Eduardo Braide
Em crítica a Braide, Duarte Júnior coloca Dino e Murad no mesmo patamar
Política

Pré-candidato do Republicanos fez alusão à Sermão aos Peixes, que pilhou tanto o ex-secretário de Saúde quanto o governo comunista

O deputado estadual e pré-candidato do Republicanos à Prefeitura de São Luís, Duarte Júnior, colocou no mesmo patamar o governador Flávio Dino (PCdoB) e o ex-secretário estadual da Saúde, Ricardo Murad, ao comentar sobre casos de corrupção e as suspeitas que pesam contra o deputado federal e também postulante ao comando da capital, Eduardo Braide (Pode).

No Twitter, em alusão à operação Sermão aos Peixes, que pilhou tanto Murad quando o governo Dino, Duarte Júnior fez menção apenas ao fato de que o ex-titular da SES (Secretaria de Estado da Saúde) já foi alvo da Polícia Federal, para embasar uma comparação: enquanto ele é aliado o governador, Braide seria aliado de Ricardo Murad.

“Eduardo Braide tem a essência da política ruim. Critica minha aliança com
Flavio Dino, mas tenta esconder seu pacto com o Ricardo Murad, frequentador da superintendência da Polícia Federal. Histórias como as de Anajatuba e Icatu não vão se repetir em São Luís! Não vou permitir!”, publicou.

Anajatuba, no caso, diz respeito à investigação sigilosa que tramita na Justiça Federal contra o pré-candidato do Podemos e empresas envolvidas na chamada Máfia de Anajatuba, desde 2014, por suspeita de lavagem de dinheiro.

Já a citação ao município de Icatu tem relação com investigações da Polícia Federal no bojo da Operação Cobiça Fatal, em razão da gestão do prefeito Dunga (PMN), aliado de Eduardo Braide, ter sido citada pelos investigadores como uma das que contratou empresa de fachada para fornecimento de insumos de combate à Covid-19.

Fechado com Edilázio Júnior, Eduardo Braide diz que é independente
Política

Pré-candidato do Podemos diz ter liberdade para conversar com todas as forças políticas que queiram o bem de São Luís

Completamente diferente de 2016, quando evitou contato público com partidos e outros políticos sob o argumento de que não trocaria alianças eleitorais por cargos ou secretarias municipais, o deputado federal Eduardo Braide, pré-candidato do Podemos à Prefeitura de São Luís, diz agora ter independência suficiente para conversar com qualquer um, desde que se enquadre em pelo menos uma condição: querer o bem de São Luís.

A resposta foi dada ao repórter Thiago Bastos, de O Estado, em entrevista em que não foi questionado o que realmente significaria isso.

“A minha independência é a que me dá a liberdade de conversar com todas as forças políticas que queiram, assim como eu, o bem de São Luís”, disse, ao ser perguntado sobre a ligação eleitoral que oficializou com integrantes da família Sarney.

Embora não citado nominalmente na entrevista, um desses sarneystas é o colega de bancada na Câmara, Edilázio Júnior (PSD), que em abril do ano passado revelou o que pensa ser o bem de São Luís.

Durante encontro com moradores da Península da Ponta d’Areia, área mais nobre e cara da capital maranhense, ao se posicionar sobre a proposta de construção de um cais flutuante no local, Edilázio foi extremamente elitista e preconceituoso. Em tom alarmante, disse que, com a obra, passariam a circular na Península não apenas pessoas da elite econômica local, mas também da classe C.

“Na imagem [do projeto] é muito bacana, é muito bonito. Se fosse aquilo ali, ia ser muito bacana, que cada um podia ter a sua lancha, podia ter o seu barco, seria algo a mais para agregar à Península da Ponta d’Areia, mas que de fato, o que vai trazer e o público que vai vir pra cá é um público que não tem nada a ver com vocês, que não tem nada a ver com a gente e, sem desmerecer, que não entendam mal, mas o que vai vir pra cá é o público C”, declarou, criticando em seguida a circulação de moto-táxis, carrinhos lotação e vans na região.

Em fevereiro último, quando recebeu o apoio oficial de Edilázio Júnior e o seu PSD, o ATUAL7 questionou Eduardo Braide sobre a aliança e o aliado.

Ao primeiro questionamento, se houve o fechamento de acordos em troca da aliança eleitoral, o pré-candidato do Podemos saiu-se de populista, semelhante à declaração dada a O Estado: “Sim! O compromisso que cada cidadão ludovicense espera: uma São Luís melhor pra se viver”, disse, por meio de sua assessoria.

Ao segundo questionamento, porém, de como seria uma São Luís melhor para se viver diante da declaração elitista e preconceituosa do aliado eleitoral, silenciou.

Até quando permanecerá calado?

Eduardo Braide lidera intenções de voto, aponta pesquisa Prever
Política

Duarte Júnior, Wellington do Curso, Adriano Sarney e Bira do Pindaré aparecem tecnicamente empatados na segunda colocação

O deputado federal Eduardo Braide lidera as intenções de voto à Prefeitura de São Luís, segundo pesquisa do Instituto Prever divulgada neste sábado 4.

O pré-candidato do Podemos aparece isolado, com 43,1%, e poderia até vencer no 1º turno. Bem atrás, tecnicamente empatados, aparecem os deputados Duarte Júnior (Republicanos), com 8,8%; Wellington do Curso (PSDB), com 8,7%; Adriano Sarney (PV), com 7,2%; e Bira do Pindaré (PSB), com 5,9%.

É a primeira pesquisa de campanha eleitoral em São Luís realizada com entrevistas pessoais e domiciliares em meio à pandemia do novo coronavírus, o que coloca em dúvida a precisão dos dados coletados, já que o isolamento social impossibilita incluir todas as estratificações de eleitores.

Ainda segundo a sondagem, o deputado estadual Neto Evangelista (DEM), apesar de declaradamente apoiado pelo PDT, que atualmente comanda a capital, é o sexto colocado, com 5,3% das intenções de voto.

Em seguida aparecem: Carlos Madeira (SD), com 2,4%; Jeisael Marx (Rede), com 1,3%; Rubens Júnior (PCdoB), com 1,2%; e Yglésio Moysés (PROS), com 1%.

Detinha (PL), Silvio Antônio (PRTB), Saulo Arcangeli (PSTU) e Honorato Fernandes (PT) não chegaram a 1% das intenções de votos. E Franklin Douglas (PSOL) não pontuou.

Brancos e nulos somam 5,3%. Outros 8,6% não sabem ou não responderam.

Contratada pela Farol Comunicação e Marketing, o Instituto Prever ouviu 1.006 eleitores, entre os dias 29 de junho e 2 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e possui índice de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada sob o número MA-04571/2020.

Podemos, de Braide, quer exclusão de vídeos de Yglésio sobre suposta corrupção em Icatu
Política

Fiscalização in loco e documentos mostrados nas gravações apontam suposta ligação entre emendas do deputado federal, fraude em licitação e superfaturamento de uma ambulância

O Podemos, de Eduardo Braide, entrou com quatro representações na Justiça Eleitoral do Maranhão contra o deputado e pré-candidato a prefeito de São Luís, Yglésio Moysés (PROS), para que seja determinada a retirada de dois vídeos nas redes sociais em que o parlamentar estadual, com base em fiscalização in loco e documentos, expõe suposta corrupção com recursos destinados à saúde em Icatu.

Segundo o partido, em razão de Braide também postular o Executivo da capital, as gravações possuem grande potencial de ocasionar desequilíbrio ao pleito eleitoral, devido às citações do envolvimento dele no suposto esquema, por meio de emendas destinadas ao município.

Icatu tem como prefeito José Ribamar Moreira Gonçalves, o Dunga, aliado histórico de Braide. O gestor, inclusive, é filiado ao antigo partido do deputado federal, o PMN.

Em um dos vídeos em que o Podemos alega ter havido propaganda negativa antecipada a Eduardo Braide, Yglésio Moyses apresenta documentos que comprovariam que um procedimento licitatório realizado em Icatu, supostamente fraudulento, teve como origem dos recursos uma emenda do deputado federal.

No outro, em resposta ao próprio Braide, que divulgou gravação nas redes sociais em que rebate as suspeitas, Yglésio diz que houve superfaturamento de 40% na compra de uma ambulância com o dinheiro da emenda; e cobra posicionamento de Eduardo Braide sobre a falta de transparência destes recursos pela gestão Dunga.

Durante a sessão na Assembleia Legislativa desta quarta-feira 1ª, Yglésio Moyses falou sobre o caso. No discurso, disse que entrará com recurso a contra o que definiu como “tentativa de tolher o exercício da atividade parlamentar” dele, no caso, a de fiscalização do dinheiro público.

“Se eu não puder chegar em um município para fiscalizar os recursos do SUS de maneira adequada, eu nem devo estar neste Parlamento. E aí vem o deputado [Eduardo Braide], porque eu cheguei a Icatu!?! Entrarei ainda hoje com um Mandado de Segurança na Corte Eleitoral pedindo que seja respeitado o direito parlamentar de revelar as omissões e malversações que podem acontecer com o dinheiro público”, disparou.

Yglésio levanta suspeitas sobre emendas de Braide para Icatu
Política

Município é citado pela PF em investigação sobre desvio de dinheiro destinado para combate ao novo coronavírus. Prefeito e deputado federal negam corrupção

O deputado estadual Yglésio Moyses (Pros) tem levantado, desde o início desta semana, suspeitas sobre emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Eduardo Braide (Pode) para Icatu, município de 21,9 mil habitantes, localizado a 115 quilômetros de São Luís.

Segundo Yglésio, que é médico, em inspeção recentemente realizada no hospital municipal, constatou descaso com a unidade e verificou indícios de corrupção em um contrato de mais de R$ 2 milhões celebrado entre a prefeitura e a Precision Soluções Diagnósticos, que tem endereço cadastral na capital.

Apontada como empresa de fachada, na terça 9, a Precision foi alvo de mandado de busca e apreensão no bojo da Operação Cobiça Fatal, deflagrada pela Polícia Federal e CGU (Controladoria-Geral da União), contra suposto esquema de fraude em licitação custeada com dinheiro destinado para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

No inquérito relacionado às investigações, a PF registra que suspeita de fraude e irregularidade na contratação da empresa pelo município administrado pelo prefeito José Ribamar Moreira Gonçalves, o Dunga (PMN). Ele é aliado histórico de Braide.

“A gente liga o sinal vermelho da corrupção. Vamos encaminhar esses dados, essas imagens, para o Ministério Público [Federal], para que acompanhe as denúncias e, se tiver culpados, que sejam devidamente responsabilizados”, disparou Yglésio, em um vídeo publicado nas redes sociais em que aponta que os recursos para a contratação empresa alvo da PF seriam oriundos da emenda do deputado federal.

Pressionados pela repercussão negativa, ontem 10, Braide e Dunga rebateram as suspeitas levantadas por Yglésio. Ambos negam corrupção e uso das emendas no contrato com a suposta empresa de fachada.

Sem comprovar as declarações, em nota, a gestão municipal de Icatu garantiu que, do contrato com a Precision Soluções Diagnósticos, foram pagos apenas R$ 130 mil na compra de insumos que já teriam sido entregues pela empresa. Disse ainda, sem detalhar quando, que houve o distrato do contrato. Sobre a emenda de Braide, garantiu que o dinheiro foi destinado para a aquisição de uma caminhonete para a vigilância sanitária e de uma ambulância para atendimento da rede pública de saúde municipal. Ainda segundo a gestão Dunga, o dinheiro também serviu para a montagem de um laboratório, aquisição de equipamentos para centro cirúrgico, insumos e reforma de parte do hospital, cuja obra ainda estaria em andamento.

Já Braide repetiu a resposta da prefeitura administrada pelo aliado sobre o destino dado aos R$ 2 milhões de sua emenda parlamentar, e classificou como falsas as informações divulgadas por Yglésio Moyses.

“Parece que o consórcio do governo [de Flávio Dino] entrou em desespero, espalhando fake news por aí. Todos vocês sabem que, durante a pandemia, tenho destinado recursos a vários municípios, e um deles é Icatu”, afirmou.

O contrato e a real origem do dinheiro usado pela Prefeitura de Icatu seguem sob investigação da PF, que devem avançar com as gravações feitas por Yglésio Moyses durante a fiscalização no município.

Pré-candidatos à Prefeitura de São Luís comentam operação da PF contra a gestão Edivaldo Júnior
Política

Deflagrada pela PF e CGU, Operação Cobiça Fatal prendeu três e fez buscas na Semus por suposto desvio de R$ 2,3 milhões da verba para combate à Covid-19

Pré-candidatos aliados e de oposição ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) comentaram, em resposta à solicitação feita pelo ATUAL7, sobre a deflagração da Operação Cobiça Fatal pela Polícia Federal e CGU (Controladoria-Geral da União), nesta terça-feira 9. Três empresários foram presos temporariamente e houve busca e apreensão na sede e galpão da Semus (Secretaria Municipal de Saúde), por suposta fraude, superfaturamento e desvio de R$ 2,3 milhões da verba para combate à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Nem todos os postulantes ao Palácio de La Ravardière já retornaram a tentativa de contato.

Alguns aliados tentaram por dúvida à operação ou relativizaram o combate à corrupção, provavelmente para não atrapalhar futuras costuras partidárias no pleito deste ano, quando Edivaldo Júnior deixa a prefeitura. Outros, porém, foram favoráveis e até mais incisivos que pré-candidatos de oposição ao pedetista.

Até o momento, não se manifestaram a respeito os pré-candidatos Bira do Pindaré (PSDB), Detinha (PL), Neto Evangelista (DEM), Zé Inácio (PT) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB). Abaixo, por ordem alfabética, segue o posicionamento dos pré-candidatos que responderam a solicitação do ATUAL7:

Adriano Sarney

Lamentável que suspeitas de corrupção continuem acontecendo mesmo durante a maior crise de saúde, econômica e social que São Luis está passando. É preciso investigar para assim punir os possíveis responsáveis.

Carlos Madeira

Sem conhecer os fatos em sua plenitude, e assim apenas aqueles registrados pelos meios de comunicação no dia de hoje, minha posição é no sentido de serem feitas, respeitadas as garantias constitucionais da presunção de inocência, da ampla defesa e do contraditório, investigações amplas e eficientes, identificando-se os autores dos possíveis crimes.

Se os fatos se confirmarem, ou seja, se realmente o que a imprensa registra for verdadeiro, estaremos diante de um crime hediondo. Exige-se, neste momento, o cumprimento do princípio constitucional da publicidade; a Administração tem o dever de oferecer esclarecimentos sobre todos os fatos objeto da atuação da Justiça Federal, sob pena de as dúvidas serem interpretadas em favor da sociedade.

Cricielle Muniz

Acredito que o combate à corrupção não pode sair da pauta da esquerda, e que a investigação aconteça dentro dos parâmetros da lei.

O combate à corrupção sempre foi uma luta do PT, que deu autonomia às instituições e investigações, de acordo com o próprio ex-ministro Moro.

O que temos que ter cuidado é com a utilização da lei, e dos instrumentos coercitivos do Estado para fins políticos, isso na literatura jurídica contemporânea se chama "Lawfare", como ocorreu na Lava Jato, com conduções coercitivas filmadas ao vivo , depoimentos vazados para jornais etc. Atropelaram o processo penal transformando num circo midiático, com nulidades e abusos.

Já sabemos da polêmica envolvendo a troca de comando da Polícia Federal, sobre como de acordo com o ex-ministro Moro, o Presidente queria interferir na PF para proteger seus amigos e familiares.

Então, entendo que o processo de investigação seja cumprido dentro dos parâmetros legais, com direito ao contraditório e ampla defesa, produção de provas, para se ter um combate real a corrupção, sem fins políticos por trás.

Duarte Júnior

Mais do que nunca, precisamos da adequada e correta aplicação dos recursos públicos. Apoio todas as medidas de combate à corrupção em prol do cumprimento das leis em nosso país.

Espero que essa situação seja imediatamente esclarecida e os direitos sejam garantidos.

Eduardo Braide

É inacreditável! O que mais precisamos agora é a correta aplicação dos recursos da saúde. Que os fatos sejam devidamente apurados e os responsáveis punidos.

Franklin Douglas

Deve ser garantida a total transparência à investigação. Defendo que tudo seja apurado e, caso confirmadas as irregularidades, que sejam punidos os responsáveis. Espero que a CGU e a PF estejam agindo republicanamente e não por aparelhamento ideológico. A corrupção é nefasta. Desviar dinheiro público de recurso destinado a combater a pandemia é inaceitável!

Jeisael Marx

As suspeitas são graves. Meter a mão no dinheiro público merece punição dura em qualquer tempo; mas tirar proveito da pandemia para fazer isso, além de crime é canalhice no mais alto grau, completa falta de humanidade. Se isso aconteceu em São Luís, os responsáveis devem ir pra cadeia. E enquanto isso é investigado, é dever moral do secretário de Saúde do Município pedir afastamento. Se não pedir, é obrigação do prefeito afastá-lo. Se não afastá-lo, é covarde.

Saulo Arcângeli

Nós já havíamos colocado nas redes sociais a necessidade de uma atuação mais forte, pois, infelizmente, o dinheiro público, nestes momento de calamidades, que tem dispensa [de licitação, acaba tendo desvios. Então, é importante todo esse processo de investigação ainda estar em aberto. Não podemos dizer os reais culpados, tem umas pessoas presas da própria empresa, mas precisa também fazer uma investigação sobre toda a administração [de Edivaldo Júnior]. Tem de ir a fundo, inclusive de improbidade administrativa dos envolvidos.

Wellington do Curso

Externo aqui o meu respeito a essa operação deflagrada pela PF que busca apurar o esquema de fraude na compra de máscaras cirúrgicas na Semus, por parte da Prefeitura de São Luís. Como deputado estadual, sou o único parlamentar que tem feito inúmeras denúncias e representações, inclusive, na própria Polícia Federal.

Na Prefeitura de São Luís, a corrupção domina e não é de hoje. Tudo isso feito, inclusive, com o aval do governador Flávio Dino, que se diz aliado do atual prefeito. Espero que as investigações prossigam e que todos os envolvidos sejam punidos. É enojante ver que, em meio a tantas mortes, ainda há quem desvie os recursos que deveriam ser usados na saúde.

Enquanto faltam EPI’s para profissionais da saúde do SAMU e em hospitais, corruptos se apropriam dos recursos públicos. É por isso que aqui no Maranhão a nossa saúde segue, desde antes da pandemia, na UTI. Esperamos que um dia essa realidade mude. Os recursos existem; o que não há é caráter suficiente nos gestores atuais do nosso Maranhão.

Yglésio Moyses

Fiquei sabendo há pouco do ocorrido e não tive acesso aos autos processuais até o momento. Acredito que a Polícia Federal precisa apurar meticulosamente tudo que aconteceu. Numa democracia, vale, no primeiro momento, a presunção de inocência, princípio constitucional de não considerar quem quer que seja culpado até a conclusão do procedimento, portanto as denúncias precisam ser devidamente esclarecidas e eventuais culpados responsabilizados.

Braide pede ao Ministério da Saúde antecipação de vacina para crianças contra H1N1 no MA
Cotidiano

Dados apresentados por entidade de Pediatria apontam para um surto da doença no estado

O deputado federal Eduardo Braide (Podemos-MA) pediu formalmente ao Ministério da Saúde, nessa terça-feira 17, a antecipação da vacina para crianças contra Influenza (H1N1), conhecida como gripe suína, no Maranhão. Segundo o parlamentar, o pedido é baseado em dados apresentados pela Sociedade de Puericultura e Pediatria do Estado, que apontam para um surto da doença no Maranhão.

“Além das medidas já seguidas para o enfrentamento ao coronavírus em todo o país, o Maranhão precisa de uma atenção especial para o combate ao H1N1 no estado. Só este ano, 179 casos já foram notificados e óbitos confirmados. Por isso, protocolei essa solicitação para que as crianças maranhenses recebam a vacina contra o H1N1 no grupo prioritário de idosos e profissionais de saúde”, explicou Braide.

“Conforme os dados apresentados, os casos de Influenza representam mais da metade dos casos de síndrome respiratória aguda grave notificados este ano. Um total de 55,4% em crianças de 0 a 9 anos de idade. Com esses dados não restam dúvidas da urgência em colocar as crianças no grupo prioritário”, completou.

Pelo calendário estabelecido pelo Ministério da Saúde, a primeira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza começa no dia 23 de março e vai até o dia 22 de maio, em todo o Brasil. A imunização será feita em três etapas destinadas a grupos prioritários considerados mais vulneráveis aos vírus que causam a gripe (Influenza A-H1N1, Influenza A-H3N2 e Influenza B).

Idosos (60 anos ou mais) e trabalhadores em saúde são os primeiros grupos a serem vacinados, a partir do dia 23 de março. O segundo grupo, a partir de 16 de abril, é formado por professores de escolas públicas e privadas e profissionais das forças de segurança e salvamento. Já na terceira fase, que começa no dia 9 de maio, mesma data do Dia D de mobilização, estão crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e adultos de 55 a 59 anos de idade.

Por meio do pedido, Braide busca antecipar a vacinação de crianças no estado já no início da campanha.

“Pelo calendário, a vacinação das crianças está programada para o dia 9 de maio. Contudo, diante do quadro apresentado de surto, é preciso atenção máxima para o Maranhão. Vamos acompanhar de perto toda essa situação e cobrar agilidade dos entes responsáveis no enfrentamento desse surto, para que nossas crianças, idosos e suas famílias estejam protegidos”, garantiu o parlamentar.

Braide sobre aliança com Edilázio: “Uma São Luís melhor pra se viver”
Política

Pré-candidato a prefeito de São Luís não respondeu questionamentos do ATUAL7 sobre vaga de vice e eventual loteamento de secretarias municipais

O deputado federal e pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Podemos, Eduardo Braide, respondeu de forma populista a questionamentos feitos pelo ATUAL7 sobre a aliança fechada, nesta segunda-feira 17, com o colega de bancada e presidente do PSD no Maranhão, Edilázio Júnior.

Perguntado se, para ter o apoio de Edilázio e do PSD, foi oferecido algo em troca, como a vaga de vice na chapa majoritária ou alguma secretaria municipal, Braide saiu-se com a seguinte: “Sim. O compromisso que cada cidadão ludovicense espera: uma São Luís melhor pra se viver”, disse, por meio de sua assessoria.

Novamente perguntado se houve conversas sobre a vice e eventual loteamento de pastas na administração municipal; e qual seu posicionamento em relação às declarações preconceituosas e elitistas de Edilázio Júnior sobre a classe C circular na Península da Ponta d’Areia, o pré-candidato não retornou mais o contato.

Também questionado pelo ATUAL7, o presidente do PSD no Maranhão negou que tenha havido qualquer conversa sobre a vaga de vice-prefeito ou de secretarias na prefeitura, em troca da aliança. “Não”, disse Edilázio Júnior, completando, mas sem detalhar, que entre eles há “afinidade”.

Sobre as manifestações preconceituosas e elitistas, à época das declarações, Edilázio emitiu nota em que diz ter sido mal interpretado, e pediu desculpas a quem se sentiu ofendido.

Eduardo Braide fecha aliança com PSD de Edilázio Júnior em São Luís
Política

Novo aliado posicionou-se de forma extremamente elitista e preconceituosa no ano passado, durante encontro com moradores da Península da Ponta d’Areia

O deputado federal Eduardo Braide (Pode) divulgou, nesta segunda 17, nas redes sociais, que fechou aliança com o PSD para apoio à sua pré-candidatura a prefeito de São Luís.

“A nossa pré-candidatura está cada vez mais forte! Agora já somos três partidos: PODEMOS, PMN e PSD. Agradeço a confiança do deputado Edilázio Júnior e o apoio do vereador Cézar Bombeiro, que fortalecem o nosso projeto para São Luís. Bem-vindo, PSD! Vamos em frente!”, publicou, sem detalhar se foi acordado algo em troca do apoio, como a vaga de vice na chapa majoritária ou alguma secretaria municipal.

Apesar do super bônus do tempo de propaganda eleitoral e dos recursos públicos custeados pelos fundos partidário e eleitoral, a aliança com o PSD traz também um pesado ônus.

Em abril ano passado, durante encontro com moradores da Península da Ponta d’Areia, considerada a área mais nobre e cara da capital maranhense, o presidente da legenda no Maranhão, Edilázio Júnior, posicionou-se de forma extremamente elitista e preconceituosa. No local, o Governo do Maranhão pretende construir o Cais Flutuante São Luís-Alcântara, nas proximidades do Iate Clube.

Contrário a instalação do projeto no local, o novo aliado e apoiador da pré-candidatura de Eduardo Braide declarou em tom alarmante aos presentes que, se a obra for construída onde pretende o governo, passarão a circular na Península não apenas pessoas da elite econômica local, mas também da classe C.

“Na imagem [o projeto] é muito bacana, é muito bonito. Se fosse aquilo ali, ia ser muito bacana, que cada um podia ter a sua lancha, podia ter o seu barco, seria algo a mais para agregar à Península da Ponta d’Areia, mas que de fato, o que vai trazer e o público que vai vir pra cá é um público que não tem nada a ver com vocês, que não tem nada a ver com a gente e, sem desmerecer, que não entendam mal, mas o que vai vir pra cá é o público C”, declarou.

Em outros trechos do discurso, Edilázio também se posicionou contra a circulação de moto-táxis, carrinhos lotação e vans na região.

Como esse posicionamento preconceituoso e elitista de seu novo apoiador fornecem seu projeto para São Luís, e se foi oferecido algo em troca dessa aliança, são questões que Eduardo Braide precisa responder.

TSE mantém extinção de ação de Eduardo Braide contra Edivaldo Junior
Política

Derrotado em 2016, deputado tentava a cassação do prefeito sob acusação de abuso de poder econômico e político

O Pleno do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu, por unanimidade, nessa terça-feira 11, negar recurso interposto pelo deputado Eduardo Braide (Pode-MA) contra acórdão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Maranhão) que negou e extinguiu, com resolução de mérito, ação de investigação judicial eleitoral que pedia a cassação do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PDT), e de seu vice, Júlio Pinheiro (PCdoB).

Derrotado nas urnas pelo pedetista em 2016, Braide discordou do resultado sob alegação de que o prefeito teria cometido abuso de poder econômico e político.

Ação já havia sido julgada totalmente improcedente pela primeira e segunda instâncias da Justiça Eleitoral do Maranhão.

Aumento de pena para crime contra honra na internet tem apoio de 12 deputados do MA
Política

Medida que triplica a punição para injúria, calúnia e difamação cometidos nas redes foi inserida e aprovada pelo Congresso no pacote anticrime

Incluído pela Câmara dos Deputados no pacote anticrime de iniciativa do ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública), o artigo que triplica a pena para quem comete crimes contra a honra na internet teve o apoio de pelo menos 12 dos 18 parlamentares federais do Maranhão.

Votaram a favor do projeto de lei: Dr. Gonçalo (Avante), Juscelino Filho (DEM), Marreca Filho (Patriota), Márcio Jerry (PCdoB), Gil Cutrim (PDT), Gildenemyr (PL), Eduardo Braide (Podemos), André Fufuca (PP), Gastão Vieira (PROS), Bira do Pindaré (PSB), Edilázio Júnior (PSD) e Pedro Lucas Fernandes (PTB).

Destes, pelo menos Braide já é conhecido por uso de censura, por via judicial, contra blogueiros que divulgaram, com base em documentos oficiais, a instauração de investigações no âmbito do Ministério Público do Maranhão e da Polícia Federal sobre suposto envolvimento dele em casos de corrupção —ambos procedimentos gerados a partir de investigações relacionadas à chamada Máfia de Anajatuba.

O signatário deste texto, inclusive, é um dos alvos do parlamentar, tanto na esfera cível quanto na criminal.

Durante conversa com jornalistas ao deixar o Palácio do Planalto, neste domingo 15, o presidente Jair Bolsonaro disse que vetará o artigo que trata a respeito de crimes contra a honra.

“Vou vetar aquele artigo que fala em triplicar a pena para crimes na internet, de injúria, calúnia, difamação. Internet é território livre. Eu quero a liberdade de imprensa. Ninguém mais do que eu sou atacado na internet, não é por isso que vou querer achar que tem que criminalizar”, disse.

Aprovada pelo Congresso na semana passada, a medida acrescenta um parágrafo ao artigo 141 do Código Penal, dentro do capítulo de crimes contra a honra, como injúria, calúnia, exceção da verdade e difamação. Conforme o texto, se o crime for cometido ou divulgado pelas redes sociais, a pena será aplicada em triplo.

Pela legislação atual, o crime de calúnia (imputar falsamente a alguém fato definido como crime) é punido com detenção de seis meses a dois anos e multa. A difamação (imputar fato ofensivo à reputação) tem pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. A injúria (ofender a dignidade ou decoro) tem como punição detenção de um a seis meses, ou multa —se houver agravantes, como uso da violência ou envolver raça, religião ou etnia, a pena aumenta.

Caso Bolsonaro vete mesmo esse ponto, o Congresso ainda tem a palavra final. Ele pode derrubar o veto e restabelecer a medida por meio do voto da maioria dos 513 deputados e 81 senadores.

Braide forja protagonismo em ação que barrou projeto que desobriga cota para pessoa com deficiência
Política

Discurso de Mara Gabrilli, que é tetraplégica, e não articulação do deputado maranhense, sensibilizou Congresso contra a proposta. Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia asseguraram que medida não será aprovada

Pré-candidato a prefeito de São Luís, o deputado federal Eduardo Braide (Podemos-MA) passou da medida do populismo e forjou protagonismo na ação que sensibilizou o Congresso contra o projeto que desobriga cota para pessoa com deficiência.

Encaminhada à Câmara pelo presidente Jair Bolsonaro, a proposta foi retirada do regime de urgência nessa terça-feira 3, após um duro e emocionado discurso da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), que é tetraplégica e foi eleita no ano passado como a primeira representante do Brasil no Comitê da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre os CDPD (Direitos das Pessoas com Deficiência).

“Sinto muito, governo Bolsonaro, não tem primeira-dama que explique isso, nem na Língua Brasileira de Sinais. Retire esse projeto e vamos construir um projeto juntos!”, reclamou a senadora, que concluiu sua fala sob aplausos e angariou o apoio integral dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), à essa agenda. Veja o pronunciamento de Mara Gabrilli:

Apesar de não ser membro da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara, na tarde de ontem, Braide participou de audiência pública pública na Casa, realizada em alusão à passagem do Dia Internacional das Pessoas com deficiência, sempre celebrado no dia 3 de dezembro; e da reunião à noite com Rodrigo Maia e entidades que atuam na defesa da inclusão.

Contudo, diferentemente do fabricado por sua assessoria, o parlamentar maranhense teve papel no máximo secundário, não sendo responsável pela articulação que levou à retirada de pauta do projeto.

Primeiro, tanto Alcolumbre quanto Maia já haviam garantido que a proposta de Bolsonaro não vai passar no Congresso; segundo, antes mesmo da reunião entre Maia e representantes do CRPD (Comitê Brasileiro de Organizações Representativas das Pessoas com Deficiência), da qual Braide participou, Mara Gabrilli já havia conseguido articular, com o apoio da bancada do PSDB na Câmara, a retirada do regime de urgência da proposta.

A senadora, principal voz de defesa das pessoas com deficiência no Congresso, inclusive, esteve na audiência pública e da reunião com Maia e os representantes das entidades, com participação destacada.

O ATUAL7 tenta um posicionamento de Eduardo Braide sobre a fabricação do protagonismo.

A proposta do governo Jair Bolsonaro prevê, entre outras mudanças, que as empresas substituam a contratação desse público pelo pagamento de um valor correspondente a dois salários mínimos mensais. Os recursos iriam para uma conta da União e abasteceriam um programa de reabilitação física e profissional.

O projeto traz ainda outras mudanças em relação às cotas, como a contagem em dobro quando houver a contratação de um trabalhador com deficiência grave. Com essas alterações, o Ministério da Economia estima que 1,25 milhão de trabalhadores serão beneficiados.

Segundo a Lei 8213/1991, também conhecida como Lei de Cotas, que o governo Bolsonaro pretende mudar, empresas com 100 ou mais funcionários estão obrigadas a preencher um percentual de cota para pessoas com deficiência. Esse percentual varia de dois a cinco por cento, na seguinte proporção: até 200 funcionários (2%); de 201 a 500 (3%); de 501 a 1000 (4%); de 1001 em diante (5%).

Braide começa a usar eleição de 2020 como palanque para Palácio dos Leões em 2022
Política

Pré-candidato a prefeito de São Luís, deputado tem centrado críticas em Flávio Dino, e não apenas em Edivaldo Holanda Júnior. Ele foi o mais votado em São Luís para a Câmara em 2018

Mais do que uma possível derrota do PDT em São Luís, a eleição para a prefeitura da capital em 2020 poderá ser também o fim antecipado da hegemonia do PCdoB e do grupo liderado pelo governador Flávio Dino no Maranhão.

Pelas movimentações e discursos mais recentes, se não houver erros de marketing ou problemas com a Justiça, essa eventual derrocada caminha para ser determinada por Eduardo Braide, deputado federal mais votado em São Luís em 2018 e pré-candidato a prefeito da cidade pelo Podemos, partido ao qual ele passa a integrar a partir desta sexta-feira 29.

Em publicações nas redes sociais e em entrevistas à imprensa, o parlamentar começou a demonstrar que vai usar a eleição do próximo ano como palanque para o Palácio dos Leões em 2022. Nas últimas semanas, por exemplo, em vez de críticas apenas a gestão Edivaldo Holanda Júnior, passou também a mirar, principalmente, Flávio Dino, e o que chamou de “projeto de poder” do PCdoB e do PDT.

“O que existe é um projeto de poder. E o que a gente percebe é que tem um projeto de permanecer nesse poder, porque se tivesse um projeto de governo realmente os índices divulgados seriam positivos. Essa é uma parceria de televisão, só existe nas propaganda”, apontou mais cedo ao programa Nova Manhã, da Rádio Nova FM.

A estratégia parece ser a mesma adotada pelo próprio Dino, que primeiro concorreu para a prefeitura de São Luís como vitrine eleitoral para logo depois disputar e vencer para governador.

Contudo, diferentemente do comunista, diante do vácuo na sucessão de 2022 criado pela briga de bastidor entre o vice-governador Carlos Brandão (PRB) e o senador Weverton Rocha (PDT), somada à pré-candidatura precoce de Flávio Dino à Presidência da República, Eduardo Braide tem hoje maior chance de vitória já na primeira disputa pelo Palácio dos Leões, ganhando ou perdendo o pleito de 2020.

Em caso de vitória de Braide nas urnas ano que vem, quem indicar o nome para vice-prefeito —daí o porquê da vaga estar em negociação com o PSDB e o PL, de Roberto Rocha e Josimar Maranhãozinho, respectivamente—, poderá já contar com a única vaga ao Senado que o Maranhão terá direito em 2022.

Braide se filia ao Podemos nesta sexta para disputar prefeitura
Política

Parlamentar elegeu-se pelo PMN em 2018. Partido não atingiu a cláusula de barreira

O deputado federal Eduardo Braide confirmou nas redes sociais, para esta sexta-feita 29, sua filiação ao Podemos.

O ato ocorrerá em São Luis, onde o parlamentar pretende disputar a prefeitura em 2020.

Nas eleições de 2018, Braide elegeu-se pelo PMN, partido que não atingiu a cláusula de barreira. Em uma articulação envolvendo o deputado federal Aluísio Mendes (PSC), há alguns meses garantiu o controle do Podemos, para onde já havia mandado alguns de seus assessores e correligionários mais próximos.

No PMN, seu antigo partido, colocou no comando o seu irmão, Fernando Braide.

Câmara já gastou R$ 36,5 milhões com bilhetes aéreos; Braide é o campeão da bancada do MA
Política

Verba faz parte do cotão, um adendo aos vencimentos do deputado, destinado a reembolsos

A Câmara Federal gastou em bilhetes aéreos para os gabinetes do deputados exatos R$ 36.570.369,10 de fevereiro até o mês de novembro de 2019, primeiro ano da atual legislatura, que termina em fevereiro de 2023.

Os dados constam no Portal da Transparência da Casa, e foram levantados pelo ATUAL7 a partir da ferramenta que monitora os gastos dos deputados com a CEAP (Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar), também chamada de cotão —um adendo aos vencimentos do deputado, destinado a reembolsos.

Segundo os registros, o campeão da bancada federal maranhense no uso desse tipo de despesa é deputado Eduardo Braide (PMN-MA). Apenas no período entre fevereiro e agosto último, foram gastos pelo gabinete do parlamentar R$ 102.403,52. No total, foram 118 emissões de bilhetes aéreos.

Não há lançamento de gastos de setembro, outubro e novembro.

Pelas regras do cotão, os parlamentares têm três meses de prazo para prestar contas, o que significa que o dispêndio deste ano com esse tipo de despesas por Braide pode ter sido ainda maior.

Segundo nota emitida ao ATUAL7 pelo gabinete do deputado, “ao contrário do que sugere o blog, o deputado federal Eduardo Braide efetuou de forma antecipada a compra de todas as passagens aéreas para o segundo semestre de 2019, com tarifas mais baixas. Ressalta-se que todos os bilhetes emitidos, são exclusivamente referentes aos trechos São Luís - Brasília/Brasília - São Luís. Por fim, no panorama geral do Estado, o deputado Eduardo Braide é o 16° no total de gastos.”

Wellington ou Duarte disputará 2º turno contra Braide, diz Exata
Política

Levantamento foi realizado na semana passada

Pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Exata aponta que a eleição para a prefeitura de São Luís em 2020 será decidida somente no segundo turno.

De acordo com o levantamento, pela tendência apresentada pelo eleitorado ludovicense, disputará contra Eduardo Braide (PMN-MA), líder isolado com 40% das intenções de voto, Wellington do Curso (PSDB) ou Duarte Júnior (PCdoB), com 12% e 11%, respectivamente.

Como a margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, eles estão tecnicamente empatados na segunda colocação.

Os demais pré-candidatos são Neto Evangelista (DEM) e Bira do Pindaré, ambos com 6%; Osmar Filho (PDT) e Adriano Sarney (PV), com 3%, cada; Jeisael Marx, com 2%; e Yglésio Moyses (PDT) e Rubens Pereira Júnior, empatados com 1%. Allan Garcês (PSL), não pontuou.

Brancos ou nulos somam 10%; e 5% não sabe ou não respondeu.

A pesquisa Exata ouviu 1.016 eleitores, de 18 a 21 de novembro. O nível de confiança é de 95%.

Diaz também nega conversa com Braide sobre vice e diz que foi procurado por partidos
Política

Segundo o presidente da OAB-MA, diálogos com deputado sempre foram de cunho institucional. Possibilidade dele próprio disputar a prefeitura não está descartada

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Maranhão, Thiago Diaz, também negou que tenha conversado com o deputado federal Eduardo Braide (PMN) sobre a possibilidade de disputar a prefeitura de São Luís em 2020 como vice do parlamentar.

“Minhas conversas com Eduardo sempre foram de cunho institucional, com foco nas questões institucionais da OAB e nas questões envolvendo os interesses da advocacia”, disse ao ATUAL7.

Apesar de negar conversas políticas com o deputado federal, Diaz deixou claro estar aberta a possibilidade dele próprio entrar na disputa pelo Executivo municipal. Segundo informou, ao menos dois partidos o teriam procurado para concorrer ao pleito, tendo ambos recebido como resposta que, “neste momento”, ele pretende manter o foco apenas em questões relacionadas à Seccional maranhense.

“Fui sondado por alguns partidos para ser candidato a prefeito, mas meu pensamento nesse momento está com a OAB e os desafios da advocacia. Pra ser preciso, foram 2. Respondi a todos que nesse momento meu pensamento é na OAB”, disse, sempre deixando transparecer que a pretensão atual pode mudar futuramente.

Mais cedo, Eduardo Braide já havia desmentido a informação divulgada por blogs da capital, também garantindo que as conversas mantidas com o presidente da OAB-MA sempre foram de cunho institucional.

“Eu e o presidente da OAB-MA, Thiago Diaz, nunca tratamos sobre política. A nossas conversas sempre foram de cunho institucional, visando os anseios da classe de advogados, papel que exerço como coordenador da Frente Parlamentar da Advocacia no Maranhão”, disse.