UPA do Vinhais, Caroline Hortegal, é apontado como flagrante uma publicação no Instagram em que ela aparece com pessoas que seriam comissionadas e colaboradoras da unidade de saúde, em frente ao prédio do órgão público, com camisas padronizadas do então candidato Duarte Júnior. A legenda da publicação diz que “a saúde é com 10 UPA-Vinhais é 10! Para o prefeito de São Luís, estamos juntos!!!”.

Em 4 de dezembro de 2020, com Duarte Júnior já derrotado nas urnas e Eduardo Braide (Podemos) eleito prefeito de São Luís, alegando que não cabia foro especial aos denunciados, o procurador regional eleitoral substituto do Maranhão, Hilton Araújo de Melo, declinou do caso, que passou a tramitar sob os cuidados da promotora de Justiça Raquel Silva de Castro, da 10ª Promotoria Cível de São Luís, respondendo pela 3ª Zona Eleitoral.

Duas semanas depois, ela requisitou a instauração de inquérito à PF, para apurar suposto crime de coação eleitoral por Flávio Dino, Felipe Camarão e Caroline Hortegal, em benefício de Duarte Júnior.

Em relatório apresentado no dia 14 de abril, a delegada Paula Cecília de Santana Alves, responsável pelas investigações, conclui que, após “análise cuidadosamente feita, não foi encontrado nenhum indício que comprove a denúncia realizada, portanto não há razão para o prosseguimento desta investigação”.

Na denúncia apresentada pela OAB do Maranhão à Procuradoria Regional Eleitoral e em depoimento à Polícia Federal, a advogada Vanessa Vieira alegou que, em razão do “temor” e “pânico em perder o emprego ou cargo público nestes tempos de desemprego e pandemia que assolam todo o planeta”, os supostos servidores que teriam sido coagidos não poderiam testemunhar contra Flávio Dino nem contra os demais denunciados.

Sobre a acusação contra Felipe Camarão –conforme já havia mostrado o ATUAL7–, a Polícia Federal concluiu que a distribuição das cestas básicas pela SEDUC (Secretaria de Estado da Educação) não teve qualquer relação com as eleições daquele ano, mas devido à pandemia da Covid-19, bem como que as doações não foram feitas apenas em São Luís.

Quanto à gestora da UPA do Vinhais, bairro da capital do Maranhão, os investigadores concluíram que houve apenas “simples declaração pública de apoio [a Duarte Júnior] por parte da investigada”.

Apesar da sugestão da PF, o caso não foi arquivado. Para que isso ocorra, é necessário que o arquivamento seja deferido pela magistrada que atua no inquérito, a juíza eleitoral da 3ª Zona, Joelma Sousa Santos, em atendimento a eventual manifestação neste mesmo sentido pelo Ministério Público Eleitoral. O prazo para que o MPE opine sobre o relatório da PF vence esta semana.

Aliado a Weverton, DEM perderá quadros importantes no Maranhão por causa de 2022
Política

Rogério Cafeteira e Felipe Camarão pretendem acompanhar Flávio Dino, que ocupará a vaga ao Senado na chapa encabeçada por Carlos Brandão

Unha e carne com o senador Weverton Rocha (PDT) no Maranhão, o DEM perderá quadros importantes no estado, em razão do antagonismo do pedetista contra o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), sucessor natural de Flávio Dino (PCdoB) ao Palácio dos Leões em 2022.

Embora tenha sugerido que possa disputar a Câmara dos Deputados para tentar salvar o PCdoB, Dino deve concorrer ao Senado, onde terá maior possibilidade de voltar a sonhar com a Presidência da República. Para isso, o governador terá de se desincompatibilizar do cargo em abril do próximo ano, abrindo o comando do Executivo estadual para Brandão, que disputará a reeleição e dará suporte à eleição do comunista.

Como Dino depende de Brandão para continuar na vida pública, e Weverton, mesmo na iminência de derrota, não pretende recuar da disputa pelo governo do Estado, já se articulam para deixar o DEM os secretários estaduais Felipe Camarão (Educação) e Rogério Cafeteira (Esporte e Lazer).

O ATUAL7 apurou que Cafeteira, que tentará voltar à Assembleia Legislativa, pode ir para o Republicanos, mesmo partido de Carlos Brandão, enquanto Camarão, que buscará um mandato na Câmara dos Deputados, aguardará a definição de Dino, que caminha para se filiar ao PSB –que tem perdido o interesse de fundir com o PCdoB.

Também tendem a deixar o DEM e buscar outro partido os deputados estaduais Antônio Pereira e Paulo Neto. Apenas Neto Evangelista deve seguir no partido, para acompanhar o padrinho Weverton Rocha.

O presidente do Democratas no Maranhão é o deputado federal Juscelino Filho.