Yglésio Moyses
PEC das emendas impositivas avança na Assembleia Legislativa do MA
Economia

Com apoio de Othelino Neto à proposta, deputados se reuniram na Presidência da Casa nesta terça para fechamento de um texto consensual

Deputados da Assembleia Legislativa do Maranhão se reuniram na sala da Presidência da Casa, entre o final da manhã e início da tarde desta terça-feira 27, para tratar sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que garante a efetivação das emendas parlamentares.

Segundo apurou o ATUAL7, a matéria já conta com o apoio de todos os 42 deputados da Alema, restando apenas acertar os últimos detalhes sobre o texto a ser apresentado e aprovado pelas comissões e em plenário, em relação ao percentual obrigatório da RCL (Receita Corrente Líquida) no primeiro ano de vigência da PEC e ao escalonado no ano seguinte ao da promulgação da proposta.

A nova iniciativa para tornar impositivas as emendas dos parlamentares está sendo encabeçada pelo deputado Yglésio Moyses (PDT), integrante da base do Palácio dos Leões na Assembleia Legislativa, que articulou o apoio de quase 20 deputados governistas, principalmente novatos.

O avanço ocorre, porém, em razão da PEC contar com o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB). Ao ATUAL7, ele confirmou a reunião com os deputados, com o objetivo de chegar a um texto consensual. “Estamos dedicados a chegar a um termo que permita aprovar”, declarou.

Antes de Yglésio Moyses, já lutaram pela aprovação das emendas impositivas, mas sem sequer passar das articulações para recolhimento de assinaturas necessárias para o início das discussões – o total de 14 –, os deputados César Pires (PV), por diversas vezes, e o deputado Wellington do Curso (PSDB), ambos de oposição à gestão de Flávio Dino (PCdoB).

Grupo de Flávio Dino tem 11 pré-candidatos a prefeito de São Luís
Política

Apenas PCdoB e PDT têm três nomes, cada. Apesar de permitir que aliados tentem se viabilizar, governador já tem seu ungido para disputa

Entre nomes do alto e do baixo clero, o grupo comandado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) possui, atualmente, ao menos 11 pré-candidatos a prefeito de São Luís para as eleições de 2020, segundo levantamento feito pelo ATUAL7.

Apesar da alta quantidade de postulantes, de acordo com declaração do presidente do PCdoB no Maranhão, deputado federal Márcio Jerry, eminência parda da gestão comunista, chegado o período das convenções partidárias, não haverá dificuldade para a unção do escolhido.

Pelas movimentações públicas de Flávio Dino, apesar da permissão dada aos aliados para que tentem se viabilizar na disputa – sim!, por submissão voluntária dos próprios integrantes, no grupo dinista os passos só são dados após a permissão do governador –, o deputado federal licenciado e secretário estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Júnior (PCdoB), desponta como já ungido antecipadamente pelo chefe. Recentemente, no que pode alavancá-lo na graça do ludovicense, ele recebeu das mãos do governador o comando do programa intitulado Nosso Centro, cujo investimento se aproxima de R$ 140 milhões.

Além de Rubens Júnior, também pelo PCdoB, se articulam no grupo dinista o deputado estadual Duarte Júnior e o vice-prefeito de São Luís, Júlio Pinheiro.

Outro partido que também possui três nomes em disputa interna é o PDT. Pela legenda, o predileto do presidente do partido no Maranhão, senador Weverton Rocha, é o presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho. Em sua mais recente declaração sobre o pleito do próximo ano, porém, ele abriu brechas para que tentem se viabilizar o deputado estadual Yglésio Moyses e o vereador licenciado e secretário municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento, Ivaldo Rodrigues.

Os demais postulantes a prefeito de São Luís pela panelinha do Palácio dos Leões são: o deputado estadual Neto Evangelista, pelo DEM; o vice-presidente da Câmara de São Luís, Astro de Ogum, pelo PL (antigo PR); o deputado federal Bira do Pindaré, pelo PSB; e a deputada estadual Helena Duailibe, pelo Solidariedade.

Também recebeu autorização de Flávio Dino para tentar se viabilizar na disputa, mas ainda permanece sem partido, o comunicador Jeisael Marx, único outsider do grupo.

Votação de empréstimo para precatórios fica para próxima semana
Política

CCJ adiou reunião para deliberação sobre parecer de Yglésio Moyses. Governo quer R$ 623,5 milhões na operação de crédito

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) adiou, para a quinta-feira 25, a apreciação do relatório a ser apresentado pelo deputado Yglésio Moyses (PDT) sobre a autorização solicitada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) para um novo empréstimo pelo Estado.

Em mensagem encaminhada à Casa há quase um mês, Dino submeteu aos parlamentares pedido para tomar exatos R$ 623.549.278,00 na operação de crédito. Segundo o comunista, o montante será utilizado para o pagamento de precatórios que já venceram, alvo de ação judicial por atrasos, e os que vencerão até dezembro de 2024.

A reunião da CCJ deveria acontecer nesta terça-feira 23. Porém, mesmo com o parecer já finalizado, os membros do colegiado decidiram adiar a deliberação. Embora governista, o pedetista vem fazendo suspense sobre o relatório.

Com o adiamento da apreciação pela CCJ, que analisa apenas a constitucionalidade do pedido, a autorização para o empréstimo irá para votação em plenário somente na segunda-feira 29 ou na terça-feira 30.

Apesar do esforço do governo para tentar encarar o caso com normalidade, no bastidor, a demora inédita para a aprovação de um pedido de Flávio Dino pela Assembleia Legislativa tem sido entendida como demonstração de fraqueza e inabilidade do Palácio dos Leões, que, por falta de liderança e articulação, não consegue manter sobre os deputados novatos aliados da base o mesmo cabresto colocado nos parlamentares mais antigos da Casa.