Felipe Camarão
Conheça Felipe Camarão, ex-secretário de Educação do MA, indicado a vice na chapa de Carlos Brandão
Política

Escolha é resultado do trabalho executado no programa Escola Digna, maior política de investimentos educacionais da história do estado. Confiança de Flávio Dino e benção do PT também contribuíram

Com experiência bem-sucedida em cargos públicos, o ex-secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão (PT), 40, vai disputar as urnas pela primeira vez como vice na chapa de reeleição de Carlos Brandão (PSB), com capacidade suficiente para, se sair vitorioso no batismo, concluir o projeto daqui a quatro anos na condição de governador.

A indicação para a vaga é resultado, principalmente, do trabalho executado por Camarão durante os cinco anos e três meses em que esteve à frente, como titular da Secretaria de Estado da Educação, do maior política de investimentos educacionais da história do Maranhão, o programa Escola Digna.

Além disso, tem a confiança irrestrita do ex-mandatário do Estado, Flávio Dino (PSB), que vai concorrer ao Senado pela chapa, conseguiu construir afinidade política com Brandão e recebeu a benção da quase totalidade das lideranças, tendências e da militância do Partido dos Trabalhadores no estado, feito inédito. Ainda não conseguiu uma declaração pública do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que o favoreça na disputa eleitoral de outubro, mas já conquistou forte simpatia do líder petista, o que deve lhe garantir manifestações nas próximas semanas.

No período em que comandou a Seduc, também comandou a Fundação da Memória Republicana do Brasil e foi membro titular do Fórum Nacional de Educação, o FNE.

Na Secretaria de Educação, enfrentou forte oposição no início da gestão e apenas um único deputado oposicionista, Wellington do Curso (PSC), exatamente nas obras do Escola Digna, principalmente pela falta de transparência sobre gastos com obras do programa.

Camarão é formado em Direito pela UFMA (Universidade Federal do Maranhão), doutorando em Direito pela mesma instituição e especialista em gestão pública. Há mais de 10 anos, é procurador federal de carreira da AGU (Advocacia-Geral da União).

Também é professor do Departamento de Direito da UFMA há 16 anos, onde também atuou como subprocurador-chefe, além de membro da Academia Ludovicense de Letras e sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.

Apesar de natural do Rio de Janeiro, o indicado a vice de Carlos Brandão chegou ainda criança ao Maranhão, onde cresceu e se estabilizou.

A trajetória profissional de Felipe Camarão na gestão pública conta ainda com a superintendência do Procon (Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor) do Maranhão, por duas vezes. Na primeira, em 2005, sob o governo de José Reinaldo Tavares, tinha apenas 23 anos. Voltou a comandar a autarquia em 2011, com Roseana Sarney (MDB) no comando do Poder Executivo.

Nessa última vez, deixou o cargo após enfrentar forte perseguição e ciumeira dentro da própria gestão estadual e até do Ministério Público do Estado, após o Procon-MA, sob a sua gestão, dentre outras ações de forte repercussão, aplicar multas em operadoras de telefonia e na antiga TVN (atual Maxx), desbaratar um esquema criminoso de fraudes da famigerada Eletromil e interditar o Box Cinemas, já extinto, por falta de condições de higiene sanitária e violação a direitos do consumidor.

Ao longo da carreira, Felipe Camarão foi aprovado também em concursos públicos para escrivão de Polícia Civil, e analista judiciário do Tribunal de Justiça do Maranhão. Como procurador federal, dentre outros cargos, chefiou o escritório de representação da AGU, e foi procurador-chefe da seccional de Imperatriz.

Antes de assumir a Seduc, com o Governo do Estado sob comando de Flávio Dino, Camarão foi secretário de Estado da Gestão e Previdência, da Cultura e de Governo, pasta implantada no primeiro escalão do Executivo sob sua gestão.

No período em que o Palácio dos Leões esteve sob Dino, apadrinhou pelo menos cinco pessoas no primeiro e no segundo escalão: Diego Galdino (Governo), Anderson Lindoso (Cultura), Daniel Carvalho (Mobilidade Urbana e Serviços Públicos), Lílian Guimarães (Transparência e Controle) e Marcela Mendes (também na Secretaria de Governo). Teve ainda influência, segundo aliados, na entrada de Duarte Júnior no Procon maranhense.

No novo governo, manteve Galdino no primeiro escalão.

Antes de ser indicado a vice de Brandão, chegou a ser lançado pelo PT ao governo estadual, mas logo depois retomou a pré-candidatura a deputado federal, diante da atual conjuntura política tornar inviável pretensões diferentes da decisão tomada.

Felipe Camarão é filho do médico maranhense Phil Camarão e da médica carioca Rita de Cássia Camarão. É casado com a médica e advogada Taynah Soares Camarão, pai de duas filhas, Alice e Júlia Camarão, e padrasto de Beatriz Soares Furtado.

“Foguete sem ré”, Weverton imita Dino e disputa 2022 de olho no Palácio dos Leões em 2026
Política

Senador trabalha para terminar outubro pelo menos como segundo colocado nas urnas. Antevendo estratégia, socialista impôs nome de Felipe Camarão na vice para caso necessite disputar ele próprio o Executivo contra o pedetista

Apesar das dezenas de baixas em sua pré-campanha desde que Flávio Dino (PSB) anunciou oficialmente Carlos Brandão (PSB) como seu sucessor no Palácio dos Leões, em novembro do ano passado, o senador Weverton Rocha (PDT) deve se manter na disputa até o fim.

“Foguete sem ré”, conforme slogan que passou a adotar, Weverton trabalha as eleições de 2022 de olho na de quatro anos depois, 2026.

Espécie de imitação dos passos de Dino, o objetivo do pedetista é terminar a eleição de outubro pelo menos na segunda colocação nas urnas, ainda que eventualmente derrotado pela força do Palácio dos Leões logo no primeiro turno, como vem se desenhando. Com a façanha, automaticamente, se tornaria o principal opositor de Brandão no Executivo –como fez Dino em 2010, estrategicamente, para vencer em 2014, então já imbatível.

Caso a força do Palácio dos Leões garanta a permanência de Carlos Brandão no comando do Estado pelos próximos quatro anos, em 2026, o sucessor de Flávio Dino terá de deixar o Executivo, provavelmente para disputar o Senado.

Exatamente por antever esse cenário, Flávio Dino impôs seu pupilo, Felipe Camarão (PT), como vice da chapa. A intenção é voltar a disputar o Palácio dos Leões, na hipótese de Camarão aparecer propenso a perder a disputa de 2026 para Weverton. Espécie de marionete do padrinho, Camarão permaneceria no governo até o fim, sem qualquer resistência.

Para o ainda governador do Maranhão, em eventual enfrentamento direto com o pedetista, ele se sairia melhor do que Camarão.

Brandão se filia ao PSB e aguarda definição do PT sobre vice
Política

Disputam a vaga o secretário Felipe Camarão e o deputado Zé Inácio

O vice-governador Carlos Brandão filiou-se nesta quarta-feira (23) ao PSB, no mesmo evento em que o partido também recebeu a entrada do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin.

Com o movimento, Brandão assegura o PT em seu arco de alianças e garante à legenda a vice em sua chapa de reeleição ao Palácio dos Leões.

No partido do ex-presidente Lula, disputam a vaga o secretário Felipe Camarão e o deputado Zé Inácio.

Ainda mandatário do Estado, o governador Flávio Dino tenta impor o nome de Camarão, à contragosto do próprio, para ser anunciado antes de sua saída do Executivo, no próximo dia 2 de abril.

Já o PT quer a vaga para Zé Inácio, pela identidade histórica e de confiança do parlamentar no partido, e que a definição ocorra em meio ao encontro estadual petista de definição da tática eleitoral, previsto para ocorrer até maio.

STC manda Seduc fornecer dados completos sobre obras do Escola Digna
Política

Pasta comandada por Felipe Camarão tem até 15 de março para cumprir decisão. Outro pedido pela LAI, porém, teve mantida resposta que omite parte dos valores, contratadas e origem dos recursos utilizados no programa

A STC (Secretaria de Estado de Transparência e Controle) determinou à Seduc (Secretaria de Estado da Educação) que forneça ao ATUAL7 os dados completos sobre obras executadas no âmbito do Escola Digna, conforme pedido formulado com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).

A solicitação foi enviada à Seduc em 15 de dezembro do ano passado, com objetivo de obter a relação de obras do programa, construídas do zero, desde o início do governo de Flávio Dino (PSB), em 2015.

A lista deveria informar detalhadamente, por obra, a rede a qual pertence a escola, qual a etapa de ensino, o ano de execução, nome da unidade, endereço completo com bairro e município, natureza da contratação, número do processo, tipo de licitação e total de aditivos. Ainda, sobre a estrutura de cada obra executada, a quantidade de salas de aula e de banheiros com acessibilidade; e se possui ou não refeitório, cozinha, biblioteca, laboratório, auditório, quadra poliesportiva coberta e área de lazer.

Em 27 de dezembro, a Seduc registrou o pedido como acesso concedido, apesar de haver enviado um relatório incompleto, com omissão de mais de 85% das quase 1,4 mil obras que o governo diz haver sido entregues ao longo dos últimos sete anos. Além disso, dos poucos dados encaminhados, parte também estava incompleta ou fornecida de forma genérica.

Em resposta a recurso em primeira instância, a Seduc enviou uma relação maior de obras, mas em formato fechado, violando a LAI por dificultar a análise e o manuseio dos dados, permaneceu omitindo informações sobre o programa e ocultou, em vez de complementar, outras que já haviam sido fornecidas de forma incompleta.

O ATUAL7 recorreu novamente e obteve sucesso na análise no pedido pela STC. Conforme a determinação, a Seduc tem até o próximo dia 15 de março para cumprir a determinação e enviar os dados solicitados completos.

A Secretaria de Educação do Maranhão é comandada pelo procurador federal licenciado da AGU (Advocacia-Geral da União) Felipe Camarão, que recentemente se filiou ao PT para disputar uma cadeira na Câmara Federal em 2022, mas está sendo compelido por Dino, de quem é afilhado político, para ocupar a vaga de vice na chapa a ser encabeçada por Carlos Brandão (PSDB).

Apesar da Lei de Acesso à Informação –regulada no âmbito federal pela Lei nº 12.527/2011, e no âmbito estadual, pela Lei nº 10.217/2015– determinar que, em caso de negativa de acesso, “o recurso será dirigido à autoridade hierarquicamente superior à que exarou a decisão impugnada”, o pedido de revisão foi respondido pelo advogado Vitor Pflueger Pereira dos Santos, responsável pela Secretaria Adjunta de Administração da Seduc, que havia omitido a íntegra da relação das obras na primeira resposta à solicitação.

Sobre essa questão, sem fundamentar como chegou à conclusão e fora do que prevê a Lei de Acesso à Informação, a STC entendeu que não houve afronta à LAI. Segundo a titular da pasta, Lilian Guimarães, por ter recebido delegação formal de Camarão, o subordinado do secretário pode acumular a responsabilidade de responder pedidos de acesso à informação tanto em primeira quanto em segunda instância.

O ATUAL7 fez ainda um outro pedido com base na Lei de Acesso à Informação, mais amplo, solicitando valores de contratos e aditivos, e de pagamentos e origem dos recursos utilizados para custear as obras do programa Escola Digna, não apenas de construções do zero, mas também em relação à reformas executadas nas unidades escolares.

Neste, porém, apesar da Secretaria de Educação haver fornecido de forma incompleta os dados solicitados pela reportagem, a STC teve entendimento diverso do apresentado no outro pedido, e manteve a resposta inconclusa da Seduc, impossibilitando a divulgação pública completa de informações importantes para controle social, como todos os valores contratos e pagos pelas obras, quais foram as empreiteiras contratadas e qual a origem do dinheiro público utilizado.

Um recurso foi formulado pelo ATUAL7 à Comissão Mista de Reavaliação de Informações, que tem até o dia 25 de abril para a resposta.

A CMRI é presidida pela Casa Civil, e também integrada pelos titulares das secretarias de Estado da Segurança Pública (SSP), Planejamento e Orçamento (Seplan), Fazenda (Sefaz), Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), Gestão e Previdência (Segep) e Procuradoria-Geral do Estado (PGE), além da própria STC.

Flávio Dino quer o controle da Secom, Secid, Seduc e Segov no governo Carlos Brandão
Política

Desejo do ainda mandatário, que deixa o cargo no final de março, é que comando das quatro pastas de primeiro escalão seja cedido até dezembro de 2022

Mesmo após renunciar no final de março o mandato de governador do Maranhão para disputar o Senado em outubro, Flávio Dino (PSB) quer manter o controle de pelo menos quatro pastas de primeiro escalão do Poder Executivo do Estado.

Como não deve favores políticos ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que assumirá o comando do Palácio dos Leões a partir de abril, Dino tem evitado fazer o pedido diretamente ao sucessor. Contudo, tem entabulado conversas com pessoas próximas de ambos, que assumiram a responsabilidade de passar o recado.

Segundo interlocutores de Brandão ouvidos reservadamente pelo ATUAL7, o ainda mandatário deseja controlar até dezembro de 2022 a Secom (Secretaria de Estado da Comunicação Social), via permanência do atual titular, Ricardo Cappelli; a Secid (Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano), para nome a ser indicado por Márcio Jerry; Seduc (Secretaria de Estado da Educação), que passaria a ser comandada pelo PT; e a Segov (Secretaria de Estado de Governo), onde seria novamente nomeado Diego Galdino.

No caso da Seduc, a abertura para indicação pelo PT faz parte de uma articulação para que o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceite a pasta em troca do preenchimento da vaga de vice na chapa de Carlos Brandão por Felipe Camarão, com apoio integral do petismo cuja corrente é ligada ao presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Joaquim Washington Luiz Oliveira.

A tendência CNB (Construindo um Novo Brasil) é majoritária no PT, e tem o próprio Lula e a presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, como representantes.

“Eles” continuam os mesmos
Artigo

Por Abdon Marinho

O ASSUNTO incontornável – pelo menos para a política local –, foi a declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em entrevista para os aduladores de sempre para as redes sociais declarou “de raspão” sobre o quadro político no Maranhão: “Nós defendemos a candidatura do Flávio Dino. Agora, o companheiro Flávio Dino tem um candidato, dele, que é o vice, que é do PSDB. Ele sabe que é difícil a gente apoiar o PSDB. Nós temos a candidatura do Weverton, então eles vão ter que se acertar lá para facilitar a nossa vida”.

Após a declaração de Lula a classe política local não falou mais de outra coisa, inclusive com muitos já apontando como sugestão ao candidato/vice-governador uma mudança partidária para o PSB, partido atual do governador, como forma de incluir a sucessão estadual no “balcão de negócios” entre os partidos.

A declaração do ex-presidente muito embora seja inusitada não chega ser surpreendente.

Não surpreende porque o Partido dos Trabalhadores - PT, Lula à frente, sempre fizeram seus cálculos políticos pensando neles e nos seus interesses pessoais e projetos de poder, os interesses do povo brasileiro (ou maranhense), podem até convergir em algum momento, mas esse não é o objetivo principal.

Foi assim que o PT preferiu negar o apoio a Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, no início de 1985, para eles pouco importava se o candidato da ditadura militar vencesse e adiasse o fim do regime; foi assim que se opuseram a Constituição de 1988; ao Plano Real, e a tantas outras coisas que fizeram o país avançar, pelo simples fato de não terem sido propostas por eles.

Logo, não me surpreende que continuem olhando para o próprio umbigo em detrimento dos interesses do país.
Para eles, se não existir a possibilidade de vencerem as eleições presidenciais que se aproximam, preferem que o país continue a ser “desgovernado” pelo Bolsonaro e pelo centrão.

Imaginem que surgisse uma “terceira via” que estivesse em condições eleitorais bem melhores que o candidato do PT e sem o estigma que representa essa divisão do país, alguém apostaria um centavo na possibilidade do Lula e do PT desistirem da sua candidatura e apoiar essa terceira via? Os que apostassem perderiam o centavo.

Na verdade, eles são os responsáveis e o principal “cabo eleitoral” do bolsonarismo.

Entretanto, a declaração do ex-presidente me parece inusitada, senão vejamos: o Lula quando elegeu-se em 2002 foi através de uma aliança com o Partido Liberal - PL, de Waldemar da Costa Neto, segundo dizem tal negociação envolveu alguns milhões de motivos; o mesmo PL que abriga o atual presidente é que estará com o próximo, seja ele quem for; o mesmo PL que junto com o PT e os demais partidos do centrão protagonizaram todos os escândalos de corrupção que ocorreram no país nos últimos vinte anos e, antes disso, nos governos do PSDB.

Quando o ex-presidente assumiu em 1º de janeiro de 2003, logo após, receber a faixa presidencial de Fernando Henrique Cardoso e fazer o famoso discurso contra a corrupção, com o capitão José Dirceu à frente, foram “negociar” a República com o próprio PL, com Partido Progressita - PP, de Ciro Nogueira; com o Partido Trabalhista Brasileiro - PTB, de Roberto Jefferson, e até mesmo com PMDB, de Sarney, Renan, Barbalho, etc.

Em 2005, quando eclodiu o escândalo do mensalão o pacto de poder continuou o mesmo, apenas aumentando os nacos de participação de cada um no “butim republicano”, voltando os interesses para a roubalheira na Petrobras, no viria a ser conhecido como escândalo do petrolão.

Na sucessão de Lula, em 2010, o pacto de poder privilegiou o PMDB, com cessão da vice-presidência ao então presidente da agremiação, ex-presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer, que viria a suceder Dilma Rousseff após o impeachment em 2016.

Todos estes partidos, incluindo o MDB, caso o Lula vença as eleições deste ano, estarão no governo em 2023, o próprio Lula já faz gestões e irá buscar todos eles para lhe dar sustentação e continuarem com as farras que promoveram nos governos petistas de 2003 a 2016.

Mas o senhor Lula, na sua declaração para a política local, diz ser “difícil” para eles apoiarem o PSDB. O que teria o PSDB?

Vejam que o ex-presidente nem se refere o vice-governador pelo nome – mostrando que a restrição não é ao nome, poderia ser o João, a Maria, o Pedro, qualquer um –, preferindo dizer que é do PSDB e que é difícil apoiar alguém do PSDB.

A ninguém da plateia amestrada socorre perguntar qual o verdadeiro motivo da dificuldade para quem esteve com todas as legendas já referidas acima e que estarão juntos novamente, conforme os círculos da política.

Qual a verdadeira razão de ser “difícil” apoiar alguém do PSDB quando o próprio presidente de honra deste partido, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, já até declarou voto em Lula na eventualidade de, no segundo turno, restarem ele e o atual presidente?

Ora, que moral teria o Lula – e o PT –, para impor qualquer restrição ao PSDB depois de terem se “prostituídos” com todas as legendas do espectro político brasileiro, com especial voracidade em avançar sobre os cofres públicos e da Petrobras, em particular?

A restrição ao PSDB, certamente não é pelo fato deste partido possuir um candidato a presidente pois na mesma sentença em que disse ser “difícil” apoiar o PSDB, referiu-se a candidatura do senador Weverton como “nós temos”, esquecendo-se que o seu partido, PDT, tem candidatura própria à presidência, Ciro Gomes, até melhor posicionada que a candidatura do PSDB, João Dória, atual governador de São Paulo.

Na eventualidade da candidatura de Bolsonaro esfacelar-se ou dele vir a desistir – o que não descartado, uma vez precisará da “proteção” de um foro privilegiado a partir de 2023 para escapar da cadeia –, todas as demais candidaturas contra Lula ganharão um novo fôlego, podendo, inclusive, Ciro Gomes, PDT, vir a ser o grande adversário do ex-presidente.

Logo, quando Lula diz, “nós temos” a candidatura de Weverton – e Weverton “festeja” isso dizendo ser “amigo-raiz” dele –, estaria sugerindo que o candidato pedetista, que é líder do seu partido, “traia” a candidatura de Ciro Gomes?
Pesando todas as situações políticas e considerando a hipótese de não ter sexo no meio – em todas as situações da vida que você não conseguir explicar a partir de um raciocínio lógico, pode ter certeza que tem sexo –, soa-me bem mais inusitada a declaração do ex-presidente.

Basta olhar para a história, dos anos oitenta pra cá, que veremos que poucos políticos mantiveram uma “amizade-raiz” mais fidedigna com o ex-presidente do que o atual governador Flávio Dino e o grupo mais fiel ao seu entorno. Isso desde a adolescência, “comprando” quase todas as brigas do ex-presidente e do petismo até os dias atuais, quando permaneceu quase que sozinho nos embates contra o atual presidente, inclusive sacrificando interesses do estado que dirige.

Tudo bem que Freitas Diniz*, que viveu quase noventa anos, por mais uma dezena de vezes, me disse ter conhecido poucas pessoas com um caráter tão duvidoso quanto o ex-presidente, mas daí a ignorar a “amizade-raiz” do atual governador, sobre o qual nunca pairou dúvidas quanto a integrar a “república de Planaltina”, ultrapassa todos os limites.

Matutando sobre isso cheguei a pensar – atenção!! Não estamos impedidos de pensar –, que a “inusitada” declaração de Lula seria parte de um “combinemos” com o atual governador.

O ex-presidente alegaria “dificuldades” para apoiar alguém “do PSDB”, colocaria na mesma fala a candidatura do PDT e diria que teriam que “se acertarem”.

Dino, por sua vez, alegaria as “dificuldades” e até a desconfiança que possui em relação ao candidato pedetista.
A solução: todos desistiriam para o surgimento de um terceiro nome. Neste caso, alguém com histórico de “amizade-raiz” com o ex-presidente Lula ou um nome do PT local.

Difícil será convencer Brandão a desistir da reeleição ou o senador pedetista a colocar marcha-ré na candidatura.
Caso coloquem dificuldades no arranjo, Flávio Dino dará outra prova de “amizade-raiz” e ficará no cargo para conduzir o processo.

Em tal perspectiva Brandão seria o nome para o Senado; Márcio Jerry ou Felipe Camarão para o governo.
Tudo pela paz e pelo sucesso de um “futuro” governo petista.

Como diria aquele craque do futebol brasileiro, só falta combinar com os russos.

Abdon Marinho é advogado.

*Domingos Freitas Diniz Neto (1933 - 2021), engenheiro civil, ex-deputado federal, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores PT.

Camarão desiste de disputa pelo Palácio dos Leões e reforça nome para Câmara
Política

Secretário de Educação seguirá a decisão pessoal do governador Flávio Dino de apoiar a reeleição de Carlos Brandão ao governo do Estado em 2022

Inviável na atual conjuntura política, Felipe Camarão desistiu de disputar o comando do Palácio dos Leões em 2022. O secretário de Educação do Maranhão seguirá a decisão pessoal do governador Flávio Dino (PSB) de apoiar a reeleição de Carlos Brandão (PSDB) ao governo do Estado.

Nas redes sociais, embora sem declarar abertamente que já saiu da disputa, Camarão reforçou o esperado: vai concorrer à uma vaga na Câmara dos Deputados. “Que tal o federal da educação?”, questionou aos seguidores.

O ATUAL7 apurou que a declaração pública de apoio a Brandão deve ocorrer até o início do próximo mês, após finalização de acerto interno com o PT.

O partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda bateu o martelo no Maranhão, se continuará encastelado no Palácio dos Leões com Brandão, sob articulação de Dino, ou se juntará forças com a oposição, liderada pelo senador Weverton Rocha (PDT), que traiu o grupo.

Dino confirma apoio a Brandão, dá prazo final para Weverton e esvazia Camarão e Simplício
Política

Com a escolha tornada pública, mandatário passará a se engajar abertamente pela vitória do sucessor nas urnas em 2022

Durante reunião na noite dessa segunda-feira (29) com lideranças partidárias e pré-candidatos à sua sucessão, o governador Flávio Dino (PSB) confirmou que vai apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Com a declaração formal de apoio, reafirmada publicamente nas redes sociais, Dino passará a se engajar abertamente pela vitória de Brandão nas urnas na eleição do ano que vem, algo que já vinha fazendo indiretamente e no bastidor.

Conforme antecipou o ATUAL7, embora tenha externado sua posição pessoal, o governador do Maranhão não fez qualquer imposição à base aliada, e aceitou o pedido da maioria, de esperar até o fim de janeiro pela “máxima unidade” do grupo em torno de Brandão.

Um dos que indicaram pela unidade do grupo foi o secretário de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry (PCdoB), evidentemente, combinado com Dino, que busca retirar de si ao final do mandato a pecha de ditador.

A decisão do mandatário em favor de seu vice imediatamente tira da disputa todos os demais postulantes do grupo à sucessão estadual.

No caso de Weverton Rocha (PDT), o senador ganhou novo prazo, mas agora final, para decidir se adere ao projeto de Flávio Dino ou se trai o líder do grupo e rompe de vez com o chefe do Executivo –como fez seu colega de bancada no Senado, Roberto Rocha (PSDB).

Já os secretários estaduais de Educação, Felipe Camarão (PT), e de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), embora tenham reafirmado nas redes sociais que mantêm as respectivas pré-candidaturas ao governo do Estado, ambos foram automaticamente esvaziados.

Como Dino é o comandante do grupo, e já declarou apoio público a Brandão, a disposição de ambos para a corrida perde o sentido, pois nenhum deles irá se lançar contra a decisão do governador. Até a reunião em janeiro, ambos devem declarar o esperado, e seguirem o líder.

Traição de Weverton Rocha a acordo já era esperada por Flávio Dino
Política

Pedetista voltou a antecipar que manterá o nome na disputa pelo Palácio dos Leões mesmo que não atenda aos critérios pré-estabelecidos pelo grupo

A traição do senador Weverton Rocha (PDT) ao acordo que prevê o lançamento de apenas um candidato da base governista ao Palácio dos Leões em 2022 já era esperada por Flávio Dino (PSB).

No sábado (20), em Timon, o pedetista voltou a antecipar que manterá o nome na disputa mesmo que não atenda aos critérios pré-estabelecidos pelo grupo em julho. Ele já havia insinuado não precisar do apoio de Dino para 2022, e aberto diálogo para formação de aliança eleitoral com o senador Roberto Rocha, desafeto do governador do Maranhão.

“É um projeto construído por muitas mãos, de grupo e de sentimento. Estamos bem na pesquisa, temos o melhor grupo político e estamos preparados para enfrentar os desafios que precisamos enfrentar, que é a fome, [falta de] desenvolvimento e da geração de emprego. É um projeto que se consolidou e, obviamente, será submetido à vontade popular nas urnas no ano que vem”, respondeu ao radialista Eliézio Silva, ao ser questionado se a pré-candidatura pode ser retirada ou não.

De acordo com aliados do chefe do Executivo, pelas movimentações do pedetista e ataques de entusiastas do senador, ele já calculava que Weverton repetiria o que fez na eleição de 2020, quando provocou racha, traiu o grupo e fechou apoio com o candidato da oposição à prefeitura de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), que terminou eleito.

Marcada inicialmente para ocorrer na semana passada, a reunião entre Flávio Dino e lideranças partidárias para escolha do candidato único do grupo ao governo do Estado foi transferida para o próximo dia 29.

Para ser escolhido, o nome do grupo deve preencher três critérios: lealdade; agregação política; e potencial eleitoral.

Do total de quatro postulantes, até o momento, apenas o vice-governador Carlos Brandão (PSB), sucessor natural de Dino e que passará a comandar o governo do Maranhão a partir de abril de 2022, atende todos os fatores. Ele é ainda o candidato do coração de Dino.

Sem apoio político nem mesmo dentro dos próprios partidos nem viabilidade eleitoral, os secretários de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), e de Educação, Felipe Camarão (PT), devem retirar as respectivas pré-candidaturas e, em atendimento ao primeiro critério, de lealdade, seguir com Brandão pela união do grupo e continuidade das ações consideradas exitosas do governo.

Já Weverton, embora tenha reunido em torno de seu projeto parte da classe política maranhense, perdeu forças e vem sendo esvaziado nas últimas semanas por Brandão e até mesmo por Camarão.

Também inviabiliza a escolha de seu nome a avaliação negativa de sua imagem junto à população maranhense, arranhada em razão de envolvimento em conhecidos processos que enfrentou ou ainda enfrenta na Justiça relacionados à desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito e corrupção, além de haver feito defesa de projetos no Senado contrários às políticas públicas adotadas pelo governo dinista, o que o torna infiel ao projeto.

‘Dino vai nos escolher como candidato a governador’, diz Camarão em lançamento de pré-candidatura
Política

Secretário de Educação defende o adiamento da reunião agendada pelo governador com lideranças partidárias e o atropelo do acordo de decisão conjunta com os aliados do Palácio dos Leões

O secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão, quer o adiamento da reunião de lideranças partidárias marcada para o fim de novembro e atropelar o acordo feito pelo governador Flávio Dino (PSB) para haja escolha conjunta de candidato único do grupo para o Palácio dos Leões em 2022. Foi essa a toada do anúncio oficial de sua pré-candidatura ao governo do Estado nessa quinta-feira (4), pelo Partido dos Trabalhadores.

“Eu tenho visto muitos pré-candidatos falando sobre a escolha do candidato. Eu quero dizer para vocês que Flávio Dino vai nos escolher como candidato ao governo do Maranhão. E vai escolher porque vamos conquistar o coração do governador. Ele botou os requisitos na carta e nós vamos preencher esses requisitos. [Por isso], formalizamos [a Dino] que essa escolha não seja feita agora”, disse a cerca de 1 mil pessoas que se aglomeraram na casa de eventos Residencial Recepções, em São Luís.

Conforme antecipou o ATUAL7, seguindo conselho de entusiastas de sua pré-candidatura, Camarão marcou um distanciamento do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), sucessor natural de Dino e também pré-candidato ao Palácio dos Leões. Logo no início do discurso, o secretário de Educação apontou para a tese de que ele, e não Brandão, representa a continuidade do que Dino define como legado de sua gestão.

“Nós temos um governador que deixará um legado para nosso estado. É essa coragem e esse legado que nós queremos preservar. O Flávio não fez tudo, pois não é santo nem milagreiro, e é por isso que estamos aqui nos colocando à disposição, para continuar [esse legado]. Temos a árdua missão de sermos ou tentarmos sermos melhor ainda que o Flávio. Vamos herdar um estado deixado pelo Flávio no caminho certo, e teremos as condições de fazer um grande governo”, declarou.

Além do PT, o ATUAL7 apurou que o PCdoB e o PSB, partido do governador Flávio Dino, defendem o adiamento da decisão final sobre quem será o candidato único do grupo dinista ao Palácio dos Leões em 2022. A articulação contaria com o apoio dos secretários Márcio Jerry (Cidades e Desenvolvimento Urbano) e Ricardo Cappelli (Comunicação Social), que preferem o governo do Estado sob alguém a quem possam ter influência, espaço inviável se Carlos Brandão sentar na cadeira de governador em abril do ano que vem com musculatura imbatível para buscar a reeleição.

A ascensão de Brandão ao comando do Poder Executivo estadual ocorrerá em razão da desincompatibilização obrigatória de Dino no cargo, para concorrer ao Senado Federal em 2022.

Flávio Dino tem reafirmado a pessoas próximas que a predisposição por Brandão ocorre por o vice-governador cumprir integralmente os critérios de lealdade, capacidade de agregação política e potencial eleitoral, publicamente apontados por ele como necessários para sucedê-lo no trono palaciano. Contudo, tem ressalvado que essa seria apenas uma observação pessoal, que será defendida, mas não imposta, na reunião com as lideranças partidárias marcada para o fim de novembro.

Felipe Camarão marcará distanciamento de Carlos Brandão ao lançar pré-candidatura ao Palácio dos Leões
Política

Conselheiros de Flávio Dino têm defendido que o governador não declare apoio exclusivo a Carlos Brandão para 2022

O secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão (PT), pretende marcar um distanciamento do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e apontar para a necessidade dele, não Brandão, representar a continuidade do que o governador Flávio Dino (PSB) define como legado de sua gestão no estado.

A tese vai ser publicamente defendida pelo próprio Camarão nesta quinta-feira (4), em discurso durante evento de lançamento de sua pré-candidatura ao governo do Estado para 2022.

Embora não tenha recebido o aval do PT nacional nem local para se lançar na disputa, Felipe Camarão reunirá uma pequena facção do petismo maranhense que usa a pré-candidatura do partido ao Poder Executivo estadual como forma de preservar o espaço construído na estrutura da máquina administrativa do Palácio dos Leões.

Também fariam parte da trupe que espera sentar à mesa de negociação com Brandão os secretário Márcio Jerry (Cidades e Desenvolvimento Urbano) e Ricardo Cappelli (Comunicação Social). Contudo, como atuariam apenas no bastidor, não comparecerão ao ato eleitoral.

Inicialmente, a pré-candidatura de Felipe Camarão ao governo foi pensada apenas como uma forma de afastar o petismo local nas hostes do senador Weverton Rocha (PDT), que ameaçava tomar o controle do partido, hoje indiretamente comandado por Flávio Dino. Conselheiros do governador, no entanto, insistem na tese de que o secretário deve se manter na disputa até as urnas, e que a candidatura não depende do apoio do Palácio dos Leões, mas apenas do próprio Dino não declarar apoio exclusivo a Carlos Brandão e do fundo partidário do PT.

Dino dá último prazo para Weverton, vai anunciar apoio a Brandão e se prepara para embate com Alema
Política

Sob liderança de Othelino Neto, deputados pretendem aprovar nova PEC do Orçamento Impositivo com maior previsão de execução obrigatória

O governador Flávio Dino (PSB) estabeleceu o último prazo para o senador Weverton Rocha (PDT) decidir se vai retirar a pré-candidatura ou permanecer na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022, ainda que pela oposição.

A data limite é o próximo dia 20 de novembro, quando Dino pretende anunciar publicamente apoio ao nome do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que assume o comando do governo do Estado a partir de abril do próximo ano. Flávio Dino vai concorrer ao Senado na chapa.

O recado foi dado a Weverton pelo próprio Dino, em reunião no Palácio dos Leões, em que voltou a perguntar ao pedetista se ele já havia “se acertado com Brandão”, candidato natural do grupo dinista.

O ATUAL7 apurou que, inicialmente, o prazo terminaria no dia 15 de novembro, mas o senador pediu mais uma semana para refletir. Foi cedido, porém, apenas mais 5 dias.

Além do encontro com Weverton, segundo interlocutores do governador, Dino também conversou com o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB).

O objetivo do diálogo foi demover o comunista em relação a uma nova PEC (proposta de emenda à Constituição) do Orçamento Impositivo de emendas parlamentares, com maior previsão de execução obrigatória.

Othelino, porém, não aceitou a tentativa de intromissão, e lembrou ao governador maranhense que também chefia um Poder, o Legislativo. Sem acerto, Dino tem dito a pessoas próximas que já está se preparando para o embate com a Alema.

A PEC partiu do deputado Yglésio Moysés (PROS), que, após conseguir o número suficientes de assinaturas para a tramitação do dispositivo, retirou a proposta. Contudo, mesmo sob indícios de atropelamento ao regimento interno da Casa, Othelino resolveu dar prosseguimento ao texto, que já está aberto para análise e sugestão de melhoria pelos demais deputados.

Embora tenha Brandão como candidato ao governo na eleição do ano que vem, Dino liberou e orientou o secretário de Educação, Felipe Camarão, para se filiar ao PT e se colocar para a disputa pelo governo estadual. Inicialmente, a jogada teve objetivo único de afastar petistas do entorno de Weverton Rocha, plano que deu certo, mas conselheiros de Flávio Dino que não querem os cofres do Estado nas mãos de Brandão, por falta de proximidade com o vice-governador, intentaram contra, levando o governador a ter de fazer, ainda que somente por um período, jogo duplo para não esfacelar a base.

No entanto, como possui o apoio apenas dos menudos que encastelou no Palácio dos Leões, e diante das constates declarações de secretários estaduais de peso a favor da candidatura de Carlos Brandão, Felipe Camarão tem reclamado no bastidor a respeito da falta de poder sobre seu próprio futuro político e, nos últimos dias, também de Carlos Lula (Saúde), que já estaria ameaçando tomar suas bases para a disputa por um cadeira na Câmara Federal.

Apesar de Dino desejar Camarão como vice de Brandão, integrantes do PT nacional e local querem que a vaga seja ofertada ao deputado Zé Inácio.

Dino faz jogo duplo, libera Felipe para afrontar Brandão e corrói discurso de lealdade para 2022
Política

Movimentação orientada de secretário de Educação tem colocado em xeque o apoio prometido pelo governador ao tucano para a disputa pelo Palácio dos Leões

Chocando-se frontalmente com o discurso de que “uma pessoa quando tem vergonha na cara, quando tem educação e tem princípios, formação, não esquece do bem que foi feito a seu favor e tem gratidão sempre”, o governador Flávio Dino (PSB) vem fazendo jogo duplo com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Confundindo a lealdade de Brandão com subserviência, Dino tem esticado a corda e liberado Felipe Camarão (PT) para acelerar tratativas em busca de alianças que cacifem o secretário de Educação para o corrida pelo governo do Estado, mesmo que isso simbolize desrespeito e coloque em xeque o apoio prometido ao tucano para a eleição do ano que vem.

Com aval de Dino, Camarão usou o horário de trabalho nessa segunda-feira (25) para reunir com o PSB, partido do próprio governador maranhense, maior afronta direta a Brandão nesta pré-campanha. No encontro, articulou abertamente para que na reunião com lideranças partidárias prevista para novembro seja defendida a prorrogação da decisão sobre quem será o candidato único do grupo dinista.

A ideia é empurrar a decisão para fevereiro, tempo considerado suficiente pelo secretário para fragilizar Brandão, ganhar musculatura eleitoral própria e obrigar o vice-governador a abrir mão da disputa em troca de favores políticos e indicações para cargos públicos a partir de 2023, quando estaria fora do poder.

Além disso, sempre sob fiança de Flávio Dino, Felipe Camarão abriu diálogo com o PDT, do senador e pré-candidato ao governo Weverton Rocha, por apoio. Também com o MDB da ex-governadora Roseana Sarney, com sinalização para indicação à vaga de vice.

Em paralelo, Dino também voltou a liberar o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), para defender que a escolha do candidato único do grupo seja adiada para 2022.

Apesar dos ataques, o vice-governador do Maranhão tem permanecido caninamente leal, e aguarda retribuição. Aos mais próximos, porém, tem lembrado que Dino precisará se desincompatibilizar do cargo até abril do próximo ano se quiser continuar na vida pública. Quando essa data chegar, tem salientado Carlos Brandão, o governador e quem de fato vai conduzir a própria reeleição e primeira eleição de todo o grupo encastelado no Palácio dos Leões será ele, não Flávio Dino.

Inviável ao Palácio dos Leões, Felipe Camarão mantém pré-candidatura a deputado federal para 2022
Política

Em xeque-mate, Flávio Dino tem como único candidato o vice-governador Carlos Brandão, que assumirá a caneta do Estado em abril e disputará a reeleição. Zé Inácio é cotado para vice

Sem aval do próprio PT nem do governador Flávio Dino (PSB) na disputa pelo Palácio dos Leões, o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão (PSB), declarou em entrevista ao jornal O Estado, publicada nesta terça-feira (19), que segue aberto para a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados em 2022.

"É bem claro: ou eu sou candidato a governador, ou, na remota hipótese de o partido não me dar aval para candidatura, eu serei candidato a deputado federal”, disse, repetindo resposta anterior, ao ser questionado pelo jornalista Gilberto Léda sobre a possibilidade de ocupar a vaga de vice –que chegou a ser cogitada na chapa encabeçada por Carlos Brandão (PSDB), que assume o comando do Governo do Estado no ano que vem para disputar a reeleição com apoio de Dino.

Apesar de parte do dinismo intentar um golpe contra Brandão, a estratégia desenhada pelo próprio Flávio Dino é simples: além de estancar a aproximação que o senador Weverton Rocha (PDT) vinha tentando criar com o PT maranhense, a pré-candidatura de Camarão ao Governo do Estado tem como pano de fundo gerar poder de voto ao secretário de Educação, que será testado nas urnas pela primeira vez.

Se o plano der certo, além de eleito para a Câmara, Felipe Camarão servirá ainda como puxador de votos para carregar pelo menos mais um petista para Brasília, atendendo a desejo manifestado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando esteve no Maranhão, em agosto. O objetivo do Partido dos Trabalhadores para 2022 é eleger uma bancada forte para o Congresso Nacional, não entrar em disputas por governos estaduais.

Além disso, como Flávio Dino pretende disputar o Senado, e para que isso aconteça precisará, primeiro, renunciar ao cargo até abril do próximo ano, para apoiar qualquer outro nome que não seja o do seu atual vice, o governador do Maranhão precisaria convencer Brandão a ficar no posto até o final do mandato, e, fatalmente, sem cargo eletivo a partir de 2023, totalmente dependente do grupo ora encastelado no Palácio dos Leões, que já demonstrou por diversas vezes não ser unido.

Como a conjuntura é impossível, por o próprio Dino estar em xeque-mate e integralmente submetido ao poder que Brandão exercerá sobre a caneta a partir de abril, a candidatura de Camarão ao governo se torna inviável e natimorta. Ainda assim, sob a estratégia de eleger bancada forte para o Congresso, será mantida em evidência "até o último momento", conforme declarado pelo próprio secretário de Educação na entrevista.

Em troca do apoio exclusivo de Lula, a vaga de vice na chapa de Carlos Brandão ainda pode ficar com o PT.

O nome mais cotado, segundo apurou o ATUAL7, é o do deputado estadual Zé Inácio, que conta com apoio da presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann.

Dino tira indicado de Josimar da Sagrima e coloca petista ex-aliado de Weverton
Política

Movimento confirma rompimento com líder do PL e fortalece estratégia de diminuição da aproximação entre PT e senador pedetista, em prol de Carlos Brandão

O governador Flávio Dino (PSB) tirou no comando da Sagrima (Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) o engenheiro agrônomo Sérgio Delmiro, indicado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), e colocou para controlar a pasta o jornalista petista Luiz Henrique, ex-aliado do senador Weverton Rocha (PDT) no partido.

O movimento confirma o rompimento do chefe do Executivo estadual com o líder do Partido Liberal no Maranhão, recentemente alvo de operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas) e da Seccor (Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção) após declarar oposição a Dino visando a disputa pelo Palácio dos Leões em 2022.

Também abre maior espaço para o PT no governo estadual, com o objetivo de fortalecer a aliança do partido com Carlos Brandão (PSDB) para a eleição do ano que vem, com indicação de nome para ocupar a vice na chapa ou primeira suplência ao Senado.

Neste mesmo sentido, o secretário Felipe Camarão (Educação), usado por Flávio Dino desde o início da primeira gestão como espécie de coringa, sob total controle do governador maranhense, foi lançado e vai manter pré-candidatura ao Governo do Estado até o anúncio de Dino a favor de Brandão. Estratégica, a pré-candidatura de Camarão tem alcançado com facilidade o único objetivo pretendido da parte de Dino, como ocorreu com Luiz Henrique, que é acabar com a aproximação entre petistas de Weverton visando o Palácio dos Leões.

Apesar da lealdade publicamente declarada entre Flávio Dino e Carlos Brandão, parte do PT do Maranhão que integra o núcleo de conselheiros do governador quer que Felipe Camarão se desvie do plano dinista e se mantenha na corrida eleitoral até as urnas. A ofensiva, porém, é inviável, pois a entrada de Dino para a disputa pelo Senado ficaria comprometida, já que Brandão não pretende abrir mão do Poder e o Dino seria obrigado a ficar até o final do mandato para fazer do petista seu sucessor.

Sob Diego Galdino, Casa Civil começa exoneração em massa
Política

Cerca de 30 pessoas já foram comunicadas sobre os cortes. Servidores dizem em reservado que vagas serão preenchidas por indicados por Felipe Camarão, padrinho do secretário e pré-candidato a qualquer coisa em 2022

O novo secretário-chefe da Casa Civil, Diego Galdino, deu inicio nesta segunda-feira (13) a uma operação de exoneração em massa na pasta.

Cerca de 30 comissionados já foram comunicados sobre a saída dos cargos.

As demissões iniciais ocorrem no setor de RH (recursos humanos), jurídico e na manutenção. Também há atingidos na Secretaria-Adjunta de Planejamento e Ação Governamental.

Há previsão de novos cortes ao longo da semana, até o momento ainda não publicados no DOE (Diário Oficial do Estado).

Galdino foi nomeado pelo governador Flávio Dino (PSB) para a Casa Civil no final de agosto, por indicação de Felipe Camarão, secretário estadual da Educação e nova espécie de eminência parda do Palácio dos Leões.

Servidores da Casa Civil disseram em reservado ao ATUAL7 que as vagas tendem a ser preenchidas por pessoas indicadas por Camarão. O titular da Seduc (Secretaria de Estado da Educação) é pré-candidato a qualquer coisa nas eleições de 2022.

Iminência de cassação de chapa faz Dino escalar Camarão como plano B para 2022
Política

Caso TSE mantenha livramento dado pelo TRE do Maranhão, secretário de Educação será vice de Carlos Brandão. Estratégia visa evitar que cofres do Estado caiam nas mãos de Weverton Rocha

O governador Flávio Dino (PSB) colocou em prática um plano B para garantir a hegemonia de seu grupo político no poder após 2022, do qual está fora o senador Weverton Rocha (PDT).

Na iminência de cassação de seu mandato e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) por supostos abusos de poder nas eleições de 2018, caso o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirme que houve trapaça eleitoral, Dino vai apoiar Felipe Camarão (PT), atual secretário de Estado da Educação, para o comando do Palácio dos Leões no pleito do ano que vem.

Todavia, se o livramento dado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) for mantido pelos ministros em Brasília (DF), e o caso arquivado, a ideia é seguir com o plano inicial: Camarão vice de Brandão, e Dino ao Senado.

Com a estratégia, Flávio Dino pretende evitar que os cofres estaduais caiam nas mãos de Weverton Rocha, investigado por suposto envolvimento em diversos casos relacionados a desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito. Aos mais próximos, o governador maranhense tem repetido que entregar o Palácio dos Leões para o pedetista representaria grave retrocesso para o estado e uma mancha em seu histórico político.