Eduardo Braide
PCdoB de Jerry e PMN de Braide são reprovados nas urnas e podem ser extintos
Política

Legendas não conseguiram atingir a chamada cláusula de barreira. Regra permite que eles troquem de partido sem o risco de perder o mandato por infidelidade partidária

Projeção feita pela Secretaria-Geral da Câmara dos Deputados, com base nos resultados das urnas divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na madrugada dessa segunda-feira 8, aponta que pelo menos duas legendas que tiveram candidatos eleitos pelo Maranhão para a Casa não conseguiram atingir a chamada cláusula de barreira e, com isso, devem perder instrumentos essenciais à sua existência a partir de 2019.

São elas: o PCdoB de Márcio Jerry e Rubens Pereira Júnior, e o PMN de Eduardo Braide e Pastor Gildenemyr.

Aprovado pelo Congresso em outubro do ano passado com o objetivo de extinguir as legendas com pouca representação na Câmara, o mecanismo estabelece como desempenho mínimo, na atual eleição, que os partidos precisam alcançar pelo menos 1,5% dos votos válidos para a Câmara (1.475.085 votos), distribuídos em 9 estados e com mínimo de 1% dos votos válidos em cada um deles, ou, então, eleger ao menos 9 deputados em 9 estados das 27 unidades da federação.

No caso do PCdoB, os comunistas ainda podem rezar por uma intervenção divina na Justiça Eleitoral em relação aos candidatos que estão sub judice. Até o momento, a legenda apenas bateu na trave, conseguindo eleger nove deputados federais, mas em apenas 7 estados.

Já para o PMN, apesar do bom desempenho no Maranhão por meio da expressiva votação de Braide, que ainda puxou Gildenemyr, a situação é irreversível. Nanica, a legenda conseguiu eleger apenas 3 deputados federais em todo o país.

Pela cláusula de barreira, que prevê uma mudança gradual e mais rígida a cada eleição, as siglas que não superarem o desempenho eleitoral estabelecido perdem direito ao fundo partidário, principal fonte de financiamento das legendas, à propaganda gratuita na TV e rádio, de propor ações de controle de constitucionalidade, além do funcionamento legislativo (liderança, gabinete partidário, estrutura de assessores, discursos nas sessões, dentre outros pontos).

A exigência chegará a 2% de votos e 11 deputados eleitos a partir das eleições de 2022 — e as coligações partidárias nas eleições para deputados e vereadores passarão a estar proibidas; e de 2,5% e 13 eleitos em 2026, até alcançar o índice permanente de 3% e 15 eleitos em 2030.

A regra permite aos políticos eleitos por essas legendas de pouca representação na Câmara dos Deputados trocarem de partido sem o risco de perder o mandato por infidelidade partidária.

Nenhuma mulher é eleita para a bancada do MA na Câmara Federal
Política

Todos os 18 deputados federais eleitos são homens

Com 100% das urnas apuradas, foram definidos os 18 deputados federais para o mandato 2019-2022 na Câmara Federal pelo Maranhão. Nenhuma mulher foi eleita e a bancada maranhense na Casa será formada 100% por homens.

Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar Maranhãozinho (PR) foi o candidato mais votado, com 195.768 votos. Na sequência, ficou Eduardo Braide (PMN), com 189.843 votos; e Márcio Jerry (PCdoB), com 134.223 votos.

Dentre as mulheres, Luana Costa (PSC), que concorria à reeleição, foi a mais votada, com 31.966 votos.

Confira os candidatos eleitos para deputado federal pelo Maranhão:

1. Josimar Maranhãozinho (PR)
2. Eduardo Braide (PMN)
3. Márcio Jerry (PCdoB)
4. Júnior Lourenço (PR)
5. Rubens Pereira Júnior (PCdoB)
6. Pedro Lucas (PTB)
7. Edilázio Júnior (PSD)
8. Aluisio Mendes (PODE)
9. André Fufuca (PP)
10. Cléber Verde (PRB)
11. Bira do Pindaré (PSB)
12. Juscelino Filho (DEM)
13. Júnior Marreca Filho (PATRIOTAS)
14. Hildo Rocha (MDB)
15. Zé Carlos (PT)
16. Gil Cutrim (PDT)
17. João Marcelo (MDB)
18. Pastor Gildenemyr (PMN)

Inquérito da PF contra Eduardo Braide é redistribuído para Olindo Menezes
Política

Investigação no TRF-1 apura movimentação financeira atípica e apropriação indevida de recursos públicos pelo deputado e empresas envolvidas na Máfia de Anajatuba

Um inquérito da Polícia Federal que investiga o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) foi redistribuído para o desembargador federal Olindo Menezes, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1.ª Região. O procedimento foi aberto a partir de levantamentos sobre suposta apropriação indevida de recursos públicos e movimentações financeiras atípicas pelo parlamentar e quatro empresas envolvidas na organização criminosa que, após desbaratada pela Operação Attalea, ficou conhecida como Máfia de Anajatuba.

Até o início do mês de julho último, quando o inquérito foi redistribuído para Olindo Menezes, o relator original era o desembargador federal Hilton Queiroz, então presidente da Corte quando a investigação foi instaurada no TRF-1, em 2016, a pedido do procurador Regional da República (PRR) da 1.ª Região, Ronaldo Meira Vasconcellos Albo.

De acordo com as autos, as quatro empresas teriam feito vultuosas movimentações financeiras ao dispêndio de recursos públicos por diversos municípios maranhenses, dentre os quais destacam-se: Paço do Lumiar, Cajapió, Anajatuba, Caxias, Chapadinha, Codó, Dom Pedro, Itapecuru, Mirinzal, Pinheiro, Trizidela do Vale e Tuntum.

No decorrer dessa apuração, os investigadores chegaram ao deputado do PMN e aos prefeitos dos municípios onde a organização criminosa teria operado.

Além das apontadas movimentações financeiras atípicas, descobertas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Braide teve empregados em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Maranhão o operador e o laranja de uma das empresas da Máfia de Anajatuba, presos pela PF durante a Operação Attalea.

A informação consta em outra investigação, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) em período anterior, também sobre a chamada Máfia de Anajatuba. Outros dois inquéritos da Polícia Federal, um de 2014 e o outro de 2015, também apuram os fatos.

Há indícios, segundo os federais e os procuradores da República, de que o esquema tenha servido para lavagem de dinheiro. Por correrem sob sigilo, para não frustar os levantamentos, as investigações não são informadas nas certidões emitidas pela Polícia Federal, Gaeco e Tribunal Regional Federal da 1.ª Região.

Sá Marques: bucha ou tomador de votos de Eduardo Braide
Política

Com possibilidade de quociente eleitoral chegar a 160 mil, coligação PMN/PHS pode fazer apenas um deputado federal. Aliados disputam única vaga

A coligação proporcional PMN/PHS, formada após aliança dos dois partidos na majoritária com a coligação Coragem e União para Fazer o Maranhão Melhor, encabeçada por Roberto Rocha (PSDB), será um divisor de águas na história do vereador, policial civil e professor de História Sá Marques (PHS).

Apesar de aliado, ele disputa uma vaga na Câmara Federal com o deputado estadual Eduardo Braide, nome forte do PMN e o maior expressão da coligação, principalmente em São Luís, reduto político do vereador.

Se a coligação fizer ao menos um deputado federal, já que o quociente eleitoral deve ficar entre 150 a 160 mil, quando as urnas forem abertas em outubro próximo, e os votos computados, Sá Marques terá seu nome marcado na história como mera bucha ou como tomador de votos de Braide, na capital.

Como volume financeiro de campanha conta na influência ao eleitor, até agora, o candidato do PMN vem se sobressaindo em relação ao do PHS.

Pelo DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para divulgação de candidaturas e contas eleitorais, restando menos de um mês para as eleições de 2018, Eduardo Braide já recebeu R$ 245 mil em doações, sendo R$ 200 mil da Direção Nacional do PMN e R$ 45 mil de recursos próprios. Já Sá Marques, até o momento, apenas R$ 70 mil, oriundos da Direção Nacional do próprio partido.

“Vamos em frente meu senador”, diz Eduardo Braide para Zé Reinaldo
Política

Parlamentares usaram a rede social Instagram para reforçar aliança nas eleições de 2018

O deputado estadual e pré-candidato à Câmara Federal, Eduardo Braide (PMN), usou a rede social Instagram para fazer uma declaração de apoio à pré-candidatura ao Senado do deputado federal José Reinaldo Tavares (PSDB). Em comentário no perfil do próprio Tavares, Braide falou em lealdade, disse que acredita no tucano e o chamou de “meu senador”.

“Tenho a certeza que o Maranhão ganhará muito com a sua experiência no Senado. E além disso, também acredito que a confiança e a lealmente devem fazer parte da boa política. Vamos em frente meu Senador. Estamos juntos!”, escreveu.

Na publicação comentada por Eduardo Braide, Zé Reinaldo também fala sobre confiança e reforça o apoio ao parlamentar maranhense na disputa pela Câmara dos Deputados.

“Acredito que a política é feita de gestos, mas sobretudo de confiança. Não se faz a boa política sem confiança. Agora que fui oficialmente homologado candidato a senador pelo meu partido (PSDB), reitero a importância fundamental da minha aliança política com o deputado estadual e candidato a deputado federal, Eduardo Braide (PMN). Jovem, disciplinado, cumpridor de seus compromissos, Braide é mais do que um aliado estratégico nestas eleições. É um político em quem eu acredito e em quem se pode confiar. Estaremos juntos nesta caminhada por um Maranhão que quer renovação, que não aceita mais a velha política de muito discurso de mudança e pouca ação. Contamos com o apoio de todos vocês!”, disse.

Ambos concorrem nas eleições de 2018 pela coligação “Coragem e União para Fazer um Maranhão Melhor”, que tem o senador Roberto Rocha (PSDB) como candidato ao Palácio dos Leões.

Eduardo Braide confirma que disputará para deputado federal
Política

Sobrevivência do PMN, devido à clausula de barreira, pesou na decisão do parlamentar de abdicar da disputa pelo Palácio dos Leões

Especulado como possível postulante ao Palácio dos Leões, o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) anunciou, na tarde desta quarta-feira 1º, em vídeo divulgado em suas redes sociais, que disputará, em outubro próximo, o mandato de deputado federal.

“Serei candidato a deputado federal. É assim que vou trazer mais projetos e recursos para os municípios e para o Maranhão”, disse o parlamentar.

A informação de que ele iria concorrer à Câmara dos Deputados e não ao Governo do Maranhão já havia sido antecipada pelo ATUAL7 na semana passada.

Sobrevivência

Além de não ter conseguido viabilizar, mesmo com um virtual arco de alianças que poderia chegar a até seis partidos, apoio político e partidário suficientes para sustentar sua entrada na corrida pelo governo estadual, pesou na decisão de Braide o projeto partidário do PMN.

Em nome da própria sobrevivência, o partido, presidido pelo parlamentar no estado, tem como foco principal para 2018 obter percentual suficiente para ultrapassar a cláusula de barreira e manter o acesso a recursos do fundo partidário a partir de 2019.

Apoio a candidato aos Leões

Para esta quinta-feira 2, está marcada uma reunião entre o PMN e o PHS, que formaram pacto para o pleito deste ano, onde Braide e os demais candidatos a deputado federal e estadual dos partidos devem fechar questão sobre quem apoiar para o governo estadual. Por ora, a única certeza é de que não será lançado ao posto o Coronel Monteiro.

Na sexta-feira 3, os dois partidos farão convenção partidária conjunta, em evento no auditório Fernando Falcão, que fica no prédio-sede da Assembleia Legislativa do Maranhão, quando a decisão será anunciada publicamente.

Eduardo Braide desiste de candidatura ao Palácio dos Leões
Política

Confirmação foi feita ao ATUAL7 por lideranças de quatro partidos que apoiavam o nome do parlamentar do PMN na disputa

O deputado estadual Eduardo Braide desistiu de se candidatar ao Palácio dos Leões nas eleições deste ano. Dono de um virtual poderoso recall desde que terminou em segundo lugar na disputa pela Prefeitura Municipal de São Luís em 2016, o parlamentar era postulante pelo nanico PMN.

A assessoria ainda não confirma a desistência — marcada para ser comunicada oficialmente no próximo dia 3, data da convenção do PMN —, mas lideranças de quatro partidos que apoiavam o nome de Braide na disputa confirmaram ao ATUAL7 que ele arregou. “Ele decidiu que não sairá. Amarelou”, disse uma delas.

A desistência, segundo essas lideranças, se deu razão do parlamentar não ter conseguido viabilizar, mesmo com esse arco de alianças, apoio político e partidário suficientes para sustentar sua entrada na corrida pelo governo estadual. Na convenção do PMN, ele será lançado a deputado federal.

Com a saída de Braide da disputa, o virtual espólio angariado na capital no pleito passado passa agora a ser disputado por Flávio Dino (PCdoB), que concorre à reeleição, e pelos demais pré-candidatos aos Leões: Roberto Rocha (PSDB), Maura Jorge (PSL), Ramon Zapata (PSTU) e Odívio Neto (PSOL).

Segundo as últimas pesquisas, a tendência é que esses eleitores votem pela reeleição de Dino.

Sem Eduardo Braide, Flávio Dino vence no primeiro turno com 60%
Política

Levantamento é do Exata/Jornal Pequeno. Roseana aparece na segunda colocação, com 31%

Pesquisa Exata, divulgada pelo Jornal Pequeno nesta terça-feira 24, aponta que o governador Flávio Dino (PCdoB), que concorre à reeleição, lidera isolado e vence no primeiro turno as eleições de outubro próximo, num cenário sem a presença do deputado Eduardo Braide (PMN) na disputa pelo Palácio dos Leões.

De acordo com os números, Dino aparece com 60% dos votos válidos, quase o dobro à frente da segunda colocada, a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (MDB), que obteve 31% das intenções de votos.

Na sequência aparece Maura Jorge (PSL), com 4%; Roberto Rocha (PSDB), com 3%; e Ricardo Murad (PRP) — que anunciou desistência da disputa após seu nome já haver sido incluído no levantamento —, com 2%.

Os pré-candidatos Ramon Zapata (PSTU) e Ovídio Neto (PSOL) não pontuaram.

A não inclusão de Eduardo Braide no levantamento Exata/JP se dá, principalmente, pela indefinição do deputado do nanico PMN no pleito. A poucos dias do início das convenções partidárias, Braide ainda não decidiu se aventura seu nome ao governo, à Câmara Federal ou à reeleição para a Assembleia Legislativa. No mês passado, o ATUAL7 já havia abordado que a insegurança de Braide poderia favorecer a provável reeleição de Dino.

No bastidor, é forte o rumor de que ele concorrerá a deputado federal, apoiando a pré-candidatura de Maura Jorge para os Leões, para evitar isolamento forçado, em razão de acordo feito por outros partidos que estavam com ele. A assessoria do parlamentar, porém, nega essa articulação.

Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MA-06768/2018, a pesquisa Exata/JP ouviu 1.404 eleitores de todas as regiões do Maranhão, entre os dias 15 e 20 deste mês. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 3,5%.

Braide diz desconhecer articulação de Sarney pela aliança do PR com PMN
Política

Deputado garante que não houve conversa entre ele e o ex-presidente da República. Rumor foi criado por Josimar de Maranhãozinho no início desta semana

O deputado Eduardo Braide garantiu ao ATUAL7, em nota encaminhada pela sua assessoria, nesta sexta-feira 13, que desconhece a suposta articulação que ex-presidente da República José Sarney (MDB-MA) estaria engendrando em Brasília, com a intenção de tê-lo na disputa pelo Palácio dos Leões nas eleições de outubro deste ano.

“O deputado não tem conhecimento dessa informação e estranha que uma articulação envolvendo seu nome possa ter acontecido sem o seu consentimento”, disse.

O rumor sobre a retomada de aliança entre os Sarney e Braide ganhou corpo no início deste semana, após o deputado estadual Josimar de Maranhãozinho declarar, em entrevista ao programa Ponto e Vírgula, da Difusora FM, que José Sarney e o presidente nacional do PR, Valdemar da Costa Neto, estariam conversando sobre uma possível aliança da legenda com o PMN de Braide [ou mesmo com o MDB de Roseana Sarney].

“Estou muito preocupado com esta situação [de iminente rompimento com Flávio Dino]. Tenho ótima relação com a Executiva Nacional e o meu desejo pessoal é de que o PR continue no arco de alianças do governador. Porém, o Valdemar mostrou-se animado com os acordos propostos e, na quinta-feira, desembarcarei em Brasília para tratar com ele pessoalmente”, revelou.

Sobre o cenário dele vir a ser o plano B de Sarney ou uma espécie de laranja na disputa, apenas para forçar um eventual segundo turno, Braide garantiu por meio de sua assessoria que não teve qualquer conversa com o pai da ex-governadora do Maranhão neste período de pré-campanha.

“Não houve conversa do deputado com o ex-presidente da República. Nesse período de pré-campanha, o deputado Eduardo Braide pessoalmente conversou com alguns presidentes de partidos que entendem que é preciso um novo projeto para o Maranhão, sem a necessidade de grupos políticos que já estiveram ou estejam no poder”, ressaltou.

Apesar de não ter declarado que concorrerá ao governo, Braide aparece sempre bem posicionado em todas as pesquisas de intenção de voto, continuamente como possível postulante da chamada terceira via.

Após acordo na Justiça, SES compra mamógrafo digital com emenda de Braide
Política

Equipamento destinado à Fundação Antônio Jorge Dino foi adquirido no final do mês passado. Parlamentar precisou acionar o Estado para a liberação do recurso

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) finalmente adquiriu o aparelho de mamografia digital destinado à Fundação Antônio Jorge Dino, localizada em São Luís, com recurso oriundo de emenda parlamentar do deputado Eduardo Braide (PMN), no valor de R$ 700 mil. O aparelho foi comprado da empresa Siemens Healthcare Diagnósticos S.A., na penúltima semana do mês passado.

O equipamento, indispensável para o diagnóstico precoce do câncer de mama, só foi possível de ser adquirido após o parlamentar ir à Justiça para que o governo Flávio Dino, do PCdoB, liberasse o recurso da emenda, apresentada por Braide desde a votação da Lei Orçamentária que estimou a receita e fixou a despesa para o exercício financeiro do ano passado, aprovada pela Assembleia Legislativa do Maranhão e sancionada pelo próprio Dino.

Após ter a liberação da emenda negada pelo Palácio dos Leões, o deputado ajuizou ação popular contra o Estado, na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís. Em audiência realizada no final de 2017, a SES acordou usar o recurso para a compra do mamógrafo digital.

Antes da decisão, o governo havia alegado falta de disponibilidade no orçamento para negar o pagamento da emenda.

“Sempre tive a preocupação desde o meu primeiro ano de mandato, em destinar emendas para a compra de equipamentos ao Hospital Aldenora Bello. Só que este ano, pela primeira vez, a emenda que destinei no valor de R$ 700 mil para a compra de um mamógrafo digital foi negada pelo Governo do Estado. Por isso, ingressei com essa ação popular a fim de garantir o direito dos maranhenses a uma saúde de qualidade”, destacou o parlamentar, à época da sentença que homologou o acordo firmando entre ele e o Estado.

Pai de Braide é condenado a pagar R$ 273 mil por doação eleitoral ilegal
Política

Transferências foram feitas para a campanha do próprio parlamentar do PMN, na disputa pela prefeitura de São Luís, nas eleições de 2016

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Carlos Salim Braide, foi condenado em primeira instância ao pagamento de multa no valor de R$ 273.014,23 (duzentos e setenta e três mil, quatorze reais e vinte e três centavos), por haver efetuado doação eleitoral acima do limite à campanha do próprio filho, o deputado estadual Eduardo Braide (PMN), nas eleições de 2016, quando o parlamentar foi derrotado na disputa pela prefeitura da capital pelo pedetista Edivaldo Holanda Júnior.

A decisão foi proferida pelo juiz eleitoral Gilberto de Moura Lima, respondendo pela 3ª Zona, no dia 2 de maio deste ano. O ATUAL7 teve acesso ao processo, que corre sob sigilo, por conta de informações e documentos fiscais de Carlos Braide, solicitadas à Justiça pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

De acordo com os autos, o ex-presidente da AL-MA realizou doações financeiras, por meio de oito transferências eletrônicas, que totalizaram R$ 60 mil, em favor de Eduardo Braide, então candidato a prefeito de São Luis, quando poderia ter efetuado apenas R$ 5.397,72 (cinco mil trezentos e noventa e sete reais e setenta e dois centavos), ultrapassando o limite legal para doações eleitorais, excetuadas aquelas estimáveis em dinheiro, conforme previsto no artigo 23 da Lei n.º 9.504/97, que em seu § 1º limita o montante do donativo a 10% dos rendimentos brutos auferidos no ano anterior à eleição.

Ao ser citado a apresentar defesa, o pai de Braide manifestou-se, dentre outras coisas, pela improcedência e extinção da Representação, sem resolução do mérito, alegando falta de documentação comprobatória e aduzindo que os valores doados se encontravam dentro dos limites legais estipulados na legislação eleitoral, uma vez que ele havia apresentado declaração anual de rendimentos para o exercício 2016, ano-calendário 2015, retificadora.

Todas as alegações, porém, foram rejeitadas pelo juiz eleitoral Gilberto de Moura Lima.

Além da multa, Carlos Braide foi condenado ainda a inelegibilidade, pelo prazo de oito anos, após o trânsito em julgado.

Indefinição de Eduardo Braide favorece reeleição de Flávio Dino
Política

Segundo pesquisa Exata, caso o deputado do PMN decida por não entrar na disputa pelos Leões, os votos dele migram em sua maioria para o governador

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN) pode acabar se tornando uma espécie de Cavalo de Troia dentro da oposição ao governador Flávio Dino (PCdoB).

Sem se posicionar como oposição por pura vaidade e fora da base comunista apenas em razão de haver sido trocado por Edivaldo Holanda Júnior (PDT) na disputa pela prefeitura de São Luís — e não por haver discordado da forma com que Dino comanda com mão de ferro o Palácio dos Leões —, Braide surfa na onda de ser lembrado pelo eleitorado da capital e entorno para a eleição majoritária, mas segue sem decidir qual caminho tomar: se entra de cabeça na aventura e concorre ao governo, se tenta a reeleição ou se lança seu nome para a Câmara Federal.

A indefinição, apesar de favorecer e muito o parlamentar, por manter seu nome na boca e no coração do eleitor maranhense, prejudica os reais adversários de Flávio Dino.

Um deles é o representante da chamada terceira via nas eleições de 2018, o senador Roberto Rocha (PSDB).

Embora cacique da mais alta plumagem do tucanato nacional e tenha a garantia do presidenciável Geraldo Alckmin, dada em São Luís, inclusive, de que será o nome do partido na disputa pelos Leões, Rocha tem a pré-candidatura constantemente questionada por setores ligados a Flávio Dino, em razão de Braide, mesmo sem confirmar se vai concorrer ou não para governador, se deixar ser usado pelo deputado federal José Reinaldo Tavares (PSDB) para minar o ninho tucano, o que só favorece o comunista.

Segundo o levantamento n.º 06478/2018, do Exata Pesquisa de Opinião Pública/Jornal Pequeno, divulgado no último domingo 3, de 1.400 pessoas entrevistadas em 45 municípios do Maranhão, pelo menos 6% declararam ter a intenção de votar em Eduardo Braide, garantindo ao deputado a virtual terceira colocação na sondagem. E virtual por,  em razão da margem de erro ser de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiabilidade da pesquisa é de 95%, os pré-candidatos Roberto Rocha (PSDB) e Maura Jorge (PSL) podem estar, ambos, à frente de Braide.

Ainda segundo a mesma pesquisa, sem Braide na disputa pelos Leões, Dino aumenta a diferença em relação aos demais pré-candidatos, pulando de 57% para 59% de intenção de votos.

Como a presença do parlamentar do PMN é incerta, a presença fantasma dele na disputa acaba levando o eleitor a não observar as outras pré-candidaturas, que realmente postulam e trabalham publicamente por participação na eleição majoritária. Diante dessa indefinição de Braide, que parece aguardar um tipo de unção usurpadora que o ponha como nome único da terceira via, e da possibilidade de, ao final, chegado o período das convenções partidárias, ele escolher não concorrer ao governo estadual, o eleitor iludido na pré-campanha poderá fatalmente confirmar a tendência apontada pela Exata/JP.

Braide destoa da oposição e não assina pedidos de intervenção e de CPI
Política

Falta de entrosamento do deputado do PMN com colegas do Parlamento fortalece Flávio Dino

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN), que insinua para possível entrada na disputa pelo Palácio dos Leões em outubro próximo, tem mais favorecido o governador Flávio Dino (PCdoB), de quem já foi líder do maior bloco na Assembleia Legislativa, do que caminhado ombreado com a oposição contra a grave descoberta de uso da Polícia Militar do Maranhão para monitorar adversários do governo comunista.

Num atitude completamente estrambólica, Braide entrou em contato na semana passada com o jornalista Ribamar Corrêa para explicar que não assinou o pedido de intervenção federal na Segurança Pública do estado; e que não pôs sua assinatura no requerimento que propõe a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a ilegalidade.

Segundo o próprio parlamentar, sua entrada no caso foi isolada, no sentido de apenas propor que os oficiais da PM supostamente envolvimento com a espionagem sejam ouvidos pelo Palácio Manuel Beckman — requerimento, inclusive, já rejeitado pela maioria esmagadora da Casa.

Apesar de afirmar que o uso da PM para vigiar membros da oposição “é muito grave”, segundo Corrêa, o deputado do PMN avaliou que antes de qualquer ato contra o governo Dino, “é fundamental ouvir os oficiais, que podem dar todas as explicações sobre o assunto”.

Ou seja, destoando de todos os outros deputados estaduais e até federais que fazem oposição ao comunista, com a atitude, Eduardo Braide acabou deixando no ar que duvida da existência da suposta “ordem de espionagem”.

Dino, claro, curtiu.

Associação com Eduardo Braide pode complicar reeleição de Wellington
Política

Nas eleições de 2016, deputado do PMN desqualificou a atuação parlamentar do então progressista, que destacou investigações da PF contra o adversário relacionadas à Máfia de Anajatuba

O deputado estadual Wellington do Curso, que deixou o PP em razão dos ataques sofridos e da postura anticorrupção adotada contra o governo Flávio Dino, do PCdoB, aguarda até as últimas horas da janela partidária para decidir em qual legenda se filiar. Caso se confirme rumores de que ele se filiará ao PSC, o parlamentar pode ter a reeleição complicada, justamente pela mesma razão que teria se permanecesse na legenda progressista: perda de discurso.

Segundo declarações recentes da deputada federal Luana Alves, que disputará a reeleição para a Câmara pelo PSC, o partido caminha para fechar com o deputado Eduardo Braide, do PMN, na disputa pelo Palácio dos Leões.

Assim como faz Flávio Dino, que tenta desmantelar Wellington até por meio de insinuações relacionadas à facções criminosas, nas eleições municipais de 2016, durante um debate eleitoral, Braide foi o responsável por desconstruir a imagem que o eleitorado ludovicense nutria por Wellington, questionando a efetividade de suas ações no Palácio Manuel Beckman, além de sua independência parlamentar.

Também nas eleições de 2016, Wellington foi o primeiro candidato a levar para o pleito as suspeitas de corrupção que pesam contra Braide no caso relacionado à famigerada Máfia de Anajatuba, até mesmo citando as investigações da Polícia Federal sobre o caso — sendo, inclusive, acusado por Braide de haver financiado blogs para atacá-lo.

Logo, se não pode permanecer com Dino para não ter o discurso anticorrupção esvaziado durante a campanha eleitoral, e nem ser perfilado com sintomas de síndrome de Estocolmo, pelos mesmos motivos, Wellington também não deve apoiar Braide para o governo.

Não ser adversário de Eduardo Braide na Assembleia Legislativa é uma ação correta, já que espera-se dos integrantes do Poder Legislativo que trabalhem em conjunto para a aprovação de leis e na fiscalização da coisa pública. Contudo, se associar ao deputado do PMN na disputa pelos Leões seria o mesmo ou até pior do que permanecer com Flávio Dino. Seria suicídio político.

Sarney opera para Eduardo Braide disputar os Leões pelo PSD
Política

Articulação visa tornar o parlamentar linha auxiliar do clã na disputa pelo governo e provocar eventual segundo turno. Comando atual do partido no Maranhão é de Cláudio Trinchão

O ex-presidente da República, José Sarney (MDB), opera, há algumas semanas, para a entrada do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) no Partido Social Democrático.

Segundo apurou o ATUAL7, a estratégia visa dar o comando da legenda a Braide no estado, tornando o parlamentar uma espécie de via auxilar do clã na disputa pelo Palácio dos Leões, além de fortalecer eventual segundo turno contra o governador Flávio Dino (PCdoB), que vai tentar a reeleição.

De acordo com fonte próxima a Sarney, nesta terça-feira 3, houve uma nova reunião com o ministro de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab, para voltar a tratar do assunto e fechar a questão.

Atualmente, o PSD é comandado no Maranhão pelo assessor especial de Kassab no MCTIC, Cláudio Trinchão, pré-candidato a deputado federal pelo partido. Ele foi secretário de Estado da Fazenda durante a gestão de Roseana Sarney, filha e via principal de Sarney para a disputa pelos Leões em 2018.

O ATUAL7 entrou em contato com Trinchão, e questionou se, com a eventual entrada de Braide, ele permanecerá no partido, mesmo sob o comando do possível novo filiado. O espaço está aberto para manifestação.

Não há ainda informações se o deputado federal e pré-candidato ao Senado pelo PSDB, José Reinaldo Tavares, tenha alguma relação com essa articulação em prol do neo afilhado político.

Braide caminha para a vice de Roberto Rocha ou deputado federal
Política

Parlamentar garantiu o apoio de Jose Reinaldo Tavares e palanque para Geraldo Alckmin, mas permanece sem legendas para coligar com o nanico PMN

A confirmação de que o deputado federal José Reinaldo Tavares se filiará ao PSDB antecipa o sepultamento, sem perspectiva de ressurreição, da aventura do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) de buscar o comando do Palácio dos Leões.

O anúncio de filiação ao partido foi pelo próprio Tavares, na manhã deste sábado 31, por meio de nota oficial.

Embora Zé Reinaldo tenha articulado para o Maranhão uma saída parecida com a de São Paulo, onde Geraldo Alckmin terá dois palanques para presidente da República, até o período das convenções, o apoio do neo tucano e para o presidenciável não compensará a falta de alianças na majoritária entre grandes siglas e o nanico PMN. Para fugir de completa inanição, Braide terá de ir atrás de uma nova saída, própria, em busca de tempo de rádio e televisão, para a disputa de outubro próximo.

As únicas portas abertas, então, serão no próprio PSDB.

Contudo, estarão disponíveis apenas as vagas de vice de Roberto Rocha ou de deputado federal — reeleição para estadual está fora dos planos de Eduardo Braide —, já que as vagas ao Senado estarão fechadas com Zé Reinaldo e Alexandre Almeida.

Preferindo o parlamentar do PMN, numa aliança partidária com os tucanos, tentar a Câmara Federal — o que é mais provável que aconteça —, a vice de Roberto Rocha passará a ser uma forte liderança política de Imperatriz ou mesmo ainda de São Luís. Em ambas as possibilidades, a escolha passará por 2020, quando a eleição será para as prefeituras municipais das respectivas cidades.

MP abre 12 inquéritos para investigar elo entre Máfia de Anajatuba e Zito Rolim
Política

Investigações apontam que Orcrim atuou em pelo menos 70 municípios do Maranhão. Cabeça e laranja do esquema eram fantasmas no gabinete de Eduardo Braide

O Ministério Público do Maranhão instaurou pelo menos que 12 inquéritos civis públicos para apurar o possível assalto aos cofres públicos do município de Codó, pela célebre Máfia de Anajatuba, durante a gestão do ex-prefeito da cidade, Zito Rolim (PV). A informação do Blog do Acélio Trindade.

As investigações estão ao cuidado da promotora de Justiça Linda Luz Matos Carvalho, e foram iniciadas ao longo das últimas semanas.

Operada por meio das empresas de fachada Vieira e Bezerra Ltda – Epp (atual F. C. B. Produções e Eventos) e A4 Produções e Entretenimento Ltda, a organização criminosa teria recebido soma ainda não divulgada para realizar as festividades de Carnaval, São João e de aniversário de Codó, a partir de 2009.

Todos os inquéritos abertos pelo Parquet visam apurar diversos contratos entre a administração de Zito Rolim com duas empresas, por inexibilidade ou dispensa de licitação — mesma forma de atuação da Orcrim em Anajatuba, até ser desbaratada em operação conjunta do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e da Polícia Federal.

Fantasmas

Conforme revelado em série de reportagens do ATUAL7, tanto a Vieira e Bezerra quanto a A4 Produções e Entretenimento tinham como real proprietário o empresário Fabiano de Carvalho Bezerra, então funcionário-fantasma do gabinete do deputado estadual Eduardo Braide (PMN). O parlamentar, inclusive, é alvo de investigação sobre o emprego irregular a Fabiano e outros membros da quadrilha, e por suposta lavagem de dinheiro e apropriação indevida de recursos públicos, possivelmente oriundo do esquema, segundo a PF.

Braide nega as suspeitas, e conseguiu na Justiça a censura a algumas publicações a respeito das investigações.

O proprietário do Instituto de Pesquisas Escutec, Antonio José Fernando Júnior Batista Vieira, também é apontado como integrante da organização criminosa, tendo sido preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, por decisão da Justiça estadual. Ele teve ainda decretado a indisponibilidade de seus bens. A participação de Fernando Júnior no esquema, segundo as investigações, teria sido por meio da empresa A.J.F. Júnior Batista Vieira, a Altis Comunicação, de sua propriedade, que atua nos mesmos moldes das empresas de fachada de Fabiano Bezerra.

Todos, inclusive o instituto e as empresas, também são alvos da PF na mesma investigação sobre Braide.

Esquema operou em 70 cidades

Além de Anajatuba e Codó, outras 68 cidades maranhenses também teria sido operados pela Máfia de Anajatuba, de acordo com as investigações da Polícia Federal. Algumas outras delas, como Bom Jardim, Barra do Corda, CaxiasOlho d’Água das Cunhãs, Timbiras, Parnarama, Trizidela do Vale, Tuntum, Itapecuru-Mirim, Alcântara e Mirinzal já estão também sob investigação do MP maranhense.

Mais de R$ 60 milhões teriam sido subtraído dos cofres públicos em apenas 30 desses municípios. Diversos outros empresários, prefeitos, ex-prefeitos e até deputados federais também são suspeitos de operar por meio da quadrilha.