Eduardo Braide
Ex-âncora do JN se filia ao PMN de Braide e disputará Presidência da República
Política

Valéria Monteiro assinou ficha de filiação nesta sexta-feira 12. Como o parlamentar fez em 2016, ela utiliza a internet para desconstruir adversários. Primeiro alvo foi Bolsonaro, comparado a Hitler

O PMN (Partido da Mobilização Nacional), legenda do deputado estadual Eduardo Braide, terá candidato próprio à Presidência da República em outubro próximo. Ou melhor, candidata.

Trata-se da jornalista e ex-apresentadora do Jornal Nacional e outros programas da TV Globo, Valéria Monteiro, 52 anos, que se filiou ao partido nesta sexta-feira 2, e virou alvo de ataques na internet após traçar a estratégia de utilizar as redes sociais para desconstruir adversários na disputa.

Assim como Braide fez em 2016 em relação ao hoje aliado, deputado Wellington do Curso (PP), o primeiro e possivelmente principal alvo, claro, foi o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), consolidado como segundo colocando nas pesquisas mais recente de intenção de votos, e comparado pela ex-âncora do JN a Hitler.

“Hitler começou assim. Pegou uma Alemanha pobre e descrente que precisava de autoestima e convenceu as pessoas através do medo a acreditar nas suas mentiras, assim como você (Bolsonaro) faz. (...) Marque local e hora, vamos debater Bolsonaro, porque seus 15 minutos de fama acabaram”, provocou.

Também como fez o deputado estadual maranhense na eleição para a prefeitura de São Luís, num  vídeo que já ultrapassa 2,8 milhões de visualizações, Valéria afirma que não quis fazer nenhuma ofensa a Bolsonaro, mas apenas chamá-lo para o debate. “Considero que as ideias que ele propaga dividem ainda mais o Brasil e trazem uma incitação a uma violência ainda maior do que sofremos”, disse.

O PMN é uma sigla pequena, sem representação no Congresso Nacional e com poucos recursos. Segundo a presidenciável, essas características despertaram seu interesse pela legenda, já que buscava uma partido que “não tivesse se corrompido”.

Senado: Braide, Rocha e Jota Pinto disputam Hilton Gonçalo
Política

Prefeito de Santa Rita tem recebido do trio convites de filiação e garantias para a disputa eleitoral

Politicamente forte e ativo, e avaliando a possibilidade de encarar as urnas para o Senado Federal em outubro próximo, o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (PCdoB), está sendo cobiçado pelos pré-candidatos ao Palácio dos Leões Eduardo Braide (PMN) e Roberto Rocha (PSDB); e pelo presidente do PEN/Patriotas no Maranhão, Jota Pinto.

A confirmação da entrada na disputa, bem como com quem irá, será dada em março.

Para tê-lo como candidato ao Senado em sua chapa, Braide tem quase que condicionado sua entrada na corrida pelo governo a uma resposta positiva do gestor. Como Hilton Gonçalo é do partido de Flávio Dino, o parlamentar chegou a já até oferecer um partido — PMN ou PHS — para que o prefeito se filie, e aceite o convite para a formação da chapa.

Sabedor que a segurança para trocar de partido favorece na decisão de Gonçalo, o senador Roberto Rocha tenta, desde novembro do ano passado, filiá-lo no PSDB. O ex-prefeito de Imperatriz e atual secretário-geral do tucanato maranhense, Sebastião Madeira, também tem auxiliado na costura.

Embora, dentre os três que disputam Hilton Gonçalo, seja o único que não concorrerá ao governo, o ex-deputado estadual Jota Pito reconhece a capacidade administrativa e musculatura política do prefeito de Santa Rita. Presidente estadual do PEN/Patriotas no Maranhão, ele iniciou conversas com Gonçalo desde os primeiros meses do ano passado, quando o convidou para se filiar ao partido e, como os demais, ofereceu a ele garantias para a disputa eleitoral.

Discurso antipolítico de 2016 pode levar Braide à glória ou ao fiasco eleitoral
Política

Para se manter como outsider, que não mente durante a campanha, pré-candidato terá de novamente renegar os caciques e evitar alianças em troca de tempo de televisão e rádio

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN) está com um pé no céu e o outro na cova. A movimentação que irá fazer até as eleições de 2018 determinará se ele chegará à glória ou se será enterrado politicamente.

E tudo com dependência única e exclusiva dele próprio.

Parlamentar em segundo mandato, filho de ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão e investigado em casos graves relacionados à corrupção, Braide conseguiu a façanha de esconder tudo isso e se vender como um outsider para a população de São Luís durante a campanha eleitoral de 2016, ao ponto de disputar o segundo turno e por pouco não se tornar prefeito da capital.

Como o discurso antipolítico lhe rendeu mais de 240 mil votos, ele passou a ser cotado como terceira via ao Palácio dos Leões, agora em 2018.

Mas, em tempos de Lava Jato e Sermão aos Peixes, nem tudo são flores.

Refém do próprio discurso, para se manter como um pré-candidato que não mente durante a campanha eleitoral, Braide precisa continuar tentando firmar a imagem de pré-candidato independente, novamente renegando os caciques maranhenses e evitando costurar alianças — inclusive às escondidas — em troca de tempo de televisão e rádio.

Até mesmo a troca do nanico PMN para o famigerado DEM, em busca de musculatura partidária, como tem sido especulado, deve ser evitada.

De pedra em 2016 — quando não era considerado uma ameaça, e por isso não foi confrontado por nenhum dos adversários e nem teve avaliada a sua vida pública pelo eleitorado —, para vidraça em 2018 — quando será comparado com os demais concorrentes e por isso terá de mostrar que tem substância —, qualquer movimentação dissociada da que o fez surpresa no pleito passado levará Eduardo Braide ao suicídio eleitoral.

E isso em qualquer cenário: seja na disputa pelo Palácio dos Leões, por uma vaga na Câmara dos Deputados ou até mesmo na, ainda não descartada, tentativa de reeleição para deputado estadual.

Se permanecer o mesmo do pleito passado, chegará à glória. Se der um passo atrás e repetir o que todo político de sempre faz, quando as urnas forem abertas e os votos contados, Braide será confirmado como um fiasco.

TRE julgará recurso de Braide contra eleição de Edivaldo no próximo dia 10
Política

Pedido de vistas do juiz Eduardo Moreira levou ao adiamento do julgamento da ação contra o prefeito de São Luís

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) marcou para a terça-feira da semana que vem, dia 10, o julgamento de um recurso eleitoral interposto pelo deputado estadual Eduardo Braide (PMN) contra decisão da juíza Ana Célia Santana, da 1ª Zona Eleitoral de São Luís, que extinguiu um ação do parlamentar contra o prefeito reeleito da capital, Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

Derrotado nas urnas por Edivaldo no segundo turno da eleição de outubro do ano passado, Braide acusa o pedetista de abuso de poder político e econômico, além de excessos no uso da Rádio e TV Difusora durante a campanha.

O julgamento do recurso já foi suspenso por duas vezes. Na última, há cerca de um mês, o juiz Eduardo Moreira pediu vistas do processo.

Antes do pedido de vistas, o relator do recurso eleitoral, desembargador Ricardo Duailibe, já havia votado pela improcedência do pedido de Braide. Ele teve o voto acompanhado pelos magistrados Sebastião Bonfim e Kátia Coelho. Votou a favor apenas o juiz Ricardo Macieira, que pediu para que o processo retorne para a Justiça de 1º grau.

Faltam votar Eduardo Moreira e Daniel Blume.

Gaeco encontra fantasmas na AL-MA envolvendo Carlos e Eduardo Braide
Política

Grupo do MP de combate ao crime organizado encaminhou à PGJ documentos para abertura de investigação contra o parlamentar e seu pai, ex-presidente da Assembleia Legislativa

O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, encaminhou à Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) documentos que envolvem o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) e o seu pai, o ex-presidente da Assembleia Legislativa estadual, Carlos Braide, na contratação irregular de servidores fantasmas na Casa.

O encaminhamento foi obtido pelo ATUAL7 por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), e está numa das movimentações internas da Notícia de Fato n.º 028109-500/2015, aberta contra o deputado do PMN em novembro de 2015, no bojo das investigação contra a chamada Máfia de Anajatuba.

No documento, há uma interação entre os promotores de Justiça Gladston Fernandes de Araújo e José Maria Pinheiro Júnior, ambos do Gaeco e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei). Nela, é descrito sobre uma manifestação endereçada à então PGJ, Regina Rocha, informando sobre ser “imperiosa” a apuração dos fatos pela Promotoria Especializada de Combate à Improbidade Administração.

“De vista dos autos e documentos que o instruem e conforme assinalado no último parágrafo (...) parecer da Assessoria Especial (...) que considera imperiosa a investigação de eventual ‘contratação irregular de servidores (fantasmas), na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, envolvendo o Deputado Estadual Eduardo Salim Braide e o ex-deputado Estadual Antônio Carlos Braide’, entendo, d.m.v, em face da especialidade da matéria e o objeto delimitado, imperiosa a apuração dos fatos peça Promotoria Especializada de Combate à Improbidade Administra que, por delegação, incumbir-se-á da análise e providências cabíveis”, diz o Gaeco.

Um desses fantasmas, segundo apurou o ATUAL7, é Fabiano de Carvalho Bezerra, apontando pelo Gaeco e pela Polícia Federal como vendedor de notas frias e um dos cabeças da organização criminosa (Orcrim) que atuou no município de Anajatuba.

Ele embolsou R$ 840 mil, entre os anos de 2008 e 2012, quando era lotado no cargo em comissão de Técnico Parlamentar Especial de Carlos Braide, recebendo R$ 10 mil como salário; e 2012 a 2014, quando permaneceu na AL-MA no mesmo cargo, desta vez lotado no gabinete de Eduardo Braide, mas com o salário maior, de cerca de R$ 15 mil.

Toda a investigação contra o deputado foi anexada a um inquérito civil, com o objetivo mais amplo, que apura supostas irregularidades na estrutura funcional da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Censura

Por conta de reportagens a respeito dessas investigações, o Poder Judiciário maranhense, em primeira e em segunda instância, determinou a exclusão no site e nas redes sociais de quatro publicações que envolvem Eduardo Braide, além do pagamento de indenização em mais de R$ 50 mil ao parlamentar.

Aguarda-se o julgamento de um novo recurso contra a decisão.

Outro lado

Procurado pelo ATUAL7, Eduardo Braide informou por meio de sua assessoria que “não investigado” no Procedimento Investigatório Criminal (PIC) do Gaeco que resultou na ação penal contra a Máfia de Anajatuba. O deputado encaminhou à reportagem uma certidão emitida pelo próprio Gaeco, de setembro de 2015, que atesta a informação.

Sobre a Notícia de Fato n.º 028109-500/2015, instaurada pela PGJ contra ele a partir dos levantamentos contra a Orcrim, Braide alega que “desconhece a existência” dessa investigação e diz que “nunca foi citado, intimado ou recebeu qualquer outra comunicação acerca da notícia”.

PGJ anexa investigações contra Braide em inquérito contra a AL-MA
Política

Parlamentar virou alvo da Procuradoria a partir de levantamentos sobre a Máfia de Anajatuba. Investigação mais ampla apura irregularidades na estrutura funcional da Casa

A Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) decidiu anexar as investigações abertas contra o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) ao inquérito civil, com o objetivo mais amplo, que apura supostas irregularidades na estrutura funcional da Assembleia Legislativa do Maranhão. Ambos correm sob sigilo. A informação foi obtida pelo ATUAL7 por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) — baixe o documento.

Braide virou alvo de investigações a partir da descoberta da célebre Máfia de Anajatuba, organização criminosa (Orcrim) de desvio de dinheiro público que envolve ainda outros 29 municípios maranhenses, segundo o Grupo de Atuação de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão.

A apuração sobre o envolvimento de Braide com o esquema foi iniciada em novembro de 2015, mesmo ano da instauração do inquérito contra a Assembleia Legislativa. De acordo com documentos obtidos pela reportagem, telas internas do Sistema Integrado do Ministério Público (SIMP) mostra que a última movimentação nas investigações contra o deputado, antes do apensamento ao inquérito contra o Legislativo estadual, foi realizada no dia 18 de abril deste ano.

Sobre a demora na conclusão das investigações, a PGJ afirma que ocorre devido à complexidade das investigações.

“O procedimento está ativo, com sigilo decretado, esclarecendo-se que a demora na conclusão se dá em face da complexidade das investigações”, diz o parecer assinado pelo assessor especial de investigação da PGJ, Cláudio Rebelo Correia Alencar.

Censura

Em julho deste ano, o ATUAL7 foi alvo de censura por parte do Judiciário maranhense, a pedido de Eduardo Braide.

Pelo menos três, das quatro reportagens excluídas a mando da Justiça, detalhavam a existência das investigações contra o deputado, inclusive pela Polícia Federal, por ele haver empregado em seu gabinete integrantes da chamada Máfia de Anajatuba, dentre eles um dos chefes da Orcrim e dono de empresas de fachada, Fabiano de Carvalho Bezerra, e por suposta apropriação indevida de recursos públicos pelo parlamentar.

Apenas uma das matérias censuradas tratava a respeito de outro assunto, precisamente sobre a forma com que Braide, então líder do bloco governista na Assembleia Legislativa do Maranhão, conduziu a votação sobre a primeira proposta do Palácio dos Leões em aumentar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) de produtos e serviços.

Além da exclusão, a Justiça determinou ainda o pagamento de indenização de mais de R$ 50 mil ao deputado por conta das publicações, em razão da Justiça haver entendido que as revelações o difamaram.

Outro lado

Procurado pelo ATUAL7, Eduardo Braide informou por meio de sua assessoria que “não investigado” no Procedimento Investigatório Criminal (PIC) do Gaeco que resultou na ação penal contra a Máfia de Anajatuba. Ele encaminhou à reportagem uma certidão de setembro de 2015 — “emitida pelo próprio Gaeco”, ressalta —, que atesta a sua defesa.

Sobre a notícia de fato instaurada pela PGJ contra ele a partir dos levantamentos contra a Orcrim, Braide alega que “desconhece a existência” dessa investigação e diz que “nunca foi citado, intimado ou recebeu qualquer outra comunicação acerca da notícia” — baixe a certidão.

Apenas três deputados são favoráveis à instalação da CPI da Saúde
Política

Assembleia Legislativa do Maranhão tem 42 deputados. Outros três parlamentares disseram que assinariam, mas ficaram na promessa

Mais de um mês depois de iniciada a discussão pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Maranhão, para investigar os contratos e repasses da Secretaria de Estado da Saúde (SES) às terceirizadas e por meio de convênios, apenas três deputados estaduais já assinaram a proposta.

Pelo Regimento Interno da Casa, é necessário o mínimo de 14 adesões para que a CPI possa ser instalada. Embora a terceirização da saúde pública estadual tenha se iniciado no governo Zé Reinaldo, os alvos da CPI são apenas os governos Roseana Sarney e Flávio Dino.

Até agora, os únicos que já aderiram à proposta foram os deputados Wellington do Curso (PP), autor do requerimento, Max Barros (PRB) e Eduardo Braide (PMN).

Dos outros 39 parlamentares da Casa, apenas outros três — Andréa Murad (PMDB), Sousa Neto (PROS) e Bira do Pindaré (PSB) — prometeram que também assinariam, mas têm usado da desculpa de que não estão sendo procurados pelo progressista para serem convencidos a cumprir a palavra.

Não há prazo para o reconhecimento das assinaturas.

Segundo o líder do governo na Assembleia, deputado Rogério Cafeteira (PSB), Dino teria liberado a base a assinar o requerimento de Wellington e instalar a CPI. Ainda assim, nenhum deles sequer quer ouvir falar de investigação nos contratos e repasses da SES.

Justiça censura reportagens sobre Eduardo Braide e Máfia de Anajatuba
Política

Matérias tratavam sobre PIC do Gaeco e inquérito da PF. Documentos mostravam que integrantes de Orcrim eram lotados no gabinete do parlamentar

A Justiça do Maranhão, em resposta a uma ação do deputado estadual Eduardo Braide (PMN), censurou quatro reportagens produzidas pelo ATUAL7 sobre o parlamentar ser alvo de investigação do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Federal por haver empregado em seu gabinete integrantes da chamada Máfia de Anajatuba e por suposta apropriação indevida de recursos públicos.

Na sentença, há ainda uma determinação de pagamento de mais de R$ 50 mil de indenização ao deputado.

Segundo documentos mostrados nas publicações, o Procedimento Investigatório Criminal (PIC) do Ministério Público faz parte do calhamaço que levou o próprio Judiciário maranhense a determinar a cassação e prisão do então prefeito de Anajatuba, Hélder Aragão, no ano de 2015. Já o inquérito da PF trata sobre movimentações financeiras atípicas envolvendo empresas participantes da organização criminosa que saqueou os cofres públicos do município e o parlamentar.

Apenas uma das matérias censuradas tratava a respeito de outro assunto, precisamente sobre a forma com que Braide, então líder do bloco governista na Assembleia Legislativa, conduziu a votação sobre a proposta do Palácio dos Leões em aumentar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) de produtos e serviços.

Os conteúdos da reportagens originais foram retirados do site, logo após o ATUAL7 receber a intimação da decisão judicial.

Entorno de Edivaldo esnoba emendas de R$ 700 mil destinadas por Braide
Política

Deputado do PMN encaminhou R$ 300 mil para a compra de um mamógrafo e R$ 400 mil para reforma na feira no Anjo da Guarda

A escolha do deputado Eduardo Braide (PMN) em encaminhar emendas parlamentares diretamente para a Prefeitura Municipal de São Luís usar em obras e serviços na capital desagradou nomes do entorno do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Dentre eles os secretários municipais de Agricultura, Pesca e Abastecimento, Ivaldo Rodrigues, e de Governo, Lula Fylho, além do deputado federal Weverton Rocha (PDT).

Irritados com a projeção política e eleitoral que Braide adquire naturalmente com o ato, o trio usa as redes sociais e outros meios de comunicação desde o último fim de semana para esnobar os valores destinados pelo parlamentar: R$ 300 mil para a compra de um mamógrafo para o Hospital da Mulher; e R$ 400 mil para a reforma da feira do bairro do Anjo da Guarda.

De acordo com o que pregam, a destinação das verbas seria apenas oportunismo ou desinformação de como funciona a coisa pública no Executivo. Para isso alegam que, quanto ao mamógrafo, o dinheiro destinado não daria sequer para comprar um equipamento velho e ultrapassado, e sobre a reforma da feira, que o dinheiro não daria para fazer nem mesmo a calçada do local.

Em tempos de crise financeira e econômica atingindo fortemente todo o país, a ação esnobe em relação às emendas pode mais prejudicar a imagem do prefeito de São Luís do que melhorar. É que, embora os R$ 700 mil não sejam supostamente suficientes para fazer em sua totalidade o que a destinação das emendas se propõe, o valor serve ao menos para diminuir o impacto nos cofres do município, que segundo o próprio Edivaldo justifica para não realizar estas e outras atividades estaria quase vazio.

Os R$ 300 mil do mamógrafo, por exemplo, poderia ser aproveitado para completar com o que falta para a compra do equipamento. Já os R$ 400 mil da reforma da feira do Anjo da Guarda poderia ser utilizado para pelo menos iniciar a tal calçada — que mais parece, pelas explicações matemáticas de Ivaldo, Lula e Weverton, superfaturada.

Apesar da reclamação geral de seu entorno, Edivaldo Júnior, que deveria agradecer publicamente a destinação das emendas e aproveitar para solicitar outras mais, faz de conta que o dinheiro não cairá na conta da Prefeitura de São Luís e sequer toca no assunto.

O silêncio e a inércia, porém, não se justificam.

Como trata-se de emenda estadual, a verba não teria, pelo menos em tese, dificuldade em ser rapidamente liberada e aplicada para o benefício da população ludovicense. Edivaldo, afinal, é afilhado político do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que prega não perseguir desafetos, quanto mais quem pôs para administrar a cidade.

“Bom nome para vice”, diz Maura Jorge sobre Eduardo Braide
Política

Pré-candidata do Podemos reafirmou que disputará o governo do Maranhão em 2018

A pré-candidata ao governo do Maranhão, Maura Jorge (PODE), jogou uma pá de cal no boato de que ela poderia abdicar da candidatura em prol de suposta união da oposição em torno do nome do deputado estadual Eduardo Braide (PMN).

“O nosso projeto é de governo. Braide, assim como outros, seria um bom nome para vice. Deixa o Maranhão decidir!”, declarou ao ATUAL7.

Há uma semana, o boato já havia sido rechaçado, também em declaração ao ATUAL7, pelo deputado federal Aluísio Mendes, principal líder do Podemos na Câmara Federal.

“Sem chance! Maura Jorge é candidata a governadora! Além do mais, está a frente nas pesquisas e tem o nome consolidado no interior e na capital. Quem sugere essa chapa Braide/Maura não entende de política”, declarou o parlamentar.

A possibilidade de formação de uma chapa majoritária em torno de Braide foi criada por setores da imprensa que almejam a candidatura do deputado ao governo estadual, mesmo ele reafirmando que disputará a Câmara Federal em 2018. Pelo desejo desses setores, a chapa oposicionista seria formada por Eduardo Braide para governador, Maura Jorge para vice, e Roseana Sarney (PMDB) e Sebastião Madeira (PSDB) para o Senado Federal.

Contudo, além das declarações de Aluísio Mendes e Maura Jorge, a confirmação de condenação do ex-prefeito de Imperatriz por improbidade administrativa apontam para a inviabilidade de formação da aliança nessa condição. Agora oficialmente ficha suja, o tucano não pode mais disputar qualquer eleição pelos próximos cinco anos.

No mesmo sentido, pesa ainda contra essa cogitação de aliança em torno do nome de Braide o fato de que o próprio Madeira, inclusive, assim que teve a confirmação de sua condenação e inelegibilidade, tratou de dar declarações à imprensa de que o PSDB, na sua avaliação, deve ter como candidato ao governo o senador Roberto Rocha.

Cafeteira diz que não vai mais admitir comportamento de Braide e Andrea
Política

Principal alvo do líder do governo é o deputado do PMN. Informações sobre a Máfia de Anajatuba deverão ser utilizadas para rebater parlamentar

O líder do governo Flávio Dino na Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Rogério Cafeteira (PSB), usou o Twitter para mandar recado aos deputados Eduardo Braide (PMN) e Andrea Murad (PMDB). A dupla tem usado a tribuna da Casa para fazer duras críticas e denúncias ao Palácio dos Leões, desde o retorno dos trabalhos no Poder Legislativo após o Carnaval.

De acordo com Cafeteira, apesar do nível que ele estaria tentando manter o debate, os dois oposicionistas passaram a usar a tribuna apenas para caluniar e agredir o governador do Maranhão e seus auxiliares. O líder do governo alertou que, a partir da sessão desta terça-feira 7, qualquer discussão será feita no mesmo nível de Braide e Andrea.

“Tenho tentado, no papel de líder do governo, sempre fazer a defesa e os esclarecimentos necessários aos membros da oposição, em bom nível. Mas alguns membros da oposição têm insistido em caluniar e agredir o governador e seus secretários. A partir de hoje o debate será no nível escolhido por eles, não admitirei mais esse tipo de comportamento. Fazer oposição é uma coisa, tentar enlamear a honra de pessoas de bem é outra muito diferente”, destacou.

O ATUAL7 apurou que o recado foi orientado pelo próprio Palácio dos Leões e, apesar de também ter sido direcionado Andrea Murad, tem como alvo principal Eduardo Braide.

A orientação é para rebater o oposicionista com informações sobre a chamada Máfia de Anajatuba, esquema de corrupção desbarato pela Polícia Federal e Gaeco no município, em outubro de 2015. Durante as investigações, a Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) abriu um Inquérito para apurar o envolvimento do parlamentar na quadrilha. Segundo documentos oficiais do Coaf  (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e do Ministério Público, Braide teria movimentado milhões de reais de forma suspeita e nomeado diversos integrantes da organização criminosa em seu próprio gabinete parlamentar, inclusive um dos chefes da Orcrim, como funcionários fantasmas.

Serão essas informações — além de outras que correm apenas nos bastidores — que serão colocadas pelo líder do governo a cada vez em que Braide cobrar por moralidade e transparência no governo comunista.

PGJ alega sigilo e nega acesso às investigações contra Coutinho e Braide
Política

Deputados são investigados por suposto desvio de dinheiro público em conluio com as empresas da Máfia de Anajatuba

A Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) negou pedido de acesso às investigações abertas pelo órgão contra os deputados Humberto Ivar Coutinho (PDT) e Eduardo Salim Braide (PMN) — que na foto acima aparecem com a presidente da Comissão de Ética da Assembleia Legislativa, Francisca Primo (PCdoB) —, por suposto desvio de dinheiro público em esquema criminoso com as empresas fantasmas que operavam na chamada Máfia de Anajatuba.

O pedido de acesso foi feito pelo ATUAL7 no início de novembro de 2016, com base na Lei nº. 12.527/2011, a chamada Lei de Acesso à Informação, que garante o fornecimento das informações públicas, em até 30 dias. Contudo, o pedido foi respondido pela PGJ somente no final de janeiro último, já fora do prazo estabelecido pela legislação que regulamenta o direito constitucional, após insistentes tentativas da reportagem.

Na solicitação, foi relatada a correta apuração de possíveis crimes contra a Administração Pública, o interesse público e a previsão constitucional de publicidade dos processos.

Porém, em manifestação confusa e econômica assinada pelo promotor de Justiça Reginaldo Júnior Carvalho, acolhida pelo procurador-geral de Justiça, Luiz Gonzaga, a PGJ alega não ter sido informada no pedido sobre a legitimidade do propósito para a obtenção das informações; e que os autos do processos estão sob sigilo de investigação. A classificação da blindagem, obrigatória em casos de negativa de informações, não é informada no documento.

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Pelo texto da LAI, as informações de caráter sigiloso são aquelas que a divulgação possa colocar em risco a segurança da sociedade (vida, segurança, saúde da população) ou do Estado (soberania nacional, relações internacionais, atividades de inteligência). Por isso, diz a lei, apesar de serem públicas, o acesso a elas deve ser restringido por meio da classificação da autoridade competente. Conforme o risco que sua divulgação pode proporcionar à sociedade ou ao Estado, a informação pública pode ser classificada como: Ultrassecreta, com prazo de segredo de 25 anos (renovável uma única vez); Secreta, com prazo de segredo de 15 anos; ou Reservada, com prazo de segredo de 5 anos.

Ainda de acordo com a Lei de Acesso à Informação, as solicitações podem ser negadas sob a alegação de sigilo apenas quando há investigações em andamento, devido a existência do interesse público na elucidação do suposto crime. Porém, deflagrada a ação penal, isto é, uma vez iniciado o processo, todo o caso deve tornar-se público, com pleno acesso aos seus elementos e provas.

Embora não se tenha tido acesso aos autos, a negativa da PGJ ao ATUAL7 aponta que Humberto Coutinho e Eduardo Braide permanecem como investigados por suposto desvio de dinheiro público por meio das empresas fantasmas que operavam na chamada Máfia de Anajatuba.

Recentemente, o pai do parlamentar do PMN, o ex-presidente da AL-MA, Antônio Carlos Braide, apontado pelo Grupo de Atuação Especial no Combate a Organizações Criminosas (Gaeco) e pela Polícia Federal como um dos cabeças do esquema criminoso, teve denúncia contra ele rejeitada pela Justiça.

“Pacote de maldades”, diz Braide sobre aumento de impostos pelo governo
Política

Parlamentar insinuou que Flávio Dino, por ser ex-juiz federal, deve ter assinado os dois projetos sem sequer ler os textos

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN) classificou como “pacote de maldades” a intenção do governo em aumentar os impostos do estado. A declaração foi feita durante a sessão plenária da terça-feira 29, na Assembleia Legislativa estadual, ao discursar sobre dois projetos enviados pelo Palácio dos Leões para a Casa, que preveem a criação de multa de mora, aumento de juros e cumulação com a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) ao contribuinte maranhense.

“Cobrar do contribuinte comum multa moratória por dia, limitada a 20%, taxa Selic e mais juros de 1%, além de ser ilegal, é imoral com o povo do Maranhão. O povo maranhense, o pequeno contribuinte não merece esse pacote de maldades que foi encaminhado pelo Governo do Estado”, declarou.

A articulação do Poder Executivo estadual para a aprovação imediata dos projetos foi revelada pelo ATUAL7, com exclusividade, na segunda-feira 28. O pagamento de emendas aos deputados tem sido a moeda de troca oferecida pelo governo pela aprovação das duas propostas que, na prática, representam uma reforma do Sistema Tributário do Maranhão. Para Braide, a iniciativa é imoral, ilegal e inconstitucional. Ele insinuou que o governador do Maranhão assinou os projetos sem tê-los sequer lido.

“Esse projeto de lei traz uma ilegalidade patente. Eu quero acreditar que o governador assinou essa mensagem, esse projeto de lei sem ler. Sem ler! Porque não é admissível que um ex-juiz encaminhe uma mensagem a esta Casa onde ele afronta diretamente um princípio estabelecido no Artigo 5º da Constituição. Eu quero dizer que esse projeto, além de ser ilegal, é imoral. Ele desrespeita o povo do Maranhão e a crise por qual passa o nosso país”, disse.

Tardio

Nessa quarta-feira 30, também durante sessão plenária, o deputado Rafael Leitoa (PDT) declarou que, após audiência com o secretário de Estado da Fazenda, Marcellus Ribeiro Alves, foi decidido a correção da redação por meio de emendas, que serão apresentadas por ele próprio, na próxima terça-feira 6, data em apresentará seu voto como relator das propostas. Leitoa é presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Casa.

Contudo, além de deixar para corrigir o que apontou como “equívocos” somente após o alerta feito pelo deputado Eduardo Braide, o pedetista está de posse dos projetos de lei há cerca de uma semana, e mesmo assim não havia, até então, sugerido qualquer alteração nas mensagens.

Manobra

Outro fato que chama a atenção e direciona para uma possível manobra do Palácio junto aos deputados da base aliada é que, após a constatação dos tais “equívocos” nos projetos, o trâmite correto seria o governador Flávio Dino (PCdoB) pedir os textos de volta para fazer as devidas correções, e não criar puxadinhos nas propostas por meio de emendas do presidente da CCJ ou qualquer outro deputado anilhado ao Palácio.

Ocorre que, caso Dino agisse da maneira correta, os dois projetos de lei precisariam, primeiramente, ser submetidos a um novo prazo de tramitação na Assembleia Legislativa, para somente então ser votados, e isso em 2017. Para um governo que se acostumou a ter tudo aprovado em atropelo ao Regimento Interno do Poder Legislativo, porém, esse não seria um bom presente de Natal e Ano Novo.

O erro de Eduardo Braide: ele pensou que São Luís fosse Anajatuba
Política

Candidato do PMN deu de ombros para a opinião pública diante da suspeita de que lavou dinheiro e se apropriou de recursos públicos por meio da Máfia de Anajatuba

Candidato a prefeitura de São Luís pelo nanico PMN, o deputado estadual Eduardo Braide atravessou a temporada de caça ao voto fantasiado de apolítico e inimigo número 1 das raposas da política em geral, pensando que a capital do Maranhão fosse Anajatuba, onde ele também conseguiu mais do que dobrar os seus votos e com isso ser o mais votado no município, na última eleição para o Legislativa estadual.

Suspeito de lavagem de dinheiro e de apropriação indevida de recursos públicos por meio da chamada Máfia de Anajatuba, Braide sempre se comportou com tranquilidade olímpica em relação ao que pensava o ludovicense diante de sua ligação umbilical e profissional com os cabeças e demais membros da organização criminosa que saqueou os cofres daquela cidade.

Tudo miragem.

Quando Eduardo Braide se candidatou a prefeito de São Luís, faltou-lhe a percepção de que o comportamento que era assimilado na cidade coração da quadrilha que roubou quase outras 70 prefeituras não seria aceitável em São Luís. No início da semana final do pleito, quando se comprovou por meio de documentos oficiais que ele segue não somente investigado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), mas também pela Polícia Federal (PF) após vultuosas movimentações financeiras atípicas em sua conta-corrente, sua candidatura se tornou insustentável e virou pó.

Nas redes sociais, onde dominava desde o debate passado na TV Mirante, realizado no primeiro turno, diante do confronto com outros documentos, usuários passaram a duvidar sobre a honestidade que o candidato carregava em sua retórica e certidões negativas, já que as próprias certidões atestavam que as negativas contavam para qualquer investigação de corrupção, exceto as sob sigilo.

Mas ainda havia um luz no fim do túnel: o segundo e último debate na TV Mirante, no segundo turno, onde Eduardo Braide poderia se sobressair e massacrar o seu adversário, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Contudo, logo no início do primeiro bloco, ao confrontado por Edivaldo sobre qual sua participação na Máfia de Anajatuba, Braide acabou ficando nervoso, esqueceu a resposta que havia treinado, gaguejou por diversas vezes e não respondeu as perguntas feitas.

A relação da população ludovicense foi imediata e fraturou a candidatura de Braide, que já vinha afundando quando ele insistiu em faltar com a verdade ao dizer que nunca havia sido investigado. Apesar de seus próprios seguidores suplicarem em suas redes sociais para que se explicasse sobre as graves acusações que pesam contra ele, o candidato do PMN deu de ombros, acusou blogueiros de achaque e lidou com a opinião pública como curral, julgando que poderia trabalhar no plano eleitoral ludovicense nos mesmos moldes em que trabalhou sua reeleição para deputado estadual no município saqueado pela Orcrim. Acabou derrotado.

Edivaldo Júnior derrota Eduardo Braide e é reeleito prefeito de São Luís
Política

Pedetista venceu a eleição após a população despertar para o fato que seu adversário, Eduardo Braide, é investigado pela PF e pelo Gaeco

Com 100,00% das urnas apuradas, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) confirmou a liderança na votação do primeiro turno e foi reeleito prefeito de São Luís, após obter 53,94% dos votos válidos. O segundo colocado, Eduardo Braide (PMN) registrou 46,06% do total dos votos válidos. Votos brancos e nulos totalizaram 4,46%.

No primeiro turno, o prefeito reeleito teve o primeiro maior tempo no horário eleitoral entre os candidatos, com 3 minutos e 39 segundos. Já o seu adversário, por ter disputado apenas com o nanico PMN, teve direito a apenas 10 segundos de exposição, mas ainda assim acabou surpreendo nos debates da TV Guará e Mirante, levanto os eleitores a trocarem de voto nos últimos dias da eleição no primeiro turno.

Contudo, a revelação de que Eduardo Braide é investigado pela Polícia Federal (PF) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) por lavagem de dinheiro e suposto envolvimento na chamada Máfia de Anajatuba fez com que o candidato caísse na preferência do eleitorado. Também pesou contra ele as revelações de que fez contratos com empresas ligadas ao seu pai, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Carlos Braide, durante sua passagem pela Caema (Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão).

A ampla coligação que elegeu Edivaldo Júnior teve 12 partidos: além do PDT, selaram apoio à candidatura ainda no primeiro turno PTB, PRB, PSC, PR, DEM, PROS, PCdoB, PTC, PSL, PEN e PT.

Dentre os principais responsáveis pela vitória de Edivaldo nas urnas estão os secretários municipais Digo Lima (Habitação e Urbanismo), Helena Duailibe (Saúde) e Olímpio Araújo (Orçamento Participativo), além do deputado federal e presidente do PDT no Maranhão, Weverton Rocha. O governador Flávio Dino (PCdoB), embora tenha saído do muro nos últimos dias do pleito, não teve qualquer influência na decisão final do eleitorado que optou pelo pedetista.

Campanha

Durante a campanha, Edivaldo destacou o asfaltamento de milhares de ruas em toda a São Luís, em parceria com o governo estadual; a entrega de centenas de moradias em parceria com o governo federal, pelo programa Minha Casa, Minha Vida; e, principalmente, a entrega de novos ônibus, todos equipados com ar-condicionado, após a inédita licitação dos transporte público.

O pedetista também enfatizou que, apesar da crise econômica e financeira que afeta o país, colocou iluminação nova em quase todas as grandes avenidas da capital e conseguiu iniciar a construção das primeiras creche-escolas prometidas ainda durante a campanha eleitoral passada, de 2012, e da tão sonhada reforma do Hospital da Criança, já quase concluída.

Quem é Edivaldo Holanda Júnior

Edivaldo Júnior tem 38 anos e é o atual prefeito de São Luís. Começou a carreira política em 2004, quando foi eleito vereador pela cidade. Foi reeleito em 2008 para o cargo, com uma votação três vezes maior que a anterior. Dois anos depois, em 2010, o reconhecimento deste trabalho o presenteou com uma votação consagradora para deputado federal. Ele foi o mais votado em São Luís e tornou-se líder de seu então partido, o PTC, na Câmara dos Deputados.

Em 2012, sob o apadrinhamento de Flávio Dino (PCdoB), foi eleito prefeito de São Luís, derrotando seu ex-aliado, João Castelo (PSDB).

Apesar de não ter cumprido quase nenhuma das promessas de campanha que fez durante a campanha passada, conseguiu reverter o baixo índice de aprovação à sua gestão nos últimos meses que antecederam ao pleito, principalmente devido aos erros de seus principais adversários na disputa.

Assim como o seu adversário no segundo turno, Edivaldo Júnior também é investigado por corrupção. Dentre os principais processos a que é alvo está o do famoso esquema do Isec, onde R$ 33,2 milhões teriam sido desviados dos cofres públicos para a compra de votos nesta eleição, justamente por meio da pasta comandada por Olímpio Araújo.

Mais de 600 mil eleitores de São Luís são esperados para votar neste 2º turno
Política

Deste total, 298 mil 250 são homens e 361 mil 529 mulheres. Eleição é uma das mais acirradas de todos os tempos

Eleitores de São Luís, capital do Maranhão, voltam às urnas neste domingo 30, para, neste 2º turno, decidir quem será o prefeito da cidade a partir do dia 1º de janeiro de 2017. Concorrem à vaga o atual prefeito e candidato à reeleição, Edvaldo Holanda Júnior (PDT), e o candidato do PMN, deputado estadual Eduardo Braide.

São 659 mil 778 eleitores aptos a votar.

Deste total, 298 mil 250 são homens e 361 mil 529 mulheres, que votarão distribuídos em 260 locais de votação, onde funcionam 1.968 seções e irão trabalhar 7.872 mesários.

Marcada com troca mútua de acusações e documentos que comprovam que os dois postulantes são investigados por corrupção, a disputa eleitoral deste ano é uma das mais acirradas de todos os tempos, segundo todos os institutos de pesquisas que mediram a intenção de voto do eleitor ludovicense.

Apesar de Edivaldo aparecer, nos últimos levantamentos, levemente a frente de seu adversário, não se pode apontar ainda qual dos dois sairá vitorioso.

O governador Flávio Dino (PCdoB) e o grupo liderado pelo ex-senador José Sarney (PMDB-AP) apoiaram, nos bastidores, os dois candidatos, porém somente o comunista, já na última semana do pleito, decidiu divulgar publicamente o seu voto e que continuaria apoiando apenas com o candidato do PDT.

De mais preparado a mais corrupto: Eduardo Braide em dois debates na Mirante
Política

Comparação foi feita com base nos documentos em que os candidatos comprovaram que seu adversário é investigado por possível envolvimento ilícito com dinheiro público

Depois de dois debates na TV Mirante nestas eleições, um no primeiro e o outro no segundo turno, o candidato a prefeito de São Luís pelo PMN, deputado Eduardo Salim Braide, pulou da condição de mais preparado para a de mais corrupto.

Isso ocorre porquê, numa comparação simples entre os documentos que compravam que ele o seu adversário na disputa, o prefeito e candidato à reeleição, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), estão sendo investigados por corrupção, Braide acabou levando a pior.

Pelo documento publicado na rede social do candidato do PMN, restou comprovado que, apesar de que tenha dito no debate que é homem sério e que não é bandido, desde o dia 17 de março deste ano, pesa contra Edivaldo Júnior uma Ação População por ato de improbidade administrativa, que corre na 5ª Vara da Fazenda Pública de São Luís.

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Já no documento publicado pelo pedetista, por sua vez, ficou também comprovado que Eduardo Braide, embora ande no bolso e tenha em suas redes sociais uma calhamaço de certidões negativas de “nada consta”, é investigado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e apropriação indevida de recursos públicos, no esquema criminoso de empresas de fachada conhecido como a Máfia de Anajatuba.

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Neste sentido de troca de acusações mútuas, sobre quem seria mais corrupto que o outro, enquanto Edivaldo Holanda Júnior é alvo de uma ação de improbidade cujo entrada foi dada pelo advogado José Ribamar de Araújo e Sousa Dias e o empresário Albery Batistella, Eduardo Braide é alvo de investigação aberta pela própria Polícia Federale pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) —, após o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) encaminhar ao Ministério Público Federal a informação de que houve vultosa movimentação financeira em sua conta bancária, e dele estar umbilical e profissionalmente ligado aos cabeças e demais integrantes da organização criminosa (orcrim) que assaltou os cofres públicos daquele município.

Ainda comparando as acusações de corrupção de um contra o outro, enquanto não se tem conhecimento de que e de quanto se trata o suposto dano ao erário apenas nos cofres de São Luís por parte de Edivaldo Júnior no processo que corre na 5ª Vara da Fazenda Pública da capital, em relação a Eduardo Braide não se pode dizer o mesmo, pois é de conhecimento público e notório que a Máfia de Anajatuba operou em quase 70 prefeituras de todo o Maranhão, e delas roubou quase R$ 60 milhões da saúde e da educação — dinheiro este maior até que o envolvendo o famigerado esquema do Isec, que foi de R$ 33,2 milhões.

Talvez por saber que o que pesa contra ele é mais forte e consistente do que o que pesa contra Edivaldo, é que Eduardo Braide não tenha conseguido o esperado massacre no debate contra o prefeito, e ainda tenha se perdido em alguns momentos na fala, além de até se engasgado e de ainda, nervoso em um vídeo publicado no Facebook após o final do debate, ter chamado Edivaldo Júnior de “nosso candidato”.

Esta nova condição do candidato do PMN pode, inclusive, ser sentida diretamente nas redes sociais, devido a diminuição considerável de usuários saindo em sua defesa e de uma parte considerável do eleitorado ludovicense publicar em seus perfis que, após esse segundo debate, já pensa votar em branco ou nulo.

É como se a população que trocou o voto após assistir o primeiro debate da TV Mirante, e acabou votando nele por achá-lo o mais preparado para administrar a cidade, tivesse acordado ao saber quem é Eduardo Braide, e que, de políticos de boa retórica mas de pouca eficiência administrativa e muito envolvimento em casos de corrupção, basta Fernando Collor de Mello e José Sarney.