Eduardo Braide
Pai de Braide é condenado a pagar R$ 273 mil por doação eleitoral ilegal
Política

Transferências foram feitas para a campanha do próprio parlamentar do PMN, na disputa pela prefeitura de São Luís, nas eleições de 2016

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Carlos Salim Braide, foi condenado em primeira instância ao pagamento de multa no valor de R$ 273.014,23 (duzentos e setenta e três mil, quatorze reais e vinte e três centavos), por haver efetuado doação eleitoral acima do limite à campanha do próprio filho, o deputado estadual Eduardo Braide (PMN), nas eleições de 2016, quando o parlamentar foi derrotado na disputa pela prefeitura da capital pelo pedetista Edivaldo Holanda Júnior.

A decisão foi proferida pelo juiz eleitoral Gilberto de Moura Lima, respondendo pela 3ª Zona, no dia 2 de maio deste ano. O ATUAL7 teve acesso ao processo, que corre sob sigilo, por conta de informações e documentos fiscais de Carlos Braide, solicitadas à Justiça pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

De acordo com os autos, o ex-presidente da AL-MA realizou doações financeiras, por meio de oito transferências eletrônicas, que totalizaram R$ 60 mil, em favor de Eduardo Braide, então candidato a prefeito de São Luis, quando poderia ter efetuado apenas R$ 5.397,72 (cinco mil trezentos e noventa e sete reais e setenta e dois centavos), ultrapassando o limite legal para doações eleitorais, excetuadas aquelas estimáveis em dinheiro, conforme previsto no artigo 23 da Lei n.º 9.504/97, que em seu § 1º limita o montante do donativo a 10% dos rendimentos brutos auferidos no ano anterior à eleição.

Ao ser citado a apresentar defesa, o pai de Braide manifestou-se, dentre outras coisas, pela improcedência e extinção da Representação, sem resolução do mérito, alegando falta de documentação comprobatória e aduzindo que os valores doados se encontravam dentro dos limites legais estipulados na legislação eleitoral, uma vez que ele havia apresentado declaração anual de rendimentos para o exercício 2016, ano-calendário 2015, retificadora.

Todas as alegações, porém, foram rejeitadas pelo juiz eleitoral Gilberto de Moura Lima.

Além da multa, Carlos Braide foi condenado ainda a inelegibilidade, pelo prazo de oito anos, após o trânsito em julgado.

Indefinição de Eduardo Braide favorece reeleição de Flávio Dino
Política

Segundo pesquisa Exata, caso o deputado do PMN decida por não entrar na disputa pelos Leões, os votos dele migram em sua maioria para o governador

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN) pode acabar se tornando uma espécie de Cavalo de Troia dentro da oposição ao governador Flávio Dino (PCdoB).

Sem se posicionar como oposição por pura vaidade e fora da base comunista apenas em razão de haver sido trocado por Edivaldo Holanda Júnior (PDT) na disputa pela prefeitura de São Luís — e não por haver discordado da forma com que Dino comanda com mão de ferro o Palácio dos Leões —, Braide surfa na onda de ser lembrado pelo eleitorado da capital e entorno para a eleição majoritária, mas segue sem decidir qual caminho tomar: se entra de cabeça na aventura e concorre ao governo, se tenta a reeleição ou se lança seu nome para a Câmara Federal.

A indefinição, apesar de favorecer e muito o parlamentar, por manter seu nome na boca e no coração do eleitor maranhense, prejudica os reais adversários de Flávio Dino.

Um deles é o representante da chamada terceira via nas eleições de 2018, o senador Roberto Rocha (PSDB).

Embora cacique da mais alta plumagem do tucanato nacional e tenha a garantia do presidenciável Geraldo Alckmin, dada em São Luís, inclusive, de que será o nome do partido na disputa pelos Leões, Rocha tem a pré-candidatura constantemente questionada por setores ligados a Flávio Dino, em razão de Braide, mesmo sem confirmar se vai concorrer ou não para governador, se deixar ser usado pelo deputado federal José Reinaldo Tavares (PSDB) para minar o ninho tucano, o que só favorece o comunista.

Segundo o levantamento n.º 06478/2018, do Exata Pesquisa de Opinião Pública/Jornal Pequeno, divulgado no último domingo 3, de 1.400 pessoas entrevistadas em 45 municípios do Maranhão, pelo menos 6% declararam ter a intenção de votar em Eduardo Braide, garantindo ao deputado a virtual terceira colocação na sondagem. E virtual por,  em razão da margem de erro ser de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiabilidade da pesquisa é de 95%, os pré-candidatos Roberto Rocha (PSDB) e Maura Jorge (PSL) podem estar, ambos, à frente de Braide.

Ainda segundo a mesma pesquisa, sem Braide na disputa pelos Leões, Dino aumenta a diferença em relação aos demais pré-candidatos, pulando de 57% para 59% de intenção de votos.

Como a presença do parlamentar do PMN é incerta, a presença fantasma dele na disputa acaba levando o eleitor a não observar as outras pré-candidaturas, que realmente postulam e trabalham publicamente por participação na eleição majoritária. Diante dessa indefinição de Braide, que parece aguardar um tipo de unção usurpadora que o ponha como nome único da terceira via, e da possibilidade de, ao final, chegado o período das convenções partidárias, ele escolher não concorrer ao governo estadual, o eleitor iludido na pré-campanha poderá fatalmente confirmar a tendência apontada pela Exata/JP.

Braide destoa da oposição e não assina pedidos de intervenção e de CPI
Política

Falta de entrosamento do deputado do PMN com colegas do Parlamento fortalece Flávio Dino

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN), que insinua para possível entrada na disputa pelo Palácio dos Leões em outubro próximo, tem mais favorecido o governador Flávio Dino (PCdoB), de quem já foi líder do maior bloco na Assembleia Legislativa, do que caminhado ombreado com a oposição contra a grave descoberta de uso da Polícia Militar do Maranhão para monitorar adversários do governo comunista.

Num atitude completamente estrambólica, Braide entrou em contato na semana passada com o jornalista Ribamar Corrêa para explicar que não assinou o pedido de intervenção federal na Segurança Pública do estado; e que não pôs sua assinatura no requerimento que propõe a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a ilegalidade.

Segundo o próprio parlamentar, sua entrada no caso foi isolada, no sentido de apenas propor que os oficiais da PM supostamente envolvimento com a espionagem sejam ouvidos pelo Palácio Manuel Beckman — requerimento, inclusive, já rejeitado pela maioria esmagadora da Casa.

Apesar de afirmar que o uso da PM para vigiar membros da oposição “é muito grave”, segundo Corrêa, o deputado do PMN avaliou que antes de qualquer ato contra o governo Dino, “é fundamental ouvir os oficiais, que podem dar todas as explicações sobre o assunto”.

Ou seja, destoando de todos os outros deputados estaduais e até federais que fazem oposição ao comunista, com a atitude, Eduardo Braide acabou deixando no ar que duvida da existência da suposta “ordem de espionagem”.

Dino, claro, curtiu.

Associação com Eduardo Braide pode complicar reeleição de Wellington
Política

Nas eleições de 2016, deputado do PMN desqualificou a atuação parlamentar do então progressista, que destacou investigações da PF contra o adversário relacionadas à Máfia de Anajatuba

O deputado estadual Wellington do Curso, que deixou o PP em razão dos ataques sofridos e da postura anticorrupção adotada contra o governo Flávio Dino, do PCdoB, aguarda até as últimas horas da janela partidária para decidir em qual legenda se filiar. Caso se confirme rumores de que ele se filiará ao PSC, o parlamentar pode ter a reeleição complicada, justamente pela mesma razão que teria se permanecesse na legenda progressista: perda de discurso.

Segundo declarações recentes da deputada federal Luana Alves, que disputará a reeleição para a Câmara pelo PSC, o partido caminha para fechar com o deputado Eduardo Braide, do PMN, na disputa pelo Palácio dos Leões.

Assim como faz Flávio Dino, que tenta desmantelar Wellington até por meio de insinuações relacionadas à facções criminosas, nas eleições municipais de 2016, durante um debate eleitoral, Braide foi o responsável por desconstruir a imagem que o eleitorado ludovicense nutria por Wellington, questionando a efetividade de suas ações no Palácio Manuel Beckman, além de sua independência parlamentar.

Também nas eleições de 2016, Wellington foi o primeiro candidato a levar para o pleito as suspeitas de corrupção que pesam contra Braide no caso relacionado à famigerada Máfia de Anajatuba, até mesmo citando as investigações da Polícia Federal sobre o caso — sendo, inclusive, acusado por Braide de haver financiado blogs para atacá-lo.

Logo, se não pode permanecer com Dino para não ter o discurso anticorrupção esvaziado durante a campanha eleitoral, e nem ser perfilado com sintomas de síndrome de Estocolmo, pelos mesmos motivos, Wellington também não deve apoiar Braide para o governo.

Não ser adversário de Eduardo Braide na Assembleia Legislativa é uma ação correta, já que espera-se dos integrantes do Poder Legislativo que trabalhem em conjunto para a aprovação de leis e na fiscalização da coisa pública. Contudo, se associar ao deputado do PMN na disputa pelos Leões seria o mesmo ou até pior do que permanecer com Flávio Dino. Seria suicídio político.

Sarney opera para Eduardo Braide disputar os Leões pelo PSD
Política

Articulação visa tornar o parlamentar linha auxiliar do clã na disputa pelo governo e provocar eventual segundo turno. Comando atual do partido no Maranhão é de Cláudio Trinchão

O ex-presidente da República, José Sarney (MDB), opera, há algumas semanas, para a entrada do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) no Partido Social Democrático.

Segundo apurou o ATUAL7, a estratégia visa dar o comando da legenda a Braide no estado, tornando o parlamentar uma espécie de via auxilar do clã na disputa pelo Palácio dos Leões, além de fortalecer eventual segundo turno contra o governador Flávio Dino (PCdoB), que vai tentar a reeleição.

De acordo com fonte próxima a Sarney, nesta terça-feira 3, houve uma nova reunião com o ministro de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab, para voltar a tratar do assunto e fechar a questão.

Atualmente, o PSD é comandado no Maranhão pelo assessor especial de Kassab no MCTIC, Cláudio Trinchão, pré-candidato a deputado federal pelo partido. Ele foi secretário de Estado da Fazenda durante a gestão de Roseana Sarney, filha e via principal de Sarney para a disputa pelos Leões em 2018.

O ATUAL7 entrou em contato com Trinchão, e questionou se, com a eventual entrada de Braide, ele permanecerá no partido, mesmo sob o comando do possível novo filiado. O espaço está aberto para manifestação.

Não há ainda informações se o deputado federal e pré-candidato ao Senado pelo PSDB, José Reinaldo Tavares, tenha alguma relação com essa articulação em prol do neo afilhado político.

Braide caminha para a vice de Roberto Rocha ou deputado federal
Política

Parlamentar garantiu o apoio de Jose Reinaldo Tavares e palanque para Geraldo Alckmin, mas permanece sem legendas para coligar com o nanico PMN

A confirmação de que o deputado federal José Reinaldo Tavares se filiará ao PSDB antecipa o sepultamento, sem perspectiva de ressurreição, da aventura do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) de buscar o comando do Palácio dos Leões.

O anúncio de filiação ao partido foi pelo próprio Tavares, na manhã deste sábado 31, por meio de nota oficial.

Embora Zé Reinaldo tenha articulado para o Maranhão uma saída parecida com a de São Paulo, onde Geraldo Alckmin terá dois palanques para presidente da República, até o período das convenções, o apoio do neo tucano e para o presidenciável não compensará a falta de alianças na majoritária entre grandes siglas e o nanico PMN. Para fugir de completa inanição, Braide terá de ir atrás de uma nova saída, própria, em busca de tempo de rádio e televisão, para a disputa de outubro próximo.

As únicas portas abertas, então, serão no próprio PSDB.

Contudo, estarão disponíveis apenas as vagas de vice de Roberto Rocha ou de deputado federal — reeleição para estadual está fora dos planos de Eduardo Braide —, já que as vagas ao Senado estarão fechadas com Zé Reinaldo e Alexandre Almeida.

Preferindo o parlamentar do PMN, numa aliança partidária com os tucanos, tentar a Câmara Federal — o que é mais provável que aconteça —, a vice de Roberto Rocha passará a ser uma forte liderança política de Imperatriz ou mesmo ainda de São Luís. Em ambas as possibilidades, a escolha passará por 2020, quando a eleição será para as prefeituras municipais das respectivas cidades.

MP abre 12 inquéritos para investigar elo entre Máfia de Anajatuba e Zito Rolim
Política

Investigações apontam que Orcrim atuou em pelo menos 70 municípios do Maranhão. Cabeça e laranja do esquema eram fantasmas no gabinete de Eduardo Braide

O Ministério Público do Maranhão instaurou pelo menos que 12 inquéritos civis públicos para apurar o possível assalto aos cofres públicos do município de Codó, pela célebre Máfia de Anajatuba, durante a gestão do ex-prefeito da cidade, Zito Rolim (PV). A informação do Blog do Acélio Trindade.

As investigações estão ao cuidado da promotora de Justiça Linda Luz Matos Carvalho, e foram iniciadas ao longo das últimas semanas.

Operada por meio das empresas de fachada Vieira e Bezerra Ltda – Epp (atual F. C. B. Produções e Eventos) e A4 Produções e Entretenimento Ltda, a organização criminosa teria recebido soma ainda não divulgada para realizar as festividades de Carnaval, São João e de aniversário de Codó, a partir de 2009.

Todos os inquéritos abertos pelo Parquet visam apurar diversos contratos entre a administração de Zito Rolim com duas empresas, por inexibilidade ou dispensa de licitação — mesma forma de atuação da Orcrim em Anajatuba, até ser desbaratada em operação conjunta do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e da Polícia Federal.

Fantasmas

Conforme revelado em série de reportagens do ATUAL7, tanto a Vieira e Bezerra quanto a A4 Produções e Entretenimento tinham como real proprietário o empresário Fabiano de Carvalho Bezerra, então funcionário-fantasma do gabinete do deputado estadual Eduardo Braide (PMN). O parlamentar, inclusive, é alvo de investigação sobre o emprego irregular a Fabiano e outros membros da quadrilha, e por suposta lavagem de dinheiro e apropriação indevida de recursos públicos, possivelmente oriundo do esquema, segundo a PF.

Braide nega as suspeitas, e conseguiu na Justiça a censura a algumas publicações a respeito das investigações.

O proprietário do Instituto de Pesquisas Escutec, Antonio José Fernando Júnior Batista Vieira, também é apontado como integrante da organização criminosa, tendo sido preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, por decisão da Justiça estadual. Ele teve ainda decretado a indisponibilidade de seus bens. A participação de Fernando Júnior no esquema, segundo as investigações, teria sido por meio da empresa A.J.F. Júnior Batista Vieira, a Altis Comunicação, de sua propriedade, que atua nos mesmos moldes das empresas de fachada de Fabiano Bezerra.

Todos, inclusive o instituto e as empresas, também são alvos da PF na mesma investigação sobre Braide.

Esquema operou em 70 cidades

Além de Anajatuba e Codó, outras 68 cidades maranhenses também teria sido operados pela Máfia de Anajatuba, de acordo com as investigações da Polícia Federal. Algumas outras delas, como Bom Jardim, Barra do Corda, CaxiasOlho d’Água das Cunhãs, Timbiras, Parnarama, Trizidela do Vale, Tuntum, Itapecuru-Mirim, Alcântara e Mirinzal já estão também sob investigação do MP maranhense.

Mais de R$ 60 milhões teriam sido subtraído dos cofres públicos em apenas 30 desses municípios. Diversos outros empresários, prefeitos, ex-prefeitos e até deputados federais também são suspeitos de operar por meio da quadrilha.

 

Braide segue em busca de caciques para se pré-candidatar aos Leões
Política

Parlamentar condenava em 2016 esse tipo de postura. Mesmo tendo estado ao lado de Zé Reinaldo, Castelo, Roseana e Dino, ele se apresenta como novidade na política

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN) voltou a afirmar que está atrás de partidos que possam lhe garantir estrutura mínima de campanha para concorrer ao Palácio dos Leões, em 2018 — prática condenada por ele próprio na eleição passada, quando defendia que esse tipo de postura representava o loteamento de secretarias em troca de apoio eleitoral.

Em entrevista ao jornal O Imparcial, no último fim de semana, o parlamentar oscilou entre aparecer ao eleitorado como novidade política e a necessidade de reaproximação com legendas e caciques que possam fazer seu nome ser conhecido pelo interior do estado.

Um dos principais partidos que o parlamentar espera contar em seu arco de alianças é o Democratas, antigo PFL, que tem como nome para o Palácio do Planalto o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia. Ele aguarda ainda a confirmação do Avante e do PHS. Houve ainda conversas com o PT.

Nas eleições de 2016, quando se encaixou ao perfil das pesquisas qualitativas do Instituto Escutec — que apontavam para o conservadorismo do eleitorado da capital, que queria uma pessoa de família constituída clássica (pai, mãe e filhos), proximidade com alguma religião cristã e sem associação com as raposas da política maranhense, daí o surgimento do fenômeno —, Braide usou um de seus programas para massificar que não tinha o apoio de nenhuma legenda, que era candidato apenas de seu partido e que os outros adversários representavam a velha política justamente por terem coligado com outras agremiações.

“Partidos ligados ao grupo Sarney”, disparou ele contra adversários, na época.

Se confirmado o acordo com o DEM e os outros partidos, Eduardo Braide poderá receber a pecha de estelionatário eleitoral, por ter se apresentado como um postulante diferente no pleito passado. Já caso a costura não vingue, ele se reafirmará como uma cara nova na política estadual — mesmo já tendo passado pelas mãos de José Reinaldo Tavares, João Castelo, Roseana Sarney e de Flávio Dino, além de estar relacionado a casos de corrupção —, mas terá de tentar a reeleição para estadual, com grandes dificuldades de conseguir pelo menos isso, se quiser permanecer na vida pública.

Eduardo Braide ainda tem dúvidas sobre pré-candidatura aos Leões
Política

Decaído, parlamentar confirmou a necessidade de costuras políticas para se garantir na disputa

Terceiro colocado na pesquisa de intenções de voto do Datailha, o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) ainda não tem certeza sobre sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões em 2018.

Decaído do perfil outsider de 2016, Braide disse em passagem recente por Imperatriz, em entrevista ao jornal O Progresso, que deseja colocar seu nome ao governo, mas apontou que depende de costuras com partidos para afirmar se realmente fará parte da disputa. “Ainda não posso anunciar que sou candidato, muitas pessoas me fazem esta pergunta. No entanto, afirmo que tenho desejo de ser candidato e estou trabalhando no sentido de construir minha candidatura e só não serei se não tiver esta aliança”, ressaltou.

Sobre com quais partidos vem sentado, Braide evitou declinar os nomes.

Em clara referência aos dois postulantes aos Leões mais bem colocados no levantamento do Datailha, Flávio Dino (PCdoB) e Roseana Sarney (MDB), ele alegou que, por estratégia eleitoral, não pode informar com quem vem conversando. “Não posso ainda anunciar, pois numa campanha em que há dois grupos disputando não pode-se antecipar estas adesões. Mas vamos construir esta frente”, afirmou.

Apesar do deputado do PMN evitar tornar pública suas movimentações políticas, conforme mostrou o ATUAL7, foram iniciadas conversas para que ele forme aliança com o DEM ou se filie ao PT. Além de estar sendo apadrinhado pelo deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido), Braide também abriu diálogo com o deputado Waldir Maranhão (Avante) e o ex-prefeito de Caxias, Paulo Marinho (MDB).

Caso se confirme na disputa, seu maior desafio será convencer o eleitor, principalmente o de São Luís, que a reaproximação com caciques da política maranhense e conversas com partidos controlados por essas raposas não representam seu retorno à velha política, de onde nasceu, nem loteamento de secretarias, num eventual governo seu, em troca de apoio eleitoral.

Eduardo Braide pode disputar o Palácio dos Leões pelo PT
Política

Tratativas para a filiação do parlamentar no petismo foram iniciadas no domingo 25. Ele terá de readequar o discurso outsider de 2016, em razão da legenda ser associada à corrução

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN) ainda não definiu qual cargo pretende concorrer em outubro próximo. Se decidir entrar na disputa pelo Palácio dos Leões, porém, é quase certo que seja pelo PT.

As tratativas para a filiação do parlamentar no petismo foram iniciadas, oficialmente, no último domingo 25. A aproximação está sendo capitaneada pelo deputado federal Zé Carlos, que juntamente com membros da facção Construindo um Novo Brasil (CNB), na qual o deputado estadual Zé Inácio também está inserido, defendem abertamente a ascensão do partido no estado.

Caso feche com o Partido dos Trabalhadores, Braide ganhará a buscada musculatura de tempo de TV e rádio na propaganda eleitoral.

Todavia, se embarcar na aventura, o deputado do PMN terá de utilizar dessa força para se desdobrar em justificativas ao eleitor, principalmente os de São Luís, em razão do discurso de outsider e antipolítico que o fez surpresa em 2016 ser completamente contrário à prática de corrupção institucionalizada no país pelo PT, conforme desbaratou a Lava Jato.

Levantamento realizado no mês de junho do ano passado pela empresa Ipsos, especialista em pesquisa de mercado, por exemplo, aponta que o PT é o partido mais associado à corrupção no âmbito da operação da Polícia Federal que desmontou o maior esquema de corrupção e lavagem de dinheiro público do país.

O próprio Braide, inclusive, segundo investigações do Grupo de Atuação de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Polícia Federal, pode ter relação direta com um grande esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos dos cofres públicos. Ele nega que esteja sendo investigado e que tenha participação numa organização criminosa que saqueou os cofres do município de Anajatuba.

Contudo, em vez de explicar como os integrantes da Orcrim, inclusive o cabeça do esquema, eram lotados em seu gabinete na Assembleia Legislativa sem precisar ir trabalhar, e sobre volumosas movimentações financeiras em sua conta bancária no mesmo período, o parlamentar preferiu processar cível e criminalmente quem passou a divulgar o caso.

Investigações e oponentes oradores emperram plano de Braide de lançar pré-candidatura
Política

Suspeitas de lavagem de dinheiro, funcionários fantasmas e a entrada de adversários bons de debate na disputa pelo Palácio dos Leões diminuem chances de parlamentar repetir crescimento de 2016

As investigações da Polícia Federal e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) sobre possível esquema de lavagem de dinheiro e desvio de dinheiro público por meio de funcionários fantasmas, somadas a entrada de opositores bons de debate na disputa, estão prejudicando a eventual confirmação de pré-candidatura do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) ao Palácio dos Leões.

Diferente de 2016, quando — por erro dos então adversários Wellington do Curso (PP), Eliziane Gama (PPS) e Edivaldo Holanda Júnior (PDT) — conseguiu correr solto como outsider, mesmo com um histórico manchado, segundo as investigações, pela nódoa da corrupção, Braide pode ter seu telhado de vidro quebrado tão logo anuncie seu nome à disputa.

Como o eventual massacre será baseado todo em fatos, com documentos oficiais dos órgãos federal e estadual de investigação, e alcançando todo o estado, mesmo ele alegando sempre que nunca se corrompeu, em vez de ascensão, a possibilidade maior é de Braide perder força antes mesmo das convenções partidárias, obrigando-o a se aposentar precocemente da vida pública.

A estratégia de novidade na politica que precisa ser levada aos debates também não serve mais.

Além de haver decaído e estar de reassociando-se com caciques do tipo de Waldir Maranhão (Avante) e Paulo Marinho para ter tempo de propaganda eleitoral, contrariando o discurso antipolítico da eleição passada, Braide não terá a mesma facilidade de 2016, quando enfrentou adversários despreparados para os debates, principal motivo que o levou a, surpreendentemente, ir para o segundo turno na capital.

Se conseguir formar uma coligação que lhe garanta ir para os debates — ou mesmo concorrer pelo PT, como tem sido costurado nos bastidores —, desta vez, em vez de Wellington, Eliziane e Edivaldo, Braide vai enfrentar adversários de grande oratória, como Flávio Dino (PCdoB), Roberto Rocha (PSDB) e Ricardo Murad (PRP). Até mesmo Roseana Sarney (MDB) e Maura Jorge (PODE), após uma maratona de treinamento com media training, podem se sair melhor que o parlamentar do PMN.

Com Eduardo Braide evitado responder até simples perguntas de Marcos Silva, que nem pré-candidato é, não seria uma enormidade afirmar que beira a zero as chances dele crescer novamente em cima de algum desses novos oponentes.

Por sobrevivência, Braide decai e já senta com Waldir Maranhão e Paulo Marinho
Política

Deputado precisa trocar de legenda ou coligar o minusculo PMN com grandes partidos para poder continuar na vida pública. Em 2016, ele rebatia esse tipo de prática política

Ninguém muda de ideologia e personalidade de um ano para o outro. Nem de dois anos. Passadas as eleições de 2016, quando, com o discurso de candidato independente e que renegava caciques políticos, conseguiu a proeza de despontar como outsider embora já no segundo mandato parlamentar e filho do célebre ex-presidente da Assembleia Legislativa Carlos Braide, o deputado estadual Eduardo Braide decaiu e voltou às origens em busca de sobrevivência política.

Presidente estadual de uma legenda minúscula, o Partido da Mobilização Nacional (PMN), e fora da aconchegante base do Palácio dos Leões, Braide precisa se coligar com agremiações de musculatura partidária ou pular para outro partido, independente do cargo que venha concorrer em outubro próximo, para permanecer na vida pública. Seja para a disputa pela reeleição de estadual, aventura para a Câmara Federal ou, principalmente, para arriscar o governo estadual.

Ciente da necessidade, ele já passou a novamente se associar com caciques e erros da política, como o deputado federal Waldir Maranhão (Avante) e o ex-prefeito de Caxias, Paulo Marinho.

Segundo rumores de bastidor, com Maranhão as conversas giram em torno de formação da chapa majoritária. Se vingar, Braide confirmará seu nome na disputa pelo Palácio dos Leões, tendo Maranhão como seu primeiro candidato ao Senado Federal.

O próprio novo — ou velho!? — Braide confirma as confabulações.

Ao ATUAL7, por meio de sua assessoria, o parlamentar afirmou que “conversas, especialmente no período pré-eleitoral, fazem parte da política”.

Sobre os detalhes dos diálogos com Maranhão, Marinho e outros caciques e erros da política, porém, ele nega que já tenha fechado algum acordo. “Não há nada formalizado sobre chapa majoritária”. “Qualquer decisão será informada ao povo maranhense, de acordo com o calendário eleitoral”, garante.

Nem parece o Eduardo Braide que até outro dia surpreendeu nas urnas por alardear aos quatro cantos que não faria acordo com grandes partidos e nem com ninguém para não ter de alugar secretarias, e que precisava apenas chegar ao debate e do voto do eleitor.

Deputados insinuam uso da máquina por secretários, mas evitam expor nomes
Política

Parlamentares aproveitaram reclamação de Raimundo Cutrim para centrar críticas ao governador Flávio Dino

Pelo menos seis deputados estaduais agiram em desserviço com a função de fiscalizador da coisa pública, nesta quarta-feira 7, na Assembleia Legislativa do Maranhão, ao insinuar o uso eleitoreiro da máquina pública por secretários do governo Flávio Dino, do PCdoB, mas sem revelar ou cobrar pela revelação dos nomes de nenhum deles.

Numa especie de denúncia sem apontamento do autor do suposto crime, que mais pareceu reclamação de quem não está sendo prestigiado como acha que deveria estar, o deputado Raimundo Cutrim (PCdoB) encabeçou o movimento. Segundo ele, prefeitos que estão indo ao Palácio dos Leões em busca de recursos e obras para os municípios estão ouvindo que as ações bancadas pelo erário serão liberadas, mas desde que em troca de votos. “Aqui tem um secretário de Estado que foi a alguns prefeitos, e disse: ‘Olha, eu vou dar isto aqui para ti para você votar em mim. Se não for, eu não dou’”, reclamou o parlamentar.

Embora de oposição, o que os obrigaria — ou, pelo menos, deveria obrigá-los — a cobrar o nome do titular da pasta que estaria agindo em abuso de poder político, e assim buscar o reparo cível e criminal aos cofres públicos contra o suposto marginal, os deputados Eduardo Braide (PMN), Sousa Neto (PROS), Edilázio Júnior (PV) e até Wellington do Curso (PP) entraram no tema, mas para permanecer no mesmo lenga-lenga de Cutrim.

Até pior.

Durante os apartes e uso da tribuna, todos os oposicionistas aproveitaram a oportunidade mais para criticar Flávio Dino, classificando-o como mentiroso, perseguidor, retaliador e infiel, do que para dedicar a devida atenção a grave revelação feita pelo parlamentar governista.

O deputado Vinícius Louro (PR), outro da base leonina, também chegou a insinuar rebeldia ao Palácio, durante aparte ao discurso de Raimundo Cutrim, porém não passou do campo das lamúrias, por ser considerado por Dino e seu entorno como baixo-clero, razão de estar tendo suas bases invadidas e tomadas por secretários-candidatos.

Marcos Silva lança 12 perguntas para Eduardo Braide
Política

Questionamentos foram feitos após a postura combativa do parlamentar ao destrambelhamento administrativo e político de Flávio Dino, durante entrevista à Mirante AM

Admirador confesso e suposto neoaliado por debaixo dos panos do governador Flávio Dino (PCdoB), o servidor da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, Marcos Silva, utilizou seu perfil pessoal no Facebook para lançar 12 perguntas ao deputado estadual Eduardo Braide (PMN), que se assanha para a disputa pelo Palácio dos Leões.

Os questionamentos foram feitos em razão das declarações do parlamentar durante entrevista recente à rádio Mirante AM, dos Sarney, a respeito do destrambelhamento administrativo e político de Dino.

Independente de Silva ter sido orientado ou não pelo Palácio para fazer os questionamentos, ou que tenha feito tudo de livre vontade apenas para chamar a atenção e agradar o comunista, como apontam ‘braidistas’ nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, o fato é que todas as 12 pertinentes indagações precisam — ou pelo menos deveriam — ser respondidas por Braide.

O ATUAL7 entrou em contato com a assessoria de Eduardo Braide, mas não houve retorno.

Abaixo, a íntegra da publicação do ex-PSTU, com destaque para as perguntas ao deputado estadual:

Por Marcos Silva em 20 de janeiro de 2018.

Ontem sexta feira dia 19 de janeiro eu tive a oportunidade de escutar a entrevista do deputado estadual Eduardo Braide na Radio Mirante AM concedida ao Radialista e ativista de Blog nas Redes Sociais Jorge Aragão no programa “Ponto Final”. Até tentei participar, mas o telefone chamava até cai à ligação e outras e em outros momentos dava sinal de ocupado. Certamente a Oi não estava para democracia no dia de hoje para com minha pessoa.

Mas fico admirado com a combatividade do deputado que parece está no primeiro mandato de deputado ou primeiro cargo público. Contudo vou deixar alguns questionamentos e caso o deputado queira responde que fique a vontade, porém penso ser difícil essa tarefa.

O Eduardo Braide foi presidente da CAEMA durante um período entre 2005 e 2006, então nos diga quais os anteprojetos ou projetos realizados na sua gestão para universalizar os serviços de água e esgoto no estado que ele diz agora eu pode ser “bem melhor”?

Vou refrescar a memoria do deputado: a CAEMA foi o seu primeiro emprego público do qual conquistou não por ser especialista estudioso ou ativista do Saneamento Ambiental, mas porque o seu pai finado de mandatos políticos Carlos Braide era influente na Assembleia Legislativa e tinha peso político junto ao governador Zé Reinaldo chegando até ser líder do governo, então resolveu colocar na sofrida empresa de água e esgoto do Maranhão um jovem inexperiente que seria conhecido pelos mais antigos engenheiros como o presidente garotão ou Playboy. Outra questão é que a família Braide tinha empresas terceirizadas na CAEMA, pois esse também foi um dos fatores que levaram a CAEMA a servir de estagio para o garotão. Foi assim ou não?

O deputado Braide também foi Secretario do Orçamento Participativo de São Luís na gestão do finado João Castelo, então me diga quantas plenárias populares foram realizadas durante sua gestão? E quais as obras que resultaram de sua pasta para fazer o município ser bem melhor?

Só lembrando que Braide sabia que se continuasse na presidência da CAEMA não seria eleito deputado, pois a CAEMA estava sucateada.

Agora vamos ao mandato do Eduardo Braide como deputado eleito em 2010. Pergunto o deputado não sabia que a Constituição Federal de 1988 diz que os cargos e empregos públicos devem ser providos por meio de concurso público? Então porque se calou frente aos empregos públicos terceirizados na Saúde e no Sistema Prisional no governo da Roseana Sarney?

O deputado Braide não sabia que a Obra de colocação dos 18 km de Adutora no sistema ITALUIS foi licitada no governo de Roseana Sarney em 2011 e que o prazo máximo para a entrega seria 2013? O deputado também não sabia por que a Obra não foi concluída?

O deputado Eduardo Braide não sabia que existia uma investigação da Policia Federal sobre corrupção na relação dos institutos que gerenciavam as unidades de saúde do estado na gestão do Ricardo Murad?

O deputado Eduardo Braide não assistiu as rebeliões na Penitenciaria de Pedrinhas que resultou até em decapitação de cabeças de presos?

O deputado Eduardo Braide não viu a governadora Roseana Sarney distratar os contratos de prestação de serviços de saneamento básico com os prefeitos dos municípios de Paço de Lumiar e São José de Ribamar para entregar os serviços para a ODEBRECHT?

Por fim para economizar papel só mais uma pergunta: o deputado Braide não sabe que de 2010 a 2014 embora o PIB do estado tenha crescido, mas os indicadores sociais oferecidos à população maranhense em especial aos mais pobres eram sempre os piores do país?

A sorte do Eduardo Braide é que ainda tem abestados para cair nas lábias ensaiadas para enganar os eleitores. Deputado Braide o Maranhão pode ser bem melhor se o povo se livrar de políticos mentirosos e picaretas que só fazem politica pensando em torna a suas próprias vidas bem melhor.

Ex-âncora do JN se filia ao PMN de Braide e disputará Presidência da República
Política

Valéria Monteiro assinou ficha de filiação nesta sexta-feira 12. Como o parlamentar fez em 2016, ela utiliza a internet para desconstruir adversários. Primeiro alvo foi Bolsonaro, comparado a Hitler

O PMN (Partido da Mobilização Nacional), legenda do deputado estadual Eduardo Braide, terá candidato próprio à Presidência da República em outubro próximo. Ou melhor, candidata.

Trata-se da jornalista e ex-apresentadora do Jornal Nacional e outros programas da TV Globo, Valéria Monteiro, 52 anos, que se filiou ao partido nesta sexta-feira 2, e virou alvo de ataques na internet após traçar a estratégia de utilizar as redes sociais para desconstruir adversários na disputa.

Assim como Braide fez em 2016 em relação ao hoje aliado, deputado Wellington do Curso (PP), o primeiro e possivelmente principal alvo, claro, foi o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), consolidado como segundo colocando nas pesquisas mais recente de intenção de votos, e comparado pela ex-âncora do JN a Hitler.

“Hitler começou assim. Pegou uma Alemanha pobre e descrente que precisava de autoestima e convenceu as pessoas através do medo a acreditar nas suas mentiras, assim como você (Bolsonaro) faz. (...) Marque local e hora, vamos debater Bolsonaro, porque seus 15 minutos de fama acabaram”, provocou.

Também como fez o deputado estadual maranhense na eleição para a prefeitura de São Luís, num  vídeo que já ultrapassa 2,8 milhões de visualizações, Valéria afirma que não quis fazer nenhuma ofensa a Bolsonaro, mas apenas chamá-lo para o debate. “Considero que as ideias que ele propaga dividem ainda mais o Brasil e trazem uma incitação a uma violência ainda maior do que sofremos”, disse.

O PMN é uma sigla pequena, sem representação no Congresso Nacional e com poucos recursos. Segundo a presidenciável, essas características despertaram seu interesse pela legenda, já que buscava uma partido que “não tivesse se corrompido”.

Senado: Braide, Rocha e Jota Pinto disputam Hilton Gonçalo
Política

Prefeito de Santa Rita tem recebido do trio convites de filiação e garantias para a disputa eleitoral

Politicamente forte e ativo, e avaliando a possibilidade de encarar as urnas para o Senado Federal em outubro próximo, o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (PCdoB), está sendo cobiçado pelos pré-candidatos ao Palácio dos Leões Eduardo Braide (PMN) e Roberto Rocha (PSDB); e pelo presidente do PEN/Patriotas no Maranhão, Jota Pinto.

A confirmação da entrada na disputa, bem como com quem irá, será dada em março.

Para tê-lo como candidato ao Senado em sua chapa, Braide tem quase que condicionado sua entrada na corrida pelo governo a uma resposta positiva do gestor. Como Hilton Gonçalo é do partido de Flávio Dino, o parlamentar chegou a já até oferecer um partido — PMN ou PHS — para que o prefeito se filie, e aceite o convite para a formação da chapa.

Sabedor que a segurança para trocar de partido favorece na decisão de Gonçalo, o senador Roberto Rocha tenta, desde novembro do ano passado, filiá-lo no PSDB. O ex-prefeito de Imperatriz e atual secretário-geral do tucanato maranhense, Sebastião Madeira, também tem auxiliado na costura.

Embora, dentre os três que disputam Hilton Gonçalo, seja o único que não concorrerá ao governo, o ex-deputado estadual Jota Pito reconhece a capacidade administrativa e musculatura política do prefeito de Santa Rita. Presidente estadual do PEN/Patriotas no Maranhão, ele iniciou conversas com Gonçalo desde os primeiros meses do ano passado, quando o convidou para se filiar ao partido e, como os demais, ofereceu a ele garantias para a disputa eleitoral.

Discurso antipolítico de 2016 pode levar Braide à glória ou ao fiasco eleitoral
Política

Para se manter como outsider, que não mente durante a campanha, pré-candidato terá de novamente renegar os caciques e evitar alianças em troca de tempo de televisão e rádio

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN) está com um pé no céu e o outro na cova. A movimentação que irá fazer até as eleições de 2018 determinará se ele chegará à glória ou se será enterrado politicamente.

E tudo com dependência única e exclusiva dele próprio.

Parlamentar em segundo mandato, filho de ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão e investigado em casos graves relacionados à corrupção, Braide conseguiu a façanha de esconder tudo isso e se vender como um outsider para a população de São Luís durante a campanha eleitoral de 2016, ao ponto de disputar o segundo turno e por pouco não se tornar prefeito da capital.

Como o discurso antipolítico lhe rendeu mais de 240 mil votos, ele passou a ser cotado como terceira via ao Palácio dos Leões, agora em 2018.

Mas, em tempos de Lava Jato e Sermão aos Peixes, nem tudo são flores.

Refém do próprio discurso, para se manter como um pré-candidato que não mente durante a campanha eleitoral, Braide precisa continuar tentando firmar a imagem de pré-candidato independente, novamente renegando os caciques maranhenses e evitando costurar alianças — inclusive às escondidas — em troca de tempo de televisão e rádio.

Até mesmo a troca do nanico PMN para o famigerado DEM, em busca de musculatura partidária, como tem sido especulado, deve ser evitada.

De pedra em 2016 — quando não era considerado uma ameaça, e por isso não foi confrontado por nenhum dos adversários e nem teve avaliada a sua vida pública pelo eleitorado —, para vidraça em 2018 — quando será comparado com os demais concorrentes e por isso terá de mostrar que tem substância —, qualquer movimentação dissociada da que o fez surpresa no pleito passado levará Eduardo Braide ao suicídio eleitoral.

E isso em qualquer cenário: seja na disputa pelo Palácio dos Leões, por uma vaga na Câmara dos Deputados ou até mesmo na, ainda não descartada, tentativa de reeleição para deputado estadual.

Se permanecer o mesmo do pleito passado, chegará à glória. Se der um passo atrás e repetir o que todo político de sempre faz, quando as urnas forem abertas e os votos contados, Braide será confirmado como um fiasco.