Eduardo DP
Palácio, SSP e Gaeco adotam silêncio sobre contratos entre governo e Eduardo DP
Política

Empresário-agiota vem faturando alto da Sinfra por meio da Construservice. Empresa já levou R$ 136,5 milhões da gestão de Flávio Dino

O Palácio dos Leões, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) resolveram adotar o silêncio sobre o avanço do empresário-agiota Eduardo DP, ou Imperador, sobre os cofres do Estado no governo de Flávio Dino (PCdoB), por meio de contratos e aditivos com a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra).

Há uma semana, o ATUAL7 voltou a mostrar, numa série de matérias, como Eduardo DP vem faturando alto por meio da empresa Construservice C Empreendimentos e Construções Ltda, segundo a própria Polícia Civil e o Ministério Público do Maranhão, operada por ele na Máfia da Agiotagem para desvio de recursos públicos.

Apesar das solicitações de posicionamento a respeito do assunto, o Palácio, a SSP-MA e o Gaeco mantêm-se mudos. Nenhuma nota oficial foi publicada em seus sites institucionais ou pelo menos um retorno aos questionamentos foi feito.

Livre das grades e de operações contra agiotagem, DP já tem liberdade até mesmo para subir no palanque com o governador Flávio Dino, em pleno ano pré-eleitoral, para assinatura de ordem de serviço de obras de infraestrutura – justamente o setor em que ele operava os desvios, segundo as investigações da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (Seccor) e Gaeco, e que, até 2016, o levou para Pedrinhas.

Mesmo havendo sido alvo da Operação Imperador I, nome dado pelos investigações em alusão ao poder de Eduardo DP na organização criminosa (Orcrim), a Construservice já levou R$ 136,5 milhões do governo Dino, entre o primeiro e o início deste segundo mandato. Apenas neste ano, já foram R$ 2,9 milhões.

O silêncio da SSP-MA, e por consequência do próprio governo, pode ser explicado na delação feita pelo ex-chefe da Seic, delegado Tiago Bardal, durante depoimento na 2ª Vara Criminal de São Luís, no mês passado. Segundo ele, o titular da pasta, delegado Jefferson Portela, teria obstruído a continuação de investigações que resultariam na deflagração da Operação Jenga II. O motivo: o alvo era Eduardo DP e políticos próximos do Palácio dos Leões.

Já em relação ao Gaeco, salvo se para não atrapalhar eventuais investigações em andamento, o silêncio tumular adotado somado à demora na deflagração de nova operação contra a Máfia da Agiotagem no Maranhão, tendo na mira o empresário-agiota e a Construservice, colocam seus promotores de Justiça sob suspeita.

Construservice já recebeu R$ 2,9 milhões do governo Dino em 2019
Política

Empreiteira foi alvo da Operação Imperador I, deflagrada com a Máfia da Agiotagem no Maranhão. Segundo a Polícia Civil e Gaeco, ela é operada por Eduardo DP

A Construservice C Empreendimentos e Construções Ltda, alvo da Operação Imperador I em 2015, deflagrada contra a Máfia da Agiotagem no Maranhão, já recebeu R$ 2,9 milhões do governo de Flávio Dino (PCdoB), apenas em 2019.

No Portal da Transparência do Governo do Maranhão, a descrição é de que os repasses deste ano correspondem à renovação da prorrogação de prazo dos serviços de manutenção e conversação e melhoramento das rodoviais estaduais na Regional de Bacabal.

Somando o que já embolsou em 2019 com o que recebeu no primeiro mandato de Dino à frente do Palácio dos Leões, a Construservice já levou mais de R$ 136,5 milhões dos cofres públicos do Estado na gestão comunista.

De acordo com investigadores da Polícia Civil e do Gaeco, a empreiteira pertence no papel os empresários Rodrigo Gomes Casanova Júnior e Adilton da Silva Costa, mas é operada no submundo do crime pelo empresário-agiota Eduardo José Bastos Costa, o Eduardo DP ou Imperador.

Na Operação Imperador I, a Construservice foi alvo de mandados de busca e apreensão. Eduardo DP, de prisão.

Encarcerado posteriormente em outras três operações de combate a agiotagem no Maranhão, chegando a ser encaminhado para Pedrinhas, o empresário-agiota se encontra atualmente em liberdade, fechando e aditando novos contratos com o governo estadual e diversas prefeituras, e até já sobe em palanque com Flávio Dino – como na foto em destaque, próspero entre o governador e o secretário da Infraestrutura Clayton Noleto – para assinatura de serviços de obras que a Construservice, segundo as investigações da Polícia Civil e do Gaeco, tem participação no desvio de dinheiro público.

Eduardo DP já recebeu R$ 136,5 milhões do governo Dino pela Construservice
Política

Empresário foi preso quatro vezes pela Polícia Civil do Maranhão, em operações contra a Máfia da Agiotagem. Atualmente, fatura alto e até sobe em palanque com o governador

Apontada pela força-tarefa da Polícia Civil e Ministério Público do Maranhão como integrante da organização criminosa (Orcrim) que tomou de assalto os cofres públicos do estado pela Máfia da Agiotagem, a Construservice C Empreendimentos e Construções Ltda, que fica em Codó, vem faturando alto no governo de Flávio Dino (PCdoB), por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra).

No papel, a empreiteira tem como proprietários Rodrigo Gomes Casanova Júnior e Adilton da Silva Costa, mas segundo as investigações é operada no submundo do crime pelo empresário Eduardo José Bastos Costa, o Eduardo DP ou Imperador.

Segundo levantamento do ATUAL7 no Portal da Transparência do Governo do Maranhão, entre 2015 e 2019, a empresa já embolsou exatos R$ 136.523.425,11 do cofres públicos do Estado.

Do montante, a maior parte foi repassada no ano passado, quando Dino foi reeleito. Foram exatos R$ 56.239.183.11.

Em março de 2015, tanto a Construservice, quanto o próprio Eduardo DP foram alvos da Operação Imperador I, deflagrada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), da Polícia Civil, como desdobramento da Operação Detonando, desencadeada após o assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá.

No próprio site institucional do governo há o registro da apresentação do empresário à Comissão de Combate à Agiotagem, atendendo a um mandado de prisão temporária, após ser considerado foragido. De acordo com a agência de notícias do Palácio dos Leões, o empresário-agiota seria o líder da Orcrim especializada em agiotagem, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

Ainda em 2015, no mês de novembro, ele voltou a ser preso, pela então recém-criada Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (Seccor), na Operação El Berite II, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MP-MA. Conforme se depreende do site do governo estadual, ele chegou a dividir holofotes no auditório da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) com o também empresário-agiota Josival Cavalcanti da Silva, o Pacovan, também alvo da El Berite II. Outro agiota, Gláucio Alencar, denunciado à Justiça estadual como mandante da execução de Décio Sá, se encontrava preso à época pelo crime contra o jornalista, por isso não foi apresentado com os demais.

Poucos meses depois, em maio de 2016, Eduardo DP voltou a ser preso pela Seccor e Gaeco, na Operação Imperador II. O próprio Governo do Maranhão, novamente em seu site institucional, e também no site da Polícia Civil, deu destaque à operação, enfatizando ainda que o empresário-agiota era detentor de "mais de três Certidões de Pessoas Físicas (CPF), duas certidões de nascimentos, duas cédulas de Identidade (RG) e dois títulos de eleitor".

A quarta e última prisão de Eduardo DP pela Seccor e Gaeco em combate à Máfia da Agiotagem aconteceu em julho daquele ano, na Operação Paulo Ramos II. No bojo dessa operação, segundo registrado no site da SSP-MA, ele chegou a ser encaminhado para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Das eleições municipais de 2016 para cá, porém, quando se juntou politicamente ao clã Macedo - aliado de Flávio Dino - em Dom Pedro, além da celebração de diversos novos contratos com o governo estadual, e ainda de não ter mais sido preso pela Seccor e Gaeco, Eduardo DP construiu também um network tão valioso com o Palácio dos Leões que até já subiu em palanque com o próprio comunista, em cerimônia de ato de assinatura para obras custeadas pelos cofres do Estado.

Ontem 9, o ATUAL7 mostrou que, segundo depoimento prestado à 2ª Vara Criminal de São Luís pelo ex-chefe da Seic, delegado Tiago Bardal, Eduardo DP poderia ter sido preso pela quinta vez em nova investida da Polícia Civil do Maranhão contra a Máfia da Agiotagem, na já batizada de Operação Jenga II.

A eventual prisão e a operação, contudo, detalhou Bardal, não foram deflagradas por interferência do secretário de Segurança Pública Jefferson Portela, porque atingiria políticos ligados aos Leões, além do próprio empresário-agiota.

Outro lado

Questionados por mais de uma vez para se posicionarem oficialmente a respeito dos contratos celebrados pelo governo de Flávio Dino com a Construservice e sobre a paralisação das operações contra Eduardo DP, a SSP-MA e o Gaeco jamais retornaram o contato. Apenas o titular Sinfra, Clayton Noleto, confrontado num grupo de WhatsApp, já se manifestou, mas em defesa da legalidade dos contratos.

O espaço segue aberto para manifestação.

Portela barrou operação contra Máfia da Agiotagem que atingiria governo, diz Bardal
Política

Jenga II teria como alvo Eduardo DP e alcançaria políticos aliados do Palácio dos Leões. ATUAL7 vem mostrando a relação do agiota com a gestão comunista desde 2016

O ex-chefe da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), Tiago Bardal, declarou em depoimento prestado à 2ª Vara Criminal de São Luís que o secretário estadual de Segurança Pública, Jefferson Portela, barrou a deflagração de uma operação contra a Máfia da Agiotagem no Maranhão, que atingiria políticos ligados ao Palácio dos Leões.

A oitiva foi prestada no mês passado, no bojo da ação penal em que Bardal é acusado pelo Ministério Público de haver extorquido um empresário que teve cargas de cigarros supostamente contrabandeados apreendidas. No depoimento, Bardal negou a acusação, apontando sua prisão como resultado de armação política, por ele não ter seguido determinações de Portela sobre diversas investigações.

Além dos casos envolvendo quatro desembargadores do Tribunal de Justiça maranhense e a reabertura das investigações sobre a execução do jornalista e blogueiro Décio Sá, uma outra situação que desagradou o titular da SSP-MA, segundo o ex-chefe da Seic, diz respeito a ação policial que já estava batizada de Operação Jenga II, com o objetivo de prender demais membros da organização criminosa que opera no mercado financeiro paralelo no estado e não alcançada na primeira fase – que pegou o agiota Josival Cavalcanti, o Pacovan, e mais outros 17 suspeitos.

“Começou a ter um atrito entre eu e o secretário, porque ele estava começando a intervir. Nós fizemos uma operação de agiotagem, se colocar na internet vai sair: Operação Jenga. Nós fizemos uma primeira parte, pegamos um grupo da organização e íamos fazer uma segunda parte. Eu avisei ao secretário: ‘Olha, vai ter uma segunda parte, que poderá e vai chegar em políticos, do lado do governo ou não’. Foi quando ele [Jefferson Portela] falou: ‘Calma com essa operação’. Eu avisei ao pessoal do crime organizado, delegado Ney Anderson. Nós não concordamos e continuamos apurando”, detalhou.

O alvo, contou Tiago Bardal, era políticos governistas e o agiota Eduardo José Barros Costa, mais conhecido no mercado político como Eduardo DP ou Imperador.

“Ele [Portela] ficou sabendo [do prosseguimento das investigações da Jenga II] e me chamou, por que ia envolver políticos e um tal de um agiota conhecido como Eduardo DP, Imperador. Depois eu vim descobrir que ele tem contratos, vários contratos milionários, com o governo”, detalhou, apresentado ao magistrado reportagem do ATUAL7 de maio do ano passado, sobre contratos de, à época, mais de R$ 28,7 milhões celebrados por uma das empresas operadas pelo agiota, a Construservice C Empreendimentos e Construções Ltda, e a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra).

Das prisões para as contratações

Filho da ex-prefeita de Dom Pedro, Arlene Costa, Eduardo DP foi alvo de mandados de prisão em pelo menos quatro operações contra a agiotagem no estado, no início do governo de Flávio Dino (PCdoB), deflagradas pela Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor), da Polícia Civil, e pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP-MA: Imperador I; El Berite II; Imperador II; e Paulo Ramos II.

Apesar da folha corrida, o agiota – posto sempre em liberdade pela Justiça estadual, logo em seguida – começou a celebrar e aditar diversos contratos com o próprio governo comunista. Até mais ainda: subir no palanque do próprio governador do Maranhão, em pleno ano pré-eleitoral, durante solenidade da Sinfra sobre serviços de asfalto e de reforma num escola em Vitorino Freire.

O salto de Eduardo DP, que deixou de ser preso por agiotagem e passou a ter e manter contratos milionários com o Palácio dos Leões por meio das mesmas empresas alvo de operações policiais contra o crime, vem sendo acompanhado e tornado público pelo ATUAL7 desde 2016, última vez em que ele foi enviado para Pedrinhas. A outra empresa operada por ele, no caso, é a Pactor Construções e Empreendimentos Ltda, também apontada como integrante da rede criminosa de desvio de dinheiro público encabeçada por outro agiota: Gláucio Alencar.

Contra a Pactor, inclusive, durante coletiva de imprensa em maio daquele ano, Jefferson Portela e o promotor de Justiça do Gaeco, Marco Aurélio Cordeiro Rodrigues, após serem confrontados pelo ATUAL7 a respeito dos contratos da empresa com o governo Dino, garantiram que paralisariam o avanço da empresa no esquema de agiotagem. Quase três anos depois, porém, o único avanço conhecido é o da Pactor sobre os cofres do Estado.

Outro lado

Procurados pelo ATUAL7, na tarde dessa segunda-feira 8, para se posicionarem a respeito das declarações de Bardal sobre a Operação Jenga II, e em relação ao não cumprimento das declarações contra a Pactor, a SSP-MA e o Gaeco não retornaram o contato.

O espaço segue aberto para manifestações.

Eduardo DP fecha contrato de R$ 28,7 milhões com o governo Flávio Dino
Política

Construservice C Empreendimentos e Construções, operada pelo empresário, foi alvo de diversas operações contra a máfia da agiotagem no Maranhão

A cinco meses do pleito de 2018, o governo Flávio Dino, do PCdoB, fechou contrato de exatos R$ 28.751.307,81 (vinte e oito milhões, setecentos e cinquenta e um mil, trezentos e sete reais e oitenta e um centavos) com a empresa Construservice C Empreendimentos e Construções Ltda, que tem sede no município de Codó e já foi alvo de diversas operações contra a máfia da agiotagem no Maranhão, no início da gestão comunista.

Segundo força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público estadual, a empreiteira é registrada em nome dos sócios Rodrigo Gomes Casanova Júnior e Adilton da Silva Costa, mas é operada no esquema criminoso pelo empresário Eduardo Costa Barros, mais conhecido como Eduardo DP ou Imperador. Ele foi preso e encaminhado para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas em todas as operações deflagradas para desarticular a quadrilha, mas deixou de ser alvo de novas prisões desde que passou a prestar serviços para a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra), e já até foi flagrado em palanque com Dino, participante de solenidade oficial do governo.

Em coletiva de imprensa realizada na sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), em maio de 2016, o titular da pasta, delegado Jefferson Portela, e o chefe do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) em São Luís, promotor Marco Aurélio Rodrigues, garantiram que seria barrado o avanço da Construservice e outras empresas envolvidas na máfia da agiotagem. A promessa, porém, não passou do recinto.

Referente ao processo n.º 176628/2017, o contrato n.º 038/2018 foi assinado no dia 25 de abril último, e tem como objeto a realização de obras de restauração e melhoramentos físicos e operacionais da Rodovia Estadual MA-026, no subtrecho Entrocamento BR-316/MA.

A vigência contratual é de 17 meses, contados a partir da data da assinatura. O prazo de execução é 15 meses, iniciado a partir da ordem de serviços. O extrato foi publicado na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) do último dia 27.

Antes de firmar a nova negociação, a Construservice já tinha conseguido aditar e celebrar mais de R$ 22,8 milhões em contratos com o governo Flávio Dino, após já haver recebido mais de R$ 64,2 milhões em pagamentos por supostas obras semelhantes a utilizadas por Eduardo DP para afanar os cofres públicos.

Procurados pelo ATUAL7 a se posicionarem a respeito da contratação de uma empreiteira alvo de diversas operações de combate a corrupção, o Governo do Maranhão e o MP maranhense não retornaram o contato até a publicação desta matéria.

Dino e aliados em Imperatriz evitam aparição pública com Curado
Política

Ex-subsecretaria de saúde virou lepra política desde que foi alvo da Polícia Federal na Operação Pegadores

A ausência de Rosângela Curado na reunião do governador Flávio Dino (PCdoB) com aliados em Imperatriz, realizada na noite dessa sexta-feira 2, é uma referência clara de que a ex-subsecretária estadual de Saúde virou uma espécie de lepra política para o Palácio dos Leões e seu entorno.

Desde que a Polícia Federal deflagrou a Operação Pegadores contra o megaesquema de corrupção de empresas de fachada e funcionários fantasmas no governo comunista, apontando Curado como uma das cabeças da organização criminosa que roubou mais de R$ 18 milhões dos cofres da saúde, Dino e dinistas passaram a evitar qualquer tipo de aparição pública ao lado da agora ex-aliada.

A regra é evitá-la em público, para que Flávio Dino não seja associado à Orcrim que assaltou a saúde estadual, e acabe tendo a reeleição ameaçada. Até mesmo a saída do PDT, partido que faz parte da coalizam de reeleição de Dino e pelo qual Curado disputou as eleições para a prefeitura de Imperatriz em 2016, foi articulada.

O curioso é que, em relação ao político e empresário Eduardo José Barros Costa, o Eduardo DP, a reação foi totalmente contrária.

Além de dividir palanque com o ex-presidiário, Flávio Dino ainda abriu os cofres do estado para uma empresa operada pelo agiota. Os contratos assinados com o governo, inclusive, são todos multimilionários.

Empreiteira operada por agiota fecha mais R$ 22,8 milhões com a Sinfra
Política

Construservice teve quatro contratos aditados pela pasta, nos últimos 30 dias. A Pactor Construções, que é controlada por Gláucio Alencar, também garfou um aditivo, de R$ 4,5 milhões

A empreiteira Construservice C Empreendimentos e Construções Ltda, operada pelo agiota Eduardo DP para desvio de dinheiro público na Máfia da Agiotagem, voltou a ter contratos aditados no governo Flávio Dino, do PCdoB, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra), comandada pelo também comunista Clayton Noleto.

De acordo com levantamento do ATUAL7 no Diário Oficial do Estado (DOE), nos últimos 30 dias, a Sinfra deu continuidade a pelo menos quatro contratos multimilionários com a Construservice que, somados, ultrapassam o valor de R$ 22,8 milhões.

O montante, segundo as edições dos dias 23, 26 e 30 de outubro e 6 de novembro do caderno Terceiros do DOE, corresponde à execução de serviços de conversação e melhoramento de rodovias da malha rodoviária maranhense, nos municípios de Bacabal, Santa Inês e Caxias.

Além da Construservice, outra empreiteira, a Pactor Construções e Empreendimentos Ltda, operada pelos agiotas Gláucio Alencar e seu pai José Miranda Carvalho, também garfou aditamento em contrato com o Palácio dos Leões, no valor de R$ 4,5 milhões, para o mesmo tipo de serviço contratado da Construservice, também em Santa Inês.

As duas empreiteiras foram alvos de operações contra a Máfia da Agiotagem no Maranhão, já durante o governo Flávio Dino, sempre com mandatos de prisão para os seus proprietários no papel, apontados pela Polícia Civil e pelo Gaeco como laranjas, e com busca e apreensão em suas sedes físicas.

Procurados pelo ATUAL7, o Governo do Maranhão, o Gaeco e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) nunca enviaram resposta sobre os contratos firmados com as empresas comandadas por agiotas. Apenas Clayton Noleto já se manifestou, defendendo as contratações por, segundo ele, não haver qualquer ilegalidade.

Talvez por isso que um dos agiotas, Eduardo DP, além de ter uma das empresas que opera com contratos no Palácio, tem também liberdade e intimidade até mesmo para subir no palanque com o governador e o secretário.

Há 1 ano, Portela e Marco Aurélio prometeram barrar avanço de agiotas no governo
Política

Promessa foi feita durante coletiva da Operação Imperador II. Empreiteiras operadas por Eduardo DP e Gláucio Alencar já faturaram R$ 121 milhões no governo Flávio Dino

Quase um ano e cinco meses depois de prometerem barrar o avanço dos agiotas Eduardo DP e Gláucio Alencar no governo Flávio Dino, o secretário estadual de Segurança Pública, delegado Jefferson Portela, e o chefe do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão, promotor Marco Aurélio Rodrigues, silenciam sobre o caso.

Ambos foram procurados pelo ATUAL7, na semana passada, para comentar a respeito da presença de DP agora até em palanque montado pelo Palácio dos Leões e sobre declarações dadas no auditório da SSP-MA, no dia 19 de maio de 2016, durante coletiva sobre a segunda etapa da Operação Imperador, a respeito da contratação da empresa Pactor Construções e Empreendimentos Ltda pelo governo comunista.

As declarações foram gravadas em vídeo. Numa delas, em tom de xerife, Portela chega a abrir espaço para ser cobrado sobre eventual investigação criminal contra a empreiteira operada pelos agiotas.

“Afirmo que qualquer crime, relacionado a pessoa física, relacionado a lavagem em relação a empresa de fachada, seja contra quem for, você pode anotar, publicar isso, e cobrar de nós amanhã (...) seja a quem for, haverá investigação criminal”, prometeu Portela, há quase 17 meses.

Não satisfeito com a resposta dada pelo secretário de Segurança Pública, o promotor Marco Aurélio fez questão de também prometer que agiria contra a empresa operada pelos agiotas. Segundo ele, o MP-MA já havia aberto uma linha de trabalho em conjunto com as receitas Federal e Estadual, e com a Controladoria Geral da União (CGU), para que fossem bloqueados todos os contratos da Pactor e de outras empresas de fachada com o poder público.

“Um empresa dessa atuava e atua em vários municípios. E para coibir esse tipo de coisa, nessas empresas de fachada utilizadas e operadas por esses criminosos, nós estamos fazendo agora um trabalho com a própria Receita Estadual, Receita federal e Controladoria Geral da União, pra identificar e, já de imediato, conseguir o bloqueio, para paralisar que essas empresas continuem sendo operadas”, afirmou o promotor.

Nessa segunda-feira 16, o ATUAL7 revelou que, alheias às declarações dos chefes da SSP e do Gaeco, pelo menos duas empresas operadas pelos agiotas Eduardo DP e Gláucio Alencar, a Construservice C Empreendimentos e a própria Pactor, continuam faturando alto e já receberam mais de R$ 121 milhões do governo Flávio Dino.

Do montante, mais de R$ 64 milhões foram parar nas contas da Construservice, controlada por Eduardo DP. O restante, quase R$ 57 milhões foram destinados para a Pactor, comandada por Gláucio Alencar. O rastro da verba, segundo o levantamento, mostra que as empreiteiras vêm recebendo a bolada multimilionária para execução de obras pelo Mais Asfalto, programa denunciado recentemente pelo deputado Wellington do Curso (PP) à Polícia Federal, MPF, TCU e CGU exatamente pela malversação do dinheiro público.

Cópia de e-mail encaminhado ao Gaeco solicitando nota sobre declarações do promotor Marco Aurélio. Solicitação também foi feita à SSP
Atual7 Sem resposta Cópia de e-mail encaminhado ao Gaeco solicitando nota sobre declarações do promotor Marco Aurélio. Solicitação também foi feita à SSP

Pode ser apenas coincidência, e nada tenha a ver com os pagamentos que vêm sendo efetuados religiosamente às duas empresas, mas segundo declarou há pouco mais de uma semana o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, há um certo temor de que as eleições de 2018 no Maranhão sejam financiadas por organizações criminosas e agiotas.

“Eu temo muito pelo financiamento das eleições por organizações as mais diversas, inclusive as criminosas. (...) No Maranhão, nós acompanhamos a situação de agiotas financiando as eleições, com dinheiro que viria do PCC”, declarou o ministro.

Empresas de Eduardo DP e Gláucio Alencar já faturaram R$ 121,2 milhões no governo Dino
Política

Construservice e Pactor Construções são apontadas pela Seccor e Gaeco como participantes da Máfia da Agiotagem no Maranhão

Pelo menos duas empresas operadas pelos agiotas Eduardo José Barros Costa, o Eduardo DP ou Imperador, e Gláucio Alencar, vêm faturando alto em contratos multimilionários no governo Flávio Dino, do PCdoB.

De acordo com levantamento do ATUAL7 no Portal da Transparência do Governo do Maranhão, as empreiteiras Construservice C Empreendimentos e Construções Ltda e Pactor Construções e Empreendimentos Ltda já conseguiram embolsar, nos últimos três anos, exatos R$ 121.243.769,88 (cento e vinte e um milhões, duzentos e quarenta e três mil, setecentos e sessenta e nove reais e oitenta e oito centavos) do governo comunista. Ambas foram alvos de operações conjuntas deflagradas pela Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor) e pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, entre 2015 e 2016, contra a chamada Máfia da Agiotagem no Maranhão.

Apenas a Construservice, operada por Eduardo DP, já recebeu exatos R$ 64.272.146,67 (sessenta e quatro milhões, duzentos e setenta e dois mil, cento e quarenta e seis reais e sessenta e sete centavos). Para a Pactor, operada por Gláucio Alencar, acusado de ser um dos mandantes da morte do jornalista Décio Sá, já foi destinado R$ 56.971.623,21 (cinquenta e seis milhões, novecentos e setenta e um mil, seiscentos e vinte e três reais e vinte e um centavos).

Segundo o levantamento, as somas repassadas para as duas empreiteiras são referentes, em sua maioria, a contratos celebrados com a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra), para realização de obras pelo Mais Asfalto. Uma pequena parte diz respeito a um contrato de 2014 celebrado entre o Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial (Inmeq) do Maranhão e a Pactor Construções, para prestação de serviços de manutenção predial e de condicionadores de ar, aditado por três vezes pelo atual governo até ser rescindido em fevereiro último.

Em março de 2015, policiais da Seccor chegaram a apreender caçamba com registro de roubo e a apreender maquinários e documentos da Construservice
Blog do Acélio Operação Imperador Em março de 2015, policiais da Seccor chegaram a apreender caçamba com registro de roubo e a apreender maquinários e documentos da Construservice

O agiota Eduardo DP, inclusive, além de ter contratos no governo Flávio Dino por meio de uma das empresas que controla, também participa de eventos oficiais do Palácio dos Leões, marcando presença em palanque montado para receber o governador Flávio Dino e aliados em Vitorino Freire.

A Construservice tem como proprietários Rodrigo Gomes Casanova Junior e Adilton da Silva Costa, ambos alvos de busca e apreensão e bloqueio de bens durante a deflagração da Operação Imperador, que teve como alvo principal Eduardo DP. Já a Pactor Construções tem dentre seus proprietários Hilquias Araújo Caldas, preso em julho do ano passado no bojo da Operação Paulo Ramos II, que teve também Eduardo DP como alvo, além do agiota Gláucio Alencar e seu pai, José de Alencar Miranda.

Fran Alberto Daniel Maranhão Sobrinho, apontado recentemente pelo Ministério Público como procurador da empreiteira num esquema fraudulento em Serrano do Maranhão, já aparece como sócio-administrador da Pactor no sistema da Receita Federal.

SSP e Gaeco silenciam

Desde a semana passada, o ATUAL7 entrou em contato com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) do Maranhão, onde a Seccor é vinculada, e com o Gaeco, por meio da assessoria de imprensa dos dois órgãos, questionando sobre a presença de Eduardo DP no governo comunista e da contratação das duas empreiteiras, mas não obteve resposta.

O agiota também foi procurado, por meio do canal de mensagens instantânea de uma rede social, mas não retornou o contato.

Gilmar Mendes teme financiamento de eleições por agiotas

Enquanto a SSP e o Gaeco silenciam sobre a presença de Eduardo DP no governo Flávio Dino, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, em entrevista a O Globo há cerca de uma semana, manifestou temor pelo financiamento das eleições por organizações criminosas e agiotas no Maranhão.

“Eu temo muito pelo financiamento das eleições por organizações as mais diversas, inclusive as criminosas. (...) No Maranhão, nós acompanhamos a situação de agiotas financiando as eleições, com dinheiro que viria do PCC”, declarou o ministro.

Preso na Máfia da Agiotagem, Eduardo DP participa de palanque de Flávio Dino
Política

Líder de Orcrim já foi preso três vezes nos últimos três anos. Governo silencia sobre o caso

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), cedeu espaço em seu palanque para um líder de Organização Criminosa (Orcrim) preso pelo menos três vezes, nos últimos três anos, por envolvimento na chamada Máfia da Agiotagem.

Conforme registro compartilhado pelo deputado federal Waldir Maranhão (PTdoB) na rede social Instagram, Eduardo José Barros Costa, o Eduardo DP ou Imperador, foi um dos presentes na cerimônia de assinatura de ordem de serviços de asfalto e da reforma de uma escola — dois setores dos mais utilizados pelos agiotas para desviar dinheiro público — no município de Vitorino Freire.

Na imagem, ele aparece sorridente e bem à vontade, entre Flávio Dino e o secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto. O evento ocorreu há cerca de três semanas.

Procurado pelo ATUAL7, o Governo do Maranhão não retornou o contato explicando a razão da presença de Eduardo DP no palanque comunista.

Hernando Macedo conta com apoio de agiota para reeleição em Dom Pedro
Política

Neo aliado, Eduardo DP foi preso três vezes em pouco mais de um ano por desvio de verbas públicas

O candidato a reeleição pela coligação “Dom Pedro Para Todos”, prefeito Hernando Dias de Macedo (PCdoB), conta com o apoio do agiota Eduardo José Barros Costa, o ‘Eduardo DP’ ou ‘Imperador’, para continuar comandando os cofres públicos da cidade.

O neo aliado de Hernando Macedo, Eduardo DP (camisa quadriculada), durante apresentação à imprensa de presos em operação contra a agiotagem no Maranhão
Divulgação Ajudador O neo aliado de Hernando Macedo, Eduardo DP (camisa quadriculada), durante apresentação à imprensa de presos em operação contra a agiotagem no Maranhão

Filho da ex-prefeita da cidade, Maria Arlene Barros Costa, DP foi caçado e preso pelo menos três vezes pela Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor) do Maranhão em pouco mais de um ano, por desvio de verbas públicas por meio de fraudes em licitações.

Em maio do ano passado, o neo aliado Hernando Macedo – considerado pela Polícia Civil como ladrão de dinheiro público da merenda escolar, aluguel de máquinas e de carros e medicamentos – chegou a ter uma de suas alcunhas utilizadas como nome de uma das operações que o colocou na prisão.

A estimativa segundo a polícia é que Eduardo DP tenha desviado cerca de R$ 19 milhões dos cofres de Dom Pedro. O valor é mais de 60 vezes maior do que o limite de gastos de Macedo nessa campanha de reeleição, de R$ 310.861,11.

Se o inquérito da Operação Imperador for encerrado pelo delegado Roberto Fortes até antes de 2 de outubro, o neo aliado do prefeito Hernando Macedo poderá responder a crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro, peculato e corrupção ativa e passiva. Se não for encerrado até lá, DP pode se movimentar livremente para auxiliar na reeleição do neo amigo.

Até o final do mês passado, o prefeito e o agiota eram desafetos ferrenhos. Com a chegada das eleições, porém, tudo mudou.

Raimundo Lisboa, Eduardo DP e Pacovan são presos em operação contra agiotagem
Política

Todos foram conduzidos para a Seic, em São Luís. Após depoimento, serão encaminhados para Pedrinhas

A Polícia Civil do Estado do Maranhão, por intermédio da Superintendência de Combate à Corrupção, deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira 18, mais uma operação contra agiotagem.

Nesta etapa, denominada El Berite II, foram presos, em cumprimento a mandados de prisão preventiva, o ex-prefeito de Bacabal, Raimundo Lisboa; o agiota Josival Cavalcanti, conhecido por Pacovan, e sua esposa Edna Pereira; o agiota Eduardo José Barros Costa, conhecido por Eduardo DP, mas que se intitula Eduardo Imperador; além de Aldo Araujo de Brito, ex-secretário municipal de Bacabal e Gilberto Ferreira, ex-tesoureiro na gestão de Raimundo Lisboa.

Também teve prisão decretada o agiota Gláucio Alencar, mandante do assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá.

Segundo investigações da Superintendência de Combate à Corrupção, eles são responsáveis por desvios de 4,5 milhoes de reais. Após depoimento na Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), em São Luís, todos devem ser encaminhados direto para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Ex-prefeita de Dom Pedro vai passar cinco dias na cadeia; Eduardo DP está foragido
Política

Arlene Barros foi presa na manhã desta terça-feira feira (31).

A ex-prefeita de Dom Pedro, Maria Arlene Barros, presa por homens da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) na manhã desta terça-feira (31), durante a "Operação Imperador", permanecerá temporariamente na cadeia, em São Luís, por cinco dias, quando será liberada após interrogatório.

De acordo com a Polícia Civil do Maranhão, Arlene é suspeita de envolvimento no esquema de agiotagem que fraudou licitações da merenda escolar, aluguel de máquinas e de carros, e medicamentos durante sua passagem pelo município, de 2009 ao ano de 2012. Mais de R$ 5 milhões teria sido escamoteado pela ex-gestora.

Apontado como cabeça do esquema criminoso, o empresário do mercado financeiro paralelo Eduardo José Barros Costa, o Eduardo DP, filho da ex-prefeita de Dom Pedro, está foragido.

Para a polícia, dono de vários RGs, CPFs e títulos de eleitor, DP abria várias contas e empresas com o objetivo de lavar dinheiro. Ele e a mãe devem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro, peculato e corrupção ativa e passiva.

Além da Prefeitura de Dom Pedro, outras 41 prefeituras também participavam do esquema de agiotagem no estado.