Márcio Jerry
PCdoB de Jerry e PMN de Braide são reprovados nas urnas e podem ser extintos
Política

Legendas não conseguiram atingir a chamada cláusula de barreira. Regra permite que eles troquem de partido sem o risco de perder o mandato por infidelidade partidária

Projeção feita pela Secretaria-Geral da Câmara dos Deputados, com base nos resultados das urnas divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na madrugada dessa segunda-feira 8, aponta que pelo menos duas legendas que tiveram candidatos eleitos pelo Maranhão para a Casa não conseguiram atingir a chamada cláusula de barreira e, com isso, devem perder instrumentos essenciais à sua existência a partir de 2019.

São elas: o PCdoB de Márcio Jerry e Rubens Pereira Júnior, e o PMN de Eduardo Braide e Pastor Gildenemyr.

Aprovado pelo Congresso em outubro do ano passado com o objetivo de extinguir as legendas com pouca representação na Câmara, o mecanismo estabelece como desempenho mínimo, na atual eleição, que os partidos precisam alcançar pelo menos 1,5% dos votos válidos para a Câmara (1.475.085 votos), distribuídos em 9 estados e com mínimo de 1% dos votos válidos em cada um deles, ou, então, eleger ao menos 9 deputados em 9 estados das 27 unidades da federação.

No caso do PCdoB, os comunistas ainda podem rezar por uma intervenção divina na Justiça Eleitoral em relação aos candidatos que estão sub judice. Até o momento, a legenda apenas bateu na trave, conseguindo eleger nove deputados federais, mas em apenas 7 estados.

Já para o PMN, apesar do bom desempenho no Maranhão por meio da expressiva votação de Braide, que ainda puxou Gildenemyr, a situação é irreversível. Nanica, a legenda conseguiu eleger apenas 3 deputados federais em todo o país.

Pela cláusula de barreira, que prevê uma mudança gradual e mais rígida a cada eleição, as siglas que não superarem o desempenho eleitoral estabelecido perdem direito ao fundo partidário, principal fonte de financiamento das legendas, à propaganda gratuita na TV e rádio, de propor ações de controle de constitucionalidade, além do funcionamento legislativo (liderança, gabinete partidário, estrutura de assessores, discursos nas sessões, dentre outros pontos).

A exigência chegará a 2% de votos e 11 deputados eleitos a partir das eleições de 2022 — e as coligações partidárias nas eleições para deputados e vereadores passarão a estar proibidas; e de 2,5% e 13 eleitos em 2026, até alcançar o índice permanente de 3% e 15 eleitos em 2030.

A regra permite aos políticos eleitos por essas legendas de pouca representação na Câmara dos Deputados trocarem de partido sem o risco de perder o mandato por infidelidade partidária.

Nenhuma mulher é eleita para a bancada do MA na Câmara Federal
Política

Todos os 18 deputados federais eleitos são homens

Com 100% das urnas apuradas, foram definidos os 18 deputados federais para o mandato 2019-2022 na Câmara Federal pelo Maranhão. Nenhuma mulher foi eleita e a bancada maranhense na Casa será formada 100% por homens.

Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar Maranhãozinho (PR) foi o candidato mais votado, com 195.768 votos. Na sequência, ficou Eduardo Braide (PMN), com 189.843 votos; e Márcio Jerry (PCdoB), com 134.223 votos.

Dentre as mulheres, Luana Costa (PSC), que concorria à reeleição, foi a mais votada, com 31.966 votos.

Confira os candidatos eleitos para deputado federal pelo Maranhão:

1. Josimar Maranhãozinho (PR)
2. Eduardo Braide (PMN)
3. Márcio Jerry (PCdoB)
4. Júnior Lourenço (PR)
5. Rubens Pereira Júnior (PCdoB)
6. Pedro Lucas (PTB)
7. Edilázio Júnior (PSD)
8. Aluisio Mendes (PODE)
9. André Fufuca (PP)
10. Cléber Verde (PRB)
11. Bira do Pindaré (PSB)
12. Juscelino Filho (DEM)
13. Júnior Marreca Filho (PATRIOTAS)
14. Hildo Rocha (MDB)
15. Zé Carlos (PT)
16. Gil Cutrim (PDT)
17. João Marcelo (MDB)
18. Pastor Gildenemyr (PMN)

Juíza rejeita embargos e mantém inelegibilidade de Dino e Jerry
Política

Além deles, também estão inelegíveis por oito anos o prefeito e o vice-prefeito de Coroatá, Luis Amover Filho e Domingos Alberto

A juíza de primeira instância Anelise Nogueira Reginato, decidiu, nesta sexta-feira 5, não acolher a embargos de declaração e manteve a condenação de inelegibilidade por oito anos do governador Flávio Dino (PCdoB) e do ex-secretário Márcio Jerry (PCdoB), além do prefeito e do vice-prefeito de Coroatá, Luis Amovelar Filho (PT) e Domingos Alberto (PSB). A condenação diz respeito a abuso de poder na eleição de 2016, quando Amovelar Filho, com apoio do Palácio dos Leões, venceu a disputa. A informação é de O Estado.

Os quatro alegaram nos recursos que a sentença da magistrada continha “obscuridade”, “contradição” e “omissão”. Reginato, contudo, não concordou. “Nenhuma das condutas descritas no art. 489, parágrafo 1º, do Código de Processo Civil [versa sobre decisão judicial não fundamentada], se faz presente nesse processo, devendo-se reiterar que os principais fundamentos da procedência da sentença são as declarações prestadas pelos representados Flávio Dino e Márcio Jerry”, destacou.

Reginato também rejeitou avaliar o embargo de que teria produzidos prova nos autos ao incluir na sua sentença informações sobre um vídeo novo, sem que as defesas dos acusados tenham se manifestado. Para ela, o tema não é assunto para embargos, mas para recurso a instância superior. “Quando alega que este juízo produziu prova nos autos, […][a defesa] está, também, demonstrando inconformismo com a decisão, constituindo esse ponto […] matéria de recurso específico e não de embargos de declaração”, completou.

A juíza acrescentou, no entanto, que o vídeo citado “não fundamentou a sentença […], apenas ratificou, reforçou os fatos que foram utilizados como principais fundamentos de procedência da sentença”.

Prosseguimento

A magistrada pôde apreciar os recursos dos quatro condenados depois de o juiz eleitoral Eduardo Moreira, do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), indeferir pedidos do governador e do seu ex-auxiliar para que fosse conferido efeito suspensivo a duas arguições de suspeição protocoladas contra ela.

O representante da Justiça Eleitoral determinou – mesmo enquanto tramita o pedido de suspeição – o prosseguimento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) em que eles foram declarados inelegíveis, e que está em fase de recurso.

Com a mais recente decisão, agora Flávio Dino, Márcio Jerry e os aliados de Coroatá devem recorrer diretamente ao TRE, onde o caso será apreciado e julgado.

Condenação

Anelise Reginato declarou inelegíveis em agosto Flávio Dino, Márcio Jerry, além do prefeito e do vice de Coroatá – Luis Filho e Domingos Aberto, respectivamente -, todos acusados de usar o programa “Mais Asfalto” para beneficiar o atual prefeito da cidade na eleição de 2016. Como recorreram da sentença, ela não produz efeitos imediatos.

Dino e Jerry protocolaram embargos de declaração contra a decisão e, depois disso, arguiram a suspeição da magistrada. Ela negou o pedido, e os comunistas recorreram ao TRE – solicitando, ainda, que a análise dos embargos ficasse suspensa enquanto a corte não apreciasse o pedido de suspeição.

Como não foram atendidos, Reginato agora pôde julgar os embargos e, como não os acolheu, em caso de recurso do governador e do ex-secretário, o processo pode seguir normalmente para o Tribunal Regional Eleitoral, onde o mérito do caso será novamente apreciado.

TRE nega efeito suspensivo em ação sobre inelegibilidade de Dino e Jerry
Política

Chances de comunistas reverterem condenação são mínimas. Se decisão de juíza for mantida pela Corte, em eventual vitória nas urnas em outubro, eles poderão ter os diplomas cassados

O governador Flávio Dino e o ex-secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry, ambos do PCdoB, tiveram indeferidos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão arguições de suspeição ajuizadas, individualmente, contra a juíza de primeira instância de Coroatá, Anelise Nogueira Reginato.

A decisão foi proferida, nessa terça-feira 18, pelo juiz Eduardo José Leal Moreira, relator do processo do TRE/MA.

No início do mês passado, Reginato decretou a inelegibilidade dos comunistas por oito anos, no julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) n.º 262-79.2016.6.10.0008, por uso da máquina pública — notadamente os recursos destinados ao programa Mais Asfalto — para eleger os aliados Luis da Amovelar Filho (PT) e Domingos Alberto (PSB) como prefeito e vice-prefeito do município, nas eleições de 2016.

Dino e Jerry, então, além de haverem apresentado embargos de declaração, levantaram suspeição sobre a magistrada, alegando que ela teria relação próxima com o grupo Sarney e parlamentares de oposição. O pedido, porém foi negado pelo Anelise Reginato, que não reconheceu a suspeição e, ao final, determinou o encaminhamento dos processos à Corte Eleitoral. Neste período, uma ação movida pelo PCdoB contra a juíza no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também foi arquivada.

Levando em conta que a competência para análise e declaração dos efeitos é do relator, o juiz Eduardo José Leal Moreira decidiu indeferir os pedidos de Flávio Dino e Márcio Jerry, monocraticamente, no que diz respeito ao efeito suspensivo. “Considerando que a competência para análise e declaração dos efeitos que serão imprimidos ao incidente é do Relator, nos termos do art. 146, §2º, do Código de Processo Civil, indefiro o requerimento dos Arguentes acerca do efeito suspensivo, e determino o prosseguimento do trâmite da Representação nº 262-79.2016.6.10.0008”, despachou.

Com a decisão, embora ainda haja a necessidade das exceções serem julgadas pelo Pleno do TRE/MA, Reginato já poderá julgar normalmente os embargos do governador do Maranhão e de seu ex-secretário. Resolvido esse trâmite, os autos serão remetido novamente à Corte Eleitoral.

Em razão das exceções tem sido ajuizadas somente depois da sentença de inelegibilidade, conforme assentado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no acórdão n.º 19.324/2001, as chances de Flávio Dino e Márcio Jerry reverterem a condenação são mínimas.

Caso o processo não demore a ser encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, se a decisão de Anelise Nogueira for mantida, e ocorra uma eventual vitória dos comunistas nas urnas em outubro próximo, ambos poderão ter os diplomadas cassados.

Impugnações revelam que comunistas temem enfrentar Roseana e Sarney Filho nas urnas
Política

No primeiro embate eleitoral, em 2010, emedebista derrotou Flávio Dino na disputa pelo Palácio dos Leões e ainda elegeu seus dois candidatos ao Senado

As impugnações propostas pelo deputado Rubens Pereira Júnior e o candidato a deputado federal Márcio Jerry, ambos do PCdoB, respectivamente, aos pedidos de registro de candidatura de Roseana Sarney ao Governo do Maranhão e de Sarney Filho ao Senado Federal têm sido encaradas, no meio político e empresarial, como a constatação de que os comunistas temem enfrentar a dupla nas urnas e, consequentemente, perder as eleições.

Segundo o argumento proposto por Rubens e Jerry nas contestações, Roseana e Sarney Filho estariam inelegíveis por conta de não haverem deixado, para concorrer às eleições de outubro próximo, o quadro societário da rádio e TV Mirante, sistema de comunicação pertencente à família. Ontem 20, ao se pronunciar sobre uma Notícia de Inelegibilidade contra a emedebista, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Maranhão enterrou a alegação.

Ouvidos pelo ATUAL7, parlamentares, prefeitos e empresários, que pediram para não ser identificados por receio de perseguição, disseram que a tentativa de criar um ambiente de dúvida em relação a candidatura de Roseana e de Sarney Filho mostra que os comunistas, inclusive o governador Flávio Dino (PCdoB), têm medo de perder o comando do Palácio dos Leões e as duas vagas ao Senado Federal.

Na primeira vez em que enfrentou Roseana Sarney nas urnas, nas eleições de 2010, relembrou um empresário da construção civil, a emedebista derrotou Flávio Dino. Reeleita no primeiro turno, ela teve 1.459.192 votos, contra apenas 859.255 em Dino, que ficou em segundo colocado.

“O grande medo deles é perder a eleição novamente, e agora estando eles no poder. Seria o fim do discurso de que Roseana e os candidatos de seu grupo político só ganhavam as eleições por conta dos cofres do Palácio”, destacou.

Ainda naquela eleição, de 2010, os dois senadores na chapa de Roseana, Edison Lobão (PMDB) e João Alberto (PMDB), também foram eleitos.

Segundo a última pesquisa Exata/Jornal Pequeno (MA-06768/2018), realizada no mês passado, se as eleições fossem hoje, novamente os candidatos da emedebista ao Senado, Sarney Filho (PV) e Lobão, seriam os eleitos pela população maranhense.

“É praticamente uma confissão de medo. Passaram todo o governo dizendo que queriam enfrentar a Roseana e os Sarneys nas urnas, que tinham até elegido senador debaixo do braço. Por que agora isso? A forma correta de se derrotar um adversário político é na eleição, no voto. Essa forçação de barra fica até feia para alguém que diz ter mudado o Maranhão”, disse um prefeito.

Márcio Jerry declara patrimônio de apenas R$ 156,6 mil
Política

Ex-secretário do governo Flávio Dino informou ao TRE que possui apenas duas cadernetas de poupança, um carro avaliado em R$ 4 mil e alguns trocados em conta concorrente no país

O ex-secretário estadual de Comunicação e Assunto Políticos, Márcio Jerry Barroso (PCdoB), declarou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão possuir apenas R$ 156.625,37 (cento e cinquenta e seis mil, seiscentos e vinte e cinco mil reais e trinta e sete centavos) em bens.

A informação foi levantada pelo ATUAL7, nesta quinta-feira 9, no DivulgaCand, sistema responsável pela divulgação das candidaturas registradas em todo o Brasil, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Candidato a deputado federal, Márcio Jerry detalhou possuir apenas duas cadernetas de poupança, um de quase R$ 96 mil e outra de pouco mais de R$ 41 mil; um veículo avaliado em R$ 4 mil; e um depósito bancário em conta corrente no país, de R$ 15 mil e uns trocados. Em 2006, quando aventurou-se à Assembleia Legislativa pelo PT, ele declarou que possuía apenas um corsa sedan, no valor de R$ 15 mil.

Homem forte do governador Flávio Dino (PCdoB) durante o período em que auxiliou o comunista no Palácio dos Leões, apesar da declaração minguada, Jerry vem mantendo uma rotina de viagens constantes pelo interior do Maranhão, digna de candidato de chapa majoritária. A origem do dinheiro que vem sustentando as peregrinações, até o momento, é publicamente desconhecida.

Apesar de já registrada, a candidatura ainda aguarda julgamento.

No início desta semana, Márcio Jerry — e o próprio Flávio Dino — foram declarados inelegíveis pela juíza Anelise Nogueira Reginato, da 8ª Zona Eleitoral de Coroatá. Segundo a decisão, juntamente com o governador do Maranhão, ele utilizou a máquina administrativa do Estado para trapacear nas eleições municipais de 2016 em favor de Luís da Amovelar Filho (PT) e Domingos Alberto (PSB), que acabaram eleitos prefeito e vice de Coroatá, segundo a magistrada, ao custo do dinheiro público do programa Mais Asfalto.

Em tese, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão precisa primeiro analisar sobre a questão da inelegibilidade para somente então decidir se defere ou não a candidatura.

Juíza torna Flávio Dino e Márcio Jerry inelegíveis
Política

Medida torna governador do Maranhão, ex-secretário de Comunicação, prefeito e vice-prefeito de Coroatá inelegíveis por oito anos

A juíza Anelise Nogueira Reginato, da 8ª Zona Eleitoral de Coroatá, determinou a cassação do prefeito de Coroatá, Luís da Amovelar Filho (PT); e de seu vice, Domingos Alberto (PSB), por abuso do poder econômico, político e administrativo nas eleições municipais de 2016.

Na decisão, proferida no último dia 6, ela determinou ainda a inelegibilidade do governador Flávio Dino e do ex-secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, ambos do PCdoB, por oito anos.

Segundo a acusação, durante as eleições municipais de 2016, houve abuso de poder econômico, político e administrativo por parte do Palácio dos Leões, desequilibrando o pleito, por meio do programa Mais Asfalto.

“Ficou suficientemente provado (tanto com base no que disseram os representados Flavio Dino e Marcio Jerry, quanto — e principalmente — com base no que disse o representado Luís Mendes Ferreira Filho, este no último dia 26/06/2018) que o Programa ‘Mais Asfalto’ foi utilizado para beneficiar a candidatura dos atuais Prefeito e Vice-Prefeito de Coroatá”, diz trecho da decisão.

A inelegibilidade por oito anos também alcança o prefeito e o vice-prefeito de Coroatá.

“Posto isto, com base no art. 22, XIV da Lei Complementar nº 64/90 e no art. 487, I do Novo Código de Processo Civil, julgo parcialmente procedentes os pedidos constante na inicial, exclusivamente para o fim de: (a) declarar a inelegibilidade dos representados Flávio Dino de Castro Costa, Marcio Jerry Saraiva Barroso, Luís Mendes Ferreira Filho e Domingos Alberto Alves de Sousa, cominando-lhes sanção de inelegibilidade para as eleições que se realizarão nos 8 anos subsequentes à Eleição de 2016; e (b) cassar o diploma do Prefeito Luís Mendes Ferreira Filho e do Vice-Prefeito Domingos Alberto Alves de Sousa”, decidiu.

A decisão da magistrada aconteceu em julgamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) proposta pela coligação “Coroatá com a Força de Todos”, por meio do escritório Marcos Coutinho Lobo Advogados Associados.

Da decisão, oficialmente já confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, ainda cabe recurso.

Governo marca entrega de obra em agenda casada com pré-campanha de Jerry
Política

Felipe Camarão vai reinaugurar Farol do Saber em Colinas na mesma data em que ex-auxiliar do Palácio dos Leões vai lançar pré-candidatura na cidade

O Governo do Maranhão marcou, para esta segunda-feira 16, a entrega do Farol do Saber Alice Brandão em Colinas, no Leste Maranhense. A data é a mesma em que o ex-secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, estará na cidade em lançamento de sua pré-candidatura a Câmara dos Deputados.

A coincidência indica o possível uso da máquina pública em favor de Jerry, principal aposta do partido nas eleições de outubro deste ano.

Presidente estadual do PCdoB, partido de Flávio Dino, e considerado o governador de fato do Maranhão, Márcio Jerry já vinha fortalecendo seu nome na disputa com o auxilio do Palácio dos Leões.

Desde o início da gestão comunista, ele representou o chefe do Executivo em diversos atos do governo, entregou chaves de ambulâncias para municípios e participou de ações de prefeituras aliadas.

Um painel em que ele aparece realizando ações do governo em nome de Dino, inclusive, foi fixado em seu comitê de campanha, reforçando seu poder sobre os Leões. E até mesmo quando já desincompatibilizado do cargo, ele continuou a falar em nome do governo.

Em março último, após o possível uso malandro da máquina para cooptar prefeitos ser denunciado por deputados estaduais na Assembleia Legislativa do Maranhão, Márcio Jerry passou a ser alvo de investigação pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Maranhão, juntamente com outros então auxiliares do governo, além do próprio Flávio Dino.

O resultado desse procedimento, porém, é mantido em silêncio pelo órgão — que por coincidência tem a mulher do chefe-substituto nomeada no alto escalão do governo.

Outro lado

O ATUAL7 solicitou ao governo e ao secretário estadual de Educação, Felipe Camarão, um posicionamento sobre o assunto e aguarda retorno.

Pré-candidato a deputado, Márcio Jerry prepara campanha de governador
Política

Comunista dará início oficialmente à corrida pela Câmara Federal nesta sexta-feira 13. Ele é a principal aposta do PCdoB para as eleições de 2018 no Maranhão

Provavelmente contando com os recursos do PCdoB, legenda que preside no estado, já que — espera-se! — não é mais custeado com a verba pública do Palácio dos Leões, o ex-secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Saraiva Barroso, se prepara para iniciar uma super campanha digna de governador, embora ele tenha a intenção de disputar para a Câmara Federal.

Apesar da dificuldade de Flávio Dino em reeleger-se em outubro próximo, o presidente estadual do PCdoB é a principal aposta do partido para as eleições de 2018 no Maranhão. O objetivo é torná-lo um famigerado espoca urna, como forma de tentar apagar seu passado na Região Tocantina, de onde saiu há alguns anos com o alcunha de Coveiro [de lideranças], devido a ausência de popularidade, prestígio e tirocínio político.

Segundo divulgado pela assessoria do comunista-chefe, Jerry pretende por o pé na estrada, oficialmente, a partir desta sexta-feira 13.

Mas não necessariamente ele terá de passar pelo desconforto de andar a pé nas estradas esburacadas e empoeiradas do estado.

Com auxílio de amigos e figuras carimbadas de eleições majoritárias passadas que ele conquistou ou forçou aproximação nos últimos três anos e meio, o pré-candidato a deputado federal pelo PCdoB poderá ter aeronaves e caminhonetes ao ser dispor. Bastará apenas informar esse tipo de despesa na prestação de contas de campanha ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Apostando em dobradinhas e sempre na presença do chefe do Executivo em todos os eventos, o ex-homem forte de Dino estará praticamente em uma cidade por dia, em diversas regiões do estado.

Além de São Luís, onde pretende realizar grande ato para mostrar força e por medo em adversários, Márcio Jerry tem na agenda o lançamento de sua pré-candidatura em outras cinco cidades maranhenses. “Passarei por Timon, Caxias, Chapadinha, São Benedito do Rio Preto e Colinas para apresentar a nossa pré-candidatura, para debater e ouvir população e apoiadores”, diz.

Todas os municípios, por coincidência, são comandos por anilhados do Palácio dos Leões, tendo sido camaradamente beneficiados com recursos do Tesouro Estadual pela atual gestão. Jerry, que não possui qualquer outra vantagem eleitoral para conquistar uma cadeira na Câmara Baixa, espera agora por retribuição — não confundir com gratidão —, com todos os eventos amplamente lotados.

Mesmo desincompatibilizado, Jerry ainda opera como membro do governo Dino
Política

Ex-titular do Palácio dos Leões tem participado e discursado abertamente em atos oficiais do governo. Até construção de escola ele garante. Malandragem pode desequilibrar o pleito

O ex-secretário estadual de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry Barroso, pode ser alvo de novos procedimentos investigatórios pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Maranhão por utilizar a estrutura do governo Flávio Dino, do PCdoB, em benefício próprio. Mesmo desincompatibilizado do cargo, ele permanece operando diretamente como membro do Palácio dos Leões, o que viola gravemente a legislação eleitoral por comprometer o equilíbrio do pleito.

Em vídeo postado nas redes sociais na semana passada, pelo próprio Márcio Jerry, por exemplo, ele aparece acompanhado do ex-prefeito de Raposa, José Laci, do presidente da Câmara de Vereadores do município, Beka Rodrigues, e da secretária municipal de Educação, Zélia Mendonça, falando e se portando como um representante oficial do governo comunista, ao ponto até de garantir a construção de uma escola no povoado Canto, localizado na Ilha de Curupu — conhecida como um dos símbolos do poderio econômico da família Sarney.

Até mesmo uma criança, como mostra a foto em destaque, que segundo o Portal Vermelho, ligado ao PCdoB, teria cinco anos e seria estudante da unidade escolar, foi usada por Jerry na infração.

Para encobrir a delinquência, ele alega na gravação que a visita ao local foi feita a convite de Beka Rodrigues.

A mesma malandragem já havia sido utilizada várias vezes no mês passado, em visitas a outras localidades, sempre em dias de atos oficiais do governo Dino. Numa clara sensação de impunidade, tudo está registrado no próprio Vermelho.

Foi assim no aniversário de 122 anos de Codó; na agenda de acompanhamento a obras do governo comunista em Barra do Corda; na discussão sobre impulsionamento de ações do governo em Presidente Dutra; na capitação de demandas de moradores do Anil, em São Luís; no aniversário de 127 anos de emancipação política de Colinas, onde tenta criar feudo político; e na participação de atividades do programa Mais Saúde no bairro do João de Deus, também na capital.

O uso da máquina pública e desvirtuamento e abuso de poder político em troca de apoio eleitoral e para angariar votos, ainda que não pedidos expressamente, têm como punição mais comum a aplicação de multa, mas pode também culminar na cassação do registro da candidatura, mandato ou diploma de quem comete o ilícito, além de inelegibilidade por oito anos.

Secap movimentou R$ 11,6 milhões antes de Jerry se desincompatibilizar
Política

Dados foram levantados pelo ATUAL7 no Portal da Transparência do Governo do Maranhão

A Secretaria de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap), pasta que era comandada pelo presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry Barroso, considerado governador de fato do Maranhão, movimentou cerca de R$ 11,6 milhões em pagamentos a terceirizadas, folha de pessoal e de diárias, apenas nos três primeiros meses de 2018, até antes do comunista de desincompatibilizar do cargo para concorrer a deputado federal em outubro próximo.

Os dados foram levantados pelo ATUAL7 no Portal da Transparência do Governo do Maranhão. A média de gastos da pasta, apenas no período pesquisado, foi de quase R$ 65 mil, por dia. Atualmente, a Secap é comandada por Ednaldo Neves, que era secretário-adjunto.

Somente com o pagamento de diárias e da folha de pessoal, super inchada e cara em razão de dezenas de superintendências regionais criadas para empregar políticos sem mandato, foram quase R$ 4 milhões entre janeiro e março deste ano.

Ainda durante os três primeiros meses de 2018, quando Márcio Jerry ainda comandava a Secap, foram gastos cerca de R$ 6 milhões com pagamento de publicidade e propaganda do governo Flávio Dino –  repassados para as agências Clara Comunicação, Eurofort Comunicação, C. A. Mallmann e Informe Comunicação. Outras agências menores, que prestam serviço de publicidade legal, também levaram uma boa parte do dinheiro.

O restante foi destinado, em sua maioria, para empresas que prestam serviço de locação de veículos, eventos e segurança privada.

Pré-candidato, Márcio Jerry participa de ações do governo e da prefeitura
Política

Comunista já é alvo da Procuradoria Regional Eleitoral por suposto uso dos Leões para cooptar prefeitos e lideranças

O ex-secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso (PCdoB), ainda considerado governador de fato do Maranhão, mesmo após haver se desincompatibilizado do cargo, pode estar sendo beneficiado pela estrutura do Palácio dos Leões, e até da Prefeitura Municipal de São Luís, na corrida eleitoral deste ano.

Pré-candidato a deputado federal, Jerry esteve no bairro João de Deus no último sábado 7, onde participou — sob alegação de ter sido convidado pela vereadora de seu partido, Fátima Araújo — de obras e serviços do governo Flávio Dino e da administração Edivaldo Holanda Júnior.

No local, acompanhado do vice-prefeito de São Luís, Júlio Pinheiro (PCdoB), e do secretário municipal de Infraestrutura, Antônio Araujo, Márcio Jerry visitou ruas e avenidas do bairro onde estavam sendo realizados serviços de pavimentação asfáltica, e ainda passeou pelos espaços destinados às ações do programa Mais Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), e às obras de construção do 6º Batalhão da Polícia Militar do Maranhão.

Por possível desrespeito as regras do jogo, Jerry já é alvo de investigação da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Maranhão, por suposto uso da máquina administrativa para angariar apoio político para as eleições de 2018, desequilibrando a disputa.

PRE investiga Flávio Dino e secretários por uso eleitoral da máquina
Política

Governador e os auxiliares Márcio Jerry, Neto Evangelista, Márcio Honaiser, Adelmo Soares e Marcelo Tavares são suspeitos utilizar a estrutura dos Leões para cooptar prefeitos e lideranças

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Maranhão instaurou procedimento preparatório eleitoral — com base em uma representação feita pelo PRP — para investigar o suposto uso da máquina pública pelo governador Flávio Dino (PCdoB), em troca de apoio político, nas eleições de 2018. A informação é do Blog do Neto Ferreira.

Além de Dino, também são alvo da investigação os secretários estaduais de Comunicação Social e Assuntos Políticos, Marcio Jerry Barroso (PCdoB); Desenvolvimento Social, Neto Evangelista (DEM); Agricultura, Pecuária e Pesca, Márcio Honaiser (PDT); Agricultura Familiar, Adelmo Soares (PCdoB); e o chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB). Com exceção de Jerry, que concorrerá à Câmara dos Deputados, todos os outros são pré-candidatos a deputado estadual no pleito deste ano.

De acordo com a publicação, dentre os procedimentos já adotados, o procurador Regional Eleitoral, Pedro Henrique Oliveira Castelo Branco, teria encaminhado alguns questionamentos aos parlamentes que, há pouco de um mês, denunciaram que os auxiliares do Palácio dos Leões estariam utilizando a estrutura do governo para cooptar prefeitos e lideranças políticas, com cunho eleitoral. Em troca do apoio político, eles estariam oferecendo recursos públicos e obras nos municípios.

As seguintes perguntas teriam sido enviadas para os parlamentes — todos pertencentes à base de Dino na Casa:

a) Sabe informar a identidade desses secretários?
b) sabe informar em quais munucipios os fatos se deram?
c) sabe dizer em quê consistiram os beneficios em troca de apoio político?
d) sabe informar quais os prefeitos e lideranças que teriam sido assediados/pressionados por esses secretários?
e) deseja relatar algum outro episodio de que seja conhecedor mas que não tenha sido mencionado?

Outro lado

O ATUAL7 entrou em contato com o Governo do Maranhão, por meio da Secap, para que os secretários e o próprio Dino se posicionem sobre o assunto. O espaço está aberto para manifestação.

 

Contrabando: secretário, deputados e empresários entram na mira da PF
Política

Magistrado que autorizou as primeiras prisões declarou incompetência para continuar a processar e julgar o caso

A declaração de incompetência da Justiça Estadual, feita pelo juiz titular da 1ª Vara Criminal de São Luís, Ronaldo Maciel, para processar e julgar o caso que envolve a suposta prática do crime de contrabando de cargas no Maranhão, coloca agora na mira da Polícia Federal o secretário e os deputados governistas apontados por um dos cabeças da organização criminosa, o ex-vice-prefeito de São Mateus, Rogério Garcia, como participantes do esquema.

Além deles, também entram na mira da PF os empresários que bancavam e lucravam com o esquema. Pelo menos publicamente, eles estariam sendo protegidos de serem citados na investigação que estava a cargo da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate a Corrupção (Seccor).

De acordo com as últimas informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), comandada delegado Jefferson Portela, a movimentação financeira da quadrilha com os produtos apreendidos nas três operações realizadas beira a cerca de R$ 100 milhões.

Como o poder financeiro da quadrilha, pelo valor apresentado pela SSP, é elevado, as investigações podem apontar para a participação de grandes comerciantes do Maranhão no bando.

Sobre o secretário envolvido, a demora de Jefferson Portela em dar respostas públicas sobre o nome do auxiliar do Palácio dos Leões tem colocado sob suspeita, nos bastidores, pelo menos três agentes públicos: o próprio Portela, por comandar o sistema de segurança pública; o secretário de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry, por ser eminência parda do governo; e o presidente da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), Lawrence Melo, por já haver comandado a Delegacia-Geral da Polícia Civil do Maranhão.

Em relação aos parlamentares, há rumores de que já existem pedidos de concessão de medidas cautelares contra eles no Tribunal de Justiça — o que pode ser confirmado se a Justiça Federal autorizar a deflagração de operação para realização de novas prisões.

O vazamento do áudio que revelou a participação do secretário e dos deputados, inclusive, também deve ser apurado pela PF, pois pode ter sido difundido criminosamente para embaraçar as investigações e proteger o auxiliar e deputados do Palácio.

Portela e o superintendente da Seccor, delegado Roberto Fortes, inclusive, devem ser chamados para depor para explicar esse vazamento.

Márcio Jerry perde mais cinco prefeitos e começa a definhar
Política

Quase todos os gestores são do PCdoB. Possibilidade de derrota de Flávio Dino tem provocado debandada para outros pré-candidatos à Câmara dos Deputados

O secretário estadual de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry Barroso (PCdoB), começa a ver definhar seu sonho de ser eleito deputado federal pelo Maranhão.

Com a alta rejeição do governador Flávio Dino (PCdoB), que corre o risco de perder o comando do Palácio dos Leões sentado na máquina, Jerry esgotou a única garantia que possuía para não passar vergonha nas urnas. Atentos ao cenário político que vem se desenhando, diversos prefeitos municipais começaram a se movimentar e já se afastaram do comunista, fechando com outros pré-candidatos à Câmara dos Deputados.

Segundo apurou o ATUAL7, nas últimas semanas, abandonaram Jerry os prefeitos Aluisinho Filho, de Esperantinópolis; Orlando Arouche, de Senador Alexandre Costa; Henrique Salgado, de Pindaré-Mirim; Arlindo Filho, de Fortuna; e André Portela, de Capinzal do Norte.

Apenas um é do PDT. Os outros são todos do PCdoB.

A maioria está fechada agora com Aluísio Mendes (Pode). O restante com Gastão Vieira (Pros) e Pedro Lucas (PTB).

Antes da pulada do quinteto, Jerry já havia sido trocado pelo prefeito de Vargem Grande, Carlinhos Barros (PCdoB). E a tendência é que a debandada aumente ainda mais.

Carlinhos Barros abandona Márcio Jerry para apoiar Gastão Vieira
Política

Prefeito de Vargem Grande decidiu não aventurar. Mesmo sendo do PCdoB, ele mantém agora apenas relação institucional com o secretário estadual

O prefeito de Vargem Grande, empresário José Carlos de Oliveira Barros, o Carlinhos Barros (PCdoB), trocou o secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso (PCdoB), pelo ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira (PROS).

Para o pleito de outubro próximo, o gestor comunista resolveu seguir com Gastão na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, por o ex-ministro ter, no entendimento do prefeito, chances reais de eleição, possuir história e tirocínio político e não depender de terceiros para se eleger, como é o caso de Jerry.

Aos mais próximos, Carlinhos tem explicado que, embora tenha se filiado ao PCdoB, partido de Márcio Jerry, para concorrer e ganhar a prefeitura, a relação entre ele e Gastão Vieira é antiga e de extrema confiança, desde a época em que ambos eram sarneystas.

Já com Jerry, tem esclarecido o prefeito de Vargem Grande, a aproximação permanecerá apenas institucional, para garantir obras e serviços para o município, como a liberação de asfalto e a instalação do Restaurante Popular, marcado para ser inaugurado nesta quinta-feira 25.

Falta de transparência marca vendas da gestão de caixa e folha de pagamento do Estado
Política

Secap e Seplan negam informações sobre resultado pós-licitações desertas. Estimativa de arrecadação do governo chega ao valor de R$ 265 milhões

Com estimativa de arrecadação mínima de R$ 265 milhões, as vendas da gestão de caixa e da folha de pagamento do Estado do Maranhão têm como marca a falta de transparência, principal facilitador para aqueles que desejam praticar atos de corrupção.

Desde o início da segunda semana de novembro do ano passado, o ATUAL7 vem solicitando informações sobre o resultados das duas licitações, insistentemente, junto às secretarias estaduais de Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap), chefiada por Márcio Jerry; e do Planejamento e Orçamento (Seplan), comandada por Cynthia Mota. Nenhuma delas, porém, até a publicação desta matéria, retornou as várias tentativas de contato.

Aberto sob a identificação 228.248/2017-SEPLAN, o pregão presencial n.º 11/2017 teve como objeto a contratação de instituição financeira oficial para prestação de serviços bancários, incluindo a guarda e gestão das disponibilidades de caixa do Estado, o pagamento a credores e fornecedores do Estado, a centralização da arrecadação das receitas estaduais no âmbito do Poder Executivo, autárquico, fundacional e fundos especiais. A licitação foi realizada no dia 17 de outubro último, sem a aparição de interessados para oferecer o valor mínimo para oferta inicial, de R$ 50 milhões — baixe o edital.

Já o pregão presencial n.º 13/2017, cujo processo está sob a identificação 8749/2017-SEPLAN, teve como objeto a contratação de instituição financeira para prestação de serviços bancários, referente ao pagamento da folha de salário dos servidores ativos, inativos e pensionistas da administração direta, indireta, autárquica e fundacional do Poder Executivo Estadual, assim como Defensoria Pública do Estado do Maranhão. A licitação foi realizada no dia 7 de novembro último, também sem a aparição de interessados para oferecer o valor mínimo de lance, de R$ 215 milhões — baixe o edital.

Por conta de ambas ficarem desertas — o que só foi possível confirmar pelo Sistema de Acompanhamento de Contratações Públicas (Sacop), do Tribunal de Contas do Estado (TCE) —, pela legislação, deveria haver novas licitações. Se, nas novas tentativas, novamente não aparecessem interessados, o Governo do Maranhão estaria legalmente livre para contratar qualquer instituição financeira, ou mesmo a que atualmente presta os serviços, de forma direta. Para pular esse trâmite, seria necessário demonstrar, motivadamente, a existência de prejuízo na realização das novas licitações, mantendo todas as condições preestabelecidas nos editais.

Contudo, já se passaram mais de três meses desde a realização da licitação para a primeira venda, da gestão de caixa do Estado, e mais de dois meses para a segunda venda, da folha de pagamento, sem que o Palácio dos Leões tenha divulgado qualquer informação sobre o que ficou resolvido, e sequer atualizado a página da Comissão Setorial de Licitações (CSL) da Seplan, que até a informação sobre as licitações desertas omite.


Nas várias tentativas de contato com a secretária Cynthia Mota e sua pasta, é informado que toda informação referente a licitação pública, por ser para a imprensa, só pode ser exclusivamente repassada pela Secap. Já nas tentativas de contato com Márcio Jerry e sua pasta, o secretário rejeita todas as ligações e seus subordinados, quem sabe por ordem do chefe, ignoram as solicitações feitas por meio do e-mail institucional da pasta.

A ocultação do resultado pós-licitações desertas são de processos públicos, literalmente referentes à movimentação de dinheiro público. E muito dinheiro público. Agora, imaginem como não seria se o governo não fosse —  segundo garante Flávio Dino (PCdoB) — transparente?!