Coronavírus
Em menos de 12h, Dino ignora segunda onda de Covid-19 no MA e recua de medidas restritivas
Política

Em reversão de prioridades, governo comunista manteve decisão de suspender parte das cirurgias eletivas para evitar novas contaminações

O governador Flávio Dino (PCdoB) ignorou decisão científica do COE (Centro de Operações de Emergências), anunciada pela própria gestão estadual, e, em decisão política, recuou de medidas restritivas para conter a segunda onda de transmissão comunitária da Covid-19 no Maranhão. O novo ciclo epidemiológico no estado, onde números que estavam caindo, agora, voltaram a subir, foi agravado pelo período eleitoral e festas de final de ano, devido à diminuição do distanciamento social –incentivada institucionalmente, por integrantes do primeiro escalão do Palácio dos Leões e pelo próprio comunista.

Na manhã desta segunda-feira 25, durante coletiva, o secretário estadual da Saúde, Carlos Lula, anunciou que, a partir de amanhã, estariam proibidos eventos que gerassem qualquer quantidade de aglomeração, pelos próximas 14 dias, incluindo casamentos, festas de aniversários e batizados.

Segundo a própria gestão comunista, a adoção da medida se dava pela necessidade de conter o aumento da doença no estado, e evitar colapso do sistema com casos de internações.

Menos de 12 horas depois, porém, o mesmo Carlos Lula, desta vez pelas redes sociais, informou que o governo Dino havia voltado atrás e mantido decreto estadual de setembro do ano passado que autoriza a realização de eventos com aglomeração de até 150 pessoas.

O recuo, além de revelar desorganização, falta de planejamento e viés político maior do que científico no combate à doença, afronta orientação por protocolos sanitários mais rígidos feita Ministério Público do Maranhão, a quem cabe agora acionar Flávio Dino e Carlos Lula por improbidade administrativa.

De acordo com dados da SES (Secretaria de Estado da Saúde), nas últimas semanas, houve uma aceleração muita alta no número de internações por conta da Covid-19, comparável a junho de 2020, no auge da pandemia.

Na coletiva para anunciar a medida restritiva derrubada pelo próprio governo de Flávio Dino logo depois, entre outros alertas, foi destacado o aumento de casos de infecção pela novo coronavírus entre a população jovem e de meia idade. Segundo a SES, a maior parte dos pacientes é do sexo masculino, entre 50 e 65 anos, com ou sem comorbidades, com estado clínico de moderado a grave, ativos no mercado de trabalho e com filhos jovens. O outro perfil, são de pacientes jovens em leitos de UTI, entre 24 e 35 anos, sem nenhum tipo de comorbidade que apresentam estado clínico grave.

Apesar de haver recuado na medida restritiva que evitaria aglomerações, que é principal forma de disseminação do novo coronavírus, o governo Dino reverteu prioridades e manteve a decisão de suspender parte das cirurgias eletivas para evitar novas contaminações.

Apesar de relatos de fura-filas da vacina, Ministério Público e Prefeitura de São Luís aguardam formalização de denúncias para abrir investigação
Cotidiano

Segundo o deputado Yglésio Moyses, pessoas que não fazem parte dos grupos prioritários estariam conseguindo se vacinar

O Ministério Público do Maranhão e a Prefeitura Municipal de São Luís aguardam a formalização de denúncias para decidirem sobre a abertura de procedimentos para apurar relatos de que pessoas estariam furando a fila da vacinação contra a Covid-19 em São Luís.

A informação foi dada ao ATUAL7 pelo órgão e pela administração municipal, na tarde dessa quinta-feira 21, em resposta a questionamento sobre publicações nas redes sociais feitas pelo deputado estadual Yglésio Moyses (PROS), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e das Minorias na Assembleia Legislativa.

Segundo o parlamentar, “médicos que só atendem em consultório, ex-dono de hospital, ginecologista de consultório e aposentados de hospital” estariam “dando aquele velho ‘jeitinho brasileiro’” para se vacinarem entre os grupos prioritários, mesmo não fazendo parte.

Ao ATUAL7, por meio de nota, a gestão de Eduardo Braide (Podemos) disse que “repudia qualquer tentativa de burlar as regras estabelecidas para a vacinação no Centro Municipal de Vacinação”, e que “disponibilizou modelos de declaração para unidades de Saúde públicas e privadas de São Luís, com objetivo de que essas instituições forneçam informações verídicas quanto a atuação dos profissionais que atuam na linha de frente da Covid-19”.

Questionada sobre a abertura de procedimento para apurar os relatos de Yglésio Moysés, porém, a prefeitura apenas destacou que as denúncias precisam ser formalizadas.

“Para que a vacinação continue transcorrendo normalmente e atendendo a quem de fato pertence aos grupos estabelecidos, a SEMUS pede que as possíveis irregularidades sejam denunciadas à Secretaria, que prontamente às levará ao conhecimento do Ministério Público”, ressaltou.

Embora possa agir de ofício, isto é, sem necessidade de provocação, o Ministério Público também ressaltou que as denúncias sobre pessoas furando a fira da vacinação precisam ser formalizadas.

Segundo o órgão, porém, mesmo não tendo recebido formalmente, até ontem, qualquer denúncia de que pessoas estariam sendo vacinadas indevidamente, providências para impedir que esse tipo de situação ocorra já estão sendo tomadas. Como exemplo, citou a emissão de ofícios aos promotores que atuam em todos os 217 municípios maranhenses, a fim que notifiquem secretários municipais de saúde sobre a obrigatoriedade da observância da fila de prioridade na vacinação contra a Covid-19.

“O Ministério Público do Maranhão reforça que casos de vacinação irregular devem ser denunciados nos canais disponíveis, por meio de sua Ouvidoria ou qualquer outra forma autorizada por lei”, destacou.

De acordo com a Prefeitura de São Luís, até ontem, cerca de 2,5 mil pessoas já haviam sido atendidas no Centro Municipal de Vacinação, localizado no pavilhão de eventos do Multicenter Sebrae, no bairro do Cohafuma.

Sem transparência, a falta de divulgação de microdados (com informações como quantidade precisa de doses por grupo prioritário e lista de pessoas vacinadas) vem impedindo o cidadão comum de melhor exercer o controle social e auxiliar os órgãos de fiscalização quanto ao cumprimento dos critérios de vacinação.

Bira assina CPMI para apurar se houve omissão do governo Bolsonaro na pandemia
Política

Comissão pretende investigar o agravamento da crise de saúde pública no Amazonas, onde há registro de falta de oxigênio para os pacientes internados com Covid-19

O deputado federal Bira do Pindaré (PSB-MA) assinou requerimento para criar uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar se houve omissão do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) no enfrentamento da pandemia no Brasil e no agravamento da crise de saúde pública no Amazonas, onde há registro de falta de oxigênio para os pacientes internados com Covid-19.

Segundo o parlamentar maranhense, Bolsonaro cometeu graves crimes contra a saúde pública em série. Ele se baseia no fato de que o governo federal foi alertado sobre a falta oxigênio nas unidades hospitalares de Manaus (AM) dez dias antes da crise, e mesmo assim nada teria feito para prevenir o colapso do SUS (Sistema Único de Saúde).

“O caos em Manaus é consequência da irresponsabilidade, do negacionismo, da falta de empatia, da incompetência e da insanidade de quem governa o país. A população precisou ser socorrida pelos outros estados e pela doação dos artistas, que se mobilizaram. O presidente só atrapalhou”, disparou.

De acordo com a normativa da Secretaria Geral da Mesa, a CPMI deve ser composta por trinta parlamentares, sendo quinze senadores e quinze deputados federais, além do número igual de suplentes. A comissão tem o prazo de 90 dias para fazer as investigações a que se propõe.

A matéria é de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede) e do líder do PSB na Câmara, Alessandro Molon. Ao todo, são necessárias 27 assinaturas de senadores e 171 de deputados federais para instalar a CMPI.

Roberto Rocha repete Jair Bolsonaro e desinforma sobre recursos da União para Manaus
Política

Também é falsa informação repisada pelo senador maranhense, de que o STF teria proibido o governo federal de atuar contra pandemia

Ao repetir o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e defender que a crise de saúde pública em Manaus (AM), agravada na semana passada pelo avanço da Covid-19, seria por “falta de ativismo na gestão do estado e excesso de ativismo na gestão do STF”, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) desinforma.

Na sexta-feira 15, o tucano publicou em sua conta oficial no Facebook uma cópia da tela do Portal da Transparência, do Governo Federal, que mostra os valores que foram destinados pela União à capital do Amazonas. Horas antes, sem legenda, a mesma imagem havia sido publicada nas redes sociais por Bolsonaro.

“Sim, do Supremo Tribunal Federal que, mais uma vez se arvorando de poder executivo, decidiu que essa era responsabilidade dos governadores e prefeitos”, continuou desinformando o senador maranhense.

De acordo com o mesmo Portal da Transparência, porém, dos R$ 2,36 bilhões destinados pelo Governo Federal a Manaus em 2020, 42,36% (R$ 999,5 milhões) corresponde à transferências constitucionais e royalties, que são obrigatórias. Do montante, ainda segundo dados do próprio site alimentando pela CGU (Controladoria-Geral da União), R$ 2,2 bilhões são relativos ao auxílio emergencial (que Bolsonaro não queria conceder, mas o Congresso aprovou), e o restante a benefícios sociais como Bolsa Família, Seguro Defeso e BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Apenas pouco mais de R$ 308 milhões foram destinados, especificamente, para enfrentamento à Covid-19.

Sobre a decisão do Supremo, diferentemente do que vem afirmando Jair Bolsonaro e foi repetido por Roberto Rocha, conforme explicado pelo ministro Marco Aurélio, a Corte não impediu o Governo Federal de agir. Ao contrário, a decisão do STF, conforme previsto na Constituição, autorizou os estados, municípios e o Distrito Federal a agirem juntos, dada a competência concorrente em saúde pública dos entes federativos.

O que o STF proibiu, em relação ao Governo Federal, foi a revogação de medidas de isolamento social eventualmente decretadas por estados, municípios e o DF, apenas. Não houve proibição alguma quanto à traçar estratégias para conter o avanço da pandemia; coordenar ações com estados e municípios; e prover medicamentos e equipamentos. A omissão é crime.

Maranhão inicia vacinação contra Covid-19 em todos os 217 municípios até quarta 20
Cotidiano

Primeiro lote foi recebido por Carlos Lula, nesta segunda-feira 18. Estimativa é de vacinar 1,75 milhão de pessoas nas três primeiras fases

O Maranhão começou a receber do Ministério da Saúde, nesta segunda-feira 18, o primeiro lote da vacina CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan. A informação foi divulgada nas redes sociais pelo secretário estadual da Saúde, Carlos Lula. Ele está no Departamento de Logística da Saúde, em São Paulo, acompanhando a entrega das doses.

Nesse domingo 19, o imunizante foi aplicado na primeira brasileira vacinada, Monica Calazans, de 54 anos, enfermeira do hospital Emílio Ribas, na capital paulista, ligado à rede pública.

O processo de imunização no Maranhão está previsto para começar na quarta-feira 20, em todos os 217 municípios maranhenses. Para isso, o governo de Flávio Dino (PCdoB) está distribuindo, desde o último fim de semana, insumos como seringas e agulhas aos municípios maranhenses. Também articulou logística de transporte e conservação das doses, com disponibilização de dois aviões, um helicóptero, três caminhões baús e 18 vans refrigeradas.

Já receberam os insumos as regionais de saúde de Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Raposa, Rosário, Itapecuru-Mirim e Chapadinha. Nas próximas horas, receberão as de Codó, Barra do Corda, São João dos Patos, Timon, Presidente Dutra, Pedreiras, Caxias, Balsas e Bacabal. A ação faz parte do Plano Estadual de Vacinação.

Antecipação

Há a possibilidade da vacinação começar em São Luís ainda hoje, assim que as doses da CoronaVac chegarem na capital do estado. A antecipação foi autorizada pelo Ministério da Saúde. O Centro Municipal de Vacinação em São Luís funcionará no Pavilhão de Eventos do Multicenter Sebrae, no bairro Cohafuma. Segundo a gestão de Eduardo Braide (Podemos), o espaço possui capacidade de atendimento de 200 aplicações de dose de vacina por hora.

Em todo o estado, serão 2.124 salas de vacinação, sendo possível ampliar para 2.500 salas.

Grupos prioritários

Na primeira fase, serão vacinados trabalhadores de saúde; pessoas de 75 anos ou mais; pessoas de 60 anos ou mais em asilos; população em situação de rua; população indígena aldeada, povos e comunidades tradicionais ribeirinhas e quilombolas.

Em seguida, na segunda fase, serão vacinados contra a Covid-19 idosos de 60 a 74 anos.

Já na terceira fase a vacina será aplicada em pessoas com diabetes mellitus; hipertensão arterial grave; doença pulmonar obstrutiva crônica; doença renal; doenças cardiovasculares e cerebrovasculares; indivíduos transplantados de órgão sólido; anemia falciforme; câncer; e obesidade grave, com IMC (Índice de Massa Corporal) igual ou maior que 40.

A estimativa é de que 1,75 milhão de pessoas sejam vacinadas nessas etapas. O restante da população será vacinada após essas fases, em cronograma ainda a ser definido pelo Ministério da Saúde.

Vacinação contra Covid-19 em São Luís começa dia 20; confira os grupos prioritários
Cotidiano

Plano municipal vai seguir o cronograma do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou, nessa quinta-feira 14, que a vacinação contra a Covid-19 começará no dia 20 de janeiro, quarta-feira, às 10h, inicialmente apenas nas capitais.

A informação foi confirmada pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Pode), que participou de encontro virtual do FNP (Fórum Nacional de Prefeitos). Nas redes sociais, Braide garantiu que a cidade está preparada para receber as doses do imunizante.

O início da vacinação, no entanto, de acordo com o Ministério da Saúde, depende de aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), prevista para este domingo 17. As doses devem chegar em São Luís na segunda-18, e distribuição na rede pública começar na terça-feira 19.

Entre os primeiros grupos a serem vacinados, segundo Pazuello, estão trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente do combate à pandemia do novo coronavírus, idosos com mais de 75 anos residentes em asilos e indígenas maiores de 18 anos, desde que aldeados.

Para esta sexta-feira 15, há a promessa de Braide finalmente tornar público o Plano Municipal de Vacinação, que vai seguir o cronograma do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Além da vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, da Inglaterra, e fabricada pelo laboratório Serum, da Índia, a Anvisa também analisa pedido de uso emergencial da CoronaVac, a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Questionada, gestão Braide volta a atualizar dados da Covid-19 após apagão de duas semanas
Cotidiano

Ainda incompletas, novas informações foram acrescentadas depois do ATUAL7 ter solicitado posicionamento da prefeitura sobre a falta de transparência

A Prefeitura de São Luís voltou a atualizar os dados da Covid-19, após apagão ainda não explicado de duas semanas. A atualização foi feita poucas horas depois que o ATUAL7 questionou a gestão de Eduardo Braide (Podemos) sobre a falta de transparência, e ainda assim feita de forma incompleta.

Até as primeiras horas da manhã desta terça-feira 12, na página oficial da administração municipal para acompanhamento diário da evolução do novo coronavírus, a última atualização era de 30 de dezembro de 2020, quando a prefeitura ainda estava sob Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Em nova consulta às 12h, o ATUAL7 constatou que houve acréscimo de informações sobre pessoas diagnosticadas, óbitos, suspeitos e descartados, mas a quantidade de testes realizados ainda permanece desatualizada.

Neste novo balanço, é informado que 26.786 mil pacientes foram confirmados com a doença em São Luís, e 365.868 descartados de infecção. Contudo, o número de testes realizados informado é de apenas 4.769.

Apesar da transição harmoniosa entre Edivaldo Júnior e Eduardo Braide, e do novo prefeito da capital afirmar possuir real preocupação com a pandemia em publicações nas redes sociais, o apagão de dados permaneceu sob sua gestão por quase 12 dias.

Questionada pelo ATUAL7, a Prefeitura de São Luís ainda não se posicionou sobre a falta de transparência. Apenas respondeu o primeiro contato, informando que o e-mail da assessoria mudou, e forneceu o novo endereço eletrônico.

Na página que deveria haver dados atualizados sobre a Covid-19 em São Luís, também não há qualquer informação sobre a equipe de especialistas que Braide afirma nas redes sociais que formou ainda durante a transição de gestão, nem sobre o Plano Municipal de Vacinação que o prefeito da capital garantiu ao procurador-geral de Justiça, Eduardo Nicolau, em reunião realizada nessa segunda-feira 11, estar pronto.

O último documento oficial publicado é de 5 de junho de 2020, que trata de decreto de Edivaldo Júnior sobre medidas de enfrentamento à pandemia.

Comandada pelo médico Joel Nunes Júnior (na foto com Braide), a Semus (Secretaria Municipal de Saúde) também foi procurada pelo ATUAL7, mas até o momento não retornou o contato para explicar a falta de transparência e de atualização dos dados, que deveriam ser públicos. O novo prefeito de São Luís vem dando reiteradas demonstrações de despreparo para o cargo.

Na contramão do combate ao coronavírus, governo Dino prepara mega queima de fogos no Réveillon
Cotidiano

Anúncio nas redes sociais estimula a população a se aglomerar. Quase 30 mil pessoas já foram infectadas pela Covid-19 na Ilha de São Luís e mais 1,5 mil morreu em decorrência da doença

Apesar da pandemia não ter terminado nem a vacina contra a Covid-19 ter chegado ao Maranhão, o governo de Flávio Dino (PCdoB) resolveu agir na contramão do combate ao novo coronavírus e vai gastar dinheiro público com uma mega queima de fogos no Réveillon na Ilha de São Luís.

O anúncio está sendo feita nas redes sociais oficiais do governo, numa espécie de convite à população para aglomeração durante a virada do ano.

“Preparados para festejar a chegada do ano novo?”, estimula a publicação, seguida da indicação de 15 pontos na capital, Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar onde ocorrerão a queima de fogos.

O ATUAL7 decidiu não divulgar os locais para não incentivar ainda mais aglomerações e risco de aumento das infecções e mortes pela Covid-19.

Segundo balanço da SES (Secretaria de Estado da Saúde), divulgado no final da tarde desse domingo 27, apenas na Ilha de São Luís, 28.985 foram diagnosticadas com a Covid-19 desde o início da pandemia, e 1.518 morreram em decorrência da doença.

Eduardo Nicolau diz que Flávio Dino revogou controle que evita aglomeração em eventos
Cotidiano

Em ofício encaminhado ao governador, procurador-geral de Justiça alerta que há vários anúncios de festas a serem promovidas no período natalino e de Réveillon

Apesar da pandemia ainda não ter terminado nem a vacinação contra a Covid-19 ter começado no Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB) revogou normas que tratam do controle e registro de entrada de pessoas em eventos, e da obrigação de manter tais registros para ulterior fiscalização e eventuais providências em caso de descumprimento da obrigação de não realizar festas com mais de 150 pessoas.

A informação consta em ofício assinado pelo procurador-geral de Justiça, Eduardo Nicolau, encaminhado ao Governo do Maranhão nessa quarta-feira 23.

No documento, Nicolau afirma que o afrouxamento ocorreu desde outubro, quando Dino e o secretário-chefe da Casa, Civil, Marcelo Tavares, editaram portaria em que regulamentam a realização de eventos de entretenimento no estado.

Segundo o chefe do Ministério Público do Maranhão, há vários anúncios de festas a serem promovidas no período natalino e de Réveillon, sendo necessária a adoção de rigorosas regras sanitárias e fiscalizatórias sobre expedição de alvarás e licenças para os eventos. “Devem ser indeferidos os pedidos que descumpram as normas e revogadas as autorizações já concedidas que também as descumpram”, alerta.

Ainda no documento, Eduardo Nicolau orienta Flávio Dino a determinar aos órgãos do poder de polícia administrativa do Estado planejamento para fiscalização ostensiva nos dias de festa, a fim de coibir possíveis irregularidades. “Enfim, que adote medidas preventivas e repressivas para garantir, em qualquer plano da competência do Governo do Estado, a prevenção, o enfrentamento e a contenção do coronavírus no estado durante o período de festas de final de ano, sobretudo na Grande Ilha”.

De acordo com boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado da Saúde), divulgado ontem, 199.754 pessoas foram diagnosticadas com Covid-19 no Maranhão desde o início da pandemia, e 4.445 morreram em decorrência da doença. Ainda segundo o balanço da pasta, 5.295 pessoas ainda estão com o vírus ativo e 2.865 sob suspeita de infecção.

Braide forma equipe para plano de vacinação contra Covid-19, mas não revela nomes
Cotidiano

Nome de futuro titular da Semus, principal responsável pela coordenação e operacionalização da vacinação, também ainda não foi informado

O prefeito eleito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), anunciou no Twitter, no último sábado 12, a formação de uma equipe de técnicos e especialistas em imunização para elaborar o plano de vacinação da população ludovicense contra o novo coronavírus.

“Vamos iniciar a vacinação o mais rápido possível. O trabalho pela nossa cidade segue firme”, publicou.

Mais de 48h depois do anúncio, porém, em total falta de transparência, os nomes dos membros da equipe ainda não foram revelados, nem o nome de quem ocupará a Semus (Secretaria Municipal de Saúde), principal responsável pela coordenação e operacionalização da vacinação.

No caso, antes de ser anunciada como finalizada, a formação da equipe multidisciplinar deveria passar primeiro pelo crivo do futuro titular da Semus.

Eventual situação contrária indicaria malversação de Eduardo Braide ainda na transição de gestão ou que quem comandará a Saúde de São Luís não terá liberdade necessária para atuar de forma técnica nem mesmo contra o avanço da pandemia da Covid-19, mas sempre subordinada à movimentações de ordem política.

Covid-19: PIB e inflação disparam
Artigo

Por Eden Jr.*

A pandemia da Covid-19 continua a produzir efeitos excêntricos em várias frentes – e na economia em especial. No momento em que o país ingressa numa segunda onda da virulenta doença, com números inacreditavelmente macabros, em que as mortes avançam para a casa de 800 diárias, gerando um lastimável total que passa de 179 mil, alguns números divulgados recentemente exibem as tipicidades do período que vivemos. Notadamente o desempenho da economia, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB), que registra tudo que é produzido no Brasil, e a inflação oficial, expressa no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ambos indicadores do IBGE são retratos destes tempos surpreendentes.

Divulgado no início deste mês, o PIB do terceiro trimestre, que teve performance positiva de 7,7%, aparentemente aponta para uma recuperação acelerada do país. Mesmo sendo esse o maior crescimento trimestral da série histórica iniciada em 1996, o número veio abaixo dos 8,6% esperado pelos analistas de mercado. Quando comparado ao terceiro trimestre de 2019, aponta para uma queda de 3,9%. As últimas expectativas são que, neste ano, a economia sofra retração de 4,5%. Essa projeção, que foi bem pior no início da crise, chegando perto dos 10% negativos, se confirmada, significará a maior queda anual da economia nacional, o que mostra o ineditismo da crise.

A elevação no PIB foi impulsionada marcantemente em razão do auxílio emergencial ofertado pelo Governo Federal para brasileiros em situação mais vulnerável durante a crise e pela ampliação do crédito pessoal para as pessoas físicas. Com essas circunstâncias, o consumo das famílias foi catapultado para um nível 7,6% maior do que o do segundo trimestre, fato que alavancou o setor de serviços, que corresponde a mais de 70% do PIB, ampliou a venda e produção de alimentos e o consumo de bens duráveis, como eletrodomésticos, impactando positivamente a indústria. Tudo isso convertido num pontual ciclo virtuoso do terceiro trimestre. O problema é que as bases dessa recuperação são inconsistentes, pois o auxílio emergencial, pago inicialmente no valor de R$ 600, foi reduzido para R$ 300 nos últimos três meses do ano e não tem perspectiva de continuar no ano vindouro. Isso tanto pelos problemas das contas da União – déficit primário previsto para R$ 850 bilhões neste ano (para se ter ideia da magnitude desse rombo, em 2019 o déficit foi de R$ 95 bilhões) – quanto pela imperícia dos núcleos econômicos e políticos do Planalto em tratar das questões fiscais e orçamentárias. E o crédito que uma família contrai hoje para consumo, significa mais endividamento, menos renda e compras no futuro.

A inflação no mês de novembro, divulgada no dia oito deste mês pelo IBGE, atingiu a marca de 0,89%. É o maior resultado para esse mês em cinco anos. Em 12 meses a alta dos preços acumulada está em 4,31%, acima do centro da meta de inflação do governo para 2020, que é de 4%, e deve ser perseguido pelo Banco Central. Alimentação, bebidas e gasolina foram os dois itens que mais pesaram na inflação de novembro, e a subida dos preços está disseminada por mais itens do que o mês anterior. Quando isso ocorre, a inflação fica mais espalhada, o que torna mais difícil domá-la.

Em sua última reunião, na quarta-feira (9), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que cuida do manejo da taxa básica de juros da economia, a Selic, e tenta levar a inflação para o centro da meta – 4% a.a. – manteve o índice em 2% a.a. – o menor da história. O indicativo é favorável, porque juros menores estimulam o consumo, o emprego, a renda e a retomada da economia. Entretanto, o Copom sinalizou que nos próximos meses a Selic pode ser elevada, tendo em vista que o Bacen alterou suas expectativas de inflação de 2020 para 4,3% (era 3,1%) e de 2021 para 3,4% (era de 3,1%). Contudo, o aumento dos preços ainda não pode ser encarado como uma ameaça mais real para a economia, porque o encerramento do auxílio emergencial e a baixa no dólar são dois ingredientes que podem vir a conter a escalada inflacionária.

Todavia, o grande desafio da economia, e da sociedade, para este e os próximos anos está na efetividade de vacinas que possam conter a Covid-19. Somente com um protetor eficaz, que possa trazer de volta a normalidade da vida das pessoas, para que saiam de casa normalmente, comprem produtos e serviços, será capaz de reativar plenamente a economia. O problema é que o presidente Bolsonaro nunca encarou a doença – que chamou de “gripezinha” e semana passada afirmou que a pandemia está no “finalzinho”, apesar dos indicadores informarem o recrudescimento na quantidade de casos – com a mínima seriedade necessária, e o início da vacinação na Inglaterra e a iminência da aplicação na Argentina, nos EUA e em São Paulo, trouxeram um clamor pelo imunizante, que tende a se intensificar nas próximas semanas e causar desarranjos sociais. Que a temperança prevaleça e “corrida pela vacina” seja logo encerrada, tendo a sociedade como grande vencedora.  

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*Doutorando em Administração, Mestre em Economia e Economista ([email protected])

Em meio à votação das emendas impositivas e LOA, Alema dificulta cobertura da imprensa
Política

Apesar de ter aglomerado durante o período eleitoral, Othelino Neto alega que restrição de acesso objetiva a preservação da saúde dos servidores da Casa

Apesar de haver definido como essenciais as atividades e serviços da imprensa durante o enfrentamento à pandemia da Covid-19, desde meados de novembro, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão tem dificultado o acesso de profissionais às dependências da Casa.

Para passar pelo portão de entrada do Palácio Manuel Beckman, sede do Poder Legislativo do Estado, mesmo durante coletivas e com credenciais, os profissionais precisam de autorização direta do parlamentar que estiver organizando o evento. Aos que conseguem tal autorização, precisam ter ainda uma outra, para subir ao andar onde ficam os gabinetes dos parlamentares, e com imposição de limite de acesso apenas ao que conceder a permissão, sendo proibido o deslocamento para outros setores.

A censura permanece em meio à votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das emendas impositivas e da LOA (Lei Orçamentária Anual). Ambas estão em discussão interna para irem a voto até a próxima semana, quando os deputados deixarão de participar das sessões devido ao recesso parlamentar, marcado para o próximo dia 22.

Apesar de ter aglomerado durante o período eleitoral, inclusive sem o uso obrigatório de máscara, ao ATUAL7, o presidente da Alema, Othelino Neto (PCdoB), alegou que a restrição de acesso às dependências da Casa tem por finalidade a preservação da saúde dos servidores.

“Como as sessões são transmitidas ao vivo, a imprensa e a sociedade podem e devem continuar acompanhando”, respondeu.

Questionado sobre a medida ditatorial atrapalhar o acompanhamento constitucional da imprensa aos trabalhos da Casa, Othelino rebateu, mesmo reafirmando em seguida a exigência arbitrária de ser permitida a entrada de profissionais na Alema somente após autorização de algum parlamentar.

“Não é censura. São medidas sanitárias necessárias. Os deputados podem dar entrevistas presenciais. Inclusive, pode receber o jornalista no gabinete. Basta que autorize o acesso”, respondeu.

Segundo a Assessoria de Comunicação da Alema, não há previsão para o fim da imposição.

Após aglomerar com Braide e Neto, candidata a vice-prefeita de São Luís é diagnosticada com Covid-19
Política

Candidato do Podemos suspendeu toda a agenda de campanha. Debate da TV Guará, marcado para hoje, foi cancelado

A candidata a vice-prefeita pela coligação “Pra Frente, São Luís”, Esmênia Miranda (PSD), foi diagnosticada com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A informação foi divulgada pelo cabeça de chapa, Eduardo Braide (Podemos), na tarde desta terça-feira 24.

Nos últimos dias, Esmênia e Braide aglomeraram por diversas vezes em diversos pontos da capital, quase sempre acompanhados do candidato derrotado ao Palácio de La Ravardière, Neto Evangelista (DEM).

Nas redes sociais, Braide anunciou que, por conta do contato constante com a candidata a vice, toda a sua agenda de campanha está suspensa até o resultado de exame para detecção para Covid-19 a que se submeteu. Por esta razão, o debate da TV Guará, que estava marcado para as 22h de hoje, foi cancelado pela emissora.

Sobre as dezenas de militantes que acompanharam Braide e Esmênia durante as caminhadas e carreatas realizadas nos últimos dias, porém, até o momento, não foi dada qualquer informação de eventual afastamento das ruas, isolamento social ou realização de exame para Covid-19 por estas pessoas.

Também não há informações a respeito de quais medidas sanitárias e de segurança serão tomadas, ou que já possam ter sido, por Neto Evangelista.

Cinco dias após informar infecção, Duarte Júnior recebe exame negativo para Covid-19
Política

Candidato do Republicanos se prepara para retornar às ruas em campanha pela prefeitura de São Luís. MPF foi provocado a investigar o caso

No que pode ser a mais rápida recuperação de Covid-19 do planeta ou a que pode colocar na cadeia diversos atores do Poder Executivo estadual por grave crime contra a saúde pública, o deputado estadual e candidato a prefeito de São Luís Duarte Júnior (Republicanos) apresentou, na noite dessa quinta-feira 19, no Twitter, um resultado de exame para a doença, cujo resultado deu negativo.

Ocorre que, segundo o documento, a coleta do material examinado e a liberação do resultado ocorreu desde o último dia 16, apenas cinco dias após Duarte Júnior informar oficialmente que havia sido infectado pelo novo coronavírus, dia 11.

O novo exame, de não reagente para Covid-19, foi realizado pelo Cedro, e assinado pelo presidente do laboratório, Elie Georges Hachem.

Apesar da credibilidade do Cedro e de Elie Hachem no mercado, para ser confirmada, a cura relâmpago merece ser caso de estudo.

Alvo de investigação, já está sendo.

Conforme mostrou o ATUAL7, por iniciativa do advogado Alex Borralho, no início desta semana, o MPF (Ministério Público Federal) foi provocado a atuar no caso, após suposto exame do Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) do Maranhão, atribuído a Duarte Júnior, apontar que o candidato estaria infectado pelo novo coronavírus desde o dia 5 deste mês.

Por envolver o pleito eleitoral, a investigação deve ficar aos cuidados do MP Eleitoral, chefiado no Maranhão pelo procurador da República Juraci Guimarães Júnior, marido da secretária estadual da Transparência e Controle, Lilian Guimarães. A Polícia Federal também deve entrar na apuração, e a Comissão de Ética da Assembleia Legislativa abrir sindicância ou uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito).

Se verdadeiro o suposto exame do Lacen-MA, Duarte Júnior pode ter colocado sob risco de infecção, conscientemente, um número incontável de pessoas na capital, incluindo idosos. Mais: servidores e a direção do laboratório público teriam envolvimento no suposto crime contra a saúde pública, já que por lei todos os diagnosticados com Covid-19 devem ser orientados sobre o isolamento social e acompanhados pelo Estado. O vice-governador Carlos Brandão, que é do partido de Duarte Júnior, e o governador Flávio Dino (PCdoB), que é aliado, apoiador e que declarou voto no candidato do Republicanos no segundo turno, também poderiam ter envolvimento.

Eventual confirmação de que o suposto exame é falso também complica a cúpula do Lacen-MA e do Palácio dos Leões. Isso poderia ocorrer pelo fato de que, sem a existência do exame, também não existiria o paciente e, por isso, não haveria necessidade de sigilo de informação. Logo, a suposta fraude já deveria ter sido esclarecida e os envolvidos na farsa eleitoral denunciados.

Em São Luís, segundo dados da SES (Secretaria de Estado da Saúde), desde o início da pandemia, 24.878 foram diagnosticadas com Covid-19 e 1.271 morreram em decorrência da doença. A letalidade é de 5.11%.

Carlos Brandão e Duarte Júnior são diagnosticados com Covid-19
Política

Vice-governador do Maranhão e candidato a prefeito de São Luís participaram de atos de campanha sem máscara dias antes de receberem resultado de exame

O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, e o deputado estadual e candidato a prefeito de São Luís, Duarte Júnior, ambos do Republicanos, foram diagnosticados com Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

A informação foi divulgada no Twitter, pelo próprio Brandão, e por meio da assessoria do parlamentar, na noite desta quarta-feira 11. No início da tarde, Duarte já havia suspendido atividades de campanha, após sentir indisposição durante uma caminhada.

Dias antes do diagnóstico, ambos participaram de uma carreata na capital, sem máscara e aglomerando com diversas outras pessoas em um veículo, entre elas a ex-presidente do Procon (Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor) do Maranhão, Karen Barros, além do deputado federal Josimar Maranhãozinho e sua sobrinha e indicada para a vice na chapa, Fabiana Villar, ambos do PL.

Aglomerações e descumprimento ao uso de máscara como medida sanitária de proteção e enfrentamento ao novo coronavírus são proibidos por decreto estadual. Em tese, a violação poderia gerar aplicação de multa e até prisão.

Além dessa desobediência ao decreto e normas sanitárias mostrada na imagem em destaque, nos último dias, Carlos Brandão e Duarte Júnior aglomeraram diversas outras vezes nos últimos dias, parte delas novamente sem máscara, sempre cumprimentando diversas pessoas.

Segundo balanço da SES (Secretaria de Estado da Saúde), divulgado mais cedo, 188.677 pessoas já foram diagnosticadas com o novo coronavírus no Maranhão e 4.146 morreram em decorrência da doença. Apenas em São Luís, 24.180 receberam o diagnóstico positivo e houve 1.262 por Covid-10.

Josimar da Serraria tem 5 dias para informar como usou recursos para Covid-19, diz Justiça
Política

Decisão foi proferida nessa sexta-feira 30, mesma data em que foi determinado seu retorno ao comando da Prefeitura de Governador Nunes Freire

O prefeito de Governador Nunes Freire, Josimar da Serraria (PSB), tem o prazo de 5 dias úteis para fornecer informações relativas à administração dos recursos federais destinados ao combate do novo coronavírus, bem como quais atos a gestão municipal teria praticado para o enfrentamento à pandemia.

A decisão, em caráter liminar, é do juiz Flávio Fernandes Pinheiro, proferida nessa sexta-feira 30, em mandado de segurança impetrado pelo vereador Luís Fernando Pereira (SD), presidente da Câmara Municipal. Na mesma data, o magistrado determinou a imediata recondução de Josimar da Serraria ao comando do município. Ele havia sido afastado do cargo pelo Poder Legislativo no último dia 26, em conturbada sessão, sob acusação de atraso no pagamento do funcionalismo e irregularidades na gestão do dinheiro público.

De acordo com a Justiça, as informações sobre o uso dos recursos federais destinado para combate à Covid-19 devem ser detalhadas da seguinte forma por Josimar da Serraria:

a) Lista completa de funcionários que trabalharam/trabalham diretamente no tratamento e combate à Covid-19 com data de admissão, cargo, lotação e salário;

b) Relação de insumos e medicamentos adquiridos com os recursos do Covid-19 e cópia de suas notas fiscais e seus respectivos processos licitatórios;

c) Plano de Ação (contingência), Ata das reuniões do Comitê da Covid-19;

d) Extratos detalhados das contas da pasta da Saúde informando todos os valores já depositados com a finalidade de combate/tratamento
do Covid-19;

e) Lista da estrutura hospitalar municipal disponível para atendimento dos pacientes de leve, média e alta complexidade, disponibilidade ou não de UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) e quantidade de ambulâncias disponíveis em nosso município;

f) Informar se há algum profissional da saúde com salário em atraso no município de Governador Nunes Freire e apresentar o comprovante de pagamento salarial;

g) Informar a totalidade de indivíduos que foram contaminados ou que faleceram em decorrência da infecção por Covid-19 (boletim epidemiológico completo).

Em caso de descumprimento, foi fixado multa no valor de R$ 20 mil e mais R$ 1 mil por dias que se sucederem de atraso, limitados ao valor de R$ 50 mil. O valor deverá recair sob o patrimônio pessoal do próprio prefeito.

Vice-prefeito de São Luís é contaminado com Covid-19 após aglomerar em ‘plenária da saúde’
Política

Lotado por centenas de pessoas, ato eleitoral contou com a participação de Rubens Júnior e Carlos Lula, também diagnosticados com a doença

O vice-prefeito de São Luís e candidato a vereador, Júlio Pinheiro (PCdoB), está hospitalizado no HCI (Hospital de Cuidados Intensivos), após ser infectado pelo novo coronavírus. O anúncio foi feito por ele próprio, nas redes sociais, na semana passada.

A contaminação com Covid-19 ocorreu poucos dias após o comunista se aglomerar com centenas de pessoas, no último dia 29, durante ‘plenária da saúde’.

Violando normas sanitárias de distanciamento seguro e recomendações da Vigilância Sanitária e do Ministério Público Eleitoral, o ato foi realizado em ambiente fechado, e contou com a participação do candidato do PCdoB à prefeitura da capital, Rubens Pereira Júnior, e do secretário estadual da Saúde, Carlos Lula. Ambos também diagnosticados com Covid-19.

Segundo balanço da SES (Secretaria de Estado da Saúde), até essa segunda-feira 12, São Luís registrou 22.272 pessoas infectadas pelo novo coronavírus e 1.253 mortes em decorrência da doença. Alta, a letalidade é de 5.63%.

Apesar da pandemia não ter terminado nem exista vacina para Covid-19, em meio à casos de reinfecção na capital, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) pretende reativar a Feirinha São Luís, conhecida com concentrar grande aglomeração no Centro Histórico.