Márcio Jerry
Mesmo desincompatibilizado, Jerry ainda opera como membro do governo Dino
Política

Ex-titular do Palácio dos Leões tem participado e discursado abertamente em atos oficiais do governo. Até construção de escola ele garante. Malandragem pode desequilibrar o pleito

O ex-secretário estadual de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry Barroso, pode ser alvo de novos procedimentos investigatórios pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Maranhão por utilizar a estrutura do governo Flávio Dino, do PCdoB, em benefício próprio. Mesmo desincompatibilizado do cargo, ele permanece operando diretamente como membro do Palácio dos Leões, o que viola gravemente a legislação eleitoral por comprometer o equilíbrio do pleito.

Em vídeo postado nas redes sociais na semana passada, pelo próprio Márcio Jerry, por exemplo, ele aparece acompanhado do ex-prefeito de Raposa, José Laci, do presidente da Câmara de Vereadores do município, Beka Rodrigues, e da secretária municipal de Educação, Zélia Mendonça, falando e se portando como um representante oficial do governo comunista, ao ponto até de garantir a construção de uma escola no povoado Canto, localizado na Ilha de Curupu — conhecida como um dos símbolos do poderio econômico da família Sarney.

Até mesmo uma criança, como mostra a foto em destaque, que segundo o Portal Vermelho, ligado ao PCdoB, teria cinco anos e seria estudante da unidade escolar, foi usada por Jerry na infração.

Para encobrir a delinquência, ele alega na gravação que a visita ao local foi feita a convite de Beka Rodrigues.

A mesma malandragem já havia sido utilizada várias vezes no mês passado, em visitas a outras localidades, sempre em dias de atos oficiais do governo Dino. Numa clara sensação de impunidade, tudo está registrado no próprio Vermelho.

Foi assim no aniversário de 122 anos de Codó; na agenda de acompanhamento a obras do governo comunista em Barra do Corda; na discussão sobre impulsionamento de ações do governo em Presidente Dutra; na capitação de demandas de moradores do Anil, em São Luís; no aniversário de 127 anos de emancipação política de Colinas, onde tenta criar feudo político; e na participação de atividades do programa Mais Saúde no bairro do João de Deus, também na capital.

O uso da máquina pública e desvirtuamento e abuso de poder político em troca de apoio eleitoral e para angariar votos, ainda que não pedidos expressamente, têm como punição mais comum a aplicação de multa, mas pode também culminar na cassação do registro da candidatura, mandato ou diploma de quem comete o ilícito, além de inelegibilidade por oito anos.

Secap movimentou R$ 11,6 milhões antes de Jerry se desincompatibilizar
Política

Dados foram levantados pelo ATUAL7 no Portal da Transparência do Governo do Maranhão

A Secretaria de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap), pasta que era comandada pelo presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry Barroso, considerado governador de fato do Maranhão, movimentou cerca de R$ 11,6 milhões em pagamentos a terceirizadas, folha de pessoal e de diárias, apenas nos três primeiros meses de 2018, até antes do comunista de desincompatibilizar do cargo para concorrer a deputado federal em outubro próximo.

Os dados foram levantados pelo ATUAL7 no Portal da Transparência do Governo do Maranhão. A média de gastos da pasta, apenas no período pesquisado, foi de quase R$ 65 mil, por dia. Atualmente, a Secap é comandada por Ednaldo Neves, que era secretário-adjunto.

Somente com o pagamento de diárias e da folha de pessoal, super inchada e cara em razão de dezenas de superintendências regionais criadas para empregar políticos sem mandato, foram quase R$ 4 milhões entre janeiro e março deste ano.

Ainda durante os três primeiros meses de 2018, quando Márcio Jerry ainda comandava a Secap, foram gastos cerca de R$ 6 milhões com pagamento de publicidade e propaganda do governo Flávio Dino –  repassados para as agências Clara Comunicação, Eurofort Comunicação, C. A. Mallmann e Informe Comunicação. Outras agências menores, que prestam serviço de publicidade legal, também levaram uma boa parte do dinheiro.

O restante foi destinado, em sua maioria, para empresas que prestam serviço de locação de veículos, eventos e segurança privada.

Pré-candidato, Márcio Jerry participa de ações do governo e da prefeitura
Política

Comunista já é alvo da Procuradoria Regional Eleitoral por suposto uso dos Leões para cooptar prefeitos e lideranças

O ex-secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso (PCdoB), ainda considerado governador de fato do Maranhão, mesmo após haver se desincompatibilizado do cargo, pode estar sendo beneficiado pela estrutura do Palácio dos Leões, e até da Prefeitura Municipal de São Luís, na corrida eleitoral deste ano.

Pré-candidato a deputado federal, Jerry esteve no bairro João de Deus no último sábado 7, onde participou — sob alegação de ter sido convidado pela vereadora de seu partido, Fátima Araújo — de obras e serviços do governo Flávio Dino e da administração Edivaldo Holanda Júnior.

No local, acompanhado do vice-prefeito de São Luís, Júlio Pinheiro (PCdoB), e do secretário municipal de Infraestrutura, Antônio Araujo, Márcio Jerry visitou ruas e avenidas do bairro onde estavam sendo realizados serviços de pavimentação asfáltica, e ainda passeou pelos espaços destinados às ações do programa Mais Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), e às obras de construção do 6º Batalhão da Polícia Militar do Maranhão.

Por possível desrespeito as regras do jogo, Jerry já é alvo de investigação da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Maranhão, por suposto uso da máquina administrativa para angariar apoio político para as eleições de 2018, desequilibrando a disputa.

PRE investiga Flávio Dino e secretários por uso eleitoral da máquina
Política

Governador e os auxiliares Márcio Jerry, Neto Evangelista, Márcio Honaiser, Adelmo Soares e Marcelo Tavares são suspeitos utilizar a estrutura dos Leões para cooptar prefeitos e lideranças

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Maranhão instaurou procedimento preparatório eleitoral — com base em uma representação feita pelo PRP — para investigar o suposto uso da máquina pública pelo governador Flávio Dino (PCdoB), em troca de apoio político, nas eleições de 2018. A informação é do Blog do Neto Ferreira.

Além de Dino, também são alvo da investigação os secretários estaduais de Comunicação Social e Assuntos Políticos, Marcio Jerry Barroso (PCdoB); Desenvolvimento Social, Neto Evangelista (DEM); Agricultura, Pecuária e Pesca, Márcio Honaiser (PDT); Agricultura Familiar, Adelmo Soares (PCdoB); e o chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB). Com exceção de Jerry, que concorrerá à Câmara dos Deputados, todos os outros são pré-candidatos a deputado estadual no pleito deste ano.

De acordo com a publicação, dentre os procedimentos já adotados, o procurador Regional Eleitoral, Pedro Henrique Oliveira Castelo Branco, teria encaminhado alguns questionamentos aos parlamentes que, há pouco de um mês, denunciaram que os auxiliares do Palácio dos Leões estariam utilizando a estrutura do governo para cooptar prefeitos e lideranças políticas, com cunho eleitoral. Em troca do apoio político, eles estariam oferecendo recursos públicos e obras nos municípios.

As seguintes perguntas teriam sido enviadas para os parlamentes — todos pertencentes à base de Dino na Casa:

a) Sabe informar a identidade desses secretários?
b) sabe informar em quais munucipios os fatos se deram?
c) sabe dizer em quê consistiram os beneficios em troca de apoio político?
d) sabe informar quais os prefeitos e lideranças que teriam sido assediados/pressionados por esses secretários?
e) deseja relatar algum outro episodio de que seja conhecedor mas que não tenha sido mencionado?

Outro lado

O ATUAL7 entrou em contato com o Governo do Maranhão, por meio da Secap, para que os secretários e o próprio Dino se posicionem sobre o assunto. O espaço está aberto para manifestação.

 

Contrabando: secretário, deputados e empresários entram na mira da PF
Política

Magistrado que autorizou as primeiras prisões declarou incompetência para continuar a processar e julgar o caso

A declaração de incompetência da Justiça Estadual, feita pelo juiz titular da 1ª Vara Criminal de São Luís, Ronaldo Maciel, para processar e julgar o caso que envolve a suposta prática do crime de contrabando de cargas no Maranhão, coloca agora na mira da Polícia Federal o secretário e os deputados governistas apontados por um dos cabeças da organização criminosa, o ex-vice-prefeito de São Mateus, Rogério Garcia, como participantes do esquema.

Além deles, também entram na mira da PF os empresários que bancavam e lucravam com o esquema. Pelo menos publicamente, eles estariam sendo protegidos de serem citados na investigação que estava a cargo da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate a Corrupção (Seccor).

De acordo com as últimas informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), comandada delegado Jefferson Portela, a movimentação financeira da quadrilha com os produtos apreendidos nas três operações realizadas beira a cerca de R$ 100 milhões.

Como o poder financeiro da quadrilha, pelo valor apresentado pela SSP, é elevado, as investigações podem apontar para a participação de grandes comerciantes do Maranhão no bando.

Sobre o secretário envolvido, a demora de Jefferson Portela em dar respostas públicas sobre o nome do auxiliar do Palácio dos Leões tem colocado sob suspeita, nos bastidores, pelo menos três agentes públicos: o próprio Portela, por comandar o sistema de segurança pública; o secretário de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry, por ser eminência parda do governo; e o presidente da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), Lawrence Melo, por já haver comandado a Delegacia-Geral da Polícia Civil do Maranhão.

Em relação aos parlamentares, há rumores de que já existem pedidos de concessão de medidas cautelares contra eles no Tribunal de Justiça — o que pode ser confirmado se a Justiça Federal autorizar a deflagração de operação para realização de novas prisões.

O vazamento do áudio que revelou a participação do secretário e dos deputados, inclusive, também deve ser apurado pela PF, pois pode ter sido difundido criminosamente para embaraçar as investigações e proteger o auxiliar e deputados do Palácio.

Portela e o superintendente da Seccor, delegado Roberto Fortes, inclusive, devem ser chamados para depor para explicar esse vazamento.

Márcio Jerry perde mais cinco prefeitos e começa a definhar
Política

Quase todos os gestores são do PCdoB. Possibilidade de derrota de Flávio Dino tem provocado debandada para outros pré-candidatos à Câmara dos Deputados

O secretário estadual de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry Barroso (PCdoB), começa a ver definhar seu sonho de ser eleito deputado federal pelo Maranhão.

Com a alta rejeição do governador Flávio Dino (PCdoB), que corre o risco de perder o comando do Palácio dos Leões sentado na máquina, Jerry esgotou a única garantia que possuía para não passar vergonha nas urnas. Atentos ao cenário político que vem se desenhando, diversos prefeitos municipais começaram a se movimentar e já se afastaram do comunista, fechando com outros pré-candidatos à Câmara dos Deputados.

Segundo apurou o ATUAL7, nas últimas semanas, abandonaram Jerry os prefeitos Aluisinho Filho, de Esperantinópolis; Orlando Arouche, de Senador Alexandre Costa; Henrique Salgado, de Pindaré-Mirim; Arlindo Filho, de Fortuna; e André Portela, de Capinzal do Norte.

Apenas um é do PDT. Os outros são todos do PCdoB.

A maioria está fechada agora com Aluísio Mendes (Pode). O restante com Gastão Vieira (Pros) e Pedro Lucas (PTB).

Antes da pulada do quinteto, Jerry já havia sido trocado pelo prefeito de Vargem Grande, Carlinhos Barros (PCdoB). E a tendência é que a debandada aumente ainda mais.

Carlinhos Barros abandona Márcio Jerry para apoiar Gastão Vieira
Política

Prefeito de Vargem Grande decidiu não aventurar. Mesmo sendo do PCdoB, ele mantém agora apenas relação institucional com o secretário estadual

O prefeito de Vargem Grande, empresário José Carlos de Oliveira Barros, o Carlinhos Barros (PCdoB), trocou o secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso (PCdoB), pelo ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira (PROS).

Para o pleito de outubro próximo, o gestor comunista resolveu seguir com Gastão na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, por o ex-ministro ter, no entendimento do prefeito, chances reais de eleição, possuir história e tirocínio político e não depender de terceiros para se eleger, como é o caso de Jerry.

Aos mais próximos, Carlinhos tem explicado que, embora tenha se filiado ao PCdoB, partido de Márcio Jerry, para concorrer e ganhar a prefeitura, a relação entre ele e Gastão Vieira é antiga e de extrema confiança, desde a época em que ambos eram sarneystas.

Já com Jerry, tem esclarecido o prefeito de Vargem Grande, a aproximação permanecerá apenas institucional, para garantir obras e serviços para o município, como a liberação de asfalto e a instalação do Restaurante Popular, marcado para ser inaugurado nesta quinta-feira 25.

Falta de transparência marca vendas da gestão de caixa e folha de pagamento do Estado
Política

Secap e Seplan negam informações sobre resultado pós-licitações desertas. Estimativa de arrecadação do governo chega ao valor de R$ 265 milhões

Com estimativa de arrecadação mínima de R$ 265 milhões, as vendas da gestão de caixa e da folha de pagamento do Estado do Maranhão têm como marca a falta de transparência, principal facilitador para aqueles que desejam praticar atos de corrupção.

Desde o início da segunda semana de novembro do ano passado, o ATUAL7 vem solicitando informações sobre o resultados das duas licitações, insistentemente, junto às secretarias estaduais de Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap), chefiada por Márcio Jerry; e do Planejamento e Orçamento (Seplan), comandada por Cynthia Mota. Nenhuma delas, porém, até a publicação desta matéria, retornou as várias tentativas de contato.

Aberto sob a identificação 228.248/2017-SEPLAN, o pregão presencial n.º 11/2017 teve como objeto a contratação de instituição financeira oficial para prestação de serviços bancários, incluindo a guarda e gestão das disponibilidades de caixa do Estado, o pagamento a credores e fornecedores do Estado, a centralização da arrecadação das receitas estaduais no âmbito do Poder Executivo, autárquico, fundacional e fundos especiais. A licitação foi realizada no dia 17 de outubro último, sem a aparição de interessados para oferecer o valor mínimo para oferta inicial, de R$ 50 milhões — baixe o edital.

Já o pregão presencial n.º 13/2017, cujo processo está sob a identificação 8749/2017-SEPLAN, teve como objeto a contratação de instituição financeira para prestação de serviços bancários, referente ao pagamento da folha de salário dos servidores ativos, inativos e pensionistas da administração direta, indireta, autárquica e fundacional do Poder Executivo Estadual, assim como Defensoria Pública do Estado do Maranhão. A licitação foi realizada no dia 7 de novembro último, também sem a aparição de interessados para oferecer o valor mínimo de lance, de R$ 215 milhões — baixe o edital.

Por conta de ambas ficarem desertas — o que só foi possível confirmar pelo Sistema de Acompanhamento de Contratações Públicas (Sacop), do Tribunal de Contas do Estado (TCE) —, pela legislação, deveria haver novas licitações. Se, nas novas tentativas, novamente não aparecessem interessados, o Governo do Maranhão estaria legalmente livre para contratar qualquer instituição financeira, ou mesmo a que atualmente presta os serviços, de forma direta. Para pular esse trâmite, seria necessário demonstrar, motivadamente, a existência de prejuízo na realização das novas licitações, mantendo todas as condições preestabelecidas nos editais.

Contudo, já se passaram mais de três meses desde a realização da licitação para a primeira venda, da gestão de caixa do Estado, e mais de dois meses para a segunda venda, da folha de pagamento, sem que o Palácio dos Leões tenha divulgado qualquer informação sobre o que ficou resolvido, e sequer atualizado a página da Comissão Setorial de Licitações (CSL) da Seplan, que até a informação sobre as licitações desertas omite.


Nas várias tentativas de contato com a secretária Cynthia Mota e sua pasta, é informado que toda informação referente a licitação pública, por ser para a imprensa, só pode ser exclusivamente repassada pela Secap. Já nas tentativas de contato com Márcio Jerry e sua pasta, o secretário rejeita todas as ligações e seus subordinados, quem sabe por ordem do chefe, ignoram as solicitações feitas por meio do e-mail institucional da pasta.

A ocultação do resultado pós-licitações desertas são de processos públicos, literalmente referentes à movimentação de dinheiro público. E muito dinheiro público. Agora, imaginem como não seria se o governo não fosse —  segundo garante Flávio Dino (PCdoB) — transparente?!

Eleição de Jerry depende da garantia de que Flávio Dino será reeleito
Política

Super-secretário possui os requisitos legais para almejar candidatura, mas não tem história política ou ações sociais que justifiquem favoritismo à Câmara dos Deputados

Salvo se por mágica ou estratégia nada republicana, para chegar à Câmara dos Deputados, o secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso (PCdoB), depende única e exclusivamente da garantia de que o governador Flávio Dino (PCdoB) será reeleito em outubro próximo.

Eminência parda do Palácio dos Leões, Jerry possui os requisitos legais para almejar candidatura, não tem história política ou ações sociais que justifiquem favoritismo ao cargo eletivo de representante da população maranhense, como apontam alguns palpiteiros.

A análise é simples.

Se as pesquisas de intenção de votos apontarem para decisão em 2º turno, com Flávio Dino sendo derrotado na eventual segunda etapa, prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, ex-vereadores, deputados, ex-deputados e qualquer tipo de liderança política e empresarial não terão obrigação alguma de eleger o maior influenciador das decisões do governador.

Contudo, caso Dino se mantenha como favorito na disputa, com chances reais de levar no 1º turno, na base do medo, prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, ex-vereadores, deputados, ex-deputados e qualquer tipo de liderança política e empresarial devem se virar como podem para eleger o super-secretário, ao ponto até de, sabe-se lá como, livrá-lo dos vergonhosos de 3079 votos em 2006 para o título de espocador de urnas em 2018.

Em conversas reservadas e confirmadas ao ATUAL7, todos confessam a fobia de, numa eventual reeleição de Flávio Dino e derrota de Márcio Jerry, serem cobrados pelo homem-forte do governador do Maranhão, cada voto acertado e prometido, mas descumprido.

Seria pior do viver sob o regime de Nicolás Maduro ou Kim Jong-un, comparam alguns.

Secretários que vão disputar eleição deixam governo após o Carnaval
Política

Prazo foi estabelecido pelo governador Flávio Dino. Expectativa é haja baixa de pelo menos 11 nomes no Palácio dos Leões

Integrantes do Palácio dos Leões que pretendem disputar o pleito de outubro próximo tem o prazo obrigatório de deixar os cargos até o dia 7 de abril, mas para evitar desgastes ou paralisar políticas públicas, o governador Flávio Dino (PCdoB) passou a trabalhar a possibilidade de antecipar a saída deles para o mês de fevereiro, logo após o Carnaval.

Pela movimentação de pré-campanha aberta, pelo menos 11 nomes que deixarão seus postos já são conhecidos.

A expectativa é que, para deputado estadual, concorram o chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB); os secretários de Agricultura e Pesca, Márcio Honaiser (PDT), de Agricultura Familiar, Adelmo Soares (PCdoB), e de Desenvolvimento Social, Neto Evangelista (PSDB); os presidentes do Procon, Duarte Júnior (PCdoB), e da CCL, Odair José (PCdoB); e o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Pereira (ainda sem partido).

Já para a Câmara dos Deputados movimentavam-se os secretários de Comunicação e Articulação Política, Marcio Jerry (PC do B), de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), e de Trabalho, Julião Amin (PDT); além do presidente da Agência Executiva Metropolitana, Pedro Lucas (PTB).

Os substitutos deles, no entanto, ainda é guardado pelo governo.

Márcio Jerry se atrapalha e revela que ninguém pleiteia a vice de Flávio Dino
Política

Falta de lideranças querendo encabeçar chapa aponta para falta de confiança na reeleição do comunista e pode forçar a reescolha por Carlos Brandão

O avanço em sabujos do sarneysmo por meio do compartilhamento de comando dos cofres públicos do Estado não estão sendo suficientes para atrair ao governador Flávio Dino (PCdoB) o desejo de alguma liderança partidária pela vaga de vice-governadoria, na chapa eleitoral de 2018.

A revelação foi feita pelo presidente do PCdoB no Maranhão e secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso.

Em entrevista ao jornalista Itevaldo Júnior, no programa Resenha, da TV Difusora, Márcio Jerry foi questionado do porquê apenas o atual vice-governador, Carlos Brandão (PSDB), ser cogitado como vice de Dino na disputa eleitoral do próximo ano. Atrapalhado, Jerry acabou confessando que Brandão pode continuar a ocupar a vaga, independente de continuar no PSDB ou ir para outro partido, em razão de ninguém, até então, ter pleiteado o espaço.

“Até o momento, não houve nenhuma manifestação de qualquer outro nome que pleiteie a vaga de candidato a vice-governador”, confessou.

Ainda durante a entrevista, ao responder uma pergunta do jornalista John Cutrim, Márcio Jerry tentou mostra serenidade, mas voltou a se atrapalhar e acabou revelando também que, embora setores da imprensa local tenham publicado que o PT, o PSB e o DEM aspirem a vaga de vice, oficialmente, nenhum partido chegou a sequer colocou qualquer nome à disposição.

“Não houve ainda uma manifestação oficial de nenhum partido, muito embora aqui ou ali apareça manifestações na imprensa”, disse.

Emblemática, a revelação feita por Márcio Jerry aponta para a falta de confiança da base encastelada no Palácio dos Leões na reeleição do governador.

De fato, em todos os partidos sarneystas cooptados por Flávio Dino em troca de cargos públicos, as lideranças estaduais, em acordo com os caciques nacionais, têm usado a estrutura governista apenas para a manutenção ou ascensão do mandato no Poder Legislativo.

Pedro Fernandes, do PTB, quer se reeleger ou mesmo fazer o filho deputado federal; André Fufuca, do PP, Cléber Verde, do PRB, e Juscelino Filho, do DEM, querem renovar o mandato na Câmara; Josimar de Maranhãozinho, do PR, quer ser deputado federal e fazer a mulher, Detinha, e o faz-tudo, Hélio Soares, deputados estaduais; e Gastão Vieira, do PROS, nas atuais circunstâncias, quer qualquer coisa.

Sermão aos Peixes: Polícia Federal investiga quem é o “Polvo”
Política

Investigadores buscam confirmar se chefão da organização criminosa é um super secretário; alguém que tem comando no Estado, mas obedece esse super secretário; ou se, na verdade, são ambos

A Polícia Federal apura, no bojo da Sermão aos Peixes, quem é o identificado na obra do Padre Antônio Vieira como o “Polvo”. Na alegoria, o líder religioso toma vários peixes, em metáfora aos homens, como símbolos dos vícios e corrupção da sociedade.

Desde o início das operações, a força-tarefa — formada pela própria PF e a Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), Ministério Público Federal (MPF), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e Receita Federal do Brasil — tem utilizado os diversos peixes identificados no sermão do padre para denominar as fases de cada uma das operações que desbaratou a organização criminosa que tomou de assalto os recursos públicos federais do Fundo Nacional de Saúde, destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado do Maranhão.

Apenas a segunda operação, denominada Abscondido, que significa “escondido”, em alusão à ocultação e destruição de provas, não segue a linha de Antônio Vieira. Todas as outras operações: Voadores, Rêmora e Pegadores, são nomes de peixes no sermão do padre.

Em relação à Operação Voadores, que a Polícia Federal denominou para se referir à técnica empregada de desviar recursos públicos por meio de cheques, no sermão, tem o significado de presunção, capricho, vaidade e ambição, já que os investigados pagaram até vinho e restaurante de luxo com os recursos desviados da saúde.

Já sobre a Rêmora, pelo sermão do Padre Antônio Vieira, simboliza um peixe pequeno, mas que tem muita força. A alusão é perfeita em relação aos poucos, mas multimilionários contratos firmados entre o Idac (Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania) e a Secretaria de Estado da Saúde, já no governo Flávio Dino (PCdoB), por fora da seleção de concursos para a contratação das terceirizadas. Embora tenha, segundo o texto do padre, virtudes, o peixe Rêmora jamais conseguirá se converter.

A operação mais recente, denominada Pegadores, apesar da força-tarefa haver descoberto que o dinheiro público serviu para sustentar “namoradas, esposas e amantes” de agentes públicos, o que levou muita gente a tratar o caso até como piada, tem no Sermão do Padre Antônio Vieira o significado de parasitas e oportunismo, em alusão aos peixes que vivem na dependência dos grandes, isto é, que fazem tudo sob o comando de alguém maior e mais forte.

Segundo fontes do ATUAL7, os investigadores buscam apenas confirmar se o chefão da organização criminosa se trata apenas de uma pessoa ou de duas: se é um super secretário; se é alguém que tem comando no Palácio dos Leões, mas que obedece esse super secretário; ou se, na verdade, ambos, de tão ligados em quase que uma simbiose, são o “Polvo”.

Uma das linhas de investigação, inclusive, se aproxima do secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, em razão de interceptações e documentos em posse da força-tarefa, mas principalmente por Jerry ser conhecido em todo o Maranhão como o homem mais forte do governo, ao ponto de ser tratado por alguns como primeiro-ministro ou até mesmo governador de fato do Estado.

No Sermão de Santo Antônio aos Peixes, o “Polvo” tem a aparência de santidade, perfeição e serenidade, mas não acaba sendo revelado como o maior traidor, dissimulado, cruel e oportunista de todos, chegando a ser comparado com Judas, que traiu Jesus Cristo, mas alguém bem mais piorado, já que o traidor no Evangelho apenas atraiçoou Jesus à luz das lanternas e o beijou, mas o “Polvo” além de beijar, usa seus tentáculos para prender e roubar a luz para que os outros peixes não vejam as suas cores.

Pegadores: interceptações mostram que comando era dado por Jerry e Pacheco
Política

Diálogo entre Rosângela Curado, Péricles Silva e Ivaldo Rodrigues aponta para o envolvimento direto da Articulação Política com a organização criminosa

Pelo menos duas interceptações feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça mostram que o comando da organização criminosa que assaltou mais de R$ 18 milhões dos cofres públicos da saúde estadual era dado pelos então secretários de Articulação Política, Márcio Jerry Barroso, e de Saúde, Marcos Pacheco.

Segundo relatório da PF relacionado à Operação Pegadores, que desbaratou a quadrilha, ambas as gravações estão relacionadas com indícios de fraude e desvio de verbas da contratação de pessoal.

Uma dessas conversas, publicada pelo ATUAL7 na semana passada, diz respeito a um diálogo mantido entre os investigados Benedito Silva Carvalho, um dos chefões do Instituto Cidadania e Natureza (ICN), e Josefa Equitéria Gonçalves Muniz Farias, lotada na Assembleia Legislativa do Maranhão e, segundo a PF, funcionária fantasma no esquemão da saúde.

Em dado momento, quando Benedito revela preocupação sobre a presença de Quitéria, como é conhecida a servidora, em uma das folhas fantasmas, ela responde textualmente:

— Se tiver não tem problema não, nem se preocupe porque isso aí o Pacheco sabia, na época foi acordado com ele com o Jerry… tudo, entendeu? [Se refere a Marcos Pacheco e Marcio Jerry] — diz.

Já o outro diálogo foi mantido entre a então subsecretária estadual de Saúde, Rosângela Curado; o diretor e um dos sócios do ICN, Péricles Silva Filho; e o vereador de São Luís, Ivaldo Rodrigues (PDT).

Irritado por uma possível indicação de sete pessoas para a UPA da Vila Luizão, onde mantém reduto eleitoral, fora de sua lista de apadrinhados, o pedetista buscava satisfações de Curado sobre a contratação de pessoal para a unidade. Com Péricles aguardando num outro telefone, ela tranquiliza Ivaldo sobre o “fuxico”:

— Tô falando com o dono do ICN, dono! Não estão, mas se estão, não são contratados pela ICN. Eu estou falando com seu Péricles. Eu não vou ligar pra ninguém, vereador Ivaldo, eu só tô lhe dando satisfação pro senhor saber que a gente não tá enganando, não foi contratado ninguém, eu tô com Péricles na linha. Péricles tá me dizendo: “Rosângela, ninguém foi contratado porque não foi dado o comando pela Articulação Política e nem pela Secretaria de Saúde” — diz.

Reveladora, além de confirmar o total aval de Pacheco com as ações da organização criminosa, essa segunda conversa aponta também que a citação da Articulação Política, então comandava por Jerry, num dos trechos do relatório da Pegadores, pode estar longe de ter sido apenas um ato falho da PF.

Em possível ato falho, PF liga pasta ocupada por Márcio Jerry à esquema na saúde
Política

Relatório relacionado à Operação Pegadores aponta a Articulação Política como um dos alvos de investigação da força-tarefa da Sermão aos Peixes

A Polícia Federal apontou a extinta Secretaria de Estado de Articulação Política (Seap), então comandada pelo presidente do PCdoB no Maranhão, Márcio Jerry Barroso, como um dos principais alvos de investigação da força-tarefa da Sermão aos Peixes.

O possível ato falho está registrado no volume I do relatório da PF relacionado à Operação Pegadores, deflagrada no Maranhão há pouco mais de uma semana, após desvios de mais de R$ 18 milhões da saúde no governo Flávio Dino, do PCdoB.

“Antes, porém, de apresentarmos as fraudes, em tese, praticadas, impõem fazermos algumas considerações sobre a qualificação, ocupação e função desempenhada por alguns investigados na estrutura da Secretaria de Estado da Saúde e na Secretaria de Articulação Política, que são as duas repartições que possuíam servidores diretamente envolvidos nos fatos ora investigados”, diz o trecho.

Numa das primeiras mudanças administrativas do governo comunista, ocorrida em fevereiro de 2016, a Seap foi extinta ao se fundir com outra pasta, passando a chamar-se Secretaria de Estado de Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap), permanecendo ainda sob o comando absoluto de Márcio Jerry.

Pelo que se depreende das 200 primeiras folhas dos autos, a Seap, ainda existente no primeiro ano de investigação da Sermão aos Peixes, pode ter conquistado destaque no documento no lugar da Superintendência de Acompanhamento à Redes de Serviços da Secretaria de Estado da Saúde (SES), uma das fontes utilizadas pela organização criminosa que assaltou os cofres da SES para escoar dinheiro público.

É possível, ressalta-se, que a troca dos nomes das pastas possa ter sido apenas um ato falho da Polícia Federal. Contudo, diante de outros trechos do próprio relatório, que apontam para o possível conhecimento de Márcio Jerry sobre o esquema, bem como o controle de um dos braços criminosos da quadrilha por uma de suas cunhadas, o caso não deixa de ser, no mínimo, curioso.

400 fantasmas: Márcio Jerry sabia de esquema e cunhada controlava lista
Política

Investigações apontam para ligação direta do braço direito do governo Flávio Dino com o esquemão da saúde

Pelo menos dois fatos descobertos pela Polícia Federal no bojo da Operação Pegadores, 5ª fase da Sermão aos Peixes, apontam para a eminência parda do secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, no, até agora, maior esquema de desvio de dinheiro público já desbaratado no governo do PCdoB, de Flávio Dino.

O primeiro vínculo direto de Jerry, segundo interceptações da PF, aparece num diálogo entre os investigados Benedito Silva Carvalho, um dos chefões do Instituto Cidadania e Natureza (ICN), e Josefa Equitéria Gonçalves Muniz Farias, lotada na Assembleia Legislativa do Maranhão e funcionária fantasma no esquemão da saúde.

Em dado momento da conversa, quando Benedito revela preocupação sobre a presença de Quitéria, como é conhecida a servidora, em uma das folhas fantasmas, ela responde textualmente:

— Não, mas se tiver não tem problema não, nem se preocupe porque isso aí o Pacheco sabia, na época foi acordado com ele com o Jerry… tudo, entendeu? [Se refere a Marcos Pacheco e Marcio Jerry] — diz.

O segundo vínculo direto de Márcio Jerry com o esquemão da saúde se dá por meio de sua cunhada, Lenijane Rodrigues da Silva Lima.

De acordo ainda com a PF, Jane, como é conhecida a cunhada de Jerry, é quem controlava a famigerada lista dos mais de 400 fantasmas que furtaram dinheiro público, além de fazer parte dela.

“Os referidos diálogos, somados aos de índice 5970824 (fls. 146/147), 5976901 (fls. 41/42) e 6161442 (fls. 142/143), cujos trechos revelantes foram colacionados  à representação, constituem indícios suficientes de que LENIJANE RODRIGUES DA SILVA, então assessora técnica da Subsecretaria de Estado da Saúde, chamada JANE nas conversas, controlava o envio das listas de pagamentos de pessoal que permitia a consumação dos pagamentos ilícitos investigados”, ressalta a PF na representação culminou com a deflagração da Operação Pegadores.

Salvo se Quitéria tenha mentido no diálogo com Benedito e Jane tenha sido sinecurada no governo e assumido o comando da relação dos fantasmas por mão de outra pessoa —o que deve ser esclarecido por ambas quando convocadas a depor na Superintendência da PF no Maranhão —, o braço direito do governo Flávio Dino já está na mira da força-tarefa da Sermão aos Peixes, podendo inclusive ser um dos alvos de uma investigação em andamento sobre lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

Flávio Dino e Márcio Jerry precisam explicar por que demitiram Rosângela Curado
Política

Ex-subsecretária caiu do cargo após reunião às pressas e de portas fechadas no Palácio dos Leões com o governador e o secretário

Está no motivo da demissão da ex-subsecretária de Saúde do Maranhão, Rosângela Curado, o gênesis da organização criminosa desbaratada pela Polícia Federal nesta quinta-feira 16, durante a deflagração da Operação Pegadores.

Colocada no cargo pelo governador Flávio Dino (PCdoB), Curado foi estranhamente escorraçada da Secretaria de Estado da Saúde (SES) de forma repentina, numa reunião urgente e de portas fechadas no Palácio dos Leões com o próprio Dino e o secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso.

O que descobriu Flávio Dino e Márcio Jerry para a reunião às pressas e altamente privada?

O que Flávio Dino e Márcio Jerry falaram para Rosângela Curado nesta reunião?

Por qual motivo o então titular da SES, Marcos Pacheco, não participou da reunião, se ele quem comandava o setor?

Se quer mostrar transparência com a coisa pública, Flávio Dino e Márcio Jerry precisam começar respondendo essas três perguntas sobre a demissão de Curado.

Dadas as respostas, devem começar a divulgar publicamente, pode ser nas redes sociais mesmo, onde moram, a tal lista recebida por Carlos Lula do proprietário do Instituto Cidadania e Natureza (ICN), conforme atesta diálogo interceptado pela Polícia Federal ainda em setembro de 2015.

Comece a responder, governador: o que foi descoberto e o que foi falado com Curado?

Pegadores: Justiça atende PF e bloqueia contas da cunhada de Márcio Jerry
Política

Valor do bloqueio é de até R$ 50 mil. Jane Rodrigues é apontada como responsável por controlar a lista de pagamentos ilícitos

Decisão da lavra da juíza federal substituta Paula Souza Marques determinou o bloqueio de saldo em contas bancárias, aplicações financeiras e quaisquer outros ativos financeiros de Lenijane Rodrigues da Silva Lima, lotada no governo Flávio Dino, do PCdoB, no cargo de assessora técnica da Subsecretaria da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O valor a ser bloqueado é de até R$ 50 mil.

Empregada na saúde estadual do Maranhão sem a realização de concurso público, Jane, como é mais conhecida, é cunhada do secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso. Ela é casada com o irmão de Jerry, Silas Saraiva Barroso, lotado no cargo de assessor especial III na Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra).

Segundo a Polícia Federal, a cunhada de Jerry é quem controlava o envio das listas de pagamentos de pessoal que permitia a consumação dos pagamentos ilícitos investigados. O ATUAL7 já entrou em contato com ela, e aguarda um posicionamento a respeito das acusações feitas pela PF.

Mais de R$ 18 milhões foram desviados pela organização criminosa, entre os anos de 2015 e 2017, e envolveu até mesmo sorveteria, transformada, da noite para o dia, numa empresa especializada na gestão de serviços médicos.

Parte desse dinheiro, inclusive, diz a PF, serviu para bancar “namoradas, esposas e amantes” de agentes públicos, que recebiam como funcionárias fantasmas.