Márcio Jerry
Márcio Jerry se atrapalha e revela que ninguém pleiteia a vice de Flávio Dino
Política

Falta de lideranças querendo encabeçar chapa aponta para falta de confiança na reeleição do comunista e pode forçar a reescolha por Carlos Brandão

O avanço em sabujos do sarneysmo por meio do compartilhamento de comando dos cofres públicos do Estado não estão sendo suficientes para atrair ao governador Flávio Dino (PCdoB) o desejo de alguma liderança partidária pela vaga de vice-governadoria, na chapa eleitoral de 2018.

A revelação foi feita pelo presidente do PCdoB no Maranhão e secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso.

Em entrevista ao jornalista Itevaldo Júnior, no programa Resenha, da TV Difusora, Márcio Jerry foi questionado do porquê apenas o atual vice-governador, Carlos Brandão (PSDB), ser cogitado como vice de Dino na disputa eleitoral do próximo ano. Atrapalhado, Jerry acabou confessando que Brandão pode continuar a ocupar a vaga, independente de continuar no PSDB ou ir para outro partido, em razão de ninguém, até então, ter pleiteado o espaço.

“Até o momento, não houve nenhuma manifestação de qualquer outro nome que pleiteie a vaga de candidato a vice-governador”, confessou.

Ainda durante a entrevista, ao responder uma pergunta do jornalista John Cutrim, Márcio Jerry tentou mostra serenidade, mas voltou a se atrapalhar e acabou revelando também que, embora setores da imprensa local tenham publicado que o PT, o PSB e o DEM aspirem a vaga de vice, oficialmente, nenhum partido chegou a sequer colocou qualquer nome à disposição.

“Não houve ainda uma manifestação oficial de nenhum partido, muito embora aqui ou ali apareça manifestações na imprensa”, disse.

Emblemática, a revelação feita por Márcio Jerry aponta para a falta de confiança da base encastelada no Palácio dos Leões na reeleição do governador.

De fato, em todos os partidos sarneystas cooptados por Flávio Dino em troca de cargos públicos, as lideranças estaduais, em acordo com os caciques nacionais, têm usado a estrutura governista apenas para a manutenção ou ascensão do mandato no Poder Legislativo.

Pedro Fernandes, do PTB, quer se reeleger ou mesmo fazer o filho deputado federal; André Fufuca, do PP, Cléber Verde, do PRB, e Juscelino Filho, do DEM, querem renovar o mandato na Câmara; Josimar de Maranhãozinho, do PR, quer ser deputado federal e fazer a mulher, Detinha, e o faz-tudo, Hélio Soares, deputados estaduais; e Gastão Vieira, do PROS, nas atuais circunstâncias, quer qualquer coisa.

Sermão aos Peixes: Polícia Federal investiga quem é o “Polvo”
Política

Investigadores buscam confirmar se chefão da organização criminosa é um super secretário; alguém que tem comando no Estado, mas obedece esse super secretário; ou se, na verdade, são ambos

A Polícia Federal apura, no bojo da Sermão aos Peixes, quem é o identificado na obra do Padre Antônio Vieira como o “Polvo”. Na alegoria, o líder religioso toma vários peixes, em metáfora aos homens, como símbolos dos vícios e corrupção da sociedade.

Desde o início das operações, a força-tarefa — formada pela própria PF e a Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), Ministério Público Federal (MPF), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e Receita Federal do Brasil — tem utilizado os diversos peixes identificados no sermão do padre para denominar as fases de cada uma das operações que desbaratou a organização criminosa que tomou de assalto os recursos públicos federais do Fundo Nacional de Saúde, destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado do Maranhão.

Apenas a segunda operação, denominada Abscondido, que significa “escondido”, em alusão à ocultação e destruição de provas, não segue a linha de Antônio Vieira. Todas as outras operações: Voadores, Rêmora e Pegadores, são nomes de peixes no sermão do padre.

Em relação à Operação Voadores, que a Polícia Federal denominou para se referir à técnica empregada de desviar recursos públicos por meio de cheques, no sermão, tem o significado de presunção, capricho, vaidade e ambição, já que os investigados pagaram até vinho e restaurante de luxo com os recursos desviados da saúde.

Já sobre a Rêmora, pelo sermão do Padre Antônio Vieira, simboliza um peixe pequeno, mas que tem muita força. A alusão é perfeita em relação aos poucos, mas multimilionários contratos firmados entre o Idac (Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania) e a Secretaria de Estado da Saúde, já no governo Flávio Dino (PCdoB), por fora da seleção de concursos para a contratação das terceirizadas. Embora tenha, segundo o texto do padre, virtudes, o peixe Rêmora jamais conseguirá se converter.

A operação mais recente, denominada Pegadores, apesar da força-tarefa haver descoberto que o dinheiro público serviu para sustentar “namoradas, esposas e amantes” de agentes públicos, o que levou muita gente a tratar o caso até como piada, tem no Sermão do Padre Antônio Vieira o significado de parasitas e oportunismo, em alusão aos peixes que vivem na dependência dos grandes, isto é, que fazem tudo sob o comando de alguém maior e mais forte.

Segundo fontes do ATUAL7, os investigadores buscam apenas confirmar se o chefão da organização criminosa se trata apenas de uma pessoa ou de duas: se é um super secretário; se é alguém que tem comando no Palácio dos Leões, mas que obedece esse super secretário; ou se, na verdade, ambos, de tão ligados em quase que uma simbiose, são o “Polvo”.

Uma das linhas de investigação, inclusive, se aproxima do secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, em razão de interceptações e documentos em posse da força-tarefa, mas principalmente por Jerry ser conhecido em todo o Maranhão como o homem mais forte do governo, ao ponto de ser tratado por alguns como primeiro-ministro ou até mesmo governador de fato do Estado.

No Sermão de Santo Antônio aos Peixes, o “Polvo” tem a aparência de santidade, perfeição e serenidade, mas não acaba sendo revelado como o maior traidor, dissimulado, cruel e oportunista de todos, chegando a ser comparado com Judas, que traiu Jesus Cristo, mas alguém bem mais piorado, já que o traidor no Evangelho apenas atraiçoou Jesus à luz das lanternas e o beijou, mas o “Polvo” além de beijar, usa seus tentáculos para prender e roubar a luz para que os outros peixes não vejam as suas cores.

Pegadores: interceptações mostram que comando era dado por Jerry e Pacheco
Política

Diálogo entre Rosângela Curado, Péricles Silva e Ivaldo Rodrigues aponta para o envolvimento direto da Articulação Política com a organização criminosa

Pelo menos duas interceptações feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça mostram que o comando da organização criminosa que assaltou mais de R$ 18 milhões dos cofres públicos da saúde estadual era dado pelos então secretários de Articulação Política, Márcio Jerry Barroso, e de Saúde, Marcos Pacheco.

Segundo relatório da PF relacionado à Operação Pegadores, que desbaratou a quadrilha, ambas as gravações estão relacionadas com indícios de fraude e desvio de verbas da contratação de pessoal.

Uma dessas conversas, publicada pelo ATUAL7 na semana passada, diz respeito a um diálogo mantido entre os investigados Benedito Silva Carvalho, um dos chefões do Instituto Cidadania e Natureza (ICN), e Josefa Equitéria Gonçalves Muniz Farias, lotada na Assembleia Legislativa do Maranhão e, segundo a PF, funcionária fantasma no esquemão da saúde.

Em dado momento, quando Benedito revela preocupação sobre a presença de Quitéria, como é conhecida a servidora, em uma das folhas fantasmas, ela responde textualmente:

— Se tiver não tem problema não, nem se preocupe porque isso aí o Pacheco sabia, na época foi acordado com ele com o Jerry… tudo, entendeu? [Se refere a Marcos Pacheco e Marcio Jerry] — diz.

Já o outro diálogo foi mantido entre a então subsecretária estadual de Saúde, Rosângela Curado; o diretor e um dos sócios do ICN, Péricles Silva Filho; e o vereador de São Luís, Ivaldo Rodrigues (PDT).

Irritado por uma possível indicação de sete pessoas para a UPA da Vila Luizão, onde mantém reduto eleitoral, fora de sua lista de apadrinhados, o pedetista buscava satisfações de Curado sobre a contratação de pessoal para a unidade. Com Péricles aguardando num outro telefone, ela tranquiliza Ivaldo sobre o “fuxico”:

— Tô falando com o dono do ICN, dono! Não estão, mas se estão, não são contratados pela ICN. Eu estou falando com seu Péricles. Eu não vou ligar pra ninguém, vereador Ivaldo, eu só tô lhe dando satisfação pro senhor saber que a gente não tá enganando, não foi contratado ninguém, eu tô com Péricles na linha. Péricles tá me dizendo: “Rosângela, ninguém foi contratado porque não foi dado o comando pela Articulação Política e nem pela Secretaria de Saúde” — diz.

Reveladora, além de confirmar o total aval de Pacheco com as ações da organização criminosa, essa segunda conversa aponta também que a citação da Articulação Política, então comandava por Jerry, num dos trechos do relatório da Pegadores, pode estar longe de ter sido apenas um ato falho da PF.

Em possível ato falho, PF liga pasta ocupada por Márcio Jerry à esquema na saúde
Política

Relatório relacionado à Operação Pegadores aponta a Articulação Política como um dos alvos de investigação da força-tarefa da Sermão aos Peixes

A Polícia Federal apontou a extinta Secretaria de Estado de Articulação Política (Seap), então comandada pelo presidente do PCdoB no Maranhão, Márcio Jerry Barroso, como um dos principais alvos de investigação da força-tarefa da Sermão aos Peixes.

O possível ato falho está registrado no volume I do relatório da PF relacionado à Operação Pegadores, deflagrada no Maranhão há pouco mais de uma semana, após desvios de mais de R$ 18 milhões da saúde no governo Flávio Dino, do PCdoB.

“Antes, porém, de apresentarmos as fraudes, em tese, praticadas, impõem fazermos algumas considerações sobre a qualificação, ocupação e função desempenhada por alguns investigados na estrutura da Secretaria de Estado da Saúde e na Secretaria de Articulação Política, que são as duas repartições que possuíam servidores diretamente envolvidos nos fatos ora investigados”, diz o trecho.

Numa das primeiras mudanças administrativas do governo comunista, ocorrida em fevereiro de 2016, a Seap foi extinta ao se fundir com outra pasta, passando a chamar-se Secretaria de Estado de Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap), permanecendo ainda sob o comando absoluto de Márcio Jerry.

Pelo que se depreende das 200 primeiras folhas dos autos, a Seap, ainda existente no primeiro ano de investigação da Sermão aos Peixes, pode ter conquistado destaque no documento no lugar da Superintendência de Acompanhamento à Redes de Serviços da Secretaria de Estado da Saúde (SES), uma das fontes utilizadas pela organização criminosa que assaltou os cofres da SES para escoar dinheiro público.

É possível, ressalta-se, que a troca dos nomes das pastas possa ter sido apenas um ato falho da Polícia Federal. Contudo, diante de outros trechos do próprio relatório, que apontam para o possível conhecimento de Márcio Jerry sobre o esquema, bem como o controle de um dos braços criminosos da quadrilha por uma de suas cunhadas, o caso não deixa de ser, no mínimo, curioso.

400 fantasmas: Márcio Jerry sabia de esquema e cunhada controlava lista
Política

Investigações apontam para ligação direta do braço direito do governo Flávio Dino com o esquemão da saúde

Pelo menos dois fatos descobertos pela Polícia Federal no bojo da Operação Pegadores, 5ª fase da Sermão aos Peixes, apontam para a eminência parda do secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, no, até agora, maior esquema de desvio de dinheiro público já desbaratado no governo do PCdoB, de Flávio Dino.

O primeiro vínculo direto de Jerry, segundo interceptações da PF, aparece num diálogo entre os investigados Benedito Silva Carvalho, um dos chefões do Instituto Cidadania e Natureza (ICN), e Josefa Equitéria Gonçalves Muniz Farias, lotada na Assembleia Legislativa do Maranhão e funcionária fantasma no esquemão da saúde.

Em dado momento da conversa, quando Benedito revela preocupação sobre a presença de Quitéria, como é conhecida a servidora, em uma das folhas fantasmas, ela responde textualmente:

— Não, mas se tiver não tem problema não, nem se preocupe porque isso aí o Pacheco sabia, na época foi acordado com ele com o Jerry… tudo, entendeu? [Se refere a Marcos Pacheco e Marcio Jerry] — diz.

O segundo vínculo direto de Márcio Jerry com o esquemão da saúde se dá por meio de sua cunhada, Lenijane Rodrigues da Silva Lima.

De acordo ainda com a PF, Jane, como é conhecida a cunhada de Jerry, é quem controlava a famigerada lista dos mais de 400 fantasmas que furtaram dinheiro público, além de fazer parte dela.

“Os referidos diálogos, somados aos de índice 5970824 (fls. 146/147), 5976901 (fls. 41/42) e 6161442 (fls. 142/143), cujos trechos revelantes foram colacionados  à representação, constituem indícios suficientes de que LENIJANE RODRIGUES DA SILVA, então assessora técnica da Subsecretaria de Estado da Saúde, chamada JANE nas conversas, controlava o envio das listas de pagamentos de pessoal que permitia a consumação dos pagamentos ilícitos investigados”, ressalta a PF na representação culminou com a deflagração da Operação Pegadores.

Salvo se Quitéria tenha mentido no diálogo com Benedito e Jane tenha sido sinecurada no governo e assumido o comando da relação dos fantasmas por mão de outra pessoa —o que deve ser esclarecido por ambas quando convocadas a depor na Superintendência da PF no Maranhão —, o braço direito do governo Flávio Dino já está na mira da força-tarefa da Sermão aos Peixes, podendo inclusive ser um dos alvos de uma investigação em andamento sobre lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

Flávio Dino e Márcio Jerry precisam explicar por que demitiram Rosângela Curado
Política

Ex-subsecretária caiu do cargo após reunião às pressas e de portas fechadas no Palácio dos Leões com o governador e o secretário

Está no motivo da demissão da ex-subsecretária de Saúde do Maranhão, Rosângela Curado, o gênesis da organização criminosa desbaratada pela Polícia Federal nesta quinta-feira 16, durante a deflagração da Operação Pegadores.

Colocada no cargo pelo governador Flávio Dino (PCdoB), Curado foi estranhamente escorraçada da Secretaria de Estado da Saúde (SES) de forma repentina, numa reunião urgente e de portas fechadas no Palácio dos Leões com o próprio Dino e o secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso.

O que descobriu Flávio Dino e Márcio Jerry para a reunião às pressas e altamente privada?

O que Flávio Dino e Márcio Jerry falaram para Rosângela Curado nesta reunião?

Por qual motivo o então titular da SES, Marcos Pacheco, não participou da reunião, se ele quem comandava o setor?

Se quer mostrar transparência com a coisa pública, Flávio Dino e Márcio Jerry precisam começar respondendo essas três perguntas sobre a demissão de Curado.

Dadas as respostas, devem começar a divulgar publicamente, pode ser nas redes sociais mesmo, onde moram, a tal lista recebida por Carlos Lula do proprietário do Instituto Cidadania e Natureza (ICN), conforme atesta diálogo interceptado pela Polícia Federal ainda em setembro de 2015.

Comece a responder, governador: o que foi descoberto e o que foi falado com Curado?

Pegadores: Justiça atende PF e bloqueia contas da cunhada de Márcio Jerry
Política

Valor do bloqueio é de até R$ 50 mil. Jane Rodrigues é apontada como responsável por controlar a lista de pagamentos ilícitos

Decisão da lavra da juíza federal substituta Paula Souza Marques determinou o bloqueio de saldo em contas bancárias, aplicações financeiras e quaisquer outros ativos financeiros de Lenijane Rodrigues da Silva Lima, lotada no governo Flávio Dino, do PCdoB, no cargo de assessora técnica da Subsecretaria da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O valor a ser bloqueado é de até R$ 50 mil.

Empregada na saúde estadual do Maranhão sem a realização de concurso público, Jane, como é mais conhecida, é cunhada do secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso. Ela é casada com o irmão de Jerry, Silas Saraiva Barroso, lotado no cargo de assessor especial III na Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra).

Segundo a Polícia Federal, a cunhada de Jerry é quem controlava o envio das listas de pagamentos de pessoal que permitia a consumação dos pagamentos ilícitos investigados. O ATUAL7 já entrou em contato com ela, e aguarda um posicionamento a respeito das acusações feitas pela PF.

Mais de R$ 18 milhões foram desviados pela organização criminosa, entre os anos de 2015 e 2017, e envolveu até mesmo sorveteria, transformada, da noite para o dia, numa empresa especializada na gestão de serviços médicos.

Parte desse dinheiro, inclusive, diz a PF, serviu para bancar “namoradas, esposas e amantes” de agentes públicos, que recebiam como funcionárias fantasmas.

Pegadores: PF aponta cunhada de Márcio Jerry como integrante de núcleo de Orcrim
Política

Lenijane Rodrigues foi lotada como assessora técnica da Subsecretaria da SES. Ela é esposa de Silas Saraiva Barroso, assessor especial da Sinfra

A Polícia Federal apontou Lenijane Rodrigues da Silva Lima, lotada no cargo de assessora técnica da Subsecretaria da Secretaria de Estado da Saúde (SES), como uma das integrantes da organização criminosa (Orcrim) responsável pelo desvio de mais de R$ 18 milhões de recursos federais enviados à pasta por meio do Fundo Nacional de Saúde (FNS), entre os anos de 2015 e 2017.

Ela é mulher de Silas Saraiva Barroso, lotado no governo Flávio Dino, do PCdoB, no cargo de assessor especial III na Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), portanto, cunhada do secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso. Segundo a PF, Jane, como é mais conhecida, fazia parte do chamado “Núcleo vinculado à Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão - SES/MA” e foi uma das beneficiadas com o esquema.

Assim como o supersalário da enfermeira Keilane Silva Carvalho, que baseou as investigações da Polícia Federal que culminaram da deflagração da Operação Pegadores, a entrada de Lenijane Rodrigues na saúde pública estadual sem a realização de concurso também foi revelada pelo ATUAL7, ainda em 2015.

À época, além dela foi revelado também que outras duas cunhadas de Márcio Jerry, Clícia Romênia Galvão Barroso e Katiane Chaves, foram empregadas na saúde estadual sem qualquer concurso público, sendo que a última entrou por meio do Instituto Corpore, terceirizado contratado pela SES para prestação de serviços de saúde de baixa, média e alta complexidade no Maranhão.

Márcio Jerry revela desconfiança em relação a Waldir, Eliziane e Zé Reinaldo
Política

Secretário acabou atingindo consórcio de pré-candidatos ao tentar mirar em Roberto Rocha. Senador é tratado como traidor por não ser subserviente a Flávio Dino

O secretário estadual de Comunicação Social e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, revelou ter total desconfiança em relação a pelo menos três pré-candidatos ao Senado Federal pelo Palácio dos Leões em 2018: Waldir Maranhão (PTdoB), Eliziane Gama (PPS) e José Reinaldo Tavares (PSB).

Em postagem no Twitter, possivelmente mirando no senador Roberto Rocha (PSDB), que é forte pré-candidato ao governo no pleito do próximo ano, Jerry acabou atingindo ao trio anilhado, deixando-o em total saia justa. “Ano que vem vamos também acertar na eleição de senadores. Uma pena nosso estado estar hoje com péssima representação no Senado da República”, comentou.

Apesar do consórcio palaciano de pré-candidatos ao Senado ter quatro integrantes, a demonstração de desconfiança em forma de cautela atinge apenas três nomes, em razão de Weverton Rocha (PDT) já ter sido oficialmente ungido a uma das vagas da chapa, pelo próprio Jerry, em possível troca da primeira suplência para Lene Rodrigues, que preenche todos os requisitos por estar lotada como chefe de Gabinete do governador Flávio Dino (PCdoB), ser comunista e mulher do próprio secretário.

Com apenas uma vaga sobrando, a declaração de Márcio Jerry coloca os três esperançosos no mesmo balaio de gato, e já esclarece que, quando o outro nome for escolhido, os dois restantes serão defenestrados da chapa majoritária por não serem bem vistos pelo governo.

Essa falta de confiança, cabe ressaltar, pode ser lida como não subserviência doentia ao governador Flávio Dino. Por esta razão, o deputado federal Zé Reinaldo, que não segue as diretrizes do governador em Brasília, é um dos principais atingidos pela declaração de Jerry, já podendo, inclusive, ser considerado abatido, se não mudar e passar a ser totalmente obediente.

Não havendo mudanças, restará na disputa apenas Eliziane Gama e Waldir Maranhão. Levará a segunda vaga ao Senado na chapa governista quem se submeter e bajular mais.

Governo aumenta orçamento da Casa Civil para R$ 130 milhões em 2018
Política

Valor é quase R$ 95 milhões a mais que o estimado para 2017. Comunicação também recebeu aumento

Proposta de Orçamento do Estado para 2018, ano de eleição, aumenta para R$ 130 milhões o valor destinado para a Casa Civil, comandada pelo ex-deputado estadual Marcelo Tavares (PSB).

O montante é quase R$ 95 milhões a mais do que o destinado para a pasta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) referente ao exercício financeiro de 2017, ainda em execução.

Encaminhado para a Assembleia Legislativa na semana passada, o PLOA 2018 deve passar pela Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização e Controle, para ser votado em plenário, até dezembro próximo.

Como o Palácio dos Leões tem a maioria na Casa, a proposta deve ser aprovada na íntegra pelos deputados, em votação relâmpago.

Comunicação

No mesmo documento, também é especificado um aumento no Orçamento da Secretaria de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos, que saltou de R$ 58,9 milhões deste ano para R$ 61,9 milhões no ano do pleito eleitoral.

A pasta responsável pela propaganda e imagem do governo comunista é comanda pelo presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry Barroso.

Jerry é pré-candidato a deputado federal, sendo apontado como um dos mais votados pela força que mantém no Executivo em razão de sua proximidade com o governador Flávio Dino (PCdoB).

Orçamento da Comunicação para 2018 sobe para R$ 61,9 milhões
Política

Valor é R$ 3 milhões maior que os R$ 58,9 milhões aprovados para 2017. PLOA foi encaminhada à AL-MA na semana passada

O orçamento da Secretaria de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos (Secap) para 2018, quando o governador Flávio Dino (PCdoB) tentará a reeleição, será de R$ 61,9 milhões.

O valor é R$ 3 milhões maior que os R$ 58,9 milhões aprovados para o ano de 2017, ainda em execução.

A informação está no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) referente ao exercício financeiro do próximo ano, encaminhado à Assembleia Legislativa do Maranhão pela Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan) na semana passada, e publicada no Diário Oficial da Casa dessa terça-feira 3.

A Secap é comandada pelo presidente estadual do PCdoB no Maranhão, Márcio Jerry Barroso. Ele é pré-candidato a deputado federal.

Antes de ser votado em Plenário, o que deve ocorrer até dezembro próximo, o PLOA deve passar primeiro pela Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa. Como o governo tem a maioria, o projeto deve ser aprovado em sua íntegra.

Márcio Jerry quer a mulher na primeira suplência de Weverton Rocha
Política

Pedetista disputará o Senado Federal em 2018. Lene Rodrigues é secretária-chefe da Assessoria Especial de Flávio Dino

Está explicado o apoio aberto dado pelo secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, à pré-candidatura do deputado Weverton Rocha (PDT) ao Senado Federal.

Presidente do PCdoB no Maranhão, Jerry quer garantir para a mulher, Joslene Silva Rodrigues, a vaga de primeira suplente da chapa do pedetista.

O assunto, que corre nos bastidores há algumas semanas, foi trazido a público pelo ex-secretário estadual de Esportes e Lazer, Joaquim Haickel, numa publicação em seu blog.

Além de ser esposa do homem forte da dinastia comunista, Lene, como é mais conhecida, tem a confiança irrestrita do governador Flávio Dino (PCdoB), ocupando o cargo de secretária-chefe da Assessoria Especial do governo.

Denúncia contra Dino por nomeação de ficha-suja está parada na PGJ
Política

Clécio Coelho Nunes tem condenação pelo TCE-MA, com trânsito em julgado. Secretário Márcio Jerry também foi representado

Uma representação protocolada pelo deputado Sousa Neto (Pros) contra o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), segue parada na Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) há quase 30 dias.

De acordo com dados abertos do sistema de processos e procedimentos que tramitam na instituição, o SimpWeb, a denúncia, que foi dada entrada junto ao PGJ no dia 14 de agosto último, teve uma única movimentação, feita um dia depois, quando foi distribuída manualmente para os cuidados da promotora de Justiça Alineide Martins Rabelo Costa, da Assessoria Especial.

A representação do parlamentar denuncia a nomeação do também comunista Clécio Coelho Nunes para o comando da Superintendência de Articulação Regional de Itapecuru-Mirim, cargo subordinado à Secretaria de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap). A revelação da nomeação do ficha-suja foi feita pelo ATUAL7. A PGJ foi insistentemente procurada para se posicionar sobre o assunto, mas não retornou às solicitações de nota.

Pela lei estadual n.º 9.881/2013, a chamada Lei da Ficha Limpa do Servidor Público, e o decreto 29.723/2013, que regulamenta a mesma lei, Clécio não poderia assumir qualquer cargo em comissão e função gratificada no Poder Executivo e Legislativa estadual por oito anos, a contar da data da decisão, por conta de uma condenação pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), com trânsito em julgado, em agosto de 2016.

Além de Flávio Dino, o titular da Secap, Márcio Jerry Barroso, e o próprio Clécio Coelho também estão entre os representados por Sousa Neto. O PGJ é o procurador Luiz Gonzaga Martins Coelho, colocado no cargo pelo governador do Maranhão, após figurar como segundo colocado na listra tríplice do Ministério Público estadual.

Processo criminal contra Márcio Jerry já dura seis meses
Política

Secretário é acusado de haver oferecido dinheiro para uma liderança encerrar protestos em frente ao Palácio dos Leões

Já dura seis meses o julgamento de um processo criminal contra o secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, por suposta oferta de suborno para que uma liderança indígena encerrasse manifestações que ocorriam em frente ao Palácio dos Leões, contra atrasos da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) no pagamento do transporte escolar para a região de Grajaú.

Conforme revelado pelo ATUAL7, a ação penal está sob a relatoria do desembargador Vicente de Paula, desde o dia 24 de fevereiro deste ano. O processo segue sob segredo de Justiça.

Os autos foram encaminhados ao magistrado pelo 1º Departamento de Investigação de Crimes Funcionais, vinculado à Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor).

A abertura de investigação contra Márcio Jerry foi determinada pela juíza Patrícia Marques Barbosa, titular da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, por solicitação do Ministério Público estadual.

O secretário é acusado pelo Parquet de corrupção passiva. No mesmo processo, também responde a ex-assessoria especial do governador Flávio Dino (PCdoB), Simone Limeira. Ela é suspeita de haver pedido e recebido propina da mesma liderança indígena para a liberação de parte dos pagamentos que estavam atrasados pela Seduc.

Jerry e Limeira negam as acusações. Eles afirmam já haver provado inocência, no âmbito do processo.

Governo adita contratos de publicidade para até R$ 20,8 milhões
Política

Agências já receberam mais de R$ 66,3 milhões por quase dois anos de contrato. Responsável pela pasta é pré-candidato a deputado federal

Em meio a, segundo o próprio governador Flávio Dino (PCdoB), tempos de cofres completamente vazios e que nem vacas magras se têm, a Secretaria de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos (Secap) resolveu aditar, pela segunda vez, pelo menos três contratos de publicidade e propaganda.

De acordo com os extratos, somados os três aditivos, em um ano, o dispêndio pode chegar a até exatos R$ 20.812.500,00. A pasta é comandada pelo presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry Saraiva Barroso. Ele é pré-candidato a deputado federal em 2018.

Os documentos foram assinados no último dia 11, mas publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) somente uma semana depois. A vigência continua sendo de 12 meses. As contratadas são as agências Mallmann Marketing, Eurofort Comunicação e Clara Comunicação. Em menos de dois anos de contrato, os gastos do governo com as três agências chega a R$ 66.358.413,96.

Há cerca de um mês, a Secap já havia sido beneficiada por Flávio Dino com uma suplementação de R$ 9 milhões. Os recursos, que tinham aplicação específica para serviços da dívida interna, foram remanejados pelo governador do Maranhão, por meio de decreto, do Tesouro Estadual.

Com o aporte, a pasta de Marcio Jerry passou a contar em 2017, ano pré-eleitoral, com pelo menos R$ 67,9 milhões somente para uso na comunicação do governo.

Dino e Jerry são representados na PGJ por nomeação de ficha-suja
Política

Governador do Maranhão ignorou lei e decreto estadual e recolocou na Articulação Política um condenado, com trânsito em julgado, pelo TCE

O governador do Maranhão, Flávio Dino, e o secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry Barroso, foram representados pelo deputado estadual Sousa Neto (PROS) na Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), por ato de improbidade administrativa.

Conforme revelado pelo ATUAL7 nesta segunda-feira 14, ambos agiram fora da lei ao recolocar no governo, no cargo de Superintendente de Articulação Regional de Itapecuru-Mirim, o ficha-suja Clécio Coelho Nunes. Todos são do PCdoB.

“O governador do Maranhão, que é conhecedor das leis, que se diz abraçar a moralidade, colocou um ficha-suja para ocupar um cargo na Administração Estadual, contrariando a Lei da Ficha Limpa, para poder aparelhar seus apadrinhados no PCdoB. Protocolei a denúncia no Ministério Público. Peço ao órgão que apure devidamente essa imoralidade, uma vez que esse comunista não tem as mínimas condições de exercer uma função pública”, disparou o parlamentar.

Por força de lei, Clécio Coelho Nunes não pode ser sinecurado no Poder Executivo e Legislativo estadual até agosto de 2024, mas ele é filiado ao PCdoB
Arquivo Pessoal Ficha-suja, mas camarada Por força de lei, Clécio Coelho Nunes não pode ser sinecurado no Poder Executivo e Legislativo estadual até agosto de 2024, mas ele é filiado ao PCdoB

Em agosto de 2016, Clécio foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), com trânsito em julgado, a devolver quase R$ 350 mil ao erário e teve suas contas julgadas irregulares, por conta de malfeitorias aos cofres públicos durante sua passagem pelo Instituto Municipal de Aposentadorias e Pensões (IMAP) do município de Vargem Grande, vinculado ao gabinete do prefeito — baixe a certidão.

De acordo com a lei estadual n.º 9.881/2013, a chamada Lei da Ficha Limpa do Servidor Público, e o decreto 29.723/2013, que regulamenta a mesma lei, ele não poderia assumir qualquer cargo em comissão e função gratificada no Poder Executivo e Legislativa estadual por oito anos, a contar da data da decisão que o tornou ficha-suja. Ou seja, até agosto de 2024.

Por conta da marginalidade, além de ser alvo da representação por ato de improbidade administrativa na PGJ, o governador do Maranhão pode ainda responder por crime de responsabilidade.

Flávio Dino ignora lei e recoloca ficha-suja em pasta de Márcio Jerry
Política

Clécio Coelho Nunes foi condenado pelo TCE-MA, com transito em julgado, em 2016. Pela legislação, ele só poderia ocupar cargo público em 2024

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), ignorou a lei estadual n.º 9.881/2013, a chamada Lei da Ficha Limpa do Servidor Público, e o decreto 29.723/2013, que regulamenta a mesma lei, e recolou no governo um condenado por órgão colegiado e, por isso, impedido de ocupar cargo público.

Trata-se de Clécio Coelho Nunes, condenado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), com trânsito em julgado, em agosto de 2016 — baixe a certidão, por malfeitorias aos cofres públicos durante sua passagem pelo Instituto Municipal de Aposentadorias e Pensões (IMAP) do município de Vargem Grande, vinculado ao gabinete do prefeito, no exercício de 2009. Além de ter as contas julgadas irregulares, ele foi condenado a ressarcir o erário em quase 350 mil, em pagamento de multas.

Pela legislação, criada a partir de projeto do deputado Zé Carlos (PT), Clécio não poderia assumir qualquer cargo em comissão e função gratificada no Poder Executivo e Legislativa estadual por oito anos, a contar da data da decisão. Ou seja, até agosto de 2024.

Contudo, mesmo ficha-suja, ele foi renomeado desde o início do mês passado como Superintendente de Articulação Regional de Itapecuru-Mirim.

Por força de lei, Clécio Coelho Nunes não pode ser sinecurado no Poder Executivo e Legislativo estadual até agosto de 2024, mas ele é filiado ao PCdoB
Arquivo Pessoal/Facebook Ficha-suja, mas camarada Por força de lei, Clécio Coelho Nunes não pode ser sinecurado no Poder Executivo e Legislativo estadual até agosto de 2024, mas ele é filiado ao PCdoB

O cargo, diretamente subordinado à Secretaria de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos, pasta comandada por Márcio Jerry Barroso, que é presidente estadual do partido do governador, já havia sido ocupado por Clécio Coelho Nunes entre abril de 2015 — quando o processo ainda não havia transitado em julgado — a março deste ano, quando ele já se encontrava impedido de exercer o ofício.

À época, inclusive, Clécio chegou a acumular o cargo no governo e na Prefeitura Municipal de Vargem Grande, como secretário municipal de Administração da gestão Carlinhos Barros, também filiado ao PCdoB. Em tese, ele cometeu ilícito, e deveria ser obrigado a devolver aos cofres públicos o que recebeu cumulativamente.

Roseana Sarney e Ricardo Archer

Em 2013, ano em que a Lei da Ficha Limpa do Servidor Público foi sancionada, a então governadora Roseana Sarney (PMDB) nomeou para a Secretaria de Estado de Articulação Política o ex-prefeito de Codó, Ricardo Archer (PMDB). Como a lei já havia entrado em vigor, ele também não poderia ocupar o cargo por ser ficha-suja em razão de condenação e rejeição de contas pelo TCE-MA.

Pressionada por uma representação no Ministério Público do Maranhão pelo então vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Rafael Silva — atualmente no comando da CDH/OAB-MA, por crime de responsabilidade, Roseana foi obrigada a exonerar Archer do cargo.

Crime de responsabilidade e improbidade administrativa

Como está cometendo o mesmo ato fora da lei, o governador Flávio Dino também pode ser enquadrado por crime de responsabilidade. O comunista e o secretário Márcio Jerry, este por ser chefe-direto de Clécio Coelho Nunes, podem responder ainda por improbidade administrativa.