Marcelo Tavares
Falta de liderança e de articulação expõem governo Dino na Alema
Política

Deputados aliados têm jogado contra a gestão comunista em cobranças por ações e melhorias em municípios onde possuem base eleitoral

A falta de liderança e de articulação do governo de Flávio Dino (PCdoB) na Assembleia Legislativa do Maranhão têm exposto a ineficiência da gestão comunista em diversos setores da administração pública, principalmente nos da saúde, infraestrutura, segurança e educação.

Nos quase três meses de trabalho na Casa, deputados da base aliada ao Palácio dos Leões têm jogado fortemente contra Dino, em cobranças por ações e melhorias do governo em áreas em que atuam e municípios onde possuem base eleitoral.

O empoderamento vem sendo exercido, em sua maioria, pelos deputados novatos Daniella Tema (DEM), Dr. Leonardo Sá (PR), Dr. Thaíza Hortegal (PP), Fernando Pessoa (SD), Rildo Amaral (SD) e Detinha (PR).

Esta última, por exemplo, na semana passada, exigiu da tribuna e diretamente ao secretário estadual da Educação, Felipe Camarão, que correu para a Alema para audiência com a deputada a fim de evitar maiores desgastes, melhorias para escolas do Alto Turi, região que abrange 17 municípios. Em discurso, ela fez um relato sobre a situação das escolas da regional de Zé Doca, que passam, principalmente, por dificuldades relativas à falta de infraestrutura e de professores.

Um petardo no Escola Digna, principal programa de Flávio Dino.

Apesar de afiançado pelo governador para ouvir os pleitos e negociar com os parlamentares, o líder do governo na Alema, deputado Rafael Leitoa (PDT), tem se demonstrado inábil e falhado na tarefa. Também o novo responsável pelos Assuntos Políticos no governo estadual, Rodrigo Lago, e o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares.

Se o empoderamento dos novatos for levado adiante, para não continuar a ser exposto negativamente pela base aliada na Assembleia Legislativa, e para evitar eventuais derrotas até então inéditas em votações importantes, Dino terá de redesenhar sua liderança e articulação política, tanto no Palácio Manuel Beckman quanto na estrutura das pastas do governo que têm deixado de cumprir com suas funções.

Dino e Tavares burlam lei para favorecer Karen Barros
Política

Presidente do Procon-MA se ausentou do país sem autorização legal. Publicação no DOE foi feita após revelação do ATUAL7, e cinco dias após a Brazil Conference já haver sido encerrada

O governador Flávio Dino (PCdoB) e o secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, burlaram a Lei nº 6.107, de 27 de julho de 1994, que dispõe sobre o estatuto dos servidores públicos civis do Estado, para favorecer a presidente do Procon no Maranhão, Karen Barros.

Segundo o artigo 162 da norma, o afastamento de servidores públicos do Estado para realizar missão ou estudo em outro ponto do território nacional ou no exterior necessita de autorização prévia dos chefes dos Poderes, concedida por meio de ato publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).

A exigência, porém, como revelou o ATUAL7 no último dia 6, não foi cumprida na ausência da chefe da autarquia, quando deixou o país para participar da Brazil Conference at Harvard & MIT 2019, realizado em Boston (EUA) – ao lado do bancado pelos cofres públicos, deputado Duarte Júnior (PCdoB), e do próprio Dino.

Somente na sexta-feira 12, cinco dias após o evento já haver sido encerrado, é que o DOE trouxe publicação com a autorização que dar ar de legalidade para o afastamento de Karen Barros, pelo período de 3 a 7 último, com o objetivo de estar do evento. O documento, assinado por Dino e por Tavares, garante que a autorização havia sido dada desde o dia 2, em atendimento a pedido feita pela presidente do Procon-MA no dia 1º.

Quando da publicação da viagem ilegal de Karen Barros para os EUA, o ATUAL7 entrou em contato com o Procon-MA, com a própria presidente da autarquia, assessoria do Governo do Maranhão e com Marcelo Tavares.

Em nota, o Procon maranhense disse apenas que não houve custos ao erário com a viagem de Karen Barros, mas silenciou, sobre a autorização que daria legalidade ao ato. A própria Karen Barros e o Procon-MA foram procurados outra vez para se posicionarem sobre o assunto, mas continuaram em silêncio.

Já Tavares, alcançado por telefone ainda no dia 6, disse inicialmente que não lembrava de haver assinado qualquer autorização para o afastamento de Karen Barros do Procon-MA para viagem a outro país.

Ouvido novamente nesta terça-feira 16, alegou agora que a “autorização foi dada pelo governador em tempo correto”, mas não soube responder quando confrontado a respeito da declaração anterior sobre não lembrar de haver sido assinada a autorização, e apresentou desconhecimento sobre o estatuto do servidor determinar que a autorização prévia deve ser sucedida de imediata publicação no DOE, o que torna o ato legal.

Também não soube responder, informando estar num evento e que iria se inteirar melhor sobre o caso para somente então responder, quando questionado do porquê da publicação no DOE somente no dia 12, se teria sido dada a autorização à Karen Barros desde o dia 2.

O espaço segue aberto para as novas manifestações.

Tavares diz que Dino brincou sobre pré-candidatura à Presidência
Política

Explicação foi dada em entrevista ao programa Resenha, da TV Difusora. Chefe da Casa Civil garantiu que foco do comunista é apenas governar o Maranhão

O secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, disse que o governador Flávio Dino (PCdoB) estava apenas brincando quando anunciou que disputará a Presidência da República nas eleições de 2022.

“O governador falou isso em tom de brincadeira. O foco é governar novamente o Maranhão, de uma forma ainda melhor do que foi feita no primeiro governo. Falar sobre isso [pré-candidatura à presidência] agora é uma precipitação sem tamanho”, declarou.

A explicação foi dada durante entrevista ao programa Resenha com John Cutrim, da TV Difusora, neste sábado 9.

O lançamento do nome do comunista ao Palácio do Planalto, que segundo Tavares não passou de brincadeira, foi feito pelo próprio Dino, no último dia 22, durante plenária extraordinária do PCdoB do Maranhão.

“Estou me preparando para 2022. Vocês nem notaram, já estou até com cinco quilos a menos. Vamos enfrentar o laranjal e a turma do mal”, afirmou, referindo-se a Jair Bolsonaro (PSL) e à série de denúncias envolvendo o uso de candidaturas laranjas pelo partido do presidente nas eleições de 2018.

Pito em Brandão

Ainda na entrevista, Marcelo Tavares deu um pito no vice-governador Carlos Brandão (PRB), por ele ter afirmado na semana passada estar pronto para assumir o comando do Palácio dos Leões e buscar a reeleição, quando Flávio Dino se desincompatibilizar do governo em 2022, justamente para concorrer à Presidência da República.

“Da mesma forma que não está na nossa agenda diária a candidatura à eleição para a Presidência da República, também é um desserviço falarmos de candidatura ao governo do Estado neste momento”, disse.

Flávio Dino anuncia retorno de Marcelo Tavares à Casa Civil
Política

Com ação, ele abre vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão para o suplente Edivaldo Holanda

O governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou, nesta terça-feira 5, pelas redes sociais, o retorno do deputado estadual Marcelo Tavares (PSB) à Casa Civil.

“A partir de quinta-feira, o deputado Marcelo Tavares retornará à Chefia da Casa Civil, cargo que exercerá no nosso 2º mandato no Governo do Maranhão”, publicou.

Na primeira gestão de Dino no Palácio dos Leões, o cargo foi ocupado pelo socialista durante quase todo o mandato do comunista, tendo saído apenas no período eleitoral, quando se desincompatibilizou para concorrer à Assembleia Legislativa do Maranhão, sendo eleito.

Com o retorno à Casa Civil, quem assume a vaga aberta na Alema é o suplente Edivaldo Holanda (PTC), pai do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

Até o momento, apesar do super inchaço da máquina pública, Flávio Dino ainda não deu sinais de que pretende realizar uma reforma administrativa, com extinção e/ou fusão de pastas.

Segundo declarações públicas do próprio governador do Maranhão, ele pretende fazer, no máximo, apenas poucas alterações no comando de algumas secretarias e órgãos estaduais — a exemplo da realizada agora, de retorno de Tavares.

O objetivo principal com as movimentações é de dar abrigo aos partidos aliançados e aos aliados.

Secretários pré-candidatos começam a deixar cargo para disputar eleições
Política

Desincompatibilização acontece após Procuradoria Eleitoral abrir investigação sobre suposto uso da máquina pública, pelo governador e cinco auxiliares, para fins eleitoreiros

Os secretários estaduais Adelmo Soares, da Agricultura Familiar, e Marcelo Tavares, da Casa Civil, devem deixar os cargos de auxiliares do Palácio dos Leões para disputar a eleição em outubro próximo. Ambos são pré-candidatos a deputado estadual, respectivamente, pelo PCdoB e PSB.

O anúncio dos substitutos foi feito pelo governador Flávio Dino (PCdoB), nas redes sociais.

Para a Agricultura Familiar, Dino anunciou Júlio Correa, ex-presidente da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp) do Maranhão. Na Casa Civil, assume o atual secretário de Transparência e Controle, Rodrigo Lago, acumulando as duas pastas.

A antecipação da desincompatibilização — que estava remarcada para acontecer somente no dia 2 de abril — coincide com o fato de que, na semana passada, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) instaurou procedimento preparatório eleitoral — com base em uma representação feita pelo PRP — para investigar o suposto uso da máquina pública pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e cinco secretários pré-candidatos, com fins eleitoreiros.

Adelmo e Tavares estão dentre os citados na denúncia.

Os outros são Marcio Jerry Barroso (PCdoB), da Comunicação e Assuntos Políticos; Neto Evangelista (DEM), do Desenvolvimento Social; e Márcio Honaiser (PDT), da Agricultura, Pecuária e Pesca.

Marcelo sobre investigação da Procuradoria Eleitoral: “Nenhuma preocupação”
Política

Chefe da Casa Civil, Flávio Dino e outros quatro secretários-pré-candidatos foram denunciados por uso da estrutura dos Leões para conseguir apoio político em municípios do interior do Maranhão

O secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, pré-candidato a deputado estadual pelo PSB, declarou ao ATUAL7 que não teme as investigações abertas no âmbito da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Maranhão contra ele próprio, o governador Flávio Dino (PCdoB), e outros quatro auxiliares do Palácio dos Leões, sobre o suposto uso da máquina pública em troca de apoio político, nas eleições de 2018.

“Esse tema não me causa nenhuma preocupação. Não há um único relato que seja, em lugar nenhum, que me relacione a qualquer tipo de irregularidade”, garantiu.

As investigações foram abertas em resposta a representação feita pelo PRP, do pré-candidato ao governo Ricardo Murad, com base em denúncias feitas da tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, por deputados da base governista na Casa.

Segundo Marcelo, apesar do alvoroço causado com a revelação de que os parlamentares foram inquiridos a esclarecer pontos do suposto uso da máquina por Dino e pelos secretários-pré-candidatos, ele próprio já havia sido procurado pela PRE-MA.

“Inclusive, já apresentei resposta”, ressaltou.

Recuo

Desde a revelação da abertura das investigações, os deputados Raimundo Cutrim (PCdoB), Júnior Verde (PRB), Stênio Rezende (DEM), Josimar de Maranhãozinho (PR), Vinicius Loro (PR) e Sérgio Frota (PSDB), autores da denúncia que levou o PRP a representar contra o governador e seus auxiliares, têm evitado comentar novamente da tribuna da Assembleia Legislativa sobre o suposto abuso de poder dos Leões.

Todos, inclusive, quando fizeram a denúncia, tinha a intenção de apenas atingir os secretários-pré-candidatos, e não demonstram, até o momento, qualquer intenção de romper com o governo.

PRE investiga Flávio Dino e secretários por uso eleitoral da máquina
Política

Governador e os auxiliares Márcio Jerry, Neto Evangelista, Márcio Honaiser, Adelmo Soares e Marcelo Tavares são suspeitos utilizar a estrutura dos Leões para cooptar prefeitos e lideranças

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Maranhão instaurou procedimento preparatório eleitoral — com base em uma representação feita pelo PRP — para investigar o suposto uso da máquina pública pelo governador Flávio Dino (PCdoB), em troca de apoio político, nas eleições de 2018. A informação é do Blog do Neto Ferreira.

Além de Dino, também são alvo da investigação os secretários estaduais de Comunicação Social e Assuntos Políticos, Marcio Jerry Barroso (PCdoB); Desenvolvimento Social, Neto Evangelista (DEM); Agricultura, Pecuária e Pesca, Márcio Honaiser (PDT); Agricultura Familiar, Adelmo Soares (PCdoB); e o chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB). Com exceção de Jerry, que concorrerá à Câmara dos Deputados, todos os outros são pré-candidatos a deputado estadual no pleito deste ano.

De acordo com a publicação, dentre os procedimentos já adotados, o procurador Regional Eleitoral, Pedro Henrique Oliveira Castelo Branco, teria encaminhado alguns questionamentos aos parlamentes que, há pouco de um mês, denunciaram que os auxiliares do Palácio dos Leões estariam utilizando a estrutura do governo para cooptar prefeitos e lideranças políticas, com cunho eleitoral. Em troca do apoio político, eles estariam oferecendo recursos públicos e obras nos municípios.

As seguintes perguntas teriam sido enviadas para os parlamentes — todos pertencentes à base de Dino na Casa:

a) Sabe informar a identidade desses secretários?
b) sabe informar em quais munucipios os fatos se deram?
c) sabe dizer em quê consistiram os beneficios em troca de apoio político?
d) sabe informar quais os prefeitos e lideranças que teriam sido assediados/pressionados por esses secretários?
e) deseja relatar algum outro episodio de que seja conhecedor mas que não tenha sido mencionado?

Outro lado

O ATUAL7 entrou em contato com o Governo do Maranhão, por meio da Secap, para que os secretários e o próprio Dino se posicionem sobre o assunto. O espaço está aberto para manifestação.

 

“Permanecerei onde estou”, diz Marcelo sobre afastamento de Zé Reinaldo
Política

Pré-candidato ao Senado deixou o grupo de Flávio Dino após ser rejeitado pelo comunista

O secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, demonstrou que não acredita que o deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) prossiga no intento de deixar o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB). Contudo, se isso realmente ocorrer, ressalta, não o acompanhará.

“Sinceramente ainda não acredito em rompimento. Mas se houver, sem nenhuma duvida, permanecerei onde estou”, disse ao ATUAL7.

Pré-candidato ao Senado e criador de Flávio Dino na política, Zé Reinaldo anunciou, nesse sábado 24, que aceitou o afastamento imposto pelo comunista e disputará o pleito de outubro próximo por outro grupo. O rompimento, segundo ele, ocorre em razão da falta de interesse do chefe do Executivo estadual em tê-lo como aliado na Câmara Alta.

“Pelo andar da carruagem não serei candidato pela chapa do Flávio, por falta de interesse dele. Não tem demonstrado interesse já há algum tempo”, declarou.

Apesar de admitir a falta de apoio do afilhado, Zé Reinaldo mantém a pré-candidatura ao Senado e, a princípio, a agenda de filiação ao Democratas, marcada para ocorrer no dia 10 de março.

“Serei candidato, mas vou buscar outro caminho já que não há interesse em estarmos juntos. Saindo sem volta”, alertou.

Secretários que vão disputar eleição deixam governo após o Carnaval
Política

Prazo foi estabelecido pelo governador Flávio Dino. Expectativa é haja baixa de pelo menos 11 nomes no Palácio dos Leões

Integrantes do Palácio dos Leões que pretendem disputar o pleito de outubro próximo tem o prazo obrigatório de deixar os cargos até o dia 7 de abril, mas para evitar desgastes ou paralisar políticas públicas, o governador Flávio Dino (PCdoB) passou a trabalhar a possibilidade de antecipar a saída deles para o mês de fevereiro, logo após o Carnaval.

Pela movimentação de pré-campanha aberta, pelo menos 11 nomes que deixarão seus postos já são conhecidos.

A expectativa é que, para deputado estadual, concorram o chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB); os secretários de Agricultura e Pesca, Márcio Honaiser (PDT), de Agricultura Familiar, Adelmo Soares (PCdoB), e de Desenvolvimento Social, Neto Evangelista (PSDB); os presidentes do Procon, Duarte Júnior (PCdoB), e da CCL, Odair José (PCdoB); e o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Pereira (ainda sem partido).

Já para a Câmara dos Deputados movimentavam-se os secretários de Comunicação e Articulação Política, Marcio Jerry (PC do B), de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (SD), e de Trabalho, Julião Amin (PDT); além do presidente da Agência Executiva Metropolitana, Pedro Lucas (PTB).

Os substitutos deles, no entanto, ainda é guardado pelo governo.

Governo aumenta orçamento da Casa Civil para R$ 130 milhões em 2018
Política

Valor é quase R$ 95 milhões a mais que o estimado para 2017. Comunicação também recebeu aumento

Proposta de Orçamento do Estado para 2018, ano de eleição, aumenta para R$ 130 milhões o valor destinado para a Casa Civil, comandada pelo ex-deputado estadual Marcelo Tavares (PSB).

O montante é quase R$ 95 milhões a mais do que o destinado para a pasta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) referente ao exercício financeiro de 2017, ainda em execução.

Encaminhado para a Assembleia Legislativa na semana passada, o PLOA 2018 deve passar pela Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização e Controle, para ser votado em plenário, até dezembro próximo.

Como o Palácio dos Leões tem a maioria na Casa, a proposta deve ser aprovada na íntegra pelos deputados, em votação relâmpago.

Comunicação

No mesmo documento, também é especificado um aumento no Orçamento da Secretaria de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos, que saltou de R$ 58,9 milhões deste ano para R$ 61,9 milhões no ano do pleito eleitoral.

A pasta responsável pela propaganda e imagem do governo comunista é comanda pelo presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry Barroso.

Jerry é pré-candidato a deputado federal, sendo apontado como um dos mais votados pela força que mantém no Executivo em razão de sua proximidade com o governador Flávio Dino (PCdoB).

Marcelo Tavares também faz promoção pessoal com recursos da Saúde
Política

Chefe da Casa Civil atropelou a lei e os discursos de moral e ética que pregava na Assembleia quando era oposição ao governo

Colocado pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), no cargo de secretário-chefe da Casa Civil como pagamento pela ajuda dada durante a campanha eleitoral de 2014, o ex-deputado estadual Marcelo Tavares (PSB) decidiu testar as urnas novamente em 2018 e já se articula como pode para angariar votos.

Até mesmo por meio de atos ilícitos.

Nessa quinta-feira 27, o socialista aproveitou a entrega de ambulâncias pelo Palácio dos Leões para prefeituras maranhenses para fazer promoção pessoal com os recursos da Saúde — mesma irregularidade praticada pelo secretário de Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry Barroso, que costura uma vaga na Câmara Federal.

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Acompanhado do comunista, Tavares também não se avergonhou com os discursos de ética, moral e integridade que pregava noutros tempos e entregou alguns dos veículos para os chefes do Executivo municipal. Fez a entrega de chaves, inclusive.

Pela legislação, o uso de recursos públicos para se promover eleitoralmente caracteriza ato de improbidade administrativa. Entre as sanções para quem age nessa marginalidade, inclusive, está a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e multa.

Apesar do ilícito, o Ministério Público do Maranhão, a quem cabe acionar os dois secretários-candidatos na Justiça e teve seu chefe nomeado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), parece não ter enxergado qualquer ilegalidade na participação ativa dos caçadores de votos na solenidade.

Casa Civil vai comprar iPhones para Marcelo Tavares e Carlos Brandão
Política

Serão adquiridos cinco aparelhos. Procurados, secretário e vice-governador preferiram silenciar sobre o gasto supérfluo

A crise econômica e financeira que atinge o país parece não ter atingido o governo Flávio Dino, do PCdoB.

Contrária ao discurso do comunista, de que cortaria os gastos supérfluos da Administração Pública quando assumisse o comando do Palácio dos Leões, a Casa Civil vai comprar, com dinheiro público, cinco iPhones para uso do secretário-chefe da pasta, o ex-deputado estadual Marcelo Tavares, e do gabinete vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSDB). Ambos foram procurados pelo ATUAL7 para comentar o dispêndio, mas preferiram não enviar resposta.

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O pontapé para a aquisição dos aparelhos telefônicos móveis ocorreu no último dia 8, na abertura do Pregão Presencial n.º 003/2017 — baixe o edital. Os gastos estimados são de exatos R$ 18.680,00 (dezoito mil e seiscentos e oitenta reais). Procurada, a Secretaria de Comunicação e Articulação Política (Secap) não informou em que situação se encontra o processo e nem qual empresa consagrou-se vencedora.

Para justificar a compra dos iPhones, a Casa Civil alega que “o serviço móvel pessoal é constantemente utilizado pelas autoridades quando em viagens e deslocamentos realizados no exercício das funções administrativas, sendo imprescindíveis para tal a aquisição de aparelhos telefônicos móveis”.

Ainda segundo a Casa Civil, “a escolha pelo smartphone que utiliza o sistema operacional IOS” decorre em razão “das aplicações do sistema operação Android serem mais permissivas, possibilitando que um usuário desinformado seja ludibriado”. “Quanto à segurança, o modelo que utiliza o sistema operacional IOS mostra-se mais robusto do que o modelo que utiliza o sistema Android”, completa.

Casa Civil atrasa publicação do Diário Oficial e dificulta fiscalização
Política

Última edição do caderno Executivo é de terça-feira 14. Pasta é comandada pelo ex-deputado Marcelo Tavares

O atraso do Governo do Maranhão em publicar o Diário Oficial do Estado (DOE) tem dificultado a fiscalização dos atos administrativos e financeiros do Palácio dos Leões, entidades e prefeituras municipais que utilizam as edições para este fim.

Nesta semana, por exemplo, até a publicação desta matéria, a última edição do caderno Executivo — que traz leis, decretos, resoluções, instruções normativas e outros atos de interesse dos servidores da Administração Pública — é de terça-feira 14. Já o caderno Terceiros — que traz contratos, editais, avisos, convênios, licitações e atos de interesse geral — é de quarta-feira 15.

De acordo com o próprio documento, a responsabilidade das publicações é da Unidade de Gestão do Diário Oficial, pertencente a Casa Civil. A pasta é comandada pelo ex-deputado estadual Marcelo Tavares. Procurado pelo ATUAL7 para justificar o atraso, ele não enviou resposta.

Quando parlamentar, Tavares, curiosamente, era um dos principais utilizadores do DOE na fiscalização dos gastos e atos administrativos da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) e seus auxiliares. A cada atraso do Diário Oficial, além de duras críticas da tribuna do Legislativo, ele até mesmo ameaçava denunciar o governo ao Ministério Público.

Contratos de R$ 1,4 milhão da Casa Civil com buffet têm até piruliteiros
Política

Dispêndio com objeto contraria discurso de corte de gastos supérfluos na máquina pública

A Casa Civil do governo Flávio Dino, do PCdoB, incluiu até mesmo o fornecimento de piruliteiros nos gastos de dinheiro público com a contratação de serviços de cerimonial e buffet.

Desde janeiro de 2015, a pasta é comandada pelo ex-deputado estadual Marcelo Tavares. Ele é sobrinho do deputado federal e ex-governador do Maranhão, José Reinaldo (PSB).

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O ATUAL7 teve acesso a todos os três contratos já firmados por Marcelo. Os dois primeiros, entre 2015 e 2016, foram celebrados com a Visão Perfil Assessoria Eventos e Serviços Ltda, dos empresários Jorim Wanderley Ithamar e Renata Wanderley Ithamar. Já o deste ano, quem levou foi a empresa Orienta Consultoria Comércio e Serviços Ltda, conhecida no mercado como Orienta Consultoria e Marketing, de propriedade de Fernando Tajra Vasconcelos e Sérgio Tajra Vasconcelos.

Somados, os três contratos chegam a quase R$ 1,4 milhão.

Além dos piruliteiros e serviços como almoços, jantares, brunch e coqueteis, as contratadas se comprometeram a fornecer tapetes, mestres de cerimônia e guias de turismo para a Casa Civil realizar seus eventos. Há ainda o fornecimento de carpinteiros, passadeiras e até mesmo de mobiliários como sofás e puffs.

Marcelo Tavares foi procurado pelo ATUAL7 para comentar a necessidade do dispêndio da verba pública com os objetos e com os serviços de cerimonial, já que o Palácio dos Leões possui em sua estrutura administrativa o Cerimonial do governador, mas não enviou resposta.

Durante a campanha eleitoral de 2014 e no discurso de posse de Flávio Dino, uma das principais bandeiras defendias pelo comunista era o corte de gastos supérfluos na máquina pública.

Casa Civil aumenta para quase R$ 1,4 milhão contratos com cerimonial e buffet
Política

Pasta comandada por Marcelo Tavares já fechou com duas empresas para a prestação dos serviços

A Casa Civil do governo Flávio Dino, comandada pelo ex-deputado Marcelo Tavares (PSB), aumentou para quase R$ 1,4 milhão o valor de contratos celebrados pela pasta com prestação de serviços de cerimonial e buffet. É o que aponta levantamento feito pelo ATUAL7 no Diário Oficial do Estado (DOE), nos três primeiros anos do regime comunista.

De fevereiro de 2015 a fevereiro de 2017, o órgão ligado diretamente ao Executivo estadual celebrou pelo menos três contratos com duas empresas, para a organização de eventos institucionais, abrangendo suporte técnico, acompanhamento e fornecimento de infraestrutura e apoio logístico em cerimônias e solenidades.

O primeiro contrato foi celebrado no dia 4 de fevereiro de 2015, primeiro ano de governo de Dino. Realizado na modalidade Pregão Presencial, o contrato foi fechado com a empresa Visão Perfil Assessoria Eventos e Serviços Ltda, com endereço na capital e pertencente aos empresários Jorim Wanderley Ithamar e Renata Wanderley Ithamar. O valor do contrato foi de exatos R$ 440 mil.

Em 2016, ano eleitoral, no dia 3 de março, a Visão Perfil faturou um novo contrato com a Casa Civil, dessa vez ao valor global absurdo de R$ 626 mil, para prestar o mesmo tipo de serviço, pela mesma vigência de um ano.

Já neste ano, a empresa vencedora do cerimonial e buffet da pasta foi a Orienta Consultoria Comércio e Serviços Ltda, conhecida no mercado como Orienta Consultoria e Marketing, também de São Luís.

Pelo contrato, até março do próximo ano, ela deve levar o total de R$ 301 mil dos cofres públicos para atender as necessidades da Casa Civil e unidades vinculadas, durante o exercício de 2017. A empresa pertence aos sócios Fernando Tajra Vasconcelos e Sérgio Tajra Vasconcelos.

Marcelo Tavares tenta barrar abertura de procedimento contra Clayton Noleto
Política

Secretário teria deixado de prestar informações sobre o “Mais Asfalto”. Chefe da Casa Civil oferece R$ 500 mil em emendas, ainda este ano, para quem barrar pedido

O secretário-chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, se encontra na sede da Assembleia Legislativa do Maranhão desde o início da sessão desta terça-feira 6. A missão: barrar no Plenário da Casa a abertura de um procedimento de crime de responsabilidade supostamente praticado pelo secretário de Estado de Infraestrutura, Clayton Noleto. Sentando de cadeira em cadeira ao lado de cada deputado da base, Tavares fala em mais 500 mil reais em emendas, ainda este ano, para quem barrar o pedido.

De autoria do deputado Edilázio Júnior (PV), o requerimento foi aprovado pela Mesa Diretora nessa segunda-feira 5, com base no artigo 33, § 2° da Constituição do Estado. Votaram a favor do processo o próprio Edilázio e o deputado César Pires (PEN), contra o voto apenas do deputado Othelino Neto (PCdoB), que exerce a presidência da Assembleia.

Segundo o parlamentar do PV, em outubro, ele teria solicitado a Noleto a relação completa dos municípios beneficiados pelo “Mais Asfalto”, bem como o cronograma físico/financeiro das obras do programa. O prazo para a prestação dos esclarecimentos era de 30 dias, mas as informações teriam sido fornecidas somente 57 dias depois do pedido, após Edilázio anunciar que entraria com o pedido de crime de responsabilidade contra o secretário – e, ainda assim, de forma incompleta.

Caso o plenário derrube a decisão da Mesa, Edilázio Júnior deve protocolar a denúncia no Ministério Público, sugerindo a propositura de uma ação civil pública. Se o deferimento for mantido, a Procuradoria da Assembleia reunirá a documentação com a denúncia de deputado e formalizará um processo na Justiça estadual, a quem caberá julgar se Clayton Noleto cometeu crime, ou não.

Mulheres de Marcelo Tavares e Ted Lago ganham juntas quase R$ 30 mil na AL-MA
Política

Silvana Leal Silva e Luciana Miranda Lago foram nomeadas em fevereiro do ano passado. Elas comandam a Diretorial Social da Casa

A lista de nomes, salários e Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de todos os deputados e funcionários (efetivos, comissionados, contratados e requisitados) lotados na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão trouxe à tona, além da confirmação de fantasmas, pomposos vencimentos de mulheres, maridos, namorados, namoradas, ex-marido, ex-esposa, parentes e aderentes de diversas autoridades do estado.

Levantamento do ATUAL7 apurou que, dentre esses nomes, está o da esposa do secretário-chefe da Casa Civil do governo Flávio Dino (PCdoB) e sobrinho do deputado federal e ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), o ex-deputado estadual Marcelo Tavares.

Diretora e adjunta

De acordo com a lista, entregue à Justiça no dia 27 de junho passado, Silvana Leal Silva recebe mensalmente o salário de R$ 18.597,10 (dezoito mil reais, quinhentos e noventa e sete reais e dez centavos). Ela é foi nomeada no cargo em Comissão de Diretora de Desenvolvimento Social, do Quadro Pessoal do Poder Legislativo estadual, desde o dia 12 de fevereiro do ano passado, com efeito retroativo ao 1º dia do mesmo mês. Apesar do gordo salário e do parentesco com a autoridade estadual, de acordo com servidores da Casa, Silvana não é fantasma, e realmente trabalha, inclusive usando farda.

Outra que também teve a sorte de ser nomeada logo nos primeiros dias de presidência do deputado Humberto Coutinho (PDT), é a esposa do empresário e presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Eduardo Lago Filho, ou Ted Lago.

Segundo o Diário Eletrônico da AL-MA, Luciana Miranda Lago foi nomeada na mesma data que a esposa de Marcelo Tavares, com efeito retroativo para o mesmo dia, mas para um cargo em Comissão menor, nada verdade abaixo de Silvana Leal Silva: Diretora Adjunto de Desenvolvimento Social.

Contudo, o próprio Diário Eletrônico da AL-MA revela que a mulher de Ted Lago foi presenteada com um Símbolo Isolado, ganhando um salário de R$ 9.707,19 (nove mil, setecentos e sete reais e dezenove centavos). Servidores da Assembleia afirmam que ela também não é fantasma, que realmente trabalha, porém descarta o uso de farda.

Juntas, Silvana Leal Silva e Luciana Miranda Lago ganham R$ 28.304,29 (vinte e oito mil reais, trezentos e quatro reais e vinte e nove centavos) por mês.

Silêncio

Procurado pelo ATUAL7, o diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa maranhense, Carlos Alberto Ferreira, não quis fornecer os contatos das servidoras, e nem comentar suas nomeações. O chefe da Casa Civil também foi procurado, mas seguiu a mesma linha de não se pronunciar. O presidente da Emap não foi encontrado pela reportagem.