Eduardo Braide
Embora aliado, Braide tenta desvincular sua imagem de Bolsonaro e Roberto Rocha
Política

Candidato lamentou e chamou de fake news peça publicitária em que ele aparece com o presidente e o senador, convidando para agenda presidencial no Maranhão

Apesar de fazer parte da base de deputados na Câmara considerada aliada de Jair Bolsonaro (sem partido) por haver apoiado pautas governistas em mais da metade das votações em que participou, o deputado Eduardo Braide, candidato do Podemos à prefeitura de São Luís, tenta desvincular sua imagem a do presidente da República.

Nesta terça-feira 27, em resposta a questionamento do radialista Jorge Aragão, o prefeiturável lamentou e chamou de fake news uma imagem em que ele aparece ao lado de Bolsonaro, convidando para agenda presidencial no Maranhão, prevista para o próximo dia 29, mas ainda não marcada oficialmente. A peça publicitária, segundo apontou, teria sido montada por oponentes.

“Eu ainda consigo me espantar com esse tipo de atitude. É lamentável que meus adversários prefiram o consórcio das fake news. (...) O candidato que se presta a espalhar fake news, faz um verdadeiro desserviço ao eleitor”, afirmou.

Na imagem, também aparece o senador Roberto Rocha, que arrancou Wellington do Curso da disputa pelo Palácio de La Ravardière para levar o PSDB para a chapa de Braide.

Espécie de cerimonialista da visita de Bolsonaro ao estado devido a aproximação que tem com o presidente, Rocha apoia a candidatura de Braide visando o Palácio dos Leões em 2022, numa aliança que, segundo a dupla maranhense revelou recentemente, foi costurada desde eleição passada.

Apesar das alianças públicas, o candidato do Podemos estranhamente rejeita qualquer vínculo de sua candidatura com os aliados.

Concurso da Caema, sob gestão de Braide, foi em cumprimento a decisão judicial
Política

Candidato à prefeitura de São Luís vem omitido informação desde 2016, quando disputou pela primeira vez o Palácio de La Ravardière

Apesar do candidato a prefeito de São Luís Eduardo Braide (Podemos) omitir, o concurso da Caema para mais de 1 mil vagas, durante a sua gestão, aberto em 2005 e realizado em 2006, foi em cumprimento a uma decisão judicial.

A informação foi checada pelo ATUAL7 com base em documentos oficiais da própria Caema, e publicada como descontextualizada no Sem Migué, plataforma de fact-checking que conta com a colaboração de checadores voluntários.

Segundo documentos anexados ao processo 866/2006, do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão, que trata sobre a legalidade da contração de empresa para a realização do certame, a determinação partiu da 3ª Vara do Trabalho de São Luís, no bojo da Ação Civil Pública nº 1412/2000, proposta pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) do Maranhão.

De acordo com a Justificativa Técnica apresentada pela própria Caema, em acordo firmado com o MPT, a companhia foi “obrigada a realizar o Concurso Público objetivando a contratação de 729 empregados para substituir a mão-de-obra terceirizada utilizada em sua atividade-fim, bem como resolveu pela contratação de mais 283 empregados em razão da necessidade de recompor o seu quadro de pessoal, perfazendo um total de 1.1012 vagas para os cargos de nível médio e superior (…), além da formação de cadastro de reserva”.

A informação descontextualizada sobre o concurso público, com omissão da decisão judicial que obrigou a Caema a realizar o certame, vem sendo divulgada pelo candidato Eduardo Braide desde o pleito de 2016, quando ele disputou pela primeira vez o Palácio de La Ravardière, sede oficial da Prefeitura de São Luís.

Nas eleições de 2020, durante debate do iMirante/O Estado, na última ter-feira 20, o candidato do Podemos voltou a omitir a informação sobre a decisão judicial. “Eu fiz um concurso público para mais de 1000 vagas”, disse.

No site do candidato do Podemos, na página referente à sua história pública, a informação publicada sobre a realização do concurso também está descontextualizada, com a omissão da decisão judicial.

Braide cai pela 1ª vez; eleição será decidida no 2º turno, mostra Datailha
Política

É a primeira queda do candidato do Podemos fora da margem de erro, desde o início da campanha

O candidato do Podemos à prefeitura de São Luís, Eduardo Braide, caiu mais de cinco pontos percentuais e agora tem 30% das intenções de votos, de acordo com pesquisa Datailha divulgada nesta quarta-feira 21.

A 25 dias do pleito, esta é a primeira queda do candidato fora da margem de erro, desde o início da campanha. Apesar da queda, ele mantém a liderança absoluta na disputa, com 39%. No levantamento anterior, divulgado do dia 6 deste mês, ele registrava 44,4%.

Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB) aparecem em triplo empato técnico.

Na pesquisa anterior, Duarte tinha 10,8% e agora 13,1%; Neto 8,5% e cresceu para 12%. Já Rubens Júnior, apesar da insistência em divulgar que possui o apoio do ex-presidente Lula (PT), apenas oscilou positivamente em 1,9%, indo de 7,1% para 9% de intenções de voto.

Em seguida, aparecem Jeisael Marx (Rede, 2,8%), Bira do Pindaré (PSB, 2,5%), Yglésio Moysés (PROS, 2,2%), Sílvio Antônio (PRTB, 0,6%), Franklin Douglas (PSOL, 0,5%) e Hertz Dias (PSTU, 0,2%).

Brancos e nulos somam 6,8% e não sabem/não responderam 11,4%.

Registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-04987/2020, a pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 15 de outubro e ouviu 1.080 eleitores em mais de 40 bairros da capital. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Votos válidos

Na simulação apenas com os votos válidos —quando são excluídos os votos brancos, nulos e os eleitores que se declaram indecisos, método usado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial das eleições—, Braide aparece com 47,6%, indicando que a eleição caminha para ser decidida no segundo turno.

Flávio Dino cria factoide e polariza eleição em São Luís com Eduardo Braide
Política

Estratégia busca favorecer candidatos anilhados ao Palácio dos Leões, mas pode aumentar a preferência do eleitorado da capital pelo candidato do Podemos

Faltando menos de um mês para as eleições municipais de 2020, o governador Flávio Dino (PCdoB) atropelou a própria promessa de se manter neutro na disputa pela prefeitura de São Luís e entrou na campanha eleitoral de maneira peculiar: criando um factoide.

Para justificar uma polarização com o candidato do Podemos, Eduardo Braide, líder em todas as pesquisas de intenção de votos e com possibilidade de vitória no primeiro turno, o comunista divulgou como sendo atual uma publicação antiga do prefeiturável, em que aponta para o fracasso da parceria firmada entre as gestões de Dino e do prefeito da capital, Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

“São Luís está abandonada... Essa é a frase que mais escuto na cidade. Buraco pra todo lado, falta o básico pra atender as pessoas nas unidades de Saúde, alunos sem aulas até hoje, professores desvalorizados... O governador elegeu o prefeito com a desculpa de continuar uma parceria por São Luís. Que parceria é essa, com a cidade completamente abandonada? São Luís foi enganada!”, publicou Braide no Facebook, em maio do ano passado.

Não satisfeito com o primeiro factoide, Dino emendou outro: gravou um vídeo no Palácio dos Leões, em que usou dados sobre obras e serviços de competência do Executivo estadual, que não foram feitos em parceria com a prefeitura, para contrapor as declarações de Braide feitas há mais de um ano e meio. Embora a pandemia ainda não existisse na época, até sobre o combate ao coronavírus Flávio Dino alegou.

“Amigas e amigos de São Luís. Infelizmente, eu recebi neste final de semana, por WhatsApp, uma postagem agressiva do candidato Braide contra mim. Dizendo que eu não fiz parceria com a cidade de São Luís, e que eu enganei a população. Esse ataque não é justo nem corresponde à verdade. Vocês sabes que eu sempre ajudei no que eu posso: no combate ao coronavírus; no hospital Aldenora Bello; na Policlínica do Cohatrac; com a construção de espaços como o Parque do Rangedor e a Praça da Cidade Operária”, leu o governador.

Mesmo tendo dez partidos aliados de Jair Bolsonaro —Progressistas (antigo PP), DEM, Republicanos (antigo PRB), Solidariedade, DC (antigo PSDC), PL (antigo PR), PROS, Patriota, Avante e PTB— encastelados ou no entorno do Palácio dos Leões e em sua base anilhada na Assembleia Legislativa, Dino citou apenas o Podemos, de Braide, como partido bolsonarista. No descontexto, o governador ainda insinuou possível boicote à capital em eventual gestão de Braide no Palácio de La Ravardière.

“Braide está junto ao que tem de pior na política brasileira. Acho que Braide, em vez de me agredir, deveria mostrar, com sinceridade, os seus parceiros, e explicar suas ações e omissões. Da minha parte, asseguro que vou seguir respeitando a população, e fazendo parcerias certas e honestas em favor de São Luís e das demais cidades do Maranhão”, concluiu a leitura.

Apesar do factoide do governador, Eduardo Braide deu uma resposta amedrontada e tratou o caso como fake news.

Com a polarização, o Palácio dos Leões espera que a população que ainda não decidiu em que votar escolha um dos candidatos próximos de Flávio Dino. Contudo, o efeito pode ser contrário, e Braide ganhar ainda mais musculatura e a preferência do eleitorado ludovicense diante do desespero do governador.

Campanha de Braide é custeada 100% pelo fundão, que ele criticou aumento
Política

Candidato do Podemos já recebeu R$ 580 mil do fundo especial eleitoral

Contrário, na Câmara dos Deputados, ao aumento do fundo especial eleitoral para financiamento de campanha, o candidato do Podemos à prefeitura, Eduardo Braide, vem atropelando o próprio discurso com a prática.

Segundo dados do DivulgaCand, sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de divulgação de candidaturas e contas eleitorais, Braide vem custeando a campanha ao Palácio de La Ravardière, integralmente, com o dinheiro público do fundão.

Até o dia 15, atualização mais recente do balanço de receitas e despesas, o candidato do Podemos já arrecadou R$ 580 mil, tudo transferido pelo partido e oriundo do fundo especial.

Do montante, até o momento, registrou apenas três gastos, em pouco mais de R$ 45 mil, com serviços de publicidade por adesivos; produção de programas de rádio, televisão ou vídeo; e água.

Por sobrevivência, clã Sarney se divide entre Braide e Neto em São Luís
Política

Candidatos do Podemos e do DEM ao Palácio de La Ravardière contam com apoio de Fernando e Roseana Sarney, respectivamente. PV e MDB, partidos da família, estão incluídos na estratégia

Com a maioria dos membros históricos cooptados pelo governador Flávio Dino (PCdoB) desde as eleições de 2014, o que restou do clã Sarney no Maranhão busca sobrevivência empresarial e política, incluindo volta à vida pública em 2022, por meio do pleito municipal deste ano.

Para isso, se dividiu na capital entre dois candidatos ao Palácio de La Ravardière: Eduardo Braide (Podemos) e Neto Evangelista (DEM).

O primeiro, Braide, tem o apoio de Fernando Sarney, que comanda o Sistema Mirante, conglomerado de comunicação da família, além do apoio direto do PV, de Adriano e Zequinha Sarney. O segundo, Neto, é apoiado por Roseana Sarney, também dona da Mirante, e pelo MDB, do próprio ex-senador José Sarney e da ex-governadora.

Longe de ser um racha, a divisão é estratégica.

Braide abre mão de compromisso e recebe fundão público para campanha eleitoral
Política

Como deputado, ele votou contra e criticou o aumento da verba para financiamento de campanha. Como candidato, já recebeu R$ 80 mil

O discurso e a prática separam o deputado federal Eduardo do candidato a prefeito de São Luís Braide. No ano passado, durante a tramitação no Congresso sobre o fundo especial de financiamento de campanha, o parlamentar prefeiturável votou contra o aumento do fundão eleitoral para R$ 2 bilhões nas eleições municipais de 2020.

E fez mais: usou e abusou das redes sociais para criticar o aumento, e defendeu que a prioridade do dinheiro público deve levar em conta interesses da população, não dos políticos. “Votei CONTRA o aumento do fundo eleitoral. A Saúde, Educação e Segurança Pública é que devem ser prioridade. O meu compromisso é com você!”, se comprometeu no Twitter, em dezembro do ano passado.

Com a chegada da eleição, porém, o candidato Braide abriu mão do compromisso feito como parlamentar e já recebeu R$ 80 mil do fundão para a campanha ao Palácio de La Ravardière.

Segundo dados do sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o DivulgaCand, atualizados até o último dia 5, mais de R$ 20 mil já foram gastos com água e produção de programas de rádio, televisão ou vídeo.

Procurado pelo ATUAL7, via e-mail encaminhado à sua assessoria na manhã desta quarta 14, para se posicionar sobre a contradição entre seu discurso de deputado e a prática de candidato, Eduardo Braide ainda não retornou o contato.

Escutec indica possibilidade de vitória de Braide no 1º turno
Política

Candidato do Podemos aparece com 51% dos votos válidos, mas é o segundo mais rejeitado pelo eleitorado de São Luís

Pesquisa Escutec, divulgada nesta quinta-feira 8, indica que o deputado federal Eduardo Braide pode vencer a disputa pela prefeitura de São Luís já no primeiro turno.

Segundo o levantamento, o candidato do Podemos aparece com apertados 51% dos votos válidos. Considerando os votos totais, Braide registrou 42% das intenções de voto.

Na sequência, aparecem Duarte Júnior (Republicanos, 15%) e Neto Evangelista (DEM, 11%). Bira do Pindaré (PSB) e Rubens Pereira Júnior estão com 4%, cada. Também registraram empate Jeisael Marx (Rede), Carlos Madeira (SD) e Yglésio Moyses (PROS), com 2%, cada um.

Os demais candidatos, somados, chegam a 1%. Nenhum deles marcou 11%, e não sabem ou não responderam 6%.

Rejeição

A despeito da possibilidade de vitória no primeiro turno, Eduardo Braide é o segundo mais rejeitado pelo eleitorado ludovicense, segundo a Escutec. De acordo com a pesquisa, 13% dos eleitores ouvidos pelo instituto não votaria no candidato do Podemos. Apenas Bira é mais rejeitado, com 23%.

Os demais rejeitados são Neto Evangelista (9%), Duarte Júnior e Jeisael Marx (7%, cada), Yglésio Moyses e Rubens Júnior (6%, cada), Madeira (4%), Silvio Antônio (3%), Hertz Dias (2%) e Franklin Douglas (1%).

Uma parcela de 7% do eleitorado respondeu que não votaria para prefeito em nenhum deles, e 12% não soube ou não respondeu.

A Escutec ouviu 1 mil pessoas, entre os dias 2 e 6 de outubro de 2020 A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 90%. A pesquisa está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o número MA-03412/2020.

Com renúncias de Madeira e Adriano, Solidariedade vai com Rubens e PV com Braide
Política

O primeiro retirou a candidatura por motivos de saúde; o segundo para evitar vexame nas urnas

Com as renúncias de candidatura por Carlos Madeira e Adriano Sarney —o primeiro por motivos de saúde e o segundo para evitar vexame nas urnas—, seus respectivos partidos, Solidariedade e PV, já decidiram que caminho tomar nas eleições municipais de 2020.

Já anunciado publicamente, o Solidariedade vai apoiar o candidato da coligação “Do Lado do Povo”, Rubens Pereira Júnior (PCdoB). O PV, por sua vez, embora ainda sem anúncio oficial, decidiu ir com Eduardo Braide (Podemos), da coligação “Pra Frente São Luís”.

Pressionado por uma das alas do partido, Madeira também declarou apoio a Rubens Júnior. Já Adriano, pelo menos até o momento, não pretende declarar apoio público a algum dos candidatos à prefeitura de São Luís.

Para manter compromisso, Braide terá de fazer campanha sem fundo eleitoral
Política

Candidato foi o único deputado da bancada federal do Maranhão a votar contra o aumento do fundo

Único deputado da bancada federal do Maranhão a votar contra e a usar as redes sociais para criticar o aumento do fundo eleitoral, para não contradizer o próprio discurso e manter o compromisso, o candidato do Podemos à prefeitura de São Luís, Eduardo Braide, terá de tocar a campanha com recursos próprios e doações privadas por pessoas físicas.

De fonte pública, a verba é destinada ao financiamento direto de campanha eleitorais, e custará R$ 2 bilhões aos cofres públicos nas eleições de 2020.

“Votei CONTRA o aumento do fundo eleitoral. A Saúde, Educação e Segurança Pública é que devem ser prioridade. O meu compromisso é com você!”, prometeu Braide no Twitter, em dezembro do ano passado, após a aprovação do fundão pelo Congresso.

Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), apenas o Podemos, partido de Eduardo Braide, terá direito a R$ 78 milhões para as campanhas dos candidatos da legenda. Já a verba dos demais partidos que fazem parte da coligação do prefeiturável da capital do Maranhão (PSD, PSDB, PTC e PMN), somada, chega a R$ 284,4 milhões.

O dinheiro é distribuído aos candidatos pelas cúpulas das legendas, que decide quem vai receber a verba pública e em que montante, sendo obrigatório o repasse de ao menos 30% para candidatas mulheres, e divisão proporcional a candidatos negros.

Até às 13h30min desta quarta-feira 7, segundo consulta feita pelo ATUAL7 no site do DivulgaCand, do TSE, não há registro nem de receita nem de despesas pela candidatura de Eduardo Braide. Contudo, desde a madrugada do último dia 27, quando a campanha e propaganda eleitoral foram oficialmente liberadas, ele vem realizando diversos gastos com a campanha para a prefeitura, que tem à frente do marketing a publicitária ex-mensaleira Zilmar Fernandes.

Pela legislação eleitoral, a partir da execução da receita e despesa já é obrigatório a divulgação. A primeira parcial da prestação de contas tem prazo de 21 a 25 de outubro para acontecer. Até lá, o eleitor confirmará se Eduardo Braide realmente assumiu um compromisso com a população ou se era apenas jogada eleitoral.

Com 54,8% dos votos válidos, Braide vence no 1º turno, aponta Datailha
Política

Contabilidade é usada pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial do pleito

O deputado federal Eduardo Braide (Podemos) tem 54,8% dos votos válidos para a prefeitura de São Luís e seria eleito no primeiro turno, se as eleições municipais de 2020 fossem hoje, segundo pesquisa do Datailha divulgada pela Band Maranhão, nesta terça-feira 6.

Essa contabilidade, que exclui brancos e nulos, é a usada pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial do pleito.

A pesquisa entrevistou pessoalmente e em domicílio 1.080 pessoas, em 43 bairros da zona urbana e rural de São Luís, entre os dias 1º e 3 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob número MA-09163/2020.

Levantamentos dos institutos Ibope, Econométrica e Prever também apontam a vitória de Braide no primeiro turno.

Prever aponta vitória de Eduardo Braide no 1º turno
Política

O candidato do Podemos tem 55,4% dos votos válidos

Se as eleições municipais de 2020 fossem hoje, Eduardo Braide (Podemos) seria eleito prefeito de São Luís, em primeiro turno, com 55,4% dos votos válidos, segundo pesquisa Prever.

Divulgado pelo blog do Diego Emir, nesse domingo 4, o levantamento aponta, em votos válidos, que Duarte Júnior (Republicanos) tem a preferência de 16,9% do eleitorado ludovicense consultado. Na sequência, ainda em votos válidos, Neto Evangelista (DEM, 11,9%), Bira do Pindaré (PSB, 6,0%), Rubens Pereira Júnior (PCdoB, 3,3%), Jeisael Marx (Rede, 2,2%) e Carlos Madeira (SD, 2,1%).

Silvio Antônio (PRTB), Yglésio Moyses (PROS), Franklin Douglas (PSOL) e Hertz Dias (PSTU) têm menos de 1%, cada.

A contagem exclui os brancos, nulos e indecisos, como a Justiça Eleitoral faz no dia da eleição.

Contratada pela pela Farol Comunicação e Marketing, a pesquisa Prever ouviu 1.011 eleitores entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento tem o registro MA-02136/2020 no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e índice de confiança de 95%.

Braide lidera disputa pela prefeitura de São Luís, mas é o 3º candidato mais rejeitado
Política

Levantamento do Econométrica foi contratado pela TV Guará, e divulgado nesta quarta-feira 30

O deputado federal Eduardo Braide (Podemos) lidera em intenções de voto a corrida pela prefeitura de São Luís, mas é também o terceiro candidato com a maior rejeição, segundo levantamento do Econométrica, divulgado pela TV Guará nesta quarta-feira 30.

Braide tem a preferência de 47,3% dos eleitores ouvidos pela pesquisa estimulada, e pode levar a disputa no primeiro turno.

A despeito disso, é o terceiro em rejeição.

De acordo com a Econométrica, 19,1% do eleitorado ludovicense não votaria em Braide de jeito nenhum. Ele só perde em rejeição para Adriano Sarney (PV, 33,2%) e Bira do Pindaré (PSB, 27,5%).

Adriano, porém, do mesmo campo oposicionista de Eduardo Braide, retirou a candidatura no domingo 27, quando a pesquisa eleitoral já havia sido realizada.

O Econométrica ouviu 1 mil pessoas, em 44 bairros de São Luís, entre os dias 20 e 22 de setembro de 2020. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número MA-06272/2020.

Adriano abdica de candidatura; desistência favorece Braide
Política

Decisão repentina foi tomada neste domingo 27, data em que inicia oficialmente a campanha eleitoral de 2020

Em estranha e ainda mal explicada decisão repentina, o deputado estadual Adriano Sarney (PV) desistiu da candidatura a prefeito de São Luís, neste domingo 27, data em que começa oficialmente a campanha eleitoral de 2020. Sequer houve anúncio público. Apenas uma nota foi distribuída a alguns jornalistas e blogueiros selecionados.

Segundo alega, a saída tem relação com a não inclusão de seu nome nos debates da TV Difusora, por falta de representatividade mínima de 5 parlamentares do PV no Congresso Nacional, e com a decisão da Rede Globo, de que somente os quatro melhores colocados na pesquisa Ibope mais próxima da votação participarão do debate da emissora, se houver, por causa da pandemia do novo coronavírus. As desculpas, porém, já eram fatos conhecidos antes dele oficializar o nome no pleito.

“Não vou apoiar nenhum candidato a prefeito de São Luís, voto na legenda 43. Vou lutar agora para eleger os vereadores do PV. Repito: Não vou apoiar NENHUM dos 11 candidatos a prefeito de São Luís!”, declarou, nos únicos comentários no Twitter a respeito do assunto.

Com a saída de Adriano, o principal beneficiado na corrida pelo Palácio de La Ravardière é o deputado federal Eduardo Braide, candidato do Podemos, que já vem liderando todas as pesquisas de intenção de voto na capital.

A redução do número de concorrentes favorece eventual vitória de Braide, que também não figura entre os candidatos do grupo de Flávio Dino (PCdoB) e do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), logo no primeiro turno.

Edilázio tem diagnóstico de Covid-19 após aglomeração em convenção de Braide
Política

Diversos candidatos a prefeito da capital e do interior do Maranhão têm ignorado a pandemia e colocado a saúde da população em risco

O deputado federal Edilázio Júnior (PSD) foi diagnosticado com Covid-19, segundo divulgado por ele próprio no Twitter, nessa segunda-feira 21. Sem sintomas severos, ele se recupera em isolamento domiciliar.

A confirmação de infecção ocorre uma semana após Edilázio haver se aglomerado na convenção que oficializou a candidatura do deputado federal Eduardo Braide (PODE) a prefeito de São Luís.

É primeiro caso de Covid-19 de participantes da convenção partidária, desde a aglomeração. Braide, que discursou no evento sem máscara, ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto.

Em São Luís, mais de 20 mil pessoas foram infectados pelo novo coronavírus e mais de 1,2 mil morreram em decorrência da doença. A letalidade na capital é 6.08%, considerada alta.

Na segunda 14, o ATUAL7 mostrou que, embora a pandemia do novo coronavírus não tenha terminado nem exista vacina para a Covid-19, diversos candidatos a prefeito da capital e do interior do Maranhão tem ignorado os riscos de contaminação e disseminação do novo coronavírus.

O próprio secretário estadual da Saúde, Carlos Lula, que é ainda presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde), também violou normas da OMS (Organização Mundial da Saúde) e da própria pasta e se aglomerou, cumprimentou e dançou com dezenas de políticos, sem máscara, durante a convenção do candidato do PT à reeleição em Coroatá, Luís Amovelar Filho.

Apesar dos comentários virulentos nas redes sociais contra adversários que descumprem as medidas sanitárias e de segurança contra a Covid-19, principalmente contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o governador Flávio Dino (PCdoB) participou do evento petista, por videochamada, e não reclamou da aglomeração. Ao contrário, acenou para a multidão, disse que a convenção estava “linda” e, apesar do risco de nova aglomeração em meio à pandemia, prometeu ir ao município fazer “uma bela caminhada” com o aliado.

Com Wellington e Detinha fora, Braide é eleito no 1º turno, aponta Ibope
Política

Candidato do Podemos não cresceu, mas oscilou positivamente no limite da margem de erro em um mês

Com os deputados estaduais Wellington do Curso (PSDB) e Detinha (PL) oficialmente fora da disputa, se o pleito fosse hoje, o deputado federal Eduardo Braide (PODE) venceria a eleição para a prefeitura de São Luís no primeiro turno, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira 21, pela TV Mirante.

Levantamento realizado entre os dias 12 e 14 de setembro mostra que Braide não cresceu, mas oscilou positivamente no limite da margem de erro, mantendo larga vantagem sobre os adversários. Ele tem agora 43% da preferência do eleitorado, 4% acima dos 39% registrados na sondagem anterior, em agosto.

Se considerados apenas os votos válidos, Braide teria 51,19%.

O Ibope ouviu 602 eleitores de São Luís. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número MA-01425/2020.

Wellington não está mais na disputa após o PSDB decidir rejeitar sua pré-candidatura e seguir com Braide, em aliança que caminha para ser repetida em 2022, na disputa pela Palácio dos Leões. Já Detinha retirou a pré-candidatura para apoiar Duarte Júnior (Republicanos), em troca do comando de pastas municipais em eventual vitória nas urnas e da vice na chapa para Fabiana Vilar Rodrigues (PL), sobrinha de seu marido, deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA).

Sem máscara, Braide repete adversários, ignora Covid-19 e causa aglomeração
Política

Evento que confirmou a candidatura do deputado a prefeito de São Luís lotou salão do Rio Poty Hotel

Apesar de constantemente rememorar a destinação de emendas parlamentares para a saúde pública, o deputado federal Eduardo Braide repetiu alguns de seus adversários nas eleições municipais de 2020 e cometeu crime contra a mesma saúde pública que diz defender.

Como já haviam feito Neto Evangelista (DEM), Duarte Júnior (Republicanos) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB), deliberadamente, Braide também ignorou a pandemia do novo coronavírus e, sem máscara, aglomerou centenas de pessoas na realização da convenção partidária que confirmou sua candidatura à prefeitura de São Luís, nessa segunda-feira 14.

Fotos divulgadas pela assessoria do candidato mostram que tanto o palco quanto a parte inferior do salão do Rio Poty Hotel, na Ponta d'Areia, estiveram lotados e com grande aglomeração de políticos, militantes e eleitores desinformados sobre o risco de contaminação e morte pela Covid-19.

Balanço da SES (Secretaria de Estado da Saúde), atualizado ontem, registra que 19.689 pessoas já foram diagnosticadas com Covid-19 na capital, e 1.222 morreram em decorrência da doença. A letalidade (taxa de casos totais que evoluíram para óbito) em São Luís é de 6.21%, considerada muito alta devido a grande capacidade de transmissão do patógeno.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), as aglomerações são o maior problema para espalhamento do novo coronavírus.