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Covid-19: prefeituras divulgam quantidade diferente de doses recebidas da SES
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Vacinômetro de São Luís mostra 44 mil doses a menos do que consta como entregues pelo Governo do Maranhão. Taxa de vacinação cai de 90,2% para 69,3% com novo número

Há um enorme desencontro de informações envolvendo os dados divulgados pelo Governo do Maranhão e pelas prefeituras do estado referentes à vacina contra a Covid-19: enquanto os vacinômetros municipais mostram um número de doses recebidas, a SES (Secretaria de Estado da Saúde) mostra números superiores de doses entregues a estes mesmos municípios.

O número de doses recebidas pelo município de São Luís, atualizados diariamente e divulgados na noite da última quarta-feira (7) pela prefeitura, está estagnado em 145.172 desde o dia 5. Esse mesmo número, entretanto, segundo o vacinômetro do Governo do Maranhão, também atualizado diariamente, mostra que naquele mesmo dia haviam sido entregues 189.682, chegando a mostrar uma sutil diferença de 44 mil doses entre os dados divulgados.

Os números do vacinômetro estadual mudam todos os dias. Na terça-feira (6), o site mostrava que 155 mil doses haviam sido entregues a São Luís e, na quarta, o número já chegava a 189 mil. Enquanto isso, o número de 145 mil recebidos pela prefeitura permanece intacto até hoje desde o início desta semana. Vale salientar que essa informação é divulgada pela prefeitura da capital em seu Instagram oficial, uma vez que, ao acessar a página do município sobre dados da Covid-19, observa-se que a última atualização sobre esse número aconteceu no dia 14 de março - quase um mês de atraso.

Questionada pelo ATUAL7, a Semus (Secretaria Municipal de Saúde) respondeu que, “até a última quarta-feira, dia 7 de abril, São Luís recebeu 179.722 doses. Deste total, 109.816 são destinadas para primeira dose e 69.906 para a segunda”.

Entretanto, a gestão municipal não explicou o porquê do número citado não constar no vacinômetro publicado em suas redes sociais, uma vez que a cidade já teria recebido as doses desde o dia 7. Entre o número que a Semus afirmou já possuir e o número publicado na rede social, há uma diferença de 34.550 doses.

Ainda se tratando da capital maranhense, a postagem do Instagram mostra a taxa de vacinação de 90,2%, tendo como referência as 131.537 doses aplicadas das 145.742 recebidas. Quando usamos o número fornecido pela prefeitura ao ATUAL7, essa taxa cai para 73,1%; e, quando a referência é o vacinômetro da SES, para 69,3%.

Sobre a disparidade entre os números, a Semus alegou que “a diferença entre os dados apontados pelo Estado e pelo Município se deve, conforme levantamento do órgão, ao fluxo estabelecido para recebimento e repasse das doses de vacina contra a Covid-19, em que o Estado é o responsável por receber os lotes do Ministério da Saúde para, em seguida, repassar ao Município de São Luís. Portanto, as doses que ainda não foram repassadas pelo Estado estão dentro do planejamento e a entrega deverá será feita ao longo da campanha”.

Na Região Metropolitana de São Luís, também se observa o descompasso entre o número de doses recebidas segundo outras prefeituras e as doses entregues, segundo o governo estadual. Em Paço do Lumiar, a diferença é de 4.360 a menos, segundo o divulgado pelo município; em Alcântara, 1.050; Raposa, 590; e, em São José de Ribamar, não há informações sobre o vacinômetro. O ATUAL7 procurou a assessoria da cidade para saber onde encontrar os dados, mas não obteve resposta.

Dentre as 10 maiores cidades do Maranhão, uma em especial possui grande disparidade. No site da Prefeitura de Açailândia, consta que 2.794 doses foram recebidas e 2.089 foram aplicadas até o dia 5. No vacinômetro da SES, porém, esses números sobem para 12.508 e 7.473, respectivamente.

O ATUAL7 entrou em contato com o Governo do Maranhão e com os municípios de Alcântara, Paço do Lumiar e Açailândia à procura de um posicionamento, mas não obteve resposta até o momento desta publicação.

PF faz nova operação contra desvio de recursos da Covid-19 em São Luís
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Um dos alvos é o ex-secretário municipal de Saúde, Lula Fylho

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira 8, a operação Tempo Real, que investiga suposta associação criminosa suspeita de fraude e superfaturamento na aquisição de equipamentos destinados ao combate à pandemia da Covid-19 em São Luís, durante a gestão Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

É a quarta operação com a mesma finalidade. As três anteriores foram realizadas no ano passado, em junho e outubro, inclusive com cumprimento de mandados de prisão temporária.

A nova ostensiva mira processo de licitação celebrado em abril de 2020 pela Semus (Secretaria Municipal de Saúde), destinado à aquisição de 20 mil máscaras FPP2, no valor total de R$ 718 mil.

O ex-secretário municipal de Saúde da capital, Lula Fylho, é um dos alvos da operação, segundo o blog O Informante. Ele já havia sido alvo da primeira fase da Operação Cobiça Fatal, quando teve o sigilo bancário quebrado por decisão do juiz federal Régis Bomfim, substituto da 1ª Vara de São Luís. Agora, de busca e apreensão.

Além das buscas, a Polícia Federal também cumpriu cinco mandados de constrição patrimonial.

Durante a ação, os agentes apreenderam joias e dinheiro em espécie, em valores ainda não informados.

Os investigados poderão responder por fraude à licitação, superfaturamento e associação criminosa. Todos estão proibidos de contratação com o Poder Público, de acesso à Semus e de manter contato uns com os outros.

Maioria da bancada do Maranhão votou a favor de compra de vacinas por empresas sem aval da Anvisa
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Texto-base permite iniciativa privada furar a fila da vacinação contra a Covid-19. Apenas dois deputados maranhenses votaram contra

Na noite dessa terça-feira 6, dia em que o Brasil registrou 4.211 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 337.364 mortos pela doença desde o início da pandemia, a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do projeto de lei que permite a compra de vacinas por empresas privadas, sem o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), desde que haja doação da mesma quantidade ao SUS (Sistema Único de Saúde).

O texto foi aprovado por 317 votos a favor e 210 contrários, com 2 abstenções. Após a votação dos destaques, marcada para acontecer nesta quarta-feira 7, que pode modificar a proposta, o projeto será encaminhado para o Senado Federal.

Dezesseis dos 18 deputados da Bancada do Maranhão na Câmara votaram pela venda dos imunizantes para a iniciativa privada, proposta que desorganiza o PNI (Plano Nacional de Imunização), privilegia quem tem dinheiro e atropela os grupos prioritários. Destes, mostra a foto em destaque, ao menos quatro estiveram reunidos com o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) no mês passado para, dentre outras coisas, em contraste com a votação de ontem, discutirem a formação de uma frente pela “vacina para todos”.

Confira como votou cada deputado federal maranhense:

Aluisio Mendes (PSC) - Sim
Bira do Pindaré (PSB) - Não
Cleber Verde (Republicanos) - Sim
Dr. Gonçalo (Republicanos) - Sim
Edilázio Júnior (PSD) - Sim
Gil Cutrim (Republicanos) - Sim
Hildo Rocha (MDB) - Sim
João Marcelo Souza (MDB) - Sim
Josimar Maranhãozinho (PL) - Sim
Josivaldo JP (Podemos) - Sim
Junior Lourenço (PL) - Sim
Juscelino Filho (DEM) - Sim
Marreca Filho (Patriota) - Sim
Pastor Gil (PL) - Sim
Pedro Lucas Fernandes (PTB) - Sim
Zé Carlos (PT) - Não

Maranhão registra o maior número de mortes por Covid-19 desde o início da pandemia
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Recorde ocorre em meio ao afrouxamento de Flávio Dino na condução do enfrentamento à crise sanitária

O Maranhão registrou o maior número de mortes pela Covid-19 desde o início da pandemia. Nesse domingo 4, foram registrados 45 óbitos nas últimas 24 horas. Com isso, já são 6.236 pessoas mortas pela Covid-19 no estado.

Os dados são da SES (Secretaria de Estado da Saúde), e o número elevado de mortes —o recorde da pandemia no Maranhão— pode ser ainda mais alto, já que a pasta tem divulgado os números relativos ao novo coronavírus com atraso ainda não explicado de mais de um mês.

A triste estatística ocorre em meio ao afrouxamento de Flávio Dino (PCdoB) na condução do enfrentamento à crise sanitária, apesar do Maranhão atravessar a pior fase da pandemia.

Sem apresentar sequer um relatório técnico que possa justificar o afrouxamento das poucas medidas restritivas decretadas este ano a favor do isolamento social e na contramão do que orienta a propaganda do próprio Palácio dos Leões custeada com dinheiro do contribuinte, o governador do Maranhão tem recuado na prevenção à pandemia, desobedecido aos próprios decretos ao promover aglomerações e driblado a ciência para atender as exigências do setor econômico.

Também nas últimas 24 horas foram registrados 195 novos casos da Covid-19 no Maranhão. O total é de 244.754.

Um Domingo de Páscoa atípico nos lares ludovicenses
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Celebrações religiosas devem ocorrer seguindo as orientações e protocolos de segurança para conter a disseminação do Coronavírus

O tradicional ‘Domingo de Páscoa’ na capital maranhense é marcado, pelo segundo ano consecutivo, por fortes mudanças em função da pandemia da Covid-19, especialmente nas relações sociais e econômicas. As celebrações religiosas, algumas já agendadas via redes sociais – como Youtube e Instagram – devem ocorrer seguindo as orientações e protocolos de segurança para conter a disseminação do Coronavírus; bem como a ‘Ceia de Páscoa’ em família, para os que guardam a tradição, deve reunir um grupo menor de pessoas para celebrar a ressurreição de Jesus Cristo.

A administradora Maria das Dores da Silva, residente no bairro Araçagy, em São Luís, mantém viva a tradição das celebrações religiosas da Semana Santa. Ela e seu esposo frequentam a comunidade Nossa Senhora da Imaculada Conceição, no bairro Fialho, e participam todos os anos das missas e demais celebrações que fazem referência à morte e ressurreição de Jesus. Segundo ela, por conta das restrições e demais normas de distanciamento social, algumas missas – como a do ‘Lava-pés’, realizada sempre na quinta-feira santa – não estão ocorrendo nos seus moldes tradicionais.

Maria das Dores explica que as comunidades católicas e todas as paróquias seguem as recomendações da Arquidiocese de São Luís; e a determinação é para que as missas sejam realizadas com apenas 30% da capacidade do templo. Motivo pelo qual algumas igrejas de São Luís, com mais membros e melhor estrutura, estão transmitindo as missas via internet, para que os fiéis (assim chamados aqueles que congregam em um templo católico) possam também acompanhar as celebrações.

Além de ser fiel assídua da Igreja Católica, a administradora Maria das Dores também mantém o hábito de fazer jejum em alguns períodos específicos do ano, como na Semana Santa. “Estou jejuando a semana toda, tanto de carne quanto de bebida alcoólica. Comecei no domingo (que chamamos de ‘Ramos’) e vou até este sábado (‘Santo’), dia 3 de abril. No domingo, eu e meu esposo vamos à missa logo cedo, às 8h, e depois faremos um almoço especial só para nós dois”, conta Maria das Dores.

Torta de bacalhau com palmito

A educadora física Gisela Silva Ruy mantém tradições que herdou dos pais e avós. Capixaba de nascença, ela trouxe para o Maranhão – e para dentro do lar que formou com Cristiano, esposo, com quem tem dois filhos; Luma, de 12 anos, e Theo, de 8 – o costume de fazer torta de Palmito com Bacalhau. “Eu e outras duas irmãs moramos, hoje, no Maranhão, mas não deixamos de fazer nossa torta especial de Bacalhau para o almoço do sábado. É assim todos os anos”, comenta.

Gisela Ruy diz que não come carne e também evita tomar bebida alcoólica nos três dias anteriores ao Domingo de Páscoa – a Quinta-feira Santa, a Sexta-feira da Paixão, e o chamado por alguns de Sábado de Aleluia. E, no dia em que se comemora a ressurreição de Jesus, o Domingo de Páscoa, ela diz que boa parte da família se reúne para um grande churrasco: “irmãos e irmãs, com suas esposas e esposos, filhos e netos. É uma grande festa, com pelo menos 25 pessoas”. Mas, esclarece que nestes dois últimos anos tudo tem sido diferente. “O churrasco de Páscoa, agora, é só eu, meu esposo e meus filhos. E não pode faltar também no domingo os ovos de Páscoa, que comprei desde o início da semana”, afirma a educadora física.

Entrega à domicílio

Serviços de Delivery também estão entre as mudanças ocorridas desde o início da pandemia. As medidas restritivas impostas por estados e municípios, que limitam a circulação de pessoas e o funcionamento de estabelecimentos, impulsionaram o aumento desses serviços em todo o Brasil. Lanchonetes, restaurantes e até supermercados precisaram se adaptar aos ‘tempos de pandemia’, oferecendo, com o pagamento de uma pequena taxa, ou até gratuitamente, serviços de entrega. Alguns aplicativos que já existiam, para a entrega de comida, viram a demanda crescer abruptamente no ano de 2020.

Um dado nacional divulgado no último mês de janeiro pela Mobills (startup de gestão de finanças pessoais), que analisou as despesas dos usuários com os três principais aplicativos de entregas – Ifood, Rappi e Uber Eats – identificou um crescimento de 149% nos gastos com delivery no ano de 2020. E estes são dados oficiais, que não levam em conta a abertura de novos empreendimentos informais, de venda de lanches e comidas caseiras, que oferecem também serviços de entrega, como o de Janaína Alves. Depois de ser obrigada, em função da pandemia, a largar o ramo de viagens e excursões, Janaína iniciou, há três meses, com o apoio da mãe e do filho mais velho, a venda de massas – pizzas e macarronadas (D’GUST Massas). Ela mora no Cohatrac, e cobra uma taxa simbólica para as entregas, que varia de acordo com a distância do bairro.

Com a aproximação da Semana Santa, a microempreendedora viu outra possibilidade de aumentar sua renda, oferecendo pratos típicos relacionados a este feriado tradicional, como peixadas, camaroadas e tortas (de caranguejo, sururu e camarão). “Tive a ideia uns 20 dias antes da Semana Santa. Então, passei a oferecer delivery também de almoço especial aos finais de semana. E o resultado foi excelente, com muitos pedidos”, conta Janaína Alves, afirmando que, agora, em função da demanda, e da boa receptividade, está planejando incluir novos pratos no cardápio. “Comecei este negócio como meio de sobrevivência, para fugir da crise, e graças a Deus está dando certo. Cada dia consigo novos clientes”, fala entusiasmada.

Delivery no Mercado do Peixe

Também não dispondo de um aplicativo oficial para entregas, parte dos 23 feirantes que vendem pescados e outros mariscos no Mercado do Peixe, no Aterro do Bacanga em São Luís, já fazem delivery desde março do ano passado, quando teve início a pandemia. A informação é de Joel Nogueira Barros, administrador do Mercado do Peixe e proprietário do Box nº 22. Ele conta que muitos clientes antigos, que não queriam sair de casa, passaram a ligar para fazer seus pedidos. “E, na maioria das vezes, eu nem cobro taxa de entrega, e eles também confiam em mim para a escolha do produto”, assegura o feirante.

Joel Barros diz que no ano passado a venda de pescados foi muito boa na Semana Santa, chegando até a faltar o produto em alguns boxes na sexta e no sábado. “Esperava vender pelo menos igual ao ano passado, mas o movimento caiu bastante”, informa o feirante, que atribui a baixa nas vendas à concorrência com os supermercados. “As vendas diminuíram muito nos últimos anos. Mas, graças a Deus, temos os nossos clientes fiéis, que não abrem mão de um peixe fresco e de qualidade”, assinala Joel Barros, que vende diariamente entre 30 e 40 quilos de pescados e, aos finais de semana, entre 50 e 60 quilos. O fluxo dá uma guinada na Semana Santa, quando cada feirante chega a vender, diariamente, cerca de 150 quilos.

Os números são confirmados pelo feirante Wellington Nunes Costa, do Box nº 18 no Mercado do Peixe. Ele conta que vendeu na quinta-feira, dia 1º de abril, 150 quilos de Pescada e 80 quilos de Camarão, além de outros mariscos. Na sexta-feira, dia 2, vendeu praticamente todo o restante do estoque que reservou para os três últimos dias da Semana Santa. “E só não vendi mais, por conta da maré, que não estava boa, e não tivemos entrega de pescado na sexta, dia 2”, admite o feirante, que trabalha no Mercado do Peixe há 12 anos. “Apesar da pequena queda nas vendas nos últimos anos, creio que teremos mais estabilidade daqui pra frente, pois os que vêm toda semana ao Mercado do Peixe não abrem mão da qualidade”, finaliza.

Maranhão chega a 239.953 casos de Covid-19 e se aproxima de 6 mil mortes
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Foram registrados 237 novos casos e 39 óbitos pela doença nas últimas 24 horas

O Maranhão registrou 39 novas mortes pela Covid-19 e 237 casos confirmados da doença, neste domingo 28, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Com isso, o estado chegou a 5.949 óbitos e a 239.953 casos do novo coronavírus desde o início da pandemia.

Até o sábado 27, segundo boletim epidemiológico da SES, eram 5.910 mortos e 239.716 casos.

A cidade com o maior número de casos é São Luís, com 33.591 confirmados. Imperatriz aparece na sequência, com 12.786. Também é onde o registro de óbitos é maior, com 1.620 e 583 mortes por Covid-19, respectivamente.

Mais populosas do Maranhão, São Luís e Imperatriz também enfrentam alta na ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para tratamento de pacientes com a doença. Na Grande Ilha, a taxa de leitos da rede estadual pública de saúde é de 96,02%. Em Imperatriz, 94,44%.

Apesar do colapso no sistema, o governador Flávio Dino (PCdoB) concordou com empresários e resolveu afrouxar medidas restritivas que havia decretado, e autorizou o retorno do ensino híbrido nas escolas da rede privada de ensino e liberou a reabertura de bares e restaurantes, com a capacidade de funcionamento até 50%.

Dados da Covid-19 da Prefeitura de São Luís estão fora do ar
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A prefeitura foi procurada para explicar os motivos e a previsão para solucionar o problema

O cidadão que procurar por informações sobre a Covid-19 no site da Prefeitura de São Luís encontrará uma página fora do ar.

A constatação foi confirmada pelo ATUAL7, nesta segunda-feira 22, após relato de leitores, ao tentar acessar a seção. Com o apagão, não é possível saber, por exemplo, a quantidade de pessoas infectadas e mortas pela doença, nem sobre a ocupação de leitos na rede pública de saúde do município.

Procurada, mais de 1h30min após a publicação desta matéria, por telefone, a prefeitura informou que o problema foi ocasionado por queda de energia. Contudo, apesar do site ter voltado ao ar, os dados continuam sendo omitidos. Na página, é informado que o “conteúdo não está disponível”.

O apagão de dados também ocorre nas redes sociais da gestão municipal, que, apesar do avanço da pandemia na capital, decidiu divulgar apenas informações sobre a vacinação contra a Covid-19.

A capital é administrada pelo prefeito Eduardo Braide (Podemos).

SES homologa chamamento público R$ 1,9 milhão mais caro; Fundação pede suspensão no TCE
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Sousândrade foi classificada em primeiro lugar apesar de propor valor acima do apresentado pela segunda colocada

A Fundação Josué Montello encaminhou ao Tribunal de Contas do Maranhão denuncia solicitando a suspensão de um chamamento público homologado pela Secretaria de Estado da Saúde, no ano passado, em que a Fundação Sousândrade foi classificada em primeiro lugar apesar de haver proposto um valor R$ 1,9 milhão mais caro do que o apresentado pela segunda colocada, a denunciante. O termo de colaboração tem como objeto a seleção de organização da sociedade civil para celebrar parceria para execução de atividades contínuas de aprimoramento da atenção primária em saúde no Maranhão.

No documento, a Fundação Josué Montello aponta ato lesivo ao erário público praticado pelo titular da SES, Carlos Lula, e outras sete pessoas, incluindo membros da CLS (Comissão Setorial Permanente de Licitação). Segundo a denunciante, enquanto o valor apresentado por ela foi R$ 25,8 milhões, a Sousândrade apresentou o valor de R$ 27,7 milhões.

Dentre outros apontamentos como atos ilegais, a Fundação Josué Montello diz também as propostas não foram pontuadas considerando a média aritmética das notas lançadas por cada um dos membros da comissão de seleção, em relação a cada um dos critérios de julgamento definidos no edital, mas levando em conta relatório assinado por uma servidora da SES que sequer faz parte da comissão designada para atuar no chamamento público; e que somente cinco dos sete membros participaram do processo.

“Registre-se, que todos os atos foram convalidados pelo Secretário Estadual de Saúde, conforme se verifica nos documentos em anexo. É indubitável que, o ato do Secretário Estadual de Saúde tem capacidade de gerar grave lesão ao erário; viola o direito das organizações participantes da seleção; afronta os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência; subverte os princípios da isonomia, da igualdade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório e do julgamento objetivo preconizados no inciso XII, art. 2º, da Lei nº 13.019/2014; impõe risco à ordem pública e é pautado sob a égide do abuso de poder”, diz a denúncia.

No mural de contratações públicas do TCE do Maranhão, até esta segunda-feira 23, o chamamento público encontra-se adjudicado e homologado, mas com pendência de envio de documentação. O relator do caso é o conselheiro João Jorge Jinkings Pavão, ex-presidente da corte.

Após determinação de Rosa Weber, do STF, governo Bolsonaro vai custear mais 279 leitos de UTI no MA
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Habilitação prevê repasse de verba para custos com profissionais, equipamentos e insumos para manutenção dessas unidades para tratamento de pacientes de Covid-19

Portaria publicada pelo Ministério da Saúde, nessa sexta-feira 19, em edição extra do Diário Oficial da União, autorizou a habilitação de mais 279 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para o tratamento exclusivo de pacientes de Covid-19 no Maranhão, em caráter excepcional e temporário. A habilitação ocorre após determinação da ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), proferida no final do mês passado, a pedido do Estado do Maranhão, diante da lotação dos hospitais e do aumento expressivo de casos do novo coronavírus.

A habilitação prevê repasse de verba para custos com profissionais, equipamentos e insumos para manutenção do funcionamentos dessas vagas de internação no SUS (Sistema Único de Saúde).

Na ação protocolada junto ao Supremo, o Maranhão relatou que os leitos de UTI custeados pelo Ministério da Saúde se reduziram drasticamente.

Do total dos novos leitos habilitados, serão 155 leitos em São Luís e 40 em Imperatriz, segunda cidade mais populosa do Maranhão. De acordo com boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde), divulgado neste sábado 20, unidades SUS na Grande Ilha e em Imperatriz estão com taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 superior a 90%.

Segundo levantamento do site Folha do Maranhão, outros 81 leitos de UTI para pacientes de Covid-19 já haviam sido habilitados no estado pelo Ministério da Saúde, em março. Ao todo, o custo mensal ao governo federal com a manutenção dos 360 leitos será de R$ 17,28 milhões.

Flávio Dino acerta compra de 4,5 milhões de doses da vacina russa Sputnik V
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Imunizante ainda não tem aval da Anvisa. Previsão é de que conclusão da compra e entrega das doses ocorram em abril

O governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou nas redes sociais, nesta quarta-feira 17, que assinou contrato de compra de mais de 4,5 milhões da Sputnik V, vacina russa contra a Covid-19. Segundo o governador, a previsão é de que a entrega do imunizante comece a partir do próximo mês.

“Assinamos contrato para a compra da vacina russa Sputnik. O Maranhão pretende adquirir 4.582.861 doses de vacina. Estamos enviando contrato hoje para a empresa russa. Expectativa é conclusão da compra e início das entregas em abril”, publicou.

Negociada diretamente com o Fundo Russo de Investimento Direto, que representa o imunizante, as doses serão importadas pelo laboratório União Química. Ainda não há maiores detalhes sobre a contratação, como o valor a ser investido por dose e frete.

A compra ocorre diante da escassez de vacinas no Brasil devido ao descrédito e incompetência do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Ainda assim, pelo PNI (Plano Nacional de Imunização), o Ministério do Saúde pode assumir a compra e a distribuição proporcional da vacina.

Ainda sem tem aval da Anvisa para uso emergencial no país, a Sputnik V teve eficácia de 91,6% contra a Covid-19, segundo resultados preliminares publicados na “The Lancet”, uma das mais prestigiosas revistas científicas do mundo.

A vacina foi aprovada na Rússia em agosto de 2020 e cerca de 50 países já autorizaram o uso do imunizante.

Câmara autoriza Braide a comprar vacinas contra Covid-19 direto com laboratórios
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Compra será feita por meio de consórcio nacional de prefeitos. Aquisição ocorrerá somente caso o governo Bolsonaro não cumpra o PNI ou as doses previstas no plano sejam insuficientes

A Câmara Municipal de São Luís aprovou, nesta quarta-feira 10, em caráter de urgência, projeto de lei encaminhado à Casa pelo prefeito Eduardo Braide (Podemos), em que autoriza a gestão municipal a comprar vacinas contra a Covid-19 e suas variantes direto com laboratórios que tiverem imunizantes aprovados no mercado internacional e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

De acordo com o texto, a aquisição será feita por meio de um consórcio nacional de prefeitos, no qual a participação do município também foi ratificada pela unanimidade dos vereadores.

O projeto também autoriza Braide a compra medicamentos, insumos e equipamentos necessários aos serviços públicos municipais de saúde para combate à pandemia. As aquisições serão feitas por meio de diversas fontes, como recursos municipais, repasses de verbas federais, inclusive decorrentes de emendas parlamentares, e doações advindas de fontes nacionais e internacionais.

Com a aprovação, o projeto segue para a sanção de Braide, que após deverá encaminhá-lo para a FNP (Frente Nacional de Prefeitos), que encabeça a criação do consórcio.

Segundo autorização concedida no mês passado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a estados e municípios, Braide poderá comprar as vacinas contra a Covid-19 somente no caso do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) não cumprir o PNI (Plano Nacional de Imunização) ou caso as doses previstas no plano sejam insuficientes.

Mesmo com vagas, 35 pacientes da Covid-19 estão na fila por leito no MA
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Do total, 14 são pacientes na fila por leito de UTI. Dado revela que vagas estão sendo negadas, já que boletim epidemiológico mostrou que havia 60 leitos de UTI livres até ontem

Apesar do Governo do Maranhão divulgar que ainda há vagas na rede pública estadual de saúde, 35 pessoas diagnosticadas com Covid-19 ou suspeitas de infecção pelo novo coronavírus aguardavam, até essa terça-feira 9, por um leito de atendimento em hospitais do Maranhão. Sem transparência, o dado não está disponível para acesso público pela gestão de Flávio Dino (PCdoB), mas foi obtido pelo jornal O Estado de S.Paulo junto à SES (Secretaria de Estado da Saúde) e divulgado nesta quarta-feira 10.

De acordo com o levantamento, até ontem, desse total, 14 pacientes estavam na fila de espera por leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Em outra reportagem, o Estadão revela ainda que há problemas no Maranhão no abastecimento de medicamentos usados no processo de intubação, como sedativos, anestésicos e relaxantes musculares.

No boletim epidemiológico dessa terça, a ocupação de leitos de UTI custeados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) na Grande Ilha e em Imperatriz, mesmo com a abertura de novo hospital de campanha para atender a região, apresentou taxa superior a 90%, situação crítica próxima ao colapso do sistema. Nas demais regiões, a taxa de ocupação registrada era de 75,15%.

Ou seja, mesmo com 10 UTI móveis para transporte de pacientes, e, levando em conta a informação do boletim epidemiológico, com 60 leitos de UTI Covid-19 livres (13 na Grande Ilha, 6 em Imperatriz e 41 em outras cidades maranhenses), os 14 pacientes em situação grave que aguardam transferência para leitos de terapia intensiva tiveram a vaga negada pela gestão comunista.

A situação é ainda pior em relação aos leitos clínicos. Apesar de 21 pacientes na fila de espera aguardando uma vaga nesse tipo de leito, até essa terça-feira, segundo o balanço da própria SES, ao menos 269 estavam livres.

Parte do agravamento da pandemia no Maranhão ocorre em decorrência das eleições municipais de 2020, quando o próprio titular da SES, Carlos Lula, que é ainda presidente do Conass, aglomerou sem máscara em diversos palanques de candidatos. Negacionista, o governador Flávio Dino, que participou virtualmente da violação em Coroatá e incentivou nas redes sociais aglomeração na capital em prol de Duarte Júnior (Republicanos), mantém Lula no cargo apesar do ocorrido, com o objetivo de fazê-lo deputado federal ou estadual em 2022, quando novas aglomerações eleitorais devem se repetir.

Polícia Civil investiga abandono de revólver em estacionamento do TCE do MA
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Segurança que encontrou a arma de fogo prestará depoimento no próximo dia 23. Inquérito foi aberto pelo 4º DP Vinhais

A Polícia Civil do Maranhão instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do abandono de uma arma de fogo no encontrada no estacionamento do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão, na quarta-feira passada, dia 3.

Segundo apurou o ATUAL7, o revolver, da marca Taurus, foi entregue à Polícia Militar na mesma data, acionada através do Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança), pelo chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da corte, coronel Laércio Osório, para apreensão e apresentação da arma, feita no 4º Distrito Policial da Polícia Civil, localizado no bairro do Vinhais, em São Luís.

A investigação está sendo comandada pelo delegado Márcio Fábio Dominici, responsável pelo 4º DP Vinhais.

Para avançar no caso, ele já oficializou o TCE-MA para que apresente na delegacia o segurança que encontrou a arma de fogo no estacionamento do tribunal, no próximo dia 23, para prestar depoimento a respeito dos fatos.

Governo erra conta e Imperatriz segue com mais de 90% dos leitos de UTI ocupados, mesmo com hospital de campanha
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Unidade inaugurada hoje conta com apenas cinco leitos de terapia intensiva. Gestão estadual havia prometido que seriam dez

Sem qualquer explicação pública até o momento, o governo de Flávio Dino (PCdoB) errou na quantidade de novos leitos para Covid-19 que seriam entregues nesta terça-feira 9, em Imperatriz, com a inauguração de um hospital de campanha no Centro de Convenções da cidade, segunda mais populosa do Maranhão. Com a falha, apesar da abertura do hospital, que tinha como objetivo desafogar o atendimento a pacientes diagnosticados com a doença na região, a rede pública estadual de saúde permanece em colapso, com mais de 90% dos leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) ocupados.

Conforme divulgou o ATUAL7 mais cedo com base em dados da própria gestão comunista, até poucas horas antes da inauguração da unidade, a informação oficial é de que seriam abertos 60 novos leitos para pacientes com Covid-19, sendo 10 exclusivos de UTI. Contudo, após a inauguração, o governo informou que a estrutura conta, na verdade, com 20 leitos de observação, 55 de enfermaria e apenas cinco de UTI.

Segundo boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde), divulgado no início da noite hoje, em vez de 61, Imperatriz possui agora 66 leitos de UTI exclusivos para tratamento da Covid-19, sendo que apenas 6 estão livres, o que representa uma taxa de ocupação de 90,91%.

Com poucas doses e atraso na vacinação da população, confirmação da nova cepa do coronavírus circulando no Maranhão, agravamento de casos e alta de óbitos em decorrência da doença, além de medidas mais restritivas de contenção e prevenção à Covid-19, para evitar novas mortes, a abertura de novos leitos em unidades de terapia intensiva deveria ser priorizada em relação a novos leitos clínicos. Equipamentos e pessoal capacitado têm, faltando apenas serem instalados e os profissionais valorizados.

Além de bater cabeça com os números, o governo Dino tem também agido com falta de transparência. Mesmo com uma ação do Ministério Público pela divulgação de dados detalhados sobre os leitos ocupados e desocupados, por unidade hospitalar, a gestão estadual segue omitido essas informações.

Também não se sabe, até o momento, a quantidade exata de pessoas que estão na fila de espera por vaga em leitos de UTI, o que acaba levando o boletim epidemiológico da SES a ocultar a real situação da pandemia no Maranhão.

Com alta de casos de Covid-19, Maranhão abre hospital de campanha em Imperatriz
Cotidiano

Unidade funcionará no Centro de Convenções, com 60 leitos. Destes, 10 disponibilizados para UTI

Com o aumento de casos da Covid-19 em Imperatriz, segunda cidade mais populosa do Maranhão, o governo de Flávio Dino (PCdoB) abre, nesta terça-feira 9, um hospital de campanha para desafogar o atendimento a pacientes diagnosticados com a doença nas unidades de saúde do município e região.

Segundo boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde), no mês passado, Imperatriz chegou a registrar 100% de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para Covid-19, e vem registrando taxa de ocupação acima de 90% há quase uma semana.

O hospital de campanha funcionará no Centro de Convenções, com 60 leitos. Destes, 10 disponibilizados para UTI.

De acordo com o Governo do Maranhão, com um aporte de R$ 2,8 milhões para a montagem, a unidade contou com apoio financeiro da Suzano, em caráter parcial. A empresa também doou insumos.

No último balanço diário da SES, divulgado nessa segunda-feira 8, Imperatriz registrou 11.197 casos confirmados de Covid-19 e 500 óbitos em decorrentes da doença desde o início da pandemia. A taxa de letalidade na cidade é de 4.47%.

Em 22 de fevereiro último, o Maranhão já havia aberto um outro hospital de campanha para pacientes com suspeitas de infecção ou infectados pelo novo coronavírus, em Bacabal, com estrutura doada pelo Governo dos EUA. Em relação a diagnosticados, a unidade atende apenas pacientes com sintomas leves ou iniciais da doença.

O hospital de campanha de Bacabal conta ambulatório para consultas médicas e leitos para pacientes com necessidade de medicação e/ou observação. Pacientes com quadro grave da Covid-19 continuam sendo atendidos no Hospital Regional Laura Vasconcelos, unidade de referência na região para tratamento, com leitos de UTI.

Maranhão registra 36 novas mortes por Covid-19; total chega a 5.275
Cotidiano

Níveis de ocupação de UTIs na Grande Ilha e em Imperatriz estão acima de 90% há três dias

O Maranhão registrou 36 novas mortes por Covid-19, segundo boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde) deste domingo 7. O total de óbitos em decorrência da doença chegou a 5.275.

De acordo a pasta, nenhum registro de óbito corresponde às últimas 24 horas, mas contabilizados de ocorrências de dias ou semanas anteriores. Apesar da falta de transparência dificultar o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, a SES não informa no balanço quantos dias ou semanas os exames estavam represados.

Os dados mostram ainda que o número de casos confirmados do novo coronavírus no estado subiu de 223.201 para 223.489 nas últimas 24 horas.

Há ainda outros 10.913 casos suspeitos, sob investigação.

Nas redes sociais, o secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula –que tem responsabilidade sobre o aumento de casos e de mortes por Covid-19 no estado por aglomerar por diversas vezes, inclusive sem máscara, durante a campanha eleitoral de 2020– nada publicou especificamente sobre o Maranhão. Contudo, como presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), lamentou as novas mortes registrados no país.

“1.086 óbitos num domingo. Se vocês se assustaram com essa última semana, a que se inicia tem tudo para ser ainda pior. Infelizmente. Até quando?”, indagou.

O Maranhão enfrenta também novo colapso na taxa de ocupação de leitos públicos de UTI (unidade de tratamento intensivo) destinados para pacientes com Covid-19. Na Grande Ilha (formada pelos municípios de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa) e em Imperatriz, os níveis de ocupação de UTIs estão acima de 90% há três dias.

PF faz buscas em Imperatriz em operação contra gestão Assis Ramos
Cotidiano

Investigação aponta contratação de empresa de fachada, integrada por sócios laranjas, com dinheiro de combate à Covid-19

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quarta-feira 3, sete mandados de busca e apreensão no município de Imperatriz, em operação que mira a gestão do prefeito Assis Ramos (DEM), reeleito no pleito do ano passado.

Os fatos investigados têm relação com a dispensa ilegal de licitação, com sobrepreço, que culminou com a contratação de empresa de fachada, integrada por sócios laranjas, para fornecimento de refeições para atender demanda do Centro Municipal de Tratamento da Covid-19. A contratação foi celebrada em 2020 pela Semus (Secretaria Municipal da Saúde), principal alvo da ostensiva, com recursos públicos destinados para enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

As investigações tiveram início no âmbito do Ministério Público do Maranhão e Ministério Público Federal. Batizada de Recôndito, a fase inicial da operação conta com 25 agentes da PF.

Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, dentre outras infrações penais.